26 de mai de 2015

O monumental fiasco que é a TVeja

Flop
Achei estranho, e fui verificar.

Li, num texto sobre as demissões na Veja, que havia uma área da revista “bombando”.

Foi exatamente esta a expressão usada: “bombando”. Essa área poderia, li, representar o futuro da Veja.

A TVeja.

Quem disse isso foi uma fonte da Veja.

Bem, fui checar, porque poucas vezes vi um projeto editorial tão disparatado como a TVeja.

O que encontrei confirmou minhas suspeitas.

Trata-se de um monumental fracasso.

Você pode inflar a circulação de uma revista com diversos métodos. Continuar a enviar exemplares para quem não renovou a assinatura é um desses métodos.

Mas na internet cada clique é registrado. E o Youtube, que paga por boas audiências, não se deixa ludibriar por truques.

No YouTube está a verdade da TVeja.

A parte 1 de uma entrevista com Serra, por exemplo, teve 714 visualizações.

Outra com o senador Eduardo Amorim ficou em 80.

Uma mesa redonda com Augusto Nunes, Felipe Moura Brasil e Caio Blinder estacionou em 95.

Uma conversa com Marco Antônio Villa sobre um delator teve 712.

Ronaldo Caiado rendeu 249 cliques.

Nem Beto Richa, tão comentado pelos problemas com os professores, saiu do chão. Sua entrevista teve 795 visualizações.

Isso na parte 1. Na parte 2, foram 367.

Alguns vídeos foram um pouco adiante. Um no qual Reinaldo Azevedo elogiou Olavo de Carvalho registrou 4 524 cliques.

Um vídeo em que Reinaldo Azevedo instou o Senado a reprovar Fachin teve 8 837 acessos.

Bem, por aí vai.

Não fiquei em nada surpreso com os números que encontrei.

A TVeja é um símbolo da extraordinária dificuldade que dinossauros da mídia têm para se adaptar ao novo ambiente.

Vídeos, na Era Digital, devem ser curtos, diretos, e capturar o espectador rapidamente, ou ele zarpa.

Os da TVeja são o extremo opostos. As conversas são intermináveis: muitas vezes, ultrapassam 40 minutos.

É muita pretensão imaginar que alguém na internet vai suportar a apresentadora Joice Hasselman dissertando interminavelmente sobre o mesmo assunto — os pecados do PT — com diferentes interlocutores.

Fica evidente que o projeto foi concebido sem a presença de ninguém do mundo digital.

E é esse fracasso que alguém da Veja disse que está “bombando”.

É o autoengano tão comum em empresas em declínio. Algumas semanas atrás, numa entrevista ao Valor, Roberto Irineu Marinho conseguiu dizer que não está caindo a audiência da tevê aberta.

Isso com o Ibope de toda a programação da Globo — das novelas aos telejornais — desmoronando. Na semana passada, um levantamento de um colunista de tevê do UOL mostrou que a Globo perdeu 35% do público de domingo de 2005 para cá.

O que aconteceu com as carruagens quando os carros apareceram?

O mesmo que vai acontecer com grandes companhias de mídia tradicional com o advento da internet.

Não poderia haver melhor imagem para esse processo de extinção do que a calamitosa TVeja.

Paulo Nogueira
No DCM
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Gripe Judiciária — (peguei) —


Volto logo!
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“Reforma Cunha”: poder da grana e partidos ameaçados

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/05/26/reforma-cunha-poder-da-grana-e-partidos-ameacados/

 Reforma Cunha: poder da grana e partidos ameaçados 

"Pior do que está não fica" era o slogan da primeira campanha do palhaço Tiririca a deputado federal, em 2010. Não só fica pior, como estamos vendo a cada dia, mas agora também corremos o risco de ter um parlamento cheio de Tiriricas, se for aprovada a "Reforma Cunha", que entra em discussão e votação nesta terça-feira na Câmara.

Insatisfeito com os resultados da Comissão Especial, que ele mesmo montou há três meses, para apresentar um projeto de reforma política, o presidente Eduardo Cunha, também conhecido como D. Eduardo I e Único, o imperador autoproclamado, nem esperou pelo relatório. Mandou jogar tudo fora, cancelou a sessão e resolveu levar a discussão diretamente para o plenário.

Com bancadas temáticas suprapartidárias sob o seu comando, que na prática já estão acabando com os partidos, Cunha controla perto de 300 votos, e precisa de apenas mais oito (60% do total de 513) para aprovar o que quiser.

Muitas propostas vão entrar em discussão, mas para o imperador do PMDB duas são prioritárias:

* Criar o "Distritão", sistema eleitoral pelo qual se elege apenas o deputado mais votado nas regiões em que serão retalhados os Estados e acaba com os votos na legenda. Partidos à parte, basta escolher um Tiririca bom de voto em cada distrito e despejar nele todos os recursos financeiros disponíveis. Programas partidários, compromissos ideológicos e os votos nos outros candidatos são simplesmente jogados no lixo.

* Manter o financiamento empresarial de campanhas, que permitiu a Cunha não só se eleger com folga, como também ajudar outros candidatos que hoje formam sua bancada particular suprapartidária. É a questão central da reforma política, pois mantém o mesmo sistema atual, que permite ao poder econômico formar suas bancadas temáticas, e está na raiz de todos os esquemas de corrupção vigentes no país. Já proibido por ampla maioria no STF, o financiamento privado só continua em vigor porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e não devolveu o processo, à espera da reforma de Cunha, que pode aprovar a inclusão das doações privadas na Constituição.

A "Reforma Cunha" faz parte das suas "promessas de campanha" para se eleger presidente da Câmara, que incluem a construção de um novo anexo orçado em R$ 1 bilhão, com direito a shopping e tudo para o melhor conforto das excelências. O único objetivo desta turma é preservar seus interesses e, se possível, facilitar suas reeleições futuras, em parceria com o poder da grana. É o baixo clero no poder que, na hora de votar, só se faz uma pergunta: o que é melhor para mim?

Fora do baixo clero (ainda existe o alto clero?), agora liderado por Cunha, sobraram muito poucos. Uma das raras exceções é o deputado fluminense Chico Alencar, do pequeno PSOL, que fez parte da Comissão Especial, e assim resumiu a ópera bufa:

"O que se pretende, na verdade, é fazer uma contrarreforma que assegure a constitucionalização do financiamento empresarial dos partidos".

Ou seja, na melhor das hipóteses, vai continuar tudo como está, à espera do próximo escândalo de corrupção. O país clama, há décadas, por uma profunda reforma política-partidária-eleitoral, mas desse congresso nada se pode esperar de bom. O que for aprovado lá é para melhorar a vida dos próprios parlamentares, não do povo que os elegeu. O abismo entre representados e representantes só aumenta.

Por isso mesmo, a direção da Câmara dos Deputados ignorou solenemente as milhões de assinaturas das propostas populares em defesa de uma reforma política democrática que foram apresentadas, desde o ano passado, pelas principais entidades da sociedade civil organizada.

E assim vamos que vamos.
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Reforma política: retrocessos inaceitáveis

A reforma política nos termos propostos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é um dos maiores retrocessos em nossa curta democracia. Pode equivaler ao Pacote de Abril baixado por Geisel única e exclusivamente para impedir uma vitoria da oposição no Colégio Eleitoral, em 1978 .

Distritão mais financiamento privado, eleições a cada cinco anos, fim da reeleição, esses são os pontos. O fim da coligação proporcional perde a finalidade com o distritão. Ninguém fará coligação. A cláusula de barreira perde também seu papel. O distritão liquida com as minorias, com os partidos, transforma em média 60% dos votos dados a candidatos em votos inválidos. Será o reino do dinheiro e do poder econômico. A psoposta de eleições a cada cinco anos sem reeleição visa afastar o povo do centro do poder e deixar caminho aberto para o poder econômico controlar o ultimo bastião popular, a Presidência da República. Neste mesmo registro está a defesa do parlamentarismo pelas lideranças que defendem o distritão.

A alternativa, a esta altura, é o voto distrital misto e o financiamento exclusivo para os partidos via um fundo público que receba também doações privadas. A reeleição foi uma invenção tucana para se manter no poder. Foi um golpe, com denúncias e provas de compra de voto, nunca investigadas. Não há razão para seu fim, mas não deve ser uma questão de principio para nós. Já fim da reeleição com coincidência e mandatos de cinco anos mais distritão é um retrocesso inaceitável. É preciso mobilizar e pressionar o Congresso Nacional para derrotar esse golpe na democracia.

No Blog do Zé
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Operação Pavlova: O ’empresário’ Patrick Lucchese está com sérios problemas com a Polícia Federal e com o MPF


O ’empresário’ Patrick Lucchese está com sérios problemas com a Polícia Federal e com o MPF… Ele é filho do midiático e famoso cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre…

O ex-presidente da Investprev Seguros e Previdência ou Invest Seguros,  Patrick Lucchese é um dos cinco investigados que foram levados (por condução coercitiva) pelos agentes da Polícia Federal, para prestar esclarecimentos… Ele é filho do midiático cirurgião cardíaco da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Dr. Fernando Lucchese. Patrick é da altíssima sociedade gaúcha.

A GBOEX e a Confiança Cia de Seguros (que está em liquidação extrajudicial desde o início de 2014) também foram”visitadas” pelos investigadores da Polícia Federal. O que não dá para entender é o tal Segredo de Justiça… Quando é peixe pequeno e pobre não tem segredo de justiça. Mas, quando, pegam um peixe grande e poderoso…

Foram bloqueadas as contas bancárias e os bens dos investigados, como cinco veículos de luxo, além de imóveis localizados dentro e fora do Rio Grande do Sul.

A Operação Pavlova investiga crimes financeiros praticados desde 2011 a partir do Rio Grande do Sul e que geraram desvios milionários a empresas do ramo de seguros, capitalização e previdência.

Os crimes praticados foram lavagem de dinheiro, formação de quadrilha ou bando, gestão fraudulenta…

Quanto milhões essas figuras roubaram???

Na capital, a PF apreendeu três veículos: um Porsche Boxter S, um Audi A5 e um Lexus LS460L. Na cidade de Marau, dois carros também foram apreendidos – um Range Rover e um Mini Cooper.

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Será que esse  Porsche ‘confiscado’ pela PF é do ’empresário’ Patrick???

Franklin Cunha
No Imagem Política
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Reforma Política


Laerte
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Uma vontade basta

Previsto para hoje e tido como início do processo de votação da reforma política, seja o que for que se passe na Câmara será o ponto culminante, por ora, do período mais desrespeitoso da maioria dos deputados com o país nos anos sem ditadura.

O que está para ser votado são escolhas tão importantes como o sistema eleitoral para compor a própria Câmara. De onde e como deve vir o dinheiro para financiar as campanhas eleitorais. A validade ou extinção das coligações de partidos. A duração do mandato de senador. O número de eleitores necessários para apresentação de um projeto de iniciativa popular, e ainda mais. Questões todas muito importantes para melhoria ou maior degradação da política e da democracia por aqui.

Foi feito um relatório a ser votado, como resultado de mais de três meses de discussões em uma comissão especial. Algumas conclusões não coincidiram com o desejo pessoal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O relator Marcelo Castro fez alterações obedientes, mas sobrou alguma coisa inalterada.

Eduardo Cunha não admitiu que a comissão votasse o relatório, levando-a a adiar a decisão. Já que o relator se recusava aos gestos finais de servidão, Eduardo Cunha fez saber que iria substituí-lo. Logo, porém, optou por outra exorbitância: levaria o projeto para votação direta do plenário, com a já conhecida manipulação de sua tropa, desprezando o relatório e a opção final da comissão sobre os temas nela discutidos.

Nada do que tenha sido negociado ontem, sobre o encaminhamento a prevalecer, merece confiança até hoje. A vontade de Eduardo Cunha, já se viu bastante, não tem admitido concessões mais do que aparentes.

O PT, boquiaberto, tem dois ou três deputados em luta contra o presidente da Câmara, e o restante com participação, no máximo, pela distante periferia. O PSDB, com indigestão de impeachment, não se mexe, mas, como em expectativas anteriores, dirige a Eduardo Cunha acenos de simpatia significativa. A divergência começou entre peemedebistas, e peemedebistas vão fazer o número para decidi-la. Nele, Eduardo Cunha não opina: manda na maioria. Como se dá com quase todas as bancadas pequenas.

E pronto. Temos um instantâneo da republiqueta que, desse modo, define a cara de sua democracia.

Palocci

Joaquim Levy acrescentou, ao seu diga ao povo que fico, a informação de que considera estar o corte de R$ 69,9 bilhões do Orçamento "na medida adequada" e "sem risco para o crescimento econômico".

Se essa é a medida adequada, por que batalhou pelo corte de R$ 80 bilhões, no início, e "entre R$ 70 e R$ 80 bilhões", depois? E que crescimento econômico? Só se não tem risco porque não existe, nem em perspectiva.

No Brasil, a hipocrisia é uma forma de governar a economia. Joaquim Levy: uma saudade de Palocci.

Que Justiça

O ministro Luiz Fux reivindica, para si e para seus pares no Supremo Tribunal Federal, vencimentos (no funcionalismo não se chamam salários) e benefícios que restauram um multissecular: nababesco. Mas os acompanha de uma razão solene: "a necessidade de valorização institucional da magistratura". Não, é mesmo e só de valorização financeira e patrimonial.

Institucional talvez seja esta outra reivindicação: se condenados por improbidade, magistrados não perderiam o cargo. Ou seja, continuariam magistrados para condenar também acusados de improbidade.

Janio de Freita
No fAlha
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