5 de mai de 2015

Globo bate panelas e repercute no JN


Enquanto era transmitido na TV o programa partidário do PT na noite desta terça-feira (5), jornalistas que trabalham para a Globo promoviam a realização dos panelaços. André Trigueiro publicou no Twitter: "Panelaço a mil no RJ #PlecPlec". Já Leilane Neubarth postou na mesma rede social: "Panelaço forte em Ipanema!".

Os panelaços e buzinaços, segundo as postagens nas redes sociais, se concentraram em bairros de elite em São Paulo e no Rio de Janeiro. Já  Jornal Nacional e a Folha disseram que os protestos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e Recife.

Se o panelaço ganhou destaque no Jornal Nacional, com vídeos de algumas áreas do país com os protestos, no Twitter, o movimento não contagiou. O tema não figurou entre os assuntos mais discutidos da rede social, que serve para medir a temperatura dos protestos.

Já a hashtag #ToNaLutaPeloBrasil, em defesa do PT, figurou entre os temas mais frequentes no Twitter em todo o mundo, por mais de 30 minutos.

No 247
Leia Mais ►

Que lixo fede mais? As mentiras contra Lula

Não tem prova nenhuma, mas isso não significa muita coisa!




Leia Mais ►

A lista de deputados que derrubaram a rotulagem de alimentos transgênicos

Apenas as bancadas de Psol, PCdoB e PTC votaram em bloco contra a mudança na lei atual, de 2003

A bancada patronal na Câmara dos Deputados venceu mais uma batalha. O grupo de deputados federais que representa os interesses do agronegócio aprovou na última terça-feira (27) um projeto de lei que dispensa as indústrias de informarem no rótulo se o produto comercializado tem origem transgênica.

Nada menos do que 320 parlamentares votaram favoravelmente ao PL 4148/2008, do ruralista Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Outros 120 deputados recusaram a proposta. O texto derruba a atual lei, de 2003, que estabelece a obrigatoriedade dessa informação por meio de um símbolo estampado no rótulo: um T amarelo.

Apenas as bancadas do Psol, PCdoB e PTC votam em bloco contra a mudança. No PV, Evair de Melo (ES) disse sim. O PT, dono da maior bancada da Casa, rejeitou a mudança, mas João Guimarães (CE) e Luiz Sérgio (RJ) acompanharam o voto dos conservadores, enquanto Merlong Solano (PI) preferiu se abster. No PSDB, apenas três parlamentares disseram não à mudança: Bruno Covas (SP), Daniel Coelho (PE) e Otávio Leite (RJ). 

Para os críticos, a proposta fere o direito do consumidor que prefere não consumir produtos que tenham passado por modificação genética. O texto será, agora, apreciado pelo Senado.


DEM
Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Efraim Filho PB Sim
Eli Côrrea Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Sim
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Sim
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Misael Varella MG Sim
Moroni Torgan CE Sim
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Pauderney Avelino AM Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Sim
Rodrigo Maia RJ Sim
Total DEM: 22   
PCdoB
Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Não
Chico Lopes CE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não
Total PCdoB: 13   
PDT
Abel Mesquita Jr. RR Sim
Afonso Motta RS Sim
Dagoberto MS Sim
Damião Feliciano PB Não
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Sim
Giovani Cherini RS Sim
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Sim
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Sim
Roberto Góes AP Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 17   
PEN
André Fufuca MA Sim
Total PEN: 1   
PHS
Adail Carneiro CE Sim
Carlos Andrade RR Sim
Diego Garcia PR Sim
Kaio Maniçoba PE Sim
Total PHS: 4   
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Alceu Moreira RS Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Sim
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Fabio Reis SE Sim
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Sim
Hildo Rocha MA Sim
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Sim
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Sim
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Não
Josi Nunes TO Sim
Laudivio Carvalho MG Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Lucio Vieira Lima BA Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Simone Morgado PA Sim
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Sim
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim
Total PMDB: 58   
PMN
Antônio Jácome RN Sim
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim
Total PMN: 3   
PP
Afonso Hamm RS Sim
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Sim
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Esperidião Amin SC Sim
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Guilherme Mussi SP Sim
Iracema Portella PI Sim
Jair Bolsonaro RJ Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
Jorge Boeira SC Sim
José Otávio Germano RS Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Sim
Odelmo Leão MG Sim
Paulo Maluf SP Sim
Renato Molling RS Sim
Renzo Braz MG Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Sim
Simão Sessim RJ Sim
Toninho Pinheiro MG Sim
Total PP: 37   
PPS
Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Sim
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Sim
Marcos Abrão GO Sim
Moses Rodrigues CE Sim
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Sandro Alex PR Sim
Total PPS: 11   
PR
Aelton Freitas MG Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Altineu Côrtes RJ Sim
Anderson Ferreira PE Sim
Bilac Pinto MG Sim
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Sim
Laerte Bessa DF Sim
Lincoln Portela MG Não
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Marcos Soares RJ Abstenção
Miguel Lombardi SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Paulo Freire SP Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Não
Tiririca SP Sim
Zenaide Maia RN Não
Total PR: 28   
PRB
Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
Celso Russomanno SP Sim
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Sim
Jony Marcos SE Não
Marcelo Squassoni SP Sim
Márcio Marinho BA Sim
Roberto Alves SP Sim
Ronaldo Martins CE Sim
Rosangela Gomes RJ Sim
Sérgio Reis SP Sim
Tia Eron BA Sim
Vinicius Carvalho SP Sim
Total PRB: 19   
PROS
Ademir Camilo MG Sim
Beto Salame PA Sim
Domingos Neto CE Sim
Dr. Jorge Silva ES Sim
Givaldo Carimbão AL Sim
Leônidas Cristino CE Sim
Miro Teixeira RJ Não
Rafael Motta RN Sim
Ronaldo Fonseca DF Sim
Total PROS: 9   
PRP
Alexandre Valle RJ Sim
Juscelino Filho MA Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Sim
Total PRP: 3   
PRTB
Cícero Almeida AL Sim
Total PRTB: 1   
PSB
Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Não
Bebeto BA Não
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Não
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Sim
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Não
João Fernando Coutinho PE Não
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Não
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Não
Luciano Ducci PR Sim
Luiz Lauro Filho SP Não
Maria Helena RR Não
Pastor Eurico PE Sim
Paulo Foletto ES Sim
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Não
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Não
Tereza Cristina MS Sim
Valadares Filho SE Não
Vicentinho Júnior TO Sim
Total PSB: 27   
PSC
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Erivelton Santana BA Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Irmão Lazaro BA Sim
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Sim
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim
Total PSC: 10   
PSD
Alexandre Serfiotis RJ Não
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Sim
Delegado Éder Mauro PA Sim
Diego Andrade MG Sim
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Sim
Fernando Torres BA Sim
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Não
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
Jefferson Campos SP Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
José Nunes BA Sim
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Ricardo Izar SP Não
Rogério Rosso DF Sim
Rômulo Gouveia PB Sim
Sérgio Brito BA Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 33   
PSDB
Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Sim
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Araújo PE Sim
Bruno Covas SP Não
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Não
Delegado Waldir GO Sim
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci DF Sim
João Campos GO Sim
João Castelo MA Sim
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Sim
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Mariana Carvalho RO Sim
Max Filho ES Sim
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Não
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Sim
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Sim
Ricardo Tripoli SP Sim
Rocha AC Sim
Rodrigo de Castro MG Sim
Rogério Marinho RN Sim
Rossoni PR Sim
Samuel Moreira SP Sim
Silvio Torres SP Sim
Vanderlei Macris SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 45   
PSDC
Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2   
PSL
Macedo CE Sim
Total PSL: 1   
PSOL
Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 5   
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fabiano Horta RJ Não
Fernando Marroni RS Não
Gabriel Guimarães MG Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
Henrique Fontana RS Não
João Daniel SE Não
Jorge Solla BA Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Sim
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Sim
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Abstenção
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Odorico Monteiro CE Não
Padre João MG Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Rubens Otoni GO Não
Sibá Machado AC Não
Valmir Assunção BA Não
Valmir Prascidelli SP Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Waldenor Pereira BA Não
Weliton Prado MG Não
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca Dirceu PR Não
Zeca do Pt MS Não
Total PT: 60   
PTB
Adelson Barreto SE Não
Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Sim
Arnon Bezerra CE Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Não
Eros Biondini MG Sim
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Jozi Rocha AP Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Paes Landim PI Não
Pedro Fernandes MA Sim
Ricardo Teobaldo PE Sim
Ronaldo Nogueira RS Não
Sérgio Moraes RS Sim
Walney Rocha RJ Sim
Wilson Filho PB Não
Zeca Cavalcanti PE Sim
Total PTB: 21   
PTC
Brunny MG Não
Uldurico Junior BA Não
Total PTC: 2   
PTdoB
Luis Tibé MG Sim
Pastor Franklin MG Sim
Total PTdoB: 2   
PTN
Bacelar BA Sim
Christiane de Souza Yared PR Sim
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim
Total PTN: 4   
PV
Dr. Sinval Malheiros SP Não
Evair de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Não
Fábio Ramalho MG Não
Leandre PR Não
Sarney Filho MA Não
Victor Mendes MA Não
William Woo SP Não
Total PV: 8   
Solidariedade
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Expedito Netto RO Sim
Ezequiel Teixeira RJ Sim
JHC AL Sim
Laercio Oliveira SE Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidariedade: 12
Leia Mais ►

Vereador do PROS recomenda que prefeitura em MT pare de fazer 'serviço de preto'


Na tribuna, o vereador de Diamantino, a 209 km de Cuiabá, Edson da Silva (PROS), o 'Giripoca', causou polêmica ao recomendar que a prefeitura, sob a administração de Juviano Lincoln (PSD), fizesse uma obra de qualidade em uma estrada na zona rural do município. Ele disse que é necessário fazer um serviço de 'branco' e não de 'preto' para possibilitar a passagem de veículos pelo local. O pronunciamento foi feito na sessão realizada no dia 27 de abril.

Leia Mais ►

Prefeitos envolvidos em corrupção no Maranhão



Leia Mais ►

O duelo Cunha x Janot e o semimoralismo da mídia


Eduardo Cunha, como todo aventureiro, aposta sempre na ousadia.

É o que está fazendo, diante da acusação de que teria recebido, por ordem de Alberto Youssef, dinheiro como produto da chantagem sobre um lobista de uma empresa de afretamento de navios.

Joga abertamente com seu poder de Presidente da Câmara para colocar-se na posição de “cidadão acima de qualquer suspeita”.

O primeiro passo foi enviar uma “defesa” a seus comandados, num espaço que controla: a CPI da Petrobras.

O segundo, criar um clima de intimidação entre os servidores da Casa, ao demitir o responsável pelo setor de Informática, onde se revelaram os rastros dos requerimentos que mandou fazer para pressionar o lobista Júlio Camargo e a Mitsui.

Explico: todos os computadores da Câmara, para serem acessados, exigem nome de usuário e senha e deixam gravados nos arquivos que se gera o gabinete onde foram criados. E o gabinete de onde partiram os tais requerimentos foi o dele, embora tenha sido, depois, assinados eletronicamente pelos que lhe serviram de “laranjas”.

Por último, fez seu lance mais ousado: pretender o arquivamento da investigação.

É lógico que Cunha sabe que não será arquivada assim, sem mais nem menos, mesmo que tenha havido o “sumiço” do ex-policial Jaime “Careca”, que teria sido o portador da “mala” de dinheiro.

O que ele busca é o confronto o mais público possível com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Pretende que, na Presidência da Câmara, peça chave para a mídia que quer demolir o Governo tem, por isso, o delírio alcançar o poder total.

Conta com que, mais cedo ou mais tarde, mesmo que convicto do contrário, Janot desista.

Sabe, também, que conta com a inapetência de parte expressiva dos procuradores, da Polícia Federal e do próprio Juiz Sérgio Moro em investigar aquilo que não contribua para o projeto “Delenda PT” que inspira toda a Lava-Jato.

Se vai conseguir? Não é provável, até este instante, mas está longe de ser impossível.

Mesmo que seja muito útil para enfraquecer o Governo, Cunha está fadado a ser como seu primeiro padrinho político, Fernando Collor.

Útil para derrotar a esquerda, imprestável para governar pela direita.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Delator volta a delatar PSDB

Costa apontou fatores que contribuíram para o caso de corrupção na Petrobras, alvo da Operação Lava-Jato

Em depoimento à CPI da Petrobras nesta terça-feira (5), o ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, apontou fatores que contribuíram para o caso de corrupção na empresa, alvo da Operação Lava-Jato.

Para ele, o financiamento empresarial de campanhas políticas e o modelo adotado na escolha de diretores da petroleira são alguns deles.

“Me foi dito com clareza por empresários que várias doações ilegais vieram de propina. Eu, na minha humilde posição, digo que precisamos passar o país a limpo. As empresas vão cobrar lá na frente o que elas doaram. E isso não cabe a mim. Cabe aos senhores. Não existe almoço de graça”, afirmou Costa.

O investigado citou uma declaração recente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para exemplificar o caminho percorrido até chegar a ocupar uma diretoria na Petrobras. De acordo com Costa, desde a época da gestão do PSDB havia indicações políticas na estatal e os nomes passavam por cargos altos antes de chegarem ao conselho para validação.

“Sempre foi colocado isso, que sem apoio político não se chega à diretoria da Petrobras. Nesse período que fui diretor fui com apoio político. Até então, vários locais importantes aos quais cheguei, cheguei sem apoio político”, continuou.

Em seu depoimento, Costa lembrou encontros que teve, no Rio de Janeiro, com o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) e com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para discutir valores que seriam usados para encerrar uma CPI da Petrobras em 2009. O pagamento teria partido da empreiteira Queiroz Galvão.

Em delação premiada em 2014, Costa já havia confirmado que Guerra recebeu propina de R$ 10 milhões para que a CPI fosse desbaratada.

Alisson Matos
No Conversa Afiada
Leia Mais ►

Estudante do Paraná lança ‘Rixa, o jogo’


O game propõe o desafio de ser uma professora que tenta fazer protesto sem ser atingida por balas de borracha e mordidas de cães; no dia de estreia, o site já contou com cerca de 20 mil acessos

O estudante de publicidade Jonathan Soares, de 18 anos, resolveu fazer uma crítica ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de uma forma inusitada. O morador da cidade de Londrina criou um jogo inspirado na ação de policiais militares contra professores que ocorreu na última semana, com centenas de pessoas feridas.

O game, lançado ontem (4), foi batizado de “Rixa, o Jogo” e propõe o desafio de ser uma professora que tenta fazer protesto sem ser atingida por balas de borracha e mordidas de cães. No início da tarde desta terça-feira, o jogo estava fora do ar, mas Jonathan explicou que o servidor caiu por causa da quantidade de acessos e logo deve voltar ao normal. Com menos de 24 horas após a estreia, o site foi visitado cerca de 20 mil vezes.

Ele disse que começou a colocar a ideia em prática no último fim de semana, motivado pela indignação diante da postura truculenta da PM. “Um dia após a ação da polícia lá em Curitiba, conversei com um amigo: ‘Cara, olha isso tudo. Precisou chegar a esse ponto para que o fato fosse noticiado no Brasil todo. Minha mãe mora em São Paulo e, no mês passado, ela nem ficou sabendo da greve que estava rolando. Eu quero fazer alguma coisa’”, contou.

Alguns usuários classificaram o game como “bastante difícil”, mas o criador afirma que essa era a intenção. “Uma frase do jogo é ‘Ser uma professora em greve não é pra qualquer um’”, destacou. “Mas uma galera já comenta: ‘Protestar em Curitiba deve ser pior’”, complementou.

Maíra Streit
No Fórum
Leia Mais ►

NSA tem programa que transcreve chamadas na América Latina

O programa permite aplicar a técnica de reconhecimento de voz em zonas de guerra.
Foto: AFP
A Agência Nacional de Segurança dos EUA pode reconhecer e transcrever automaticamente o conteúdo das chamadas telefônicas através de um programa apelidado de "Google voz".

O ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA por sua sigla em Inglês), Edward Snowden revelou em um de seus relatos que esse organismo de inteligência tem um programa apelidado de "Google Voice", que permite reconhecer e transcrever automaticamente o conteúdo de telefonemas.

O sistema, desenvolvido há uma década, detalha o uso extensivo de busca de palavras-chaves e de tecnologias destinadas a analisar e "puxar" o conteúdo das conversas de voz.

De acordo com artigo publicado no portal "The Intercept", assegura que desconhece até que ponto a agência de espionagem usa amplamente esta capacidade, em particular em programas que coletam grandes quantidades de conversas de pessoas que vivem ou são cidadãos dos Estados Unidos da América.

O programa permite aplicar a técnica de reconhecimento de voz em países como o Iraque, Afeganistão e na América Latina.

A NSA dispõe de tecnologia de transcrições e representações fonéticas, que podem ser simplesmente buscadas e armazenadas, para "puxar" o conteúdo das chamadas telefônicas.

No teleSUR
Leia Mais ►

O programa do PT desta noite


Leia Mais ►

Mário Quintana — 21 anos de ausência


Vídeo raro


Leia Mais ►

Nem o Galvão engole o João Dória — assista

Ele é produtor de vácuo!

FHC entra nas duas categorias: políticos e ricos...
Saiu no Globo Esporte da Globo:

Galvão, sobre publicitário como chefe de delegação: “Sem pé nem cabeça”

Apresentador do “Bem, Amigos!” estranha escolha de João Dória Jr. para função na equipe brasileira durante a Copa América, no Chile

Galvão Bueno elogiou o publicitário e empresário João Dória Jr, convidado para ser o chefe da delegação da Seleção durante a disputa da Copa América, no Chile. No entanto, o apresentador do programa “Bem, Amigos!” discordou do convite feito pela CBF.

— Fiquei surpreso. É um homem extremamente competente em aproximar pessoas para fazer negócios, mas não tem nenhuma ligação, nem nunca teve, com o mundo do futebol. Juro que não consigo entender, que me pegou de surpresa. Fiquei tonto com a história, porque o que tem a ver uma coisa com a outra? (…) Acho um convite sem pé nem cabeça – disse Galvão.

João Dória aceitou o convite e estará presente com o grupo a partir do dia 1º de junho, quando os jogadores se apresentam na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O publicitário foi secretario de Turismo e presidente da Embratur. Galvão Bueno citou o chefe da delegação do Brasil na Copa do Mundo de 1990 para depois deixar no ar a pergunta sobre algum problema que venha acontecer na Copa América.

— Me lembro que na Copa de 1990, o Ricardo recém assumindo a condição de presidente, convidou uma pessoa extremamente competente no mundo dele, no mundo dos negócios, o Olavinho, o Olavo Monteiro de Carvalho. Não tinha nada uma coisa a ver com a outra. Se tiver um problema durante a Copa América e se tiver uma reunião, quem vai? É o chefe de delegação. Se tiver uma reunião de arbitragem, quem vai? É o chefe de delegação – questionou Galvão.

(…)



Como se sabe, o João Dória é um exemplo fulgurante da São Paulo tucana.

Ele é produtor de vácuo.

Ele apresenta ricos a políticos e políticos a ricos…

Leia Mais ►

Tragédia, mentira & Goebbels


Sentença sobre desastre do voo 1952 da TAM coloca em questão cobertura da mídia, que fez um esforço absurdo para criminalizar governo na maior tragédia da aviação civil brasileira

Sete anos e nove meses depois da tragédia do Air Bus da TAM, onde morreram 197 pessoas em Congonhas, a Justiça inocentou os três principais acusados pelo desastre. Acatando as conclusões de um laudo da Aeronáutica, o juiz Marcio Guardia considerou que o acidente foi provocado por um lamentável problema técnico — o manete que deveria inverter a rotação das turbinas e freiar o avião não funcionou. A sentença contraria a versão divulgada inicialmente pelos meios de comunicação, de que a tragédia teria sido provocada por imprudência do governo federal, acusado de autorizar o uso de uma pista do aeroporto antes que ela atendesse todos requisitos de segurança.

Diante do veredito, que pode até ser contestado tecnicamente, desde que apareçam dados novos, capazes de alimentar uma discussão embasada e racional, eu acho indispensável examinar o papel dos meios de comunicação na cobertura daquela tragédia, a maior da aviação civil brasileira. Iniciada quando os trabalhos de rescaldo, em Congonhas, nem haviam terminado, o país assistiu a um esforço absurdo para culpar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criminalizar pessoas de confiança da Presidência.

O saldo, lamentável, foi confirmar uma conhecida máxima de Joseph Goebells, o ministro da propaganda nazista, sobre a manipulação política nas sociedades contemporâneas: uma mentira, repetida 1 000 vezes, se transforma em verdade.

Apenas 48 horas depois da tragédia, a Folha de S. Paulo deu um título na primeira página: “O que ocorreu não foi acidente, foi crime.” O autor do texto, que sequer era um especialista em acidentes aéreos — tratava-se do psicanalista Francisco Daudt, do Rio de Janeiro — falava com clareza. Referindo-se, nominalmente, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (“demagogo tão esperto e eficiente”) Daudt escreveu: “o assassino não é só aquele que enfia a faca, mas o que, sabendo que o crime vai ocorrer, nada faz para impedi-lo.”

Referindo-se à uma situação que meses antes a própria mídia havia batizado de “caos aéreo”, um editorial do Globo apontou o dedo para o Planalto, sugerindo que 197 pessoas haviam morrido em função de oportunismo político: “Pode ser que alguém no governo, Infraero ou Anac tenha preferido não correr o risco político de o termo ‘apagão aéreo’ voltar às manchetes da imprensa. Infelizmente, foi preciso essa tragédia para ficar claro que Congonhas precisa operar com um grau mais amplo de segurança”.

A mesma visão chegou a imprensa internacional. O correspondente do “Financial Times” no Brasil, Jonathan Wheatley, denunciou no portal da publicação a “incompetência” do governo Lula para enfrentar uma crise que já durava pelo menos dez meses. Embora Lula tivesse três anos e meio de mandato pela frente, Wheatley apontou para a sucessão presidencial: “A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara. ”

A indignação também apareceu a seção de cartas dos grandes jornais, em grande parte refletindo o tom da cobertura. No Estado de S. Paulo, um leitor perguntou: “Quantos morreram desta vez? E quantos nossos governantes conseguirão assassinar até o final de seus mandatos?” Outro leitor foi direto: “O que se verifica é que a sanha populista de um governo despreparado é a responsável pelos acontecimentos. O Senhor Presidente terá a dignidade de reconhecer sua parcela de culpa?”

Isso não ocorria por acaso. Naquele Brasil de 2007, onde Luiz Inácio Lula da Silva acabara de dar início ao segundo mandato, derrotando uma campanha infame em torno da AP 470, os aeroportos eram um dos símbolos da distribuição de renda e crescimento do consumo. Num país continental, com um sistema de transporte de passageiros precário e obsoleto, a venda de passagens aéreas crescia 13% ao ano desde 2003. Apertadas nas filas de restaurantes, no guichê de embarque e nos sanitários, famílias tradicionais de classe média se queixavam da falta de conforto. Também sentiam-se ameaçadas em seu prestígio e na hieraquia social. Um mes antes da tragédia, quando a confusão — transitória, como se veria mais tarde — atingia um ponto máximo, a então ministra do Turismo Marta Suplicy anunciou um conselho célebre (“relaxa e goza”) quando lhe perguntaram o que era preciso para enfrentar aquela situação — frase que os adversários do governo iriam recuperar, semanas depois, para mostrar o pouco caso do Planalto com a segurança dos passageiros.

Como não poderia deixar de acontecer, o caso mobilizou o ministério público. O mesmo procurador Rodrigo de Grandis, responsável pela Operação Satiagraha, e que deixou na gaveta errada errada um pedido da justiça suíça envolvendo a investigação do metroduto paulista, garantiu sua participação no caso. Pediu uma pena espetacular de 24 anos de prisão para os acusados.

Numa postura que expressa, no fim das contas, uma profunda falta de respeito humano com a dor de milhares de pessoas enlutadas, que necessitam de informações confiáveis e seguras para enfrentar uma tragédia difícil de entender e impossível de nunca de aceitar intimamente, nossos jornais, revistas e emissoras de TV decidiram fazer uma cobertura política-eleitoral, estimulando o desconhecimento e o preconceito de uma parcela da população. Tentaram, descaradamente, usar a tragédia para atender finalidades políticas.

A pior notícia, meus amigos, é que a propaganda funcionou — ao menos em parte. Um mês depois, quando já se sabia que a tragédia fora produto de um problema mecânico, envolvendo uma empresa privada, fosse a TAM, fosse a Airbus, já havia se formado um ambiente de protesto político que seria mantido de qualquer maneira, mesmo contrariando avaliações técnicas. No Rio de Janeiro, as famílias organizaram uma manifestação de luto e protesto, onde puxaram uma vaia para Lula. Em São Paulo, centenas de pessoas desfilaram atrás de uma faixa que exibia uma afirmação de classe: “Somos a elite decente.” O pai de uma menina de 14 anos subiu no carro de som para dizer: “Eu sei que minha filha foi assassinada pela incompetência do governo.”

Paulo Moreira Leite
Leia Mais ►

Beto Richa nada mais é do que o Aécio que ganhou a eleição

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/05/05/beto-richa-nada-mais-e-que-o-aecio-que-ganhou-eleicao/

Se Aécio ganhasse em Minas Gerais dificilmente perderia a eleição presidencial. Antes do pleito, os tucanos previam de 60% a 65% dos votos para o neto de Tancredo no estado. Mas no fim ele perdeu pra Dilma tanto no primeiro quanto no segundo turno. E de quebra viu Fernando Pimentel levar o governo estadual.

Aécio é da geração filhinho de papai do tucanato. No caso dele, mais precisamente netinho do vovô. Já Beto Richa é filho do ex-governador José Richa, um dos fundadores do PSDB. São pessoas que herdaram a partir do nome a carreira política. Se tornaram representantes da família na vida pública. E de alguma forma representantes dos negócios da família e dos interesses de classe que ela passou a defender.

Aécio e Richa são já há algum tempo tratados no PSDB como os herdeiros. E entre os poucos méritos de José Serra na sua vida pública mais recente está o de ter lutado por anos a fio para impedir que essa geração tomasse conta do partido. Ao ser derrotado em 2010, Serra ainda tentou compor com Richa, mas Aécio já tinha feito um acordo com o paranaense.

A forma como o mineiro disputou a eleição no ano passado permitiu que o Brasil o conhecesse melhor. Ao mesmo tempo que obteve um ótimo resultado eleitoral, jogou boa parte da sua reputação e do verniz de low-profile no lixo. Aécio se mostrou um coronel à moda antiga. Xingou num único debate Dilma várias vezes de leviana, ameaçou veículos de internet de processo, estimulou o ódio na disputa e ao não sair vitorioso teve uma atitude bizarra de pedir recontagem de votos, desacreditando o processo eleitoral brasileiro. Não satisfeito agora posa de líder do impeachment mesmo preferindo ir à praia do que às manifestações.

Beto Richa se reelegeu e não precisou fazer palanque para mostrar sua verdadeira face. Foi num governo que ele prometia ser melhor do que o primeiro, que sua reputação foi à lona. Richa mostra como seria uma presidência de Aécio. Não haveria diálogo com o movimento social e todas as medidas que interessassem ao grupo político que o elegeu seriam implementadas na base do cassetete.

Se alguém ainda tinha alguma ilusão com essa nova geração do tucanato, Richa tem mostrado no limite da crueldade o que ela representa.

É importante que o PT não seja a única alternativa de poder com algum compromisso com os movimentos sociais, mas o PSDB deixou de sê-lo desde que Fernando Henrique decidiu enfiar goela abaixo do povo brasileiro as privatizações. E só piorou desde lá.

Beto Richa e Aécio Neves são ainda piores do que FHC, Serra e companhia. E olha que isso não é assim algo tão fácil de superar.
Leia Mais ►

Para Aécio, Beto Richa é o mais bem preparado


Leia Mais ►

Antipetismo avança em instituições de Estado


Três fatos recentes, desenrolados no coração judicial e repressivo do poder público, desnudam a natureza classista e degenerada do Estado oligárquico.

O primeiro destes eventos foi a prisão preventiva do tesoureiro petista, João Vaccari Neto, por ordem do juiz Sérgio Moro, no curso da Operação Lava Jato.

Além de desnecessária, pois o réu jamais se furtou a atender demandas do inquérito ou obstaculizou seu trâmite, revela-se discricionária. Medidas desse naipe não afetaram a nenhum dos demais tesoureiros de grandes partidos, embora tenham arrecadado doações de valores semelhantes com as mesmas empresas.

O segundo episódio é a investigação tramada pelo Ministério Público do Distrito Federal contra o ex-presidente Lula, em caso de suposto tráfico internacional de influência.

Como é de praxe, a apuração não apresenta qualquer elemento concreto, mas já está difundida por setores da imprensa como fato notório e sabido, em mais uma realização da parceria entre jornalismo de oposição e frações do sistema judicial.

O terceiro capítulo é a suspeição da Polícia Federal sobre pagamentos recebidos oficialmente pelo jornalista João Santana Filho, em contrapartida a serviços prestados na campanha presidencial em Angola.

Apesar da ampla documentação apresentada pelo investigado, profissional responsável pelo marketing na reeleição da presidente Dilma Rousseff, dissemina-se especulação de que seriam verbas de companhias brasileiras envolvidas no escândalo da Petrobrás e destinadas ao pagamento de despesas eleitorais do atual prefeito paulistano, Fernando Haddad.

Estas três situações são apenas retratos atualizados da perversão alojada no Estado.

O Ministério Público, a Polícia Federal, parte da magistratura e outros espaços estão se convertendo em bunkers contra o PT, marcados por abuso de poder e autoritarismo, atropelando leis e direitos constitucionais, a serviço de determinados objetivos políticos.

O que é pior: sob as barbas do próprio partido governante.

Os governos de Lula e  Dilma, em nome de apresentar imagem republicana e evitar críticas de aparelhamento, preveniram quase exclusivamente exageros que seu próprio campo político poderia cometer, concedendo cotas cada vez maiores de autonomia a fortalezas historicamente controladas pelas velhas classes dominantes, sem alterar suas características antidemocráticas.

Afinal, a lógica da conciliação, predominante desde 2003, alimentada por situação parlamentar desfavorável, impunha que a mudança social e econômica não fosse acompanhada pela tentativa de reforma radical das instituições e a substituição de seu comando.

Os inimigos do petismo, beneficiados por este pacto de mão única, tiveram caminho franqueado para abocanhar fatias crescentes dos aparatos de justiça e segurança, assanhadamente partidarizados e coadjuvando estratégia de desestabilização patrocinada por forças conservadoras.

O combate à corrupção, sob a presidência de Lula e Dilma, alcançou patamares jamais vistos na história brasileira, com amplo portfólio de providências legais, administrativas e orçamentárias.

Mas a facilidade de movimento dos grupos reacionários, no interior dos sistemas de coerção, acabou por permitir que se apropriassem deste avanço civilizatório para fabricar campanha permanente contra o PT e seus dirigentes, sempre tabelando com parceiros na mídia corporativa.

Ao não se libertar desta armadilha, o governo silencia diante de malfeito à democracia, agredida por terrorismo judicial nascido nas entranhas do Estado.

A impunidade de policiais federais que faziam abertamente campanha por Aécio Neves, por exemplo, ao mesmo tempo em que lideravam investigações da Operação Lava Jato, serve de estímulo a outros malversadores da função pública.

Talvez o cenário não seja propício a decisões práticas e imediatas que revertam a anomalia. O mínimo que se pode esperar, porém, é que o governo, através do ministro da Justiça, desmascare publicamente manobras que violam preceitos republicanos e ofendem a Constituição.

Breno Altman
Leia Mais ►

Em vídeo, assaltante culpa Dilma por ter virado bandido


Ha! Ha! Ha! Ha! Ha! Esse país, apesar de todos os pesares e apesares, é genialmente surrealista e hilário.



No Interogações
Leia Mais ►

O terceirizado que jogou o Ministério Público no show bizz


A Lava Jato marca uma inflexão na imagem do Ministério Público Federal. Não pela extensão do caso, em si, mas pelo fato de ter consolidado uma imagem institucional de um poder atrás de holofotes.

Nos anos 90 houve participações individuais de procuradores atrás de manchetes.

Na gestão Rodrigo Janot tornou-se prática institucionalizada, mais adequada a um candidato político, com necessidade de aparecer diariamente nos jornais. A maneira de criar fatos, factoides, de vazar qualquer nome que apareça nos depoimentos, independentemente da apuração dos fatos, a disputa de protagonismo midiático com a Polícia Federal é um comportamento indigno, ainda mais para um órgão com as responsabilidades institucionais do Ministério Público Federal.

A criação do hotsite foi uma boa iniciativa. A prática de entrevistas coletivas diárias, um desastre institucional de responsabilidade do secretário de comunicação da Procuradoria Geral da República, Raul Pilatti. E o viés dado à divulgação e ao vazamento de fatos, algo que contaminou a imagem de isenção que deveria ser a marca do MPF.

Tive um contato com Pilatti, quando obtive informações sobre algumas atividades do MPF, mas recorrendo a um procurador. Pilatti enviou as informações para um email que constava no site do GGN, não se preocupou em saber se havia chegado. Depois, telefonou para alertar que "não participa de discussões desinformadas" e que só prestara esclarecimentos porque solicitado pelo procurador".

Julguei tratar-se de algum jovem procurador deslumbrado e ignorante em relação ao jornalismo. Houve uma discussão rápida. Depois de desligar o telefone fui conferir e descobri tratar-se de um jornalista. Voltei a telefonar para ele para manifestar minha absoluta surpresa com o fato de ele ser jornalista e brandir argumentos tão rasos e arrogantes.

Agora, a revista Fórum divulgou um manifesto de funcionários da comunicação do MPF, protestando contra a nova política de comunicação do órgão (http://goo.gl/vBnVw2). E aí é possível entender a barafunda em que a PGR se meteu com a Lava Jato e com o fator Raul Pilatti.

O manifesto dos assessores de comunicação

Em uma Carta ao Procurador Geral, o grupo fala de seu orgulho de trabalhar para o MPF e as preocupações com a imagem do órgão em um momento delicado, como da operação Lava Jato. Depois, aponta os problemas que vêm enfrentando.

Em dezembro passado transmitiram ao PGR a preocupação com a contratação da Oficina da Palavra, a assessoria a quem Janot conferiu a gestão de informações críticas do MPF. A carta denuncia a desarticulação da informação interna, um descontentamento generalizado que provocou, inclusive, a paralisação dos funcionários do órgão.


Menciona, então, criação de um Centro de Comunicação Integrada, que deveria implementar uma estratégia de comunicação mas terminou a reboque da assessoria privada, sendo demandado para "ações totalmente descoordenadas e descontextualizadas", de apagar incêndios.

A carta menciona claramente os problemas advindos do vazamento de informações. "Pode ser que exista uma diretriz de segurança de informação que visa impedir vazamentos de detalhes que comprometem não só a instituição mas o destino de um processo que afeta de todas as maneiras a vida e os direitos de todos os brasileiros".

O diagnóstico é duro: "A análise que fazemos é que a estratégia adotada tem redundado em uma série de ações questionáveis que prejudicam a imagem e a reputação institucional". Prossegue o relato: "Não só na imprensa mas mesmo nos mais diversos círculos de convivência, a instituição tem sido ridicularizada e sua isenção questionada por certas declarações e imagens consideradas demagógicas e personalistas".

Na reportagem da Fórum, há um printscreen de conversas de Pilatti com jornalistas que têm sido beneficiados por vazamentos, demonstrando uma militância política inconcebível com quem comanda a comunicação na PGR.

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

Os desajustados

A Caixa inova: para a concessão de empréstimo destinado à compra de imóvel usado, o pretendente a conseguir a casa própria tem que entrar com 50% do preço pedido, e não mais 20%. É o primeiro ato notável de Miriam Belchior, petista de raiz, que saiu dos salões do Planalto para a presidência da Caixa. Justificativa da sua inovação: a medida objetiva estimular a compra de imóveis novos, logo, a construção.

Pode-se dizer que é um pretexto. Também se pode dizer que é inverdade. Ou dizer simplesmente: é mentira.

A medida faz parte do arrocho que os desarrochados do governo, com Dilma, chamam de ajuste fiscal. Mais um ato para desajustar a vida dos que começavam a tê-la um pouco menos injusta.

A publicidade vulgarizou o conhecimento de que a venda de imóveis novos é incentivada por melhores condições de pagamento, nem preço influi muito. Reduzir o número dos que comprariam imóvel usado, impondo-lhes uma exigência difícil, para o que interessa aqui é medida antissocial. Parte da política de jogar nos carentes o custo do "ajuste".

Nesse sentido, até que não é mau o título da nova campanha publicitária do governo Dilma: "Ajustar para avançar". A regra publicitária das frases curtas vetou o complemento um pouco extenso: "avançar em cima dos direitos antigos e conquistas recentes do povaréu".

O desemprego está na porta, os preços e outras manifestações da inflação crescente são óbvios para todos, direitos trabalhistas são atacados pelo governo — ainda vale a pena mentir? Isso só tem aumentado a desmoralização do governo e nada fez contra a descrença em Dilma.

Efeitos que Lula teve a oportunidade de perceber no evento de 1º de Maio da CUT. Com o baixo resultado da defesa que fez de Dilma e da conclamação para "dar a mão a ela que está em dificuldade", Lula sentiu que precisava mudar de rumo e de tom, para empolgar. Adotou a velha linha de "ir para a briga" se desafiado, de concorrer em 2018 se provocado, e por aí. Afinal, empolgou.

Dura é a vida dos petistas, dos quais cobram, Lula inclusive, o apoio ao que os usurpa e oprime, porque desta vez vem em nome do PT. Embora por comando do neoliberal Joaquim Levy — o que deveria ser mentira, mas é a verdade do governo.

Levinhas

Fernando Henrique no "Globo": "É preciso que a Justiça não se detenha antes que tudo seja posto às claras".

Mas só dos anos 2000 ou pode entrar naqueles silenciados 90?

Na Folha, do repórter Flávio Ferreira: "Delatores da Lava Jato não contam todo o prometido".

E o Ministério Público não quer saber, ou teria exigido e investigado, em vez de preferir o arquivamento conveniente a Aécio Neves.

De Joaquim Levy: "Enem, Pisa e outros índices de saúde pública são bons para saber se o gasto público está produzindo as mudanças que desejamos".

O principal plano de Levy é ficar muitos anos. Mas não é preciso tempo algum para saber a consequência do corte de bilhões da Educação e da Saúde.

Causas

Bem a propósito, o projeto da terceirização foi apresentado em causa própria. Então deputado, no início do governo Lula, Sandro Mabel propôs essa derrubada das garantias dos assalariados quando havia problemas na fábrica dos biscoitos Mabel, da qual se tornou dono por herança. Não faz muito, vendeu-a.

Passados mais de dez anos, o projeto foi desengavetado por Eduardo Cunha, que não fabrica biscoitos, mas tem uma voracidade insaciável.

Janio de Freitas
No fAlha
Leia Mais ►

Janot diz que há 'elementos muito fortes' para investigar Eduardo Cunha



Leia Mais ►