23 de abr de 2015

João Auler, o executivo da Lava Jato que pode esclarecer propinas ao PSDB e Aécio

Alberto Youssef disse na Lava Jato que José Janene, em 2002, foi cobrar propina da Camargo Corrêa, sem sucesso. João Auler, executivo da empresa, teria dito que o PSDB chegou primeiro. Auler poderia esclarecer a acusação de que Aécio teria influência em Furnas


Está sob custódia da Polícia Federal em Curitiba, desde novembro de 2014, uma das figuras citadas na delação premiada do doleiro Alberto Youssef que implicou o PSDB e o senador Aécio Neves no suposto esquema de pagamento de propina montado em Furnas, ainda na década de 1990. Trata-se de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da Construções e Comércio Camargo Corrêa.

Segundo Youssef, João Auler foi seu principal contato na Camargo Corrêa durante alguns anos. Depois, foi substituído pelo vice-presidente da empresa, Eduardo Leite. Quem acompanhou as negociações feitas diretamente com o Auler, no final da gestão FHC, foi o ex-deputado federal José Janene, do PP, morto em 2010.

No pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar investigação contra Aécio na Lava Jato (petição 5283, em anexo), Youssef explica que Janene tinha influência sobre uma diretoria de Furnas, onde ocorria pagamento de vantagens indevidas por empresas que obtinham contratos com a estatal de energia mineira. Caso da Camargo Corrêa. O próprio Janene, muito próximo de Youssef, teria dito ao doleiro que dividia o balcão com o PSDB.

À época, o doleiro também ouviu de Janene e outras fontes que o então deputado mineiro Aécio era beneficiário do esquema, e a operadora do tucano seria a própria irmã. Youssef não soube prover mais detalhes, e a PGR entendeu que não havia indícios suficientes para sustentar um inquérito contra o senador e o PSDB. 

Em reunião com deputados mineiros que insistem na abertura de investigação sobre o caso Furnas, Janot também teria dito, segundo Padre João (PT), que o falecimento de Janene era outro obstáculo à averiguação da denúncia contra os tucanos. A PGR, ao que tudo indica, desconsiderou ouvir outros nomes citados pelo doleiro na Lava Jato. João Auler, por exemplo.

Segundo Youssef, em 2002, Janene decidiu cobrar da Camargo Corrêa cerca de R$ 4 milhões em propina destinados ao PP. O doleiro acompanhou o momento em que João Auler (grafado de maneira errada na petição) teriam informado a ambos que um agente do PSDB teria retirado o montante primeiro.


Segundo as investigações da Lava Jato, o elo entre Youssef e a Camargo Corrêa era o sócio do doleiro, João Procópio de Almeida Prado, concunhado de João Auler. Ele apareceu na mídia após a Polícia Federal apreender uma lista de sua autoria que indica que Youssef também fez negócios com empresas que atuam em obras do setor elétrico. Mas sem destaque para Furnas, embora Youssef tenha dito que operou o esquema para empresários ao menos entre 1994 e 2001.

A defesa de João Auler, na tentativa de revogar sua prisão preventiva, usou trechos das delações de Augusto Mendonça Neto (Toyo) e Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) para sustentar que ele teria atuado no cartel apenas até 2006.

Apesar de ter condições de ratificar ou desmentir o que Youssef disse sobre Aécio, João Auler, que tem 40 anos de Camargo Corrêa, foi orientado pela defesa a falar muito pouco ou quase nada do que sabe na Lava Jato. 

Em fevereiro, Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa e o vice Eduardo Leite assinaram acordo de delação premiada com as autoridades da Lava Jato. João Auler resiste. Seus advogados esperam levantar provas robustas de que a acusação contra o empresário — e a própria Operação Lava Jato - tem tantos pontos frágeis que acabará sendo anulada.

Arquivo

Cíntia Alves
No GGN
Leia Mais ►

Nuvem escura no horizonte

Ouça aqui



O Estado de S. Paulo reproduz, na edição de quinta-feira (23/4), reportagem da revista inglesa The Economist sobre as perspectivas de crescimento da computação em nuvem. O tema central é a queda progressiva dos preços de armazenamento de dados, ao mesmo tempo em que cresce exponencialmente a capacidade e a operacionalidade desses sistemas. Um olhar no horizonte mostra que a gestão de redes de computadores remotos é um dos setores da tecnologia que mais crescem, junto com a comunicação móvel.

O que isso tem a ver com a imprensa como a conhecemos?

Tem tudo a ver, em pelo menos dois pontos cruciais: primeiro, o tráfego instantâneo de informações numa rede complexa de computadores manda para o arquivo morto os sistemas centralizados de gestão que caracterizam as empresas de mídia noticiosa; segundo, o sistema transforma o núcleo da atividade jornalística em mercadoria que pode ser servida por qualquer tipo de empresa que possua os programas de gestão remota de dados.

Um olhar para o horizonte próximo mostra que será necessário trocar grande parte dos programas utilizados na coleta, edição e publicização de material jornalístico, porque a maioria dos sistemas multiplataforma foi construída com a lógica da mídia impressa.

Não é tarefa simples adequar esses conjuntos de softwares para gerenciar textos, imagens e sons de maneira integrada entre unidades computacionais localizadas em várias partes do planeta. Há quem diga que esse salto tecnológico equivale ao processo de troca dos sistemas de mainframes pelas redes de computadores pessoais, que gerou altos custos e grande endividamento nas empresas jornalísticas na década de 1990.

No Brasil, onde as corporações de mídia enfrentam dificuldades financeiras e se veem obrigadas a cortar empregos às dezenas, esse desafio só poderá ser enfrentado com o suporte do Estado — e aí o leitor atento pode imaginar o quanto ajudaria ter em Brasília um governo disposto a abrir os cofres do Tesouro, como aconteceu em passado recente.

Parece, portanto, haver uma conexão entre a crise financeira das grandes empresas de comunicação, a perspectiva de aumento dos custos devido a uma acelerada mudança na tecnologia de informação e comunicação, e certo esforço que fazem os jornais para substituir os inquilinos do Palácio do Planalto antes da próxima eleição presidencial regulamentar.

Demissões em massa

O contexto diz que jornalistas serão sempre essenciais, mas empresas jornalísticas do tipo que conhecemos se tornam obsoletas. Como se sabe, o setor vem sendo obrigado a reduzir severamente os postos de trabalho: no dia 6 de janeiro, houve mais de 30 demissões em jornais do interior paulista, cinco das quais na sucursal da Folha de S. Paulo em Ribeirão Preto, que foi fechada; nos dois dias seguintes, o Estado de Minas demitiu mais de uma dezena de jornalistas e o Globo cortou uma centena de funcionários, entre os quais 30 jornalistas; em março, a TV Bandeirantes mandou embora 30 profissionais; e neste mês de abril o Estado de S. Paulo cortou 100 postos de trabalho, o SBT demitiu 40 e a Folha começou um corte que, segundo o Sindicato dos Jornalistas, já passou de 50.

Esse cenário tecnológico precisa ser compreendido no contexto mais amplo do mercado, onde também não há boas notícias para a mídia tradicional. Na primeira semana deste mês, a revista Meio e Mensagem publicou entrevista (ver aqui) do britânico Miles Young, presidente mundial da rede Ogilvy, que pertence à WPP, o maior conglomerado de publicidade e comunicação do planeta, na qual ele anunciava uma mudança radical no negócio: as antigas agências de propaganda estão se transformando em produtoras de conteúdo, ou publishers, e começam a contratar jornalistas.

Na mesma quinta-feira (23), a Folha de S. Paulo publica entrevista na qual o sorridente diretor de negócios da TV Globo, Willy Haas, diz que a emissora ainda acredita na força da propaganda, motor da TV aberta, apesar da crescente concorrência de outras telas, como as do computador, dos tablets e dos smartphones, além do crescimento dos serviços de vídeo sob demanda, como o Netflix. Ao comemorar seus 50 anos de existência, afirmou, a emissora considera que precisa inovar para concorrer com as novas mídias.

Acontece que, embora se beneficie com 40% do bolo publicitário da TV no Brasil, tendo faturado em 2014 a montanha de R$ 16,2 bilhões, com um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões, a Globo não está imune às dificuldades que se avolumam.

Um exemplo: como lembra o jornalista Adalberto Marcondes, o que aconteceria se mudassem as regras que beneficiam a mídia, com uma separação clara entre jornalismo e entretenimento?

Luciano Martins Costa
Leia Mais ►

"Apenas" 9 empresas formavam cartel na Petrobras na gestão FHC - Podemos tirar, se achar melhor


O empresário Augusto Mendonça Neto, presidente da Setal Engenharia, uma das companhias envolvidas na Operação Lava Jato, disse à CPI da Petrobras, nesta quinta-feira (23), que "apenas nove empresas" formavam cartel para obter contratos com a estatal em 1997. Porém, a partir de 2003, "quando a Petrobras retomou seus investimentos" e após a chegada de Paulo Roberto Costa e Renato Duque à companhia de petróleo, é que o leque de empresas foi ampliado e o pagamento de vantagens indevidas, institucionalizado. “O grupo ganhou efetividade com a relação dos dois diretores", disse o executivo. As informações são da Agência Câmara.

Segundo a Polícia Federal, participavam como membros principais desse “clube” de empresas Galvão Engenharia, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK e OAS. Apesar de Mendonça não ser o primeiro delator da Lava Jato a afirmar que a corrupção na Petrobras começou no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a Força-Tarefa da Lava Jato concentra a investigação nos fatos ocorridos a partir de 2004.

Mendonça disse que começou a pagar propina depois de ter sido procurado pelo ex-deputado José Janene. “Ele me procurou exigindo o pagamento de comissão relacionada à Diretoria de Abastecimento”, disse, se referindo ao setor liderado por Paulo Roberto Costa. "Ele disse que não seguíssemos essa orientação, seríamos duramente penalizados. Se não contribuíssemos, teríamos prejuízos no cumprimento dos contratos", acrescentou. 

As empresas do grupo de Mendonça foram contratadas para realizar obras nas refinarias Presidente Vargas, no Paraná, e Paulínia, em São Paulo.

Mendonça, no entanto, defendeu os procedimentos internos da Petrobras. Ao responder pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), a respeito da lisura dos procedimentos internos da estatal, o empresário afirmou que, durante todos os anos em que se relacionou com a Petrobras, só soube de corrupção e pedido de propina por parte de Costa, Duque e Barusco. Só a este último, o empresário afirmou ter pago entre R$ 50 e 60 milhões de propina, entre 2008 e 2011.

“Estamos assistindo hoje a Petrobras ser massacrada pela mídia e pela opinião pública, como se fosse uma companhia de segunda categoria, repleta de corruptos. Mas é exatamente o inverso. O único contato que tive com corrupção foi com essas pessoas, nesse período. Antes disso nunca soube de nada”, afirmou.

Lucro das empresas

Seguindo a linha do depoimento de Pauloo Roberto Costa, Mendonça afirmou que a propina paga a diretores da estatal saía da margem de lucro das empresas e não de superfaturamento das obras. Segundo ele, a Comissão de Licitação da Petrobras recebia ao mesmo tempo as propostas das empresas interessadas em determinado contrato e a avaliação de custo feita pela própria estatal. “Tinha um setor da Petrobras encarregado de estimar os custos e isso era muito bem feito, como fariam as melhores empresas de engenharia”, explicou.

Mendonça disse que havia uma faixa de preços que as empresas podiam apresentar para ter a chance de ser contratadas. A proposta das empresas tinha que estar na faixa entre 15% abaixo e 20% acima do custo de referência apresentado pela própria Petrobras. “Não havia como ter superfaturamento."

Doações eleitorais

Mendonça afirmou que fez doações ao PT a pedido de Paulo Roberto Costa. Quando questionado sobre as "vantagens indevidas" que teria recebido do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para fazer essas doações, o empresário afirmou que nunca recebeu nada de Vaccari. Em seguida, Mendonça se negou a citar outros partidos além do PT que receberam doações de suas empresas. 

Próximos passos

Na sexta-feira (24), uma comissão de sete deputados que formam a CPI vai a Curitiba se encontrar com o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, onde correm os inquéritos da Lava Jato que não envolvem políticos. Os parlamentares querem documentos em poder da Justiça que podem ajudar as investigações.

Os deputados também vão combinar com o juiz como e onde serão tomados os depoimentos das 19 pessoas presas em Curitiba acusadas de envolvimento em pagamento de propina e formação de cartel na Petrobras. Entre os presos que a CPI pretende ouvir na capital paranaense estão o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do esquema.

Cíntia Alves
No GGN



Delator confirma Gabrielli

“Generalizada” em dois diretores

No G1

Corrupção só era ‘generalizada’ em áreas de Costa e Duque, diz delator

Augusto Mendonça presta depoimento nesta quinta (23) à CPI da Petrobras.
Ex-gerente da estatal havia dito que corrupção era generalizada na empresa.

Um dos delatores da Operação Lava Jato, o ex-dirigente da Toyo Setal Augusto Mendonça Neto afirmou nesta quinta-feira (23) à CPI da Petrobras que a corrupção na estatal só era “generalizada” em contratos firmados pelas diretorias de Refino e Abastecimento e de Serviços, comandadas, à época, por Paulo Roberto Costa e Renato Duque, respectivamente. Mendonça destacou à comissão que não tem conhecimento de irregularidades em outras áreas da petroleira.

(…)



Em tempo: Em entrevista ao Conversa Afiada, no mês de fevereiro, o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, esclareceu como se dava a ilegalidade cometida pelo diretor de Abastecimento, Paulo Roberto, e o gerente de Engenharia Pedro Barusco.

De acordo com ele, a operação envolvia o empreiteiro, o fornecedor do empreiteiro e o doleiro. “Então, é impossível no sistema da Petrobras se perceber isso”.

Assista a íntegra aqui:


Leia Mais ►

Greve geral para barrar a terceirização - Confira quem votou a favor

Numa votação mais tensa e apertada — 230 votos favoráveis, 203 contrários e quatro abstenções —, a Câmara Federal aprovou na noite desta quarta-feira (22) o projeto de lei que amplia a terceirização para as chamadas atividades-fim. Com isto, os “nobres deputados” confirmaram a imposição do maior retrocesso trabalhista da história do país, decretando o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CPI) — “a volta da escravidão”. A batalha, porém, não está terminada. A mobilização dos últimos dias fez muitos parlamentares recuarem no seu voto, temendo serem rotulados de “traidores do trabalhador”. Agora, as centrais sindicais já falam em convocar uma greve geral contra este golpe. A luta de classes, que muitos imaginavam que não existia mais, volta à tona com força.

A segunda votação do projeto foi uma sucessão de rasteiras. O lobista Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, atropelou o regimento interno para garantir a aprovação da terceirização em todas as atividades. O governo federal, as bancadas de esquerda no Congresso e integrantes da Justiça do Trabalho ainda tentaram negociar alterações no projeto, mas o “peemedebista rebelde” — bancado pelos patrões — esbanjou novamente a sua truculência. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) acusou o presidente da Câmara de fazer "manobra regimental para impedir a transparência do voto dos parlamentares”.

O golpe desta quarta-feira ainda resultou na piora do projeto. Pelo aprovado, a empresa contratante não será mais responsável pelos crimes cometidos pela terceirizada. Também houve mudança na chamada “quarentena”, reduzindo o tempo (de 24 para 12 meses) entre a demissão do trabalhador registrado pela CLT e a admissão do terceirizado. O projeto agora segue para votação no Senado. Apesar do presidente da Casa, Renan Calheiros, já ter afirmado que é contra a “terceirização ampla, geral e irrestrita”, a pressão do lobby patronal será ainda mais intensa. Caso o Senado altere o projeto, ele retorna para a Câmara dos Deputados. Também existe a possibilidade da presidenta Dilma Rousseff vetar a íntegra ou partes do projeto de lei.

Todas estas alternativas, porém, dependem do aumento da pressão dos trabalhadores. Na semana passada, protestos massivos ocorreram em várias cidades. Os retratos dos “traidores do trabalhador” foram estampados em inúmeras localidades — inclusive nos aeroportos — como forma de denunciar os deputados favoráveis à barbárie da terceirização. Nas redes sociais, a denúncia deste projeto foi o grande destaque dos últimos dias. A forte mobilização acuou muitos parlamentares, que mudaram seu voto. A aprovação do projeto em segunda votação só ocorreu devido à bilionária campanha das entidades patronais, em especial da nefasta Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Muita grana — e promessa de grana — circulou no parlamento nas últimas horas.

Enquanto as bancadas da esquerda (PT, PCdoB e PSOL) votaram em bloco contra a terceirização, os partidos da direita fizeram de tudo para conter possíveis debandadas. Segundo relato esclarecedor da revista Época — que pertence à famiglia Marinho e explicitou o seu apoio ao projeto de lei —, “o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), convenceu um grupo de 20 deputados tucanos a votar a favor do projeto de lei da terceirização. Eles queriam derrubar a proposta”. Confira abaixo como votou cada partido e cada parlamentar — e guarde bem estes nomes para não ser mais ludibriado:

Orientação por bancada:

PMDB /PP/PTB/PSC/PHS/PEN: Sim
PT: Não
PSDB: Sim
PRB/PTN/PMN/PRP/PSDC/PRTB/PTC/PSL/PTDOB: Não
PSD: Liberado
PR: Liberado
PSB: Não
DEM: Sim
PDT: Não
Solidariedade: Sim
PCdoB: Não
PROS: Não
PPS: Sim
PV: Não
PSOL: Não
Minoria: Sim
Liderança do Governo: Não

Votos nominais:

Parlamentar – Unidade da Federação - Voto

DEM

Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Eli Côrrea Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Não
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Não
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Moroni Torgan CE Não
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Não
Total DEM: 16

PCdoB

Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Não
Chico Lopes CE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não
Total PCdoB: 13

PDT

Abel Mesquita Jr. RR Não
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dagoberto MS Não
Damião Feliciano PB Não
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Não
Giovani Cherini RS Não
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Não
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Não
Roberto Góes AP Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 19

PEN

André Fufuca MA Sim
Junior Marreca MA Não
Total PEN: 2

PHS

Adail Carneiro CE Não
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Sim
Marcelo Aro MG Sim
Total PHS: 4

PMDB

Alberto Filho MA Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Não
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Não
Hildo Rocha MA Não
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Não
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Sim
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Não
Laudivio Carvalho MG Não
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Sim
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Não
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Osmar Terra RS Não
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Não
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Não
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Simone Morgado PA Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Não
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim
Total PMDB: 62

PMN

Antônio Jácome RN Não
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Não
Total PMN: 3

PP

Afonso Hamm RS Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Sim
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
José Otávio Germano RS Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Não
Odelmo Leão MG Sim
Renato Molling RS Sim
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Sim
Total PP: 31

PPS

Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Sim
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Não
Marcos Abrão GO Sim
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Sandro Alex PR Sim
Total PPS: 11

PR

Alfredo Nascimento AM Não
Altineu Côrtes RJ Sim
Anderson Ferreira PE Não
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Não
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Não
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Não
Laerte Bessa DF Sim
Lincoln Portela MG Não
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Abstenção
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Não
Tiririca SP Não
Wellington Roberto PB Não
Zenaide Maia RN Não
Total PR: 29

PRB

Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Não
Beto Mansur SP Sim
Celso Russomanno SP Não
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Não
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Abstenção
Jony Marcos SE Não
Marcelo Squassoni SP Sim
Ronaldo Martins CE Abstenção
Sérgio Reis SP Não
Total PRB: 12

PROS

Ademir Camilo MG Não
Antonio Balhmann CE Sim
Beto Salame PA Não
Domingos Neto CE Não
Dr. Jorge Silva ES Não
Givaldo Carimbão AL Não
Leônidas Cristino CE Não
Miro Teixeira RJ Não
Rafael Motta RN Não
Ronaldo Fonseca DF Sim
Valtenir Pereira MT Não
Total PROS: 11

PRP

Alexandre Valle RJ Não
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Total PRP: 2

PRTB

Cícero Almeida AL Não
Total PRTB: 1

PSB

Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Não
Bebeto BA Não
César Messias AC Sim
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Janete Capiberibe AP Não
João Fernando Coutinho PE Não
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Sim
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Sim
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Sim
Luiza Erundina SP Não
Maria Helena RR Não
Paulo Foletto ES Sim
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Não
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Vicentinho Júnior TO Sim
Total PSB: 29

PSC

Andre Moura SE Sim
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Erivelton Santana BA Não
Irmão Lazaro BA Não
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Não
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim
Total PSC: 10

PSD

Alexandre Serfiotis RJ Não
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Não
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Sim
Fernando Torres BA Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
Júlio Cesar PI Não
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Não
Rogério Rosso DF Abstenção
Rômulo Gouveia PB Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 28

PSDB

Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Não
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Araújo PE Sim
Bruno Covas SP Sim
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Não
Delegado Waldir GO Não
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Fábio Sousa GO Sim
Geovania de Sá SC Não
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci DF Sim
João Castelo MA Sim
Lobbe Neto SP Não
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Não
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Não
Rocha AC Não
Rogério Marinho RN Sim
Samuel Moreira SP Sim
Shéridan RR Sim
Silvio Torres SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 43

PSDC

Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2

PSOL

Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 5

PT

Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fabiano Horta RJ Não
Fernando Marroni RS Não
Gabriel Guimarães MG Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
João Daniel SE Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Não
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Reginaldo Lopes MG Não
Rubens Otoni GO Não
Ságuas Moraes MT Não
Sibá Machado AC Não
Valmir Assunção BA Não

Altamiro Borges
Leia Mais ►

Políticos envolvidos em extorsão, prostituição e pedofilia em Campo Grande - MS

Inquérito tem vídeos de sexo e encontro de adolescentes com políticos

Menores revelaram encontros com Alceu e Sérgio Assis

Vereador Alceu Bueno (PSL) e
ex-deputado federal Sérgio Assis (PSB)
Inquérito que investiga escândalo de prostituição de adolescentes em Campo Grande revela que a polícia encontrou imagens de duas menores, ambas de 15 anos, fazendo sexo com políticos. Segundo inquérito, aberto pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto, durante investigação a polícia encontrou vídeo de sexo das menores com o vereador Alceu Bueno (PSL), que representa segmento evangélico, e com o ex-deputado federal e ex-presidente do PSB, Sérgio Assis.

Tudo começou com um boletim de ocorrência registrado pela mãe de uma das menores no município de Coxim. Ela afirmou que a filha havia fugido de casa no dia 13 de março, levando consigo apenas uma mochila. A garota foi encontrada no dia 23 de março, na casa de Fabiano Viana Otero, com outra menor, também de 15 anos.

Fabiano e a menor disseram ao delegado que a outra adolescente foi encontrada perambulando pelas imediações da rodoviária. A jovem que fugiu de Coxim foi entregue para a mãe e Fabiano liberado, mas a outra adolescente contou detalhes do esquema de prostituição a uma conselheira tutelar.

A jovem revelou que Fabiano, também chamado de Fábio, conseguia clientes que pagavam quantias altas em dinheiro em troca de serviços sexuais. Foi a menor que contou à conselheira que saiu com o vereador Alceu Bueno no fim de semana dos dias 21 e 22 de março. Segundo a adolescente, ela foi levada até o encontro com o vereador por Fabiano e Luciano Pageu, preso em flagrante por extorsão na quinta-feira (17).

Segundo depoimento, durante encontro as jovens levaram uma câmera escondida em um controle remoto de abrir garagem para filmar a relação com o vereador e, posteriormente, extorqui-lo para conseguir dinheiro, que também seria dividido com elas.

Sérgio Assis

Após depoimento, a polícia se dirigiu a casa de Fabiano e encontrou três cartões de memória micro SD. Em um dos cartões foram identificadas imagens da adolescente se encontrando com um indivíduo conduzindo uma Hilux, que estava registrada no nome do ex-deputado Sérgio Assis. As imagens mostraram a menor ingressando em um motel “onde a mesma mantém relações sexuais com um indivíduo masculino com características idênticas a Sérgio Pereira de Assis se comparada a fotografia extraída do Sigo”, diz parte do inquérito.

No dia 1º de abril a adolescente foi até a delegacia, onde confirmou que Fabiano arquitetou os programas e a extorsão ao vereador. As menores revelaram aos policiais que saíram com Alceu em duas oportunidades, munidas com a câmera, para depois extorqui-lo.

O primo de uma das adolescentes tomou conhecimento da situação porque viu conversas dela com outra prima, de Costa Rica. Ela estava convidando a prima para vir a Campo Grande. Segundo o primo, a menor não considerava as saídas como prostituição, porque entrava em contato com pessoas importantes para que elas saíssem com eles e filmassem, para depois extorqui-los. Segundo a adolescente, Fabiano prometeu para elas que em duas semanas, já milionários, eles se mudariam para São Paulo.

O primo da jovem entregou um micro SD com imagens de Alceu Bueno para o delegado. A menor disse ao primo que não sabia onde estava outro cartão, que segundo a polícia, é o encontrado na casa de Fabiano, com imagens de Sérgio Assis.

O começo

Uma das menores disse à polícia que veio de Coxim após contato com uma mulher identificada como Magda. Segundo depoimento, Magda prometeu à menina que ganharia R$ 100 mil para sair com um homem, mas que teria que dividir os R$ 50 mil com Fabiano.

Segundo a menor, após contato por telefone com Magda, feito com aparelho da mãe, visto que estava sem celular por conta de um castigo, pegou o telefone de Fabiano, que teria pedido que lhe enviasse foto nua. Segundo a jovem, Fabiano gostou do perfil dela e chegou a enviar um aparelho celular por meio de outra mulher, passando a manter contato por este número.

Segundo a garota, quando chegou em Campo Grande, Fábio adicionou vários telefones de políticos no aparelho e passou, ele mesmo, a fazer contato com as pessoas públicas, marcando os encontros. A menor conta em depoimento que Fábio disse se tratar de um vereador e de um deputado federal que tinha quatro fazendas.

Segundo a menor, durante nove dias Fábio se passou por elas em conversas com o vereador e com o ex-deputado, como se tivesse namorando e dando a entender que era “pobrezinha e inocente”. Ela disse que o primeiro encontro com Assis foi marcado pelo próprio Fábio, que também a levou até o ponto de ônibus onde pegou carona.

A adolescente disse que filmou toda a relação com o ex-deputado com a câmera fornecida por Fábio e Luciano e depois foi deixada no mesmo ponto de ônibus, onde recebeu R$ 500 de Assis. Segundo a adolescente, na ocasião o ex-deputado deu R$ 500 a ela dizendo que era apenas um presente, visto que não gostava de pagar mulher.

Em depoimento a menina diz que foi com Fábio até a casa da outra adolescente, onde tiraram fotos de roupas íntimas para serem enviadas ao vereador. Se passando por uma das menores, Fábio marcou encontro com Alceu, que segundo a menor, as pegou com uma Land Rover em um ponto em frente do Terminal Morenão, levando-as, posteriormente, a um motel.

Segundo depoimento de uma das menores uma das filmagens não ficou boa porque o vereador não deixou acender a luz, dizendo que tinha vergonha porque era muito gordo. Durante declaração a polícia elas contaram ainda que reclamaram do fato de não terem recebido nenhum dinheiro de Alceu e que Fábio conseguiu programa para elas com um medido, de quem teriam recebido R$ 300, que não foi dividido com ele. O nome do médico não foi revelado.

O Caso

O ex-vereador Robson Martins e o empresário Luciano Pageu foram presos em flagrante, no estacionamento de um supermercado da Capital, na tarde de quinta-feira (17), ao extorquirem o parlamentar.



Na ocasião da prisão, o vereador Alceu Bueno entregava R$ 15 mil, em dinheiro, à dupla, uma espécie de segunda parcela — a primeira foi de R$ 100 mil — para evitar que supostos conteúdos comprometedores, incluindo fotos e conversas por mensagens de celular, relativos ao envolvimento dele com adolescentes. Estas, pelo menos, são informações que constam no material policial enviado à Justiça após as prisões. O delegado Paulo Loretto ainda não se pronunciou e prometeu falar com a imprensa apenas na próxima quarta-feira.

Vereador interrompeu programa para ir à igreja, diz depoimento

Em depoimento a polícia, uma das menores de 15 anos revelou detalhes dos dois encontros com o vereador Alceu Bueno (PSL), em Campo Grande. Os depoimentos revelam coisas nada agradáveis ao vereador, que representa segmento evangélico.

Segundo uma das menores, já no segundo encontro, o vereador interrompeu o programa mais cedo, informando que precisava ir para a igreja. Elas dizem que foi o vereador que as procurou para o segundo encontro, no domingo, mesmo já tendo saído no sábado com as duas.

As menores revelaram que o vereador se encontrou com elas duas vezes em frente do Terminal Morenão e em um dos encontros chegou a levá-las até uma pizzaria e em um mercado para comprar sorvetes. Segundo a menor, o vereador deu cartão e senha para que ela fosse aos estabelecimentos fazer as compras.

Nesta segunda-feira a equipe de reportagem entrou em contato com o vereador para perguntar se ele tinha pago R$ 100 mil aos suspeitos de extorsão e se existia material que o comprometia, mas ele se negou a responder, dizendo apenas que tinha denunciado dois bandidos e a equipe de reportagem o colocava como bandido.

Após escândalo sexual, Câmara vai instaurar Comissão Processante para investigar Alceu Bueno

Vereador Alceu Bueno (PSL)
Foto Wanderson Lara
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB) acabou de confirmar ao MS Notícias que a Casa de Leis irá instaurar uma Comissão Processante para investigar o envolvimento do vereador Alceu Bueno (PSL) no caso de exploração sexual de menores.

Segundo Mario, a Mesa Diretora descartou a abertura de uma Comissão de Ética devido ao longo tempo que a comissão demandaria visto que a necessidade de apurar o envolvimento do vereador e de qualquer outro parlamentar no caso é urgente.

"Vamos aguardar a divulgação do resultado das investigações que será feita hoje à tarde pelo delegado, e todos os que forem apontados pela investigação como supostos envolvidos vamos convocar na Processante", diz Mario.

Por enquanto, Alceu Bueno é o único parlamentar apontado como suposto envolvido em esquema de exploração sexual de menores. Alceu foi denunciado por duas adolescentes de 15 anos que afirmaram em depoimento à polícia ter praticado sexo com o vereador. Os encontros, segundo as adolescentes, eram intermediados por Fabiano Viana Otero, que teve ontem ordem de prisão decretada, mas está foragido.

Todos os envolvidos em escândalo sexual com adolescentes serão indiciados criminalmente

Envolvidos podem pegar de um a 10 anos de prisão

Prestes a concluir as investigações sobre o escândalo sexual que envolve políticos da Capital, o titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto, revelou durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (23) que pedirá o indiciamento de todos os envolvidos no caso.

Lauretto revelou que o ex-vereador Robson Martins e o empresário Luciano Pageu, proprietário da revista Altar, presos na última quinta-feira (16), serão indiciados pelos crimes extorsão, favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável e por corromper ou facilitar a corrupção de menores, cujas penas variam de um a 10 anos de prisão.

Já Alceu Bueno e Sérgios Assis serão indiciados pelo crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, por terem praticado ‘conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos’, com pena de quatro a 10 anos de reclusão.

O delegado revelou que ao todo o inquérito possui 10 trechos de filmagens, com mais de duas horas de filmagem. Material que no instituto de criminalística. Apesar de ainda não ter o laudo final, Lauretto aponta que já é possível identificar Alceu e Sergio no vídeo. “Fizemos uma análise visual e foi perfeitamente reconhecido”, frisou.

Exploração

Durante a coletiva, o delegado explicou que as investigações começaram depois que uma das meninas envolvidas no caso, fugiu de casa, no município de Coxim, região norte do Estado, a polícia passou a apurar uma suposta prática de exploração sexual.

A menor que saiu de Coxim foi encontrada em Campo Grande por Fabiano Viana Otero, e outra menor que com quem ele mantinha um relacionamento.

Para a polícia, Fabiano teria orquestrado um plano de extorsão envolvendo as duas meninas. Lauretto revelou também que dois dias antes da prisão de Robson e Luciano, advogados do vereador Alceu Bueno ficaram sabendo que o parlamentar estava envolvido no suposto caso de exploração sexual de menores e procuraram a Depca para terem acesso ao inquérito.

Foi nesse momento que Alceu decidiu procurar a polícia para registrar boletim por extorsão contra Luciano e Robson, a quem ele alega já ter pago R$ 100 mil.

Como os dois presos até agora negam ter recebido este valor do parlamentar, a polícia vai pedir a quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos, para saber onde foi parar o dinheiro.

Peça chave

Durante as investigações surgiram especulações de que outros políticos estariam envolvidos no caso, o que, segundo a polícia, não se confirmou. Lauretto afirmou que Fabiano, que está foragido é uma ‘peça chave’ para o inquérito, uma vez que até agora os depoimentos de Luciano Pageu e Robson Martins são bastante diferentes.

Foi Fabiano quem teria armado o esquema de extorsão. As meninas foram para os encontros com os políticos com um chaveiro no qual estava instalado uma microcâmera, que registrou os momentos ‘íntimos’ entre os políticos e as adolescentes.

Em um momento do vídeo, uma das meninas, contou o delegado, falou a um dos homens com quem estava sua idade, 15 anos. Para a polícia, isto pode significar que ela tinha sido orientada a fazer isso, já com fins de extorquir os políticos.

A polícia confirmou que Sérgio Assis apesar de aparecer nas filmagens não foi procurado por Fabiano com vistas à extorsão.

Uma das adolescentes teria recebido um recado de Fabiano de que com o vazamento da história ele ‘teria deixado de ganhar R$ 1 milhão’.

Prisão

Por enquanto o delegado descartou pedir a prisão de Alceu Bueno e Sérgio Assis, porque ele acredita não haver requisitos suficientes para isto. Lauretto voltou a declarar que pretende concluir o inquérito até amanhã, sexta-feira (24), e que para isso ainda espera a conclusão dos laudos dos vídeos e de alguns celulares apreendidos durante as investigações.

Ludyney Moura e Wendy Tonhati
No Midiamax
Leia Mais ►

João Dória leva Alckmin e FHC para os EUA

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/04/23/joao-doria-leva-alckmin-e-fhc-para-os-eua/


O empresário e apresentador João Dória Jr. vai realizar no dia 13 de maio, em Nova Iorque, um “business meeting” cujas estrelas são o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

O evento é realizado pelo Grupo Dória, sendo iniciativa do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, entidade fundada e presidida pelo empresário e que conta, segundo informações de seu site, “com mais de 1.600 empresas filiadas, que representam 52% do PIB privado nacional”. São os mesmos organizadores do Fórum de Comandatuba, realizado no último fim de semana prolongado na cidade baiana.

Na ocasião, Dória Jr. se mostrou indignado com a ausência de representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) no evento, realizado há 15 anos. “Fazia sentido o PT estar aqui defendendo o indefensável. Convidei 13 senadores e 15 deputados do PT e ninguém apareceu, o PT fugiu do debate. Nossa repulsa a eles”, esbravejou.

Ao que parece, a paciência dos petistas com o ímpeto golpista de alguns acabou. Em entrevista a blogueiros, a presidenta Dilma afirmou não dar entrevista à revista Veja, à semelhança do que Barack Obama faz nos EUA com a Fox News. Agora, a rejeição explícita a um evento que contava com figuras como o líder do grupo antipetista Vem Pra Rua, Rogério Cherquer, que recebeu um destaque incompreensível em um evento que seria “”empresarial”.

No emblemático dia 31 de março, Dória Jr. defendeu o impeachment de Dilma, ou uma “cirurgia rápida”, como se referiu. “A presidente da República se isolou da esfera política, administrando o país sem ouvir a sociedade. A Petrobras, rebaixada no grau de investimento no mês passado, deixou de ser símbolo de orgulho. A corrupção, como metástase, propaga-se e a sociedade clama por uma cirurgia rápida. Antes que seja tarde”, disse em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo.

Embora Dória tenha tentado dar um caráter de “debate amplo”, como o evento era anunciado, as estrelas do painel “O Papel dos Líderes no Desenvolvimento Econômico e Social na América Latina” eram quatro ex-presidentes latino-americanos: Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Vicente Fox (México), Luis Alberto Lacalle (Uruguai) e Jorge Quiroga (Bolívia). Todos no espectro da direita e centro-direita.

Agora, o evento realizado na terra do Tio Sam ao menos não busca dar um aspecto plural que, na prática, também não existia em Comandatuba. Dória estará em casa.
Leia Mais ►

O showzinho de João Dória e Rogério Cherquer em Comandatuba

Chequer sem políticos
Rogério Chequer, o líder do movimento Vem pra Rua, foi a estrela da reunião do fórum do Lide, Grupo de Líderes Empresariais, obra do velho tucano João Doria Jr.

Em Comandatuba, na Bahia, Chequer desfilou ao lado de convidados como Eduardo Cunha e Fernando Henrique Cardoso. Do governo, havia Henrique Eduardo Alves, ministro do turismo. Doria, em seu golpismo gumex, chamou os petistas de “fujões” e transformou o impeachment em tema do encontro. “Convidei 13 senadores e 15 deputados do PT e ninguém apareceu. O PT fugiu do debate. Nossa repulsa a eles”, falou.

O seminário foi encerrado com um discurso de Chequer. “O Brasil está cansado de assistir a pizzas entrando e saindo do forno, sem que ninguém faça nada, e agora a sociedade civil começou a se mobilizar”, disse.

Cobrou dos empresários que manifestem seu descontentamento e reclamou de o Congresso não ter aberto uma CPI do BNDES. As ruas “fizeram o impossível”, declarou, instando Cunha a levar a chama do impedimento adiante.

Mas um momento foi particularmente revelador de Chequer (chamado de “Chequer Sem Fundos” por seu guru Olavo de Carvalho). De acordo com o Painel, da Folha, um empresário quis uma foto com Rogério e um deputado. A resposta do inventor do Vem Pra Rua: “Não tiro foto com político”.

Como assim? É uma frase de efeito idiota e mentirosa. FHC, Aécio, Serra — toda a cúpula do PSDB tirou foto com Rogério Chequer em protestos e, eventualmente, fora deles.

Agora, além disso, reflete a demagogia rastaquera do homem e seu reflexo sobre as pessoas que atendem seus apelos nas manifestações. Os professores Pablo Ortellado, do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, e Esther Solano, professora de relações internacionais da Unifesp, resumiram essa gente convocada pelo Vem Pra Rua numa pesquisa sobre os frequentadores do 12 de abril: “Baixa confiança nos partidos; baixa confiança na imprensa: pilares da democracia liberal colocados em xeque”.

O golden boy de Doria tem seguidores que acreditam que o PT quer implantar o comunismo, que Lulinha é dono da Friboi, que o Foro de São Paulo manda no país, que o Bolsa Família financia preguiçosos etc.

É esse o bando de Chequer, a virgem no lupanar de Doria, se colocando acima dos políticos com um papo furado que encanta antidemocratas como ele.

Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

A África e a travessia da morte

http://www.maurosantayana.com/2015/04/a-africa-e-travessia-da-morte_67.html


A "Primavera" Árabe, fomentada pelos EUA e pela União Europeia, com suas intervenções no Oriente Médio e no Norte da África, continua pródiga em produzir cadáveres, em fecunda safra, trágica e macabra.

Morre-se nas mãos do Exército Islâmico, que começou a ser armado para tirar do poder inimigos de Washington, como Kaddafi e Bashar Al Assad. Morre-se nas cidades destruídas da Síria, da Líbia e do Iraque. Morre-se no deserto, ou à beira mar, na fuga do inferno que se estendeu por países onde até poucos anos crianças iam para a escola e seus pais, para o trabalho, todas as manhãs.

Morre-se, também, no Mar Mediterrâneo, quando naufragam embarcações frágeis e superlotadas a caminho de um destino incerto em um continente, a Europa, que odeia e rejeita os refugiados de seus próprios erros, alguns tão velhos quanto a política de colonização que adotou um um continente que ocupou, roubou e violentou, de todas as maneiras, por séculos a fio.

Para não escrever a mesma coisa, desta vez sobre os mortos de Catânia, reproduzo texto do final de 2013, sobre os mortos de Lampedusa, que pereceram em um dos mesmos inumeráveis naufrágios, nas mesmas circustâncias, nas mesmas geladas profundezas, em que recebem, agora, os corpos daqueles que, empurrados pelo desespero, a fome e a violência, os seguiram para a morte, fazendo uma trágica travessia que, na maioria das vezes, não leva a lugar nenhum:

"Berço de antigas civilizações, o Mar Mediterrâneo abriu suas águas, por dezenas de séculos, para receber, em ventre frio e escuro, os corpos de milhares de seres humanos.

Mar de vida, morte e sonho, Ulisses, na voz de Homero, singrou suas águas. E tampando os ouvidos, para não escutar o canto das sereias, aportou em imaginárias ilhas, fugindo de Cíclope e Calipso, para enfrentar, a remo e vela, os ventos de Poseidon em fúria.

Por Troia, Cartago, nas Guerras Púnicas ou do Peloponeso, mil frotas cavalgaram suas ondas, pejadas de armas e guerreiros. E, no seu leito descansam, se não os tiver roído o tempo, comerciantes fenícios e venezianos, guerreiros atenienses e espartanos, os pálios e as espadas de legionários romanos, escudos e capacetes cartagineses, navegantes persas, cavaleiros cruzados, califas e sultões.
Os mortos do Mediterrâneo descansam sobre seu destino.

Suas mortes podem não ter sido justas, mas, obedeciam ao fado das guerras e do comércio, à trajetória do dardo ou da flecha que subitamente atinge o combatente, ao torpedo disparado pelo submarino, à asa, perfurada por tiros de artilharia, de um bombardeio que mergulha no mar a caminho da África do Norte, ao sabre que os olhos vêem na mão do inimigo e à dor do imediato corte.

De certa forma, elas obedeciam a uma lógica.

Mas não há lógica ou utilidade nas mortes que estão ocorrendo nestes dias, dos meninos e meninas que se afogam, em frente à costa italiana, na tentativa de chegar a solo europeu, depois de atravessar o Mediterrâneo.

Há anos, centenas de pessoas têm morrido dessa forma. No dia 3 de outubro, um naufrágio na ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 339 mortos – quando cerca de 500 imigrantes vindos da Eritreia e da Somália tentavam chegar à Itália. Oito dias depois, uma embarcação com 250 imigrantes africanos virou na mesma região e 50 pessoas morreram.

Que crime cometeram esses meninos e meninas? Nos seus barcos eles não levavam o ouro da Fenicia, nem lanças e escudos, nem mesmo comida, nem seda ou veludo, a não ser a sua roupa, seus pais e suas mães, sua pobre e corajosa esperança de quem foge da guerra e da miséria.

Mas, mesmo assim, a Europa os teme. A Europa teme a cor de sua pele, o idioma em que exprimem suas idéias e suas emoções, os deuses para quem oram, seus hábitos e sua cultura, sua indigência, sua humanidade, sua fome.

Se, antes, lutavam entre si, os europeus hoje, estão unidos e coesos, no combate a um inimigo comum: o imigrante.

O imigrante de qualquer lugar do mundo, mas, principalmente, o imigrante da África Negra e do Oriente Médio.

Barcos de países mediterrâneos, como os da Grécia, Espanha e Itália, patrulham as costas do sul do continente. Quando apanhados em alto mar, em embarcações frágeis e improvisadas, por sua conta e risco, mais náufragos que navegantes, os imigrantes são devolvidos aos países de origem.

Antes, a imigração era, principalmente, econômica.

Agora, a ela se somam as guerras e os deslocamentos forçados. São milhões de pessoas, tentando fugir de um continente devastado por conflitos hipocritamente iniciados por iniciativa e incentivo da própria Europa e dos Estados Unidos.

O Brasil está fazendo sua parte, abrindo nosso território para a chegada de centenas de refugiados sírios, como já o fizemos com milhares de haitianos e clandestinos escapados da África Negra que chegam a nossos portos de navio.

A Itália lançou uma operação militar “humanitária”, para acelerar o recolhimento de imigrantes que estiverem navegando em situação de risco junto às suas costas, mas irá manter sua rigorosíssima lei de veto à imigração, feita para proibir e limitar a chegada de estrangeiros.

Como a mulher, amarga e estéril, que odeia crianças, a Europa envelhece fechada em seus males e crises, consumida pela decadência e a maldição de ter cada vez menos filhos.

Mas prefere que o futuro morra, junto com uma criança árabe, no meio do mar, a aceitar a seiva que poderia renovar seu destino.

Sepultados pela água e o sal do Mediterrâneo, recolhidos, assepticamente, nas praias italianas, ou enterrados, junto com seus pais, em cemitérios improvisados da Sicília – ao imigrante, vivo ou morto, só se toca com luvas de borracha - a meio caminho entre a miséria e o terror e um impossível futuro a eles arrebatado pela morte - os fantasmas dos meninos e meninas de Lampedusa poderiam assombrar, com sua lembrança, a consciência européia.

Se a Europa tivesse consciência."
Leia Mais ►

O “mico” do Moro é a moral do lobo. Se não foi a Marice, foi a Giselda, prendam assim mesmo!


Então o Dr. Moro mandou soltar a cunhada de João Vaccari, Marice Correa, que foi exposta em toda a mídia nacional por sua “imagem” fazendo depósitos num caixa automático para sua irmã, Giselda.

É que Marice não era Marice, mas era Giselda, depositando seu próprio dinheiro na sua própria conta.

Mas, o mesmo Dr. Moro não tinha hesitado em prorrogar a prisão de Marice, porque ela havia “mentido” ao dizer a verdade, que não tinha depositado nada.

Durante dois dias ouviu-se o douto Ministério Público dizer — prepare a risada — que grandes esquemas de lavagem de dinheiro se faziam com depósito “picadinhos” (máximo de R$ 2 mil) em caixas automáticos, aqueles do envelope.

E viu-se Sua Excelência manter a privação de liberdade de uma pessoa porque “conforme fotos que o MPF apresentou em juízo, a semelhança de fato é notável, o que levou este Juízo a afirmar que seria a mesma pessoa”.

Segundo a Folha, foi peremptório: “O juiz chegou a afirmar que os vídeos “não deixavam qualquer margem para dúvida” e acusava Marice de “faltar com a verdade flagrantemente”



Uma simples pergunta desmonta tudo: se os bancos gravam seus caixas automáticos para terem segurança de quem efetua a operação, desde quando fazem isso com as pessoas “de costas” ou lhes aparecendo apenas “o cocoruto”. Todos os caixas tem câmaras frontais, no próprio terminal, Dr. Moro, o senhor nunca usou um?

É só ter indagado dos promotores onde estavam estas imagens frontais.

Simples assim.

Mas o direito das pessoas que caiam sob a vara do Dr. Moro não merecem cuidados, a menos que queiram sair negociando para delatar.

Fora daí, todo mundo em cana.

Como deixam claras as palavras do juiz, é como na história do lobo: se não foi você, foi seu pai, seu tio, seu avô.

Fernando Brito
No Tijolaço

Veja também: Moro quebrou a cara
Leia Mais ►

Rússia irá fornecer combustível nuclear para reatores da Argentina


A empresa TVEL, que pertence a corporação da estatal nuclear russa Rosatom, informou que irá fornecer combustível nuclear de baixo enriquecimento e componentes para reatores nucleares de pesquisa e energia para a Argentina.

Através de um comunicado, a empresa disse que durante a visita da presidente da Argentina, Cristina Fernandez Kirchner, a Rússia, os documentos relativos a este acordo foram assinados.

Da mesma forma, os dois países assinaram memorandos de entendimento mútuo entre a TVEL e organizações governamentais Argentina; Comissão Nacional da Energia Atômica e a corporação INVAP, da província de Rio Negro.

Também durante a reunião com as autoridades russas Cristina Kirchner, se estabeleceu que ambos os países realizarão atividades conjuntas nos domínios da investigação científica e desenvolvimento tecnológico.

Por sua parte, o assessor do presidente da Rússia, Yuri Ushakov, disse que seu país planeja construir uma usina nuclear na Argentina, e que "o memorando de entendimento mútuo sobre este projeto está pronto para assinatura após a reunião de Putin e Kirchner quinta-feira no Kremlin ".

Da mesma forma, ele disse que a Rosatom está interessada em participar da construção do sexto bloco Atucha.


No teleSUR
Leia Mais ►

Mino Carta: Lula é o maior Presidente do Brasil; já FHC é um blefe: ninguém nunca leu um livro dele



Leia Mais ►

Afinal, Globo chama ditadura de ditadura, se diz vítima dela mas esconde o parto privilegiado do Jornal Nacional


O locutor anuncia que a Globo, ao comemorar seus 50 anos, vai mostrar “cenas de novelas proibidas pela ditadura”. Existe aí um avanço: a Globo chamou a ditadura de “ditadura”. É muito diferente dos antigos programas do repórter Amaral Neto — também conhecido como Amoral Nato —, se não me engano aos domingos de manhã.

Neles, ao longo do que agora se tornou “ditadura”, o “governo” fazia milagres — propagados para todo o Brasil pela Globo.

Não faz muito tempo as Organizações Globo admitiram que foi um erro apoiar o golpe de 64. Mais recentemente, no Jornal Nacional, admitiram que na cobertura da campanha das Diretas, nos anos 80, a emissora enfatizou o aniversário de São Paulo num dia em que milhares de pessoas se reuniram na praça da Sé para pedir eleições diretas para presidente.

Sobre o episódio, escrevi no Facebook parafraseando a atriz Kate Lyra, que popularizou a frase fazendo humor na própria Globo:
BRASILEIRO É TÃO BONZINHO…

Os telespectadores do Jornal Nacional estão se desmanchando pelo fato de que a Globo fez mea culpa sobre o episódio das Diretas, admitindo que enfatizou o aniversário de São Paulo quando se tratava de uma gigantesca manifestação por eleições. As pessoas acham lindo quando repórteres com os quais desfrutam de uma intimidade televisiva de décadas recontam a História da emissora com toques de sinceridade, como este. O fato é que por baixo da forma atraente se esconde, de novo, uma grande mentira. O problema não foi APENAS a Globo ter chamado a manifestação das Diretas em São Paulo falando do aniversário da cidade. O fato PRINCIPAL é que a Globo desconheceu completamente todos os comícios anteriores, com milhares de pessoas em várias cidades do Brasil. Isso não é um “erro”, mas um crime jornalístico pelo qual a emissora deveria pedir desculpas sinceras aos telespectadores. Mas, circunscrever os fatos históricos, para vender deles a versão mais palatável para a emissora, na Globo tornou-se uma forma de arte. Não deixa de ser outra forma de manipulação de incautos.
Pois é disso que se trata. A contrição marqueteira da Globo permite à emissora apresentar o “outro lado”, segundo o qual ela foi vítima da ditadura. Na censura às novelas, por exemplo.

Isso permite encobrir o essencial e historicamente verdadeiro: houve uma simbiose entre a Globo e a ditadura militar. Roberto Marinho foi promotor e beneficiário da ditadura. Ainda em 1984, ou seja, mais de 20 anos depois do golpe, escreveu:

materia-o-globo-de-07-10-1984-2008-2

Mas a Globo aposta na desinformação dos mais jovens, que não viveram sob a ditadura, nem acompanharam pessoalmente o comportamento da Globo ao longo da História.

A eles, dedico minhas lembranças dos anos 60 e 70, em Bauru, no interior de São Paulo.

Era o tempo em que a Globo ainda estava em expansão. As imagens da emissora não chegavam a todo o Brasil via satélite. Um coronel do Exército, se não me engano de nome Amazonas, era o encarregado de implantar as torres rebatedoras que transmitiam o sinal da Globo cidade a cidade.

Havia clamor público, na época, por um sinal limpo de TV, já que era irritante ver fantasmas ou as imagens tremidas que nos chegavam, quando chegavam. Era comum que prefeitos da época se propusessem a resolver o problema, em busca de votos.

Havia outras emissoras, mas o sinal da Globo era o mais desejado. A emissora tinha herdado boa parte do elenco da Excelsior, cujo dono Mário Wallace Simonsen vinha sendo escorraçado pelos militares.

Era projeto do “governo” — segundo a Globo, que hoje chama de “ditadura” —, por uma questão de segurança nacional, interligar todo o Brasil numa única rede de telecomunicações. E a Globo vinha na esteira da Embratel, a empresa estatal.

Como funcionava o esquema? As prefeituras doavam terrenos, num primeiro momento à Embratel. As torres eram espetadas com dinheiro público. Mas o sinal que carregavam era privado! Foi assim o parto de um telejornal de alcance nacional, o JN? É ou não simbiótico?

Porém, é uma História que a Globo não vai contar em seu especial de 50 anos.

Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
Leia Mais ►

Moro quebrou a cara

Erro na Lava Jato: esposa de Vaccari diz que foi ao banco




A esposa de João Vaccari Neto, Giselda Rousie de Lima, reforçou a defesa de sua irmã, Marice Corrêa de Lima, e informou à Justiça Federal nesta quarta-feira (22) que é ela quem aparece realizando depósitos na própria conta bancária, nas imagens obtidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Eu, Giselda Rousie de Lima (...) reconheço-me efetuando depósitos em caixa eletrônico do Banco Itaú”, diz trecho da declaração. Segundo Giselda, as agências em que os depósitos foram feitos ficam próximas a sua residência e trabalho.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, pediu uma perícia nos vídeos usados pelo MPF para justificar a prisão de Marice Corrêa de Lima.

Ontem, Moro prorrogou a prisão temporária dela, com base, entre outras provas, em imagens de câmeras de segurança fornecidas pelo Banco Itaú.

Segundo o órgão, as gravações mostram Marice fazendo depósitos em um caixa eletrônico em nome de Giselda. Porém a defesa de Marice informou que a pessoa filmada realizando os depósitos é a própria Giselda. De acordo com a defesa, as irmãs são muito parecidas fisicamente.

Depoimento de Giselda aponta que prorrogação da prisão de Marice foi um erro da Polícia Federal, do MP e do juiz Moro (saiba mais aqui).
Leia Mais ►

A mentira de William Bonemer Júnior


Leia Mais ►

Carta Aberta

OAB, CUT e ANAMATRA repudiam terceirização aprovada pelos deputados na Câmara

Em carta divulgada nesta 4° feira, o Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores junto à CUT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça e do Trabalho (ANAMATRA) repudiam o Projeto de Lei (PL) 4330/2004, da terceirização do trabalho de forma ampla, geral e irrestrita, aprovado à noite pela Câmara dos Deputados

Depois da votação na Câmara, o projeto de lei 4330 segue agora para o Senado, cujo presidente, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) antecipou nesta 4ª feira que a proposta não passará da forma como vai da Câmara porque os senadores não o aprovarão.

As entidades representadas pelo Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores denunciam que ao permitir a terceirização na atividade-fim, a principal da empresa, o projeto de lei permitiu que companhias existam sem qualquer funcionário diretamente contratado, situação que geraria rebaixamento de direitos e salários.

Para as entidades, a única emenda feita na semana passada, que impede a terceirização na atividade-fim do setor público, é insuficiente para mudar o caráter do projeto.

Leia abaixo a carta:
Carta Aberta

Senhores Deputados,

O Fórum Permanente em Defesa dos Direito dos trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, que congrega, além das Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos de trabalhadores, como, entre outras, CUT, UGT, CTB, NOVA CENTRAL, INTERSINDICAL, FUP, CONTRAF, INDUSTRIALL, MHUD, entidades representativas do mundo do trabalho como ANAMATRA, ALAL, ANPT, ABRAT, ALJT, OAB, SINAIT, bem como pesquisadores e estudiosos das questões do trabalho, preocupado com notícia veiculada pela imprensa — http://m.huffpost.com/br/entry/7114020?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil — sobre possível acordo que estaria sendo gestado na Câmara dos Deputados na data de hoje, relativamente à votação do PL 4330/04 – que busca regulamentar a terceirização no País de forma lesiva aos direitos dos trabalhadores – vem a público manifestar seu repúdio a esse noticiado acordo eis que não altera substancialmente os pilares originais do PL, mantendo seu caráter altamente precarizador ao admitir a liberação irrestrita dessa forma de contratar para todas as atividades e, inclusive, permitir a quarteirização da alocação da mão de obra, rasgando as conquistas sociais da cidadania brasileira incorporadas pela Constituição de 1988 sob o eufemismo da contratação de empresas especializadas.

No limite, acaso formalizado esse acordo, teremos empresas sem empregados e trabalhadores sem direitos. E isso sem resolver o problema da competitividade e, muito menos, da desigualdade e da representação sindical.

Brasília, 22 de abril de 2015

Leia Mais ►

Vitória sem tambores


Emenda favorável a terceirização foi aprovada por apenas 232 votos — mostrando que oposição pode ter dificuldade para derrubar um veto de Dilma

Eduardo Cunha retomou a agenda que tem imposto ao Congresso desde que a assumiu a presidência da Casa. Uma emenda que englobava os principais pontos do PL 4330, que autoriza a terceirização dos empregos em qualquer tipo de atividade, foi aprovada no início desta noite.

O resultado permitiu ao PMDB e aos partidos de oposição festejar uma vitória que, na visão de diversos analistas — inclusive este que aqui escreve — parecia ameaçada pela pressão dos sindicatos e pelo desconforto de boa parte do plenário em votar contra uma conquista histórica dos assalariados brasileiros, a CLT.

A vitória foi menos retumbante do que se pode imaginar, porém. O emendão foi aprovado por 232 votos contra 203, diferença real mas apertada, equivalente a 3% do plenário (seriam 513 votos se todos parlamentares estivessem presentes).

“Com quinze votos a mais, a Câmara teria invertido o placar e derrubado a proposta de terceirização” disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), logo após a votação terminar. Em comparação com a primeira votação, há duas semanas, os adversários do PL 4330 cresceram 50% e os apoiadores encolheram 40%. Depois que o emendão foi aprovado, Molon colocou uma questão de ordem oportuna: sugeriu que o plenário pudesse votar, como destaque, a questão essencial quando se discute a terceirização — saber se ela deve englobar a atividade-fim de uma empresa, ou apenas a atividade-meio. Caso a votação fosse realizada, cada parlamentar presente seria forçado a se posicionar sobre a questão principal. Na prática, era uma janela para os aliados menos convictos da terceirização mudar de lado. Exatamente por isso, Eduardo Cunha rejeitou a proposta de Molon. Cunha também prestou um favor essencial aos parlamentares alinhados com o PL 4330 e um desfavor ao eleitor: não abriu o voto de cada deputado, o que permitiria todo mundo saber quem votou de que forma numa decisão essencial — talvez a mais essencial em muitos anos — para o conjunto dos brasileiros.

É sintomático que, tão ativos em outras oportunidades, não havia aqueles grupos que pregam a transparência total nas decisões do Congresso. Dá para desconfiar porquê, certo?

O reforço da bancada favorável a terceirização ajuda a recordar que o debate em torno do PL 4330 está longe de ser uma discussão banal. Envolve o grau de civilização que o Brasil foi capaz de atingir no universo do trabalho — que, como sabemos desde a invenção do capitalismo, costuma determinar as outras esferas da vida em sociedade. Estamos falando de interesses enormes e benefícios gigantescos que se consolidaram de 1943 para cá. Se forem suprimidos de uma hora para outra, como prevê o projeto de lei, esses ganhos acumulados e multiplicados ao longo de 70 anos irão trazer uma perda incalculável para o padrão de vida dos assalariados — algo que vai muito além de sua renda monetária — e um ganho na mesma proporção para empresários e investidores. Estamos falando de um duelo gigantesco, talvez a mais dramática e profunda disputa direta entre classes sociais em anos recentes em nossa história.

Ninguém imagina que, nas próximas semanas, que tem o 1º de maio no horizonte, serão dias de calmaria para os sindicatos e os movimentos sociais. Ao contrário de outros conflitos mais específicos, o risco é de um ataque geral aos direitos dos assalariados — razão mais do que palpável para uma resposta a altura.

Não se trata de um conflito para se resolver num fim de semana, portanto. Depois do debate na Câmara, o PL 4330 irá ao Senado. Ali, pode ser aprovado, emendado ou mesmo rejeitado, isto é, recusado de forma terminal. A fase seguinte seria a sanção ou veto presidencial. Caso a presidente resolva vetar o projeto, atendendo a uma campanha que não parou de ganhar corpo no Congresso e nos movimentos sociais, a oposição tem o direito de tentar derrubar o veto — no voto. Examinando a votação desta noite, adversários do PL 4330 acreditam que o núcleo duro a favor da terceirização, formado por 232 parlamentares, pode não ser tão difícil assim de ser derrotado, caso o plenário seja chamado a posicionar sobre um eventual veto de Dilma.

Leia Mais ►