6 de out de 2014

A primeira baixaria da nova campanha foi a ‘homenagem’ de Aécio a Eduardo Campos

O ‘homenageado’ e Aécio
A primeira baixaria da campanha do segundo turno veio na forma de uma suposta homenagem.

Aécio reverenciou, aspas, a memória de Eduardo Campos no discurso em que comemorou sua passagem para a fase final das eleições.

Vamos chamar as coisas pelo nome certo. O que Aécio fez foi exploração de cadáver com objetivos eleitoreiros.

O que ele deseja, muito mais que evocar o “amigo morto”, são os votos dos simpatizantes de Campos.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, a viúva Renata Campos está prestes a declarar apoio a Aécio.

Aécio poderia ter homenageado verdadeiramente Eduardo Campos se houvesse tomado sua imediata defesa quando o nome do candidato morto apareceu, levianamente, no noticiário das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Mas não. Calou-se. Pior: tratou as afirmações de Costa como verdades absolutas, muito antes de qualquer investigação.

Isso apenas ajudou a manchar a imagem de Eduardo Campos.

Agora, quando Campos poderia enfim começar a descansar em paz, eis que Aécio invade seu túmulo e tenta trazê-lo para o centro do debate eleitoral.

Quase tão bizarra quanto a “homenagem” de Aécio a Campos foram declarações do vice de Marina em seu Twitter.

Beto Albuquerque, num espasmo de machismo gaúcho, disse que não é homem de levar desaforo para casa.

Como Marina, ele se fazia de vítima dos ataques do PT.

Não tenho procuração para defender o PT, de quem sequer sou eleitor.

Mas queria entender como Marina, que chegou chamando continuamente Dilma e o PT de símbolos da “velha política”, num tom de estrepitoso insulto, tem coragem de se dizer “ofendida”.

O que ela esperava? Que Dilma a elogiasse e aplaudisse como ícone da “nova política”?

Marina bateu de cara. Antes dela, Campos fizera o mesmo. Desqualificou Dilma desde o início: disse que era a primeira vez em décadas que um presidente entregaria um país pior do que recebeu.

Chegou a fazer uma piada duvidosa que remetia à eliminação do Brasil na Copa. Dilma estava levando o Brasil a perder de 7 a 1 mais uma vez, disse Campos: 7 de inflação e 1 de crescimento do PIB.

Com tudo isso, Beto Albuquerque se faz de vítima?

Pausa para rir, ou chorar.

Temos uma situação curiosa no Brasil. A oposição diz que o país vai acabar se Dilma vencer.

Isso não é terrorismo. É advertência, talvez.

Dilma diz que os mais humildes ficarão desprotegidos se a direita ganhar. Isso é terrorismo.

O tributo fajuto de Aécio e o choro patético de Albuquerque receberam, posteriormente, um complemento notável de FHC.

Os eleitores do PT são desinformados, segundo o sábio FHC. Provavelmente porque não concordam com a alta filosofia contida no noticiário da Veja, e da Globo, e do Estadão, e por aí vai.

FHC chamou também Dilma de gorda. E ei-lo defendendo uma campanha altiva, elevada, de ideias.

Sêneca disse que ao se lembrar de certas palavras que usara tinha inveja dos mudos. O mesmo vale para FHC.

Paulo Nogueira
No DCM
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Marilena se diz estarrecida e propõe estudo de caso sobre reeleição de Alckmin

Filósofa pede que acadêmicos se reúnam para tentar encontrar explicações para quarto mandato do governador em meio a racionamento, denúncias de corrupção e problemas de gestão

Professora da USP considera que discurso do mérito
individual e despolitização prejudicam São Paulo
Jorge Araújo
São Paulo – A filósofa Marilena Chauí propõe que acadêmicos somem esforços para tentar entender os motivos que levaram o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a conquistar um novo mandato nas eleições realizadas ontem (5). Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a professora da USP afirmou ter proposto ao presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann, que estude ao longo dos próximos quatro anos os processos que explicam que o PSDB possa chegar a mais de duas décadas de comando do Palácio dos Bandeirantes.

“O PSDB tem uma monarquia hereditária. Alguém precisa entender o que acontece em São Paulo. A reeleição do Alckmin no primeiro turno é uma coisa verdadeiramente espantosa”, avaliou. Para ela, é difícil explicar como o governador obtém seu quarto mandato em meio a racionamento de água, denúncias de corrupção e problemas sérios na gestão pública, como a perda de qualidade do Metrô paulistano, alvo de denúncias de formação de cartel e pagamento de propina a políticos do PSDB.

“Por que fico estarrecida? Porque você teve milhares e milhares e milhares de jovens nas ruas pedindo em São Paulo mais saúde e mais educação. Se você pede mais saúde e mais educação, considera que são direitos sociais e que têm de ser garantidos pelo Estado. E aí você reelege Alckmin. Estou tentando entender como é possível você reivindicar aquilo que é negado por quem você reelege.”

Ela avalia que o PSDB trata políticas públicas não como direitos, mas como um produto que a população deve ter recursos financeiros para adquirir. Nesse sentido, entende também que uma parcela da sociedade paulista enxerga os avanços que teve ao longo de 12 anos de governo federal do PT não como uma melhoria no papel do Estado, mas como um mérito individual. “Não há nenhuma articulação entre a mudança de trabalhador manual para trabalhador de serviços e as mudanças sociais no país. É visto como uma ideologia de classe média, que é a do esforço individual.”

Marilena Chauí considera que ainda é cedo para estabelecer uma relação entre o saldo final das manifestações de junho e o alto número de abstenções e de votos brancos e nulos 19,39% se abstiveram, 3,84% votaram em branco e 5,80% em nulo. De outro lado, ela avalia que o resultado geral das eleições de ontem, com crescimento de Aécio Neves (PSDB) na reta final da corrida presidencial e diminuição da representação dos trabalhadores no Congresso, tem um claro reflexo do trabalho feito pela mídia tradicional pela despolitização da sociedade.

“Uma das coisas que mais têm acontecido no país é um processo realizado pela grande mídia, tanto impressa como falada como televisiva, é um processo que vem vindo nos últimos oito anos, e sobretudo nos últimos quatro, de esvaziamento sistemático de toda e qualquer discussão política. Você tem a operação da comunicação por slogan e algumas imagens. Fora disso você não tem o verdadeiro debate político. Eu diria que os partidos políticos são responsáveis também pela ausência de um grande debate político. Ou porque não têm o que propor, ou porque não querem entrar neste debate.”

No RBA
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No segundo turno, a disputa será política


O único ponto previsível dessa campanha foi a imprevisibilidade.

As ondas se deram entre quatro públicos distintos:
  1. Um segmento centro-esquerda, representado pela candidatura Dilma, que vota nela por convicção..
  2. Um segmento neoliberal, em torno de Aécio, também por convicção.
  3. Os inconformados — os que não conseguem se ver representados em nenhum candidato.
  4. Os indignados, que acreditam que toda política é corrupta e são fundamentalmente antipetistas.
Movimento 1 – a mídia e a construção da corrupção.

O primeiro divisor de água da campanha, transformando o antipetismo na maior força da oposição. Esse sentimento cresceu exponencialmente com a cobertura intensiva do julgamento do mensalão, com o episódio Paulo Roberto Costa e com Pasadeña — que Dilma jogou, de graça, no caldeirão das suspeitas. A grande vitória da mídia foi ter pregado no PT a máscara da corrupção.

Movimento 2 – a busca do sonho.

No início da campanha, Dilma Rousseff representava o establishment. Eduardo Campos e Aécio Neves não representavam nada — por absoluto desconhecimento junto ao eleitor.

A tragédia de Eduardo Campos empurrou os inconformados para Marina Silva, que acabou soçobrando, não por falta de tempo, mas por excesso. Só quando acabou o sonho Marina, aparentemente parte dos inconformados passou a olhar e a descobrir Aécio.

Movimento 3 – o início da politização.

A campanha permitiu, pela primeira vez, que Dilma exercitasse (ao menos no discurso) um início de politização — de explicar um projeto de governo, em vez de enumerar obras —, assim como Aécio Neves.

O segundo turno

Nos últimos debates, Aécio descontraiu e recuperou a imagem do “moço de família” que não havia conseguido no início. Por outro lado, deixará de ser novidade. Haverá quase um mês para que sejam expostas suas vísceras e as diferenças programáticas com Dilma.

Na outra ponta, a visibilidade do horário gratuito reduziu a rejeição a Dilma. Sua arma estará no discurso político, na explicitação das diferenças programáticas.

Nos últimos tempos, a própria Dilma melhorou o discurso, tornando-o mais redondo e substituindo a evocação de projetos pontuais por uma visão mais politizada e abrangente do modelo político que representa.

Aécio cavalgou a última onda dos inconformados. Continuará com os indignados e provavelmente irá ganhar o apoio de parte do eleitorado de Marina. As mágoas de campanha dificultarão a passagem dos eleitores de Marina para Dilma.

Por outro lado a explicitação dos princípios político-econômicos de Aécio farão os inconformados pensar duas vezes antes de pular para seu barco. E, apesar de Aécio não ter a face macilenta e tenebrosa de José Serra, a perspectiva de se jogar fora um projeto de país em que acreditam deverá mobilizar as forças que hoje em dia apoiam Dilma sem entusiasmo.

O desempate programático

Aguardem baixarias dos grupos de mídia e nas redes sociais, menos na campanha propriamente dita. Se Aécio resolver apelar pelas denúncias, ambos os candidatos serão soterrados por um caminhão de denúncias recíprocas.

A partir de agora, o embate será eminentemente programático.

Dilma conseguirá crescer se expuser de forma clara o que o país poderá perder com o abandono das bandeiras social-desenvolvimentistas por um candidato neoliberal.

De seu lado, Aécio explorará o que o país terá a ganhar com a condução mais competente da macroeconomia. Essa ofensiva em cima do ponto mais vulnerável do governo Dilma a obrigará a atitudes firmes para mostrar que efetivamente o segundo governo será composto por ideias novas.

Antes de demonstrar que a política econômica irá mudar, Dilma terá que convender os recalcitrantes que ELA mudou.

Assim como ninguém esclarecido acreditará que Aécio ganhará sensibilidade social com a campanha, poucos estão acreditando que a pedagogia da campanha mudará o temperamento e o estilo de Dilma.

Ambos terão enormes desafios para reduzir o ceticismo. Terão que explicitar projetos e programas — e serem confrontados com sua história.

Os modelos em jogo

Assim como nas democracias maduras da Europa, há dois modelos em jogo. Um trabalhista ou socialdemocrata, representado por Dilma; outro neoliberal, representado por Aécio.

Ambos estão calçados em diferenças programáticas significativas.

O socialdemocrata — ou desenvolvimentista apud Dilma —, pressupõe prioridade para a construção do estado do bem estar social e para as políticas econômicas proativas. É mais sensível aos pleitos das minorias (está-se falando do governo como um todo, não especificamente da postura pessoal de Dilma)  e para o combate à miséria. Menos sensível para a melhoria do ambiente econômico e para reformas institucionais, embora ambos os objetivos nao sejam conflitantes entre si. Aceita a iniciativa privada mas sem abrir mão do protagonismo da presidência. O erro é muito mais na forma autoritária, que no conteúdo. Muitas vezes  é descuidado com a gestão macroeconômica.

O neoliberal concede toda prioridade à melhoria do ambiente econômico. É insensível em relação às políticas sociais — com exceção dos períodos eleitorais — e aos reclamos da sociedade como um todo e a formas de coordenação da economia, como as políticas industriais. E mais sensibilidade para a gestão macroeconômica e para a responsabilidade fiscal.

Essas diferenças explodem em dois ambientes preferenciais.

Orçamento

O desenvolvimento de Dilma utilizou o orçamento arbitrariamente, mas tendo como foco o social e o desenvolvimentismo. Avançou muito no combate à miséria mas contaminou o ambiente econômico com sua imprevisibilidade. A melhoria depende apenas da vontade pessoal, não de dogmas ideológicos.

O neoliberalismo de FHC — que está na matriz de Aécio — entrega todo o ouro ao mercado. O ajuste fiscal proposto visa ganhar espaço para o Banco Central praticar políticas de juros sem restrição fiscal. E julga que, abrindo tudo ao mercado e à economia internacional, o progresso virá por si só. Está firmemente amarrado aos princípios ideológicos do neoliberalismo.

Emprego

Dilma preservou o emprego ainda que à custa de sacrificar o ambiente econômico (não por relação direta com o emprego, mas pela pouca eficácia da área econômica). O ajuste de Aécio-Armínio, por mais que negue, é fundamentalmente recessivo e, sem ter que prestar contas aos eleitores, tratará o pleno emprego como ameaça à estabilidade de preços.

O que queremos ser quando crescer

O terceiro campo é dentro da ideia “o que queremos ser quando crescer”.

O último capítulo do meu livro “Os Cabeças de Planilha” foi uma longa entrevista com FHC. Ele não tinha a menor ideia sobre mecanismos de desenvolvimento, papel das pequenas e micro empresas, da inovação, das políticas sociais, da diplomacia, criação de redes econômicas, arranjos produtivos etc. Sua única proposta era turbinar os grandes grupos financeiros, julgando que eles trariam a reboque      a modernização do país.

Dilma sabe como crescer. Sua vulnerabilidade está no seu método centralizador de governar.

Os fatores político-midiáticos

Dois episódios poderão influir com maior ou menor intensidade na campanha:
  1. Os escândalos de Paulo Roberto Costa e Yousseff.
Há um acordo de delação premiada. E a informação de que o sigilo dos relatos é protegido por lei. Mas como a lei — ora, a lei —, os vazamentos continuarão sendo praticados, com direito a cada revista colocar o que quiser no texto — e atribuir a fontes anônimas.
  1. O caso da água em São Paulo.
Nos próximos dias a Sabesp terá que encarar, finalmente, a crise de água. Dependendo da abrangência do rodízio, poderá colocar em xeque as promessas de campanha do PSDB.

Luís Nassif
No GGN
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As eleições mais importantes dos últimos anos


Tem analistas que consideram que decisivas serão as eleições de 2018. Os sinais de mudança estarão mais claros, haverá uma oposição com maior definição sobre pontos centrais da nova etapa política etc.

De fato, hoje em dia a rigor não existe um projeto alternativo de oposição.

O PSDB de Aécio Neves pretendeu apontar o novo espelhando-se no velho e denunciando até espirro de abelha.

O Sustentabilidade, de Marina Silva, captou o novo, os novos movimentos que não cabem mais na velha moldura institucional brasileira — dos partidos políticos atuais, sindicatos, associações e outras estruturas hierarquizadas. Captou mas não soube o que fazer, porque, a rigor, um símbolo (a imagem de Marina) e um princípio (a participação) não bastam para compor um partido.

* * *

Mas foram plantados conceitos que deverão ser cada vez mais presentes no dia a dia da política, marcando definitivamente as próximas décadas.

Um deles é justamente o da democracia participativa. Depois das manifestações de junho de 2013, muito mais agora, depois da campanha, tornou-se insuportável a mera perspectiva de decisões de gabinete vindas de onde vier.

Esse modelo de governança, ainda amplamente majoritário na vida pública brasileira, envelheceu irreversivelmente. Mais do que nunca a Constituição de 1988 entrará em sua fase definitiva, completando o ciclo civilizatório por ela inaugurada, com a consagração das conferências e de outras formas de participação, que juntem de ONGs da elite esclarecida — como as de Neca Setúbal — aos movimentos populares.

Estão ai a saúde e a educação, os direitos humanos e a inovação, a assistência social e o meio-ambiente, os sem terras e os tarifas zero, as associações empresariais e sindicais, que terão que ser chamadas para participar da construção das políticas públicas.

Hoje em dia, as redes sociais tornaram-se o espaço preferencial da política.

Se reeleita, será o primeiro desafio de Dilma Rousseff. Sair do voluntarismo exacerbado do primeiro governo, para formas aprimoradas de participação.

* * *

Outro conceito a ser trabalhado é um upgrade na Lei da Transparência — por si, um grande avanço. Há que se aprofundar a democracia digital, com formas digitais de prestação de contas que vão além da disponibilidade de dados brutos na Internet.

* * *

No plano econômico, os novos tempos exigirão duas definições precisas.

A primeira, de ordem política. Caberá a Dilma — se reeleita — uma explicitação maior de seu programa de governo. Não dá mais para conduzir a economia como uma colcha de retalhos, um barco ao léu, conduzido por pilotos amadores, sem que a opinião pública tenha uma ideia do conjunto.

É uma política desenvolvimentista? Se for, há que se calçá-la com um discurso unificador, mostrando suas possibilidades e limites. O discurso tem que ser suficientemente claro, e as regras suficientemente impessoais, para eliminar de vez a atitude nefasta da escolha aleatória de campeões nacionais.

E, aí, se volta à questão da transparência. Todos os programas — especialmente os que incluam subsídios — precisam conter dados precisos de custos e benefícios para a sociedade, de metas e indicadores claros de acompanhamento.

* * *

Finalmente, a proatividade das políticas públicas não podem ser feitas em detrimento da boa gestão fiscal.

Luís Nassif
No GGN
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O novo é não permitir a volta do que é velho e ruim


Feitas as análises convencionais, numéricas, do processo eleitoral, hora de pensar no sentido político do segundo turno das eleições.

Porque ele, agora, com menor influência das máquinas, ganha um peso muito mais expressivo.

O conservadorismo vão tentar dirigir a população para um duelo “petismo x antipetismo”.

O duelo não é esse, até porque Lula é imensamente maior do que o PT, embora ele próprio, muitas vezes, não deixe isso claro e não perceba que ele tem o dever de sê-lo.

É o Brasil “versão Lula” e o que fez ao país Fernando Henrique Cardoso.

É o Brasil da exclusão ou o Brasil que saiu do mapa da fome.

O “fenômeno” Marina foi, agora como antes, algo que diante dos olhos de muitas pessoas eclipsou esta verdade.

Porque este confronto, desejemos ou não, é o real.

É mais importante do que virtudes ou defeitos pessoais que enxerguemos em Dilma, como administradora ou em sua habilidade política.

Porque é a direção em que se caminha.

Este é o mote, ao lado dos direitos sociais, que deve imperar na campanha.

O discurso da direita será monocórdio: corrupção, corrupção, corrupção. Com pitadas de recessão e inflação. No horário eleitoral e na mídia.

E o nosso deverá ser nacionalismo, nacionalismo, nacionalismo e povão, povão, povão.

É teu filho na universidade.

É a tua casa comprada a prestação.

É o carro, caidinho, que agora a família tem.

É a vida, é a vida e é a vida.

O resto é  fumaça.

Fernando Brito
No Tijolaço
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FHC, os pobres, o voto e a falta de informação

FHC nos tempos em que o Nordeste era bem informado
A vantagem de Dilma sobre Aécio no Nordeste tirou do armário a conversa do separatismo no Brasil e o melhor do racismo.

As manifestações são as mais desprezíveis possíveis, mas podem ser resumidas na ideia de que o bolsa família é para pobre burro morto de fome vagabundo vão viver às próprias custas e não encham nosso saco senão não daremos mais nosso dinheiro de impostos para vocês.

Fulano escreveu, por exemplo, que “esses nordestinos desgraçados parecem que não sabe que a culpa da falta de água é da lazarenta da Dilma”. Outro, que “nordestino safado vota em Dilma vamos deixar vocês num outro país”.

Vou poupar você de outras manifestações de tolerância e inteligência.

Quando a coisa parecia não poder piorar, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu sua valiosa contribuição ao debate.

Numa entrevista a Josias de Souza e Mario Magalhães, do Uol, FHC conseguiu classificar os eleitores petistas (43,3 milhões de votos) como uma imensa massa desprovida de discernimento.

“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse.

“Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante”, continuou. O partido está “apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados [...]. Geralmente é uma coincidência entre os mais pobres e os menos qualificados.”

Se há uma falha do PSDB, considera o ex-presidente, é de não conseguir falar com esse pessoal.

Essa eleição foi pródiga em tirar do armário questões prementes. Levy Fidelix prestou um enorme serviço ao combate à homofobia — embora involuntário — com sua diatribe homofóbica muito louca num debate.

FHC ganha o status de guru do que o jornalista Elio Gaspari chama de “demofobia”, medo do povo. Além da generalização estúpida sobre os adversários, passa a ideia de que o pessedebista é o oposto disso: um tipo bem informado, interessante e mais rico, “por coincidência”. Provavelmente, também por coincidência, de São Paulo.

Bastaria uma volta de táxi nos Jardins para Fernando Henrique mudar de ideia sobre a qualificação desse personagem. Ou dar uma boa olhada em seu Facebook para ver a quantidade de aecistas despejando clichês higienistas num idioma remotamente parecido com o português, que beleza.

Aécio teve uma boa sacada — ele ou seu marqueteiro — ao reabilitar FHC e desfilar com ele por aí. Puxou aplausos para o homem na Globo. Em 2010, Serra fez questão de escondê-lo. Em circunstâncias normais, alguém com um discurso fora de órbita como esse seria novamente posto na geladeira. Como não vivemos em circunstâncias normais, FHC passa a ser mais mais atual do que nunca.

Kiko Nogueira
No DCM
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O Sartori que José Ivo não mostra

Ele
Foto: Galileu Oldenburg
O candidato do PMDB, José Ivo Sartori, foi o grande vencedor do primeiro turno das eleições ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. Na verdade, uma grande parte do eleitorado de Sartori provavelmente não sabe que ele é candidato do PMDB, uma vez que o candidato passou todo o primeiro turno dizendo: “meu partido é o Rio Grande”. Não é. José Ivo Sartori é filiado ao PMDB. Na campanha do primeiro turno, o candidato peemedebista também resumiu a sua trajetória política à sua passagem pela prefeitura de Caxias do Sul. Apresentou-se, assim, como um gringo simples do interior, o “Sartorão da massa”, ex-prefeito de Caxias e, supostamente, sem filiação partidária nem passagens por governos além da prefeitura. Esses ocultamentos foram — e seguem sendo — vitais para a estratégia de Sartori.

Durante os debates do primeiro turno, Sartori chegou a se irritar com o governador Tarso Genro pelo fato deste tê-lo chamado de “José Ivo” e “Ivo” em alguns momentos. A irritação parece ter uma justificação que vai além de um incômodo pessoal. A mistura e ocultamento de identidades não são um detalhe na estratégia do candidato. Além de dizer que seu partido é o Rio Grande e apontar a prefeitura de Caxias do Sul como a origem de sua trajetória política, Sartori também procurou pegar carona nos protestos de junho de 2013, apresentando-se como o “candidato da mudança”. Na verdade, Sartori e o PMDB tem tanta intimidade com os protestos de junho quanto o deputado Luiz Carlos Heinze tem com a agenda de direitos humanos.

O sucesso de Sartori, portanto, é alimentado, entre outras coisas, por uma série de pequenas — e não tão pequenas assim — falsidades ideológicas e identitárias. Resumindo a série: seu partido é o Rio Grande, foi prefeito em Caxias (“nunca fui a outros lugares”), faz política com o coração, não é anti-ninguém e representa o desejo de mudança expresso nos protestos de junho. É assim que Sartori se apresenta ao povo gaúcho.

Na verdade, Sartori é um antigo quadro dirigente do PMDB gaúcho, já governou o Estado várias vezes e é responsável por escolhas que se revelaram desastrosas para o Rio Grande do Sul, como a renegociação da dívida realizada pelo governo Antônio Britto (do qual foi secretário do trabalho), as privatizações de empresas públicas, planos de demissão voluntaria de servidores públicos e o modelo de pegágios adotado por este mesmo governo. Sartori também esteve no governo com Germano Rigotto e é responsável, entre outras coisas, pela gestão de José Otávio Germano (PP) na Secretaria de Segurança Pública.

Em nenhum momento de sua propaganda eleitoral, Sartori faz referência a esses pontos de sua biografia política. Também esconde que apoiou o governo de Yeda Crusius que sucateou o Estado e arrochou os servidores públicos. Em que sentido, ocultar a própria trajetória política, suas escolhas e responsabilidades quando esteve em governos, significa “fazer política com bom coração” ou “fazer política de um modo diferente”?

Também não é verdade que Sartori não é “anti-ninguém”. A sua propaganda eleitoral no primeiro turno produziu várias peças repetindo o mais rançoso discurso “anti-PT” reproduzido pela direita gaúcha. O candidato do PMDB buscou com isso tirar votos da Ana Amélia repetindo o bordão “o único capaz de tirar o PT do poder”. Mas ele não é o candidato do “bom coração”, que “não é contra ninguém”? Não vai “unificar” e “pacificar” o Rio Grande que, supostamente, estaria em guerra? A julgar pela sua propaganda, a vontade política dos mais de 2 milhões de eleitores de Tarso Genro tem que ser “tirada do poder”.

Sartori é dirigente de um dos principais partidos do Rio Grande do Sul, que já governou o Estado várias vezes e tem responsabilidade por um conjunto de decisões políticas que foram tomadas nestes governos. Ele tem todo o direito de adotar a estratégia que quiser na campanha eleitoral, mas não tem o direito de ocultar a sua identidade e seu passado político do eleitorado, apresentando-se como representante do novo e da mundaça. Não há nada mais atrasado e típico da “velha política” do que esse tipo de falsidade identitária e ideológica.

Marco Aurélio Weissheimer
No RS Urgente
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Presidente - 100% das urnas apuradas


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Quem é o vagabundo?


Com a passagem do senador Aécio Neves para o segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desandou a falar e, se continuar na mesma toada, poderá causar danos à candidatura tucana; à jornalista Sonia Racy, do Estado de S. Paulo, ele afirmou que a "presidente Dilma não é pobre, está gordinha"; agora, ao colunista Josias de Souza, do portal Uol, afirmou que o eleitor petista é "menos informado"; eis sua declaração: "O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados", afirmou


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No segundo turno, Lula no Nordeste para compensar São Paulo


Os mapas acima, do G1, comparam o desempenho de Dilma em 2010 e em 2014.

Naquela ocasião, José Serra obteve pouco menos que os votos conquistados agora por Aécio Neves.

Marina Silva, que teve então cerca de 19,5 milhões de votos, agora chegou a 22,1 milhões.

Isso indica que ela tomou votos do PT, que também perdeu para os chamados “nanicos”.

Esta soma, Marina + “nanicos”, explica a queda de Dilma entre 2010 e 2014, de 47% para 41,5%.

A mídia corporativa muito vai falar sobre “a pior votação do PT” em primeiro turno dos últimos 12 anos.

Fato perfeitamente explicável pelo desgaste no poder, pela crise econômica internacional que resultou em baixo crescimento e pelos escândalos — reais ou imaginários — atribuídos ao PT e à Dilma.

Lembrem-se que a Copa ia fracassar e haveria um apagão elétrico.

Onde Aécio Neves conseguiu sua “virada” sobre Marina? Justamente em São Paulo.

Curiosamente, Aécio perdeu em casa, onde é muito mais conhecido — Dilma teve 4,8 contra 4,4 milhões de votos lá — mas ganhou de forma acachapante no berço do tucanato, São Paulo, com cerca de 10 milhões de votos contra 5,9 de Dilma e 5,7 de Marina.

Tudo indica que Aécio pode vencer em São Paulo com vantagem ainda maior no segundo turno.

Onde Dilma pode compensar a possível derrota em terras paulistas?

No Nordeste.

Lá, neste primeiro turno, Marina conquistou 6,2 milhões de votos. Em Pernambuco, foram impressionantes 2,3 milhões — Marina venceu Dilma em pleno estado do ex-presidente Lula, além de em seu estado natal, o Acre. Na Bahia, ela teve 1,2 milhão de votos. No Ceará, quase 640 mil.

A primeira tarefa da campanha de Dilma, no segundo turno, será o de conquistar os votos perdidos para Marina no Nordeste, especialmente em Pernambuco.

Para isso o PT dispõe de uma arma de grosso calibre: o ex-presidente Lula.

No Viomundo
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Nada resolvido

As eleições em primeiro turno confirmaram a dianteira do PT. Os números variaram, ao sabor de cada instituto de pesquisa. Mas, no atacado das urnas, a hegemonia do partido de Lula revelou-se inegável.

A aventura Marina Silva mostrou o que era desde o início: uma aventura. A conversão da ex-ambientalista à elite financeira custou à candidata a perda de seu capital de credibilidade. Entre ela e Aécio, a banca preferiu apostar no capataz conhecido, aquele que tem a chave do aeroporto.

A desgraça para o tucano é a derrota no seu quintal. Sua vitrine desmoronou. Minas Gerais, o Estado do celebrado choque de gestão, de índices positivos falsamente inflados, de uma imprensa servil e garroteada, resolveu se libertar. O paradoxo é evidente: chegando ao segundo turno no plano nacional, Aécio tem contra si um revés acachapante em sua terra natal.

Grave em qualquer circunstância, o cenário é ainda pior considerando o que é o PSDB. Trata-se de um partido de caciques, que costuma escolher seus candidatos em regabofes de restaurantes de luxo. A guerra de dossiês entre Aécio e Serra em eleições pregressas virou até livro. E a animosidade entre o mineiro e o paulista Alckmin chega a ser conversa de botequim. Esperar uma unidade do partido no segundo turno é como apostar na aparição de fadas e duendes numa tarde de arco-íris.

Conclui-se então que a fatura está liquidada para o PT? Nada mais equivocado. Dilma pode comemorar a liderança, mas os sinais de alarme não param de tocar. Os números evidenciam que o governo está devendo um conjunto de propostas capaz de convencer o eleitorado de que pode ir além do que já foi. Muitas vezes, a sensação é a de que a administração petista faz mais do que queria, mas muito menos do que devia. Isso fruto de uma política de alianças que trava medidas de maior alcance social.

A propósito, vale a pena prestar atenção em análises como a de Neil Irwin sobre o panorama global, publicada na edição do "New York Times" distribuída junto com esta Folha no último dia 30 de setembro:

"Há um acordo implícito nas democracias modernas: tudo bem que os ricos e poderosos desfrutem de jatos particulares e casas extraordinariamente caras, desde que o resto da população também tenha um aumento consistente do seu padrão de vida. Mas só a primeira parte do trato vem sendo cumprida, e os eleitores estão expressando sua frustração de maneiras que variam de acordo com o país".

É previsível aguardar nas próximas semanas a luta acirrada entre projetos diametralmente opostos. Os tucanos não irão economizar munição para derrubar o PT. Esse é o objetivo confesso do PSDB, reiterado à exaustão pelo "cardeal dos cardeais", o ex-presidente FHC. E nisso vale tudo. Se entre os partidários Aécio e Serra, por exemplo, houve uma chuva de denúncias de fogo amigo, imagine-se contra Dilma num ambiente de delações premiadas.

Contra isso, o PT tem mais do que argumentos. Além de alguns avanços sociais, o fato de que, durante a gestão tucana, as suspeitas contra a Petrobras resultaram num processo que, como todos se lembram, levou à morte de um jornalista e à impunidade dos criminosos. Agora, tais denúncias são alvo de investigação. Mas não basta. Cabe a Dilma deixar bem mais claro o que pretende fazer num próximo mandato. A política, como os eleitores, detesta o vazio.

Ricardo Melo
No fAlha
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Imperdível: 'Cerra' aplaude Aécio!

O ódio que o 'Cerra' dedica ao Aecioporto do Titio só é menor do que o da Bláblarina à Dilma.
Muita animação


No CAf
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E então, Marina...

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A melhor notícia das eleições é o enterro da era Sarney no Maranhão

Ele
Se há uma grande, alvissareira notícia nestas eleições é o enterro simbólico de José Sarney e sua turma no Maranhão. Flávio Dino, do PC do B, teve 63,54% dos votos, contra 33,68% do sarneyzista Lobão Filho, do PMDB.

Em 48 anos de comando do clã no MA, seu legado é uma tragédia: o menor IDH do Brasil, miséria, taxa de analfabetismo em torno de 40% e uma rebelião num complexo penitenciário que caberia num filme B de terror.

Houve um governador de oposição desde 1966. Foi Jackson Lago, eleito em 2006. Em 2009, seu mandato foi cassado pelo TSE para Roseana Sarney assumir.

Nestas cinco décadas, a família deu o próprio nome e o de aliados a tudo: municípios, escolas, pontes, rodovias, fóruns, avenidas, hospitais, viadutos. Como gafanhotos, deixaram o estado à míngua. (Recentemente, um amigo pegou um Land Rover para fazer uma viagem pelo interior do Nordeste. No Maranhão, contou que crianças levantavam um cartaz escrito “fome” na beira da estrada).

Lobão Filho chegou a deblaterar que tinha “195 prefeitos dos 217”, o dobro de tempo de televisão e que era “muito mais preparado”. Com tudo isso, foi derrotado principalmente pelos defeitos do velho padrinho.

Não houve economia de golpes baixos. Em seu jornal, José Sarney escreveu que Dino “insultava e vilipendiava” o Maranhão. “Tudo hipocrisia e desejo de que sejamos Venezuela. O Maranhão comunista é a mudança que desejam”, apelou.

Também apareceu um vídeo em que um detento do presídio de Pedrinhas acusava Dino de ser mandante de um assalto. O assaltante confirmaria, mais tarde, que recebera uma promessa de ganhar dinheiro e proteção em troca da armação.

Flávio Dino é advogado e professor e atuou no movimento estudantil. Tem 46 anos. Em 2010, havia perdido o governo para Roseana Sarney. É o primeiro governador eleito pelo PC do B. Após o resultado, declarou que sua vitória é “grandiosa pelos que aqui não estão, como quilombolas, quebradoras de coco, jovens, conselheiros tutelares, pelas pessoas que vi no Maranhão sem ter o que calçar, sem ter o que comer, em casas de taipas”.

É um eco de um discurso parecido. Em 1966, Glauber Rocha filmou o jovem José Sarney num comício, (assista baixo). Sarney acabara de se eleger para o governo combatendo os coroneis. “O Maranhão não quer a miséria, a fome, o analfabetismo e as mais altas taxas de moralidade infantil, de tuberculose, de malária”, gritava, já com o bigodão insofismável.

De certa forma, ele foi um visionário: descreveu ali as condições de sua terra com meio século de antecipação, devastada por ele mesmo.

Flávio Dino não fará milagre, mas o fato de ter começado a enterrar um câncer que destrói o Maranhão desde os anos 60 é um bom começo.

Kiko Nogueira
No DCM


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Agora é esquerda versus direita e não mudança versus continuidade

Duas visões distintas
Agora Aécio e aliados vão dizer que é mudança versus continuidade.

Mas não é.

Agora é esquerda versus direita. Ou centro-esquerda versus centro-direita.

Com Marina no segundo turno, se poderia levar razoavelmente a sério a hipótese da mudança.

Mas com Aécio, não.

O Aécio real, o de Armínio Fraga, tem um programa econômico que é uma réplica do thatcherismo dos anos 1980.

Thatcher, para quem não lembra, foi a real inspiração de FHC — a começar pela fé cega em que privatizações e desregulamentações eram a receita sagrada para dinamizar uma economia.

Na verdade, como o tempo mostrou em todos os países que adotaram o thatcherismo, era uma fórmula para concentrar renda e favorecer uma pequena elite que seria apelidada posteriormente de o “1%”.

No Brasil, a concentração só não foi maior porque um efeito colateral da estabilização favoreceu os pobres, que não tinham refúgio nos bancos para se proteger da inflação.

Fosse o Brasil, na era FHC, um país estável, como a Inglaterra de Thatcher, hoje provavelmente ele seria amaldiçoado como é, entre os britânicos, a Dama de Ferro.

Enxergar com clareza a oposição entre direita e esquerda vai ajudar muita gente indecisa a tomar uma posição, quer para um lado ou para outro.

A alta votação de Aécio surpreendeu, mas nem tanto assim. Muita gente antipetista se bandeara para Marina por entender que ela era a chance real de bater Dilma.

Quando, às vésperas da eleição, Aécio começou a aparecer na frente de Marina, os marinistas de ocasião voltaram para seu favorito.

Ficaram com ela, essencialmente, as mesmas pessoas que votaram nela em 2010. São eleitores que gostam de sua trajetória, e enxergam nela uma espécie de Lula de saias, com colheradas de sustentabilidade.

É difícil acreditar que a maior parte desses eleitores opte por Aécio, ainda que a própria Marina o apoie.

Também não devem ser subestimados os mais de 2 milhões de votos que tiveram, conjuntamente, Luciana Genro e Eduardo Jorge.

Os que os escolheram — tipicamente jovens idealistas — tenderão a ficar com Dilma diante do bloco de direita que se comporá em torno de Aécio.

Passada a ressaca, fica claro que parte da euforia tucana — e da mídia que apoia o PSDB — é fruto de uma estratégia de marketing destinada a convencer indecisos de que a vitória está próxima e intimidar os adversários.

É o chamado otimismo de conveniência.

Nunca, nos embates entre PT e PSDB, foi tão nítida a diferença entre as visões de mundo que os comandam.

Isso pode ser demonstrado pela opção que terão os simpatizantes de quatro candidatos com propostas opostas, Pastor Everaldo e Levy Fidelix, de um lado, e Luciana Genro e Eduardo Jorge, de outro.

Os eleitores de Everaldo e Fidelix cravarão certamente Aécio. Os de Luciana Genro e Eduardo Jorge, muito provavelmente, Dilma.

Isso conta, se não tudo, muito da escolha que os brasileiros terão que fazer em 26 de outubro.

Diga-me quem apoia você e eu direi quem você é: esta é uma frase que ajuda a entender o que está em jogo agora.

Paulo Nogueira
No DCM
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Há uma pedra no meio da língua de Aécio

Minas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio. Quanto mais ele ataca Dilma e o PT, mais complicado fica explicar a derrota no seu estado.

Aécio Neves festejou a virada sobre Marina Silva, cujo encolhimento franqueou ao tucano a vaga de adversário de Dilma Rousseff no 2º turno da eleição presidencial deste ano.

A virada sobre a candidata do PSB, de fato expressiva (pesquisas de véspera davam a Aécio 21% das intenções de voto e ele chegou a 33,5%), precisa ser qualificada para não ser subestimada, nem mistificada.

Aécio cresceu menos por seus méritos, mais pela polaridade estabelecida entre Marina e Dilma, que praticamente monopolizaram o primeiro turno.

Se o embate entre as duas deixou a candidatura tucana no limbo por um período, contribuiu também para preservá-la de um escrutínio mais duro de propostas e dissecação histórica.

À medida em que Marina perdeu o magnetismo inicial, setores que a apoiavam migraram em debandada de volta a Aécio, que arrebanhou, ademais, os votos temerosos de uma vitória de Dilma no primeiro turno.

Isso ficou nítido na votação significativa do tucano no quartel-general do conservadorismo brasileiro: no estado de São Paulo ele obteve mais de 10 milhões de votos, contra 5,9 milhões de Dilma.

Mesmo assim, a vantagem que Dilma leva agora para o 2º turno (41,5% x 33,5%, oito pontos e cerca de oito milhões de votos) é muito semelhante à dianteira relativa e absoluta que carregou contra Serra, em 2010 (48% x 40%).

Se é óbvio que desfrutará do apoio uníssono do jornalismo isento, tucano não disporá mais do abrigo de ostracismo agora que personifica o polo antagônico do projeto de construção de uma democracia social no Brasil.

Não só.

Será difícil para quem se propõe a ‘consertar o país’, explicar por que os eleitores do seu estado natal, que vivenciaram essa habilidade ao longo de dois mandatos sucessivos do candidato, rechaçaram solenemente a sua continuidade neste domingo.

Aécio foi duplamente derrotado em Minas Gerais.

Não qualquer dupla derrota.

O candidato do ex-governador foi derrotado logo no primeiro turno da disputa estadual; não por uma margem estreita, mas por 52% contra 43%. E não por qualquer adversário: pelo PT.

O mesmo partido que ele acusa de haver demolido o Brasil e assaltado a Petrobrás.

Minas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio.

Quanto mais ele ataca o PT, mais complicado fica explicar a sua derrota em Minas.

Como um partido tão ruim foi capaz de derrotar um ciclo tão bom de administrações comandadas por ele?

E para que não haja qualquer tentativa de confundir a derrota emblemática com questões locais, Minas enviou um segundo torpedo ao Brasil.

Embrulhado no ditado ‘só quem não conhece que te compra’, deu a Dilma 43,46% dos votos, contra 39,77% para Aécio Neves.

Nada disso deve ser confundido com otimismo ingênuo diante da virulenta batalha do 2º turno que começa nesta 2ª feira.

Mas é preciso qualificar o adversário que o conservadorismo tentará vender nos próximos dias com o mesmo celofane da ‘unanimidade mudancista’, com que revestiu Marina Silva, quando ela chegou a ostentar 10 pontos de vantagem no 2º turno sobre Dilma (50% a 40%).

Despida a mística do proficiente governador chega-se ao núcleo duro da disputa, aquilo que realmente importa e está em jogo.

Serão três semanas de confronto duro entre dois projetos de país e duas estratégias de enfrentamento da crise mundial, que está longe de acabar.

Uma, preconiza desarmar a sociedade e amesquinhar o Estado. Liberado o campo — de que faz parte derrotar o PT — entrega-se a economia à lógica do arrocho, esfarelando direitos, empregos, renda e soberania, para dessa forma canalizar riqueza aos mercados encarregados de reordenar o país, a economia e os pilares do crescimento.

É a mesma lógica da ‘contração expansiva’ (contração dos de baixo para abrir caminho à expansão dos do alto) aplicada na Europa há quatro anos, com os resultados sabidos.

A outra estratégia envolve uma obstinada negociação política das linhas de passagem para um novo ciclo de desenvolvimento.

Ancora-se em quatro patas: avanço da igualdade, salto na infraestrutura, impulso industrializantes do pré-sal e reforma política com democracia participativa.

Nessa repactuação de metas, prazos, concessões, sacrifícios, ganhos e salvaguardas, a voz dos mercados não poderá sem impor, nem abafar a da sociedade, que para isso requisita canais adicionais que a vocalizem.

Esse é o jogo, cujo segundo tempo começa agora.

Como diz Lula, não é o tipo do jogo que se ganha em gabinetes.

Mãos à obra.

E pés nas ruas.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Partidos na Câmara dos Deputados


Partido – Número atual de deputados – Total de eleitos

PT – 88 – 70
PMDB – 71 – 66
PSDB – 44 – 55
PP – 40 – 37
PSD – 45 – 37
PR – 32 – 34
PSB – 24 – 34
PTB – 18 – 26
DEM – 28 – 22
PRB – 10 – 20
PDT – 18 – 19
SD – 22 – 16
PSC – 12 – 12
Pros – 20 – 11
PPS – 6 – 10
PCdoB – 15 – 9
PV – 8 – 8
Psol – 3 – 5
PHS – nenhum – 4
PEN – 1 – 3
PMN – 3 – 3
PTN – nenhum – 3
PRP – 2 – 2
PTC – nenhum – 2
PSDC – nenhum – 2
PRTB – nenhum – 1
PSL – nenhum – 1
PTdoB – 3 – 1

Deputados federais eleitos por estado

Acre
1- ANGELIM (PT)
2- CÉSAR MESSIAS (PSB)
3- MAJOR ROCHA (PSDB)
4- LÉO DO PT (PT)
5- JÉSSICA SALES (PMDB)
6- SIBÁ MACHADO (PT)
7- FLAVIANO MELO (PMDB)
8- ALAN RICK (PRB)

Alagoas
1- JHC (SD)
2- MARX BELTRÃO (PMDB)
3- PEDRO VILELA (PSDB)
4- ARTHUR LIRA (PP)
5- RONALDO LESSA (PDT)
6- GIVALDO CARIMBÃO (PROS)
7- MAURICIO QUINTELLA (PR)
8- CICERO ALMEIDA (PRTB)
9- PAULÃO (PT)

Amapá
1- ROBERTO GÓES (PDT)
2- JANETE (PSB)
3- CABUÇU (PMDB)
4- VINÍCIUS GURGEL (PR)
5- PROFESSORA MARCIVÂNIA (PT)
6- ANDRÉ ABDON (PRB)
7- MARCOS REATEGUI (PSC)
8- JOZI ROCHA (PTB)

Amazonas
1- ARTUR BISNETO (PSDB)
2- SILAS CAMARA (PSD)
3- ALFREDO NASCIMENTO (PR)
4- MARCOS ROTTA (PMDB)
5- HISSA ABRHÃO (PPS)
6- PAUDERNEY (DEM)
7- ATILA LINS (PSD)
8 - CONCEIÇÃO SAMPAIO (PP)


Bahia
1- LUCIO VIEIRA LIMA (PMDB)
2- MÁRIO NEGROMONTE JR (PP)
3- IRMÃO LAZARO (PSC)
4- ANTONIO BRITO (PTB)
5- RONALDO CARLETTO (PP)
6- DANIEL ALMEIDA (PC do B)
7- FELIX JR (PDT)
8- CAETANO (PT)
9- CACÁ LEÃO (PP)
10- JORGE SOLLA (PT)
11- VALMIR ASSUNÇÃO (PT)
12- IMBASSAHY (PSDB)
13- JOÃO GUALBERTO (PSDB)
14- MÁRCIO MARINHO (PRB)
15- TIA ERON (PRB)
16- WALDENOR PEREIRA (PT)
17- JOÃO BACELAR (PR)
18- PELEGRINO (PT)
19- ROBERTO BRITTO (PP)
20- PAULO AZI (DEM)
21- JUTAHY MAGALHÃES (PSDB)
22- JOSÉ NUNES (PSD)
23- ALELUIA (DEM)
24- JOSÉ ROCHA (PR)
25- JOSIAS GOMES (PT)
26- BEBETO (PSB)
27- ARTHUR MAIA (SD)
28- JOAO CARLOS BACELAR (PTN)
29- CLAUDIO CAJADO (DEM)
30- ELMAR (DEM)
31- SÉRGIO BRITO (PSD)
32- AFONSO FLORENCE (PT)
33- MOEMA GRAMACHO (PT)
34- PAULO MAGALHÃES (PSD)
35- ERIVELTON SANTANA (PSC)
36- ALICE PORTUGAL (PC do B)
37- JOSÉ CARLOS ARAUJO (PSD)
38- BENITO GAMA (PTB)
39- ULDURICO JUNIOR (PTC)

Ceará
1- MORONI (DEM)
2- GENECIAS NORONHA (SD)
3- JOSÉ GUIMARÃES (PT)
4- DOMINGOS NETO (PROS)
5- DANILO FORTE (PMDB)
6- ANIBAL (PMDB)
7- MOSES RODRIGUES (PPS)
8- GORETE PEREIRA (PR)
9- LUIZIANNE LINS (PT)
10- ANDRÉ FIGUEIREDO (PDT)
11- ODORICO (PT)
12- CABO SABINO (PR)
13- RONALDO MARTINS (PRB)
14- ADAIL CARNEIRO (PHS)
15- MACEDO (PSL)
16- RAIMUNDO MATOS (PSDB)
17- JOSÉ AIRTON (PT)
18- VITOR VALIM (PMDB)
19- LEONIDAS CRISTINO (PROS)
20- BALMAN (PROS)
21- ARNON BEZERRA (PTB)
22- CHICO LOPES (PC do B)

Distrito Federal
1- FRAGA (DEM)
2- ROGÉRIO ROSSO (PSD)
3- ÉRIKA KOKAY (PT)
4- RONALDO FONSECA (PROS)
5- RÔNEY NEMER (PMDB)
6- IZALCI (PSDB)
7- AUGUSTO CARVALHO (SD)
8- LAERTE BESSA (PR)

Espírito Santo
1- SERGIO VIDIGAL (PDT)
2- LELO COIMBRA (PMDB)
3- MAX FILHO (PSDB)
4- FOLETTO (PSB)
5- HELDER SALOMAO (PT)
6- DR. JORGE SILVA (PROS)
7- MANATO (SD)
8- GIVALDO (PT)
9- EVAIR DE MELO (PV)
10- MARCUS VICENTE (PP)

Goiás
1- DELEGADO WALDIR (PSDB)
2- DANIEL VILELA (PMDB)
3- FLAVIA MORAIS (PDT)
4- GIUSEPPE VECCI (PSDB)
5- MAGDA MOFATTO (PR)
6- RUBENS OTONI (PT)
7- CÉLIO SILVEIRA (PSDB)
8- ALEXANDRE BALDY (PSDB)
9- JOAO CAMPOS (PSDB)
10- JOVAIR ARANTES (PTB)
11- MARCOS ABRÃO (PPS)
12- HEULER CRUVINEL (PSD)
13- ROBERTO BALESTRA (PP)
14- FÁBIO SOUSA (PSDB)
15- THIAGO PEIXOTO (PSD)
16- LUCAS VERGÍLIO (SD)
17- PEDRO CHAVES (PMDB)

Maranhão
1- ELIZIANE GAMA (PPS)
2- HILDO ROCHA (PMDB)
3- RUBENS PEREIRA JÚNIOR (PC do B)
4- CLEBER VERDE (PRB)
5- SARNEY FILHO (PV)
6- ZÉ CARLOS (PT)
7- ZÉ REINALDO (PSB)
8- PEDRO FERNANDES (PTB)
9- VICTOR MENDES (PV)
10- JUSCELINO FILHO (PRP)
11- JOÃO MARCELO (PMDB)
12- WEVERTON ROCHA (PDT)
13- ALBERTO FILHO (PMDB)
14- WALDIR MARANHÃO (PP)
15- ANDRE FUFUCA (PEN)
16- JOÃO CASTELO (PSD)
17- JUNIOR MARRECA (PEN)
18- ALUISIO MENDES (PSDC)

Mato Grosso
1- NILSON LEITÃO (PSDB)
2- ADILTON SACHETTI (PSB)
3- FABIO GARCIA (PSB)
4- SÁGUAS MORAES (PT)
5- CARLOS BEZERRA (PMDB)
6- EZEQUIEL FONSECA (PP)
7- PROFESSOR VICTÓRIO GALLI (PSC)
8- VALTENIR PEREIRA (PROS)

Mato Grosso do Sul
1- ZECA DO PT (PT)
2- MARUN (PMDB)
3- GERALDO RESENDE (PMDB)
4- TEREZA CRISTINA (PSB)
5- VANDER LOUBET (PT)
6- MANDETTA (DEM)
7- MARCIO MONTEIRO (PSDB)
8- DAGOBERTO NOGUEIRA (PDT)

Minas Gerais
1- REGINALDO LOPES (PT)
2- RODRIGO DE CASTRO (PSDB)
3- ODAIR CUNHA (PT)
4- MISAEL VARELLA (DEM)
5- GABRIEL GUIMARÃES (PT)
6- WELITON PRADO (PT)
7- ODELMO LEÃO (PP)
8- EROS BIONDINI (PTB)
9- JAIMINHO MARTINS (PSD)
10- TONINHO PINHEIRO (PP)
11- PATRUS ANANIAS (PT)
12- GEORGE HILTON (PRB)
13- STEFANO AGUIAR (PSB)
14- DOMINGOS SÁVIO (PSDB)
15- MARCUS PESTANA (PSDB)
16- EDUARDO BARBOSA (PSDB)
17- MAURO LOPES (PMDB)
18- DIMAS FABIANO (PP)
19- NEWTON CARDOSO JR (PMDB)
20- BILAC PINTO (PR)
21- LEONARDO QUINTÃO (PMDB)
22- LUIZ FERNANDO (PP)
23- MARCOS MONTES (PSD)
24- LEONARDO MONTEIRO (PT)
25- LUIS TIBE (PT do B)
26- DIEGO ANDRADE (PSD)
27- PADRE JOÃO (PT)
28- SARAIVA FELIPE (PMDB)
29- ZÉ SILVA (SD)
30- RENZO BRAZ (PP)
31- CARLOS MELLES (DEM)
32- PAULO ABI-ACKEL (PSDB)
33- CAIO NARCIO (PSDB)
34- LINCOLN PORTELA (PR)
35- RAQUEL MUNIZ (PSC)
36- SUB-TENENTE GONZAGA (PDT)
37- MIGUEL CORREA (PT)
38- RODRIGO PACHECO (PMDB)
39- AELTON FREITAS (PR)
40- MARIO HERINGER (PDT)
41- MARCELO ARO (PHS)
42- JULIO DELGADO (PSB)
43- BONIFÁCIO ANDRADA (PSDB)
44- FABINHO RAMALHO (PV)
45- MARGARIDA SALOMÃO (PT)
46- LAUDÍVIO CARVALHO (PMDB)
47- JÔ MORAES (PC do B)
48- TENENTE LÚCIO (PSB)
49- MARCELO ALVARO ANTONIO (PRP)
50- ADELMO LEAO (PT)
51- DÂMINA PEREIRA (PMN)
52- DELEGADO EDSON MOREIRA (PTN)
53- BRUNNY (PTC)

Pará
1- DELEGADO EDER MAURO (PSD)
2- NILSON PINTO (PSDB)
3- EDMILSON RODRIGUES (PSOL)
4- LUCIO VALE (PR)
5- BETO FARO (PT)
6- WLAD (SD)
7- JOSUÉ BENGTSON (PTB)
8- PRIANTE (PMDB)
9- ZÉ GERALDO (PT)
10- BETO SALAME (PROS)
11- ELCIONE (PMDB)
12- JULIA MARINHO (PSC)
13- HÉLIO LEITE (DEM)
14- SIMONE MORGADO (PMDB)
15- JOAQUIM PASSARINHO (PSD)
16- JORDY (PPS)
17- CHAPADINHA (PSD)

Paraíba
1- PEDRO CUNHA LIMA (PSDB)
2- VENEZIANO (PMDB)
3- AGUINALDO RIBEIRO (PP)
4- HUGO (PMDB)
5- MANOEL JUNIOR (PMDB)
6- WELLINGTON ROBERTO (PR)
7- EFRAIM FILHO (DEM)
8- WILSON FILHO (PTB)
9- RÔMULO GOUVEIA (PSD)
10- LUIZ COUTO (PT)
11- DR. DAMIÃO (PDT)
12- BENJAMIN MARANHÃO (SD)

Paraná
1- CHRISTIANE YARED (PTN)
2- ALEX CANZIANI (PTB)
3- VALDIR ROSSONI (PSDB)
4- JOAO ARRUDA (PMDB)
5- TAKAYAMA (PSC)
6- DELEGADO FRANCISCHINI (SD)
7- LUCIANO DUCCI (PSB)
8- ZECA DIRCEU (PT)
9- DILCEU SPERAFICO (PP)
10- HERMES FRANGÃO PARCIANELLO (PMDB)
11- GIACOBO (PR)
12- MARCELO BELINATI (PP)
13- OSMAR SERRAGLIO (PMDB)
14- SANDRO ALEX (PPS)
15- RICARDO BARROS (PP)
16- ENIO VERRI (PT)
17- LUIZ NISHIMORI (PR)
18- NELSON MEURER (PP)
19- RUBENS BUENO (PPS)
20- EVANDRO ROMAN (PSD)
21- LUIZ CARLOS HAULY (PSDB)
22- EDMAR ARRUDA (PSC)
23- ALIEL MACHADO (PC do B)
24- ALFREDO KAEFER (PSDB)
25- LEANDRE (PV)
26- SERGIO SOUZA (PMDB)
27- ASSIS DO COUTO (PT)
28- TONINHO WANDSCHEER (PT)
29- DIEGO GARCIA (PHS)
30- LEOPOLDO MEYER (PSB)

Pernambuco
1- EDUARDO DA FONTE (PP)
2- PASTOR EURICO (PSB)
3- JARBAS (PMDB)
4- FELIPE CARRERAS (PSB)
5- ANDERSON FERREIRA (PR)
6- DANIEL COELHO (PSDB)
7- BRUNO ARAÚJO (PSDB)
8- JOAO FERNANDO COUTINHO (PSB)
9- SEBASTIAO OLIVEIRA (PR)
10- DANILO CABRAL (PSB)
11- FERNANDO FILHO (PSB)
12- SILVIO COSTA (PSC)
13- TADEU ALENCAR (PSB)
14- GONZAGA PATRIOTA (PSB)
15- ANDRE DE PAULA (PSD)
16- ADALBERTO CAVALCANTI (PTB)
17- MARINALDO ROSENDO (PSB)
18- BETINHO (PSDB)
19- ZECA CAVALCANTI (PTB)
20- RICARDO TEOBALDO (PTB)
21- MENDONÇA FILHO (DEM)
22- WOLNEY QUEIROZ (PDT)
23- JORGE CÔRTE REAL (PTB)
24- LUCIANA SANTOS (PC do B)
25- KAIO MANIÇOBA (PHS)

Piauí
1- REJANE DIAS (PT)
2- ATILA LIRA (PSB)
3- IRACEMA PORTELLA (PP)
4- MARCELO CASTRO (PMDB)
5- JÚLIO CÉSAR (PSD)
6- ASSIS CARVALHO (PT)
7- RODRIGO (PSB)
8- HERACLITO (PSB)
9- PAES LANDIM (PTB)
10- CAPITÃO FABIO ABREU (PTB)

Rio de Janeiro
1- JAIR BOLSONARO (PP)
2- CLARISSA GAROTINHO (PR)
3- EDUARDO CUNHA (PMDB)
4- CHICO ALENCAR (PSOL)
5- LEONARDO PICCIANI (PMDB)
6- PEDRO PAULO (PMDB)
7- JEAN WYLLYS (PSOL)
8- ROBERTO SALES (PRB)
9- MARCO ANTÔNIO CABRAL (PMDB)
10- OTAVIO LEITE (PSDB)
11- FELIPE BORNIER (PSD)
12- SÓSTENES CAVALCANTE (PSD)
13- WASHINGTON REIS (PMDB)
14- ROSANGELA GOMES (PRB)
15- JÚLIO LOPES (PP)
16- INDIO DA COSTA (PSD)
17- ALESSANDRO MOLON (PT)
18- HUGO LEAL (PROS)
19- GLAUBER (PSB)
20- CRISTIANE BRASIL (PTB)
21- JANDIRA FEGHALI (PC do B)
22- DR JOÃO (PR)
23- SIMÃO SESSIM (PP)
24- CELSO PANSERA (PMDB)
25- MIRO TEIXEIRA (PROS)
26- AUREO (SD)
27- SERGIO ZVEITER (PSD)
28- AROLDE DE OLIVEIRA (PSD)
29- RODRIGO MAIA (DEM)
30- CHICO D'ANGELO (PT)
31- CABO DACIOLO (PSOL)
32- LUIZ SÉRGIO (PT)
33- ALEXANDRE SERFIOTIS (PSD)
34- DELEY (PTB)
35- SORAYA SANTOS (PMDB)
36- BENEDITA DA SILVA (PT)
37- PAULO FEIJÓ (PR)
38- MARCELO MATOS (PDT)
39- FERNANDO JORDÃO (PMDB)
40- FRANCISCO FLORIANO (PR)
41- MARCOS SOARES (PR)
42- ALTINEU CORTES (PR)
43- FABIANO HORTA (PT)
44- EZEQUIEL TEIXEIRA (SD)
45- LUIZ CARLOS RAMOS DO CHAPEU (PSDC)
46- ALEXANDRE VALLE (PRP)

Rio Grande do Norte
1- WALTER ALVES (PMDB)
2- RAFAEL MOTTA (PROS)
3- FABIO FARIA (PSD)
4- DRA ZENAIDE MAIA (PR)
5- FELIPE MAIA (DEM)
6- ROGERIO MARINHO (PSDB)
7- JÁCOME (PMN)
8- BETINHO ROSADO SEGUNDO (PP)

Rio Grande do Sul
1- LUIZ CARLOS HEINZE (PP)
2- DANRLEI DE DEUS GOLEIRO (PSD)
3- ALCEU MOREIRA (PMDB)
4- GIOVANI FELTES (PMDB)
5- ONYX LORENZONI (DEM)
6- PAULO PIMENTA (PT)
7- MARCO MAIA (PT)
8- AFONSO HAMM (PP)
9- BUSATO (PTB)
10- HENRIQUE FONTANA (PT)
11- MARIA DO ROSÁRIO (PT)
12- OSMAR TERRA (PMDB)
13- NELSON MARCHEZAN JUNIOR (PSDB)
14- MÁRCIO BIOLCHI (PMDB)
15- MARCON (PT)
16- GIOVANI CHERINI (PDT)
17- JERÔNIMO GOERGEN (PP)
18- SÉRGIO MORAES (PTB)
19- COVATTI FILHO (PP)
20- PERONDI (PMDB)
21- PEPE VARGAS (PT)
22- JOÃO DERLY (PC do B)
23- RENATO MOLLING (PP)
24- HEITOR SCHUCH (PSB)
25- BOHN GASS (PT)
26- FERNANDO MARRONI (PT)
27- CARLOS GOMES (PRB)
28- POMPEO DE MATTOS (PDT)
29- AFONSO MOTTA (PDT)
30- RONALDO NOGUEIRA (PTB)
31- JOSE STEDILE (PSB)

Rondônia
1- MARINHA RAUPP (PMDB)
2- MARCOS ROGERIO (PDT)
3- MARIANA CARVALHO (PSDB)
4- NILTON CAPIXABA (PTB)
5- LUCIO MOSQUINI (PMDB)
6- LUIZ CLAUDIO (PR)
7- EXPEDITO NETTO (SD)
8- LINDOMAR GARÇON (PMDB)

Roraima
1- SHÉRIDAN (PSDB)
2- JOHNATHAN DE JESUS (PRB)
3- REMIDIO DA AMATUR (PR)
4- EDIO LOPES (PMDB)
5- DR. HIRAN GONÇALVES (PMN)
6- ABEL GALINHA (PDT)
7- MARIA HELENA (PSB)
8- CARLOS ANDRADE (PHS)

Santa Catarina
1- ESPERIDIÃO AMIN (PP)
2- JOÃO RODRIGUES (PSD)
3- MAURO MARIANI (PMDB)
4- JORGINHO MELLO (PR)
5- PENINHA (PMDB)
6- PEDRO UCZAI (PT)
7- MARCO TEBALDI (PSDB)
8- JOÃO PAULO KLEINUBING (PSD)
9- JORGE BOEIRA (PP)
10- VALDIR COLATTO (PMDB)
11- DÉCIO LIMA (PT)
12- CESAR SOUZA (PSD)
13- CELSO MALDANER (PMDB)
14- RONALDO BENEDET (PMDB)
15- CARMEN ZANOTTO (PPS)
16- GEOVANIA DE SÁ (PSDB)

São Paulo
1- CELSO RUSSOMANNO (PRB)
2- TIRIRICA (PR)
3- PASTOR MARCO FELICIANO (PSC)
4- BRUNO COVAS (PSDB)
5- RODRIGO GARCIA (DEM)
6- CARLOS SAMPAIO (PSDB)
7- DUARTE NOGUEIRA (PSDB)
8- RICARDO TRIPOLI (PSDB)
9- SAMUEL MOREIRA (PSDB)
10- PAULINHO DA FORÇA (SD)
11- BALEIA ROSSI (PMDB)
12- EDUARDO CURY (PSDB)
13- MARCIO ALVINO (PR)
14- MAJOR OLIMPIO GOMES (PDT)
15- JORGE TADEU (DEM)
16- BRUNA FURLAN (PSDB)
17- LUIZA ERUNDINA (PSB)
18- VITOR LIPPI (PSDB)
19- SILVIO TORRES (PSDB)
20- ANDRES SANCHEZ (PT)
21- IVAN VALENTE (PSOL)
22- MIGUEL HADDAD (PSDB)
23- ALEX MANENTE (PPS)
24- JEFFERSON CAMPOS (PSD)
25- GUILHERME MUSSI (PP)
26- ARNALDO JARDIM (PPS)
27- MARA GABRILLI (PSDB)
28- MISSIONÁRIO JOSÉ OLÍMPIO (PP)
29- VANDERLEI MACRIS (PSDB)
30- ZARATTINI (PT
31- ANTONIO BULHÕES (PRB)
32- ARLINDO CHINAGLIA (PT)
33- ELI CORRÊA FILHO (DEM)
34- ROBERTO ALVES (PRB)
35- ANA PERUGINI (PT)
36- GILBERTO NASCIMENTO (PSC)
37- VICENTE CÂNDIDO (PT)
38- PAPA (PSDB)
39- MILTON MONTI (PR)
40- FLORIANO PESARO (PSDB)
41- RICARDO IZAR (PSD)
42- ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB)
43- EDINHO ARAUJO (PMDB)
44- NELSON MARQUEZELLI (PTB)
45- PAULO TEIXEIRA (PT)
46- PAULO FREIRE ALEXANDRE LEITE (DEM)
47- ALEXANDRE LEITE (DEM)
48- EVANDRO GUSSI (PV)
49- LUIZ LAURO FILHO (PSB)
50- OTA (PSB)
51- NILTO TATTO (PT)
52- HERCULANO PASSOS (PSD)
53- GOULART (PSD)
54- ORLANDO SILVA (PC do B)
55- FLAVINHO (PSB)
56- VICENTINHO (PT)
57- WALTER IHOSHI (PSD)
58- RENATA ABREU (PTN)
59- VALMIR PRASCIDELLI (PT)
60- JOSÉ MENTOR (PT)
61- EDUARDO BOLSONARO (PSC)
62- VINICIUS CARVALHO (PRB)
63- ROBERTO DE LUCENA (PV)
64- DR SINVAL MALHEIROS (PV)
65- CAPITÃO AUGUSTO (PR)
66- SERGIO REIS (PRB)
67- MIGUEL LOMBARDI (PR)
68- BETO MANSUR (PRB)
69- MARCELO SQUASONI (PRB)
70- FAUSTO PINATO (PRB)

Sergipe
1- ADELSON BARRETO (PTB)
2- LAÉRCIO OLIVEIRA (SD)
3- FÁBIO MITIDIERI (PSD)
4- FÁBIO REIS (PMDB)
5- VALADARES FILHO (PSB)
6- PASTOR JONY (PRB)
7- JOÃO DANIEL (PT)
8- MENDONÇA PRADO (DEM)

Tocantins
1- DULCE MIRANDA (PMDB)
2- IRAJÁ ABREU (PSD)
3- JOSI NUNES (PMDB)
4- VICENTINHO JUNIOR (PSB)
5- CESAR HALUM (PRB)
6- CARLOS GAGUIM (PMDB)
7- LÁZARO BOTELHO (PP)
8- PROFESSORA DORINHA (DEM)
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Partidos no Senado


Senadores eleitos:

AC - Gladson Cameli (PP)

AL - Fernando Collor (PTB)

AM - Omar Aziz (AM)

AP - Davi Alcolumbre (DEM)

BA - Otto Alencar (PSD)

CE -Tasso Jereissati (PSDB)

DF - Reguffe (PDT)

ES - Rose de Freitas (PMDB)

GO - Ronaldo Caiado (DEM)

MA - Roberto Rocha (PSB)

MG - Antonio Anastasia (PSDB)

MS - Simone Tebet (PMDB)

MT - Wellington Fagundes (PR)

PA - Paulo Rocha (PT)

PB - José Maranhão (PMDB)

PE - Fernando Bezerra Coelho (PSB)

PI - Elmano Férrer (PTB)

PR - Alvaro Dias (PSDB)

RJ - Romário (PSB)

RN - Fátima (PT)

RO - Acir Gurgacz (PDT)

RR - Telmário Mota (PDT)

RS - Lasier Martins (PDT)

SC - Dário Berger (PMDB)

SE - Maria do Carmo (DEM)

SP - José Serra (PSDB)

TO - Kátia Abreu (PMDB)
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Sérgio Porto # 7


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Essa é do Barão... 65


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Atenção: Conforme o TSE, haverá segundo turno entre Chico Rodrigues (PSB) e Suely Campos (PP), cujos votos não foram computados.
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