14 de dez de 2014

Marina não se conforma com a derrota e insiste na tese da vitimização



Marina Silva não se emenda, não. Mesmo com um vexatório terceiro lugar numa disputa eleitoral que contou com o apoio da mídia amiga, não se conforma com a derrota e insiste em dizer que foi vítima do processo de desconstrução levado a efeito por João Santana.Não, Marina, você perdeu porque é mentirosa, é ruim de voto, teve as figuras mais podres da política ao seu lado, tais como a família Bornhausen, Marcos Feliciano, Jair Bolsonaro( a propósito, você ainda não se pronunciou sobre o comentário dele em relação à senadora Vanessa Grazziotin).Não, Marina, você nem sequer foi ao segundo turno porque, ao invés de atacar Aécio Neves, preferiu atacar Dilma.Não, Marina, você perdeu porque disse que, se ganhasse, iria dar autonomia legal ao Banco Central, disse que iria revisar a CLT, mudou de opinião várias vezes sobre diversos temas por você comentado.O PT não fez nenhuma acusação de natureza ética à sua pessoa, e tinha até  razões para fazê-la, já que seu marido é réu num processo de extração ilegal de madeira.Ao contrário, quem sofreu desconstrução brava foi Dilma, que teve toda uma campanha recheada de acusações contra ela, e que culminou com aquela capa podre da Veja publicada dois dias antes da eleição.Largue, Marina, de ser patética.Diga ao brasileiro de quem era o avião que conduzia Eduardo Campos no dia de sua morte.Diga ao brasileiro o nome de seus clientes VIPS. Diga ao povo brasileiro porque você sonegou R$ 1,6 milhões recebidos por sua consultoria.

"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora Marina Silva / Foto: Reprodução
"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora Marina Silva
A ex-senadora e terceira colocada na disputa pela Presidência, Marina Silva, disse que prefere "perder ganhando do que ganhar perdendo", em referência aos ataques que sofreu durante a campanha, principalmente por parte do candidatura da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao canal Globonews, que foi ao ar no sábado (13).

"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação — o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora.
Em outro momento, a ex-senadora disse que foi vítima de preconceitos por parte da campanha petista, e comparou sua trajetória de vida à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Eu prefiro estar no lugar de quem foi atacada, desconstruída injustamente, com todo tipo de calúnia e difamação, de preconceitos", disse, para completar: "Preconceitos que eu vi muitas vezes sendo utilizados contra o presidente Lula, na época em que ele foi candidato contra o Collor."
Marina também criticou Dilma e seu governo por adotarem medidas, principalmente na área econômica, que foram atacadas pelo PT durante a campanha. "Nós não queremos fazer um discurso na hora de ganhar e [falar] uma outra coisa na hora de governar", disse. "Muitas das coisas que nós defendíamos agora estão sendo feitas."
Ainda filiada ao PSB — que acolheu parte de seu grupo político, a Rede, após o TSE ter negado seu registro em 2014 —, Marina também comentou o cenário para a próxima disputa presidencial, em 2018. "Eu não fico na cadeira cativa de candidato", disse. "Em 2010 eu não fiquei, não vou ficar agora."
Sobre a Rede, Marina comentou que houve "ação política nos cartórios" para impossibilitar o registro a tempo. Segundo ela, essa "ação política (...) operou no Congresso Nacional para mudar as regras do jogo depois que já haviam sido registrados três partidos recentes. [Esses partidos] tinham sido beneficiados pela legislação eleitoral". Em seguida, Marina defendeu que a legislação eleitoral mudou "para prejudicar a Rede".
Petrobras

Instada a comentar a declaração do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo a qual a Petrobras foi vítima de uma "gestão desastrosa" — e, portanto, a atual diretoria deveria ser trocada —, Marina concordou. "É preciso mudar essa diretoria da Petrobras", disse.
A diretoria, disse a ex-senadora, "não teve a competência e o compromisso para evitar o que foi feito na Petrobras".

Em outro momento da entrevista, já no final, ela voltou a comentar o tema. "Você assume a diretoria de uma empresa como a Petrobras para se servir da Petrobras, e não para servir aos brasileiros", comentou. "É isso que precisa acabar."

No O Terror do Nordeste
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Processo contra Bolsonaro será instaurado na terça no Conselho de Ética

Ele
Foi marcada para a próxima terça-feira (16) a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados que vai instaurar o processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP), por quebra de decoro parlamentar. O parlamentar, na semana passada, relembrou uma agressão verbal à deputada Maria do Rosário (PT), ocorrida em 2003. O pepista reafirmou que disse a ela que só não a estupra "porque ela não merece". Ele reafirmou a sentença na tribuna da Câmara.

Na reunião do Conselho será definido o relator da representação solicitada por PT, PCdoB, PSB e Psol contra Bolsonaro. O nome sairá de uma lista tríplice, segundo informações da Agência Câmara de Notícias. Os partidos pedem a cassação do atual mandato do parlamentar, que recebeu mais de 400 mil votos no Rio de Janeiro.

Na internet, uma petição com mais de 150 mil assinaturas também defende a perda do mandato de Bolsonaro, reeleito em outubro deste ano para o sétimo mandato.

O deputado negou que tenha feito apologia ao crime de estupro. Segundo ele, a declaração fez referência a uma situação vivida em 2003.

“Fui convidado para uma entrevista, porque tenho proposta de redução da maioridade penal. E ela (Maria do Rosário) interrompeu e começou a me ofender. Em dado momento, ela me chamou de estuprador e eu dei o troco nela. 'Não sou estuprador. Se fosse, não estupraria você, porque você não merece'. A confusão se instalou”, relembrou.

Na quinta-feira (11), a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, entregou pedido de representação contra Bolsonaro à vice-procuradora da República, Ela Wiecko.
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‘Parada Gay’ reúne mais que ‘Marcha para Jesus’ em Curitiba


Por essa os homofóbicos declarados Malafia, Feliciano, Levy Fidelix e Bol卍onaro não esperavam. A Parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) — ou simplesmente Parada Gay — reuniu neste domingo (14) mais de 70 mil pessoas em Curitiba, segundo a organização.

A também tradicional Marcha para Jesus, realizada no mês de maio, teria juntado pouco mais de 50 mil pessoas na capital paranaense.

Pela movimentação das ruas, os gays mostraram ter força para reagir ao preconceito e violência que sofrem na sociedade e de setores historicamente homofóbicos.

A Parada LGTB de hoje teve o apoio do prefeito Gustavo Fruet (PDT) e do governador Beto Richa (PSDB).

A 10ª edição da Parada da Diversidade de Curitiba foi organizada pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade organiza (APPAD). Com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores), seção Paraná, a passeata teve como tema “10 anos com você por um Paraná sem homofobia, lesbofobia, transfobia, machismo e racismo”.

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O aristocrata Serra versus os descamisados cucarachos

Rei Serra I
Estamos salvos.

Serra nos salvou. O Foro de São Paulo não vai mais comer nossas criancinhas e nos pendurar, pelas tripas, no alto dos postes do Brasil.

O ato heroico de Serra passou despercebido pela grande mídia, o que não chega a ser novidade, mas foi captado numa câmara por seguidores de Olavo de Carvalho e imortalizado no YouTube. (assista abaixo).

É uma cena que descrevo com mãos trêmulas e olhos úmidos, tamanha minha emoção cívica.

No protesto contra Dilma no sábado passado, aquele para o qual Aécio pediu presença enquanto fazia as malas para ir para a praia de Santa Catarina, uma incalculável multidão de 30 ou 40 pessoas gritou para Serra: “Fala do Foro, fala do Foro, fala do Foro.”

Serra, por escassos segundos, pareceu o Pastor Everaldo num debate quando Dilma lhe perguntou sobre as matrizes energéticas que usaria caso se elegesse.

Nosso querido pastor, depois de fazer aquela cara do aluno que numa chamada oral ouve do professor uma pergunta sobre a qual não tem noção nenhuma, respondeu com o Estado Mínimo.

Sua matriz energética seria o Estado Mínimo. Foi uma resposta que certamente conquistou milhões de votos para Everaldo.

Os manifestantes ouviram de Serra, tão preparado para tratar do foro como Everaldo sobre o futuro da energia nacional, um manifesto.

“Não somos um país cucaracho”, disse ele.

Serra, apesar de nascido na Mooca, é, como todos sabemos, descendente de nobres ingleses. Ele vem em linha direta da Rainha Vitória, e só não está no Palácio de Buckingham por desprendimento e patriotismo verde-amarelo. Você pode ver seus ascendentes, em seus castelos e sua luxuosa ociosidade, na série Downton Abbey.

Cucarachos são os outros, os habitantes das Repúblicas das Bananas. Mas de Serra, se você cortá-lo, esguichará um sangue de tonalidade azul.

Devemos ser gratos a ele por, sendo tão superior a nós, nos escolher como concidadãos.

Eu, particularmente, estenderia o agradecimento a outro abnegado que faz imensos sacrifícios para estar perto de nós, irradiando toda a sua sabedoria digna de Aristóteles.

Estou falando, adivinharam, de Arnaldo Jabor. Mas poderia estar me referindo a várias outras almas generosas, como Merval Pereira. Este, podendo ser imortal na França, membro da Academia que abrigou Balzac, nos doa sua luz e sua companhia no Brasil.

Somos um país talvez menos nobre que a França e a Inglaterra, mas Serra nos salvou, com seu brado retumbante, do Foro de São Paulo.

“Não somos cucarachos.”

É por coisas assim que amo Serra. Que todos nós amamos Serra.

Fica aqui uma sugestão. Na impossibilidade de angariar votos que o façam presidente, Serra poderia ser o Rei do Brasil numa monarquia que os que o aplaudiram no protesto contra Dilma gostariam de ver instalada no Brasil.

Ele seria o Serra I, e depois sua descendência nos traria, como os Luíses da França, o Serra II, o Serra III e assim por diante.

Deus salve Serra e os futuros Serras.

Agora, Serra tem uma nova causa. Não mais a presidência, que é pouca coisa. Mas o posto de rei.

Viva o Rei.

Paulo Nogueira
No DCM



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Rumo a Belém

Três exemplos italianos para a gente: um bom, um mais ou menos e um ruim.

Primeiro, o exemplo bom: a Itália enfrentou uma onda terrorista violenta (Brigadas Vermelhas etc) ao mesmo tempo em que no Brasil a ditadura usava o anticomunismo como pretexto para o arbítrio e a barbárie. Na Itália, ao contrário do Brasil, nenhuma instituição democrática foi sacrificada na luta, não houve censura à imprensa nem (que se saiba) tortura oficializada.

Segundo exemplo: o período das Mãos Limpas na Itália é o óbvio modelo para a faxina em curso no Brasil. Lá também tudo começou com um juiz determinado e um asco generalizado com a política e a corrupção, agravado com uma revolta contra o poder antigo e arraigado da máfia.

O exemplo só não é muito bom porque as mãos limpas passaram e os maus costumes aparentemente continuaram, e a máfia ainda manda. No caso, o exemplo é de frustração.

O terceiro exemplo italiano é um exemplo do que evitar: o resultado da campanha moralizante foi a desmoralização total de políticos e de partidos tradicionais.

O efeito colateral das mãos limpas foi uma paisagem de terra arrasada e, no meio das ruínas fumegantes, apareceu, montado na sua imagem de empresário moderno e vitorioso — o Berlusconi!

Muita gente comparou a ascensão de Berlusconi à de outro bufão, o Mussolini, e a atribuiu ao inexplicável habito italiano de, vez por outra, suspender o senso do ridículo.

Mas a única semelhança de Berlusconi com o líder fascista era que ambos representavam um cansaço com a política tradicional e uma promessa de glórias, no caso do Duce, glórias imperiais, no do Berlusconi, a glória do sucesso. O ridículo Berlusconi não só governou a Itália por um bom tempo, como voltou ao poder mais de uma vez.

Se acontecer no Brasil o equivalente à descrença terminal com a política da Itália, quem seria o nosso Berlusconi? Ou, como escreveu Yeats no seu poema famoso, que besta grosseira, seu tempo finalmente chegado, se arrasta na direção de Belém para nascer?

Yeats escreveu seu poema no fim da carnificina da Primeira Guerra Mundial, quando a reputação de políticos e de estadistas e da humanidade inteira estava no seu ponto mais baixo. Ninguém acreditava em mais ninguém. Não parece o Brasil, hoje? Só se espera que o que se arrasta para nascer em Belém não seja uma besta grosseira demais.

Luís Fernando Veríssimo
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Serra aparece em planilha de doações de empreiteira envolvida na Lava Jato; Folha esconde

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Empreiteira associa valor de obra a doação

RUBENS VALENTE
GABRIEL MASCARENHAS
da Folha de S. Paulo

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Queiroz Galvão, em São Paulo, indicam que a empresa vincula valores recebidos por obras públicas a doações eleitorais para partidos e candidatos.

O material foi recolhido em 14 de novembro passado, durante a sétima fase da Operação Lava Jato, denominada Juízo Final, que investiga o suposto desvio de recursos de obras da Petrobras.

Procurada pela Folha, a Queiroz Galvão confirmou que a planilha “representa estudos preliminares de disponibilidade de recursos em cada obra [...] e que poderiam ser utilizados para doações, segundo avaliações ainda a serem realizadas”.

A empreiteira informou que os números “não necessariamente se converteram em doações” e que todas as doações realizadas “atenderam, estritamente, aos limites permitidos pela Lei”.

De acordo com a planilha, datada de 2014, para chegar ao valor da doação ao político a empreiteira fazia um cálculo sobre o valor recebido por determinada obra.

No caso do “VLT”, uma provável referência ao Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, obra realizada pelo Governo de São Paulo por meio da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), foi aplicada uma fórmula sobre o “recebimento acumulado até med [medição]” de junho de 2014.

Após descontos, o valor chegava a “117.500″, possivelmente R$ 117,5 milhões, sobre o qual incidia o cálculo de “1,5%” vezes “66%”, resultando numa doação de R$ 1,16 milhão. Esse valor constituía uma “ProfPart”, que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “Provisão Financeira para o PSDB”, partido do governador Geraldo Alckmin.

Assim, segundo o cálculo, dois terços do valor destinado a doações (1,5% do recebido líquido) foi para o PSDB.

Em outra planilha apreendida ao lado da primeira, esse exato valor é atribuído ao “PSDB Nac. [nacional]“. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem na planilha, com iniciais.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas eleições de 2014.

Outro valor anotado na planilha, associado à obra “LV1″, uma possível referência a obras do Metrô, associa R$ 2,75 milhões em doações a “GOR”. Indagada pela Folha, a Queiroz disse que se trata de referência ao candidato do PT ao governo de São Paulo Alexandre Padilha.

A Queiroz Galvão doou R$ 3,5 milhões à campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014 mais R$ 11,1 milhões ao diretório nacional do PT, segundo os dados registros na Justiça Eleitoral.

A Queiroz Galvão explicou outras iniciais na planilha: “J.S.” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S.” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Há outros valores associados a outras obras realizadas em São Paulo, como o CSS (Contorno de São Sebastião) e CEML (Consórcio Monotrilho Leste), realizados pelo governo de São Paulo, e a ETGUA, uma referência à Estação de Tratamento de Água de Guarulhos, na Grande São Paulo, esta executada pela Prefeitura de Guarulhos.

Procurado no início da noite desta sexta-feira (12) para comentar o assunto, o governo de São Paulo não havia se manifestado até a conclusão desta edição. A assessoria da prefeitura de Guarulhos não foi localizada.

Em nota, a Queiroz Galvão ressaltou ainda que “todos os anos a construtora recebe diversas solicitações originárias de vários departamentos da empresa para diferentes partidos e candidatos. As solicitações são avaliadas, não sendo aprovadas até decisão final da companhia”.

PS do Viomundo: Atentem à imagem da página inteira; o nome do senador  José Serra (SP-PSDB)  aparece no pé da página. As flechas em vermelho sinalizam a localização.
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Ucrânia: Bandeira dos EUA tremula, orgulhosa, sobre o prédio da SBU em Kiev

Bem, todos nós sabíamos que o último andar do prédio da SBU (Serviço de Segurança Ucraniano) em Kiev foi totalmente ocupado por agentes da CIA dos EUA e que apenas NÃO ucranianos tem acesso ãquele pavimento. Mas isto é ainda melhor. Os EUA decidiram arvorar a sua bandeira na entrada principal do edifício ao lado da bandeira ucraniana. Veja você mesmo:

Portal de Entrada do prédio do SBU em Kiev

Há também um vídeo que mostra a mesma tremulante cena:



O SBU ucraniano, por sinal, é uma organização incrível. Ao longo de 23 anos de história nunca capturou um único espião estrangeiro (exceto falsos espiões russos, é claro).

Os russos fizeram um vídeo hilário [Russian spy arrested In Kiev (Ukraine)] sobre a “captura” de um espião russo por um agente do FSB/SBU.

O vídeo está em ucraniano ​foi​ legendado em português do Brasil por Sayed Hassan.



Mas, falando sério agora. Nem um único espião americano, alemão ou britânico foi capturado pelo SBU ucraniano. Nem “UM”. Em comparação, apenas em um ano (2011) o Serviço de Segurança da Rússia capturou oficialmente 41 espiões estrangeiros e 158 cidadãos russos que espionavam para agências de inteligência estrangeiras.

Supondo-se que 2011 foi um ano “normal”, que seria mais ou menos o equivalente a captura de 943 espiões estrangeiros e 3.643 traidores russos por um longo período de 23 anos.

O SBU ucraniano apanha de zero. É por isso que eu a chamo de “polícia terrorista” e não “agência de segurança”. Eles mataram um “monte” de gente, incluindo políticos, jornalistas e ativistas. Também são profissionais em diversas técnicas de tortura.

E agora a bandeira dos EUA tremula sobre esse edifício.

Toda a comunidade de “inteligência” dos EUA (pública e privada) deve estar tão orgulhosa quanto sua tremulante bandeira...

The Saker
No Redecastorphoto
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O Golpe Comunista 2014 em retrospectiva

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Janot incorporou Gurgel?

O procurador-geral surpreende ao confundir justiça com política. Até hoje ele prometia outro comportamento

Rodrigo Janot era menos explícito, até então, que seu antecessor
 Roberto Gurgel
Desde o vazamento seletivo de informações, supostamente retiradas de peças sob segredo de justiça, com flechadas dirigidas, principalmente, contra Dilma Rousseff, contra o ex-presidente Lula e contra o PT, as variadas ações da Polícia Federal e do Ministério Público, no Paraná, caíram sob suspeita.

O braço ilegal da lei, certos policiais e certos procuradores, mirava além das investigações de corrupção interna na Petrobras. Esses cavavam para encontrar indícios de envolvimento da presidenta, do ex e dos dirigentes petistas.

Embora já tivesse dado sinais de omissão com algumas irregularidades — a exemplo da torcida, de policiais e procuradores, pela vitória do tucano Aécio Neves —, faltava ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma manifestação mais clara de suas simpatias. Era, até agora, menos explícito do que seu antecessor no cargo, Roberto Gurgel.

Parece, entretanto, que não conseguiu se manter contido nos limites de suas funções e no recato de seus ideais políticos. Foi, inclusive, muito mais além. Janot é consciente de que, por trás da corrupção econômica, além do enriquecimento ilícito há, sempre, o interesse político.

A ocasião para o procurador-geral surgiu na abertura, dia 9, da Conferência Internacional de Combate à Corrupção, quando depositou esperança de que houvesse “reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a substituição” da diretoria da Petrobras.

Sem explicar o “porquê”, Janot atacou a atual direção da empresa petrolífera, contra a qual não pesa acusação ou mesmo suspeita, e aumentou paralelamente a tensão no meio político, entre supostos culpados e suspeitos, com ameaças desnecessárias e de puro efeito midiático.

Exemplos: “A resposta para aqueles que assaltaram a Petrobras será firme. A decisão é ir fundo nas responsabilizações civil e criminal”; “Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e devolver ganhos espúrios que engordaram suas contas à custa da esqualidez no Tesouro Nacional e do bem-estar do povo”.

Cabe à Procuradoria-Geral da República apresentar à Justiça um trabalho de apuração muito benfeito. Coalhada de adjetivos e superlativos, a peça acusatória não passará de prosopopeia vulgar. Isso só faz bem aos discursos de encenação de advogados decaídos para impressionar, geralmente em sucesso, o corpo de jurados.

Embora tenha servido ao sórdido conluio entre autoridades e jornalistas, acusações sem consistência viram espuma e se desmancham na areia, como ocorreu com a declaração atribuída ao doleiro Alberto Youssef, divulgada três dias antes da eleição presidencial, de que Dilma e Lula sabiam de tudo o que se passava na Petrobras.

Além de atropelar o segredo de Justiça, não seria, ou não será, preciso provar antes de divulgar?

A esperança da sociedade, descrente de quase tudo e de quase todos, parece ser outra. Ou seja, ver surgir provas que possam favorecer um julgamento limpo e lícito apoiado em penas previstas na lei. Nem mais e nem menos.

Maurício Dias
No CartaCapital
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Um depoimento sobre Graça Foster que a imprensa não vai publicar

Renata não será ouvida por nenhum jornal
Você se informa melhor nas redes sociais no que na grande mídia em muitos assuntos.

Este é um fato da Era Digital.

Tente achar na Folha, na Globo ou onde for um perfil que ajude você a conhecer melhor a personagem que está no centro dos holofotes: Graça Foster, presidente da Petrobras.

Nada.

Gosto de citar uma das missões mais nobres do jornalismo: jogar luzes onde há sombras. Mas as grandes empresas jornalísticas, movidas por seus interesses políticos e sobretudo econômicos, fazem rotineiramente o oposto: acrescentam sombras onde já as há.

Para conhecer melhor Graça Foster encontrei, ao pesquisar a Petrobras no Twitter, uma “conversa” entre Leilane Neubarth, da Globonews, e a jornalista Renata Victal.

Regina trabalhou na Petrobras três anos e meio, e conta que conheceu Graça há mais de vinte, “quando nem gerente era”.

A conversa se iniciou quando Leilane anunciou, no Twitter, que ia entrevistar Venina Velosa da Fonseca, “uma brasileira digna de respeito, que nos enche de orgulho”.

Renata cumprimentou Leilane. “Parabéns pelo trabalho, Leilane. A Petrobras deve explicações”, escreveu Renata.

Repare: ela estava cumprimentando Leilane.

Um tuiteiro chamado Oldon Machado entrou na conversa. “Não seria o caso de aprofundar o trabalho investigativo do Valor antes de comprar “heróis”? Calma, imprensa.”

Este tuite deveria estar pendurado em toda redação. O senador Demóstenes não teria sido tratado como herói se o conselho despretensioso de Oldon Machado fosse seguido.

Renata achou que devia explicações, embora a observação fosse a Leilane. “Não compro herói, nem acho que a Graça tem culpa. Muito pelo contrário. A conheço bem e sei que é honesta.”

Terminado o espaço de 140 caracteres, ela continuou: “Apenas acho que a denunciante também tem seu valor e coragem. Quem trabalha ou já trabalhou na Petrobras sabe …”

Renata, veja, reconheceu o “valor e a coragem” de Venina. “Como cidadãos, temos de cobrar a apuração dos fatos.”

Isto mostra um pensamento independente, dentro das atuais circunstâncias, e dá mais valor a seu depoimento.

Vou destacar algumas frases:
“Trabalhei com a Graça três anos, mas a conheço há uns vinte. Mais honesta não há.”

“Tenho certeza de que estas notícias estão aí, em parte, pelo trabalho da Graça, mulher íntegra e honesta.”

“Quem conhece confia. Eu seria a primeira pessoa a criticar se soubesse de algo. Não tô ganhando nada para defender ninguém.”

“Desde que assumiu, Graça Foster tem feito tudo para tirar a empresa do buraco e tapar o ralo por onde escoa o nosso dinheiro.”

“Aliás, não entendo por que tamanho silêncio. Ela tem como provar que está tapando esses ralos.”

“Nunca conheci pessoa que trabalhe mais e melhor que a Graça. Ela é determinada, tem o pensamento ágil e é honesta. Tem também bom coração.”

“Dei minha opinião sobre o caso Graça Foster-Petrobras porque não consegui ficar calada diante das coisas que tenho lido.”
É o chamado “outro lado”. Mas quem, na mídia, quer ouvir depoimentos como o de Renata Victal?

Quem conhece as redações de hoje sabe. Se um repórter chega aos editores com uma entrevista com alguém que diga coisas parecidas com o depoimento espontâneo e acidental de Renata Victal, corre um risco sério de ser despedido.

A pontapés.

Paulo Nogueira
No DCM
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Torta na cara do ministro


Divulgados 48 horas depois de uma entrevista de Cardozo, emails de uma protegida de Paulo Roberto da Costa na Petrobras mostram que indisciplina continua

Entre as deprimentes descobertas produzidas pela Operação Lava Jato, os emails da gerente Venina Velosa da Fonseca não são o fato mais grave do ponto de vista policial — mas constituem uma das mais preocupantes do ponto de vista político.

Explico. Conforme o 247 apurou, os emails da gerente — uma funcionária que fez carreira na Petrobras como protegida do corrupto confesso Paulo Roberto da Costa — já eram conhecidos, em Brasília, há pelo menos três meses.

Mas as mensagens eletrônicas só vieram a público num momento em que seriam de grande utilidade para enfraquecer o governo Dilma e dar uma nova contribuição no esforço para transformar uma investigação necessária, que interessa ao país, numa operação selvagem para atingir o coração da maior empresa brasileira.

A sequência é didática. Numa intervenção absurda, pois entre suas atribuições institucionais não consta a tarefa de aconselhar mudanças na direção de empresas estatais, muito menos em pronunciamentos públicos, na quarta-feira passada o procurador geral Rodrigo Janot fez um discurso duro sobre a situação da Petrobras, onde afirmou: “esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente a culpa, a eventual substituição de sua diretoria.”

No mesmo dia, atendendo a uma determinação presidencial, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu a direção da Petrobas: “não há razão objetiva para que os diretores sejam afastados,” disse. Suas palavras perderam validade 48 horas depois, quando o Valor Econômico divulgou os emails da protegida de Paulo Roberto Costa.

A leitura das mensagens eletrônicas nada prova contra a presidente Graça Foster nem contra os demais diretores. Mas sua divulgação, no dia e hora em que ocorreu, criaram um fato novo, equivalente a uma torta de creme no rosto do ministro da Justiça. Cena de filme.

Não é a primeira vez que isso acontece com autoridades brasileiras muito menos na Operação Lava Jato, mas o momento é especial. Os vazamentos ocorridos nos meses anteriores à eleição presidencial, divulgados a conta-gotas, sob mendida para auxiliar os adversários de Dilma, constituíram episódios inaceitáveis e vergonhosos. Não podiam ser justificados, mas podiam ser compreendidos pela conjuntura política. Mesmo reconhecendo que todas iniciativas sem base legal devem ser investigadas e punidas, o que não aconteceu, era de se imaginar, com o país dividido, que surgissem braços dispostos a ajudar a campanha da oposição. Em 2006, foi um delegado da PF que entrou as emissoras de TV um CD com as imagens do dinheiro apreendido no escândalo dos Aloprados, iniciativa que ajudou a levar aquela eleição para o segundo turno.

O caso é preocupante agora. Com os votos que deu a Dilma, o eleitorado entregou ao governo a responsabilidade de dirigir as instituições de Estado e impedir que elas sejam empregadas para ações de natureza política, conforme a preferência partidária de quem está de plantão.

Ainda não faz um mês que a repórter Julia Dualibi revelou, através do Estado de S. Paulo, que o núcleo de delegados responsáveais pela Operação Lava Jato fazia investigações policiais durante o dia e trabalhava para Aécio Neves nas horas de folga, numa atividade que poderia, facilmente, ser enquadrada e punida pelo artigo 364 do regimento da Polícia Federal, onde se proibe “movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades.”

Embora houvesse pressão pela punição dos delegados-militantes, eles foram mantidos em seus postos. Sequer foram afastados da investigação, o que era o mínimo a ser feito.

Dias depois, o diretor José Mário Cosenza, da Petrobrás, teve a imagem profissional manchada quando seu nome foi incluído — sem o menor fundamento real — numa lista de beneficiários pela corrupção. Alguém foi investigado? Punido? Afastado?

Esta é a questão. Não se pode admitir que setores do Estado sejam empregados para movimentos de natureza política, a margem das normas que definem o interesse público. O preço que se paga, neste caso, foi muito bem explicado num poema simples e belo, que já foi atribuído a Vladimir Maiakovski e a Bertold Brecht, mas seu autor é Eduardo Alves da Costa, brasileiro de Niterói.

O nome é “Despertar é Preciso”:

Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.”

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Danilo Gentili defende Bolsonaro : “Ele deveria ter dito que a estupraria”


Nenhuma surpresa. Porta voz da corrente reacionária que ocupa os canais de TV concessionários do governo, o humorista e apresentador Danilo Gentili defendeu o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ) no episódio da polêmica em torno da ofensa proferida contra a também parlamentar petista, Maria do Rosário (RS). Usando de ironia, Gentili disse que Bolsonaro deveria ter dito que a estupraria: “ela só defende estupradores!’, ironizou.

No vídeo que você pode assistir abaixo o apresentador usa dos mesmos recursos de baixo calão que tem marcado outros tantos comentaristas do SBT, como Rachel Sheherazade e Paulo Eduardo Martins, este, afastado durante um período.


No Poços10
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Curiosidades a jato

Nenhum dos cabeças do sistema de contratação de obras públicas por meio de corrupção foi alcançado pela operação Lava Jato. Se pode ser o caso de dizer "ainda não foi", ou se o não é definitivo, fica para esclarecimento futuro. Mas a exclusão não se deve a que o jato lançado pelos investigadores tenha orientação seletiva.

"Executivos" profissionais são postos nos altos cargos, até nas presidências das empreiteiras, também ou sobretudo para arcar com os riscos de complicação pessoal e, no dia a dia, entrar com o rosto nas ações indecentes. É para dar essa fachada aos donos e acionistas majoritários, detentores do verdadeiro comando, que os "executivos" têm as elevadas remunerações que os levam a ser audaciosos e arrogantes.

Dos 36 denunciados na Lava Jato, os mais próximos da zona protegida nas empreiteiras são Sérgio Cunha Mendes, como o sobrenome indica, um dos vice-presidentes da Mendes Júnior; Dario Queiroz Galvão Filho, presidente do conselho de administração, e Eduardo Galvão, vice de gestão corporativa da Galvão Engenharia, empresa desdobrada da empreiteira Queiroz Galvão. Os demais são acionistas ou não, mas nunca detentores da decisão nos grandes negócios com estatais e com governos, por intermédio dos incontáveis Paulos Robertos Costas.

Até que altura o jato alcançará as empreiteiras é uma boa curiosidade. Mas, no mesmo capítulo, há pelo menos outra de igual gabarito: a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, que formam com a Camargo Corrêa o trio das maiores, dominadoras das obras públicas e das privatizações e concessões, não são molhadas nem por um jatinho? Então temos que mudar a história econômica do Brasil desde os primórdios da ditadura.

Uma curiosidade novinha e de tipo pouco frequente. Talvez em atenção à moda em que estão aqui os militares e a corrupção, a americana Dallas Airmotive International reconheceu na Justiça dos EUA que pagou suborno na FAB, de 2008 a 2012, para assegurar contratos de manutenção de motores. Não foi notícia que interessasse a muitos jornais, para publicação ainda na semana passada. Tanto mais que o ex-governador José Anchieta Jr., de Roraima, foi citado na mesma admissão da Dallas. E Anchieta é do PSDB.

Os mensalões e a corrupção no metrô e nos trens paulistas já mostraram que corrupção não é a mesma coisa quando se trata de PT ou de PSDB. Os militares, por sua vez, há muito tempo resolvem essas e outras coisas desagradáveis lá entre eles, nos silêncios da Justiça Militar — silêncios tão preferidos lá como resguardados pela imprensa, a menos que os réus sejam soldados da PM.

Assim se explica a curiosidade por saber se corrupção na Petrobras e entre militares são a mesma ou coisas diferentes. Se depender do nome, tratando-se de aviões Lava Jato caiu do céu.

E uma falsa curiosidade. A Secretaria de Aviação Civil, a Polícia Federal e a Aeronáutica, pelo que foi noticiado ao completar-se o quarto mês da morte de Eduardo Campos, ainda não sabem quem "era o responsável" pelo avião. A enrolação sugere ilegalidade. Antes da mal alegada venda, para mal identificados compradores, o avião tinha proprietário registrado. E esse proprietário, se vendeu o avião, sabe quem e como pagou. O fato de Eduardo Campos estar morto não justifica que o esclarecimento seja dispensado. Ou evitado. Inclusive porque há envolvidos vivos. Lava Jato aí também. 

Janio de Freitas
No fAlha
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