28 de dez de 2014

O Planalto de Kafka


A divulgação de duas listas complementares — a de 28 políticos arrolados na delação premiada de Paulo Roberto Costa (19/12) e a de 13 ministros indicados por Dilma Rousseff (23/12) — deram um toque de absurdo ao Natal de 2014. É tal a proximidade entre uma e outra que a presidente chegou a consultar, sem sucesso, a Procuradoria Geral da República para evitar repetições. Parece anedota: “Em que lista você entrou?”. “Na da Dilma”. “Ufa!”.

Tem mais. Depois de entregar a política econômica à direita, tendo feito uma campanha classista, a nomeação de símbolos conservadores para outras pastas sem, por enquanto, qualquer compensação à esquerda, somou o insulto à ofensa. A presidente parece uma personagem de Kafka, condenada a cumprir papel que sabe não ter sentido. Senão, vejamos.

A duras penas, graças à manutenção do emprego e da renda, ela conseguiu recuperar e manter parte da alta popularidade que tinha até as manifestações de junho de 2013. Agora, por meio de Joaquim Levy, vai serrar o galho no qual está sentada em nome de uma austeridade feita para agradar o capital financeiro que sempre a odiou e ela combateu. Pior: a cada rodada, os novos “amigos” da presidente vão exigir mais austeridade para resolver os problemas que a própria austeridade vai criar.

De outro lado, com o megaescândalo da Petrobras, o intuitivo seria Dilma nomear um honrado ministério técnico de alto nível. Além de ser compatível com o seu próprio perfil, isso a blindaria contra qualquer possível denúncia. Porém, por mais paradoxal que pareça, à medida que as revelações prosseguem, a presidente fica refém da opção oposta.

Ocorre que Dilma precisa munir-se agora da maior base congressual possível, pois quando o navio começar a balançar, os mais fisiológicos irão rápido para a oposição, tornando o palácio alvo de isolamento e a chantagem. Mas para montar tal suporte, ela precisa recorrer exatamente àqueles que estão na mira da Operação Lava a Jato. Afinal, simplesmente não há outras forças com as quais possa se aliar.

Em outras palavras, para proteger-se do escândalo, precisa apoiar-se nos que estão nele enredados. É como tentar avançar caminhando sobre areia movediça com um peso enorme nas costas.

Para completar, tendo a Petrobras papel produtivo central — por vezes portadora de mais investimentos que a União —, os danos provocados na companhia podem ter também repercussão econômica. Para não falar do que significa paralisar as maiores empreiteiras do país. And last but not least: o solavanco russo da semana passada acena com a possibilidade de turbulência externa.

Apesar do cenário ruim, desejo a todos o melhor 2015 possível.

André Singer
No fAlha
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A mídia e a sociedade do espetáculo

O conceito de sociedade do espetáculo apareceu pela primeira vez em 1967, quando o anarquista francês Guy Debord publicou seu livro La société du spectacle, estudo crítico sobre capitalismo, consumo e sociedade. Temas como a desilusão capitalista, negação da vida real e forma-mercadoria estão nesse livro, um dos textos paradigmáticos das manifestações de Maio de 68 em Paris. Pode-se dizer que é um estudo, mais que pioneiro, profético.

O comportamento empresarial, político e psicossocial que determina o que conhecemos hoje como sociedade do espetáculo só teve início consciente a partir dos anos 1970, desenvolvendo-se na década seguinte e fixando seus padrões nas décadas 1990 e 2000.

Na base dessa compreensão e dessa prática do ser para ser visto e não do ser por existir está o simulacro, a imagem e/ou o som da coisa no lugar da coisa em si, a sacralização da imitação, a virtualidade, a existência passada a limpo através das máquinas, a troca do sangue-suor-e-lágrimas da vida vivida pela magia das ficções, das telinhas e telões. A meta mais perseguida pelas novas tecnologias da comunicação é a realidade virtual, a criação de ambientes cibernéticos “realistas” (com aspas porque na verdade são ilusórios) onde as pessoas podem interagir com as coisas, e no futuro com outras pessoas, utilizando todos os sentidos. Na prática temos a popularização do 3D (terceira dimensão), o sexo virtual, o anonimato nas redes sociais onde você pode se mostrar ao mundo com a cara que desejar, postando outras caras ou modificando, embelezando, a própria.

Uma vertente importante no contexto espetacular é a cultura do narcisismo, desde as transformações do corpo nas máquinas, nas telas (fotoshop), até a transformação do corpo real: a onda mundial das tatuagens e piercings, a radicalização da body modification (modificação corporal), dos peitos e bundas siliconados, da implantação de membranas entre os dedos ou de chifres de plástico na cabeça. De maneira geral, a medicina não é contra essa prática, a cada dia aumenta o número de médicos dedicados a essas cirurgias duplamente invasivas (na matéria da carne e no imaterial da alma), essas alterações da natureza. Claro que o ser humano sempre fez pequenas alterações corporais, vide as escarificações dos povos africanos, as tatuagens tribais e a maquiagem. Mas de um costume culturalmente restrito, arcaico e grupal, de caráter defensivo (assustar animais e pessoas hostis), passamos a uma moda universal e vaidosa, no sentido do destaque pessoal.

Outra vertente é a espetacularização da política, aspecto que me levou a escrever essas mal traçadas, ainda impregnado pela truculência da recente campanha eleitoral brasileira, onde os candidatos atuaram como personagens de uma peça indecisa entre o Sonho de uma noite de verão de Shakespeare e A resistível ascensão de Arturo Ui de Brecht. Tudo bem ensaiado e sincronizado por um enxame de diretores, redatores, figurinistas, cenaristas, maquiadores e cabeleleiros. Mas a imagem não é tudo, existe também a fala e aí o bicho pegou. Quando ouvi um senador, líder do partido derrotado, esbravejar que não queria diálogo (em resposta a um convite da candidata eleita) não acreditei, inclusive porque nem o orador acreditava no que dizia, já que é um político e a sustentação democrática da política é o diálogo.

Na sociedade do espetáculo a verdade não tem importância, o que vale são as versões, as visões que podem ser criadas e recriadas. No centro desse holocausto da veracidade, ponteiam e brilham as grandes corporações midiáticas, as que têm maior interesse e maiores ganhos com as simulações. O melhor exemplo recente também vem da campanha mencionada, quando uma revista estampou na capa, na véspera da eleição, que a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula eram coniventes com a corrupção. A acusação, sem provas, baseava-se em uma frase de um delator premiado (que delata para ter sua pena reduzida). A revista disse que estava praticando a liberdade de expressão. Ou seja, a sociedade do espetáculo está incluindo, cada vez mais, a mentira como manifestação da liberdade de expressão. Que tempos virão?

Orlando Senna, cineasta, documentarista, escritor e colaborador da Diálogos do Sul.
No Blog do Miro
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A explicação da Veja sobre o zero de Aécio é uma das piadas do ano

O que explica a má colocação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na edição de 2014 do Ranking do Progresso de VEJA em parceria com o Núcleo de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Necon)? Candidato à Presidência desde junho deste ano, Aécio saiu em campanha pelo país, o que evidentemente o afastou de Brasília e da movimentação cotidiana do Senado.

Era natural, dada a ausência, imperativa aos candidatos a qualquer cargo, mas sobretudo aos postulantes a presidente, que Aécio fosse penalizado por dedicar menos tempo à atividade legislativa, votando menos do que poderia, por exemplo. Se tivesse votado em todas as ocasiões e aproveitado as oportunidades para fazer mais pronunciamentos e apresentar mais emendas, Aécio apareceria melhor posicionado na listagem.

Os mais de 51 milhões de votos obtidos por Aécio na disputa presidencial vencida por Dilma Rousseff, com vantagem de pouco mais de 3 milhões de votos, indicam a relevância e a aprovação por um imenso grupo de brasileiros do trabalho parlamentar do senador mineiro desde fevereiro de 2011, respeitado tanto por companheiros de partido como por opositores. Sua posição no Ranking do Progresso em 2014 é, portanto, um ponto absolutamente fora da curva.


Ele
Em algum momento do ano, a Veja tinha que publicar alguma coisa verdadeira, pela lei das estatísticas jornalísticas.

Isso aconteceu em sua última edição do ano, numa lista com o desempenho dos parlamentares brasileiros em 2014.

É um levantamento que a revista faz desde 2011, e que leva o pomposo nome de “Ranking do Progresso”.

Segundo a Veja, “critérios objetivos” são usados para a classificação: não se trata apenas de assiduidade, mas da qualidade dos projetos apresentados.

Na lista de 2014, entre os senadores, Aécio apareceu na última colocação. A nota que ele mereceu da revista foi, simplesmente, zero. A escala ia até dez.

Ainda ontem, quando a informação viralizou na internet, alguns tentaram explicar a posição de Aécio.

Um colunista do Globo, no Twitter, sugeriu que a posição de Aécio podia dever-se à campanha presidencial.

Os internautas não engoliram a justificativa. Alguém lembrou que o senador Lindbergh Farias também esteve em campanha em 2014, e ficou na segunda colocação.

Diante do clamor da internet, a Veja decidiu, no domingo, o impossível: justificar a posição de Aécio.

O caminho foi exatamente o do colunista do Globo: a campanha.

Era melhor a revista ficar em silêncio fúnebre. Ou será que a campanha explica também a nota 3,8 — de zero a dez — que Aécio levou em 2013?

Na primeira lista, a de 2011, Aécio sequer foi citado. Apenas 22 senadores apareceram nela, e entre eles não figurava Aécio.

Há, como se vê, uma coerência no Ranking do Progresso, pelo menos no que diz respeito a Aécio Neves.

Jornalisticamente, ficam algumas perguntas.

A primeira é: por que a Veja não utilizou seu “Ranking do Progresso” em nenhum perfil que fez sobre Aécio?

A seus leitores foi subtraída uma informação essencial.

Nenhum dos blogueiros também jamais mencionou uma lista destinada, segundo a Veja, a empurrar o país “rumo ao futuro”.

A Veja tratou seu próprio material como trata as notícias de um modo geral: se são desfavoráveis aos amigos, esconde-as. Mostrou assim a natureza do jornalismo que pratica.

Você pode perguntar: mas por que então ela deu a relação em que Aécio aparece em último lugar?

Boa questão.

Minha desconfiança é que, se não desse, ela vazaria de qualquer forma da internet, e o embaraço seria não só de Aécio mas da Veja.

Um instituto, mediante as diretrizes da Veja, avalia os parlamentares e os enumera. O “Ranking do Progresso” de 2014 fatalmente apareceria em algum site, e de lá viralizaria.

Na internet, é bem mais difícil você manipular as informações.

Por fim, fora as gargalhadas inevitáveis no reconhecimento involuntário que a Veja fez do trabalho de Aécio em Brasília, fica a constatação: a revista se bateu furiosamente para eleger o pior senador do Brasil.

Paulo Nogueira
No DCM
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O bebê e a bacia

http://www.maurosantayana.com/2014/12/o-bebe-e-bacia.html

 

O senhor Robson Andrade, presidente da CNI, afirmou nesta semana que as denúncias que envolvem algumas das maiores construtoras do Brasil são pontuais e que a investigação e eventual punição desses atos não pode inviabilizar a continuidade de sua atuação em benefício do país.

Grandes empresas são estratégicas para qualquer nação. Se não fosse o trabalho de construtoras como a Mendes Júnior, na década de 1970, em países como o Iraque e a Mauritânia, com a ida para lá de milhares de técnicos e operários brasileiros, para construir ferrovias, rodovias e obras de irrigação, o Brasil não teria conseguido, naquela ocasião, enfrentar a crise do petróleo.

Não existe grande nação que não tenha grandes empresas e grandes bancos para apoiá-las, dentro e fora de seu território, na disputa com empresas e bancos de outros países.

A Suíça e a Nestlé e os seus bancos; os EUA e a IBM, a Boeing, a Northrop, a Microsoft ou a Monsanto; a Alemanha e a Bayer, a Basf, a Siemens, a Volkswagen; a Itália e a Fiat , a ENI, a Benetton e a Beretta; a Espanha e a Repsol, o Santander e a Telefónica. Nem uns existiriam sem os outros, nem nenhum deles são santos.

A diplomacia e a estrutura pública desses países e suas grandes empresas sempre se ajudaram mutuamente, para a conquista do mundo.

No Brasil ocorre o contrário.

Independentemente das investigações em curso, nos últimos anos parece que é pecado, ou proibido, que nossos bancos públicos, como o BNDES, a exemplo do que fazem os Eximbanks dos EUA e da Coreia do Sul; o Deustche Bank da Alemanha; a JFC e o JBIC do Japão, financiem e apoiem a expansão de empresas como a JBS-Friboi, a BRF, a Vale, a Totus, a Gerdau, e construtoras como a Odebrecht — que atua em dezenas de países do mundo — dentro e fora do Brasil.

Houve corrupção na Petrobras?

Que corruptos e corruptores sejam punidos. O que não se pode é paralisar e quebrar algumas das maiores empresas de capital nacional, porque, nessa hipótese, quem mais perderá será o Brasil.

Arrebentar com a competitividade do país na área de infraestrutura e construção pesada, destruindo alguns dos principais instrumentos estratégicos que temos para aumentar nosso poder e projeção no exterior, e mais particularmente, na África e América Latina — nosso espaço imediato de influência — é o mesmo que jogar pela janela a água suja da bacia, junto com o bebê que estava tomando banho, ou amputar os dois pés para combater uma infecção de unha.

Todos os grandes países do mundo combatem a corrupção de suas empresas. E — não sejamos hipócritas — muito mais a corrupção interna, realizada em seu próprio território, do que a externa, em território alheio.

Mas nenhum desses países deixou de apoiá-las com negociações e financiamento lá fora. Ou de exportar produtos, serviços e mão de obra por meio delas. Ou de usá-las, principalmente dentro e fora de suas fronteiras, para defender sua estratégia e seus interesses. Senador Aécio Neves acaba de obter, na Justiça de São Paulo, importantíssima e histórica vitória, que não é apenas dele, como cidadão, mas da democracia, de modo geral, em nosso país.
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O mexerico de Merval sobre Dilma

Louca cavalgada
Merval ingressou na categoria do valetudo em sua cavalgada feroz para combater Dilma.

Jornalismo, não é. É mexerico, intriga, canalhice e descaro, tudo misturado.

Em seu blog no Globo, ele trata de espalhar o boato de que Dilma está “deprimida”.

“Relatos” dizem que ela foi vista chorando.

Bem, o Brasil todo a viu chorar na cerimônia da Comissão Nacional da Verdade.

E de resto: ela não pode chorar? Merval mesmo: ele não chora nunca? Seus patrões não choram?

Dilma enfrentou uma campanha duríssima. Teve toda a mídia contra ela o tempo todo, e no segundo turno teve diante de si uma aliança que juntou de Aécio a Marina, de Eduardo Jorge ao Pastor Everaldo.

Nas sabatinas iniciais, eram todos contra ela. Como esquecer as perguntas dirigidas por Everaldo a Aécio? O que o senhor acha da corrupção do governo Dilma, senador Aécio?

Aos 68 anos, Dilma fatalmente teria que estar extenuada depois de um ano tão duro quanto 2014.

Compare com Aécio, que com menor grau de dificuldade está quase que em férias permanentes depois das eleições, e tratou que trocar uma passeata anti-Dilma que ele mesmo convocara por um final de semana numa praia de Santa Catarina.

Ao divulgar rumores, Merval contraria a regra de ouro do maior jornalista da história, Joseph Pulitzer: precisão, precisão e ainda precisão. Futricas são a negação disso. Pode ser um ato de desespero e de exaustão mental: também Merval já não é nenhuma criança. Talvez seja o momento de ele tirar férias prolongadas depois de uma guerra na qual, mais uma vez, ele saiu derrotado.

Numa grande frase, Wellington disse que havia apenas uma coisa pior do que vencer uma batalha: perdê-la.

A vitória de Dilma obviamente cobrou-lhe um preço, dadas as circunstâncias. Agora, é tempo de ela se refazer para o segundo mandato.

Se ela chorou, conforme insinua Merval, é o bom choro, o do vencedor.

É um tipo de lágrima bem diferente daquelas que provavelmente escorreram dos olhos de Aécio e de seus vassalos no jornalismo, entre os quais Merval.

Paulo Nogueira
No DCM
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Vagabundo! Quem?

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Wikileaks revela manuales de la CIA para espías extranjeros


Los documentos de la CIA advierten a sus espías sobre las medidas de seguridad en aeropuertos de otros países. También les recuerda que bajo ninguna circunstancia deben revelar su verdadera identidad y para ello les sugiere no llevar consigo cuentas de música, correo electrónico o redes sociales.

Dos documentos de la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su siglas en inglés) fueron revelados por el portal Wikileaks. Los textos detallan una serie de consejos para sus espías extranjeros que intentar cruzar fronteras y aeropuertos internacionales con indentidades falsas.

La principal recomendación de la CIA hacia los espías es que se mantengan firmes en su falsa identidad, incluso cuando los riesgos de ser detectado se elevan.

Los documentos citan como ejemplo el caso de un agente al que le detectaron restos de pólvora en un aeropuerto europeo. Tras ser sometido a duro interrogatorio, el espía nunca habló de su verdadera identidad e incluso dijo ser un experto en labores antiterroristas para justificar la posesión de una maleta contaminada con explosivos. El agente logró proseguir su viaje.

Otro consejo es no comprar un boleto de avión en efectivo un día antes del viaje, evitar tener una apariencias descuidada cuando se viaja con un pasaporte diplomático y mostrarse relajado.

Además, los documentos sugieren cuidar el volumen y las características del equipaje, así como el itinerario del viaje y la congruencia entre la personalidad del viajero y los objetos que porta.

Los documentos de la CIA también le explican a sus espías las características de los aeropuertos de algunos países. Según la central de inteligencia, en Chile las autoridades consideran sospechoso a un viajero procedente de Asia que en su pasaporte muestre diversas escalas.

Mientras que en la República de Mauricio o en Budapest (Hungría), los documentos especifican que en los aeropuertos los empleados públicos locales vigilan a través de cámaras de circuito cerrado de televisión. También en algunos países los funcionarios se mezclan entre los pasajeros.

Por otro lado, en México y Cuba los funcionarios de inmigración reciben información personal de los pasajeros de aviones que aterrizan, según indican los documentos.

La CIA también alerta a sus espías sobre llevar cuentas de música, correo electrónico o redes sociales en las que un inspector de migración o policía pueda descubrir su verdadera personalidad.

A lo largo de 14 páginas el texto explica casos reales por los que han pasado agentes de la CIA en lugares como Baréin, Santiago de Chile o Budapest.

Los documentos, que tienen fecha de 2011 y 2012, tienen estatus de clasificados y llevan la etiqueta NOFORN, la cual advierte a los usuarios que la información no puede ser compartida con servicios de espionaje de países aliadas.

También el pasado 9 de diciembre, el Senado de Estados Unidos presentó un informe que detalla las brutales técnicas de interrogación por parte de la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés) contra personas capturadas después de los ataques del 11 de septiembre de 2001.

No teleSUR
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Nota Pública da Comissão Pastoral da Terra


A Comissão Pastoral da Terra vem a público para denunciar as agressões que vem sofrendo a Comunidade Cajueiro, na zona rural do Município de São Luis, Maranhão. A área é ocupada há mais de 80 anos pela comunidade que está regularmente assentada pelo Estado do Maranhão, desde 1998, conforme escritura pública condominial registrada junto ao 2º Cartório de Registro de Imóveis de São Luís. 

A área é parte integrante da reserva extrativista (Resex Tauá-mirim) que está em vias de criação.

Esta área, porém, recentemente foi transformada em Distrito Industrial e nela a WPR SÃO LUIS GESTÃO DE PORTOS E TERMINAIS LTDA pretende construir um terminal portuário que está em processo de licenciamento ambiental pela Secretaria de Meio Ambiente do estado. Segundo se comenta, o porto beneficiaria diretamente a empresa Suzano Papel e Celulose.

Dizendo-se portadora de um documento de propriedade da área, a WPR tem feito inúmeras tentativas de se apropriar da mesma, inclusive com uso de milícias armadas para retirar as famílias que lá vivem. Na sua pretensão conta com o respaldo do governo do estado.

Em 4 de novembro, o Juiz da Vara de Interesses Coletivos e Difusos, Douglas de Melo Martins, atendendo solicitação da Defensoria Pública, expediu liminar determinando a suspensão do processo de licenciamento ambiental requerido pela WPR já que a documentação apresentada pela empresa não apresentava base suficiente para sua pretensão.

Porém, na última quinta-feira, dia 18 de dezembro, a empresa aproveitando-se do vácuo deixado pela renúncia da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, chegou à comunidade Cajueiro, acompanhada de seus “seguranças” e com a escolta de um carro do Batalhão de Choque da Policia Militar e apresentando uma ordem judicial — que apenas proibia futuras construções na área — saiu demolindo construções preexistentes. Foram demolidas 16 casas de moradores num horário em que somente mulheres e crianças estavam em casa, pois os homens estavam todos nos seus trabalhos.  

Esta é mais uma ação em que os interesses econômicos, com respaldo do poder público, se sobrepõem aos interesses e os mais elementares direitos das pessoas à moradia e ao trabalho.

A CPT externa toda sua indignação diante desta realidade e espera que sejam garantidos os direitos das famílias que já há algumas gerações ocupam e trabalham o território. Não podemos assistir, omissos, a tamanha violência.

Goiânia, 23 de dezembro de 2014.

Dom Enemésio Lazzaris
Presidente da Comissão Pastoral da Terra

No CPT
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Especulações

Sempre se especulou sobre por que o físico alemão Werner Heinsenberg foi conversar com o físico dinamarquês Niels Bohr em Copenhagen, em setembro de 1941. Heisenberg dirigia o programa nuclear da Alemanha e teria ido informar Bohr sobre o progresso da sua pesquisa, pedir sua ajuda, sondar o amigo sobre o que este sabia das pesquisas sendo realizadas nos Estados Unidos depois da chegada de Enrico Fermi, ou — a especulação mais intrigante — levado a Bohr a proposta de um compromisso, a ser assumido por cientistas dos dois lados, de não construir a bomba ou de sabotar a sua construção?

A simples especulação de que esta proposta teria sido feita trazia algumas implicações curiosas. Uma, a de que o próprio Heisenberg estaria deliberadamente atrasando o programa nuclear dos nazistas. Outra, a de que, mesmo se soubessem como fazê-la, os cientistas alemães não teriam construído a bomba. Outra, a de que o apelo de Heisenberg seria a valores humanísticos acima de lealdades passageiras a pátrias e regimes, ou a uma sensibilidade comum europeia, com a esperança que ela tivesse sobrevivido na América.

Parte da oportunidade que a América dava à ciência para levar a pesquisa nuclear à sua conclusão lógica e prática era livrá-la de escrúpulos e culpa, ou seja, livrá-la da hesitação europeia. Heisenberg estaria propondo uma conspiração da consciência, contra o pragmatismo americano e contra a volúpia histórica da ciência de perseguir toda descoberta até o seu fim, mesmo que o fim fosse o terror, no caso o terror nuclear.

Documentos recém publicados mostram que Heinsenberg não propôs nada parecido a Bohr, que Bohr só guardou da visita sua preocupação com a possibilidade de os nazistas terem a bomba primeiro e a certeza consoladora de que Heinsenberg e seu grupo não estavam nem perto de conseguir isso. Na verdade o que atrasou o programa nuclear alemão não foi a consciência mas o preconceito burro: os nazistas achavam que física teórica era “coisa de judeu” e custaram a entender todas as implicações do átomo partido. Da mesma forma, foram as novas leis raciais italianas, inspiradas pelas nazistas, que forçaram a ida de Enrico Fermi, cuja mulher era judia, para os Estados Unidos e a emigração da maioria da sua equipe.

A ideia de que Heisenberg representava uma resistência do espírito europeu ao horror da bomba em contraste com o pragmatismo americano, mesmo falsa, permanece uma metáfora forte. Heisenberg teria sido o gênio nuclear que não cruzou o Atlântico, o anti-exilado, o que não aproveitou a oportunidade oferecida pela America, da ciência sem remorsos, e fracassou.

Sem o vício do antissemitismo os alemães teriam feito a bomba antes? Como todas as outras especulações, esta continuará para sempre uma especulação. De qualquer jeito, quem ficou com a bomba não foi o Hitler, foi o Truman.

Em 2015 a explosão de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki fará 70 anos.

Luís Fernando Veríssimo
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Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Uma espécie de lanterna com lâmpadas de led,
o equipamento já foi testado pelo exército estadunidense
Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções. Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército estadunidense para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais. Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.

Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.



No asboasnovas.com
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2015, o ano que pode surpreender


Uma frente de esquerda, formada pelos principais movimentos sociais, liderada, entre outros, pelo dirigente do MTST, Guilherme Boulos, está em construção.

A palavra incerteza comanda a passagem de 2014 para o Brasil de 2015, mas o chão mole do calendário político registra agora uma auspiciosa pavimentação de terra firme que pode surpreender.

Uma frente de esquerda formada pelos principais movimentos sociais brasileiros, tendo à frente, entre outros, o dirigente do MTST, Guilherme Boulos, está em formação no país.

Não é ainda a alavanca capaz de reverter a ofensiva conservadora em marcha batida na sociedade. Mas tem potência para isso.

Tem, sobretudo, capacidade para sacudir uma correlação de forças na qual as elites mastigam a margem de manobra do segundo governo Dilma entre os dentes da fatalidade econômica e do engessamento político.

A iniciativa dos movimento sociais, apoiada por partidos de esquerda, conta com um incentivo sintomático da gravidade dos dias que correm: o do ex-presidente Lula e, portanto, de uma parte significativa do PT.

Tem, ademais, um precedente revelador.

Ela vem se somar a uma mobilização equivalente, iniciada há cerca de um mês, para reaproximar intelectuais de esquerda e construir um contraponto de ideias progressistas ao agendamento conservador da sociedade, martelado diuturnamente pelo jogral midiático.

Trata-se de uma usina de respostas à espiral regressiva; uma caixa de ressonância de intelectuais cidadãos.

Esse polo de debate e combate foi oficializado no dia 15 de dezembro, em evento em São Paulo, com o nome de Fórum 21.

A primeira assembleia, no Sindicato dos Engenheiros, elegeu como uma de suas vértebras a luta pela democratização dos meios de comunicação.

Presente no lançamento, o secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Juca Ferreira, afirmou que os meios de comunicação são o principal obstáculo ao debate crítico dos reais desafios brasileiros.

‘Precisamos iniciar uma reconstrução programática que supere nosso próprio desgaste, mas essa tarefa requer um ambiente midiático oposto ao atual, concentrado e carente de regras democráticas’, disse Ferreira. (leia ‘Para Juca Ferreira, falta de democracia da mídia substituiu censura do regime militar’).

A importância descomunal da imprensa na luta política não é assunto estranho à reflexão intelectual desde que Gramsci (1891-1936) o incorporou a sua obra.

Na Itália, a fragilidade das estruturas partidárias, ao lado das dificuldades impostas por uma unificação feita de instituições ralas e abismos sociais e regionais profundos, fez com que os jornais assumissem funções de verdadeiros partidos, ensinou o pensador comunista.

As semelhanças meridionais com o subdesenvolvimento tropical não são negligenciáveis.

Nos anos 90, Celso Furtado costumava explicar pacientemente aos jovens jornalistas — os poucos que ainda procuravam o grande economista brasileiro taxado de jurássico pela emergente agenda tucana — que o ‘populismo’, ao contrário da demonização que lhe atribuíam as elites, refletia o vácuo histórico de uma sociedade pouco sedimentada institucionalmente, capturada pelas mandíbulas de um capitalismo de fronteiras indivisas.

O Estado e os líderes carismáticos compensavam o oco político falando direto às massas. E intervindo na economia para organizar a luta contra o subdesenvolvimento.

A colisão entre esse improviso de poder popular e o diretório midiático gerou entre nós alguns capítulos pedagógicos.

O suicídio de Vargas foi um deles.

O criador da igualmente por isso maldita Petrobras apertou o gatilho para não ceder à pressão insuportável do denuncismo lacerdista, que exigia sua renúncia em emissões sistemáticas através da rádio Globo, dirigida então pelo jovem udenista Roberto Marinho.

O Brasil era descrito como um mar de lama.

É dispensável enfatizar as semelhanças com a pauta e os métodos abraçados agora pelos grandes veículos de mídia em sintonia com a oposição conservadora ao governo Dilma, ao PT e ao ‘lulopopulismo’ econômico.

O Fórum dos intelectuais e a frente de movimentos sociais emergem como o contraponto mais importante a isso, desde a vitória de Dilma em 26 de outubro.

O conservadorismo atordoa o discernimento da sociedade desde então com uma escalada vertiginosa de iniciativas.

Habilidosamente, equipara-se combate à corrupção à demonização do polo progressista, no qual se espeta o selo da degeneração política, associada a práticas econômicas ‘intervencionistas’.

A ideia de uma salubridade externa à história, tomada como referência limpa e boa na construção da sociedade, é um daqueles mantras aos quais se agarram os interesses dominantes de todos os tempos.

A depender da conveniência, essa salubridade poderá vestir a toga da judicialização da ‘má política’. Ou a gravata técnica dos centuriões que falam em nome da proficiência dos mercados para dar o rumo ‘correto’ à economia.

Ou ainda encarnar no monopólio de um dispositivo midiático que se avoca a prerrogativa de um Bonaparte, a emitir interditos e sanções em defesa dos interesses particulares apresentados como os de toda a nação.

Hoje, o objetivo desse aluvião é o impeachment de Dilma ou o sangramento irreversível de seu governo, e das forças que o apoiam, bem como das ideias que as expressam. Até o seu sepultamento histórico em 2018.

Semanas após a vitória progressista nas urnas, quando o governo parecia hipnotizado pelo serpentário golpista que havia subestimado, e por isso não se preparado para defender o escrutínio popular, Carta Maior indagava:

‘O que se pergunta ansiosamente é se Lula já conversou sobre isso com Boulos, do MTST; se Boulos já conversou com Luciana Genro; se Luciana Genro já conversou com a CUT; se a CUT já conversou com Stédile; se todos já se deram conta de que passa da hora de uma conversa limada de sectarismos e protelações, mas encharcada das providencias que a urgência revela quando se pensa grande. Se ainda não se aperceberam da contagem regressiva que ameaça o nascimento de um Brasil emancipado e progressista poderão ser avisados de forma desastrosa quando o tique taque se esgotar’.

A boa nova na praça é que a conversa começou.

O desafio de vida ou morte consiste agora em restaurar a transparência dos dois campos em confronto na sociedade.

Na aparente neutralidade de certas iniciativas pulsa, na verdade, a rigidez feroz dos interesses estruturais por elas favorecidos.

O melhor solvente para essa tintura é a ampla participação popular no debate e nas decisões que vão definir a rota do futuro brasileiro.

O país, desde 2003, e com todas as limitações e contradições intrínsecas a um governo de base heterogênea — tem figurado aos olhos do mundo como uma das estacas da resistência latino-americana à retroescavadeira ortodoxa, que demole e soterra direitos sociais e soberania econômica urbi et orbi.

Essa resistência criou um dos maiores mercados de massa do planeta em uma demografia de 202 milhões de habitantes.

O assoalho macroeconômico range e ruge sob o peso da inadequação entre a emergência dessa nova força motriz e as estruturas rigidamente pensadas para exclui-la do mercado e da cidadania.

A solução da 'agenda técnica’ é higienizar a sujeira do intervencionismo público em todas as frentes, devolvendo o mando do jogo à faxina autorreguladora dos mercados.

Sobrepor o interesse privado aos da sociedade implica capturar o sistema democrático integralmente para esse fim.

Era esse o objetivo dos candidatos conservadores derrotados em outubro.

Não era apenas uma disputa presidencial. Mas um capítulo do embate inconcluso pelo comando do desenvolvimento brasileiro.

Daí a ilusão de se supor que concessões pontuais vão saciar o agendamento derrotado nas urnas.

Não será a adoção homeopática de sua farmacopeia que o fará recuar.

O discernimento daquilo pelo que se luta, e contra quem se travará a batalha dos próximos dias e noites, é crucial para os interesses populares afrontarem a avalanche em curso.

Essa é uma batalha entre a democracia social e as forças regressivas que se insurgiram contra a sua construção em 32, 54, 64, 2005, 2006, 2010 e 2014.

Tornar esse divisor visível aos olhos da população requer um símbolo de magnetismo equivalente à dimensão das tarefas que essa agenda encerra em termos de organização e repactuação do país com o seu desenvolvimento.

Requer o nascimento de uma frente de esquerda que, à semelhança do ‘Podemos’, na Espanha, guarde incontrastável vinculação com as urgências populares. Mas também encerre um denso discernimento das contingencias globais, que não podem ser abduzidas pelo imediatismo corporativista.

Embora o martelete midiático tenha disseminado a bandeira do antipetismo bélico, a ponto de hoje contagiar setores amplos da classe média, o fato é que esse trunfo conservador ainda não reúne a energia necessária para inaugurar uma nova ordem.

O pântano, por enquanto, o satisfaz.

Ele desarma a sociedade e exaspera a cidadania.

Dissemina um sentimento de impotência diante das urgências de uma transição de ciclo econômico marcada por uma correlação de forças instável, desprovida de aderência institucional, ademais de submetida à determinação de um capitalismo global avesso a qualquer outro ordenamento que não o vale tudo dos mercados.

A força e o consentimento necessários para conduzir esse ciclo em uma chave que não seja a do arrocho requisitam o salto de articulação social que agora se ensaia.

O caminho oposto é o da treva.

A regressividade conservadora predominante na Itália após o ‘Mãos Limpas’, nos anos 90, não é uma miragem; é um risco real em sociedades desprovidas de representação política forte e organização social mobilizada (leia ‘Mãos Limpas; e depois, Berlusconi?’).

Lá como aqui o lubrificante do retrocesso foi a prostração progressista e a incapacidade da esquerda e dos democratas de construir um repto histórico de esperança para engajar a sociedade no comando do seu destino.

A gravidade dos desafios embutidos no calendário de 2015 é de ordem equivalente.

Saber onde estão as respostas e reunir a energia política capaz de validá-las é trunfo valioso.

É esse o significado encorajador da nascente frente de esquerda dos movimentos sociais e da usina de intelectuais cidadãos reunidos no Fórum 21.

São sinais de um aggiornamento em curso na vida política nacional.

Mas que já extrapolam a mera formalidade da travessia gregoriana, para emprestar a 2015 a dimensão e o desassombro de uma verdadeira renovação histórica.

Que assim seja um bom ano novo, são os votos que Carta Maior tem a certeza de compartilhar com seus leitores e com a imensa maioria do povo brasileiro.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Referência: Dezembro/2014

Anúncio: VT de 30 segundos

Abrangência: Mercado Nacional

*Audiência: Globo 12.3, SBT 4.9, Record 4.4, Band 1.6

*Dados: PNT – Painel Nacional de Televisão – Novembro/2014 – Faixa: 24 horas – 06h00 às 05h59 – Ibope / MW.

*Cada ponto equivale a 217 mil domicílios.

TABELA:
SIGLA   – PROGRAMA   – DIA DE EXIBIÇÃO – HORA INÍCIO –  HORA FIM   – PREÇO 30”
GLOBO      
VOICTHE VOICE BRASIL522:2023:50501.500,00
 FATIENCONTRO FÁTIMA BER2345610:5012:00105.400,00
 SHOVESQUENTAD13:0014:20111.100,00
 CHAOSAI DO CHAOD14:2515:35111.100,00
 EFESSINTONIZED14:3015:45121.200,00
 SERACOMO SERÁ?S06:0008:0015.100,00
 HORAHORA UM2345605:0006:0024.500,00
 NBRABOM DIA BRASIL2345607:3009:0077.000,00
 BPRABOM DIA SÃO PAULO2345606:0007:3052.800,00
 GESPGLOBO ESPORTE23456S12:5013:20182.900,00
 JHOJJORNAL HOJE23456S13:2013:50176.800,00
 VALECOBRAS & LAGARTOS2345616:3017:45113.700,00
 N18HBOOGIE OOGIE23456S18:2519:15270.800,00
 N19HALTO ASTRAL23456S19:3520:30370.700,00
 PTV2PRAÇA TV 2ª EDIÇÃO23456S19:1519:35360.800,00
 JNACJORNAL NACIONAL23456S20:3021:10645.700,00
 N20HIMPÉRIO23456S21:1022:20649.300,00
 JGLOJORNAL DA GLOBO2345600:2500:55140.700,00
 VIDEVÍDEO SHOW2345613:5014:40109.900,00
 EMPRP.EMPRESAS/G.NEGÓCIOSD07:5508:3028.900,00
 GRUDGLOBO RURALD08:3009:2569.500,00
 TMAXTEMPERATURA MÁXIMAD14:2017:00121.200,00
 DFAUDOMINGÃO DO FAUSTÃOD19:0021:00272.000,00
 FANTFANTÁSTICOD21:0023:25504.800,00
 PTV1PRAÇA TV 1ª EDIÇÃO23456S12:0012:50143.100,00
 REPOGLOBO REPÓRTER622:2023:20365.700,00
 TELATELA QUENTE222:2000:25323.100,00
 TARASESSÃO DA TARDE2345614:4016:3062.800,00
 MALHMALHAÇÃO2345617:4518:25176.000,00
 ESPOESPORTE ESPETACULARD10:0013:00160.100,00
 EFRCESPEC ROBERTO CARLOS323:1000:40432.000,00
 SUCISUPERCINES01:1003:0593.800,00
 SGALSESSÃO DE GALAD01:1003:0018.600,00
 COR1CORUJÃOD23456S02:0004:0018.600,00
 EFRERETROSPECTIVA 2014623:1023:50365.700,00
 ZORRZORRA TOTALS22:2023:20264.500,00
 JSOAPROGRAMA DO JÔ2345600:5002:0067.400,00
 HUCKCALDEIRÃO DO HUCKS16:2018:25130.700,00
 MAVOMAIS VOCÊ2345609:0010:1562.600,00
 GRURGLOBO RURAL – DIARIO2345606:0006:3024.500,00
 ALTAALTAS HORASS23:2001:10109.800,00
 FDESDESENHOSS08:0008:2529.400,00
 AUTOAUTO ESPORTED09:2510:00146.700,00
 REVESHOW DA VIRADA422:2501:35215.600,00
 TNOBSEXO E AS NEGAS323:1023:55270.300,00
 SSUPDUPLA IDENTIDADE623:2000:15215.600,00
 DOMADOMINGO MAIORD23:2501:10101.100,00
 PROFPROFISSÃO REPÓRTER323:5500:20168.300,00
 EFCICINEMA ESPECIAL NAT3422:2500:00323.100,00
 CORECORUJÃO DO ESPORTE401:4002:2559.800,00
 BESTBEM ESTAR2345610:1510:5062.600,00
 SHT1TAPAS E BEIJOS322:2023:10432.000,00
 SHQ3AMOR & SEXO523:5000:30153.600,00
 EFDIDIDI E O SEG D ANJOSD15:3516:50121.200,00
 CINECINEMA ESPECIAL422:0000:00323.100,00

SBT
NVN1NOVELA CHIQUITITAS2345620:3021:15306.098,00
 SRN1CHAVES NOT2345618:0019:45101.974,00
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 SRNTSÉRIE HATFIELDS & MCCOYS345623:1500:45195.814,00
 NVN2NOVELA REBELDE2345621:1522:00306.098,00
 PATSPATRULHA SALVADORAS20:3021:15306.098,00
 OKPSOKAY PESSOAL2345601:4502:4530.784,00
 PLTRPLANETA TURISMOD07:3008:3073.294,00
 NVT3NOVELA A FEIA MAIS BELA2345617:0018:15143.024,00
 EARTESSE ARTISTA SOU EU223:0000:00280.906,00
 COZPCOZINHA SOB PRESSÃOS18:1519:15234.047,00
 NAMAÉ NATAL MALLANDRO323:0000:45280.906,00
 PDRAPOUSADA DO RATINHO323:0000:00280.906,00
 RCTIRETROSPECTIVA 2014300:0001:00120.750,00
 SANISÁBADO ANIMADOS07:0012:4554.032,00
 TELATELA DE SUCESSOS623:0000:45297.310,00
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 JSBTJORNAL DO SBT NOITE2345601:0001:4582.349,00
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 CBEACINE BELAS ARTESS00:4502:30192.404,00
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 PELIPROGRAMA ELIANAD15:0019:00300.513,00
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 PSSLPROGRAMA SILVIO SANTOSD20:0000:00444.723,00
 CREPCONEXÃO REPÓRTER423:4500:45201.253,00
 DGABDE FRENTE C GABID00:0001:00148.655,00
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 RAULPROGRAMA RAUL GILS14:1518:15160.337,00
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 TNOITHE NOITE2345600:0001:00120.750,00
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 NTM1NOTÍCIAS DA MANHÃ 12345606:0007:0048.101,00
 NTM3NOTÍCIAS DA MANHÃ 32345608:0009:0057.937,00
 AGUCÁGUIAS DA CIDADE223:0000:00280.906,00

RECORD
PGTDPROGRAMA DA TARDE2345614:3017:2080.200,00
 RETFRETROSPECTIVA FAMOSO222:3000:00245.100,00
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 SABRPROGRAMA DA SABRINAS20:3022:45222.400,00
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 STELSUPER TELA523:3001:15256.300,00
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 TMAXTELA MÁXIMAD00:0001:15256.300,00
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 CARECÂMERA RECORD423:3000:30245.100,00
 DOESDOMINGO ESPETACULARD19:2023:00430.200,00
 FBESFALA BRASIL ESPECIALS07:0010:1597.100,00
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 EJUSROBERTO JUSTUS +200:3001:15224.300,00
 JRESJORNAL DA RECORD ESPS19:4520:30402.700,00
 CAESCIDADE ALERTA ESPS17:2019:4585.000,00
 SSEXSESSÃO DE SEXTA623:3001:15240.700,00
 STECSESSÃO DE TERCA323:3001:15240.700,00
 FAROHORA DO FAROD15:1519:20244.500,00
 REPIREPÓRTER RECORD INVE223:3000:30245.100,00
 FZENA FAZENDAD23456S22:3000:00291.000,00
 CMESCINE MAIOR ESPECIAL322:3003:15256.300,00
 CORECONTAGEM REGRESSIVA400:0000:05245.100,00
 CRE1CINE RECORD ESPECIAL422:3000:30256.300,00
 CTUTCONSELHO TUTELAR2345623:3000:30245.100,00
 CUCAAMOR CUSTA CARO622:3023:30245.100,00
 CVESCINE AVENTURA ESPS15:0017:3068.700,00
 FIL1CINE RECORD ESP VES514:0016:3080.200,00
 FRECFAMÍLIA RECORD322:3000:00245.100,00
 MAMRONDE ESTÁ VOCÊ?622:3023:30245.100,00
 MPMIMAN PRÁTICO MELHOR IDADE622:3023:30245.100,00
 STESSUPER TELA ESPECIAL522:3000:30256.300,00
 RKIVRECORD KIDS ESPECIAL4514:0020:0080.200,00
 TMAETELA MÁXIMA ESPECIALD23:1500:30256.300,00
 SHESSHOW ESPECIAL F ANO400:0001:00245.100,00
 CABLCASAMENTO BLINDADOS12:0013:00159.414,00

BAND
JNOIJORNAL DA NOITE2345601:0001:4559.830,00
 JGABJOGO ABERTO2345611:1012:3083.945,00
 CLUBBAND ESPORTE CLUBES13:2515:0087.450,00
 P24HPOLÍCIA 24 HORAS522:4500:15122.400,00
 CIMDCINEMA NA MADRUGADAS01:0005:3026.300,00
 TOPSTOP CINES22:1500:15103.335,00
 CAFECAFÉ COM JORNAL2345608:0009:0020.845,00
 TRIPTRIP TV502:1502:4555.400,00
 TRIRTRIP TV REPRISE302:1502:4537.220,00
 MCHEMASTERCHEF322:4500:15118.835,00
 TO20TOP 20D20:0021:0096.760,00
 TANTTÁ NA TELA2345615:3017:0076.315,00
 JBANJORNAL DA BAND23456S19:2020:30284.060,00
 CANACANAL LIVRED00:0001:0029.030,00
 EVENEVENTOSD23456S06:0000:00151.990,00
 BRURBRASIL URGENTE 12345617:0018:50146.820,00
 DIADDIA DIA2345609:0010:1025.680,00
 EUROLIGA DOS CAMPEÕES416:0018:00237.885,00
 SBUDSHOW BUSINESS REPD01:3502:25100.010,00
 BAKLBAND KIDS2345610:1011:1019.520,00
 CLUSBAND ESPORTE CLUBED13:3015:0087.450,00
 CQCSCQC222:4501:15182.785,00
 CQCQCQC REPRISES21:2022:15122.365,00
 TEP3TERCEIRO TEMPOD17:5020:00139.620,00
 FTQUFUTEBOL BAND QUA421:3000:00274.995,00
 FTDMFUTEBOL BAND DOMD15:3017:50274.995,00
 SBUSSHOW BUSINESSS00:1501:00100.010,00
 OMSBO MUND SEG BRASILEIR322:0022:45102.455,00
 GOLLGOLD15:0015:3082.685,00
 PREJPRE-JOGO421:2021:3096.645,00
 PAN1PÂNICO NA BANDD21:0000:00320.295,00
 PAN2PÂNICO NA BAND REP622:4500:15196.185,00
 SIMPOS SIMPSONS25622:0022:4596.760,00
 BRUSBRASIL URGENTE SBS17:0018:50146.820,00
 CCSMCOMO EU CONH SUA MAE235621:3022:0087.965,00
 SABESABE OU NÃO SABE2345615:0015:3065.995,00
 ATARAGORA É TARDE345600:1501:1588.625,00
 SRSDSÓ RISOS DOMINGOD12:3013:3080.275,00
 FMANDESENHOS MANHÃDS06:0007:0010.010,00
 SABSSABE OU NÃO SABE SABS15:0017:0065.995,00
 WALMSÉRIES MADRUGADA24602:1502:4538.335,00

REDETV!
AMSHAMAURY JR.SHOWS19:3520:3549.590,00
 GOODGOOD NEWSS20:3521:2096.940,00
 SABASÁBADO TOTALS14:0016:1597.410,00
 SOBMSOB MEDIDA523:0500:10109.840,00
 TEPETE PEGUEI2345618:0018:4042.320,00
 BDIVBOLA DIVIDIDA2345611:3012:0036.820,00
 DBRADEBATE BRASIL201:1002:0063.960,00
 TEPDTE PEGUEI NA TVD21:1522:45111.310,00
 XXFCXFCS00:3001:30129.210,00
 MUSHMUITO SHOW2345618:4019:4560.560,00
 TBACTHE BACHELOR623:0000:00156.000,00
 FAMATV FAMA2345619:4521:2065.390,00
 SPOPSUPERPOP2423:0500:10112.400,00
 AMAJAMAURY JR345600:3001:1049.980,00
 LEIDLEITURA DINÂMICA2345600:1000:3047.240,00
 NEWSREDE TV NEWS23456S22:2023:05140.950,00
 RBRARITMO BRASILS18:5019:3543.670,00
 TARDA TARDE É SUA2345615:0017:0055.590,00
 KENYÉ NOTICIAD00:3001:3064.150,00
 MSENMEGA SENHAS23:0000:30156.000,00
 VIAGCIA DE VIAGEMS18:2018:5036.550,00
 LUBYLUCIANA BY NIGHT323:0500:10112.400,00
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 TESTTESTE DE FIDELIDADED23:3000:30126.800,00
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 TEPGTE PEGUEI REPRISE2345608:3009:3028.670,00
 TEFITESTE DE FIDELIDADE REPS01:3002:30126.800,00

GAZETA
AMAQA MÁQUINA323:3000:007.700,00
 RCIDREVISTA CIDADE2345611:0012:303.600,00
 JGA3JOR DA GAZETA ED 102345622:0022:308.900,00
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Hialley Gouveia
No Bastidores da TV
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Como um paredão

Nem há no Brasil grandes figuras para compor um ministério de notáveis, nem seria preciso dar encerramento melancólico a um mandato difícil, com o anúncio de uma nova composição ministerial recebida por crítica ou por indiferença. Há uma explicação para isso, que muitos podem considerar suficiente para justificar a cara do novo mandato. Mas não é.

Em vez de escolhas que fizessem esquecer a média lastimável do ministério no primeiro mandato, Dilma Rousseff deu prioridade à montagem de uma estrutura política forte, capaz de se impor em duas frentes. Uma, a do Congresso, que lhe deu quatro anos de problemas ininterruptos e custo político muito alto para cada solução. Outra, a que começa a combinar a hostilidade dos meios de comunicação, também constante e indiscriminada no primeiro mandato, e o despertar feroz da oposição. Este, ainda a se confirmar, porque dá trabalho.

O futuro ministério tem tropas mais firmes no Congresso, atendendo a quase tudo o que ali pesa, e nos Estados mais representativos na opinião pública. Mas a prioridade ao político tem outra outra face: é sugestiva de que Dilma não pensa no segundo mandato como uma administração de passadas largas e inovadoras, com realizações e ampliações que, por si mesmas, dariam ao governo sustentação para atravessar os quatro anos e chegar sem medo a 2018. O que se insinua é mesmo a concepção do botafoguense Joaquim Levy: investimentos e transformações sociais rebaixados para a segundona.

Indiretos

Com a posse agora de Luiz Fernando Pezão, estará completada uma eleição peculiar no Rio, com muitos votos dados a dois não candidatos.

É incalculável, mas importante e talvez até determinante, a massa de votos dados a Pezão — muitos esquecendo a rejeição ao PMDB fluminense e a Sérgio Cabral — pelo desejo de duas permanências. Uma, a do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, alvo de incompreensões suspeitas ou pouco inteligentes, mas também da percepção de que seus modernizadores planos vão se impondo, na complexa luta contra a criminalidade armada. O crime continua em toda parte, mas o ambiente urbano no Rio é muito diferente do encontrado por Beltrame.

A outra permanência é a da parte do Estado em várias das dezenas de obras que o prefeito Eduardo Paes faz no Rio. Muitos componentes desse projetos cabem, por força de lei ou de fatores urbanísticos, ao governo estadual, e correram risco de continuidade se eleito um dos adversários dos peemedebistas Pezão e Paes. A cidade está passando por transformações de uma audácia racional e formal como não via desde o histórico Pereira Passos, prefeito no início do século passado. Com outra raridade: nada do que é prioritário está em Ipanema, Leblon, Copacabana e demais Zona Sul.

As vitoriosas

Quando se escreva sobre o que foi o primeiro mandato de Dilma, as mulheres que o integraram merecem um realce especial. Em comparação com o mais numeroso e prestigiado grupo dos homens, o das ministras é que foi exemplar no cumprimento dos objetivos, na sobriedade imposta às suas áreas e na discreta conduta pessoal. Mesmo Marta Suplicy, que de início confundiu Ministério da Cultura e Ministério da Costura, e logo imaginou desfiles em Paris, só voltou a ser Marta Suplicy já perto de sua antecipada saída do quadro.

As mulheres que continuem no ministério já justificaram sua presença. A novata Kátia Abreu vai se expor a uma comparação, para frente e para trás, de alto risco.

Janio de Freitas
No fAlha
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