27 de mai de 2015

Prender Dirceu e Genoíno é fácil. Difícil, no Brasil, é prender Marin

No Brasil, um intocável
A prisão de Marin é um retrato do Brasil: ele foi obrigado a viajar para ser preso.

Marin é, ou era, um daqueles intocáveis no país. Apesar da ficha carregada de delinquências, ele jamais foi importunado pela justiça, pela polícia e, muito menos, pela imprensa.

Isso com 83 anos.

Fosse mais comedido, ou menos ávido por propinas e atividades, Marin teria chegado ao túmulo bem longe de coisas desagradáveis como cadeia.

Prender Dirceu e Genoíno é fácil no Brasil destes tempos. Mas Marin pertence a outra casta: a do 1%. Isso significa imunidade.

Por exemplo: ele só virou notícia policial na Globo por causa dos investigadores americanos que descobriram, com trabalho duro, a fábrica de propinas que ele montou na CBF.

A CBF sempre foi parceira da Globo na rapinagem do futebol brasileiro. Enquanto ao longo dos anos ambas acumularam fortunas fabulosas com o futebol brasileiro, este, em si, virou uma ruína.

Estádios vazios e precários, times incapazes de segurar os melhores jogadores e por aí vai: não pode funcionar uma parceria em que alguém ganha muito e o outro só perde.

É o jeito Globo de operar.

Também no cinema é o mesmo quadro. A Globofilmes se dá bem e os outros — produtores, diretores, atores — vivem de migalhas.

O caso Marin oferece também uma chance de confrontar o trabalho policial entre os Estados Unidos e o Brasil.

Os investigadores americanos não fizeram, ao contrário do que é tão comum na Polícia Federal, coisas como basear ações em recortes de jornais e revistas.

É patético ver juízes e policiais acusarem alguém e, impávidos, citarem uma reportagem da Veja, ou da Folha, como se a mídia não tivesse fortíssimos interesses por trás de denúncias frequentemente sem nenhum fundamento.

No Mensalão, um juiz começou um magnífico pronunciamento dizendo que não havia um dia que não abrisse os jornais e encontrasse um escândalo.

A quem apelar?

Mais arguto, ele teria questionado a obsessão da mídia em publicar escândalos contra o PT. Mas não: o juiz tratou a mídia como se ela também pertencesse ao STF.

(Recentemente, Marta Suplicy fez o mesmo ao explicar por que saiu do PT. Citou a mídia.)

No episódio Marin, os policiais dos Estados Unidos suaram. Não entraram no Google para ver o que a imprensa tinha a falar de Marin.

Uma das cenas mais marcantes da Operação Lava Jato foi uma em que um réu perguntou respeitosamente a Moro se fazia sentido ele estar preso fazia cinco meses quando a grande evidência que pesava contra ele era uma reportagem da Veja.

Como disse Mino Carta, a Veja mente todos os dias. Mas a Justiça brasileira enxerga nela uma fonte de informações acima de qualquer suspeita.

O caso Marin oferece muitas reflexões. A principal delas é o caráter hipócrita e partidário do combate à corrupção promovido pelo 1%, ao qual interessa apenas a manutenção de privilégios e mamatas.

Paulo Nogueira
No DCM
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Lewandowski para Gilmar: "Uma coisa uma coisa outra coisa outra coisa"




Os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, travaram uma discussão tensa nesta quarta-feira (27) durante julgamento de mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Durante a sessão, Lewandowski, atual presidente do STF, disse que Mendes havia levantado uma "questão política" quando criticava o governo por aumentar verbas para o programa no ano passado e depois cortar após o fim da disputa eleitoral. Exaltado, Mendes perguntou se Lewandowski iria "censurar" seu voto.

"Há essa elevação significativa de valores num ano. R$ 5 bilhões em 2013, vamos para R$ 12 bilhões em 2014 e se diz agora que não tem dinheiro. Isso tem nome", afirmou Gilmar Mendes.

"É política que não tem nada a ver conosco. Uma coisa uma coisa outra coisa outra coisa", disse Lewandowski em seguida.

"Vossa excelência vai censurar meu voto?", indagou Gilmar Mendes.

"Não estou censurando voto. Estou dizendo sobre uma questão jurídica, o senhor está dizendo questão política", respondeu Lewandowski.

"Muda para novos contratos e dizer que isso não é [questão] jurídica...", rebateu Gilmar Mendes.

No julgamento, a maioria dos ministros manteve a exigência de nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para estudantes pedirem pela primeira vez financiamento do Fies, conforme mudança nas regras do programa estabelecida em novembro pelo MEC. O STF, no entanto, proibiu aplicação das novas exigências para renovação de contratos antigos.

Gilmar Mendes votou de forma contrária, para derrubar o desempenho mínimo que passou a ser exigido para novas adesões. Ele argumentou que, se não fosse a atuação do STF, estudantes já beneficiados pelo programa correriam risco de perder o financiamento.

"É mudança clara na regra do jogo e, não fosse a decisão do tribunal, teria impactado contratos já celebrados também. Vejam o tamanho da manipulação" afirmou.

Além de Gilmar Mendes, votaram para derrubar as novas exigências para adesão Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki. Para eles, os alunos que fizeram o Enem entre 2010 e 2014 e não conseguiram a nota mínima agora exigida não contavam com a mudança nas regras e deverão prestar um novo exame para aderir ao Fies.
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Réu do mensalão tucano, Azeredo é contratado por R$ 25 mil

Azeredo renunciou após o procurador-geral da República
pedir sua condenação por peculato e lavagem de dinheiro
Um ano e três meses após renunciar ao cargo de deputado federal, o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), réu no processo do mensalão mineiro, está de emprego novo.

O ex-parlamentar, de 66 anos, trabalha agora na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O ex-governador foi contratado como diretor executivo para as áreas internacional e de ciência, tecnologia e inovação da entidade de classe. O salário é de R$ 25 mil mensais, conforme informado pela federação.

A renúncia de Azeredo ao mandato parlamentar aconteceu em 19 de fevereiro de 2014, 12 dias depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-governador a 22 anos de cadeia por peculato e lavagem de dinheiro ao desviar recursos de empresas estatais para a campanha por sua reeleição ao Palácio da Liberdade em 1998.

Com a renúncia, o processo de Azeredo retornou à primeira instância, tramitando hoje na 9.ª Vara Criminal da capital.

Na entidade, o tucano irá participar de encontros com empresários de outros países. Ele é formado em engenharia mecânica com pós-graduação em engenharia econômica.

O ex-governador não quis falar sobre o novo emprego. Segundo sua assessoria de imprensa, a contratação pela federação ocorreu porque a entidade tem conhecimento da experiência de Azeredo nas áreas em que passou a atuar na federação.
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Marin, Aécio e os paneleiros com a camisa da CBF

Eles
Segundo a Justiça dos EUA, José Maria Marin recebeu propinas de 2 milhões de reais por ano de parceiros comerciais para a realização da Copa no Brasil quando presidente da CBF. Tentou ainda transferir para suas contas o dinheiro que era antes destinado a Ricardo Teixeira.

Na manhã de quarta, Marin era um dos detidos em Zurique, com outros seis cartolas da Fifa, a mando do FBI. O atual chefão da entidade, Marco Polo del Nero, tratou de atirar a bola no colo de outros. “Isso é algo antigo “, disse, corajoso. O secretário geral Walter Feldman, ex-coordenador de campanha de Marina Silva, conseguiu afirmar que as denúncias são “casos do passado” e que Marin tem hoje “papel decorativo”.

Compreensivelmente, em se tratando de gente desse tipo, os amigos de Marin sumiram todos, a empresa onde ele trabalhava tornou-se correta em dois meses e um pessoal quer que você acredite que ele operava sozinho diretamente de sua penteadeira nos Jardins.

Um companheiro fiel, particularmente, desapareceu e não dá pinta que de vai oferecer uma palavra de solidariedade: Aécio Neves. A relação de ambos é próxima, antiga e cheia de passagens edificantes.

Em 2013, Marin inaugurou uma placa em homenagem a Aécio no Mineirão do dia de um amistoso entre Brasil e Chile. Lembrou que o tucano foi dos primeiros a parabenizá-lo quando ele assumiu o cargo. Deu-lhe uma réplica de uma camisa da seleção de 58 e participou de um jantar em torno do senador.

Foi uma cortesia em retribuição a serviços prestados. Juntamente com o colega Zezé Perrella, o dono do Helicoca, ex-presidente do Cruzeiro, Aécio ajudou a enterrar a CPI da CBF, que visava investigar abusos de poder econômico na eleição de dirigentes, transferências irregulares de recursos, desvios de verbas, entre outras mumunhas.

Perrella e Aécio convenceram nove senadores a retirar suas assinaturas do pedido de abertura da comissão parlamentar de inquérito, inviabilizando-a (entre eles, Cássio Cunha Lima, paladino da moral e dos bons costumes). Na época, Perrella falou no plenário que “não achava motivo que fundamente uma CPI”.

Na campanha presidencial, Marin declarou voto no mineiro. Após a Copa, a ligação não esfriou. De acordo com um comunicado da CBF, Aécio ligou duas vezes para Marin na ocasião de um jogo com o time de Messi: “Antes da partida, Aécio Neves desejou boa sorte para a seleção brasileira que iria enfrentar a Argentina. Terminado o jogo, Aécio voltou a telefonar, dessa vez para parabenizar o presidente da CBF, jogadores e integrantes da comissão técnica pela bela vitória sobre a Argentina e pelo tricampeonato do Superclássico das Américas”.

A confederação ainda conta com um antigo aliado de Aécio, o lobista João Dória Jr, pessedebista de coração, empossado chefe da delegação. Galvão Bueno estranhou o fato de Dória não ter nada a ver com o esporte, como se esta fosse a especialidade da casa.

Os telefonemas devem estar fazendo falta a José Maria Marin, que pode pegar até 20 anos de cana. Numa das manifestações pelo impeachment, aquela em que chegou mais perto da rua, Aécio se deixou fotografar na janela do apartamento no Leblon com a camiseta da CBF, orgulhoso.

A mesma camiseta que milhares de coxinhas vestem para bater suas panelas e gritar pelo fim da corrupção, num tributo enviesado a brasileiros do bem como Marin, Teixeira, Del Nero e tantos outros que estão, neste momento, em pânico.

Kiko Nogueira
No DCM
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O Jornal Informal da Globo



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Superação da pobreza da população negra


Superação da pobreza da população negra
Superação da pobreza da população negra
Caderno de Resultados do Plano Brasil Sem Miséria para a população negra (2011/abril/2015)

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EUA pegam J. Hawilla também. Bate na trave da Globo!

Empresário é “ligado” a operações de ” transmissão televisiva”!

Hawilla não vai deixar filhos do Roberto Marinho irem ao exterior
Foto: Michel Filho / Agência O Globo

Escândalo da Fifa envolve J. Hawilla e contrato da CBF com empresa americana

Pagamento de propinas estaria relacionado a acordos de marketing e transmissão de jogos

O empresário J. Hawilla, da Traffic Sports: suposta negociação para reduzir possível pena
Michel Filho / Agência O Globo
O envolvimento do Brasil no escândalo da Fifa não se limita à prisão de José Maria Marin. José Hawilla, dono do grupo brasileiro (com sede nos EUA) Traffic, uma das maiores empresas de marketing esportivo do mundo e que negocia direitos de transmissões de TV e publicidade de grandes eventos, como a Copa América e a Libertadores, fez acordo com a Justiça dos Estados Unidos e vai devolver US$ 151 milhões (cerca de R$ 473 milhões).

J. Hawilla, como é chamado, é réu confesso de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O acordo foi feito em dezembro de 2014. Desde então, Hawilla permanece nos Estados Unidos, onde mora há dois anos, em liberdade, segundo seu advogado José Luiz de Oliveira Lima.

Ainda de acordo com o advogado, "o empresário apoia as investigações, tendo prestado os esclarecimentos devidos às autoridades americanas. A Tusa (braço da Traffic nos EUA) fez um acordo e pagará multa às autoridades competentes".

O acordo não pode ser chamado de delação premiada pois a legislação americana não faz referência a esse termo usado no Brasil. O advogado informou não poder detalhar o acordo feito entre a Justiça americana e o empresário brasileiro.

Pagamento de propina

Nota divulgada pelo Departamento de Justiça americano, após as prisões dos dirigentes da Fifa, cita a CBF em suposto suborno pago em negociação da entidade com “uma grande marca esportiva americana” — que, no caso, seria a Nike, fornecedora da seleção brasileira desde os anos 1990. Hawilla foi o responsável pelo contrato celebrado em 1996 entre a Nike e a seleção brasileira, que foi alvo de uma CPI, encerrada em junho de 2001 sem desdobramentos.

A nota fala em um “esquema de pagamento de propinas” relacionado a contratos de marketing e transmissão de jogos da Copa do Brasil, torneio organizado pela CBF. Hawilla estaria envolvido nesses pagamentos. Ele já admitiu a sua culpa e iniciou tratativas para reduzir sua possível pena.

O comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que, desde 1991, teriam sido pagos mais de US$ 150 milhões em propinas. O suborno seria pago por empresas a dirigentes em troca de contratos de marketing e direitos de TV de competições esportivas organizadas pela Fifa e entidades a ela ligadas.

Entre esses torneios, diz a nota, estão a Copa Libertadores, a Copa América, as eliminatórias da Copa do Mundo da Concacaf e a Copa do Brasil. “Outros supostos esquemas relacionados ao pagamento e recepção de propina estão em conexão com o patrocínio da CBF por uma grande empresa de material esportivo dos EUA”, reitera o Departamento de Justiça americano, sem citar nominalmente a Nike.

Diz a nota do Departamento de Justiça: “Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, frequentemente através de aliança com executivos de marketing inescrupulosos que barraram concorrentes e mantiveram contratos lucrativos para si mesmos através do pagamento sistemático de propinas. Os dirigentes são acusados de conspiração para solicitar e receber mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 400 milhões) em subornos em troca do apoio oficial dos executivos de marketing que concordaram com pagamentos ilegais.”

Direitos de TV

A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. Além de ser responsável pelos direitos de torneios de futebol, a empresa detém passes de jogadores como o argentino Conca e o brasileiro Hernanes, é dona de times como o Estoril Praia, de Portugal, e é responsável pelas vendas de camarotes do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo. Hawilla também é fundador do Fort Lauderdale Strikers, time que atua na segunda divisão do futebol norte-americano, e que atualmente tem como sócio o ex-jogador Ronaldo.

O empresário brasileiro, ex-repórter de rádio e ex-vendedor de cachorros quentes que virou o maior empresário de futebol do país, é amigo do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Foi na gestão de Teixeira que a Traffic começou a atuar como detentora dos direitos de transmissões de TV e publicidade da seleção.

No CAf
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Globo vai em cana com o Marin?


Cadê o DARF?


Diz a Fel-lha:

As acusações, segundo a polícia suíça, estão relacionadas a um vasto esquema de corrupção de mais de US$ 100 mi dentro da Fifa nos últimos 20 anos, envolvendo fraude, extorsão e lavagem de dinheiro em negócios ligados a campeonatos na América Latina e acordos de marketing e transmissão televisiva.

“Transmissão televisiva”?

Fedeu!


Do livro que ele escreveu com o Amaury Ribeiro Jr sobre os podres da CBF?

Pois é…

A história do DARF é por causa disso aí: “transmissão televisiva”…

Claro que no Brasil os filhos do Roberto Marinho — como na Vara do Moro — só seriam incriminados depois de mortos.

Quá, quá, quá!

Mas, depois do Marin ir em cana, os filhos do Roberto Marinho — que não têm nome próprio — ficarão como o Maluf, que não pode botar um dedinho fora do território nacional.

Mas, aqui, aqui eles são inimputáveis!

Viva o Brasil da CBF, não é isso Galvão?

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Aécio perde ação contra sites de buscas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) perdeu a ação judicial que move desde 2013 contra os maiores sites de busca da internet, Google, Bing e Yahoo. Seus advogados vão recorrer da decisão.

No processo, o tucano pediu que a Justiça restringisse as buscas na internet, impedindo essas empresas de relacionar seu nome a termos que levassem os usuários a notícias desfavoráveis a Aécio, associando-o a "desvio" de recursos públicos em seu governo em Minas Gerais.

O processo é parte de uma ofensiva de Aécio na Justiça para identificar e neutralizar detratores na internet, iniciada às vésperas da última campanha presidencial, quando ele foi o candidato do PSDB.

 
Em sua decisão, o juiz Rodrigo Garcia Martinez, do Tribunal de Justiça de São Paulo, comparou os sites de busca a "bibliotecários virtuais".

"Se numa biblioteca pedimos um livro, eles o localizam e o trazem. Se o conteúdo é apto a cometer ilícito, o autor é quem deve responder, não a biblioteca ou o bibliotecário, sob pena de realizarmos práticas fascistas, comunistas ou nazistas", escreveu.

Os alvos de Aécio na ação eram notícias que o acusavam de ser réu num processo por "desvio de R$ 4,3 bilhões na Saúde", quando governador de Minas Gerais (2003-2010). Seus advogados alegam que essas notícias foram produzidas para induzir o leitor a acreditar que o senador era alvo de investigação por ter se apropriado de recursos.

Havia, de fato, uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas, mas ela questionava a contabilização de verbas aplicada em saneamento como dinheiro investido em saúde. A Justiça de Minas extinguiu o processo.

Na sentença, o juiz reconheceu as notícias como "falsas", mas ponderou que "inibir o acesso às informações por meio de filtros na ferramenta de busca representa retrocesso à livre manifestação".

Para o juiz Martinez, "por mais odiosa que seja a prática de ridicularizar a imagem de um político que representa ideais de uma grande parcela da população", não é justo acionar os sites de busca em vez dos autores das notícias.

Procurada, a assessoria do tucano informou que ele vai recorrer contra a decisão. Para os advogados de Aécio, as notícias foram espalhadas por uma "quadrilha virtual", "abastecida com recursos públicos"com o intuito de denegrir adversários do governo.

Os advogados ressaltam ainda que Aécio "não pediu a exclusão dos conteúdos da internet", mas a remoção dos links que direcionavam usuários a eles nos sites de busca.

Acordo

Os advogados de Aécio tentaram um acordo com os portais, mas não tiveram sucesso, como o juiz registrou em sua sentença. No entanto, uma pesquisa no Google com os termos que incomodavam Aécio produz resultados diferentes hoje, levando até a notícias favoráveis ao senador.

O Google disse que não houve acordo ou qualquer mudança nos critérios de suas buscas.

"As buscas são produzidas automaticamente, baseadas em fatores como a popularidade dos termos. Periodicamente fazemos atualizações, e os termos que aparecem no preenchimento automático podem mudar ao longo do tempo", afirmou a empresa.
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