26 de nov de 2014

A Operação Apocalipse encontra a Operação Toffoli-Gilmar


Anunciada esta semana, a Operação Apocalipse é o penúltimo ato preparatório para a futura tentativa do Ministro Gilmar Mendes, através do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de conseguir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Como já descrito no post "Armado por Toffoli e Gilmar, já está em curso o golpe do impeachment" a tática utilizada será a tese da contaminação do Caixa 1 — levantando eventuais pagamentos de empresas da Lava Jato à última campanha de Dilma. Havendo, o TSE poderia julgar a legitimidade da eleição de Dilma.

O alvo central é o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. Imagina-se que chegando nele, se chegará ao tesoureiro do PT João Vaccari Neto. E se forem comprovadas doações depois de 2012, à campanha de Dilma.

A defesa de Duque sustenta que a Lava Jato até agora não apresentou uma prova concreta de que tenha recebido propinas. 

Como o inquérito corre em sigilo, o juiz Sérgio Moro, delegados e procuradores têm controle sobre as informações e as têm vazado seletivamente — sem serem incomodados pelo Ministro da Justiça e pelo Procurador Geral da República.

A primeira tentativa consistiu em tentar estabelecer o vínculo com o PT através do pagamento de R$ 1,6 milhão da UTC a Duque. Duque já era ex-funcionário da Petrobras e era razoável o motivo alegado para o pagamento — assessoria em um projeto enquadrado em sua área de conhecimento e em uma área da Petrobras que ele conhecia e poderia influenciar.

A segunda tentativa, agora, é com a informação dada por um executivo da Queiroz Galvão, de que teria pago propina após 2012 (clique aqui). Delegados e procuradores vazaram a informação para os jornais, que se incumbirem das ilações com a campanha do PT.

A partir dessas informações, procuradores seguiram para a Suíça para rastrear as contas de Paulo Roberto Costa mas, principalmente, conseguir alguma prova robusta contra Duque.

Imagina-se que o nome Apocalipse Now — dado à operação — seja porque permitirá encontrar provas contra grandes empreiteiras. O buraco é mais em cima: o alvo é Duque, através dele, Vaccari Neto e, através dele, as contas de campanha de Dilma. E, chegando nelas, o apocalipse.

Sobre Toffoli

Há toda uma discussão jurídica sobre o tema "fruto envenenado" nas contribuições de campanha — ou seja, se a comprovação de uma doação ilegal é suficiente para a rejeição das contas e para dar início a um processo de impeachment. As interpretações mais correntes são a da relativização dessas irregularidades.

Ocorre que no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a avaliação de provas e indícios caberá ao Ministro Gilmar Mendes, graças a uma manobra conduzida pelo presidente do TSE Antônio Dias Toffoli. Ela fará o relatório e dará o tom das discussões do pleno do TSE.

Aliás, solicita-se aos colegas blogueiros que se apressaram a isentar Dias Toffoli, um pouquinho de paciência para ler os artigos que escrevi e separar os fatos das interpretações.

FATO COMPROVADO — Toffoli manobrou para jogar as prestações de conta do PT e da campanha de Dilma para Gilmar Mendes.

1. Não havia motivo para a redistribuição imediata dos processos de prestação de contas do PT e de Dilma. Ele redistribuiu os processos menos de 8 horas úteis depois do final do mandato do Ministro Henrique Neves e antes mesmos dos documentos terem sido apresentados ao TSE.

2. Atropelou o regimento interno do TSE, que determinava que os processos deveriam ser repassados ou ao suplente ou a um Ministro da mesma classe que Neves. Tanto  que a decisão recebeu parecer contrário do próprio Procurador Eleitoral Eugênio Aragão, por atropelar o regimento e não haver sentido de urgência.

3. Manipulou os sorteios. Essa história de que sorteou os processos e "por azar" caíram com GIlmar Mendes depõe contra a acuidade jornalística dos meus colegas. A probabilidade de ambos os processos caírem com Gilmar era de 2%. Logo, a probabilidade de pelo menos um deles cair com qualquer dos demais Ministros era de 98%.

São fatos objetivos, com os quais não se deve brigar. Pode-se especular apenas sobre as razões que o levaram a essa manobra. E aí são especulações baseadas em evidências contra e a favor de Toffli.

AS EVIDÊNCIAS CONTRA TOFFOLI — para afirmar que Toffoli se aliou a Gilmar, além do escandaloso redirecionamento dos processos, me baseio nas seguintes evidências:

1. O descontentamento de Toffoli com Dilma, ao saber que não teria nenhuma influência na indicação de novos titulares do STF, STJ e do TSE.

2. Conversas com membros do STF, TSE e Palácio e com amigos de Toffoli confirmando sua aproximação com Gilmar e sua mudança de atitude.

3. O fato de ter endossado a PEC da Bengala — que, se aprovada (permitindo a aposentadoria de Ministros do TSE aos 75 anos) tiraria qualquer possibilidade de Dilma indicar os próximos cinco Ministros, que se aposentarão durante seu mandato.

AS EVIDÊNCIAS DA DEFESA — os argumentos dos diletos colegas que defendem Toffoli são os seguintes:

1. A história de Toffoli é totalmente diversa da de Gilmar — um fazendo carreira no PT, outra com FHC — logo seria impossível que se aliassem. De acordo com essa lógica, jamais haveria traição no mundo pois, por definição, trair significa ir contra as antigas convicções e alianças do traidor. Como imaginar que Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência se toda sua vida foi de combate à Coroa? 

2. Toffoli foi indicado por José Dirceu, logo é impossível que mude de lado. É a mesma lógica do item anterior. Não sendo mais foco de poder, parte dos amigos de Dirceu permanecerá leal, parte tratará de buscar outros polos de poder. São movimentos tão velhos e previsíveis quanto a política. Se a Inconfidência se mostrasse viável, Silvério dos Reis não teria se bandeado.

3. Toffoli votou contra Gilmar na questão do financiamento eleitoral de empresas. E provavelmente deve torcer para time de futebol diferente. O que interessa é a afinidade nos temas relevantes. No mais relevante deles — a PEC da Bengala, que interfere diretamente na correlação atual de forças do STF — Toffoli endossou a posição de Gilmar.

4. Toffoli meramente seguiu o regimento do TSE e deu "azar" dos dois processos caírem com Gilmar. Conforme demonstrado, não seguiu.

5. Ninguém sabe se Gilmar votará contra ou a favor da prestação de contas. Pelo longuissimo histórico, de Gilmar pode-se esperar tudo, menos a isenção.

É aqui que se configura o movimento final, de tentar criminalizar o Caixa 1 de Dilma. 

O presidente do PT Rui Falcão garante que o partido passou todas as contribuições pelo pente fino, para evitar surpresas.

É aguardar para conferir.

Luís Nassif
No GGN

Comentário de Luciano G

Todo candidato para fins de campanha tem um CNPJ e uma conta corrente. Isso vale também para o Comitê Central dos partidos.


Esse CNPJ foi aberto até 09/07/2014 pelo calendário eleitoral e se encerra com as eleições. Doações para financiar campanha só valem a partir disso. Então a análise vai se resumir a partir dessa data. Finda as eleições apura-se sobras ou prejuízos, encerra-se a conta corrente aberta para esse fim, e verifica-se os recibos eleitorais emitidos para cada doação. E fim.


O que tiver "entrado" antes não pode ser financiador de campanha, pois há recibos eleitorais emitidos para as doações. O tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 foi Edinho Silva, nada de Vacari - o cara estava manjado.


Terminada a campanha não há de se falar mais em doação para campanha eleitoral, e sim para o "funcionamento" do partido.
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Excesso de informação desinforma

Eis um exercício interessante para os observadores críticos da imprensa brasileira: diga, de memória, os nomes de cinco acusados no escândalo da Petrobras e explique as suspeitas que pesam sobre cada um deles. Outro desafio: especifique o valor que teria sido desviado da estatal no conjunto de operações abordado pelo inquérito. Mais uma questão: quantos e quais partidos políticos estariam envolvidos no caso, a se considerar o que sai diariamente nos jornais?

Como se pode notar, excesso de informação não significa mais informação. O bombardeio intenso de notas e declarações, colhidas em vazamentos produzidos pelas autoridades, impede que o leitor componha em sua mente o quebra-cabeças que lhe permitiria entender a história como um todo.

Sabe-se, genericamente, que foi montado um esquema para aumentar preços de serviços, obras e equipamentos, e que esse dinheiro era usado para alimentar um fundo — ou vários fundos — com finalidades diversas. Um esquema de consultorias fictícias fazia a transição do dinheiro. A principal suspeita, pelo menos a que tem aparecido com maior frequência no noticiário, é de que os valores desviados serviriam para financiar campanhas eleitorais.

No entanto, segundo os jornais, o juiz encarregado de conduzir o processo se nega a ouvir referências a políticos, para não ser obrigado a transferir o foro para o Supremo Tribunal Federal. Se não há políticos envolvidos oficialmente, que valor teriam as citações a parlamentares, ex-ministros e outras autoridades nas denúncias?

Que há corrupção na Petrobras e em outras grandes empresas, estatais ou privadas, não há dúvida. Pode-se dizer que, com ou sem operações com nomes inspiradores, a prática vem de longa data, e entende-se que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal tenham que restringir a investigação a certo período específico e a um conjunto de personagens que tenham relações entre si, o que deixaria para outro pacote a apuração dos antecedentes do caso que agora mobiliza a imprensa. No entanto, não se pode ignorar que falta um fio condutor para orientar a compreensão dos cidadãos que acompanham as notícias.

Quem move a primeira peça?

Na terça-feira (25/11), por exemplo, os leitores dos principais jornais de circulação nacional são convencidos pela imprensa de que os envolvidos atuavam com tanta segurança que até davam recibo de propina. Essa afirmação está na primeira página do Globo: “Corrupção na Petrobras teve até recibo de propina”, diz o jornal carioca.

O Estado de S. Paulo, mais contido, evita assumir que o recibo se referia ao pagamento de propina, dizendo que um dos executivos presos declarou ter entregue dinheiro a um intermediário, mesmo depois de iniciado o inquérito do caso, e mostrou um comprovante de pagamento. Já a Folha de S. Paulo coloca o assunto em segundo plano na primeira página e registra: “Empreiteira exibe suposto comprovante de propina”.

Temos, então, três versões diferentes para a mesma história, mas com um sentido comum que nenhum dos jornais esclarece: o esforço que fazem os advogados dos empresários presos para convencer a sociedade e, por extensão, as autoridades, de que seus clientes são apenas vítimas do sistema da corrupção que envenena o setor público. O tal recibo seria, no caso, uma prova de que o pagamento foi feito sob ameaça de boicote à empresa.

Acontece que os jornais já publicaram, em edições anteriores, até mesmo fac-símiles de notas fiscais, que, segundo o inquérito, comprovariam pagamentos de comissões irregulares. Com esse tipo de abordagem, a imprensa reforça a tese de que as grandes empreiteiras são vítimas do sistema da corrupção, obrigadas a pagar comissão para vender equipamentos e serviços.

O noticiário não responde as questões importantes, como por exemplo: quem move a primeira peça nesse jogo — o corrupto ou o corruptor?

A imprensa se esforça para fazer parecer simples uma história complexa, com muitos protagonistas e complicadas operações financeiras, mas a tática de saturar o noticiário com informações desconexas apenas produz desinformação e reforça a crença geral de que tudo, na nossa democracia, se faz por vias tortas.

Sem uma proposta de reforma negociada entre os poderes da República e referendada pela sociedade, a criminalização generalizada da atividade política e a demonização do sistema partidário servem apenas para reduzir a confiança da população no sistema democrático.

Luciano Martins Costa
No OI
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EUA: corrupção nas Forças Armadas torna-se recorrente

O montante desviado e a sequência de casos revelam a
falta de preparo dos EUA para monitorar a administração pública
Segundo relatório de investigação, mais de 30 bilhões de dólares foram desviados durante a vigência das invasões e ocupações do Iraque e do Afeganistão

Pagamento de propina para a concessão de contratos, pedidos de material faturados e jamais entregues, esquema de corrupção com alcance internacional que chega, por vias indiretas, ao quintal do governo federal dos EUA. De novembro de 2005 a setembro de 2014, o Departamento de Justiça americano, equivalente ao Ministério da Justiça no Brasil, iniciou 237 processos de corrupção relacionados exclusivamente, para se usar o termo imortalizado pelo presidente Dwight Eisenhower, ao complexo militar-industrial da maior economia do planeta.

A comissão criada no Capitólio em 2008 para investigar os contratos realizados por Washington por conta das invasões e ocupações do Iraque e do Afeganistão estima que pelo menos 31 bilhões de dólares foram desviados em operações fraudulentas e malversações do dinheiro público no mesmo período. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, a comandante da divisão criminal da Procuradoria-Geral da República americana, Leslie Caldwell, afirmou que os esquemas vão de pequenas quantias pagas a atravessadores no Afeganistão a centenas de milhares de dólares lucrados por grupos privados em contratos garantidos por meio de propina, e afirmou que a única maneira de combater o problema é a tolerância zero com a corrupção.

Um outro diretor da Procuradoria-Geral, Jack Smith, cujo departamento é focado no combate a casos de corrupção envolvendo políticos, afirmou à AP que há paralelos claros entre o que acontece no mundo dos representantes eleitos pela população e o universo militar americano. Nos EUA, os deputados federais e estaduais disputam eleições a cada dois anos, transformando a permanência no cargo em uma tarefa de tempo integral.

O financiamento privado de candidaturas (especialmente depois de duas decisões da Suprema Corte, de maioria conservadora, em janeiro de 2010 e em abril de 2014), jogaram por terra limites impostos em 1974 depois do escândalo de Watergate e ajudaram a aumentar o poder de fogo de corporações e milionários interessados em ajudar a eleger candidatos afinados com seus interesses. O lobby no âmbito militar lida com uma hierarquia muito mais rígida, cujo funcionamento pouco se alterou, de acordo com os processos citados pelos procuradores, na Washington dominada pelos republicanos até 2008 e pelos democratas a partir de janeiro de 2009. “Nos dois casos, o assaltado, obviamente, é o contribuinte. Não creio que ninguém se sentirá ofendido com essa comparação”, afirmou Smith.

Os casos de corrupção envolvendo as Forças Armadas americanas são, de acordo com os procuradores, desgraçadamente recorrentes. No mês passado, o capitão reformado Fabian Barrera foi condenado a três anos de confinamento depois de levar dos cofres públicos 181 mil dólares pelo recrutamento de mais de uma centena de cidadãos que jamais se integraram ao setor militar. O escândalo foi um dos responsáveis pela suspensão, há dois anos, do Programa de Assistência de Alistamento (G-RAP, na sigla em inglês), criado no governo Bush, que previa bônus de até 7,5 mil dólares para cada novo soldado alistado para a Guarda Nacional. Cerca de 200 oficiais e outros 1.200 civis foram implicados no esquema.

Em outubro, um oficial e outros quatro reformados da Guarda Nacional, incluindo um coronel, foram presos depois da descoberta de um esquema de propina para a contratação de material de propaganda no valor de 188 milhões de dólares. Nem o esquadrão de helicópteros que serve a Casa Branca escapou da onda de corrupção, com dois ex-fuzileiros navais e um civil acusados de fraudar a concorrência para a manutenção das unidades dedicadas a transportar o presidente Barack Obama, o vice Joe Biden e suas respectivas famílias.

Há um ano, um fornecedor destacado do sistema de defesa militar americano, o executivo Leonard Glenn Francis, do Glenn Marine Group, cuja sede é em Singapura, foi acusado de aumentar o valor de serviços prestados à Marinha americana em 10 milhões de dólares com a complacência de oficiais do próprio serviço de investigação criminal da força militar. De acordo com os procuradores, a corrupção não se deu apenas com a caixinha assegurada pelos militares. O agradecimento foi pago com a contratação de prostitutas e viagens em primeira classe para hotéis de luxo.

O montante desviado dos cofres públicos – em malversações realizadas tanto no exterior quanto no núcleo da burocracia militar americana – e a impressionante sequência de casos revelam, para a professora Laura Dickinson, da Universidade George Washington, especializada em legislação de segurança nacional, a falta de preparo dos EUA para monitorar a administração pública. Ao mesmo tempo, ela afirmou à AP, há uma clara ausência de mecanismos de punição severos o suficiente para coibir a corrupção nos mais variados setores da administração pública.

Reproduzida com destaque esta semana nos principais órgãos de imprensa dos EUA, a reportagem da AP também ofereceu combustível aos grupos à direita que pregam a diminuição do tamanho do Estado. Um dos nomes que se posicionam para a sucessão de Obama em 2016 no flanco republicano, o senador Rand Paul, favorito da ala autodenominada "libertária" da oposição, é um dos maiores defensores de cortes radicais no orçamento das Forças Armadas americanas como antídoto para a diminuição da corrupção no setor. O Departamento de Defesa informou que na última década tomou ciência da multiplicação de casos de corrupção nas Forças Armadas mais poderosas do planeta e investiu em mais treinamento de pessoal e no acompanhamento mais detalhado dos contratos firmados com prestadores de serviço.

Eduardo Graça
No CartaCapital
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TJ de São Paulo suspende intervenção indevida no IPTU


O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em até 35% na capital paulista. Proposta pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a lei foi aprovada pela Câmara em 2013, mas ficou suspensa desde novembro daquele ano pela Justiça.

A decisão do TJ-SP saiu nesta quarta-feira (26). A ação que suspendeu foi proposta pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e pelo PSDB. Ficou decidido pelos desembargadores que a lei de Haddad poderá ser aplicada imediatamente (com efeito retroativo), mas é provável que isso ocorra somente em 2015, quando forem emitidos os boletos para pagamento do imposto do ano que vem.

"O reajuste de 35% será válido para imóveis comerciais. Residências pagarão, no máximo, 20% a mais no primeiro ano do reajuste, que será cobrado de forma escalonada. De acordo com o índice de valorização, parte dos imóveis terá o valor do imposto reajustado pelos próximos quatro anos - nesse caso, o teto será de 10% para residências e de 15% para comércio nos anos seguintes.  O escalonamento atingirá cerca de 1,5 milhão de contribuintes", informa o Estadão.

O governo Haddad espera arrecada R$ 800 milhões a mais com a aplicação do reajuste do IPTU. O petista considera o aumento uma forma de "justiça social". Ele diz que os mais pobres vão ter reduções no pagamento do IPTU - as isenções atingirão cerca de 330 mil imóveis -, enquanto os maiores reajustes estão concentrados nas áreas nobres da cidade.

A vitória de Haddad é a segunda do dia. O prefeito ainda pode comemorar a sanção do projeto de lei que revê o indexador da dívida que Estados e municípios mantêm com o governo federal, feita pela presidente Dilma Rousseff (PT) hoje. A mudança fará com que o saldo da dívida da capital caia 42%, passando de R$ 62 bilhões para R$ 36 bilhões.

Com as duas medidas, Haddad pode estudar como será feito o reajuste da tarifa do transporte público coletivo.

No GGN
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Documentos comprovam cooperação entre ditaduras latinas

Apreendidos na casa de Paulo Malhães, relatórios do Exército sobre a Operação Condor falam em integrantes do grupo argentino Montoneros vivendo no Brasil

Paulo Malhães foi encontrado morto em abril,
em sua casa na Baixada Fluminense
Pela primeira vez, documentos do Exército brasileiro comprovam a existência da Operação Condor, aliança entre governos do Cone Sul para monitoramento, tortura e desaparecimento forçado de membros de grupos da luta armada contrários aos regimes militares em vigor na região.

De acordo com um documento da chamada Operação Gringo, o Brasil se tornou depois de 1977 a mais importante base do grupo de oposição argentino Montoneros, o que chamava a atenção dos militares responsáveis por monitorar ativistas e guerrilheiros estrangeiros em território brasileiro. Segundo um relatório que data de 31 de dezembro de 1979, desde o sumiço de um dos líderes da organização, São Paulo e Rio de Janeiro vinham sendo locais importantes para a militância argentina.

“Desde 1977 até o desaparecimento do MONTONERO NORBERTO HABBEGER, o BRASIL era a mais importante base na AMÉRICA DO SUL desta ORGANIZAÇÃO subversiva. Estiveram morando no RIO DE JANEIRO–RJ, membros da CONDUCION NACIONAL, como RAUL CLEMENTE YAGER e HORÁCIO MENDIZABAL (falecido), acompanhados por elementos de mais alto nível, como PEREIRA ROSSI – “CARLON” – Secretário de Propaganda, HORÁRIO CAMPIGLIA – “PETRUS” – Secretário Militar e “EDGARDO” – segundo chefe do Estado maior do EXÉRCITO MONTONERO , enquanto que em SÃO PAULO/SP, estava estabelecida a base de falsificação de documentos e o Setor de Desenho e Planejamento Logístico Pesado da Secretaria Militar”, lê-se em um trecho.

Os militares confirmam no relatório “a existência de refugiados legais e clandestinos de origem argentina, muitos deles trabalhando e residindo no BRASIL que, sem exceção, se relacionaram com elementos subversivos brasileiros”.

Os documentos foram obtidos na casa do coronel Paulo Malhães, encontrado morto em abril deste ano após prestar um dos mais polêmicos depoimentos à Comissão Nacional da Verdade, no qual contou como o Exército fez para desaparecer com os restos mortais do deputado federal Rubens Paiva durante a ditadura e como agentes do CIE (Centro de Informações do Exército) mutilavam corpos das vítimas da repressão na Casa das Morte, em Petrópolis (RJ) – arrancando suas arcadas dentárias e as pontas dos dedos para impedir a identificação dos corpos, caso fossem encontrados. As provas foram obtidas pelo grupo Justiça de Transição do Ministério Público Federal através do cumprimento a mandados de busca e apreensão após a morte do ex-coronel do Exército que atuava sob o codinome “Dr. Pablo” à época da repressão.


Em um outro relatório de 1978, a análise dada pelos militares em relação à conjuntura da época era de que o Brasil vinha sendo escolhido pelas organizações de oposição às ditaduras da região, de luta armada ou não, como o próximo país a sediar um regime comunista. “Sua finalidade é atuar em um país que ofereça as condições necessárias para que se desenvolva o processo revolucionário dentro do novo caráter da revolução. Não temos dúvida de que o país escolhido foi o BRASIL e, hoje, somos alvo de uma conspiração internacional”, alertam. Para ilustrar, eles utilizavam ainda um organograma que mostrava organizações da Europa, Ásia, África e América trabalhando para uma “frente internacional dos comunistas e socialistas” a fim de arquitetar a tomada de poder no Brasil para instalar um regime comunista.

Além disso, trazem informações como o monitoramento das atividades de diversas organizações brasileiras e estrangeiras contrárias ao regime militar, como o PCdoB, o MR-8 e a italiana Brigadas Vermelhas. Dentre os nomes a serem destacados estão os de políticos e ativistas como Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Dante de Oliveira, Francisco Julião, Antonio Carlos Nunes de Carvalho e Chico Buarque de Hollanda.

Em um dos trechos, inclusive, Brizola é citado como uma figura próxima ao movimento argentino: “Tem-se conhecimento, por declarações recebidas, que o ex-governador LEONEL BRIZOLA foi um dos exilados brasileiros contatados, durante sua estadia nos EEUU, pelo MOVIMENTO MONTONERO.”

Outro ponto de destaque é uma rasa análise política da conjuntura e das alianças da época, com menção expressa a figuras políticas como Brizola, Tancredo Neves, Miguel Arraes e Luiz Inácio Lula da Silva, além de organizações sindicais, como da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que segundo os militares era considerada um grande “sonho” dos opositores da ditadura civil militar que vigorou no País entre 1964 e 1985.

Os documentos revelam também um informe em língua espanhola, denominado "Operação Congonhas", referente à estrutura e organização de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Apesar de ser datado e assinado a partir da cidade de São Paulo, procuradores do grupo Justiça de Transição acreditam que o texto tenha sido produzido por militares argentinos e compartilhado com a ditadura brasileira.

A existência da Operação Condor já havia sido feita através de outros documentos, como os do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sobre o teor da reunião que selou a aliança entre os governos militares. Os documentos encontrados divulgados recentemente, no entanto, são os primeiros das Forças Armadas brasileiras sobre a operação conjunta.

Formalizada em reunião secreta em Santiago do Chile no final de outubro de 1975, a Operação Condor se tratou de uma aliança entre as ditaduras instaladas nos países do Cone Sul — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai — para a realização de atividades coordenadas, de forma clandestina e à margem da lei, com o objetivo de vigiar, sequestrar, torturar, assassinar e fazer desaparecer militantes políticos que faziam oposição aos regimes militares da região na década de 1970.

De acordo com o Ministério Público Federal, a documentação apreendida na casa de Malhães e divulgada nesta semana foi compartilhada formalmente com a Argentina e já foi anunciada uma reunião especializada dos Ministérios Públicos do Mercosul, em Buenos Aires.

Marsílea Gombata
No CartaCapital
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Campus do Cérebro não prejudica pesquisadores e fará inclusão científica

Os inimigos de Miguel Nicolelis promovem uma perseguição feroz a tudo o que esteja ligado ao neurocientista
Nota de esclarecimento

Com relação aos questionamentos que envolvem o projeto desenvolvido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont, esclarecemos que o valor destinado pelo Ministério da Educação (MEC) à entidade, de R$ 247.572.222,00 (duzentos e quarenta e sete milhões, quinhentos e setenta e dois mil e duzentos e vinte e dois reais), não faz parte do orçamento federal brasileiro para ciência e tecnologia. Na realidade, esses fundos se originaram de outra fonte orçamentária, justamente por não se tratar de um projeto científico pontual e sim da instalação e custeio de um novo campus. Sendo assim, esse aporte financeiro, que será desembolsado ao longo dos próximos quatro anos, não resultará em nenhum tipo de prejuízo a qualquer cientista brasileiro.

Este aporte corresponde às despesas de manutenção do novo Campus do Cérebro, um projeto realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que tem por missão promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico numa região de baixo IDH por meio da ciência de ponta. Para tanto, o campus promoverá atividades de ensino, pesquisa e extensão em uma área de 99,5 hectares, no município de Macaíba (RN). Dentre essas, destaca-se o programa Educação para Toda Vida, que começa no pré-natal das mães dos nossos futuros alunos, passando pelo ensino básico/médio e indo até a pós-graduação e o treinamento de pós-doutorado.

O Campus do Cérebro, que pode ser comparado ao de outras universidades que vêm sendo construídas atualmente pelo Governo Federal no País, será um polo científico-tecnológico em Neurociências e Neuroengenharia, com impacto direto em todo o Nordeste e, consequentemente, em todo País.

Também faz parte do projeto a manutenção de três Centros de Educação Científica, em funcionamento em Macaíba e em Natal, ambos no Estado do Rio Grande do Norte, e outro em Serrinha, na Bahia, que visam promover ações que facilitem o acesso de alunos da rede pública de ensino ao conhecimento e práticas científicas, às informações que estimulem a produção de conhecimentos, à inovação científica e tecnológica, à criação de novos experimentos, à expressão de ideias próprias e sua fundamentação científica, além de promover a formação continuada de professores na troca de experiências e reflexões sobre a prática pedagógica e sua fundamentação teórica. Ao todo, 1.400 alunos estão sendo atendidos anualmente. Desde 2007, um total de 8.270 jovens oriundos de escolas públicas do RN e BA já participaram desse programa.

No projeto do Campus também consta uma escola de ensino básico de horário integral e de gestão democrática, que utiliza o método científico na sua proposta educacional e um currículo que vise a desenvolver nos educandos, não só a necessidade de aprendizagem contínua, mas também a responsabilidade pela coautoria do processo de construção coletiva do projeto de educação, estimulando o desenvolvimento da consciência crítica da realidade vivida. A partir de 2015, 700 crianças passarão a frequentar essa escola, com área construída de 14 mil m².

Além disso, o Campus do Cérebro também ampliará as atividades do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde, serviço ambulatorial de referência para a saúde materno-infantil na região de Macaíba, com capacidade atual de atendimento de 12 mil consultas/ano. Desde 2008 esse centro de saúde já realizou 50 mil consultas. Para se ter ideia do que isso representa, a população de Macaíba é de 70 mil habitantes. Com a ampliação prevista, mais de 20 mil consultas/ano serão realizadas a partir de 2015. Esse centro de saúde também tem por objetivo atuar na formação, desenvolvimento e educação permanente de profissionais de saúde e desenvolver ações de ensino e pesquisa na área da saúde materno-infantil e em suas interfaces com a Neurociência, Neuroengenharia, reabilitação motora e sensorial. A meta é oferecer cenários para atividades acadêmicas para 100 alunos de graduação/ano, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na área de atuação na saúde materno-infantil.

Trinta pesquisadores principais, além de alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, irão trabalhar no Centro de Pesquisas do Campus em 2016. O número de pesquisadores principais aumentará para 47 em 2017, compondo uma equipe total de 103 profissionais, na qual também estão veterinários, bioteristas, técnicos, auxiliares, assistentes e engenheiros, entre outros. As linhas de pesquisa serão focadas nas áreas de Parkinson, plasticidade sensório-motora, bases neuronais da aprendizagem sensório-motora, desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina para restaurar a função neurológica, bases neuronais da percepção tátil, bases eletrofisiológicas de transtornos motores, neuromodulação por estimulação elétrica, neurofisiologia, cognição de primatas, bases neurais do comportamento social, eletrofisiologia e neurofisiologia.

Gestão

Qualificado como Organização Social por meio do decreto presidencial de 27/2/2014, o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont será responsável pela gestão do Campus do Cérebro, o que inclui a contratação de equipe pedagógica, clínica, de pesquisadores, administrativa e de manutenção, bem como a compra de equipamentos, montagem de salas de aulas e laboratórios, entre outros. A construção do Campus está sendo executada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que recebeu recursos próprios para tanto.

O total previsto de profissionais envolvidos nos projetos de educação, saúde e pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont será de 319 em 2015, 447 em 2016 e 552 profissionais em 2017.

Aportes

O projeto recebeu, em setembro de 2014, a primeira parcela, no valor de R$ 29.693.901,00 (vinte e nove milhões, seiscentos e noventa e três mil e novecentos e um reais). Os demais aportes serão feitos semestralmente até dezembro de 2017, quando o Campus estará em pleno funcionamento. O projeto deverá entrar em operação no segundo semestre de 2015, quando já deverão estar trabalhando cerca de 200 pessoas, entre professores e pesquisadores, e outros.

Conforme exposto acima, não se trata, portanto, de um “projeto pontual” e apenas científico, mas uma ação estratégica de longo prazo, que envolve educação, ciência e também o próprio desenvolvimento social da comunidade, que foi auditado e aprovado por comissões formadas por cientistas e educadores de entidades como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Finep, Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia, entre outros, ao longo dos últimos oito anos. Também frisamos que somos sede de um instituto nacional de ciência e tecnologia (INCT) – Instituto Nacional de Interface Cérebro-Máquina (Incemaq) -, que foi renovado por meio do parecer de pares da comunidade científica mencionados acima.

Esperamos que esses esclarecimentos desfaçam qualquer dúvida ou má interpretação sobre esse importante projeto, que não é apenas de seu idealizador, o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont, mas de todo Brasil.

Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont

No Viomundo
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Laerte ve a Veja

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Grávida é humilhada por policiais em vídeo divulgado no Facebook

Grávida de 19 anos é chamada de “lixo“, “sem vergonha“ e “filha da p…“ em vídeo divulgado no Facebook. Secretaria de Segurança Pública diz que conteúdo foi enviado à Corregedoria, que afirma desconhecer a situação

Vídeo em que policiais humilham grávida de 19 anos será analisado pela Corregedoria
Um vídeo divulgado no YouTube e Facebook [assista abaixo] no início de setembro mostra dois policiais civis humilhando uma pessoa suspeita. Na gravação, feita por um dos próprios policiais, J.M., de 19 anos, grávida de dois meses, foi chamada por diversas vezes de “lixo“, “sem vergonha“, “bandidona“ e “filha da p…“. Procurada, a jovem pediu para não ser identificada.

O caso aconteceu em São José dos Campos, a 94 km da capital paulista. Assim que abriram o porta-malas da Blazer preta identificada como P-23338, placa DJL-4211, onde a jovem estava, os policiais a obrigam a dizer seu primeiro nome. Depois, começam a perguntar sobre suas postagens no Facebook, que seriam contra a atuação da polícia e a favor da maconha. Na sequência, foram feitas perguntas sobre posts específicos da jovem.

Lamentável

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) não soube informar o motivo da detenção, quem são os dois garotos mortos em São José dos Campos e como os policiais sabiam o que a suspeita postava em sua rede social. Questionada sobre a indicação que o policial fez sobre pedidos da população para “morrer mais“ suspeitos, a pasta também não se pronunciou.

Em nota oficial, a SSP afirmou que “a Polícia Civil, ao tomar conhecimento do vídeo, enviou o conteúdo para a Corregedoria, que adotará as providências disciplinares cabíveis“. Por telefone, ninguém da Corregedoria da Polícia Civil soube informar nada sobre o caso. Um dos corregedores atendidos pela reportagem chegou a afirmar que o órgão sequer tinha ciência sobre o assunto.

Para o ouvidor das polícias de São Paulo, Julio Neves, o caso pode não ter sido enviado à Corregedoria de fato. “Quando a gente se pauta por uma polícia digna, obviamente a gente pensa que o caso foi enviado ao corregedor, mas nem sempre isso acontece“, disse. O órgão que fiscaliza as polícias do Estado só ficou sabendo do caso na manhã desta sexta-feira (21). Com as provas em mãos, a Ouvidoria disse que levará o caso até a Corregedoria.

Neves lamentou a atitude dos policiais gravada no vídeo. “É uma situação que mostra a realidade da polícia do Estado de São Paulo. É lamentável que os agentes policiais se manifestem desta maneira“, afirmou.

José Vicente, coronel da reserva da PM (Polícia Militar) e ex-secretário Nacional de Segurança Pública na segunda gestão Fernando Henrique Cardoso, classificou o ato dos policiais como “um absurdo antiético e amador“. “O que se vê é um conjunto de absurdos inaceitáveis de um profissional“, disse.

“Todo contato com o detido, no momento da apreensão, deve ser simplesmente para verificar o crime que a pessoa pode estar envolvida. Ficar fazendo gozação, destratando, humilhando, a respeito de qualquer coisa, é errado. É um problema de ética profissional. Amadorismo“, complementa o ex-secretário.

Para José Vicente, os policiais devem ser identificados o mais rápido possível. “Eles precisam ser severamente punidos. Além de fazerem tudo errado, gravaram e depois divulgaram na internet. E ainda utilizando a farda da corporação. Nada certo“, afirmou.

Desde a publicação do vídeo no YouTube e em páginas e perfis do Facebook, o conteúdo teve poucas críticas dos internautas e muitos elogios à atitude dos policiais. Os comentários foram desde “Não gosta da polícia, chama o Batman e fica suave“ até pedidos de morte a quem infringe a lei: “bandido bom é bandido morto“. O vídeo teve mais de 124 mil compartilhamentos.

Segundo Caroline Teófilo, advogada especialista em direito digital, o que os policiais civis fizeram é ilícito e pode gerar indenização à J.M. “De acordo com a nossa Constituição Federal, Artigo 5°, V e X, a imagem é um direito protegido e sua violação pode ser, por exemplo, com a publicação de uma foto ou de um vídeo sem autorização. Assim, a violação dá àquele que teve sua imagem violada direito a indenização pelo danos sofridos, no âmbito civil“, disse.

“Também, atribuir a alguém um fato que afete sua honra, no entanto não especificamente descrito como crime na lei, caracteriza difamação. Levar ao conhecimento de outros fatos que afetem a reputação de um indivíduo, como a publicação de um vídeo na internet com argumentos que afetam a honra daquela pessoa, caracteriza o crime de difamação, previsto no Artigo 139 do Código Penal: pena de detenção de três meses a um ano, e multa“, afirmou Caroline.

No âmbito penal, a ação é de iniciativa privada exercida pelo ofendido ou seu advogado, mediante queixa-crime. “É importante que a prova seja armazenada, ou seja, podem ser feitos prints de tela ou uma ata notarial em cartório específico do conteúdo, para, caso ele seja retirado dos canais nas mídias sociais, seja possível comprovar a sua existência. A partir daí a vítima terá seis meses para entrar com a queixa-crime“, finaliza a advogada.



Luis Adorno
No Pragmatismo Político
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Assim é a ética da mídia...

Em guerra por modelo viciada, TVs apelam a rapto, drogas e suborno

A ex-modelo Loemy Marques em reportagem exibida no programa A Tarde É Sua, da Rede TV!
A disputa das emissoras de TV por uma entrevista com a ex-modelo Loemy Marques, viciada em crack, teve rapto, tentativas de suborno, ofertas de drogas e até um telefonema de um falso Silvio Santos se oferecendo a ajudá-la caso ela fosse a um programa do SBT. Um programa vespertino chegou a colocá-la à força dentro de um carro e sumiu com ela durante várias horas.

Desde o último sábado, produtores de TV travam uma guerra para conseguir um depoimento da jovem, que foi descoberta vivendo na Cracolândia, região degradada de São Paulo. Oito programas de cinco emissoras estão atrás dela. Por enquanto, o Hora do Faro, da Record, está levando a melhor. O programa a mantém em um local secreto, acompanhada de um enfermeiro, desde segunda-feira. O assédio da imprensa continua mesmo depois de ela ter deixado a Cracolândia e o apresentador Rodrigo Faro ter divulgado que a entrevistara em primeira mão.

A história da ex-modelo craqueira foi revelada em reportagem da revista Veja São Paulo do último final semana. Assim que a publicação foi para as bancas, Loemy passou a ser assediada por diferentes canais para falar com exclusividade. No sábado pela manhã, ela circulava pelas ruas da Cracolândia, na região central de São Paulo, onde vive há dois anos. Foi abordada e se sentiu acuada. Usou drogas.

Depois de muita insistência, profissionais de um programa vespertino que a seguiam a colocaram em um carro. Voluntários de uma ONG relatam que Loemy foi tratada como bicho, sem cuidado e respeito, “praticamente forçada a entrar no veículo”. A ex-modelo foi mantida pela equipe dessa rede de TV durante várias horas. Ela foi deixada no Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e só reapareceu na região da Luz na manhã de domingo (23), se queixando da emissora. 

Segundo uma testemunha, Loemy estava muito chateada e disse que lhe ofereceram drogas e R$ 500 em troca de uma entrevista. O rapto de "personagem" (forma como são chamados os entrevistados dos programas) não funcionou. Loemy não autorizou o programa a exibir suas imagens.

Diante do assédio da mídia, "como urubus em cima de carniça", na definição de uma voluntária de uma ONG, foi providenciado um local para abrigá-la. A ex-modelo aceitou ir para o apartamento de amigos, se alimentou e dormiu. Na manhã de segunda-feira, foi orientada sobre as propostas das produções que queriam oferecer tratamento em clínicas de reabilitação em troca de um depoimento em que contasse como chegou ao fundo do poço.

As artimanhas dos produtores incluíram até se passar por Silvio Santos. Um homem com a voz idêntica a do apresentador ligou para uma ONG na manhã de domingo tentando descobrir o paradeiro de Loemy. Logo em seguida, a entidade recebeu um telefonema da produção do Domingo Legal. 

Procurada por Globo, SBT, Record, Band e RedeTV!, a ex-modelo escolheu falar com o apresentador Rodrigo Faro, da Record, porque se lembrava dele como ator e considera o Hora do Faro a produção menos sensacionalista das que disputavam seu depoimento, sem levar em conta a da Globo, um programa jornalístico.

Troféu: o apresentador Rodrigo Faro postou foto ao lado de Loemy no Instagram
Rodrigo Faro foi até Loemy e passou toda a tarde de segunda-feira gravando na região da Cracolândia. Em seguida, postou foto com a moça em sua conta em uma rede social. Seus produtores estão responsáveis pela ex-modelo desde então. Ela está em um hotel e pode falar com seus amigos a hora que quiser. Um enfermeiro também foi contratado para ficar ao lado da dependente química dando assistência em suas crises de abstinência. A reportagem de Faro com a jovem irá ao ar domingo (30). Ela passará por uma transformação hoje (26) e deve participar do programa ao vivo também.

Na Record, o local em que a jovem foi hospedada é mantido em sigilo. Uma fonte afirma que a emissora não pagou desta vez para sair na frente da concorrência. Porém, pagar por entrevistas exclusivas é comum na emissora. Em seus “15 minutos de fama”, algumas pessoas pedem cachê e até fazem exigências para falar com determinado programa. Já teve "personagem" que exigiu passagens aéreas para toda família e hospedagem em hotéis de luxo.

Catarina Migliorini, que ficou famosa por leiloar a virgindade, e Izabela Araújo, motoqueira que ganhou um beijo do jogador de futebol Fred e o vídeo foi parar na internet, teriam recebido cerca de R$ 6.000 cada uma para participar de programas da Record.

Márcia Pereira e Paulo Pacheco
No Notícias da TV
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Moro só investiga o político que quiser

“Fale o nome de um tucano gordo e seu interrogatório cessará” – Advogado de delator seletivo a delator seletivo.


Em declaração reproduzida no jn — onde o Brasil é uma m…, menos a Globo e os eventos que monopoliza —, o Dr Moro explicou por que não deixa que os delatores seletivos citem políticos.



(Provavelmente, os delegados aecistas também não querem saber de tucano gordo.)

Não é porque, como suspeita do Ministro Teori, ele queira governar o Brasil sozinho e, portanto, impede que o Supremo compartilhe da gloria de que ele, solitariamente, usufrui.

Não é porque, como diz o Dr Toron, o Supremo ficou refém do Dr Moro.

Segundo o jn, o Dr Moro não quer investigar políticos corruptos porque não quer.

E pronto!

E basta!

Ele decidiu que os corruptos são apenas os funcionários da Petrobras e os empreiteiros.

(O doleiro, reincidente, vai acabar merecendo a Medalha da Ordem do Judiciário…)

Os políticos — como o Presidente do PSDB, Sérgio Guerra — são, por definição, inocentes, nessa lógica.

Por que a generosidade?

Para não deixar o Supremo tomar-lhe a glória e o estrelato?

Talvez não.

Ele já assumiu a cadeira do ex-Presidente Barbosa no Panteão do PiG, e isso ninguém lhe usurpará.


O 'Ataulfo Merval' apoiou a Veja nessa inglória batalha — o Golpe Paraguaio — I e II.

Uma explicação para essa bizarra atitude — viva o Brasil! — é querer determinar que políticos ele pretende punir.

E que partidos!

A Lei da Ficha Limpa é ele!

E mais ninguém!

Só vai se enlamear na graxa da corrupção quem ele quiser!

É porque, assim, ele decidiu, diante da passividade (aparente) do Supremo!

O amigo navegante se perguntará: mas como Sua Excelência conseguirá circunscrever o crime ao doleiro, aos funcionários da Petrobras e aos empreiteiros, sem macular um único político?

Não era tudo a mesma sopa?

Ora, ora, amigo navegante… francamente!

Que ingenuidade a sua!


Não foi a Dilma nem o Aécio, que ainda precisa levar uns puxões de orelha da Jandira.

Foi o Dr Moro!

Foi ele quem assumiu!

Nem o Barbosa foi tão poderoso!

Ele, os delegados aecistas e o PiG.

Clique aqui para ver que os Ministros Barroso e Fux, porém, podem desmoralizar irremediavelmente a Lava Jato.

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Governo de MG se apropria de recursos dos servidores públicos

No apagar das luzes da administração tucana em MG, governador Alberto Coelho transferiu, via decreto, quase R$ 250 milhões do fundo de saúde de servidores.

No apagar das luzes da administração tucana em Minas Gerais, o governador Alberto Coelho (PP) transferiu, via decreto, quase R$ 250 milhões do fundo de saúde dos servidores públicos para o caixa único do estado. “Esta é mais uma ação que mostra que os tucanos estão limpando os cofres do estado antes de entregar o governo ao PT”, afirma o vice-líder do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AL-MG), deputado Rogério Correia.

De acordo com ele, há suspeitas de que os recursos sequestrados dos servidores sirvam para ajudar a financiar o reajuste deles próprios, no percentual de 4,65%, retroativo a outubro, conforme promessa feita pela administração tucana após sua derrota nas eleições para o candidato petista, Fernando Pimentel (PT). “O perigo é o PT assumir o governo sem caixa nenhum”, alerta Correia.

O montante de cerca R$ 250 milhões corresponde à contribuição de 3,2% para a assistência médica do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), descontada diretamente no contracheque do funcionalismo público. O Ipsemg beneficia quase um milhão de pessoas, entre servidores e dependentes, em sistema de coparticipação.

A destinação da contribuição estava prevista no decreto 39.874/2008, alterado por decisão individual do governador, manifesta no decreto 46.649/2014, publicado no Diário Oficial de Minas na última quinta (20). Agora o valor que deveria ser aplicado na saúde do servidor pode ser utilizado para quaisquer outros fins.

Segundo o vice-líder do PT, os impactos do novo decreto são vários. O mais grave deles se refere à perda das receitas de aplicações financeiras provenientes da utilização da conta original do Ipsemg, que já se encontra bastante sucateado. O cálculo é que, somente em 2014 e 2015, tais investimentos renderiam cerca de R$ 11.732.743,00 a cada ano.

Outros riscos são a perda da flexibilidade de pagamento online de contas de utilidade pública e impostos, evitando juros e multas, além da possibilidade de atraso no pagamento de faturas de hospitais, clínicas e laboratórios, e de decisões judiciais em caráter de urgência.

Rogério Correia alerta que a fórmula adotada pelo governo tucano para saquear o fundo de saúde dos servidores sequer é original. Conforme ele, o governo do estado já havia transferido R$ 3,4 bilhões de recursos referentes à previdência social dos servidores para a conta única, no ano passado.

A medida, aprovada por decisão da assembleia de maioria tucana, resultou na extinção da Fundação de Seguridade Social de Minas Gerais (Fundasemg), até então o segundo maior fundo de previdência privada do país.

Para Wagner Ferreira, coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância de MG (Sinjus-MG) e membro do conselho de beneficiários do Ipsemg, o governo tucano mais uma vez se apropriou do dinheiro dos servidores sem disser ao menos o que irá fazer com esse recurso. “Querem acabar com o Ipsemg que é patrimônio do servidor”, denuncia.

Segundo ele, o ex-governador Eduardo Azeredo, acusado de ser o cabeça do “Mensalão do PSDB”, também desviou recursos do Instituto, que quase foi à falência. “Até a edição deste decreto, conseguimos recuperar parte do rombo que foi dado na época do governador Azeredo e melhorar em parte o atendimento, mas, agora, voltamos a estaca zero, esclarece.

Reunião com governo eleito

Nesta terça (25), representantes da Coordenação Intersindical, que envolve várias entidades sindicais, se reuniram com a equipe de transição do governador eleito Fernando Pimentel para discutir o projeto de reajuste dos servidores e o sequestro dos recursos do Ipesemg. A solicitação dos servidores é que o novo governo cobre do atual governador a restituição do dinheiro, antes que seja utilizado para outras finalidades.

Najla Passos
No Carta Maior
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Terremoto de 4.6 graus é registrado a 93 km de Ipixuna, AM e o PIG ignora

Um terremoto de 4.6 magnitudes foi registrado no extremo oeste do Amazonas, próximo à divisa com o Acre. O evento ocorreu a 562 km de profundidade, abaixo das coordenadas 6.23S e 71.84W, a 93 km da cidade amazonense de Ipixuna.


O evento ocorreu as 23h26 pelo horário de Brasília (20h26 hora do extremo oeste da Amazônia ) e teve seu hipocentro localizado abaixo das coordenadas 6.23S e 71.84W. A cidade tem uma pequena população de pouco mais de 25 mil pessoas.

No Apolo11
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Sérgio Porto # 56


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Essa é do Barão... 114


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Dep. Jandira Feghali (PCdoB-RJ): "Senador Aécio Neves, o senhor perdeu as eleições!"


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