10 de fev de 2015

A entrevista de Bendine


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‘Sabe com quem está falando?’: uma política nefasta

Na arrogância de um deputado recém-eleito, toda a complexidade de um sistema que se recusa a se democratizar de verdade

Arthur Virgílio Bisneto: nome remete à tradição nobiliárquica
dos tempos do feudalismo ainda persistente na esfera pública
Nesta prosaica nota jornalística, neste prosaico episódio noticiado abaixo, está ― sem que seu autor tenha necessariamente se dado conta disso ― toda a complexidade das relações sociais e políticas brasileiras, bem como as evidentes marcas dos eventos históricos que nos forjaram/forjam como nação (o colonialismo, a escravidão de negros e negras e a ditadura militar).

O deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) recusa-se a usar um bottom de identificação de deputado e já foi barrado no Plenário da Câmara. O motivo: alega que seu pai e seu avô, que já cumpriram mandatos, nunca tiveram de fazê-lo, e quer manter a tradição.

A postura do novo deputado federal ― muita atenção ao nome dele, que remete à tradição nobiliárquica dos tempos do feudalismo ainda persistente na esfera pública ― é mais que um exemplo da faceta autoritária e hierárquica brasileira ― "Sabe com quem está falando?" ― à qual se refere o antropólogo Roberto DaMatta: a postura do deputado expressa um sistema político que se recusa a se democratizar, a se abrir e a mudar de verdade; expressa o quanto as jornadas de junho de 2013 foram mais uma catarse caótica que uma reivindicação clara e objetiva de mudança na representação política, já que, com aquela quantidade de gente (jovem!) nas ruas protestando "contra tudo isso que está aí", o mínimo que se deveria esperar dos eleitores era que estes elegessem representantes que não fizessem parte de ― nem sustentassem ― "tudo isso que está aí", como é o caso do novo deputado da notícia em questão.

Sua postura e arrogância revelam o triunfo da pior política brasileira, expressa na "renovação" conservadora do Congresso Nacional (em que a bancada de filhos, filhas e netos de políticos com muitos mandatos cresceu bastante) e na eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, garantida mediante financiamento privado de campanha e de abertura de balcão de negócios. E expressa principalmente a ignorância motivada de uma maioria de brasileiros historicamente subtraída em tenebrosas transações políticas feitas por essa turma que está por cima desde sempre, ainda que vestida em diferentes peles e disfarces, mas que, manipulada pelo ângulo e edições das coberturas jornalísticas ou simplesmente arrastada pelo sabor do senso comum e da falta de discernimento, não vê que o problema da política no Brasil é justamente a existência de um deputado com essa tradição e comportamento.

Enquanto essa política nefasta vai ficando cada vez mais forte com a cumplicidade de eleitores comprados ou manipulados que, depois, vão para o Facebook e pro WhatsApp reclamar "dos políticos", sem separar joio de trigo, as pessoas e instituições que lhe sustentam (a essa política nefasta) insistem no discursinho fácil e desonesto de que a erradicação do PT da cena política será a solução para os males que nos afetam.

Não que o PT não tenha sua parcela de culpa ao ceder a essa política nefasta em vez de a ter enfrentado com coragem, mesmo que isso significasse a perda do poder. O PT tem sua parcela de culpa, sim (e está pagando o preço de ter cedido e se juntado aos porcos que hoje querem lhe atribuir a lama que produzem há décadas). Longe de mim fazer defesa dos erros do PT (ao contrário, quero que as pessoas do PT que erraram sejam punidas, mas não só elas).

Votei em Dilma no segundo turno e, por isso mesmo, tenho mais razões para apontar os equívocos de seu governo e fazer lhe cobranças do que as pessoas que votaram em Aécio Neves ― outro exemplar das capitanias hereditárias e da tradição nobiliárquica (ele é filho de Aécio Cunha e neto de Tancredo Neves). Contudo, a nefasta política que usurpa nossos recursos, liberdades e direitos ― sim, além de corrupta, essa política é falso-moralista e contrária às liberdades individuais seja pra afirmar a identidade sexual, seja pra fumar maconha por recreação ― essa política nefasta não é propriedade do PT nem da esquerda; está distribuída nos estados e municípios brasileiros (não só nos do Norte-Nordeste!) e está contida no episódio noticiado.

Querem mudar a política de verdade? Comecem pelo estudo de nossa história; passem pelo acesso a diferente fontes de informação e pelo exercício da interpretação dos fatos; e terminem por acompanhar, de perto, os mandatos dos que mereceram seus votos!

Jean Wyllys
No Carta Capital
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Correspondente da Globo News ensina o que é Regulação da Mídia




PS: Após essa gravação, foi criada no Reino Unido a Organização Independente de Padrões da Imprensa (IPSO, na sigla em inglês). Veja mais aqui.
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Marcha de 10 mil campesinos pede a renúncia de Cartes em Assunção

"Paraguay en pie por una patria nueva" es el lema de la movilización de campesinos realizada en Asunción
Foto: EFE
Um contingente policial acompanhou a marcha durante todo seu percurso, e ainda assim forças policiais tomaram posições nos alrredores do Congreso e na praça ao seu redor.

Mais de 10 mil campesinos marcharam nesta terça-feira em Assunção com o lema “Paraguai em pé por uma pátria nova” para pedir a renúncia do presidente Horacio Cartes. A mobilização foi organizada pelo Partido Paraguay Pyahurá e organizações campesinas.

Os campesinos e agricultores levaram quatro dias percorrendo o país em protesto contra as políticas do governo, buscando a “renúncia do presidente e de todo seu aparato de sucessão”, disse o Secretário Geral adjunto da Federação Nacional Campesina (FNC) Marcial Gómez.

Da mesma forma disse “queremos que se constitua uma junta patriótica com personalidades reconhecidas de todos os setores, que sejam patriotas, democratas e honestos, para formar uma verdadeira democracia e um modelo diferente de desenvolvimento”.

A mobilização partiu pela manhã de diversos pontos do país até a praça situada na frente do Congreso Nacional.

A Secretária Geral da FCN, Teolinda Villalba, acusou também o Poder Executivo de manter altos níveis de pobreza e miséria no campo.


No teleSUR
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Aborto: Passando por cima do cadáver de quem?

Recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a ampliação do direito ao aborto só será votada passando-se por cima do seu cadáver.

E, enquanto isso, passamos por cima de cadáveres de mulheres que são levadas a realizar abortos de forma clandestina. Esses corpos se acumulam pelo país diante da hipocrisia, do machismo, da intolerância, do falso moralismo e do fundamentalismo.

Cada morte dessas deveria ser colocada na conta de quem joga um problema de saúde pública para baixo do tapete. Pois uma mulher que está desesperada para abortar vai abortar. Quer você, o Estado ou Deus gostem ou não.

Em outubro do ano passado, mais de 50 pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento com clínicas clandestinas de aborto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A quadrilha, que envolvia médicos (reais e falsos), policiais, advogados e militares, cobrava até R$ 7,5 mil por procedimento.

Mas deputados e senadores que bradam, indignados, mediante a tentativa do trâmite de leis que ampliariam o direito ao aborto também são responsáveis por clínicas clandestinas de aborto. Eles, com a negação do problema, ajudam a criar a procura por um serviço clandestino. Caso contrário, abortos seriam realizados em hospitais privados e públicos, até certo mês limite de gestação, com toda a segurança e sem medo.

Como já disse aqui antes, não há alguém, em sã consciência, que seja a favor do aborto. Ele é ruim, é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco. Ninguém fica feliz ao fazê-lo, mas faz quando não vê outra saída.

O que se discute aqui é o direito ao aborto e não o aborto em si.  Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida. E sim que as mulheres tenham a garantia de atendimento de qualidade e sem preconceito por parte do Estado se fizerem essa opção. Promover métodos contraceptivos são importantes, mas eles não excluem a discussão sobre a ampliação desse direito. Porque erros de prevenção vão acontecer.

Porque vale repetir, O ABORTO JÁ É LEGAL NO BRASIL, como nos casos de risco à vida da mãe e estupro. O que se discute é a ampliação desse direito já reconhecido em lei. Hoje, o “direito'' ao aborto depende de quanto você tem na conta bancária para pagar uma boa clínica.

Enquanto discutimos quando começa a vida (sobre isso dificilmente chegaremos a um consenso), mulheres morrem nesse processo. Negar o “direito ao aborto'' não vai o diminuir o número de intervenções irregulares.

Enfim, é uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros. Parâmetros estipulados historicamente por homens. Defendo o direito da mulher sobre seu corpo (e o dever do Estado de garantir esse direito).

Mas se você não defende, pelo menos pense no número de mortes de mulheres em procedimentos precários de interrupção de gravidez. E pare para pensar antes de dizer, em voz alta, que a vida de um feto na oitava semana de gestação é igual à de uma mulher de 30 anos.

Pois se houver uma inteligência sobrenatural no universo, observando a tudo e a todos, e ela ouvir isso, vai sentir muita vergonha de você.

Leonardo Sakamoto
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Tsipras garante eletricidade gratuita a 300 mil casas


Tsipras trabaja para abaratar los costos de electricidad. | Foto: EFE
A medida faz parte do plano de ajuda humanitária que o governo grego ofereceu para os setores mais afetados pela crise.

O primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou uma troca de modelo energético para garantir eletricidade gratuita a pelo menos 300 mil casas que vivem na pobreza.

O ministro grego de Reconstrução Produtiva, Meio Ambiente e Energia, Panayotis Lafazanis, explicou que serão fornecidos 300 quilowatt por hora ao mês para a quantidade de casas já mencionadas.

O govierno liderado por Alexis Tsipras aposta em um novo modelo energético que acabe com as privatizações das companhias estatais de energia.

Tsipras informou que a dívida que o Estado possui com a companhia estatal elétrica (DEI) supera 700 bilhões de euros (mais de 900 bilhões de dólares) e, por isso, colocará em marcha acordos bilaterais para conseguir baixar o preço de compra del óleo diesel, com o objetivo de comprar energia a preços mais baixos.

O organismo de gestão de energia (RAE) admitiu que os custos de produção poderão ser reduzidos entre 20 a 40 por cento, o que se traduz em barateamento considerável da conta de luz.

Sobre a questão da suposta privatização da companhia pública de produção de gás, o ministro de energia declarou que a empresa não foi privatizada, mas vendida para a empresa estatal Socar, mudnado do Estado grego para estrangeiros.

Alexis Tsipras cancelará privatizações e readmitirá demitidos na Grécia



No teleSur
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Soberania Comunicacional

http://desacato.info/

Editorial

Na quinta-feira, 5 de fevereiro, se lançou a campanha de assinaturas em apoio à Lei da Mídia Democrática. Depois da participação social na construção do Marco Civil para Internet, chega esta nova aposta para democratizar a comunicação brasileira. Dentre os dispositivos defendidos aparecem o veto à prioridade de emissoras de Rádio e TV por políticos e a criação de um Fundo Nacional de Comunicação Pública e do Conselho Nacional de Comunicação.

Abre-se um novo espaço de discussão e nessa esteira queremos voltar com as reflexões sobre Soberania Comunicacional. Sem a compreensão da importância estratégica, cultural, educacional, social e política, da obtenção da Soberania Comunicacional, qualquer avanço é uma aspirina para uma doença incurável.

Estamos controlados por interesses alheios à Classe Trabalhadora, à Paz, à Vida Gregária Saudável, à Justiça e ao Direito Humano à Comunicação da Verdade. A opressão exercida pelos interesses transnacionais, que substituíram os países nas últimas décadas, subverte os conceitos mínimos de Soberania. Não só criaram multinacionais de mercenários que assolam o Mundo, também criaram uma forma de invasão, tão violenta quanto essa, efetivada através das multinacionais da comunicação, concentradas num número cada vez menor de agências a serviço do status quo, e cada vez mais monopolizadoras redes de uniformização do pensamento e invasão cultural dos países, colonialmente chamados de periféricos.

Quaisquer governos e povos que não compreendam a importância determinante para sua independência, identidade e autonomia, em todos os âmbitos dessas construções civilizatórias, que tem a Soberania Comunicacional, e renunciem a ter mecanismos públicos próprios, identitários e democráticos de comunicação, estão fadados à dependência e à entrega dos seus direitos mais elementares, como o são, todas as outras soberanias a conquistar, consolidar e defender. Brasil tem que se libertar dessa opressão.
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Presidenta Dilma convida Miriam Belchior para a presidência da Caixa

A presidenta Dilma Rousseff convidou, nesta terça-feira (10) a ex-ministra Miriam Belchior para a presidência da Caixa. Posse será no 23 de fevereiro. Confira nota na íntegra:
A presidenta Dilma Rousseff convidou hoje a ex-ministra Miriam Belchior para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal. Jorge Hereda deixa o cargo após quatro anos.

A presidenta agradeceu a dedicação, a competência e a lealdade de Hereda, que permanecerá na instituição até a conclusão de uma transição e a formação da nova equipe.

A posse de Miriam Belchior ocorrerá no dia 23 de fevereiro.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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Chamem o marqueteiro

Como resposta à pesquisa Datafolha que mostra uma forte queda na sua popularidade e na aprovação de seu governo, a presidente Dilma Rousseff anuncia um plano de comunicação. Segundo o Estado de S. Paulo, a presidente decidiu dar mais entrevistas e chegou a cogitar um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão após o carnaval, de acordo com inconfidência de um ministro que pediu ao jornal para não ser identificado.

Começam e terminam nesse parágrafo quaisquer chances de a presidente vir a reverter os danos à sua imagem com uma estratégia convencional de comunicação: ela não consegue nem mesmo a lealdade de seus auxiliares mais próximos e, supostamente, de maior confiança: muita gente no governo petista sonha em aparecer no Fantástico, da TV Globo, ou ganhar uma entrevista nas páginas amarelas da revista Veja. O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, por exemplo, adorava ser citado em colunas sociais.

Houve tempo, há oito anos, em que a imprensa apontou nos escalões superiores do governo Lula um espião que repassava informações sigilosas para os editores da Folha de S. Paulo. Planos estratégicos do governo, medidas ainda em estudo e frases mais ou menos curiosas eram repassadas rotineiramente ao jornal por um assessor cujo cargo exigia a mais estrita discrição. Numa dessas ocasiões, o funcionário foi visto em evento social contando anedotas sobre o então presidente Lula da Silva, que teria colhido durante reuniões no Planalto.

Além da pouca habilidade e da má disposição demonstrada pela presidente Dilma Rousseff para a conversação, seus estrategistas precisam lidar com as disputas internas na base parlamentar do governo e a competição entre as muitas “tendências” que fazem do Partido dos Trabalhadores um balaio de gatos. No mais qualificado núcleo do sistema de comunicação do partido, ainda há gente que se refere ao ambiente midiático contemporâneo como o “meio cibernético” ou a “blogosfera”.

O que os estrategistas da presidente não parecem ter percebido é que o governo se tornou refém de uma imprensa que se comporta como partido político, num cenário de campanha eleitoral que nunca termina. Faz sentido, portanto, reconvocar o marqueteiro.

Moinhos de vento

Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também aparece na pesquisa Datafolha com a popularidade em queda, pode ter uma reação mais simples: ele diz que sua avaliação caiu porque o Brasil “está em um momento de grande dificuldade”, o que se reflete no ânimo da população. Além disso, segundo ele, os paulistas se preocupam com os efeitos da crise hídrica, que, na sua opinião, é causada por “problemas climáticos”.

A vantagem de Alckmin é que ele não precisa fazer qualquer esforço para convencer os jornalistas: diz o que lhe recomendam seus assessores e a imprensa compra qualquer coisa.

O fato de 38% dos paulistas ainda considerarem “ótimo ou bom” o seu governo, ainda que represente dez pontos porcentuais a menos do que sua avaliação anterior, foi comemorado pelo núcleo de comunicação do Palácio dos Bandeirantes como uma boa notícia, diante do risco de um colapso no sistema de abastecimento de água na região mais densamente povoada do país.

Os comunicadores do governo paulista sabem que as mensagens dúbias passadas por Alckmin e agasalhadas pela imprensa sustentam o raciocínio autoindulgente do cidadão que o reelegeu. Para se arrepender de seu voto e admitir que é, em parte, responsável por sua própria aflição, o eleitor paulista precisaria estar bem informado sobre o contexto da crise, mas em programas populares de rádio e televisão se ouve, por exemplo, que o problema da água é causado porque o governo federal deixou de investir em infraestrutura para construir os estádios da Copa. E muita gente acredita e repete.

O falecido repórter policial Ramão Gomes Portão costumava dizer, quando se referia a delinquentes que deixavam evidências no local do crime, que “ninguém perde por apostar na estupidez humana no curto prazo; mas no longo prazo todo mundo sai perdendo”.

Uma política de comunicação baseada em platitudes e meias verdades é uma aposta na boçalidade. As escolhas da imprensa, em sua cruzada partidária, não contribuem para estimular a consciência cívica porque não se trata mais de jornalismo, mas de campanha política. Portanto, Geraldo Alckmin faz tecnicamente a coisa certa e Dilma Rousseff combate moinhos de vento.

Luciano Martins Costa
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Chupa FHC!


No Veja
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Ex-deputado tucano pode ser o homem-bomba na CPI da Petrobras

Parlamentares bem que poderiam convocar o ex-deputado Mauro Orofino Campos (PSDB), que era o presidente da Transpetro até 2003. Talvez ele explicasse as propinas nos anos FHC

Menções ao ex-presidente Fernando Henrique relativas à
Lava Jato foram proibidas pela TV Globo
Alessandro Carvalho - Flickr - Wikimedia Commons
O ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, que fechou acordo de delação premiada, informou que começou a receber propina em 1997 ou em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De acordo com Barusco, o suborno era pago pela empresa holandesa SBM. Na época, ele ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Instalações, no âmbito da Diretoria de Exploração e Produção.

Barusco revelou que o representante da SBM chamava-se Julio Faerman. O pagamento de propina, segundo o delator, tornou-se sistemático a partir de 2000. “Esses contratos eram de longa duração e, desse modo, o pagamento de propinas também perdurou por longos anos”, afirmou. Ele disse que os recebimentos eram mensais e proporcionais aos valores do contrato. Barusco, por exemplo, recebia entre US$ 25 mil e US$ 50 mil por mês.

Apesar de crimes de corrupção passiva envolvendo funcionários públicos ter prazos de prescrição que chegam a 20 anos e de ser obrigação do Ministério Público denunciar crimes ainda não prescritos, não consta do depoimento de Barusco interesse do interrogador em elucidar outros possíveis envolvidos nesta época. Em novembro passado, a Controladoria Geral da União (CGU) abriu investigação relativa à SBM sobre 16 funcionários e ex-funcionários da Petrobras.

Para preencher essa lacuna de informações deixada pelos investigadores da Operação Lava Jato no período FHC e ajudar na elucidação do que se passou, a CPI da Petrobras bem que poderia convocar o ex-deputado Mauro Orofino Campos (eleito pelo PSDB mineiro), que era o presidente da Transpetro até 2003.

Mauro Campos foi testemunha privilegiada de alguns episódios relacionados às investigações da Operação Lava Jato.

Além de ajudar a esclarecer como foi o processo de contratação da SBM e Progress, teria oportunidade de explicar o episódio em que intermediou durante o governo FHC, ao lado do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a compra da Perez Companc no Equador com cláusulas que obrigam a Petrobras a pagar pelo uso de um oleoduto até 2018, mesmo sem usá-lo. Este contrato dá prejuízos de cerca de US$ 14 milhões por ano.

Mauro Campos também teve problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), por contratar sem licitação serviços de manutenção no antigo estaleiro Verolme, atual Brasfels. Foi considerado pelo TCU ato de gestão antieconômico.

Hoje, Campos está do outro lado do balcão, presidindo o estaleiro Rio Nave, fornecedor da Transpetro. Mas a empresa está em crise e o estaleiro está parado desde o final do ano passado. Os trabalhadores estão há cinco meses sem receber salários. O ex-deputado continua membro do PSDB, agora no diretório estadual do Rio de Janeiro.

Seu nome chegou a ser citado em investigações na Itália no chamado "escândalo das fragatas italianas", em 2012. Em depoimento à Justiça italiana, o presidente da estatal Finmeccanica, Giuseppe Bono, afirmou que políticos ligados ao governo Silvio Berlusconi sugeriram a ele comprar 50% do estaleiro de Mauro Campos por um valor "desproporcional", em meio a negociações de venda de fragatas para a Marinha brasileira na época em que o ex-ministro da Defesa era Nelson Jobim, também citado no processo italiano. O negócio das fragatas não foi para a frente, nem o do estaleiro.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu nota à imprensa dizendo que as propinas ocorridas em seu governo se restringiriam a Barusco. Como ele pode dizer isso sem investigar? Assim ele defende o mesmo mau comportamento adotado em seu governo, de engavetar tudo o que deveria ter investigações aprofundadas.

Cabe lembrar que as licitações foram flexibilizadas com a edição da Lei 9478/97 e do Decreto 2745/98 por FHC.

Há uma articulação pelas forças de oposição para blindar o governo FHC do escândalo Petrobras, como se isso fosse possível. A oposição pediu CPI restrita a fatos ocorridos de 2004 para cá. Segundo o jornal GGN, de Luis Nassif, a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviou e-mail a seus subordinados com a ordem: "Assunto: tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava Jato. Atenção para a orientação, Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.

Parece um pouco tarde para isso. Depois da confirmação em processos na Suíça de que propinas da SBM Offshore começaram a ser pagas em 1997 ou 1998, o Ministério Público Federal não tem como deixar de investigar também esse período. Ignorar fatos criminosos cuja pretensão punitiva do estado ainda não prescreveu levaria os próprios procuradores da República da força-tarefa Lava Jato a virar, em vez de caçadores, caça de seus colegas.

Helena Sthephanowitz
No RBA
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Graça Foster e Petrobras ganham 'Oscar' do petróleo e empresa passa a ser a maior do mundo. Resultado: - Fora, Graça!


Contando fora do contexto da mídia, que quer privatizar a Petrobras, ninguém acredita. Mas a sequência é exatamente esta:

1. Graça Foster, que nasceu num morro do Rio, começou a vida como catadora de papel, tornou-se engenheira, entrou na Petrobras como estagiária e depois de 35 anos chegou à presidência, recebe o prêmio máximo da Sociedade Mundial dos Engenheiros de Petróleo (Society of Petroleum Engineers – SPE), o Distinguished Lifetime Achievement Award 2014. Pela primeira vez um brasileiro leva o prêmio.

2. A Petrobras dirigida por Graça Foster ganha o maior prêmio da indústria de petróleo e gás offshore mundial.

3. A Petrobras dirigida por Graça Foster torna-se maior produtora de petróleo do mundo entre empresas de capital aberto.

Logo, pela lógica entreguista e antipatriótica da mídia corporativa e de nossas elites, pedem a cabeça de Graça Foster.

Conseguem.

Antonio Mello
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A Petrobras perde na comunicação. E o Brasil pode perder empregos

Fórum participou na noite desta segunda-feira (9) de um bate-papo informal promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé com o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Da conversa, que teve pouco mais de duas horas, foi possível colher informações sobre a atual situação da maior empresa brasileira e também uma certeza: a Petrobras está perdendo feio a batalha da comunicação.

Não, o ex-mandatário da companhia não disse isso, mas observando seus argumentos a respeito da crise que ronda a empresa e que é alvo principal da batalha político-midiática que ameaça o governo Dilma, é fácil chegar a essa constatação. Gabrielli discorre com facilidade a respeito de boa parte da pauta repisada por parte da mídia desde o ano passado contra a Petrobras. Não nega que haja problemas, e muitos, mas reivindica que sejam reconhecidos os avanços obtidos nos últimos anos, e pede que não se confunda a instituição com os malfeitores.

Invocou a lembrança da reorientação na direção da companhia no primeiro governo Lula, quando não só houve uma mudança na tendência ao fatiamento da empresa, que rumava em um norte privatista, como também um direcionamento para que a petrolífera passasse a fazer parte integrante das políticas públicas estratégicas do governo, fomentando, por exemplo, o renascimento da indústria naval brasileira.

O renascimento se deu com a instituição da política de conteúdo nacional. Ao invés de encomendar plataformas e outros equipamentos fora do país, a empresa passou a fazer encomendas dentro do país. Política que, agora, se encontra em risco em função da ameaça aos contratos firmados que envolvem a geração de empregos como o que estabelece a construção de 29 sondas com a Sete Brasil, empresa responsável por um programa de 25,7 bilhões de dólares. Como em três dos cinco principais estaleiros e em cinco das oito operadoras de sondas as sócias são empreiteiras envolvidas na Lava Jato, a execução do programa, que teve uma proposta de financiamento adiada pelo BNDES na última sexta-feira (6), está em risco. Estima-se em 149 mil os empregos diretos e indiretos envolvidos na construção das sondas (ver mais detalhes em matéria aqui).

O fato, reforçado por Gabrielli, mas não só por ele, é que o impacto da redução dos investimentos da Petrobras sobre a economia em 2015 pode ser um aumento do desemprego e a redução do PIB brasileiro. A médio prazo, a política de conteúdo nacional fica comprometida. Combinando-se uma política de contenção fiscal e elevação de taxa de juros, o resultado certo é uma recessão durante o ano.

E um dos grandes problemas, e isso é conclusão de quem escreve, é que o governo não tem a clareza para se expressar a respeito da Petrobras e do que ela representa com a limpidez que faz o ex-presidente da companhia em um bate-papo. Ele, aliás, foi o responsável pela montagem do Fatos e Dados, blogue da Petrobras que, no passado, desmoralizou parte da mídia tradicional ao fazer o enfrentamento não só na área da comunicação, mas também o embate político para desmentir o que revistas e jornais costumavam falar sem a devida contra-argumentação. No ano passado, em entrevista a blogueiros, o ex-presidente Lula chegou a questionar: onde está o blogue da Petrobras? Até hoje a pergunta está no ar.

Optar pelo não enfrentamento e deixar a Petrobras ao bel prazer da narrativa da mídia tradicional, que bate na companhia há um ano, é abrir mão não apenas da disputa política, mas deixar que se desconstrua toda uma estratégia de Estado erguida há anos. Ainda há tempo para reagir, mas, hoje, mais um 7 a 1 se desenha.

Glauco Faria
No Fórum
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Netflix abre serviços de filmes e séries online em Cuba


O gigante estadunidense de distribuição de filmes e séries de televisão pela internet Netflix anunciou nesta segunda-feira (9), que começará a oferecer seus serviços em Cuba, “uma vez que o acesso à internet melhora e se amplia a disponibilidade de cartões de crédito e débito”.

“Desde hoje, a gente de Cuba com conexão a internet e acesso a modalidades de pagamento internacionais poderão assinar a Netflix e ver de maneira instantânea uma seleção de filmes e séries de televisão populares“, comunicou a companhia, com sede em Los Gatos (Califórnia).

Netflix não podia oferecer seus serviços a Cuba pelas restrições impostas pelas leis do bloqueio. Com esta decisão, se converte em uma das primeras empresas estadunidenses em aproveitar a aproximação diplomática entre Cuba e EUA, anunciada no final do ano pasado, depois de 50 anos de relações congeladas. O anúncio vem depois das medidas tomadas pelo governo norteamericano, em janeiro último, para favorecer as telecomunicações em sua relação com Cuba, e de que empresas de cartões de créditos norteamericanas anunciaram sua intenção de começar operações no arquipélago cubano nos próximos meses.

O preço de assinatura mensal mínima será de 7,99 dólares, o mesmo que se paga nos EUA.

Apesar de que o anúncio tenha um caráter fundamentalmente simbólico, pela débil infraestrutura de banda larga, Cuba se converte assim no oitavo país latinoamericano com acesso a este serviço de entretenimento.

Desde 2011, a oferta de Netflix está disponível em Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai.

Netflix conta com mais de 57 milhões de assinantes em mais de 50 países.


No CubaDebate
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Os sete tipos de reacionários (e como debater com eles)

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Se você já perdeu tempo tentando discutir política com reacionários, deve ter percebido que existem tipos diferentes desses indivíduos, cada um com um estilo particular de “argumentação”. Nesse artigo bem humorado tentaremos desvendar os sete tipos de reacionário, o que há de errado com eles e como devemos agir.


“Quem são os reaças? Onde vivem? De que se alimentam?” (Sérgio Chapelin, sobre reacionários)


Começaremos pelos mais inteligentes e depois seguiremos em direção aos de comunicação mais difícil.

Reacionários Educados

Esses são os mais raros. Eventualmente você esbarra em um em público ou num fórum on-line. Podem ser os mais difíceis de lidar. Eles aprenderam tudo o que há pra se aprender sobre suas posições (de uma perspectiva reacionária). Educaram-se sobre todas as razões que justificam seus posicionamentos como corretos, mas não estão interessados em nada que contradiga suas crenças.

O problema: Qualquer um com internet e cinco minutos livres consegue encontrar algo que descredite completamente sua versão dos “fatos”. Mesmo quando rebatidos, continuam a voltar aos argumentos iniciais, tentam mudar o assunto para algo onde se sintam mais confortáveis ou começam a expressar opiniões sem mérito factual.

Debatendo: Mantenha-os no assunto. Não deixe que ignorem seus contrapontos e mudem o assunto para você. São mestres nisso, mas se você conseguir mantê-los no assunto, começarão a expressar opiniões para as quais você poderá dizer “você tem fatos ou estatísticas que sustentem essa opinião?”.

Reacionários “Globais”

Estes estão entre os mais raivosos. Assistem aos jornais da Globo ou outras mídias de massa burguesas, leem a Veja e acreditam que isso os faz especialistas em política (do mesmo modo que acreditam que assistir ao jogo os faz técnicos e assistir à missa os faz santos). O único conhecimento político que apresentam é uma papagaiada sem base. Quando você os contrapõe, te chamam de “esquerdopata”, “comuna”, “socialista”, etc. Eles acham que todo revolucionário é um socialista que quer tirar seu dinheiro e entregar para pessoas que não merecem.

O problema: Eles não têm ideia do que estão falando. Geralmente estão repetindo coisas ditas pelo Arnaldo Jabor ou, com mais azar, pelo Olavo de Carvalho. Eles acreditam que movimentos anticapitalistas querem roubar sua liberdade (toda a liberdade que o dinheiro possa comprar), mas não compreendem o conceito de capitalismo, nem reconhecem como esses movimentos foram cruciais para que ele tivesse os direitos que têm hoje. Eles acham que o PT é comunista, e se você discorda dizem que você é um leitor da Carta Capital. Dizem que você é uma ovelha, mas esperam que você aceite cegamente tudo o que dizem, sem questionar.

Debatendo: Mantenha-se pedindo fatos e comprovações para as afirmações que fazem até que se desesperem e te chamem dos nomes já citados. Peça-os para enumerar quais os direitos que os movimentos anti-capitalistas já o roubaram (talvez eles digam que perderam o “direito de proibir a união homossexual” ou coisa do tipo, mantenha-se cobrando fatos). Eles tendem a ser violentos, então se estiver cara-a-cara, fique de olho em suas mãos.

Reacionários Cristãos

Estes reacionários são hipócritas. Eles fazem tudo em nome de Jesus, enquanto simultaneamente agem da maneira mais anticristã humanamente possível. Defendem armamento da população, são pró-militares, contrários à igualdade de direitos entre os sexos e à emancipação feminina e, principalmente, ignoram todos os trechos da bíblia que demonstram que Jesus era um personagem revolucionário (e libertário). As partes que mais esquecem são as de “amar o próximo como a si”, “não julgar” e a em que joga filhos contra pais e pais contra filhos. Porque o patriarcado não pode ser agredido, não é mesmo? Eles também acreditam que países em guerra estão assim por falta de Deus no coração, mesmo que quase a totalidade desses países seja de religião abraâmica e siga essencialmente o mesmo deus (com mais rigor!)… E eles odeiam os gays, claro.

O Problema: Eles fazem coisas horríveis em nome do Senhor. Eles acham que aqueles que discordam estão condenados ao inferno, porque são pessoas más. Eles acreditam que somos uma nação cristã, mesmo com uma influência inegável de cultos indígenas e afro-brasileiros em nossa cultura. E eles dizem defender a liberdade religiosa, mas condenam tudo o que não é cristão como “demoníaco”. Ah, eles também negam a evolução…

Debatendo: Insista na mensagem de “amor” cristão. Jesus os orientou a amar incondicionalmente e não julgar. Pergunte como eles acreditam que Cristo agiria no mundo de hoje frente à desigualdade social, e o que ele pensaria do dízimo que se paga às igrejas caça-níqueis. De qualquer forma, eles responderão com citações aleatórias e mostrarão que esse debate em específico é uma perda de tempo.

Reacionários “Contra a Corrupção”

Aqui estão os coleguinhas que vão aos protestos de branco, com a cara pintada de verde e amarelo, cantando o Hino Nacional ou a clássica do Geraldo Vandré. Eles querem um movimento bonito, higiênico, pacífico e, principalmente, passivo. Querem ir às ruas pra protestar por seus direitos, mas não conhecem seus direitos e menos ainda seus deveres. Acham que a polícia tem que sentar a borracha nos “vândalos” do Black Bloc, que eles nem sabem o que é. Dizem que a culpa do tráfico é do usuário, gostam de filmes como Tropa de Elite (alguns até citam Capitão Nascimento). O mais importante: defendem o fim da corrupção. Que corrupção? Não sabem. Mas quando dá preguiça de “vem pra rua”, eles ficam de “luto”.

O Problema: Esses indivíduos defendem pautas vazias. Aliás, eles querem enfiar essas pautas em qualquer lugar onde estejam, dizendo que as pessoas precisam ter foco (nas pautas vazias). São a pior praga dentro da Anonymous. Reproduzem-se como coelhos. Vão tentar levar qualquer debate para o eixo PT/PSDB, vão criminalizar movimentos sociais populares, mas vão defender reforma tributária (ignorando a transferência do poder do estado para o setor privado) e a reforma política (mesmo sem especificar o que é isso, significando, na prática, nada).

Debatendo: Peça que ele defina os conceitos que apresenta. Pergunte a que corrupção se refere, que reforma pretende. A melhor arma contra estes é a história. Tudo aquilo que eles almejam, na prática, até hoje foi conquistado com as práticas que eles condenam. Quando ironizarem o assistencialismo, traga estudos acadêmicos sobre seus resultados e deixe claro que esse é um pilar do capitalismo, para que ele mesmo não desabe em crise. Quando ele disser que o usuário financia o tráfico, pergunte se ele concorda que quem usa gasolina não é igualmente culpado pela guerra por petróleo no Oriente Médio.

Reacionários Xenófobos

Nessa categoria, incluem-se os que pensam que São Paulo é a locomotiva do Brasil, que defendem que o Sul se separe para formar um país de melhor IDH, que chamam tudo o que vive nas regiões Norte e Nordeste de “baiano” e os culpam pela crise urbana no Sudeste e, claro, as patricinhas e os mauricinhos que vão a aeroportos vaiar médicos cubanos. Esse tipo é complicado, porque é do tipo que tem medo de perder o pouquinho que tem pra “esses pobres”.

O Problema: Eles vão defender a superioridade de suas categorias. São meritocratas quando lhes convém, acham que um diploma te faz uma pessoa mais íntegra, mas colam em provas e compram carteiras de motorista. Eles acreditam que o êxodo rural encheu a cidade de gente “vagabunda”, mas dependem do serviço desses “vagabundos” até pra fazer um almoço. Quando você os contrariar, vão tentar te associar ao crime organizado ou ao terrorismo. E também vão dizer que “se usa chinelo não é índio”.

Debatendo: Desse grau pra baixo vai ficar difícil debater, já avisamos. Felizmente, as estatísticas atuam contra esses reacionários, assim como a política internacional, mas essas são esferas que eles não compreendem. E como eles também nunca “sentiram na pele” os problemas sociais, você vai ter que usar metáforas. Só não faça ironias com “Playstation” e “iPhone”, porque isso os deixa fora de controle.

Reacionários Racistas e Sexistas

Esses vêm quase por último por uma razão. Sabemos que racismo e sexismo não são exclusividade de reacionários. Sofremos muito com isso mesmo dentro dos grupos que se afirmam revolucionários. Mas essa junção funesta gera um dos piores tipos: o fascistóide. Eles não odeiam a Dilma pelas contradições de seu governo, mas essencialmente porque ela é mulher. Eles acreditam que liberdade de expressão é poder praticar ódio e discriminação sem sofrer consequências. Eles acreditam numa diferença “natural” fantasiosa entre homens e mulheres, entre brancos e negros, e entre heterossexuais e homossexuais que está muito distante da realidade científica. E por conta disso eles são máquinas de agressão e opressão, ainda que alguns de modo inconsciente.

O Problema: Eles são preconceituosos e discriminadores, mas quando você apontar isso, alegarão perseguição. Eles vão dizer que o dia da consciência negra e as cotas nas universidades é que são racistas, porque desprezam a história e a cultura do país, se pautando num silogismo pobre. Eles não sabem diferenciar a violência do opressor e a resistência do oprimido. Acima de tudo, eles não conseguem compreender porque as pessoas os chamam de machistas, racistas ou homofóbicos quando eles abriram um discurso com “eu tenho vários amigos gays, mas…” ou “eu respeito muito minha mulher e minhas filhas, mas…”. Pra finalizar, eles não entendem que democracia é o governo do povo. Todo o povo, e não só a maioria do povo.

Debatendo: Não se debate com fascistóides. Se os expurga. Você teria mais trabalho tentando convencer algum desses xucros sem educação do que são direitos humanos do que se tentasse convencer uma macieira a dar laranjas.

Reacionários Mal Educados

Esses reacionários são reacionários porque eles acham descolado. Eles têm amigos economistas, ou assistiram a uma meia dúzia de vídeos do Olavinho ou do Dâniel Fraga, então eles pensam que sabem do que estão falando. Eles têm uma gramática horrível, ignoram pontuações e têm uma tendência a escrever tudo em caixa alta (caps lock) e com vários pontos de exclamação, ASSIM!!! ACORDA BRASIL!!! ESSE É O PAÍS QUE VAI SEDIAR A COPA!!!???!!!. Irritante, não? Eles também esperam que você acredite em tudo o que eles dizem, só porque estão dizendo. E também citam vídeos de opinião quando você pede fontes que comprovem o que eles dizem.

O Problema: É difícil categorizar problemas num debate de ogros que não sabem se comunicar. Eles mal compreendem qual é seu posicionamento político, só repetem o que ouviram de um amigo ou viram num vídeo. Eventualmente, publicarão essas correntes mentirosas, com casos de um “famoso professor” que nunca existiu, ou do “grande economista” que nunca disse aquilo. Eles são 100% cegos aos fatos e só dão atenção ao que reforça suas crenças irracionais.

Debatendo: Não há lógica ou fatos que os vá convencer de nada. Você pode ser doutor na área, eles vão inventar uma desculpa do tipo “seu professor de história mentiu pra você” ou “esquerda e direita é coisa do passado”. No lugar de discutir com eles, tente explicar álgebra ao seu animal de estimação. Há mais chances de sucesso.

Esperamos que esse informativo lhes seja útil, ou ao menos que tenha servido como um desabafo coletivo. Lembrem-se disso antes de entrar em debates incansáveis nas redes sociais, pois nem sempre vale a pena. E saiba que esses grupos de reacionários reproduzem entre si e evoluem, como pokémons, então você poderá encontrar híbridos ou formas muito extremas de qualquer um deles.

Este artigo da @AnonymousFUEL foi inspirado no artigo “The 7 Types Of Republicans and How To Debate With Them”, de Matthew Desmond, na AddictingInfo.
Duda Renovatio
No Pensador Anônimo
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Como o HSBC 'ajudou' milionários a sonegar impostos

Filial do HSBC na Suíça foi usada para evitar o pagamento de impostos
O banco britânico HSBC "ajudou" clientes ricos a evitar o pagamento de milhões de dólares em impostos por meio de sua filial na Suíça.

O programa de TV Panorama, da BBC, teve acesso a informações sobre contas de 106 mil clientes em 203 países vazadas em 2007 por um ex-funcionário do banco em Genebra, Herve Falciani.



O HSBC disse ser "responsável por falha de controle no passado" e que clientes se aproveitaram do sigilo bancário para manter contas não declaradas, mas afirmou ter mudado suas práticas e estar colaborando com as autoridades.

"Reconhecemos que os padrões e cultura de diligência no banco privado suíço do HSBC, assim como na indústria como um todo, eram significantemente mais baixos do que hoje", a instituição acrescentou.

O banco agora é alvo de investigações nos Estados Unidos, na França, na Bélgica e na Argentina.

Mas nenhuma medida foi tomada até agora contra o banco no Reino Unido, onde está sua sede.

Ajuda

Manter contas em outros países não é ilegal, mas muitas pessoas as usam para esconder dinheiro das autoridades fiscais de seus países.

E, apesar de existirem formas legais para se pagar menos impostos, é ilegal esconder dinheiro para sonegar impostos.

Segundo as acusações, o banco não somente fez vista grossa para a evasão de impostos como também ajudou ativamente alguns clientes a violarem a lei.

Quando foram introduzidas novas leis na Europa em 2005 obrigando bancos suíços a recolher impostos de contas não declaradas e repassá-los às respectivas autoridades fiscais, o banco escreveu aos clientes oferecendo formas de contornar os tributos.

Em um caso mostrado no Panorama, o HSBC deu a uma família abastada um cartão de crédito internacional para fazer saques de dinheiro não declarados em caixas automáticos no exterior.

O HSBC nega que os donos das contas listadas estavam evadindo impostos, mas autoridades francesas concluíram em 2013 que 99,8% de seus cidadãos na lista vazada provavelmente praticavam evasão fiscal.

Richard Brooks, ex-inspetor fiscal e autor de The Great Tax Robbery, disse: "Acredito que o banco tenha oferecido serviços de evasão fiscal. Eles sabiam muito bem que as pessoas os procuravam para evitar o pagamento de impostos".

Investigação conjunta

Lista traz 106 mil clientes de 203 países com contas não declaradas no HSBC na Suíça
As milhares de páginas de dados foram obtidas pelo jornal francês Le Monde. Em uma investigação conjunta, os documentos foram repassados para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), ao jornal The Guardian, ao Panorama da BBC e a mais de 45 veículos de mídia ao redor do mundo. (exceto para o PIG brasileiro)

Estes documentos incluem dados sobre 5.549 contas secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, com um saldo total US$ 7 bilhões (R$ 19,5 bilhões).

O HM Revenue and Customs, departamento governamental do Reino Unido equivalente à Receita Federal, recebeu os dados em 2010 e identificou 7 mil clientes britânicos que não pagaram impostos. Mas, quase cinco anos depois, apenas um deles foi processado.

Segundo o departamento, cerca de 135 milhões de libras (R$ 540 milhões) foram pagos até o momento em impostos, juros e multas por aqueles que esconderam dinheiro na Suíça.

O executivo que chefiava o banco na época do esquema, Stephen Green, foi nomeado secretário para Comércio e Investimento do Reino Unido oito meses depois de o departamento do governo britânico ter recebido os documentos vazados e ficou nesta função até 2013.

"Por princípio, não comentarei sobre o passado do HSBC", ele disse ao BBC Panorama.

'Personalidades renomadas'

Na Argentina, a Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP, na sigla em espanhol) denunciou a filial local do HSBC em novembro de 2014 por supostamente ajudar 4.040 cidadãos do país a evadir impostos.

A informação foi obtida pelo governo argentino por meio de um acordo de colaboração com a França.

O diretor da AFIP, Ricardo Echegaray, disse na época que entre os suspeitos havia "personalidades renomadas", mas não revelou suas identidades.

Entre os supostos beneficiados pela ajuda do HSBC suíço a clientes de mais de 200 países estão políticos, empresários, estrelas do esporte, celebridades, além de criminosos e traficantes, segundo a investigação.

O ICIJ diz que o banco tirou proveito de negociações com "comerciantes de armas..., assistentes de ditadores do Terceiro Mundo, traficantes de diamantes de sangue e outros delinquentes internacionais".

Segundo analistas, as recentes revelações certamente multiplicarão os pedidos por maior controle dos sofisticados esquemas usados por milionários e empresas multinacionais para evadir impostos.

No BBC
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A receita de hoje é...


Laerte
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Pobre militante do PT

É de doer o coração o padecimento do militante do Partido dos Trabalhadores. Entregue à própria sorte, em meio à arena dos leões, ele tenta resistir como pode ao massacre midiático contra o governo do seu partido. Mas a solidão é grande. Diante de toda sorte de ataques sórdidos, vilanias e infâmias, o governo da presidenta Dilma adota o silêncio como tática suicida de luta. Seduzida, talvez, por aconselhamentos de marqueteiros ou paralisada diante de sua falta de jeito e vocação para a refrega política, a presidenta e seu círculo mais próximo de colaboradores conseguem não se incomodar com o escrachado movimento de desestabilização do seu governo que está em curso.

Quem abre os jornais e revistas, assiste aos noticiários da TV ou ouve as emissoras de rádio dedicadas a notícias tem contato com um país que está se desmanchando. O Brasil é terra arrasada. Tudo culpa do governo federal. A gestão da água é, constitucionalmente, responsabilidade dos governos estaduais. Não importa a omissão e a incúria de Alckmin no caso Cantareira. A culpa é da Dilma. Nunca se investiu tanto  em produção e linhas de distribuição de energia elétrica como nos governos Lula e Dilma. Mas não há tréguas no terrorismo sobre racionamento e apagão, que, aliás, nunca se concretizam,. Dia e noite a imprensa bate na tecla da falta de planejamento e investimento do governo atual.

Tudo isso muito bem ancorado pelo destaque avassalador do festival de denúncias, delações premiadas e disse me disse da Operação Lava Jato. Afinal, para a mídia, quem inventou a corrupção no Brasil foi o PT. Se aproveitando desse terreno fértil, a marcha do golpismo andou algumas casas nos últimos dias com a tabelinha entre o jornalismo canalha da Veja e FHC. Transbordando ressentimento por todos os poros devido à sua monumental rejeição no meio do povo, o ex-presidente chegou até a encomendar parecer jurídico para dar ares de legalidade ao golpe paraguaio que prega.

E o mais chocante é que o governo, mesmo ante atmosfera tão carregada, se mantenha impávido no seu autismo político. A barbeiragem na condução da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados parece também não ter afetado os áulicos do Planalto. A eleição de um ultraconservador, inimigo de todas as causas progressistas, para comandar a Câmara e a estarrecedora constatação de que o governo conta, para o que der e vier, com apenas 138 deputados (a votação de Arlindo Chinaglia) seria motivo mais do que suficiente para um freio de arrumação do governo no que toca à sua relação com a base parlamentar, partindo de uma autocrítica sobre a tática utilizada. Que nada, pela versão oficial, o "governo nada tem a ver com a disputa da Câmara."

Enquanto isso, o militante do PT enfrenta o cunhado reacionário no almoço de família, sendo obrigado a ouvir da tia, do primo e dos amigos também a ladainha "só votei no PT e na Dilma porque você pediu, mas estou arrependido." Ouvir na padaria e nos botequins da vida que o seu partido é sinônimo de corrupção já faz parte do calvário cotidiano do petista. Mas, ainda que de forma quixotesca, ele resiste. Com todo abandono, ainda marca presença nas redes sociais e até nas ruas. Só que paciência e abnegação têm limites. É visível o desânimo que vai tomando conta dessa galera. Pudera. Sem explicações públicas minimamente convincentes, o governo adota um ajuste fiscal penalizando somente os trabalhadores, coisa que qualquer tucano assinaria embaixo. Segue-se um mês de silêncio. O debate com a militância está interditado.

É importante que, mesmo sem a regulação da mídia (debate que o governo perdeu o timing para travar com a sociedade e que agora ficou ainda mais difícil com a eleição de Cunha para Câmara ), o governo dispõe de instrumentos para enfrentar a batalha da comunicação e disputar a opinião pública. Não os utiliza porque não quer. Se a Secom parasse de empanturrar de dinheiro o monopólio da mídia, diversificando e democratizando sua milionária verba publicitária, e se a presidenta Dilma e seus ministros adotassem uma linha articulada e permanente de defesa do governo, não deixando ataque sem resposta, já seria um alento. Por que não utilizar com frequência a cadeia nacional de rádio e TV ?

Só não vê quem não quer : Lula e Dilma são os alvos dessa grande engrenagem golpista que inclui o PIG e parte considerável do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal. E se continuar com esse ar blasé, fingindo não ver que vivemos tempos de guerra, o governo será derrotado no parlamento, nos tribunais e, o que é pior, nas ruas.

No Blog do Bepe
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Agitação à vista

Com a esperada instalação, logo mais, de uma comissão especial da Câmara que discuta ideias para uma reforma política, abre-se mais uma frente de confronto e fermentação, inclusive com segmentos que precisarão defender suas recentes e ameaçadas conquistas.

A introdução desses pontos conflituosos na reforma é a motivação básica do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para tirá-la da imobilidade em que foi trancafiada, desde 2013, na Comissão de Constituição e Justiça. São posições defendidas pelas igrejas evangélicas, às quais Eduardo Cunha está ligado e que lhe deram a boa votação para eleger-se, assim como apoio decisivo para conquistar, há pouco, a presidência da Câmara.

Dois desses pontos se destacam, por seu potencial de agitar opiniões e movimentos, entre os temas sociais: as proibições de aborto e de adoção de crianças por casais homossexuais. Será, se aprovada, a assimilação, pela reforma, dos projetos evangélicos de Estatuto da Família e de Estatuto do Nascituro.

No plano institucional da reforma está o tema que faz Eduardo Cunha pretender apressá-la. É o financiamento das campanhas eleitorais, que o presidente da Câmara quer mantido com doações das empresas privadas, e não por verba pública como o PT propõe, nem por doações em nome pessoal, como pesquisas indicaram ser a preferência da maioria dos eleitores. Eduardo Cunha quer que todo o trabalho parlamentar se desenvolva até setembro — discussões na comissão, elaboração e votações da ou das emendas constitucionais — para permitir que a parte eleitoral da reforma se aplique já nas eleições do próximo ano.

Chamados a decidir qual o modo de financiamento das campanhas coerente com a legislação brasileira, os ministros do Supremo Tribunal Federal já opinaram pelas doações pessoais, e não mais empresariais, por seis votos, um contra e três ainda pendentes. Mas Gilmar Mendes pediu vista e mantém o processo parado em seu gabinete há dez meses. Gilmar Mendes, claro, é defensor declarado das doações em nome de empresas, como convém ao anonimato dos grandes doadores.

Ainda não está vista a verdadeira proporção dos votos com que os evangélicos podem contar, em princípio, na nova composição da Câmara. Sempre há quem lhes dê votos para obter seu apoio, na Câmara ou nas eleições. Mas é caso de esperar que as propostas empurradas por Eduardo Cunha se tornem, muitas delas, batalhas difíceis para os adversários. Os de dentro do Congresso e os de fora.

De Justiça

Com tantas manchetes que o delator premiado Pedro Barusco Filho proporcionou contra tanta gente, talvez fosse de justiça algum jornal dar destaque a certa afirmação dele, presente no mesmo vazamento dos US$ 200 milhões do PT. Disse ele que, apesar do envolvimento da Diretoria de Gás e Energia em parte da corrupção, Graças Foster e Ildo Sauer, que lá estiveram, mais do que não participaram dela: não tinham sequer conhecimento das fraudes.

Segredos

Os 50 anos da morte do poeta Augusto Frederico Schmidt levam a uma lembrança breve de sua presença peculiar, muito influente, por exemplo, em Juscelino.

O programa da inauguração de Brasília incluiu um momento depois muito celebrado, pela beleza comovente. Foi o discurso do candango, como eram chamados os operários da obra, em nome de todos os que trabalharam, com mínimos descansos, para erguer a Nova Capital. Quem o escreveu não foi o candango, foi Schmidt. E o candango não era. Foi levado do Rio. Era o barbeiro de Schmidt.

A morte de Schmidt deu-se em situação privilegiada, mas não publicável na época. Suponho que nem o foi depois. Por coincidência, os 50 anos dessa morte caem na entrada do Carnaval: seu coração não resistiu quando o gordo e rico poeta, digamos, versejava com certa madrinha de bateria. Infarto. Não era para menos.

Janio de Freitas
No fAlha
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Sérgio Porto # 132


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Essa é do Barão... 190


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Punição aos crimes da Globo nas mãos do MPF e PF

A decisão da juíza Valéria Caldi Magalhães consta do processo 0017221-36.2014.4.02.5101 na 8ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro e pode ser lida clicando aqui.

A fraude da Rede Globo

1) A íntegra dos documentos que comprovam os crimes da Rede Globo;

2) Clique aqui e confira divulgação dos blogs: Diário do Centro do Mundo, Tijolaço, Brasil 247, A Justiceira de Esquerda, Contexto Livre, Correio do Brasil, Portal Fórum, O Cafezinho, Blog do Miro, Ligia Deslandes e Portal Vermelho;

3) Acesse a série de reportagens do Diário do Centro do Mundo.

Ajude o Ministério Público Federal e a Polícia Federal enviando esta postagem para que eles possam ler a íntegra do processo que incrimina a Rede Globo.

Alexandre Teixeira
No Megacidadania
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Âncoras que valem uma fatia de presunto


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Carta aberta ao investidor Mark Mobius

Ele
Caro Senhor Mobius

Embora o senhor não saiba quem sou, conheço-o há muitos anos, desde que era editor da revista Exame.

O senhor não é exatamente o modelo de homem que admiro, mas sempre respeitei sua capacidade de enxergar oportunidades de investimentos e aproveitá-las para si mesmo e, também, para os investidores que lhe confiam seu dinheiro.

Não foi à toa que mereceu o título de Guru dos Mercados Emergentes e, se lembro, uma ou duas capas da Exame de meus tempos.

A razão desta carta que endereço ao senhor não é pedir conselhos financeiros. É algo mais prosaico.

Gostaria que o senhor trocasse umas palavras com os jornalistas que cobrem economia no Brasil.

Eles estão histéricos, e o senhor com certeza poderia acalmá-los com sua visão fundamentada sobre o Brasil — não a visão de quem mexe apenas com palavras, como os jornalistas, mas de quem arrisca bilhões de dólares em decisões de investimento.

Vi que o senhor falou hoje com jornalistas do Brasil numa passagem pelo país, mas não encontrei na entrevista o nome daqueles a quem me refiro: Míriam Leitão e Carlos Sardenberg, da Globo.

Percebi que o senhor está otimista com o Brasil. Acha que o PIB crescerá pouco em 2015, mas que não se surpreenderá se em 2016 a economia avançar 3% ou 4%.

Vi também que o senhor enxergou um lado positivo no caso Petrobras. Nunca as estatais brasileiras brilharam exatamente por sua governança, o senhor lembrou.

Nem agora e, ao contrário do que alguns tentam fazer os outros acreditarem, nem no passado de FHC.

O senhor também ponderou que corrupção em grandes empresas não é exatamente uma coisa nova na história da humanidade.

Aqui mesmo no Brasil temos o exemplo da Siemens dos retíssimos alemães com suas propinas no metrô de São Paulo. E hoje mesmo um escândalo planetário sacode um banco dos finíssimos britânicos, o HSBC.

Um dos delatores da Petrobras disse que fazia negociatas desde 1996, quando o presidente era FHC.

A diferença é que agora a corrupção na Petrobras está sendo investigada.

Caro senhor Mobius: citei, especificamente, dois jornalistas da área econômica. Mas, se o senhor não se importar, gostaria de acrescentar, para a conversa, alguns outros que cobrem política.

Eles parecem alucinados. Onde o senhor vê oportunidades, eles enxergam o apocalipse. E tentam fazer que os demais brasileiros também enxerguem.

Vou citar alguns aleatoriamente.

Merval. Jabor. Sheherazade. Kamel. Bonner.

Se não for demais, incluiria um músico no grupo. Lobão. E um candidato a comediante: Danilo Gentili.

Ia sugerir que falasse também com alguns políticos. Aécio Neves, por exemplo. FHC, também. Serra não porque é capaz de querer dar lições ao senhor.

Tinha pensado em agregar um ou outro jornalista da Veja, mas pensei melhor e entendi que este é um caso perdido.

Torço para que o senhor, que já ganhou tanto dinheiro com o Brasil e continuará ganhando, atenda este meu pedido.

O que está em jogo é a sanidade nacional. Ou, pelo menos, a sanidade das pessoas — vítimas — alcançadas por um pequeno grupo que parece achar que o Brasil é o pior país do mundo.

Grato pela atenção e boa viagem de volta aos Estados Unidos.

Paulo Nogueira, editor do DCM
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Sejamos táticos: Redução de danos da presidência obscura de Cunha


Desde que venceu a eleição para presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB – RJ) está habilmente chamando os movimentos progressistas — de comunicação, mulheres, LGBT e indígena — para a briga. É preciso ser tático neste momento, tendo em vista a óbvia estratégia de enfrentamento dele para ganhar ainda mais apoio dos ultraconservadores que poderiam lhe conferir o título de guardião das pessoas ‘de bem’ no parlamento, alheios aos mais de 20 processos que ele tem no STF por compra de votos, falsificação de documentos etc.

Seu jeitão de fazer política, por sinal muito eficiente, trabalha em dois eixos básicos: instigar a ignorância do povo e dos políticos despolitizados (uma vergonhosa maioria!), elegendo inimigos externos para criar coesão interna e oferecer muitas vantagens para as forças políticas que o apoiarem sem questionamentos, especialmente do baixo clero, o que eu poderia classificar também como suborno.

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Nessa marcha da insensatez e reacionária, os oligopólios de comunicação vão apoiando o deputado e o transformaram da noite pro dia em um santo. Em troca tem a garantia de que nenhum tipo de ação que vise democratizar as concessões públicas de rádio e tevê vá adiante. Especialmente aquelas controladas por senadores, o que é uma afronta direta à Constituição Federal.

Quando a pauta é de seus financiadores e aliados, ele afirma ser um escravo do regimento interno da Câmara e que não tem poder para evitar que algumas iniciativas sigam em frente, como a ressurreição da PEC 215, um passo adiante no genocídio indígena. Já quando a pauta é contrária aos mesmos interesses, o deputado afirma sem nenhum pudor, que só serão votadas passando por cima do seu cadáver, numa demonstração torpe de culto à própria personalidade.

E em paralelo a tudo isso, Cunha vai acelerando a proposta para constitucionalizar o financiamento empresarial de campanhas eleitorais instigando o despolitizado anti-petismo, também alimentado pela mídia de massa e seus poderosos patrocinadores, como a AMBEV e a JBS — a nada confiável Friboi.

É por essas e outras que se faz urgente que os movimentos progressistas intensifiquem a capacitação mútua entre si, tendo em vista que a presidência de Cunha já é uma ameaça à coletividade, à democracia e a qualquer tentativa de moralizar e politizar o parlamento. Uma iniciativa que vai nessa direção é a relevante Comissão EXTRAORDINÁRIA! de Direitos Humanos e Minorias, que irá discutir no próximo dia 21, em São Paulo, pautas que seriam levadas adiante na Câmara dos Deputados, apenas passando sobre o então putrefato deputado.

É tempo de ir à praça e de se organizar para ao menos tentar reduzir os danos que Cunha fatalmente causará, não contra uma minoria, mas sim à grande maioria.

Todd Tomorrow – Internacionalista, militante de direitos humanos e membro fundador do coletivo Pedra no Sapato.
No Justificando
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