29 de mai de 2015

Por que a Polícia Federal se sentou em cima das fraudes da CBF nestes anos todos?

Tiveram que se coçar
Foi necessária a pressão no cangote da secretária de Justiça americana Loretta Lynch para a PF tomar uma atitude com relação à CBF. Um inquérito foi aberto no Rio. O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, acha que há indícios de que os crimes apurados pelo FBI tenham sido cometidos aqui. Bidu.

Na noite anterior, quarta-feira, a PF deu uma geral em companhias do empresário Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo ligado a J. Hawilla, delator do esquema da Fifa.

De acordo com as autoridades dos EUA, a investigação remonta a 24 anos de irregularidades. Nesse período, a CBF, que está no centro do caso, operou com gás total. Onde estava a PF nesse tempo todo? Onde as detenções barulhentas, as operações com nomes criativos?

Segundo a Folha, houve 13 sindicâncias em 15 anos contra a CBF. Nenhuma jamais deu em nada. Uma reportagem do Lance de quatro anos atrás oferece alguns motivos.

Em 2009, a CBF foi a principal patrocinadora do IV Congresso Nacional da Associação de Delegados Federais, em Fortaleza. A confederação teria desembolsado 300 mil reais. Ricardo Teixeira, presidente à época, foi convidado a participar de um painel sobre a Copa de 2014.

O superintendente da PF na ocasião, responsável pela investigação contra Teixeira, era o amigo Valdir Lemos de Oliveira. Os delegados ainda disputaram um torneio na Granja Comary, onde a seleção treina, cedida por Teixeira.

Um ano depois, a CBF bancou uma viagem de um coral de policiais federais aposentados para a Argentina. Uma nota oficial assegurava que o investimento foi “pontual”: “O patrocínio da CBF ao coro de vozes, realizado em 2010 para o evento Cantapueblo, na Argentina, foi única e exclusivamente de caráter cultural”.

Se isso não é conflito de interesses, o que é?

Nos últimos meses, a Polícia Federal tornou-se objeto de devoção de debiloides fascistas revoltados on line por causa de sua suposta cruzada moralizadora. Ninguém acha estranho, por exemplo, que todos os envolvidos no caso Helicoca, inclusive os traficantes apanhados em flagrante, estejam livres, leves e soltos.

Gente como Teixeira, Marin, Del Nero, Hawilla et caterva vem dizimando o futebol brasileiro há décadas, impunemente, enquanto se locupleta. Vamos ver se um agente da nossa valorosa PF tem a coragem de praticar tiro ao alvo com uma foto de Loretta Lynch, como fizeram com Dilma.

Kiko Nogueira
No DCM
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A promiscuidade global

http://espn.uol.com.br/noticia/506834_diretor-da-globo-surpreende-faz-discurso-em-festa-do-paulista-e-chora-ao-falar-de-cartola
Uma das principais cenas da festa de encerramento do Paulista foi o discurso de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte. Convidado para subir ao palco para entregar um dos prêmios da noite, o executivo aproveitou o momento para passar uma mensagem. Falou do atual momento do futebol, fez agradecimentos e se emocionou com o microfone na mão.

Marcelo lembrou de cada um dos últimos presidentes da CBF, fazendo elogios a todos eles, desde Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, que assumiu em abril. Disse que José Maria Marin inscreveu o nome na história do futebol brasileiro e que um dos seus grandes acertos foi a mudança de formato da Copa do Brasil. 

"2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol brasileiro", disse o diretor.

As lágrimas nos olhos e a voz embargada vieram quando Campos Pinto desejava sorte a Reinaldo Carneiro Bastos, novo presidente da Federação Paulista de Futebol. Os convidados se surpreenderam com a reação do executivo.

"Querido Reinaldo (pausa). Fico até um pouco emocionado em lhe homenagear como um pai de família, como um amigo carinhoso, como uma pessoa que veio construindo seu nome no futebol e que sabe realmente o alfabeto do futebol que é tão complexo", discursou.

"O parabenizo [a Reinaldo], e também ao Marco Polo, pelo Campeonato Paulista de 2015, recorde de público e de renda quebrados, jogos eletrizantes, semifinais inacreditáveis, com estádios lotados, duas finais de tirar a emoção de todos nós, com públicos presentes e audiências jamais vistas. Parabéns a todos vocês", seguiu.

Veja o discurso completo de Marcelo Campos Pinto.

"Mais importante do que comprar um campeonatos é conviver com o mundo do futebol. É um prazer imenso", começou a falar, logo depois iniciando uma série de cumprimentos.

(...) Excelentíssimo senhor Juan Ángel Napout, ilustre presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. Excelentíssimo senhor Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, com quem tenho o privilégio de conviver assiduamente há mais de 11 anos. Ilustríssimo presidente, ex-presidente, da Confederação Brasileira de Futebol, mas como muito bem acentuou Marco Polo, o eterno presidente José Maria Mari. Excelentíssimo, queridíssimo amigo de mais de duas décadas, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol.

2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol brasileiro.

O apoio às Séries C e D no Campeonato Brasileiro, que em outros tempos tinham de abrir mão de participar porque não tinham como pagar as passagens e hospedagens. A sua visão de homem do futebol fez com que a CBF passasse a patrocinar essas competições e melhorasse o nosso futebol.

A Granja Comary, toda reformada, para a formação de nossos futuros craques. E por que não dizer da sede da CBF, a José Maria Marin? Presidente, o senhor inscreveu o seu nome na história do futebol, tendo sucedido um grande presidente, que foi Ricardo Teixeira.

Presidente Marco Polo, quero lhe dizer que repito as palavras de atenção e carinho, de colaboração, a você. Espero continuar essa parceria de sucesso que foi feita na Federação também na CBF. Desejo sucesso a você, não é uma dúvida, é uma garantia, dado o seu passado, de um homem que conhece profundamente o futebol.

Querido Reinaldo, fico até um pouco emocionado em lhe homenagear como um pai de família, como um amigo carinhoso, como uma pessoa que veio construindo seu nome no futebol e que sabe realmente o alfabeto do futebol que é tão complexo. O parabenizo, e também ao Marco Polo, pelo Campeonato Paulista de 2015, recorde de público e de renda quebrados, jogos eletrizantes, semifinais inacreditáveis, com estádios lotados, duas finais de tirar a emoção de todos nós, com públicos presentes e audiências jamais vistas.

Parabéns a todos vocês. Parabéns ao presidente Modesto Roma, do glorioso Santos. Parabéns ao presidente Paulo Nobre, do não menos glorioso Palmeiras. E um detalhe importante para encerrar e não tomar o tempo de vocês. Dois clubes que lutaram com dificuldades financeiras extremas, mas graças a dedicação e competência de seus dirigentes, que mostraram que administrações austeras também podem ser campeãs. Parabéns."
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Na Globo ninguém faz perguntas. Só o Kamel

Incluindo o William Bonner!


O Conversa Afiada reproduz passagem da entrevista de Mariana Godoy à "fAlha":


Na ‘TV Folha’, Mariana Godoy revela lado radical e diz que não se vê de volta a uma bancada



Depois de 23 anos de Globo, à frente de programas como “SPTV”, “Jornal Hoje” e “Bom Dia São Paulo”, Mariana Godoy está de casa nova. Na RedeTV!, a palavra de ordem é “liberdade, liberdade total”, comemora a apresentadora do “Mariana Godoy Entrevista”.

(…)

Para Mariana, o programa também dá a oportunidade ao telespectador de conhecê-la, coisa que ela acredita não ter ocorrido nos 23 anos de Globo pelo formato ao qual os apresentadores se submetem. “Não me conheciam. Todas as perguntas que você vê um apresentador fazer, incluindo o William Bonner, é o Ali Kamel que escreve”, comentou, citando o diretor geral de jornalismo da Globo e avaliando o jornalismo da emissora como “ok”.

(…)
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As ligações explosivas entre J. Hawilla e a Globo

Com Galvão, em dias melhores
As reações de personagens que de alguma forma rodeiam o mundo Fifa são extraordinárias.

Del Nero, presidente da CBF, deu o fora da Suíça, em meio ao congresso da Fifa que vai eleger provavelmente Blatter para mais um mandato.

Ele viu o que aconteceu com seu amigo e antecessor Marin, e achou melhor não dar chances para o azar.

Del Nero tem aparecido na mídia, nos últimos tempos, ao lado de mulheres que poderiam ser suas netas.

Para que correr o risco de trocar a companhia delas pela de presidiários, nos últimos anos que lhe restam de vida?

Notável, também, é o comportamento da Globo.

O réu confesso J. Hawilla é apresentado no noticiário das mídias escritas da empresa como “acionista” da TV TEM, uma das afiliadas da Globo.

Isso na última linha, ou nas últimas. É aquele espaço tradicional que você sabe que o leitor não vai alcançar. No jargão dos jornalistas, é o “pé” do texto. “Corta pelo pé” é uma clássica ordem dos editores quando um artigo estoura o espaço previsto.

Você pode imaginar também nos textos aquela ressalva da Reuters que virou histórica. “Podemos tirar, se achar melhor”, estava numa reportagem que tratava da Petrobras.

O repórter colocou aquilo para o editor, e a frase foi inadvertidamente publicada. Tirar, no caso, era uma afirmação de um delator segundo a qual a corrupção na Petrobras começara na gestão FHC.

Com Serra: relações na política
Com Serra: relações na política
Vamos colocar as coisas como são: Hawilla é dono de uma das maiores afiliadas da Globo, com imensa penetração no rico interior de São Paulo.

Segundo uma reportagem de algum tempo atrás da Exame, “a TV Tem cobre 318 cidades paulistas numa região com participação de 5,5% do PIB e 2,1 milhões de domicílios com aparelhos de televisão”.

Como afiliado, é sócio da Globo.

Hawilla, mais que tudo, é filho da Globo. Ele foi um dos principais jornalistas esportivos da casa. Chegou a ser apresentador do Globoesporte, e de lá saiu para montar seu próprio negócio.

A Globo foi uma mãe, uma inspiração, uma escola para Hawilla.

Como a Globo, Hawilla fez do futebol brasileiro uma máquina de fazer dinheiro numa relação cruelmente iníqua. Enquanto ele, como a Globo, florescia, o futebol brasileiro mergulhava na miséria conhecida de todos.

Na emissora construiu os contatos com a CBF que lhe trariam uma fortuna escusa tão imponente que ele, no acordo de leniência e delação com as autoridades americanas, devolveu quase meio bilhão de reais.

Num artigo antes do escândalo, quando era tratado como “Dono do Futebol” no Brasil, numa completa injustiça com a Globo, Hawilla afirmou o seguinte ao repórter, que tocou nas controvérsias que cercam seu nome.

“Mesmo que você trabalhe honestamente, com transparência e dignidade, como sempre foi feito aqui, falam de você. Uma meia dúzia de jornalistas esportivos. Acho que é mais inveja e rancor.”

Para usar a expressão de Hawilla, no Brasil falam de você, mas não fazem nada. Quer dizer, a imprensa, a polícia e a justiça tratam pessoas como ele — e Marin, e Ricardo Teixeira, e os Marinhos — como se fossem intocáveis.

Por que Moro, para ficar num caso, não investigou Marin, se queria combater verdadeiramente a corrupção?

As coisas, para os intocáveis, se complicam apenas quando entram em cena coisas sobre as quais não têm domínio.

Por exemplo: a polícia e a justiça dos Estados Unidos.

Com todo o seu poder avassalador no Brasil, nos Estados Unidos a Globo não manda em ninguém.

A casa só caiu para a CBF por causa dos investigadores americanos.

Se eles chegarem à Globo, acontecerá aquilo com que Brizola tanto sonhou: uma praga nacional chegará ao fim.

Paulo Nogueira
No DCM
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RedeTV! deverá pagar R$ 300 mil por associar pai à imagem de estuprador da filha


Por uso abusivo e desautorizado da imagem de um homem, a RedeTV! foi condenada pela 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil. O autor da ação teve sua imagem mostrada por treze vezes em uma reportagem, associada à prática de crime de estupro e atentado violento ao pudor contra a filha. As reportagens foram reproduzidas no programa Repórter Cidadão, comandado à época, por Marcelo Rezende.

Na época da veiculação, estava em andamento inquérito policial, mas, por duas vezes, o Ministério Público requereu o arquivamento do caso, por ausência de prova da materialidade e por extinção da punibilidade. O pai, então, ingressou no Judiciário requerendo indenização por danos morais causados pela pecha de estuprador na matéria veiculada. A sentença de primeira instância julgou o pedido improcedente, por entender que a emissora apenas informou, sem ultrapassar limites.

No entanto, o relator do recurso, desembargador Teixeira Leite, destacou em seu voto que, apesar de ser livre a atividade de comunicação, conforme determina a Constituição, houve abuso por parte da emissora, que desrespeitou os direitos igualmente constitucionais de proteção à imagem das pessoas.

“A forma de divulgação da notícia, não deve ser considerada normal, mas abusiva. O caráter não foi meramente informativo; explorou de forma repetida a imagem do apelante, sob a chamada ‘meu pai é um monstro’. E, evidentemente, não era de se esperar qualquer alteração do conteúdo, apenas cautela na divulgação de notícia de natureza grave, cujos fatos ainda estavam sendo objeto de investigação pela polícia judiciária”, afirmou o desembargador.

O voto ainda destaca que a exposição fomentou uma “condenação pública” pelas pessoas que conheciam o homem. “O dano foi de extrema gravidade, porque atingiu sua dignidade e imagem, direitos fundamentais garantidos pela Carta Maior. Sua honra e imagem foram maculados perante amigos, parentes, vizinhos e conhecidos.”

O julgamento também contou com a participação dos desembargadores Fábio Quadros e Natan Zelinschi. A votação foi unânime.

Escola Base

Embora tenha tido menor repercussão, o caso lembra o famoso da “Escola Base”, quando donos de um colégio para crianças foram acusados pela mídia de realizarem “orgias” com os alunos. Na Série “Julgamentos Históricos”, Diego Bayer e Bel Aquino lembraram o fato no texto A condenação que não veio pelo Judiciário.

No Justificando
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Alckmin descumpre metas da água e petistas acionam MP

Parlamentares apontam atrasos no cronograma de obras e acusam tucano de agir com motivações eleitorais diante do problema

A Bancada de Vereadores do PT na cidade de São Paulo apresentou nova representação ao Ministério Público de São Paulo, responsabilizando o Estado pela crise da água, desta vez atribuindo a culpa ao Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O documento pede instauração de inquérito civil para apurar a responsabilidade do Chefe do Executivo paulista, que, de acordo com o texto, “com ações e omissões pode ter incorrido em atos de improbidade administrativa por inobservância dos princípios constitucionais que regem a administração pública, especialmente durante a condução da crise hídrica”.

A representação, assinada pelos vereadores Juliana Cardoso, Líder da Bancada do PT, e Paulo Fiorilo, presidente do Diretório Municipal do PT da cidade de São Paulo, é complementar ao documento protocolado no MP em 5 de março deste anos, que apontava a necessidade de investigar a responsabilidade da diretoria da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP na crise do abastecimento de água enfrentada no Estado, cujos efeitos puderam ser observados em transtornos na vida da população paulistana, no comércio, na indústria e na própria empresa concessionária.

No último dia 27 de maio, o jornal Folha de S. Paulo publicou a reportagem “PSDB atinge 13 de 30 metas de água e esgoto”, demonstrando que Alckmin deixou de executar cerca de 60% das ações previstas na área, mesmo diante da crise. “É um absurdo que São Paulo esteja vivendo uma situação de crise tão alarmante, com milhares de pessoas em situação de penúria, e o governador permaneça em completa paralisia política, sem conseguir sequer dar conta de cumprir o que prometeu”, protesta Fiorilo.

“O cronograma de obras do Plano Diretor de Abastecimento de Água da Região Metropolitana de São Paulo está atrasado em nove anos. Somadas, obras dos Sistemas Alto Tietê, Juquitiba e Rio Grande, poderiam ter aumentado o potencial de geração em 10,3 metros cúbicos de água por segundo”, explica o vereador petista, complementando que, além do descumprimento do PDAA, a proposta de Alckmin para reverter o colapso hídrico continua sendo executar o que devia ter sido feito ao longo dos últimos 10 anos e não fez.

O parlamentar cita como exemplo as obras de Taiaçupeba para construir a ligação do sistema Rio Grande ao Alto Tietê, que estavam previstas para serem entregues em 2006 e agora aparecem como emergenciais para este ano. Contudo, as obras só tiveram início no último dia 4 de maio, mês previsto para conclusão do serviço pelo próprio Governador após atualização do calendário.

Ainda de acordo com a representação dos vereadores do PT, a ausência de uma ação mais efetiva por parte do poder público “culminou no descumprimento de determinações da Outorga assinada entre ANA e DAEE em 2004 pela Sabesp, visto que foram ignorados os estudos internos formulados por sua equipe técnica em janeiro de 2014”.

“O Governo do Estado de São Paulo foi incapaz de construir uma ação efetiva para evitar o caos que se instalou em São Paulo diante da crise da água. O mais grave é perceber que além da má gestão nos recursos hídricos, o governador se omitiu de maneira deliberada e por razões eleitoreiras”, criticou a vereadora Juliana Cardoso.

Para os petistas, “ao constatar que em novembro de 2013 a afluência no sistema apresentava uma curva inferior aos índices registrados durante a seca de 1953 — até então a mais severa da história —, o Governador do Estado deveria ter procedido imediatamente com uma política clara, transparente e incisiva, de redução de produção de água e uma campanha de redução de consumo”. Como se sabe, apenas em janeiro deste ano de 2015 o Governador Geraldo Alckmin admitiu, em entrevista à imprensa, que havia racionamento de água no Estado.

O documento também afirma que o Executivo “violou frontalmente os direitos humanos relativos ao acesso à água potável e ao saneamento”, citando declarações dos especialistas da Organização das Nações Unidas – ONU, Dra. Catarina de Albuquerque e Dr. Léo Heller.

“A crise da água é muito séria e não vamos deixar esse tema cair no marasmo. Não podemos ficar reféns de uma gestão irresponsável, que não tem compromisso com os cidadãos e as cidadãs que vivem aqui, trabalham, criam seus filhos e só esperam do Poder Público o mínimo para viver com qualidade de vida”, concluiu Juliana Cardoso.

Débora Pereira
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Violência desmedida: Vídeo mostra PM socando manifestante na USP


Com bombas de efeito moral, balas de borracha e agressão física, a Polícia Militar acabou com uma manifestação de funcionários e estudantes da USP na manhã desta sexta-feira (29). Imagens gravadas por um manifestante mostram uma estudante levando um soco de um PM logo depois de ser atingida, quase à queima roupa, por um spray de pimenta; assista 

A Polícia Militar de São Paulo voltou a atuar com truculência na manhã desta sexta-feira (29). Ao menos cinco pessoas ficaram feridas depois de uma abordagem da corporação na manifestação que estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) realizavam nos arredores do campus. O protesto fazia parte do Dia Nacional de Paralisações e Manifestações, convocado pela CUT e outras centrais sindicais.

Sem qualquer indício de violência por parte dos estudantes e funcionários, a PM chegou ao local e começou a disparar bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes. Imagens feitas por um dos presentes mostram o momento em que um PM age com extrema agressividade contra uma estudante. Ela tentava pegar a bolsa de um rapaz que havia sido detido quando foi atacada, quase à queima roupa, por um spray de pimenta. Revoltada, a garota partiu para cima do policial e foi jogada ao chão. Mal deu tempo de ela cair e outro agente aparece para lhe desferir um soco no rosto.



A Polícia Militar informou que vai analisar as imagens, identificar os agentes e tomar as “providências cabíveis”.

No Fórum
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Flagrante: Médicos assinam ponto e “voam”. Só falta criticarem os cubanos

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Comerciante relata agressão em voo por ler a Carta Capital

Elbio Flores: “Eles se mostraram muito covardes e tentaram me intimidar com gritos e impedir que eu falasse,
tudo por que eu estava lendo a Carta Capital”.
Quando embarcou em um voo em Porto Alegre rumo a Brasília, na manhã de quarta-feira (27), o comerciante Elbio de Freitas Flores, de 65 anos, não suspeitava que a escolha de uma leitura para a viagem iria provocar uma agressão inusitada. Quando o avião aterrissou em Brasília, um grupo de cerca de 20 pessoas, localizadas na parte de trás do avião, começou a entoar gritos contra Dilma, Lula e o PT. Esse grupo estava chegando em Brasília para participar do ato liderado pelo Movimento Brasil Livre pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O comerciante relata que, enquanto aguardava a abertura das portas do avião para desembarcar, foi interpelado e agredido verbalmente por um desses homens pelo fato de estar carregando a Carta Capital, “uma revista idiota e lida por idiotas”, segundo o agressor. Além disso, aos gritos, foi chamado de “bolivariano” e “do Foro de São Paulo”.

Elbio Flores resolveu não ficar quieto diante do ataque e chamou o agressor de golpista, entreguista e integrante da TFP (Tradição, Família e Propriedade). “Eles se mostraram muito covardes e tentaram me intimidar com gritos e impedir que eu falasse, tudo porque eu estava lendo a Carta Capital”, relatou ao Sul21. Um dos integrantes desse grupo gravou o ocorrido com um celular. Um trecho de 1min30seg foi publicado na página do deputado estadual Marcel Vam Hattem (PP-RS), com o seguinte texto: “La Banda Loka Liberal pousa em Brasília: faz um avião inteiro feliz e deixa um petista raivoso magoado”.

O comerciante resolveu falar publicamente sobre o caso pois entende que estão ocorrendo agressões semelhantes a essas que devem ser respondidas. “Já ouvi vários relatos de casos semelhantes e não podemos ficar calados. Eles tinham o comportamento característico de covardes e despreparados. Estavam constrangendo as pessoas, agindo em bando, como uma matilha. Os partidos democráticos têm que reagir diante desse tipo de agressão. Tenho amigos no PP, no PSDB e em vários outros partidos e convivo com urbanidade e respeito com eles, sem agredir ninguém. Fui agredido e reagi”.

Esse tipo de postura, acrescentou Elbio Flores, “revela um espírito obtuso e retrógrado, um pensamento obscurantista e autoritário que despreza a democracia, a liberdade de expressão e as diferenças de opinião”.

Marco Weissheimer
No Sul21
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Dono e herdeiro da Globo são sócios de J. Hawilla


As relações entre a família Marinho, dona das Organizações Globo, e o empresário J. Hawilla, são mais próximas do que a de emissora e afiliada; João Roberto Marinho, responsável pelo jornal O Globo, é sócio da TV Aliança Paulista, de Sorocaba (SP); Paulo Daudt Marinho, filho de José Roberto Marinho e diretor do canal Gloob, é sócio da TV São José do Rio Preto; réu confesso nos Estados Unidos, Hawilla é o pivô do escândalo de corrupção que atinge o futebol mundial e se comprometeu a devolver mais de R$ 500 milhões; Hawilla confessou fraudes na compra de direitos de transmissão de torneios como a Copa do Brasil e a Copa América, que foram revendidos à Globo; segundo a emissora, grupos de mídia não estão sendo investigados

O executivo Paulo Daudt Marinho, filho de José Roberto Marinho e, portanto, um dos herdeiros da Globo, é sócio direto de J. Hawilla, dono da Traffic e pivô do escândalo de corrupção que atinge o futebol mundial. O mesmo ocorre com João Roberto Marinho, filho de Roberto Marinho e responsável pelo jornal O Globo.

Réu confesso nos Estados Unidos, Hawilla é o pivô do escândalo de corrupção que atinge o futebol mundial e se comprometeu a devolver mais de R$ 500 milhões. O empresário confessou fraudes na compra de direitos de transmissão de torneios como a Copa do Brasil e a Copa América, que foram revendidos à Globo — segundo a emissora, grupos de mídia não estão sendo investigados.

As informações foram levantadas pelo jornalista Gustavo Gindre. Leia, abaixo, texto postado em seu Facebook:

Paulo Daudt Marinho (filho de José Roberto Marinho e neto de Roberto Marinho), além de diretor do canal Gloob, tem 10% da TV São José do Rio Preto S.A. (CNPJ 50.023.373/0001-56).

Seu tio, João Roberto Marinho, tem 10% da TV Aliança Paulista, de Sorocaba (CNPJ 58.833.997/0001-40).

O sócio dos Marinho, controlador dessas geradoras (ambas afiliadas à Globo), se chama J. Hawilla.

No 247
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Cunha, príncipe das trevas, é anti-herói


A moda no campo progressista é falar mal de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados. Quase sempre na condição de vítima, perante um indômito vilão.

Não tenho dúvidas: ele representa os interesses mais conservadores e reacionários do país. Investigado na Operação Lava Jato, possivelmente sua ascensão política esteja permeada por negociatas.

Sua figura humana me provoca certa aversão, pela combinação entre valores retrógados e o vil cinismo tão próprio daqueles que se colocam a serviço dos endinheirados.

Mas sou obrigado a remar contra a maré e revelar que, ao contrário de muitos, tenho admiração pelo estilo político do maldito.

Ele é implacável.

Não se preocupa com a imagem ao defender ideias nas quais acredita.

Enfrenta adversários até levá-los à derrota ou à capitulação incondicional.

Briga como um rottweiler, resiste como um pugilista com queixo de pedra.

Luta, manobra, transpira e sangra até conquistar os objetivos aos quais se propõe. Ou é derrotado com a certeza de ter ido ao limiar de suas energias para bater quem se põe no caminho.

Queria muito que a esquerda tivesse, na linha de frente, quadros dessa estirpe. Muitos dos dirigentes e tribunos do campo progressista estão ficando flácidos, preguiçosos e acomodados.

Vai longe o tempo em que a fração parlamentar do PT, mesmo contando apenas com um pequeno punhado de cadeiras, era majoritariamente formada por guerreiros capazes, em articulação permanente com as ruas, de conquistar direitos constitucionais improváveis ou enfrentar a hegemonia dos privatistas.

Não vou esconder minha melancolia.

Apesar de honrosas e escassas exceções, veio se afirmando, no interior da esquerda, perfil de conciliação e bom-mocismo.

Não é processo recente, talvez venha se desenhando há décadas. Tampouco limita-se ao Brasil. Nos últimos quinze anos, porém, avançou celeremente, contaminado por essa clássica enfermidade chamada cretinismo parlamentar.

A esquerda, no passado, queria conquistar respeito diante das massas do povo e impor o medo entre as elites.

Agora muitos setores parecem buscar, sofregamente, amor e aceitação. Até dos piores inimigos.

Por essas e outras, Eduardo Cunha também pode ser visto como um anti-herói com quem temos lições a aprender.

O homem é feroz e decidido.

Antítese da máxima mineira a predicar que “política é a arte do possível”, pela qual pusilanimidade se converte em esperteza.

Jamais será derrotado — nem ele, nem as classes sociais e grupos políticos que representa — com o choro cândido dos que imaginam a luta política como um conciliábulo entre homens e mulheres de diferentes pensamentos.

O príncipe das trevas somente será vencido se a esquerda recuperar a capacidade e a vontade de ser uma força de confronto, disposta a levantar o país contra o campo da reação e do atraso.

Breno Altman
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Fascistas agridem deputados em Brasília


Provocadores do Revoltados Online interromperam entrevista coletiva de parlamentares do PT e PSol e agrediram deputados como Paulo Pimenta (PT-RS). Além de atrapalhar o trabalho da imprensa, os provocadores fascistas hostilizaram parlamentares.

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Ronaldo dividiu comissão com Traffic e depois disse "a culpa não é minha, votei no Aécio"

 

A empresa ex-jogador Ronaldo Nazário, aquele que participou de manifestações golpistas pedindo a volta da ditadura e o impeachment, já negociou rachar comissão com a empresa Traffic de J. Hawilla na intermediação de contratos de patrocínio da P&G ao Flamengo em 2012.

Pelo menos até agora não há notícias de irregularidades neste contrato, apenas mostrando que ambos já foram parceiros em negócios.

Ronaldo também se tornou sócio do Fort Lauderdale Strikers, time de futebol da Flórida. O time foi vendido por Hawilla em novembro de 2014. No mês seguinte Ronaldo virou sócio dos novos donos.

Hawilla está condenado nos EUA por crimes relacionados à corrupção no futebol. Ele mesmo admitiu os crimes e aceitou pagar quase meio bilhão de reais na Justiça dos EUA para abrandar as penas.

Tanto Ronaldo como Aécio não se manifestaram em seus respectivos facebooks sobre a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marim e as investigações sobre a corrupção no futebol. O silêncio dos dois sobre o assunto chega a ser constrangedor.

Aécio sempre teve proximidade com cartolas de futebol, inclusive com Ricardo Teixeira e Marim. Em 2013 seu parceiro de senado Zezé Perrela (PDT-MG) agiu a pedido de Marim para enterrar uma CPI do futebol, convencendo 9 senadores a retirarem suas assinaturas. A manobra política foi vista como tendo o apoio de Aécio nos bastidores.


No Amigos do Presidente Lula
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Por uma lei que obrigue políticos a “vestirem” seus doadores de campanha

Truco? Seis! A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta (27), a previsão constitucional de doações de empresas para partidos políticos. Foram 330 a favor, 141 votos contra e uma abstenção.

Isso ocorreu após uma jogada do presidente da casa, Eduardo Cunha, inconformado com a derrota que sofreu na madrugada de quarta, quando a emenda que tornava constitucional a doação empresarial para campanhas eleitorais não foi aprovada.

Dessa forma, empresas poderão continuar doando a partidos, mas não a candidatos – que só podem receber de pessoas físicas. Mas os partidos podem doar aos seus candidatos. Portanto, empresas podem doar indiretamente a candidatos.

As doações empresariais estão na origem de vários escândalos de corrupção de políticos que querem pagar a fatura ou garantir o financiamento do próximo pleito através da aprovação de leis, favores e outros serviços.

Como muita coisa estranha tem passado nesta legislatura do Congresso Nacional, tenho uma proposta a fazer: a aprovação de uma lei para obrigar a vereadores, deputados estaduais, federais e distritais, senadores, prefeitos, governadores e presidentes a usarem, durante o serviço, roupas que estampem as logomarcas das empresas que os financiaram.

Creio que quem ocupa cargo público deve dar o exemplo e partir para a transparência radical.

E seria muito simples. É só entrar na página do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br), encontrar o pleito que elegeu o candidato e ver sua prestação de contas. Vamos tomar por exemplo a de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados que, segundo ele, arrecadou R$ 6.832.479,98 em 2014.

Baseado nos doadores empresariais de campanha, a vestimenta ficaria assim:


(Rima Industrial, Vale/Mineração Corumbaense Reunidas, Ambev/CRBS, Recofarma e Rio de Janeiro Refrescos (fabricantes de Coca-Cola), Bradesco, BTG Pactual, Santander, Safra, Telemont, Líder Táxi Aéreo e Iguatemi Empresa de Shopping Centers.)

Isso significa que essas empresas planejaram coisas feias com esse político? Não. Pelo menos não necessariamente.

Em tese, o ato de doação é um indício de que o doador comunga das propostas do candidato, deseja que ele o represente politicamente, seja por suas ideias, seja por sua classe social ou quer criar com ele um vínculo por meio desse apoio em campanha. Enquanto alguns eleitos mantém apenas diálogos cordiais com os financiadores (do tipo, “obrigado, mas fiquemos a uma distância de segurança para não pegar sapinho''), outros literalmente “pagam'' através de serviços prestados. Nesse caso, não é um pagamento retroativo, mas pensando em garantir a continuidade dos recursos para a próxima eleição.

Portanto, qualquer transparência a mais seria muito bem vinda. Com isso, o cidadão poderia acompanhar o comportamento do seu representante em seus atos cotidianos ou suas votações.

Por exemplo: seria um tanto estranho alguém financiado por empresa de telecomunicações fazer de tudo para derrubar a votação do Marco Civil da Internet, não é mesmo?

E se a moda pega eles podem trocar os ternos por macacões, como aqueles da Fórmula 1.

Aprovada pela Câmara em segunda votação, a matéria seguirá para o Senado Federal, onde será analisada e votada. Se a emenda se confirmar (não há possibilidade de veto presidencial), fica assegurada a situação que existe hoje, com empresas podendo investir/doar em candidatos através dos partidos.

Então por que tanto barulho? O Supremo Tribunal Federal está julgando uma ação direta de inconstitucionalidade que pode resultar na proibição de doações por empresas. O “não'' já tem maioria, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vistas, sentou-se em cima, o que deu tempo para Eduardo Cunha correr com a aprovação de uma emenda constitucional sobre esse tipo de financiamento.

Eduardo Cunha vai se mostrando um verdadeiro operador de milagres. Pois uma emenda morreu na madrugada de quarta e ele nem precisou esperar três dias para ressuscita-la. Na noite do mesmo dia, a emenda já estava viva novamente. Feliz, aprovada, reencarnada em outro corpo.

Leonardo Sakamoto
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