24 de jan de 2015

Rossetto dá um chega pra lá no Levy


Rossetto confirma ida ao congresso da CUT e afirma que seguro-desemprego é cláusula pétrea

O ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) recebeu nesta sexta-feira, 23, do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, convite para participar do lançamento do congresso nacional da central em 5 março em Brasília. No encontro também foi confirmada a data da nova reunião do governo federal com as centrais sindicais, no dia 3 de fevereiro em São Paulo, para tratar das medidas provisórias sobre Previdência Social e Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Rossetto afirmou que as medidas têm o compromisso de preservar os direitos dos trabalhadores. ”O seguro-desemprego é cláusula pétrea. Assim como o salário mínimo, jornada de trabalho, férias e aposentadoria fazem parte do núcleo duro dos direitos dos trabalhadores e representam conquistas civilizatórias”. Para o ministro, as medidas preservam esses direitos e buscam responder às "grandes e positivas" mudanças ocorridas no mercado de trabalho e na renda dos trabalhadores. Nos últimos dez anos, 30 milhões de pessoas passaram a fazer parte do sistema previdenciário e de proteção social, o salário mínimo, que é a base desse sistema, teve aumento real de 73% e a expectativa de vida dos brasileiros também melhorou.

O ministro reforçou que o governo federal está aberto ao diálogo e o próximo encontro com as centrais tem o objetivo de escutar as opiniões e propostas dos líderes sindicais.

No Secretaria-Geral PR
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Regulação das comunicações e a base aliada


Como em todo princípio de governo petista, volta à baila o tema da regulação das comunicações. Nos três mandatos anteriores, um dos principais motivos alegados para não tratar do assunto foi a falta de vontade política para enfrentar a toda poderosa Globo. Mas, vamos analisar o caso da radiodifusão, talvez a questão mais sensível entre os temas ligados à regulação das comunicações.

A Globo não participa desse mercado paralelo de compra e venda de outorgas de rádio e TV.

A Globo não arrenda parte da sua grade para o proselitismo religioso de qualquer espécie.

A Globo não arrenda parte de sua grade para programas de televenda (que acabam ultrapassando o limite legal de 25% da programação destinado à publicidade).

A Globo não participa do curioso fenômeno das “rádios de rodinha” (apelidado dado por um de seus maiores incentivadores, Johnny Saad, presidente da Bandeirantes), que consiste em conseguir outorgas em cidades pequenas, pouco disputadas, e depois obter uma liminar na justiça e transferir as outorgas para um grande centro urbano.

No que se refere à radiodifusão, a posição da Globo está basicamente concentrada em (1) manter-se como transmissora e não adotar o modelo de programadora já usado na TV paga, (2) não permitir a multiprogramação com o objetivo de evitar a concorrência e (3) impedir qualquer proposta que ameace o formato de rede verticalizada (como a introdução de cotas de conteúdo regional e independente).

O curioso é que as quatro questões apontadas acima, e que não tocam nos interesses da Globo, poderiam ser evitadas sem a necessidade de uma nova legislação (embora a atual, de 1962, seja caduca e reacionária). Bastava o governo impor a legislação que já existe.

O autor desse texto participou da equipe de transição do governo Lula, no final de 2002. Ele é testemunha ocular de que desde essa época o governo está consciente da existência de tais irregularidades na radiodifusão. O governo também sabe que entidades da sociedade civil (como o Coletivo Intervozes) e o Ministério Público Federal possuem ações na justiça questionando várias dessas irregularidades.

Base aliada

Ora, se não é necessário aprovar uma nova lei, se pelo menos as quatro questões apontadas acima não tocam nos interesses da Globo e se o governo já tem conhecimento desses problemas, por que nunca se fez nada a respeito? Porque a Globo não é o único entrave para moralizar a radiodifusão no Brasil. Se quiser de fato resolver esses problemas, o governo terá que se indispor com os políticos donos de outorgas de rádio e TV e com as igrejas pentecostais e católica. O que significa, na prática, desafiar boa parte de sua base aliada no Congresso Nacional. Aquela mesma que o governo vem tratando a pão de ló na formação do novo ministério.

Resolver as irregularidades da radiodifusão significa brigar com a Globo, com certeza, mas representa, também, se indispor com Jader Barbalho, Collor, Sarney, Eduardo Cunha, a Igreja Universal e vários outros integrantes da base aliada.

Vai encarar?

Gustavo Gindre, jornalista, pós-graduado em Teoria e Práxis do Meio Ambiente (ISER) e mestre em Comunicação e Cultura (UFRJ). Foi membro eleito do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) por dois mandatos (2004-2007 e 2007-2010). Integrante do Coletivo Intervozes. Fellow da Ashoka Society
No OI
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Um comparativo entre Obama, Bush e Reagan


Estas são as palavras que os presidentes Barack Obama, George W. Bush, e Ronald Reagan mais utilizaram em seus discursos "State of The Union (SOTU) em 2009, 2002 e 1982.

Quanto maior as palavras, mais frequentemente eles usaram.

Como eles se comparam?





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Moro é o Ustra da Democracia

A nova Cadeira do Dragão é o PiG


O que o Moro quer?

Tudo.

O que é tudo?

Ele quer concluir o trabalho que a AP 470 — o mensalão, o do PT — não fez.

O que a AP 470 deixou de fazer?

Fechar o PT de vez, imobilizar o PAC, ferrar o Lula (Ali Babá) e a Dilma, e entregar o Brasil ao PSDB e às empreiteiras americanas.

Tão simples quanto isso.

Como?

Com a conclusão rápida da investigação e do julgamento.

Presos cumprem as penas.

E, para o contribuinte, seu dinheiro de volta.

Quer Justiça mais eficaz do que essa?

E ainda por cima ferra o PT.

Sim, porque embora não haja um petista indiciado ou citado, o Moro já conseguiu que o PiG transformasse a Lava Jato no “Segundo Maior Escândalo da História” — do PT!

O Paulo Moreira Leite já demonstrou como ele “julga” com o PiG.

Por que ele age assim?

Porque é vaidoso.

É frio.

É competente.

Ao se olhar no espelho ele deve dizer: eu sou maior que o Joaquim Barbosa!

E, logo, o advogado e a Defesa que se danem!

A Defesa passa a ser um estorvo no processo criminal.

O “método Moro” significa que o Direito de Defesa vai sucumbir no Brasil.

Como?

Porque ele é o Ustra da Democracia! Assim como o Ministério Público é o DOI-CODI da Democracia.

O Moro refinou os princípios do Direito na Democracia corrente: só solta se delatar.

Funciona assim.

Ele prende, não solta, oferece a delação.

O preso pensa: se me defendo, não saio daqui de dentro tao cedo e o PiG lá fora me esculhamba e a minha família.

Se delato — delato qualquer coisa — pego uma mixaria e vou embora.

Se não delato, o Moro me dá 50 anos de cana.

Vou delatar.

O Youssef, por exemplo.

É a terceira “delação” dele.

A segunda com o Moro.

Foi lá, disse o que queria, e o Moro condenou ele a cinco anos, saindo da cadeia direto para uma “domiciliar”.

Não é uma moleza ?

Em bom português, trata-se de uma “extorsão legal”.

Uma extorsão promovida pelo Estado, sob a forma de Direito.

Porque o delator abre mão de qualquer prerrogativa de se defender.

Habeas corpus, recurso, nada!

Ou fala ou fica lá dentro.

O amigo navegante já viu como isso funciona.

No DOI-CODI.

O preso só saía se cuspisse os feijões.

E qual é a Cadeira do Dragão da Democracia Morinha?

O PiG.

Se não ferrar o PT, o PiG te ferra!

Dia 2 de fevereiro a cobra vai fumar.

Acaba o recesso do Judiciário e talvez a gente saiba quem são os detentores de foro privilegiado — políticos — que caíram na Lava Jato.

Com foro, vai para o Ministro Teori, no Supremo.

Sem foro, cai na Força Tarefa que o Dr Janot criou para a Lava Jato — e se esqueceu do helicoca e do jatinho sem dono.

E, depois, cai nas mãos suaves do Moro.

E, a conta gotas, o Moro administra o PiG e mantém a chama acessa.

O advogado diz para o cliente: não trabalho com delatores.

Sou pelo “princípio da Legalidade”.

Eu quero te defender.

Com os instrumentos que o Direito confere ao cidadão numa Democracia.

O preso pensa.

É, mas e se eu perder?

Eu me ferro.

Vou delatar!

E o Moro vira Rei.

Ou o Obama.

Porque ele reproduz o “método Guantánamo”, como diz amigo navegante: ameaça, faz tudo em segredo e obtém a delação que quer.

Isso o Barbosa não conseguiu!

Ser o Obama de Guantánamo ou o Rei do Brasil!

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Advogado de lobista acusa juiz da Lava Jato de ser 'justiceiro'

A defesa do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, ingressou com um pedido de liberdade dele no qual acusa o juiz Sergio Moro de ser justiceiro.

"O juiz singular tem o dever de julgar, não de perseguir, nem de justiçar, devendo-se afastar do propósito de se notabilizar como paladino da moralidade na República, já que esta não é sua função", diz o pedido de habeas corpus assinado por um grupo de advogados encabeçado por Nelio Machado.

Baiano está preso desde 21 de novembro sob acusação de ter recebido US$ 30 milhões em suborno por intermediar a compra de dois navios-sondas para a Petrobras, segundo um dos delatores da Operação Lava Jato.

Machado diz que o processo é "permeado de excessos e descomedimentos, ilegalidades e abusos de poder". Segundo o pedido, o juiz viola a Constituição ao abandonar o princípio de presunção de inocência: "O magistrado pressupõe que o paciente [réu] é culpado, que solto irá fugir e que se for posto em liberdade cometerá novos crimes".

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, entendeu que o pedido não é urgente. O ministro Teori Zavascki decidirá sobre ele em fevereiro, na retomada os trabalhos no STF.

No Aposentado Invocado



Enquanto isso, Globo elege Moro Personalidade do Ano

Entre os jurados estavam Merval Pereira e Míriam Leitão.
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Liberdade de expressão da mídia é seletiva e covarde


Toda a vez que o debate sobre os limites do humor emerge, a mídia — especialmente a brasileira — diz que é preciso “ir até o fim” para se garantir a liberdade de expressão. “Não podemos recuar”, afirmam uns. “Não vamos deixar nos intimidar”, dizem outros.

Mas dentro desse “limites do humor” é comum vermos por parte da mídia uma naturalização da violência, da cultura do machismo, da homofobia, do preconceito às minorias e intolerância às diferenças. Será mesmo que essas “gracinhas” fazem parte de um script tão inofensivo assim? Sabemos que não. O humor “apenas” por ser humor não está desprovido de um caráter ideológico em seu conteúdo.

O deboche e menosprezo ao negro só foi coibido a partir da lei que criminalizou o racismo no país. O que hoje se repudia com veemência, as piadas contra negros, antes era aceito como algo natural, que “fazia parte”.

Nesse mesmo contexto, está o PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia. Enquanto o Congresso se omite, parte da mídia reforça em seus humorísticos uma cultura de que os gays são passíveis de serem ofendidos e humilhados, quando deveria promover uma cultura que negasse a discriminação e valorizasse o reconhecimento ao direito de sermos diferentes uns dos outros.

Daí, alguns questionamentos, qual o papel social da mídia com relação a esses temas? Não deve haver mesmo limites para o humor?

É claro perceber que os humorísticos da mídia brasileira, em grande parte, não buscam produzir uma consciência crítica da nossa população em relação às minorias. Pelo contrário, na medida em que eles reafirmam o preconceito, produzem um retrocesso no pensamento coletivo, contribuindo para um sistema de diferenciação, segregação e exclusão.

Mas, e quando a mídia passa a ser o alvo das críticas ou piadas, ela mantém o mesmo argumento de que o humor deve prevalecer a todo custo? Claro que não.

Ela reage de forma autoritária quando é zombada ou satirizada em razão de seus erros e, especialmente, suas grandes fantasias jornalísticas. Rapidamente, ela age, seja dentro do seu próprio campo ou indo até ao Poder Judiciário, para impedir qualquer prejuízo a sua, já abalada, credibilidade.

A mídia é inteligente o suficiente para saber que a quebra do monopólio da informação e uma opinião naturalizada na sociedade de que ela combate a pluralidade de opiniões e engendra todos os esforços na direção de um pensamento único, atendendo a seus próprios interesses, ameaçaria também a hegemonia daqueles que a financiam.

Assim, a liberdade de expressão da mídia brasileira é seletiva e covarde. É uma concessão para poucos. A liberdade de expressão — não a que ela diz defender de maneira hipócrita, mas a que põe em prática — gira para impedir que haja qualquer retrocesso em um sistema arcaico de privilégios. Por isso, ela própria conhece, mais do que ninguém, os limites dessa liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar.

A mídia brasileira sempre esteve preparada, aparelhada e unida para manter o status quo e abafar as vozes daqueles que discordam do projeto político e da agenda que ela própria tem para o Brasil. Entretanto, ao que parece, a mídia brasileira demonstra dificuldades para lidar com as críticas para além da sua seção de cartas do leitor, em que ela exerce o filtro, tampouco como protagonismo possível que as novas tecnologias têm permitido aos cidadãos e à sociedade civil de romper com lógica vertical da comunicação.

Um episódio que ocorreu em 2010 nos dá a clareza de quão longe a mídia brasileira está disposta a ir para calar os que fazem piadas com ela ou questionam sua hegemonia. Naquele ano, os irmãos Lino e Mário Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, de análises e críticas satíricas a matérias e conteúdos veiculados no tradicional diário paulista.

Imediatamente, 17 dias depois, o jornal Folha de São Paulo obteve liminar e censurou o blog, que saiu do ar. Além disso, os autores estão sendo processados pela Folha de S. Paulo.

Segundo os irmãos e jornalistas Bochini, o blog Falha de S.Paulo está há mais de 4 anos censurado por uma decisão judicial, movida justamente por um dos veículos que se diz defensor da liberdade de expressão e que, ao lado de mais meia dúzia, forma o oligopólio da comunicação no país.

Pois bem, estranho é o fato desse oligopólio, que se autoproclama “guardião” e “defensor intransigente” da liberdade de expressão, e está sempre tão disposto a levar os limites do humor “às últimas conseqüências”, não enxergar o caso Folha versus Falha como censura, já que cada vez que um veículo jornalístico tem sua atuação limitada pela ação do Poder Judiciário fala-se em censura, e a grande mídia e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) bradam em favor da liberdade de expressão no país.

É curioso também observar que na época em que o caso Falha versus Folha ganhou repercussão, a MTV Brasil em um de seus programas utilizou logotipo idêntico ao usado pelo Falha que satirizava a Folha. Entretanto, nenhuma ação foi movida contra o Grupo Abril, antiga proprietária da MTV Brasil. “Lobo não como lobo”, já diz um velho ditado popular.

Recentemente, o recurso dos criadores do blog Falha de S.Paulo chegou ao STJ. A pergunta é: Folha vai manter sua posição de censura contra os irmãos Bochini, admitindo, então, que há limites para o humor; ou vai rever sua posição, mesmo que judicialmente desfavorável a si mesma? Talvez, para a Folha e para o oligopólio da mídia haja uma terceira via, algo como “não façam comigo o que faço com vocês”. É possível.

Está claro que a Folha de S.Paulo mira muito além dos irmãos Bochini. Insatisfeitos com a crescente audiência de blogs noticiosos na internet — que impõem uma nova agenda à Secom da Presidência da República com relação a “tal” mídia técnica — e decadentes em sua credibilidade e alcance, Folha é a porta-voz da hora do oligopólio da comunicação brasileira que busca intimidar e enfraquecer a blogosfera, jornalistas independentes, tuiteiros que ousam interpretar nas entrelinhas da imprensa e alertar, com posições críticas e contrárias, a insistente tentativa de imposição de uma agenda neoliberal que a mídia tem para o Brasil e a manutenção de um sistema de privilégios.

O recado está dado: “o monopólio da informação e da livre manifestação do pensamento é nosso, e qualquer tipo de crítica será censurado. E se possível, ainda queremos, buscar uma indenização daqueles que insistirem em nos desafiar”.

O jogo é o mesmo, mas as regras são diferentes. Nos editoriais impressos e eletrônicos continuaremos a assistir ao mise-en-scene da defesa intransigente da liberdade de expressão, mesmo que por trás das câmeras a pluralidade de ideias, que hoje transita, especialmente, pela blogosfera, continue a ser combatida.

Paulo Pimenta, jornalista formado pela UFSM e deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul
No Sul21
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O porquê audiência do jn desaba

A notícia

Economia brasileira gera 5,2 milhões de empregos formais em 4 anos, revela Caged

O Brasil atingiu a marca de 5.277.071 novos empregos com carteira assinada, gerados entre 2009-2014. É o que mostram dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (23), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O crescimento, tomando como base os dados do Caged e da Rais, foi de 11,97% no período.

“O Brasil vive o pleno emprego, com regiões onde a taxa de desemprego está abaixo dos 3%, caso do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Em 2015, como os prognósticos da economia são mais positivos que em 2014, acreditamos que vamos continuar gerando empregos”, destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, ao comentar os números.

Caged_5.5mi_empregos_4anos

No ano de 2014, o aumento no número de vagas formais foi de quase 1%, com o acréscimo de 396.993 mil novos trabalhadores empregados. Até 2013, o País tinha 41,053 milhões de trabalhadores empregados, segundo os critérios do Caged.

Brasil gerou 10, 5 milhões de empregos durante a crise

O ministro destacou que a crise internacional continua e que muitos países ainda não recuperaram o nível de emprego de 2008, diferente do que ocorreu com o Brasil. “Nesse mesmo período, de 2008 até agora, o Brasil gerou mais de 10,5 milhões de postos de trabalho”, acrescentou.

Incertezas afetaram resultados de 2014

O ministro Dias lembrou ainda que foram lançadas muitas incertezas sob o ano de 2014, que se refletiram nos resultados de dezembro, que tradicionalmente é o pior mês em termos de geração de empregos. O saldo foi de 555 mil vagas a menos no último mês do ano, o que evitou que o resultado positivo do ano fosse maior.

Mulheres têm maior aumento do salário inicial

O balanço de 2014 também mostrou que o salário de admissão teve aumento real na casa de 0,92%, se levado em consideração os valores médios e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE.

As mulheres tiveram o melhor reajuste, na casa de 1,39% contra 0,84% dos homens, o que representa um avanço já que, em geral, o mercado de trabalho ainda discrimina as mulheres com salários menores que o dos homens. Segundo a PNAD, divulgada pelo IBGE em em setembro de 2014, as mulheres tinham recebido, em média, 73,7% do salário dos homens no ano anterior.

Manoel Dias disse ter ficado satisfeito com o aumento real dos salários, que é um compromisso do governo. Mais ainda com a redução da desigualdade entre homens e mulheres.

O valor médio do salário feminino em relação ao salário masculino passou de 85,72% para 86,19%. O salário médio de entrada da mulher ficou em R$ 1075,52. O do homem chegou a R$ 1247,89. O salário médio ficou em R$ 1181,56.

Estados

Em 2014, os estados que mais geraram empregos foram Santa Catarina, com 53.887 (+2,72%) novas vagas, Rio de Janeiro, com 53.586 postos (+1,39%) e Ceará, com 47.372 (+3,98%) empregos.

Entre as regiões, o Sudeste teve o melhor desempenho, com 121.689 vagas (+0,56%), seguido do Sul, com 118.795 vagas (+1,62%) e do Nordeste com 99.522 novos empregos (+1,51%). No Centro Oeste o saldo foi positivo em 39.335 postos (+1,25%) e no norte em 17.652 postos (+0,39%).

No Blog do Planalto



A versão do jn

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Argentina: Morte de promotor expõe racha no serviço de inteligência e tensão com governo

Presidente Cristina Kirchner trocou chefia e diminuiu recursos e atribuições do setor, que não passou por reforma desde o fim da ditadura militar

Exigindo explicações sobre a morte de Nisman, argentina segura cartaz, cujo slogan faz referência ao caso Charlie Hebdo: "Yo soy Nisman"
“Yo soy Nisman”, “Eu sou Nisman”. Nas ruas de Buenos Aires, dezenas de pessoas colocaram estas palavras em cartazes e bandeiras argentinas, agitando em manifestações e recuperando a frase — "Je suis Charlie" —, popularizada após os atentados em Paris contra a revista Charlie Hebdo em 7 de janeiro. Neste caso, entretanto, o que os argentinos exigem é a verdade sobre a morte de um promotor de Justiça.

Na madrugada de 18 de janeiro, o corpo de Alberto Nisman, 51 anos, foi encontrado no banheiro de seu domicilio, cuja porta estava trancada por dentro, deitado em uma poça de sangue perto de um revólver de calibre 22 milímetros. A morte aconteceu poucas horas antes do seu comparecimento ao Congresso, onde, tinha assegurado, iria fazer revelações explosivas sobre o atentado contra a sede da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), que causou a morte de 85 pessoas em julho de 1994.

Nomeado em 2004 como chefe de uma unidade especial criada para investigar o crime, Alberto Nisman havia interrompido prematuramente na semana passada suas férias na Europa. O motivo: voltar para Argentina para acusar a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman de encobrir iranianos, supostamente os mentores intelectuais do atentado. O promotor dizia possuir registros de grampos telefônicos demonstrando que o governo da Argentina havia concordado com uma troca de favores com o Irã: escondendo a responsabilidade dos políticos iranianos, seria beneficiado com assistência econômica e financeira, ajuda vital em tempos de crise.

"Se há um crime, é digno dos Assassinatos da Rua Morgue, que Edgar Allan Poe publicou em 1841", diz o analista político Horacio Verbitsky, principal colunista do diário Pagina12. “Portas trancadas por dentro, apartamento no 13º andar, sem varanda, e um corpo bloqueando a porta do banheiro”, enumera ele antes de acrescentar: "apesar de tudo, não me apresso a dizer que é um suicídio, mas também não dá para concluir que é um assassinato. Tem que esperar a investigação”. A perícia revelou que não foram encontrados sinais de pólvora nas mãos do promotor. No entanto, isso não exclui a tese do suicídio, apontam os técnicos em medicina legal.

A reação da presidente argentina só fez crescer a desconfiança da população. Sem nem ter expressado condolências à família, Cristina ainda sugeriu, via Facebook, que o promotor teria sido manipulado. "Isso confirmou, em partes, o que pensava a opinião pública, de que o governo não protegeu direito o promotor contra um risco de assassinato, ou inclusive que teve a ver diretamente com a sua morte”, diz Gabriel Puricelli, analista do Laboratório de Políticas Públicas em entrevista a Opera Mundi.

Trabalhando há dez anos na investigação sobre o atentado da Amia, Alberto Nisman tinha chegado à conclusão de que os autores intelectuais do crime eram membros do governo iraniano — agindo sob o auxílio de um integrante do Hezbollah. Depois de ter exigido (sem sucesso) do Irã a possibilidade de interrogar os suspeitos — alguns dos quais têm cargos altos no governo —, Buenos Aires assinou finalmente um memorando com Teerã criando uma “comissão da verdade” para cooperar na investigação. Apresentado por Cristina Kirchner como um “fato histórico”, o tratado nunca se concretizou, já que ficou bloqueado pelo Parlamento iraniano. Na Argentina, a oposição apontou o episódio como uma grande derrota da política externa do governo.

Cartaz em mural em Buenos Aires demonstra apoio à presidente Cristina Kirchner
Suicídio ou assassinato, a morte de Alberto Nisman, após a sua volta inesperada de férias, ainda sem explicação, relançou um debate sobre o papel dos SI (serviços de inteligência) na Argentina. “A morte de Nisman provocou certa comoção porque existe a percepção que está relacionada com disputas no seio da Secretaria de Inteligência”, explica Gabriel Puricelli. “Nisman trabalhava na investigação da bomba na Amia em estreita colaboração com Jaime Stiusso, um alto diretor do SI recém removido do seu cargo. Especula-se que Stiusso pudesse ter influenciado a denúncia contra Cristina Kirchner. Ou, ainda, com a morte de Nisman”, completa. Para o analista, a tragédia “atualiza o debate sobre o rol dos serviços que não foram reformados desde a época da ditadura”.

Do ponto de formal, os SI são diretamente dependentes da Presidência, mas, bem ou mal, sempre mantiveram certa autonomia em relação aos governos. Suspeita-se, inclusive, que o setor de inteligência seja a origem de vários bloqueios nas investigações sobre o caso Amia.

A tensão entre o SI e Cristina Kirchner é sensível desde 2013, quando foi tomada a decisão, muito polêmica, de aumentar os recursos e os poderes do serviço de inteligência das Forças Armadas — tirando poder e diminuindo atribuições do SI civil, medida que foi vista como um sinal de desconfiança. Mais tarde, em dezembro passado, a teoria ganhou novo endosso quando o governo decidiu acabar com a hierarquia no SI e nomear Oscar Parrilli, político próximo de Cristina. O número dois do SI, por sua vez, vem da Campora, o movimento da juventude kirchnerista.

A proximidade entre Alberto Nisman e ex-membros dos serviços alimenta todas as teorias: vingança de agentes removidos? Manipulação política com a ajuda da mídia? Intervenção do governo? Suicídio quando ele percebeu a pouca consistência das provas contempladas? Hoje tido como herói pela população, o promotor já foi visto com menos simpatia, quando arquivos secretos vazados pelo WikiLeaks demonstraram que ele informava a embaixada dos Estados Unidos de todos os seus movimentos na investigação sobre o caso Amia. “Qualquer que seja a verdade, existe uma relação promíscua entre juízes e os serviços de inteligência. E isto tem que acabar”, conclui Horacio Verbitsky.

Lamia Oualalou
No Opera Mundi
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Nietzsche - II


Friedrich Nietzsche por Clóvis de Barros Filho

A algum tempo já vinha pensando em postar por aqui a maravilhosa explanação da filosofia de Nietzsche proferida pelo professor Clóvis de Barros Filho na Escola de Comunicações e Artes da USP. Explanação que considero até hoje a melhor que já vi sobre o filósofo, o professor vai diretamente de encontro ao pensamento de Nietzsche e o desmistifica em uma linguagem claríssima e acessível a todos que avança passo por passo, etapa por etapa pelo universo nietzscheano. O curso é uma verdadeira obra de arte realizada por Clóvis com uma abordagem e uma didática excepcionais sobre um filósofo que pela profundidade e magnanimidade que alcançou infelizmente não é raro a mistificação que recebe até hoje.    

São três aulas divididas em três vídeos totalizando cerca de quatro horas e trinta minutos de curso. Coloquei em ordem os endereços do site Vimeo onde estão os vídeos pois não consegui postá-los diretamente aqui.

Bom, sirva aquele vinho agradável, aconchegue-se bem em sua poltrona e desejo uma excelentíssima viagem adentro do universo de Nietzsche!

Primeira aula "O Martelo de Nietzsche":

Nesta aula, o professor Clóvis de Barros Filho explica a Filosofia do Martelo Nietzscheana. Como este autor construiu o edifício de seu pensamento, derrubando as verdades estabelecidas, em nome de um homem mais livre e senhor de si? Como ser feliz e virtuoso sem respostas prontas? Conheça o pensamento que inspirou o mais recente livro do professor Clóvis, O Executivo e o Martelo.



Segunda aula "Negar a Fórmula, Viver a Vida":

Nesta aula, o professor Clóvis de Barros Filho continua a explicar o pensamento Nietzscheano, destacando a negação dos mundos ideais em nome da vida que vivemos agora.



Terceira aula "Eterno Retorno, o Amor à Vida":



No Discípulo de Zaratustra
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Nietzsche - I


O real e o aparente de Nietzsche

Vamos ler um pouco de Nietzsche:

“As características dadas ao ‘verdadeiro ser’ das coisas são as características do não-ser, do nada — construiu-se o ‘mundo verdadeiro’ a partir da contradição ao mundo real: um mundo aparente, de fato, na medida em que é apenas uma ilusão ótico-moral.” (…) “Dividir o mundo em um ‘verdadeiro’ e um ‘aparente’, seja à maneira do cristianismo, seja à maneira de Kant (um cristão insidioso, afinal de contas), é apenas uma sugestão da décadence — um sintoma da vida que declina…” (trechos de O crepúsculo dos ídolos).

Para Nietzsche o único mundo real é aquele que os sentidos são capazes de apreender. Ele é avesso às utopias, aos ideais e às morais justamente porque não acredita na existência objetiva de valores. Para ele, qualquer fato moral ou metafísico não tem existência para além da mente que o pensa e é uma forma de distorcer o mundo real com base num juízo fundamentado em algo que não é real. É o que diz na máxima “não existem fatos, somente interpretações”. Nessa base, Nietzsche critica os “melhoradores da humanidade”, pessoas ou ideias que se propõe a melhorar o mundo, fazer o mundo feliz, com base em valores e promessas metafísicas (de existência para além do mundo material e empírico), pois, para ele, modificar ou definir o mundo que experimentamos com base num mundo imaterial, mesmo que racional ou metafísico, é diminuir e degenerar nossa compreensão da realidade.

Ele cita dois exemplos: o cristianismo e a filosofia moral de Kant (que, para ele, são muito semelhantes em seus métodos). Tanto o cristianismo, com sua moral cheia de ideais de perfeição e pureza, além de promessas de vida melhor num outro mundo, quanto a moral de Kant, baseada em seus “imperativos categóricos”, que são comandos derivados de conclusões racionais com base no que é melhor para a humanidade, são construções de valores baseados na fé ou na lógica racional, ambos oriundos de interpretações, sem bases materiais empíricas.

As religiões, de modo geral, trazem em si a vontade de melhoramento da humanidade com base em ideais. Frequentemente negam o ser humano como é, corpo físico e realidade biológica, para tentar transformá-lo no que não é, ser metafísico, supranatural ou divino. O problema não está na vontade de fazer o ser humano melhor, coisa que o próprio Nietzsche defendeu, mas em negar o que ele realmente é para transformá-lo no que ele nunca será. Outro problema dessa vontade de melhoramento da humanidade que religiões abraâmicas querem realizar é o grande sofrimento e decadência que provocam. Fundamentalistas islâmicos, cristãos e judaicos trazem para o mundo real, em suas ações purificadoras e moralizantes da humanidade, discórdias, sofrimento e guerras, ao tentarem construir seus mundos ideais.

Religiões não são os únicos exemplos e poderíamos incluir aqui outros “melhoradores da humanidade”: ideologias políticas messiânicas de qualquer espécie, por exemplo, onde a realidade é distorcida, mutilada e forçada em nome de um ideal. Assim ocorreu nas revoluções comunistas. Assim aconteceu também nas ditaduras fascistas e ainda ocorre nas ideologias imperialistas capitalistas ou socialistas. “Melhoradores da humanidade” _ prontos a moldar o real com base no ideal (para Nietzsche, “irreal”), o material com base no imaterial, dispostos a negar o que veem em nome do que acreditam _ encontramos vários na história. E no Brasil: na esquerda tacanha, que só vê preocupação social em quem carregue uma estrela vermelha no peito, demonizando qualquer outro que lhe faça oposição, mesmo que com boa fé, e na direita conservadora, que se acha imbuída de mandato divino para defender “a moral” e “a família”, só vendo competência e capacidade em quem reze a cartilha do livre mercado e do Estado mínimo e combata iniciativas sociais de inclusão ou compensação, como se fossem desnecessárias por que “todos têm” oportunidades iguais. É a dialética do “fiel versus infiel”, “bom versus mau”, que anima não só as religiões, mas também as ideologias políticas utópicas.

Marco Bernardino, Professor de Química e Física, tem estudos em patrística, teologia e doutrina católicas. Atualmente é licenciando em Ciências Sociais.
No Bule Voador



Nietzsche, por Viviane Mosé

O filósofo alemão Nietzsche viveu de 1844 a 1900. Mesmo assim foi capaz de antecipar algumas questões que marcaram a vida e o pensamento dos séculos XX e XXI. Hoje, Nietzsche ainda desperta um grande interesse, tanto no meio acadêmico como fora dele. Mas por que as idéias deste filósofo continuam tão atuais? Para responder esta questão, a filósofa Viviane Mose apresenta alguns dos principais temas da filosofia de Nietzsche e nos mostram os aspectos da vida e da obra deste filósofo que são fundamentais para entendermos o fascínio que ele exerce na atualidade.




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Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz


Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

“Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

“Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

“Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

“Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador  mente”.

“O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

“O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’ água hoje”.

14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

“O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que  foi mal interpretado:

“Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

“Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

“Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

Mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira de Alckmin na crise hídrica


Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

“Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”


Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

Audiência na antevéspera do ano novo: “Má-fé e jogo de cartas marcadas”

Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

Não foi bem assim.

A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha manifestado sobre a questão.

Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

A Arsesp convocou a audiência para — pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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“A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP,  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental  e Instituto Pró-cidadania.

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Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte  (superintendente de Análise Econômica Financeira)
Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

“Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

“A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva.“A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

“Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

DNA de Alckmin presente desde o início da gestação da crise atual, em 2001 

O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

“Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo.  Capacidade de 66  m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

A renovação da outorga venceu em agosto de 2014  e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e  não tinha condições de superá-la.

A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

2014, janeiro: A Sabesp estava  preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

“Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”,  atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.”  

Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário.  A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70 % da demanda.

Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo que reúne os 39  prefeitos e representantes do governo do Estado.

“Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

“Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$ 13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%, este em 2003.

Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores pagou sempre mais.



Conceição Lemes
No Viomundo
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O emprego baixo e as fábulas da mídia


Mesmo em ritmo mais lento, país continuou gerando empregos em 2014. Com FHC desemprego cresceu por cinco anos consecutivos mas jornais e TVs querem que você não se lembre disso

O clima de enterro empregado pelos meios de comunicação para divulgar os números do emprego de 2014 é vergonhoso.

É correto lembrar que a criação de 391 000 empregos foi o menor desempenho desde a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto. Num país com 200 milhões de habitantes, com as carências que conhecemos, sempre haverá gente em busca de emprego — e de empregos melhores.

Mas é absurdo deixar de ponderar que entre 2003 e 2014, período dos governos Lula e Dilma Rousseff, o país criou 16 milhões de novos empregos. O país vive o menor desemprego de sua história. Em nenhum momento, nesses 12 anos, o mercado de trabalho encolheu. Nunca. (*)

Entre 1995 e 1999, durante o governo do PSDB, o país perdia milhares empregos anos após ano. O mercado de trabalho decresceu por cinco anos consecutivos — uma tragédia pentacampeã.

Foram 129.339 empregos a menos em 1995, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu a herança econômica do ministro da Fazenda FHC. Nos quatro anos seguintes, o país seguiu perdendo empregos no seguinte ritmo:

— 1996: 271.339 empregos a menos

— 1997: 36.000 empregos a menos

— 1998: 582.000 empregos a menos

— 1999: 196.000 empregos a menos

O dado real a ser lembrado é este: o país perdeu empregos em cinco dos oito anos de governo FHC — mais da metade da gestão, portanto. No total, as perdas em cinco anos chegaram a 1 milhão e 85 mil empregos.

Em 1994, o ano de lançamento do Plano Real, foram criados 301. 928 empregos — 30% a menos do que as vagas abertas em 2014, total apresentado em tom fúnebre na semana passada. Alguém protestou?

Nos três últimos anos de governo FHC, foram criados 2 milhões e 10 000 empregos.

Se você abater as vagas fechadas, o saldo tucano é de pouco mais de 900 mil empregos. Nos oito anos de Lula, o saldo foi de 10,8 milhões. No primeiro mandato de Dilma, 5,2 milhões.

Se o número de 2014 não precisa motivar uma festa deve ser visto de forma ponderada. Num país que vive a mais baixa taxa de desemprego de sua história, a geração de novas vagas torna-se mais complicada do que antes.

O país nunca deixou de criar empregos após a posse de Lula e seguiu na mesma situação com Dilma.

Os dados sobre emprego sempre são delicados, pois envolvem o eleitorado tradicional do Partido dos Trabalhadores, que permitiu a Dilma resistir a uma campanha brutal no ano passado. Estes números não só ajudam a refletir sobre as prioridades de cada governo e o empenho para garantir benefícios a maioria da população mas também confirmam a mistificação diária que se costuma oferecer a população. Apoiar ou combater um governo faz parte dos direitos democráticos de qualquer veículo e de cada cidadão.

O lamentável é constatar, mais uma vez, que isso costuma ser feito sem respeito pela isenção nem pelos fatos.

A experiência de viver num país de pensamento único garante toda atualidade ao debate sobre a democratização dos meios de comunicação, que Dilma Rousseff comprometeu-se, muito corretamente, a encaminhar durante o segundo mandato.

A necessidade de encaminhar essa discussão, que envolve um debate demorado, que deve chegar a toda sociedade e ao Congresso, é inegável.

Mais urgente, contudo, é a necessidade do governo fazer a disputa política na conjuntura, oferecendo respostas a cada inverdade e toda distorção.

Temos um governo silenciado compulsóriamente pela mídia alinhada a seus adversários. A circulação de informações está submetida a uma ditadura exótica. Não é feita a partir de um Estado forte, como se aprende nos manuais de história, mas por empresas privadas de comunicação que reinam com poderes absolutos, como demonstra o insubstituível Manchetômetro.

Neste universo desigual, ou o governo começa a falar, ou será calado para sempre. Irá perder os debates que se avizinham sobre os rumos da economia e sobre empregos, sobre energia, sobre a Petrobras e o que você pensar. Mesmo a democratização dos meios de comunicação, que não quer diminuir a liberdade de ninguém, mas apenas ampliar a voz daqueles que não possuem, já foi atingida. É apresentada como bolivarianismo.

Já deu para entender a urgência de fazer a disputa política, concorda?

(*) Vinte anos de Economia Brasileira, Gerson Gomes e Carlos Antonio Silva da Cruz

Paulo Moreira Leite
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20 fotos inacreditáveis da construção de Brasília

Em 1956, o presidente Juscelino Kubitschek começou a construir Brasília, a nova capital federal do Brasil.

1. Nem todos eram a favor.


2. Afinal, parecia impossível criar uma cidade no meio desse terrão em quatro anos.


3. Mas nós somos brasileiros e não desistimos nunca.


4. Com o fluxo de trabalhadores atraídos para a construção da capital, era preciso arrumar casas, bares e mercados para quem efetivamente foi botar a mão na massa…


5. O que foi logo providenciado.


6. E com muito humor.


7. O pessoal estava incumbido de erguer prédios que virariam símbolos do Brasil.


8. Como este:


9. Agora por outro ângulo — incluindo na foto as pessoas que efetivamente ergueram as mangas e botaram tijolo por tijolo lá no Palácio da Alvorada.


10. O trabalho era duro.


11. Em 1956, o primeiro grupo de trabalhadores migrantes contava 256 candangos — como ficaram conhecidos mais tarde.


12. Em 1957, já eram 2500 trabalhadores, segundo o censo experimental realizado no futuro Distrito Federal pelo IBGE.


13. Em março de 1958, são 21 mil candangos nos canteiros de obra — que eram basicamente a cidade toda.


14. Pausa para um descanso pois ninguém é de ferro.


15. A coisa toda foi tomando forma.


16. E a população do Distrito Federal chegou a 64 mil pessoas, segundo o mesmo censo.


17. A proporção era de 192 homens para cada 100 mulheres.


18. A maioria vivia em acampamentos, em barracões improvisados que seriam derrubados após o término das obras.


19. No final, segundo o censo, 7.361 pessoas já eram nascidas na futura capital.


20. E Brasília virou a capital do Brasil. Obrigada, pessoal!


Clarissa Passos
No BuzzFeed
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Obra que reforça abastecimento de água em São Paulo é incluída no PAC


O Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento – CGPAC aprovou nesta quinta-feira (22/01) a inclusão do empreendimento de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha na carteira do programa. A obra faz parte dos projetos de segurança hídrica que o governo de São Paulo apresentou à presidenta Dilma Rousseff em dezembro, com o objetivo de reforçar o abastecimento de água no estado.

O empreendimento integra as águas da bacia do rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira através de um canal entre as represas Atibainha, que abastece São Paulo, e o reservatório Jaguari, no Rio de Janeiro (ver mapa acima).

A obra, com investimento estimado pelo estado de R$ 830,5 milhões, será executada pela Sabesp e aumenta a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,1 metros cúbicos por segundo, em média, beneficiando toda a região metropolitana de São Paulo.

No dia 4 de dezembro de 2014, a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin assinaram termos de compromisso para a execução de obras de infraestrutura em São Paulo, com destaque para a parceria público-privada do Sistema Produtor de São Lourenço, que atenderá 1,5 milhão de pessoas e se juntará às demais medidas que o governo federal e o de São Paulo têm discutido para enfrentar a crise hídrica.

O governador Geraldo Alckmin apresentou em novembro do ano passado uma lista de oito obras que necessitam de um investimento de R$ 3,5 bilhões. A lista dos empreendimentos foi entregue à presidenta Dilma Rousseff em reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Também participaram do encontro as ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), além do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.

Uma semana depois, técnicos e secretários do estado de São Paulo detalharam para as ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), e o secretário do PAC, Maurício Muniz, os oito projetos.

No PAC2
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