4 de fev de 2015

Em ato, movimentos sociais pedem reforma política

Sociedade organizada e parlamentares discutiram o tema no Congresso Nacional

A tarde desta quarta-feira (4) foi marcada pela retomada das reivindicações em prol da reforma do sistema político brasileiro. No auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, integrantes de movimentos sociais, parlamentares e lideranças da Central Única dos Trabalhadores (CUT) defenderam a convocação de um plebiscito constitucional para a reforma, por meio do desarquivamento do Projeto de Decreto Legislativo 1508/2014.

A proposta foi apresentada em outubro de 2014 pelos deputados Renato Simões (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP) e recebeu a adesão de 181 parlamentares. Agora, o texto precisa ser votado e aprovado no Congresso para que, por meio de plebiscito, a sociedade decida se aceita ou não a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política.

“Nós vamos ter que transformar esse ato, que hoje se articulou no auditório Nereu Ramos, numa presença permanente dos movimentos sociais aqui nesta Casa, no Senado, no Supremo e no Palácio do Planalto”, defende Simões.

De acordo com o parlamentar, a aprovação do decreto enfrenta dois principais desafios: a presença de um congresso conservador eleito e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/2013 que, após decisão do plenário na noite de ontem (3), foi encaminhada para uma Comissão Especial a ser constituída.

A PEC foi elaborada pelo Grupo de Trabalho da Reforma Política da Câmara dos Deputados e, entre outras determinações, mantém o financiamento privado de campanhas eleitorais e propõe que a sociedade seja consultada posteriormente, por meio de um referendo, para que afirme se concorda ou não com a proposta da Casa.

Segundo Simões, o encaminhamento da PEC para a Comissão Especial se tratou de uma manobra arquitetada pelas bancadas conservadoras e favoráveis aos interesses empresariais. “Enquanto o financiamento privado se mantiver como a regra do financiamento eleitoral nós não vamos conseguir avançar em nenhuma das outras grandes reformas democráticas e populares”, avalia.

A deputada Erundina concorda com o petista e acredita que a batalha travada pela reforma política será dura. A parlamentar classificou como “arremedo” a PEC aprovada e anunciou que o pedido para desarquivamento do Decreto Legislativo 15008/2014 já foi solicitado. “Nós estaremos dentro da comissão especial e queremos que todos do movimento entrem lá conosco. Este é um movimento que traduz a luta do povo organizado, politizado e consciente sobretudo da sua força e dos seus direitos”, disse.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a reforma política é uma pauta dos trabalhadores e da sociedade e não deve estar ligada a interesses privados e empresariais. “A CUT não entende que haverá progresso numa reforma política se for tocada por um Congresso Nacional que em grande parte é eleito para defender os interesses dos empresários brasileiros. Por isso temos que fazer uma constituinte específica, com plebiscito específico”, declara.

Reforma do povo — No ano passado, por meio do Plebiscito Constituinte realizado entre o dia 1 a 7 de setembro, 7,4 milhões de brasileiros votaram favoravelmente à uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político do País. O objetivo da votação foi expressar o desejo de mudanças e pressionar o poder público para a convocação de um plebiscito oficial sobre a reforma.

Victoria Almeida
No Agência PT de Notícias



O primeiro ataque contra a reforma política

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A aprovação da admissibilidade da PEC 352/2013, ocorrida nesta terça (3/2) na Câmara dos Deputados, vai de encontro a tudo que a sociedade brasileira vem discutindo sobre os pilares da reforma política. Isso, por que enquanto o questionamento se dá, justamente, em torno da representação nesta Casa, da influência do poder econômico sobre o Congresso Nacional, a Câmara atropela o seu próprio regimento interno para abrir brecha para a constitucionalidade do financiamento privado de campanha.

Uma aberração!

A referida proposta aguardava a mesma votação da Comissão de Constituição e Justiça, cujos debates já apontavam para a tentativa de se estabelecer uma contrarreforma política. É preciso lembrar que a PEC surgiu quando a Ordem dos Advogados foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a inconstitucionalidade do financiamento de empresas em eleições.

A maioria dos ministros do STF já votou pela inconstitucionalidade e o julgamento só não está encerrado, por que o ministro Gilmar Mendes pediu vistas ao processo, emperrando de maneira absurda o que já está resolvido.

O conteúdo da PEC 325/2013 precisa ser elucidado. Suas contradições são mais que visíveis. Primeiro, e como já disse, ela trata do financiamento privado de campanha. Isso, na prática, significa mudar absolutamente nada. Significa seguir com os casos de caixa dois, admitir que as mesmas empreiteiras, empresas do agronegócio, grandes empresas de comunicação continuem dando as cartas na política brasileira. É admitir que o poder econômico interfira na soberania popular de nosso país.

Outra contradição está nas exigências propostas para a criação de partidos.

A PEC, se aprovada, vai acabar com os partidos pequenos e abre a possibilidade de que esta forma de organização seja feita sem o apoio do povo. Ou seja, se um grupo parlamentar quiser montar um partido, sem que haja base alguma, ele poderá.

Mais uma contradição está na possibilidade do voto distrital, basicamente a institucionalização dos currais eleitorais. Ora, se o poder econômico já é incidente nas pequenas localidades, imagine essa concorrência em pequenas regiões, hoje hegemonizadas por famílias influentes, sem nenhuma chance do trabalhador/a conseguir ascender a um cargo eletivo. Seria o reestabelecimento das relações coronelistas já tão conhecidas na História do Brasil.

Além disso, a PEC acaba com a reeleição do presidente da República, dos governadores e prefeitos; põe fim ao voto obrigatório; e muda as regras das coligações eleitorais, com o fim da obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, municipal ou distrital. Trata, apenas, do sistema eleitoral; é pobre em termos de mudanças concretas.

É preciso estar atento ao que acontece aqui no Congresso Nacional. Precisamos ter responsabilidade e, acima de tudo, tranquilidade para envolver a população do debate da reforma do sistema político. Por isso defendo o plebiscito para a questão, não apenas um referendo.

O quadro conservador do Congresso Nacional faz o plebiscito ainda mais urgente e imprescindível. O povo deve definir a base desse debate, não ser apenas referendar sobre o que um grupo de “iluminados” do Congresso decidiu, ou deixou de decidir.

O Decreto Legislativo (PDL 1508/2014), que precisa ser desarquivado, propõe um Plebiscito Oficial com a mesma pergunta do Plebiscito Popular que, em 2014, conseguiu quase 8 milhões de votos favoráveis para a pergunta “Você é favor de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político?”.

Essa campanha, protagonizada por mais de 400 entidades e organizações civis brasileiras, é resultado das principais reivindicações das manifestações de 2013. Agora, além da campanha, é preciso mobilizar e tomar as ruas novamente. As discussões passam não só pelo sistema eleitoral, mas também por regramentos de representação para contemplar mulheres, negros, indígenas e regulamentações que envolvem a democracia nos meios de comunicação. É necessário, acima de tudo, construir unidade em torno deste tema.

É preciso pressionar o Congresso Nacional para que a Casa ouça a população. O atual quadro na Câmara parece ignorar esta prerrogativa, que deve ser tomada por princípio.

Valmir Assunção, deputado federal pelo PT-BA
No Viomundo
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Os desafios da Venezuela


Entrevista com a jornalista Elaine Tavares, que esteve na Venezuela de 24 a 30 de janeiro, onde pode acompanhar o desenrolar da "guerra econômica" travada entre o governo e a oposição.

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O bolsa-madame e o bolsa-família

Eduardo Cunha e as esposas de deputados. 
Foto: Jorge William / Ag. O Globo
Um grupo de mulheres de deputados reúne-se num chá oferecido por uma delas. O convidado de honra é Eduardo Cunha. No cardápio, um pedido para que volte um benefício que garante às madames passagens de graça para acompanhar os maridos.

O que isso diz sobre a sociedade brasileira? Machismo em alto grau partindo de mulheres. Hipocrisia de uma elite carcomida que combate políticas públicas para os mais pobres, mas não se acanha em usar e abusar das mordomias do Estado.

A uma ex-catadora de papelão, que se tornou presidente da Petrobrás, não é permitido roubar. Se roubou ou não pouco importa. Não é com isso que as madames bem-nascidas estão preocupadas. Ela simplesmente não pode roubar. Os maridos iluminados podem.

Num mundo em que todos comam, onde todas as classes, cores e credos sejam julgados da mesma maneira, como madame poderá ser madame? Como aeroportos poderão ter o vazio sepulcral dos lugares reservados a privilegiados?

É dolorosamente atual a frase de Raymundo Faoro: “Eles querem um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”. E como dói constatar que, depois de tantas lutas por direitos iguais, elas também querem isso.

Não são todas, é claro, para alívio da nação, mas a composição do Congresso que tomou posse neste domingo, 1º de fevereiro de 2015, não deixa dúvidas quanto ao caráter conservador, machista, preconceituoso, da maior parte da sociedade brasileira.

O dinheiro pode ser livre — para quem convém que seja livre. Seres humanos têm que viver presos. Presos à moral alheia, presos a dogmas. E, aqueles que “não deram certo”, presos a grades. Quiçá, mortos.

Num país de senzalas inconfessas, não é de se espantar que distintas senhoras não se contentem em viver à custa de homens. Querem mamar nas tetas do erário. Não lhes envergonha em nada receber o “bolsa-madame”. Faz parte da nossa tradição secular.

Se forem vistas por aí em alguma passeata contra a roubalheira na Petrobras e contra o bolsa-família, dirão que estão lutando para salvar o Brasil. E serão capa da maior revista semanal, como já foi o “caçador de marajás”. A honestidade dos que dizem lutar contra a corrupção me comove.

Ana Helena Tavares
No QTMD?
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Anderson Silva nocauteia Aécio




Na campanha eleitoral do ano passado, o lutador Anderson Silva subiu ao famoso octógono para brigar pelo cambaleante Aécio Neves. Celebridade midiática, ele garantiu que o tucano representava uma “mudança radical, principalmente na educação”. Já nesta terça-feira (3), o ex-campeão do UFC foi denunciado pelo uso de anabolizante antes da luta do sábado passado que rendeu altos índices de audiência e muita grana para a TV Globo. A notícia bombástica, que baqueou os amantes deste “esporte” e os mercenários do setor, deve ter também nocauteado o cambaleante tucano. Ele deve estar de ressaca!

Segundo Jorge Corrêa, do blog “Na grade do MMA”, do UOL, o doping de Anderson Silva é o maior golpe já sofrido na sangrenta história deste esporte. Ele já negou que tenha usado qualquer tipo de substância proibida, mas ele foi “flagrado em um exame antidoping surpresa feito quase um mês antes de sua luta contra Nick Diaz. Na falta de um, ele caiu no teste com DOIS TIPOS de anabolizantes... Ele pode falar o que quiser, mas o gigantesco estrago já está feito”, afirma o jornalista especializado no tema. Para Jorge Corrêa, o episódio lamentável pode até representar o fim desta modalidade de “combate”.

“O doping de Anderson Silva é o maior golpe que o MMA já sofreu. Para a modalidade no Brasil, então, é imensurável. Afinal, quem caiu em um teste com anabolizantes foi aquele que era apontado, até então, como o maior de todos os tempos, o dono de todos os principais recordes no UFC e o responsável pela explosão da modalidade em terras brasileiras... Esse doping do Spider deve significar uma queda no interesse no UFC e no MMA e a saída de grandes patrocinadores... Pelo menos no Brasil, o esporte deve dar muitos passos para trás. O UFC terá de refazer seu trabalho de base e em cima de outro nome”.

O midiático Anderson Silva, sempre tão paparicado pela Rede Globo, terá muita dificuldade para enfrentar este trauma — mais dolorido do que sua recente contusão. Ele mesmo afirmou, no passado, que o uso de produtos proibidos “não é ruim para mim, é ruim para o esporte. As pessoas ao redor do mundo amam o UFC, as crianças amam o UFC e as famílias amam o UFC... Quando esses caras caem no antidoping, eles não deveriam mais poder lutar novamente. Se você usa esteroides por muito tempo, você tem um problema. É uma droga e isso não é bom para o esporte”.

Neymar e a sonegação de impostos

Outra celebridade que apoiou Aécio Neves e que recebeu péssimas notícias nesta semana foi o jogador Neymar, craque da seleção brasileira e do Barcelona. Segundo o Estadão desta terça-feira, o episódio da sonegação de impostos na compra do seu passe continua gerando trauma. “A Justiça da Espanha aceitou denúncia contra o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e o indiciou por crimes financeiros no caso da compra de Neymar. Grupos de sócios já pedem sua renúncia, o que seria o segundo caso da queda de um dirigente do Barcelona por conta dos contratos secretos de Neymar. No ano passado, foi Sandro Rosell quem teve de abandonar o clube depois das denúncias”, relata o correspondente Jamil Chade.

Segundo o Ministério Público da Espanha, a contratação suspeita gerou um rombo fiscal de mais de 2,8 milhões de euros. Os dirigentes do time são acusados de fraude e sonegação e podem ir para a cadeia. Novas revelações estão previstas para os próximos dias. “A investigação revelou um novo dado: o custo total de Neymar ao time foi de 95 milhões de euros, quase R$ 290 milhões. O Barcelona jamais aceitou esse valor. Primeiro, indicou que pagou cerca de 57 milhões de euros. Há uma semana, o clube admitiu que o contrato era de 86,2 milhões de euros (R$ 263 milhões). Agora, a Justiça aponta que o valor é ainda superior”.



Altamiro Borges
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MPF ignora denúncia de Venina. Essa Glória Maria…

Essa Lava Jato vai ruir como um castelo de areia…

Gloria Maria, Venina e, atrás das câmeras, o Kamel!



No Globo:

Venina é dispensada como testemunha da Lava-Jato por falta de informações relevantes

CURITIBA e SÃO PAULO. O Ministério Público Federal (MPF) desistiu nesta quarta-feira de ter a geóloga Venina Fonseca como testemunha de acusação de réus nesta fase da Operação Lava-Jato. A geóloga, que disse ter alertado a presidente da Petrobras Graça Foster sobre o esquema de desvio de dinheiro da estatal, havia sido convocada pelos promotores a prestar vários depoimentos sobre o cartel de empreiteiras. Os procuradores concluíram que os fatos que Venina relata sobre a estatal não são os que foram denunciados nesta fase da Lava-Jato e que seu primeiro depoimento, prestado na terça-feira no processo que envolve dirigentes da Engevix, não teve contribuição significativa. A informação de que todos os depoimentos de Venina, nos processos movidos contra empreiteiras, serão cancelados foi confirmada na manhã desta quarta-feira ao Globo por um dos procuradores da força-tarefa.

Venina tinha ainda mais quatro depoimentos programados como testemunha de acusação nesta fase da Lava-Jato. Ela seria ouvida na quinta-feira, dia 5, no processo que envolve a OAS. Também havia sido convocada para audiências nos processos da Camargo Corrêa (dia 6), Galvão Engenharia (dia 10) e Mendes Junior (dia 12).

O MPF já informou à Justiça Federal sobre a dispensa de Venina da audiência agendada para a próxima sexta-feira. “VENINA foi ouvida no MPF no dia 17 de dezembro de 2014 e ouvida em juízo nesta data de 3/02/2014 nos autos nº 5083351-89.2014.404.7000, pouco esclarecendo sobre os fatos apurados. Assim, o MPF entende conveniente desistir da oitiva de VENINA para a audiência de sexta-feira, o que induz a desnecessidade de juntada dos arquivos do seu depoimento”, disseram os procuradores.

(…)

No CAf
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A boa ou má escolha de Mangabeira Unger


A indicação de Roberto Mangabeira Unger para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República é a primeira boa novidade do governo Dilma Rousseff.

A Secretaria é para desenhar o futuro, para criar sonhos, até utopias que tirem o governante das limitações do dia a dia e o façam olhar o futuro.

No governo Lula, a recém criada Secretaria foi dirigida por dois peso pesados, o próprio Mangabeira e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. O primeiro ato de Dilma foi reduzir a Secretaria a pó, com a indicação de Moreira Franco. Em 2013 corrigiu parcialmente o erro e resolveu colocar um Secretário que olhava o presente, Marcelo Néri, que se notabilizou por ser a única voz da Fundação Getulio Vargas a avalizar as políticas sociais.

Sob sua direção, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) saiu das mãos de Márcio Pochmann, perdendo a vitalidade para pensar o novo.

A SAE se meteu em estudos recorrentes sobre a miséria e a nova classe média, relevantes mas apenas um exercício de prospecção do presente, além de servir de vitrine para enriquecer o currículo de Neri.

A primeira página de hoje do site www.sae.gov.br, aliás, traz como manchete principal relevante encontro de Neri com a rainha Máxima, da Holanda. Depois, as sub-manchetes "Neri debate crescimento inclusivo com líderes mundiais", "Em Davos, Neri participa de debates sobre prioridades dos Brics", "Neri fala sobre os principais desafios estratégicos brasileiros em Davos", e dois vídeos de Neri falando alguma coisa.

Mangabeira tem currículo de sobra: é um dos intelectuais brasileiros mais reputados no mundo, além de professor da mais afamada escola de direito do planeta, a de Harvard.

Na sua primeira passagem pelo cargo, Mangabeira substituiu o coronel Oliva, o primeiro a tentar implementar um projeto estratégico, através do Brasil em Três Tempos. Oliva recorreu a uma metodologia extraordinariamente sofisticada, convocou acadêmicos de todo país para alimentar o plano com trabalhos setoriais. Mas acabou criando mais um trabalho acadêmico, sem vínculo com o dia a dia.

Ao assumir, Mangabeira mudou o estilo. Passou a atuar como propragandista (na melhor definição do termo) das boas ideias que ia captando em cada Ministério. Com elas, montava uma espécie de puzzle de um padrão tropical de potência. Ou seja, a ideia da nação ia surgindo a partir da explicitação de projetos.

Se ficar debaixo dele o IPEA e a CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) - que, aliás, fez um levantamento precioso de estudos sobre os diversos temas do desenvolvimento -, pode ser que tire o governo Dilma da aridez desértica de ideias em que se encontra.

Luís Nassif



Novo ministro de Dilma: 'governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional'

O artigo a seguir é de Roberto Mangabeira Unger que acaba de ser nomeado para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Foi publicado na Folha em 15 de novembro de 2005.

Ele pode ser um gênio, que mal se comunica em português, mas lá pras negas dele.

Escrever estas palavras sobre Lula é jogar no time da direita e mostra que a "visão estratégica" dele é no mínimo estrábica.

* * *

Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional . Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos. Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens. Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança. Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou. Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas. Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República. Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo. Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas.

* * *

No Blog do Mello
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O alto preço da articulação política de Dilma

Cientista político analisa como a vitória de Eduardo Cunha foi a ponta de lança de uma sucessão de erros de articulação da presidente


A vitória de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à frente da Câmara dos Deputados não foi uma surpresa, mas resultado esperado de um histórico de articulação ineficaz da presidente Dilma Rousseff com o Congresso Nacional, analisou o cientista político Humberto Dantas, professor do Insper, em entrevista ao GGN. A consequência é uma relação que deverá ser dosada, a “um preço muito caro”.

“Não é de hoje, mas desde o primeiro mandato. Lembre-se, no primeiro momento em que a Dilma precisou do PMDB, em 2011, foi o único partido grande que votou 100% na ideia do salário mínimo. Ali, a sigla deu o recado: estamos juntos. [A presidente], em algum momento, desagradou o PMDB e começou a desagradar outros partidos. Há um problema de articulação claro do governo com o Congresso”, disse.

Humberto Dantas entende que os erros do PT foram diversos. Um deles foi amparar-se em dois argumentos pautados na tradição: a silenciosa garantia do revezamento, em uma lógica herdada da política café-com-leite; e ter a seu favor a maior bancada da Câmara.

Enquanto isso, “Cunha percebeu que por trás dessa tradição existia uma jogada de oportunidade para ele agir. Por isso agiu, e foi eficiente. Ele foi eficiente porque o governo é fraco na sua articulação com os partidos, porque coloca para dialogar pessoas pouco flexíveis. Mercadante, Rossetto e Pepe Vargas... O PMDB olha para isso e fala: cadê a minha parte nessa história, se eu sou mesmo governo? Rebeldia, não tem outro jeito”, explicou.

Por outro lado, segundo o especialista, o erro recente de Dilma foi ter confiado na composição ministerial, acreditando que os partidos contemplados com Ministérios garantiriam a capacidade de articulação com suas bancadas. Se petistas arriscaram, acreditando nas trocas, o Partido Progressista (PP) e PRB, ambos que tiveram assentos garantidos em pastas pela presidente, adiantaram o caminho prévio: aderiram ao bloco do PMDB, antes mesmo da eleição para presidente da Casa. O voto para Cunha, portanto, já era previsto.

Na visão do cientista político, ao contrário de conceder cargos, estes partidos se viram diminuídos. O PP, por exemplo, detinha o Ministério das Cidades, que foi repassado a Gilberto Kassab (PSD). Com a nova composição, ficou com o Ministério da Integração, que por atender demandas da região Nordeste, não agradou os anseios de todos os deputados, sobretudo do sul e sudeste.

Cargos de segundo e terceiro escalão só foram anunciados com a batalha perdida. Outra falha, segundo Humberto Dantas.

“Perceba o erro: hoje, saiu uma matéria com aspas do Mercadante dizendo que o governo só vai liberar cargos mediante apoio. Será que não era para o governo ter feito isso antes? Ele não teria conquistado o apoio necessário dentro do Congresso?”, questionou.

Nessa lógica de “eleição do presidente do sindicato dos deputados”, termo emprestado de Chico Alencar (Psol), Dantas explicou que a disputa no Congresso é um jogo que alguém tem que se entregar primeiro. E, neste caso, o Executivo. Pela simples compreensão de que o Planalto “tem um poder significativo de retomada do que ele entregou”. A presidente pode voltar atrás na concessão de um cargo, mas, no voto, os parlamentares não podem.

Nesta fase, explicou o especialista, não há outra troca além de cargos. As verbas, emendas, Orçamento Impositivo são negociatas posteriores, quando as atividades legislativas estão em andamento.

“O cargo era importante, as finalizações, é uma liturgia, existe aí um teatro. Se o objetivo do governo é mudar a cultura de relação Legislativo e Executivo, ótimo, mas não é fácil. O governo vai apanhar muito, sempre, para conseguir o que quer. E não conseguiu”, afirmou.

Humberto Dantas deixou claro que a vitória de Cunha não foi uma manifestação isolada, mas uma cascada de insatisfações dos partidos da base. Além disso, dificulta a pouca habilidade de expressão política de Dilma.

“Se o Lula não cumprisse algumas das suas promessas, ainda assim, ele era uma liderança expressiva em termos políticos, com cabo eleitoral fantástico para muitos partidos e um cara ultra bem avaliado de acordo com a opinião pública. A Dilma não é nada disso. Não é cabo eleitoral para nada, é ruim de palanque, não é carismática e não se mostra tão eficiente quanto o Lula em termos de opinião pública”, avaliou.

A votação foi encerrada. Resta ao partido da presidente trabalhar a articulação com Eduardo Cunha nos próximos dois anos. Para isso, explica Dantas, a estratégia do deputado deve ser acompanhada:

“Hoje, a grande questão é entender se Eduardo Cunha tem na mão algo que vai transformar em dependência do Legislativo, como ele está dizendo — e também existe um exagero —, ou se ele está apenas fazendo ameaças para se inscrever no ‘clube de beneficiários do Executivo’. Todos querem se inscrever nesse ‘clubinho’, todo político sonha em fazer, em todo governo. O que não é uma crítica ao governo PT , mas à forma como a política é feita no Brasil. Agora, nós temos que ver se Cunha vai ser mais um beneficiário, se é que já não é”, concluiu.

Patricia Faermann
No GGN
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SECOM dá outro drible da vaca nos blogs

O que é mais “técnico” que o BV da Globo?


Os blogs sujos se preparam para entrar com uma ADIN – Ação de Inconstitucionalidade – no Supremo contra a Instrução Normativa de numero 7, de 2015, da área (autônoma) da SECOM que cuida da publicidade oficial.

A tal Instrução #7 revoga a #2, baixada pelo Ministro Franklin Martins, que criou os chamados “critérios técnicos” para a mídia do Governo.

“Critérios”, que já na 'jestão' de Helena Chagas, no Dilma-I, foram submetidos a um “drible da vaca”, como demonstrou a Conceição Lemes.

Porque inflou a “mídia internet” botando lá dentro buscadores como o Google…

Como já disse o Conversa Afiada, “critério técnico” entregue a “técnico” vira Eichmann, um técnico exemplar…

O que aconteceu com a distribuição de verbas governamentais no Dilma-I?

Foi seduzida pela técnica da indústria da mídia do PiG.

Nada mais técnico do que, por exemplo, o BV da Globo!

Do que patrocinar o lançamento do livro sobre impeachment, realizado pelo Ministro Gilmar Mendes!

“Técnica” pura!

O que diz a Instrução # 7, editada logo após a “denúncia” da fAllha de que a Globo ficava com a parte do leão e da leoa — a Rádio Globo de São Paulo — da verba governamental?

Diz a Instrução normativa # 7 que a publicidade será distribuída segundo o percentual DO SEGMENTO no mercado.

Assim, o segmento televisão terá sempre, e SEMPRE, um percentual muito maior do que o percentual da internet.

Com medo da fAlha, o que faz um “técnico”?

“Tecnicamente” decide de acordo com os mídias das agências do PiG!

Não seria essa a saída segura?

Quem entende mais de mídia do que o mídia da Globo?

Como diz o Conversa Afiada, é mais importante ser o responsável pela área da SECOM que cuida da verba governamental do que Ministro da Defesa.

É por isso que o Conversa Afiada defende que o Thomas Traumann seja o porta-voz da Dilma e mande em TODA a SECOM.

Antes que o Supremo, no julgamento de uma ADIN, submeta a SECOM a um desmoralizante drible da vaca.

Em tempo: como diz o Bessinha. Já imaginou se a Dilma não reforça o Traumann e o Cunha exige nomear o responsável pela distribuição de verbas governamentais na SECOM. Vale mais que uma diretoria de Furnas…

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O golpismo vulgar e a biografia de FHC

No começo da noite de 13 de março de 1964, o professor de sociologia Fernando Henrique Cardoso formava entre a multidão que participou do comício, com direito a discurso de João Goulart, diante da Central do Brasil.

Dezenove dias depois, um golpe de Estado derrubou o presidente constitucional Jango, ferindo a democracia e inaugurando uma ditadura que se prolongaria por 21 anos.

FHC, mais tarde senador, ministro e por dois mandatos presidente da República, conhece história. Tirando tropeços como falar “própio'' e “propiamente'', em vez de “próprio'' e “propriamente'', ninguém pode chamá-lo de ignorante. É um homem ilustrado, além de cortês e afável.

Nesta quarta-feira, um dos melhores repórteres do país e um dos mais talentosos editores culturais que eu conheci, Mario Cesar Carvalho, trouxe novidade: foi um advogado de Fernando Henrique Cardoso e integrante do conselho do Instituto FHC quem pediu um parecer ao jurista Ives Gandra da Silva Martins sobre pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Até aí, morreu Neves — ou Getulio Vargas, em 1954, acossado pelo golpismo. O advogado afirma que não encomendou o parecer por ordem de FHC, e assim ficamos.

O mais impressionante é a declaração do ex-presidente sobre eventual afastamento da presidente eleita pela maioria dos brasileiros em outubro: “neste momento'', disse FHC, o impeachment “não é uma matéria de interesse político''.

Por que “neste momento''? Em outro será? Com base em quê?

Não há uma só prova ou indício de envolvimento de Dilma Rousseff em falcatruas da Petrobras.

Ao contrário do que se descobriu com o grampo que flagrou Fernando Henrique operando na privatização das empresas telefônicas.

Ou do episódio da compra de votos para a emenda da reeleição, esquema que beneficiou o então presidente, permitindo que ele permanecesse no Planalto.

O golpismo vulgar anda por aí, mais na imprensa viúva do lacerdismo e em certos círculos avessos à soberania do sufrágio popular.

Mas FHC dar a entender que pode se unir a essa gente é triste.


Justiça para apear do poder uma governante escolhida pelo povo?

Não custa enfatizar: de momento, há apenas bochicho de almas golpistas, e não marcha da família.

Mas o flerte de Fernando Henrique Cardoso com elas não engrandece sua biografia.

Mário Magalhães
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O "Fim" do Brasil

http://www.maurosantayana.com/2015/02/o-fim-do-brasil.html


Já há alguns meses, e mais especialmente na época da campanha eleitoral, grassam na internet mensagens com o título genérico de “O Fim do Brasil”, defendendo a estapafúrdia tese de que a nação vai quebrar nos próximos meses, que o desemprego vai aumentar, que o país voltou, do ponto de vista macroeconômico, a 1994 etc. etc. — em discursos irracionais, superficiais, boçais e inexatos.

Na análise econômica, mais do que a onda de terrorismo antinacional em curso, amplamente disseminada pela boataria rasteira de botequim, o que interessa são os números e os fatos.

Segundo dados do Banco Mundial, o PIB do Brasil passou, em 11 anos, de US$ 504 bilhões em 2002, para US$ 2,2 trilhões em 2013. Nosso Produto Interno Bruto cresceu, portanto, em dólares, mais de 400% em dez anos, performance ultrapassada por pouquíssimas nações do mundo.

Para se ter ideia, o México, tão “cantado e decantado” pelos adeptos do terrorismo antinacional, não chegou a duplicar de PIB no período, passando de US$ 741 bilhões em 2002 para US$ 1,2 trilhão em 2013; os Estados Unidos o fizeram em menos de 80%, de pouco mais de US$ 10 trilhões para quase US$ 18 trilhões.

Em pouco mais de uma década, passamos de 0,5% do tamanho da economia norte-americana para quase 15%. Devíamos US$ 40 bilhões ao FMI, e hoje temos mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais. Nossa dívida líquida pública, que era de 60% há 12 anos, está em 33%. A externa fechou em 21% do PIB, em 2013, quando ela era de 41,8% em 2002. E não adianta falar que a dívida interna aumentou para pagar que devíamos lá fora, porque, como vimos, a dívida líquida caiu, com relação ao PIB, quase 50% nos últimos anos.

Em valores nominais, as vendas nos supermercados cresceram quase 9% no ano passado, segundo a Abras, associação do setor, e as do varejo, em 4,7%. O comércio está vendendo pouco? O eletrônico — as pessoas preferem cada vez mais pesquisar o que irão comprar e receber suas mercadorias sem sair de casa – cresceu 22% no ano passado, para quase US$ 18 bilhões, ou mais de R$ 50 bilhões, e o país entrou na lista dos dez maiores mercados do mundo em vendas pela internet.

Segundo o Perfil de Endividamento das Famílias Brasileiras divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o ano de 2014 fechou com uma redução do percentual de famílias endividadas na comparação com o ano anterior, de 62,5%, para 61,9%, e a porcentagem de famílias com dívidas ou contas em atraso, caiu de 21,2%, em 2013, para 19,4%, em 2014 (menor patamar desde 2010). A proporção de famílias sem condições de pagar dívidas em atraso também diminuiu, de 6,9% para 6,3%.

É esse país – que aumentou o tamanho de sua economia em quatro vezes, cortou suas dívidas pela metade, deixou de ser devedor para ser credor do Fundo Monetário Internacional e quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, que duplicou a safra agrícola e triplicou a produção de automóveis em 11 anos, que reduziu a menos de 6% o desemprego e que, segundo consultorias estrangeiras, aumentou seu número de milionários de 130 mil em 2007 para 230 mil no ano passado, principalmente nas novas fronteiras agrícolas do Norte e do Centro-Oeste — que malucos estão dizendo que irá “quebrar” em 2015.

E se o excesso de números é monótono, basta o leitor observar a movimentação nas praças de alimentação dos shoppings, nos bares, cinemas, postos de gasolina, restaurantes e supermercados; ou as praias, de norte a sul, lotadas nas férias. E este é o retrato de um país que vai quebrar nos próximos meses?

O Brasil não vai acabar em 2015.

Mas se nada for feito para desmitificar a campanha antinacional em curso, poderemos, sim, assistir ao “fim do Brasil” como o conhecemos. A queda das ações da Petrobras e de empresas como a Vale, devido à baixa do preço do petróleo e das commodities, e também de grandes empresas ligadas, direta e indiretamente, ao setor de gás e de petróleo, devido às investigações sobre corrupção na maior empresa brasileira, poderá diminuir ainda mais o valor de empresas estratégicas nacionais, levando, não à quebra dessas empresas, mas à sua compra, a preço de “bacia das almas”, por investidores e grandes grupos estrangeiros — incluídos alguns de controle estatal — que, há muito, estão esperando para aumentar sua presença no país e na área de influência de nossas grandes empresas, que se estende pela América do Sul e a América Latina.

Fosse outro o momento, e o Brasil poderia — como está fazendo a Rússia — reforçar sua presença em setores-chave da economia, como são a energia e a mineração, para comprar, com dinheiro do tesouro, a preço muito barato, ações da Petrobras e da própria Vale. Com isso, além de fazer um grande negócio, o governo brasileiro poderia, também, contribuir com a recuperação da Bolsa de Valores. Essa alternativa, no entanto, não pode sequer ser aventada, em um início de mandato em que o governo se encontra pressionado, praticamente acuado, pelas forças neoliberais que movem — aproveitando os problemas da Petrobras — cerrada campanha contra tudo que seja estatal ou de viés nacionalista.

Com isso, o país corre o risco de passar, com a entrada desenfreada de grandes grupos estrangeiros na Bolsa por meio da compra de ações de empresas brasileiras com direito a voto, e a eventual quebra ou absorção de grandes empreiteiras nacionais por concorrentes do exterior, pelo maior processo de desnacionalização de sua economia, depois da criminosa entrega de setores estratégicos a grupos de fora — alguns de capital estatal ou descaradamente financiados por seus respectivos países (como foi o caso da Espanha) nos anos 1990.

Projetos que envolvem bilhões de dólares, e mantêm os negócios de centenas de empresas e empregam milhares de brasileiros já estão sendo, também, entregues para estrangeiros, cujas grandes empresas, no quesito corrupção, como se pode ver no escândalo dos trens, em São Paulo, em nada ficam a dever às brasileiras.

Para evitar que isso aconteça, é necessário que a sociedade brasileira, por meio dos setores mais interessados — associações empresariais, pequenas empresas, sindicatos de trabalhadores, técnicos e cientistas que estão tocando grandes projetos estratégicos que poderiam cair em mãos estrangeiras —, se organize e se posicione. Grandes e pequenos investidores precisam ser estimulados a investir na Bolsa, antes que só os estrangeiros o façam.

O combate à corrupção — com a punição dos responsáveis — deve ser entendido como um meio de sanar nossas grandes empresas, e não de inviabilizá-las como instrumentos estratégicos para o desenvolvimento nacional e meio de projeção do Brasil no exterior.

É preciso que a população — especialmente os empreendedores e trabalhadores — percebam que, quanto mais se falar que o país vai mal, mais chance existe de que esse discurso antinacional e hipócrita, contamine o ambiente econômico, prejudicando os negócios e ameaçando os empregos, inclusive dos que de dizem contrários ao governo.

É legítimo que quem estiver insatisfeito combata a aliança que está no poder, mas não o destino do Brasil, e o futuro dos brasileiros.
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FHC dá bandeira: golpe paraguaio está em marcha

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/02/04/fhc-da-bandeira-golpe-paraguaio-esta-em-marcha/


Foi dada a largada. Em caudaloso artigo publicado domingo no Estadão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a senha: como não há clima para um golpe militar, a derrubada do governo de Dilma Rousseff deve ficar por conta do Judiciário e da mídia, criando as condições para votar o impeachment da presidente no Congresso Nacional o mais rápido possível.

"Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados", conclamou FHC. O ex-presidente já vinha conversando sobre isso com outros tucanos inconformados, ainda discretamente, desde a noite da vitória de Dilma, no segundo turno, em outubro do ano passado. Sem paciência para esperar as próximas eleições presidenciais, em 2018, após quatro derrotas seguidas, FHC, aos 83 anos, resolveu colocar o bloco na rua e convocou a tropa, sem medo de dar bandeira.

O primeiro a responder prontamente ao chamado foi o sempre solícito advogado Ives Gandra Martins, 79 anos, que já na terça-feira apresentou a receita do golpe no artigo "A hipótese de culpa para o impeachment", publicado pela Folha, em que o parecerista aponta os capítulos, parágrafos, artigos e incisos para tirar Dilma da presidência da República pelas "vias legais".

Candidamente, Martins explicou na abertura do seu texto: "Pediu-me o eminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência e imprudência".

E quem é o amigo José de Oliveira Costa, de quem nunca tinha ouvido falar? Graças ao repórter Mario Cesar Carvalho, da Folha, ficamos sabendo nesta quarta-feira a serviço de quem ele está nesta parceria com o notório Gandra Martins, membro atuante da Opus Dei e um dos expoentes da ala mais reacionária da velha direita paulistana.

"Sou advogado dele", explicou Costa ao repórter, referindo-se, também candidamente, ao seu cliente Fernando Henrique Cardoso, um detalhe que Martins esqueceu de apresentar na justificativa do seu parecer a favor do impeachment de Dilma.

Conselheiro do Instituto FHC, o até então desconhecido advogado negou, porém, que a iniciativa da dupla tenha qualquer caráter político. FHC, claro, disse que só ficou sabendo da operação pelo jornal. São todos cândidos, estes pândegos finórios, que estão brincando com fogo, em meio à mais grave crise política e econômica vivida pelo país desde a redemocratização.

Para saber com quem estamos lidando, o currículo acadêmico de Ives Gandra Martins, um advogado tributarista, apresenta assim o autor, no rodapé do artigo: "professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra". Universidade Mackenzie, só para lembrar, foi o berço do CCC, o Comando de Caça aos Comunistas, que teve papel de destaque nos embates pré e pós-golpe de 1964.

Juntando as pontas, temos a montagem da versão nativa-chique do "golpe paraguaio". Sem a participação de militares, em junho de 2012, um processo jurídico-midiático-parlamentar relâmpago derrubou o presidente Fernando Lugo, democraticamente eleito, como Dilma. A favor do impeachment, a goleada foi acachapante: 39 a 4, no Senado, e 73 a 1, na Câmara.

Vejam a escalada da marcha aqui:

* Domingo, 1º — O artigo de FHC dando as coordenadas à tropa: "Neste momento", o impeachment, "não é uma matéria de interesse político". Qual será o momento certo? É só uma questão de tempo para algo já dado como inexorável, como se fosse a coisa mais natural do mundo derrubar uma presidente eleita?

No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff sofreria a maior derrota política no Congresso Nacional, desde a primeira posse, com a eleição para a presidência da Câmara do deputado dissidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um desafeto do seu governo, que se transformou em líder suprapartidário da oposição. Rachou e derreteu a ampla maioria que a base aliada tinha na Câmara, a nova articulação política do governo revelou-se um desastre e o PT ficou isolado, assim como Dilma já estava.

* Terça, 3 — O artigo-parecer de Ives Gandra Martins, atendendo à convocação de FHC. "Meu parecer é absolutamente técnico. Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira", explicou o advogado. Claro, claro, tanto faz. Mas quem é, afinal o cliente? Quem pagou a conta? Candidatos a assumir este papel certamente não faltam.

À tarde, Dilma acertou, finalmente, para os próximos dias, a saída de Graça Foster e de toda a diretoria da Petrobras, após ver durante meses a maior empresa do país sangrando em praça pública. Falta encontrar quem aceite assumir a herança. A produção industrial sofre queda de mais de 3% em 2014, os grandes bancos anunciam lucros recordes e o governo estuda parcelar em 12 vezes o abono de um salário para quem ganha até dois mínimos.

A verdade  é que Dilma também não ajuda nada na defesa do seu governo. Ao contrário, só leva água ao moinho dos conspiradores que estão saindo da toca.

Para completar, à noite, como já era esperado desde domingo e admitido por Eduardo Cunha, a oposição, com o apoio de 186 deputados, protocolou na Câmara o pedido para a instalação de uma nova CPI da Petrobras.

Está pronto o roteiro para os historiadores do futuro montarem a gênese deste dramático início do governo Dilma 2. O "golpe paraguaio" está em marcha, à espera das "condições objetivas", como diriam os cientistas políticos nos tempos em que FHC era só professor.

A seguir nesta batida, se nada mudar na condução do governo, o desfecho certamente não será bom nem bonito para a democracia brasileira.
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Advogado de FHC encomendou a Ives Gandra parecer de impeachment de Dilma

Golpismo escrachado de FHC
O parecer jurídico que diz haver fundamentos para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por causa dos escândalos na Petrobras foi encomendado por um advogado que trabalha para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e integra o conselho do Instituto FHC.

O documento, escrito pelo advogado Ives Gandra da Silva Martins, foi solicitado por José de Oliveira Costa. O próprio Costa confirmou à Folha que trabalha para FHC: “Sou advogado dele”.

Ele nega, no entanto, que o ex-presidente soubesse do parecer. Refuta também que o documento tenha caráter político: “Não tenho ligação nenhuma com o PSDB. Nem sei onde fica o diretório.”

Martins nega que a peça tenha pretensões políticas: “Meu parecer é absolutamente técnico. Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira”.

O parecerista diz que cobrou pela peça, mas não revela o valor. Advogados ouvidos pela Folha dizem que uma peça dessas assinada por Martins pode custar de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Questionado pela reportagem, FHC disse em nota que soube nesta terça (3) pela Folha que Costa encomendara o parecer — Martins citou o nome do advogado em artigo publicado nesta terça no jornal. Para o ex-presidente, “neste momento”, o impeachment “não é uma matéria de interesse político”.

Até o fim

Em artigo publicado neste domingo (1º), FHC incita juízes, procuradores e a mídia a ir até as últimas consequências na apuração dos desvios da Petrobras: “Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados”.

O parecer de Martins conclui que há elementos para que seja aberto o processo de impeachment contra Dilma por improbidade administrativa “não decorrente de dolo [intenção], mas de culpa”.

Culpa, em direito, detalha Martins, são as figuras da “omissão, imperícia, negligência e imprudência”.

Segundo ele, Dilma tem culpa nesse campo porque ocupava a presidência do conselho da Petrobras em 2006 quando foi comprada a refinaria de Pasadena, nos EUA, por um valor que chegaria a US$ 1,18 bilhão dois anos depois. No ano passado, a presidente disse que não aprovaria a compra se tivesse melhores informações sobre a refinaria.

A compra resultou num prejuízo de US$ 792 milhões, de acordo com o TCU (Tribunal de Contas da União).

A presidente, para o parecerista, manteve uma diretoria na estatal “que levou à destruição da Petrobras”.

O advogado de FHC diz que encomendou o parecer a partir de uma dúvida que surgiu numa reunião: “Juridicamente é possível iniciar um processo de impeachment por responsabilidade civil, ou seja, por culpa?” Segundo ele, a peça seria usada se algum cliente tivesse interesse por essa mesma dúvida.

Empreiteira

Costa nega que haja alguma empreiteira investigada na Operação Lava Jato por trás do pedido.

A legislação prevê que tanto as empreiteiras quanto os seus diretores sejam condenados se a Justiça concluir que houve fraude em licitações da Petrobras e que as empresas agiam como um cartel.

Mario Cesar Carvalho, da fAlha de S. Paulo
No Viomundo
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Mídias sociais são 1ª fonte de informação

Pesquisa da Microsoft mostra que, nos países emergentes, 72% da população se informam por meio das redes

As mídias sociais já são a primeira fonte de consulta de informação para 72% da população nos países emergentes. E os veículos tradicionais como jornais, revistas e TV, são citados como a segunda referência para buscar informação. A pesquisa, conduzida pela Microsoft, abrangeu redes sociais como Facebook, YouTube, Twitter, QZone, Weibo, Vkontakte, Instagram e LinkedIn.

Nos países desenvolvidos, o sinal inverte-se: 66% dos usuários de internet usam a mídia tradicional como a primeira fonte de informação. A Microsoft entrevistou 12 mil internautas, em 12 países, com o objetivo de traçar um panorama do impacto da tecnologia pessoal em questões cotidianas.

A pesquisa mostra que mais de 80% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pessoal ajudou a melhorar a inovação no campo dos negócios. Atrás somente da Indonésia, o brasileiro é o povo mais otimista sobre o impacto positivo da tecnologia como combustível para a criação de ideias inovadoras dentro de empresas. A percepção favorável é mais comum em países emergentes, onde 76% disseram acreditar na tecnologia pessoal como um fator que impulsiona inovação nos negócios. O índice foi de 63% em países desenvolvidos e de 72% na média global.

O brasileiro também é um dos mais otimistas sobre o poder que a tecnologia tem para ajudar na criação de novos negócios, com índice que só perde para a Indonésia. Para 82% dos brasileiros ouvidos, a tecnologia pessoal impacta diretamente a habilidade de criar uma nova empresa. O maior otimismo de países em desenvolvimento também prevalece nesse quesito: 73% dos entrevistados acreditam no papel da tecnologia como habilitadora de novos negócios.

No M&M
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As previsões "imortais" de Merval

Ungido a "imortal" pela midiática Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira também será "imortalizado" no futuro pelas previsões furadas que obra no jornal O Globo. Nesta terça-feira (3), no artigo intitulado "O começo do fim", o colunista tucano profetizou que o PT está perto da ruína final. Radiante com a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara Federal, ele garante que a vitória do renomado lobista representa "mais uma etapa da desconstrução da hegemonia petista". Num passado não tão distante, Merval Pereira bajulava o demo Demóstenes Torres, que depois foi cassado no Senado por suas ligações intimas com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Agora, ele vibra com a vitória do peemedebista "rebelde" e não esconde a sua torcida pelo "começo do fim" do PT.

Segundo o servil porta-voz da famiglia Marinho, "com o alijamento do partido das principais funções da Câmara, como presidências de comissões ou postos na nova direção da Mesa", o PT "transformou a maioria megalômana que o governo teria teoricamente na Câmara em minoria de 136 votos, menos de 1/3 do plenário. O governo, em uma só eleição, perdeu o controle que sempre tentou manter sobre o Legislativo e já não é possível garantir que CPIs perigosas para ele, como a da Petrobras, deixarão de funcionar, ou terão sua constituição controlada pelo governo... O PT mal começa o governo já parece sem capacidade para comandar uma base aliada que desde a eleição presidencial dava sinais de que não caminharia unida nesse segundo mandato".

A excitação do "imortal" da ABL decorre da sua análise de que a vitória de Eduardo Cunha travará a gestão de Dilma Rousseff e pode representar o declínio da "hegemonia petista". Merval Pereira torce para que o resultado da eleição na Câmara dos Deputados gere "uma base de apoio imprevisível para anos políticos imprevisíveis". No fundo, o "calunista" do jornal O Globo aposta todas suas fichas na abertura de um processo de impeachment contra a atual presidenta. Quando do anúncio do resultado do segundo turno, em 26 de outubro passado, Merval Pereira exibiu - ao vivo e a cores - uma cara de nádega na GloboNews. De lá para cá, ele obra quase diariamente artigos venenosos contra Dilma. Agora, torce para que a vitória do lobista represente o "começo do fim" do atual governo e do PT.

As "previsões" de Merval Pereira, porém, não devem ser levadas muito a sério. Elas expressam mais as suas paixões políticas do que análises jornalísticas calcadas na realidade. Desde que Lula foi eleito, em 2002, o serviçal da Globo já anunciou várias vezes o "começo do fim" do PT e das esquerdas. Em 2006, por exemplo, ele garantiu que o líder petista "não resistiria" à crise do chamado mensalão e que não seria reeleito. Errou feio. Em 2010, ele vaticinou que o tucano José Serra derrotaria o "poste" - Dilma Rousseff. Novamente, chorou pelos cantos da Rede Globo. Na eleição do ano passado, Merval Pereira só obrou besteiras e virou motivo de chacota nas redes sociais.

Após a morte de Eduardo Campos, ele apostou na vitória da ex-verde Marina Silva. Dançou! Logo na sequência, ele ficou desesperado com a possibilidade da eleição de Dilma Rousseff já no primeiro turno e fez um apelo patético pelo "voto útil" no cambaleante Aécio Neves. No segundo turno, a cena foi ainda mais grotesca. Merval Pereira voltou a sorrir e ensaiou até uma festança para comemorar a eleição do tucano e o "começo do fim" do "lulopetismo". Ao final, fez aquela cara de nádega na noite da apuração. Neste sentido, a negociata da ABL que garantiu o título de "imortal" ao serviçal da Rede Globo é justa. Ele merece ser "imortalizado" pelas besteiras que escreve!

Altamiro Borges
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Os dois liberais

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6932

O liberal conservador não quer saber de Estado em economia, salvo se, no Brasil, for para receber dinheiro do BNDES ou ter a sua empresa salva pelo governo em caso de quebradeira por má administração ou anacronismo mesmo. Esse mesmo liberal, curiosamente, costuma querer que o Estado se meta em tudo que for de comportamento. Quer que o Estado bote na cadeia quem consome drogas, que o Estado execute quem trafica drogas, que o Estado proíba casamento gay, que o Estado proíba greves, que o Estado isso, que o Estado aquilo, que o Estado censure, regulamente, organize, imponha e comande, etc.

Esse liberal conservador tem saudades do Chile de Pinochet.

Já o liberal extremista não quer saber de Estado nem para lhe dar dinheiro. É um utopista. A exemplo do marxista que diz, diante dos fracassos do socialismo real, que jamais existiu um país comunista, o liberal extremista garante que nunca houve país liberal.

Muito menos no Brasil.

Imposto para ele é roubo.

Esse liberal consegue ser pior do que o primeiro. Aquele apenas se contradiz e parasita o Estado. Este, teoricamente, interdita o Estado fazendo-se de anarquista de direita. É cada um por si e ninguém por todos. Esses dois liberais são caricaturais.

Exatamente como as caricaturas que fazem dos comunistas.

O interessante dos liberais é que sempre dizem o mesmo.

Passei seis meses sem ler Rodrigo Constantino, Arnaldo Jabor e Marco Antônio Villa.

Fiz isso hoje.

Os textos eram os mesmos de seis meses antes.

O liberal extremista não aceita que se façam caricaturas do seu Deus.

Deus mercado.

O que fazer? Respeitar ou defender o direito à blasfêmia?

Que perigo!
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Globo aterroriza com “crise hídrica” enquanto funcionário da emissora se esbalda com mangueira

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Sérgio Porto # 126


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Essa é do Barão... 184


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Ex-deputado tucano, dono dos jornais O Tempo e Super Notícia, é condenado por lavagem de dinheiro


O empresário e ex-deputado federal pelo PSDB e PV Vittorio Medioli, de 63 anos, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão por crime contra o sistema financeiro. O ex-parlamentar foi um dos alvos da Operação Farol da Colina, realizada pela Polícia Federal para desbaratar um esquema por meio do qual foram enviados ilegalmente mais de US$ 3 milhões para o exterior com uso da Beacon Hill Service Corporation.

A sentença contra Medioli foi expedida pela Justiça Federal em Minas Gerais no último dia 28 e divulgada nessa segunda-feira, 2, pelo Ministério Público Federal (MPF), que informou ter recorrido da decisão. A Procuradoria da República solicita ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) o aumento da pena para "patamares próximos ao máximo". O acusado foi condenado a três anos e um mês de prisão pelo crime de evasão de divisas e a dois anos e quatro meses de prisão por "manutenção clandestina de depósitos" no exterior. A lei prevê penas de até seis anos de prisão para cada um dos crimes.

Segundo o MPF, as operações pelas quais Medioli foi acusado foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil, equivalentes a cerca de R$ 3,8 milhões em valores corrigidos. De acordo com as investigações, o então deputado federal teria entregue a quantia a um doleiro brasileiro, que a enviou para uma conta do empresário na Suíça por meio da subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill na agência do Banestado em Nova York. Na denúncia, o Ministério Público acusou Medioli de efetuar "operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas" e também de manter "depósito de quantias no exterior sem informá-lo às autoridades competentes".

Revelia

Proprietário da Sempre Editoria, que publica os jornais O Tempo e Super Notícia, e do grupo Sada, entre outras empresas, Medioli alegou em sua defesa que não sabia sobre o envio de recursos para o exterior, assim como sobre o depósito em banco suíço. Mas fez retificação de declaração de renda para informar sobre a conta."Não se revela crível que recursos dessa monta tenham sido enviados e mantidos em conta no exterior de titularidade do acusado, a sua revelia", afirmou a juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte.

Para a magistrada, o empresário "não só detinha pleno conhecimento de sua existência (conta), mas também dos mecanismos de abastecimento dela". "As consequências do crime são graves, tendo em vista que os fatos ora julgados integram-se a um esquema de evasão, sonegação e lavagem de capitais, operacionalizados por intermédio da empresa Beacon Hill Corporation, para o qual o acusado emprestou colaboração, disponibilizando para evasão do País e custódia no exterior, recursos financeiros vultosos", afirmou a juíza.

Medioli não foi encontrado para falar sobre o caso. No escritório de seus advogados, a informação foi de que um dos defensores, Décio Flávio Gonçalves Torres Freire, está viajando e outro, João Felipe Pinto Gonçalves Torres, não estava. Até o fechamento desta edição eles não retornaram os recados. Outro advogado que consta no processo, Fábio Antônio Tavares dos Santos, baseado em São Paulo, não foi localizado. A defesa já apresentou recurso à Justiça.

A Beacon Hill era uma espécie de conta-ônibus, que abrigava diversas subcontas usadas para enviar recursos ilegalmente para o exterior, descoberta pelo então promotor de Manhattan Robert Morgenthau. As investigações no Brasil ficaram a cargo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, que deu origem à operação Farol da Colina.

No A Tarde
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Jean Wyllys denuncia Cunha e Gilmar!

As garras já estão de fora para dar o Golpe Politico!



























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