27 de out de 2014

O discurso da vitória


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Vitória é legítima, natural numa democracia e país não está dividido

Parabéns ao país e para a nossa militância. Vencemos graças a ela. Esta 4ª  vitória nacional consecutiva do PT e da aliança que apoiou a presidenta Dilma Rousseff à reeleição não pode e não deve ser vista como divisão do pais ou um risco de radicalização de nossa vida política. Trata se de uma tentativa primária de deslegitimar a vitória do PT, um típico recurso dos derrotados. Com o agravante que uma vitória do candidato do PSDB-DEM, senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas mesmas circunstâncias teria a mesma leitura já que seria por alguns milhões de votos de vantagem também.

O país não está dividido. Tem dois grandes partidos, PT e PSDB, que polarizam a vida política há 20 anos como em todas democracias. Basta ver os exemplos dos Estados Unidos (partidos Democrata e Republicano), Grã Bretanha (Conservador e Trabalhista), Alemanha (Partido Social Democrata-SPD e a União da Democrata Cristã (CDU), ou Espanha (PSOE e PP) e Portugal (PS e PSD).

Lá, em cada um desses países, para ficar nos mencionados, são projetos e programas que têm apoio de amplos setores e classes sociais no país com interesses contraditórios e às vezes antagônicos, que podem ou não se compor em determinadas circunstâncias (caso mais comum na Alemanha) e frente a desafios políticos sociais e econômicos, mas não são iguais e não defendem nem os mesmos interesses e nem os mesmos programas. E essa é a percepção que a própria sociedade e seu povo têm.

No Brasil o PSDB é um partido da elite, identificado por exemplo com o sistema bancário. Já o PT é um partidos dos pobres, dos trabalhadores, identificado desde sempre, desde o seu nascimento há mais de 30 anos, com o presidente Lula e sua história.

PSDB quer por fim à reeleição por puro oportunismo

A radicalização da vida política do país nessa eleição se deve ao fato que uma vitória, como aconteceu, da presidenta Dilma abre a possibilidade real de o ex-presidente Lula ser eleito presidente em 2018 e reeleito em 2022. Daí a conversão oportunista do PSDB à proposta de por fim à reeleição por ele mesmo instituída no país sob graves suspeitas de compra de votos.

A tentativa de derrotar o PT e a presidenta Dilma a qualquer preço tem seu exemplo maior na revista Veja e no boato sobre um suposto e falso assassinato de um dos delatores da operação Lava Jato, Alberto Yousseff, uma tentativa desesperada e não inédita de interferência indevida e ilegal no processo eleitoral.

Dai o direito de resposta dado ao PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agravada depois com a 2ª tentativa de transformar um ato de protesto contra a revista (na 6ª à noite) – condenado pelos presidentes Dilma e Lula – em atentado à liberdade de expressão e de imprensa, na tentativa vã de atenuar o atentado à democracia e à própria liberdade de imprensa que a revista praticou e pratica.

O fato concreto é que praticamente toda a mídia apoiou Aécio e militou pela derrota do PT, dos presidentes Lula e Dilma. Alguns assumiram em editoriais — caso do Estadão, ontem e quase diariamente — outros não, criando um desequilíbrio na disputa apenas atenuado com o horário eleitoral e com nossa atuação nas redes.

Veja é que atentou contra a liberdade de expressão e de imprensa

Não fosse o legado dos 8 anos do presidente Lula e a continuidade que a presidenta Dilma deu ao nosso projeto para o país com novas iniciativas como os programas Mais Médicos, PRONATEC e Minha Casa Minha Vida, o poder da mídia nos teria derrotado e entregue de bandeja o governo de volta aos tucanos.

Não fosse esse legado e sua continuidade, não fosse a presidenta Dilma e sua recusa a aceitar as receitas ortodoxas no interesse do capital financeiro, não fosse a proteção dada por ela ao emprego e ao salário, às conquistas trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da classe média, e não fosse o engajamento de nossa militância e de milhões de brasileiros que vestiram e apoiaram a candidatura de Dilma, não teríamos vencido ontem.

Assim não se trata de unir o país ou evitar a polarização. A tarefa principal agora é viabilizar o diálogo nacional, como enfatizou nossa presidenta em seu discurso da vitória na noite de ontem, para buscar campos de consenso e acordo para realizar as mudanças e reformas que o país demanda, dentro do programa aprovado pela maioria dos brasileiros que a elegeram.

Uma tarefa que deve ser cumprida e que tem tudo para obter êxito, se a cumprimos emcima de uma agenda mínima e em meio a uma nova relação com os movimentos sociais, para não cairmos  no erro de, novamente, abrir mão da mobilização popular como fator de governabilidade e de estabelecimento de um pacto com os agrupamentos à esquerda do PT.

Com esse discurso, oposição tenta deslegitimar vitória

Só assim, e este é realmente o caminho para evitar que predomine o discurso da oposição, da deslegitimação da vitória da presidenta Dilma, ou da radicalização contra seu governo e se estará criando pontes e abrindo caminhos para, por exemplo, fazer as reformas política e a tributaria.

O problema não é, portanto, votar em Aécio ou Dilma, optar por um outro partido ou programa, o problema é não aceitar a derrota ou a vitória de um e outro. É problema é querer romper com as regras democráticas, sabotar o governo e paralisar o Congresso Nacional, buscando descaminhos para inviabilizar a gestão do país.

A saída é o governo e nós fazermos uma leitura correta do recado das urnas e buscarmos compor uma maioria no pais, na sociedade e no Congresso para fazer avançar as reformas e mudanças reclamadas pelo país.

No Blog do Zé
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Multas altas e rápidas são vitais para evitar abusos das grandes empresas de mídia


Ficou claro, hoje, o que se deve fazer para que a mídia seja mais responsável e confie menos na tradicional impunidade de que desfruta.

Basta, como fez o TSE, aplicar multas elevadas.

Toda a arrogância desafiadora da Veja desapareceu subitamente depois que o TSE informou que custaria 500 mil reais por hora um novo descumprimento da decisão judicial referente ao direito de resposta da campanha de Dilma.

A Veja simplesmente desprezara a primeira ordem, dada no sábado depois de uma decisão unânime do TSE. Fora determinado que a resposta deveria ter destaque, e ser publicada no site imediatamente.

Não aconteceu nem uma coisa e nem outra.

A resposta estava escondida, e só foi publicada quando eram mais de 2 horas da madrugada.

Perto do que a Veja fez, agredir a democracia com seu pseudojornalismo, toda sentença será branda.

Num mundo menos imperfeito, a consequência seria aquilo que resultou na histórica manchete do último número do tabloide de Murdoch que cometeu crimes em nome do jornalismo: “Obrigado e adeus!”

Mas este mundo nosso não é perfeito. Só que ele pode, no entanto, ser menos imperfeito.

Um passo essencial é punir exemplarmente delinquências jornalísticas.

Em todas as nações avançadas, isto acontece há muito tempo, e esta é uma forma consagrada de proteger a sociedade contra abusos da mídia.

Multinhas geram borbulha, mas nada além disso.

Para funcionar, a multa tem que doer, e ser aplicada rapidamente.

O lastimável episódio acabou sendo didático. A próxima vez que for colocada diante de uma decisão judicial a Veja vai pensar muito antes de desrespeitá-la.

Não apenas ela, na verdade. Todas as grandes empresas jornalísticas vão andar mais na linha, depois de ver o que aconteceu com a Veja.

Ganha, e ganha muito com isso, a sociedade.

Paulo Nogueira
No DCM
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Dilma 7 x 1 Mentira

Imagine esta história. Em depoimento, diretor de um banco internacional revelou (!) que barões da mídia embolsaram US$ 10 bilhões para derrotar Dilma Rousseff. Combinou-se mandar às favas o decoro, o ridículo. Uma parte da bufunfa, aliás, serviu para imprimir cartazes tipo "Foda-se a Venezuela", "Fora PT, queremos Cartier" etc., desde que empunhados por sobrenomes endinheirados. Esse delator não apresentou provas — nem lhe foram pedidas! — sobre a negociata.

O advogado do meliante disse desconhecer as declarações. Esse jornalista, infelizmente, não tem condições de confirmar ou desmentir o depoimento. Pouco importa: a eleição bate às portas. Sabe apenas que, assim como um doleiro da moda, Alberto Youssef, tal diretor exibe um prontuário parecido.

O executivo internacional, segundo rumores, já havia feito uma delação premiada à época da crise de 2008. Aquela que incinerou no fogo do desespero milhões e milhões de famílias pelo mundo afora. Para salvar a pele, o diretor prometeu virar um santo. Mas o apego à roubalheira e à patifaria foi mais forte do que ele... Diagnóstico semelhante ao do Ministério Público sobre Youssef, reincidente de delações premiadas: "Mesmo tendo feito termo de colaboração com a Justiça (...), Youssef voltou a delinquir, indicando que transformou o crime em verdadeiro meio de vida." Meio de vida!

Bem, na falta de medidas populares, tal história misturando ficção, desejo e mentira explica boa parte da derrota de Aécio Neves. Lavra, ao mesmo tempo, o atestado de óbito do pseudojornalismo difusor de "notícias" sem nenhuma veleidade de investigar, apurar, checar — respeitar o leitor. Por coincidência ou não, Ben Bradlee, o célebre editor que conduziu as investigações de Watergate que derrubaram Nixon nos EUA, morreu antes de presenciar momento tão degradante. Compare-se o conjunto de reportagens daquela época e a tentativa desesperada de criar agora, no papel, um novo atentado da rua Toneleros, que levou Getúlio ao suicídio em 1954. É a mesma distância que separa o ar puro do odor de esgoto.

Nada contra liberdade total para que mídias, conservadoras ou progressistas, tragam à luz fatos comprovados e opiniões diversas. Mas não incomoda perceber que, mesmo tendo em mãos o contraditório de Lula às denúncias de Youssef, este não tenha sido levado ao ar no mesmo Jornal Nacional da TV Globo a poucas horas da eleição? A triste realidade: bandoleiros de gravata, travestidos de "bem informados", tentam dar credibilidade a histórias oriundas de porões. A forma e o conteúdo, mais uma vez, andaram de mãos dadas.

A vitória de Dilma traz outras lições. Movimentos populares despertaram na reta final para assegurar conquistas. Essa fatura tem que ser paga pelo novo governo, sob pena de esvaziar sua vitória. A política de acender velas a Deus e ao Diabo já encontrou seu limite. No campo da democracia, as desigualdades devem ser combatidas às custas dos que têm mais. Inexiste outro jeito. E, para isso, é dispensável descer a baixarias em restaurantes, espalhar boatos criminosos e a outros tantos expedientes fartamente utilizados pela turma de azul. Basta recorrer ao povo.

No que interessa à civilização, não se trata apenas de ganhar eleições. É usar a vitória para melhorar a vida dos brasileiros. O país não está dividido. Sempre esteve, e sempre o estará, enquanto predominar um sistema baseado na sobrenomecracia, no dinheiro fácil e na valorização da usura sobre o trabalho.

Além do combate implacável à corrupção e de uma reforma política, a tarefa de democratizar os meios de informação, sem dúvida, está na ordem do dia. Sem intenção de censurar ou calar a liberdade de opinião de quem quer que seja. Mas para dar a todos oportunidades iguais de falar o que se pensa. Resta saber qual caminho Dilma Rousseff vai trilhar.

Ricardo Melo
No fAlha
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Por que a Minas de Aécio deu a vitória a Dilma

Obrigado por nada, Minas
Uma das certezas desse fim de eleição é que os ignorantes de sempre culparão os nordestinos ignorantes pela derrota de Aécio Neves e proporão um racha.

Estarão errados, mais uma vez, não apenas pelo julgamento odioso. O Nordeste escolheu Dilma maciçamente — inclusive Pernambuco, onde a viúva de Eduardo Campos declarou apoio a Aécio Neves —, mas decidiu o pleito com a ajuda inestimável dos mineiros.

Em Minas, o ex-governador perdeu por 52,4% a 47,6%. São cerca de 500 mil votos.

Para quem se jactava de ter deixado o cargo com 92% de aprovação, número nunca comprovado, e falava de seu estado com um tom de apropriação, foi uma paulada.

Aécio não apenas não elegeu o candidato de seu partido em MG como apanhou de uma conterrânea que, como ele, passou muito pouco tempo por lá.

A nacionalização de Aécio, trazida pela campanha, mostrou aos habitantes de Minas um homem que eles talvez desconfiassem que não fosse grande coisa. Mas como saber ao certo com uma imprensa totalmente vendida e uma propaganda oficial diuturna?

Durante sua gestão e a de Anastasia, não foram publicadas notícias sobre o aeroporto construído em terras do tio, sobre o nepotismo, sobre as verbas publicitárias para veículos de comunicação da família etc. Isso só veio à tona nos últimos anos — e mesmo assim com uma imprensa de Rio e SP jogando a favor.

Aécio termina 2014 como um nome nacional, com um capital eleitoral forte num país dividido, recordista de votos no PSDB, mas derrotado. Terá pela frente dois concorrentes com sangue nos olhos: José Serra e Geraldo Alckmin, ambos de São Paulo.

Os dois estavam com Aécio em seu discurso pós derrota. Claramente ressentido, Aécio não dirigiu palavra à mineirada.

“Eu deixo essa campanha ao final com o sentimento de que cumprimos o nosso papel. São Paulo retrata de forma mais clara o sentimento que tenho no meu coração pelo cumprimento da minha missão: combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé”, disse, citando São Paulo numa das cartas a Timóteo.

Minas livrou o Brasil de seu filho.

Kiko Nogueira
No DCM
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A homenagem a Bonner na Globo News

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Quem deu a vitória a Dilma foi mesmo o Norte e Nordeste?


Veja bem esses números:
SP — 36% para Dilma (8,5 milhões de votos)

MG — 52% para Dilma (6,0 milhões de votos)

RJ — 55% para Dilma (4,5 milhões de votos)

ES — 46% para Dilma (0,9 milhões de votos)

PR — 39% para Dilma (2,4 milhões de votos)

SC — 35% para Dilma (1,4 milhões de votos)

RS — 47% para Dilma (3,0 milhões de votos)
Portanto, as regiões Norte e Nordeste do país deram menos votos a Dilma/PT (24,8 milhões) que o Sul e Sudeste (26,7 milhões).

Em outras palavras: antes de você soltar sua raiva, preconceitos e impropérios a quem quer que seja, pense mais um pouquinho a respeito.

Fazer a lição de casa antes também ajuda a evitar imbecilidades em praça pública.
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Flagrante: No Rio, eleitor de Aécio tenta queimar bandeira do PT


No Viomundo
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Sérgio Porto # 28


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Essa é do Barão... 86


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Discurso da Vitória — ao vivo na Globo

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