26 de out de 2014

Eleições 2014 — Mapa do 2º turno


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Vitória!


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Tião Viana é eleito governador do Acre


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Suely Campos é eleita governadora de Roraima


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Simão Jatene é eleito governador do Pará


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Dilma Rousseff é eleita presidenta do Brasil


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José Melo é eleito governador do Amazonas


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Confúcio Moura é eleito governador de Rondônia


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Camilo Santana é eleito governador do Ceará


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Robinson Faria é eleito governador do Rio Grande do Norte


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Dilma 48 a 42. DataCaf na boca de urna

Dizem que FHC e Cerra foram para BH. Boa!


O DataCaf revela os números de boca de urna:

Dilma 48

Aécio 42

Nos votos válidos, são 53 a 47.

É onde estão DataCaf, Vox e Globope.
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Ricardo Coutinho é eleito governador da Paraíba


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Waldez Góes é eleito governador do Amapá


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Reinaldo Azambuja eleito governador do Mato Grosso do Sul


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Luiz Fernando Pezão eleito governador do Rio de Janeiro


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Sistema de votação sob suspeita. TSE não responde perguntas sobre fraude


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Sérgio Thompson Flores, da Módulo e ex-Kroll, e Wilson Noélio Brumer, ligado à Engetec e carne e unha com Aécio Neves: relações promíscuas entre o público e o privado

Há anos especialistas independentes na área de tecnologia alertam sobre a vulnerabilidade da segurança das urnas eletrônicas brasileiras.

Entre os críticos, o engenheiro Amilcar Brunazzo Filho, moderador do Fórum do Voto Eletrônico, e os professores de Ciência da Computação Pedro Rezende e Diego Aranha, da Universidade de Brasília (UnB).

Este ano, como ocorre em toda eleição, denúncias de fraude eleitoral voltaram a ser feitas após o primeiro turno. A diferença é que, em 2014, surgiram muito mais acusações do que em eleições passadas (aqui e aqui).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para variar, não deu a devida importância.

Nessa sexta-feira 24, o Viomundo enviou-lhe, então, via assessoria de imprensa, um e-mail com várias questões.

A primeira delas: O que o TSE tem a dizer a respeito das denúncias de fraude eleitoral neste ano?

Em outra questão, abordamos petição encaminhada em 4 setembro ao TSE pela advogada Maria Aparecida Cortiz.

Representando o PDT, ela denunciou irregularidades no sistema de segurança das urnas eletrônicas, comandado pela empresa Módulo Security S/A.

Em entrevista ao GGN, Cortiz revelou que há menos de três meses, numa ação planejada pelo CMind (Comitê Multidisciplinar Independente),  um jovem hacker recém-formado pela UnB acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”.

A petição ficou por isso mesmo. Não virou processo.

Por isso, perguntamos ao TSE: Por que a petição foi arquivada sem qualquer debate com especialistas independentes?

O sistema de segurança das urnas eletrônicas é comandado pela empresa Módulo Security, que atua no TSE desde 1996. De 2000 a 2013, mantém contratos no TSE, todos sem licitação, continuamente renovados.


Funcionário público de carreira, nos anos 90, ele foi beneficiado pelo BNDES de Fernando Henrique Cardoso com consultoria na área de privatização. Ganhou dinheiro e sede de sangue.

Depois disso, meteu-se em várias embrulhadas sempre buscando a bala de prata, a grande jogada. Jamais se contentou com o trabalho normal de fazer crescer sua empresa.

Aliou-se a Luiz Fernando Levy, da Gazeta Mercantil, e tentou um golpe para assumir a empresa. Depois, meteu-se em rolos com Tanure, que adquiriu a Mercantil. Mais tarde, passou a prestar serviços a Daniel Dantas, do Opportunity, Na auditoria realizada na Brasil Telecom, depois que saiu das mãos de Dantas, Thompson Flores aparece em inúmeras reuniões com Humberto Braz, o executivo operacional junto à mídia.

Quando começou a febre do etanol, montou um fundo de investimento sediado em Londres, captou dinheiro de incautos para um projeto amalucado de comprar usinas antigas em regiões economicamente inviáveis. Quebrou.

Depois disso, adquiriu a Módulo.

Ainda segundo Nassif, no artigo A imprensa e o estilo Dantas, Flores:

é um ex-diplomata que enriqueceu com privatizações e tentou seguir os passos de Nelson Tanure, de entrar na mídia como reforço para manobras de lobby.


Quando estourou o escândalo Kroll, seu nome apareceu em um CD e ele admitiu que trabalhava para a Kroll e seu contato era o português Tiago Verdia

Apesar de todos os percalços, a Módulo ganhou a licitação para a Copa do Mundo 2014, em consórcio, por R$ 244 milhões.

A outra empresa que atua nas eleições de 2014, através de um consórcio, é a Engetec, sediada oficialmente em Nova Lima, Minas Gerais.

À Engetec, líder do “Consórcio ESF”, cabe preparar as urnas e “suporte técnico”  para os dois turnos nos seguintes Estados: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de janeiro e Rio Grande do Sul.

A Engetec sucedeu a Probank no TSE.

Ela tem como sócios pessoas ligadas à falida Probank. O caso já foi denunciado pelo Ministério Público Federal: 

 Em 2012, um novo pregão para prestação de serviços de exercitação das urnas eletrônicas foi realizado e a empresa Engetec Tecnologia, ligada a parentes do sócio da empresa Probank, foi contratada pelo valor anual de R$ 129 milhões, com possibilidade de prorrogação por até 60 meses. Ao analisar a licitação, o MPF identificou algumas falhas, que serviram de base para a recomendação.

Primeiro, vamos da Probank, cuja história é marcada por promiscuidade entre o público e o privado:

* Em 2003,  a Probank levou R$43 milhões do TSE para prestar serviços ao voto informatizado.

* Em 2006, ela foi contratada por Paulo Camarão, então gerente de informática do TSE, por R$ 92 milhões para fazer o mesmo serviço. Os contratos continuaram até 2011, nos mesmos moldes da Módulo.

* Em 2006, depois de 10 anos no setor de informática do TSE, Paulo Camarão deixou o cargo e se tornou dono da Probank.

* Ou seja, Paulo Camarão passou a prestar serviço para o TSE, instituição onde antes havia trabalhado e aprendido tudo sobre os esquemas, necessidades, e os caminhos dos negócios.

Dinâmico, criou o serviço de totalização dos votos (E-Vote), em parceria com a Probank. O serviço foi oferecido ao Equador; seriam vendidas 2.200 urnas do TSE, a Probank entraria com a mão-de-obra. Mas a canoa furou, o Equador rompeu o contrato porque a empresa não conseguiu manter os prazos. Além disso, “o passaporte dos diretores da E-vote, entre eles alguns brasileiros ex-assessores do TSE, chegaram a ficar retidos durante o inquérito que se abriu para apurar as responsabilidades pelo descumprimento do contrato”.

*O último da Probank foi Wilson Nélio Brumer. Em setembro de 2013, já nas mãos de Brumer e sua sócia Shirlene Brumer, a Probank entrou em falência. Para entender a tremenda confusão dessa empresa de fachada, leia isto, e isto

A Engetec substituiu a Probank no TSE.  Segundo o professor Pedro Rezende, Wilson Noélio Brumer, seria um dos acionistas da  Engetec. Os documentos que estavam na Justiça mineira demonstrando isso, “sumiram”. Tornou-se impossível acessá-los.

De qualquer forma, Brumer joga conforme a maré manda. Suas “credenciais” explicam por si só porque ele é conhecido como o doutor Cemig.

Brumer:

* Foi operador das privatizações de estatais de Minas Gerais, quando Aécio Neves foi governador.

* Presidiu a Vale, Acesita, Siderúrgica de Tubarão, o Conselho de Administração da Cemig, Codemig, Rio Minas Energia, Light, Billiton e Açominas, Conselho Superior do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais, Conselho Consultivo da Varig, Usiminas, Unibanco.

* Foi Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de MG, por dois mandatos, de onde saiu em 2007.

* Trabalha no comitê do Aécio Neves para arrecadar recursos junto a empresários, entre outras tarefas. Portanto, é carne e unha com o candidato do PSDB à presidência.

Daí, perguntamos ao TSE:

Qual papel da Módulo e da Engetec no processo?

Como o TSE contrata a Módulo, cujo dono é ficha suja, e a Engetec, que já foi denunciada pelo MPF?

A Engetec não deveria ser impugnada por conflito de interesse, já que um dos seus donos é ligado a Aécio Neves?

O TSE não respondeu nem essas nem as demais perguntas do Viomundo.

O seu coordenador de imprensa simplesmente nos enviou o link para um arquivo em PDF, que contém as perguntas mais frequentes dos eleitores (FAQ) sobre a votação eletrônica.

O assessor de imprensa acrescentou:

Sobre as referidas empresas, as contratações do TSE são realizadas em conformidade com a legislação. Demais dúvidas podem ser retiradas com a assessoria de imprensa das empresas.

Ou seja, 1: O TSE trata-nos como idiotas.

Ou seja, 2: Após o segundo turno, torna-se imperioso uma discussão pública com pesquisadores independentes sobre o sistema de votação eletrônica no Brasil, já que o TSE há anos foge desse debate. Tem de se abrir essa caixa preta.

Ou seja, 3: Se neste domingo, ao votar, não aparecer a foto da sua candidata ou candidato,  bote a boca no trombone na hora. Denuncie aos mesários. Faça constar no relatório da urna o que aconteceu.

“O TSE sempre evitou debates públicos equilibrados, seja para abordagem técnica, seja para abordagem política sobre a concepção de sistema de votação apropriado à democracia brasileira”, observa o professor Pedro Rezende.

Ele adverte: “Parece que o TSE continua disposto a evitá-los, fechando-se no hermetismo de seu escatelado juridiquês, que só tenta se comunicar com os comuns dos mortais por via de propaganda oficial, que vem se mostrando enganosa, já que o sistema de votação não é totalmente seguro”.

Pedro Rezende, além de professor da UnB, é membro do CMind (Comitê Multidisciplinar Independente).

É um profundo conhecedor do sistema eletrônico de votação brasileiro. Estuda-o há 10 anos. Por isso, colocamos para ele alguns dos questionamentos feitos ao TSE e não respondidos.

Viomundo — Nesta eleição, surgiram muito mais denúncias de fraude eleitoral do que em pleitos passados. O que acha disso?

Pedro Rezende — Nessa eleição, pela primeira vez foram descobertas vulnerabilidades nos programas do sistema de votação durante a fase de análise do código pelos partidos políticos.

A forma pela qua o TSE reagiu a essa descoberta  legitimou uma discussão pública sobre os riscos que essas vulnerabilidades representam em nossas eleições.

Particularmente para e eleição de 2014, tendo em vista os sinais de que a mais grave das vulnerabilidades do sistema de votação poderia ter sido explorada, produzindo as grandes discrepâncias que vimos entre as pesquisas de boca de urna na votação do primeiro turno e os resultados em vários estados.

– Como o TSE reagiu à denúncia dos senhores?

— Nós descobrimos que dentre os cerca de 90 mil programas que compõem o sistema de votação, existia um – o Inserator –, que pode manipular o sistema de votação e fraudar o resultado.

O Inserator estava escondido no SIS (Subsistema de Instalação e Segurança), cujo desenvolvimento, manutenção e suporte é terceirizado para aquela empresa privada que mais tem pulado licitações públicas no TSE…

– A Módulo?

Exatamente. O sistema que ela comanda — o SIS — é que “abre a porta” para o ladrão atuar.

As vulnerabilidades descobertas foram relatadas com pedido de providências, pela advogada Maria Aparecida Cortiz, em petição dirigida ao presidente do TSE em 4 de setembro de 2014.

A petição foi tratada pelo Secretário da Presidência do Tribunal como reclamação sobre votação — que ainda não havia ocorrido —, e não como impugnação de programas analisados — conforme enquadrava o cenário.

Com tal manobra, na função de juiz “auxiliar”, esse secretário desqualificou a advogada e o pedido, indeferiu e mandou arquivar tudo, como se os fatos narrados nos autos fossem irrelevantes.

— O que ele deveria ter feito?

— Enviar esses autos para análise do Ministério Público, nomear um juiz Relator que daria parecer para julgamento em plenário.

— Ao votar neste domingo, que garantia nós, eleitores, temos de que o nosso voto vai ser contabilizado adequadamente?

— Apenas a crença cega na cantilena dos feiticeiros da seita do santo byte.

Na minha opinião, a maior vulnerabilidade é o fetiche cultivado pelo TSE — é a única Justiça no mundo que faz e julga eleições! — em torno da urna eletrônica.  Fetiche que produz, com ajuda de feiticeiros da seita do santo byte, essa mágica alegorização progressiva: de democracia representativa para tutelada.

— Em que fases do processo há risco de fraude eleitoral? 

Em qualquer das cinco etapas do processo de votação. A saber: desenvolvimento dos programas, preparação dos ambientes, carga das urnas, votação e totalização. Na fase de totalização, as fraudes podem ser tanto preparadas quanto praticadas, onde as formas possíveis são as mais certeiras e abrangentes.

— Essas fraudes podem ser perpetradas por quem?

— Por quem tem acesso privilegiado para preparar ou operar o sistema de votação, de forma mais eficiente com divisão de tarefas em ações complementares. Nesse caso, até mesmo com a maioria na cadeia de comando, excluindo o topo e algum programador, sem saber que está participando ou contribuindo para isso.

—  Que sistema é usado e quem o desenvolveu? 

— É usado o sistema de votação do TSE, concebido e desenvolvido em parte por ele, com terceirização de alguns componentes.

A fabricação e o sistema operacional das urnas, assim como o sistema  de instalação e segurança chamado SIS, são terceirizados.

As urnas são quase todas fabricadas pela empresa Diebold, que tem ganho as concorrências para fornecimento das mesmas nos últimos dez anos. O sistema operacional que roda nela é uma versão do kernel Linux adaptado pela Secretaria de Informática do TSE. O subsistema SIS é desenvolvido pela empresa Módulo,  contratada para isso em 2002  sem licitação.

— O que significa o SIS?

— Segundo documentação disponível na internet, O SIS — subsistema de instalação e segurança — é responsável pelo monitoramento e a segurança de todos os computadores integrados ao processo eleitoral no país.

O SIS ainda administra o atendimento à regulamentação do TSE. O sistema monitora todo o ciclo de vida da eleição, desde os cadastros dos eleitores e dos candidatos, à geração dos bancos de dados para as urnas eletrônicas, a recepção dos resultados e a transmissão da totalização, até a sua divulgação.

O desenvolvimento e manutenção do SIS foi terceirizado para a empresa Módulo em 2002, sem licitação, com oito prorrogações sucessivas de contrato. Se e como esse contrato é acompanhado e fiscalizado pelo contratante, nada transparece dos atos públicos dos corregedores eleitorais. E agora, nem mesmo advogados externos têm como saber, pois com a mudança para o prédio novo do TSE, eles tiveram o acesso bloqueado à rede interna, onde os feitos administrativos são registrados.

— Aparentemente quem comanda, de fato, o sistema de votação são empresas privadas que atuam na área e o TSE seria uma espécie de rainha da Inglaterra. É isso mesmo?

Esta é uma maneira emblemática de resumir o que está transparecendo do episódio da petição ao TSE, denunciando irregularidades  e que foi arquivado.

— O sistema de votação está há anos nas mãos de mãos de poucas empresas, que são dispensadas de licitação? Isso não é estranho?

Do ponto de vista de quem acredita na propaganda institucional do TSE, sim.

— O que cabe à Módulo e a Engetec nesta eleição?

A Módulo é a empresa do programa fraudador – o Inserator. Ela desenvolve, mantém e ajuda a operar o SIS, e que deveria responder por seu desempenho e efeitos colaterais.

Segundo o jornalista Luís Nassif, no artigo “A imprensa e o estilo Dantas, o atual presidente [Sérgio Thompson Flores] da Módulo confessou ter trabalhado para a Kroll.

Ou seja, era daquela organização multinacional surgida nos EUA para espionagem e operações gerais de guerra cibernética que se envolveu num escândalo de traições e operações criminosas vindas à tona em 2008, por efeito da operação Satiagraha.

À Engetec cabe preparar as urnas para os dois turnos em sete estados da federação.

Ela pertence a um membro da campanha do candidato que subiu 14 pontos na véspera do 1 turno. [Observação do Viomundo: o professor refere-se, respectivamente, a Blumer, o doutor Cemig, e a Aécio Neves]

— O que o senhor acha de a eleição neste domingo estar nas mãos de uma empresa, cujo diretor-presidente é ficha suja, e  de uma empresa já denunciada pelo Ministério Público Federal?

O eleitorado que não acha nada precisa acordar. Pode vir depois a sentir saudades do nível de corrupção que queria ver varrido do mapa a qualquer custo em 2014, mesmo que com ajuda de empresas para fraude eleitoral.

Conceição Lemes e NaMaria, do NaMariaNews
No Viomundo
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José Ivo Sartori eleito governador do Rio Grande do Sul


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Marconi Perillo eleito governador de Goiás


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Imprensa estimulou pancadaria ao privilegiar pauta moral


Incapacidade de tolerar diferença começa na convicção de que quem pensa de outro modo está errado

Nos anos 80, Pelé foi severamente criticado por dizer que o brasileiro não sabia votar.

Fernando Henrique Cardoso foi um pouco menos sutil, quando disse que só os votos dos adversários é que vinham dos menos informados.

A incapacidade de tolerar a diferença começa na convicção de que quem pensa de outro modo está errado. O que não decide como eu, não faz certo — não sabe pensar ou tem uma influência de maus estímulos.

O candidato do PSDB nunca esteve tão próximo em uma disputa presidencial depois que Lula chegou ao poder. Mas ao sinal da primeira pesquisa negativa, ainda no empate técnico, o jornalista Josias de Souza sentenciou que a “ultrapassagem de Dilma potencializa supremacia do marketing”. Se a virada aconteceu, por certo, algo de malévolo deve existir para justificá-la.

Não pode ser simplesmente o fato de que eleitores tenham outras prioridades; se meu candidato não ganha, há alguma maldade submersa, explicação deletéria, algo que faça compreender o que a (minha) razão não consegue alcançar.

Daí para o preconceito é um passo curto: os votos dos beneficiários do Bolsa Família são de cabresto, os grotões dão a vitória pela desinformação, o Nordeste que atrasa o país etc.

Bom, dizer que a elite entreguista só pensa em Miami, a propósito, não é lá muito diferente.

Nos últimos dias criou-se certo consenso de que a campanha baixou níveis de educação e urbanidade nos debates por ausência de jornalistas. As propostas teriam se perdido pela falta de intermediação.

Mas a grande imprensa não tem como sair de fininho dessa barafunda.

O estímulo à agressividade também é seu, quando instaurou a pauta moral como o destaque da eleição.

A bolsa de escândalos que se sucedem nas manchetes e a supervalorização das intrigas supera, em muito, nas páginas e telas dos principais noticiários, a comparação de projetos e governos.

Nem se trata de jornalismo investigativo, mas de um jornalismo “divulgativo”, que já não mais se preocupa com qualquer protocolo para dar destaque a acusações. Quanto mais graves, menos cautelas. O negócio é produzir manchetes.

A ideia de que a eleição pode ser decidida entre o bem e o mal, entre o justo e o desonesto, entre o capaz e o incompetente, estimula o jogo do tudo ou nada, da guerra contra o inimigo. Mas esconde o mais importante, as visões de mundo que distinguem de forma consistente as duas candidaturas.

A política é lançada diuturnamente como a arte da mentira, mas a eleição nos apresenta, de fato, duas verdades.

É sobre elas que devemos nos debruçar.

Uma não é mais certa do que outra, apenas mais próxima da nossa concepção.

Uns são conservadores, outros progressistas. Uns desenvolvimentistas, outros liberais. Uns moralistas, outros libertários. Pensamos em controlar a inflação ou impedir o desemprego, em subsídios ou isenções, na intervenção do Estado ou no poder ao mercado.

Não há porque considerar que uma ou outra concepção do Estado esteja errada; são pensamentos, posições, vertentes que optamos, de acordo com nossas ideologias, preocupações ou até mesmo interesses.

Existem bons e maus gerentes em ambos os partidos, honestos e corruptos, leais ou vendilhões.

Mas a tentativa de fazer uma escolha segura por este critério é quase sempre inglória e reduz, eleição após eleição, a pauta política a um embate tão virulento quanto imoral: a caça ao vício do inimigo se imbrica com a conivência com o erro do parceiro.

Ao fim de cada combate, a corrupção mais se aprofunda do que se esvai nessa toada — pois as faltas de lado a lado acabam sendo louvadas pelos partidários.

É preciso entender que a eleição presidencial é, sobretudo, um confronto de projetos nacionais. Não pode ser resumida a uma narrativa de heróis ou vilões.

Ninguém é dono da pátria contra traidores. Ninguém é mais ou menos brasileiro por fazer uma ou outra opção.

Quem quer te convencer disso, não desrespeita apenas ao país. Desrespeita a todos os seus cidadãos.

Até porque o ódio é uma péssima herança eleitoral.

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Rodrigo Rollemberg eleito governador do Distrito Federal


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Instituto Ver: “Média” das pesquisas confirma dianteira de Dilma


Instituto VER, de Minas Gerais, fez a “soma” do resultado de todas as pesquisas nacionais, incluindo aí até os institutos considerados suspeitos. Mesmo assim, a ponderação revela a dianteira da candidatura de Dilma.

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No Viomundo
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Me dê motivo: a pesada sutileza do Jornal Nacional ao repercutir a matéria do doleiro da Veja

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A matéria da Veja com o doleiro Alberto Youssef saiu na noite de quinta-feira no site da revista.

O Jornal Nacional passou a sexta-feira em branco, sem repercutir nada. Até para a Globo, provavelmente, aquilo pareceu barra pesada demais.

Mas veio a pichação de um totem e o lixo atirado na sede da Editora Abril, em São Paulo. E foi dado o álibi para o JN repercutir a Veja, mantendo uma tradição milenar. O doleiro entrou no meio de uma longa matéria, pretensamente equilibrada, em que o assunto principal era o que aconteceu no prédio.

As redes sociais conseguiram criar uma expectativa para a cobertura. Nas redes sociais, militantes martelaram uma hashtag que surgira no meio da tarde: #GolpenoJN. O tema ficou em primeiro lugar no Twitter em todo o mundo, graças aos críticos.

A audiência e a influência do Jornal Nacional são uma sombra do que foram em 1989, quando uma edição criminosa do debate entre Lula e Collor mudou o rumo da eleição.

A repercussão negativa levou a emissora a fazer um mea culpa que não tem fim. No ano passado, numa palestra em Londres para estudantes, por exemplo, William Bonner teve de abordar o caso.

Nesse caso, o alcance da denúncia teve um auxílio enorme, na internet, dos detratores da Globo.

O ocorrido na Abril deu ao JN o motivo para fazer o que queria desde a véspera, mas se conteve. Eis que, ao invés de acusados de “golpistas”, os apresentadores estavam apontando o dedo para os “golpistas” — melhor dizendo, os “vândalos”.

A eleição de 89 deixou algumas lições para a Globo. Uma delas é fazer o que já fazia, só que agora com um pouco mais de sutileza. Um pouco — porque, também, porque ninguém é de ferro.

Kiko Nogueira
No DCM

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Entrevista com Lucas Arcanjo


Lucas Arcanjo cede entrevista para Denílson Martins dizendo a respeito do seu vídeo que viralizou nas redes sociais e expõe sua opinião a respeito da candidadura de Aécio Neves.

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54% a 46%. É o DataCaf deste domingo

DataCaf confirma medida da Vox Populi, perto do Globope


O tracking diário do DataCaf deste domingo chega a numeros identicos aos do Vox: 54 a 46 nos válidos, e 48 a 41, ao incluir votos nulos, brancos e abstenção.

O Globope, que precisa acertar mais que o Datafalha, neste domingo, fala em 53 a 47.

Clique aqui para ver como o PiG tentou dar um penúltimo Golpe: com o “empate técnico”das pesquisas.


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Golpe midiático em pleno curso da eleição

Na hora da votação, a última tentativa para impedir vitória de Dilma, a frente em todas as pesquisas

Os 140 milhões de eleitores brasileiros sairão de casa, hoje, para escolher quem irá governar o país pelos próximos quatro anos. Deveria ser um dia de festa. Não será e todos nós sabemos por que. A vontade da maioria está sob ataque.

O pais vota em pleno curso de um golpe midiático, num esforço sem paralelo para interferir no resultado das eleições desde a democratização.

É preciso retornar a 1989, quando vários golpes sujos — inclusive o depoimento comprado de uma ex-namorada — e um rumor absurdo e criminoso, divulgado nos últimos dias — a participação de petistas no sequestro do empresário Abílio Diniz — para se chegar a um exemplo semelhante.

Não custa recordar: empossado sem a legimitidade necessária, num país indignado após tamanha trapaça com seus direitos mais sagrados, o candidato vitorioso naquele pleito, sem base social real, sem apoio político consistente, foi afastado do cargo por impeachment, dois anos depois.

Imagine quantos compromissos obscuros, quantos acertos sob a mesa precisava esconder, quantos favores pode cobrar pelo serviço prestado de impedir uma vitoria de Luiz Inácio Lula da Silva na primeira eleição direta após o fim da ditadura.

O golpe de 2014 envolve cuidados mais profissionais, porém. Estamos falando hoje de um país onde os trabalhadores e a população pobre, que formam sua maioria, conquistaram o direito de colocar um representante de seus interesses no Planalto, coisa que raramente aconteceu em 500 anos de história, jamais por 12 anos consecutivos.

A revista de maior circulação do país divulga uma denuncia que seus repórteres, os editores, o próprio delator admitem que não são capazes de provar — e que o advogado de quem acusa desmente. Se em 1989 apareceu uma camiseta do PT em interrogatórios conduzidos sob tortura mais bárbara, 25 anos mais tarde o que se emprega é a delação premiada, a promessa de tirar da cadeia um doleiro que já mentiu outras vez, ameaçado de penas que somam 100 anos. É pegar ou largar, você sabe, todo mundo entende — mas, quando é necessário, os interessados fecham os olhos. Não querem a verdade. Não querem apurar nem conferir. Querem um “ouvir dizer” que possa dar uma manchete, possa ganhar votos pela confusão, pelo medo. Não é preciso revelar fatos. Como nas piores ditaduras — isso vem da Inquisição — basta uma confissão simulada.

Por isso mesmo o caso é divulgado com grande estardalhaço pelos principais veículos de informação, que há anos se empenham, assumidamente, declaradamente, em proteger uma oposição ”fraquinha” como disse uma de suas lideranças mais expressivas, em 2010, falando em nome da Associação dos Jornais.

Institutos de pesquisa de credibilidade duvidosa soltam números sem menor relação com qualquer critério cientifico, aferível, ajudando a criar o clima de incerteza e dúvida. Sua função é alimentar o discurso ”contra as pesquisas” necessário nessas horas.

Oscilações naturais em levantamentos desse tipo são superdimensionadas. Decisões da Justiça são afrontadas. Ao acusado não se garantiu nem se garante qualquer coisa que seja comparável ao direito de se defender. O direito de resposta demora a ser reconhecido e é publicado sem os devidos cuidados.

Os anais da democratização registram uma campanha na qual um pequeno jornal de periferia divulgou a tese de que Fernando Henrique Cardoso era “maconheiro.” O titular do jornal era conhecido pelo apelido de Marronzinho. FHC foi acusado de maconheiro porque havia admitido, em entrevista a revista Playboy, que havia experimentado fumar maconha, uma vez. O material foi apreendido — em clima de grande indignação por causa da acusação sem prova contra um político considerado tão digno, tão educado, tão culto, que não podia ser tratado como um drogado. Não podia perder votos por causa de uma baforada, mesmo com uma mercadoria ilegal. Você entendeu, né?

Em 26 de outubro de 2014 o Brasil assiste à “guerra,” à “batalha final” pelo controle da sétima maior economia do mundo, por um “mercado de 200 milhões de almas”, para reproduzir as palavras em tom imperial do Financial Times. Vale-tudo mesmo para o pensamento imperial, que abriu caminho pela História com fuzis, balas de canhão e planos de colonização economica, não é mesmo?

O radicalismo conservador, seu ódio, cumprem este papel, alimentam o medo.

Querem convencer espíritos frágeis de que derrota de Dilma só serviria para acalmar o monstro. Por isso batem e ameaçam bater. Divulgam mentiras que todos sabem que são mentiras — para claro que não tem escrúpulo algum, não se constrangem diante de nada.

É exatamente isso que o monstro quer. Não consegue vencer pelo debate democrático. Quer ganhar pelo terror.

Já emplacou um congresso com a maior fatia conservadora em décadas. Imagine o que vai sobrar do país, se a mesma orientação chegar a presidência. Não teremos nem destroços.

O que está em jogo não é minha opção política, nem a sua. É saber se a vontade da maioria será respeitada. A comparação com o golpe midiático que ajudou a eleger Collor tem limites, porém.

Há 25 anos, Lula não havia chegado a liderar nenhuma pesquisa de opinião. Ficara próximo de um empate, no máximo.

Em 2014, o condomínio de poder que chegou ao Planalto com Lula, em 2002, caminha democraticamente para sua quarta vitória consecutiva. Lula é o presidente mais popular da história e a aprovação a gestão Dilma subiu nos últimos dias da campanha. Ela foi melhor em todos os debates do segundo turno. Lidera a campanha além da margem de erro ou, após o golpe midiático, em seu limite máximo — estatiscamente irrelevante.

Desmobilizado e de guarda baixa nos últimos anos, ao contrário do que ocorria há um quarto de século, o Partido dos Trabalhadores colocou-se de pé nas últimas semanas. Recuperou o voto de grandes parcelas da juventude.

Essa situação cobra uma desfaçatez maior de quem pretende dobrar a vontade da maioria por meios ilegítimos e ilícitos, como sustentam vários advogados, inclusive em artigo publicado aqui neste espaço. Exige mais truculência. Um grau maior de cinismo. Apoio cúmplice e muitos olhos fechados.

Dilma liderou a campanha presidencial por todo o tempo, salvo breves intervalos onde ocorriam eventos típicos de arrumação de toda disputa eleitoral — como a aparição de Marina Silva após a morte de Eduardo Campos, a subida de Aécio Neves no início do segundo turno, depois de ter amargado um humilhante terceiro lugar por meses.

No dia 26 de outubro 2014, a eleição será disputada voto a voto, urna a urna, como já perceberam milhares de cidadãos que, convencidos da trama que se constrói nos últimos dias e resolveram reagir, como se viu nas dezenas de atos em apoio a Dilma nos últimos dias.

A lei do silencio pré-eleitoral devolveu o país ao seu assombroso sistema de pensamento único da mídia, essa forma de ditadura civil que permite operações à sombra e tramas invisíveis contra a soberania popular.

Essa é a “guerra”, “a batalha final”, de hoje.

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Pelo bem do Brasil vote Dilma 13


Amigos está chegando o momento mais importante do Brasil, e importante para o povo brasileiro. Quero que os meus filhos e netos, e os filhos e netos de milhões de   brasileiros vivam sem medo de ser feliz.  Todos esses dias eu tenho  conversado com pessoas no mercado, na feira, na farmácia, no posto de gasolina, no cabelereiro, na padaria, da importância de eleger Dilma.  Hoje vou continuar a maratona na feira.  Os meus argumento para não votar em Aécio,  são  a certeza de termos juros nas alturas, desemprego, redução do salário mínimo, dificuldade para empréstimos. O fim gradativo do Bolsa família, do PROUNI, da Farmácia Popular, do Minha Casa Minha Vida. Aviso que os banqueiros vão mandar no Brasil, ficando cada vez mais ricos e o povo cada vez pobre. Explico o risco da privatização da Petrobras, da entrega do Pré sal ao EUA, Chevron. Da volta do FMI, mandando e desmando na nossa economia como na era FHC. É tenebroso, vamos retroceder uns 20 anos. O povo brasileiro vai novamente comer o pão que o diabo amassou. Peço a vocês que façam o mesmo hoje, percam uma hora para se dedicar a informar o povo. Vamos lá amigos tentar garantir a vitória da Dilma.

Jussara Seixas

Nota do Blog do Saraiva: 

Cheguei na minha Zona Eleitoral às 07,30 horas e só sai às 12,00 horas. Voto no Bairro do Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Conversei com várias amigos que não via a algum tempo e que iam votar no Aécio, mas depois da minha conversa, sabendo quem realmente era o Aécio, um playboy, alcoólatra, cheirador de cocaína, mentiroso, que roubou dinheiro da saúde quando governador de MG, construiu aeroporto e terras do tio e perto da fazenda que é proprietário com a sua irmã e herdaram do pai, tendo controle da mídia e MG, e, que vai quebrar o BRASIL, como FERNANDO HENRIQUE CARDOSO fez, privatizando banco central, pré-sal e outras coisas mais, consegui, acredito eu, porque as pessoas com quem conversei me conhecem, na sua maioria, pelo menos mais 20 votos para DILMA. Sei que dá trabalho, mais no 1º turno, além de mim e a Jussara Seixas, o Helio do Blog Aposentado Invocado, também trabalhou desta forma e teve excelente resultado. Então amigos leitores e blogueiros dediquem o tempo da tarde, mesmo já tendo votado como eu, para conseguir mais votos para DILMA. Não podemos ficar apenas confiando em pesquisas e o BRASIL não pode andar pra traz. Ajudem DILMA e o BRASIL seguir em frente. Aécio não, DILMA PRESIDENTE.

Muito obrigado e tenham um ótimo domingo e vote certo, votem 13.

Abraços,

Saraiva
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Qual será a retribuição para a Abril e para a Veja caso Aécio vença

Com Roberto Civita
No momento em que escrevo, 10h40 da manhã, o resultado da eleição é incerto.

Uma coisa, no entanto, é absolutamente exata.

Caso Aécio ganhe, a Editora Abril lhe apresentará a conta — com sutileza, clareza ou como for.

Ou até silenciosamente, se a empresa entender que não é necessário nenhum gesto.

Não são apenas os grandes financiadores de campanha — empreiteiras, por exemplo — que fazem isso depois de conhecido o vencedor.

As grandes companhias de mídia também, quando contribuem com uma coisa ainda mais importante que moedas: a manipulação da opinião pública.

Num momento em que as coisas pareciam definidas para Dilma, a Veja inventou um fato novo a favor de Aécio.

Transformou em verdade irrefutável uma suposta declaração de um doleiro. O crime jornalístico e eleitoreiro teve o requinte de usar um verbo que jamais é aceito enquanto a Justiça não se pronuncia.

O doleiro não “disse”, segundo a Veja. O doleiro “revelou”.

O simples emprego do verbo “revelar” mostra a má fé da revista. Não é apenas uma agressão à democracia. É, também, um desserviço a seus leitores, sobretudo os mais ingênuos. Para estes, a alegada declaração do doleiro passa a ser uma realidade incontestável.

Aécio e a máquina plutocrata que o apoia — incluída a Globo — extraíram o máximo e mais alguma coisa da ajuda da Veja.

Para empreiteiras, a retribuição a doações vem em obras.

Para uma empresa como a Abril, vem em anúncios, compra de livros e lotes de assinaturas de revistas, financiamentos a juros maternais por bancos públicos, olhos fechados para o pagamento de impostos — tudo isso com dinheiro público, naturalmente.

Não é uma história que se encerre aí. Uma nova rodada, das grandes companhias jornalísticas, aparece na forma de uma cobertura generosa, absolutamente distante do rigor dispensado às administrações de Lula e Dilma.

A corrupção subitamente desaparece — não do país, mas do noticiário. Estatísticas torcidas passam a refletir um Brasil subitamente “recuperado”.

E assim vai.

Esta fórmula explica como um pequeno grupo ocupou o Estado brasileiro, e dele tirou e tira proveito, numa rapinagem de tal monta que nos transformamos num símbolo de sociedade desigual e injusta.

Aécio, caso eleito, não poderia vir em momento melhor para a Veja e para a Abril: o mercado está matando as revistas como mídia relevante, mas o dinheiro público faz milagres.

Para o Brasil, ao contrário, Aécio não poderia vir em pior hora.

Quando enfim políticas sociais tiram milhões da miséria, eis — caso ele se eleja — alguém do velho grupo no comando das coisas.

Paulo Nogueira
No DCM
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Fora da Lei: Veja faz chacota com o Estado de Direito e confronta TSE

A revista Veja foi condenada no início da noite de ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por crime eleitoral e deveria publicar um direito de resposta com o mesmo espaço de destaque que deu para a capa caluniosa que produziu contra Lula e Dilma e  que está sendo usada pela campanha de Aécio como panfleto de campanha.

Confrontando a lei, a empresa da avenida Marginal não agiu desta maneira e publicou o direito de resposta num sub destaque, mantendo a capa bandida na posição de antes.

Mais do que isso, botou todos os seus bate-paus que se denominam colunistas para desmoralizar o ministro que concedeu o direito de resposta à campanha de Dilma.

Veja não pode ficar impune. Isso não é um atentado apenas à campanha de Dilma é um atentado contra o Estado de Direito e à democracia.

Todos que puderem devem divulgar às suas listas de contatos essa capa que divulgo no post. É, infelizmente, a única maneira de reparar o golpe praticado pela revista antes das urnas serem abertas. Depois disso, Dilma, Lula e o PT têm que buscar em todas as instâncias a condenação da Editora Abril. E uma condenação exemplar.

O ato cometido hoje pela família Civita é um dos mais escandalosos da história democrática do país.

Segue o link da decisão judicial que Veja teria de cumprir,

Renato Rovai
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Lula convoca eleitores


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Pilha Desmascara Crime do Rola-Bosta da VEJA




Depoimento do Doleiro Alberto Youssef Completo

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O desespero dos semeadores do ódio


A que ponto chegou a Mídia Elitista no BRASIL, onde nós estamos? Há algo de muito errado quando o ódio ao Adversário fala mais alto do que as suas próprias convicções e se sobrepõe às possíveis qualidades do seu candidato. Mais grave ainda é o sentimento de raiva e de desejar o pior a outro ser humano tão somente por ele ter um posicionamento político/partidário diferente do seu. O Nazismo era assim na Alemanha de Hitler.

Em BH, militantes de Aécio atacam carros de petistas

Neste sábado véspera da eleição, militantes tucanos se concentraram na zona sul de BH e panfletaram capas da Veja; carros de petistas foram cobertos de adesivos do PSDB e receberam bandeiradas. — em Belo Horizonte.

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Santiago, 1973 — São Paulo, 2014

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Os enganados e o mentiroso

O Brasil não fica dividido em razão da disputa eleitoral equilibrada, ou que assim aparenta nas pesquisas. Por um simples e persistente motivo: o Brasil É dividido. Desde que se tornou país.

A ideia de que o Brasil se divide agora é uma visão enquadrada no presente. Para não irmos mais longe, no conveniente olhar retroativo, a Revolução de 1930 foi a reação dos alijados na divisão que contrapunha a riqueza dominada por São Paulo-Minas ao restante do país.

O getulismo, que ali se originou e perdurou até 1964, manifestou de duas maneiras a continuidade da divisão. Uma, por si mesmo, como ditadura, depois quando reposto no predomínio político por eleição do próprio Getúlio e, mais tarde, no governo João Goulart; a outra, na reação que precisou encarar. Nesse embate, a semelhança de forças, entre as duas partes da divisão, resultou na instabilidade institucional e política como longa norma brasileira.

O golpe de 64 foi efeito da divisão entre as forças do conservadorismo e as que clamavam por acesso a mais direitos e alguns bens, por meio das reformas chamadas de estruturais nos anos 50 e de base nas reivindicações mais intensas e extensas do governo Jango. Os militares da ditadura jogaram no lixo da estupidez, mental e física, a oportunidade de atenuar a divisão. Silenciaram-na, apenas, à força contra a parte carente e, quanto à segunda, prestando-lhe os serviços desejados.

Com outra fisionomia, como por efeito de uma plástica, e como se deu nas eleições pós-ditadura militar, o que compõe a disputa eleitoral de hoje são as representações da continuada divisão do país.

Com as respectivas bandeiras de políticas convenientes ao capital e políticas de redução das desigualdades entre as classes que distinguem os brasileiros.

São partes inconciliáveis. Quem fala em unidade como tarefa do novo período presidencial ainda não percebeu nem a divisão pregressa do país. O máximo que as partes da divisão podem aproximar-se foi o que testemunhamos a partir do primeiro mandato de Lula. Período em que os possuidores da riqueza puderam multiplicá-la, graças ao governo, e as classes da parte de baixo da pirâmide social tiveram oportunidade de emprego, aumento do valor salarial e outros ganhos, e algumas melhorias importantes nas condições de vida.

Enganam-se muito os que imaginam divisão surgida no presente e unidade a ser conseguida no futuro perceptível.

Na Fraude

A última investida originada na imprensa para interferir na disputa eleitoral -última, bem entendido, até a hora em que escrevo- é feita com o nome do doleiro Alberto Youssef, com abuso do condicional ("teria dito", "teria feito"), com um hipotético delegado sem nome e com um tal depoimento de cujo teor nem o advogado do depoente ouviu falar.

Dado apenas como doleiro, Alberto Youssef é mentiroso profissional. E negócio são importações mentirosas para exportar dólares como pagamentos. Sua atual busca de delação premiada, em troca de liberdade apesar de criminoso confesso e comprovado, não é a primeira. Voltou a ser preso, há seis meses, porque, desfrutando de liberdade concedida pela Justiça como prêmio por antigas delações, dedicou-se aos mesmos crimes que se comprometera a não repetir. A delação premiada e o acordo com um juiz foram ambos mentirosos.

A investida e seus instrumentos são componentes que se mostram, como em outras eleições, da velha divisão do país. 

Janio de Freitas
No fAlha
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Olha a indecisa do Ibope do debate da Globo



Será que a economista indecisa que fez uma pergunta para Dilma durante debate da Rede Globo, na verdade, já havia aparecido em vídeo afirmando que ia votar em Aécio?

Imagem que circulou pelas redes sociais no dia 26 de outubro de 2014 mostra que a economista “indecisa” que fez uma pergunta para a candidata à reeleição Dilma Rousseff, na Rede Globo de Televisão, seria uma mulher que havia aparecido em outro vídeo dias antes na TV UOL. A colagem de fotos sugere que a mulher teria declarado seu voto ao candidato Aécio Neves e a Globo a teria apresentado com outro nome e como se ela ainda estivesse indecisa em quem iria votar!

Será que as duas mulheres são a mesma pessoa?

Economista indecisa teria aparecido dias antes na TV UOL afirmando que votaria no Aécio Neves, será? (foto: Reprodução/Facebook)
Economista indecisa teria aparecido dias antes na TV UOL afirmando que votaria no Aécio Neves, será? (foto: Reprodução/Facebook)

Verdade ou farsa?

As duas mulheres são economistas, mas não são a mesma pessoa!

A mulher que fez uma pergunta para a Dilma Rousseff durante o debate que foi ao ar ao vivo no dia 24 de outubro de 2014 é a economista Elisabete Maria Costa Timbó, de Fortaleza e a senhora que aparece no vídeo da TV UOL apoiando a candidatura de Aécio Neves também é economista, mas se chama Maria Lúcia Pádua Lima.

Abaixo, podemos ver o momento em que Elisabete faz uma pergunta à então candidata Dilma Rousseff:



E nesse vídeo, podemos ver a economista Maria Lúcia, em inglês:



Analisando ambos vídeos, podemos ver claramente que as duas não são a mesma pessoa!

Conclusão

A eleitora indecisa que fez uma pergunta à Dilma Rousseff na Rede Globo não é a mesma pessoa que apareceu na TV UOL manifestando seu apoio ao candidato Aécio Neves!

No E-farsas
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Sérgio Porto # 27


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Essa é do Barão... 85


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