27 de abr de 2015

Eduardo Galeano — Günter Grass


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A hora é agora: 6ª feira, 1º de Maio de 2015

A mobilização contra o avanço conservador já não pode tardar. Nada é mais importante do que agigantar a força das manifestações neste 1º de Maio. A hora é agora

Uma semana antes deste 1º de Maio de 2015, 79% da bancada do PSDB na Câmara e uma proporção exatamente igual do PMDB votaram pelo desmonte dos direitos trabalhistas no Brasil. À petulância conservadora o PT respondeu com 100% dos votos em defesa da CLT; o mesmo fez o PSOL.

O cálculo do cientista André Singer encerra grave advertência e uma incontornável convocação.

O conservadorismo considera que é hora e há ‘clima’ para esfolar os assalariados brasileiros, sangrar a esquerda e colocar de joelhos os sindicatos. Um pouco como fez Margareth Tatcher contra os mineiros na emblemática greve de 1984.

Aécio, Cunha, Skaf, Paulinho ‘Boca’ e assemelhados sabem o que estão fazendo.

Rompido o lacre da regulação do trabalho, a ganância dos mercados reinará absoluta na dinâmica do desenvolvimento brasileiro, como aconteceu na ascensão do neoliberalismo com a derrota sindical inglesa de 1984.

A ordem unida da mídia, dos patrões, tucanos e pelegos em torno da agenda da terceirização condensa assim um divisor de época.

Só há uma resposta à altura para isso na História: a construção de uma frente ampla progressista, que comece por ocupar as ruas do Brasil nesta sexta-feira, para devolver ao 1º de Maio o seu sentido e aos democratas um instrumento capaz de reverter o golpe branco que tomou de assalto o país.

Muito do que acontecerá no Brasil nos próximos dias, meses e anos refletirá a abrangência dessa mobilização.

Inclua-se aí a rejeição da PL 4330, mas também o desfecho da espiral golpista travestida de faxina política de seletividade autoexplicativa (leia a análise de Najla Passos; e os editoriais de Joaquim Palhares e de Saul Leblon.)

Nada é mais importante do que agigantar a força das manifestações contra os coveiros da CLT e da democracia social neste 1º de Maio.

Informe-se junto ao seu sindicato, reúna os amigos, convide os colegas de trabalho.

Não cabe mais perguntar que horas são.

O tempo é de dar respostas — nas ruas.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Desenhando, para até o pessoal do complexo de vira-latas poder entender


A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinante é daquelas que quase dispensam legenda.

Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.

Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.

Deveria ser o que bastasse para entender que o Brasil é um país com destino próprio, não o de ser um satélite.

Como para ver onde estão nossas sinergias.

Repare, não disse ideologias.

Disse oportunidades.

Embora assim tão obvio, a elite brasileira não consegue enxergar.

Tem na cabeça que o Brasil deveria ser uma sub-Miami.

A burrice é uma coisa muito difícil de combater, porque prescinde de argumentos e sustenta verdades que ouviu de alguém e as repete.

Quem sabe assim, desenhando?

Fernando Brito
No Tijolaço
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Nota de pesar: morreu Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte

Perdemos na manhã desta segunda-feira Inês Etienne Romeu, aos 72 anos, a única militante revolucionária que sobreviveu à Casa da Morte, um dos principais centros de extermínio da ditadura militar, localizada em Petrópolis, no Rio de Janeiro. 

Inês foi uma mulher corajosa, atuou como líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), a mesma organização a qual pertenceram a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão.

Presa em 1971, Inês foi barbaramente torturada e submetida a toda sorte de barbaridade. Foi a última presa política libertada no Brasil e mesmo assim não cedeu. Foi ela que, em 1979, depois de quase uma década nas mãos dos mais cruéis algozes militares, denunciou com valentia os crimes ocorridos nos porões da ditadura e contou para o mundo o que aconteceu na Casa da Morte.

Com garra, Inês dedicou sua vida a esclarecer os crimes da ditadura e por isso recebeu o Prêmio de Diretos Humanos de 2009, na categoria Direito à Memória e à Verdade.

Inês sempre se mostrou solidária e presente na defesa do titular deste blog, o ex-ministro José Dirceu. Por isso e, principalmente, por toda sua história de vida e luta seremos sempre gratos e não a esqueceremos jamais.

Muito obrigado, companheira.

No Blog do Zé



Encontro de Inês Etienne com Mario Lodders em Petrópolis

Em fevereiro de 1981, a OAB-RJ organizou uma caravana à Petrópolis junto com Inês Etienne Romeu para reconhecimento da Casa da Morte. Diversos orgãos da imprensa cobriram o evento. Lá chegando Inês teve um encontro com Mario Lodders, então dono do imóvel cedido ao CIE para a instalação de um centro clandestino de torturas.





Audiência sobre a Casa da Morte de Petrópolis: Inês reconhece agentes da repressão

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A verdade é dura: Globo apoiou até a ditadura argentina


Na Copa de 1978, repórter da Globo cumprimenta o ditador Rafael Videla pelo “brilhante trabalho na Argentina”, em nome do diretor presidente das organizações

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Terceirização não pode significar perda de direitos trabalhistas, garante Dilma


A presidenta Dilma Rousseff disse que existe, no Brasil, uma “área cinzenta” na questão da terceirização de serviços que precisa ser regulamentada. “Agora, isso não pode significar perda de direitos trabalhistas e nem pode significar o não-pagamento de impostos”, alertou ela, durante entrevista coletiva durante a visita feita nesta segunda-feira (27), ao estado de Santa Catarina

“A terceirização tem de estar ancorada em duas exigências. De uma lado, o pagamento de impostos. Porque nós não podemos virar um país em que ninguém paga imposto. Porque você aceitará uma relação que eles chamam de ‘pejotização’, ou seja, transformar em pessoa jurídica todos os integrantes de uma empresa.”

Segundo a presidenta, isso seria negativo porque não haveria pagamentos de impostos, “principalmente de contribuições previdenciárias. Ou também, transformar em pejotização significa, por outro lado, a perda de direitos trabalhistas relevantes conquistados ao longo do tempo”.

Então, disse, o governo acha que tem de ter equilíbrio. “Reconhece a importância de ter uma legislação sobre terceirização e acha que tem de ter esse equilíbrio, que significa, sobretudo, que você não elimina a diferença entre atividades fins e atividades meio, para todas as atividades existentes em uma economia.”

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Uma história pela metade


Ouça aqui



Os 50 anos da TV Globo foram lembrados ao longo da semana que passou e celebrados no domingo (26/4), com uma festa para centenas de funcionários no Rio de Janeiro. As inserções de um quadro especial no Jornal Nacional, comandado pelo apresentador e editor William Bonner, serviram para apresentar em doses diárias um resumo da história da emissora, com destaque para alguns episódios controversos em que foi protagonista.

Na terça-feira (21/4), por exemplo, Bonner personificou o mea-culpa da Globo por haver tentado ocultar, em 1984, o comício que marcou, em São Paulo, a campanha pelas eleições diretas para presidente da República. A reportagem sobre a manifestação foi aberta, na ocasião, por Marcos Hummel, então âncora do Jornal Nacional, com o seguinte texto: “Um dia de festa em São Paulo. A cidade comemora seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé”. Quem estava lá sabia que aquele era um protesto contra a ditadura, pelas eleições diretas, realizado sob ameaça das forças de segurança — e não uma festa de aniversário.

No dia seguinte, foi a vez de tratar da manipulação que ajudou a eleger Fernando Collor de Mello na disputa contra Lula da Silva, na eleição presidencial de 1989. Na ocasião, a Globo concedeu um minuto e meio a mais para Collor, com um texto tendencioso no qual escondeu os melhores argumentos de Lula no debate da noite anterior e exibiu seu oponente como um estadista. Na revisão histórica da semana passada, tudo não passou de um erro de edição, e um compungido Bonner lamentou a “falta de equilíbrio” daquela cobertura.

Mas, fora do quadro mágico da tela, a verdade é que a história da emissora está recheada de atos de má-fé e manipulações.

Embora se possa dizer que a mais poderosa rede brasileira de televisão se tornou um pouco mais sutil em sua interpretação da realidade nacional, não há como fugir ao fato de que segue produzindo diariamente exemplos de um jornalismo tendencioso que ancora o conteúdo claramente partidário dos outros grandes veículos de comunicação.

O socorro do BNDES

Como o bicheiro que precisa comprar um título de comendador quando chega a maturidade, a Globo tem necessidade de corrigir, eventualmente, sua trajetória, para que a mão da História lhe seja leve. No entanto, essa espécie de autocrítica conduzida em tom de convescote ao longo da semana não tem peso e seriedade suficientes para um registro nos arquivos do jornalismo, digamos, mais sério.

Essa função foi cumprida, na sexta-feira (24/4), em uma longa entrevista concedida ao jornal Valor Econômico (ver aqui) pelos principais acionistas do Grupo Globo, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho, a uma dupla insuspeita de jornalistas, Matías Molina e Vera Brandimarte.

Além disso, o jornal que pertence ao Grupo Globo em parceria com o Grupo Folha também publica uma reportagem sobre bastidores da poderosa organização, com destaque para o processo de reestruturação financeira que evitou sua falência no começo deste século.

Matías Molina, veterano jornalista que ajudou a formar alguns dos melhores repórteres brasileiros de Economia nas últimas décadas, é autor do livro Os Melhores Jornais do Mundo e lançou recentemente o primeiro volume da trilogia História dos Jornais no Brasil. É com esse currículo que ele conduz a retrospectiva dos 50 anos da Globo no Valor.

Mas a leitura da entrevista decepciona em alguns aspectos: a história controvertida da maior potência da imprensa latino americana fica diluída em meio a uma conversa amena à qual faltou rigor crítico. As perguntas servem como alavancas para os irmãos Marinho amenizarem o papel decisivo da empresa em episódios polêmicos da história nacional.

Um de seus momentos mais importantes — o processo de recuperação financeira ocorrido entre 2002 e 2006 — passa quase em branco. Questionado sobre aquele período, quando a empresa teve que vender parte da rede, livrou-se do controle das operadoras Sky e Net e foi socorrida pelo BNDES, os entrevistadores se satisfazem com a resposta de Roberto Irineu Marinho, de que a situação foi resolvida “sem recursos do BNDES ou de bancos estatais”.

O socorro do BNDES ao Grupo Globo foi amplamente noticiado na época (ver aqui) e motivou até mesmo um pedido de audiência pública no Senado Federal (ver aqui) e até hoje segue sendo uma das chaves para se entender a relação entre a empresa e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seus dois mandatos.

Quem sabe nos próximos 50 anos essa história seja contada.

Luciano Martins Costa
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Luta na Mercedes reverte demissões

Com a vitória, categoria suspendeu a greve

Adonis Guerra
Em negociação com o Sindicato, a Mercedes cancelou as 500 demissões de trabalhadores anunciadas para a próxima segunda-feira, 4 de maio. A suspensão da greve foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia nesta segunda (27)

O layoff (suspensão temporária de contrato de trabalho) foi prorrogado até o dia 15 de junho e um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) ficará aberto até 15 de maio para todos os trabalhadores da empresa.

“Em 18 de maio já tem negociação marcada do Sindicato com a empresa para avaliar o resultado do PDV. Se o resultado reduzir e der conta de administrar o excedente, estará resolvido. Se não, haverá nova negociação e a mobilização será retomada com a mesma força e garra”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

Os trabalhadores na Mercedes entraram em greve por tempo indeterminado na última quarta-feira, dia 22, após a empresa ter feito o anúncio de demissão de 500 companheiros por meio de comunicado à imprensa.

“Os trabalhadores terem decretado a greve e o acampamento montado nas portarias da fábrica foram importantes para resistir e mostrar a nossa luta pelo emprego. O movimento deu condições de a empresa voltar a conversar com compromisso de discutir o que ela afirma ser excedente de forma negociada”, disse o vice-presidente do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva.

O Sindicato encaminhou ofícios ao governo federal na semana passada com pedido de urgência na adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e de outras medidas de estímulo à economia. “Nós vamos fazer pressão para que o governo apresente o PPE, que preserva o emprego em momentos de crise”, defendeu Aroaldo.

Além dos companheiros em layoff, a Mercedes afirma ter um excedente de 1.400 trabalhadores na fábrica.

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Concessões de rádio e TV poderiam entrar na fila de reformas no país

Já que se fala tanto em reformas — na política, tributária ou agrária —, na parte que nos toca não custa também propor uma ampla, geral e irrestrita reforma na outorga de concessões das emissoras de rádio e televisão.

Causa até repugnância verificar como este setor sempre se caracterizou por funcionar na base do empurrão ou favores políticos, sem legitimar os interesses dos bons serviços que deveria prestar. É uma área que ainda lembra o tempo dos velhos coronéis. E nunca se deu importância às reformulações reclamadas.

Só uma legislação atualizada terá condições de corrigir tais distorções, que só se arrastam e se acentuaram com o tempo. Os interesses em jogo, inclusive ou principalmente de ordem política, nunca deixam de prevalecer. É necessário que alguém com a devida autoridade tenha a dignidade de alterar este corrompido estado de coisas.

TV ou rádio, caracterizada como concessão, é uma benesse de propriedade do povo, que no fim é o grande e total prejudicado pelo nível de programação que essas emissoras colocam no ar.

Flávio Ricco
No Uol
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Mulher cai de prédio em Balneário Camboriú - SC — cenas fortes


O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (27), na rua 981, centro de Balneário Camboriú-SC.

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Haddad rebate Folha: “perdidos no espaço”


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou por meio de sua conta no Twitter querer privatizar o centro de convenções do Anhembi, conforme noticiou reportagem da Folha de S. Paulo nesta segunda-feira 27.

"Perdidos no espaço", criticou Haddad. Segundo a Folha, o prefeito pretende arrecadar R$ 1,5 bilhão com o aluguel do local. Haddad explicou que não pretende privatizar o espaço "nem arrecadar R$ 1,5 bi com aluguel mas modernizá-lo por PPP".



A reportagem da Folha traz uma informação atribuída ao secretário de Turismo e presidente da SPturis, Wilson Martins Poit, de que o modelo ideal para concessão ainda será objeto de estudo a partir de sugestões das próprias empresas e que "não está descartada a opção por uma PPP".

"Segundo Poit, não está descartada a opção por uma PPP (parceria público-privada), mas a hipótese que conta com maior simpatia é de uma sociedade nos moldes da privatização dos aeroportos brasileiros", diz trecho do texto.

No 247
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Como alguém tão tolo quanto Joaquim Barbosa pode ter chegado ao STF?

JB premiado pela Globo
Como alguém tão tolo quanto Joaquim Barbosa pode ter chegado ao STF?

Os tuítes que ele coloca esporadicamente em sua conta no twitter são um clássico da obtusidade desinformada.

Aqueles com os quais ele entusiasmadamente felicitou a Globo pelos 50 anos merecem ser embalsamados, como Lênin, para ser desfrutados eternamente pela humanidade quando as pessoas quiserem rir.

JB enxergou “avanços consistentes” na integração de negros no jornalismo na Globo.

Vejamos os negros e as negras da inclusão à Globo. São mesmo muitos, e confirmam a tese clássica de Ali Kamel – alguém aí falou em Nobel da Antropologia? —  de que não somos racistas.

Ei-los.

Carlos Schroeder, Merval, Ali Kamel, Míriam Leitão, Renata Vasconcellos, William Wack, Leilane Neibarth, Mônica Waldwogel, Jabor.

Etc etc.

Se você acrescentar os negros da CBN ficará impressionado. Max Gehringer, por exemplo. Sardenberg, também. Ou Mauro Halfeld.

É que como é rádio não vemos, só ouvimos as vozes. Mas a inclusão racial é formidável na CBN.

Se você for a uma redação da Globo terá a sensação de que está no vestiário de uma seleção de futebol africana.

Joaquim Barbosa enxergou também um formidável traço de união que a Globo trouxe ao Brasil ao chegar com seu sinal a todo o país.

Quer dizer: não foi uma rapinagem serial com concessões Brasil afora. Foi uma política generosa da Globo de nos unir sob o sotaque carioca dos Marinhos.

Obrigado, Globo amiga!

Joaquim Barbosa agradeceu a Globo por ter ouvido, quando moço, com “absoluto espanto”, o sotaque baiano de Caetano Veloso.

Quer dizer: sem a Globo não conheceríamos Caetano Veloso, e nem saberíamos que existe uma coisa chamada sotaque baiano no Brasil.

Talvez ele pudesse agradecer a Globo por apresentá-lo também ao sotaque de Liverpool dos Beatles.

Durante muitos anos a Globo veiculou essa lengalenga de que aproximou brasileiros. Mas nem ela mesma ousa repetir essa falácia mais.

Mas JB faz o serviço.

Em sua efusão global, JB terá alguma noção dos mortos e torturados graças à ação de pessoas como Roberto Marinho?

JB já leu algum livro sobre o assunto?

O que vi de JB no Mensalão me fez saber que jamais deveria esperar algo de interessante e inteligente dele.

Mas desta vez ele se superou. Ao se juntar ao carnaval autocongratulatória da Globo, ele mostrou que boçalidade e bajulação não conhecem limites.

Os Estados Unidos tiveram Muhamammad Ali. Nós temos Pelé.

Os Estados Unidos tiveram Malcom X. Nós temos JB.

Fica aqui a sugestão para que num dos próximos episódios dos 50 anos da Globo todos usem as máscaras de carnaval encalhadas de JB.

Paulo Nogueira
No DCM
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Coletivo Enecos descomemora os 50 anos


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Depois da Veja

Para completar o manjadíssimo ritual de migração para a direita, Marta Suplicy precisará, agora, de um espaço de comentários na CBN, como Jabor, e participar de convescotes ao lado de novos companheiros de mídia, como o blogueiro Josias de Souza, da Folha de S.Paulo.

Em 2010, o vigilante blogueiro dos Frias foi de grande sutileza com Marta e Dilma, damas de um domingo, segundo ele, de "notas vadias" e "notícias vagabundas". 

Mas isso foi em um tempo as duas eram inimigas do patrão.

Agora, só restou uma.


Leandro Fortes
No Esquerda Caviar
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Contra o silêncio de Dilma


A tribuna histórica do 1º de Maio representa uma chance rara para a presidenta condenar a terceirização e se reconciliar com os brasileiros que garantiram a reeleição e podem dar sustentação real a seu governo

A notícia de que Dilma Rousseff decidiu recolher-se a um silêncio obsequioso no 1º de Maio é preocupante.

Mais do que nunca, em 2015 ela deve uma palavra em defesa dos trabalhadores brasileiros.

A maioria da população, que precisa do salário e outras garantias para pagar as contas do fim do mês, encontra-se, desde o início do ano, sob uma ameaça angustiante sobre suas vidas e seu futuro.

Em curso no Congresso, o projeto de Lei 4330 ameaça arrombar as principais garantias trabalhistas previstas pela CLT, para permitir a contratação de todo tipo de empregado como terceirizado, mesmo aqueles que executam as atividades-fim numa empresa.

É um fato grave, que pode trazer prejuízos sérios e irreversíveis não só nos dias de hoje mas para as futuras gerações.

Eu acredito que Dilma deve manifestar-se sobre isso no 1º de Maio. Pela TV, numa entrevista, numa nota à imprensa, um depoimento a este blog, num comício, o que for.

E tenho certeza de que será um gesto positivo para seu governo.

O principal argumento para defender o silêncio presidencial parece esperto mas é errado.

Consiste em dizer que o governo encontra-se numa etapa delicada de reconstrução política após os lamentáveis tumultos e desencontros de toda natureza que marcaram a posse. Não seria conveniente, assim, uma manifestação capaz de gerar polêmica e criar obstáculos ao consenso político.

Ao se manifestar no 1º de maio, diz o raciocínio, a presidenta corre o risco de estimular a reação dos milhares de paneleiros que foram à rua nos dias anteriores aos protestos de 15 de março, que exibiam faixas que pediam impeachment e até golpe militar e que se tornaram mais silenciosos nas últimas semanas.

Eu acho uma visão perigosa. Primeiro, porque os adversários do governo não fazem silêncio por motivos cívicos mas porque o comando do PSDB se dividiu — ninguém sabe por quanto tempo — a respeito do impeachment.

Ao abandonar uma tradição política criada por Getúlio Vargas, padrinho do universo de resistência popular que levou Lula e Dilma ao Planalto, o saldo será entregar um espaço político fundamental — a rua — aos adversários. Sem luta e sem disputa.

Eu acho que o efeito político do silêncio pode ser oposto: elevar a confiança de quem está disposto a lutar de todas as maneiras para derrubar o governo. Outro efeito será aumentar o desânimo daqueles que dão apoio a Dilma, num dos patamares mais baixos da história.

O principal argumento favorável a uma manifestação de Dilma no 1º de maio é básico.

Permite abrir caminho para uma reconciliação com aquela imensa parcela de brasileiros que permitiu sua recondução ao Planalto, na campanha presidencial de 2014 e de lá para cá tem se mostrado distante do governo e até descontente.

Se não fizer isso, vamos combinar, seu governo terá chance zero de estabilidade política para tomar qualquer iniciativa política relevante pelos três anos e oito meses que tem pela frente.

No momento mais difícil da campanha, Dilma Rousseff assumiu o compromisso (“nem que a vaca tussa”) de defender os direitos dos trabalhadores de qualquer ameaça futura.

Fico me perguntando qual a teoria de psicanálise política permite ao governo acreditar que, menos de seis meses depois, ela poderia beneficiar–se pelo silêncio após um compromisso tão solene.

Por razões facilmente compreensíveis — trata-se de uma mudança que prejudica quatro em cinco assalariados — a causa contra o PL 4330 está se tornando um movimento popular e crescente. Não só ganha força no Senado, onde avalia-se que o projeto dificilmente será aprovado como saiu da Câmara, mas também entre lideranças sindicais.

Compromisso de campanha de Eduardo Cunha, o PL 4330 chegou a ser embrulhado, inicialmente numa versão benigna, a de que iria regulamentar os 12 milhões de trabalhadores já terceirizados e lhes dar garantias que hoje não possuem.

Descobriu-se, mais tarde, uma outra realidade. Caso venha a ser aprovado, o principal efeito do PL 4330 será colocar o emprego de 48 milhões de trabalhadores que hoje são contratados no quadro interno das empresas em situação de risco. Eles poderão ser substituídos por terceirizados, passando a receber salários 25% mais baixos para cumprir uma jornada de trabalho 3 horas mais longa. Conforme estimativa divulgada pelo jornal Valor Econômico, caso o PL 4330 venha a ser aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidenta, o número de terceirizados pode passar para 24 milhões apenas no primeiro ano da lei, podendo-se prever novas transferências de regime nos anos posteriores.

Não é preciso ser um crítico muito perspicaz do sistema capitalista para reconhecer um elemento básico de seu manual de funcionamento: as empresas buscam toda e qualquer oportunidade para abater seus custos e elevar seus lucros.

“É assim que a coisa funciona,” afirma Ricardo Patah, presidente da UGT, que abandononou o condomínio das entidades aliadas da terceirização, onde se encontrava inicialmente, para engajar-se no combate ao PL 4330, numa decisão que produziu uma mudança radical na relação de forças entre defensores e adversários da mudança no movimento sindical.

Com 1300 entidades filiadas, a UGT é a terceira maior central sindical do país. Ao colocar-se num movimento que a CUT lidera desde o início, isolou a Força Sindical na campanha pelo 4330.

Outro aspecto condenável do projeto de lei é seu caráter elitista. Ao liberar a contratação de funcionários de empresas diferentes para exercer múltiplas atividades no mesmo lugar, para um mesmo fim, a proposta irá transformar o local de trabalho num ambiente com privilegiados e excluídos.

Aqueles selecionados para integrar o quadro próprio formarão um núcleo especial com direito a ganhos e confortos na primeira classe, ao lado de uma massa com com direitos precários. Os prejuízos para movimentos de caráter reivindicatórios, nessa situação, serão óbvios e evidentes — dificultando a luta cotidiana por conquistas e pequenas melhorias no local de trabalho.

Não faltam boas razões para condenar um projeto como este, vamos combinar.

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O teste do 1° de Maio

Faz muito tempo que o 1º de Maio, originalmente Dia dos Trabalhadores, vem sendo esvaziado de conteúdo. A começar do nome. Virou "Dia do Trabalho", como a celebrar uma unidade social fictícia, sobretudo em países como o Brasil.

A desidratação nem sempre deu certo, a depender da conjuntura. Nos últimos anos, porém, a coisa tem pendido mais para piqueniques e sorteios do que para manifestações reivindicativas. Não que estas tenham deixado de existir. A culpa é de um movimento sindical perigosamente adaptado a conveniências do poder e soluções palacianas.

Em 2015 a conversa pode ser outra. Os ataques a direitos trabalhistas encontram-se num ponto de fervura. Medidas como o projeto de lei da terceirização ameaçam conquistas históricas; o ajuste fiscal de Levy bate de frente com as necessidades de qualquer trabalhador — empregado ou desempregado.

Verdade que o PL 4330 passou em duas votações da Câmara. Mas foram instantes bem diferentes. No primeiro, massacre no placar — 324 a 137. Já no segundo turno, a vantagem encolheu para míseros 27 votos.

Pesou nisso uma grita geral por parte de sindicatos, movimentos sociais e setores da cúpula da Justiça do Trabalho. Um dos veredictos mais contundentes veio de Patrícia Ramos, presidente da associação dos magistrados da área em SP. Para ela, o projeto cria "carcaças de empresas", em que o "empregado continuará com as mesmas obrigações; em contrapartida, seus direitos serão reduzidos". Simples assim.

Juntando as querelas entre Eduardo Cunha e Renan Calheiros, mais o bate-cabeça dos tucanos em torno de um impeachment nefelibata, o quadro mostra-se favorável a uma nova hibernação do projeto. Ilusório dispensar, contudo, o fator decisivo da pressão popular. A tramitação até agora provou a existência de vida fora do parlamento e seu "Cunha party".

O 1° de Maio será um teste importante. Alguns já escolheram o lado, entre eles Paulinho da Força. Entusiasta da terceirização, transformou a central que comanda em guichê secundário da Fiesp. Um papelão. Seu partido, o Solidariedade, é uma caricatura mesmo nas trapalhadas. Um de seus ex-deputados, Luiz Argôlo, acaba de dar sua contribuição ao vocabulário dos escândalos com a farra do Transbaião — desvio de dinheiro público para promover festas juninas.

É o caso de saber como ficará o PT nesta história toda. Enrolado com a Lava Jato e a aplicação de medidas econômicas impopulares, o governo Dilma dá sinais de que vai travar o projeto. Detalhe: só sinais por enquanto. Já os petistas têm ensaiado uma reação pela sobrevivência da legenda. Será didático observar como o partido resolverá a equação de, numa faixa defender direitos trabalhistas históricos e, na outra, um programa de arrocho econômico. O muro já tem dono faz tempo.

Mãos que não se lavam

Não cabe dúvida: o PT tem pesadas contas a ajustar no escândalo da Petrobras, assim como multiplicam-se evidências de que muitas das práticas do partido exibem impressões digitais antigas. Em seu périplo de entrevistas, FHC acusa os petistas de achar que o Brasil nasceu com eles. Há que dar ao ex-presidente alguma razão: a manchete da Folha deste domingo e depoimentos da Lava Jato testemunham que certas coisas começaram muito antes, e deixaram penas pelo caminho.

Ricardo Melo
No fAlha
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Sérgio Porto # 208


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Globo é escrachada no RJ

Na orla de Copacabana - RJ existe um quiosque da Rede Globo e a emissora divulgou que iria ocorrer, durante todo o dia de seu aniversário, apresentações de artistas em evento aberto ao público.

O Grupo Teatral Zelotes, acompanhado de amig@s, chegou diante do quiosque da Globo por volta das 15h.

Foi com surpresa que se verificou a pouca presença de público.

Logo no início da noite, por volta das 19h, fomos para a porta do Hotel Copacabana Palace onde iria ocorrer um jantar reservado para convidados VIP's da Globo. Lá chegando encontramos outro grupo de manifestantes com alguns cartazes.

Um grande contingente de policiais estava guardando a portaria do hotel e seu entorno.

Os manifestantes panfletaram e organizaram um velório simbólico da Globo.

Várias pessoas que passavam pelo calçadão de Copacabana fizeram registro fotográfico da animada manifestação.

Por volta das 21h encerrou-se o escracho.

Todos os manifestantes saíram felizes pois soube-se que a Globo, por algum "motivo", desistiu do tal jantar VIP.

fotos da descomemoração 26 04

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