3 de abr de 2015

Ibope, GfK e Globo


Novo Ibope abre debate sobre audiência

A compra do Ibope Media pelo grupo WPP, o gigante de publicidade e relações públicas sediado em Londres, causa apreensão quando ao risco de conflito de interesses, tanto no Brasil como em outros países em que o instituto atua, na América Latina.

Por 72 anos, o Ibope foi uma empresa independente, chegando a outros 16 países. Mas desde a virada do ano as suas pesquisas de audiência passaram a ser controladas pelo WPP, que abrange agências de propaganda de atuação mundial, como a Ogilvy.

Logo depois da aquisição, o jornal chileno de negócios "Pulso" informou que "a possibilidade de que o WPP influencie a gestão de dados é uma preocupação entre os canais" do país. Para responder à preocupação, executivos do Ibope e da Kantar, como é chamado o braço do WPP que agora controla o instituto, foram recentemente ao Chile.

Disseram o mesmo que o Ibope respondeu em nota, ao ser questionado no Brasil: "Com a aquisição do Ibope, a Kantar Media se tornou a maior empresa de medição de audiência no mundo. Ela jamais chegaria a esse porte ou alcançaria esse posto se houvesse conflito de interesse com outros ativos do WPP".

O instituto argumentou ainda que "a independência entre as empresas do grupo é salutar para a longevidade e o crescimento dos negócios". Antes, quando do anúncio da compra, a Kantar já havia defendido seu histórico de transparência no assunto.

Riscos previstos

No Brasil, onde o grupo WPP abrange agências de grande porte como Ogilvy, JWT e Newcomm/Y&R, Eugênio Bucci, professor de ética na ECA-USP, afirma que no caso "existe, necessariamente, um conflito de interesses".

O problema, acrescenta, é "como será tratado e equacionado". "Qual é o compromisso que o grupo apresenta, para os seus clientes, de que não haverá contaminação?". A transparência não bastaria, pois "é um pré-requisito".

Paulo Queiroz, copresidente da DM9DDB, agência ligada a concorrentes do WPP, não vê mudança: "Dos 72 anos do Ibope, 18 já são em parceria com o WPP, e durante o período o instituto prestou um serviço de excelência e credibilidade. A compra do controle não deve alterar em nada a qualidade do serviço e a idoneidade do instituto".

No Chile, a compra levou as redes de TV a ameaçar abrir concorrência para contratar outro instituto, após 20 anos com o Ibope. O alemão GfK e o francês Ipsos teriam manifestado interesse, mas a recente conversa reaproximou Ibope e emissoras.

No Brasil, as maiores redes já estavam divididas antes, com a Globo mantendo o Ibope, e Record, SBT, Bandeirantes e RedeTV! apoiando o GfK, cujo levantamento de audiência tinha previsão de começar nesta quinta (2).

Em entrevista à Folha, em dezembro, o Ibope afirmou que o GfK antes era desconhecido do instituto –e que, como parte do WPP, ganhou "uma boa arma para lutar". A empresa alemã é "muito conhecida" do grupo londrino, que já a derrotou em mercados europeus. Instado a falar sobre conflito de interesses no concorrente, o GfK disse que não comenta "ações de outros players".

Nelson de Sá
No fAlha



É o GfK ou o Globope! Bye, bye Globo! Bye!

Quem assina o GfK não pode pedir anúncio com o Globope! Pau no BV da Globo!

O Valdir Macedo, como se sabe, é um valioso informante do Conversa Afiada.

(Porque o Conversa Afiada não é como essas repórteres e 'colonistas' da 'Fel-lha' — do figurino “eu sou o carrasco do PT!” — que se especializam em “reportagens” sem fonte.)

Aqui, não!

Tem fonte.

Pois, o Valdir Macedo, por exemplo, não quer comprar a Globo.

Acha que a folha de salários é muito alta… a audiência não paga essa conta…

Ainda mais depois que o SBT ganhou na Justiça o direito de abrir a caixa-preta (pretíssima!) do Globope!

O Valdir Macedo ligou cedo ao ansioso blogueiro.

— O instituto alemão de medir a audiência — GfK — entrega os primeiros resultados em trinta dias;

— O GfK está no mundo inteiro, assim como o Nielsen americano;

— o único que está só no Brasil (foi expulso da Argentina pela CFK) é o Globope;

— o Globope, portanto, é uma jabuticaba brasileira!;

— o GfK tem feito uma varredura nos “métodos” do Globope;

— o Globope, com medo do GfK, começou a fazer uma correção “pra cima” dos índices dos concorrentes da Globo — e pra baixo da Globo… —, para a distancia não ficar muito grande, daqui a 30 dias;

— o Globope não mede imensas regiões do Brasil, e mais grave — não mede audiência em favela;

— o Globope não sobe o morro;

— aliás, segundo o Renato Meirelles, do “Um País Chamado Favela”, não se pode mais falar em “favela”: porque o GfK só encontrou TV LED nas “favelas”…;

— é por isso que a Globo se elitizou, se coxinhou, não fala mais com os pobres, não carrega embrulho, não dá mão a preto, como diz o Billy Blanco: pensa que o Brasil é a Barra da Tijuca!;

— bem feito, diz o Valdir: a Globo saiu do Brasil — e vice-versa;

(Como diz aquele brilhante advogado do ansioso blogueiro: “a televisão é uma concessão do Estado. O Estado é uma concessão da Globo!”)

— nem a Regina Casé — ela acha que os pobres cabem todos na cobertura dela no Leblon — , cobre mais essa distancia entre o Brasil e a Globo;

— tem um aspecto muito importante no contrato que a GfK levou quatro anos para negociar com a Record, o SBT, a Band e a RedeTV: uma vez recebido o GfK, as emissoras não podem mais receber ou usar o Globope em suas atividades comerciais!

— não pode mais chegar na agência ou na SECOM e pedir anúncio com o Globope debaixo do braço;

— é o GfK ou nada!

— o que significa isso?, amigo navegante, pergunta o Valdir, com incontida satisfação…;

— significa que a SECOM, as agências e os mídia viciados em BV da Globo vão ter que legitimar o GfK;

— como é que eles vão programar o Domingo Es-pe-ta-cul-lar, sem o Globope, pergunta-se o Valdir, que não perde um “Bichos Curiosos”?

— ou os mídia viciados em BV só vão programar a Globo, para embolsar o BV?

— há quatro anos, a Globo enrola o GfK;

— apostou em que as negociações do GfK iam fracassar no Brasil, assim como fracassou a tentativa do SBT de montar um índice próprio de audiência;

— agora, é diferente: a GfK é uma empresa alemã, que vende serviços no mundo inteiro;

— a Globo vai abandonar o Globope na beira da estrada?;

— logo o Globope que, associado ao BV, sustentou a Globo durante décadas?;

— permitiu que essa indústria milionária se sustentasse em dois pilares fajutos?;

— a Globo acha que vai ser o único soldado que marcha certo?;

— quanto tempo pode durar essa jabuticaba?

— serão as próprias agências — e a SECOM — as responsáveis por essa punhalada nas costas da Globo e de seu imaculado BV!

Do outro lado da linha, ouvem-se as gargalhadas sonoras do Valdir!

Esse Valdir…

Paulo Henrique Amorim



Pressionada, Globo elimina trama de garota de programa de Babilônia

Em crise no Ibope, Babilônia, sofrerá ajustes profundos nos próximos dias. Depois de ganhar nova vinheta de abertura, a novela das nove da Globo passará por uma reconfiguração na fotografia, que ficará mais iluminada, sem penumbras. E uma personagem central terá uma correção radical de rota. Alice, vivida por Sophie Charlotte, não será mais garota de programa, como estava previsto em sinopse e em capítulos já entregues à produção. Pressionada, a Globo decidiu dar a ela uma jornada de mocinha menos ousada.

A Globo irá jogar fora cenas de vários capítulos, das duas próximas semanas, que mostrariam Alice se tornando prostituta. Novas cenas estão sendo escritas. "Alice em nenhum momento vai fazer programa", adianta Ricardo Linhares, coautor de Babilônia. Segundo ele, a mudança no rumo de Alice é um ajuste para adequar a novela à classificação indicativa. Ou seja, além de enfrentar resistência de parte do público mais conservador, a trama também correria o risco de ser reclassificada como imprópria para menores de 14 anos, o que poderia prejudicar sua exibição em território com fuso horário diferente do de Brasília.

Mas é fato que Babilônia tem sido criticada por ser progressista demais, com vilãs extremamente realistas e um casal de senhoras lésbicas que vai se casar. Deixar uma protagonista jovem e bela como Alice se envolver em uma trama de prostituição poderia aumentar ainda mais a repulsa dos fãs do folhetim tradicional. Com Alice vivendo uma mocinha convencional, Babilônia pode preencher uma lacuna deixada por outra mocinha, a Regina de Camila Pitanga, que não caiu totalmente na graça do público.

Pela sinopse, Alice, uma jovem de classe média que teve a autoconfiança abalada pela mãe, Inês (Adriana Esteves), iria se tornar a principal prostituta do casting do cafetão Murilo (Bruno Gagliasso). Já na próxima semana, ela iria fazer, sem saber, seu primeiro programa pago: pensando estar envolvida em um jogo de sedução, transaria com um homem estrangeiro. No final, ele deixaria R$ 3.000, e então ela descobriria que se prostituiu, brigaria com Murilo e cuspiria na cara dele.

Alguns capítulos depois, cansada das brigas com a mãe, que sempre a chama de inútil e encostada, a personagem procuraria Murilo e toparia virar garota de programa. Alice exigiria fazer um "test drive" com Guto (Bruno Gissoni), o que iria ao ar no dia 11. Ela faria seu primeiro programa oficial com Evandro (Cassio Gabus Mendes) no capítulo do dia 13. Dois dias depois, eles teriam um novo encontro, e o milionário daria um dinheiro extra para a beldade comprar lingeries mais sofisticadas.

Nada disso irá ao ar. "Essas situações não vão mais acontecer do jeito que eram. Alice em nenhum momento vai fazer programa. Murilo vai tentar convencê-la, ela vai chegar a se encontrar com Guto, mas vai desistir enquanto conversam. Não chegará a acontecer nada. Ela decide que não é isso o que quer para sua vida. Depois, ela vai ficar amiga de Evandro, em outra circunstância, sem a interferência de Murilo", diz Linhares.

Daniel Castro e Márcia Pereira
No Notícias da TV
Leia Mais ►

Na CCJ, 60% dos deputados à favor da redução da maioridade penal são investigados por crimes


Deputados são investigados por crimes eleitorais ou corrupção. Mas quem deve ser presa é a juventude brasileira!

Se a lógica do senso comum valesse para efeito de julgamento dos deputados que participaram e derrubaram a inadmissibilidade da PEC 171/93, que prevê a redução da maioridade penal, em reunião da CCJC na quinta (31/03), 60% deles não poderiam ocupar suas funções públicas.

Dos 43 deputados responsáveis pela aprovação da PEC da Redução, 25 têm problemas na justiça e estão envolvidos em algum processo criminal. Os outros 16 (também segundo a lógica punitiva hegemônica) tem melhores advogados.

“Lugar de bandido é na cadeia!” E o que fazer com os “maiores infratores”?

Um dos principais argumentos usados pelos parlamentares para justificar a necessidade de levar à frente a proposta de redução da maioridade penal é o fato de, segundo pesquisas, mais de 90% da população ser favorável à alteração da lei.

Sim, é preciso reconhecer que há um majoritário, porém superficial posicionamento sobre o tema, muito mais fruto da campanha massiva promovida pelos grandes meios de comunicação, que estimula o sentimento de medo e vingança em relação aos adolescentes em conflito com a lei, do que propriamente uma opinião coletiva resultante de uma análise mais séria do assunto.

Mas usemos para efeito de reflexão a mesma lógica: qual a opinião da população acerca dos políticos? E dos deputados? E do Congresso Nacional? Qual a diferença entre um político corrupto e um assassino qualquer? Que criminoso é mais perigoso, o deputado que vende emenda parlamentar e negocia propinas ou o “traficante-delinquente-marginalzinho-vagabundo-preto-tá-com-dó-leva-pra-casa” ali da esquina?

Quem precisa de leis severas que lhes garantam punição e cadeia são os jovens brasileiros!

O debate sobre a redução da maioridade penal nos coloca defronte ao imaginário racista e preconceituoso — próprio da sociedade brasileira — de que há certas pessoas que colocam a sociedade em risco; de que precisamos nos ver livres delas; de que, se possível, elas devem ser mortas; de que ao menos devem ser presas, quanto mais e quanto antes. E de que essas são verdades inquestionáveis, mesmo que a realidade dos fatos demonstrem o contrário e mesmo que os julgadores sejam tão ou mais criminosos que os julgados.

Abaixo, a ficha corrida, a capivara, a síntese do currículo lattes dos nobres deputados responsáveis pela avaliação favorável à PEC da redução na CCJC.

1 Aguinaldo Ribeiro Investigado pela operação Lava Jato
2 Alceu Moreira Ficha suja
3 Alexandre Leite Crime eleitoral
4 Altineu Cortes Multa por campanha antecipada 2012
5 André Moura Investigado por compra de votos (2006)
6 André Fufuca
7 Arnaldo Faria Sá
8 Arthur O. Maia
9 Bonifácio Andrade Porte ilegal de arma
10 Bruno Covas Caixa 2
11 Capitão Augusto
12 Covatti Filho
13 Cristiane Brasil Crime eleitoral
14 Danilo Forte Crime eleitoral e em leis de licitações
15 Dr. João
16 Elmar Nascimento
17 Evandro Gussi
18 Fausto Pinato
19 Felipe Maia Investigado pelo TCU: Dono de empresa que presta serviço ao governo
20 Giovani Cherini Captação ilícita de sufrágio
21 João Campos Investigado por embolsar o salário de funcionários
22 José Carlos Aleluia Máfia das ambulâncias
23 Juscelino Filho Crime eleitoral
24 Laerte Berssa
25 Laudivio Carvalho
26 Lincoln Portela Compra superfaturada de ambulâncias (Operação Sanguessuga)
27 Luciano Ducci Crime eleitoral
28 Marco Tebaldi Lei de licitações e responsabilidade fiscal
29 Marcos Rogerio
30 Paes Landim Crime eleitoral
31 Pastor Eurico
32 Paulo Freire Venda de emendas parlamentares
33 Paulo Magalhães Crime eleitoral
34 Prof. Victorio Galli
35 Ronaldo Fonseca
36 Rossoni Funcionários fantasmas
37 Sandro Alex
38 Sergio Souza Operação Gafanhoto – desvio de verba assembleia legislativa paraná
39 Sergio Zveiter
40 Silas Camara Crime eleitoral
41 Valtenir Pereira Crime eleitoral
42 Veneziano Vital Improbidade administrativa
43 Vitor Valil

Douglas Belchior e Gabriela Zanotto - Eu quero que desenhe.
No Negro Belchior



Leia Mais ►

Assassinos de homossexuais se casam em prisão na Inglaterra


O primeiro casamento realizado entre pessoas do mesmo sexo em uma prisão da Grã-Bretanha é, surpreendentemente, de dois homens acusados de assassinato por motivos homofóbicos; a cerimônia ocorreu na sexta-feira (27)

O primeiro casamento realizado entre pessoas do mesmo sexo em uma prisão da Grã-Bretanha é, surpreendentemente, de dois homens acusados de assassinato por motivos homofóbicos. Marc Goodwin, de 31 anos, foi condenado por espancar até a morte Malcolm Benfold, em Blackpool, no ano de 2007. O marido dele, Mikhail Gallatinov, de 40 anos, foi preso em 1997 por matar Adrian Kaminsky, em Manchester.

Os dois se conheceram na biblioteca da prisão de Full Sutton, em East Yorkshire. A cerimônia ocorreu na sexta-feira (27) e durou cerca de 15 minutos, com a participação de parentes do casal. Goodwin tem ainda dez anos de pena para cumprir, enquanto Gallatinov está a um ano da sua primeira audiência de avaliação da liberdade condicional. Segundo um porta-voz do sistema prisional, apesar da oficialização da união, eles não poderão dividir a mesma cela.

No Fórum
Leia Mais ►

Uma saída para a crise da Petrobras


Um plano de indenização para o governo e para a Petrobras

Em entrevista à CartaCapital, Walfrido Warde, doutor em direito comercial pela USP e advogado especialista em direito societário e mercado de capitais, propõe um plano para indenizar o governo federal e a Petrobras pelas perdas com a corrupção, evitar o fechamento das empreiteiras, a paralisação de obras e a perda de empregos, sem prejuízo das punições a todos os responsáveis pelas irregularidades.

Leia Mais ►

Eduardo Cunha ameaça processar Nassif


O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha pretende processar o Blog.

No mandado de citação, ele diz:

"O Autor, depois de vários anos de sua vida como administrador digno e honesto chegou ao elevado cargo de Presidente da extinta Telerj, no qual destacou-se sobremaneira» sendo que sua administração chegou a ser objeto de referência elogiosas na imprensa, como vê do incluso editorial do Jornal 'V GLOBO" (Doe, 1)

Além disso, face à sua comprovada honestidade e competência como administrador, o Autor chegou ao cargo de Presidente da Cehab (Doe. 2)

Posteriormente, por força do voto popular, foi levado à ALERJ, como Deputado Estadual (Doe. 3).

Hoje, ocupa uma honrosa cadeira na Câmara dos Deputados, para a qual também foi reeleito pelo voto popular nas últimas eleições, em um segundo mandato como Deputado Federal (Doe. 4).”.

Vou pedir uma ajuda para vocês, em uma pesquisa nos sites jornalísticos, especialmente no período 1990 a 2000.

Para os voluntários, o trabalho coletivo fica assim:

1.   Pesquisem nos sites. Na Folha tem muita matéria, assim como na Veja e na IstoÉ da época. Seria bom pesquisar em O Globo, já que Cunha invoca um editorial elogioso em seu favor.

2.    Selecionadas as matérias relevantes, copie o link e os trechos mais elucidativos.

3.    Podem também imprimir a página em PDF e, depois, anexar o arquivo nos comentários. Basta clicar no PRINT e, nas opções, selecionar gravar em PDF.

4.    À medida em que os trabalhos forem sendo levantados, vamos estruturá-los em uma série sobre o presidente da Câmara.

O material também poderá ser enviado para lourdes@jornalggn.com.br



Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

Exército do Chile tenta esconder lista de ex-agentes de Pinochet

O comandante Humberto Oviedo trata de impedir que se conheça os nomes dos opressores
A ação foi ajuizada contra a decisão do Conselho de Transparência que ordenou entregar a informação a pedido do meio de comunicação chileno El Ciudadano.

O comandante-em-chefe do Exército chileno, o general Humberto Oviedo, recorreu para o Tribunal de Apelações de Santiago para impedir que sejam conhecidos os nomes de ex-agentes da Central Nacional de Informações (CNI), organismo policial do ditador Augusto Pinochet, entre 1977 e 1990, que continuam a trabalhar na instituição.

A ação foi ajuizada contra a decisão do Conselho de Transparência que ordenou entregar informações a pedido do El Ciudadano.

Originalmente, o Exército disse que desconhecia que militares ou funcionários administrativos fizessem parte do organismo repressor criado na ditadura. No entanto, este argumento foi indeferido pelo CPLT ao reconhecer que em várias ocasiões o comando militar produziu listas de ex-agentes da CNI ao Poder Judiciário.

Uma destas listas foi entregue ao Ministro Hugo Dolmestch como parte da investigação da Operação Albânia. Outra, ao agora presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Sergio Muñoz, no processo pela morte de Tucapel Jimenez.

Uma vez recebido o amparo por negação de informações deduzido por esse meio contra o exército, o general Humberto Oviedo reiterou sua posição pelos tribunais, alegando uma suposta ilegalidade na decisão de CPLT no tribunal.

No texto do recurso, o general Oviedo defendeu a reserva dos nomes solicitados nos termos da lei 19.974, que protege o Sistema de Inteligência de Estado. Ele também afirmou que a publicidade dos nomes daqueles que integraram a CNI não pode ser autorizada, uma vez que isso afetaria a honra desses funcionários e seu direito ao trabalho.

É importante ressaltar que um dos muitos agentes da CNI que atualmente servem no exército, está o funcionário público Hector Orellana Cáceres, que serve no Comando de Saúde como assessor de conselheiro contabilidade.

O trabalho do ex-agente da CNI tem sido questionado pela família do cabo Orlando Morales Pinto, assassinado em circunstâncias misteriosas em 2002, após a comunicação de irregularidades no Cosale, quando Michelle Bachelet era ministra da Defesa.

Junto com Héctor Cáceres, no momento da morte de Orlando se encontrava ativo outro personagem ligado aos serviços de inteligência de Pinochet: Álvaro Guzmán Valenzuela, então director do Cosale.

Leia Mais ►

Dilma Rousseff lamenta morte de menino baleado no Complexo do Alemão


A presidenta Dilma Rousseff manifestou, nesta sexta-feira (3), pesar e solidariedade à família do menino Eduardo de Jesus Ferreira, morador do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que morreu baleado na quinta-feira.

Leia a íntegra da nota assinada pela presidenta:
Quero expressar minha solidariedade e sentimentos de respeito neste momento de dor a Terezinha Maria de Jesus, que perdeu o filho Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, no Complexo do Alemão. Espero que as circunstâncias dessa morte sejam esclarecidas e os responsáveis, julgados e punidos.

Dilma Rousseff
Presidenta da República



Na noite dessa quinta-feira, 02 de Abril, os moradores do Complexo do Alemão realizaram um pequeno protesto na rua Joaquim de Queiroz (Grota), contra a morte de Eduardo Ferreira Calei, de 10 anos, que foi atingido nesta tarde por um tiro de fuzil no Areal. O protesto começou por volta das 22h40 e durou cerca de 30 minutos, onde os moradores, junto com todos os presidentes das associações de moradores do Complexo do Alemão, levaram velas acesas em forma de protesto.


Leia Mais ►

João Pedro Stédile entrevistado por Paulo Henrique Amorim


Leia Mais ►

Associação Brasileira de Psiquiatria repudia declaração de apresentador do SBT - SC


Apresentador de TV faz declarações absurdas sobre depressão. Um ato de psicofobia que a Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP repudia.

Leia Mais ►

Janot, você não se livra do Aécio…

O cerco ao Aécio em Furnas se fecha de forma incontornável…


No site do deputado Rogério Correia (PT-MG):

Ao que tudo indica Aécio deve mesmo ser investigado por Furnas


O cerco começa a se fechar contra o senador Aécio Neves por causa das denúncias da lista de Furnas. Em 2006 foi apresentada à PF uma denúncia por formação de caixa 2 em Furnas, naquele mesmo ano a Folha de São Paulo publicou, de forma tímida, uma notícia dando conta da comprovação de autenticidade da lista. (http://migre.me/pbyZs)

Em 2012 o Ministério Público fez a denuncia da existência de um esquema de caixa 2 em Furnas. O Estadão também publicou uma matéria falando sobre o assunto. (http://migre.me/pbAQ7)

Em 2014, o Deputado Rogério Correia foi totalmente inocentado da acusação de ter participado da falsificação da lista, já que a mesma é verdadeira, segundo a perícia da PF. Mais um indício de que ela deve ser investigada. (http://migre.me/pbB6C)

O Deputado Rogério Correia, foi juntamente com os Deputados Federais Pe. João e Adelmo Leão, à Procuradoria Geral da Repúlblica entregar as evidências ao procurador Rodrigo Janot. Após o Procurador informar que não faria a abertura de investigação contra o senador Aécio Neves. Mesmo após o tucano ter sido citado pelo doleiro Alberto Yousseff, por envolvimento com a empresa Bauruense, a mesma citada na lista de Furnas. (http://migre.me/pbBu5)

Agora o Sindicato dos Advogados de São Paulo encaminham ao procurador, pedido para que o senador tucano seja investigado, por entender que existem evidências suficientes para que ele passe pelo crivo da justiça. (http://migre.me/pbByt)

E agora? Será que mesmo com tudo isso, Janot se negará a abrir investigações contra Aécio Neves?






No CAf
Leia Mais ►

A maior mentira da humanidade

Leia Mais ►

Erika Kokay e a maioridade penal


Leia Mais ►

RBS, pega na Operação Zelotes, tem Gávea, de Armínio Fraga, como sócia


O grupo RBS, que começou a admitir indiretamente a falcatrua contra a Receita Federal, numa “autuaçãozinha” de R$ 672 milhões (leia: presidente do grupo Duda Sirotsky dizendo que fez a mutreta foram seus advogados, não ele), tem mais um ingrediente explosivo em sua participação na Operação Zelotes, além da sua condição de associada da Globo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

É que a RBS tem um sócio, especializado, justamente, em operações financeiras: a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, ex-quase-futuro Ministro da Fazenda de Aécio Neves.

Em 2008, Fraga comprou 12,6% do capital do grupo gaúcho, por valor não revelado.

Passou a ser, portanto, beneficiário direto de anulação de débitos fiscais que, no ano em que comprou parte de RBS.

E não são “debitinhos”, não.

R$ 672 milhões é mais que todo o ativo da holding RBS Participações apurado em suas demonstrações contábeis de 2013.

E se o débito refere-se a autuação desta época, ou anterior, certamente não escaparia da due diligence normal neste tipo de compra de capital, porque não se paga por um ativo que tenha passivo fiscal desta ordem.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Quem não faz “negociata” leva a pior, diz conselheiro do “tribunal” da Receita

Grampo da PF pegou, em 25 de agosto de 2014, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, alvo da Operação Zelotes; segundo ele, só “coitadinhos” têm de pagar impostos; ouça o áudio


Em conversa interceptada pela Polícia Federal, um dos integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de “tribunal” que avalia recursos de contribuintes em débito com a Receita, afirma que o órgão se tornou um “balcão de negócios” e, no cotidiano de julgamentos, quem não faz “negociata” leva a pior.

Na escuta, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, um dos investigados por participação no esquema para favorecer grandes empresas, afirma ainda que só “coitadinhos” têm de pagar impostos. “O Carf tem de acabar, não pode. Quem paga imposto é só os coitadinhos (sic)”, constata ele em um telefonema. “Quem não pode fazer acordo, acerto – não é acordo, é negociata -se fode”, continua ele.

Ouça áudio da conversa



A conversa foi interceptada pela Polícia Federal em 25 de agosto do ano passado. Do outro lado da linha, estava o sócio de Cortez no escritório de assessoria contábil Cortez & Mallmann, que atua no Carf, Nelson Mallmann. No diálogo, os dois mencionam casos de suborno envolvendo conselheiros do Carf e grandes empresas investigadas na Operação Zelotes. Há ao menos 74 pessoas físicas e jurídicas sob suspeita, entre eles gigantes do setor privado, como revelou o jornal “O Estado de S. Paulo” no último sábado.

Num dos trechos, o conselheiro afirma, referindo-se aos recursos de contribuintes que apelam ao “tribunal” da Receita: “Eles estão mantendo absurdos contra os pequenininhos e esses grandões estão passando tudo livre, isento de imposto. É só pagar taxa”, continua Cortez.

Na conversa, ele diz que o Carf tem de fechar para que os casos a ele levados passem a ser discutidos no Judiciário. “Não pode isso aí. Virou balcão de negócios”, comenta, acrescentando: “Dá vergonha, cara”.

Na Operação Zelotes, a Polícia Federal e a Procuradoria da República no DF pediram a prisão temporária de Cortez por supostas práticas de associação criminosa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. A Justiça, no entanto, não considerou a medida necessária. Segundo o inquérito, as empresas de Cortez foram usadas para “branquear” pagamentos de clientes que buscavam alterar os julgamentos do Carf.

Fábio Fabrini, Andreza Matais e Fausto Macedo
No Fausto Macedo
Leia Mais ►

Fouché

Joseph Fouché (1759-1820)
(©Gianni Dagli Orti-The picture desk-AFP)
Radicalismos recíprocos, mágoas políticas, pobres versus ricos, morte à burguesia, arrocho financeiro, convocações, marchas, seca, escândalos, delações, a coisa tá preta.

Em meio à intempérie, dois livros têm me servido de guia: as biografias de Napoleão Bonaparte, a de Alan Schom e a de Andrew Roberts.

Sou artista e burguesa, mas não defendo o impeachment.

Os franceses deceparam a cabeça de Luís 16, enfrentaram uma década de horror e acabaram nas mãos de um general que se autocoroou imperador. Quem nos garante um futuro melhor?

Dilma está longe de ser Luís 16, mas a insatisfação popular, o isolamento, a corrupção, o revertério climático e a ruína de sua base partidária guardam paralelo com as desventuras que levaram o rei à guilhotina.

Napoleão surgiu no vácuo da turbulência que se seguiu à queda da Bastilha. Cabeças rolaram em série, primeiro a do monarca, depois a dos nobres, dos ricos, dos católicos, dos moderados girondinos e, por fim, dos extremados jacobinos.

É curioso notar o quão rápido o "em nome do povo" se transforma no "em nome dos meus". Povo é um termo genérico, palavra retórica, usada de maneira indiscriminada pelos que almejam (ou detêm) o poder.

A campanha eleitoral que levou Dilma à reeleição é, hoje, seu maior inimigo. O feijão voando do prato dos menos favorecidos, a garantia de que não elevaria os juros e nem deixaria o trabalhador pagar pelo desajuste econômico vêm, agora, cobrar o preço da propaganda.

Existe, de fato, um erro de comunicação por parte do governo, mas ele não está no abandono da militância nas redes, como afirma estudo recente, mas, sim, no fato da reeleição ter obrigado o Planalto a adiar ajustes que deveriam ter sido feitos ao longo dos últimos anos.

Hélio de La Peña diz que a elite branca de todas as cores e ricos de todas as classes sociais foram às ruas no dia 15.

A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil.

Se Dilma não resistir, a quem estaremos entregues?

A Revolução Francesa tem coadjuvantes tão, ou mais, interessantes do que Luís 16, Danton, Robespierre e Napoleão.

Dentre todos os que sobreviveram às mudanças abruptas da virada do século 18, Tayllerand, Sieyès, destaco aquele que entrou para a história como o Judas da Revolução.

Joseph Fouché era um plebeu, filho de marinheiros e comerciantes bem-sucedidos.

Formado em física e matemática no seminário dos Oratorianos, esteve perto de se ordenar padre, mas preferiu o magistério. Teve alunos influentes e desenvolveu estreitos laços com Robespierre –homens que, mais tarde, o ajudariam na sua ascensão política.

Prometendo lutar pela liberdade e pela igualdade, ou morrer defendendo-as, Fouché se tornou um jacobino fervoroso.

Votou a favor da decapitação de Luís 16 e promoveu a execração pública da Igreja que o formou e da nobreza que ajudou a formar.

Transmutou-se num homem do povo, laico, defensor do terror salutar. Em missão no interior do país, ainda relutante quanto às benesses da Revolução, aterrorizou Lyon, ordenando a invasão de 1.600 residências e a execução de 1.905 cidadãos, na sua maioria nobres e cultos.

Quando os jacobinos se transformaram em ameaça para o Diretório, o camaleão assumiu o cargo de ministro da Polícia, censurou jornais, prendeu jornalistas e perseguiu os radicais que, um dia, foram seus aliados.

Em seguida, tramaria com o general Bonaparte, recém-chegado do Egito, o bem-sucedido golpe de estado do "18 Brumário", que daria cabo do Diretório, colocando um ponto final na Revolução Francesa.

Napoleão se tornaria primeiro cônsul e, numa eleição forjada, imperador. O temido Fouché preservaria o cargo de ministro da Polícia, com poder suficiente para investigar todo e qualquer cidadão, a família Bonaparte incluída.

Numa discussão acalorada, Napoleão pergunta ao ministro que atitude tomaria, caso o império caísse em desgraça.

Calmo, Fouché responde que faria tudo para apagar seu histórico bonapartista, procurando servir àquele que alcançasse o poder.

"É assim que se faz política!", conclui Napoleão, com um sorriso admirado.

Pedir a cabeça Dilma é fácil, difícil é se livrar dos Fouchés.

Fernanda Torres
No fAlha
Leia Mais ►

Como vemos o mundo


Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.
Anaïs Nin

No Esquerda Caviar
Leia Mais ►

Presidenta Dilma presta solidariedade ao governador Geraldo Alckmin e família

A presidenta Dilma Rousseff lamentou, na noite desta quinta-feira (2), a morte de Thomaz Alckmin, filho mais novo do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Thomaz foi uma das vítimas do acidente de helicóptero ocorrido na tarde de hoje, em Carapicuíba (SP).

Confira a íntegra da nota:

Com muito pesar e tristeza, apresento ao governador Geraldo Alckmin e à sua esposa, senhora Maria Lúcia Alckmin, meus sinceros e profundos pêsames pela morte de seu filho Thomaz Alckmin, que estava entre as vítimas do trágico acidente de helicóptero, ocorrido em São Paulo. 

Presto, neste momento de dor e consternação, minha solidariedade  e sentidos pêsames aos pais, familiares e amigos das  vítimas.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Leia Mais ►

O blog do Yahoo que virou fonte das mais estúpidas teorias conspiratórias da extrema-direita

É esse aí...
. Os Estados Unidos estão investigando se as eleições no Brasil foram fraudadas. A empresa venezuelana Smartmatic, que produz as urnas, deu um golpe eletrônico.
. As autoridades da Operação Lava Jato estão chegando perto de desvendar o que está por trás dos perdões das dívidas de países africanos.
. Nicolás Maduro esteve presente nos protestos do dia 15, como parte do “exército” de Stédile.
. Lula abandonou Dilma e orquestrou uma campanha difamatória através da imprensa. José Dirceu e Marta Suplicy foram usados por ele para detonar a sucessora.
. Um ministro da Venezuela veio armado ao país para dar aulas de tiro ao MST. A intenção é montar uma milícia bolivariana. Os planos estão adiantados.
. A Polícia Federal está buscando uma gravação segundo a qual Paulo Roberto da Costa disse que Dilma Rousseff teria sido quem “forçou a barra” para que a usina de Pasadena, na Califórnia, fosse comprada pela Petrobras a preços insuflados, e em total desacordo com os de mercado.


. A CIA matou Eduardo Campos.

Todas as “notícias” acima foram publicadas no portal Yahoo. São falsas ou ilações. Como essas, há diversas outras. O autor é Cláudio Tognolli, um caso de mitomania como pouco se viu na história da imprensa nacional, incluindo a extinta revista Planeta, que tratava de OVNIs.

Sem apurar, chutando a esmo, citando fontes que não existem, fazendo ligações sem sentido, criando teorias as mais estapafúrdias, entrevistando “especialistas” que ninguém sabe ao certo quem são — enfim, mentindo —, Tognolli tem licença para matar. Não possui qualquer tipo de supervisão ou critério jornalístico.

Por conta disso, seus posts passaram a alimentar a vasta rede de psicopatia da extrema direita. Gente com o perfil típico de um revoltado online compartilha e repercute aquelas “informações” e alerta para a conspiração bolivariana.

O simulacro noticioso tem os clichês mais idiotas, feitos sob medida para ignorantes de ocasião. Ele sempre tem uma “bomba”, uma “exclusiva” etc. Quando se vê, não é nada.

Além dos maníacos e inocentes inúteis, Tognolli atrai também comentaristas do mais baixo nível. A maioria tem algo a acrescentar à farsa e, depois, xinga e pede a morte dos citados, um padrão que tem levado portais a suspender comentários para evitar complicações jurídicas. No caso, a loucura está liberada.

No tal post em que anuncia a intervenção americana, Tognolli baseia seu “furo” numa palestra do “prestigioso” The National Press Club. “Falarão sobre o tema o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, Olavo de Carvalho, o irmão do ex-presidente Bush, Jeb Bush, e o sempre sério e respeitado senador Marco Rubio.” (O ultraconservador Rubio, da Flórida, falsificou seus dados biográficos de modo a contar que seus pais fugiram da ditadura cubana em 1971, quando eles imigraram em 1956, antes da revolução).

Uma figura frequente no blog é Lobão. Tognolli é co-autor da biografia do músico. É claro que ele não avisa aos leitores. O fundamental é utilizar o Yahoo para fabricar boatos e factoides que depois virem verdades em protestos na Paulista capitaneados pelo amigão.

Tognolli é professor na ECA-USP (!!). Passou pela Veja, Folha e mais uma miríade de títulos sem nunca se firmar em nenhum por motivos óbvios. Num perfil em inglês claudicante escrito por ele mesmo na Wikipedia, se declara co-fundador do Brasil 247 e diretor da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

Orgulha-se de ter escrito doze livros. Foi ghost writer de “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Jr, recheado de tentativas de assassinato de reputação. A grande revelação era que Lula tinha sido informante do Dops e usava o codinome “Barba”, balela que foi desprezada até por Fernando Henrique Cardoso num Manhattan Connection.

Ninguém medianamente ajuizado leva aquilo a sério. Mas as empulhações sobrevivem no pântano do subjornalismo — ou do que Umberto Eco chamou, numa bela entrevista ao El Pais sobre seu novo livro sobre um jornalista picareta, de “máquina de lama”.

Ela “é utilizada para deslegitimar o adversário e desacreditá-lo sobre questões particulares”, afirma Eco. “É suficiente difundir uma sombra de suspeita”. A máquina de lama do Yahoo é operada por um homem só, munido de um arsenal de velhacarias, livre em seu voo mitomaníaco.

Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Sérgio Porto # 184


Leia mais clicando aqui.
Leia Mais ►

‘Se for preciso, Lula volta’, diz Lurian, filha do ex-presidente da República

“Lula é um formador de políticos. Quem colar nele, mesmo sem ambição, tem futuro brilhante”, diz Lurian
Foto:  Maira Coelho
"Se ele abraçou o Collor, com certeza se daria muito bem com o Eduardo Cunha"

Rio - Lurian Cordeiro Lula da Silva virou notícia pela primeira vez em 1989, quando o então candidato à Presidência Fernando Collor exibiu depoimento de sua mãe acusando seu pai, o ex-presidente Lula, de tê-la incitado a fazer um aborto. O tempo passou, Collor e Lula viraram aliados, e Lurian veio parar em Maricá, na Região dos Lagos. É na cidade que ela diz ter enfim encontrado paz e onde pode iniciar a vida pública em 2016. Cotada para ser a candidata à sucessão do prefeito Washington Quaquá (PT), Lurian avalia que a campanha eleitoral de 2014 foi pior que a de 1989, diz que o “ódio” incomoda o pai e prega a volta de Lula para disputar a Presidência em 2018.

Qual sua avaliação do governo Lula?

Nunca antes na história desse país tanta gente se tornou igual. O governo do meu pai resgatou a autoestima do povo brasileiro.

Como ele vê os escândalos de corrupção?

Ninguém gosta de nada negativo. Sinto que ele fica dolorido por esse ódio. Isso mexe com ele e todos nós. É aquela coisa do pai que deu tudo, e é visto como maldito. Não é querendo mérito, a ingratidão é diferente. E foi nos governos do PT que mais se investigou corrupção. E são escândalos que começaram antes.

Ele volta em 2018?

Se não tiver um nome construído, ele vai. Aguenta o tranco: a voz mudou, o cabelo e a barba caíram, mas a essência não mudou. Como militante, acho ótimo. O povo merece a conclusão desse ciclo de crescimento. Lula é um formador de políticos. Quem colar nele, mesmo sem ambição, tem futuro.

Você já morou e trabalhou em Santa Catarina e São Paulo. O que Maricá tem de diferente?

Paz e respeito. A cidade me respeita. Não é a filha do Lula que está ali, é uma pessoa normal. Em Maricá, consigo sair sem maldade. Maricá me dá liberdade.

Você tem vontade de ser prefeita de Maricá?

Fico lisonjeada porque gosto de Maricá, mas não se está discutindo sucessão. Quaquá tem dois anos de mandato. Minha preocupação é que conclua o mandato com excelência. Não é pretensão minha. O prefeito pode optar por quem ele quiser.

Aceitaria ocupar um cargo público na cidade?

Não tenho pretensão. Se tiver que ser, eu e Quaquá vamos ter que amadurecer a ideia. Gosto de trabalhar com executivo porque é possível ver o resultado. No parlamento, você depende muito dos trâmites. Em São Bernardo, teve até comício com meu pai e virei terceira suplente. Não foi ruim, pois vi como é a realidade numa campanha. Não quero tomar o lugar de ninguém, mas se Quaquá me chamar para ficar com a parte social, iria com todo prazer.

Lula seria ouvido antes de você decidir ser candidata a prefeita?

Se eu tiver que ser, ele não se oporia a nada, mas conversaria até por uma questão de hierarquia política. Ainda falta muito tempo até lá. Estou mais preocupada com a gente terminar o ano bem.

O que você e seu pai conversam sobre o momento político do país? Já não são poucos os que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A gente tenta fugir da política e fala de coisas amenas. É muito massacre o tempo inteiro, é raro conseguirmos um momento de paz. Vira e mexe dizem que nós já pedimos o impeachment de outros presidentes, mas não instauramos o ódio, não batemos em ninguém por vestir vermelho, azul. Até torcem pela morte dos outros. Estava indo para o trabalho quando ouvi no rádio que meu pai tinha tido alta do câncer, em São Paulo. O taxista vira e fala: deveria ter morrido, que morra a família inteira. Na hora, parei o táxi e desci. Criou-se um clima de que tudo é culpa do PT, e não é.

Essa insatisfação contra o PT te tornaria um alvo numa campanha?

Em Maricá e Niterói, não, mas muita gente do Sul me ataca nas redes sociais.

Pela abertura da ONG Rede 13, em Santa Catarina? Nas redes sociais, te acusam de ter enriquecido com dinheiro público.

A Rede 13 foi criada para disseminar o programa ‘Fome Zero’ em Santa Catarina. Trabalhei como voluntária, nunca teve dinheiro. Queria muito saber onde está a conta e a senha desse dinheiro que dizem que tenho. O ônus da prova não cabe mais a quem acusa, e ninguém prova nada.

Já vi propaganda de um terreno “ao lado da mansão da filha do Lula”. Absurdo, nunca tive cartão corporativo. Paguei a vida toda por ser filha de alguém.

Por que o estigma da corrupção colou tanto no PT, mais do que nos outros partidos?

Há uma manipulação de massa para isso não ser desvinculado do PT. O Mensalão é 'Mensalão do PT'. O 'Mensalão do PSDB' é chamado de 'Mensalão Mineiro', por exemplo.

É só culpa da mídia? O PT não tem nenhuma responsabilidade sobre esses escândalos?

Não. Se eu digo que tem, coloco toda a culpa da corrupção do mundo no PT, e isso não é verdade. As pessoas ficam indignadas quando Dilma diz que não sabia dos desvios, ou o Lula fala isso. Daí, as pessoas dizem: mas eles tinham que saber! Veja aquele caso da menina que matou os pais: ninguém sabia melhor dela do que seus pais, e foram apunhalados. Imagina se você vai saber o que se passa dentro de um gabinete, com uma pessoa que as vezes você não tem a menor relação. Não se pode culpar alguém pelo que uma outra pessoa fez.

Mas se a pessoa é o gestor, nesse caso o presidente da República, não tem que saber?

Se foi omisso até o ultimo instante, e a pessoa será pega como todo mundo diante da traição, então você não sabia. Parto do princípio que todos são inocentes. Se não, se acharmos que todos irão trair, ninguém faz nada.

O 'Mensalão' jogou o governo Lula nas cordas e chegou a ameaçar sua reeleição. Nada perto da proporção que o escândalo de corrupção na Petrobras está fazendo com o governo Dilma, por exemplo. Por que?

O fato de Dilma ser mulher vulnerabiliza muito ela. A porrada vem muito mais forte. Quando ela teve câncer, por exemplo, vinham perguntar se ela estava de peruca. E tinham todo zelo com o José de Alencar. É um abuso, gostando ou não dela. Mas Dilma já passou por coisas muito piores do que um milhão de pessoas na rua, já passou por tortura. Ela sente o momento, mas se sente pior ao ver que outros estão sentindo mais do que ela.

Como é a relação entre Dilma e Lula? Dizem que anda estremecida: seu pai andou 'cutucando' a presidenta recentemente.

Eles têm relação de cumplicidade e carinho. Lula está deixando Dilma governar. Acho ótimo, porque ela não é ele. Ela criou o perfil dela, agradando ou não, é ela que está no poder. Mas amigo é isso: converge, às vezes diverge...

Que avaliação você faz da campanha de 2014?

Eu posso falar mais do que todo mundo e, sem dúvidas, de que essa campanha foi pior do que a de 1989. Lá, você teve um candidato que atacou e expôs na mídia uma intimidade do outro. E isso fez muita gente deixar de votar nele. Agora, nessa eleição não teve nada de pessoal, é ódio puro, de graça. As pessoas brigaram, não pode mais andar de vermelho...

Agora, como foi para você aquele dia em que o Collor exibiu um depoimento da sua mãe dizendo que o Lula a tinha incentivado a abortar uma criança que, na realidade, era você? O que passou pela sua cabeça?

A gente sabia que ia passar aquele depoimento, porque uma assessora do Collor deixou a campanha dele quando soube dessa baixaria. Na hora em que minha mãe entrou no ar, o Ricardo Kotscho (assessor de imprensa do Lula) veio me buscar e me "escondeu na casa dele. E as pessoas não queriam saber se era uma menina de 15 anos, queriam vir atrás de mim...

E depois disso? Como ficou sua relação com sua mãe?

Dois anos sem falar com ela. Eu não sei lidar com mentira nem com baixaria. Era criada pela mãe da minha mãe, e ela, quando viu aquilo na TV, disse "nossa, mas não foi nada disso que aconteceu...". O problema, depois, é explicar para o mentiroso que aquilo ali tudo é mentira. Eu já conhecia minha história.

E anos depois, o mundo dá voltas, seu pai como presidente abraçou o Collor como senador.

Eu nunca falei isso pro meu pai, mas não teve cena mais prazerosa do que ver ele (Collor) se referir ao Lula como "presidente". Não há prazer maior de ver o Collor, o homem que saiu pela porta dos fundos, ter que chamar de presidente o homem que foi aclamado pelo povo quando deu a faixa para Dilma. Dizem que vingança é um prato que se come frio... Não é vingança, sabe? É justiça.

Como seu pai se daria se tivesse, como Dilma tem, que enfrentar um presidente da Câmara como o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)?

Se ele abraçou o Collor, com certeza se daria muito bem com o Eduardo Cunha. Eles podem falar o que quiserem do meu pai, mas na hora do olho no olho, eles baixam a guarda. Podem não concordar, mas sentam para o diálogo...

Hoje, é correto dizer que o PT está em crise?

Não é isso. O partido precisa se reconfigurar e se defender de todo esse ódio, tem que sair da zona de conforto. Bater no peito e dizer: sou petista mesmo. Tem que ir para rua.

No O Dia
Leia Mais ►