1 de nov de 2014

Veja tira do ar matéria de médium convocado para fazer chover em SP


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) talvez esteja apelando aos espíritos para fazer  chover no Estado.

Na semana passada,  a Veja São Paulo publicou matéria com o porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), o médium Osmar Santos.

Ele disse à  revista ter sido convocado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para fazer chover no Estado de São Paulo.

A Fundação  Cacique Cobra Coral (FCCC), para quem não sabe, alega ter o poder de interferir nos fenômenos climáticos.

Hoje, 31 de outubro, a matéria não mais no portal da Veja São Paulo.  Você só a encontra no caché.

Detalhe: Alckmin negou. Só que não é a primeira vez que o governador recorre aos serviços da Cobra Coral. Lá atrás, ele pediu para que parasse de chover.

Veja Cobra Coral
Veja Cobra Coral. 2JPG

No Viomundo
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Os maus perdedores e a democracia: o pedido de auditoria das urnas feito pelo PSDB

Carlos Sampaio, à esquerda, autor do pedido de auditoria
Poucas coisas na vida são mais desprezíveis do que maus perdedores — talvez, os maus ganhadores. O pedido de auditoria do PSDB para verificar a “lisura” da eleição presidencial é um caso de estudo.

O autor é o coordenador jurídico da campanha de Aécio, o deputado federal Carlos Sampaio (é impressionante a quantidade de “coordenadores” em campanhas. PT e PSDB os tinham aos milhares, nunca se soube exatamente fazendo o quê).

Sampaio, com a anuência de Aécio Neves, colocou em dúvida a confiabilidade da urna eletrônica. “Não tem nada a ver com recontagem de votos e nem estamos questionando o resultado”, disse ele. Tem a ver com o que, então?

Explicação: com as reclamações no Facebook.

O deputado deixou um recado elucidativo em sua página. Escreve ele que é para “evitar que esse sentimento de que houve fraude continue a ser alimentado nas redes sociais”.

Se ele quer investigar outros temas amplamente difundidos nas redes, pode também apurar se é verdade que John Kennedy foi morto pelos iluminatti, se a Pepsi usa células de fetos abortados como adoçante e se os círculos concêntricos em milharais foram obra do capeta.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, declarou que “não há nada que comprometa” o processo. ”Não somos a Venezuela, a Bolívia. Para Noronha, o que embasa o questionamento não pode ser “fofoca”. A ele se somaram outras vozes insuspeitas.

É direito de Sampaio e colegas, obviamente, mas se essa atitude contribui para algo, é para a instabilidade. A reação do PSDB à derrota tem apequenado espetacularmente o partido. Aécio reclamou de “calúnias”, Aloysio recusou o diálogo, reclamou de facas nas costas, jurou vingança.

Sampaio é a cereja do bolo. Reeleito para o quarto mandato consecutivo na Câmara com 295 623 votos, foi de uma irresponsabilidade galopante no últimos meses. “Como é que é??? O doleiro Youssef denuncia Dilma e Lula e, repentinamente, é internado na UTI!!! Qual o seu quadro de saúde e o tratamento pelo qual está passando??? Acabei de enviar uma nota para a imprensa exigindo explicações!”, escreveu no FB.

O homem que fala em esclarecer fatos nebulosos divulgou todas as pesquisas picaretas da Istoé/Sensus, aproveitando para acusar o Datafolha e o Ibope de fraudulentos. “Lembrem-se: Datafolha e Ibope há anos fazem pesquisas para o Governo Federal! Só o governo Dilma pagou mais de R$ 12 milhões aos institutos de pesquisa!!!”

Carlos Sampaio conseguiu sua notoriedade. Seus adversários políticos são gratos pela falta de noção. E agora todos os milhares de idiotas no Facebook que acreditam em invasão cubana e que Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia já sabem com quem falar. Basta entrar no site dele e exigir uma explicação.

Kiko Nogueira
No DCM
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Homem que ameaçou Dilma se justifica: "foi só uma brincadeira"

Renato Paschoal Fernandes foi identificado como oficial da reserva do Exército
Homem que ameaçou Dilma se justifica: "foi só uma brincadeira"

"Esta é para você, Dilma. Estou só esperando o toque da corneta". Homem que postou foto ameaçando Dilma com suposta bala de fuzil se explica após repercussão: "Foi uma brincadeira. Nunca fiz mal a ninguém"

Um ex-aluno do CPOR publicou no Facebook uma foto onde mostra um cartucho de fuzil e diz “Esta é para ti, Dilma. Estou só esperando o toque da corneta.” O indivíduo vestia um uniforme do Exército Brasileiro, com as insígnias de oficial. Após a foto se tornar de conhecimento público, a conta foi apagada, e, entrevistado, o indivíduo afirmou que era uma brincadeira, e que alguém tornara a foto pública, o que não seria sua intenção. “Foi uma brincadeira. Obviamente, não foi uma coisa legal o que eu coloquei, é ambígua a foto, mas eu não sou terrorista, nunca fiz mal a ninguém”, disse.

Questionados por reportagem do G1, o Ministério da Defesa e a Polícia Federal deram as seguintes explicações: segundo o MD, o autor da ameaça serviu ao Exército em 1998, e não faz mais parte dos quadros da Força. O objeto exposto na foto é um chaveiro, portanto não há razão para que se investigue o fato. O uniforme usado no foto já não é mais usado, e o indivíduo apresenta-se com a barba por fazer, o que fere os regulamentos militares. Já a PF foi mais sucinta, dizendo que não cabe investigação por não se tratar de munição real.

Quanto ao GSI, responsável pela segurança da titular da Presidência da República, não há qualquer menção ao que pensa sobre o fato, e quais providências tomou em relação a ele, se é que tomou alguma. Sequer foi questionado pela reportagem. Tampouco saberemos por outros meios, porque é óbvio que tudo que se refere à segurança do ocupante da cadeira é secreto.

O que fica exposto é como as instituições são, ou parecem ser, inconsequentes no trato com algo dessa gravidade. Se era um cartucho de munição ou um chaveiro é questão de nenhuma importância no contexto do fato. A foto foi publicado no Facebook na noite de domingo, logo após o anúncio do resultado da eleição presidencial. A gravidade do gesto, amplificada pelo momento da publicação, em que as redes socias fervilhavam de manifestações e ódio e preconceito, é que deve ser levada em conta. O crime de Ameaça, Art. 147 do CPB, é tipificado como “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, de causar-lhe mal injusto e grave” é bem claro quanto a isso, e ajusta-se perfeitamente ao simbolismo da imagem.

É rísivel, para não dizer pior, que o Ministério da Defesa e a Polícia Federal se agarrem ao fato de que não era um cartucho de munição, mas um chaveiro, para justificar a inércia diante dessa atrocidade. Experimente alguém publicar um vídeo ou uma foto dessa natureza nos EUA, e pode contar em minutos o tempo em que terá a casa invadida pelas equipes táticas do DHS, do FBI e do Serviço Secreto. Com a consequente condução a algum lugar secreto de detenção, onde terá alguns anos para meditar sobre a besteira que fez, nos intervalos dos interrogatórios e das sessões de “waterboarding”.

No Brasil parece haver uma dificuldade imensa em se aprender com o passado. Nunca tivemos um presidente assassinado, ao contrário dos EUA que já tiveram Lincoln e Kennedy, para ficar nos mais conhecidos. Por isso lá essas coisas são levadas muito a sério. Israel também já teve seu quinhão, com Yitzhak Rabin. Segundo o documentário “Os Guardiões”, em que são entrevistados os seis últimos diretores do Shin Bet, Rabin foi morto por um extremista de direita em um momento político muito semelhante ao que vivemos hoje, onde pessoas são objeto do ódio de parcela significativa da população.

O caso do sequestro do hotel em Brasília deixou bem claro que há pessoas dispostas a desbordar dos comentários raivosos e partir para a ação violenta. Como a arma e o colete eram fakes, tratou-se do assunto como o surto psicótico de um indivíduo doente. Quem acreditar nesse simplismo, está sendo ingênuo. Foi só a primeira demonstração de onde se pode chegar com o radicalismo que domina muitas cabeças. Muitas mais do que se pode avaliar. É terreno fértil para a proliferação de malucos de todos os tipos, inclusive daqueles que nada mais querem do que deixar sua marca na história, como Mark Chapmann, o assassino de John Lennon.

Existem por aí pessoas que sonham em matar a Dilma ou o Lula. Eles sabem, e nós sabemos, que quem fizesse isso seria idolatrado por milhões de pessoas. Todos esses que vomitam ódio nos comentários de noticias e nas redes sociais. Por isso é recomendável levar muito a sério esse tipo de ameaça e tratá-las com o rigor devido. Antes que seja tarde.

Jorge Lima
No Pragmatismo Político
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PSDB tramou golpe contra Dilma pelo WhatsApp, revela Estadão


O jornal Estado de S. Paulo, edição desta sexta-feira (31), revela que o PSDB nacional tramou o golpe contra a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) através de bate-papo via WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas.

Segundo o Estadão, a trama foi capitaneada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha derrotada de Aécio Neves (PSDB-MG), que coletou “contribuições” à representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao pedir “auditoria especial” na votação de domingo (26), o documento tucano questiona a legitimidade da reeleição de Dilma e do próprio TSE que proclamou o resultado após Aécio reconhecer de público a derrota.

A tentativa de o PSDB realizar um 3º turno da eleição presidencial arrancou uma declaração irônica do presidente nacional do PT, Rui Falcão: “O PSDB está parecendo time que perde e, depois, põe a culpa no juiz”, afirma Falcão.

De acordo com o Estadão, o próprio Aécio deu aval para a deflagração do plano golpista.

O modus operandi do PSDB é o mesmo da direita venezuelana, que mesmo perdendo a eleição sempre investe contra o resultado das urnas.

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O Brasil e as urnas

Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa

A vitória de Dilma Rousseff neste segundo turno encerra a mais longa
e mais renhida disputa eleitoral da nossa história moderna
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
A bela vitória de Dilma Rousseff no domingo 26 encerra a mais longa e mais renhida disputa eleitoral de nossa história moderna. Estivemos a vivê-la nos últimos três anos. Logo após a curta fase de lua de mel com a presidenta, que mal chegou ao fim de 2011, nada aconteceu na política brasileira sem ter relação com a eleição concluída agora.

As oposições nunca perdoaram a ousadia de Lula em lançar Dilma como sua candidata à sucessão. Tinham certeza de que a derrotariam, apesar de conhecerem a popularidade do ex-presidente. Com a empáfia de sempre, julgavam que qualquer um dos nomes de seus quadros era melhor.

A derrota para Dilma doeu mais do que aquelas duas infligidas por Lula. Ela não era uma liderança carismática ou figura extraordinária. Perder para ela significava que poderiam perder outras vezes e que não era necessário um (ou uma) Lula para vencê-las.

Quando ficou evidente o fato de Dilma, ao longo do primeiro ano de governo, conquistar a simpatia da larga maioria da população, tornando-se uma presidenta com avaliação em constante crescimento, desenhou-se um quadro inaceitável para as lideranças antipetistas na política, na sociedade e nos oligopólios midiáticos conservadores. O desfecho que temiam era o ocorrido neste segundo turno: a sua reeleição e a continuação do PT no comando do governo federal.

Chega a ser cômica a queixa dos adversários dirigida à presidenta neste ano, chorosos da “desconstrução” sofrida na campanha. Em nossa história política, não houve uma chefe de governo tão sistemática e impiedosamente “desconstruída” quanto Dilma.

Em 2012, a oposição inventou o circo do julgamento do “mensalão”, transformando irregularidades eleitorais praticadas por lideranças do PT, absolutamente comezinhas na vida política brasileira, no “maior escândalo” da história brasileira. Com o apoio de figuras patéticas no Judiciário, fizeram um escarcéu midiático para atingir a imagem do partido, de Lula e, por extensão, da presidenta. Mal encerrado o capítulo anterior, procuraram nova estratégia para prejudicá-la. Desta feita, buscaram atingi-la em sua qualificação gerencial e mostrar a sua “incompetência”. A prova estaria no insucesso na luta contra a inflação.

A mesma orquestração utilizada para apresentar o “mensalão” como o “maior escândalo” de todos os tempos passou a ser feita para, a partir do início de 2013, convencer a sociedade de que vivíamos um surto inflacionário agudo e não a crônica inflação que nossa economia enfrenta desde 1994.

As manifestações de junho daquele ano, que começaram de forma legítima, caíram do céu como uma dádiva para as oposições conservadoras. Fizeram o possível para assumir seu controle e dirigi-las contra Dilma e o governo federal.

No início de 2014, julgavam preparado o palco para a derrota da petista, com a Copa do Mundo no centro da ribalta. O vexame de um fracasso retumbante na organização do evento seria a pá de cal.

Os pretensos entendidos em política foram afoitos ao decretar que Dilma estava fadada à derrota. Primeiro, ao acreditar que enfrentava níveis de rejeição impeditivos de qualquer possibilidade de sucesso. Segundo, ao supor haver na sociedade um “desejo de mudança” avassalador. Terceiro, ao acreditar na aniquilação do PT e sua militância depois da batalha do “mensalão”.

A vitória de Dilma Rousseff mostra que a maioria da população soube compreender as dificuldades enfrentadas por ela em seus primeiros quatro anos. Indica que a desaprovação decorria do bloqueio da mídia conservadora e que os eleitores não se dispuseram a substituí-la por um sentimento apenas negativo. Revela que a sociedade valoriza e preza o amplo conjunto de iniciativas colocadas em movimento pelos governos petistas desde 2003.

A vitória de Dilma é uma vitória dela e de seu governo, que chega ao fim da eleição com níveis de aprovação inferiores tão somente aos de Lula em seu segundo mandato. E é uma vitória do ex-presidente, que se renovou na eleição e se reafirmou como a maior liderança política de nossa história (aceitem ou não aqueles que não gostam dele).

E é uma grande vitória do PT, de seus militantes e simpatizantes. O partido sai fortalecido da eleição em um sentido muito mais profundo. O partido reencontrou o ânimo de sua juventude.

Quem queria tirar Dilma Rousseff do poder, sepultar Lula e varrer o PT do mapa sofreu uma derrota vexaminosa.

Marcos Coimbra
No CartaCapital
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Sérgio Porto # 32


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Essa é do Barão... 90


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