16 de mai de 2015

Acordo em Minas enterra choque de gestão tucano que destruiu educação pública

Fernando Pimentel, lideranças políticas e sindicais anunciam o acordo (foto Décio Junior); já no Paraná do
tucano Beto Richa…
Quando os colunistas da revista Veja escrevem sobre educação pública, eles sabem do que estão falando? Conhecem a nossa realidade? Sabem de fato o que está nos nossos contra-cheques? Abandonariam a escola particular de mensalidades superiores aos nossos salários e colocariam seus filhos na escola pública?

Acabo de ler artigo do colunista Reinaldo Azevedo sobre o acordo assinado pelo Sind-UTE MG e o Governo do Estado no último dia 15 de maio.

Para ele tudo não passa de estratégias petistas que nada têm a ver com a educação e só tem o objetivo de constranger bons gestores como Beto Richa e Geraldo Alkmim.

Vou ajudá-lo a conhecer a realidade. E começo convidando-o a vir a Minas Gerais, entrar numa escola estadual e conversar com um professor, qualquer escola, qualquer professor.

Vai descobrir que o PSDB, com o seu modelo de choque de gestão, destruiu a educação mineira, que os indicadores de qualidade divulgados dando a idéia de que Minas Gerais tem a melhor educação do país eram manipulados, o sistema de registro dos alunos impedia que o professor registrasse a verdade sobre o aluno em função do seu desempenho.

Vai descobrir também que os alunos não tem onde comer, porque a maioria das escolas não têm refeitório.

Faço o convite para que os colunistas que escrevem sobre escola pública matriculem seus filhos em escola que funciona em motel desativado ou em posto de gasolina. Podem escolher.

Lutamos para receber um salário, que deve ser o valor que suas esposas gastam com bolsas de marca. Embora seja lei federal, lutamos há 7 anos para receber os reajustes do Piso Salarial Profissional Nacional.

Os governadores Aecio Neves e Antonio Anastasia poderiam ter cumprido a lei, mas não o fizeram.

Receberemos isso pela primeira vez a partir do acordo que assinamos. Por aqui, quem tem mestrado recebe como se tivesse apenas licenciatura curta e quem é pós-graduado recebe como se tivesse apenas nível médio de escolaridade.

Apresentamos, incansavelmente, a reivindicação para que isso se modificasse. Conseguimos agora descongelar a carreira.

Estávamos proibidos de comer na escola, mas tenho certeza que nunca faltou aos colunistas o cafezinho e o biscoito amanteigado!

Na rede estadual são 2/3 de profissionais com vínculo precário, embora a constituição do estado determine que o ingresso no serviço público se dê por concurso público.

Começamos a mudar isso com 60.000 mil nomeações. Com a grande experiência que devem ter, os colunistas devem acreditar que esse negócio de concurso é coisa do passado, que o legal é terceirizar e contratar professor como pessoa jurídica!

Mas, na verdade, o artigo tem o propósito de defender o indefensável: Beto Richa do Paraná e a forma como trata os professores!

Mas se serve de consolo, aqui em Minas já respiramos gás lacrimogêneo. Aqui, policiais militares já despejaram gás de pimenta em nossos corpos. Por aqui também já fizemos meses de greve por uma miséria de Piso salarial cujo valor deve ser o de um jantar de fim de semana nos bons restaurantes que frequentam!

Ficamos 4 meses com corte de salários, sobrevivendo da solidariedade alheia, sendo humilhados e achincalhados por pessoas que, como você, acham que educação não é direito, é bem de consumo.

Pode ser qualquer coisa porque é para a classe trabalhadora.

A elite não se contenta em ter, precisa impedir que os trabalhadores disputem o orçamento público, a prioridade de gestão.

Se fosse um acordo com a Fiemg ou com as empreiteiras ou mineradoras estaria tudo na devida ordem, mas acordo com trabalhador? Que vai significar mais de 70% de mudança salarial?

Enquanto os “bons governadores” espancam professores e destroem a escola pública.

Parece impensável mesmo!

Também deve incomodar a nossa luta contra a invisibilidade que os governos tentam nos impor, a nossa memória de não esquecer a mão que segura o chicote e a nossa rebeldia de não aceitarmos ficar restritos à senzala e sempre incomodarmos a casa grande.

Aí o sindicato, que é a forma de organização do trabalhador, merece especial atenção para ser atacado e a luta coletiva desqualificada. A alienação do trabalhador serve bem ao sistema.

Na crítica somos meros coadjuvantes, desconhecendo os anos de lutas que travamos no estado para mudarmos a realidade! Estas críticas mostram que estamos no caminho certo. O dia que formos elogiados por vocês, será motivo para que a classe trabalhadora fique preocupada com os rumos da luta!

Por fim, faço o convite a todos que gostam de escrever sobre escola pública. Venham a Minas Gerais e vivam por um mês com os salários pagos, herança maldita do PSDB. Façam a grande descoberta de suas vidas: descubram o que é escola pública!

E o que assinamos no dia 15 de maio, não foi por bondade de governo, foi resultado de anos de luta. E continuamos mobilizados! Este documento foi o começo da recuperação do que perdemos na última década.

Aqui em Minas a pauta da educação se transformou na pauta dos movimentos sociais! Não lutamos sozinhos. E isso causa ainda mais medo na casa grande!

Beatriz Cerqueira
No Viomundo
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Gerdau pode ter que pagar R$ 5 bi por fraude tributária

Procurador Frederico Paiva acompanha investigação de rombos tributários que podem chegar a R$ 19 bilhões.
Só o caso envolvendo a Gerdau equivaleria a uma Lava Jato
O procurador da República Frederico Paiva, responsável pelas investigações da Operação Zelotes no Ministério Público Federal, avalia que só as empresas do Grupo Gerdau poderão ter que devolver aos cofres públicos cerca de R$ 5 bilhões por conta de fraudes tributárias cometidas no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). A informação foi divulgada neste sábado (16) pelo jornalista Jorge Bastos Moreno, em sua coluna no jornal O Globo. A se confirmar esse valor, somente as fraudes envolvendo o Grupo Gerdau equivaleriam a toda Operação Lava-Jato, que investiga denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras. No depoimento prestado na última quarta-feira (13), na subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha os desdobramentos da Operação Zelotes, Paiva disse que o prejuízo com as fraudes tributárias é superior a R$ 19 bilhões.

O procurador informou que, em um período de 60 dias, o Ministério Público Federal deverá oferecer denúncias envolvendo processos de R$ 5 bilhões de 15 empresas que aturaram para alterar a decisão dos conselheiros do CARF. Ainda segundo Paiva, essas denúncias envolvem casos em que os indícios são mais veementes, de um total de cerca de 60 empresas investigadas. Em seu depoimento na subcomissão, o procurador relatou como funcionava o esquema: “o núcleo da organização criminosa emitia sinais às empresas que teriam seus casos julgados como forma de mostrar que possuía influência no CARF. Era oferecido um pedido de vistas aos empresários. Era dito o dia, a hora e qual conselheiro iria solicitar vistas. Diante dessa garantia, era firmado um contrato. Na maioria dos casos, era forjado um contrato de assessoramento empresarial, de consultoria, para depois legitimar o repasse da propina.”

Frederico Paiva pediu uma maior colaboração do Poder Judiciário no caso e informou que o Ministério Público Federal entrou com uma representação na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, contra o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, de Brasília, que atua no caso da Zelotes. Segundo o procurador, o juiz tem descumprido prazos de forma recorrente e injustificada, levando, muitas vezes, à prescrição de casos. O relator da subcomissão, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), adiantou que fará uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando providencias referentes à demora injustificada em processos que investiguem crimes contra a ordem tributária que estão na 10ª Vara Federal, sob a responsabilidade do juiz Ricardo Leite.

As empresas investigadas pela Operação Zelotes

A Operação Zelotes foi desencadeada no dia 28 de março por diversos órgãos federais para desbaratar um esquema de fraudes tributárias envolvendo grandes empresas brasileiras e multinacionais. As investigações foram conduzidas por uma força-tarefa formada pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Corregedoria do Ministério da Fazenda. O Grupo RBS, a Gerdau, os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pontual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi e um grupo de outras grandes empresas estão sendo investigados pela suspeita de pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para anular multas tributárias milionárias.

Entre os crimes investigados na Zelotes, estão advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério da Fazenda, o esquema envolveria a contratação de empresas de consultoria que, mediante trânsito facilitado junto ao Conselho, conseguiam controlar o resultado do julgamento de forma a favorecer o contribuinte autuado. Constatou-se que muitas dessas consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do CARF. Segundo as investigações feitas até aqui, mais de 70 processos tributários podem ter sido fraudados, com um prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos. Os casos que estão sob investigação teriam ocorrido entre os anos de 2005 e 2015.

No RSUrgente
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Saiba quem é Danilo Amaral, o agressor de Padilha

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/05/16/saiba-quem-e-danilo-amaral-o-agressor-de-padilha/


Um momento emblemático da política brasileira aconteceu no dia de ontem. Em um restaurante em São Paulo, um advogado toca em uma taça para chama a atenção das pessoas que estão no local para, em seguida, iniciar um “discurso” breve:

“Temos a ilustre presença do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que nos brindou com o programa Mais Médicos, da presidente Dilma Rousseff, responsável por gastos de R$ 1 bilhão que nós todos otários pagamos até hoje. Uma salva de palmas para o ministro.”

Padilha ainda tenta rebater dizendo que são 63 milhões de pessoas atendidas, mas os aplausos da mesa onde estava Amaral – aparentemente a única que dá alguma ressonância ao “discurso” do empresário e onde está a pessoa que filma a cena pelo celular – simplesmente sufoca qualquer tentativa de diálogo ou debate. Veja abaixo:



Danilo Amaral foi vice-presidente de Relações Institucionais da BRA, companhia que chegou a ocupar espaço generoso no mercado aéreo brasileiro mas que afundou em 2007. Tornou-se presidente da empresa em abril de 2009, após participar de sua recuperação judicial, e tinha planos otimistas, como revela essa reportagem da IstoÉ Dinheiro. “A BRA será uma empresa menor mas totalmente sustentável”, dizia à época. O resultado, todos sabemos. Pouco mais de três meses depois ele se desligou da BRA.

Provavelmente Danilo sabe, por exemplo, que o gasto com o Mais Médicos foi, em 2014, treze vezes menor que as despesas com juros no Brasil. Mas talvez pra ele isso não seja importante. Até porque atua no mercado empresarial-financeiro, sendo sócio da Trindade Investimentos que, segundo esta matéria, tem como dois focos principais de investimentos as startups de tecnologia ou “em empresas que necessitem urgentemente de recursos”. Um benemérito, talvez.

Em seu perfil no Facebook, porém, pode-se perceber não só sua orientação política como sua visão de Brasil. Tece elogios a Kim Kataguiri, “o verdadeiro herói da juventude nacional”, segundo ele. Compartilha postagens do Movimento Brasil Livre, posta uma foto com cara de raiva segurando a edição de Época que publicou reportagem mentirosa sobre Lula.

Faz também uma avaliação intelectualizada sobre o que pensa do país em uma postagem sobre a venda de ingressos para as Olimpíadas de 2016. “O site de ingressos da Rio 2016 é a prova eletrônica de que vivemos num país de mentecaptos de um governo socialista de analfabetos. Estamos na lama intelectual da humanidade. Mas, segundo os sociólogos, temos a virtude da cordialidade. Ah, então beleza, tudo certo…”. Brilhante, não?

Porém, uma imagem reveladora é a foto que posta junto com o outrora comunista Roberto Freire. Na legenda: “Eu, Roberto Freire e Hayek na camisa. Nunca o grande Roberto Freire esteve tão perto dos liberais…”.

Não só próximo dos liberais, mas nunca a classe política namorou tão de perto o ódio de classes travestido de crítica política.
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Como funciona a fábrica de infâmias contra Lula na internet

Contra ele, vale tudo na imprensa
O professor Gaudêncio Torquato não é exatamente um jornalista mirim.

Ele milita no jornalismo há décadas, e é um acadêmico sério e respeitado.

Por isso mesmo me chamou a atenção um tuíte que ele postou hoje a respeito de Lula.

Ele comprou, sem o menor senso crítico, o texto de um artigo do Estadão cujo título dizia que Lula reconhecia que seu projeto político estava “esfarelado”.

Pelo título bombástico, eu tinha lido na internet o texto.

Bem, para resumir, era uma tremenda duma futrica. Não havia nada de consistente. Era aquela coisa: X disse isso, Y acrescentou aquilo e Z confirmou tudo.

Não é jornalismo sério. É partidário.

Isso tem acontecido na imprensa brasileira, nos ataques a Lula. Parece haver uma editoria nos jornais e revistas cuja atribuição é publicar coisas contra Lula.

Vale tudo.

Nenhum chefe cobra os repórteres dessa editoria. E as pseudoinformações, mesmo quando claramente desmentidas pelos fatos, não custam o emprego a ninguém.

São dois repórteres que assinam a matéria do Estadão. Um deles é Andreza Matais, especialista em intrigas antipetistas.

Andreza é casada com Tuca Pinheiro, assessor de Roberto Freire, cujo ódio pelo PT não conhece limites.

Todos os dias, no Twitter, Tuca dedica-se a postar textos antipetistas, colhidos em sites como o da Veja.

Não há um artigo de Reinaldo Azevedo que ele não retransmita aos seguidores. Há um evidente conflito de interesses em Andreza: como uma repórter política pode trabalhar decentemente quando o marido é ferozmente anti-PT?

Andreza é casada com um antipetista militante, e mesmo assim cobre política
Andreza é casada com um
antipetista militante, e mesmo assim
cobre política
Faça as contas.

Qual o valor de uma “informação” de Andreza quando se trata de atacar Lula? Com todo o respeito: zero multiplicado por zero.

Lula teria que ser muito ingênuo para sair por aí falando, a tagarelas que depois passariam suas palavras a Andreza, que seu projeto estava “esfarelado”.

E ingênuo ele não é.

Temos, portanto, um texto sem nenhum valor.

Mesmo assim, o professor Gaudêncio colocou em seu Twitter o pseudofuro de Andreza.



Como um principiante, e não um veterano, anunciou, triunfal: “Novidade, novidade!” E publicou a “autocrítica” de Lula.

O episódio mostra como se forma a corrente de boatos que, para analfabetos políticos, se transformam em verdades absolutas.

O tuíte obtuso de Torquato foi retransmitido, por exemplo, pela jogadora de vôlei Ana Paula.

Pouco tempo atrás, Ana Paula virou motivo de piada na internet ao condenar o “emparelhamento” do STF por conta de Fachin.

Ana Paula tem o mesmo perfil de celebridades B como Lobão e Roger do Ultraje. É uma analfabeta política que acredita que o Brasil vai se transformar numa imensa Cuba.

Para ela, graças ao professor Torquato, Lula já se rendeu aos fatos e está prestes a desistir de tudo.

Por aí você tem uma ideia do círculo viciado das “notícias”.

Andreza fabrica alguma coisa, retransmitida por pessoas como o professor Torquato. E a fabricação vai dar em gente despreparada intelectualmente como Ana Paula.

E dela vai chegar a muitas outras pessoas, que depois baterão panelas e irão protestar na Paulista, enfiadas em camisas da seleção e balançando, ululantes em sua ignorância, bandeiras nacionais.

Faz tempo que não sei do professor Torquato. Esperava mais dele, francamente.

Espero que tenha sido um caso puramente de inépcia, de não checar as afirmações.

Porque a outra hipótese é pior.

Paulo Nogueira
No DCM
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O cinismo de Beto Richa


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Maria do Rosário leva nova difamação de Bolsonaro ao Supremo

Essa semana, Jair Bolsonaro acusou a ex-ministra de tentar abafar o "estupro" que teria sido praticado pelo o ex-cunhado dela, em 2003. Ao GGN, Maria do Rosário apresentou o relatório da CPMI em que denunciou o caso e prometeu juntar as declarações do deputado às ações que já correm no Supremo e no STJ


A deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT-RS) rebateu, nesta quinta-feira (14), as declarações feitas por Jair Bolsonaro (PP-RJ) a um grupo de estudantes que visitaram a Câmara essa semana. O ex-militar acusou Maria do Rosário de tentar esconder um suposto caso de abuso sexual contra menor de idade que teria sido praticado por um homem que foi casado com sua irmã.

O caso foi descoberto por Maria do Rosário em 2003. À época, a deputada era relatora de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que viajou o Brasil levantando crimes contra a infância.

Discutindo questões de genêro e os atritos que teve com Maria do Rosário na Câmara, Bolsonaro disse às estudantes: "Você sabe por que ela me chamou de estuprador? Não foi só por causa do Champinha [menor de idade acusado de estuprar e matar uma adolescente], não. Foi por causa do cunhado dela também, que havia acabado de estuprar uma menor, de 11 anos de idade, 10 dias antes. Ela deveria ter pedido aqui [na Câmara] a punição do cunhado dela. Ela abafou de toda maneira o estupro do cunhado dela, do dia 30 de outubro de 2003. Ou você acha que sair com uma menina de 11 anos não é estupro de vulnerável?" (Assista ao vídeo:)



Em entrevista exclusiva ao GGN, a ex-ministra disse que considera a acusação de Bolsonaro "inaceitável", "uma violência à minha dignidade". "É uma denúncia falsa. Em nenhum momento vacilei em exercer a minha responsabilidade. Eles foram presos em flagrante, denunciados no relatório final da CPMI e, como todos os demais [investigados], trabalhei para que fossem responsabilizados", frisou.

"Quanto a este deputado que me agride de todas as formas, a resposta que pretendo é sua condenação pelo STF [Supremo Tribunal Federal] e pelo STJ [Superior Tribunal de Justiça], pelas calúnias e injúrias que tem me proferido, inclusive mais está, porque está claramente documentado o trabalho que realizei na CPMI", indicou.

Em dezembro do ano passado, durante discurso no plenário da Câmara, Bolsonaro disse à Maria do Rosário que não a estupraria "porque ela não merece". Em entrevista posterior ao "Zero Hora", ele reiterou a declaração: "Ela não merece porque é muito feia, não faz meu gênero. Jamais a estupraria". O pepista reafirmou às estudantes com quem conversou essa semana que reagiu daquela forma porque Maria do Rosário o ofendeu primeiro.

A deputada gaúcha, então, protocolou uma queixa-crime no Supremo solicitando que Bolsonaro responda por injúria e calúnia. A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, também denunciou Bolsonaro ao Supremo pelo crime de incitação ao estupro, a pedido do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.

"O que pretendo é juntar essas palavras caluniosas [sobre tentativa de esconder um suposto crime de estupro] nas ações que já correm. São depoimentos caluniosos e posso provar pelo relatório [da CPMI] que está na internet, que pode ser visto por qualquer brasileiro. Espero que por mais esses motivos, ele venha a ser condenado. Jamais deixaria de fazer uma denúncia porque era contra alguém conhecido. A declaração que dei, aliás, repito hoje: foi um sofrimento terrível para as pessoas que conviviam com aquela pessoa. Mas o sofrimento maior é o da vítima de exploração sexual", endossou a ex-ministra.

O caso

Maria do Rosário foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, em 2003. “Foram dois anos de trabalho, visitamos 21 estados, denunciamos mais de 200 pessoas envolvidas em redes criminosas. Entre elas, uma pessoa que foi casada com minha irmã. Eu a denunciei, está no relatório da CPI, e espero que o trabalho do Ministério Público possa punir todos os responsáveis, inclusive este", disse ao GGN.

A petista lembrou que, à época, “pela surpresa do fato” de encontrar um conhecido entre os denunciados, sua reação foi a de relatar o ocorrido aos demais membros da CPMI, e não de "abafar" o fato, como sugeriu Bolsonaro. A deputada Ann Pontes (PMDB-PA), então, passou a ser a relatora do episódio.

A CPMI denunciou Flávio Renato de Brito Borges, que foi casado com a irmã de Maria do Rosário, e Carlos Alberto Fontana. Eles foram presos em 31 de outubro de 2003, em região de Porto Alegre conhecida como área de prostituição, na companhia de duas meninas, uma de 11 e outra de 15 anos. No relatório, consta passagem do inquérito no qual Flávio afirma que eles apenas deram carona à criança e adolescente, e que estavam na região com outro propósito.

Além de encaminhar cópias de toda a documentação do caso ao Ministério Público do Estado, a CPMI recomendou o indiciamento de Flávio Borges e Carlos Fontana, por “exploração sexual de criança ou adolescente". À Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, ao MP e ao Tribunal de Justiça do Estado, foi solicitado “agilidade e rigor na apuração e julgamento do caso.”

Ao que tudo indica, entretanto, Flávio Borges não foi condenado. Isso porque, em março de 2014, o Tribunal de Justiça de São Paulo ainda julgava uma ação por danos morais encaminhada por Flávio contra um jornal de Porto Alegre, que noticiou o fato de 2003. Na decisão, o juiz citou uma "sentença absolutória".

“Com efeito, o autor é cunhado da deputada federal Maria do Rosário e, conforme amplamente divulgado em novembro de 2003, teria sido flagrado com menores em seu carro nas imediações da Av. Farrapos, em Porto Alegre. Flávio se insurge com a forma como a notícia foi tratada pela imprensa, aqui neste caso o Jornal NH. O relatório do delegado de polícia que presidiu o inquérito e a cópia da sentença absolutória confirmam que o autor foi preso na companhia de outro sujeito e duas meninas menores de idade, tendo sido indiciado e denunciado nos termos do artigo 244-A, do Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, nenhuma inverdade ou pré-julgamento foi praticado pelo órgão de imprensa”, despachou a autoridade judicial.

Para ter acesso ao relatório da CPMI na íntegra, clique aqui.

Cíntia Alves
No GGN
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Vídeo: pau na Ana Maria Braga e Cristiana Globo!


É revoltante ver a Ana Maria Braga e a jornalista Cristiana Lobo defendendo o fator previdenciário, elas são duas fanfarronas e não sabem nem conhecem nada sobre o famigerado fator previdenciário...



Miriam Cristina Stein
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Contra a corrupção, dados abertos


Os aplicativos para computadores, celulares e tablets tomaram conta da vida mundial. Há uma frenética indústria desenvolvendo desde aplicativos de entretenimento até aplicativos profissionais para todos os gostos — financeiros, de armazenamento de dados, de leitura, aplicativos médicos, de rádios online, de orientação no trânsito etc.

É a hora do setor público dar um salto. Existe uma Lei da Transparência, fundamental. Falta agora um sistema de dados abertos.

* * *

O governo federal disponibiliza dados no Portal Brasileiro de Dados Abertos (http://dados.gov.br/). Nele é possível encontrar desde dados cartográficos até estatísticas econômicas.

No entanto, quando se entra nos aplicativos, a lista é muito pequena.

Havia um aplicativo excepcional, o www.paraondefoimeudinheiro.com.br. Mas atualmente está fora do ar.

No site, o desenvolvedor baixou todos os relatórios do TCU (Tribunal de Contas da União) e do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), em PDF, converteu para dados e montou uma forma exemplar de organização.

Pode-se navegar pelas despesas das secretarias ou ministérios. Entrando em um Ministério, consegue-se o percentual das despesas correntes aplicados em cada área. Clicando na área, aparece a relação dos maiores fornecedores. Clicando no fornecedor, a relação de serviços que presta ao governo como um todo.

* * *

Aplicativos desse tipo podem ser desenvolvidos para todos os setores. A grande dificuldade é que não existe um padrão de dados abertos.

A maioria dos portais públicos indicados no Dados Abertos oferece dados em CSV ou XLS (formatos de planilha), alguns exigem senhas, a maioria apenas a página web.

Basta uma mudança no layout para emperrar a captação.

O correto seria cada sistema — do Executivo, legislativo e Judiciário — fornecer a API, a Interface de Programação dos Aplicativos, a especificação do motor debaixo dos aplicativos, ou então adotar um sistema padrão de dados abertos.

Apenas a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou lei dessa natureza.

* * *

Sem uma lei, haverá a permanência de feudos de informação em todas as áreas do governo, como havia nas grandes corporações antes do aparecimento das redes de microcomputadores.

* * *

Hoje em dia, existem aplicativos brasileiros capazes de mapear o sistema de segurança de qualquer cidade dos Estados Unidos — geo-referenciando crimes, aparelhos públicos, escolas, situação socioeconômica em cada região —, tudo com base em dados disponíveis no Google.

No entanto, esses mesmos aplicativos têm sido pouco utilizados no Brasil justamente pela carência de estatísticas mas, principalmente, de dados abertos disponibilizados para os desenvolvedores.

* * *

Através da Controladoria Geral do Município, São Paulo requisitou o desenvolvimento de um sistema similar ao “paraondefoimeudinheiro”, visando catalogar todos os contratos registrados.

* * *

Uma lei e a boa vontade das corporações permitiria disponibilizar uma montanha de dados, desde os Diários Oficiais de todo o país aos tribunais de justiça, cortes superiores, Ministérios e repartições públicas.

Em tempos de controle da corrupção, não haveria antídoto melhor.

Luís Nassif
No GGN
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“Vocês entenderam errado”: a desculpa batida dos atletas racistas da seleção de ginástica

Ângelo Assumpção


O vídeo que mostra o ginasta Ângelo Assumpção como alvo de piadas racistas de seus colegas de seleção brasileira pode ser infame, mas está longe de ser surpreendente. Agressões disfarçadas de brincadeiras inocentes estão entre as principais características do racismo brasileiro, na maioria das vezes manifestado de forma velada e sutil.

Tenho certeza que Assumpção, nos seus 18 anos de vida, já passou por “brincadeiras” semelhantes à feita pelos colegas Arthur Nory Mariano, Fellipe Arakawa e Henrique Medina Flores.

“Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca… quando ele estraga é de que cor?… O saquinho do supermercado é branco… e o do lixo? É preto!”, disseram os três atletas.

As imagens mostram que Assumpção não gostou da piada e chamou os companheiros de equipe de falsos. Como é de praxe neste tipo de injúria, os fanfarrões pediram desculpas acaloradas. “Ninguém é falso aqui não, nós te amamos”, diz um deles no vídeo, usando o velho artifício de ferir, jogar álcool e depois assoprar.

A repercussão do caso fez com que os atletas postassem um vídeo no Instagram pedindo desculpas a Assumpção. Assim como as ofensas, a retratação seguiu um script conhecido: para eles o caso não passa de um mal-entendido.

“Fala galera, gostaríamos publicamente de pedir sinceras desculpas ao nosso amigo Ângelo Assumpção”, diz Arthur Nory.

“A brincadeira teve uma proporção muito grande, negativa”, continua Henrique Medina Flores.

“Era um momento de brincadeira, e vocês entenderam errado”, finaliza Fellipe Arakawa, para quem o racismo estava nos olhos dos outros.

“Mas não tem problema, a gente é amigo”, finaliza Assumpção, jogando um pano bem quente em cima da polêmica.

Arthur Nory, que parece ser o mentor do grupo, reforçou essa ideia no post que acompanha o vídeo:

“Fala galera, aqui é uma equipe aqui está tudo bem. Exageramos e passamos dos limites. O dia a dia quem está presente sabe como é. Está repercutindo de uma forma negativa pra ter matérias. Aqui todo mundo gosta de todo mundo e sabe o que passamos. Por favor não entendam mal! Demoro!”.

É a história se repetindo. Fazem piada, ofendem e ao se desculpar jogam a culpa no tal mal-entendido. Foi assim quando Faustão disse que a dançarina da cantora Anitta tinha “cabelo de vassoura de bruxa”.

Quanto à postura diplomática de Assumpção, suponho que foi estratégia de sobrevivência. Antes de serem amigos eles fazem parte de uma equipe prestes a disputar as Olimpíadas no próximo ano. Uma desavença poderia atrapalhar planos mais importantes.

Melhor deixar o troco para as competições, como ele fez na etapa da Copa do Mundo de Ginástica realizada no início do mês em São Paulo, onde ganhou ouro no salto. O garoto é novo e no futuro vai poder dar respostas mais contundentes quando ouvir gracinhas. Porque uma coisa é certa: ele ainda vai ouvir muitas chacotas racistas ao longo da sua caminhada. E os racistas enrustidos dirão que foi só um mal-entendido.

Marcos Sacramento
No DCM
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Quando a bengala bate na panela


Mal acabavam de bater as panelas na varanda, a Câmara dos Deputados estava em sessão para aprovar uma das mais casuísticas emendas constitucionais de que nossa história republicana tem lembrança. Uma espécie de pacote de abril, só que com o Congresso aberto.

As panelas não bateram pela democracia que o casuísmo rompia, nem mesmo pela corrupção que ele institucionaliza ao ser fincado no coração da Carta Magna. Elas batiam só contra o governo, curiosamente na mesma toada que os discursos que os membros da oposição ou da base nada-aliada faziam tentando justificar o injustificável naquela sessão.

A PEC da Bengala, tal como aprovada pelo Congresso, com o aval de ministros do STF que prestigiaram a promulgação, e a estimularam nos bastidores, ganhou força apenas como forma de amputar o poder da presidenta, nada mais.

Para evitar atrasos e impor imediatamente uma derrota ao governo, os parlamentares evitaram, por exemplo, estender a regra de aposentadoria compulsória aos 75 anos a todos os servidores do país. Os desembargadores, como se tem visto, estão tomando a providência de estendê-la para si mesmos, porque em seus cargos repousa o poder de fazê-lo por provimento judicial. Mas é apenas ilusão supor que o corporativismo será capaz de anular esse casuísmo. Se levado a extremo, apenas cria outro.

Enquanto o governo, que tanto criticava as medidas impopulares dos adversários, tenta realizar essa mesma pauta, o Congresso abriu a caixa de Pandora para uma agenda reacionária, da qual, pode-se dizer sem medo de errar, que o inferno é o limite.

O mal-ajambrado anteprojeto do Código Penal, reprovado por dez entre dez penalistas, está sendo trazido à votação, na mesma pauta de fim-do-mundo em que se insere o fim do auxílio reclusão, a revogação do estatuto do desarmamento e sabe-se lá quantos novos crimes hediondos. O sinal mais inequívoco do populismo penal é o convite formulado para que apresentadores de programas policialescos fossem à Câmara “debater” a redução da maioridade penal.

Há tempos que se reclama que deputados e senadores ganham demais para trabalhar pouco. Mas a operosidade dos congressistas não pode ser medida apenas pelos projetos que aprovam. Principalmente porque a maioria que hoje impulsiona o parlamento, entre aqueles que querem que o governo caia e os que só querem que ele se mantenha agachado, têm feito de tudo nas sessões, menos parlamentar.

O debate político, que amadurece os projetos e permite as composições, que incorpora os anseios da sociedade ao mesmo tempo em que dá ouvidos aos especialistas, está praticamente interditado.

Projetos vem e vão ao sabor de pedidos ou ameaças. Nada a estranhar na medida em que nas presidências das Casas parlamentares estão dois indiciados pelo Procurador-Geral da República, mais empenhados em contestar o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal contra si.

Curiosamente, são esses mesmos parlamentares que lideram decisões sobre temas sensíveis à própria composição da Justiça na qual podem ser julgados, como a PEC da Bengala, com sua inusitada e inconstitucional segunda sabatina a ministros já vitalícios, a aprovação do novo membro do STF e até mesmo uma proposta que pretende superar-se no oportunismo: a proibição da recondução do Procurador-Geral da República que os investiga.

De casuísmo em casuísmo, entre ameaças e rancores, de uma situação que luta de forma desesperada por implantar a agenda da oposição, e esta que contraditoriamente a repele em busca do quanto-pior-melhor, poucas coisas representam simbolicamente mais a política sem palavras, o diálogo que desapareceu e a institucionalização que progressivamente vem esmaecendo do que o bater de panelas.

É um grito surdo de quem, sobretudo, se recusa a ouvir. De quem impede que o outro fale.

Elas não levam a lugar nenhum — mas as bengalas talvez nos levem a lugar pior.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em SP e membro da Associação Juízes para Democracia. Junto a Rubens Casara, Márcio Sotelo Felipe, Patrick Mariano e Giane Ambrósio Álvares participa da coluna Contra Correntes, que escreve todo sábado para o Justificando.
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Vídeo desmonta a Lava Jato

Em vídeo, é o próprio doleiro Alberto Youssef que confessa ter descumprido a delação premiada no caso do Banestado ao voltar a delinquir.



A velha mídia empresarial não deu qualquer destaque ao fato.

Portanto, é tarefa d@s internautas dar ampla divulgação.

COMPARTILHAR É O SEGREDO DE NOSSA FORÇA!

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Facebook bloqueia mensagens de ucranianos por sua agressividade

Zuckerberg disse que não tem escritórios em Moscou e que as mensagens são reguladas desde a sede
internacional da Facebook em Dublin, Irlanda.
Os usuários foram bloqueados por terem violado as regras da comunidade com as suas mensagens racistas e apelos à violência.

O co-fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg disse que o bloqueio da publicação de alguns internautas ucranianos na rede social é devido à agressividade das mensagens e não por razões políticas como disseram muitas das pessoas atingidas.

"Nós bloqueamos os conteúdos que transmitem mensagens claras de agressão, insultos raciais ou incitamento à violência", disse ele.

Zuckerberg salientou que usuários bloqueados violaram os padrões da comunidade das redes sociais com suas mensagens agressivas.

Confrontado com as acusações de que publicações ucranianas são moderados desde o escritório do Facebook na Rússia, o diretor da empresa disse que não têm escritórios em Moscou e as mensagens são reguladas através da sede internacional do Facebook em Dublin, Irlanda.

Dias atrás, o Presidente da Ucrânia abordou o fundador do Facebook pedindo-lhe para abrir um escritório da rede social na Ucrânia para que o país possa reforçar a sua visibilidade no cenário internacional.

No teleSUR
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EBC perde a disputa pelo Canal da Educação


A criação da TV MEC — anunciada na quinta-feira (14/05) aqui no blog — dará ao Ministério da Educação o direito de explorar um canal digital multiprogramação, que lhe permite dividir a faixa em até quatro canais. Um destes canais será destinado a atual TV Escola. Ela passará a ter seu sinal digital como de uma TV aberta. Hoje, ela é sintonizada pelo cabo, por satélite e por internet. Ganhará, portanto, musculatura, com um alcance muito maior.

As outras três faixas, o Ministério da Educação ainda não definiu ao certo como as utilizará. Muito provavelmente, uma será gerida em comum acordo com o Ministério da Cultura, com programação exclusiva das atividades culturais espalhadas pelo Brasil.

A Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto – ACERP, antiga Fundação Roquete Pinto que no passado foi responsável pela TV Educativa e que já opera a TV Escola, deverá assumir todo o sistema do Canal da Educação. Ou seja, além de produzir o conteúdo audiovisual dos canais da nova emissora, poderá cuidar também da transmissão do sinal.

Transformada em Organização Social, a ACERP prestava serviços até bem pouco tempo atrás à TV Brasil, mas um desentendimento entre ela e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), fez com que a OS fosse despejada pela antiga parceira do seu próprio prédio, na Rua da Relação, no centro do Rio.

Com o desentendimento, a ACERP instalou-se no edifício da extinta Editora José Olympio, na Rua Marques de Olinda, em Botafogo, Zona Sul da cidade. Ao ganhar a briga que travou nos bastidores com a EBC em torno do convênio com o Ministério da Educação, a OS cortou o cordão umbilical com a Secom da Presidência da República.

Marcelo Auler
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A imbecilidade agressiva do homem que atacou Padilha

Amaral quando brincava de aviãozinho no tempo da Bra
Nelson Rodrigues escreveu, algumas décadas atrás: “Os idiotas perderam a modéstia.”

É uma frase que conserva a atualidade cortante, e que se aplica perfeitamente ao palhaço — usemos a palavra correta — que interrompeu o almoço de Padilha em São Paulo.

O nome é Danilo Amaral. Advogado e executivo.

Que você seja antipetista radical, tudo bem. Que bata panelas e se enrole em bandeiras e vá a manifestações na Paulista, tudo bem.

Mas chamar a atenção para si num restaurante para fazer um discurso que ninguém pediu, bem, aí você é um mentecapto.

E a pior espécie de mentacapto: o arrogante. Presunçoso. O mentecapto exibicionista. Exatamente aquele que, como disse Nelson Rodrigues, perdeu a modéstia.

Um imbecil que pede a palavra num ambiente público só pode falar bobagens, e com Amaral não foi diferente.

Ele conseguiu criticar Padilha pelo maior acerto de Dilma no primeiro mandato, o programa Mais Médicos, que levou assistência a milhões de brasileiros sem as mesmas condições financeiras de Amaral.

Não foi sua única manifestação de pobreza mental. Ele chutou um número sem pé nem cabeça: 1 bilhão. Este teria sido o custo do Mais Médicos.

Como disse uma internauta, Amaral lembrou aí Levy Fidelix, com suas quantias estratosféricas, declamadas umas após as outras, inteiramente sem sentido.

Comédia à parte, pessoas como Danilo Amaral são um perigo. O ódio as governa. Hoje fazem uma palhaçada, mas que poderão fazer amanhã, sem controlar a raiva irracional que as domina?

Todos lembramos aquele norueguês sinistro que, tomado progressivamente por um tipo de ódio sem freios pelos muçulmanos, acabou matando dezenas de jovens.

Vamos esperar uma tragédia para enfrentar o desafio da raiva insana que é a marca hoje de um grupo que perdeu as eleições e, estimulado pela mídia e por políticos como Aécio, não conseguiu aceitar a derrota?

Amaral, particularmente, é uma triste figura na vida profissional – e é possível que seu fracasso pessoal pese em seu comportamento.

Muitas vezes procuramos culpados fora de nós para nossos fiascos.

Amaral enterrou, como vice-presidente, uma companhia área, a Bra, que chegou a ter 4,5% do mercado nacional.

Depois, anunciou à mídia que iria ressuscitá-la, agora como presidente. Nada. A agência que regula a aviação brasileira cataloga a Bra como, simplesmente, “inoperante”.

Ninguém sabe direito o que Amaral faz hoje depois da Bra além de bravatas ridículas como a que promoveu no restaurante.

Fora tudo, ele acabou acertando a si mesmo. O vídeo vazou, e sua identidade se tornou conhecida da pior maneira possível.

Quem, fora os igualmente enraivecidos e obtusos, respeita um sujeito que faz o que ele fez?

Nas redes sociais, pessoas que se condoeram da agressão a Padilha começaram a espalhar a ficha de Danilo Amaral.

Até seu telefone foi compartilhado.

Isso significa que acabou seu sossego, e o de sua família.

Como os idiotas de que falava Nelson Rodrigues, ele perdeu a modéstia. E, com ela, a paz.

Quis ser espirituoso e humilhar outra pessoa. Foi apenas um imbecil que se autodesmoralizou com um gesto tão repulsivo.

Paulo Nogueira
No DCM
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