9 de abr de 2015

Eduardo Cunha e os múltiplos focos de poder


Vem de todos os lados os que pavimentam os degraus que Eduardo Cunha usa para galgar postos mais elevados. Do segmento evangélico, das empresas do setor de mineração, planos de saúde, construção, telefonia, veículos tradicionais de comunicação. Até juízes federais são representados pelo deputado

Relações de poder que levam o carimbo de fisiologistas envolvem, em geral, tomada de decisões em busca de benefícios a interesses privados. Na política, é um fenômeno que não se restringe a um dos Poderes, mas se sobressai no Parlamento. Partidos e políticos ganham caráter fisiologista, por exemplo, quando oferecem apoio a qualquer governo em troca de cargos de primeiro e segundo escalão na máquina pública.

Eduardo Cunha não sairia do nada para chegar onde está hoje se tivesse se limitado ao fisiologismo tupiniquim tradicional. Mais próximo de um modelo americanizado de fazer política, o atual presidente da Câmara dos Deputados não está esperando ser agraciado pela Presidência com uma cota de ministros de sua predileção para depois desfrutar de influência e poder em Brasília.

Não é à toa que o deputado fluminense é comparado ao protagonista de House Of Cards, Frank Underwood. Na visão do congressista ambicioso do seriado, para ser bem sucedido na política é preciso diferenciar poder de dinheiro. “O dinheiro é a McMansion [termo pejorativo para casa super luxuosa que destoa do resto da vizinhança] em Sarasota [cidadezinha da Flórida] que começa a desmoronar depois de dez anos. O poder é o antigo edifício de pedra que fica por séculos. Não posso respeitar alguém que não vê a diferença”, explica Underwood, que despreza e descarta políticos que “pensam pequeno”.

O diferencial de Cunha, que certamente não pensa pequeno, talvez seja exatamente a força motriz de sua ascensão desenfreada: a elaboração constante de um mapa próprio do poder.

Ao longo dos anos, Cunha aprendeu a identificar focos de interesses que ele pode representar em troca de créditos para colher e distribuir entre aliados. Isso ampliou generosamente o leque de agentes envolvidos nas negociatas. A trama excedeu a circunscrição de chefes do Executivo e caciques partidários.

Mapeando os focos de poder

Vem de todos os lados os que pavimentam os degraus que Eduardo Cunha usa para atingir postos mais elevados. Do segmento evangélico, das empresas do setor de mineração, planos de saúde, construção, telefonia, grupos de comunicação, juízes federais.

No início dos anos 1990, quando o ex-collorido foi alçado à presidência da Telerj (operadora de telefonia do Rio de Janeiro) pelas mãos de PC Farias, um parceiro de destaque era o Grupo Globo.

À época, Cunha tinha virado alvo da Folha de S. Paulo em função de um imbróglio envolvendo uma licitação para a produção e comercialização das listas telefônicas do Rio. O jornal denunciou que os editais restringiam a participação de algumas empresas e, consequentemente, favorecia outras. Caso da Listel, do grupo Abril.

O desgaste cresceu a ponto de o presidente da Telebras iniciar pessoalmente uma movimentação para tirar Cunha da Telerj. Mas este último não ficou de braços cruzados. Ligou para uma série de empresários e políticos aliados que enviaram ao Ministério das Comunicações uma mensagem de insatisfação quanto a possíveis mudanças na Telerj. Segundo o jornalista Janio de Freitas, o Grupo Globo estava por trás da nomeação de Hugo Napoleão para o Ministério. E o próprio freou a campanha do presidente da Telebras.

"Não sei se essa outra informação ajuda a compreender alguma coisa, mas vamos lá: a concorrência para telefonia celular do Rio foi 'vencida' pela NEC [do Grupo Globo], que depois obteve de Eduardo Cunha um aditivo, mantido em sigilo, que onerou o contrato em US$ 100 mihões", explicou Janio.

Anos mais tarde, Cunha usou de sua influência entre políticos evangélicos para chegar à Companhia de Habitação do Rio (Cehab) do governo Anthony Garotinho. Denúncias de favorecimentos a empresas de construção e a relação com outro ex-collorido, o argentido La Salvia, logo renderam manchetes contra Cunha. Foi questão de tempo até ele ser afastado do cargo. Mas não demorou muito para ter novamente sobre si mais holofotes.

Na sequência, ele decidiu comprar briga com o homem forte do governo FHC, o então secretário da Presidência Eduardo Jorge — que chamava Cunha de "persona non grata".

O deputado era acusado de ser autor de um grampo telefônico ilegal que desmascarava as alianças forjadas pelo governo FHC no período. Cunha jogava para derrubar Júlio Carlos Faveret Porto da diretoria financeira do Real Grandeza, fundo de pensão de Furnas, que àquela época controlava um patrimônio de R$ 1 bilhão. Ele reclamava que Eduardo Jorge vetava suas "sugestões" ao Planalto.

Cunha negou as acusações sobre os grampos telefônicos ilegais. Nunca foi condenado por esta ou outra denúncia de corrupção dos anos 1990.

Uma década depois, Lauro Jardim publicou: “O poderoso e polêmico Eduardo Cunha é uma espécie de representante oficial dos interesses da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) na Câmara e em outras esferas governamentais. Recentemente, marcou uma audiência da Ajufe com Sérgio Cabral para que alguns pleitos da entidade fossem apresentados ao governador.”

O pedido de ajuda a Cunha foi feito em 2011 pelo juiz Fabrício Fernandes de Castro. A imprensa destacou que o deputado era “réu em dois processos movidos pela Fazenda Nacional e autor de dez ações, a maioria por calúnia, que tramitam na Justiça Federal Fluminense — ou seja, serão julgadas por juízes federais”, mas que Castro não via problemas em pedir uma mãozinha ao parlamentar.

No Congresso, as negociatas de Eduardo Cunha inflaram, entre 2010 e 2014, a arrecadação de campanha do PMDB. A própria Folha escreveu, ano passado, que um “executivo de uma grande empresa” recebeu de Cunha pedidos para “fazer doações a um grupo de 20 a 30 deputados, a maior parte do Rio, de Minas Gerais e do Nordeste." "Foi assim que montou uma cadeia de agradecimentos."

O presidente da Câmara fez lobby para empresas interessadas na votação do Marco Civil da Internet, na MP dos Portos, no Código de Mineração, nas multas que seriam aplicadas a operadoras de planos de saúde, sem negar nenhuma das jogadas. Disse, em uma entrevista recente, que gosta de ouvir as demandas de diversos setores e, se tem condições, tenta representá-los. Que mal haveria?

Eduardo Cunha chegou onde está porque entrega o que promete. E tem por regra própria não prometer o que não pode cumprir.

Cíntia Alves
No GGN



Câmara de João Pessoa rejeita título de cidadão pessoense a Eduardo Cunha

Vereadores de João Pessoa, capital da Paraíba, rejeitaram na tarde de hoje (8) a proposta de conferir ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) o título de cidadão pessoense. A ideia da honraria partiu da vereadora Eliza Virgínia (PSDB), parlamentar evangélica da Assembleia de Deus. A reação à proposta entre os vereadores foi veemente, principalmente nas bancadas do PT e do PSB, que apoiam o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT). O título seria entregue na sexta-feira (10), quando Cunha cumprirá agenda na capital paraibana.
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Santos merecia um prefeito menos patético do que o menino do selfie

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/04/08/santos-merecia-um-prefeito-menos-patetico-que-o-menino-selfie/


O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e o deputado federal Beto Mansur (PP), que também já foi prefeito da cidade por dois mandatos, protagonizaram uma das cenas mais bizarras da política dos últimos tempos. Mas como eles não são do PT e nem a Nana Gouvêa, que fez um selfie nos destroços do furação Sandy, em 2012, em Nova Iorque, e foi massacrada nas redes e na mídia, o patético absurdo foi invisibilizado.

No selfie divulgado na página do deputado no Facebook ainda na quinta-feira, quando se iniciou a tragédia, o comentário era de “tudo estava resolvido”.

Já faz quase uma semana e Santos vive uma das suas piores crises e sem saber o que fazer porque parece estar completamente sem comando. Uma cidade ardendo em chamas e ao mesmo tempo à deriva do ponto de vista político.

Um bizarro gabinete de crise foi instalado e a todo momento imagens de reuniões dos homens de terno que dele participam circulam pela mídia local como se as coisas estivessem tranquilas.

Não há nada tranquilo. Há riscos reais para a população do entorno da área e também para os que moram na Baixada Santista por conta do aumento do nível de poluição local.

Além disso, o incêndio está provocando uma catástrofe econômica e ambiental. O porto está praticamente sem operar e os cálculos são de que já morreram nos últimos dias mais de 10 toneladas de peixes.

O prefeito tucano enquanto isso, além de posar pra selfies, faz gracejos dizendo que tudo vai bem. Que tudo está tranquilo. Que tudo está sob controle.

É impressionante como o faz de conta midiático não cobra responsabilidade alguma dos que lhes são subservientes. Para esses, vale tudo. Inclusive pousar para selfies em frente a uma imensa tragédia.

Santos já teve políticos melhores…
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A Zelotes e os ladrões blindados

Nada parece ser tão compensador quanto ser empresário ladrão no Brasil. Organizam um saque sistemático aos cofres públicos, são pegos com a boca na botija e recebem de troco incrível blindagem midiática. 

Falo do maior escândalo de corrupção da história recente do país. Não, não é o da Petrobras. O assim chamado "petrolão", com todas as suas conexões partidárias — do PT ao PSDB, passando pelo PMDB de Renan Calheiros e Eduardo Cunha — , representou um desvio estimado em R$ 2,1 bilhões, segundo o Ministério Público Federal. 

Muito dinheiro, é verdade. E um caso revelador do modus operandi do sistema político brasileiro, fundado no financiamento privado das campanhas eleitorais. Ou, como confessou Paulo Roberto Costa: "Não existem doações de campanha, só empréstimos a juros altos". Mas, evidentemente, não é por aí que vai a exploração midiática do caso. 

O mais impressionante é que, no final de março, há menos de quinze dias, explodiu um escândalo de proporções maiores que o da Petrobras, mas alvo de cuidadosa blindagem. A operação Zelotes da Polícia Federal descobriu um esquema de desvio de recursos públicos por grandes empresas. 

Operado através do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), com a mediação de escritórios de advocacia, empresas conseguiam anular ou reverter multas bilionárias com o poder público, mediante propinas a conselheiros. Estão sob investigação mais de 70 companhias, totalizando um desvio de R$ 19 bilhões. Quase dez vezes o valor desviado da Petrobras. 

Apenas o montante do maior processo, do banco Santander, é de R$ 3,34 bilhões. O segundo maior, do Bradesco, é de R$ 2,74 bilhões. Cada um deles, sozinho, supera os R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Somente os 12 casos em que a Polícia Federal detém provas mais conclusivas — incluindo os dois bancos citados — representam um rombo de R$12 bilhões aos cofres públicos. 

Um deles é o do grupo de comunicação RBS, a maior afiliada da Rede Globo, investigada na Zelotes pela fraude num processo de R$ 671 milhões. 

Corrupção graúda, protagonizada por magnatas das finanças e do mundo corporativo. Mas onde estão as manchetes histriônicas? E o som das panelas? Seria pedagógico para o país ver multidões de verde e amarelo manifestando-se em frente ao Santander, pedindo nosso dinheiro de volta. Só que não. 

Nem no Santander, na Gerdau, no Bradesco e na Ford. Nem no Safra, na Mitsubishi. A Mitsubishi, tão limpinha! Essa é a imagem do setor privado no Brasil, sempre positiva, apresentado como alternativa à roubalheira no setor público. 

A preservação desta imagem, mesmo após escândalos como o da Zelotes e do HSBC, só se explica pela blindagem que os grandes grupos econômicos conseguem garantir junto à maior parte da mídia, da qual são também poderosos anunciantes. 

É inaceitável que os grandes corruptores continuem tendo suas identidades preservadas e tratados como coadjuvantes, mesmo sendo desde sempre os maiores beneficiários dos esquemas. 

São ladrões blindados. Saem da lama limpinhos e cheirosos. E se, por descuido, vier algum respingo à marca, nada que a próxima campanha publicitária — quiçá paga com dinheiro desviado da Receita — não possa resolver. 

Denúncias seletivas, indignação seletiva e acusados seletivamente blindados. Essa é a turma que fala em limpar o Brasil da corrupção?

Guilherme Boulos
No Esquerda Caviar
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Os empresários e a democracia

http://www.maurosantayana.com/2015/04/os-empresarios-e-democracia.html


Não existe liberdade econômica sem liberdade política, e o melhor regime para se empreender é a democracia. Isso demonstram os números da economia brasileira, na maior parte dos anos deste início de século, e fatos como o divulgado no início desta semana de que o Brasil acaba de conquistar, segundo o GEM - Global Entrepreneurship Monitor, o título de nação mais empreendedora do mundo.

Ora, tanto a economia quanto a política, pressupõem o respeito a regras previamente estabelecidas, e a necessidade de que as disputas transcorram com um mínimo de estabilidade.

O caos não interessa a quem emprega, a quem produz, a quem empreende, assim como não interessam o terrorismo, nem o boato, nem a distorção de fatos e de dados, nem interessa o pessimismo, que, como qualquer pessoa de bom senso pode perceber, são ótimos para os que desejam hipócrita e interessadamente a crise, e nefastos para quem precisa trabalhar e depende diretamente do clima e do humor do ambiente de negócios.

Até agora, as principais entidades ligadas ao empresariado, como a CNI - Confederação Nacional da Indústria, a CNA - Confederação Nacional da Agricultura, e a CNC - Confederação Nacional do Comércio — a exemplo de outras organizações da sociedade civil, como a OAB — têm mantido prudente distância dos protestos que defendem o impeachment da Presidente da República e a delirante tese de uma “intervenção militar”.

É preciso, portanto, prestar atenção, quando - em momento em que alguns de nossos maiores empresários estão sendo tratados como bandidos em meio a um inquérito que ainda está em curso, e suas empresas estão ameaçadas de quebra e de arrastar com elas dezenas, centenas de médias, pequenas e micro empresas, jogando milhares de brasileiros no olho a rua — formadores de opinião que circulam no meio empresarial começam a defender a quebra da normalidade política, e a lançar assustadores alertas ao público, na esteira de movimentos que não têm a menor possibilidade de sucesso, do ponto de vista da Legislação.

Este é o escopo de artigo publicado na coluna de opinião de conhecido jornal paulista na semana passada, que compara o momento atual com a campanha das Diretas e a do impeachment de Collor.

O autor, que trabalha com a organização de feiras e encontros empresariais, reconhece que não há “arcabouço técnico-jurídico” para um pedido de impeachment da Presidente da República. Mas diz que essa é uma discussão “para o Direito”. Que o dia 15 de março abriu novo marco na vida institucional. Saúda o surgimento de um tipo de cidadão com “apurada conscientização política”. Afirma que a vida política e institucional passou a ser banhada por “gigantesco lamaçal”. E conclui que a sociedade clama por uma “cirurgia rápida”, “antes que seja tarde”.

Ora, é extremamente temerário relegar a lei, e o direito, a uma simples “discussão” para especialistas. Principalmente, quando se vive um momento em que milhares de cidadãos, justamente porque seu nível de informação e de “apurada conscientização política” é discutível, insistem cada vez mais em exigir medidas que são tão improváveis, como impossíveis e absurdas, no marco da plena vigência do Estado de Direito.

Como é temerário dizer que a política econômica do país se exauriu, quando continuamos com uma das mais baixas taxas de desemprego da história, com as reservas monetárias em um dos mais altos níveis — acima de 360 bilhões de dólares — a dívida interna líquida é a metade do que era há 12 anos, o PIB cresceu mais de quatro vezes, em dólar, desde 2002, e as principais agências de qualificação internacionais mantêm a nota do Brasil em Grau de Investimento, diante da solidez dos fundamentos nacionais na macro-economia.

Assim como é temerário, ou no mínimo extremamente seletivo, dizer que o país passou a ser tomado por um gigantesco lamaçal, como se nunca antes se houvesse praticado corrupção nesta República.

Por acaso o Banestado, o Mensalão do PSDB, o Trensalão Paulista, a privatização do BANESPA e da Vale do Rio Doce, o caso das Termelétricas Merchant — muitos deles jamais investigados, ou, hoje, prescritos — estão, por obra e graça de alguns, ou de secretas indulgências papais, imaculadamente limpos e não fazem, moralmente, ou melhor, imoralmente, parte desse mesmo pântano e dessa mesma lama?

Por acaso não é preciso investigar, com o mesmo rigor, casos como os do CARF, da Máfia das Próteses, do HSBC — que, como podemos ver, nos lembra a proclamação de que aquele que nunca pecou, deveria atirar a primeira pedra — ou vamos punir apenas o que ocorreu no âmbito da Petrobras?

É cedo para fechar ciclos, até porque, se assim fosse, a atual Presidente da República não teria sido eleita, pela maioria dos brasileiros, ainda há menos de seis meses.

Se pode argumentar que recentes pesquisas têm atribuído a Dilma Roussef popularidade extremamente baixa, da mesma forma que se pode contra-argumentar que, à mesma época de seu segundo mandato, a popularidade de Fernando Henrique Cardoso também estava em situação parecida, e que nem por isso ele foi extirpado, do poder, a qualquer preço.

Assim como também é certo que petistas e outros opositores, naquele momento, pediram a saída do então Presidente da República, o que não foi alcançado, para o bem da democracia.

Afinal, por mais que se esteja contra um governo, uma nação tem que ter regras e ritos — calendário eleitoral, sistema político estável e definido, leis que devem ser obedecidas.

Nem um erro pode justificar o outro nem um país pode trocar de presidente, como um garçom - ou um “palestrante” acostumado com palcos e encontros “empresariais” — troca de camisa.

Se tivesse conseguido forçar um impeachment de Fernando Henrique — que passou a lei de reeleição no Congresso com manobras de “toma-lá-dá-cá” questionáveis, e praticou, no mínimo, um estelionato eleitoral cambial, deixando para desvalorizar o dólar logo após sua posse no segundo mandato como Presidente da Republica — o PT teria cometido, então, uma agressão à democracia, como estão fazendo, agora, aqueles que pretendem que Dilma saia do Palácio do Planalto “por qualquer meio”, e o “mais depressa possível”, como defendem, muitos, repetidamente, nos principais "portais" da internet.

Finalmente, o apelo a uma solução “rápida e cirúrgica”, feita pelo autor, é a afirmação mais grave e perigosa.

Ao empresariado brasileiro — aquele que produz e não o que vive de firulas — não interessa a quebra da ordem política ou institucional.

Qualquer fator que possa favorecer a crise — e a atual tem sido em boa parte propositadamente forjada e constantemente realimentada junto à opinião pública pela turma do “quanto pior melhor” — pode atrapalhar, como já está atrapalhando, os seus negócios.

Nesse caso, o melhor caminho não é o de se fazer “cirurgias” e “intervenções” de que não se pode adivinhar, com certeza, o que virá depois, mas, sim, voltar ao normal, antes que seja tarde.

Afinal, o empresário que torce pela quebra da normalidade, está torcendo, em primeiro lugar, contra si mesmo.

Ele deve, neste momento, se fazer as seguintes perguntas:

Alguma coisa o está impedindo, a priori, de fazer negócios?

De trabalhar ?

De continuar operando com a sua empresa?

A vida, à sua volta, está “normal” ou “anormal” ?

Os problemas que está vivendo são de ordem estrutural, ou conjuntural, como sempre ocorreu nas “crises” que enfrentou antes?

É melhor seguir adiante, ou apostar no imprevisível, no aleatório, no imponderável?

Infelizmente, quando se quebra o ritmo natural das coisas, os tiros costumam sair pela culatra.

Nos anos 1920 e 1930, na Alemanha, as ruas também se encheram de gente que não estava propensa a esperar as próximas eleições, pedindo que se mudasse tudo, que se enquadrasse o Parlamento, que se estabelecesse a “ordem” e o crescimento, que se punissem os corruptos, que se acabasse com certa parte do espectro político, que se reformasse o país para que do passado não sobrasse “pedra sobre pedra”.

Quando as eleições vieram, elas votaram em Adolf Hitler, que pressionou de todas as formas até ser nomeado Chanceler do Reich, por Hindemburg.

A “cirurgia” que se seguiu, que era para ser “rápida”, e "segura", deixou, nos 5 anos que se seguiram, uma nação devastada e mais de 60 milhões de mortos em todo o mundo.

Depois da ascensão do ridículo führer anti-semita e anticomunista ao poder, muitos empresários que o haviam apoiado e financiado, perderam, na Segunda Guerra, seus filhos e netos.

Outros tiveram seus negócios ocupados por gente que tinham empurrado para a rua para derrubar o governo anterior.

E muitos caíram em desgraça com os novos senhores da Alemanha, tomando, cabisbaixos, o rumo de Dachau, Bergen-Belsen, e de outros campos de concentração ou de extermínio.
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Shell compra BG de olho no pré-sal brasileiro




Publicada com pouco destaque, a informação de que a anglo-holandesa Shell pretende comprar a  inglesa BG é uma demonstração de como o Brasil atrai o interesse das grandes petroleiras e do terremoto provocado pela queda dos preços do petróleo.

A BG sentiu no fígado a queda do preço do petróleo: suas ações caíram quase 50% de julho de 2014 para cá, a empresa anunciou uma redução de US$ 9 bilhões em seus ativos e a demissão de 10% de seus trabalhadores.

Aqui, a gente subestima o impacto da queda de 50% do preço do petróleo no comportamento de mercado das ações da Petrobras, atrbuindo-os aos malfeitos da turma do Costa, ou então usa esta queda para dizer que “ah, aquele pré-sal não vale mais nada, vamos entregar…”

A Shell, que é “bobinha”, não acredita nisso e ofereceu um acordo de R$ 218 bilhões (é isso mesmo) para incorporar a antiga estatal inglesa, privatizada por Margareth Tatcher.

E nós com isso?

Simples: embora não apareça assim nos boletins da ANP, a BG é a empresa estrangeira com maior participação na nossa produção de petróleo e gás: 100 mil barris diários.

Não por resultados diretos — ela só é operadora em campos ainda em prospecção em Barreirinhas, no Maranhão (parte deles, aliás, postos à venda) — mas porque tem grande participação, como sócia minoritária, nos campos do pré-sal.

Tem 25% de Lula e 30%  dos maiores entre os que já  entraram em operação e mais 25% nos de Iara, Iracema e Lapa (neste 30%), que começam a produzir ao longo dos próximos três anos.

O Brasil já representa quase 20% da produção da BG e a própria empresa projeta que serão 50% em 2020. Nem é preciso dizer que a participação nos campos brasileiros é um dos maiores ativos da BG.

Com isso, a “bobinha” da Shell, que já havia comprado 20% de participação em Libra, se consolida como maior presença estrangeira nos campos em exploração e nos em prospecção do  Brasil, mais que dobrando, de uma só tacada, sua participação no pré-sal

Que, é claro, são uma bobagem que não vale nada, um “sacrifício” do qual gente boa como o senador José Serra vem tentando livrar a Petrobras.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Para entender a natureza da crise política


Uma das características da crise atual é o da implosão das formas de poder e dos sistemas de controle social.

Não se trata apenas de uma crise do Executivo. É uma crise generalizada das estruturas de poder que se segue aos fenômenos de inclusão ou de urbanização acelerada. Quando ocorre a frustração na ascensão das diversas classes sociais e o aparato político tradicional não dá mais conta do recado, explode a crise.

Aparentemente díspares, os seguintes episódios estão intimamente ligados:

·      A intolerância saindo do armário nas manifestações de rua e nas redes sociais.

·      A rebelião do baixo clero no Congresso, expressa na eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.

·      A rebelião no Judiciário, com procuradores e juízes de primeira instância tentando se impor sobre o legalismo, o formalismo e a lentidão dos tribunais superiores.

·      Na segurança pública, as execuções recorrentes de pessoas na periferia e nas favelas por PMs sem freio.

·      A impotência do STF (Supremo Tribunal Federal), inibido pelos movimento de turba da mídia.

·      O papel de Gilmar Mendes engavetando a ADIN do financiamento privado de campanha,  instituindo o vale-tudo na mais alta corte..

·      No campo político, o PSDB e a mídia estimulando os templários da Lava Jato a atropelar requisitos mínimos de direitos individuais; e o PT cobrando o mesmo rigor contra executivos de empresas envolvidas no escândalo do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e do HSBC, ambos dando carne fresca ao leão.

Os dois campos de desagregação

Há dois campos nítidos de desagregação das formas de poder e controle.

No campo das relações sociais há normas de conduta que pautam as atitudes individuais. Em tempos de rebelião, esses limites são ultrapassados, e a grosseria e o preconceito saem do armário.

No plano institucional ocorre rebelião similar.

O sistema democrático é pautado pelos chamados freios e contrapesos — isto é, por modelos nos quais um poder serve de limite à atuação de outro, evitando o exercício do poder absoluto. Internamente, cada poder se estrutura em hierarquias colegiadas para evitar a formação de pequenas ilhas de poder.

Quando a besta — o sentimento de rebelião das massas — sai às ruas, essa estrutura vira de pernas para o ar e os diversos grupos oportunistas saem à campo tomando o freio nos dentes e tentando atropelar seus limites de atuação.

São faces do mesmo fenômeno o troglodita que sai às ruas ofendendo minorias e os procuradores que se aliam aos grupos de mídia para atropelar os rituais jurídicos e o Ministro Gilmar Mendes engavetando um julgamento..

Em todos esses casos, o elemento deflagrador são as campanhas midiáticas semeadas em solo fértil, fabricando o ódio e criando a figura do grande Satã a ser combatido.

O caso dos procuradores da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro é significativo. Os limites à atuação de juízes de primeira instância são as instâncias superiores; dos procuradores, é o direito ao contraditório, apresentado pelos advogados dos réus, o juiz de primeira instância e os tribunais superiores, sucessivamente.

Lentidão da Justiça e excesso de recursos impedem apurações, julgamentos e condenações rápidas.

Quando a besta está à solta, os jovens turcos do Ministério Público tratam de cavalga-la em parceria com os grupos de mídia.  Alimentam a besta e, em cima do efeito-manada, desmontam os sistemas de controles. Tornam-se pequenos ou grandes ditadores, dependendo de seu espaço de atuação, e seu exemplo se alastra feito um rastilho.

Na semana passada, em Poços de Caldas, um juiz de primeira instância, aliado a um promotor, ordenou a prisão de mais cinco médicos da cidade, em cima de erros no preenchimento de fichas de paciente. Sem sequer se ter a sentença final, os médicos tiveram as cabeças raspadas e foram mandados a celas comuns para quarenta dias de detenção.

É um fenômeno que vai se repetir Brasil afora, com mini-ilhas de poder ilimitado devido à crise de poder no Judiciário.

Os fenômenos globais e os locais

Há diversos fatores explicando esse esgarçamento do poder.

Parte do fenômeno decorre do aprofundamento da globalização.

A inclusão em massa nos grandes países emergentes e os movimentos migratórios nos desenvolvidos, trazendo novas dinâmicas nas relações sociais e políticas e um profundo incômodo à classe média estabelecida provocou terremotos sociais,

Outro fator é o advento das redes sociais implodindo os sistemas tradicionais de controle das informações pelos grupos de mídia.

Um terceiro, a emergência de uma crise econômica global, com o fim da utopia neoliberal, sem que se tenha uma luz no final do túnel.

Esse conjunto de fatores globais explodiu no Brasil e aqui encontrou circunstâncias favoráveis para avançar.

De um lado, o fim de um poderoso ciclo de inclusão e o esgotamento do modelo de crescimento que o sustentou por todos esses anos, baseado no consumo.

Depois,  os escândalos do “mensalão” e da Lava Jato e a maneira como o governo Dilma e o PT permitiram a instrumentalização das informações. Ficaram com toda a conta dos escândalos.

Finalmente, o desgaste produzido pela falta de reação às manifestações de junho e pela falta de resposta à opinião pública após as eleições, com o chamado “estelionato eleitoral” do pacote fiscal.

A presidente em off

Nesses momentos de tiroteio só há dois personagens capazes de trazer saídas: de forma organizada, a presidência da República; de forma caótica, algum aventureiro que inevitavelmente surgirá do caos, caso não se preencham os vácuos de poder.

Só se recompõem os instrumentos básicos de coordenação social e institucional com um projeto claro de país pela frente. Para quem gosta de gestão, o chamado plano estratégico; para quem gosta da política, o chamado projeto político.

Nos próximos meses a recessão se aprofundará assim como o desemprego. Não haverá nada que possa ser oferecido à opinião pública, a não ser ideias coerentes que apontem claramente o rumo do país e ajudem a atravessar  a tempestade.

E aí se entra na responsabilidade da Presidência da República.

Mais do que uma batalha partidária, o país está enfrentando uma guerra ideológica, em que avanços civilizatórios de décadas estão sendo ameaçados pela eclosão da intolerância e de um conservadorismo vociferante.

A divisão que importa não é mais PT vs PSDB, mas modernização vs atraso. Não é mais inclusão vs exclusão, mas aprofundamento da democracia social.

Há propostas modernas e atrasadas nos dois pólos do espectro político. Neoliberalismo não é bandeira modernizante, como não é modrnizante um Estado modorrento e pesado.

O que garantiu a vitória de Dilma, no segundo turno, não foi o PT nem a desconstrução do adversário, mas a percepção de setores modernos de que sua derrota poderia significar um atraso na modernização do país.  Não propriamente devido à atuação de Dilma, que nunca teve políticas pró-aticas nos diversos temas, mas à preservação de espaços que poderiam desaparecer com a eleição de Aécio, apoiado em manadas de tiranossauros babando sangue.

A voz do presidente é um agente organizador do discurso público.

Quem convive com Dilma no Palácio garante que ela tem um pensamento moderno em relação aos direitos das minorias, às políticas públicas etc.

Se tem, que expresse. Não existe Presidente em off.

A Presidente precisa se pronunciar sobre os temas do momento, maioridade penal, casamento homossexual, cotas sociais, democratização do Estado, qualidade dos serviços públicos, sem o medo absurdo de descontentar setores, como ocorreu até agora..

A opinião é apenas o primeiro passo na montagem do projeto.

Um plano estratégico define onde o país está e onde se pretende chegar. Não se trata de uma mera montagem de planilhas e indicadores, mas de uma formulação política com definição de prioridades.

Depois, esse plano precisa ser desdobrado em planos de ação em cada Ministério, todos eles subordinados às propostas políticas maiores.

Se a proposta for de aprofundamento da democracia social, com desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida, cada Ministério tem que apresentar seus planos de ação, seus conselhos participativos, seus programas que caminhem nessa direção.

Se a proposta é a de recuperação do crescimento e do emprego, que se reativem os conselhos empresariais e de trabalhadores para uma política que permita um discurso um pouco mais concreto do que o mito da “lição de casa” — essa história de que bastará um ajuste fiscal doloroso para o país ser purgado de pecados e voltar a crescer.

Todos os Ministros precisam rezar pela mesma cartilha, uniformizar os argumentos, identificar as peças do jogo que seu Ministério será responsável.

Enquanto se prepara o plano, a presidente que se recolha, para não se expor mais ainda. Quanto mais aparecer, sem nada dizer de novo, maior será seu desgaste.

A mudança da opinião pública se dará através da percepção gradativa de que o país encontrou o caminho da reconstrução, com o discurso homogêneo do governo, com os primeiros resultados que começarem a aparecer, provavelmente só no próximo ano.

Quando essa percepção estiver mais clara, voltarão as regras tácitas de convivência social e política, a tentativa de reformar o país com discussões, uma opinião pública mais disposta a pressionar o Congresso, e não a selvageria do jogo atual, com cada setor pretendendo abrir picadas no muque.

Se esse dia chegar, não haverá mais o profundo ridículo  de procuradores posando de Intocáveis.

Luís Nassif
No GGN
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Eduardo Cunha é o “dono” dos domínios de Jesus na Internet!


e entrou Jesus no Templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no Templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombos. E disse-lhes: ‘Está escrito: a minha casa é casa de oração, mas vós fizestes dela um covil de ladrões” Mateus, 21 12-13

Se Jesus Cristo voltasse à Terra ia ter uma surpresa semelhante.

Quase tudo, com seu nome, em matéria de sites, está registrado como propriedade do Sr. Deputado Eduardo Cunha.

O Google de Jesus, o MSN de Jesus, o Gmail de Jesus, o Facebook de Jesus, o Chat de Jesus…e claro, o Shopping de Jesus, as Compras de Jesus, até a Globo de Jesus, tudo isso, num total de 288 sites que estão registrados como sua propriedade no Registro.br, órgão que gere o controle dos domínios eletrônicos.

A lista é um escândalo. Porque, crentes ou não crentes, todos devemos respeito à fé e devemos ter horror à mercantilização de um sentimento humano. Se já é terrível quando parte de uma igreja, pior ainda é quando é feita em nome pessoal, particular.

É obvio que uma ínfima parte destes sites  existe de fato.

A grande maioria se presta para intenções futuras do deputado ou, quem sabe, para serem negociados com quem os queira usar.

Isso não é  raro, nem é crime, é só uma esperta picaretagem, comum na web. Quem quiser ver como funciona este mercado pode ler a reportagem “Cambistas” de domínios: veja como eles agem na web, na página do NIC.br, órgão que  implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Virtualmente, portanto, Cunha é “dono” de Jesus na web.

E, ao que parece, politicamente, já se julga Deus, Todo-Poderoso.

Embora, que o diga o Dr. Janot, esteja mais para mercador do templo.

PS. Se você não quiser ir à página do Registro.br, copiei a relação. É imensa...

1530depfededuardocunha.com.br; ; 1530eduardocunhafederal.com.br; 1530federaleduardocunha.com.br; abencaochegou.net.br; bencaolivre.net.br; bencaopura.net.br; bookjesus.com.br; bookjesus.net.br; buscacrente.com.br; buscacrente.net.br; chatfeemjesu.com.br; chatfeemjesus.com.br; chatfeemjesus.net.br; chatjesus.com.br; chatjesus.net.br; chegouasuabencao.net.br; compraabencoada.net.br; compracrente.net.br; compradecrente.com.br; compradecrente.net.br; comunidadejesus.com.br; comunidadejesus.net.br; crentecompra.com.br; crentecompra.net.br; crenteurbano.net.br; depeduardocunha.com.br; depeduardocunha.net.br; deputadoeduardocunha.com.br; deputadoeduardocunha.net.br; eduardocunha.net.br; eduardocunhaeleicao2014.com.br; eduardocunhaeleição2014.com.br xn--eduardocunhaeleio2014-y1b5g.com.br; eduardocunhafederal.com.br; eduardocunhafederal.net.br; eduardocunhafederal1530.com.br; eduardocunhafederal1530.net.br; eleicao2014depeduardocunha.com.br; eleicao2014eduardocunha.com.br; eleição2014eduardocunha.com.br xn--eleio2014eduardocunha-m1b5g.com.br; 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Fernando Brito
No Tijolaço
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Precarização do trabalho e demagogia penal

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7077

A direita está se lavando. Nada como um suposto governo de esquerda acuado para servir de degrau ao conservadorismo.

Eduardo Cunha e Renan Calheiros estão espancando o governo todos os dias, mas quem apanha mesmo é a plebe.

Num dia, o Congresso Nacional propõe redução da maioridade penal; no outro, o governo pede restrição de direitos trabalhistas.

No caso do projeto de lei que precariza as relações de trabalho, liberando todo tipo de terceirização, uma farra que tem a unanimidade do empresariado – prova de que não pode ser ideia inteligente para quem é apenas trabalhador –, toda a direita gaúcha votou unida. Os petistas espernearam, mas foram derrotados. Daqui a pouco, mesmo esperneando, votarão no ajuste fiscal, cortando na carne daqueles que o elegeram para não fazer o jogo tradicional da turma dos camarotes.

Vejamos o caso da idade penal.

Parlamentares, em boa parte investigados em casos de corrupção, querem reduzir a maioridade penal para 16 anos de idade. É o típico pensamento demagógico de quem aposta no autoritarismo e no aumento da repressão como métodos pedagógicos. São as viúvas da palmatória e do grão de milho nas escolas, o pessoal que só vê qualidade de ensino onde há muita reprovação e professor sargentão. O Unicef assegura que apenas 1% dos homicídios no Brasil é cometido por menores de 18 anos. As cassandras, que não param de falar em impunidade, acham uma boa ideia botar adolescentes em prisões. Não pensam em reeducação. Querem apenas vingança ou disseminar o terror como dissuasão.

Onde há menos violência, na Suécia ou no Brasil? Em Londres ou na Nigéria? Por coincidência, há sempre menos violência onde a riqueza é mais bem distribuída socialmente. Em lugar de buscar uma distribuição melhor da riqueza brasileira entre todas as classes sociais, os adeptos da redução da maioridade penal preferem apostar noutra solução: aumentar a repressão. A causa não interessa. Vivemos numa sociedade em que poucos têm muito e muitos têm pouco, mas todos são estimulados o tempo todo, pela mídia, a querer ter tudo mesmo que a maioria não tenha condições de disputar nada. Qual o resultado?

A elite brasileira, essa é a palavra certa – aquela que, sob pretexto de combater a corrupção, tarefa nobre, quer mesmo é combater o Bolsa-Família, as cotas e o ProUni, limitados instrumentos de distribuição de uma renda mínima – prefere atacar os sintomas. As causas mexem nos seus bolsos. A escola da repressão total sonha com a resignação absoluta da plebe. O problema é que sociedades baseadas no estímulo obsceno dos desejos, ainda mais quando nem as necessidades básicas são atendidas, produzem revoltados. Por que eles deveriam aceitar um jogo cujas regras os excluem?

O remédio da maioridade penal aos 16 anos só agrava o mal devastador.

Parece uma saída justa, razoável e séria. É só uma concepção simplória do mundo. A sociedade dá missões, mas não dá os meios. Empresários poderosos atolam-se em crimes, sonegam impostos, pagam propina e ficam pouco tempo na cadeia, quando chegam a ser presos. Políticos fazem o mesmo e saem mais ricos do que entraram no negócio. Em meio a tudo isso, pede-se que jovens pobres de 16 anos sejam colocados em cadeias de adultos para dar a sensação à sociedade de que a impunidade está sendo combatida. Em paralelo, defende-se a redução da idade para o trabalho infantil. Tudo para não dividir o bolo.

O simplório, cego pela ideologia, esbraveja: “Vai para Cuba”. Nada de Cuba. Estocolmo está muito bom. O Brasil ainda não entendeu que para atingir o desenvolvimento, em termos de qualidade de vida, de certos países europeus, terá de dar um salto em educação, tecnologia, produtividade e distribuição de renda. A turma dos camarotes, que anda excitada com a possibilidade de dar um golpe nas instituições, só verá o Brasil no bom caminho quando a taxa de desemprego dobrar. Tudo se interliga.

Punir mais para distribuir menos.

Governo, aliados e oposição estão unidos, mesmo quando parecem discordar: todos por voltar a distribuir menos mesmo que tenham de punir muito mais. Desemprego baixo é atraso. Economia em crescimento não se importa com biografias.

São coisas menores.

Como os menores.
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Calçadas

O inglês tem um verbo curioso, to loiter, que quer dizer, mais ou menos, andar a esmo, ficar à toa, vagabundear, zanzar (grande palavra) ou simplesmente não transitar. E nos Estados Unidos (não sei se na Inglaterra também), loitering é uma contravenção. Você pode ser preso por loitering, ou por estar parado, em vez de transitando, numa calçada.

O que constitui loitering e, portanto, crime e o que é apenas inocente ausência de movimento ou direção depende da interpretação do guarda. Ou da mesma sutil percepção que define o que é e o que não é “atitude suspeita”.

É difícil imaginar outra coisa que divida mais nitidamente o mundo anglo-saxão do mundo latino do que o loitering, que não tem nem tradução exata em língua românica, que eu saiba. Se loitering fosse contravenção na Itália, onde ficar parado na rua para conversar ou apenas para ver os outros transitarem é uma tradição tão antiga quanto a sesta, metade da população viveria na cadeia. Na Espanha, toda a população viveria na cadeia.

Talvez a diferença entre os Estados Unidos e a Europa e a América Latina, e a vantagem econômica dos americanos sobre os povos que zanzam, se explique pelos conceitos diferentes de calçada: um lugar utilitário por onde se ir e vir ou um lugar para se estar, de preferência com outros. Os franceses, apesar de latinos, não usam tanto a calçada como sala, mas lá os cafés costumam invadir as calçadas, e temos o loitering sentado.

Não tenho nada contra shopping centers. Acho mesmo que são o lado positivo da americanização do mundo. Mas as grandes cidades brasileiras que perderam seus centros com a proliferação dos “xopis” perderam também o prazer da calçada como ponto de encontro e de papo ocioso. Sem falar na falta de segurança que nos transformou em bichos assustados que hesitam em sair da toca. O resultado é que, nas nossas calçadas, não somos mais latinos folgados nem americanos apressados. Somos no máximo transeuntes (horrível palavra).

Luís Fernando Veríssimo
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Dilma: Petrobras é a pátria de macacão e mãos sujas de óleo

A Dilma defende a Petrobras todo santo dia!



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As Hienas e os Vira-Latas

Intelectuais progressistas, preparai-vos para o debate: os liberais de todos os matizes estão de volta, propondo até mesmo uma nova ALCA.

Pensadores progressistas: alerta! Os liberais de todos os matizes estão de volta!

Aproveitando o momento de vulnerabilidade política e econômica do nosso país, os defensores de uma integração dependente do Brasil na economia internacional estão lançando uma nova ofensiva, facilitada pelas agruras do ajuste fiscal, com queda nos investimentos governamentais e o descrédito — convenientemente estimulado — das empresas estatais, na esteira do escândalo da Petrobrás. Em vez de atacar a raiz desses ilícitos, que é o financiamento empresarial das campanhas eleitorais (o que não diminui a responsabilidade dos transgressores da lei), os pós-neoliberais preferem investir contra os poucos instrumentos de política industrial que o Estado brasileiro ainda detém. A estratégia é ampla e não se limita a aspectos internos da economia. Incide diretamente sobre a forma pela qual o Brasil se insere na economia mundial.

Três linhas de ação têm sido perseguidas. Uma já faz parte do antigo receituário de boa parte dos comentaristas em matéria econômica: o Brasil deveria abandonar a sua preferência pelo sistema multilateral (representado pela Organização Mundial do Comércio) e dar mais atenção a acordos bilaterais com economias desenvolvidas, seja com a União Europeia, seja com os Estados Unidos da América. O refinamento, não totalmente novo, é o de que, para chegar a esses acordos, o Brasil deve buscar a "flexibilização" do Mercosul, privando-o de sua característica essencial de uma união aduaneira. Sem perceber que a motivação principal da integração é política — já que a Paz é o maior bem a ser preservado — os arautos da liberalização, sob o pretexto de aumentar nossa autonomia em relação aos nossos vizinhos, facilitando a abertura do mercado brasileiro, na verdade empurrarão os sócios menores (não em importância, mas em tamanho) para os braços das grandes potências. É de esperar que não venham a reclamar quando bases militares estrangeiras surgirem próximo das nossas fronteiras.

O segundo pilar do tripé, que está sendo gestado em gabinetes de peritos desprovidos de visão estratégica, consiste em tornar o Brasil membro pleno da OCDE, a organização que congrega primordialmente economias desenvolvidas. Essa atitude contraria a posição de aproximação cautelosa seguida até aqui e que nos tem permitido participar de vários grupos, sem tolher nossa liberdade de ação.  A lógica para a busca ansiosa pelo status de membro pleno residiria na melhoria do nosso rating junto às agências de risco, decorrente do nosso compromisso com políticas de investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual (entre outras) estranhas ao modelo de crescimento defendido por sucessivos governos brasileiros, independentemente de partidos ou de ideologias. O ganho no curto prazo se limitaria, se tanto, a um aspecto de marketing, e seria muito pequeno quando comparado com o custo real, representado pela perda de latitude de escolha de nossas políticas (industrial, ambiental, de saúde, etc.)

Finalmente — e esse é o aspecto mais recente da ofensiva pós-neoliberal — há quem já fale em ressuscitar a Área de Livre Comércio das Américas, cujas negociações chegaram a um impasse entre 2003 e 2004, quando ficou claro que os EUA não abandonariam suas exigências em patentes farmacêuticas (inclusive no que tange ao método para a solução de controvérsias) e pouco ou nada nos ofereceriam em agricultura. A Alca, tal como proposta, previa não apenas uma ampla abertura comercial em matéria de bens e serviços, de efeitos danosos para nosso parque industrial, mas também regras muito mais estritas e desfavoráveis aos nossos interesses do que as que haviam sido negociadas multilateralmente (i.e., no sistema GATT/OMC), inclusive por governos que antecederam ao do Presidente Lula. Tudo isso, sob a hegemonia da maior potência econômica do continente americano (e, por enquanto pelo menos, do mundo).

Medidas desse tipo não constituem ajustes passageiros. São mudanças estruturais, que, caso adotadas, alterariam profundamente o caminho de desenvolvimento que, com maior ou menor ênfase, sucessivos governos escolheram trilhar. Os que propugnam por esse redirecionamento de nossa inserção no mundo parecem ignorar que mudanças desse porte, sem um mandato popular expresso nas urnas, seriam não só prejudiciais economicamente, mas constituiriam uma violência contra a democracia. Evidentemente nosso governo não se deixará levar por pressões midiáticas, mas até alguns ardorosos defensores de um Brasil independente e soberano podem não ser de todo infensos a influencias de intelectuais que granjearam alguma respeitabilidade pela obra passada. Daí a necessidade do alerta: “intelectuais progressistas, preparai-vos para o debate”. Ele vai ser duro e não se dará somente nos salões acadêmicos ou nos corredores palacianos. Terá que ir às ruas, às praças e às portas de fábrica.

Celso Amorim
No Carta Maior
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O projeto da terceirização mostra que teria sido uma tragédia social uma vitória de Aécio

A imagem do retrocesso
Certas situações deixam subitamente claras coisas que pouca gente enxergava.

A votação da terceirização, por exemplo.

Ela expôs espetacularmente o retrocesso social que significaria a eleição de Aécio.

Os deputados do PSDB votaram pela terceirização.

Isso quer dizer o seguinte: votaram contra o povo. Contra os chamados 99%.

Terceirização não é daquelas coisas que têm prós e contras para diferenças grupos da sociedade.

É imensamente favorável para os empresários e imensamente desfavorável para os trabalhadores.

Uma pesquisa mostra que os terceirizados trabalham três horas a mais, ganham 25% a menos e ficam 3,1 anos a menos no emprego.

Que tal?

Aécio na presidência significaria um amplo, total, irrestrito movimento do Brasil nesta direção antitrabalhadores.

Ele prometeu “medidas impopulares” a representantes da plutocracia no início de sua campanha — e a posição tucana na votação deu uma mostra sinistra do que seria aquilo.

Dos 46 deputados do PSDB, 45 votaram pela terceirização. (Mara Gabrili foi a exceção.)

Espera-se que isso seja lembrado em futuras eleições, quando os candidatos vierem com sua lengalenga social.

Comportamento oposto tiveram três partidos: PT, PSOL e PC do B.

Todos os 61 deputados do PT rejeitaram o projeto. Todos os cinco do PSOL também. E apenas um deputado entre os 13 do PC do B (Carlos Eduardo Cadoca) disse sim.

Tudo isso considerado, é evidente que a presença de Dilma na presidência é um contraponto ao atraso do Congresso.

É presumível que ela vete o projeto.

Também é esperado que a sociedade acorde para o que está acontecendo via deputados federais: o 1%, como que insatisfeito com sua fatia abjeta de riqueza no patrimônio nacional, quer ainda mais. E colocou no Congresso, graças ao financiamento privado, deputados que estão prontos para fazer este serviço sujo.

O lado bom é que clarearam as coisas com este episódio, e os eleitores poderão fazer escolhas melhores nas eleições futuras.

Há que considerar, igualmente, o anteparo de Dilma. Imagine Aécio no Planalto. E mais Armínio na Fazenda. E  mais FHC como conselheiro. (Que melancólico final de carreira para FHC ver, em silêncio criminoso, seu partido apoiar, maciçamente, um ataque brutal aos direitos trabalhistas.)

Seria uma calamidade uma vitória de Aécio.

O projeto da terceirização acaba com o blábláblá segundo o qual, dado o ajuste proposto por Dilma, tanto fazia se ela ou Aécio se elegessem.

Seria pior com Aécio.

Muito pior.

Paulo Nogueira
No DCM
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Funcionário da Câmara, Márcio Martins de Oliveira, solta ratos na CPI da Petrobras


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O palhaço, o povo e o preconceito: Tiririca votou contra a terceirização, ou seja, a favor dos trabalhadores


Veja quem votou contra os trabalhadores

Durou 12 minutos, entre as 20h47 e 20h52, a votação que aprovou, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o Projeto de Lei 4330, que ampliou a terceirização da mão de obra para todas as áreas das empresas, sejam atividades-meios ou atividades-fins.

O Partido dos Trabalhadores (PT), o Psol e o PCdoB foram os únicos, entre os 26 que têm representação parlamentar no Congresso, que orientaram suas bancadas a votar “não” ao projeto

Apenas um deputado desses três partidos votou a favor: Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE). Os 61 do PT e cinco do Psol cravaram  “não”.

O projeto permitirá que qualquer empresa ou instituição pública, à exceção das áreas de fiscalização e regulamentação, funcionem integralmente com pessoal terceirizado, desde que o fornecedor  dirija sua atuação para área exclusiva de especialização.

PSDB, PMDB, PP, PTB, PSC, PHS, PEN, PSD, PR, PSB, DEM e PDT, e Solidariedade se posicionaram favoravelmente à proposta.

PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL ,PTdoB e Pros liberaram os membros de suas bancadas para votarem conforme sua própria vontade

A conclusão da votação está prevista na Câmara para a próxima terça-feira, 14, quando serão apreciadas as emendas ao projeto, conforme anunciou o presidente da casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De lá, o projeto segue direto para o plenário do Senado, onde qualquer modificação obriga a Câmara a proceder o reexame da matéria. Sem alteração no Senado, ou após nova apreciação da Câmara, o projeto de lei segue para a presidenta Dilma Rousseff. Caberá a ela sancionar ou vetar total ou parcialmente o projeto.

Abaixo, veja como votaram os parlamentares.

PARLAMENTAR UF/ VOTO

DEM

Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Efraim Filho PB Sim
Eli Côrrea Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Sim
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Sim
Misael Varella MG Sim
Moroni Torgan CE Não
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Pauderney Avelino AM Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Não
Rodrigo Maia RJ Sim

Total DEM: 19

PCdoB

Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Chico Lopes CE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não

Total PCdoB: 13

PDT

Abel Mesquita Jr. RR Sim
Afonso Motta RS Sim
André Figueiredo CE Sim
Dagoberto MS Sim
Damião Feliciano PB Não
Deoclides Macedo MA Sim
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Sim
Giovani Cherini RS Sim
Major Olimpio SP Sim
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Não
Mário Heringer MG Sim
Roberto Góes AP Sim
Sergio Vidigal ES Sim
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Sim
Wolney Queiroz PE Não

Total PDT: 18

PEN

André Fufuca MA Sim
Junior Marreca MA Sim
Total PEN: 2
PHS
Adail Carneiro CE Sim
Carlos Andrade RR Sim
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Sim
Marcelo Aro MG Sim

Total PHS: 5

PMDB

Alceu Moreira RS Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Sim
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Elcione Barbalho PA Sim
Fabio Reis SE Sim
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Não
Hildo Rocha MA Sim
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Sim
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Sim
Josi Nunes TO Sim
Laudivio Carvalho MG Sim
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Não
Lucio Vieira Lima BA Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Não
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Osmar Terra RS Não
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Sim
Vitor Valim CE Não
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim

Total PMDB: 61

PMN

Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim

Total PMN: 2

PP

Afonso Hamm RS Sim
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Sim
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Sim
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Guilherme Mussi SP Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
Jorge Boeira SC Não
José Otávio Germano RS Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Não
Odelmo Leão MG Sim
Paulo Maluf SP Sim
Renato Molling RS Sim
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Sim
Simão Sessim RJ Sim
Toninho Pinheiro MG Sim

Total PP: 37

PPS

Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Sim
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Sim
Marcos Abrão GO Sim
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Sim
Roberto Freire SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Sandro Alex PR Sim

Total PPS: 11

PR

Aelton Freitas MG Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Altineu Côrtes RJ Sim
Anderson Ferreira PE Sim
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Não
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Não
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Sim
Lincoln Portela MG Não
Luiz Cláudio RO Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Não
Tiririca SP Não
Vinicius Gurgel AP Sim
Wellington Roberto PB Sim
Zenaide Maia RN Abstenção

Total PR: 30

PRB

Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Sim
Antonio Bulhões SP Não
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Sim
Jony Marcos SE Não
Marcelo Squassoni SP Sim
Márcio Marinho BA Não
Roberto Sales RJ Sim
Ronaldo Martins CE Não
Rosangela Gomes RJ Sim
Tia Eron BA Sim
Vinicius Carvalho SP Sim

Total PRB: 17

PROS

Ademir Camilo MG Não
Antonio Balhmann CE Sim
Beto Salame PA Não
Domingos Neto CE Sim
Dr. Jorge Silva ES Sim
Givaldo Carimbão AL Sim
Hugo Leal RJ Sim
Leônidas Cristino CE Sim
Miro Teixeira RJ Não
Ronaldo Fonseca DF Sim
Valtenir Pereira MT Sim

Total PROS: 11

PRP

Alexandre Valle RJ Sim
Juscelino Filho MA Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Sim

Total PRP: 3

PSB

Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Não
Bebeto BA Não
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Sim
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Sim
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Janete Capiberibe AP Não
João Fernando Coutinho PE Sim
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Sim
Keiko Ota SP Sim
Leopoldo Meyer PR Sim
Luciano Ducci PR Sim
Luiz Lauro Filho SP Sim
Luiza Erundina SP Não
Maria Helena RR Não
Marinaldo Rosendo PE Sim
Pastor Eurico PE Sim
Paulo Foletto ES Sim
Rodrigo Martins PI Sim
Stefano Aguiar MG Sim
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Vicentinho Júnior TO Sim

Total PSB: 30

PSC

Andre Moura SE Sim
Erivelton Santana BA Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Irmão Lazaro BA Sim
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Não
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim

Total PSC: 10

PSD

Alexandre Serfiotis RJ Sim
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Abstenção
Diego Andrade MG Sim
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Fernando Torres BA Sim
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
Jefferson Campos SP Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
José Nunes BA Sim
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Ricardo Izar SP Sim
Rogério Rosso DF Sim
Rômulo Gouveia PB Sim
Sérgio Brito BA Sim
Sergio Zveiter RJ Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Não
Walter Ihoshi SP Sim

Total PSD: 30

PSDB

Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Covas SP Sim
Caio Narcio MG Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Sim
Delegado Waldir GO Sim
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Fábio Sousa GO Sim
Geovania de Sá SC Não
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci DF Sim
João Campos GO Sim
João Castelo MA Sim
João Gualberto BA Sim
João Paulo Papa SP Sim
Lobbe Neto SP Sim
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Mariana Carvalho RO Sim
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Sim
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Sim
Ricardo Tripoli SP Sim
Rocha AC Sim
Rodrigo de Castro MG Sim
Rogério Marinho RN Sim
Rossoni PR Sim
Samuel Moreira SP Sim
Shéridan RR Sim
Silvio Torres SP Sim
Vitor Lippi SP Sim

Total PSDB: 46

PSDC

Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2

PSL

Macedo CE Não
Total PSL: 1
PSOL
Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não

Total PSOL: 5

PT

Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fabiano Horta RJ Não
Fernando Marroni RS Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
Henrique Fontana RS Não
João Daniel SE Não
Jorge Solla BA Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Não
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Odorico Monteiro CE Não
Padre João MG Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Ságuas Moraes MT Não
Sibá Machado AC Não
Toninho Wandscheer PR Não
Valmir Assunção BA Não
Valmir Prascidelli SP Não
Vander Loubet MS Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Waldenor Pereira BA Não
Weliton Prado MG Não
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca Dirceu PR Não
Zeca do Pt MS Não

Total PT: 61

PTB

Adelson Barreto SE Sim
Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Benito Gama BA Sim
Deley RJ Não
Eros Biondini MG Não
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Jozi Rocha AP Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Sim
Paes Landim PI Sim
Pedro Fernandes MA Não
Ricardo Teobaldo PE Sim
Ronaldo Nogueira RS Não
Walney Rocha RJ Sim
Wilson Filho PB Sim
Zeca Cavalcanti PE Não

Total PTB: 22

PTC

Brunny MG Não
Uldurico Junior BA Não

Total PTC: 2

PTdoB

Luis Tibé MG Sim
Pastor Franklin MG Sim

Total PTdoB: 2

PTN

Bacelar BA Não
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim

Total PTN: 4

PV

Evair de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Leandre PR Sim
Victor Mendes MA Sim
William Woo SP Sim

Total PV: 6

Solidariedade

Arthur Oliveira Maia BA Sim
Augusto Carvalho DF Sim
Augusto Coutinho PE Sim
Aureo RJ Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Expedito Netto RO Sim
Ezequiel Teixeira RJ Sim
Genecias Noronha CE Sim
Laercio Oliveira SE Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Zé Silva MG Sim

Total Solidariedade: 14

Fonte: Coordenação Eletrônico de Votação
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Quem paga os blogueiros “limpos”?

Ponto de ônibus na África do Sul durante o apartheid, regime racista apoiado pelo grupo Naspers, sócio da editora Abril. 
Foto: Joanne Rathe/Boston Globe
Há um mês, desde que anunciei a independência deste blog, tenho sido atacada sem trégua nas redes sociais por direitistas que me acusam de “receber dinheiro do governo” por conta de um convite que recebi para trabalhar na TV Brasil. Eu, jornalista reconhecida, com passagem pelos principais veículos de comunicação brasileiros, havia sido convidada para integrar a bancada de um programa de entrevistas –assim como acontece com vários jornalistas da revista Veja que atuam na TV Cultura, emissora estadual gerida pelo PSDB, mas isso eles não criticam. Por circunstâncias pessoais, tive que passar uma temporada em São Paulo e não foi possível que o contrato se concretizasse. Ou seja, nada recebi nem receberei da TV Brasil. Os difamadores (entre eles uma apresentadora de TV reacionária) responderão na Justiça pelas calúnias.

Vários colegas blogueiros que recebem publicidade governamental continuam, porém, a ser difamados pelos pitbulls que escrevem blogs de direita, como se todos os jornais, revistas e TVs do País não fizessem o mesmo. A comparação, inclusive, é absurda, porque enquanto a velha mídia recebe bilhões, os blogueiros de esquerda ficam com tostões (confira aqui). Mas eu queria chamar a atenção para um aspecto: será que os patrões dessa gente que acusa a esquerda de receber dinheiro em troca de opinião são melhores que o governo, qualquer um? Será que o dinheiro que eles embolsam todo mês é “mais limpinho”? Quem, afinal, paga os blogueiros de direita? Se eles acham que ideologia se vende, para quem eles vendem a sua?

Os patrões dos blogueiros “limpos” são:

– CÚMPLICES DA DITADURA MILITAR: absolutamente todos os meios de comunicação para quem esse povo trabalha apoiaram a ditadura militar no Brasil e na América do Sul. São, portanto, cúmplices das torturas, assassinatos, sequestros e desaparecimentos que ocorreram naquele período.

estadaogolpe

 LATIFUNDIÁRIOS: o grupo Bandeirantes, um dos mais reacionários do país, possui 16 fazendas apenas em São Paulo, segundo denunciou o deputado federal Dr. Rosinha em 2009. Em 1985, uma das fazendas dos donos da Band foi desapropriada pelo Incra, a primeira desapropriação feita em Minas Gerais para a reforma agrária. A emissora, aliás, presta homenagem em seu próprio nome aos bandeirantes, notórios assassinos de índios e antepassados da retrógrada elite paulistana.

 LIGADOS ÀS OLIGARQUIAS POLÍTICAS: afiliadas da Globo, Record, SBT e Band em vários Estados são de propriedade das oligarquias políticas que os blogueiros “limpos” dizem combater, como José Sarney, Fernando Collor, Jader Barbalho e Renan Calheiros.

 GENTE COM DINHEIRO ESCONDIDO NA SUÍÇA: os nomes dos proprietários da Folha de S.Paulo, da Globo e da Bandeirantes aparecem entre os brasileiros que possuem conta na Suíça. Isso não é crime? Talvez. Mas eu não tenho conta na Suíça, você tem?

– DEFENSORES DA CENSURA: ironicamente, João Jorge Saad, fundador da rede Bandeirantes, que volta e meia acusa o PT de ser “contra a liberdade de expressão”, declarou, em 1972, ser favorável à censura. “Deve e precisa existir, para a defesa da família, das instituições e do menor”, disse.

 LOBISTAS DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: as empresas jornalísticas brasileiras não se envergonham de repercutir notícias do interesse da indústria farmacêutica como se fossem “descobertas científicas”. Graças à ajuda irresponsável da mídia, o Brasil se tornou o quinto maior consumidor de remédios do mundo. É o segundo maior consumidor, por exemplo, de Ritalina, uma droga para crianças questionada por educadores e psicólogos em vários países.

 APOIADORES DO APARTHEID: os sócios sul-africanos da Editora Abril, que edita a revista Veja, apoiaram o apartheid em seu país. O jornal Die Burger, do grupo Naspers, sócio da Abril, chegou a ser o porta-voz oficial do regime racista que durou 46 anos e que manteve preso por 30 anos o líder anti-apartheid Nelson Mandela. Em 2006, o grupo adquiriu 30% das ações da Abril.

 INVESTIGADOS POR FRAUDE FISCAL: a RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, está sendo investigada pela Polícia Federal na Operação Zelotes, que apura acusações de suborno a conselheiros da Receita para tentar anular débitos milionários de empresas com o fisco.

– ASSOCIADOS A CONTRAVENTORES: a revista Veja utilizou o bicheiro Carlinhos Cachoeira como fonte de várias reportagens, inclusive com gravações obtidas ilegalmente. “Ter um corrupto como informante não nos corrompe”, publicou o diretor de redação da revista. As relações entre a revista e o bicheiro chegaram a ser alvo de uma CPI.

 DISSEMINADORES DE IGNORÂNCIA: em vez de cumprir seu papel social de compartilhar cultura e conhecimento, a mídia brasileira, obcecada por arrancar o PT do poder, tem se notabilizado nos últimos anos por disseminar intolerância, preconceito e ignorância, por meio dos mesmos blogueiros raivosos que acusam a esquerda de receber dinheiro do governo.

Estou trilhando um caminho próprio de independência, contando apenas com as assinaturas e doações de meus leitores. Mas eu preferiria dez vezes ser paga pelo governo do que por patrões assim. Menos mal que já não preciso deles para sobreviver. Será que os blogueiros “limpos” podem dizer o mesmo?

Cynara Menezes
No Socialista Morena
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