1 de set de 2015

Cunha na ONU e a liberdade de expressão

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi aos Estados Unidos para participar da 4ª Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos, promovida pela União Interparlamentar. A UIP é parte do Sistema ONU, que é formado pelos seis principais órgãos da Organização, bem como por agências especializadas, Fundos, Programas, Comissões, Departamentos e Escritórios.

Cunha foi para a Conferência em Nova York defender a democracia brasileira.

A democracia brasileira de Eduardo Cunha não convive com qualquer regulação dos meios de comunicação. Ele saiu do Brasil para ir aos Estados Unidos com o objetivo de dar explicitamente este recado.

Em seu discurso, ele ressaltou a existência de uma Constituição Cidadã em nosso país, que construiu as bases para uma democracia representativa. “As soluções apresentadas sempre estão no campo da democracia representativa — a modalidade de governo que consegue intermediar melhor as pluralidades tanto culturais quanto ideológicas.”

O grifo é meu e considero importante porque esse enfoque de Cunha é o centro de seu pensamento político. O povo, que vive na planície, elege seus representantes que governam do planalto. E nesta relação o povo é apenas um coadjuvante, uma massa que não possui protagonismo para além do voto. Não é à toa a ojeriza que Cunha tem a qualquer forma de participação social e, por isso, proíbe a entrada da plebe na Casa do Povo e joga spray de pimenta em quem tentar “transgredir a ordem”.

Claro que ele não disse nada disso na ONU, imagine. Pelo contrário. Ele poetizou que “democracia sem povo é como jardim sem flores; não tem o que se regar; o que se manter”.

Para Cunha, a liberdade de imprensa é a chave da democracia. E ele fez questão de reproduzir a velha e conveniente confusão conceitual que coloca liberdade de imprensa e liberdade de expressão em pé de igualdade, quase sinônimos. Na visão do atual presidente da Câmara dos Deputados, a garantia da liberdade de imprensa está na ausência de regulação. Ele afirmou diante dos presidentes de parlamentos de todo o mundo que “é fundamental para a democracia a manutenção da liberdade de imprensa — de expressão — e combatermos qualquer forma de censura ou regulação de mídia de qualquer natureza, inclusive econômica”.

E de certa forma ele tem razão.

Como??? Sim, porque se entendermos — como parece que o Cunha entende — que a liberdade de imprensa é a aquela que permite aos veículos de mídia publicar o que quiserem, sem qualquer obrigação de fazer reparações a notícias que violem o direito à intimidade, que violem os direitos humanos e sem qualquer compromisso com o interesse público, para esta liberdade de imprensa quanto menos regras melhor. A ausência de regulação é o ambiente da supremacia dos interesses dos conglomerados econômicos de mídia.

Mas para garantir a liberdade de expressão — que é o direito que todos nós, cidadãos e cidadãs, temos de nos expressar — é indispensável a existência de regras. Como consta do Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

O que talvez Cunha não saiba, ou sabe mas ignorou, é que a ONU possui uma Relatoria para Liberdade de Opinião e Expressão que tem recomendações bastante abrangentes e consolidadas sobre a necessidade de se construir um rol de leis e dispositivos institucionais (dentro e fora da estrutura do Estado) que componham um marco regulatório para as comunicações de forma a garantir a diversidade e a pluralidade, impedir a formação de monopólios, proteger as culturas nacionais e regionais, estimular a produção de conteúdo independente, preservar os direitos humanos e tantos outros que seriam necessários muitos caracteres para descrever.

Mas Cunha foi até a ONU para dizer que não cabe na democracia a existência de regras para a atividade de comunicação, nem regulação econômica. O presidente da Câmara fez questão de sublinhar o aspecto econômico para se opor à ideia, defendida pela presidenta Dilma Rousseff durante as eleições, de que é preciso se discutir no Brasil uma regulação econômica para os meios de comunicação que impeça a formação de monopólios.

E isso, nada mais é do que respeitar as diretrizes já existentes no Art. 220 da Constituição Cidadã que Eduardo Cunha foi propagandear nos Estados Unidos. Essa Constituição que cabe ao Congresso Nacional aprovar leis para regulamentar. Ou seja, Cunha viajou 6.520 km (distância estimada entre Brasília e Nova York) para dizer que ele se nega a fazer o serviço para o qual foi eleito — zelar e garantir a aplicabilidade de todos os artigos da Constituição Federal.

Aqui no Brasil a gente já sabia de tudo isso. Ele já mostrou seu “apego” à democracia, já deu declarações bastante enfáticas para dizer que durante o seu mandato nenhum projeto de regulação da mídia será pautado “nem por cima do meu cadáver”, a frase é dele.

Em seu discurso em Nova York ele ressaltou que “os Parlamentos são o foco de resistência que devem zelar por esse combate, a despeito de governos autoritários."

A questão que fica é: e quem defende o povo de parlamentos autoritários que ignoram e rasgam a Constituição? Talvez o povo, aquele que fica na planície ignorada, e que precisa sair às ruas para defender a democracia, impedir retrocessos civilizatórios que estão em curso no parlamento brasileiro, como a proposta de redução da maioridade penal, a institucionalização da corrupção pelo financiamento privado da política, a terceirização das relações de trabalho e desobstruir outras como o debate para ampliar a diversidade e pluralidade nos meios de comunicação.

Renata Mieli
No Blog do Miro
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Presidente da CCJ da Câmara é indiciado por corrupção


A Polícia Federal indiciou o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e o pai dele, senador Benedito de Lira (PP-AL), por corrupção passiva no âmbito da operação Lava Jato.

Em relatório encaminhado nessa segunda-feria, 31, ao Supremo Tribunal Federal, os delegados da PF sustentam que os dois acusados tiveram dívidas de campanhas eleitorais pagas pelo doleiro Alberto Youssef e receberam propinas por meio de doações eleitorais oficiais resultantes do esquema de corrupção na estatal.

Em delação premiada, Youssef apontou Arthur Lira e Benedito Lira como beneficiários do suborno pago por empresas fornecedoras da Petrobras. A PF diz no relatório que a colaboração premiada foi confirmada por outras provas testemunhais e documentais, algumas delas obtidas por meio do rastreamento de contas bancárias.

Agora o STF deverá encaminhar as conclusões da PF ao Ministério Público Federal, que decidirá pelo oferecimento de denúncia criminal contra os acusados ou pelo arquivamento do caso.

A defesa de Arthur Lira e Benedito de Lira informou que o relatório ainda não é público e que vai se manifestar assim que tiver acesso ao conteúdo do documento.
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Projeto de Serra para o pré-sal tem comissão encerrada e volta ao plenário


Presidente da comissão classifica situação de 'constrangedora'. Proposta é considerada retrógrada e senadores avaliam que deverá ser rejeitada

A decisão sobre quando será votado o PLS 131/2015, que retira da Petrobras a participação mínima de 30% na exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal, está agora nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A comissão especial criada para discutir o projeto de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) foi extinta, na semana passada, porque não conseguiu reunir os senadores para debater a matéria. Visivelmente irritado, o senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da comissão, reclamou do quórum esvaziado. "É constrangedor", resumiu. Agora, o projeto será votado no plenário, assim que Calheiros marcar a data.

"Desde o início, esta comissão se mostrava desarticulada e desorganizada. Nem mesmo o senador Serra, autor da proposta, aparecia nas reuniões. No dia em que o presidente dissolveu a comissão, Serra chegou atrasado, perdido, perguntando o que tinha acontecido", contou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel. Para ele, os próximos dias serão cruciais para a formação da estratégia de atuação dos trabalhadores, que estão fazendo um corpo a corpo com os senadores para que rejeitem a proposta de Serra.

No meio de tantas idas e vindas do PLS131/2015, que já esteve prestes a ser votado no plenário do Senado, "esvaziar a Comissão Especial foi a estratégia encontrada pelos senadores que querem a rejeição do projeto", segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR). "A Comissão já foi criada de forma errada. O presidente Renan não poderia indicar o presidente, nós que teríamos de escolhê-lo pelo voto. Depois, impuseram o relator. Estava tudo errado", explica Requião, que chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal para cancelar a comissão.

O senador acredita que o projeto pode ser derrubado no plenário. "Querem voltar com a política do FHC. Não vão conseguir isso", afirmou, referindo-se à tentativa do ex-presidente de privatizar a estatal brasileira do petróleo.

Requião, porém, crê que o projeto não entrará na pauta de votações imediatamente. Ainda segundo o senador, Renan Calheiros teria se comprometido a segurar a proposta, ou seja, colocar o projeto na "gaveta do esquecimento". Até quando, é imprevisível.

Se for à votação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) também duvida que ele seja aprovado. Para ele, o projeto é inadequado e significa um retrocesso às conquistas que o país já fez. " É um projeto contrário aos interesses do Brasil. É tão danoso, que é impossível melhorá-lo. Tem de ser derrubado", afirmou.

Para o coordenador da FUP, o momento é de manter a atenção sobre os movimentos do autor da proposta, senador José Serra. Rangel não acredita que a extinção da Comissão Especial tenha sido uma estratégia, mas um reflexo da fragilidade da proposta. Mesmo assim, vai continuar com o movimento de pressão sobre o Parlamento.

O Palácio do Planalto também monitora o caminho que o PLS 131/2015 trilhará a partir de agora. Sem o status de urgência, ele não terá mais prioridade na pauta de votação e dependerá da decisão do presidente Renan em incluí-lo na agenda. Na reunião com os movimentos sociais, em agosto, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que trabalharia para manter a Lei do Pré-sal, o que significa enterrar de vez a proposta de Serra.

Eunice Pinheiro
No RBA
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Seminário Mídia e Democracia nas Américas: Inscrições abertas


Entre os dias 18 e 20 de setembro, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e a Agência Latino-Americana de Informação (Alai), do Equador, promovem o Seminário Mídia e Democracia nas Américas. O encontro reunirá autoridades e especialistas internacionais para discutir o cenário político, o papel da mídia e a luta pela democratização da comunicação no continente.

A atividade ocorre no San Raphael Hotel (Largo do Arouche, 150), no centro de São Paulo. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo formulário abaixo. O valor é de R$ 100, sendo que estudantes pagam a metade (R$ 50). O formulário de adesão está aqui.

Hospedagem

Para os participantes que não residem em São Paulo e optarem por hospedagem, o Hotel San Raphael, que sediará o Seminário, oferecerá descontos na diária. Mais informações sobre a promoção podem ser consultadas pelo e-mail contato@baraodeitarare.org.br.

PROGRAMAÇÃO

18 de setembro – sexta-feira

18h – Cerimônia de abertura

19h – A urgência da democratização dos meios de comunicação

— Ricardo Berzoini – ministro das Comunicações;

— Venício Lima – professor aposentado da Universidade de Brasília;

— Edson Lanza – Relator Especial para Liberdade de Expressão na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (*);

19 de setembro – sábado

9h – As experiências do Uruguai e Argentina

— Néstor Busso – ex-presidente do Conselho Federal de Comunicação da Argentina;

— Sergio De Cola – ex-diretor do Conselho Nacional de Telecomunicações do Uruguai;

14h – As experiências da Bolívia, Equador e Venezuela

— Osvaldo Leon – coordenador da Agência Latino-americana de Informação (Alai-Equador);

— Tania Valentina Dias – Vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela;

— Amanda Vila – ex-ministra das Comunicações da Bolívia;

17h – As experiências do Chile, México e Cuba

— Javiera Olivares – presidenta do Colegio de Periodistas do Chile ;

— Luis Hernández Navarro – editor do jornal La Jornada (México);

— Iroel Sanchez - blogueiro cubano

20 de setembro – domingo

9h – As experiências dos Estados Unidos e Canadá

— Andres Conteris – Democracy Now (EUA);

— Edgard Rebouças – pesquisador da Universidade do Quebec em Montreal (UQAM)
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Nota à imprensa


A defesa do ex-ministro José Dirceu informa que está analisando a denúncia apresentada pela Polícia Federal nesta terça-feira (1) e se manifestará oportunamente.
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Sérgio Moro x Lênio Streck: confronto de titãs

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7575


Fui a São Paulo, na sexta-feira passada, participar como palestrante do 21º Seminário Internacional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM). Falei na mesa sobre “Movimentos populares na mira do sistema penal”. Depois, aproveitei para assistir ao embate argumentativo entre o juiz Sérgio Moro e o procurador gaúcho aposentado e professor Lênio Streck sobre a Lava-Jato. Um duelo de titãs. Lênio citou Shakespeare, Medida por medida, a comédia em que o genial dramaturgo fala de corrupção, império da lei e subjetividade dos juízes. Moro respondeu com Charles Dickens e a metáfora dos três natais (passado, presente e futuro), que poderiam, talvez, explicar a decisão de um criminoso de virar colaborador.

Lênio atacou o subjetivismo dominante que leva o direito a ser aquilo que o juiz decide. Cobrou critérios claros que possam ser aplicados por qualquer juiz da mesma forma. Condenou o ativismo jurídico e o excesso de liberdade interpretativa. Defendeu que se deve julgar por princípios e não de olho nas consequências. Não se deve condenar por que a sociedade está pressionando, mas para cumprir a lei. Brilhante como sempre, Streck enfrentou um dogma jurídico: a livre apreciação da prova pelo juiz. Para ele, essa apreciação deve estar delimitada por critérios rigorosos de análise. Entregar tudo à convicção do julgador, valoriza o subjetivismo. É o famoso “entendimento”, que muda com a cabeça de cada juiz. Abordando um caso da Lava-Jato, Lênio Streck criticou o uso da prisão cautelar como instrumento para forçar delações e também a manutenção de alguém preso por mais de 500 dias sem condenação para horror da defesa.

Sérgio Moro, recebido friamente, arrancou aplausos finais. Oito patrocinadores — advogados irritados com os métodos da Lava-Jato — boicotaram o evento. Moro situou a colaboração premiada a partir do caso do assaltante americano de trens Frank James, no século XIX. Na ocasião, Dick Liddil, comparsa de James, foi usado como testemunha contra seus comparsas em troca de benefícios de pena. Depois, amparou-se em Dickens. Um delator talvez se motive pela nostalgia de um Natal passado com a família, ou pelo fantasma de um Natal presente perdido por causa de uma prisão cautela, ou pelo medo de uma condenação que o arranque do convívio familiar num Natal futuro. Moro recusou qualquer atropelo ao direito de defesa, insistiu que a maioria das delações foi obtida com pessoas em liberdade, lembrou dos processos por corrupção que nunca tinham fim nem condenações e rotulou os argumentos de muitos advogados como preconceito em relação ao instituto da delação ou colaboração premiada. Rebateu quase tudo.

Até a crítica a uma prisão cautela de 500 dias. Afirmou que a prisão seguiu o princípio legal da razoabilidade e que a pessoa continuou presa por ter sido objeto de três processos e já ter sido condenada em dois. Lênio condenou o “realismo” jurídico, esse pragmatismo para dar resposta ao clamor das ruas. Moro, sem o mesmo brilho, rejeitou as argumentações retóricas.

Um duelo emocionante.
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Cardozo manda investigar advogado terrorista, que ataca novamente

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou, ontem (31), um conjunto de requerimentos à Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério Público Federal e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja apurada a ameaça de morte à presidenta Dilma Rousseff feita em vídeo postado nas redes sociais pelo advogado Matheus Sathler Garcia, de Brasília. E em 2014, ele concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSDB.

No vídeo ele afirma que, caso a presidenta Dilma não saia do Brasil até a véspera do dia 7 de setembro, "sangue vai rolar", e prossegue dizendo que "com a foice e o com o martelo nós vamos arrancar sua cabeça, pregar e fazer um memorial pra você".

No pedido remetido à PF, Pimenta solicita que o advogado filiado ao PSDB seja ouvido para que reafirme diante da autoridade policial as ameaças feitas à presidenta. "Ele terá uma oportunidade para reafirmar as ameaças e esclarecer o teor de sua manifestação", enfatizou Pimenta, lembrando que recentemente, em caso idêntico, um americano foi detido após ameaçar de morte o presidente Barack Obama. Nos Estados Unidos, ameaças dirigidas ao presidente são punidas com até 10 anos de prisão.

Em outro documento enviado ao Ministério da Justiça, o parlamentar requer "instauração de procedimento investigatório adequado". De acordo com o Código Penal cabe exclusivamente ao ministro da Justiça proceder quando crimes contra a honra forem dirigidos à presidente da República.

Paulo Pimenta, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, fez ainda mais três encaminhamentos: ao Gabinete de Segurança Institucional do Ministério da Justiça, responsável pela segurança do desfile de 7 de setembro; um pedido de providências ao Ministério Público Federal, por incitação ao crime; e à Ordem dos Advogados do Brasil, para que o Tribunal de Ética e Disciplina instaure processo disciplinar contra Matheus.

De acordo com Pimenta, além das ameaças, o advogado prega mecanismos violentos de rompimento da ordem constitucional, com flagrante escárnio pelos princípios do Estado Democrático de Direito. "O Código prevê ainda que o advogado 'deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos' (artigo 3º). O advogado Matheus Diniz Sathler Garcia, ao contrário, prega mecanismos violentos e que se valem até mesmo de tortura e da morte para finalidades políticas", diz Pimenta, no pedido enviado à OAB.

Em busca de notoriedade, o advogado – que se diz cristão e costuma falar em Deus nas postagens que publica na web – propôs durante a campanha de 2014 a criação do "kit macho" e do "kit fêmea", que seriam cartilhas a serem distribuídas nas escolas com o objetivo de "ensinar homem a gostar de mulher e mulher a gostar de homem".




O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou nesta terça-feira 1º que a Polícia Federal investigue o advogado Matheus Sathler, que ameaçou "arrancar a cabeça" da presidente Dilma Rousseff em manifestação no dia 7 de setembro caso ela não renuncie até o dia 6.

O Ministério da Justiça informou que Cardozo enviou ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, um pedido de abertura de inquérito para apurar o episódio. Matheus Sathler foi candidato a deputado federal pelo PSDB do Distrito Federal em 2014, mas não foi eleito.

Nesta terça-feira 1º, ele divulgou um novo vídeo respondendo ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que havia pedido apuração sobre o caso à OAB, à PF e ao Ministério Público. O advogado disse que Pimenta quis "espalhar pânico na sociedade" com o gesto e perguntou ao petista quantos requerimentos ele já fez contra as "atrocidades" de Fidel Castro em Cuba.


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A mídia no caso Eduardo Cunha

 Imperdível 


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O novo está acontecendo, apesar da política velha


O início foi na cidade de São Paulo, com o Plano Diretor acabando com espaços fechados, obrigando os novos prédios a terem comunicação com a calçada, procurando juntar várias classes sociais em uma mesma região. Depois, com a invasão das bicicletas, com a abertura da Paulista para músicos, vendedores alternativos.

Algumas ruas laterais ganharam espaços de madeira, nos quais os transeuntes podem sentar-se, com uma mesa no meio para poder até trabalhar com seus notes, se necessário.

* * *

O conceito de "apropriar-se da cidade" tornou-se vitorioso.

Antes, a cidade era apenas dos automóveis. Havia poucos espaços de convivência.

Durante algum tempo, eu tinha o hábito de ir até a Paulista com a Augusta para comer milho assado, vendido em um carrinho. O vendedor foi expulso por alguma norma municipal. Na praça Buenos Aires com a rua Sergipe, o carrinho da água de côco era parada obrigatória para bate-papos. Fui expulso por outra norma municipal.

Essas normas eram tidas como políticas disciplinadoras do espaço urbano, quando não passavam de práticas higienistas, desumanizadoras.

O mérito maior da atividade política é a capacidade de assimilar e de implementar o novo. Mas a política convencional não consegue. O novo passou debaixo do nariz burocrático de José Serra e de engenheiro de Gilberto Kassab, e ambos não se deram conta.

Quando Haddad deu início às novas práticas, durante um curto espaço de tempo o cidadão reclamou, por não entender. Em tempo surpreendentemente curto, no entanto, aceitou o novo como se tivesse sido sempre óbvio.

* * *

É essa falta de compreensão sobre o novo, e falta de ousadia de implementar novos paradigmas, que explica a crise política atual.

O país atravessa uma efervescência inédita, similar a registrada nos anos 50, com os primeiros influxos de internacionalização da classe média, ou nos anos 80, com os primeiros vagidos da nova sociedade civil.

A liberalização da sociedade civil, a internacionalização da classe média, a inclusão das classes populares, o embricamento de todas elas na nova cultura digital, liberaram uma energia monumental, que se manifesta em vários pontos do corpo social, como células saneadores, mas ainda vistas isoladamente.

Na cultura da classe média, um movimento vasto de jovens músicos desenvolvendo-se em todos os estilos, do choro ao jazz, com um grau de informação musical inédito. Nas periferias um furacão em forma de poesia, hip hop, funk.

Para a juventude, o empreendedorismo deixou de ser matéria de oba-oba das seções de jornais. A cultura digital criou não apenas uma nova geração de empreendedores, ousando em aplicativos, como de jovens praticando trabalho colaborativo em rede.

A complexidade e diversificação da economia abriram um sem-número de novas possibilidades de negócios, que estão sendo testadas pelos futuros campeões nacionais.

* * *

No plano nacional e estadual, o que se vê no entanto é o velho tentando enquadrar o novo em fórmulas antigas e desgastadas.

Nesse ponto, governo Dilma e oposição se irmanam: nenhum dos dois conseguiu enxergar o novo. A crise de representatividade explode nessa tentativa infrutífera de tentar enquadrar um furacão dentro de uma caixa fechada.

Luís Nassif
No GGN
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TSE diz que Aécio Neves (PSDB), recebeu doação do jornal Estadão, mas não declarou

Na análise preliminar das contas, os técnicos do TSE informaram que o comitê nacional da candidatura registrou doação de R$ 2 milhões da Empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, mas o registro da transferência não consta da prestação de contas de Aécio entregue no TSE

Segundo os auditores, a campanha deixou de declarar R$ 3,9 milhões em recebimentos estimáveis. 

No cruzamento dos dados de informações prestadas por doadores e candidatos, o TSE encontrou diversas omissões de despesas de serviços prestados. Entre as empresas está a S/A  jornal O Estado de São Paulo. De acordo com o TSE, constam três notas fiscais no CNPJ da empresa jornalística. Uma delas foi emitida no valor de R$ 52.885,30 e duas  notas de R$ 52.982,00.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu esclarecimentos sobre omissões de valores  encontradas na prestação de contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014.

Entre as providências requeridas, a ministra pediu que a campanha de Aécio justifique ausência de registro de doações recebidas na prestação final de contas, esclareça divergências entre valores apresentados e os dados informados pelos doadores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou 15  irregularidades nas prestações de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, no ano passado. Segundo técnicos do tribunal que analisam a contabilidade dos candidatos, houve  irregularidades na declaração à Justiça Eleitoral de doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase no valor de R$ 3,75 milhões. A relatora da prestação de contas da campanha tucana, ministra Maria Thereza de Assis Moura, pediu esclarecimentos ao senador.



De acordo com a assessoria técnica do tribunal, a campanha de Aécio registrou o recebimento de R$ 2 milhões em doações da Odebrecht. O valor foi repassado ao comitê de campanha do PSDB, mas não houve registro contábil dessa operação. A empresa é investigada na Operação Lava-Jato 

No caso da Construbase, a campanha de Aécio recebeu R$ 1,75 milhão, mas declarou à Justiça Eleitoral apenas R$ 500 mil. Além disso, a campanha tucana deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis, que só foram registradas na prestação de contas retificadora.

Das 15  irregularidades encontradas pelo TSE, três foram consideradas graves. Foram doações recebidas antes das prestações de contas parciais, mas lançadas na contabilidade da campanha apenas na prestação final. Mais de R$ 6 milhões foram registrados dessa forma pelos tucanos.

A relatora da prestação de contas ainda não levou o processo para o julgamento em plenário. Como Aécio saiu derrotado da eleição, o TSE não tem prazo para analisar a contabilidade de campanha.

Entre as  irregularidades apontadas pelo TSE, está o fato de o candidato ter declarado o recebimento de R$ 4 milhões dos diretórios do PSDB e do PTB, mas o valor não teria sido declarado pelos partidos em suas prestações de contas. Além disso, a campanha de Aécio declarou ter doado R$ 500 mil para o comitê da campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, mas Serra não registrou o recebimento em sua prestação de contas.

As contas da campanha presidencial de Aécio Neves ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral, que continua analisando os documentos contábeis apresentados. A decisão da ministra é do dia 14 de agosto, mas os detalhes sobre as  irregularidades  foram divulgados somente nesta segunda-feira.
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Odebrecht não é dedo-duro!​

Lamento, "Ataulpho", mas Odebrecht não vai fazer delação premiada.


Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, uma das maiores empresas do Brasil, orgulho da Engenharia brasileira!, depôs à CPI da GloboNews sobre a Petrobras, em “furo” exclusivo da GloboNews (quá, quá, quá!).



Dirceu já tinha ido lá e não se deu ao trabalho de abrir a boca, porque não vai se arrepender de nada — leia em “nem apodrecer na cadeia é novidade, Moro”.

Marcelo disse que tem valores morais.

E, por isso, não vai dedurar ninguém.

Até porque não teria o que dedurar.

Como a Dilma, ele despreza delatores.

(Ainda mais esses que o Supremo sugeriu continuar a roubar, desde que delatassem.)

Outra informação importante que Marcelo deu: não teve acesso às acusações.

O Moro é implacável.

Espera o Marcelo apodrecer na cadeia, tenta transformá-lo num dedo-duro e não deixa ele saber de que será condenado!

Viva o Brasil!

A Odebrecht pingou R$ 2,5 milhões na campanha do Aecím, mas isso não vem ao caso.

O PiG anunciou varias vezes que o Marcelo ia dedurar.

Não é o caso…

Nem dele nem do Dirceu.

O Moro vai ter que assumir sozinho a responsabilidade de provar que eles são ladrões e lavadores de dinheiro.

Mas, o Tarja Preta, não!

Paulo Henrique Amorim
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Ética de Menos Médicos


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Gilmar é denunciado ao CNJ por favorecer familiares no TSE


No dia 16 de junho de 2015 foi distribuído pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) uma representação contra o Ministro Gilmar Mendes, por ter sentado em cima de um processo em que havia interesses familiares concretos.

A autora é a advogada Aline Cavalcante Vieira. A representação lança acusações duras contra Gilmar. "No cenário político nacional é facilmente observado aqueles maus condutores dos poderes outorgados legitimamente pelo sufrágio universal, (que) muitas vezes atuam como desertores da obrigação em cumprir com a representação dos interesses públicos. (...).

Refere-se à matéria tratada como "um desses casos, infelizmente não raros de corrupção, que atualmente assolam e envergonham a nação, que se faz necessário recorrer a esse órgão público para fins de representação em desfavor de um Ministro do STF".

Em 2008 Fernando Assef, o atual prefeito de Boa Viagem, interior do Ceará, foi processado e condenado por improbidade administrativa, pelo crime de apropriação indébita. Ele conseguiu uma liminar que permaneceu cálida até 2012, garantindo-lhe uma segunda candidatura.

A condenação e a inegibilidade foram confirmadas pelo Tribunal de Contas e pela Câmara Municipal

O caso foi parar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e se arrastou por dois anos.

Assef era filiado ao PSD e aliado do PT. No dia 14 de agosto de 2014 passou a apoiar as candidaturas de Eunício Oliveira (deputado pelo PMDB) e Tasso Jereissatti (candidato ao senado pelo PSDB). O padrinho político de Assef foi o suplente de Tasso, Chiquinho Feitosa.

No dia anterior, 13 de agosto, com o processo no TSE, já concluído para julgamento, o relator Gilmar Mendes senta em cima. Mesmo com seu voto contrário, a maioria do TSE declararia a inelegibilidade do acusado, por ser matéria pacificada. Mas, assim como na votação do financiamento privado de campanha, Gilmar trancou o processo e não abre.

E aí começam a aparecer coincidências comprometedoras.

No mesmo dia, o prefeito muda de advogado, que passa a ser Guilherme Pitta.

Pitta trabalha no escritório do advogado Sérgio Bermudes, que tem em seus quadros a advogada Guiomar Feitosa, esposa de Gilmar. Por sua vez, Guiomar é irmã de Chiquinho Feitosa — que, por obra dos laços de família, vem a ser cunhado de Gilmar.

O Código de Processo Civil, de 1973, estipula o seguinte em seu artigo 134:
Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário:

I — de que for parte; 

II — em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha; 

III — que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão; 

IV — quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau; 

V — quando cônjuge, parente, consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau.

Sobre cunhadismo e mamelucos:

A instituição social que possibilitou a formação do povo brasileiro foi o cunhadismo, velho uso indígena de incorporar estranhos à sua comunidade. Consistia em lhes dar uma moça índia como esposa. Assim que ele a assumisse, estabelecia, automaticamente, mil laços que o aparentavam com todos os membros do grupo [...] A importância era enorme e decorria de que aquele adventício passava a contar com uma multidão de parentes, que podia pôr a seu serviço, seja para seu conforto pessoal, seja para a produção de mercadorias. (Darcy Ribeiro, O povo brasileiro, 2010, p. 72)

Os brasilíndios foram chamados de mamelucos pelos jesuítas espanhóis horrorizados com a bruteza e desumanidade dessa gente castigadora de seu gentio materno. Nenhuma designação podia ser mais apropriada. O termo originalmente se referia a uma casta de escravos que os árabes tomavam de seus pais para criar e adestrar em suas casas-criatórios, onde desenvolviam o talento que acaso tivessem. Seriam janízaros, se prometessem fazer-se ágeis cavaleiros de guerra, ou xipaios, se covardes e servissem melhor para policiais e espiões. Castrados, serviriam como eunucos nos haréns, se não tivessem outro mérito. Mas podiam alcançar a alta condição de mamelucos se revelassem talento para exercer o mando e a suserania islâmica sobre a gente de que foram tirados. (Darcy Ribeiro, O povo brasileiro, 2010, p.96)

Luiz de Queiroz
No GGN
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Jean Wyllys questiona crítica de revista da Globo à série Narcos

“Inveja pelo talento e prestígio de Wagner Moura, ressentimento político (por Wagner Moura defender ideias progressistas e à esquerda) e disputa de mercado (porque a Netflix está tirando audiência das tevês abertas): só isso justifica essa sentença!”


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Demissões no Globo chegam a 400!

A crise é na e da Globo.


Mais demissões atingem a mídia impressa, dessa vez a Infoglobo: os jornais O Globo e Extra dispensam nesta terça-feira (1) entre 300 e 400 pessoas, segundo informações de fontes do propmark. Os cortes atingem principalmente a redação e a área comercial do jornal O Globo. Em cada área deve haver pelo menos 60 demissões (embora em redação especulções tenham dado conta de mais de 70 pessoas). As áreas de circulação e marketing também sofrerão cortes importantes e devem ser unidas (O Globo e Extra). A área digital do jornal Extra pode ser reduzida à metade.

Na segunda-feira (31) saíram o editor Pedro Dória — que recentemente deu uma longa entrevista sobre os 90 anos do jornal ao propmark e que assumiu em março de 2011 como editor executivo de plataformas digitais —, o colunista George Vidor (economia), Marceu Vieira (editor da coluna do Anselmo Góes), Luciana Froes (gastronomia) e Pedro Motta Gueiros (esportes). Dória e Luciana seguem como colunistas.

Outra informação de fontes dá conta de que o diretor do jornal Extra, Octávio Guedes, deixou o posto de âncora da CBN para, a pedido da Infoglobo, dedicar-se integralmente à posição no jornal Extra.

Comenta-se que algumas editorias dos jornais Extra e O Globo como Esportes, TV e parte da cobertura de Cidade serão fundidas. A sinergia tem como objetivo gerar economia de cortar custos na tentativa de reverter perdas importantes em faturamento publicitário em especial nos últimos dois anos.

Sabe-se que novas demissões poderão acontecer, especialmente a partir de uma fusão que deve ocorrer gradualmente com a Editora Globo.
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Arrecadação do Criança Esperança é 0,03% do patrimônio dos Marinho

Total: R$ 71.4 bilhões



Os bilionários da mídia brasileira

A revista Forbes-Brasil divulgou na sexta-feira (28) a lista dos bilionários brasileiros de 2015. Uma verdadeira aberração num país com tanta disparidade social. O novo ranking conta com 160 ricaços. Juntos, eles somam um patrimônio de R$ 806,66 bilhões — o equivalente a quase 15% do PIB do país.

Segundo o site da Veja, que adora paparicar os endinheirados, "a linha de frente dos brasileiros mais ricos foi novamente dominada pelo trio composto por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que praticamente duplicaram suas fortunas desde o ano passado — em boa parte, na carona da alta do dólar, já que a gorda fatia de seus investimentos está fora do país".

A revista do esgoto realça ainda que "entre os paulistas que aparecem nas primeiras vinte colocações da lista estão Eduardo Saverin, do Facebook, em oitavo, Abilio Diniz, que recentemente comprou uma rede de padarias com Jorge Lemann, em décimo, Walter Faria, dono da cervejaria Petrópolis, em décimo primeiro, e José Luís Cutrale, do ramo de frutas em décimo quinto". 

Ela evita, porém, dar destaque à fortuna acumulada pelos barões da mídia — que seguem demitindo milhares de profissionais, precarizando as condições de trabalho e pagando péssimos salários. Talvez tema atiçar a consciência crítica da categoria — na qual ainda existem muitos jornalistas que chamam o patrão de companheiro.

Já o site Meio&Mensagem, especializado no setor, botou o dedo na ferida. Segundo matéria postada nesta segunda-feira (31), os barões da mídia seguem acumulando fortunas — apesar do discurso cínico sobre a crise econômica. "O setor de mídia brasileiro é o oitavo mais representativo em um ranking de 13 setores liderado por indústria, bancos e alimentos, divulgado anualmente pela revista Forbes". 

"No setor de comunicação são oito empresários de quatro companhias distintas. Na quinta posição geral está a família Marinho, das Organizações Globo, representada por João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho que, individualmente, possuem R$ 23,8 bilhões. Da família Marinho para o próximo da lista a diferença é considerável: Edir Macedo, da Record, está na 74º posição com patrimônio de R$ 3,02 bilhões seguido pela família Civita, do Grupo Abril, e de Sílvio Santos, do SBT".

Veja os representantes da mídia entre os bilionários brasileiros:

João Roberto Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

José Roberto Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

Roberto Irineu Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões

Empresa: Organizações Globo - 5º posição no ranking geral do Brasil

* * *

Edir Macedo - Patrimônio: R$ 3,02 bilhões

Empresa: Rede Record - 74º posição no ranking geral do Brasil

* * *

Giancarlo Civita - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Roberta Anamaria Civita - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Victor Civita Neto - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões

Empresa: Grupo Abril - 88º posição no ranking geral do Brasil

* * *


Silvio Santos - Patrimônio: R$ 2,01 bilhões

Empresa: SBT - 100º posição no ranking geral do Brasil

* * *

Confira também os dez primeiros colocados da lista da revista Forbes:

1º) Jorge Paulo Lemann - R$ 83,70 bilhões
2º) Joseph Safra - R$ 52,90 bilhões
3º) Marcel Herrmann Telles - R$ 42,26 bilhões
4º) Carlos Alberto Sicupira - R$ 36,93 bilhões
5º) João Roberto Marinho - R$ 23,80 bilhões
6º) José Roberto Marinho - R$ 23,80 bilhões
7º) Roberto Irineu Marinho - R$ 23,80 bilhões
8º) Eduardo Saverin R$ 17,53 bilhões
9º) Marcelo Odebrecht e família - R$ 13,10 bilhões
10º) Abilio dos Santos Diniz - R$ 12,83 bilhões

Altamiro Borges



Professor da UnB defende regulamentação da mídia diante de ranking da Forbes

Famílias que monopolizam as comunicações no Brasil são destaque em relação dos mais ricos do mundo; para Venício Lima, país precisa regulamentar a Constituição Federal, que proíbe monopólios no setor

Lima: desempenho “impressionante” dos
empresários, em momento em que a crise
domina os noticiários
O destaque dos empresários de comunicação brasileiros no ranking da revista Forbes, cujo setor é o oitavo mais representativo entre outras 12 áreas de atividade econômica, é mais uma oportunidade para que o país pense em regulamentar o parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição de 1988, que afirma que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.

Essa é a opinião de jornalista, sociólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Venício Lima, que considera “impressionante” o destaque dos empresários de comunicação, sobretudo em um momento em que o discurso sobre a crise domina os noticiários.

Na lista, a família Marinho, das Organizações Globo, aparece com patrimônio de R$ 23,8 bilhões, seguida, de longe, diga-se, por Edir Macedo (Record), com R$ 3,02 bilhões; família Civita (Grupo Abril), com R$ 2,18 bilhões; e Silvio Santos (SBT), com R$ 2,01 bilhões.

“Não seriam esses dados indicadores do poder desmesurado que os grupos de mídia desfrutam no país?”, pergunta o professor.

Helder Lima
No RBA
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Líder do PMDB diz a rádio do RS que muitos servidores são 'vadios'

Ele
No dia em que o anúncio do parcelamento dos salários dos servidores estaduais do Rio Grande do Sul em uma, o deputado estadual Álvaro Boessio, líder do PMDB, partido do governador José Ivo Sartori, na Assembleia Legislativa, deu uma declaração polêmica a uma rádio do interior do estado. Em entrevista à estação Spaço FM, de Farroupilha, na Serra gaúcha, o parlamentar afirmou que muitos funcionários públicos são "vadios".

"Boa parte dos funcionários públicos são vadios. E depois que passaram nos concursos e estão lá há tempos, querem mandar mais que os deputados. E assim é no governo, e deve ser na prefeitura", disparou o deputado.



Em pronunciamento nesta segunda-feira (31), no Palácio Piratini, o governador José Ivo Sartori confirmou o parcelamento dos salários dos servidores estaduais e detalhou o cronograma de pagamentos, em quatro parcelas. Além dos R$ 600 depositados nesta segunda, mais R$ 800 serão pagos até o dia 11 de setembro. Já no dia 15 está programado o crédito de R$ 1.400. A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2.800 será creditada até dia 22.

Em retaliação à medida, servidores realizam uma greve geral até a próxima quinta-feira (3), que pode se estender até sexta-feira (4). A Federação Sindical dos Servidores Públicos no estado (Fessergs) estima que 100 mil servidores tenham aderido à paralisação. Professores, policiais civis, agentes penitenciários, servidores da saúde e do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) foram os que mais participaram do movimento.

Além do protesto marcado para a quinta-feira em frente ao Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho, os servidores realizarão um "barulhaço" às 12h desta quarta-feira (2). "Serão oito minutos de barulho para alertar o governador que se já passaram oito meses de governo, para ver se ele acorda", disse o presidente da entidade, Sérgio Arnoud.


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Organizações Globo inflam pretensa denúncia contra Lula


Na sexta-feira, a revista Época publicou matéria de capa baseada em documentos diplomáticos vazados ilegalmente sobre viagens do ex-presidente Lula a Cuba. Os documentos não revelam nenhuma ilegalidade, imoralidade ou qualquer coisa do tipo. É natural que presidentes, ex-presidentes e diplomatas de qualquer país relevante no cenário internacional defendam os interesses nacionais no exterior — o que inclui, obviamente, as empresas. O Itamaraty tem uma subsecretaria dedicada à promoção comercial do Brasil no exterior.

Mas a revista Época, com má-fé e ignorância em relações internacionais já constatada anteriormente pelo Instituto Lula (http://www.institutolula.org/documentos-secretos-revelam-ignorancia-e-ma-fe-da-revista-epoca ), detonou um processo de “repercussão” nos vários veículos de comunicação das Organizações Globo (rádio, portal, canal de notícias 24 horas e televisão aberta). 

Entre as repercussões, a matéria do jornal O Globo no domingo distorce e manipula a nota do Instituto Lula (que pode ser lida na sua integralidade a partir do link acima). Em nenhum momento a nota disse, como escreve o jornal, que “considera normal o fato de o ex-presidente Lula fazer lobby em favor da Odebrecht”. Repetimos: o ex-presidente não faz lobby. O ex-presidente defende interesses brasileiros no exterior e não recebe ou cobra por isso.

A matéria de domingo de O Globo também traz a suposta revelação de que Lula teria agido por interesse da Odebrecht em Portugal. O texto não diz que essa matéria foi desmentida no dia seguinte pelo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, em negativa que foi dada sem destaque pelo jornal. Mais que isso. O jornal JAMAIS publicou a declaração do embaixador brasileiro em Lisboa, Mário Vilalva, que teria dito à Rádio e Televisão de Portugal que foi ele quem pediu para citar empresas brasileiras com interesse em Portugal. Segundo o embaixador, Lula e Coelho “trocaram impressões sobre o comércio bilateral”, nas conversas que tiveram. “Nesse contexto é que as empresas são citadas. Isso foi o que o ex-presidente Lula fez, inclusive por sugestão minha, que citasse as empresas que têm interesse em Portugal”, disse Vilalva. A declaração foi reproduzida no Brasil apenas pelo jornal de negócios Valor Econômico (que é apenas 50% das Organizações Globo (os outros 50%  são da Folha de S. Paulo). O Globo sonegou essa informação aos seus leitores. Essa é apenas uma das mentiras publicadas pelo O Globo esse ano contra Lula: http://www.institutolula.org/as-cinco-vezes-em-que-o-globo-tentou-enganar-seu-leitor-em-2015. O ex-presidente já entrou na justiça pela mentira do “tríplex no Guarujá”: http://www.institutolula.org/lula-entra-com-acao-contra-o-globo-por-conta-de-mentiras-sobre-triplex-no-guaruja.

No Instituto Lula
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Abílio Diniz está certo ao dizer que a crise atual está longe de ser uma das piores

Disse tudo
O empresário Abílio Diniz disse o óbvio.

Esta está longe de ser a crise econômica que a imprensa e a oposição dizem que é.

É muito, mas muito menor. A rigor, é um ciclo normal de retração depois de anos de expansão.

Fundamentalmente, é uma crise política, para a qual ambos, imprensa e oposição, contribuem sinistramente.

A crise política nasce da criminosa tentativa de cassar os 54 milhões de votos de Dilma sob os mais ridículos pretextos.

Inventam a cada dia novos argumentos, patéticos sempre, para atacar a democracia, as urnas, os votos que os brasileiros deram há tão pouco tempo.

O mundo vive uma crise econômica que, finalmente, chegou ao Brasil. É este o ponto. Nem a China, que vinha crescendo a 14% ao ano, conseguiu escapar.

Diniz falou em crises piores. Ora, nem há 30 anos o Brasil enfrentava uma inflação de 80% ao mês, sob o comando econômico de um dos arautos do caos, Mailson da Nóbrega.

Por haver falado uma verdade inconveniente para a versão que mídia e oposição tentam propagar aos ingênuos, Abílio Diniz foi virtualmente ignorado.

Diniz falou num evento de empresários e executivos organizado pela revista Exame.

Ele começou sua fala lembrando que, na China, a palavra crise significa desafio e oportunidade.

No Brasil destes tempos, a oportunidade de que falam os chineses é para sabotar a democracia, ludibriar as pessoas e desinformar.

Um papel notável tem sido desempenhado, nisto, por Aécio, que virou um Napoleão de Hospício, ou Presidente de Manicômio.

Dias atrás, no Facebook, o jornalista e escritor Fernando de Morais escreveu linhas definitivas sobre Aécio.

Ele lembrou que em Portugal, no ocaso do ditador Salazar, este teve um problema de saúde que o impossibilitou de seguir adiante no comando do país.

Para aquietar Salazar, os portugueses montaram um gabinete de araque, no qual ele despachava como se estivesse trabalhando normalmente.

Podiam fazer o mesmo com Aécio, sugeriu Morais. Montar uma sala da presidência, entregar-lhe uma faixa e tratá-lo, obsequiosamente, como Presidente ou Imperador, caso ele prefira.

Porque seu comportamento lunático já pertence ao terreno não da política, mas da patologia psiquiátrica.

Os colunistas que tanto contribuem para a louca cavalgada de Aécio poderiam também produzir textos em que ele apareça na presidência, num Brasil maravilhoso.

Uma boa parte da crise política de que falou Abílio Diniz estaria resolvida com o realismo fantástico proposto por Fernando Morais.

Paulo Nogueira
No DCM
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Pés no ar, olhos na terra

Lula vai voar. De maneira mais terráquea e menos poética, há meses comunica essa decisão de percorrer o país. Mas não decola. Se afinal o fizer, não terá dificuldade em reavivar o entusiasmo de velhos lulistas e de agraciados por melhorias de vida que seu governo proporcionou. Não é imaginável, porém, que obtenha o mesmo resultado na defesa de Dilma e, muito menos, do governo.

A admitir-se que Lula fala com seriedade ao se dizer disposto a "ir para a disputa em 2018, enfrentar a oposição", como fez na conversa com o uruguaio José Mujica (acentua-se o "u", não o "i"), o seu propósito bifurca-se. Reativar os ânimos por sua volta não é o mesmo, e em grande medida é até o contrário, que defender o governo Dilma.

O desemprego já ceifa na ordem dos milhões, a remuneração do trabalho diminui, "o consumo das famílias é o pior desde 2001", as manchetes proclamam a recessão, as greves retornam multiplicadas, o arrocho atinge saúde e educação — é o público de Lula pagando o desajuste neoliberal do governo Dilma. É o público que depositaria em Lula a esperança de reverter a obra do governo Dilma.

Ou uma ou outra: fazer o trabalho preliminar para eventual candidatura ou pregar uma inútil tolerância com o governo. O desastre do governo é desastre do PT, e deste duplo desastre Lula não sai incólume. Criou Dilma, acobertou-a e ao governo, e aceitou, ao menos para todos os efeitos públicos, tanto o que houve no mandato anterior como no atual.

Mas existe uma alternativa para Lula, e não só para ele. Está em uma forte mudança na Fazenda. Não da concepção neoliberal de política, que isso não ocorreria. Mas de atitude. Joaquim Levy não é de fazer as poses de suficiência de Pedro Malan, nem tem a conversa de vendedor de calçada de Antonio Palocci. É tímido, sereno, educado. Fala pouco e baixo: seja lá o que diga, não tem ênfase, nunca. Não demonstra convicção e não convence.

Se Levy não convence, o poder de argumentação de Dilma é ainda mais incapaz de suscitar confiança, sobretudo depois de tantas inversões factuais de suas palavras. O resultado é que ninguém acredita que os desarranjos crescentes levem à arrumação da economia, ou lá do que for, em tempo de evitar uma situação extremada. Isso está nítido até no empresariado identificado ideologicamente com a política de Levy.

Para o governo e para Lula, uma forte mudança de atitude, a ponto mesmo de parecer outro governo, neoliberal embora, convicto e determinado, tudo indica ser a única porta para o futuro. Ainda assim, futuro incerto. O que já será muito bom para eles, se comparado com o futuro dos que a cada dia perdem, e continuarão perdendo, mais do pouco que melhorara as suas vidas.

A não ser assim, a direção dos fatos indica que não tardará a inauguração, no Ministério da Fazenda, de mais um retrato de ex-ministro. Se bem que não poucos, nas proximidades de Lula, considerem que o seu futuro político não dispensará a ruptura com sua criação.

Janio de Freitas
No fAlha
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