21 de jan de 2015

Juiz da Lava Jato retira sigilo de delação de Youssef


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, decidiu hoje (21) liberar o conteúdo do acordo de delação premiada firmado entre o doleiro Alberto Youssef e o Ministério Pùblico Federal (MPF). No acordo, o doleiro citou nomes de políticos que receberam dinheiro do suposto esquema de corrupção na Petrobras.

Moro decidiu levantar o sigilo do acordo para garantir que as informações prestadas possam ser confrontadas pelos acusados, que deverão ter acesso exclusivo ao depoimento.

"Prevê o Artigo 7º da Lei nº 12.850/2013 que o acordo deixa de ser sigiloso quando recebida a denúncia. No presente caso, há denúncias que já tramitavam até mesmo antes da celebração ou homologação do acordo. Embora as denúncias nele não se baseassem, até porque anteriores, faz-se necessário levantar o sigilo sobre o acordo já que Alberto Youssef figura como coacusado/testemunha em várias delas e o depoimento dele, que nelas será prestado, tem relevância", disse o juiz.

A decisão foi motivada por pedidos dos advogados dos réus para que pudessem elaborar a defesa que devem apresentar nas ações penais oriundas da sétima fase da Lava Jato. Por envolver membros do Congresso Nacional, a delação precisou ser homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com os termos do acordo de delação, Youssef se comprometeu a repassar à Justiça os valores depositados em contas no exterior, hotéis localizados em Aparecida (SP), Porto Seguro (BA) e Londrina (PR), além de carros importados. O doleiro também se comprometeu a identificar políticos que receberam dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras. Em contrapartida, o Ministério Publico Federal (MPF) garantiu que ele vai cumprir até 5 anos de prisão e passará para o regime aberto, mesmo sem cumprir os requisitos exigidos pela lei.

No Agência Brasil



Empreiteira pede anulação de Lava Jato

Os advogados dos executivos da empreiteira OAS, que estão presos em Curitiba (PR), desde novembro pela sétima fase da Operação Lava Jato, pediram nesta quarta-feira (21) ao juiz federal Sergio Moro que se declare suspeito e deixe a condução dos processos e inquéritos vinculados à operação. Eles também pediram a nulidade de inúmeras provas e a nulidade do processo desde o princípio.

Na defesa prévia, protocolada em ação penal aberta na Justiça Federal do Paraná, os advogados dos funcionários da construtora OAS alegaram que, em 2010, o juiz havia se declarado suspeito por razões íntimas para atuar em um inquérito que tratava do doleiro Alberto Youssef.

Naquele inquérito, o juiz se apresentou em dificuldade para continuar no caso porque discordou do encaminhamento dado pelo Ministério Público Federal a um acordo de delação premiada fechado com o doleiro em relação a outro escândalo, o que desvendou remessas ao exterior no chamado Caso Banestado.

Para a OAS, no entanto, a decisão de se declarar suspeito impediria o juiz Moro de conduzir "qualquer outro processo em que estivesse envolvido o corréu delator Alberto Youssef".

Os advogados da OAS apontaram ainda, em sua defesa prévia, que o processo teve origem em uma investigação sobre o então deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010. Argumentam que como naquela ocasião Janene era parlamentar federal, o caso não poderia estar sendo processado pela primeira instância, e sim pelo STF, já que apenas aquele tribunal pode, por lei, processar e julgar parlamentares e outras autoridades que detenham foro especial por prerrogativa de função.

"Assim sendo qualquer ato de investigação conduzido por juiz de primeiro grau em relação a parlamentares no exercício do mandato é absolutamente nulo", escreveu a defesa dos executivos da OAS.

Sobre o mérito, os advogados disseram que as acusações do Ministério Público Federal são "atípicas, nulas e ineptas".

A empreiteira Galvão Engenharia, que também protocolou sua defesa prévia, pediu a transferência do processo para o Rio de Janeiro sob alegação de que os fatos estão relacionados à Petrobras, cuja sede fica no Rio de Janeiro.
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Preso de la Base Naval de Guantánamo publica impactante libro sobre las torturas

El texto cuenta en primera persona los baños en hielo, la degradación y una
serie de humillaciones en los interrogatorios a los que fue sometido durante
la guerra de Estados Unidos contra el terrorismo.
El primer libro publicado por un prisionero de la cárcel militar de Guantánamo, que describe torturas, humillación y desesperación durante sus 13 años de cautiverio, se está vendiendo muy bien en Estados Unidos, lo que atrae atención sobre el caso.

“Guantanamo Diary” (Diario de Guantánamo), el testimonio de Mohamedou Ould Slahi sobre la prisión en la base naval estadounidense en Cuba, fue publicado el lunes tras siete años de disputa legal.

El texto cuenta en primera persona los baños en hielo, la degradación y una serie de humillaciones en los interrogatorios a los que fue sometido durante la guerra de Estados Unidos contra el terrorismo, en la que nunca se le levantaron cargos por crímenes.

Una corte federal ordenó su liberación en 2010, pero esa decisión fue anulada y Slahi, de 44 años, sigue detenido.

La publicación del libro coincide con el discurso del martes del presidente Barack Obama en el Congreso sobre el Estado de la Unión, siete años después de que prometió cerrar la prisión en Cuba en su primer año de mandato.

Los intentos han sido bloqueados por legisladores que consideran que los presos son una amenaza para la seguridad nacional.

El manuscrito de 466 páginas de Slahi fue considerado secreto por el Gobierno de Estados Unidos y fuertemente editado antes de la publicación.

“El es un hombre inocente. Ha estado detenido ilegalmente y debería ser quien cuente su historia. Sin censura”, dijo la abogada de Slahi, Hina Shamsi, de la Unión de Libertades Civiles de Estados Unidos.

“Guantanamo Diary” estaba el miércoles entre los 100 más vendidos de la librería de internet Amazon y en la lista de los 50 de Barnes & Noble.

“Ha sido sólo un día de ventas pero mi teléfono no paraba de sonar, así que obviamente está llegando a gente de la manera en que queríamos”, dijo la editora Liz Garriga de Hatchette Book Group, la matriz de Little, Brown and Co, que publica el libro.

Shamsi dijo que la experiencia de Slahi es una prueba de que la tortura no funciona, para lo que citó un extracto del libro en el que describe como sus interrogadores le decían: “Lo único que tienes que decir es ‘no sé’ ‘no recuerdo’ y te vamos a joder”.

La familia de Slahi ofreció el martes una rueda de prensa en Londres para pedir su liberación, cuando era presentado el libro en Reino Unido. Varios personajes del mundo del espectáculo, como los actores Stephen Fry y Colin Firth, grabaron partes del libro que se subieron a internet.

El portavoz del Pentágono para asuntos de Guantánamo, el teniente coronel Myles B. Caggins, dijo que el caso de Slahi está volviendo a ser litigado.

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Stédile reproduz encontro com Papa

Francisco: latifúndio é inaceitável eticamente!
Stédile com o Papa: "ele se considera um peronista"
Nesta quarta-feira (21), em entrevista a blogueiros sujos, João Pedro Stédile revelou detalhes do encontro com o Papa Francisco, ocorrido em novembro de 2014. Segundo o líder do Movimento Sem Terra (MST), o religioso admitiu ser “inaceitável” o latifúndio.

“O latifúndio é inaceitável eticamente aos olhos dos valores e doutrinas que pregamos. Nenhuma família pode estar sem casa, sem moradia digna. Nenhum sem terra pode estar sem terra. O latifúndio ser distribuído é uma posição ética”, disse o Papa no encontro.

“Ninguém pode se arvorar ao direito de se apropriar de um bem da natureza”, teria dito o Papa. “Ele vai fazer encíclica sobre ecologia e mudanças climáticas”, contou Stédile

Quanto à reforma agrária, para Stédile, a discussão mudou o sentido no século XXI. “Agora, o latifúndio mudou de cara. Por trás da agricultura, está as empresas transnacionais, que controlam o comércio e a produção e estão os bancos que as financiam. É esse modelo que se chama agronegócio”, afirmou usar como exemplo o banqueiro Daniel Dantas. “Ele comprou no sul do Pará, com dinheiro americano, 600 mil hectares”.

E criticou a imprensa. “Temos dificuldade de pautar a reforma agrária porque a imprensa é hegemonizada pelo agronegócio. No ano passado o MST fez duas das suas maiores ocupações. Não saiu uma linha na imprensa”.

“Todas as reformas agrárias ao longo do século XX levaram ao desenvolvimento. Estados Unidos, ainda no século XIX e o Japão após a segunda guerra, por exemplo”, disse Stédile.

“No Brasil, desde Celso Furtado tenta-se a reforma agrária. Ele faria a mais generosa delas”, confessou, para completar: “Elegemos Lula e a reforma não saiu” Apesar da crítica, Stédile elogiou os anos de “neodesenolvimento” com o Presidente Lula e com a Presidenta Dilma.

No evento, o MST lançou o seu novo site. “Internet instrumento importante de comunicação. Nova agilidade a nossa página. Intenção é democratizar tecnologia para outros movimentos”, falou.

Leia outras frases:

“A democracia no Brasil está sequestrada. Dez empresas elegeram 70% dos parlamentares. Precisamos da Reforma Política”

“Depois de conquistada a terra, a luta continua. O nosso desafio é a produção de alimentos agroecológicos”

“Temos que priorizar a nossa agroecologia para a alimentação escolar”

Gostamos (nós, da esquerda) de fazer discursos, mas somos ruins de comunicação de massa.

O tema (reforma agrária), que permeou o século XX, mudou o seu sentido. A terra deve ser para quem nela trabalhe, foi lançado pelo Zapata.

A burguesia nacional tinha interesse na reforma agrária.

A eleição do Papa é resultado da crise da Igreja

Construímos um encontro do papa com movimentos sociais

Ele se recusa que beije a mão dele.

É uma figura sui generis para o cargo que ocupa.

Ele participou da discussão.

São Paulo ampliou em 8 anos o monocultivo da cana para 6 milhões de hectares (por isso não chove lá).

Manifestação de junho 2013 não mobilizou trabalhador.

Papa se considera peronista.

Ligado trabalhadores urbanos.

Tentar encontro mundial de movimentos populares 200 pessoas.

Emocionado – se recusa beijar mão

Espaço dos sínodos – nunca entrei nessa sala do sínodo

É inaceitável uma família sem moradia.

Nunciatura da Bolívia foco oposição Evo.

Evo pela primeira vez encontrou Papa.

Programa (de desenvolvimento do Governo) se esgotou. E é dependente exterior.

Brasil é único lugar do mundo em que trabalhador paga para trabalhar.

Dez empresas financiaram parlamentares – democracia sequestrada!

Dá os Lava Jato da vida!

Steinbruch jantava no Natal com Mercadante e agora foi pra Oposição.

Governo tem que vir para a esquerda.

Estamos convictos de que devemos reflorestar esse país. É o bolsa-árvore.

É possível, sim, a Tarifa Zero.

O ópio do povo nos dias de hoje é a Televisão.

A contradição do agronegócio é que ele é antissocial. Eliminou mais de 5 milhões de empregos.

O agronegócio ainda prejudica o meio ambiente e contamina os alimentos com agrotóxicos.

No Brasil a cada ano surgem 500 Mil novos casos de cancer devido aos venenos no campo.

O nosso papel é colocar o povo na rua. Essa é a melhor maneira de politizar as massas.

Estamos no esforço de construção de uma grande frente de esquerda para defender os direitos conquistados.

No CAf
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Globo contrata perito da ‘bolinha de papel’ para examinar áudio de Eduardo Cunha

Ricardo Molina, o perito que se celebrizou no atentado da bolinha de papel de que foi vítima o candidato Serra em 2010, está de volta.

Molina, então, forneceu subsídios para uma prolongada reportagem no Jornal Nacional que apoiava a versão de Serra, que chegou a fazer uma tomografia cerebral por conta da bolinha de papel.

Agora, Molina foi requisitado pelo Globo para examinar a gravação apresentada à imprensa na terça-feira por Eduardo Cunha. Nela, em uma conversa entre duas pessoas, um homem se faz passar por um policial insatisfeito que teria sido “esquecido” por Cunha e estaria em busca de pagamentos.

Segundo Molina, a conversa é “fraudulenta” e retrata uma “encenação”, em que os dois homens estariam seguindo um roteiro previamente combinado, “visivelmente planejado”.

No Essencial
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Mas quantas hidrelétricas os tucanos construíram?

Estou curioso.

Leio que próceres tucanos responsabilizam a presidenta Dilma Rousseff pela "grave" crise energética que destrói o país.

Na segunda-feira, para regozijo deles, uma parte do Brasil ficou sem energia elétrica por cerca de 40 minutos.

Como até esse pessoal sabe, apesar de passar quase toda a vida em ambientes refrigerados - que gastam uma enormidade de energia - a região Sudeste está no meio de uma onda de calor inimaginável.

E como até esse pessoal sabe, apesar de passar quase toda a vida conspirando contra o governo trabalhista, quanto mais alta a temperatura, mais alto o consumo de energia elétrica.


Estou curioso.

Leio que muitas obras para aumento do parque energético nacional estão atrasadas principalmente por ordens judiciais e trâmites burocráticos.

Ou seja, as hidrelétricas, termelétricas, usinas eólicas e linhas de transmissão estão sendo construídas.

Uma hora ou outra elas estarão prontas.

Mas eu estou curioso.

Quero saber, por exemplo, quantas obras desse tipo foram feitas nos 8 anos em que FHC e sua turma - esse mesmo pessoal que agora afirma que o Brasil está à beira de um apagão energético - estiveram no comando da nação.

O que sei é que no reinado de FHC houve um tremendo racionamento de energia, que custou bilhões de dólares para a economia brasileira.

Mas continuo curioso.

Quero saber, por exemplo, porque a imprensa, que dá tanto destaque a esse pessoal que confunde falhas eventuais com geração de energia insuficiente, não fala nada, mas nadinha de nada, sobre a catástrofe iminente que a falta d'água ocasionará no Estado de São Paulo, governado pelos tucanos há duas décadas.

Será que essa tragédia anunciada é menos importante, nem digo do ponto de vista jornalístico, mas humanitário, do que um blecaute de alguns minutos, ocasionado por um defeito qualquer numa usina ou linha de transmissão?

Mas acho que a minha curiosidade nunca será satisfeita.

Para que isso ocorresse, seria preciso que o Brasil tivesse uma imprensa de verdade e uma oposição minimamente honesta.

Como, parece, isso é utopia, vou continuar curioso.

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Cientista russo anuncia propulsor revolucionário que pode chegar a Marte em 42 horas

Un motor cuántico experimental, cuyas características superan a los actuales propulsores de cohetes en órdenes de magnitud, ha sido probado exitosamente, según afirmó un respetado científico ruso.
Vladímir Leónov, autor de la teoría de la superunificación, contó al portal 'KM.ru' que su propulsor cuántico de despegue vertical, de 54 kilogramos de peso, logró alcanzar un empuje vertical de 500 a 700 kilopondios (kilogramos fuerza) con el uso de un solo kilovatio.

"El aparato despega verticalmente por barraguías, con una aceleración de 10 a 12G. Estas pruebas son una evidencia convincente de que la gravedad ha sido conquistada de manera experimental, probando la teoría de la superunificación", dijo el científico ruso.

Los modernos propulsores de cohetes producen un empuje de tan solo 0,1 kilopondios con la potencia de un kilovatio, o 5.000 veces por debajo del citado motor cuántico experimental, potencialmente capaz de propulsar una nave espacial a 1.000 kilómetros por segundo, comparados con los 18 kilómetros por segundo de los cohetes actuales.

"Un aparato dotado de un propulsor cuántico podría tardar 42 horas en llegar a Marte y tan solo 3,6 horas en alcanzar la Luna", resaltó el investigador. 

El científico es conocido por rechazar la existencia del bosón de Higgs e introducir el concepto de quantum de espacio-tiempo, o 'cuantón'.

No RT
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Conheça a Abril Mídia


Confirmada a retomada pela Previ de parte do famoso edifício-sede da Abril na Marginal Pinheiros, talvez seja a hora de entender exatamente qual o tamanho do atual segundo maior conglomerado de mídia do Brasil e 157° maior grupo econômico do país. Segundo a publicação Grandes Grupos do jornal Valor Econômico, a Abril Mídia seria o único dos 200 maiores grupos econômicos do Brasil a ter patrimônio negativo. Ou seja, se vender tudo o que possui a empresa ainda ficaria com uma dívida de R$ 121 milhões (valores de 2013).

Desde 2006, 30% da Abril Mídia é de propriedade do grupo sul-africano Naspers, que cumpriu importante papel de sustentação ideológica do regime de apartheid.

Ao longo dos últimos anos, a Abril investiu em uma série de negócios. Mas, foi obrigada a fechar a gravadora Abril Music, o site Usina do Som e os canais de TV paga Fiz TV e Idea TV. Devolveu para seus donos originais as franquias no Brasil da MTV, HBO e ESPN. Vendeu a TVA, canais de TV aberta (que eram usados para transmitir a MTV), o Eurochannel e sua participação no UOL e na DirecTV Brasil. Nos anos 70 a empresa já se envolvera no rumoroso caso de quebra dos hotéis Quatro Rodas.

Atualmente a Abril Mídia é dona da Editora Abril (seu carro-chefe), da Abril Gráfica (a maior gráfica de revistas da América Latina), de uma participação minoritária na Editora Caras (em sociedade com o grupo português Impresa Publishing), da YouFind Solutions (empresa de big data), da Casa Cor e da holding DGB.

A DGB por sua vez é composta pela Dinap (virtual monopólio de entrega de revisas em bancas de jornais), Treelog (entrega de revistas porta-a-porta) e Total Express (empresa de entrega de pequenas encomendas que presta serviços para sites de e-commerce).

Embora a venda tenha sido anunciada em sites especializados, a Abril Mídia informa que continua dona da empresa de mídia out-of-home Elemídia (que fornece telas com informação para super-mercados, academias de ginástica, aeroportos, etc).

Dada a sua fragilíssima situação financeira, é muito provável que a Abril Mídia seja obrigada a se desfazer de mais empresas nos próximos anos. O grande problema é que, exceto por seu núcleo central (Editora Abril, Abril Gráfica e DGB), as empresas têm pouquíssimo valor de mercado. Vender a Casa Cor, a Elemidia (se já não foi vendida), YouFind Solutions e a participação na Editora Caras não conseguiria chegar nem perto de resolver seu problema de caixa. E vender o resto é simplesmente colocar um fim na Abril Mídia.

PS: não foi incluída nessa análise a Abril Educação, empresa na qual a família Civita possui cerca de 20% do capital acionário.


No Blog do Gindre
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A crise de gestão no estado de São Paulo


A parceria entre grupos de mídia e governo do estado de São Paulo criou uma miragem que está se esfumaçando com a crise da água: a de que o estado foi bem gerido nos últimos vinte anos.

A enorme blindagem proporcionada, a necessidade de apresentar um contraponto positivo ao governo federal, tornaram o período Alckmin-Serra-Alckmin o mais medíocre da história moderna de São Paulo.

Quase todos os governantes paulistas deixaram marcas na história do Estado, de Paulo Egydio a Franco Montoro, de Orestes Quércia a Mário Covas. Do período Alckmin-Serra, ficam as lembranças de um desmonte geral na administração pública e da mediocridade absoluta, da incapacidade de gerar uma ideia inovadora.

O que se viu foi a anti-gestão, a inércia imperando em todos os níveis administrativos, governantes sem capacidade de decisão até para enfrentar problemas inevitáveis.

* * *

Em 2003, a Grande São Paulo atravessou uma crise de água e os estudos da época já apontavam que, sem novos investimentos, a capacidade de fornecimento de água da Sabesp só bastaria até 2010.

Nada foi feito. A Sabesp serviu apenas como trampolim para operadores do partido, como esse inacreditável Gesner de Oliveira.

* * *

A gestão José Serra foi marcada pela fuga permanente no enfrentamento dos problemas.

Serra foi o principal responsável pela grande enchente de 2008, ao cortar as verbas do Estado destinadas ao desassoreamento do rio Tietê. Quando sobreveio o desastre, escondeu-se da população, não apareceu em público, sequer para coordenar a defesa civil.

Na greve da Polícia Militar escondeu-se no Palácio dos Bandeirantes, recusando-se a negociar. Quando o pau comeu, cedeu depressa, inclusive com concessões na área de aposentadoria que comprometeram as contas públicas futuras do estado.

Na grande crise econômica de 2008, para ser recebido pelo governador, industriais do setor de máquinas e equipamentos ameaçaram se juntar aos trabalhadores para um piquete na porta do Palácio. E não se viu uma estratégia sequer anticíclica. Pelo contrário. Em um momento de crise profunda, Serra implementou a substituição tributária, pressionando ainda mais as empresas e liquidando com as isenções da Lei do Simples.

* * *

Ao final da sua gestão, Serra deixou em crise a Universidade de São Paulo, o Instituto Agronômico, o Memorial da América Latina, o Museu do Ipiranga, o Instituto Butantã, a própria Sabesp, a Fundação Padre Anchieta e o sistema cultural do estado — todos aparelhados por apaniguados ou abandonados à sua sorte, no melhor estilo que o PSDB critica no PT.

* * *

De seu lado, Alckmin assistiu inerte São Paulo caminhar para a potencialmente mais letal crise da sua história: a expectativa de falta d’água generalizada nos próximos meses.

Tendo especialistas de alto nível na Poli ou mesmo no campo federal, levou dois anos para convocá-los e começar a enfrentar a crise.

* * *

No plano federal, o primeiro governo Dilma fez-se merecedor da enxurrada da críticas que se abateu sobre seu voluntarismo.

Se a régua que a mede fosse usada para o governo de São Paulo, Dilma se tornaria uma Margareth Thatcher.

Lá e cá, em Brasilia e em São Paulo, há uma enorme escassez de estadistas ou, no mínimo, de gestores.

Luís Nassif
No GGN
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Um caso de simpatia quase amor

Os profissionais de comunicação corporativa costumam dizer que gestão de crise é o conjunto de ações para evitar que piore tudo que já está ruim. Trata-se, portanto, de conter o fluxo de notícias e opiniões negativas e, se possível, ocupar o tempo e o espaço com conteúdos positivos, ou, no mínimo, neutros.

A tarefa fica mais difícil quando o núcleo do sistema de mídia, ou seja, os principais jornais e os noticiários de maior audiência na televisão, desenvolvem um viés negativo em relação à reputação que se pretende preservar ou recuperar.

Por outro lado, quando a matriz do sistema midiático demonstra estar a favor de tal objeto, o único trabalho a ser feito é o de criar factoides capazes de manter o assunto indigesto longe da pauta dos jornalistas. Nesse caso, tudo se resume a cultivar relações de simpatia com a mídia, para continuar contando com a boa vontade dos jornalistas em comprar o que se vende.

Sem uma imprensa crítica, os gerenciadores de crise precisam apenas alimentar a pauta com boas distrações, porque a defesa de seu cliente é feita pela própria mídia.

Certamente o melhor caso brasileiro de sucesso nas relações com a imprensa é o do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin: mesmo com todas as evidências de que tem prevaricado na administração de serviços essenciais à população, ele passa incólume pelo noticiário, sem ser incomodado pelos jornalistas.

O governador que assumiu seu primeiro mandato em 2001, portanto, há mais de duas décadas, apresenta uma coleção de problemas que vão da educação à violência policial, mas a joia de sua coroa é o colapso no sistema de abastecimento de água.

A região metropolitana de São Paulo está à beira de uma crise humanitária sem precedentes, e uma consulta aos atos e declarações do chefe do governo paulista mostra uma verdadeira enciclopédia de platitudes, desde sua declarada disposição de rezar para São Pedro por chuvas abundantes, em 2013, até seu mais recente aforismo, aquele segundo o qual os cortes no fornecimento não configuram um racionamento de água, mas "restrição hídrica".

Canos furados

Diga-se, a favor da imprensa, que ela não consegue esconder a gravidade da situação: tem que fazer a contabilidade da escassez com relatos quase diários sobre o nível dos reservatórios.

Por exemplo, nesta quarta-feira (21/1), o Estado de S. Paulo informa que o déficit de água chega a 2,5 bilhões de litros por dia nos principais mananciais, ou seja, nem a redução da pressão na rede, providência recente da Sabesp, nem a diminuição do consumo feita espontaneamente pela população, têm sido capazes de estabilizar o sistema.

O que a imprensa faz é omitir a responsabilidade do governador, ao afirmar que a crise hídrica começou em janeiro de 2014: na verdade, o problema foi anunciado há mais de dez anos, mas nada de efetivo aconteceu desde então.

Segundo um ex-diretor da Sabesp, os principais projetos para melhorar o sistema são do tempo do falecido governador Mario Covas. Há, portanto, uma responsabilidade a ser cobrada, no mesmo padrão com que se exige probidade e eficiência, por exemplo, do governo federal e da administração municipal da capital do estado.

A tentativa de manipular os fatos chega a ser patética, na edição desta quarta-feira da Folha de S. Paulo, que traz uma ampla reportagem sobre o desperdício de água tratada em todo o Brasil.

O leitor atento haverá de questionar, por exemplo, com que critérios o editor compara São Paulo com o Amapá, onde a população tem acesso a uma enorme fartura de água em estado natural e onde a falta de água encanada é um problema incalculavelmente menor.

Segundo dados oficiais, a Sabesp desperdiça 30% de toda a água tratada, ou seja, perde-se todos os dias na região metropolitana da capital paulista um volume igual ao que é captado diariamente do sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas. Isso quer dizer que o ponto mais grave da crise não é a redução da oferta, mas a incapacidade de conduzir essa água até as casas dos consumidores.

Quando se revela que o desastre é iminente, o que fazem os jornais? Exploram o corte de energia feito preventivamente na segunda-feira (19/1), em manchetes que insinuam a ocorrência de um "apagão", tentando desviar para o plano federal a atenção dos leitores.

O caso de amor entre a imprensa e o governador de São Paulo beira a pornografia.

Luciano Martins Costa
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O Brasil e o "Patrimonialismo"

http://www.maurosantayana.com/2015/01/o-brasil-e-o-patrimonialismo.html


O novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou, há alguns dias, que, no financiamento a empresas, é preciso abandonar o "patrimonialismo" e apoiar a "igualdade de oportunidades" e a "impessoalidade" do Estado.

O que o Ministro quis dizer com isso?

Será que ele estava sugerindo que acredita que uma empresa nacional, que paga dos mais altos juros do mundo, dispõe das mesmas oportunidades que empresas estrangeiras que captam recursos a juros dez vezes mais baixos em seus países de origem, ou recebem descarada ajuda governamental, de países como a Espanha, recentemente condenada pela UE por financiar e apoiar, desde a última década do século passado, "ilegalmente", segundo as regras europeias, a internacionalização de suas empresas, especialmente na América Latina?

Os Estados não costumam ser impessoais. Eles servem às nações na formulação e execução de estratégias, estabelecidas segundo a época e os desafios, escolhendo os setores nacionais que irão apoiar, para a execução de projetos e programas voltados para a conquista do desenvolvimento, e de poder e projeção econômica, militar e geopolítica, em um mundo cada vez mais competitivo.

Dizer que o Estado deve ser "impessoal" em um planeta em que a Europa e os EUA, principalmente, funcionam na base do lobby - com a permanente troca de favores entre políticos, estado e iniciativa privada - em que o Pentágono, por exemplo, escolhe, há anos, na base do compadrio, as empresas que irão participar do desenvolvimento e fabricação de suas armas e sistemas, fartamente financiados com dinheiro do contribuinte, e com acesso vetado por lei para empresas estrangeiras como a Embraer, obrigada a se associar a uma empresa local para vender aviões à USAF; e existem bancos de fomento que tem como única missão apoiar setores e empreendedores locais, como é o caso do Eximbank, e de outras instituições congêneres da Coréia, Japão, Alemanha, só pode ser um devaneio romântico ou um insulto à inteligência da Nação.

Todos os países — ou ao menos os de maior sucesso, sempre investiram em cientistas, empreendedores, ideias, empresas e projetos. E para cada Krupp, Rockfeller, Agnelli, Volkswagen, Bayer, Boeing, bem sucedidos, há bilhões em recursos em dinheiro público aplicados em dezenas de empreendedores e empresas que irão fracassar, em um processo permanente de tentativa e erro, que é fiel retrato de como caminham as nações ("capitalistas" ou "socialistas") e a humanidade.

Está certo, vamos acabar com o "patrimonialismo". Mas o que representa o governo pagar bilhões de reais em juros, dos mais altos do mundo, aos bancos e aos sistema financeiro, todos os anos, senão o mais inútil "patrimonialismo"?

O que o Brasil precisa, não é deixar de financiar suas empresas — como fez o BNDES, por exemplo, com o consórcio do qual tomava parte o Bradesco, na polêmica privatização, a preço irrisório, da Vale do Rio Doce, nos anos 1990.

E, sim, escolher, abertamente, publicamente, como deve investir seus recursos, em benefício do país e dos brasileiros, e fazê-lo decididamente, com critérios transparentes, e sem hipocrisia, como fazem as outras nações do mundo.
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Nota da Associação dos Delegados da PF repudia suposições de Eduardo Cunha


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), repudia veementemente a mera suposição, publicada em importante veículo de comunicação, de que alguém da cúpula da Polícia Federal tenha, a mando do governo, forjado gravação com o objetivo de prejudicar uma das candidaturas à presidência da Câmara dos Deputados.

Para que não paire nenhuma dúvida acerca da grosseira tentativa de envolver uma séria e respeitada instituição, como a Polícia Federal, em disputas políticas-partidárias, os Delegados Federais manifestam o maior interesse na rápida apuração e elucidação dos fatos com a punição dos eventuais responsáveis.

Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
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Justiça nega pedido do PP e do DEM para anular mudança de nome da Avenida da Legalidade

O Desembargador João Barcelos de Souza Júnior negou pedido liminar, em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), proposta pelos Partidos Progressista e Democratas, contra o artigo 1º da Lei Municipal 11.688/2014, que alterou a denominação da Av. Presidente Castelo Branco para Av. da Legalidade e da Democracia. A decisão é desta terça-feira (20/1).

Conforme os proponentes, a legislação que modificou o nome do logradouro deveria ter sido aprovada por 2/3 da Câmara, segundo determina a Lei Orgânica do Município, e não por maioria, como ocorreu. Também alegaram que deveria ter sido realizada consulta prévia aos cidadãos que vivem no entorno.

Nas alegações, os partidos informaram ainda que é mais prudente manter a situação anterior, devidamente consolidada no tempo, do que permitir a alteração do nome da rua, podendo correr o risco de ter de corrigir tudo novamente, após a decisão final do processo. Também referem que ainda não houve a comunicação da mudança ao Registro de Imóveis e que nos Correios e nas placas de rua ainda é mantido o nome antigo.

Decisão

O relator do processo afirmou que, embora os argumentos dos proponentes sejam plausíveis, não há necessidade da concessão de liminar.

Considerando que o logradouro em questão vai da Ponte do Guaíba até a Avenida Mauá, no sentido bairro centro, se desconhece moradores no local que seriam atingidos de forma mais direta com a mudança. Ante o exposto, indefiro a liminar, decidiu o relator.

O mérito da ação será julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça.

ADIN nº 70062995709

No TJRS
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Comienza en La Habana ronda de conversaciones entre Cuba y EEUU

Palacio de las Convenciones de La Habana, donde se celebra la Ronda de conversaciones entre Cuba y Estados Unidos.
Cuba y EEUU iniciaron hoy en La Habana la primera de tres reuniones en la que abordarán a alto nivel la marcha de los acuerdos migratorios y las acciones para enfrentar, de manera conjunta, la emigración ilegal y el tráfico de inmigrantes, entre otros temas.

A las 8:30 de la mañana llegaron los integrantes de las delegaciones de los dos países  a la XXVIII ronda de conversaciones migratorias Cuba-EEUU, y media hora después se inició el diálogo a puertas cerradas. Se espera que, al filo de la 1:00 pm (hora local, 18:00 GMT) se produzca un encuentro de los anfitriones con la prensa.

La delegación cubana está encabezada por Josefina Vidal, directora general de Estados Unidos del Ministerio de Relaciones Exteriores, mientras que la estadounidense es presidida por el subsecretario asistente del Buró para Asuntos del Hemisferio Occidental del Departamento de Estado, Edward Alex Lee.

Esta es la octava ronda migratoria que tiene efecto durante el gobierno de Barack Obama. El primer encuentro entre ambos países para dialogar sobre estos asuntos se produjo en septiembre de 1994 y una década después, durante el gobierno de George W. Bush se interrumpieron. 

La administración Obama reactivó estas reuniones, que se mantuvieron con intermitencias hasta julio de 2013, que se activaron después de un lapso de 30 mesas sin intercambios entre los dos países.

De acuerdo con la Cancillería cubana, la parte cubana planteará su “preocupación por la Ley de Ajuste Cubano y la política ‘pies secos, pies mojados’, principal estímulo a la emigración ilegal desde la Isla”.

La Isla lleva en su agenda el “rechazo por la política vigente de otorgarle parole a los profesionales y técnicos de la salud en terceros países para que abandonen su labor”, norma establecida en el 2006 por la administración de George W. Bush.

También, espera que estas conversaciones sobre el tema migratorio “sean un espacio para hablar de la cooperación bilateral  para el enfrentamiento a la emigración ilegal”, dijo un funcionario en declaraciones a Cubadebate. “Cuba expresará su disposición a incrementar esa cooperación”, añadió.

Un comunicado del Departamento de Estado estadounidense indicó que “el restablecimiento de las relaciones diplomáticas con Cuba es un paso crucial en el contexto de la agenda anunciada por el presidente (Barack) Obama el pasado 17 de enero, las negociaciones abarcarán el suministro técnico y material de la embajada, su personal y la entrega de visados”.

A la reunión de hoy, le seguirán otras dos el jueves donde se analizarán, en la mañana, los pasos para el restablecimiento de las relaciones diplomáticas entre ambos países, y en la tarde, un grupo de asuntos de interés muto para ambas naciones.

A estos dos encuentros asistirá como jefa de la delegación estadounidense Roberta Jacobson, secretaria asistente para Asuntos del Hemisferio Occidental, del Departamento de Estado.

No CubaDebate
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Como o Netflix conquistou Thiago e, aos poucos, com a Amazon, vai matar a Globo

Os filhos do Marinho vamos pegar de surpresa…
Antes desta minha mais recente viagem encontrei Thiago, que estava animado com sua nova conquista: uma TV que conecta na internet. Ele comprou o aparelho no Black Friday, por menos de mil reais.

Considerando que Thiago e a esposa ascenderam durante os governos Lula e Dilma mas economicamente ainda se encaixam na classe ” C”, fiquei surpreso. Por que abandonar as novelas da Globo, das quais o casal, no passado, foi fiel consumidor?

Resposta do Thiago: assinei o Netflix, agora quero ver filmes e series de TV a qualquer hora. Bingo! Menos um para a “grade”  de programas dos Marinho, grade que tem sentido literal para jovens como Thiago, que gosta da liberdade de definir seus próprios horários de entretenimento.

Desembarco em Nova York e aqui só se fala, nos meios televisivos, da disputa entre o Netflix e a Amazon, ambos agora no papel de produtores de conteúdo exclusivo.

Cada vez mais, as redes de TV tradicionais transpiram um cheiro de naftalina.

Com a série Transparent, que retrata um transsexual que aos 68 anos de idade decide viver como mulher, o canal da Amazon na internet ganhou seu primeiro Golden Globe, na categoria melhor comédia. Na internet, o feito antes era exclusivo do Netflix, com suas séries House of Cards e Orange is the new black.

Como resultado do sucesso de suas séries, o Netflix acaba de bater nos 50 milhões de assinantes. Em períodos recentes, mais da metade do crescimento veio do exterior, ou seja, de gente como Thiago.

Visando estimular acesso ao seu canal Prime, a Amazon acaba de assinar contrato com Woody Allen, que produzirá sua primeira série de TV para passar inicialmente… na internet!

A aposta dos dois gigantes do entretenimento se concentra em temas ousados. Nem a Amazon, nem o Netflix buscam o público mediano, como faz a Globo com suas telenovelas. Para fisgar os jovens de até 30 anos faz-se necessário violar todos os tabus de um país puritano.

Por isso, House of Cards viaja pelos corredores corrompidos do poder, num roteiro que jamais caberia nas sisudas ABC, CBS ou NBC.

Desde que a HBO inventou o slogan ” it’s not TV, it’s HBO”, demarcando um  novo território para as séries norte-americanas, os Estados Unidos vivem um boom no setor, produzindo joias como The Sopranos, Breaking Bad e Homeland.

No Brasil, isso seria impensável, por conta do virtual monopólio da Globo. A empresa dos Marinho controla, do Rio, de maneira verticalizada, 80% da capacidade de produzir conteúdo, concentrando atores, diretores, produtores, roteiristas, etc.

Nos Estados Unidos, por lei, nenhuma rede de TV pode produzir tudo o que coloca no ar. Precisa comprar de terceiros. Isso incentivou, ao longo do tempo, o desenvolvimento de uma cadeia de produtoras independentes em praticamente todos os grandes mercados do país.

Agora, com Netflix e Amazon entrando na disputa, esse mercado ficará ainda mais fortalecido. Ambas visam atingir o público através de plataformas móveis, especialmente do celular.

Enquanto no Brasil discutimos se e quando o jornal de papel vai acabar, aqui nos Estados Unidos o debate é sobre quando o computador desktop vai se tornar obsoleto.

Segundo Gian Fulgini, da Comscore, nos últimos 4 anos o tempo de uso de internet dos norte-americanos teve acréscimo de 157%.

Hoje, os usuários de celular dos Estados Unidos passam mais da metade do tempo… na internet.

Que tal assistir a um capítulo do House of Cards em seu celular, durante uma viagem de trem entre Nova York e Washington?

Para os irmãos Marinho, o problema é que este conteúdo também estará disponível para o motorista preso num congestionamento na Mogi-Bertioga ou bem ali, no Jardim Botânico.

Todo o Brasil vai acabar pagando, para os Estados Unidos, o pesado pedágio por ter mantido um setor tão importante da economia praticamente monopolizado e, portanto, engessado.

Luís Carlos Azenha
No Viomundo
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PAC emplaca 4 obras entre as 100 mais importantes do mundo

Estação de Bombeamento 1 (EBV1) do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. 
Foto: Divulgação - Moreira Jr. / outubro 2014
Seis grandes obras de infraestrutura do Brasil estão entre as 100 mais importantes do mundo, de acordo com lista feita pela consultoria internacional KPMG, e quatro delas têm o carimbo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): Projeto de Integração do rio São Francisco (PISF), Morar Carioca — comunidade sustentável, o Campo de Libra do Pré-sal e a Parceria Público-Privada (PPP) do sistema de tratamento de esgoto de Recife (PE). As outras duas obras brasileiras incluídas na lista, divulgada no final de 2014, são a Ferrovia Transcontinental, o Metrô da Linha 6 de São Paulo.

Segundo a publicação, cada um dos 100 projetos listados "representa o espírito de infraestrutura, desenvolvimento e financiamento privado", e revela como governos pelo mundo estão se desdobrando para encontrar meios para financiar importantes projetos de infraestrutura — como é o caso do PAC.

A publicação com a lista completa, em PDF (em inglês).

Das quatro obras do PAC listadas pela consultoria KPMG, a que é integralmente financiada com recursos do PAC é o Projeto de Integração do São Francisco, que gera mais de 10 mil empregos e está com quase 70% de seus trabalhos concluídos. O projeto vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas que moram em 390 municípios do Nordeste do país. É a maior obra de infraestrutura hídrica do país e uma das maiores do mundo. Se destaca por executar 477 quilômetros de canais em dois eixos de transferência de água — Norte e Leste —, com a construção de 4 túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

Veja fotos das obras do Projeto de Integração do rio São Francisco na página no Flickr.

Os mochileiros do PAC estiveram em Salgueiro, no interior de Pernambuco, e conferiram os benefícios que a obra já está levando à população local:



A lista das obras é um relatório global que a empresa KPMG faz a cada dois anos. Foram criados quatro grupos para selecionar as obras mais importantes de acordo com sua complexidade, relevância para o país, viabilidade econômica e impacto na sociedade. Para se chegar à lista final de 100 obras, foram convidados especialistas independentes dos Estados Unidos, China, Índia e Brasil, que formaram quatro juris para cada região avaliada. Após algumas rodadas de discussão dos júris, chegou-se à lista final de 100 empreendimentos.

Segundo o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo, o Brasil retomou com vigor os investimentos em infraestrutura e tem feito boas iniciativas para financiar essas obras. "O PAC é um indutor e realmente tem acelerado e beneficiado vários projetos de infraestrutura, inclusive alguns de parceria público-privada, aportando recursos na área de transporte urbano, por exemplo", afirma o consultor, que elogia a integração cada vez maior entre o PAC e o Programa de Investimento em Logística (voltado para concessões), para que o Brasil aumente ainda mais o investimento em infraestrutura logística. "A infraestrutura é crucial para o crescimento das exportações e para o crescimento doméstico."

A obra de Integração do São Francisco está com cerca de 70% dos trabalhos concluídos e conta com mais de 10 mil trabalhadores. Foto: Divulgação
Edson Costa, coordenador do departamento de Recursos Hídricos da Secretaria do PAC, lembra que a Integração do rio São Francisco é um projeto muito antigo, vem sendo debatido desde a época do Império, há mais de 100 anos. Mas só depois da inclusão da obra no PAC, em 2007, é que ela realmente começou a andar. O PAC, diz Costa, criou um ambiente melhor de investimentos no país, priorizando algumas obras importantes e criando mecanismos para financiar os projetos. "A possibilidade de conclusão das obras que compõem a carteira do PAC são maiores, pois existe tratamento diferenciado na gestão, no monitoramento e na garantia dos recursos", explicou Costa.

O professor de finanças da Universidade de Brasília (UnB), José Carneiro da Cunha, diz que a Integração do São Francisco é sem dúvida uma das obras mais estratégicas em andamento hoje no país, por atacar um problema antigo, que é o abastecimento de água no Nordeste. "Resolvendo isso, vai também potencializar a produção agrícola da região e dando melhores oportunidades de emprego." Pode inclusive, diz Cunha, gerar uma redução da pressão de expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia, já que o PISF contribuirá para melhorar a qualidade do solo do semiárido por meio da irrigação. "Além disso, faz surgir novas atividades econômicas na região, reduzindo a necessidade de programas assistenciais, o que é muito bom."

No PAC2
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Lula processa colunista por notícia falsa sobre “novo câncer”


O ex-presidente ingressou com uma interpelação judicial nesta segunda-feira (19) contra o jornalista Leandro Mazzini, do UOL, após notícia sobre tratamento contra câncer no pâncreas, classificada como “mentira, uma peça de ficção”

A falsa notícia divulgada pelo UOL sobre o tratamento que o ex-presidente Lula teria feito para combater um novo câncer terá consequências mais sérias. Segundo a colunista Mônica Bergamo, o petista ingressou com uma interpelação judicial nesta segunda-feira (19) contra o jornalista Leandro Mazzini. Ele havia publicado, em sua coluna, reproduzida por jornais do Grupo Folha, a informação de que Lula fez um tratamento sigiloso no Hospital Sírio Libanês, em 2014, contra um câncer no pâncreas.

Na medida protocolada no Fórum Criminal de SP, os advogados do ex-presidente declaram que o “jornalista faltou com a verdade” e negam o diagnóstico apresentado. Afirmam, ainda, que o medicamento citado por Mazzini, o Bevacizumab, “não é usado ou recomendado pela literatura médica para tratamento de câncer”. Em nota, o Instituto Lula classificou a notícia como “uma mentira, uma peça de ficção”. O colunista, por sua vez, só comentará o caso após ser notificado oficialmente.

No Fórum
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Jornalistas defendem regulação da mídia

Em mensagem encaminhada na última quinta-feira (15/01) à presidenta Dilma Rousseff, a Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas apresentou o que considera indispensável para o exercício de um jornalismo forte, independente, livre e responsável no Brasil. A entidade apresentou seu diagnóstico sobre o sistema de comunicação brasileiro e reivindicou que o novo governo implemente um novo marco regulatório para as comunicações no país e convoque a II Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).

Repudiando qualquer forma de censura, a entidade sustenta que o controle público dos meios de comunicação significa constituir mecanismos transversais e interconexos para a aplicação de regras públicas, democraticamente constituídas, a serem observadas por todos. Defendeu, também a urgente reorganização do sistema de comunicação, para cumprir os preceitos constitucionais e superar o atual cenário de oligopólios. Neste sentido, a Fenaj atribui à comunicação uma dimensão estratégica, tanto do ponto de vista das políticas públicas a serem geradas, como da necessária articulação dos movimentos sociais.

Democratizar a comunicação para consolidar a democracia

O diagnóstico produzido pela Federação é de que a situação da propriedade, das relações estabelecidas e da interferência na vida nacional por parte dos veículos de comunicação social é incompatível com a democracia. Daí decorre a conclusão de que ou o Brasil democratiza seu sistema de comunicação ou não será possível a consolidação plena da democracia.

Entre os pontos do diagnóstico que sustentam tal afirmação foram apontados a legislação insuficiente e arcaica do país em relação à radiodifusão e à comunicação, que atende quase que exclusivamente aos interesses empresariais do setor, a regulação das novas tecnologias também marcada pelos interesses empresariais, submetendo o modelo de serviço ao modelo de negócio sem articulação das diferentes plataformas tecnológicas, dos diferentes atores econômicos e das diversas demandas sociais, e a concentração da propriedade dos veículos de comunicação no país, comprometendo a vocação pública da comunicação.

Em seu diagnóstico apresentado à presidente Dilma Rousseff, a Federação Nacional dos Jornalistas também critica a hegemonia excessiva do modelo da TV aberta, que, se por um lado foi bem sucedido do ponto de vista econômico, por outro constituiu um empobrecimento no que diz respeito à diversidade cultural, à representação regional e à pluralidade de opiniões. Critica, ainda, o hipertrofiamento do sistema de TV comercial brasileiro, que incide exageradamente na cultura nacional, em detrimento dos sistemas público e estatal.

A entidade argumenta que a falta de incentivos à leitura coloca o Brasil entre os países com menor índice de leitura de jornais das Américas e que o jornalismo e os jornalistas são prejudicados pelas escolhas empresarias de transformar seus empreendimentos em verdadeiros partidos políticos. "Estas escolhas inviabilizam o livre trabalho dos jornalistas, por um lado, e, por outro, negam à população a possibilidade da constituir uma opinião pública efetivamente livre", diz o documento.

Reivindicações

A Fenaj conclui sua mensagem à presidenta Dilma Rousseff colocando-se à disposição para debater as políticas públicas de comunicação e reivindica que o novo governo implemente imediatamente o marco regulatório para as Comunicações, para regulamentar o Capítulo V da Constituição Federal, reorganizar o sistema de negócios e de serviços; e implementar, de forma organizada, a convergência tecnológica.

Reivindica, também, a criação dos mecanismos de regulação aprovados pela I Confecom, com a imediata instalação de um Conselho de Comunicação, consultivo e deliberativo, nos moldes dos órgãos existentes em países como Estados Unidos, Espanha, França e Portugal, fortalecimento dos sistemas público e estatal de comunicação, com a convocação imediata do Fórum Nacional de Comunicação Pública, fortalecimento do jornalismo e dos jornalistas, com a garantia da regulamentação profissional e a implementação de políticas públicas para a segurança dos jornalistas e a convocação da II Confecom, com a incumbência de sistematizar as propostas da primeira Conferência e elaborar uma proposta de Marco Regulatório para o país.

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Guerra econômica dos EUA busca repetir na Venezuela o golpe contra Allende no Chile

A retenção de produtos como arma política
 contra o povo na Venezuela
Com a guerra econômica os EUA buscam repetir na Venezuela o que ocorreu contra Salvador Allende quando o Chile sofreu um golpe de Estado provocado pela direita em 1973, após esta promover a escassez e angustiar a população com ondas de rumores contraditórios. 

Tal afirmação foi feita pelo jornalista Eleazar Díaz Rangel, durante sua participação no programa José Vicente Hoy, no qual explicou que esta campanha tem acrescentado o uso das redes sociais para tentar repetir a agenda de violência do ano passado através dos atos terroristas da direita que assassinaram 43 pessoas em todo o país.

"Contra Allende houve essa conspiração midiática que pode ser comparada com o que ocorre atualmente na Venezuela. A diferença é que essa contra Maduro e o presidente Chávez dura 15 anos", declarou.

Sobre isso, Díaz Rangel explicou que um dos aspectos fundamentais para combater os ataques é solucionar o tema do abastecimento incrementando a produção nacional e reduzir a burocracia.

O jornalista afirmou que confia na capacidade do governo de tomar medidas para enfrentar os ataques e resolver esta situação.

No Pátria Latina
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Sérgio Porto # 112


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Essa é do Barão... 170


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Je suis Globo: e se os brasileiros se revoltassem com a deportação da equipe da emissora?

Amados
Raras vezes se viu tamanha comoção nacional.

A deportação da equipe da Globo na Indonésia mostrou o quanto os brasileiros amam a empresa da família Marinho.

Inspirados  no movimento que galvanizou o mundo depois do massacre dos cartunistas do Charlie Hebdo, brasileiros em copiosas cidades do país saíram às ruas para protestar contra o governo indonésio.

Cartazes uniram o país num só brado indignado: “Je suis Globo”.

Certos manifestantes preferiram especificar sua solidariedade. “Je suis Bonner”, “je suis Merval”, “je suis Míriam Leitão”, “je suis Faustão” eram alguns dos cartazes que se observaram nos protestos.

Aqui e ali, provavelmente num processo de identificação com a Globo, foi possível também ver cartazes que diziam: “Je suis Aécio.”

A polícia teve dificuldade em conter as pessoas no momento em que, em muitas cidades, elas decidiram ir para o aeroporto com o objetivo de voar para a Indonésia e, lá, cobrar satisfações do governo.

Há, agora, uma grande pressão sobre Dilma para que ela dê um ultimato para o presidente Jokowo.

A ideia é esta: se ele não pedir perdão em 24 horas para a Globo, é guerra.

A reportagem do DCM quis entender por que se optou pela língua francesa para expressar o apoio à Globo.

Uma senhora patusta e rosada respondeu a nosso repórter: “O português não está à altura da Globo.”

A conversa dos editores do DCM com o repórter foi, lamentavelmente, breve. “Chefe”, disse ele pelo celular a seu superior. “Agora tenho que desligar.”

O chefe, que ainda tinha perguntas a fazer, quis saber o que o levava a querer desligar tão rapidamente o celular.

“É que vou-me juntar também aos manifestantes. Mais que jornalista, sou um cidadão. E neste instante, como todo o Brasil, je suis Globo.”

Paulo Nogueira
No DCM
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