11 de fev de 2015

O assombroso silêncio no Brasil em torno do escândalo HSBC


Simplesmente inaceitável o silêncio no Brasil em torno do vazamento das contas secretas do HSBC na Suíça.

Passo pelos sites das grandes empresas jornalísticas e a cobertura ou é nula ou é miserável.

Os números justificariam barulho. Muito barulho. No caso brasileiro, são 8 667 contas num total de 7 bilhões de dólares sonegados.

Me chamou a atenção, também, a atitude dos colunistas. Onde a indignação? Onde a estridência habitual? Onde o sentido de notícia?

Passei no twitter de Noblat. Nos últimos dois dias, uma centena de tuítes. Zero sobre os chamados Swissleaks.

Também dei uma olhada em Reinaldo Azevedo, verborrágico, torrencial nos textos. Nada sobre o HSBC.

São dois entre tantos.

A ausência deles do debate mostra uma coisa que sempre tive clara. A valentia deles vai até onde não existe risco de publicar algo que contrarie interesses de seus patrões.

É o colunismo sabujo, o colunismo papista, o colunismo patronal — ou, simplesmente, o colunismo chapa branca.

E se algum patrão dos colunistas estiver na lista? Na Argentina, o Clarín encabeça o pelotão dos sonegadores.

Melhor, então, ignorá-la.

No mundo inteiro, jornais garimparam nomes de integrantes da lista. No Brasil, apareceu — parece piada de humor negro — com algum destaque um morto: o banqueiro Edmond Safra.

Graças a um site angolano, soube-se que o Rei do Ônibus do Rio, Jacob Barata, também está listado.

A última vez que vi Barata no noticiário foi no casamento de uma neta. Gilmar Mendes foi um dos padrinhos.

Imagine, apenas imagine, que haja consequências jurídicas para Barata, e que o caso chegue ao Supremo.

Como agiria Gilmar?

Jornalista, como pregava o maior de nós, Pulitzer, não tem amigo. Porque amizades interferem no noticiário.

Da mesma forma, juízes não deveriam ter amigos. Mas, no Brasil, têm.

Não me surpreende a mídia no escândalo do HSBC. Conheço-a bem para esperar qualquer coisa diferente.

Mas e o governo: não tem nada a dizer?

Estamos tão bem de dinheiro nos cofres públicos para desprezar a busca dos bilhões sonegados?

Não é o que parece.

Considere o que a Espanha está fazendo. O ministro das Finanças, Cristóbal Montoro, anunciou que estuda “medidas legais contra o HSBC por sua participação em fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e outros atos criminosos cometidos por cidadãos espanhóis”.

Em 2010, o governo espanhol teve acesso a 650 nomes de pessoas com conta secreta no HSBC na Suíça.

Foi atrás de um por um. A família Botin, que controla o Santander, fez um acordo extrajudicial com o governo. Pagou 200 milhões de euros, cerca de 600 milhões de reais.

A oposição de esquerda na Espanha luta para que a legislação seja alterada para que sejam publicados todos os nomes de todos os envolvidos em evasão fiscal.

No Brasil, o quadro é completamente distinto — e para pior.

Pouco antes de Joaquim Levy ser nomeado ministro da Fazenda, o banco em que ele trabalhava, o Bradesco, foi pilhado numa história de sonegação no paraíso fiscal de Luxemburgo.

A Globo carrega uma espetacular história de sonegação já há dois anos — sem quaisquer consequências legais ou financeiras.

A Globo continua a receber seu mensalão publicitário como se honrasse todos os seus compromissos com o Tesouro.

Ou os espanhóis — e o mundo — estão errados, ou errados estamos nós.

Faça sua escolha.

Paulo Nogueira
No DCM
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Interesse nacional e justiça: o caso do imperador Hirohito


Seguindo princípios seculares os Estados sobrevivem através de uma economia funcionando sem o que não há empregos e comida. A produção e garantia de sobrevivência se superpõe à beleza inspiradora das instituições cívicas, das grandes causas inspiradoras, dos movimentos da cidadania heroica, sem economia vira só teatro.

Belos parlamentos e magníficos tribunais são inúteis quando há fome nas ruas e economia arruinada e paralisada.

Países sem meios de subsistência abrem mão da Democracia em troca de um poder forte e centralizado que por não perder tempo com justiça pode agir com mais eficiência em um horizonte visível. Foi o caso da Itália em 1922 e da Alemanha em 1933, que abraçaram o fascismo e o nazismo como reação a crises econômicas.

Princípios de justiça tem um peso menor do que o funcionamento da economia. Os povos aceitam menos justiça e mais alimento no prato. A Democracia não é, portanto, um valor absoluto, ela depende do atendimento anterior da subsistência da população, não há Democracia entre povos famintos e perambulando pelas ruas.

Em 1945 todos os princípios elementares de Justiça consideravam o Imperador Hirohito do Japão criminoso de guerra.

O establishment jurídico em Washington já preparava seu caminho para a forca, que se daria por sentença no Tribunal Internacional de Crimes de Guerra de Tóquio. O Tribunal de Tóquio condenou à morte 770 lideres e militares japoneses, a maioria das sentenças foi comutada para longas prisões.

E o Imperador Hirohito? Não só foi poupado como conservou seu trono e o papel de Chefe de Estado, mantendo a Casa Imperial no poder monárquico até hoje.

As razões foram de ordem pratica. O Governador Geral do Japão, General Douglas MacArthur precisava rapidamente relançar a economia japonesa em ruínas. Para esse esforço fundamental manter a estrutura politica e social do País, cujo eixo central era a figura do Imperador. Sacrificou-se a Justiça em nome da sobrevivência do País e de sua economia, o que era do interesse dos Estados Unidos. Um Japão desorganizado seria presa do comunismo soviético.

As favas com a Justiça, Hirohito vem para nosso lado, o mesmo que assinou a declaração de guerra aos EUA.

Pelas mesmas razões os EUA nem sonham em introduzir democracia na Arábia Saudita. O reino é um grande fornecedor de petróleo para a Europa, zona de interesse dos EUA e a exploração é essencialmente uma operação americana, embora a companhia de petróleo seja estatal, mas é na pratica administrada pela Chevron.

Além disso, estão no Reino as duas maiores bases aéreas americanas fora dos EUA e os sauditas mantem nos EUA mais de um trilhão de dólares de reserva monetária, quase tanto quanto a China.

Da mesma forma, quando a Alemanha foi vencida e ocupada em 1945, não havia só os 20 réus de Nuremberg como nazistas vivos, havia dezenas de milhares, praticamente todo empresariado alemão. Foram todos presos e processados?

Claro que não, se isso acontecesse como iria ser reconstruída a economia alemã? Generais importantes do Terceiro Reich passaram para o lado dos Aliados, como von Manstein, Reinhard Gehlen, Hans Speidel, este fez a proeza de passar de Comandante alemão da guarnição de Paris, em plena Segunda Guerra para Comandante das Forças Terrestres da OTAN dez anos depois, com sede em Paris.

Essa opinião não foi unânime em Washington, Morgenthau, Secretario do Tesouro, judeu, queria acabar com a indústria alemã e propôs uma Alemanha agrícola, o chamado Plano Morgenthau. Foi voto vencido, os EUA preferiram uma Alemanha poderosa como aliada.

Moral da História: é muito mais importante a economia funcionando e crescendo, garantindo empregos, do que colocar empresários na cadeia, por uma leitura exclusiva de Justiça, a Justiça é um valor, mas é menor do que o interesse nacional.

O clima nas empreiteiras é PAVOROSO, dois terços das mesas vazias, não estão pagando seus fornecedores grandes, médios e pequenos, estão demitindo em massa, os executivos presos, segundo me disse um colega de um deles hoje, estão destruídos, não servem para mais nada.

A Petrobras, segundo esse mercado, CONGELOU todos seus programas de investimentos, equipamentos quase prontos não devem ser entregues, esqueletos de plataformas, máquinas, navios ficam como estão, a Petrobras não compra, não paga e não recebe as encomendas, segundo a avaliação desse empresário, essa paralisia vai durar dois anos.

A Lava Jato continua e não tem tempo para acabar. Pode destroçar o País, mas parece mais importante a gloria da Justiça do que a dura realidade de uma nação rumando para o abismo.

Motta Araujo
No GGN
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O contragolpe virá quando a esquerda descobrir o povo brasileiro

Quando a esquerda descobrirá o povo brasileiro?
Ao longo de sua história a direita brasileira praticou diversos golpes contra a própria direita. Pouquíssimos foram os governos da Velha República que conseguiram levar a término o mandato único, pois o café transbordava o leite ou vice-versa de acordo com os interesses dos clãs mais fortes. Aí veio Getúlio Vargas que como Pedro II foi derrubado por ferir os clãs pelo simples fato de atender interesses mínimos das camadas populares.

A popularidade alcançada pela monarquia, sobretudo com a abolição da escravatura, não foi suficiente para promover um contragolpe contra a república dos coronéis. Apenas algumas mobilizações isoladas como a de Canudos na Bahia e os fuzilados na fortaleza de Anhatomirim em Desterro, à qual Floriano Peixoto impôs uma homenagem a si mesmo, dando à cidade o nome que até hoje se preserva: Florianópolis.

Já a popularidade obtida pelo ditador que promoveu a primeira democratização social brasileira instituindo leis trabalhistas, saúde e ensino público, impulsionando a economia do país através das primeiras indústrias de base, resultou em ser levado novamente ao cargo executivo através do voto popular que passou a ser desrespeitado por alguns jornais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para ser mais exato “A Tribuna da Imprensa” de Carlos Lacerda e “O Estado de São Paulo” da família Mesquita. Um que outro adotou a mesma linha de defesa dos interesses estrangeiros contra a política nacionalista de Getúlio, mas é falta de memória ou desconhecimento da história dos que tentam comparar os esforços da Mídia de hoje com aqueles tempos em que isso de Mídia praticamente inexistia e o que havia de mais próximo era o grupo Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Apesar de viver as turras com Getúlio, amiúde trocavam favores, como quando Chatô obteve do ditador interferência na legislação para manter a guarda de sua filha após a separação matrimonial. Mas nem Lacerda nem Mesquitas puderam impedir a comoção popular promovida pelo suicídio de Getúlio em 54. Um ato individual, mas é o que se pode considerar como único movimento contragolpista de nossa história, pois quanto ao de 64 somente arremedos como o das Ligas Camponesas de Paulo Julião e do governo Miguel Arraes em Pernambuco. Movimentos suspensos por seus líderes para evitar inútil derramamento de sangue.

Desde a criação da estrategia golpista do Mensalão se ouve da própria militância e de integrantes do próprio PT muitas críticas ao governo, afirmando que deveria tomar esta ou aquele atitude, evitar isso ou aquilo. Culpa-se ao governo e ao partido pelo que cada um considera o erro primordial e apenas para citar um exemplo dessas duvidosas autocríticas, citam-se os que consideram contratação de Waldomiro Diniz como origem dos motivos do golpe como se na testa daquele ex-assessor já estivesse escrito: “Fui corrupto”, ou como se houvesse milhares de técnicos experientes a disposição e dispostos a compor uma equipe de governo, ou como se José Dirceu fosse amigo do Carlinhos Cachoeira. No entanto, raro se ouvir críticas à manipulação da Mídia através de um fato ocorrido anteriormente no governo Garotinho que sequer era aliado do PT ou do governo Lula.

E graças à esquerda brasileira o golpe prossegue. Golpe iniciado lá na abolição da escravatura e sempre presente e permanente a cada vez que algum governo brasileiro implanta medidas de interesse popular.

O inverso de tal situação se exemplifica na história de Cuba.

O Partido Comunista Cubano, como todos os partidos comunistas, não concordava com a revolução armada, mas desde a tomada de Moncada as esquerdas de Cuba se uniram em um único propósito. Fidel, Che ou Raúl não foram conscientizar a população cubana sobre estes propósitos de casa em casa. Evidentemente este foi um trabalho de toda a esquerda daquele país.

Dizer que o povo cubano era mais consciente do que o brasileiro é desconhecer a história e a localização geográfica de Cuba ao lado da Meca do consumismo da qual se tornou colônia tão logo finda a revolução da independência cubana da coroa espanhola. Em Cuba não houve independência, apenas troca de colonizadores.

Sujeito ao tráfico de drogas e intensa exploração do lenocínio, por décadas o povo cubano foi educado à subserviência profissionalmente utilizada em cassinos e hoteis de turistas americanos e a exploradores da mão de obra produtora de charutos, cana de açúcar e rum. No entanto, apesar de 5 décadas do mais restrito bloqueio comercial já imposto a um país de tão reduzido território, apesar das inúmeras tentativas de assassinato de Fidel, os Estados Unidos não se estimulam a darem um passo para invadir a Ilha mesmo após 2 décadas de finda sua única proteção internacional: a União Soviética. Atravessaram o mundo para invadir Afeganistão e Iraque e promoverem golpes em Líbia, Síria, etc.; mas o governo de Cuba está preservado.

O programa Mais Médicos tem permitido maior contato com cubanos, sejam da área da saúde ou os que para cá vieram para administração do plano binacional. Estes, mesmo quando inquiridos a respeito muito pouco se referem a Fidel ou Raúl Castro, tampouco ao comunismo ou qualquer ideologia política, mas repetidamente e com muito orgulho se referem a uma entidade: “nosotros cubanos.

Quando deixarmos de ser da Europa ou dos Estados Unidos e nos descobrirmos em nossa consciência como “nosotros brasileños”, talvez possamos vir a entender que o golpe contra o Brasil não resulta de imaginárias deficiências de comunicação e políticas de um governo que tem cumprido a risca com os propósitos de inclusão social e democratização de oportunidades e acessos à educação e saúde e outras necessidades básicas de nossa população, promovendo a retirada do Brasil do Mapa Mundial da Fome e nosso IDH como jamais nenhum outro o fez antes.

Quando a esquerda brasileira descobrir o povo brasileiro, talvez se conscientize do que realmente seja ser de esquerda e só então poderemos promover o primeiro movimento de contragolpe da história política do Brasil.

Raul Longo, jornalista, escritor e poeta. Mora em Florianópolis e é colaborador do “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Pouso Longo”.
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Jandira Feghali detona blindagem da Rede Globo a FHC




Em discurso proferido, nesta terça-feira (10), na tribuna da Câmara dos Deputados, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) denunciou plano da grande mídia em acobertar Fernando Henrique Casrdoso e o PSDB no noticiário sobre as denúncias de corrupção na Petrobras. TV Globo teve e-mail vazado sobre blindagem ao ex-presidente pelo jornalista Luis Nassif.




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A linguagem e o horror

Em seu novo espaço, Tarso Genro quer propor uma reflexão sobre a questão democrática, a partir da comunicação, da literatura e da experiência de outros países.
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Fui convidado para, periodicamente, escrever no Sul 21, do qual sempre fui um entusiasta. Sempre defendi a necessidade de termos, aqui no Rio Grande, um espaço de oxigenação alternativo aos meios de comunicação tradicionais. Um espaço que abrisse escotilhas para a divulgação de opiniões, fora do controle dos padrões empresariais, que caracterizam a chamada grande imprensa. Estes padrões, independentemente da qualidade e seriedade dos seus jornalistas, estão muito longe de esgotar a enorme pluralidade de vozes, necessárias para enriquecer um projeto democrático autêntico.

Aceitei a proposta e combinei com a direção do Sul21, o seguinte: primeiro, não vou debater, aqui neste espaço, posições específicas “de Partido”, pois não quero me somar (nem por distração) à campanha programada, que está sendo feita, no país, para desautorizar os partidos, todos, num ódio udenista à política que pode comprometer o nosso futuro democrático; segundo, não vou fazer comentários sobre o Governo estadual, pois é sabido que fui derrotado nas eleições do ano passado e que o Governo atual representa uma maioria política, que se formou em contraposição ao Governo da Unidade Popular RS, o que implica em dizer que eu poderia ser apontado como “suspeito” (pelo menos por enquanto), de não ter posições racionais sobre ele; terceiro, propus que os meus textos tentassem estimular uma reflexão sobre a questão democrática, a partir da comunicação, da literatura, da experiência de outros países, sem atacar pessoas ou instituições, sem qualquer disfarce de neutralidade, mas procurando estimular reflexões que vão mais além da difícil conjuntura que atravessamos.

Na Alemanha do pós-guerra (1947), Hans Richter convocou um grupo de intelectuais para discutir a situação do país. O Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, "Encontro em Telgte".  (Divulgação)
Na Alemanha do pós-guerra (1947), Hans Richter convocou um grupo de intelectuais para discutir a situação do país. O Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, “Encontro em Telgte”. (Divulgação)
Neste primeiro artigo optei por lembrar um fato histórico, que ocorreu na Alemanha do pós-guerra (1947), quando Hans Richter convoca os grandes intelectuais da Alemanha, para refletir sobre a função dos seus pares numa nova Alemanha, dividida e miserável, na qual o próprio idioma foi “violentado” e “desnaturalizado”, durante quinze anos de nazismo. O já dissolvido Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, “Encontro em Telgte”. A novela relata uma reunião realizada trezentos anos antes, de filólogos, historiadores e escritores da época, para revisar e consolidar o idioma, dilacerado, à época, pela Guerra dos Trinta anos, que findava.

No fim do capítulo sexto, um integrante do grupo se depara com corpos que flutuavam rio abaixo, próximo ao local da reunião, como dura advertência da barbárie terminal. Aos que estavam se dedicando a restaurar uma paz duradoura, apostando no idioma como instrumento político relevante, a advertência dos corpos lacerados tem o condão de lembrar que o idioma e os seres humanos compõem um todo único, universal, indivisível: “um” é o “outro” e o “outro” é o “um”. Valha: a discussão da linguagem e do significado emprestado às palavras é uma questão profundamente política e cada discurso encerra, independentemente da neutralidade do seu emissor, uma proposta de conclusão, um significado. A crítica de Grass feita a Zesen, o personagem que se defronta com os corpos, é a seguinte: “Acossado pela linguagem não teve tempo de horrorizar-se”.

Proponho a seguinte reflexão: não estaremos, hoje, acossados pela linguagem, nos submetendo a um futuro horror? Explico-me. O significado de palavras como “austeridade”, “equilíbrio macrofinanceiro”, “guerra ao terror”, “corrupção da política”, não escondem objetivos que não estão expressos formalmente nas palavras, mas que querem dizer -mais além das palavras- que, para sermos bons e justos, devemos compartilhar de uma visão de mundo, que vem do cálculo econômico imediato, não do humanismo intuitivo ou das fórmulas iluministas mais justas?

Passo a exemplificar: “austeridade”, reflete em quem? Quem precisa ser “austero”, para sairmos de uma crise? Os que tem excessos de bens e recursos, para viver a vida livre e fartamente, ou os que tem o mínimo para uma vida decente, com três refeições diárias e um teto razoável? Vejam: se “austeridade” significar menos, para os que tem menos, na verdade a palavra “austeridade” fica esvaziada do seu significado originário e passa a ser “captura”. Captura de direitos, para não mexer nos privilégios, consolidados na sociedade dividida em classes. É o percurso do horror, ou seja: descartamos os corpos que descem o rio, a fome dos povos despojados dos seus direitos, conquistados na modernidade democrática (pelos impulsos socialistas e socialdemocratas do século passado) e consideramos como “direito adquirido”, o direito de acumular riqueza de maneira infinita.

Tarso Genro
No Sul21
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Justiça Federal determina quebra de sigilo do assessor do tucano Bruno Covas


A Justiça Federal determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do radialista Mário Welber, que atuou como assessor na campanha eleitoral do deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP).

Em setembro, Welber — que também é suplente de vereador em São José do Rio Preto (SP) — foi interceptado no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, carregando R$ 102 mil em dinheiro e 16 cheques.

A autorização para a quebra de sigilo atendeu a pedido da Polícia Federal, que abriu inquérito no ano passado para investigar a origem do dinheiro. A decisão saiu em dezembro, mas o despacho foi publicado apenas na segunda (9).

A Justiça também determinou a expedição de ofício ao Bradesco para que o banco "indique o itinerário e destinatário" do numerário atrelado à cinta que envolvia parte do dinheiro encontrado com Welber. Foi autorizada ainda a realização de perícia em dois pendrives apreendidos na ocasião.

No Amigos do Presidente Lula
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As estratégias anti-impeachment


Há vários tipos de políticos estimulando o impeachment.

Há o grupo dos revanchistas, como o senador Cristovam Buarque, ex-Ministro da Educação do governo Lula.

Há o grupo dos golpistas propriamente dito, que sonham empalmar o poder com a queda de Dilma.

E há o grupo — ainda indefinido — dos que irão aderir à bandeira do impeachment apenas quando desacreditarem de vez na capacidade de Dilma de gerir o país. São os que teriam muito a perder com os desarranjos econômicos decorrentes de uma crise política.

Os dois primeiros são blocos oportunistas, que apostam na instabilidade política e econômica para poderem faturar politicamente.

O terceiro grupo é decisivo. E só aderirá à proposta em caso de desencanto total com a presidente.

Justamente por isso, a bola está com a presidente da República. Se conseguir comprovar melhores condições de governabilidade esvaziará qualquer tentativa golpista.

* * *

O primeiro passo é a criação de uma agenda positiva — e ela não pode se limitar a um pacote anticorrupção. Agenda positiva é propositiva.

Dilma montou um Ministério que até agora não disse a que veio. Tem que, primeiro definir, para depois mostrar.

Na área econômica, há uma boa mistura da ortodoxia de Joaquim Levy com o desenvolvimentismo racional de Nelson Barbosa. É evidente que seu programa de governo não é meramente um ajuste fiscal. Ambos têm que mostrar mais que isso: um desenho lógico de país e de economia que permita atravessar o período de ajuste de olhos sem perder as esperanças.

É hora de Barbosa apresentar o saco de bondade, mostrar os aperfeiçoamentos no sistema de concessões, as novas formas de gestão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a solução para o imbróglio elétrico.

* * *

Essa agenda positiva será completada quando houver clareza sobre o segundo governo Dilma e o papel que caberá a cada ministério. Para esse trabalho, Dilma contará com o concurso do novo Secretário de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger.

No primeiro governo Lula, Mangabeira cumpriu bem o desafio de identificar em cada área uma missão central, como se fosse peça de um quebra-cabeças mais amplo, ao final do qual se tinha uma ideia de futuro.

É esse o discurso necessário para Dilma. Não se trata apenas de ouvir uma exposição e sair repetindo bordões. De imediato, Mangabeira poderá sugerir as linhas básicas. O desenho maior dependerá de reuniões com os Ministros para detalhamento dos programas.

É um desenho que levará alguns meses para se completar.

* * *

O segundo passo — urgente — é estancar a hemorragia da Petrobras.

Ao contrário dos resmungos do mercado, foi boa a indicação do ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para a presidência da Petrobras. Ele tem experiência acumulada em duas áreas centrais: a implantação de sistemas de governança e as negociações com os auditores interno e externo para acertar o balanço.

Mas o desafio é maior. O momento exige a montagem de uma operação para impedir o desmantelamento da cadeia do óleo e gás. Dilma tem que chamar o Procurador Geral da República, o Controlador Geral da União e o Diretor da Polícia Federal e, em conjunto, definir uma estratégia que, sem prejuízo da punição dos culpados, preserve a empresa.

Luís Nassif
No GGN
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Calma, Kamel, não é a P-36

Acidente não foi em navio da Petrobras


Comunicado à imprensa da Petrobras:

A Petrobras lamenta informar a ocorrência nesta quarta-feira, dia 11/2, por volta de 12h50, de uma explosão a bordo do navio-plataforma Cidade de São Mateus operado pela empresa BW Offshore e afretado pela Petrobras. A unidade opera, desde junho de 2009, no pós-sal dos campos de Camarupim e Camarupim Norte, no litoral do Espírito Santo, a cerca de 120 km da costa. Do total de 74 trabalhadores embarcados, três não resistiram aos ferimentos e faleceram no local; dez sofreram ferimentos e já foram transferidos por helicóptero para atendimento médico em Vitória e outros seis estão desaparecidos.

A BW está prestando toda a assistência aos seus funcionários e familiares, com apoio da Petrobras. O acidente foi controlado a partir do imediato acionamento do Plano de Emergência com a mobilização de todos os recursos necessários. As operações da plataforma foram interrompidas. A produção da unidade era de cerca de 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

A Petrobras notificou oficialmente a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustiveis (ANP). A concessão de Camarupim é operada pela Petrobras (100%) e a de Camarupim Norte é uma parceria entre a Petrobras (65%) e a empresa Ouro Preto Energia (35%).

No CAf
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JN “esqueceu” de dizer que Petrobrás se valorizou 7 vezes desde 2002


A edição do Jornal Nacional de segunda-feira, 9 de fevereiro, gastou 4 minutos e 49 segundos para dizer que, de 2008 a 2015, a Petrobrás, devido ao que os famigerados “especialistas” da Globo chamaram de “erros de gestão”, perdeu cerca de ¾ de seu valor de mercado, passando de 510 bilhões de dólares há 7 anos para 116 bilhões de dólares hoje.

Uma dessas especialistas também se deu ao desfrute de falar que a empresa teria a maior dívida do mundo, estimada em 261 bilhões de dólares.

Abaixo, a reportagem em questão.



A primeira malandragem dessa matéria está na avaliação de 510 bilhões de dólares da Petrobrás em 2008. Ao longo daquele ano, o barril do petróleo chegou a ser cotado a 135 dólares, caindo para 48 nos últimos meses. A avaliação de que a empresa custava 510 bilhões de dólares foi feita durante a alta.

petrobras 3

Caso a Globo tivesse usado o preço do barril de petróleo do período de outubro a dezembro, o valor de mercado atribuído à empresa seria muito menor.

Mas a coisa não para por aí. Os “especialistas” globais comentaram o alto endividamento da empresa, de 261 bilhões de dólares, mas esqueceram de dizer que as reservas estimadas do pré-sal chegam a 27 bilhões de barris de petróleo, de modo que podem valer, ao preço atual do barril, cerca de 1,5 trilhão de reais.

Nota do editor: estimativa de volume de reservas do pré-sal é do jornal O Estado de São Paulo.

Mas o mais peculiar é que o Jornal Nacional, ao falar do valor da empresa, “esqueceu” de contar ao seu público que essa queda de valor de mercado da Petrobrás se deve muito à expressiva queda do preço do petróleo, que passou de mais de 100 dólares para cerca de 50, atualmente.

E já que o telejornal abordou o valor de mercado da Petrobrás, poderia ter tido a honestidade de contar ao seu público que, em 2002, a empresa valia apenas 15 bilhões de dólares, de modo que, se hoje vale 116 bilhões, sob os governos do PT valorizou-se mais de SETE VEZES.

Confira, abaixo, matéria de O Globo que reconhece que, no último ano do governo FHC, a Petrobrás valia, apenas, 15 bilhões de dólares.

petrobras 2

Claro que os flagrantes de corrupção provocaram perda de valor da empresa, mas, com tudo isso — queda do preço do petróleo e corrupção — a Petrobrás é, hoje, muito mais forte e promissora do que há 12 anos. Assim, atribuir apenas deméritos a ela não passa de politicagem barata, “esporte” que a toda-poderosa Globo não se cansa de praticar.

Eduardo Guimarães
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Emiliano José, ex-deputado federal do PT, será o novo Secretário de Comunicação de Massa

Formado em jornalismo, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal da Bahia, foi eleito deputado federal pelo PT por três mandatos. Antes, foi deputado estadual e vereador. Fontes do Minicom informam que uma das primeiras tarefas do novo secretário será a de tornar mais ágeis os processos de licenciamento e renovação de outorgas das pequenas emissoras de rádio e TV brasileiras.

Segundo essas fontes, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, acredita que devem ser criados mecanismos mais fáceis para que as pequenas emissoras  prestem contas ao Estado. “Não é possível que uma pequena emissora – comercial ou não – tenha que enfrentar tanta burocracia”, assinala o executivo.

Emiliano José é  um estudioso da comunicação social e já escreveu diversos artigos sobre o tema, entre eles: “Navalha na Carne”, “Vitória da opinião pública, derrota da opinião midiática”“Mídia e Poder”

Debate

Quanto à formulação de novo marco legal para a mídia, o secretário assumirá com a incumbência de tornar o mais transparente possível o debate sobre o tema, que deverá começar com a discussão sobre o processo de regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam da Comunicação Social, os quais nunca foram regulamentados.

Por orientação de Berzoini, informam essas fontes, não há qualquer texto pré-concebido (seja o formulado pelo movimento social, seja o elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins, no governo Lula). Mas serão apresentados subsídios com um estudo comparativo da legislação dos diferentes países e uma análise mais aprofundada do mercado brasileiro para subsidiar o debate.

Lia Ribeiro Dias
No tele.síntese
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Explosão em plataforma da Petrobras foi por vazamento de gás, diz sindicato

Foto de arquivo mostra o navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus
A explosão do navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus que ocorreu na tarde desta quarta-feira (11) na cidade de Aracruz, no norte do Espírito Santo, foi provocada por um vazamento de gás na casa de bombas, afirmou em nota o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo. Três pessoas morreram e ao menos dez estão feridas em estado grave.

As mortes foram confirmadas pelo diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, Davidson Lombo. Segundo ele, há seis trabalhadores desaparecidos.

Entre os feridos, há duas vítimas de queimaduras graves e oito vítimas de trauma, informou a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo. Eles foram transferidos para os hospitais particulares Vitória Apart Hospital e Hospital Metropolitano.

A assessoria de comunicação da Petrobras no Espírito Santo informou não ter detalhes sobre a explosão. Segundo a estatal, uma nota oficial será enviada à imprensa nas próximas horas.

Cerca de 30 funcionários teriam sido retirados da plataforma, que operava nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, a cerca de 80 quilômetros de Vitória.

Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, o governo acionou esquema de emergência para receber feridos no aeroporto de Vitória. "A plataforma está sem comunicação. Estamos fazendo contato por meio da plataforma Vitória (próxima ao local do acidente)", disse o diretor da FUP (Departamento de Segurança da Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel.

A Infraero informou que criou um plano de contingência para facilitar o embarque e o desembarque de helicópteros com vítimas no Aeroporto de Vitória. O primeiro helicóptero pousou às 15h30. Ainda segundo a assessoria da Infraero, foram solicitadas 14 ambulâncias para transportar os feridos aos hospitais mais próximos.

O navio-plataforma produziu em média 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e 2 mil barris de petróleo por dia em dezembro, segundo Rangel.

Nestas imagens, feitas por trabalhadores da plataforma, é possível ver a plataforma em um dia calmo e durante um dia de mar agitado


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Ex-contadora de Youssef revela possível envolvimento de Eduardo Cunha


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Como a contratação de um parecer fez Gandra mudar de opinião sobre impeachment

Em dezembro de 2014, o jurista afirmou: "sem provas contra PT e Dilma, não cabe o impedimento". Dois meses depois, em parecer contratado pelo advogado de FHC, Ives mudou de ideia




Em menos de dois meses, o jurista Ives Gandra da Silva Martins mudou de opinião sobre a possibilidade de Dilma Rousseff enfrentar um processo de impeachment sem provas contundentes contra sua conduta ou a implicação das contas de campanha do PT.

No final de 2014, Ives cedeu uma entrevista a Marcello Reis (cabeça de um movimento virtual contra o PT), e afirmou que sua opinião sobre o assunto era uma só: antes de o Congresso avaliar um eventual pedido de impeachment, o processo da Lava Jato deveria ter um julgamento definitivo. A conclusão dos trabalhos pela Polícia Federal, a análise das provas e a decisão do Judiciário são fatores determinantes, apontou.

"Eu pessoalmente parto do seguinte princípio: no momento, não se deve falar em impeachment. Porque a Polícia Federal tem que investigar, o Ministério Público tem que investigar, têm que aparecer todos os fatos, isso tem que entrar em juízo. No momento em que entrar [em juizo], [tem que] verificar a pertinência das provas", disse ele.

"Se em determinado momento todas essas provas demonstrarem que houve omissão, imperícia, imprudência, dolo ou má fé por parte daqueles que administraram a empresa — desde o Conselho de Administração, da presidêncida [da Petrobras] e a Presidência da República —, se as provas levarem a indicíos, por exemplo, de que esse dinheiro foi utilizado para que um partido político ganhasse a eleição, isso poderia ser levado ao Congresso Nacional e a decisão vai depender de dois terços de deputados e senadores para considerar o impeachment. Vale dizer que temos, ainda, um longo caminho para que se façam todas as provas", acrescentou.

No início de fevereiro deste ano, entretanto, Ives mudou sua visão sobre a deposição de Dilma antes mesmo do julgamento da Lava Jato. Ele admitiu, em artigo publicado na Folha de S. Paulo (leia aqui), que foi procurado (contratado) por José de Oliveira Garcia, advogado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que buscava um parecer jurídico sobre a hipótese de culpa para o impeachment.

Ives, então, apontou o caminho das pedras para um julgamento essencialmente político: com base numa suposta "omissão, imprudência, negligência ou imperícia", Dilma poderia ser impeachmada, por exemplo, por simplesmente ter demorado meses para trocar a diretoria da Petrobras, face a crise de dimensão internacional.

Na entrevista de dezembro, o jurista lembrou do impeachment de Fernando Collor e destacou que o processo político culminou em perda de mandato e de direitos políticos mas, depois, o ex-presidente acabou sendo absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

"Enquanto [o uso de dinheiro fruto de corrupção na Petrobras por PT e aliados] não for provado, não tem impeachment. Se for provado, a matéria vai ser política e o Congresso vai decidir se cabe ou não o impeachment", defendeu, primeiramente.

Cíntia Alves
No GGN
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Custo dos crimes da Lava Jato é igual ao valor que a Globo deve à Receita: R$ 2,1 bi

Sonegação versus Corupção; os interesses dos EUA e seus cúmplices no Brasil


Um amigo meu trabalha com lógica matemática e nunca fez política partidária. Diverte-se em fazer contas e delas extrair inferências mínimas; anda tão intrigado com a desinformação reinante, que escreveu o que segue logo abaixo.

Pedi-lhe apenas para me repassar as fontes e, de preferência, que fossem “confiáveis” para os que se presumem bem informados.

Vocês não lerão nada dos “blogues sujos”, simpatizantes do PT ou afins. Essa discussão precisa ser mais objetiva e menos partidária. Sem adjetivos ideológicos vamos aos números e aos substantivos!

Vejam o que ele escreveu, passo a passo

R$ 450 bilhões/ano + R$ 82 bilhões/ano = R$ 532 bilhões/ano é a soma de dois rombos anuais nos cofres públicos brasileiros. A parcela maior corresponde ao custo anual estimado da Sonegação fiscal. A parcela menor corresponde ao custo anual estimado da Corrupção.

Desses R$ 532 bilhões/ano, R$ 0,2 bilhão/ano ou R$ 200 milhões/ ano corresponde ao escândalo da Petrobrás.

Silêncio de cemitério sobre a diferença de R$ 531,8 bilhões. A classe amorfa dos indignados é descerebrada. É incapaz de comparar números em termos de magnitude. É incapaz de somar. É incapaz de subtrair. É incapaz de figurar proporções. É incapaz de um raciocínio aritmético elementar.

Pelos dados mais atualizados (mais de R$ 500 bilhões de sonegação) a diferença entre os dois índices ainda seria maior. Confiram esta vídeo-entrevista da Folha de São Paulo de 4/8/2014.



Sobre corrupção no Brasil e a histeria midiática

Registre-se ainda:

Notícia (I): R$ 82 bilhões é o custo anual estimado da corrupção no país.

Notícia (II) - algumas continhas mínimas:

Desses R$ 82 bilhões, R$ 0,2 bilhão ou R$ 200 milhões (anual) corresponde ao escândalo da Petrobrás (R$ 2,1 bilhões / 12 anos = 0,175 bilhão/ano. Arredondei o valor pra cima).

Silêncio midiático de cemitério sobre a diferença de R$ 81,8 bilhões.

Confiram essas notícias pelos links da grande mídia (imprensa-empresa venal), a seguir:

22/10/2011, Blog Reinaldo Azevedo em: Matéria de Capa – O custo da corrupção no Brasil: R$ 82 bilhões por ano!!!


Sobre Graça Foster, inferências impagáveis!

Um mistério em torno da gestão de Graça Foster. Como é que ela conseguiu a tripla façanha de:

(1) ser agraciada com o Distinguished Lifetime Achievement Award da prestigiada Society of Petroleum Engineers;

(2) ter carreado para a Petrobrás o Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations, and Institutions da igualmente prestigiada OTC;

(3) ter conseguido superar a Exxon Mobil no 3.º trimestre de 2014, tornando-se a maior produtora de petróleo do mundo dentre as empresas de capital aberto?

A petezada deve ter aparelhado a SPE e a OTC. Só pode. Ou talvez os comitês que concederam os prêmios são constituídos por bananas. Não há outra explicação.

Links para Graça Foster e a Petrobrás:



In a letter informing Petrobras of the award, the chairman of the Offshore Technology Conference, Edward G. Stokes, emphasized that: “This award provides recognition for Petrobras’ notable, significant and unique achievements and its major contributions to our industry [offshore oil and gas]. The [OTC] selection committee was extremely impressed by the nomination. Petrobras’ achievements in the drilling and production of these challenging reservoirs are world-class. The industry has learned a lot from the information shared by Petrobras about pre-salt in papers and sessions presented at the OTC. We are all benefiting from your success.

Sonegação da Globo versus Corrupção da Petrobrás — o incômodo “empate técnico” das manchetes!

Links das manchetes imprensa-empresa a seguir:




A manchete (1) os jornais da Globo e seus colunistas martelam todos os dias!

A manchete (2) William Bonner, William Waack, Miriam Leitão, Merval Pereira, C. A. Sardenberg jamais noticiaram!

Sobre corrupção vale relembrar o recente e certeiro artigo do empresário Ricardo Semler! O autor de “Virando a própria mesa” é um tucano de carteirinha, orgulhoso e confesso, e que conhece bem os meandros da política e do poder no Brasil, de longas datas. O que ele nos recordou:

Ver em 21/11/2014, Ricardo Semler - Folha de São Paulo em: “Nunca se roubou tão pouco”.

Ele me enviou também uma singela perguntinha que faria ao eminentíssimo jurista, Dr. Ives Gandra Martins:
Caro professor Gandra, que outros nomes e autoridades se enquadrariam na sua teoria do impeachment por omissão culposa? Dilma responderia pela fatia de R$ 0,2 bilhão/ano no caso da Petrobrás. Quantos mais responderiam, seguindo sua linha de raciocínio, pelo granel dos R$ 81,8 bilhões/ano relativo aos casos restantes?
E nem os algoritmos do isento Google lhe escaparam:
Googlômetro: 62.000.000 resultados para “corrupção” (que suga cerca de R$ 82 billhões/ano dos cofres públicos) contra míseros 615.000 resultados para “sonegação” (que suga cerca de R$ 500 bilhões/ano dos cofres públicos).
Por quê? Joguinho para a meninada se divertir.

Enfim, arremato:

Poucos se dão conta de que a atual campanha contra a Petrobras e as grandes empreiteiras brasileiras tem a ver com o B dos BRICS (países que, hoje, ameaçam a hegemonia do dólar) e com a cobiça nacional e internacional pelos TRILHÕES do Pré-sal; assim, não estão compreendendo quase nada do que está se passando no Brasil.

Poucos se dão conta de que, se corruptos têm de ser punidos, nunca a polícia federal teve autonomia para denunciar e prender tanta gente neste país!

Relembrando Bob Fernandes sobre o pré-sal, agora que Janot foi aos EUA solicitar “ajuda” (???) da ECA - o muito poderoso CADE de lá!

Vinte trilhões e 400 bilhões de reais equivalem a uns 5 PIBs do Brasil. Cinco vezes tudo o que o Brasil produz a cada ano.

Por algo que vale US$ 8 trilhões e 800 bilhões, Estados Unidos, Inglaterra, as chamadas grandes potências fariam, farão qualquer coisa. Assista o vídeo:



Emilia M. de Morais
No Redecastorphoto
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O impeachment e o exercício de tirar doce de criança


Após publicar o post informando sobre as ordens da Globo, proibindo a citação do nome de Fernando Henrique Cardoso nas reportagens sobre a Lava Jato, um pequeno site de Tocantins publicou o factoide da publicidade de empresas estatais no blog.

Imediatamente a reportagem invadiu as redes sociais, Twitter, emails, com uma abrangência similar à da propagação do falso email "Elite Privilegiada" durante a campanha.

Significa que a oposição manteve incólume a estrutura de redes sociais utilizada. Já a estrutura de redes sociais da campanha de Dilma dissolveu-se no ar, como se a batalha política tivesse acabado no segundo turno.

A expressão "tirar doce da boça de criança" cai como uma luva para descrever a luta política atual. A única diferença são lutadores isolados que acham que, mesmo a criança sendo um adulto que não quer se defender, tirar o doce não é uma prática legítima.

A defesa individual da legalidade impõe um custo alto aos que se atrevem a isso.

Luís Nassif
No GGN
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Petróleo e ataque ao Estado brasileiro

Gosto de separar os macroeventos, de importância magna e efeitos duradouros, dos eventos menores, de importância e efeito restritos. Os roubos ocorridos na Petrobras e recém-descobertos deixam os atuais adultos perplexos. No futuro, quando as crianças que nascem hoje forem adultas, estes roubos não terão existido. Entretanto, o Pré-Sal estará jorrando petróleo por cerca de 50 anos, ou seja, durante duas gerações. Através de plano minuciosamente arquitetado e em fase de execução, busca-se subtrair dos brasileiros os usufrutos do Pré-Sal.

Sobre o roubo ocorrido na Petrobras, ladrões domésticos, sedentos por riqueza e poder, são personagens da novela macabra, que a população brasileira assiste no noticiário diário, escandalizada e atônita. A novidade é que eles, com o advento da delação premiada, têm a capacidade de incluir versões que podem comprometer, de forma mentirosa, qualquer cidadão. Como era de se esperar, a grande mídia, onde a maioria da população se informa, faz uma cobertura tendenciosa. Curiosamente, esta mídia reivindica o direito de continuar influenciando a sociedade em uma única direção, o que ela chama de “liberdade de expressão”.

No silêncio sepulcral que acoberta o maior roubo do momento, que a população nem desconfia da existência, faço esta denúncia. Em primeiro lugar, o império e o capital internacional se amaldiçoam pelo fato de a natureza ter formado o Pré-Sal no hemisfério sul e em um país não totalmente submisso. Tendo ocorrido, inesperadamente, o imbróglio na Petrobras, os dois entes citados aproveitam o momento de extrema emoção da sociedade e começam, com auxílio da sua mídia, a criar conceitos e legislações que irão comprometer nosso bem mais valioso, o Pré-Sal.

Assim, é ouvido que, se a Petrobras fosse privatizada, o roubo acabaria. Explico que, com a privatização, o roubo só iria ficar maior e institucionalizado. Também, um político representante do capital internacional prega, despudoradamente, a não obrigatoriedade de a Petrobras ter 30% de todos os consórcios do Pré-Sal e ser a única operadora desta área. Ele também quer o término da política de conteúdo local.

O ponto principal que pretendo transmitir é que existe toda sorte de ataques contra o Estado brasileiro e a mídia só quer difundir, a seu modo, os eventos da Petrobras, satisfazendo aos interesses externos e conquistando votos para a eleição de presidente de 2018. Enquanto isso, o Estado brasileiro vai sendo usurpado. A atuação atabalhoada dos nossos poderes, meio perdidos, também não está ajudando.

O Executivo resolve colocar a engenharia brasileira como inidônea, e não só os dirigentes corruptos das principais empresas de engenharia. Estes corruptos que paguem pelos seus malfeitos perante a Justiça, mas não as empresas e toda a cadeia de fornecedores que elas alimentam. Neste instante, a mídia entreguista sugere a contratação de empresas de engenharia estrangeiras, sem a mínima informação para a população sobre o que isto representa. Não se fala que matar as empresas brasileiras de engenharia significa só ter especificações das compras, que levam ao mercado externo.

Significa também destruir o conhecimento acumulado nestas empresas, graças ao esforço de anos, que lhes permite, inclusive, competir no exterior. Será que pensam que pode existir alto índice de desenvolvimento de um país sem existirem empresas nacionais de engenharia e de desenvolvimento tecnológico?

A Justiça, graças ao excessivo rigor da sua atuação, sem avaliar todos os impactos das suas decisões, pode estar causando desemprego. Certamente, as investigações devem ser aprofundadas e os comprovados corruptos devem pagar exemplarmente por seus crimes. Mas, nos Estados Unidos, em 2008, quando começou a quebradeira de instituições financeiras, graças à crise do subprime, o governo deste país salvou empresas causadoras da crise, pois não quis contaminar toda a economia.

O Legislativo criou uma nova CPI da Petrobras, contrariando o usual procedimento para criação de uma CPI. O comum é a imprensa divulgar fatos comprometedores, uma CPI ser criada e, depois, a Polícia Federal e o Ministério Público serem acionados. No presente caso, estes últimos já atuaram e continuam atuando. Não deverá aparecer nada de novo. O objetivo verdadeiro da CPI é servir para reverberar fatos antigos e não os deixar cair no esquecimento. Esta CPI se enquadra como ação da luta pelo poder em 2018 e os que a criaram estão pouco se importando se este fato irá diminuir a força da Nação no quadro internacional.

A tese de Henry Kissinger de indução secreta para a criação de inimigos internos nos países do Cone Sul da América Latina, como forma de enfraquecimento das eventuais coalizões nacionais destes povos, teve sucesso durante os 21 anos da ditadura brasileira, quando se combatia uma força comunista impotente, quase inexistente. Desta forma, pode-se imaginar que, hoje, grupos políticos atuantes no Brasil podem estar recebendo apoio da CIA ou da NSA, por exemplo, para se contraporem à formação de uma unidade nacional de objetivos socialmente atraentes.

É custoso invadir o Brasil militarmente para ter as bases de apoio em terra para a exploração e produção do Pré-Sal. Portanto, é mais barato, e melhor para divulgação na mídia internacional, que um partido existente no Brasil ganhe as eleições, tome o poder e, depois, a lei dos contratos de partilha seja derrubada e rodadas de leilões de entrega do petróleo nacional sejam realizadas. Assim, uma ação de inteligência muito atraente pode se ter congressistas e mandatários brasileiros como devedores de contribuições de campanhas.

No London Review of Books, foi publicado o artigo “It’s the Oil” de Jim Holt de 2007, no qual ele afirma que: “O Iraque tem 115 bilhões de barris de reservas de petróleo conhecidas. (...) E, por causa de seu longo isolamento, é a menos explorada das nações ricas em petróleo do mundo. (...) Foi estimado pelo ‘Council on Foreign Relations’ que o Iraque pode ter mais 220 bilhões de barris de petróleo não descobertos. (...) O valor do petróleo do Iraque, em grande parte leve e com baixo custo de produção, seria da ordem de US$ 30 trilhões aos preços de hoje. Para efeito de comparação, o custo total projetado da invasão e ocupação dos EUA é de cerca de US$ 1 trilhão. Os custos são desprezíveis quando comparados aos US$ 30 trilhões de riqueza petrolífera. A guerra assegurou a supremacia geopolítica norte-americana e gasolina barata para os eleitores. Em termos de realpolitik, a invasão do Iraque não é um fiasco e, sim, um retumbante sucesso”.

A afirmação de Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, no seu livro de memórias, também é reveladora: “Entristece-me que seja politicamente inconveniente reconhecer o que todos sabem: a guerra do Iraque é, sobretudo, por causa do petróleo”.

Obviamente, todos os corruptos do escândalo da Petrobrás devem ser julgados com as provas conseguidas, mas é primordial não se cair na manipulação da mídia para entregar o Pré-Sal, como o capital internacional e o país hegemônico desejam. Ele é um dos últimos redutos de soberania que nós, brasileiros, temos. É interessante notar que o capital internacional, não havendo a possibilidade de a Petrobras ser privatizada, quer que ela continue atuando no Pré-Sal, porém, associada às suas empresas, porque sabe que ela descobre petróleo.

Aliás, um representante deste capital internacional, quando perguntado se a Petrobras iria se soerguer depois do escândalo, respondeu que sim, porque “ela tem um excelente quadro técnico e muitas reservas”. Fiquei esperando ele dizer: “ambos conquistados graças ao monopólio estatal”. Mas isso ele nunca dirá, apesar de saber.

Segundo a antiga diretoria da Petrobras, o roubo na empresa foi de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões. O Pré-Sal possui, possivelmente, mais uns 100 bilhões de barris de petróleo, a serem ainda descobertos. Sendo conservador, se for usado o preço médio do barril, para um período de 50 anos, de US$ 80, o petróleo a descobrir vale US$ 8 trilhões. Então, o brasileiro deve dar mais importância ao roubo da Petrobras ou ao roubo do Pré-Sal, cujo prejuízo potencial é 2 mil vezes maior?

Paulo Metri
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Gabrielli, dava para pegar o Paulo Roberto?

A Petrobras licita segundo regras de Fernando Henrique e Gilmar Mendes.

Gabrielli: o STF deu à Petrobras liminares que garantem a legalidade do decreto FHC/Gilmar
O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou, nesta terça-feira (10), que a corrupção na Petrobras, investigada pela Operação Lava-Jato, ocorreu “fora da empresa”, e que, portanto, “era impossível a petroleira investigar” o ocorrido.

Em entrevista ao Conversa Afiada, que você pode assistir em vídeo abaixo, Gabrielli esclarece como se dava a ilegalidade cometida pelo diretor de Abastecimento, Paulo Roberto, e o gerente de Engenharia Pedro Barusco a partir do minuto 8′40.

Segundo Gabrielli, a operação envolvia o empreiteiro, o fornecedor do empreiteiro e o doleiro. “Então, é impossível no sistema da Petrobras se perceber isso”, relata ao ansioso blogueiro com exclusividade.

“Só se vai perceber [a corrupção] com uma ação da polícia, que foi o que aconteceu. A Polícia Federal saiu de uma investigação de um doleiro, por razões que nada tinham com a Petrobras, chega o Paulo Roberto, ele faz uma delação premiada e as investigações se aprofundam”, lembra Gabrielli, que define Paulo Roberto como “operador da relação das empresas com a Petrobras”.

“E a Petrobras não tinha como saber disso. Não tinha como nós da diretoria sabermos disso”, revela.

Já no início da conversa, o ex-presidente Petrobras falou das ferramentas utilizadas para se combater os atos ilícitos na empresa e do balanço que ainda não foi assinado pela audi​tora americana Price & Waterhouse.

A partir do minuto 3′25, Gabrielli explica como funciona o processo de licitação da Petrobras.

“A Petrobras tem um cadastro das empresas fornecedoras, que é muito rígido em que são analisadas as condições técnicas da empresa, a experiência dela… Você faz uma avaliação do que ela tem em contrato com a Petrobras de três em três meses, um relatório chamado BAT (Boletim de Avaliação de Desempenho) e dá uma nota ao fornecedor. Quando você vai fazer uma licitação, você escolhe do cadastro da Petrobras os fornecedores pré-qualificados que podem entrar na concorrência”, declarou.

Por fim, Gabrielli diz ser “impossível” registrar o valor da corrupção no balanço companhia. “Não há a possibilidade de se fazer previsões para corrupção. Você tem que provar que teve corrupção para lançar”.

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A comentada entrevista do ministro Cardozo à Veja

Bom trabalho
O ministro José Eduardo Cardozo foi a duas tocas de leões levar sua visão das coisas: a Veja, em sua tevê comandada pela folclórica Joice Hasselman, a Sherezade loira, e o Globo.

Nas redes sociais, muitos petistas criticaram duramente Cardozo, especialmente por ter falado com uma revista que chama costumeiramente o PT de bandido.

Entendo as coisas assim: a pancadaria contra Cardozo deriva da emoção.

Porque, do ponto de vista objetivo, ele cumpriu exemplarmente sua missão de expor um outro ponto de vista a um público intoxicado por um noticiário absolutamente tendencioso.

Se um leitor da Veja, um único leitor, conseguiu refletir sobre o que ouviu, terá valido a pena o ministro passar uma hora com Joice.

Em geral, quem faz isso são figuras como Villa, Augusto Nunes e Ricardo Setti — que se empenham em deixar o leitor da Veja num estado sinistro de brutalidade mental.

Em alguns pontos, Cardozo se saiu especialmente bem. (Assista abaixo.)

Quando Joice falou no caso Petrobras como “o maior escândalo de corrupção da história”, ele inteligentemente contrapôs que antes tudo era engavetado.

Você não tem sequer parâmetro para comparações, portanto.

Um ex-funcionário disse que começou a recolher propinas na era FHC. Qual era a escala dos desvios? Ninguém sabe porque nada foi investigado.

Num outro vazamento, um delator disse que um ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já morto, recebeu 10 milhões de reais para minar uma CPI no Congresso.

Outro momento bom de Cardozo foi quando disse que, no entendimento do PT, o Mensalão foi um caso de caixa 2 e não de compra de apoio no Congresso.

A intenção de Joice Hasselman era atirar lama no PT. Mas Cardozo, sempre polidamente, acabou comandando a entrevista.

Defendeu com classe e firmeza, também, sua chefe, Dilma.

E didaticamente contou que cabe a Lula o mérito de criar as bases que permitiram à Polícia Federal agir em escala maciça em operações anticorrupção.

Suspeito que as duas entrevistas dadas por Cardozo a publicações tão antipetistas fazem parte do que seria a “batalha da comunicação” supostamente pedida por Dilma a seus ministros.

Ele está apanhando de muitos antipetistas nas redes sociais.

Mas fez um bom trabalho.

Paulo Nogueira
No DCM



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Poder de compra do salário mínimo em janeiro é o maior já registrado desde 1965

O poder de compra do salário mínimo em janeiro de 2015 é o maior visto no País desde agosto de 1965, superado apenas pelo registrado no período de julho de 1954 a julho de 1965, informou o Banco Central por meio do boletim regional, divulgado nesta terça-feira (10) em Porto Alegre (RS), pelo chefe do Departamento Econômico, Túlio Maciel.

Esse avanço, o maior em quase 50 anos, se deve, segundo o Banco Central, à política de valorização do salário mínimo, que repercute tanto sobre o poder de compra dos assalariados em geral, quanto dos beneficiários da previdência social.

“Não surpreende, portanto, que o rendimento médio real do trabalho venha crescendo há vários anos, em todas as regiões. De 2003 a 2013, por exemplo, os aumentos médios anuais”, afirma o relatório.

Renda da população ocupada supera avanço do mínimo

No País, o rendimento da população ocupada com renda de até um salário mínimo cresceu 52% a mais do que o salário mínimo (36% no Norte; 48% no Nordeste; 49% no Sul; 56% no Centro-Oeste; e 60%, no Sudeste). Da mesma forma, o aumento dos rendimentos da faixa de um a um e meio salário mínimo superou o do salário mínimo em 1%, no País (6% no Nordeste, Sul e Centro-Oeste).

A análise das variáveis indica, portanto, que elevações reais dos rendimentos do trabalho em anos recentes — em especial nas faixas de menor rendimento — foram determinadas, em parte, pela valorização do salário mínimo, afirma o Banco Central. “Nesse cenário, houve aumento da participação da renda do trabalho no valor adicionado da economia, e, dada a persistência do movimento, é plausível afirmar que também houve repasse aos preços”, diz o relatório.

Regiões

A evolução do indicador que relaciona rendimentos médios do trabalho e valor adicionado por trabalhador mostra que os rendimentos do trabalho aumentaram, de 2003 a 2014, em todas as regiões, com avanço oscilando de 17% no Sudeste a 40% no Centro-Oeste.

Em linhas gerais, na amostra analisada pelo estudo do BC, foram identificadas trajetórias crescentes para o salário mínimo e o rendimento médio real do trabalho, em todas as regiões.

Por outro lado, é possível afirmar, que os aumentos de custo de mão de obra “ao menos em parte foram repassados aos preços”, analisa o Banco Central.

No Blog do Planalto
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Vice-presidente do PT informa que legenda não convocará nenhum ato para março

Companheiras e companheiros,

A oposição, derrotada no último pleito, teima em não descer do palanque e compreender que as eleições acabaram.

Alguns mais afoitos pregam a quebra da legalidade em clara inspiração golpista e estimulam convocações de rua no intuito de nos emparedar.

De outro lado, não podemos em hipótese alguma entrar no jogo dos adversários. Por isso, NÃO estamos convocando nenhuma manifestação para nos contrapormos aos tais atos convocados para o dia 15 de março.

Cair nas provocações seria um erro crasso!

Estamos sim vigilantes e firmes na defesa das conquistas sociais desses 12 anos e pelo respeito aos mais de 54 milhões de brasileiras e brasileiros que sufragaram o nome da Presidenta Dilma Rousseff.

Alberto Cantalice, vice-presidente e coordenador de Redes Sociais
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Noblat, o âncora cascateiro e a convocação do PT para o protesto do impeachment

“ficcionalizaram”
O âncora americano Brian Williams foi suspenso de sua rede de televisão, a NBC, por seis meses.

Williams inventou uma história sobre sua passagem pelo Iraque há doze anos. Ele teria sido vítima de uma emboscada. O helicóptero onde estava, contou, foi atingido por um disparo de RPG e o piloto mal conseguiu aterrissar.

A casa começou a cair quando o engenheiro de voo Lance Reynolds resolveu se manifestar. No Facebook, Reynolds disse que não se lembrava do jornalista e que ele surgiu em cena apenas uma hora depois que o helicóptero pousou.

Ao depoimento de Reynolds seguiram-se os de outros soldados, todos desmentindo Williams. Ele mesmo foi obrigado, a certa altura, a admitir que fez bobagem. “Como não pretendo ficcionalizar minha experiência e não preciso dramatizar acontecimentos, porque eles realmente aconteceram, acredito que ver meu vídeo inspecionando a área atingida — e a confusão da memória por 12 anos passados — me fez misturar as coisas. Peço desculpas”, disse.

O New York Times colocou a culpa na inconfiabilidade da memória humana. Um humorista fez a piada: a questão é que Williams fica esquecendo de parar de mentir.

O blogueiro do Globo Ricardo Noblat parece ter um problema parecido de, como definiu Williams, “ficcionalização”. Noblat fez um alerta importante ontem: o PT convocou seus militantes a ocupar “as principais avenidas de 80 cidades do país no dia 15 de março próximo em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff”.

Continua: “O ato será uma resposta aos promotores de manifestação semelhante marcada para esse mesmo dia nas mesmas 80 cidades. Com duas diferenças: essa será pelo impeachment de Dilma. E as pessoas deverão vestir verde e amarelo.”

O partido, diz ele, “se arrisca de fato a estar tirando a Morte para dançar. Não será por falta de aviso.”

O vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, negou a tal convocação. Nada parecido com o que Noblat descreve foi visto em lugar algum. Tem cheiro e forma de cascata. Cascata pretensamente esperta: se houver alguém de vermelho na data aprazada, Noblat dirá que foi ele. Se não, também foi ele.

Ao longo da campanha de 2014, Noblat se especializou em contar anedotas sobre os desentendimentos entre Lula e Dilma. Em março, cravou: “o mais provável é que Dilma saia de cena.” Essa ladainha prosseguiu por meses, eventualmente apoiada em inconfidências de uma “fonte”.

Fora da política, ele ainda teve tempo de prever a morte de Ariano Suassuna num tuíte memorável. “É uma questão de horas a morte do escritor Ariano Suassuna, vítima, ontem, de um AVC, operado às pressas no Recife. Lamento mutíssimo [sic]”.

Ora, todos os boletins falavam da saúde delicada do homem de 87 anos. Ele nunca teria muitas horas, a não ser se ocorresse um milagre — mas, para Noblat, era importante transmitir a ideia de que ele tinha algum tipo de informação privilegiada. Essa mesma sensação ele tentou passar ao descrever um voo do Rio a Brasília em que Aécio teria sido ovacionado depois de perder as eleições.

Ao contrário de Brian Williams, Noblat tem licença para inventar. Desde que continue inventando, obviamente, para o lado certo.

Kiko Nogueira
No DCM
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Sérgio Porto # 133


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Essa é do Barão... 191


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Globo da Argentina sonegava no HSBC da Suíça

PIG do Brasil faz silêncio ensurdecedor com as contas de brasileiros

Grupo Clarín lidera a lista de empresas argentinas no HSBC da Suíça

Entre os valores não declarados de 4.620 argentinos duas contas estão em nome da mídia: uma em nome da Cablevision com US$ 85.212.848, e outra em nome da Multicanal US$ 20.879.626. Segue-se o Grupo Fortabat, com US $ 101.306.936.


O Grupo Clarín, com mais de 100 milhões de dólares depositados no HSBC da Suíça, lidera a lista de argentinos com fundos em Genebra não declarados à Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP). Na lista também figuram o Grupo Fortabat, Telecom Argentina, Mastellone e até a distribuidora de energia elétrica Edesur, denunciada por não investir corretamente no atendimento de energia na região metropolitana de Buenos Aires. A notícia está confirmada na lista publicada nesta terça-feira pelo jornal La Nación, com base nos dados que obteve do jornal francês Le Monde e compartilhado com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês). Nela, o Grupo Clarín lidera a lista dos 4.620 argentinos com contas não declaradas na Suíça, com 3.505 milhões de dólares. Lá o Grupo possui uma conta em nome da Cablevisión com US$ 85.212.848, e outra em nome da Multicanal com US$ 20.879.626.

Seguem-se o Grupo Fortabat, com US$ 101.306.936; a geradora termoelétrica Central Puerto, com US$ 82.277.040; Telecom Argentina, com US$ 18.822.872; a companhia estoquista Caja de Valores, cujos principais acionistas são a Bolsa de Comércio de Buenos Aires o Mercado de Valores (MerVal), com US$ 17.625.840. Mais abaixo estão, a empresa láctea Mastellone Hnos, fabricante, entre outros, dos produtos da linha La Serenísima, com US$ 16.272.217; LKM Laboratorio, que produz medicamentos oncológicos, urológicos e pediátricos, entre outros, com US$ 13.983.849; a empresa de Mendoza, Angulo, fundadora da cadeia de supermercados Vea, e atualmente com empreendimentos agrícolas, imobiliários, industriais, comerciais e financeiros, com US$ 12.880.864. Também figuram con contas superiores a meio milhão de dólares a têxtil Zeitune e Hijos, com US$ 9.101.249; a fabricante de cimento Loma Negra, propiedade do grupo brasileiro Camargo Correa, com US$ 6.949.722; a distribuidora elétrica Edesur, com US$ 4.136.331; e a Central Térmica Güemes, do Grupo Pampa Energia, com US$ 4.120.772.

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