23 de out de 2014

Eleitores de Aécio muito bem informados


Leia Mais ►

O dilema de Aécio depois destas últimas pesquisas

Ele
Aécio despencou no pior momento em que alguém pode despencar numa campanha eleitoral: às vésperas da ida às urnas. Repete-se com ele no segundo turno o que acontecera com Marina no primeiro: parecia tão perto o grande prêmio e de repente ele está tão longe.

Pode ocorrer ainda uma virada? Sim. Mas as possibilidades são meramente matemáticas.

Imagine um jogo de futebol em que no primeiro tempo o placar seja 5 a 0. Lembrou o Brasil contra a Alemanha? Sim. Teoricamente, o jogo pode terminar 6 a 5 para a equipe que foi destroçada nos 45 minutos iniciais. Mas, na prática, é uma chance estatisticamente insignificante.

A ascensão de Dilma tem bases sólidas demais para sua candidatura desabe a esta altura. Sua aprovação aumentou expressivamente depois dos programas eleitorais, em que ela pôde mostrar obras que a mídia ignorou ao longo dos últimos quatro anos, ou por inépcia ou por má fé, ou por ambas as coisas.

Ao mesmo tempo, a rejeição a Aécio disparou. Mesmo com todo o antipetismo vigente no país, e alimentado pela mídia, Aécio é agora mais rejeitado que Dilma.

A agressividade dele nos debates contra Dilma aparentemente só agradaram os chamados pitbulls. A voz rouca das ruas, mostram as pesquisas, não achou bonito um candidato ser tão desrespeitoso com uma senhora mais velha que ele, e ainda mais sobrevivente de um câncer.

O ser humano é assim, desde sempre, e é incrível que a equipe de Aécio não o tenha orientado a ser menos grosseiro e mais civilizado.

O grande liberal britânico Burke, um crítico desde sempre da Revolução Francesa, jamais aceitou a maneira como os homens da França trataram Maria Antonieta. Ele falou da “covardia” masculina francesa com cintilante indignação. Para Burke, a visão de uma mulher acossada pela força de um homem era um pecado irreparável. Um dos motivos de seu ódio da Revolução residiu no “déficit civilizatório” dos franceses.

Nossos liberais não devem ler Burke, e é uma pena para eles.

Agora, Aécio fica na seguinte situação. Se for agressivo, vai ser ainda mais rejeitado, sobretudo pelas mulheres — grupo que reúme o maior número de indecidos.

Se baixar o tom, as coisas tenderão a ficar exatamente como estão, com ele atrás.

Não há marqueteiro capaz de encontrar resposta para este dilema enfrentado por Aécio quando os brasileiros já começam a tirar seus títulos de eleitor da gaveta.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Arruda, o ficha suja, desmente apoio a Dilma e afirma: Voto no Aécio


O boato que corre nas redes sociais de que Arruda, ex DEM, declarou apoio a Dilma é mentira. Arruda fez questão de gravar o vídeo abaixo negando o apoio e afirmando que vota em Aécio


O ex governador de Brasilia José Roberto Arruda (ex DEMo) foi substituído no final do primeiro turno pelo candidato Jofran Frejat, em virtude das irregularidades da operação “Caixa de Pandora”, que desmascarou o esquema de pagamento de aliados em troca de apoio político na Assembleia local, durante o governo Arruda no DF.

A operação da Polícia Federal levou Arruda para a cadeia por alguns meses e obrigou o ex-governador do DEM a renunciar ao cargo e deixar o antigo partido. Apesar do escândalo, Arruda voltou à cena política sendo candidato ao governo do DF pelo PR de Waldemar da Costa Neto, com apoio do clã Roriz e do ex-senador Luiz Estevão — o mesmo das irregularidades na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Cassado pelo TSE, Frejat entrou no lugar de Arruda na disputa pelo DF.

No Amigos do Presidente Lula
Leia Mais ►

Armínio planejou ataques especulativos para Soros


A moeda tailandesa, o Baht, foi a primeira a ruir na Crise Asiática 1997, que deixou milhares de cidadãos desempregados, arruinou empresas e vários países.

O livro More Money Than God: Hedge Funds and the Making of a New Elite (Bloomsbury), publicado pelo jornalista inglês Sebastian Mallaby em 2010, traz uma revelação explosiva sobre a atuação de Armínio Fraga como gestor do Fundo Soros para mercados emergentes. Armínio teria obtido informações privilegiadas que o levaram a planejar e executar o ataque especulativo contra a Tailândia, que gerou lucros estimados hoje em R$ 2,5 bilhões de reais para George Soros e ele mesmo.

A moeda tailandesa, o Baht, foi a primeira a ruir na Crise Asiática 1997, que deixou milhares de cidadãos desempregados, arruinou empresas e as finanças públicas de diversos países pobres e detonou a reversão do ciclo de expansão de liquidez para os chamados “mercados emergentes”, o que levaria à crise do Real no Brasil em 1999.

O livro tem como fonte uma série de documentos privados dos investidores e um conjunto de entrevistas gravadas com os operadores dos hedge funds, as empresas de gestão de recursos que realizam operações especulativas, a descoberto, com alto grau de alavancagem financeira.

Embora Armínio e outros operadores do Fundo Soros tenham sido entrevistados (um deles entregou notas diárias tomadas durante a crise), seria de se imaginar que as informações fossem questionadas pelos especuladores depois da publicação, considerando-se o conteúdo político sensível de algumas delas. Pelo contrário, Armínio conferiu entrevista ao jornal Valor Econômico em 24 de maio de 2013 em que o livro é citado sem reparos, embora sem sua parte mais explosiva.

Formação ou informação privilegiada?

A especulação bem sucedida contra a Tailândia tem o misto de formação privilegiada e informação privilegiada, obtida antes dos demais agentes de mercado com autoridade política ingênua do Banco Central da Tailândia. Quando a vulnerabilidade externa de um país coincide com a fragilidade financeira de seu sistema bancário, o banco central enfrenta um dilema: elevar taxa de juros para contornar o desequilíbrio cambial ou reduzir a taxa para limitar a inadimplência de empréstimos que pode agravar a situação dos bancos.

Esse dilema não é nada novo, tendo caracterizado crises cambiais e financeiras desde o padrão ouro-libra, mas Armínio se disse alertado para o problema asiático por uma palestra de Stanley Fischer (FMI) e pela leitura de artigo científico sobre as relações entre crise cambial e bancária.

A informação privilegiada que induziu o ataque especulativo foi obtida, porém, em entrevista de Armínio e outros dois economistas do Fundo Soros com alta autoridade do Banco Central Tailandês, que foi questionado por Armínio sobre a prioridade a ser conferida pelo banco: elevar taxa de juros para defender a moeda de um ataque especulativo ou reduzi-la para evitar o agravamento da situação dos bancos?

Segundo Mallaby (que entrevistou Armínio sobre a conversa), Armínio invocou sua própria experiência como diretor do Banco Central do Brasil (1991-1993) e pareceu, ao funcionário tailandês, “mais como um parceiro benigno de um mercado emergente do que como um ameaçador predador de Wall Street”.

O funcionário ingênuo respondeu que a prioridade de defender a moeda tailandesa com a mais elevada taxa de juros que fosse necessária poderia estar mudando, em vista da taxa de juros mais baixa requerida por conta dos problemas crescentes dos bancos. Fraga e seus colegas teriam visualizado uma maleta cheia de dinheiro caso especulassem com a moeda tailandesa, mas fingido não notar para não alertar o funcionário do Banco Central da Tailândia a propósito de sua ingenuidade. Se notasse, ele poderia elevar a taxa de juros para encarecer a especulação cambial ou mesmo recorrer a bloqueios administrativos contra especuladores estrangeiros.

Voltando a Nova Iorque, Armínio Fraga discutiu com o Fundo Soros sobre planejamento do ataque especulativo contra a moeda tailandesa. Um dos economistas que esteve na reunião com a autoridade inocente do Banco Central da Tailândia, Rodney Jones, questionou os outros dois sobre a moralidade de especular contra países em desenvolvimento: “se as moedas forem desvalorizadas sem controle, milhões de inocentes serão levados à pobreza desesperadora”.

Mallaby parece sugerir que Armínio Fraga e os outros não consideraram o argumento suficiente para abortar o ataque especulativo que rendeu 750 milhões de dólares.

Em qual Armínio Fraga confiar?

Desde a década de 1990, a porta giratória entre o mercado financeiro e o sistema político vem sendo usada por um grande número de economistas que, em um momento, especula contra a moeda e o sistema financeiro de diferentes países, para em seguida serem nomeados como restauradores da confiança e credibilidade de algum dos países perante aqueles que podem ganhar com crises cambiais e financeiras.

Armínio Fraga usou a porta giratória em 1999, saindo do Fundo Soros para tornar-se presidente do Banco Central do Brasil. Ou seja, a autoridade responsável por defender a moeda e o sistema financeiro brasileiro, depois de ter sido decisivo para o ataque especulativo que iniciou a sucessão de crises cambiais que chegou ao Brasil e derrubou o Real em 1999.

No cargo, Armínio Fraga não hesitou em elevar a taxa de juros ao nível de 45% a.a., embora isso prejudicasse “milhões de inocentes levados à pobreza desesperadora” pela crise cambial. É provável que o remédio amargo tenha sido exagerado, mas inegavelmente ajudou a criar a credibilidade de Armínio Fraga perante o mercado financeiro.

Aécio Neves já deu a entender ter escolhido seu Ministro da Fazenda e disse que Armínio inspira confiança e credibilidade. Para quem?

Uma vez que Armínio Fraga é novamente cotado para atravessar a porta giratória, é legítimo que perguntemos em que Armínio Fraga devemos confiar: naquele que tem conexões políticas e formação privilegiada? Ou naquele que especula com base em informações privilegiadas obtidas de autoridades políticas ingênuas, ainda que um economista de sua empresa o alerte sobre os “milhões de inocentes (que) serão levados à pobreza desesperadora”? Na “autoridade benigna de um mercado emergente” ou no “ameaçador predador de Wall Street”?

Pedro Paulo Zahluth Bastos, Professor Associado (Livre Docente) do Instituto de Economia da UNICAMP e ex-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE).
No Carta Maior
Leia Mais ►

Aécio mente


Leia Mais ►

O eleitor de Aécio que vive no tempo da União Soviética


Leia Mais ►

Dilma enfia SP pela goela dos tucanos


Leia Mais ►

DatafAlha e Globope acertam o passo



Leia Mais ►

O novo G 7


De un informe del FMI se desprende que la paridad del poder adquisitivo combinado del llamado 'nuevo G7' (que incluye a Brasil, México, India, China, Indonesia, Turquía y Rusia) supera al del viejo grupo en más de 3 billones de dólares.

Leia Mais ►

Novo Clipe da Dilma - O que a gente quer é Dilma presidente

Leia Mais ►

O histórico discurso de Lula em Goiana-PE

Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Leia Mais ►

A estrada construída por Aécio nos arredores da fazenda de Roberto Marinho em MG

A rodovia em Minas: desvio providencial
Em 2001, quando era governador de Minas Gerais, Itamar Franco recebeu a sugestão de asfaltar uma antiga estrada no interior do estado, que liga os municípios de Botelhos, na região de Poços de Caldas, a Alfenas. A obra foi à licitação, mas, depois de concluído o processo, Itamar optou por não fazer a pavimentação, pois, segundo disse ao então prefeito de Poços de Caldas, entendia que não era prioridade para Minas.

Seu sucessor, Aécio Neves, retomou o processo e fez a obra. No percurso entre as duas cidades, existem muitas propriedades rurais, mas nenhuma dela é maior do que uma fazenda que produz café de qualidade e tem uma grande criação de porcos, de onde saem todas as semanas caminhões carregados de carne suína em direção ao frigorífico de Poços de Caldas.

A propriedade se chama Sertãozinho, mas seu proprietário não gosta de publicidade. Em 2012, a revista Globo Rural publicou o resultado do 13º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil — “Cup of Excellence Early Havest” —, realizado em Jacarezinho, no Paraná. A notícia destaca os três primeiros colocados, mas dá o nome da fazenda e do proprietário só dos dois primeiros. O terceiro tem apenas o nome da fazenda.

A propriedade foi comprada por Roberto Marinho há cerca de 15 anos e hoje quem manda ali é seu filho mais velho, Roberto Irineu Marinho.

A estrada é antiga. “Eu tenho 56 anos e sempre usei essa estrada para ir a Divisa Nova [município entre Botelhos e Alfenas]”, diz José Carlos Rocha, corretor em Botelhos. Era de terra, mas bem conservada pelas prefeituras de Divisa Nova e Botelhos. Depois que recebeu o asfalto, os moradores notaram mudança no traçado.

A estrada segue como antigamente até a entrada da Fazenda Sertãozinho, onde ela faz um desvio à esquerda e vai num percurso sinuoso por três quilômetros até um campo de futebol, onde tem outra porteira e termina a propriedade da família Marinho.

“Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal, menos a Sertãozinho”, conta Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas e médico veterinário que trabalhou na fazenda, quando era de Homero Souza e Silva, sócio de Walter Moreira Salles no antigo Unibanco.

Homero vendeu a propriedade depois que bateu o carro entre Poços de Caldas e Botelhos. Dirigia o próprio carro e estava na companhia da esposa, que morreu. Desgostoso, colocou a propriedade à venda, comprada por Roberto Marinho.

“O Roberto Marinho ia sempre à fazenda, gostava muito dali. Eu mesmo vi ele algumas vezes na festa de São Pedro”, diz uma mulher que trabalhou na propriedade e guarda o registro em carteira. A tradição se mantém. Todos os anos a Sertãozinho realiza a festa junina.

Funcionários contam que Roberto Marinho tinha especial predileção por um cinematográfico jequitibá rosa conservado no coração da lavoura. De longe é possível ver a árvore, no meio de um recorte do cafezal em formato de diamante.

Eu fui até a fazenda, e usei a antiga estrada, que tem, hoje, uma porteira, mas que permanece aberta (não poderia ser diferente, já que se trata de estrada pública).

Logo na entrada, uma placa de fundo verde, com o desenho estilizado do jequitibá rosa e a frase: “Fazenda Sertãozinho – Sejam bem-vindos”. Entrei e fui até a casa do administrador, uma construção com varanda e garagem onde estavam três veículos, um modelo compacto, uma moto e uma camionete, todas com adesivos “Aécio Presidente”. Quem me atendeu foi seu sogro, que estava na varanda. Pedi para falar com o administrador. Primeiro veio o filho pré-adolescente, depois um homem parrudo, de camisa azul e bermuda.

Quando disse que era jornalista e estava fazendo uma reportagem sobre o desvio da estrada, o administrador se enfureceu: “Foi o PT que mandou você aqui?” Expliquei que o desvio de uma estrada, em benefício de particulares, é assunto de interesse público.

A entrada da Sertãozinho
A entrada da Sertãozinho
“Faz isso não, faz isso não”, disse, andando de um lado para o outro da varanda, ele no alto, eu num ponto mais baixo, separados por alguns degraus. “Isso aqui é um projeto social”. Como assim, projeto social? É uma fundação? Uma ONG? “Não. É que, se a Sertãozinho fechar, muita gente vai ficar desempregada em Botelhos”. E quantos empregos a fazenda dá? “Duzentos e quarenta”.

José Renato não escondia o nervosismo. “Gozado que vocês do PT fazem esse tipo de entrevista só no domingo.” Eu não sou do PT, disse a ele e pedi para gravarmos. José Renato Gonçalves Dias, o administrador, não quis gravação. Mas tentou dar algumas explicações.

“Tinha duas estradas, mas decidiram asfaltar aquela outra. Acho que é porque aqui moram algumas famílias, e a estrada asfaltada é um risco de acidente”. Mas a estrada municipal não é esta daqui? “As duas são”.

Os moradores da região negam que existisse outra estrada além da que corta a Sertãozinho. “Não existia outra estrada coisa nenhuma, era cafezal, e a divisa da fazenda Sertãozinho”, diz o ex-prefeito de Poços de Caldas.

Como veterinário, Paulo Thadeu passava sempre por ali. Não atendia apenas a Sertãozinho, mas outras propriedades, e sua então namorada, hoje esposa, morava num bairro conhecido como São Gonçalo, alguns quilômetros adiante da fazenda da família Marinho. “A estrada corta todas as fazendas, onde também moram pessoas, e a colônia de moradores da Sertãozinho não fica perto da estrada”.

Deixei na mão do administrador uma folha de papel com meu nome, telefone e e-mail, e pedi para entrasse em contato, caso quisesse dar mais informações sobre o desvio da estrada.

Retomei o caminho de Alfenas, pela antiga estrada municipal, que corta a fazenda. Estava fotografando um bambuzal que cobre a estrada e lhe dá a bela forma de um túnel quando a camionete, em alta velocidade, parou atrás do meu carro e José Renato correu na minha direção: “Você não vai fotografar aqui!”, gritou. Mas a estrada é pública, estou no caminho de Alfenas.

Entrei no meu carro e segui pela estrada municipal até o lado de fora da porteira, que estava aberta, onde tem um campo de futebol e o asfalto retoma o antigo traçado, fora dos domínios da Sertãozinho.

O administrador continuou parado 200 metros distante, com a camionete na diagonal, e quando comecei a registrar com a câmera sua presença intimidadora, ele saiu, na direção da casa. Permaneci na estrada municipal, mas do lado de fora da porteira aberta, e alguns minutos depois chegou um carro com quatro homens. Todos pararam onde a camionete do administrador estava. Tinham o tipo físico de seguranças.

“A Globo desviou a estrada porque ela pode, uai”, diz, rindo, um homem sentado no banco da praça central de Botelhos. O homem, de boné e camisa aberta, trabalhou na Sertãozinho, no retiro de leite, quando a Sertãozinho produzia de 3 a 4 mil litros por dia. Hoje, além dos porcos e do café, tem gado de corte.

O ex-vereador Olair Donizete Figueiredo, do PDT, que foi presidente da Câmara Municipal, diz que gostou do asfalto, apesar do desvio que aumentou em 3 quilômetros a distância até o município de Divisa Nova, mas critica o governo de Aécio Neves pela ausência de outra obra na região e da falta de atenção com os professores.

“Ele fez o asfalto por causa da influência da Globo, porque ia beneficiar ele. E aqui foi só, não fez mais nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara.

Depois de pavimentar a pista de um aeroporto na antiga fazenda do tio, que tinha a posse da chave, desviar a rede de alta tensão para construir um haras na própria fazenda, de onde retirou o tráfego com a abertura de outra estrada, descobre-se agora que o governo de Aécio não foi generoso apenas com a própria família. Botelhos é testemunha de um jeito particular de administrar.

Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas: "Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal"
Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas: “Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal”

Joaquim de Carvalho
No DCM
Leia Mais ►

Crime Eleitoral — Analista de redes sociais tucano divulga notícia falsa


Mensagem afirma que eleitores de Dilma só precisam ir às urnas no dia 2 de novembro

Um dos responsáveis por cuidar das redes sociais nas campanhas tucanas, Jorge Lopes Cançado, espalhou pelas redes sociais a falsa notícia de que apenas os eleitores de Aécio Neves (PSDB) devem ir às ruas no dia 26 de outubro. De acordo com a informação, os apoiadores de Dilma Rousseff só votariam no dia 2 de novembro, "para evitar confrontos violentos". O post de Jorge Lopes Cançado atribui a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Notícias falsas semelhantes já povoam as redes sociais e o Whatsapp desde o primeiro turno e são divulgadas.

A postagem pode gerar até mesmo problemas com a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal. De acordo com o Código Eleitoral, em seu artigo 297, trata-se de crime eleitoral "Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio". Se assim for entendido após uma eventual denúncia, a pena de detenção pode chegar a seis meses, além do pagamento de multa.

Procurado por telefone, Jorge Cançado não atendeu às ligações do Olho Neles. Após o blog enviar mensagem para ele via Facebook, o militante tucano apagou a postagem.

O militante

Em folders de Aécio, Jorge Cançado aparece como diretor de Formação Política da Juventude do PSDB de Minas Gerais. Prestigiado na legenda no Estado, ele é próximo do deputado eleito Caio Nárcio, que irá ocupar uma cadeira no Congresso a partir de 2015. Durante a disputa eleitoral, Cançado esteve mais próximo da campanha de Caio do que da de Pimenta da Veiga.

No O Tempo
Leia Mais ►

Rede Globo é assim


Em 1989 todos nós estávamos lá na Fundição Progresso.

A TV Globo bolou uma forma de gravar uma mensagem de final de ano. Nós fomos obrigados a gravar com roupas coloridas.

O que significava indiretamente apoio ao Collor. Nós bolamos outra ideia.Bolamos esse vídeo.

Passava na TV Globo nós todos com roupas coloridas e em seguida esse vídeo cantando Lula lá.

Um tapa com luvas de pelica porque não estávamos e não estamos com a a bunda exposta na janela pra passar a mão nela.


Leia Mais ►

Bolsa desaba com DataCaf: 49 a 40!

Faz outra manifestação, FHC, faz!


A boca do jacaré se abre!

A Bolsa caía, às 11h28, 2,13% e a Petrobras PN 3,73%

O dólar vai a R$ 2,50.

Coitado do menino do Rio.

No CAf
Leia Mais ►

Professores desmentem Aécio


Leia Mais ►

Liberdade de imprensa dos tucanos é uma mentira


Leia Mais ►

Direito de resposta

Apesar de ir ainda mais longe nas suas novas restrições à liberdade de informação, na propaganda eleitoral gratuita, por outra via o Tribunal Superior Eleitoral afinal voltou-se para um problema presente em todas as eleições pós-ditadura. Um quarto de século para chegar-se a tal atenção.

Na disputa federal como nas estaduais, por muitas vezes os últimos programas de propaganda lançaram inverdades e insultos que os atingidos não puderam responder, porque os pedidos de resposta só viriam a ser julgados depois das eleições. Os tribunais encerravam sua sessões ao menos um dia antes do fim das campanhas. Duas medidas foram agora propostas por Dias Toffoli, presidente do TSE, para evitar tal perda de direitos de muitos candidatos, da qual resultaram favorecimentos a métodos desonestos.

Bem simples: a Justiça Eleitoral recebe e julga pedidos de direito de resposta também depois de encerrada a propaganda na sexta-feira (24), com o complemento lógico: aos concedidos, permite a transmissão até a noite de sábado.

Em paralelo a essa atenção, um momento comum de propaganda mostrou a precipitação do TSE em avançar, sem critérios definidos e convincentes, contra a criação da propaganda eleitoral. O tribunal dividiu-se entre proibir ou não a retransmissão, pela campanha de Aécio Neves, de elogios a ele feitos, quando governador, por Dilma Rousseff. O impasse entre os ministros suspendeu o julgamento, com pedido de vistas por Dias Toffoli.

Ao tempo em que os ministros se desentendiam, já estava na campanha de Dilma Rousseff a resposta neutralizadora: a retransmissão de elogios de Aécio Neves a ela, inclusive considerando a possibilidade de que saísse candidata à Presidência.

Dois recursos de disputa eleitoral sem agressividade, sem falsificação, mas ainda assim capazes de ocupar o tribunal que quer compensar, pelo rigor excessivo nas horas finais, o rigor justo que lhe faltou na extensa campanha.

O Esclarecimento

Em cartas à Folha e a "O Globo", Fernando Henrique Cardoso propôs-se a esclarecer aspectos de escândalos no seu governo, mencionados nos dois jornais. Começa a esclarecer: "Quanto ao caso Sivam, não só que a contratação da Raytheon se deu no governo Itamar, como que ao governo nunca foi atribuído haver participado de malfeitos."

A Raytheon foi contratada em julho de 1997. Já terceiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. Assinado o contrato, sob muita contestação, Fernando Henrique telefonou ao então presidente Clinton, como contou, para comunicar que estava feita a contratação do seu interesse, para ser a empresa americana a fornecedora principal e construtora do Sistema de Vigilância da Amazônia, Sivam.

Durante o governo Itamar Franco houve, em 1993, a contratação da empresa brasileira Esca, indicada pelo Ministério da Aeronáutica e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, para gerenciar o processo de criação do Sivam. Em maio de 1994, das 12 candidatas, ficam a Raytheon e a francesa Thomson, cujo escritório no Rio é misteriosamente assaltado e dele retirados estudos e documentos do projeto, enquanto a CIA denuncia nos Estados Unidos a existência de corrupção no pessoal brasileiro ligado à concorrência. Logo em seguida, em junho, a Thomson é excluída da disputa.

Em abril de 1995, já governo Fernando Henrique, o deputado Arlindo Chinaglia revela estar a Esca envolvida em fraudes contra a Previdência. A partir daí, descobre-se que nove dos seus integrantes são também da Comissão de Implantação do Sistema de Controle Aeronáutico, pessoal da Aeronáutica no lado contratante e no lado contratado.

Em novembro, o chefe do Cerimonial da Presidência, diplomata Júlio César Gomes dos Santos, é surpreendido e gravado pelo secretário da Presidência, Xico Graziano, em telefonema no qual combina com o representante da Raytheon, José Afonso Assunção, o modo financeiro de assegurar parecer favorável, no Senado, à contratação da empresa americana. O relator era o então senador Gilberto Miranda, personagem de vários assuntos discutíveis. Graziano é afastado da Presidência e, mais tarde, Júlio César dos Santos ganha uma embaixada na Itália, na FAO. Obtida a aprovação no Senado, o contrato foi assinado, afinal.

Depois, o governo e seus parlamentares tiveram apenas que inviabilizar a CPI da Raytheon. Não é preciso dizer o que significa, ainda, a construção do sistema de controle aéreo e físico da Amazônia por uma costumeira contratada do governo dos Estados Unidos.

Janio de Freitas
No fAlha
Leia Mais ►

Rock na veia — Lobão e os Tucanóides em Água, cadê você

Leia Mais ►

Discurso de FHC no Patato Square

Leia Mais ►

Atriz Tássia Camargo encontra o BO do assassinato em Cláudio-MG

Leia Mais ►

Sérgio Porto # 24


Leia mais clicando aqui.
Leia Mais ►

Essa é do Barão... 82


Leia mais clicando aqui.
Leia Mais ►

Outro fracasso de FHC

Lobão, Frota e Dolabella dão bolo em FHC e na massa cheirosa


É Humilhante

FHC marcou para esta noite de quarta-feira uma grande manifestação.

Com o ego ferido ao ver Lula e Dilma enchendo de povo as ruas deste país, o insepulto Príncipe dos Sociólogos resolveu arregaçar as mangas e testar o seu cacife, a sua popularidade — ou sabe-se lá o que ele queria testar — e convocou o povo às ruas contra a “podridão”.

Atentai bem.

A convocação deu em todos os jornais e sites camaradas, todo articulista do bico comprido se referiu ao movimento, denominado #‎VemPraRua22, pulularam videos no face, no twitter, no Zap… com depoimentos de FHC, Pedro Simon e o próprio Aécio.

Os neo-vloggers.

Diziam que iriam resgatar o espírito das jornadas de junho, aquela rave cívica que arrastou uma moçada jovem e cansada de caminhar em esteiras nas academias e que resolveu vestir-se de bandeira e dar um rolê pelas ruas, sempre na hora de pico, atrapalhando o trabalhador de chegar em casa.

Lembra deles?

Aécio foi taxativo “nesta quarta-feira, a partir das 19h, o Brasil inteiro vai estar mobilizado pela mudança.”

A expectativa era enorme. As casas de apostas se enchiam, o povo se acotovelava com maços de reais nas mãos. Colocariam 50 mil pessoas nas ruas como fez Dilma no Recife? Fariam um novo TUCA? Reproduziriam aquela linda imagem recheada de vermelho que vimos essa semana na ponte que liga Joazeiro à Petrolina, com uma multidão gritando Dilma, Dilma?

Às 19h de hoje tivemos a resposta:

cri, cri cri, cri…

O povo não foi.

Olhei para um lado, olhei para o outro e nada. Cadê Dado Dolabella, cadê Lobão, cadê Alexandre Frota, quêde Lindsay Lohan?

Uai, sô. Abandonaram o candidato, esses cabras só são machos pra xingar nas redes sociais, cadê mostrar a cara, cadê bater no peito, cadê levantar a bandeira?

Nada!

Na hora de chacoalhar cadeirante, ameaçar ator, xingar a presidenta, eles saem todos das tocas.

Todos nós sabemos que a turma do Aécio é da massa cheirosa e, sem água, fica difícil madame arrumar o cabelo para sair às ruas.

Mas FH deixou claro que dessa vez queria o povo lá, o povão, eu e você. E FH, todos o sabemos, tem a sua forma singular de se aproximar do povo, certa vez disse que era um mulatinho com um pé na cozinha, dessa vez preferiu mexer na árvore genealógica pra convencer os desinformados, ele aclamou sem enrubescer “sou neto de nordestino, tenho orgulho disso. Nós aqui de São Paulo precisamos estar juntos com vocês todos, nós todos juntos em indignação contra essa podridão que está havendo no Brasil.”

Cri, cri, cri…

Mas com mil diabos, tantos artistas populares ao lado deles, Chitãozinho, Zezé, Anderson Spider, o Fenômeno, o Goleiro Bruno, a família Para Nossa Alegria…

Mas e o povo, quêde povo no Largo do Batata, Deus dos invernos?

Com que cara o candidato sai de casa amanhã? Haja injeção de cavalo depois dessa.

Melancolicamente, Aécio vai vendo a sua candidatura artificial cair na real.

Um cabra que, às véspera do pleito, convoca o povo às ruas e fica comendo mosca só pode tá moscando.

A única multidão que segue Aécio é aquela que desrespeitosamente aplaude o seu candidato em debates, dentro dos estúdios de TV, no ar condicionado.

A rua é nóis, Aécio.

Palavra da salvação.




Por que a manifestação do FHC fracassou?

Tinha mais PM do Alckmin que protestantes

Foram todos para o Shopping Iguatemi.
Fotos: Mayk Santos
De navegante baiana:

Por que foi um fracasso?

— porque foi no Largo da Batata e não do potato

— porque não foi do caviar

— porque o FHC foi

— porque fica perto da cratera do metrô do Cerra

— porque o Largo da Batata tem muito nordestino

— sem água para tomar banho, Madame não saiu de casa

— porque não foi o João Dória quem organizou


No CAf



Com 300 comissionados, fracassa manifestação “black bloc” de Aécio em Curitiba



O que era para ser uma arrancada de Aécio Neves (PSDB) para a virada, converteu-se em um verdadeiro fiasco. Pelo menos em Curitiba, capital do Paraná. Apenas trezentas pessoas atenderam à convocação tucana e compareceram na Boca Maldita para o movimento #VemPraRua. Às 18 horas, hora do evento, o tempo estava nublado e fazia 14ºC.

O batalhão do PSDB era formado basicamente de funcionários comissionados do governo do Paraná, que se concentraram em frente ao Museu Oscar Niemeyer no Centro Cívico. Eles bandeiravam o número 45 e cantarolavam com entusiasmo palavras de ordem contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

A campanha de Aécio tentou reeditar a quatro dias da eleição o movimento “black bloc” que varreu o país em 2013, na conhecida “jornada de junho”, pedindo mudanças. Naqueles protestos, em Curitiba, a média de público era de 20 mil pessoas. Na marcha tucana apenas trezentas cabeças comissionadas.

No Blog do Esmael
Leia Mais ►

Brasil sob pressão da CIA

A CIA quer eleger o TUCANO
Mais de 200 (mais de 800 já assinaram até a hora desta postagem[Nrc]) ativistas políticos, intelectuais, artistas gente de arte e cultura assinaram um manifesto sobre o dia 26 de outubro de 2014 (votação do 2º turno das eleições no Brasil [Nrc]), chamando atenção para as ações hostis de Washington, com o objetivo de impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. O documento está postado em redes sociais. Diz que uma possível chegada ao poder de Aécio Neves do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que representa os interesses dos magnatas, provocará dano irreparável ao país e removerá quaisquer impedimentos que haja hoje ante a interferência direta nos assuntos internos do país. Neves ficará no papel de instrumento obediente nas mãos do governo dos EUA. Washington está fazendo de tudo, para conseguir que Neves seja eleito – algumas coisas são feitas só discretamente; outras são ações completamente clandestinas.

Todos os recursos de propaganda e de informação da CIA estão mobilizados para apoiar Neves. Cerca de 80 milhões de brasileiros têm acesso à internet, 150 milhões são usuários de telefones celulares. Os serviços especiais dos EUA conhecem muito bem inúmeras técnicas para desestabilizar países. Recentemente, o país foi cenário para “protestos” contra a Copa do Mundo, mostrando que já há forças implantadas no Brasil, prontas para serem acionados em cenário de “revolução colorida” a qualquer momento.

No Brasil não há qualquer tipo de restrição à operação de organizações não governamentais (ONGs), e muitas das ONGs que operam no Brasil têm ligações diretas com pessoal da embaixada e de consulados dos EUA, como com operadores da United States Agency for International Development, USAID. Essa “inteligência” é usada para desacreditar as políticas do governo de Dilma Rousseff. Espalham-se mentiras e desinformação, que pintam o governo como inefetivo e ineficaz, por todos os meios disponíveis. “Especialistas” de televisão preveem o colapso nacional, no caso de a atual presidenta ser reeleita. Distribuem resultados duvidosos de “pesquisas de intenção de voto” que só fazem confundir e complicar ainda mais qualquer visão objetiva da realidade.

Jornais usados como veículo de propaganda dedicados a distribuir “informação” de pesquisas que as próprias empresas jornalísticas fazem ou encomendam a outras empresas, repetem incansavelmente a expressão “empate técnico”, que oferece muitos espaços para manipulação, falsificação e distorção de fatos, de que a CIA serve-se para empurrar para a “liderança” nas pesquisas o candidato cuja eleição mais interessa aos EUA.

Há alguns anos, viu-se idêntico fenômeno no México. Enrique Peña Nieto, candidato apoiado pelos EUA, concorreu contra Lopez Obrador, candidato das classes populares e apoiador de Hugo Chávez. A manipulação e falcatruas para dar a vitória a Peña foram amplas e disseminadas, e muito mexicanos ainda duvidam de sua vitória nas urnas, mas Washington declarou que as eleições teriam sido transparentes e honestas.

Rubens Antônio Barbosa, principal conselheiro de Aécio Neves para assuntos internacionais é candidato virtual ao posto de Ministro das Relações Exteriores. Muitos apoiadores de Rousseff o têm como principal agente da CIA no Brasil, para influenciar o resultado das eleições. Barbosa foi Embaixador do Brasil em Washington, [é autor publicado pelo Instituto Millênium] e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Em harmonia com sua orientação pró-EUA, fala de “despolitizar a política externa” e de o Brasil “reconsiderar suas prioridades estratégicas em relação aos EUA e à China”.

Depois do auge do escândalo da espionagem, quando se soube que os telefones da presidenta Rousseff, de membros do gabinete, comandantes militares e de serviços especiais estavam sendo espionados pela NSA-CIA, e depois que o presidente Obama recusou-se a pedir desculpas formais, o Brasil passou a estreitar suas relações com a China – seu principal parceiro comercial desde o governo do ex-presidente Lula da Silva. Agora, Barbosa diz que, no caso de Neves vir a ser eleito, os EUA voltarão a ocupar posição correta (quer dizer, dominante) nas prioridades da política exterior do Brasil.

Há uma expressão usada por Barbosa que oferece uma pista para o que seria a política externa brasileira num eventual governo do qual ele participe. Barbosa disse que a proteção dos interesses nacional não mais será passiva. A Bolívia nacionalizou duas refinarias da Petrobras, e o governo brasileiro nada fez para proteger os interesses do Brasil. Neves e Barbosa prometem dar acesso a empresas norte-americanas de petróleo para que extraiam petróleo da bacia continental. A equipe de Neves diz que a política será “mais pragmática” e absolutamente diferente da abordagem ideológica típica do Partido dos Trabalhadores. E que serão “corrigidas” as posições do Brasil em questões como o relacionamento com o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, bloco sub-regional), com os BRICS e com outros grupos internacionais.

Liliana Ayalde, atual embaixadora dos EUA no Brasil, foi
a organizadora e patrocinadora do GOLPE DE ESTADO que
derrubou Fernando Lugo da presidência do Paraguai
Washington empenhou muitos esforços na preparação das eleições no Brasil; agora, chega ao estágio final. O Departamento de Estado e os Serviços Especiais enviaram para lá dúzias de agentes experientes, que já trabalharam em várias operações desse tipo, em todo o mundo.

Por exemplo, Liliana Ayalde, atual embaixadora dos EUA no Brasil, fez bom serviço no Paraguai, para conter a expansão da “ideologia populista”. Agora, chegou a hora do Brasil.

Alexis Ludwig
Os principais agentes da conspiração contra a presidenta Dilma são funcionários da embaixada e de consulados dos EUA no Brasil: Alexis Ludwig (conselheiro político), Paloma Gonzalez (funcionária da seção econômica), Samantha Carl-Yoder (Chefe da Seção Econ/Pol.), Kathryn Hoffman (secretária política, Consulado Geral dos EUA em São Paulo) e Amy Radetsky (Cônsul Chefe para Assuntos Políticos e Econômicos, Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro).

Basta olhar o currículo de Radetsky para compreender que Washington preparou-se para “situação não padrão” no Brasil. No Departamento de Estado, ela foi responsável por monitorar os eventos no Brasil, para avaliar como afetavam as relações bilaterais e delinear as políticas para esse país. Era quem supervisionava todas as mensagens que saíam da embaixada dos EUA em Brasília. Pouco depois, chefiou uma equipe especial do Departamento de Estado para monitorar a emergência e o desenvolvimento de situações de crise na região e preparar relatórios de situação para o secretário de Estado John Kerry. Agora, foi mandada para o Rio!

Que crise terá trazido Radetsky ao Brasil?

Eleazar Díaz Rangel
O intelectual e político venezuelano, Eleazar Díaz Rangel diz que uma possível derrota de Dilma seria “um desastre”. Os governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff melhoraram a vida de dúzias de milhões no Brasil, que, antes, viviam até sem eletricidade. O Partido dos Trabalhadores iniciou mudanças drásticas positivas no continente sul-americano. Segundo Rangel, o governo Obama mobilizou todas as forças da oposição no Brasil e em outros países latino-americanos, todo o potencial das empresas-imprensa e de agências de informação no Brasil para impedir a re-eleição da presidenta Dilma Rousseff. Há fundos alocados para garantir apoio ao candidato Neves na corrida presidencial. Círculos financeiros e econômicos norte-americanos influentes estão envolvidos, para ajudar Neves a ser eleito.

Conseguirão os brasileiros mobilizar-se, eles mesmos, e evitar o desastre, como o chamou Eleazar Díaz Rangel? Saberemos em uma semana.

Nil Nikandrov, jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros - tanto de ficção e estudos documentais - dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.
No Redecastorphoto
Leia Mais ►