22 de out de 2014

A “podridão” segundo FHC, o demagogo

Indignado
Passou despercebida, em meio ao alarido eleitoral, uma declaração de apoio do jurista Eros Grau, ex-STF, a Aécio.

Grau, aos 74 anos, é um dos signatários de um manifesto chamado “Esquerda democrática com Aécio Neves”.

Ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, ele disse que será um “soldado” num eventual governo Aécio. Sem nenhum cargo, afirma, por razões etárias.

“É uma coisa muito engraçada. A maioria das pessoas acha que pelo fato de o presidente Lula ter indicado a mim, ao Joaquim Barbosa e ao Cezar Peluso ao Supremo, nós seríamos ligado ao PT. Mas nenhum de nós é. Eu sempre fui ligado ao PSDB e minha origem lá atrás é sabida”, diz Eros.

É uma frase curta, simples — mas sobre a qual os historiadores terão que se debruçar quando escreverem alguma biografia de Lula.

Lula, o Rei do Aparelhamento segundo seus opositores, nomeou então para o STF três juízes que nada tinham a ver com o PT, conforme palavras de um deles.

Um pouco mais que isso. Eros era, como ele mesmo conta, sabidamente ligado ao PSDB, nêmesis do PT.

Agora compare a indicação de Eros, fiquemos nele, com uma de FHC: Gilmar Mendes.

Num perfil de Gilmar Mendes e sua mulher, alguns anos atrás, a colunista da Folha Eliane Tucanhede lembrou — em tom quase de congratulação — a alma tucana do juiz.

Este foi o padrão FHC de nomeações no STF. Em seus anos no STF, Gilmar Mendes não decepcionou quem o colocou lá. Ele tem se comportado muito mais como um militante do PSDB do que como um juiz propriamente dito.

Em pleno Mensalão, Gilmar não se embaraçou ao ir, festivo, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo sobre os “petralhas”.

Abraçou o autor, posou para fotos — fez enfim tudo aquilo que um juiz não deveria fazer, em nome da imparcialidade.

Recentemente, no STF, vetou um direito de resposta do PT na Veja e desfez assim uma decisão unânime do TSE sob a alegação de que os acusados deveriam antes provar sua inocência.

Gilmar foi e é um soldado de FHC, o mesmo FHC que conclamou as multidões a comparecer a uma manifestação contra essa “podridão” para a qual nem ele próprio confirmou participação.

No marketing, você logo aprende que um autoelogio tem determinado valor. Um elogio partido de outra pessoa vale muito mais. Se esta pessoa está do outro lado que não o seu, como é o caso de Eros Grau em relação a Lula, o valor é ainda maior.

Quanto a FHC, há uma palavra exata para políticos que falam uma coisa e fazem outra.

Paulo Nogueira
No DCM
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DataCaf: 48 a 41. Datafolha quer matar o IBOPE

Como é que o jn vai dar o Globope se o Ibope diz que o jn está na região Sul da casa dos dez?​


O Conversa Afiada informa ao amigo navegante que o tracking dessa quarta-feira (22) revela o que se chama de “o jacaré abriu a boca”.

Sete pontos de vantagem sobre quem nunca fez a cama.

Quá, quá, quá!

O Datafalha, de novo, hoje, saiu com uma pesquisa muito delicada, suave, em que o jacaré começa a bocejar: 52 a 48, nos votos válidos.

Ontem, a mesma coisa: já mostrava a irreversível decadência de quem, dia 27, começará a se preocupar com três investigações do Ministério Público.

Por que essa sofreguidão do Datafalha?

Todo dia?

Tão bom para a Dilma?

A Folha aderiu, diz um amigo!

Não é mole ficar outros quatro anos debaixo da chuva, ao sol, na oposição…

Só os filhos do Roberto Marinho, que terceirizaram a Opinião e não tem nome próprio são capazes de tamanha insensatez, pondera ele.

O ansioso blogueiro se permite discordar.

É uma batalha de marketing.

Veja só, amigo navegante, como faz sentido.

O Globope foi para o saco.

Está na triste fase de produzir earn-out.

A rede de agências de publicidade inglesa WPP, dona da Ogilvy, e um dos maiores conglomerados do mundo de agências de publicidade, comprou o IBOPE, e não vai meter a mão nas cumbucas em que o Globope mete em período eleitoral.

Na Inglaterra pode dar cana…

Já imaginou se a Scotland Yard sabe o que o Globope fez na Bahia e no Rio Grande do Sul?

Na indústria de medir audiência de televisão, o Globope vai igualmente para o saco, com a chegada, em 2015, do instituto alemão, GfK, que vai devolver a Globo e o IBOPE a seu devido — insignificante — lugar.

O Globope vai deixar de ser o doce de coco da Globo.

Como é que o jornal nacional — por que a Dilma não apareceu lá? O Bonner sabe — vai divulgar pesquisa eleitoral do Globope, se o IBOPE diz que o jornal nacional está na casa dos dez?

Seria um contra-senso.

O IBOPE desqualifica o jn e o JN dá espaço ao Globope…

Até os filhos do Roberto Marinho serão capazes de perceber o absurdo, sem precisar desenhar.

Então, surgirá das cinzas pigais, como único pigal e mais confiável pigal instituto de pesquisa eleitoral no Brasil: o Datafalha.

Por isso ele passou a plagiar o DataCaf.

Por isso, passou a fazer tracking diário e chamar de pesquisa.

E por isso começa a dar Dilma!

Para acertar antes!

Para matar o Globope.

E se candidatar a aparecer sozinho no jornal nacional, quando o jornal nacional se aproximar da região sul da casa dos dez…

Isso tudo até que o Tribunal Superior Eleitoral se manque e, como promete o presidente Toffoli, no PiG cheiroso, o Valor, na página A5, “estudar mudanças em regras de pesquisas eleitorais”.

Sim, porque no Brasil, pesquisa eleitoral e sua publicação no PiG — isso tudo não passa de uma esculhambação!

Em tempo: logo se vê que o DataCaf terá vida longa — e próspera ! Viva o ouro de Havana!

Paulo Henrique Amorim
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“Melhor educação do Brasil” tem alunos do ensino básico frequentando prédio que foi de motel

SANYO DIGITAL CAMERA
SANYO DIGITAL CAMERA

As portas das salas têm aquela abertura usada para preservar a intimidade dos casais na hora de servir bebidas e refeições do serviço de quarto. Guardam os números dos apartamentos frequentados no passado por casais de Teófilo Otoni, a cidade mineira de 150 mil habitantes que fica no vale do rio Mucuri.

É a Escola Estadual de Liberdade, localizada às margens da BR 116, em Lajinha, região rural. Desde 2011 ela funciona aqui.

Antes disso, a escola já enfrentava problemas de infraestrutura e condições inadequadas.

A partir de 2006, funcionou nas salas de catequese de uma igreja católica.

Como as salas começaram a apresentar problemas estruturais, a Secretaria de Estado de Educação optou por alugar o espaço de um antigo motel, mas não realizou todas obras necessárias para transformar a estrutura do local.

A denúncia é do SindUte, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais.

O sindicato é conhecido por ter conseguido furar o bloqueio informativo do grupo político do senador Aécio Neves em Minas Gerais, que acusa de ter amordaçado a imprensa regional nos últimos 12 anos.

Foi numa greve que durou quase quatro meses que isso se concretizou. O SindUte imprimia folhetos em Belo Horizonte e os distribuia a professores que vinham de longe participar das assembleias.

No imenso estado de Minas Gerais, com 853 municípios, os professores voltavam para suas cidades e, através dos alunos, faziam os panfletos chegarem aos pais.

Assim, o sindicato conseguiu mobilizar não apenas professores, mas alunos e pais para denunciar a situação da educação no Estado.

Hoje, tanto nos discursos e debates quanto na propaganda eleitoral, o candidato Aécio Neves invariavelmente menciona “a melhor educação fundamental” ou a “melhor educação básica” como sendo a de Minas Gerais.

Segundo o SindUte, o uso puro e simples do resultado do IDEB — o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica — não retrata a situação complexa da educação mineira.

Quem não vive no Estado, nem tem filhos nas escolas públicas mineiras, segundo o SindUte pode ficar com a impressão de que Minas é uma exceção à regra quando se trata das carencias do sistema educacional.

O sindicato denuncia, entre outras coisas, que faltam 1 milhão de vagas no Ensino Médio mineiro; que, ao contrário do que propagandeou o governo, os professores não recebem décimo quarto salário; que um grande número de escolas de ensino fundamental é carente de bibliotecas, laboratórios e quadras esportivas.

O SindUte alega que, se de fato Minas Gerais tivesse a melhor educação básica e a melhor Saúde do Brasil, como diz a campanha de Aécio Neves, o candidato do ex-governador, Pimenta da Veiga, não teria sido derrotado de forma acachapante, no primeiro turno, pelo petista Fernando Pimentel.

Para dar exemplos, o sindicato aponta para duas escolas que desmentem a propaganda enganosa: em Teófilo Otoni, a escola que ocupa o prédio improvisado onde funcionou um motel; em Uberaba, a escola que funciona no segundo piso de um shopping center, ao lado de três tanques com 60 mil litros de combustível, em um posto de gasolina. Ambas abrigam alunos do ensino fundamental.

O sindicato autor das denúncias tem outras características importantes. É liderado por mulheres e é descentralizado.

Dado o tamanho de Minas, é essencial para o sucesso do sindicato ter representações regionais fortes.

É o caso de Uberaba.

As duas professoras que entrevistamos lá dizem que o exemplo da escola que compartilha espaço com um posto de gasolina não é exceção.

Pode, sim, ser um caso extremo, mas se dá em uma cidade que é um dos mais importantes polos de desenvolvimento de Minas Gerais. Uma cidade rica, numa região rica.

Ouçam as entrevistas:



As professoras ficaram revoltadas com o comportamento do ex-governador Aécio Neves no debate do SBT.

Acreditam que, ao debater com a candidata Dilma Rousseff, o senador desrespeitou as mulheres.

Maria Aparecida devolve: Aécio “é um pavão” e “mentiroso”:



Não é uma surpresa, já que segundo elas Aécio e aliados descumpriram promessas feitas aos professores.

Além disso, segundo Maria Helena, o governo mineiro criou uma norma — que ela considera bizarra — de exigir carteira profissional dos estudantes que frequentam os cursos noturnos, contribuindo assim para a evasão escolar:



Mas, acima de tudo, as professoras estão preocupadas com a situação da Escola Francisco Cândido Xavier, criada em dezembro de 2010, que vai completar quatro anos de funcionamento em condições precárias.

Um novo prédio está em construção no bairro. Elas esperam que fique pronto, conforme o prometido, até a metade de 2015.

Enquanto isso, os 456 alunos utilizam um galpão como quadra de esportes e ficam trancafiados no recreio em um corredor que também serve de pátio, refeitório e cozinha.

Ao final do vídeo abaixo, dona Maria Lúcia, avô de Carolina, de 19 anos de idade, estudante do período noturno, diz que o grande problema do momento é a falta de água:



Como as salas-de-aula foram improvisadas em salas de escritório, a escola não tem banheiros independentes.

Cada sala tem o seu.

Se um aluno usa o banheiro numa emergência, até que a professora ou professor mande buscar água os colegas enfrentam o mau cheiro.

Para a avó da aluna — e para as professoras do SindUte — trata-se de uma situação de emergência.

Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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Bomba! O vídeo que liga doleiro da Petrobrás ao PSDB

O senador Álvaro Dias é da mesma região que o doleiro Alberto Yousseff


A Globo fez um escarcéu com o vídeo (na verdade um áudio, filmando um teto), no qual Paulo Roberto Costa e Yousseff envolviam o PT nas falcatruas da Petrobrás.

Pois bem, eles não deram atenção a outro vídeo, vazado hoje, em que o “testa de ferro” do doleiro, Leonardo Meirelles, declara que Yousseff tinha negócios com o PSDB e com um senador do Paraná, da mesma região do doleiro. E que seria seu “padrinho”.

Meirelles praticamente nomeou Alvaro Dias.

Já sabíamos, há tempos, que Álvaro Dias tinha andado no jatinho do doleiro bandido Alberto Yousseff.

Ou melhor, usou o jatinho durante toda a sua campanha de 1998.

Mas tucano pode tudo, e a história morreu.

Álvaro Dias é o substituto de Demóstenes Torres junto à grande mídia e não interessa à ela queimar seu melhor amigo.

Aí apareceu o tal Sérgio Moro, o mesmo juiz que havia prendido o doleiro por crimes contra o sistema financeiro, há vários anos, interrogando o mesmo bandido.

A fama de duro de Moro tem sido um tanto exagerada, porque ele não condenou ninguém no processo do Banestado. Quer dizer, prendeu Alberto Yousseff, o doleiro, uma espécie de mordomo de luxo dos ricaços. Mas depois o soltou, através de uma delação premiada que não deu em nada.

Pela segunda vez, depois de Yousseff quebrar todos os acordos com a justiça, Moro concede a ele o direito de delação premiada. Oficialmente e extra-oficialmente, porque não está claro se os depoimentos vazados sistematicamente pela justiça para a imprensa são da parte secreta ou da parte pública do processo.

Os depoimentos de Yousseff e Costa são ambos vazados pelo advogado de Yousseff, o senhor Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, que já trabalhou em governos tucanos e tem profundas e antigas ligações com o PSDB.

O advogado do doleiro é uma figura que já trabalhou no governo do PSDB.

No dia do último debate, o staff de Aécio, apavorado com a possibilidade de Dilma entrar rasgando mais uma vez, jogando-lhe na cara todos os seus velhos vícios, plantou na Veja e na Globo um blefe pesado.

O blog de Gerson Camarotti trazia uma ameaça. O senador Alvador Dias havia obtido todos os depoimentos de Alberto Yousseff e repassado para o senador Álvaro Dias, que por sua vez os entregou para Aécio.

Terrorismo barato para fazer o staff da Dilma recuar um pouco.

Hoje, Folha e Estadão, num lapso, informaram outros links de Álvaro Dias com o doleiro bandido.

E não é com delação premiada não. É depoimento mesmo, aberto, à Justiça.

A Globo já está desesperada, tentando abafar ou neutralizar o depoimento de Meirelles, que atrapalha o golpezinho armado entre ela, Álvaro Dias e o advogado do próprio Yousseff.

Duvido que vá para o Jornal Nacional.

Em vez de apurar o que disse Meirelles, a Globo está tentando repercutir o advogado de Yousseff, negando as ligações do doleiro com os tucanos.

Claro que o doleiro vai negar. A armação da delação premiada dele e de Paulo Roberto Costa foi articulada justamente com o PSDB.

O próprio juiz, Sergio Moro, tem sido criticado até mesmo pela OAB, por estar permitindo que a operação Lava Jato seja manipulada politicamente por criminosos, seus advogados, o PSDB e a mídia, os dois últimos interessados em interferir nas eleições.

É importante lembrar que Sergio Moro foi o juiz que escreveu o incrível voto de Rosa Weber condenando José Dirceu, e que foi decisivo. Com os argumentos de Moro, a ministra Rosa Weber declarou que “não tinha provas contra Dirceu, mas iria condená-lo, mesmo assim, porque a literatura assim o permitia”. Uma pérola histórica do fascismo judiciário, em que o juiz se arvora superior à Constituição e ao espírito humanista que preside o direito penal de uma democracia.

Miguel do Rosário
No O Cafezinho
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A atriz Tássia Camargo conversa com Lucas Gomes Arcanjo, o policial que denunciou Aécio


Consegui o telefone do senhor Lucas Gomes Arcanjo para entender melhor os fatos que vem postando no seu facebook. Denúncias sobre Aécio Neves e muitos outros.

Tenho a autorização do mesmo, via e-mail, para divulgar essa gravação no meu youtube. Gravação caseira.

Foi feita da seguinte maneira: Do meu telefone fixo, no viva voz, liguei o gravador do meu IPHONE e gravei. O senhor Lucas estava ciente da mesma.

Gravado hoje dia 21 de outubro de 2014 sem qualquer edição.

Obrigada pela atenção de todos.


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PSDB lança “Meu Banho, Minha Vida”!

O irreverente José Simão, um dos poucos colunistas que ainda merece ser lido na Folha tucana, publicou mais uma pérola nesta quarta-feira (22). Segundo ironiza, o governo deverá lançar em breve o programa “Meu Banho, Minha Vida!” para enfrentar a grave crise de água que tortura os paulistas em decorrência do “choque de indigestão” do PSDB. Outro programa que está em discussão é o “Balde Família”, que visa armazenar este líquido precioso para os dias piores que virão. “O Alckmin vai lançar o Balde Família: toda família terá direito a um balde vazio! Rarará!”.

Deixando de lado as piadas, o cenário em São Paulo é cada dia mais dramático. Segundo pesquisa Datafolha, os cortes de água se generalizaram pela capital paulista: 60% dos entrevistados relataram ter sofrido ao menos um caso nos últimos 30 dias. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%. “O levantamento mostra também que os paulistanos estão pessimistas em relação ao futuro: 88% deles creem que a metrópole corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses”, relata o editorial da Folha desta quarta-feira.

O temor é tão real que 66% dos entrevistados já cogitam recorrer à estocagem da água. “Essa iniciativa traz alguns perigos. O armazenamento inadequado — por exemplo, em recipientes não esterilizados —, pode levar à contaminação da água por bactérias, ocasionando prejuízo à saúde dos que vierem a consumi-la. Mais grave, com a proximidade do verão, estação em que costuma se verificar aumento do número de casos de dengue, os reservatórios em casas e apartamentos podem servir de nascedouro para o mosquito transmissor da doença”, alerta o jornal.

Mas o governador Geraldo Alckmin, que foi reeleito graças também à cumplicidade da mídia tucana — que escondeu a grave crise da água —, ainda permanece inerte. Ele “tem sido evasivo em relação à segurança hídrica”, segundo a Folha, que adora “tucanar” a desgraceira. Na verdade, Alckmin protela o enfrentamento do problema para beneficiar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB. Tudo é feito com base em cálculos eleitoreiros! Passado o segundo turno, os programas “Balde Família” e “Meu Banho, Minha Vida” até poderão ser implantados!

Este estelionato eleitoral, porém, parece que não está dando resultado. Ainda segundo uma notinha na Folha tucana, “a cúpula da campanha de Aécio Neves culpa a falta de água em São Paulo pela recuperação de Dilma Rousseff na reta final da eleição. A crise, explorada pela propaganda petista, seria o principal motivo da redução da vantagem do tucano no Sudeste. Os aecistas temem que o problema continue a drenar votos até domingo”. A crise no setor atiça as bicadas entre os aspones de Aécio e Alckmin, dois grão-tucanos que nunca conviveram bem no ninho.

Altamiro Borges



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As barbeiragens econômicas do PSDB

Se você acredita na competência do PSDB na Economia, a lista abaixo lhe ajudará a refletir um pouquinho mais.

São 12 BARBEIRAGENS da época do governo tucano do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002) que causaram MUITOS ESTRAGOS e não podem ser esquecidas.

Inflação 1

Sob gestão tucana, a inflação, que aparece em dez de cada dez ataques de Aécio a Dilma, chegou ao pico de 12,5% em 2002 (último ano do 2º mandato de FHC). O mais interessante é que a meta traçada pelo Banco Central naquele ano foi de 3,5%! Ou seja, a inflação efetiva de 2002 foi quase 4 vezes a meta determinada pelo governo do PSDB.


Inflação 2

Caso tenda a aceitar brandamente o argumento de que a inflação de 2002 foi causada pelo favoritismo — e posterior vitória — de Lula (PT) nas eleições presidenciais, vale recorrer aos dados do Banco Central relativos aos anos anteriores. As informações, disponíveis no site do BC demonstram que, em 1999, por exemplo, o governo do PSDB estipulou uma meta de inflação de 8%, mas a inflação efetiva foi de 8,94%. E em 2001 o problema se torna mais grave: diante de uma meta de 4%, a taxa efetiva da inflação foi de 7,67% — ou praticamente o dobro.

Crise, quebras e juros 1

Diante das crises enfrentadas pela economia brasileira e mundial na década de 1990, os economistas tucanos contavam com uma receita praticamente pronta para responder aos problemas: aumentar os juros. Os resultados eram excelentes — para a minoria que especulava com os juros da economia! E desastrosos para o país, que assistia ao crescimento do desemprego, da recessão e de outras medidas negativas para o Brasil. No início de 1999, por exemplo, o dólar passou de 1,32 real para mais de 2 reais em poucos dias. Na ocasião, os juros básicos da Economia (taxa Selic) bateram em 45% em março de 1999. Entre outros aspectos, a crise de 1999 foi marcada pelo escândalo envolvendo a quebra dos bancos Marka e FonteCindam, bem como da atuação dos gestores do BC na ocasião.

Crise, quebras e juros 2

A desvalorização do real em 1999 não foi o momento mais difícil de nossa moeda durante as gestões do PSDB à frente do governo federal. Em 2002, por exemplo, o valor do dólar beirou os 4 reais, no final do período FHC. Já em outubro de 1997, diante da Crise Asiática, o Banco Central brasileiro adotou mais uma vez a fórmula mágica do aumento da taxa de juros básica da economia. Na ocasião, nossa taxa Selic saltou de 19,05% para 45,67%! Os dados estão disponíveis no próprio site do Banco Central. Depois, com a crise da Rússia em 1998, é dado o tiro final em nossa frágil economia — extremamente dependente do FMI e dos capitais especulativos. Ao final daquele ano, o Brasil recorre a um empréstimo, capitaneado pelo Fundo Monetário Internacional, de mais de 40 bilhões de dólares. Ali, tecnicamente o país já estava quebrado, mas o empréstimo ainda veio como uma contrapartida no contexto da reeleição de FHC. Em troca, vieram depois novos pacotes voltados a atender às exigências do Fundo e dos países mais ricos, com privatizações, arrocho, aumento de impostos, cortes de gastos, etc. Passados alguns meses da eleição presidencial, o Brasil assiste à desvalorização do real do início de 1999.

Bancos estatais

O Banco do Brasil e o BNDES foram usados ao longo dos anos de 1997 e 1998 para tentar salvar o real — e garantir, assim, a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. O BB, por exemplo, chegou a ter de vender cerca de 20 bilhões de dólares a fim de evitar uma sobrevalorização da moeda dos EUA, mesmo que isso não fosse de seu interesse. Com tais medidas, o Banco do Brasil piorou o seu balanço nesses anos — mas elas não impediram o real de quebrar em 1999.

Imposto de renda

Sua avaliação é de que o seu Imposto de Renda hoje é muito alto e deveria ser corrigido? Dado interessante: quando o PSDB assumiu a presidência, a tabela do Imposto de Renda possuía quatro faixas progressivas de tributação: isento, 15%, 26,6%, e 35%. Quanto mais rico o contribuinte, maior era sua contribuição. A equipe de FHC reduziu essa diferenciação em 1996 para somente três faixas: isento, 15% e 25%. Assim, pelo teto da contribuição, uma pessoa com rendimento médio passou a pagar a mesma faixa de IR de um multimilionário, por exemplo. E em 1998 as faixas passaram a ser isento, 15% e 27,5% . Em 2009, o presidente Lula corrigiu em parte essa injustiça, e hoje são cinco faixas progressivas de contribuição: isento, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.

Balança comercial

Por décadas, o Brasil apresentava superávits na balança comercial. O indicador é o resultado das exportações menos as importações realizadas pelo país, e é um dos meios mais importantes de se obter os dólares necessários para a economia de cada nação. Em 1994, por exemplo, o Brasil apresentou um superávit de 10,44 bilhões de dólares. Em 1995, primeiro ano do mandato de FHC, houve um déficit de mais de 3 bilhões de dólares. Ou seja, o país importou muito mais do que exportou. Em 1996, o saldo negativo foi de 5,5 bilhões de dólares, e em 1997 a conta negativa passou dos 8 bilhões. Os economistas tucanos alegavam, por exemplo, que era positivo em alguns anos o país apresentar uma conta negativa na balança comercial, que isso ajudava a modernizar nossa economia, que era sinal de maior abertura e concorrência. Foi o jeito que encontraram de tentar justificar as barbeiragens cometidas ao longo de seis anos de déficits (1995 a 2000). Os dois últimos anos da gestão de FHC demonstraram que os argumentos não passavam de falácia: em 2001 e 2002 o próprio governo do PSDB buscou conquistar superávits na balança comercial — e conseguiu. Depois, de 2003 a 2013, os governos Lula e Dilma conseguiram superávits nesse item em todos os anos.

Contabilidade 'criativa'

Fala-se muito hoje em contabilidade criativa no governo federal. O que poucos sabem, contudo, é que houve manipulação de balanços do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na década de 1990. Por meio de artifícios contábeis como a alteração de critérios para a avaliação de empréstimos e as reservas voltadas a garanti-los, os economistas tucanos do governo federal fabricaram prejuízos, pioraram os resultados dos bancos estatais e quase consolidaram uma visão na sociedade que poderia levar à sua privatização. No caso do BB, por exemplo, exigiu-se que o Banco fizesse reservas para praticamente todos empréstimos em atraso, independentemente do prazo, minando os resultados e lucros. Já quanto à Caixa, falava-se em 2000 que o rombo em seus resultados poderia chegar a algo entre 7 e 10 bilhões de reais. Ao mesmo tempo, documento de consultoria estrangeira previa grandes e crescentes rombos no BB e na Caixa a partir de 2003. E, logicamente, recomendava a privatização. Ironicamente, em 2003 Lula assume a presidência, sucedido em 2010 por Dilma. E, em 2013, a Caixa obtém um lucro de 6,7 bilhões, e o BB de 15,8 bilhões de reais.

Banespa

O Banespa – Banco do Estado de São Paulo, também foi vítima das manipulações contábeis e dos interesses privatistas do PSDB. Em 1999, o Banespa foi multado em 2,8 bilhões de reais pela Receita Federal, devido a manipulações em seus balanços, que omitiram receitas, reservas e lucros e levaram, portanto, a resultados piores e a um menor pagamento de impostos. Detalhe 1: o banco encontrava-se sob intervenção do governo federal nesse período, determinada pelo Banco Central por o banco estar em tese “quebrado”. Detalhe 2: os supostos prejuízos foram utilizados como argumentação para justificar a privatização do banco. Detalhe 3: os lucros omitidos, os prejuízos inventados e os resultados distorcidos que geraram a multa foram portanto causados pelos próprios interventores do Banco Central, que por seu turno os utilizavam para defender a privatização. O final da história é conhecido. O governador paulista Mário Covas repassou o Banespa em definitivo ao governo federal ao final de 1999 para liquidar uma dívida. E o banco foi adquirido pelo espanhol Santander em 2000. Um último detalhe: o presidente do Banco Central em 2000 era — surpresa! — o mesmo Armínio Fraga que Aécio Neves pretende empossar à frente do Ministério da Fazenda.

Privatizações

As privatizações realizadas no Brasil na década de 1990 tiveram seu ápice nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Geraram um prejuízo imediato de mais de 2,4 bilhões de reais. Os cálculos foram apresentados pelo jornalista Aloysio Biondi no livro “O Brasil Privatizado”, de 1999. Em valores atualizados, seriam mais de 6 bilhões de reais de prejuízos diretos envolvidos nas privatizações.

Petróleo

Em 2000, o governo federal leiloou campos petrolíferos de grande potencial no litoral brasileiro, especialmente nas bacias de Campos e de Santos. As áreas licitadas contavam com preços mínimos irrisórios, de cair o queixo. Os valores eram quase simbólicos, na faixa de 50 mil reais, 100 mil reais, 300 mil reais – ou o valor de alguns carros populares, de um mero apartamento. As áreas, contudo, valiam bilhões de reais. Os interessados no leilão acabaram obtendo as áreas a explorar com lances de 5 milhões, 50 milhões ou até 120 milhões de reais. A imprensa e os integrantes do governo Fernando Henrique comemoram o ágio oferecido. Mas a diferença entre o preço demandado e os montantes pagos demonstravam, na realidade, os valores de banana e completamente equivocados estipulados como preço mínimo no leilão. O conjunto da obra, por seu turno, reafirmou o “negócio da China” (e lesivo ao país) ofertado às empresas participantes.

Agricultura

Para não dizer que não falamos da agricultura, o setor enfrentou severas crises ao longo dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Diante da incapacidade de os gestores de então em compreenderem a importância da agricultura para a economia brasileira — e para a nossa balança comercial — o Brasil passou, gradativamente, a importar, ao longo da década de 1990, produtos da cesta básica como arroz e feijão, bem como algodão, milho. Todos esses itens eram, antes disso, exportados pelo Brasil em escala mundial. Na esteira desse processo, o país chegou a importar até coco e cacau.

Fontes: Banco Central, Arquivos da imprensa (Folha de S. Paulo, O Globo, entre outros) e O Brasil Privatizado (Geração Editorial, 2014) do jornalista Aloysio Biondi

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Desesperado com queda nas pesquisas, Aécio agora as desqualifica de forma patética

Está tudo muito bom…Pelas pesquisas – nunca antes feitas e divulgadas com tanta intensidade quanto nessas vésperas do 2º turno domingo próximo  — e pela reação dos tucanos, a oposição e seu candidato ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) entraram em “parafuso”, mergulharam no mais profundo desespero.

O candidato Aécio está patético. Ele usou fartamente as pesquisas quando elas o colocavam em 1º lugar, particularmente nas duas últimas semanas pós primeiro turno, dia 5 passado. E as desqualifica agora que elas o situam em 2º lugar e ele não para de cair. Dois outros tucanos de alta plumagem, o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman e o ex-deputado José Aníbal (agora 1º suplente do senador eleito José Serra), desesperados apelam para a ignorância.

Hoje os jornais registram que Aníbal chamou de vagabundo — isso mesmo! — o presidente da Agência Nacional de Água (ANA), Vicente Andreu. O termo, um xingamento, dá bem uma ideia do caráter do tucano… E xingou simplesmente porque Andreu compareceu a uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo para falar sobre a crise da falta d’água, do racionamento e rodízio impostos no Estado pelo governo tucano do dr. Geraldo Alckmin.E que todo tucano que se preza faz de tudo para esconder.

Tucanos abandonam termos políticos e partem para a ignorância e apelação

A ida do presidente da ANA a audiência pública na Assembleia, aliás, não tem nada de ilegal e não é ato de campanha eleitoral ao contrário do que quer fazer crer o ex-deputado José Aníbal (PSDB-SP).

O outro tucano, ex-governador Goldman, conforme registra hoje o Painel político da Folha, acusa a campanha da presidenta Dilma de sacanagem — isso mesmo! — por levar ao conhecimento do Brasil o descalabro administrativo deles, tucanos, em São Paulo, na gestão da água que agora falta em todo o Estado. Fato, aliás, que nossa mídia, tão ciosa da liberdade de expressão e de imprensa escondeu e continua escondendo do Brasil.

Hoje no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, por exemplo, o destaque era o risco de falta d’água em Brasília e… Pouso Alegre (MG)! Essas são reações típicas de quem está acostumado a ganhar eleição e tudo o mais graças ao apoio da mídia e agora está perdendo.

Globo fala da falta d’água…não de São Paulo, mas em Pouso Alegre

Outra excelente notícia hoje vem da economia. Mais especificamente da avaliação que o povo faz da economia. Segundo o Datafolha o povo a considera muito bem e eficazmente conduzida pelo governo. De acordo com a pesquisa, apesar do terrorismo econômico da Rede Globo e congêneres e da mídia em geral nacional e internacional — esta, alimentada pela nossa imprensa — o povo espera menos inflação, que o desemprego continue caindo, e mais, que a situação econômica melhorará.

Esta pesquisa é um desmentido cabal, portanto, às previsões catastrofistas dos sabichões tucanos da Casa das Garças e filiais (o maior ninho de economistas tucanos no país, no Rio, agora tem filial também nos Jardins, em São Paulo), muitos deles com empregos milionários na banca privada e com espaço ilimitado na mídia.

Vide Armínio Fraga, basta contar quantas entrevistas ele deu nos últimos dias. Ministro da Fazenda anunciado por Aécio — que tudo indica, é o “Presidente Porcina”, o que quase foi sem nunca ter sido – Armínio abre a boca e tem espaço garantido na mídia. Apesar da situação levantada pelo Datafolha em matéria econômica, a Globo insiste com a inflação de volta e coloca seus experts para assustar o povo. É assim que somos obrigados a ver e ouvir a jornalista Mirian Leitão dizer que precisamos de chuva para o mato e o capim crescerem. Capim, Miriam?

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Jovem Aécio: “Eu nunca fiz minha própria cama”


Jornal de Nova Jersey registrou passagem do futuro candidato a presidente pelos Estados Unidos, em 1977

Em fevereiro de 1977 o jovem Aécio da Cunha Neves talvez nem pensasse que um dia estaria na reta final para disputar a presidência da República mas viveu uma aventura curiosa fora do país.

Como tantos jovens brasileiros de sua condição social, naquele ano Aécio foi cumprir um programa de intercambio escolar nos Estados Unidos.

Certa vez, durante um momento de descanso, Aécio visitava uma estação de esquí quando conheceu um rapaz de sua idade, Glenn, que o convidou a passar um fim de semana hospedado na casa de seus pais, o casal Pat e Roger Davis, em Middlebush, em Nova Jersey.

Ali, numa pequena comunidade que hoje possui 2000 habitantes, distribuidos em pouco mais de 800 casas, a presença de um jovem brasileiro logo se tornou motivo de atração. Com direito a foto e tudo, Aécio foi parar nas páginas do FranklinNews-Record, pequeno jornal da região, que na edição de 24 de feveiro de 1977 publicou uma pequena reportagem a seu respeito.

Descrevendo Aécio como um adolescente “igual a todos os outros”, o reporter Bob Bradis registrou seus conjuntos de rock prediletos: Led Zeppelin, The Who, Crosby, Stills, Nasch and Young e sublinhou que ele “realmente gosta de Bob Dylan.” O jornal fala dos programas de TV favoritos do rapaz: Kojak, série policial que fazia muito sucesso na época em torno de um detetive careca, e Waltons, sobre a vida de uma família da zona rural dos Estados Unidos, às voltas com os rigores da Grande Depressão da década de 30. Esportes favoritos? Futebol e volei. Demonstrando um interesse por automóveis bastante comum entre garotos de sua idade, ele contou ao Franklin News que a idade mínima para tirar carta de motorista no Brasil é 18 anos mas que não é incomum ver jovens dirigindo carros antes de chegar a essa idade.

Falou de automóveis americanos, como Ford e Chevrolet, mas também elogiou o Puma, um carro nacional, “muito confortável.”

Mas nem tudo era igual entre jovens norte-americanos e brasileiros — e isso não escapou a observação de Bob Bradis. No frescor dos 17 anos, Aécio expressou várias observações sobre a vida social brasileira.

Falando sobre a condição feminina no Brasil, Aécio disse, conforme o Franklin-News, que a vida das mulheres é fácil no Brasil. Segundo as palavras de Bob Bradis, Aécio lhe disse que as mulheres brasileiras não tem necessidade financeira de trabalhar, e podem passar a maior parte de seu tempo na praia ou fazendo compras. Era uma diferença importante em relação à sociedade norte-americana, onde, desde a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres saiam de casa para trabalhar e dividir despesas com o marido.

Falando da vida doméstica, Aécio disse: “todo mundo tem uma empregada ou duas; uma para cozinhar, outra para limpar.” Falando de sua rotina dentro de casa, no Brasil, assinalou outra novidade: “Eu nunca fiz minha própria cama.” Outra diferença, como se sabe.

Bob Bradis conta que Aécio lamentava, naquele fevereiro de 1977, que estivesse fora do Brasil por causa do carnaval. Há uma grande festa antes do início da Quaresma, disse Aécio. O jovem brasileiro contou como todos dançam nas ruas, comem, bebem até altas horas e então vão para casa dar um mergulho, para aí retornar para mais festas. “É a melhor época do ano.” Segundo o Franklin-News, Aécio disse ainda: “Essa é a única época em que a classe baixa e a classe alta se reunem.”

Perguntado sobre seu próprio futuro, Aécio disse que pretendia estudar engenharia mas falou que provavelmente acabaria entrando na vida política, como seu pai, que era deputado pela Arena, o partido de sustentação do regime militar, e seu avô, que era um dos principais líderes do MDB, partido da oposição civil.

Dois anos depois do fim de semana em Middlebush, Aécio Neves obteve um emprego na Câmara de Deputados. Foi contratado como assessor do próprio pai. A Câmara funcionava em Brasília, mas Aécio continuou morando no Rio de Janeiro. Cuidava da agenda do pai à distância, embora não houvesse internet naquele tempo. Mas não era um trabalho ilegal. A Câmara só passou a obrigar assessores parlamentares a atuar em Brasília a partir de 2010.

Mas, se pudesse refletir ao longo dos anos, o repórter Bob Bradis poderia avaliar o duradouro significado de uma frase em seu caderno de notas: “Eu nunca fiz minha própria cama.”

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Aécio é melhor, ele vai prender menor!


No último domingo, em caminhada de apoio a Aécio, vários “cidadãos de bem” (sic) pediram mudanças para o Brasil – dentre elas, a diminuição da maioridade penal, bandeira pétrea do candidato. Coincidentemente eu estava passeando na praia com um bebê enjaulado. Por mim, já nasciam presos, que é pra nem incomodar!


Coincidência curiosa: Aécio defende a diminuição da maioridade penal E a privatização dos presídios. Cuidado: seu medo pode estar sendo usado pra construir um mercadão de vidas humanas, fica esperto!

No Rafucko
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A onda vermelha em Recife


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KC-390 - Aeronave de Transporte Militar


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Vamos mostrar que machista não tem vez


Na quinta passada, o maridão foi levar o carro pra oficina. Sabe oficina? Um lugar ainda com poucas mulheres, exceto as modelos nuas adornando o local. Um espaço que pode ser considerado machista. 

Mas conversa vai, conversa vem, e o mecânico perguntou ao maridão em quem ele iria votar. O maridão respondeu "Dilma". E o mecânico disse que ele também iria votar nela, porque achou que Aécio não respeitava mulheres, porque o presidenciável havia sido agressivo e machista com Dilma em algum debate na TV. Quando um mecânico vê machismo num candidato a presidente, é porque a coisa é visível mesmo!

A campanha do PT logo percebeu, e está explorando esse machismo com imagens como esta:

É provável que essa percepção entre a população, principalmente entre a população feminina, seja responsável pela queda de Aécio nas pesquisas. 


O PSDB definitivamente acusou o golpe, pois está agora apostando todas as fichas em desconstruir essa imagem. Agora organiza reuniões de mulheres. 


Depois que a misoginia do candidato passou a pautar as conversas, Áecio posou com Marina beijando suas mãos e elogiando seus cabelos; lançou um vídeo em que as mulheres da vida de Aécio (ou pelo menos algumas, como mãe, filha, irmã muito conhecida dos mineiros, atual esposa). No vídeo, a filha lembra do pai dançando sua valsa de 15 anos. Nada machistas, essas tradições...


Anteontem, no Facebook, uma moça chamada Camila publicou algo parecido ao que aconteceu na oficina: um relato de como as pessoas estão acordando. Não só para o machismo de Aécio, mas para o machismo em geral (clique para ampliar):


Eu já disse várias vezes que não votaria em alguém com o perfil de Aécio nem que ele fosse de esquerda. 

Tudo que ele diz (fazendo uma divisão entre "donas de casa" e "trabalhadores", por exemplo), o sorrisinho sarcástico com que ele se dirige a Dilma, as agressões, tanto dele quanto de seus eleitores, chamando a presidenta de vaca, puta, baranga, e tantos outros termos que são usados apenas para xingar mulheres. Eu jamais compactuaria com isso.

Agora acabou de surgir no Facebook (foi mandando pra mim por uma leitora querida) este relato estarrecedor, já que a palavra está na moda:

Esta é a notinha publicada na coluna de Joyce Pascowitch em 2006:


Eu sempre pensei que José Serra fosse o pior candidato que o PSDB poderia lançar. Estava enganada. Aécio é muito, muito pior.

No Escreva Lola Escreva
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Obrigado, Bloomberg! Agora sabemos a verdade sobre Aécio vender Petrobrás!!!

Uma leitora do meu blog chamou minha atenção para o artigo “Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves”, que se encontra no site “Bloomberg News” e é assinado pelos repórteres Sabrina Valle e Juan Pablo Spinetto. A tradução deste artigo feita por Isabel Monteiro pode ser encontrada no endereço: http://jornalggn.com.br/noticia/o-pre-sal-na-mira-dos-apoiadores-de-aecio

Nós, brasileiros, para sabermos como realmente pensa o candidato Aécio com relação ao petróleo e ao Pré-sal, temos que ir a um site estrangeiro para ler o recado que ele está mandando, através de seus assessores, para as empresas petrolíferas estrangeiras. A mídia brasileira poderia fazer o trabalho investigativo que os dois repórteres, autores da matéria, fizeram. Mas, Aécio não ganha nenhum voto com esta publicação no Brasil e, pelo contrário, deve perder alguns.

Um sumário da parte de interesse do artigo é o seguinte:

1. "Se Aécio Neves ganhar, ele vai abrir (o setor de petróleo) aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge, dos Estados Unidos da América.

2. O candidato da oposição promete leiloar blocos de exploração com mais frequência, aumentar os preços dos combustíveis e liberar os requisitos de compras locais, ouvindo as recomendações da indústria.

3. Neves contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas privatizações na década de 1990, para redigir o seu programa de energia.

4. Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras a manter um mínimo de 30 por cento de participação nos projetos do Pré-sal.

5. "Essas restrições às importações e barreiras comerciais (referindo-se às ‘compras locais’) não nos ajudam. Se ele ganhar, vai reverter todas as restrições ", disse também Batenburg.

6. Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia e esteve envolvida nas privatizações de empresas públicas nos anos 1990, no governo de Fernando Henrique Cardoso, acha que a exigência da Petrobras ser a operadora em cada nova descoberta no Pré-sal deve ser revista para estimular a concorrência.

7. Landau complementou: "Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade (de produção)".

8. Lula e Dilma, sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do Pré-sal, ainda quiseram empresas estrangeiras para ajudar a captação de recursos financeiros, como sócios minoritários, sem entregar à eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

9. "O monopólio do produtor estatal sobre o Pré-sal precisa ser revisto”, disse Adriano Pires, consultor e coautor do plano de petróleo de Aécio Neves.

Dilma prioriza as compras locais, pois através delas são gerados emprego e renda no país, além de ser uma forma de combater a desindustrialização. Dilma quer que a Petrobras seja a operadora única do Pré-sal, porque a operadora é quem decide, dentre outras coisas, onde comprar e, sendo a nossa empresa, muito será comprado no país.

Dilma não aumenta o preço dos derivados a qualquer aumento do barril no mercado internacional, primeiro porque não dependemos mais de óleo do exterior e, depois, porque ela se preocupa com o bolso do povo. Dilma não tem nenhum assessor “comprometido com a indústria (estrangeira)” e nenhuma assessora com “experiência nas privatizações”.

Foi dito por Landau, de forma indireta, que o objetivo é expandir a produção de petróleo ao máximo. O governo Dilma busca expandir a produção, respeitando a capacidade de participação da Petrobras e de expansão dos fornecedores nacionais.

Alguém tem alguma dúvida que os dois candidatos são bem diferentes com relação ao setor de petróleo?



O pré-sal na mira dos apoiadores de Aécio

FRIDAY, 17 OCTOBER 2014

Petroleiras Americanas apoiando Aécio Neves, que promete Mudar a Lei de Partilha.

http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves.html

Tradução de Artigo no Bloomberg News, de Outubro 10, 2014 4:37

"Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves"

By Sabrina Valle and Juan Pablo Spinetto




TRADUZIDO>>

Vitória de Neves, ganhos da Shell e Halliburton

A perspectiva de uma mudança de regime no Brasil está fazendo a Petróleo Brasileiro SA (PETR4) o estoque mais valioso de petróleo do mundo. E também está abrindo as portas para empresas estrangeiras explorarem mais as grandes riquezas energética do país.Políticas que deixaram a estatal Petrobras, com 139.000 milhões dólares em dívida e projetos no exterior caros, frearam empresas como a Royal Dutch Shell Plc (RDSA) e Halliburton Co. (HAL) de expandir no país.

O candidato da oposição Aécio Neves prometeleiloar licenças de exploração com mais freqüência, aumentar os preços dos combustíveis e facilitar o processo legal e burocrático para as Petroleiras estrangeiras.Neves, cujo partido PSDB abriu o Petróleo para as Petroleiras estrangeiros no final dos anos 90, surpreendeu os analistas ao ficar em segundo lugar na votação 05 de outubro e forçar um segundo turno eleitoral.Frustração entre as empresas de petróleo e seus investidores com o Presidente Dilma Rousseff , tem crescido desde que assumiu o cargo em 2011. No mês passado, um grupo de lobby do petróleo disse que a indústria enfrenta dificuldades e alguns Petrobras (PBR) fornecedores podem deixar o Brasil.

Neves atacou a administração de Dilma e contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas privatizações na década de 1990, para redigir o seu programa de energia.

"Se Neves ganhar, ele vai abrir aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge EUA LLC, em entrevista por telefone de Nova Iorque:"Essas restrições às importações e barreiras comerciais não nos ajudam. Se ele ganhar, ele vai reverter todas as restrições "- A Atração do PréSal

Neves, ex-governador do estado de Minas Gerais, se comprometeu a fazer mais leilões de direitos de exploração. Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras, a maior produtora em águas mais profundas do que 1000 pés, a manter um mínimo de 30 por cento em todos os projetos na região chamada de pré-sal.Rousseff e Neves estão empatados nas pesquisas eleitorais e há menos de duas semanas da eleição em 26 de outubro. As últimas pesquisas mostram que essa corrida presidencial é a mais contestada em mais de uma década.A Petrobras subiu 9,1 por cento desde que Neves ganhou um lugar no segundo turno, enquanto as outras grandes produtoras caíram. Nos últimos quatro anos, o estoque perdeu 32 % de valor em termos de dólares, e teve o pior desempenho entre os principais concorrentes.A exigência de que a Petrobras seja a operadora em cada nova descoberta no pré-sal, uma formação sob uma camada de sal no subsolo marinho, devem ser revistos para estimular a concorrência, Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia, disse em uma entrevista ontem no Rio de Janeiro, que mudanças precisam da aprovação do Congresso.

— Operadora Única

"Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade", disse Landau, que foi apelidada de "Dama de Ferro das Privatizações" pela imprensa brasileira depois de seu envolvimento nas privatizações de empresas públicas durante a década de 1990 no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Isso restringe a concorrência."Petrobras não quis comentar sobre como uma vitória Neves teria impacto na empresa e da indústria.

As regras existentes no momento maximizam a participação do país no setor, mas também atraem as empresas estrangeiras, disse Aloizio Mercadante, coordenador da campanha de Dilma Rousseff, por e-mail."Queremos que a Petrobras continue sendo a única operadora, sendo capaz de desenvolver pesquisas altamente científicas e de inovar, e participar de toda a cadeia industrial de gás e petróleo", disse Mercadante em resposta às perguntas da Bloomberg sobre a área do pré-sal.

— Não Valorizadas

"As empresas estrangeiras não são muito valorizados por este governo, como se elas fossem irrelevante", disse ela. Dilma mostra que durante a sua administração mais de 500.000 barris por dia na área do pré-sal já estão sendo produzidos, e disse ter protegido os preços de combustível aos consumidores da volatilidade dos mercados internacionais de petróleo. Ela prevê grande lucro que proporcionará o financiamento de programas sociais para reduzir a pobreza na nação mais populosa. da América Latina. A eliminação dos subsídios aos combustíveis que custaram Petrobras pelo menos 60 bilhões de reais no primeiro mandato de Dilma Rousseff aumentariam o lucro da empresa e sua capacidade de comprar bens e serviços de fornecedores como a Halliburton, de acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, ou IBP, um grupo que faz lobby para a indústria.

— Trabalhadores Perdem

Em meados de 2010, Halliburton Chief Executive Officer David Lesar disse que a receita do Brasil cresceu quase 30 por cento, a empresa investiu em infraestrutura. Em janeiro, ele disse que as empresas de serviços foram "à procura de alívio", depois que as atividades de perfuração caíram abaixo das expectativas.Halliburton não quis comentar sobre o impacto de uma possível vitória de Neves nas urnas. "Os produtos de classe mundial e serviços convenientes também precisam ser competitivo em preço", disse vice-presidente da Shell para novos negócios nas Américas Jorge Santos Silva, durante uma conferência de petróleo offshore no mês passado. "Um dos maiores desafios que a indústria enfrenta é como ajudar os fornecedores locais e desenvolver produtos e serviços", disse ele. A Shell está sempre disposta a trabalhar com representantes do governo em que atua e prefere não comentar sobre eleições, ele disse em uma resposta por e-mail. O Brasil está perdendo trabalhadores qualificados de petróleo para outros países por causa de cancelamentos ou atrasos do projeto, Paulo Cesar Martins, o chefe da associação Abespetro de empresas de serviços offshore de petróleo, disse na mesma conferência. As companhias petrolíferas precisam ter leilões com frequência para manterem a equipe e os investimentos no Brasil, disse ele. O número de sondas de perfuração operados por outras empresas que não são da Petrobras caíram de 17 para 3, em 2010, ele disse.

— Deus é brasileiro

Cardoso, o ex-presidente, quebrou o monopólio da Petrobras na exploração e produção de petróleo em 1997 e criou os primeiros leilões de exploração a serem leiloados sob um modelo de concessão em 1999. O Brasil realizava leilões todo ano, até o ano de 2008.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os depósitos maciços eram prova de que "Deus é brasileiro" e decidiu que a Petrobras seria responsável por todos os projetos futuros na região.

Lula suspendeu licenças offshore para manter reservas de petróleo recém-descobertas do Brasil sob o controle do governo por meio da Petrobras, e o Brasil ficou sem oferecer nenhum leilão aberto na área no Présal até 2013. Em 2007, Lula e Dilma, ministra da Energia e depois chefe de gabinete, começou a planejar a legislação para permitir que o governo, por meio da Petrobras, mantivessem o controle do ritmo de desenvolvimento. Sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do pré-sal, eles ainda queriam empresas estrangeiras para ajudar a produção de finanças como sócios minoritários, mas sem entregar à eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

— Um Líder

A legislação resultante foi algo nunca antes visto na indústria. As empresas petrolíferas são livres para formar consórcios e lances contra a Petrobras. Se eles vencerem, eles precisam convidar o ex-rival para se juntar ao grupo, com uma participação de 30 por cento e conceder-lhe o controle sobre as decisões do dia-a-dia. Nenhuma empresa entrou no leilão contra a Petrobras, quando o Brasil colocou o modelo à prova. Ela leiloou os direitos para produzir a Libra, um campo com valor equivalente as atuais reservas provadas brasileiras, e apenas um grupo liderado pela Petrobras colocou uma oferta. "O Monopólio" do produtor estatal sobre o pré-sal precisa ser revisto, Adriano Pires, o consultor e co-autor do plano de Petróleo de Aécio Neves, que não tem posição na campanha dele, disse em uma entrevista por telefone do Rio."A Petrobras não pode ser um instrumento de uso político", disse Pires. "Muita coisa vai ter que mudar."



Para entrar em contato com os repórteres nesta história: Sabrina Valle, no Rio de Janeiro em svalle@bloomberg.net ; Juan Pablo Spinetto no Rio de Janeiro em jspinetto@bloomberg.net


Para entrar em contato com os editores responsáveis ​​por essa história: James Attwood em jattwood3@bloomberg.net Peter Millard



Traduzido por Isabel Monteiro (@GringaBrazilien) em 17/10/2014


Artigo Original em Inglês, publicado por Bloomberg News aqui >http://mobile.bloomberg.com/news/2014-10-10/shell-to-halliburton-seen-winning-with-brazil-s-neves


LINK DA PUBLICAÇÃO: http://presalbrazil.blogspot.co.uk/2014/10/petroleiras-americanas-apoiando-aecio.html

Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
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Otimismo com economia cresce e beneficia Dilma em nova pesquis


O mercado financeiro, a maioria dos economistas e alguns organismos internacionais podem estar muito pessimistas com a economia do país em 2015. Mas os brasileiros em geral estão na contramão desse sentimento, o que ajuda a explicar o aumento da aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT) e sua reação na corrida pela reeleição.

Os dados da corrida eleitoral do Datafolha desta terça são quase idênticos aos da pesquisa da segunda, um dia antes. Em votos válidos, Dilma registrou 52%; Aécio Neves (PSDB), 48%. Empate técnico no limite máximo da margem de erro, de dois pontos.

Em votos totais, Dilma oscilou de 46% para 47%, Aécio manteve os 43%. Brancos e nulos foram de 5% para 6%; indecisos, de 6% para 4%.

O exemplo mais eloquente disso é o da inflação. Pesquisa Datafolha realizada nesta terça (21) mostra que a expectativa de aumento dos preços desmoronou para o patamar mais baixo da série do instituto, desde 2007.

Em abril, no momento de maior pessimismo, 64% achavam que a inflação iria aumentar. No fim de setembro, 50% continuavam esperando o pior. Agora, apenas 31% acreditam nisso.

No sentido oposto, a esperança de queda da inflação também é recorde. Para 21%, o índice irá diminuir.

Ao opinar sobre desemprego, poder de compra, situação econômica do país e a própria situação, a tendência é a mesma: otimismo crescente, pessimismo cadente.

A explicação para o aumento do otimismo pode ser a própria campanha eleitoral. Inclusive a de Aécio.

Isso porque tanto a maioria dos eleitores da petista quanto a maioria dos adeptos do tucano apostam que seus respectivos candidatos irão vencer. Então, naturalmente, todos tendem a crer que o próximo presidente terá condições de promover melhorias.

Entre os que votam em Dilma, 82% acham que ela será reeleita. No grupo dos que votam em Aécio, 78% acham que o vencedor será ele.

O descompasso com as perspectivas econômicas parece grande. Depois de entrar em recessão entre janeiro e junho, a economia teve leve recuperação em julho e agosto, mas nada que altere a previsão de que o PIB deve crescer perto de 0,3% neste ano.

Já a inflação, que havia perdido fôlego entre junho e agosto, voltou a acelerar em setembro, com aumento dos preços dos alimentos. O aumento do custo de vida superou o limite fixado pelo próprio governo e está em 6,75%.

Nos segmentos sociais, a pesquisa confirmou avanços de Dilma entre as mulheres (de 42% para 47% desde o dia 9), no grupo dos que recebem entre dois e cinco salários mínimos (de 39% para 45% desde o dia 15) e no Sudeste (de 34% para 40% desde o dia 9).

Também detectou um forte aumento do interesse pela disputa: 50% dizem ter "grande interesse" pela eleição (no fim de agosto, eram 39%).

Combinado com o acirramento da disputa, isso torna o último debate ainda mais importante. O encontro da TV Globo será na próxima sexta.

O Datafolha ouviu 4.355 eleitores.

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Lembra da campanha do Collor? A de Aécio está pior...


Irmã de Lula pede votos para Aécio: 'melhor para o Brasil'

Lindinalva Silva, que já trabalhou em governos do PSDB, agora faz campanha para o tucano em vídeo que circula na internet

Estou pedindo para vocês terem consciência. No dia 26 de outubro, votem em Aécio Neves”, diz Lindinalva Silva, irmã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em vídeo que circula na internet a favor do candidato do PSDB. Ao contrário da irmã, Lula está em campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), sua sucessora.

No vídeo, Lindinalva exibe uma folha de papel e, questionada por uma espécie de “apresentadora”, explica que o documento diz respeito a “umas leis, uns projetos que a Dilma está criando”. “Então é muito importante que todos vejam”, afirma – o internauta, no entanto, não consegue ler o que está escrito no papel.

“Você, como irmã do Lula, por que diz que nós temos que votar no Aécio, e não no PT?”, questiona a amiga-apresentadora. “Porque eu acho que é o melhor para o Brasil neste momento”, responde a irmã de Lula, que diz ainda que não está pensando em familiares, mas sim “no todo, no Brasil todo, principalmente nos cristãos”.



Em 2012, Lindinalva se candidatou a uma cadeira de vereadora na Câmara de Cuiabá pelo PTB. No dia da eleição, ela chegou a ser detida por suspeita de boca de urna, mas foi liberada na sequência.

A autenticidade do vídeo foi confirmada ao Terra pelo deputado eleito Wilson Santos (PSDB), ex-prefeito de Cuiabá (MT), que já teve Lindinalva em suas campanhas e, depois, a colocou no governo.

“Ela já fez isso por mim também, quando disputei a prefeitura contra o PT, em 2004. Sou amigo dela. Ela ficou oito anos na nossa gestão, foi assessora de gabinete. Era uma espécie de secretária, muito simpática e prestativa. Atendia líderes comunitários, lidava com o povo”, afirmou o deputado eleito.

Santos forneceu o número do celular de Lindinalva para que ela falasse com a reportagem, mas ela não atendeu às ligações. Ao ditar o telefone, ele fez uma piada com o número do PT na urna. "Sempre tem que ter um 13 para atrapalhar."

No Terra
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