15 de mai de 2015

Propina na campanha do tucano Beto Richa chega a 2 mi desviados da Receita Estadual


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Ministro rejeita pedido de Aécio para discutir investigação de Dilma no STF

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (15) pedido do senador Aécio Neves (PSDB), e de parlamentares do PPS e DEM, para levar ao plenário da Corte a discussão sobre a possibilidade de investigar a presidente Dilma Rousseff, a partir de citações do nome dela nas investigações da Operação Lava Jato.

Na decisão, ele escreveu que, “Não há como acolher a pretensão de ser instaurado procedimento investigatório contra a presidente da República neste momento. Cumpre realçar, por importante, que, de qualquer modo, o fato denunciado na colaboração premiada, sobre um suposto pagamento ilegítimo à campanha presidencial, já está sendo investigado em procedimento próprio”, escreveu.

Em março, ao enviar ao STF os pedidos de investigação contra 50 políticos citados no caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou um inquérito sobre Dilma citando o artigo 86 da Constituição, segundo o qual o presidente da República não pode ser “responsabilizado” durante seu mandato por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Com apoio de deputados da oposição, o PPS apresentou um recurso argumentando que essa regra não impede a investigação, mas somente a abertura de um processo penal. Em uma nova manifestação ao STF, Janot reiterou a posição de que Dilma não deveria ser investigada, por também não ver elementos suficientes, nas apurações já realizadas, para pedir a abertura de inquérito.

No Amigos de Presidente Lula
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Imbecil que importunou Padilha já ‘enterrou’ companhia aérea


O homem que importunou Padilha num restaurante em SP foi identificado como o executivo Danilo Amaral.

Amaral, advogado de formação, enterrou, em sua trajetória profissional, a companhia aérea Bra, que chegou a ter um pouco mais de 4% do mercado nacional de vôos.

Amaral era vice-presidente da Bra. Em 2007, insolvente, a empresa entrou em processo de recuperação judicial e demitiu seus 1 100 funcionários.

Em 2009, Amaral afirmou que a Bra estava de volta, sob seu comando. Não deu certo. Segundo a ANAC, a agência que regula o mercado de aviação brasileiro, a Bra é “inoperante”.



No DCM



Inaceitáveis instantes de intolerância


Toda vez que uma pessoa que nitidamente nunca passou pela dificuldade de não ter médico no seu bairro, comunidade ou família faz um gesto de ódio ao ‪#‎MaisMédicos‬, fico mais orgulhoso do programa que criei e implantei e de toda luta contra a intolerância, arrogância e descompromisso com os que mais precisam que empreendi quando Ministro da Saúde do Brasil.

Hoje os jornais estamparam mais uma vitória do Mais Médicos. A nova etapa mobilizou apenas médicos brasileiros. Atingimos o universo de mais de 18mil médicos, atendendo mais de 63 milhões de brasileiros que não tinham médico. Isso foi possível por dois motivos. Diferente do desejo de alguns, dos cerca de 14 mil médicos recrutados a partir de 2013 a desistência foi ínfima até 2015. O segundo motivo é que o programa criado pela minha gestão no Ministério da Saúde em 2011 (PROVAB), que garante pontos para o concurso de residência (especialidade) para médicos brasileiros que atendem nas periferias revelou-se um sucesso e, agora, os inscritos em 2015 foram incorporados ao Mais Médicos.

Em junho de 2013, o governo brasileiro iniciou uma longa batalha para aprovar a implantar o programa Mais Médicos. Seu objetivo: levar à saúde para mais perto daqueles que, por não terem plano de saúde, por não poderem pagar por uma consulta particular, não tinham direito ao cuidado e ao acolhimento que só o atendimento médico pode oferecer em um momento de tanta fragilidade como o da dor, o da doença.

Na ânsia de afrontar os que mais precisam, a democracia é desrespeitada. A democracia deve ser exercida para a liberdade. Somos um país democrático também em suas ideias, em seus anseios. O respaldo do Mais Médicos não é dado por mim. É dado pelos brasileiros e brasileiras atendidos pelo programa, que antes ansiavam pela presença de um médico, e por mais de 80% de toda população brasileira.

O último ato de agressão foi inusitado. Hoje fui convidado para um almoço em um restaurante no Itaim Bibi (bairro de classe média alta paulistano) com amigos de infância. São pessoas com quem convivo há mais de 30 anos. Uma amizade que sobrevive a tudo: distâncias e diferenças futebolísticas e políticas. Os respeito, convivo, divirto-me com eles tanto como com as outras amizades, que conquistei ao longo da minha vida profissional em comunidades da periferia e da Amazônia brasileira e na militância política. Talvez para a repugnância de alguns e dos detratores da intolerância, sim, tenho amigos da elite econômica paulistana e outros tantos tucanos, neoliberais e neoconservadores. Parte disso, pois minha família com muito esforço me garantiu a oportunidade de convivermos mesmas escolas e estudar na USP e na Unicamp. Divergimos em opções de vida, profissionais e na política, mas essas amizades sobrevivem apesar do clima de agressão, desrespeito, ódio e intolerância que alguns buscam aquecer no país e na nossa cidade.

Tudo ocorria normalmente quando de súbito um senhor que já se retirava começou a fazer um discurso, sendo filmado em vídeo pelo seu colega de mesa. Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim. Meus amigos, que divergem das minhas posições políticas, ficaram indignados e certamente terão posições de maior rechaço a qualquer postura de intolerância, falta de educação e agressividade que alguns oposicionistas do Mais Médicos ainda alimentam pelo país. Paradoxalmente, episódios como esse são capazes de despertar cada vez mais as pessoas para que a democracia possa conviver com a diversidade e a diferença.

Já é um desrespeito aos meus direitos individuais alguém imaginar que pode me agredir em público e fazer uso dessa imagem. É um desrespeito ainda maior quando isso envolve direitos individuais dos meus amigos, que ao contrário do que pode-se pensar, não possuem nenhuma vinculação partidária nem política comigo.

Essas agressões não me abalam. Enfrentei alguns colegas de profissão para defender o Mais Médicos. Pelas pessoas beneficiadas pelo programa, venci preconceitos e mentiras. Não é qualquer coisa que me deixa perder o rumo e o foco. Muito menos me faz levantar de uma mesa repleta de amigos. Tão pouco me impressionaria com um agressor e um aplauso solitários de quem não encara um debate democrático e prefere a agressão e a fuga.

No ano passado, percorri todas as regiões do Estado de São Paulo — o que possui a maior elite econômica, o mais rico do país e o que mais pediu por profissionais do Mais Médicos desde a primeira fase até hoje —. Não foram poucos os depoimentos de agradecimento pelo programa. Ter a certeza que o Mais Médicos mudou a vida de milhões de brasileiros é a confirmação de que estamos melhorando a vida das pessoas, principalmente das que mais precisam, cada vez mais. Ainda precisamos fazer muito para melhorar a saúde do país. O Mais Médicos é apenas o primeiro e corajoso passo, dado enquanto fui ministro da Saúde pela presidenta Dilma, para que a saúde brasileira seja universal.

Posso deixar alguns frustrados, mas saibam que agressões como essa não me inibem, não reduzem meu convívio com amigos, sobretudo os não petistas, nem farão com que eu deixe de frequentar qualquer lugar. Sou feliz por ter amigos no Itaim Bibi e no Itaim Paulista e gosto muito de cultivá-los. Tenho muito orgulho de ter criado o Mais Médicos e, como disse, já enfrentei muito mais do que agressor solitário para implantá-lo.

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PIG esconde declaração do Comandante do Exército

 11 de Maio de 2015 

Comandante do Exército defende a democracia e rechaça golpe militar

General Villas Bôas, comandante do Exército
O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, rechaçou qualquer possibilidade das Forças Armadas interferirem na situação política do país. Segundo o oficial, os manifestantes que reivindicam intervenção militar contra a presidente Dilma Rousseff (PT) nas ruas ou nas redes sociais estão completamente fora da realidade. “Não é papel das Forças Armadas fiscalizar o governo, derrubar o governo ou interferir na vida política do país", garante.

Manifestantes reclamam da corrupção, especialmente na Petrobrás, dos aumentos nas contas de luz, do preço da gasolina, cortes em programas como o Fies, além da elevação da inflação, entre outros problemas. Pelo Brasil, obras estão paradas por falta de pagamento. Em Mato Grosso, por exemplo, estão paralisadas as duplicações da BR-163, que são de competência do Dnit.

Apesar da situação, o general ressalta que as missões do Exército estão escritas no artigo 142 da Constituição, sendo que os marcos legais da atuação são muito bem definidos. As declarações do general Villas Bôas foram dadas ao Rdnews, durante as comemorações do sesquicentenário do nascimento do Marechal Cândido Rondon, em Mimoso.

De acordo com o general, os manifestantes que pedem intervenção militar precisam compreender as normas da democracia brasileira antes de propor soluções sem fundamentação legal. “Isso absolutamente não procede. Não tem nenhum fundamento. O Exército é uma força de sustentação do Estado Democrático de Direito e deve obediência à presidente da República, que é nossa comandante-em-chefe”, completa.

Villas Bôas ainda lembra que, em tempos de paz, o Exército deve se preparar em tecnologia e em capacidade de se projetar onde for necessário se fazer presente. O comandante também defende o papel estimulador do desenvolvimento científico e tecnológico no país. “O Brasil ainda tem uma grande parte do seu território a ser completamente integrado à dinâmica do desenvolvimento nacional. E as Forças Armadas são indutoras do desenvolvimento Muitas vezes as únicas prestadoras das necessidades básicas à população. Falo da região Amazônica”, explica.

Para o general, a participação do Exército em ações de segurança pública devem ser casuais, pontuais e episódicas. “Em relação à segurança pública, a problemática dos nossos centros urbanos é o que passa pelas nossas fronteiras. Segundo a Polícia Federal, cerca de 80 % da violência urbana está ligada ao narcotráfico. O Exército está desenvolvendo ferramentas como Sisfron para monitorar e intervir em tempo real contra o narcotráfico e contrabando de armas”, conclui o comandante.

Golpe militar

Após a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, ocorreram uma série de fatos que culminaram no golpe de 1964. Militares, com apoio de setores da sociedade, que temiam um golpe de esquerda, assumiram o poder. Os militares prometiam encerrar a intervenção de forma rápida, mas a ditadura durou 21 anos, terminando em 1985.

Jacques Gosch
No RDNews e Cafezinho
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A entrevista com José Eduardo Cardozo — assista

Cardozo rebate FHC: não se investigava a corrupção


Ministro da Justiça diz que corrupção começou no passado, mas não era investigada; "Há muita coisa no passado que foi arquivada, engavetada. Hoje se pode detectar, apurar e punir com uma dimensão que não havia no passado", afirmou José Eduardo Cardozo em entrevista, alfinetando o ex-presidente Fernando Henrique Cardozo; ele citou a criação de institutos novos, como o fortalecimento da Controladoria Geral da União (CGU) e mecanismo de transparência, e o fato de o governo ter assegurado a autonomia da Polícia Federal e respeito ao Ministério Público, nomeando pessoas que investigam; para Cardozo, "quando se combate a corrupção, você a evidencia à luz do sol e se cria uma sensação de que não existia antes"



Assista a entrevista completa:

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Petrobras tem lucro líquido de R$ 5 bilhões no 1° trimestre

A Petrobras obteve lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre de 2015, 1% inferior ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete o aumento da despesa financeira líquida da companhia, principalmente em função da maior depreciação do real em relação ao dólar.

• O lucro operacional foi de R$ 13,3 bilhões, 76% superior ao do primeiro trimestre do ano passado, principalmente devido ao crescimento da produção de petróleo e gás, às maiores margens na comercialização de derivados e aos menores gastos com participação governamental e importações. Além disso, o resultado do 1º trimestre de 2014 foi impactado pelo provisionamento de gastos com o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$ 2,4 bilhões), o que não se repetiu em 2015.

• O EBITDA ajustado do trimestre foi de R$ 21,5 bilhões, um aumento de 50% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O resultado reflete os aumentos nos preços de diesel e gasolina em novembro de 2014, assim como o maior lucro operacional acima destacado.

• Os investimentos totalizaram R$ 17,8 bilhões, 13% inferior a do 1º trimestre de 2014. O foco dos investimentos foi o segmento de Exploração e Produção no Brasil, que recebeu 79% dos recursos, com destaque para os projetos de aumento da capacidade produtiva.

• A Petrobras terminou o trimestre com R$ 68,2 bilhões em caixa.

Destaques operacionais

• A produção de petróleo e gás natural da Petrobras (Brasil e exterior) cresceu 11% em relação ao 1º trimestre de 2014, atingindo a média de 2 milhões 803 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Em abril, foi atingido recorde na produção mensal de petróleo no pré-sal, de 715 mil barris por dia.

• Neste trimestre, foi iniciada a operação do sistema de produção antecipada do campo de Búzios (Bacia de Santos); da P-61, no campo de Papa-Terra (Bacia de Campos); e do campo de Hadrian South, em águas ultraprofundas no Golfo do México (EUA).

• No refino, a produção total de derivados no Brasil e exterior foi de 2 milhões 119 mil bpd, 8% inferior ao mesmo período de 2014. A queda na produção doméstica deveu-se à parada programada na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, parcialmente compensada pela contribuição da produção da RNEST.

No Fatos e Dados
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MPF ajuíza ação de execução contra ex-desembargador do TRF-3 condenado por corrupção no STJ


Réu recebeu quantia para beneficiar Banco Bamerindus em ação de compensação de crédito

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação de execução para que a Justiça Federal em São Paulo declare o arresto de bens do ex-desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região Paulo Teothônio Costa, condenado em ação criminal a três anos de reclusão por corrupção passiva. Conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça, ele recebeu R$ 686 mil para, em 1996, favorecer o Banco Bamerindus em um processo no qual a empresa pretendia a compensação parcial de créditos no valor de R$ 150 milhões. Costa manipulou a tramitação de recursos referentes ao caso no TRF-3 para que a demanda do banco pudesse ser atendida.

A condenação criminal adveio de um acórdão do STJ, que transitou em julgado em 2013 após a rejeição de embargos impetrados pela defesa. Os ministros foram unânimes, já em 2004, ao analisarem a conduta do ex-desembargador e do advogado Ismael Medeiros, supostamente contratado pelo Bamerindus para cuidar da demanda judicial. O curso da ação no STJ revelou que Medeiros, amigo de infância do irmão de Costa, foi o responsável pelo pagamento do suborno ao magistrado. Para defender o banco, ele havia recebido honorários de R$ 1,5 milhão em espécie. Dessa quantia, R$ 686 mil foram emprestados para as empresas do ramo imobiliário Thema e Kroona, das quais Costa era sócio majoritário.

O dinheiro seria usado na construção de um condomínio e, segundo Medeiros, foi devolvido também em espécie. No entanto, a devolução do empréstimo nunca foi comprovada. O ministro relator, Fernando Gonçalves, destacou a suspeita que a transação levantava e outros indícios que permitiam a conclusão pela culpabilidade dos réus, entre eles o fato de o escritório de Medeiros em São Paulo estar registrado com o endereço do apartamento de uma servidora lotada no gabinete de Costa.

“Os indícios, no caso, são mais que veementes. Na verdade, revelam o objetivo real de encaminhamento da ação, pois não é crível que uma demanda envolvendo os valores em debate fosse entregue, pura e simplesmente, a um advogado jejuno, pouco conhecido, sem experiência, por determinação do superintendente [do Bamerindus], sem audiência dos demais integrantes da diretoria, inclusive a da área jurídica, com apoio em um contrato de risco que, no final, deu lugar à verba de patrocínio de R$ 1,5 milhão”, frisou o ministro.

Conexão

O trânsito em julgado deu origem à Carta de Ordem – Processo Criminal nº 0002872-93.2013.4.03.6181 para que a sentença referente ao ex-desembargador fosse executada pela Justiça Federal em São Paulo. Agora, o procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira quer que a Justiça reconheça a conexão entre a ação de execução por ele proposta e a ação civil de improbidade administrativa nº 0027929-51.2002.4.03.6100, em trâmite na capital paulista, que trata dos mesmos fatos que levaram à condenação criminal. Assim, o que se pretende é a determinação cível para que o dinheiro recebido ilicitamente seja revertido aos cofres públicos, com base em uma decisão penal já consolidada.

Na ação, o MPF pede o arresto de dez imóveis registrados em nome de Costa, da mulher ou da empresa Kroona. O valor total é equivalente ao necessário para a devolução da quantia ilicitamente recebida, que em valores corrigidos passa de R$ 6 milhões.

O número da ação de execução é 0008750-77.2015.4.03.6100. Para acompanhar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/.

No MPF/SP
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Campanha da ONU ‘Livre e Igual’ lança vídeo destacando a diversidade LGBT e luta contra a homofobia

O vídeo de dois minutos e meio transmitido nas telas gigantes da Reuters e do Nasdaq, na Times Square, fala sobre as contribuições que esta comunidade faz para as famílias e as grupos locais ao redor do mundo.

Antes do Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, campanha da ONU sobre “Liberdade e Igualdade”
lança novo vídeo comemorando contribuições de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais para as comunidades
ao redor do mundo.
Foto: Malia Hurwitz
Uma novo vídeo da campanha da ONU “Livres e Iguais” que destaca a diversidade da comunidade lésbica, gay, bissexual, transgênera (LGBT) ocupa os telões do Time Square, em Nova York, desde a última quinta-feira (14). A transmissão é parte das comemorações do Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, que será celebrado no próximo domingo (17) em países ao redor do mundo.

Este ano a data foca na situação enfrentada pelos jovens na comunidade LGBTI. O vídeo de dois minutos e meio transmitido nas telas da Reuters e do Nasdaq no coração de Manhattan fala sobre as contribuições que esta comunidade faz para as famílias e grupos locais ao redor do mundo. O vídeo apresenta pessoas reais filmadas em seus locais de trabalho e residências, entre eles, um bombeiro, um policial, um professor, um eletricista, um médico, um voluntário e dois pais do mesmo sexo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também faz uma aparição na cena final do vídeo, ajudando a destacar o pedido da ONU de esforços conjuntos por uma maior aceitação e igualdade para as pessoas LGBT em todos os lugares. A cantora Sara Bareilles apoiou o projeto através da sua canção icônica Brave sendo utilizada como a trilha sonora do vídeo.

Fim dos preconceitos

“Lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais agora estão atingindo novas fronteiras e celebrando conquistas notáveis. Apesar desta transformação, os atos de discriminação e violência continuam contra a comunidade LGBT”, disse o diretor executivo do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé. Já a diretora-geral da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, apontou para evidências que mostram que os jovens LGBT são esmagadoramente expostos a vergonha, a discriminação e a violência, com trágicas consequências, incluindo traumas ao longo da vida e automutilação.

Bokova destacou o encontro entre os Ministros da Educação na UNESCO em Paris, previsto para ser realizado no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia em 2016, onde será lançado o primeiro relatório sobre a situação das respostas do setor da educação para a violência homofóbica e transexuais. A chefe da UNESCO afirmou que o encontro fornecerá uma avaliação do real alcance e consequências do fenômeno em todas as regiões.

Um grupo de especialistas da ONU e de direitos humanos internacionais também pediu aos Estados ação para superar preconceitos e estereótipos, através de iniciativas de combate à discriminação nas escolas e campanhas de educação pública. Membros devem abordar a discriminação interseccional e violência contra juventude LGBT com base na raça e etnia.

Assista ao vídeo da campanha:



No ONUBR
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Oposição & partidos-abutre


Quem cobra coerência da oposição desconhece a natureza perversa de nossos partidos conservadores

O último grito da moda política consiste em cobrar coerência dos partidos de oposição. Em sua coluna de hoje, na Folha, Vinícius Torre Freire escreve sobre a mudança nas regras da aposentadoria:

“A mudança das regras da aposentadoria foi, claro, uma derrota do governo.” Referindo-se ao comportamento da oposição, que votou pela fórmula 95-85, que cria regras mais favoráveis aos trabalhadores, ele acrescenta: “Mais importante, foi uma vitória do populismo, da ignorância, da pequenez e, francamente, do espírito de porco político.”

O colunista diz ainda:

“O PSDB no Congresso faz apenas chacrinha, avacalha de modo oportunista e aproveitou para dar mais um tiro no avariado governo Dilma 2.

Ontem, foi a vez de Carlos Alberto Sardenberg escrever no Globo:

“Viram a última propaganda do Democratas? Só faltou chamar o MST para invadir a fazenda da ministra Katia Abreu. O PSDB ainda tem um certo pudor em atacar Joaquim Levy — que estava ao lado até pouco tempo — mas vota contra e atrapalha o programa do ministro, que é claramente tipo tucano.”

Nossos observadores ficariam um pouco mais chocados, ontem, se tivessem assistido aos debates sobre as emendas à Medida Provisória 664.

“Caiu a máscara do PT,” berrava, na tribuna, um orador da oposição. No texto da proposta original, o governo admitia que as perícias médicas para fins de aposentadoria fossem terceirizadas e, conforme emenda apresentada pelos adversários do governo, essa tarefa deveria ser única e exclusivamente realizada por médicos do Estado. Esquecendo por um minuto o conteúdo dessa discussão, o importante é a denúncia: dizer que a máscara do PT está caindo. Não é necessário pensar muito para compreender por que é crucial tentar convencer os brasileiros de que o Partido dos Trabalhadores — apesar da crise de hoje, não custa lembrar que foi o único capaz de vencer quatro eleições presidenciais consecutivas — não passou de uma “máscara”, certo?

Ontem, tucanos de primeiro escalão justificavam o apoio ao 95-85, criado justamente para alterar o fator previdenciário nascido no governo Fernando Henrique Cardoso, baseados num lugar-comum típico dessas horas — a diferença entre momentos econômicos. O argumento é que era incomum: se FHC teve razão em apertar os cintos dos aposentados numa hora difícil, por que a oposição, que vive fazendo a denúncia de que Dilma criou um caos na economia, não apoiou o governo nessa hora?

Na semana anterior, o líder tucano Marcos Pestana (PSDB-MG), um dos mais ativos da oposição, personagem importante no círculo de Aécio Neves, foi à tribuna acusar o governo Dilma de jogar a crise “nas costas dos trabalhadores” quando deveria mandar a conta para o “capital especulativo”. Isso mesmo, meus amigos.

Embora as medidas do ajuste tenham saído de um laboratório econômico conservador, e sem dúvida nenhuma estariam sendo aplicadas com rigor ainda maior caso Aécio Neves tivesse sido vitorioso em 2014 — eram as célebres “medidas impopulares” que não foi possível esconder na campanha — a acusação do líder tucano não reflete “populismo, pequenez,” como diria um de nossos colunistas.

Partindo de onde vem, referências desse tipo só têm valor se o ponto de partida é uma autocrítica histórica. Os gastos sociais do período Lula-Dilma cresceram 50% em relação à gestão Fernando Henrique Cardoso, passando de R$ 11,2 bilhões anuais para R$ 16,8 bi. A taxa média de juros, que ficou em 33% no primeiro mandato de FHC, manteve-se em 9,8% nos primeiros quatro anos de Dilma e, apesar de altas recentes, está longe, muito longe mesmo, da média tucana.

O conflito permanente entre teoria e prática constitui um elemento consistente da cultura e da política conservadora, neste Brasil das ideias fora do lugar, como observou o professor Roberto Schwartz num ensaio famoso, onde registrava o drama de liberais brasileiros que eram europeus e modernos até a medula — mas capazes de conviver alegremente com a escravidão brasileira até o fim do século XIX.

Este comportamento envolve um drama de origem da oposição, que enfrenta uma dificuldade essencial para oferecer propostas políticas dirigidas a melhorar o bem-estar da maioria da população.

Seu único programa real consiste em desmanchar direitos e desfazer benefícios conquistados ao longo dos anos. Num país desigual como o Brasil, onde sobrevivem carências gigantescas, apesar do progresso relativo em anos recentes, a ideologia do mercado capitalista é uma utopia muito mais difícil do que em outros lugares — como se comprovou toda vez que se tentou, por exemplo, questionar o Bolsa-Família, a lei do Salário Mínimo, e, especialmente, a Consolidação das Leis do Trabalho, experiência amarga enfrentada nos dias de hoje pelos profetas da terceirização ampla, geral e irrestrita.

Embora copie, cada vez mais, o discurso do Partido Republicano norte-americano, a oposição brasileira não possui um Abraham Lincoln em sua árvore genealógica e jamais poderá reivindicar uma luta comparável a qualquer coisa que lembre a abolição da escravatura.

Com frágeis compromissos com a democracia, guarda um armário recheado de esqueletos golpistas, que de vez em quando aparecem sob a luz do dia. Quando fala em reforma política, pretende questionar a soberania popular, aprofundar a força do poder econômico, e não ampliar as prerrogativas do cidadão comum. Se promete combater a impunidade e a corrupção, o compromisso é perseguir adversários, sempre seletivamente, poupando e reforçando amigos e aliados. A liberdade de expressão é para fazer aquilo que nós podemos ler todos os dias nos jornais e assistir na TV.

(Imagine, só para exercitar os neurônios, em qual cemitério estaria enterrado qualquer partido político brasileiro — e qualquer outro partido do mundo — se tivesse sido submetido, durante um ano, ao massacre midiático que o Partido dos Trabalhadores enfrenta desde a década inaugurada pelas denúncias da AP 470.)

E é assim que chegamos à situação brasileira atual. Não é para fazer escândalo.

Num fenômeno que tem causas internas reais mas nem de longe pode ser desligado de uma ofensiva permanente que tem como meta a destruição do Partido dos Trabalhadores vivemos o momento dos partidos-abutre, dos políticos-abutre. São uma versão política de criaturas muito comuns no mercado financeiro, onde adquirem papéis de empresas à beira da morte, pagando um nada por ações que podem se transformar num tesouro. A Argentina é ameaçada hoje por um fundo assim. As Organizações Globo se encontravam na mesma situação na década passada. Seu universo é especulação, seu alimento é carniça, seu hálito é de morte.

Deu para entender a discussão, certo?

Paulo Moreira Leite
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Genocídio dos pobres


Há exatos cem anos, os armênios começavam a ser perseguidos e exterminados pelo Império Otomano, em triste “limpeza étnica”, na qual morreram mais de um milhão e meio de pessoas. Os turcos, herdeiros do Império Otomano, não admitem que o ocorrido tenha sido um genocídio, porém, reconhecem que muitos armênios morreram em embates com as forças turcas na Primeira Guerra Mundial. Só 22 países do mundo reconhecem o genocídio dos armênios e, entre eles, não está o Brasil.

Os genocídios étnicos ou por outras motivações, inclusive ideológicas, e as atrocidades das guerras ocorrem desde antigos registros da História. O genocídio dos judeus é sempre o primeiro a vir à mente, mas, durante a Segunda Guerra, procurou-se exterminar também ciganos, comunistas, homossexuais, deficientes físicos e mentais. Oponentes de sistemas políticos foram e são, em muitos países, caçados e mortos. Infelizmente, na África e no Grande Oriente, ocorreram e ocorrem perseguições e massacres. Nestes locais, populações civis são encontradas no meio de lutas sangrentas de dominação, incentivadas, usualmente, por grupos econômicos ou nações estrangeiras.

Não poderemos ser considerados verdadeiramente humanos enquanto correções, como o reconhecimento do genocídio armênio, não forem feitas. Mais do que satisfazer aos descendentes dos armênios, declarando que seus ancestrais foram mártires, trata-se de dignificar a nossa espécie, que precisa fazer jus ao seu rótulo de humana. O Clube de Engenharia, em memorável sessão do seu Conselho Diretor, do dia 11 de maio passado, aprovou por unanimidade a recomendação ao governo brasileiro de reconhecimento do genocídio dos armênios. Nosso governo deveria se engrandecer e tomar a decisão recomendada por este Clube.

No reino animal, a totalidade das espécies, na maioria das situações, não mata seus semelhantes, com exceção do homem, que é capaz de matar outro da sua espécie. No livro “Era dos extremos”, o historiador Eric Hobsbawm constata que, “no Breve Século XX, mais homens foram mortos ou abandonados à morte por decisão humana do que jamais ocorrera antes na história”. Infelizmente, Hobsbawm não viveu para analisar o mundo atual.

Defendo a tese que vivemos, hoje, o genocídio dos pobres. Com o neoliberalismo, que é o capitalismo exacerbado, os genocídios existem dissimulados e são praticados sutilmente. Não se usa mais gás mortífero, nem bala, nem granada, nem facão e não se bombardeia com aviões e tanques.

Em um país que serve para análise, diminui-se o salário médio dos trabalhadores, diminui-se o poder aquisitivo das aposentadorias e das pensões, provoca-se desemprego em massa, corta-se o seguro desemprego, diminui-se o salário de sobrevivência e o número de beneficiados, diminuem-se outros benefícios sociais, terceiriza-se o emprego, corta-se o atendimento escolar, diminui-se o número de creches por habitantes, cortam-se verbas da saúde, além de outras “medidas de ajuste”, seguindo os preceitos de instituições pertencentes ao grande capital, incluindo as agências classificadoras de risco, e têm-se como consequência inevitável a diminuição da vida média dos habitantes deste país em análise.

Os habitantes morrem antes do que deveriam morrer. Este plano sutil é ou não é um plano de extermínio? É ou não é um genocídio? Pode-se dizer que é um plano de cuja existência poucos sabem, e muitos o vivenciam na total ignorância, com seus destinos previamente traçados e em plena execução. Diversos países, hoje, seguem este receituário imposto pelo grande capital, países em que as populações não têm controle sobre as ações dos governantes.

Esta receita maximiza os ganhos do capital, que por isso a impõe. Obviamente, os primeiros a serem exterminados são os miseráveis do país, seguidos pelos mais pobres e assim por diante. Nos Estados Unidos, os maiores sofredores do modelo são chamados de “perdedores”, em um esforço para jogar a culpa do infortúnio só em cima dos próprios desventurados.

Por isso, quando vejo o ex-presidente Fernando Henrique escrevendo artigos em que desmerece o ex-presidente Lula, fico pensando como isso é possível. Ele aplicou o receituário à risca e o ex-presidente Lula salvou 36 milhões do extermínio eminente ao retirá-los da linha da miséria.

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania
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Quem ganha e quem perde com a Lava Jato

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/05/15/quem-ganha-e-quem-perde-com-a-lava-jato/


Enquanto o juiz Sergio Moro vive seus dias de celebridade, ganhando prêmios, homenagens e sendo aclamado como herói por onde passa, como na noite de quinta-feira, em São Paulo, está na hora de fazermos um breve balanço sobre o que mudou na vida nacional após 15 meses de Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção já mobilizada por instituições do Estado brasileiro.

Sem entrar no mérito das motivações e das decisões já tomadas nas ações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, não é difícil definir quem ganhou e quem perdeu até agora nesta operação que virou o país de pernas para o ar e monopolizou todos os noticiários e conversas neste período.

Quem ganhou

* O juiz Sergio Moro, que já está até tendo seu nome lançado como candidato a presidente da República, como antes aconteceu com o ministro Joaquim Barbosa.

*Procuradores do Ministério Público Federal e delegados da Polícia Federal que controlam os vazamentos seletivos.

*Os mais caros advogados criminalistas do país que foram contratados pelas empreiteiras envolvidas no Petrolão, políticos e delatores.

* A oposição midiático-partidária que estava em busca de um discurso.

* O instituto da delação premiada como método de investigação.

Quem perdeu

* A Petrobras e a economia brasileira que caminha para a recessão.

* As maiores empresas de construção civil do país, seus fornecedores e prestadores de serviço.

* Os milhares e milhares de trabalhadores destas empresas que foram demitidos.

* As regiões que eram polos de investimentos da Petrobras e, de uma hora para outra, com a paralisação das obras, passaram a abrigar cidades fantasmas.

* Todos os partidos e políticos denunciados nas delações premiadas, em especial o PT.

A Operação Lava Jato não tem prazo para terminar. Para muita gente envolvida, o trabalho está só começando. Os processos na Justiça devem demorar muitos anos até que as sentenças transitem em julgado. E que todos os responsáveis pelos prejuízos causados à Petrobras sejam devidamente condenados e cumpram suas penas. Estes são os fatos.

Só uma coisa é certa: tão cedo nós não mudaremos de assunto.

Vida que segue.
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A rendição da mídia tradicional

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Jornais e revistas começam a publicar notícias diretamente no Facebook. A informação, que circulou inicialmente nos sites especializados em mídias digitais, aparece também nas edições de quinta-feira (14/5) dos jornais brasileiros de papel.

Pelo acordo anunciado, alguns dos principais veículos da mídia tradicional, com destaque para o New York Times, passam a exibir diretamente parte de seu conteúdo nas páginas da rede social, sem que o leitor tenha que ser dirigido para o site do jornal.

A primeira reportagem do Times usando esse meio (ver aqui) trata do drama de Laís Souza, a ex-ginasta brasileira que ficou paralisada por causa de um acidente numa pista de esqui, em janeiro de 2014. Também vêm aderindo ao projeto — intitulado Instant Article, ou Reportagem Instantânea, em português — as revistas National Geographic e The Atlantic, além do jornal britânico The Guardian e a rede pública de televisão BBC. Por enquanto, segundo dirigentes desses veículos, trata-se de um ensaio, mas essa experiência revela muito mais.

O que está por trás desse movimento é uma tendência que vem sendo observada por pesquisadores de comunicação desde 2009, quando o Facebook foi classificado como a rede social mais utilizada regularmente em todo o mundo. A possibilidade que então se apresentava era de que as relações horizontais entre usuários viessem a ultrapassar em pouco tempo a comunicação verticalizada que caracteriza o sistema da mídia tradicional.

Essa tendência foi observada mais claramente a partir de 2012, quando a empresa controlada por Mark Zuckerberg abriu seu capital e adotou uma política agressiva de aquisições, alcançando no mesmo ano a marca de 1 bilhão de usuários ativos. Nesse mesmo período, diversos especialistas convidados ao curso Gestão de Mídias Digitais, no Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas, então coordenado por este observador, alertavam que a rede social se apresentava como uma alternativa para a própria internet.

A adesão de importantes veículos da mídia tradicional ao programa Instant Article pode acelerar esse movimento, fazendo da empresa de Zuckerberg um suporte indispensável para a sobrevivência daquilo que ainda chamamos de imprensa. A partir daí, quando o sistema tradicional de notícias estiver imerso na grande nebulosa de relações sociais, tudo pode acontecer.

Uma armadilha sedutora

Os usuários mais jovens não reconhecem o valor de antigas marcas da imprensa e acessam apenas o Facebook e seu aplicativo de mensagens WhatsApp em sua rotina diária, deixando em segundo plano o conteúdo da internet. O crescimento do uso de aparelhos móveis, como os smartphones, reforça essa predominância e obriga as empresas a adaptar suas estratégias de comunicação.

Os números são impressionantes: mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo usam periodicamente o WhatsApp e mais de 70% deles o utilizam diariamente, produzindo um volume superior a 10 bilhões de mensagens.

Esse fenômeno encantou os gestores de marketing, que passaram a dedicar a campanhas nas redes sociais cada vez mais recursos, que antes alimentavam a publicidade tradicional — mas recentemente muitos se dão conta de que caíram numa armadilha, com o aumento de custos e uma dependência da qual não conseguem se livrar.

No Brasil, mais de 47 milhões de pessoas, a maioria com menos de 40 anos de idade, usam intensivamente esse sistema de mensagens instantâneas, o que se junta ao fato de a mídia tradicional nunca ter alcançado números realmente expressivos de circulação e à queda da audiência da televisão aberta.

Esse é um cenário definidor do futuro daquilo que chamamos de imprensa. O movimento do New York Times e outros veículos tradicionais, ainda que experimental e cauteloso, equivale a um corpo celeste aproximar-se de um buraco negro: o poder de atração da gigantesca rede digital é sedutor, mas pode eliminar qualquer tentativa posterior de afastamento. No entanto, ficar de fora também pode significar excluir-se da grande galáxia formada pelos relacionamentos interpessoais.

A mídia brasileira, que definha por conta de muitas causas, principalmente o conservadorismo na gestão e nas escolhas editoriais, olha com desconfiança o movimento do grande jornal americano, mas não parece ter uma estratégia alternativa.

Há duas semanas, quando estiveram no Brasil para sondar a possibilidade de parcerias, executivos do New York Times não esconderam a decepção com a mentalidade de dirigentes da imprensa nacional. A mídia brasileira tradicional ainda discute os “desafios da internet” e está encantada com “sistemas multiplataformas de publicação”.

Luciano Martins Costa
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Giancarlo Civita deveria fazer o caminho inverso do avô e ir embora para os Estados Unidos

Gianca ao lado do pai, Roberto, a quem sucedeu: ingratidão
Imagine que seu avô era um homem remediado que veio tentar a vida no Brasil e ficou brutalmente rico e influente.

Seu avô ganhou tanto dinheiro no país para o qual emigrou que você mesmo nunca precisou trabalhar a sério.

Que relação você teria com este país?

De gratidão, com certeza.

Mas não é este o caso de Giancarlo Civita, dono da Editora Abril, que publica a infame Veja.

Gianca, pela Veja e seus colunistas digitais e impressos, publica diariamente insultos ao Brasil.

Somos a Banânia, diz um deles, triunfal. Outro se gaba de ter mudado para Miami. Este é tom geral: cusparadas no Brasil.

E mais uma vez recordo o avô de Gianca, Victor Civita, fundador da Abril.

Victor tinha uma frase que gostava de repetir: “É mais fácil fazer diferença no Hemisfério Sul que no Hemisfério Norte.”

Ele pensava nele próprio.

Era um ítalo-americano que, nos Estados Unidos, trabalhara como mecânico e vendedor.

Teria chances zero, ou abaixo de zero, de fazer qualquer coisa de sucesso na área editorial ali, nos Estados Unidos. Não tinha talento para isso, e sua educação era escassa.

E então veio para o Brasil nos anos 1950. Aqui, as coisas são mais fáceis. Montou um império, e não apenas editorial.

No apogeu, fora as revistas, a Abril tinha uma rede de hotéis, editora de livros, frigoríficos.

Ainda em vida, VC, como era chamado, dividiu o patrimônio entre os filhos Roberto e Richard. Temia que os dois destruíssem a Abril numa eventual briga pela herança.

Roberto ficou com as revistas, e Richard com as outras coisas. Richard, atrapalhado, confuso, logo transformaria em nada a bandeja de pratas que recebeu.

Roberto demorou um pouco mais para fazer o mesmo que Richard. Editorialmente, Roberto começou a matar a Veja quando Lula ganhou a eleição.

Uma revista respeitada e guiada por conceitos universais de bom jornalismo bruscamente se transformou num panfleto ignominioso de direita tosca.

A credibilidade foi destruída, e os leitores mais qualificados intelectualmente abandonaram a revista.

A Veja já estava de joelhos quando a internet transformou revista em objeto em extinção.

Roberto jamais esqueceu a frase do pai.

Numa palestra para formandos em Administração na USP, em meados da década de 2000, ele repetiu-a.

“É mais fácil fazer diferença no Hemisfério Sul que no Hemisfério Norte, como meu pai gostava de dizer.”

(Eu estava presente naquele dia.)

Tudo isso posto, como explicar o ódio do Brasil que emana da principal revista de Giancarlo Civita?

Não fosse o Brasil, ele talvez estivesse agora batalhando como vendedor ou mecânico nos Estados Unidos, como o avô antes de se mudar para São Paulo.

Pioramos nós, ou foram os Civitas que pioraram?

Pensei nisso ao ler um texto que repercutiu ontem no DCM. Um jovem blogueiro britânico, depois de seis meses de Brasil, disse não entender a rejeição dos brasileiros pelo próprio país, “de invejável reputação no exterior”.

Dá para ver em seu relato que o blogueiro circulou no país em ambientes fortemente influenciados pela Veja.

Não é o todo, naturalmente, mas uma parte que, sob a inspiração da Veja, despreza o Brasil e idolatra os Estados Unidos.

Depois de ler o blogueiro, me perguntei: por que, então, Giancarlo Civita não faz o caminho inverso do seu avô e volta para os Estados Unidos?

Graças ao Brasil e aos brasileiros, ele e a família poderiam levar uma vida mansa e luxuosa em Miami.

Sem os Civitas, a Veja — no resto de tempo que a internet lhe permitir — talvez pare de cuspir no Brasil e de jogar para o abismo a autoestima dos brasileiros que a leem.

Os Civitas fazem mal ao Brasil hoje. Uma vez que gratidão não têm mesmo, que pelo menos poupem o país de sua pregação tão nociva, tão injusta e tão desonesta.

Paulo Nogueira
No DCM
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Blogueiro britânico diz que brasileiros exageram na rejeição ao Brasil

Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi "de Londres", veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’.

Fiquei surpreso. Eu — como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil — adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)?

Tem uma expressão brasileira, frequentemente mencionada, que parece resumir essa questão: complexo de vira-lata. A frase tem origem na derrota desastrosa do Brasil nas mãos da seleção uruguaia no Maracanã, na final da Copa de 1950. Foi usada por Nelson Rodrigues para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.

E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais 'sofrido' deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira.

Sei que é complicado generalizar e que minha estada no Brasil não me torna um especialista, mas isso pode ser visto nos shoppings, clones dos 'malls' dos Estados Unidos, com aquele microclima de consumismo frígido e lojas com nomes em inglês e onde mesmo liquidação vira 'sale'. Pode ser sentido na comida. Neste "país tropical" tão fértil e com tantos produtos maravilhosos, é mais fácil achar hot dog e hambúrguer do que tapioca nas ruas. Pode ser ouvido na música americana que toca nos carros, lojas e bares no berço do Samba e da Bossa Nova.

Tapioca
Cadê a tapioca?
Pode ser visto também no estilo das pessoas na rua. Para mim, uma das coisas mais lindas do Brasil é a mistura das raças. Mas, em Sampa, vi brasileiras com cabelo loiro descolorido por toda a parte. Para mim (aliás, tenho orgulho de ser mulato e afro-britânico), dá pena ver o esforço das brasileiras em criar uma aparência caucasiana.

Acabei concluindo que, na metrópole financeira que é São Paulo, onde o status depende do tamanho da carteira e da versão de iPhone que se exibe, a importância do dinheiro é simplesmente mais uma, embora a mais perniciosa, importação americana. As duas irmãs chamadas Exclusividade e Desigualdade caminham de mãos dadas pelas ruas paulistanas. E o Brasil tem tantas outras formas de riqueza que parece não exaltar...

Um dos meus alunos de inglês, que trabalha em uma grande empresa brasileira, não parava de falar sobre a América do Norte. Idealizou os Estados Unidos e Canadá de tal forma que os olhos dele brilhavam cada vez que mencionava algo desses países. Sempre que eu falava de algo que curti no Brasil, ele retrucava depreciando o país e dando algum exemplo (subjetivo) de como a América do Norte era muito melhor.

O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, obviamente, mas não consigo me desfazer da impressão de que, talvez, se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema?

Destaco aqui o que vejo como um uma segunda colonização do Brasil, a colonização cultural pelos Estados Unidos, ao lado do complexo de vira-latas porque, na minha opinião, além de andarem juntos, ao mesmo tempo em que existe um exagero na idealização dos americanos, existe um exagero na rejeição ao Brasil pelos próprios brasileiros. É preciso lutar contra o complexo de vira-latas. Uma divertida, porém inspiradora, lição veio de um vendedor em Ipanema. Quando pedi para ele botar um pouco mais de 'pinga' na caipirinha, ele respondeu: "Claro, (mermão) meu irmão. A miséria tá aqui não!" Viva a alma brasileira!

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Jandira Feghali vai ao STF contra agressores!


A líder da bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (RJ), ingressou nesta quinta-feira (14) com ação penal por ameaça no Supremo Tribunal Federal contra o parlamentar Alberto Fraga (DEM/DF). A comunista também apresentou duas representações no Conselho de Ética da Câmara contra Fraga e o deputado Roberto Freire (PPS/SP).

Na semana passada, Jandira foi alvo de duas agressões por parte dos acusados. Durante votação da Medida Provisória 665 na Câmara, ao defender o deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), acabou tendo o braço segurado e torcido pelo parlamentar do PPS. Logo em seguida, o deputado do DEM disse ao microfone que “mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem”.



As violências contra Jandira em Plenário foram repudiadas por diversos movimentos sociais, entidades da sociedade civil, centrais trabalhistas, sindicatos, partidos e lideranças políticas, ministros de Estado e a presidente da República, Dilma Rousseff. O caso foi registrado por imagem e áudio, e o material anexado aos laudos da Câmara e do STF.

Para Jandira, é preciso romper com o machismo e ódio entranhado na política: “Ter lado na política incomoda muita gente. E quando é uma mulher que lidera um debate, é mais incômodo ainda. Nenhuma violência deve ocorrer ou ser justificada, como disseram. Isso deve ter um basta da sociedade de uma vez por todas”, disse a deputada do PCdoB.



Urariano Mota: A Mulher que não se cala diante de patadas verbais

"Ela foi agredida física e moralmente. Na primeira delas, numa agressão que foi ao mesmo tempo moral, o deputado Roberto Freire agarrou com força o braço da corajosa deputada e o empurrou para trás do corpo de Jandira. Na segunda, um coronel da polícia reformado, com fama de matador, falou no microfone, em aparte de apoio a Roberto Freire, gritando que mulher tinha mesmo que apanhar como homem", narrou o Urariano.

Com ironia que questinou o silência da mídia burguesa e disparou: "Até agora, os jornais, a imprensa não deu o merecido destaque, como se fosse de pouca ou nenhuma importância, à agressão sofrida pela deputada Jandira Feghali, na quarta-feira 6 de maio. Ela foi agredida física e moralmente. Na primeira delas, numa agressão que foi ao mesmo tempo moral, o deputado Roberto Freire agarrou com força o braço da corajosa deputada e o empurrou para trás do corpo de Jandira. Na segunda, um coronel da polícia reformado, com fama de matador, falou no microfone, em aparte de apoio a Roberto Freire, gritando que mulher tinha mesmo que apanhar como homem".

Para o jornalista pernambucano, "fosse outra imprensa, essa dupla agressão a Jandira, em fração de minutos, daria o maior escândalo".


No Vermelho
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B.B. King — 1925 - 2015

Riley Ben King
* 16 de setembro de 1925, Berclair, Mississippi, EUA   + 14 de maio de 2015, Las Vegas, Nevada, EUA

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#FDP do PiG para estagiários

Solucionador de Problemas de Alckmin


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Na guerra santa atual, a maior vítima é o jornalismo


A indicação do jurista Luiz Edson Fachin para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), pela presidente Dilma Rousseff, foi recebida com uma aprovação unânime do meio jurídico.

Juristas de todas as linhas políticas, ex-Ministros de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, praticamente todos os Ministros do STF, de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, aplaudiram a indicação.

Menos a velha mídia. Seguiu-se uma campanha infame, em que jornais permitiram que esgoto puro escorressem de suas páginas na tentativa de sujar uma biografia impecável. De defensor da poligamia a militante de invasões de terra, até a tentativa de macular sua carreira expondo versões falsas sobre sua dupla militância de procurador estadual e advogado.

* * *

Na sabatina da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado, compareceu em peso o mundo político do Paraná, do governador Beto Richa (PSDB) à senadora Gleize Hoffmann (PT), toda a bancada de deputados e inúmeros juristas paranaenses.

O que se viu foi o amuo desqualificado de alguns vikings da oposição, que encontraram pela frente a reação indignada de um de seus pares mais carbonários: o senador Álvaro Dias (PSDB-PR): “Na arena desse debate, há espaço para a irracionalidade, para a ignorância, para a vaidade, para o ódio, para a esquizofrenia política, distante do bom senso, do discernimento e da ponderação”, admitiu ele, em defesa de Fachin.

* * *

No mesmo dia em que Fachin submeteu-se à sabatina no Senado, as redes sociais divulgaram dois fatos.

O primeiro, um desabafo do músico Marcelo Nova, do conjunto Camisa de Vênus Oficial, a respeito de uma entrevista com ele veiculada pela revista Veja.

Desabafou ele: “Algumas das perguntas que lá estão nem sequer me foram feitas e as respostas ficaram a cargo de vai se saber quem. Como se não bastasse essa abordagem amadora, há uma suposta frase minha sobre Raul Seixas: 'Ele bebia muito e não aparecia para as apresentações.' Eu e Raul fizemos juntos 50 shows e ele compareceu em absolutamente todos. Foi muito mais profissional do que quem publicou este absurdo. Deixo uma pergunta: A quem interessa esse tipo de mentira barata?"

* * *

Não era uma entrevista política, inserida na guerra santa atual. Era uma mera entrevista para a seção de Entretenimentos. Mas recorreu-se à ficção da mesma maneira, mostrando que a deterioração do jornalismo não poupa mais sequer temas culturais.

* * *

A segunda denúncia, através das redes sociais, foi de Amanda de Oliveira, bolsista do Ciência Sem Fronteiras:

“Na manhã de ontem passou na Globo uma reportagem sobre o Ciência sem Fronteiras onde eu apareço. Gostaria de dizer que tudo o que foi dito a meu respeito naquela reportagem é MENTIRA! Primeiramente, eu NÃO voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre (e isso foi dito INÚMERAS VEZES na minha entrevista. Mas a Globo achou mais interessante omitir isso e inventar um motivo mais atraente)”.

* * * 

Na guerra santa atual, a maior vítima tem sido a notícia.

Luís Nassif
No GGN
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