28 de mar de 2015

A manifestação dos professores de São Paulo no dia 27 de março


Já que aparentemente nenhuma emissora de TV está muito a fim de mostrar determinadas manifestações, e quando mostra diz que tem 5 mil pessoas no máximo... achei melhor mandar esse vídeo.

(filmado no começo da Rua da Consolação, em São Paulo)

Henrique Rodrigues

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No DCM
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"Suposto" primo de Richa é figura forte no seu governo

“Com discrição, seu irmão José “Pepe” Richa Filho e o primo Luiz Abi Antoun, figuram no círculo mais fechado. Ninguém, além dos dois, tem autorização para falar pelo governador em circunstâncias que exigem “segredo de Estado”.


Fábio Campanha é jornalista estreitamente ligado ao governador do Paraná, Beto Richa.

Aqui, um longo artigo dele sobre o poder do “dono da bola”, o próprio Richa.

Dentre outros mimos a Richa, ele diz: “Beto Richa é muito maior do que o seu partido e do que a maioria dos partidos que o acompanha. Do PSB, de Luciano Ducci, passando pelo PPS de Rubens Bueno ao PSD de Eduardo Sciarra, que nasceu sob seu comando”.

Sobre o poder do “suposto” (apud UOL) primo de Richa, Luiz Abi Antoun, Campana diz o seguinte:

“Com discrição, seu irmão José “Pepe” Richa Filho e o primo Luiz Abi Antoun, figuram no círculo mais fechado. Ninguém, além dos dois, tem autorização para falar pelo governador em circunstâncias que exigem “segredo de Estado”.

Luís Nassif
No GGN

O dono da bola

por Fábio Campana


Beto Richa impõe sua vontade, sufoca as resistências e escolhe a chapa para enfrentar o PT em Curitiba

O PSDB não terá candidato a prefeito nos maiores municípios do Paraná. Mas Beto Richa, o Capo di tutti i capi do tucanato nativo disputará as eleições em todos eles com o seu time. Escolhas pessoais. Ou seja, Beto Richa é muito maior do que o seu partido e do que a maioria dos partidos que o acompanha. Do PSB, de Luciano Ducci, passando pelo PPS de Rubens Bueno ao PSD de Eduardo Sciarra, que nasceu sob seu comando.

Nem o PMDB do outrora todo poderoso clã Requião escapa de sua capacidade de articulação que ganhou força desde que assumiu o governo. Todos sabem que os deputados do PMDB não conseguem viver longe dos palácios e de seus encantos. Afrouxou o sutiã e ganhou uma secretaria para Luís Cláudio Romanelli. Os demais têm privilégios nas sinecuras e benesses distribuídas. Doático Santos, histórico secretário-geral e escudeiro de Requião, ao lado de deputados como Alexandre Curi e Reinhold Stephanes, comandara a revolta interna que perderam na convenção, mas que continuam mesmo depois de Requião impor seu candidato a prefeito, Rafael Greca de Macedo.

São 15 partidos que Beto Richa comanda. Uma incrível miscelânea de siglas e pequenos suseranos que nem sempre se entendem. Dividir o espólio com toda essa gente exige paciência e muita conversa. Tarefa que ele comanda sem delegação a muitos auxiliares.

Na verdade, há dois homens que circulam nos bastidores e que fecham os acordos políticos. Fernando Ghignone, presidente da Sanepar, alçado a coordenador geral da campanha de Luciano Ducci, do PSB, em Curitiba. O outro é o homem da máxima confiança de Richa, Ezechias Moreira. Quando ele fala, os interlocutores sabem que fala por Beto Richa. Condição que costuma provocar azia no entorno administrativo de Richa.

Com discrição, seu irmão José “Pepe” Richa Filho e o primo Luiz Abi Antoun, figuram no círculo mais fechado. Ninguém, além dos dois, tem autorização para falar pelo governador em circunstâncias que exigem “segredo de Estado”.

Os demais, apesar das aparências, são coadjuvantes. Diz um empresário que roga não divulgar seu nome e que se diz amigo de Beto Richa, que a exigência capital para fazer parte do núcleo mais restrito do homem é a lealdade provada e comprovada durante muito tempo. “Richa separa muito bem seu grupo de confiança pessoal dos assessores de todos os escalões do governo”, diz ele.

Recentemente o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, mostrou preocupação com a situação do PSDB do Paraná, que ficou alijado das eleições deste ano. “Não vamos disputar nenhuma prefeitura importante para garantir nossa base de apoio para a eleição presidencial de 2014”, disse. A resposta de Richa foi imediata e revela exatamente sobre o que ele pensa. “Quem tem o governador não precisa de prefeitos e vereadores”. Pois, pois, a afirmação pode ser traduzida assim: “Aqui quem manda sou eu. O PSDB sou eu. A base política de apoio dos tucanos sou eu”. E mais não disse nem foi replicado.

Richa impôs Ducci e Bueno Tanto manda que não deu a mínima para as ponderações e impôs como candidatos do grupo o prefeito atual Luciano Ducci. Fez mais. Impôs o vice de Ducci, o deputado federal Rubens Bueno, um crítico ácido do PSDB e da administração municipal. A filha de Bueno, Renata, foi a vereadora que detonou na Câmara Municipal os escândalos que feriram de morte o vice que o PSDB oferecia ao prefeito, o presidente João Cláudio Derosso.

Não há engov habilitado a desopilar o fígado de tucanos e de aliados que não engolem Rubens Bueno. A começar pelos outros candidatos a vice de Ducci. O deputado federal Fernando Francischini, tucano bem votado na última eleição, anunciou seu desejo de migrar para outro partido, o PEN – Partido Ecológico Nacional, que vem fornido pela bancada do rebanho da Assembleia de Deus.

Outro foi Ney Leprevost, deputado estadual mais votado em Curitiba entre os eleitos, membro do recém-formado PSD, tinha como certa sua indicação. Ele tem seu eleitorado cativo justamente na faixa onde Ducci tem muito pouco. Nem foi consultado. Soube da indicação de Bueno pelos jornais e agora é um pote até aqui de mágoas.

O mesmo já tinha acontecido com o ex-deputado federal Gustavo Fruet. Ele era o queridinho de nove de cada dez tucanos nativos. Considerado candidato natural do partido a prefeito de Curitiba. Pois bem, Beto Richa decidiu que o seu candidato seria Luciano Ducci, do PSB e seu vice na prefeitura. O PSDB não teria candidato. Um motim chegou a se esboçar, mas valeu a sua vontade. Esta é outra característica do governador. Muito afável nas conversas, desde que não seja contrariado. Ele insistiu para que Fruet permanecesse no partido e aguardasse a próxima eleição, em 2016.

Gustavo Fruet se sentiu preterido, fez as malas e deixou o PSDB cheio de mágoas e ressentimentos. Afirmou estar “sem espaço” na legenda. “Sempre mostrei disposição para disputar a eleição, mas houve o silêncio do partido”, disse.

Solidariedade nenhuma, só a do líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, voz discordante de Beto Richa e seu grupo e que reclama porque não é ouvido para nada nas decisões partidárias no Paraná. “Não me consultam, não me informam, vivo no ostracismo e do jeito que vai o PSDB vai acabar no Paraná”, diz ele.

Fruet ingressou no PDT sob os auspícios do PT de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, o casal que tem planos grandiosos como o de eleger Gleisi governadora em 2014. Rapidamente o PT esqueceu de Fruet como algoz de Lula et caterva na CPI do Mensalão, quando chamava o time do então ministro José Dirceu, Delubio Soares e o próprio Lula de quadrilha de corruptos e outros adjetivos que deram a ele o apodo de campeão da moralidade pública.

Foi constrangedora a cena do reencontro com Lula, mas todos sabem que na política brasileira nada é impossível e que as acusações só tem valor de momento. O inimigo de ontem vira aliado de hoje com a facilidade com que trocam de partidos e de cuecas.

O raciocínio de Gleisi Hoffmann corre sobre o fio da lógica e do pragmatismo. Fruet pode significar a quebra da base eleitoral de Richa em Curitiba, o que em muito ajudaria a sua campanha para o governo do Paraná, objetivo sempre distante do PT.

Nem tudo são flores para Fruet. Lula, grande eleitor, já afirmou que não vem para o primeiro turno da disputa eleitoral em Curitiba porque é amigo da família do apresentador Ratinho. Restaria  a presidente Dilma Rousseff, que anda bem na aprovação popular. Mas se depender de sua vontade, Dilma só vai participar para valer da campanha eleitoral no segundo turno. A presidente tem dito a dirigentes dos partidos aliados e a auxiliares do governo que pretende passar ao largo da disputa num primeiro momento, seja para não suscitar ciúmes entre adversários de mais de um partido da base, seja porque acha que seu papel, agora, é cuidar para que a economia volte a acelerar depois dos sinais preocupantes do primeiro semestre.

Um Ratinho no caminho 

Para acertar com Gustavo Fruet, Gleisi Hoffmann teve que convencer a maioria no PT, sufocar os motins internos dos que defendiam a “pureza” da candidatura própria, liderados pelos deputados Dr. Rosinha e Tadeu Veneri, e ao mesmo tempo convencer o PDT de Osmar Dias a albergar Fruet. A transição direta do tucanato para o PT seria traumática, orientavam os marqueteiros petistas.

Fruet tem cacife razoável. Ficou em terceiro lugar na disputa ao Senado - vagas conquistadas por Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) - e foi o candidato mais votado em Curitiba. “É bom lembrar que aceitei a candidatura ao Senado, convocado no prazo final da convenção partidária, mesmo depois de ter essa postulação recusada pelo PSDB, convite que só foi feito quando outra candidatura, de outro partido, não vingou - e abri mão da candidatura à reeleição de deputado federal”, disse, em carta aberta ao partido.

Para ficar com Fruet, o time que se opõe a Beto Richa sofreu perdas que não são de somenos. Ratinho Junior, do PSC, aliado do PT em todas as eleições no Paraná, inclusive da ministra Gleisi Hoffmann em sua candidatura ao Senado, tinha a solene promessa de que seria o candidato do grupo a prefeito de Curitiba.

Dançou. De repente, não mais que de repente, viu o PT assediar seu inimigo e oferecer-lhe o que considerava que seria seu, por mérito e por trabalhos realizados. O PT ficou com Fruet. Não acreditou na potencialidade de Ratinho Junior, deputado federal da base de apoio aos governos Lula e Dilma Rousseff.

As pesquisas de opinião divulgadas no ano passado mostraram que sua popularidade era muito maior do que imaginava a vã filosofia da marquetagem do PT nativo. Nunca deixou de estar no jogo, a disputar a ponta. Passou a ser assediado como vice ideal tanto pelo time de Beto Richa, como pelo de Gustavo Fruet e o PT.

Contra todos os prognósticos, Ratinho Junior não desistiu. Continuou candidato. Conseguiu a adesão do PR e do PC do B, que em troca ganhou o PSC em Porto Alegre para sua candidata Manuela D’ávila. Foi um espanto. Agora, as duas bandas que vão à luta com o apoio de máquinas administrativas esperam que Ratinho Junior definhe diante da força natural do Governo do Estado e da Prefeitura de um lado e do governo federal do outro. Ele não se assusta. Um de seus motes é esse: “sem governador, sem ministro, sem máquina, vou à luta sem vender princípios”.

Greca, o outro complicador

Como fica o PMDB depois da adesão de Doático Santos, Alexandre Cury, Stephanes Jr e Romanelli à campanha de Luciano Ducci?

— Ficou mais honesto, mais culto, mais inteligente e mais bonito, respondeu Rafael Greca.

É o estilo do ex-prefeito de Curitiba e considerado por muitos como o mais preparado de todos os candidatos a prefeito. Tem memória prodigiosa e presença de espírito que o tornam um adversário temido nos debates que virão.

Quando começou o movimento contra a sua candidatura dentro do PMDB ele não teve dúvidas. Alcunhou os adversários de “Bando dos Quatro”, referência ao bando dos quatro da política chinesa que acabou no cadafalso. E quando o marqueteiro de Luciano Ducci anunciou o slogan da campanha “Agora é 40”, para fixar o número da coligação, imediatamente ele reagiu.

— Vejam só, o bando dos 4 agora faz parte dos 40. Ali Babá que se cuide.

Bando dos 4 é como Rafael Greca chama seus desafetos que pularam a cerca para apoiar Luciano Ducci. Entre ele, Luiz Claudio Romanelli, Reinhold Stephanes Junior, Alexandre Curi e Doático Santos.

Nada escapa à sua verve ferina. Muito menos um slogan que parece piada pronta e que faz qualquer eleitor associar o 40 aos quarenta ladrões de Ali Babá.

— É de cabo de esquadra esse slogan, diz Rafael Greca.

Tirante as estripulias típicas da vida no PMDB e sua luta interna, Rafael Greca vai à luta com uma disposição de atleta, embora a imagem não corresponda ao seu avantajado corpanzil.

A briga, por ali, tem outros protagonistas e costuma vazar pelo twitter do senador Requião e do ex-governador Orlando Pessuti. Querem uma amostra? Aí vai:

— Sancho Pança de Jardim Alegre, Penélope Obscura, Jacu Assu, Bucéfalo, Obesa Ignorância, Fresco…., diz Requião.

— Maria Louca, Gardenal, Napoleão de Hospício, Insano, Comedor de mamona, Falso Brilhante…, rebate Pessuti.

Ora, pois, debates desse nível são comuns na política paranaense e especialmente no PMDB. Confronto que muito agrada a Beto Richa, especialmente depois que Requião anunciou que deve ser candidato a governador em 2014.

Certeza da vitória Com quinze partidos ao seu comando, mais da metade do tempo de rádio e TV para a sua chapa e com a popularidade e prestígio seu e de sua mulher, Fernanda, Beto Richa não teme a disputa. Justifica a escolha do vice de Ducci como “técnica” e decidida principalmente pelos argumentos favoráveis do seu marqueteiro de estimação, Nelson Biondi, que o tucanato de São Paulo lhe indicou e que fez as últimas eleições majoritárias de que participou como candidato.

Com a indicação de Bueno para vice, o PPS retira a pré-candidatura da filha do deputado, a vereadora Renata Bueno. “Só a presença dele vai salvar esse governo. Várias pesquisas mostram isso”, disse a vereadora, afirmando compreender a decisão e negando que seja um retrocesso para o partido. “Se fosse apenas um nome para compor a chapa, ele não aceitaria. Mas ele foi chamado pela força que o PPS traz e Curitiba vai estar em boas mãos.”

São os ossos do ofício. Volta e meia o time é obrigado a engolir despautérios como esse e aumentam a resistência dos aliados do prefeito desde o início das discussões, principalmente entre os vereadores do PSDB e do DEM.  Renata Bueno, a filha de Rubens e agora musa palaciana, é detestada pela maioria dos vereadores do PSDB, do DEM e de todos os demais partidos.

Mas Beto Richa sabe driblar as resistências e dá tempo ao tempo. Importante para ele é vencer as eleições em Curitiba para impedir que o PT se expanda e o ameace em 2014.

Os primeiros sinais de que os insurretos se conformaram é o que disse Emerson Prado, vereador tucano e que não engole Rubens Bueno e sua filha Renata: “Só nos resta agora termos a grandeza de aceitar. Essas coisas acontecem na política. Todo mundo vai ser 40 (número do PSB) nas eleições, não vamos rachados. Mas é muito recente ainda, ninguém digeriu”.

Como se vê, mais uma vez se impôs a vontade imperial de Beto Richa.

— É o dono da bola e é ele que escolhe o time, sintetiza um deputado tucano.
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Renato Janine entrevistado por Jô Soares


Achei interessante postar esse vídeo da entrevista de Renato Janine no Jô Soares, porque penso que boa parte dele explica o motivo da mídia estar detestando a sua escolha para ministro... Um sujeito que dentre outras coisas, considera que quando existe futuro para TODOS, tudo melhora para TODOS, com certeza deve ser levado por aqueles que só desejam futuro para os próprios, como, no mínimo perigoso...



Fernando Macedo
No Esquerda Caviar
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Janine agradece os cumprimentos pela nomeação em seu Facebook


Ufa! Não tive tempo até agora de agradecer os cumprimentos nem de comentar minha nomeação para a Educação, pela presidenta Dilma. Primeiro de tudo, obrigado a todos os que postaram comentários ou mandaram mensagens inbox. Incrível como há gente torcendo pelo Brasil! Incrível como há tanta gente acreditando que a educação é O, ou um dos principais, caminho(s)!

Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloisio Mercadante, me convidando a ir a Brasilia para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. Cancelei alguns compromissos — um deles seria participar da performance, longa mas que deve ser fascinante, da Marina Abramovic no Sesc. Fui recebido por ele e pela presidenta, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada. Bom lembrar que são 50 milhões de alunos e 2 milhões de professores! É o Brasil que está lá - subindo a ladeira.

Por enquanto, agradeço a todos! E espero que a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País, gente de um lado ou de outro mas que sabe que sem educar não se avança.

Espero a compreensão de todos, especialmente dos jornalistas, para o fato de que não tenho como, neste momento, dar entrevistas sobre as questões do MEC. O ministério continua nas mãos competentes do secretário executivo. Tomarei posse no dia 6 de abril e depois disso terei o prazer, e cumprirei o dever, de dar todas as entrevistas que forem necessárias. Só peço compreensão para a necessidade de estudar os dossiês antes de entrar em detalhes sobre eles.

Afinal, como pode alguém ir para a Educação se não começar estudando??

Renato Janine Ribeiro
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Janot protegerá Aécio e demais tucanos como Gurgel e Joaquim Barbosa?

Nessa sexta-feira 27, o site do mandato do deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) publicou  o artigo abaixo com o seguinte título: Ao que tudo indica Aécio deve ser mesmo investigado por Furnas.

Rogério e Aécio-001

Há pouco perguntei-lhe se ele acha mesmo que senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai ser investigado pela Lista de Furnas.

“O dr. Rodrigo Janot não tem outra saída, diante de tantas provas que nós entregamos à Procuradoria-Geral da República”, afirma. “Além disso, agora há também o pedido do Sindicato dos Advogados de São Paulo. Ou seja, o cerco ao Aécio começou a se fechar.”

“Se o dr. Janot não investigar o Aécio vai ser um ponto fora da curva do rigor que aparentemente ele tenta imprimir à PGR”, acrescenta.

“Dr. Janot continuará protegendo Aécio e demais tucanos como fizeram o seu antecessor PGR, Roberto Gurgel, e o ex-ministro Joaquim Barbosa, do STF, ou investigará quem tem de ser investigado?”, desafia Rogério Correia. “Com menos indícios outros políticos, como os senadores Anastasia [Antonio Anastasia, PSDB] e Lindeberg [Lindberg Farias, PT], estão sendo investigados na Lava Jato.”

Conceição Lemes
No Viomundo

Links do artigo de Rogério Correia:





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A bizarra situação do ministro Levy na Operação Zelotes

Egresso de um contumaz sonegador
Por que os bancos ganham tanto dinheiro?

Dias atrás, este foi um título de uma reportagem da BBC Brasil. Tinham acabado de sair balanços bilionários de bancos brasileiros relativos a uma temporada particularmente dura na economia nacional, 2015.

Bem, como deixa claro a Operação Zelotes, um dos motivos — aliás não citado pela BBC — é que os bancos sonegam muito.

Todo mundo sempre soube disso — exceto, aparentemente, a Receita Federal.

Algum tempo atrás, perguntei a um amigo meu que pertencia ao comitê executivo da Abril por que a empresa contratara Fabio Barbosa, egresso do setor financeiro.

“Para fazer planejamento fiscal”, ele imediatamente me respondeu.

Quer dizer: para sonegar. Planejamento fiscal é a versão empolada para o velho ato de sonegar.

A OZ é um embaraço geral. Mas particularmente, e ninguém parece ter notado, é um enorme constrangimento para o ministro Joaquim Levy e o governo Dilma.

Levy era diretor do Bradesco, pesadamente implicado no escândalo.

Bala perdida, você poderia alegar. Mas não. Pouco antes da OZ, o Bradesco apareceu numa história milionária de evasão de impostos por meio de um paraíso fiscal.

Isso não foi suficiente para evitar o convite nem a ele e nem, antes dele, a seu chefe, Trabuco, presidente do Bradesco.

Sabido que não há país que floresça com uma cultura de sonegação, o gesto de Dilma foi uma aberração.

Em todo o mundo, os governos estão publicamente agindo — e falando — contra a sonegação das grandes companhias. Obama, Merkel, Cameron, Hollande — todos eles se manifestaram.

Ninguém ouviu, até aqui, uma palavra de Dilma a esse respeito. É uma pequena tragédia, sobretudo quando o governo tem a obrigação moral de provar que o ajuste não vai ser feito apenas nas costas dos 99%.

E Levy, o que ele tem a dizer?

Quem conhece o universo corporativo sabe que decisões na área fiscal que mexem com milhões ou bilhões de reais são tomadas na mais alta esfera.

Como ministro, Levy tem que combater energicamente o que a companhia da qual era um dos principais dirigentes fazia — ou faz — intensamente.

Terá Dilma conversado com ele sobre o assunto? Terá ela consciência da ameaça à economia nacional representada pela cultura da sonegação que vigora nas grandes empresas?

A OZ projeta luzes, também, sobre o pífio papel de fiscalização da Receita Federal.

Nos últimos tempos, me incomodava sempre o silêncio indefensável da Receita a respeito da sonegação da Globo.

Ninguém tem nada a dizer?

Agora, compreendo o mutismo. Altos funcionários da Receita estão também sendo investigados pela OZ. Entre eles está o antigo secretário geral — principal chefe — Otacílio Cartaxo.

A Receita precisa de um choque de tudo — a começar por transparência e eficácia.

Num país como o Brasil, o cargo de chefe da Receita pode ser mais importante do que o de ministro da Economia.

Esta é uma das lições da OZ.

Paulo Nogueira
No DCM
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Operação Zelotes ou #zhelotes


A Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobriram indícios de que um simples pedido de vista de um processo de empresa ou banco no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda, poderia ser vendido por R$ 50 mil. Os sinais da negociata foram descobertos nas investigações da chamada Operação Zelotes, que apura fraudes nos processos do Conselho. Por meio do suborno de conselheiros, empresas e bancos conseguiram redução ou até mesmo eliminação de dívidas relacionadas à sonegação de impostos.

Entre os investigados estão empresas do Grupo Gerdau e o Banco Safra. Também estão na lista de investigados o ex-secretário da Receita Federal e ex-presidente do Carf Otacílio Cartaxo, o genro dele Leonardo Manzan (ex-conselheiro) e o conselheiro Francisco Maurício Rebelo Albuquerque, pai do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), líder do PP na Câmara. O ex-presidente do Carf Edson Rodrigues também aparece entre os investigados. Ao todo, um conselheiro e nove ex-conselheiros são suspeitos de envolvimentos com a maior fraude fiscal já descoberta no país.

A Polícia e o Ministério Público calculam que o esquema resultou em desvios que podem chegar a R$ 19 bilhões dos cofres públicos. Só em nove processos alguns suspeitos se apropriaram de R$ 5,7 bilhões, a partir da extinção indevida de dívidas fiscais. Só em um dos casos, uma das instituições financeiras investigadas estava tentando comprar redução significativa de uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão.

As tratativas para o suborno só teriam sido interrompidas pelas decisão da Polícia Federal de sair a campo e apreender documentos, carros e dinheiro em 41 endereços na quinta-feira. O Carf é um tribunal administrativo que dá a palavra final sobre controvérsias fiscais, especialmente em processos sobre sonegação fiscal. Segundo uma fonte que conhece o caso de perto, uma dívida de R$ 50 milhões poderia ser reduzida para R$ 5 milhões. Bastaria comprar a decisão de conselheiros.

Investigadores suspeitam que um dos chefes da organização criminosa era Edson Rodrigues. Pelos indícios recolhidos ao longo da apuração, Rodrigues recebia a pauta de votação do Carf com antecedência e, a partir daí, buscava clientes interessados em reduzir dívidas fiscais. As negociações se davam em várias etapas. Os interessados poderiam comprar o pacote inteiro de uma vez ou em partes. O pedido de vista acertado com antecedência também servia como prova de que o conselheiro estava em sintonia com o encarregado das negociações. As duas partes, conselheiros e empresas, evitavam manter contatos diretos.

Parte dos pagamentos era feita em espécie. Outros eram disfarçados em contratos de consultoria ou honorários de advocacia. As investigações começaram ano passado, mas há evidências de que o grupo estava em atuação desde 2005. Investigadores notaram também que algumas negociatas se arrastavam durante anos. Em um dos casos, os suspeitos esperaram o fim do mandato e a troca de conselheiros cúmplices das fraudes para concluir um determinado processo, conforme o interesse da empresa que pagou pelos serviços da organização.

— Por isso a briga política para a escolha dos conselheiros — explicou uma das pessoas vinculadas à investigação.

Prisões foram consideradas

Na quinta-feira, a PF aprendeu mais de R$ 2 milhões em endereços dos investigados. Também foram apreendidos 18 carros, 16 deles em Brasília, e três motos. Entre os carros apreendidos estão quatro Mercedes, dois Mitsubishi Lancer e um Porsche Cayenne. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Corregedoria do Ministério da Fazenda. O serviço de inteligência da Receita Federal também colaborou com a apuração do caso.

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“Pagamento de propina na Petrobras transcende o PT e o PSDB”

Autor de livro sobre elo entre empreiteiras e ditadura fala que esquemas vem dos anos 50

O professor Pedro Henrique Pedreira Campos. / UFRRJ
Nem durante o Governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, como disse a presidenta Dilma, nem no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como afirmou o delator da Lava Jato Pedro Barusco. Nenhum dos dois partidos foi pioneiro quando o assunto é corrupção na Petrobras, segundo Pedro Henrique Pedreira Campos, professor do departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Campos é autor do livro 'Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-Militar' (Editora da UFF, 2014), que mostra como as mesmas construtoras que hoje estão no banco dos réus da operação Lava Jato já pagavam propinas e se organizavam em cartéis durante o regime militar. E até antes.

O título, ele explica, é uma referência a "Vai Passar", gravada por Chico Buarque em 1994, que cita as "estranhas catedrais" erguidas no país das "tenebrosas transações".

Com a Lava Jato há um debate sobre a origem da corrupção na Petrobras. Quando começou a corrupção na estatal?

Existe um jogo de empurra para ver de quem é a culpa, e isso fica muito à mercê dos conflitos políticos atuais. O problema transcende as principais siglas partidárias, PSDB e PT. A prática de pagamento de propina na Petrobras vai além disso. Pode ser que tenha surgido no governo do FHC e do Lula um esquema para financiamento de campanha. Este tipo específico de procedimento talvez tenha sido criado nestes governos, com o envolvimento de diretores da estatal e repasse para partidos. Mas isso é apenas um indicativo de quão incrustadas na Petrobras estão estas construtoras. Muitas dessas empresas prestam serviço para a estatal desde 1953, e existem registros de que essas práticas ilegais já existiam nesta época.

A corrupção é a exceção ou a regra no mercado das construtoras?

A impressão que tenho, e temos indícios disso, é de que a prática de cartel é institucionalizada no mercado de obras públicas. As vezes existem conflitos, mas o que impera é o acordo, os empresários não querem uma luta fratricida, porque isso reduziria as taxas de lucro deles, então eles tentam dividir os serviços. E isso remonta há muito tempo, desde a década de 50, quando o mercado de obras publicas no Brasil começa a se firmar.

Qual era a situação das grandes construtoras antes ditadura?

Na segunda metade da década de 50, com a construção de Brasília no Governo de Juscelino Kubitschek e a as obras de infraestrutura rodoviária, as empresas começaram a prosperar. Antes de JK elas tinham apenas alcance local e regional: eram empreiteiras mineiras, paulistas e cariocas que realizavam obras em seus respectivos Estados. Naquele período elas não tinham sequer o domínio sobre técnicas para obras hidrelétricas, por exemplo.
A Odebrecht, que hoje é uma gigante do mercado, era muito periférica antes da ditadura. Era uma pequena empreiteira nordestina, bastante secundária"
Como era a relação das empreiteiras com os militares?

Elas foram sócias da ditadura. Nisso a Camargo Corrêa se destaca. O dono era muito próximo do regime, e ela financiou a Operação Bandeirante, que perseguiu militantes de esquerda no país. As empreiteiras tiveram uma participação importante no golpe de 1964, que foi um golpe civil-militar. Várias associações de empresários foram antessalas do golpe, que contou com uma participação intensa do setor de construção. E depois elas colheram os frutos deste apoio.

Qual construtora que mais cresceu durante a ditadura?

A Odebrecht, que hoje é uma gigante do mercado, era muito periférica antes da ditadura. Era uma pequena empreiteira nordestina, bastante secundária. Não participou das obras do plano de metas do JK, nem das rodovias, mas ela cresce de maneira impressionante durante o período de exceção. Em grande parte porque ela tinha uma presença muito forte junto à Petrobras, que na época tinha muitas obras no Nordeste. Quando a estatal começou a crescer, a Odebrecht foi junto. E à partir daí ela conseguiu o contrato do aeroporto do Galeão (RJ).

O que deu força às empreiteiras brasileiras na ditadura?

O decreto presidencial 64.345 de 1969 estabeleceu uma reserva de mercado paras empresas brasileiras, que caiu como uma luva para elas, que não tinham como concorrer com as estrangeiras. [Segundo o texto, “só poderão contratar a prestação de serviços de consultoria técnica e de Engenharia com empresas estrangeiras nos casos em que não houver empresa nacional devidamente capacitada”] O decreto facilita a formação de cartel entre elas, a aumentou muito o volume de recursos e obras que as construtoras passaram a obter de contatos públicos. Com esse dinheiro elas vão adquirir tecnologia para realizar outras obras, como aeroportos supersônicos, as usinas nucleares, etc. Com o decreto elas passaram a tocar as obras do chamado ‘milagre econômico’ da ditadura, o que permitiu que elas obtivessem lucros altíssimos e aprofundassem as práticas de cartel e corrupção no Governo.

Não havia investigação destas práticas irregulares na ditadura?

[Essas práticas] não eram coibidas. Muitas vezes obras eram contratadas sem concorrência, isso era muito comum na época. As investigações sobre práticas de cartel eram raras, os mecanismos de controle estavam amordaçados, não havia Ministério Público e a imprensa era censurada.

Existe algum indício de que durante a ditadura haviam pagamentos de propina?

Naquele período vinham menos denúncias a público, mas isso não quer dizer que não houvesse corrupção. Há indícios que havia um sistema de propina institucionalizado naquela época. Documentos do Serviço Nacional de Informação indicam que haviam pagamentos irregulares, e que alguns agentes públicos seriam notórios recebedores de propina e comissões. Isso era muito comum e corriqueiro no período. Com o fim da ditadura isso passa a vir mais a público.
“Quem faz o orçamento da republica são as empreiteiras”, disso o então ministro da saúde Adib Jatene em 1993
Com a democratização, o modus operandi das empreiteiras mudou?

Houve uma mudança bastante pronunciada, que segue a mudança da organização do Estado. Durante a ditadura as atenções das empreiteiras estavam voltadas para o poder Executivo – ministérios e empresas estatais, principalmente. E quando o país se abre para a democracia a correlação de forças muda, e elas tentam se adaptar. Elas passam a atuar junto às bancadas e aos partidos políticos, porque o Legislativo ganha força. Elas passam a ser ativas para obter emendas parlamentares e verba para obras. Existe inclusive no Congresso uma bancada da infraestrutura, e eles são bastante afinados com o desenvolvimento das empresas.

Existe um mito de que durante a ditadura a corrupção era menor. Isso se comprova factualmente?

Eu diria que a corrupção era mais difundida e generalizada, pela falta de mecanismos fortes de fiscalização.

As empreiteiras ainda influenciam as decisões do Estado?

Acho que sim, elas são muito poderosas. Estamos vivendo um momento singular, elas estão bastante acuadas, mas elas são muito importantes no Parlamento, no processo eleitoral e para pautar as políticas públicas. Vimos no governo Lula a retomada de vários projetos que foram concebidos durante a ditadura, como a transposição do rio São Francisco e a construção de Belo Monte, por exemplo. E isso remete ao poder que esses empresários continuam tendo no Governo. “Quem faz o orçamento da republica são as empreiteiras”, disso o então ministro da Saúde Adib Jatene em 1993. O fato é que os empresários fizeram uma transicão de muito sucesso para a democracia. Elas haviam se apropriado de parte do Estado durante a ditadura, e continuam lá na democracia.

Os acordos de leniência que o Governo quer assinar com as empresas da Lava Jato são uma ferramenta que pode mudar a maneira das empreiteiras atuarem?

Historicamente elas já estiveram envolvidas em vários escândalos. E a lógica da política brasileira é colocar panos quentes e continuar adiante. A linha do governo é clara: estão na defesa declarada dessas empresas. Para mudar a relação do Estado com as empresas no Brasil seria preciso uma mudança profunda, repensando o sistema de financiamento eleitoral, e criando alternativas às empreiteiras privadas no país.

Gil Alessi
No El País
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Valores Semânticos das Adverbiais


Valores semânticos das orações subordinadas adverbiais e a importância dessas estruturas nas atividades de produção escrita e leitura de textos. Por Prof. DiAfonso




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Investigando o mensalão tucano


João Montanaro
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Janine, Edinho e Henrique Alves podem mudar a cor das nuvens

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/03/28/janine-edinho-e-henrique-alves-podem-mudar-cor-das-nuvens/

Atribui-se ao ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, a frase: “política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. No caso atual, poderia-se dizer que não basta que as nuvens mudem de lugar, mas precisariam também mudar de cor. Elas andavam pretas demais nas últimas semanas e foram anunciando tempestades que pareciam nunca acabar.

Há alguns dias o clima bélico parece ter dado lugar a uma tentativa de reposicionamento de forças. Como se muitos percebessem que já estava na hora de contar as perdas ou os avanços e esperar um pouco para ver o que pode acontecer lá na frente.

Entre mortos e feridos, o PT talvez tenha sido o ator político que mais perdeu neste processo. Mas o PMDB que estava se achando muito forte já podia passar de algoz para vítima. Ontem, por exemplo, o presidente da Câmara passou por enorme constrangimento ao visitar São Paulo. Seus compromissos contra a maioridade penal e os direitos LGBT podem levá-lo a ser tratado como alvo de muitos movimentos.

Ao mesmo tempo, o PSDB está para as ruas assim como o blogueiro está para uma pista de skate. Adoro ver o pessoal fazendo manobras, mas prefiro não me arriscar. Até agora o partido não sabe se vai e o que vai capitalizar com o movimento. E há quem, como Beto Richa, que acha que o melhor é que essa história de manifestações acabe logo.

Mas o que tudo isso tem a ver com a nomeação de Janine Ribeiro, Edinho Silva e Henrique Alves?

Comecemos pois por Henrique Alves que deve ser anunciado em breve. Ele foi presidente da Câmara até dia desses e disputou a eleição para governador do Rio Grande do Norte. E perdeu. Entre outros motivos responsabiliza Dilma e Lula pela derrota, pois o PT local lhe negou apoio.

Alves é um dos políticos mais experientes do Congresso e sabe como ninguém operar acordos e maioria. Além disso, tem ótimo relação com Eduardo Cunha.

Ao ser nomeado ele abre a ponte mais concreta entre o PMDB da Câmara e o Palácio do Planalto. Se vier a fazer parte da coordenação política do governo, terá mais capacidade para entregar vitórias na Câmara do que o vice Michel Temer.

A pasta do Turismo, para a qual Alves foi indicado, permiti-lhe ação no Nordeste, em especial no seu Rio Grande do Norte, e visibilidade por conta das Olimpíadas. Pode parecer algo menor, mas tem potencial para tirar alguém que era um pote até aqui de mágoas das articulações anti-governo.

Vou deixar Janine Ribeiro por último para falar antes de Edinho Silva, que vem sendo apresentado pela mídia como o ex-tesoureiro de campanha da presidenta Dilma. O ex-prefeito de Araraquara por dois mandatos, ex-deputado estadual e ex-presidente do PT paulista é um dos políticos mais habilidosos da sua geração. Ele tem um estilo à la Palocci. Fala sempre com serenidade, não costuma discordar dos seus interlocutores e foge de bola dividida. Até por isso tem boa relação com Lula e Dilma.

Sua formação política foi na militância católica e pode ter herdado daquele ambiente esse jeitão meio padreco de construir acordos e maiorias.

Edinho é extremamente hábil para lidar com os adversários. Ao mesmo tempo é extremamente leal ao seu grupo político. Sua nomeação para a Secom indica que Dilma buscará conversar mais com a mídia tradicional e tentará aparar arestas que porventura tenham a levado a se tornar o judas da vez, mas também sinalizam para uma maior audição às propostas do PT para essa área. Sim, Edinho é do PT. Ele não vai deixar de sê-lo, mas não será só isso na Secom. Ao assumir o risco de colocar um dirigente do partido no cargo, mas um dirigente que preza pelo bom trânsito com todos os setores, Dilma emite dois sinais. Que quer conversar, mas que não vai ser refém dos grupos tradicionais. São ótimos sinais.

Por fim, meu xará Renato Janine Ribeiro. Dilma resgata com a sua indicação algo que o governo estava perdendo, o simbolismo. Janine é a melhor notícia dos três novos convidados exatamente por isso e menos pela sua capacidade de exercer o cargo, já que será a primeira vez que o filósofo e excelente professor de Ética na USP assumirá um cargo executivo desta magnitude.

O governo Dilma está precisando de nomes da sociedade civil que tenham compromisso mais à esquerda e que sejam considerados inatacáveis em suas áreas de atuação. Janine tem esse perfil.

Sua nomeação caiu como uma bomba de oxigênio em grupos de intelectuais e nas universidades públicas. Muitos que já batiam no governo Dilma há algum tempo ontem saudaram sua nomeação pelo Twitter e pelo Facebook. Com Janine Ribeiro na Educação e Juca Ferreira na Cultura, o governo terá em duas áreas fundamentais para aqueles que atuam na disputa social simbólica referências que podem dar novas perspectivas no médio prazo ao governo.

Se o governo conseguir depois desses anúncios ir tocando o barco devagar e recuar em alguns pontos polêmicos do ajuste fiscal, como o do seguro desemprego, as nuvens devem ao menos se estabilizar por um período. Para depois com o tempo ir mudando aos poucos de lugar. Ainda não é hora de movimentos bruscos, mas já não se pode dizer que esse governo não cansa de errar.
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Brasil, Petróleo e Geopolítica


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Debate 'efervescente' sobre mídia e democracia inaugura o #3BloggerPE


Um caloroso debate sobre a luta pela democratização da comunicação inaugurou, nesta sexta-feira (27), em Olinda/PE, o #3BloggerPE – Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais do Pernambuco. Com direito à demonstração de solidariedade à Venezuela — recentemente ‘condecorada’ pelos Estados Unidos com o selo de ‘ameaça’ —, a atividade reuniu blogueiros, jornalistas, estudantes e ativistas digitais de todo o estado.

A conferência ‘Democratizar é preciso — pela regulação econômica da mídia’ contou com as presenças de Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé; Élcio Guimarães, secretário de Comunicação da Prefeitura de Olinda; Rafael Buda, que articula o núcleo pernambucano do Barão de Itararé; e a Cônsul Geral da Venezuela no Recife, Carmen Nava Reyes, que saudou os presentes e coletou assinaturas pela revogação do decreto de Barack Obama contra o país latino-americano. A mediação ficou por conta de Lissandro Nascimento, presidente da Associação dos Blogueiros do estado do Pernambuco (AblogPE).

Conforme ressaltou Altamiro Borges, a mídia está longe de ser o quarto poder, que fiscalizaria os três poderes constituídos, mas, sim, um segundo Estado — “só que não eleito pelo povo”. “A mídia brasileira, hoje, é um Estado paralelo, controlado por oligarquias”, acrescenta, fazendo referência às sete famílias que dominam o grosso dos meios de comunicação no país.

“A velha mídia, que ainda está na época do feudalismo, detem um poder monstruoso, que mexe com a subjetividade humana e o imaginário das pessoas e que está atrelado a interesses políticos e econômicos”, afirma. “Ela interfere de forma agressiva na sociedade, pois informa e desinforma, forma e deforma. É por causa disso que se discute, no mundo todo, como estabelecer regras para que esse poder não se torne um perigo para as democracias”.

Ele lembra os exemplos da Inglaterra e dos Estados Unidos, que desde a década de 1920 possuem mecanismos de regulação da comunicação, para desconstruir o mantra tão repetido pelos barões da imprensa brasileira de que ‘regular é censura’. “A mídia colonizada adora paparicar os EUA, mas não fala que lá existe o Federal Communications Comission (FCC – espécie de Conselho de Comunicação). Na Inglaterra, existe o Ofcom. Há muito tempo se debate, isso pois a comunicação, como qualquer atividade econômica, tende ao monopólio e precisa de regras”, argumenta. Com humor, Miro questiona: “A Rainha Elizabeth II também é chavista e bolivariana?”.

Ele evoca a própria Constituição Federal, citando pontos relevantes à democratização da comunicação já previstos na carta magna brasileira e jamais regulamentados. “Se fosse levada a sério, aprimoraríamos e muito a nossa democracia, já que a Constituição prevê, entre outras coisas, a proibição do monopólio e do oligopólio, a complementaridade entre os sistemas privado, público e comunitário de comunicação e o fomento da produção regional e independente”, diz.

“Já tivemos 19 tentativas de regular a comunicação no Brasil – todas interceptadas. Até os militares e Fernando Henrique Cardoso tiveram projetos na área. Nenhum avançou”, recorda. “Temos liberdade de monopólio, não liberdade de expressão ou de imprensa”, sentencia o blogueiro.

O que fazer?

Crítico à inércia dos governos Lula e Dilma em relação ao tema, Borges avalia que a ideia de um “pacto de não-agressão” com a mídia falhou, já que ambos os presidentes “apanharam e seguem apanhando diuturnamente”. Em sua opinião, o cenário parece estar mudando após o papel extremamente partidarizado cumprido pelos grandes meios de comunicação nas eleições de 2014. “Dilma finalmente falou em regulação econômica da mídia, o que é uma sinalização importantíssima".

Em relação à conjuntura complexa instalada no país, o jornalista acredita que as manifestações de ódio nunca foram tão explícitas em nossa sociedade e que isso é resultado direto da atuação da mídia. “Ela botou o ovo da serpente”, diz. “O papel dos movimentos e ativistas digitais é muito simples, já que Dilma dá sinalizações de enfrentamento ao império midiático: aumentar a pressão”.

Uma ferramenta mencionada por Miro é o Projeto de Lei da Mídia Democrática, o ‘PLIP’, de Iniciativa Popular (saiba mais aqui). Outra, “é fortalecer rádios e TVs comunitárias, veículos sindicais e, sobretudo, o ativismo digital, incluindo os blogs, para que se multipliquem, qualifiquem e se defendam dos constantes ataques e perseguições”.

Pernambuco: perspectivas e mobilização

Fundada em 2013 nos moldes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Empresa Pernambuco de Comunicação é fruto da articulação entre sociedade civil e movimentos que debatem e discutem a comunicação no estado. Segundo Rafael Buda, trata-se de uma experiência inovadora, que fortalece a comunicação pública no estado. “Claro que precisamos de recursos, investimento e desenvolvimento, mas é um passo enorme para a região", afirma.

Além disso, ele salienta que a AblogPE já conta com mais de 400 blogueiros. “São diversas iniciativas que nos propiciam uma experiência rica no campo das mídias alternativas. Há uma vasta produção colaborativa e independente se desenrolando no estado, em um processo que reconfigura as disputas midiáticas em nossa sociedade. Com um passo de cada vez, vamos criando musculatura”.

Buda aproveitou o encontro e fez um chamado à criação do núcleo do Barão de Itararé em Pernambuco. “A ideia é congregar quem esteja interessado nas pautas da entidade, pela luta da democratização da comunicação, para atuarmos em nosso estado".

Élcio Guimarães, Secretário de Comunicação de Olinda, exaltou a realização do #3BloggerPE: “Estamos neste evento porque entendemos que é fundamental estimularmos a diversidade informativa em nosso país”. De acordo com ele, não existe exercício da cidadania sem o direito à informação e à comunicação, assim como não existe ponto e contraponto na mídia brasileira. “Por isso, discutir a importância da liberdade de expressão, no momento pelo qual o país passa, dá a esse encontro um significado muito especial. São 480 anos de Olinda, uma cidade com um forte passado político e cultural. Respeitamos todas as opiniões e exaltamos a importância da blogosfera e do ativismo digital nas lutas do cotidiano”.

O #3BloggerPE continua neste sábado (28), a partir das 8h30. Siga ao vivo aqui.

Felipe Bianchi
No Barão de Itararé
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Nome certo, no lugar certo


Edinho assume SECOM com credenciais para fazer um bom trabalho numa hora de grandes dificuldades para o governo Dilma

A indicação de Edinho Silva para a SECOM pode ajudar o governo Dilma a resolver seu problemas graves na área de Comunicação.

Integrante da nova geração de dirigentes petistas, formada quando o Partido dos Trabalhadores já havia transformado o vigor das luta operárias em força política capaz de disputar o poder de Estado na sétima maior economia do mundo, Edinho foi prefeito de uma cidade média do interior de São Paulo, Araraquara, e carrega as credenciais para um bom trabalho — tem história no PT e compromisso com seu programa e seus militantes.

É capaz de manter um diálogo produtivo com correntes de várias tonalidade ideológicas. Com boa formação acadêmica, tem uma trajetória ligada a Democracia Socialista, uma das mais influentes no governo Dilma. Hoje fora da DS, é próximo de Lula e ao mesmo tempo da presidente, o que pode ser de extrema valia em momentos de luta interna e guerra de lealdades.

Edinho assume o ministério depois de ter sido tesoureiro da campanha presidencial de 2014. Teve as contas aprovadas pelo voto unânime do Tribunal Superior Eleitoral, inclusive do ministro-relator Gilmar Mendes, adversário aberto do PT nas cortes superiores. Numa debate tenso, detalhado, não se apontou nenhuma incoerência importante nas contas do partido — apenas objeções cuja motivação política era mais do que óbvia. O saldo final foi tão bom que a ausência de Edinho na primeira fornada de ministros chegou a causar surpresa.

Num partido que se mostra perplexo, incapaz de sair das cordas, diante da brutal ofensiva disparada pelos adversários após a quarta vitória consecutiva numa eleição presidencial, feito jamais obtido por qualquer força política na história da Republica, o novo ministro tem demonstrado uma visão clara dos problemas a ser enfrentados. Numa carta recente, dirigida aos militantes do partido, Edinho fez uma ponderação oportuna, de quem sabe o problema principal:

“Achávamos que a elite brasileira, insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente, iria ficar assistindo nós nos sucedermos na presidência da República, consolidando o nosso projeto? (…) Achávamos que aqueles que hoje nos acusam, que também são os mesmos que armam trincheiras contra as reformas estruturais, seriam benevolentes conosco? Repito, qual a novidade?”

A decisão de colocar um ministro que é essencialmente um político — e não basicamente um jornalista — à frente da comunicação pode ajudar o governo Dilma a enfrentar a áspera disputa que, previsivelmente, irá marcar o país pelo próximos meses, quem sabe até 2018. Basta abrir os jornais e assistir ao noticiário na TV — na dúvida, consulte o Manchetômetro — para comprovar o engajamento cada vez mais aberto, mais despudorado, dos principais meios de comunicação na oposição governo.

É uma postura que faria corar a antiga executiva da Folha de S. Paulo Judith Brito, que em 2010, quando era presidente da entidade dos grandes jornais do país, admitiu que os principais veículos brasileiros tinham o dever de proteger uma oposição que definia como “fraquinha.”

Entre tantos nomes que passaram pela SECOM depois da posse de Lula, em 2003, cada um pode ter seu favorito. Ou mais de um.

Sempre vou homenagear o primeiro, Luiz Gushiken, obrigado a enfrentar uma pesada campanha difamatória como preço por seu esforço para garantir uma comunicação independente da pressão dos grandes veículos.

Mas em minha opinião até hoje nenhum titular do órgão demonstrou tanta compreensão do trabalho como Franklin Martins, titular entre 2007 e 2010. Jornalista de profissão, mas político durante as 24 horas do dia, Franklin levou para o Planalto a noção de que a luta na comunicação de uma sociedade não envolve questões técnicos sobre jornalismo nem sobre jornalistas mas é, acima de tudo uma disputa política. Nesse ambiente, jornais e revistas se mobilizam como instituições políticas, que tem seus próprios projetos para defender, fazendo a pauta, apuração e edição de informações conforme suas conveniências.

É disso que Edinho está falando, quando ironiza, com acidez, aqueles que aguardam um tratamento benevolente dos adversários.

Com modos tão educados que observadores superficiais podem confundir com timidez, Edinho Silva assume seu posto numa hora dificílima. Mas carrega credenciais que prometem um bom combate — em termos educadíssimos, como é seu estilo.

Paulo Moreira Leite
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A Operação Zelotes jamais teria ocorrido em um governo tucano


Essa Operação Zelotes, assim como a Lava Jato e outras tantos mil, jamais teria ocorrido em um governo tucano.

Repito: jamais.

Fui repórter durante todos os governos FHC e posso garantir: a condução da PF era absolutamente controlada pelos interesses do governo tucano, aí incluídos os aliados do PFL, atual DEM.

Só por isso, já dá para imaginar.

Na investigação do chamado Dossiê Cayman, que investiguei em Miami e na Jamaica, os delegados eram comandados, pessoalmente, pela então secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind. Até às Bahamas ela foi com eles.

Em 1998, o então diretor-geral da PF, Vicente Chelotti, foi obrigado a esconder documentos que incriminavam o falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta, o Serjão.

Ele, FHC, José Serra e Mário Covas eram acusados de possuir uma conta secreta no paraíso fiscal das Ilhas Cayman (na verdade, nas Bahamas), onde teriam colocado grana desviada das privatizações.

Os papéis eram falsos, mas, estranhamente, o governo entrou em desespero. A PF abriu dois inquéritos, agiu no subterrâneo e só depois a imprensa descobriu que o dossiê — vendido por três golpistas brasileiros a Fernando Collor e Paulo Maluf por 1 milhão de dólares — era falso.

Está no livro que escrevi a respeito, “Cayman: O Dossiê do Medo” (Record, 2002).

Um vexame.

O gado que foi tocado para as ruas, em 15 de março, para bradar contra a corrupção, deveria pensar um pouco mais sobre isso.

Leandro Fortes
No DCM
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Grupo RBS também é alvo da investigação em ‘tribunal’ da Receita


Bancos e grandes empresas são alvo da investigação em ‘tribunal’ da Receita

Relação das empresas investigadas na Operação Zelotes inclui alguns dos maiores grupos empresariais do País, suspeitos de terem pago propina para anular multas; maioria das companhias informou não ter conhecimento do assunto

Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Na relação das empresas listadas na Operação Zelotes também constam Petrobrás, Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio.

“Aqui no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não”, resumiu um ex-conselheiro do Carf, com cargo até 2013, numa conversa interceptada com autorização da Justiça, segundo relato dos investigadores. Procuradas pela reportagem, a maioria das empresas informou não ter conhecimento do assunto.

A fórmula para fazer o débito desaparecer era o pagamento de suborno a integrantes do órgão, espécie de “tribunal” da Receita, para que produzissem pareceres favoráveis aos contribuintes nos julgamentos de recursos dos débitos fiscais ou tomassem providências como pedir vistas de processos.

O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores.

O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos. Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões).

A Petrobrás também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda.

Os casos apurados na Zelotes foram relatados no Carf entre 2005 e 2015. A força-tarefa ainda está na fase de investigação dos fatos. A lista das empresas pode diminuir ou aumentar. Isso não significa uma condenação antecipada.

A Camargo Corrêa é suspeita de aderir ao esquema para cancelar ou reduzir débitos fiscais de R$ 668 milhões. Também estão sendo investigados débitos do Banco Pactual e da BR Foods.

Desempate

O Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, julga em última instância recursos de grandes contribuintes multados pela Receita. Como são seis conselheiros, três deles indicados pelos contribuintes, bastava cooptar um voto entre os três conselheiros nomeados pelo Ministério da Fazenda para que o resultado da votação terminasse, não raro, no placar de quatro votos a um. As propinas variavam de 1% a 10% do débito tributário.

Os investigadores suspeitam de tráfico de influência e fraudes para anular, principalmente, multas aplicadas pela Receita em processos envolvendo a amortização de ágio em fusões e aquisições. São casos em que as empresas podem abater do pagamento de impostos a diferença entre o valor pago e o valor patrimonial da empresa, descontando prejuízos.

Alguns processos sob investigação envolvem amortização do ágio interno, caso em que a compra é de empresa de um mesmo conglomerado. Os investigadores estimam que a fraude pode chegar a R$ 19 bilhões, valor dos débitos fiscais de 70 processos analisados. Até o momento, foram comprovados que em nove deles houve desvio no valor de R$ 6 bilhões.

Andreza Matais, Fábio Fabrini | Colaborou Lorena Rodrigues
No O Estado de S. Paulo
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jn dedica 27seg para a greve dos professores em SP



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Sérgio Porto # 178


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Brasil será membro-fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura


O governo brasileiro aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB), de acordo com nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta sexta-feira (27), que o Brasil tem todo o interesse de participar da iniciativa, que deve garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia.
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