27 de set de 2014

O Brasil está ficando vermelho: Mapas Eleições 2010 - 2014

Eleições 2010

          74,81%    |   4,51% |   18,12%  |   2,56%


Eleições 2014


Roraima

Dilma 33
Marina 30
Aécio 25

Ibope 11/09/2014
Margem de erro 3

Tocantins

Dilma 39
Marina 33
Aécio 12

Ibope 10/09/2014
Margem de erro 3

Minas Gerais

Dilma 32
Marina 20
Aécio 31

Ibope 22/09/2014
Margem de erro 2

Pernambuco

Dilma 39
Marina 38
Aécio 4

Ibope 22/09/2014
Margem de erro 2

Paraná

Dilma 29
Marina 29
Aécio 28

Ibope 18/09/2014
Margem de erro 3

Mato Grosso do Sul

Dilma 32
Marina 29
Aécio 22

Ibope 24/09/2014
Margem de erro 3

Leia Mais ►

Dilma na TV




Leia Mais ►

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa


Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO — Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a escolas públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço, o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

Leia Mais ►

Jovens, chegou a hora!

Não costumo comentar pesquisas, mas a de ontem, do Datafolha, me obriga a abrir uma exceção. Dilma cresceu nas pesquisas com intenções de voto que migraram de Marina para ela. Os analistas da grande imprensa rapidamente arrumaram uma explicação: “a candidata da Rede perdeu votos nos extratos mais pobres”. É o desejo se confundindo com a análise. É a tentativa de ocultar o mais significativo: parcela da juventude que estava com Marina da Silva entendeu que ela nada mais é que “a velha direita” disfarçada de “nova política”. Mas vocês, jovens que são, sabem o que é velho, mesmo que o disfarce tenha maquiagem da grande mídia.

Tentaram instrumentalizá-los nas suas legítimas manifestações de junho do ano passado. Mas ali, com o apoio inestimável da Mídia Ninja, vocês começaram a entender que queriam transformá-los em massa de manobra para interesses reacionários. Pregavam ódio à política. No primeiro momento, vocês até que se confundiram ao gritar “não à política”. Mas com o tempo, afirmaram, mais uma vez, que só se aprende na ação, se deram conta de que a alternativa que lhes propunham era dizer sim a uma imprensa, que abandonou o jornalismo, para virar panfleto partidário do PSDB.

A opção que lhes ofereciam era deixar tudo com o mercado e ficarem brincando com celulares, aplicativos e joguinhos. E foi aí, mostrando que não se deixariam infantilizar, que se deu o que chamarei de “a grande recusa”: vocês estão começando a vida, mas não são mais crianças. São jovens cidadãos que não estão acorrentados ao cabresto dos fetiches. Conheceram as ruas e entenderam que é nela que se faz a grande política.

Confesso que na minha juventude era muito mais fácil optar por um caminho. As coisas eram claras ou escuras, pois vivíamos sob uma ditadura brutal. Para vocês, foi mais difícil: vivemos uma crise de representação e todos se dizem democratas, velhos corruptos falam de uma indignação que não sentem e escravocratas resolveram posar de vestais da República.

Mostrando discernimento, aprenderam a ler a grande imprensa e passaram a ignorá-la. A edição da revista “Veja” desta semana é um exemplo. Prometeu um “tiro de prata” e produziu uma matéria patética, um tiro de espoleta que evidencia a tarefa dos estudantes jornalismo: recriar a imprensa, pois a que aí está jogou sua credibilidade no ralo.

Por fim, e isso foi maravilhoso, compreenderam que nada é mais novo e revolucionário do que dar continuidade a três governos que reduziram substancialmente as desigualdades com políticas de inclusão. Nada é mais importante do que continuar tirando milhões de pessoas da miséria, dando-lhes condições de frequentar uma escola e, posteriormente, ingressar em uma faculdade. Vocês, mais do que eu, sabem como é rica a convivência, em ambiente acadêmico, de pessoas de classe média alta com jovens oriundos de comunidades carentes. Como o a gente aprende com isso, como vencemos preconceitos. E é isso que faremos juntos: continuaremos vencendo preconceitos e construindo um mundo novo.

Em vários artigos os concitei à reflexão. Hoje é diferente. Venho aqui para externar meu orgulho pelos jovens que não se renderam ao discurso do ressentimento, do ódio de classe reproduzido pela mídia, por algumas escolas, igrejas e alguns professores portadores de discursos pseudomodernos.

Meu orgulho é como pai, avô e professor. Seguiremos unidos até a vitória. Um grande abraço.

Gilson Caroni Filho
No Viomundo
Leia Mais ►

Financiamento de Campanha


Leia Mais ►

Porque não servem mais cafezinho a Merval na embaixada dos EUA


Na eleição passada, certamente no cumprimento de seus deveres jornalísticos, Merval Pereira andou tomando uns cafezinhos na embaixada americana, trocando idéias sobre apenas aquilo que ele próprio já escrevia no jornal, é claro.

Desta vez, porém, parece que não repetiram o convite, talvez por se convencerem que as análises de Merval são não apenas ruins como, em geral, furadas.

Vejam como ele garantia que Marina estava sólida, há apenas  três dias:

“Ao contrário do que anunciavam os blogs petistas e seus “trackings” imaginários, a candidata Marina Silva do PSB continua onde sempre esteve nas últimas semanas, na casa dos 30% das intenções de voto, mantendo uma razoável, e diria mesmo quase insuperável, distância do terceiro colocado, o tucano Aécio Neves, que depois de ter dado uma crescida alentadora, estacionou nos 19% dos votos.

Chega a ser engraçada, se não patética, a tentativa de institutos de pesquisa ligados ao PT de dar uma esperança ao candidato do PSDB, anunciando um “derretimento” da candidatura de Marina que não aconteceu segundo o Ibope. “

Como atenuante, Merval admite que houve recuperação de Dilma em relação à pesquisa em que Marina surgiu como um foguete, “mas essa recuperação aconteceu logo na pesquisa seguinte, pois há três semanas os números estão parados no mesmo lugar, com alternância de posições entre as duas dentro da margem de erro”

72 horas depois, após uma traulitada de 13 pontos de diferença no Datafolha, Merval se agarra no incrível e não dá o  bigode a torcer:

”A propaganda eleitoral pelo rádio e televisão aparentemente não alavancou a candidatura de Dilma, que na semana anterior ao início do horário eleitoral tinha 36% dos votos e hoje chegou aos 40%. Também Aécio Neves continua na mesma situação em que entrou, tinha 20% e hoje tem 18%. Já Marina foi a única que cresceu, de 21% para 27%.”

Mas até Merval, o estóico, acaba por reconhecer que “a única que cresceu” agora, “na reta final da eleição sua trajetória é de queda”.

Dá para ver, com essa capacidade de antevisão e análise, porque os gringos resolveram economizar o café.

E, coitado, a desorientação é tanta que não consegue nem mesmo observar que, ao contrário do que diz, a tendência não é os eleitores tucanos abandonarem Aécio para darem “voto útil” a Marina mas a de Marina perder votos originalmente tucanos à medida em que vai se mostrando mais fraca.

Deviam chamar o feroz acadêmico. Afinal, Merval Pereira de marinista empedernido é um espetáculo que vale um café dos melhores.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Coronel reformado do Exército é preso com mais de 350 kg de maconha no Rio

O militar foi flagrado pela Polícia Federal quando passava pelo pedágio da Rio-Petrópolis
A droga estava em um fundo falso no furgão dirigido pelo coronel; um cão farejador da PF achou a maconha
A farda era usada pelo coronel 
para inibir as revistas, segundo a PF
Um coronel reformado do Exército, de 56 anos, e a mulher dele, de 49, foram presos ao tentar passar pelo pedágio da rodovia Rio-Petrópolis com cerca de 351 kg de maconha escondidos no furgão. A droga foi encontrada pela Polícia Federal em um fundo falso do automóvel, na madrugada deste sábado (27).

Segundo informações da PF, o militar, que mora na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, costumava circular de carro com uma farda pendurada na cabine do furgão que ele dirige, com a intenção de inibir possíveis revistas policiais.

Ao ser parado nesta madrugada, ele estava com uma pistola calibre 380 sem registro. Além do tráfico de drogas, ele será autuado também por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A Polícia Federal conseguiu encontrar a carga de maconha com a ajuda de um cão farejador. O destino da droga, possivelmente, seria o Paraguai. Os investigadores apuram se a maconha seria distribuída também por comunidades da capital fluminense e de Niterói.

O coronel foi encaminhado ao Comando Militar do Leste e sua mulher para o presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó.
Leia Mais ►

Não me representa quem não tem programa, nem coerência, nem ideologia e cujo único projeto é ganhar

http://www.hildegardangel.com.br/?p=41969

Os tons do cenário se alternam em torno do Lago de Bourget, na Savoia francesa. Dias amanhecem cinzentos, com raios prata filtrados pelas nuvens, penetrando as águas límpidas, diz-se que das mais puras da Europa. Outros são dias fulgurantemente azuis, iluminando o biombo de montanhas que cerca o lago, cobertas por pinheiros e plátanos de várias tonalidades de verde, espetáculo indescritível, visão de cortar o fôlego de qualquer olhar. Que privilégio estar aqui, viver aqui, escolher amadurecer por aqui!

Foi na contemplação dessa beleza que o poeta Lamartine escreveu sua obra-prima: Le Lac.  Suas estrofes podem ser encontradas por toda a parte na região. Em Aix Les Bains, na parede do Casino ou gravadas em placas de aço de sinalização, na marina onde tremulam velas de barcos ancorados; em Tresserve, inscritas em pedras convidativas para casais apaixonados namorarem, em algum parque à beira do lago; na fachada de uma casinha singela e centenária em Chambery.

Uma delas:

“Ô Temps ! suspends ton vol, et vous, heures propices !

Suspendez votre cours:

Laissez-nous savourer les rapides délices

Des plus beaux de nos jours !”…

“Ó Tempo! suspenda teu voo, e vós, Horas Propícias! / Suspendam vosso curso: / Deixem-nos saborear as rápidas delícias / Dos mais belos de nossos dias!” – Suspirou em seu poema o inspirado Alphonse de Lamartine.

Esqueci-me, entretanto, de quando jovem fazer o mesmo pedido ao Tempo ou às Horas Propícias, diante do magnífico Lago de Bourget, onde escolheu viver minha doce e amorosa irmã.

Minha alternativa de vida foram as águas sempre turbulentas do meu país. Correntezas ingratas e contraditórias.

Vivemos momento de águas encrespadas no Brasil. Iemanjá deve estar nervosa, descompensada. Pela primeira vez vejo empresários de alto porte desancarem abertamente governo e governante, fazerem ameaças, descerem de sobre seus convenientes muros.

Banqueiros, presidentes de multinacionais, de entidades classistas tomam posição com todas as letras, em escancarado português.

Jornalistas “vaselina” de notória tradição jogam sobre a conta do governo da presidenta Dilma a responsabilidade por “roubalheiras”. O jogo é pesado.

Em saudável exercício democrático, a direita finalmente aparenta correr riscos em nome de suas convicções. O que me leva a ficar preocupadíssima!…

Se a velha e precavida extrema direita não está mais se equilibrando sobre o muro é porque se julga em solo firme no lado que escolheu pisar. Ocorre que nas únicas e poucas vezes em que ela falou francamente aconteceu de ser às vésperas de algum golpe de Estado. Estava muito bem respaldada, não precisava de muro.

No seu vocabulário, muro. Fio da navalha, no meu.

Os livros de História contam que a direitona foi toda franqueza, coragem e virulência quando planejou destronar Getúlio. Agiu da mesma forma no pré 64, falando grosso e empinando o peito como um Baixo profundo.

Vamos, no próximo dia 5, para um novo embate nas urnas. Cinco décadas se passaram desde o último golpe de estado. As novas gerações não viram, não sabem, ignoram. Em nome da boa saúde mental, muitos da velha geração se esqueceram daqueles anos linha dura. Outros não se lembram porque já morreram. Alguns outros foram mortos. Os que se omitiram, não viram ou não quiseram ver. Os coniventes até gostaram. Os sucessores dos vilões se empenham em lhes retocar as imagens. Os herdeiros das cicatrizes dessas tragédias carregam a missão pesada de alardeá-las, para que não se repitam.

Não, não há clima para novo golpe, todos dizem e repetem. Contudo, uma ditadura não precisa se originar obrigatoriamente de um golpe de Estado de generais – com escaramuças quase anedóticas na tomada do poder, como foram aquelas de 1964 -, e suas consequências nefastas em todos os aspectos: humanos, culturais, morais, econômicos, cívicos.

Hoje, são os grandes interesses financeiros internacionais, e também os nacionais, que desejam se tornar os ditadores do Brasil. De cara, anunciam pretender reverter conquistas históricas de nosso povo, como as leis do trabalho – a CLT; pretender entregar a exploração do Pré-Sal às empresas estrangeiras e, consequentemente, seu lucro, (indo por terra a esperança de educação e saúde para todos os brasileiros); pretender a autonomia do Banco Central, expondo o povo à face mais selvagem do capitalismo.

Não gosto de rótulos. Direita, esquerda, centro. Você não precisa ser, obrigatoriamente, totalmente de direita, de esquerda, de centro.

Capitalismo, socialismo, comunismo, sinceramente, qualquer que seja o sistema econômico, ele poderá ser nocivo ou construtivo, dependendo do peso que tenha, na balança do governante, o Fator B.

Não, não falo do Fator P, Fator Previdenciário, que calcula aposentadorias por tempo, contribuição, idades e também está em pauta nesta campanha.

O Fator B ao qual me refiro é o Fator Bondade. Não haverá sistema econômico, regime de governo, posição ideológica, projeto político, que contemple um governo neste milênio atormentado, que mereça alguma simpatia ou atenção se não priorizar o ser Humano, sua felicidade, seu bem estar, deixando em segundo plano a voracidade do lucro, a malignidade das ambições de poucos privilegiados, que atuem em detrimento de milhões de vidas humanas.

Por esse singelo motivo, não me representa quem não tem programa, nem coerência, nem ideologia e cujo único projeto é ganhar, custe o que custar, ligue-se a quem se ligar, colocando como prioridade na balança a equação perversa que soma o Fator L, de Lucro desmedido em detrimento do bem estar do povo, + o Fator I, de Indiferença com as vidas humanas, + o Fator P, de privilégios para muito poucos.

Também não me representa quem terceiriza às seitas pentecostais razões do progresso científico (células tronco), do casamento entre homossexuais e a questão da mulher, quando o aborto é a quinta causa de morte feminina neste templo da hipocrisia chamado Brasil, onde a mulher rica (somente ela) pode abortar em segurança na sexta e, no domingo, ir orar na igreja de sua devoção.

Todos esses motivos só reafirmam minha confiança na continuidade do programa empreendido por Dilma Rousseff, minha candidata.
Leia Mais ►

Liquidar a fatura no primeiro turno


Quem teve a oportunidade e a satisfação de assistir a entrevista da presidente Dilma Roussef concedida aos blogueiros progressistas pode constatar, sem a selvagem e deselegante interrupção com que a brindam os jornalistas inquisidores do PIG, a segurança e a convicção com que a candidata trata os problemas nacionais.

Além, é claro, do conhecimento que demonstra em cada um dos problemas tratados. E mesmo a humildade em reconhecer numa ou noutra questão não dispor de uma opinião mais segura sobre aquele tema específico.

Mais do que isso, sobrou a impressão de que sua vitória garantirá ao país um segundo mandato mais duro no tratamento de alguns itens como a regulação da Lei de Meios, o combate à corrupção sem olhar a quem, a possibilidade de se convocar uma Assembleia Nacional Constituinte com vistas a uma reforma política merecedora do crédito e da confiança dos brasileiros, a garantia de usar a riqueza do pré sal para avançar na saúde e na educação, a continuidade de investir na infraestrutura produtiva do Brasil e uma política externa soberana e independente, como bem demonstrou seu recente discurso na ONU.

Sua expressão alegre e comunicativa é de alguém que acredita naquilo que fala ao contrário de seus dois principais adversários que, normalmente, se apresentam com a máscara da dissimulação.

Ao terminar a entrevista e ao tomar conhecimento das mais recentes pesquisas eleitorais, fico com a impressão de que um esforço de cada um de nós que quer a reeleição de Dilma Roussef nessa última semana que antecede o pleito pode garantir a vitória no primeiro turno.

Se cada um batalhar a sério para conseguir mais um, dois, três votos que sejam nessa semana decisiva, quem sabe?

Todos nós temos uma padaria ou um bar de nossa preferência onde tomamos o nosso cafezinho ou uma cervejinha, o restaurante dos finais de semana, os amigos e colegas de trabalho, os parentes que moram em outras cidades espalhadas pelo país, os colegas de faculdade, os smartfones, as redes sociais. Há sempre a possibilidade de se ganhar aí uns dois votinhos a mais que, multiplicados pela convicção de milhares de nós poderá fazer significativa diferença no dia 05 de outubro.

Porque Dilma é, sem dúvida, a melhor candidata.

Garantia de emprego, garantia de usar o pré sal em favor do Brasil e sua gente, garantia de política externa soberana e independente, garantia de apoio à indústria nacional, garantia (assumida na entrevista citada) de revisão da Lei de Meios, garantia de modernização das Forças Armadas, garantia de respeitar a diversidade cultural e racial, o que significa respeitar os direitos de negros, nordestinos, mulheres, homossexuais, deficientes, garantia de manutenção dos programas sociais do governo, alguns deles reconhecidos e elogiados mundialmente.

Se o Brasil quer continuar a mudar com segurança, sem aventureirismos, essa mudança tem em Dilma Roussef sua principal força.

E bom seria que essa fatura pudesse ser liquidada já no primeiro turno. É uma questão de mais trabalho e confiança nos dias que faltam.

Fica aqui o apelo e a sugestão para que espalhem a ideia.

Izaías Almada
No Blog do Miro
Leia Mais ►

Jornalista do portal R7 solta o verbo: Neca Setúbal deve R$ 240 milhões ao fisco


Jornalista da Record faz uma análise da sonegação dos 18.7 bilhões de reais do banco Itaú à Receita Federal do Brasil.

De acordo com os cálculos feitos por ele, Neca Setúbal possui uma participação de 1,29% no Banco Itaú. A dívida “proporcional” que caberia à herdeira seria de aproximadamente R$ 240 milhões.

Assista o vídeo e entenda os detalhes:



No Poços10
Leia Mais ►

Saiba por que Ana Amélia é um 7 no meio do 11!

Ela

Tenho 11 Motivos Para Não Votar em Ana Amélia. E explico. Se tens apenas um motivo para votar nela, te exponhas, tchê! Deixe que seus amigos saibam porquê.

1. CONEXÕES PERIGOSAS

a_002

Não reconheço nos poucos eleitores dela com os quais já conversei, capacidade intelectual, visão de futuro muito menos discernimento político. São apenas pessoas que compraram a ideia da RBS de que o ódio ao PT é suficiente. Não agregam, desagregam. Não amam, odeiam. Se não são todos, alguns exemplares que fazem parte de seu manicômio ideológico, de comportamento nitidamente fascistas, são suficientes para me manterem ao largo dela e de pessoas como ela: Jair Bolsonaro, Luis Carlos Heinze. O comportamento deles em relação aos homossexuais, negros e índios sugere que devamos guardar deles a mesma distância regulamentar que se recomenda em relação ao esgoto.

Afinal, ninguém põe o banheiro dentro da cozinha!

2. ALIADA DA DITADURA

a_003

Poucas pessoas sabem e seus eleitores muito menos, como alguém vira da noite para o dia, e nunca do dia para a noite, Senador Biônico. Como tudo o que sai da cabeça de ditadores, a truculência fala mais alto. No popular, Senador Biônico era um lambe-botas de gorila, como Octávio Cardoso. Um Senador Biônico e suas circunstâncias preenchiam o fetiche da ex-miss-Lagoa Vermelha. Para se ter uma idéia do nível da manada que seguiam os gorilas, se fosse hoje, Beto Albuquerque, por ser do PSB, seria preso, torturado, estuprado, morto, esquartejado e seus pedaços escondidos. Ou não foi exatamente isso que fizeram com o Deputado Rubens Paiva!!! Por ação ou omissão, o marido da Ana Amélia tinha as mãos machadas de sangue. Os que não conseguiram fugir do Brasil, foram presos sem ordem judicial, torturados para excitar os sádicos, estuprados por que a mente suja não tem limite, mortos para não denunciarem, esquartejados para não serem reconhecidos pelos familiares e seus pedaços ou jogados no mar ou espalhados em valas clandestinas como por exemplo o famoso Cemitério de Perus, em São Paulo.

É dessa gente que estamos falando!

3. FUNCIONÁRIA FANTASMA DO SENADO

a_004

CC é a abreviação de Cargo em Confiança, que deveriam ser ocupados por pessoas COMPETENTES, e não pelas pessoas com as quais somos CASADOS!

Os candidatos ao Senado pouco ou nada são cobrados em relação ao seu cabedal de honestidade. Passam anos batidos, sem serem lembrados, como por exemplo Pedro Simon, cuja presença no Senado só foi notada quando apareceu de dentadura nova, paga com dinheiro público.

Ana Amélia é desta estirpe. Do moralista de cueca, popularmente também conhecido como Santo do Pau Oco. Vivem de dedo em riste para apontar a sujeira dos outros com o único intuito de esconder a própria. Daí seu programa de governo batizado de “fim dos CC”.

CC, no caso da Ana Amélia, é um forma apocopada de CCC. Uma espécie de abreviação derivada de sua fixação ideológica. A obsessão em acabar com os CC denota apenas um ato falho, que teria passado batido fosse ela apenas candidata ao nada, ao Senado. Ao enfiar esta ladainha na mala de garupa que trouxe de Brasília, a funcionária da RBS e dublê de CC fantasma no Senado, contava apenas com a memória curta de boa parcela dos gaúchos.

Há pelo mens um caso paradigmático deste modus operandi na política brasileira, que foi Collor de Mello. O tal de Caçador de Marajás também tinha esta sanha moral ditada apenas pelas pesquisas. Quando uma pesquisa qualitativa diz que falar mal de servidor dá IBOPE é o que gente do biotipo Ana Amélia fazem. Não medem a verdade nem a coerência, muito menos a ética.

Vejam a base moral da qual deriva todo o comportamento da Ana Amélia Lemos. Tendo casado com um Senador Biônico, este, que ascendeu pelo língua, como todo lambe-botas, este arruma um CC (Cargo de Casada) no Senado por R$ 9.000,000 (nove mil mensais). Um “salariozinho”, disse ela.

Só para lembrar, o teto para a aposentadoria no INSS é de R$ 4.390,00… Cinquenta por cento do salariozinho que ela recebia como funcionária fantasma.

Se esta prática nociva, mas muito comum na ditadura, já era suficientemente condenável, há outra ainda de maior monta: ganhar e não fazer nada!

Ana Amélia exercia o cargo de direção na RBS, como chefe da Sucursal de Brasília, onde permanece por 40 anos, só voltando agora, atendendo interesse da RBS em ter alguém de confiança com a chave do tesouro do RS (Banrisul e verbas de publicidade). Se tudo isso já é muito, pasme, não é tudo. A empresa que diz viver de informação jamais informou seu público a respeito da dupla vida de sua funcionária. Ah, pode ser pior? Pode. Em se tratando de RBS, claro. Ela não só exercia um CC fantasma como ocupava tv, jornal e rádio do Grupo RBS para dar show de moral, diretamente de Brasília, para cima de nós gaúchos. Todos estes anos a ladina passou por paladina da moral de dos bons costumes. É a tal de informação isenta da RBS (isenta de tributos, isso sim!)

4. FAZENDA FANTASMA

a_005

Como uma desgraça nunca sem só, mas acompanhada de outras, o DNA da candidata vai se construindo a cada cromossoma revelado. No direito penal há dois tipos de crime, por omissão ou por “comissão”. Quando se omite de praticar ato que deveria, ou por cometer ato que não deveria. “Comissão” é uma palavra que faz parte da “cadeia” do seu DNA. Foi “comissão” no Senado”, “omissão” no papel jornalista. Por isso que a Rádio Gaúcha às vezes entra em … cadeia… Deve ser em ato falho em relação a este tipo de comportamento.

À “comi$$ão” no Senado se soma a “omi$$ão” de uma fazenda, avaliada em R$ 4 milhões, localizada em Goiás. Também teria “omitido”, ou “esquecido”, de informar um terreno em Brasília no valor de mais ou menos R$ 1,4 milhões. Não é proibido ter, mas a legislação pede que se informe. Deve ser por estas omissões que a RBS a contratou para informar… É desse tipo de profissional que se constrói empresas como a RBS. Ou será mero acaso que daquela casa saia gente como Antonio Britto, Yeda Crusius, Lasier Martins?!

Como se vê, na família do seu Octávio Cardoso, transparência é traz parente!

5. TENTATIVA DE CENSURA

a_006

Em 2002 publiquei no Observatório da Imprensa o artigo “Mídia e o dicionário da intolerância”. Naquele dicionário Ana Amélia já era verbete:
(No sábado, 2/2/02, foi a vez da "porte-parole" do ministro Pratini de Moraes e da Fiergs, Ana Amélia Lemos, voltar à carga: "Intolerância e solidariedade". A articulista da RBS, que mora em Brasília, não tomou conhecimento da intolerância do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB/DF), que, segundo os jornais, pediu uma "salva de vaias ao crioulo petista". Também lhe passou batido o incitamento do prefeito de Presidente Prudente em solidariedade ao pecuarista que atirou pelas costas em José Rainha e que, segundo a Folha de S.Paulo, declarou, a respeito do líder do MST: "Mato ele a tapas". A mesma intolerância que a RBS tentou usar contra os organizadores do Fórum Social Mundial no sentido de exigir condições especiais para a instalação de um canal televisivo, no centro de eventos da PUC-RS, pois a alternativa seria o boicote puro e simples de todo o conglomerado a respeito do Fórum.)
Trazia a baila uma reflexão de Paulo Leminski: quando usamos um termo de forma obcecada é porque seu sentido aponta para a direção contrária. Quando Ana Amélia levanta a bandeira da transparência é porque está com o mastro enfiado na traseira.

O vezo autoritário herdado, se não de outra forma, pelo menos por osmose, de seu marido, é parte de seu DNA. Quem tanto se dizia defensora da liberdade de expressão, que rechaçava qualquer crítica ao seu trabalho de jornalista, de repente viu-se no papel de quem ela tantas vezes enxovalhou. Imagine se cada um que teve de ouvir calado, porque não tinha jornal, tv, rádio nem internet ao seu lado para se defender, tivesse entrado na justiça da censurá-la. Teria gritado aos quatro ventos chamando de comunistas e o escambau. O seu comportamento autoritário não espanta, porque está no seu DNA. Ela está sendo o que sempre foi. Aliás, foi esta arrogância que a levou a ocupar tanto espaço na RBS. Veja bem, arrogância com alguns e lambe-botas com outros. Complacente com os grandes, autoritária com os pequenos.

Vários blogs postaram informações a respeito de sonegação da informação da Fazenda. Havia lido no Cloaca, depois no Sociedade Política. Depois saiu no Sul21 e na Folha. Por que Ana Amélia só quis calar os pequenos e não deu um pio em relação aos grandes? Simples, este é o comportamento típico de vira-lata. A covardia não tem limites!

Outra prova de sua faceta autoritária deu-se com a tentativa de censurar o página no Facebook da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM). Por que será que todo funcionário da RBS, que passa tantos anos cobrando transparência dos outros, se lança na política com o mote da transparência mas na primeira informação que aparece querem ver tudo opaco?

Por que a defensora da liberdade de expressão virou Mãos de Tesoura? Seria porque tem medo que todos os seus podres venham à tona, então é melhor podar desde logo quem tenta trazer à luz suas incoerências?!

6. ENRIQUECIMENTO SUSPEITO

n7M5YgO

Mesmo considerando apenas o patrimônio declarado pela senadora ao TSE, seus bens dobraram de valor entre 2010 e 2014, saltando de R$ 1,2 milhão para mais de R$ 2,5 milhões. O aumento em questão é incompatível com seu salário no Senado. De novo, vem a tona seu mote da transparência. Logo ela que sempre cobrou transparência deveria ser a primeira a ser transparente. Se ela dobrou seu patrimônio sendo apenas Senadora, imagine tendo as chaves do cofre do tesouro do RS…

7. CORTE DE PROGRAMAS SOCIAIS

Ana Amélia votou contra política de aumento do salário mínimo

j9u4EmS

Em entrevista à Zero Hora, no dia 17 de Setembro, a candidata do PP anunciou sua disposição em cortar recursos das Secretarias responsáveis pela implementação do Programa RS Mais Renda. O programa, criado no Governo Tarso, beneficia mais de 80 mil famílias em situação de pobreza extrema com um complemento de renda ao Bolsa-Família. Desde 2011, mais de 500 mil gaúchos saíram da miséria. Ana Amélia quer acabar com isso.

Quando a candidata diz que vai cortar CC para investir no social, monta uma meia verdade que se revela mentira inteira. Chuta números da mesma forma de quando era jornalista, sem conferir, sem ter o menor apreço a verdade. Os números estão todos no portal da transparência, goste-se ou não deles, são os números. Ela diz que iria acabar com 5 mil CCs. Como política, 10, por achar todo mundo é ignorante. Como candidata a governadora, ela deveria se lembrar que hoje as pessoas não dependem mais da RBS para se informar. Basta ter internet. Existem 6444 vagas providas no quadro de funções do estado. O detalhe que ela omite é que dessas vagas, 3398 são de Funções Gratificadas, ou seja, 52,7% das vagas de funções são “FG” (os CCs, 2134, representam 33,12% do quadro de funções e somente 1,39% do total de servidores em exercício).

Que ela minta, como ex-funcionária da RBS e como candidata, vá lá. Que o eleitor entre nesta peta aí já são outros 500…

8. MENOS RECURSOS PARA A DEFESA CIVIL

Eis a equipe que não defende civis, só militares!
Entre os cortes de gastos anunciados por Ana Amélia, estão as diárias utilizadas por servidores que trabalham fora do seu município de residência. O maior volume de gastos com as diárias, hoje, sustenta a ação dos agentes da Defesa Civil e da Brigada Militar. A medida comprometeria o trabalho de socorro e assistência realizado pela Defesa Civil em enchentes e outras situações de calamidade. Não é novidade que durante a Copa milhares de soldados foram deslocados do interior para a capital. Isso custa dinheiro em forma de diárias. Negar isso seria pedir que o contingente fosse deslocado sem receber por isso.

Vindo de onde veio, até porque é o uso do cachimbo que entorta a boca, todo centavo economizado com o corte de salário dos servidores públicos, que já ganham pouco, é dinheiro que será drenado, de forma legal, como propaganda nos veículos da RBS. É a forma como muito governantes fazem um cala-boca, uma espécie de mensalão para elogios. Quando Olívio Dutra cortou as verbas publicitárias, investindo nos pequenos veículos do interior onde as obras estavam sendo realizadas, a RBS em parceria com Vieira da Cunha inventaram a CPI da Segurança. Nestas eleições refizeram a parceria da RBS colando Lasier Martins no Vierinha. Só não vê quem não quer.

9. CONTRA CONCURSOS PÚBLICOS

O01TDOe

A senadora propôs emenda à PEC 17, que trata da realização de concurso público para procurador municipal, sugerindo que concursos fossem realizados somente em cidades com mais de 100 mil habitantes, o que representa apenas 4% dos municípios brasileiros. A posição abre um precedente perigoso, que pode levar à extinção do concurso público para provimento em outras carreiras.

Não é só total incoerência com seu mote de transparência e corte de CC. É também uma total irracionalidade. Até porque, se não fizer concurso público, como as prefeituras vão preencher os cargos? Criando CCs… O concurso público pode ter lá seus defeitos, mas serve pelo menos para dar transparência de verdade e não só para propaganda. Quem quer o emprego, se candidata junto com os demais, e prove estar melhor preparado com os demais. O que Ana Amélia quer é a volta do patrimonialismo, aquele mesmo que a levou a ocupar um CC fantasma no Senado.

10. ANA AMÉLIA = YEDA CRUSIUS

Hs1YBtb

Os gaúchos merecem pelo menos serem governados por gaúchos. A RBS emplacou Antonio Britto que já não vivia no RS e hoje vive mais quieto que gato cagando na chuva. Ninguém sabe por onde anda. Depois enfiou goela abaixo dos gaúchos a paulista Yeda Crusius, talvez a pior governante deste Estado em toda sua história. Tudo isso contraria a gauchada que canta desassombradamente “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Que façanhas são estas que esta terra que Sepé Tiarajú disse não ter dono hoje é comandada pela RBS, impondo caciques de fora da aldeia?

O PP, partido de Ana Amélia Lemos, fez parte do desgoverno de Yeda Crusius, que desmontou o Estado e passou quatro anos envolvido em escândalos como a fraude do Detran. Além disso, Ana Amélia defendia o déficit zero quando jornalista da RBS e já declarou, publicamente, que o governo Yeda foi bom para o Rio Grande.

Ana Amélia é parte importante do descalabro que foi sua colega de RBS, Yeda Crusius. Os filhos dos gaúchos não querem mais voltar a estudar em escolas de lata.

11. Ana Amélia é um 7 no  meio do 11

ANA RBS LEMOS

A melhor definição para o que significa a candidatura da Ana Amélia e sua plataforma de governo até aqui dada a conhecer é colocar  sua nota de ex-miss Lagoa Vermelha no meio da legenda de seu partido: 1(7)1! Querer tomar os cofres do Estado para, com isso, salvar a pele dos patrões é coisa de 171!

A RBS pode resolver sozinha sua decadência sem precisar de uma governadora que drene recursos para suprir a incompetência administrativa dos Sirotsky. É um absurdo que uma empresa do tamanho da RBS dependa de governante submissos que invistam mais em propaganda em seus veículos do que na educação e nos pequenos agricultores.

Até o Correio do Povo já denunciou a forma indisfarçável da RBS de se apropriar do RS. Já tivemos o cavalo do comissário, agora querem nos impingir uma segunda égua-madrinha!

Diferente do que diz a letra do hino rio-grandense, povo que não te virtude acaba sendo capacho amestrado da RBS!

Gilmar Crestani
Leia Mais ►

Eleições 2014: vira, virou, vai virar mais?


De repente, não mais que de repente, tudo começou a virar no quadro eleitoral.

Pela última pesquisa Datafolha, Dilma tem 13 pontos na frente de Marina no primeiro turno e ganha no segundo.

Não me surpreenderei se Dilma vencer no primeiro turno.

Marina vem dissolvendo-se na natureza. Aécio não se ajuda, mas ajuda Dilma.

No Rio Grande do Sul, surpresa total: Tarso aparece empatado com Ana Amélia Lemos.

José Ivo Sartori segue crescendo. Vai tirar Ana Amélia do segundo turno?

Depois que o PT foi para o ataque, Ana Amélia começou a patinar. Coisas pequenas podem fazer muita diferença. O fato de Ana Amélia, que faz cavalo de batalha da crítica ao excesso de CCs, ter sido CC do marido senador, em Brasília, ao mesmo tempo que trabalhava para a RBS, está fazendo estrago, calando no imaginário popular como mais uma coisa de político que diz uma coisa e faz outra. Esse tipo de revelação marca mesmo que possa ser encarado como um “erro de juventude” ou de meia-idade.

Tarso Genro tem adotado uma estratégia certeira: pressionar Ana Amélia para que ela diga onde vai cortar gastos.

Ela não diz. Um Estado não é uma casa de família. Todo Estado funciona com endividamento. A questão é o tamanho do endividamento. Tarso diz que vai aumentar os investimentos em saúde, educação e segurança com mais endividamento.

A jogada de Tarso é renegociar a dívida do Estado com a União para ganhar poder de tomar novos empréstimos.

Ana Amélia sugere que vai enxugar a máquina. Tarso questiona: onde? Como?

Foi assim no debate de ontem, sexta-feira, na Record-RS.

Um Estado não é uma empresa nem uma casa de família.

Ninguém resolve o problema sempre imenso das finanças públicas cortando CCs (0,4% dos gastos) ou cortando diárias, ainda que isso possa ser uma boa política de moralização e de sinalização de austeridade em tempos de vacas magras.

Em relação ao senado, Olívio aparece na frente de Lasier Martins.

Será que o poder dado pela visibilidade da RBS começa a atingir o seu limite?

O jogo está aberto,

Tem gente soltando rojão. Tem gente batendo queixo.

Melhor não se precipitar.
Leia Mais ►

“Bala de prata” da Veja gorou: apenas fofoca e mentiras


Eis os trechos da reportagem da Veja que a direita, desesperada com o movimento de queda livre de seus candidatos (Marina e Aécio), tenta usar como último recurso para crescer.

“Quando as autoridades quiseram saber se o dinheiro chegou ao caixa de campanha de Dilma em 2010, Paulo Roberto limitou-se a dizer que acionou o doleiro Youssef para providenciar a ajuda. O ex-diretor disse aos investigadores que não poderia dar certeza de que Youssef repassou o dinheiro pedido pela campanha de Dilma, mas que aparentemente isso ocorreu, pois Antonio Palocci não voltou a procurá-lo”, diz um trecho.

“Mesmo que em seu depoimento o ex-diretor não chegue a confirmar se os 2 milhões pedidos foram de fato repassados à campanha presidencial de Dilma Rousseff, a revelação que ele fez às autoridades é de alta gravidade. Independentemente de o dinheiro ter sido repassado ou não.”

É tudo disse-me-disse, elevado ao cubo.

Paulo Roberto Costa, o bandidão preso pela PF, diz que o doleiro disse que o ex-ministro Antonio Pallocci procurou-o para pedir dinheiro para a campanha da Dilma em 2010.

A história é incrivelmente inverossímil, porque pressupõe que o ex-ministro Pallocci, conhecido por seu excelente relacionamento com os grandes empresários, precisaria de alguma ajuda, de um doleiro com ficha na polícia, para obter colaboração financeira para a campanha de Dilma. Isso num ano em que o Brasil experimentava o maior crescimento em décadas e o governo atingia o grau máximo de aprovação popular.

O cheiro de factóide é avassalador.

O depoimento de Costa é sigiloso. E o sigilo existe justamente para não se permitir que as acusações de um bandido angustiado não perturbem as investigações, nem provoquem danos à imagem de ninguém, não antes do mesmo fornecer provas que lastreiem tudo que disse.

Os vazamentos comprometem duplamente as investigações:

1) Permitem que eventuais pessoas acusadas possam destruir evidências.

2) Os acusados poderão usar os vazamentos para invalidar o processo.

Então ficamos assim. A Veja diz que Costa disse que Yousseff disse que, aparentemente, alguém lhe pediu contatos para uma campanha.

Mas não dá certeza.

Ai, ai, ai.

Essa é a imprensa brasileira.

Miguel do Rosário
No Tijolaço
Leia Mais ►

Dilma, Lula e o PT cresceram na reta final


Crescimento da presidente nas pesquisas mostra que eleição deixou de ser um espetáculo midiático e se transformou numa disputa política de verdade

O crescimento de Dilma nos últimos dias reflete um momento particular da campanha. Quando falta uma semana para a votação em primeiro turno, a eleição deixou de ser um espetáculo político midiático, comandado pelos meios de comunicação, suas apostas e preferências, para se transformar numa disputa soberana entre partidos, candidatos e cidadãos.

A corrida aos comícios, o crescimento de caminhadas pelos centros urbanos e, como um reflexo de tudo, as mudanças dramáticas nas pesquisas, mostram que a plateia abandonou o papel de simples espectadora e foi a luta numa eleição que pode ser decisiva para o futuro do país e de cada um dos brasileiros. Nessa situação, a experiência real ganha importância sobre a propaganda.

Diante das pesquisas, o manchetômetro — absurdamente desfavorável a Dilma — diz menos sobre a eleição e os candidatos do que sobre a influência dos meios de comunicação. A presidente cresce apoiada em seu desempenho, na liderança de Lula e também na história de um partido que, muito maior do que seus defeitos, os reais e os imaginários, continua sendo a expressão dos assalariados e da população pobre.


dilma-blogueirosSentada na cabeceira de uma mesa no Alvorada, na tarde desta sexta-feira a presidente Dilma Rousseff exercitou o legítimo direito de contemplar o futuro do país numa entrevista coletiva para oito blogueiros — eu estava entre eles.

Em duas horas e três minutos de entrevista — a combinação original era de 60 minutos, quem sabe um pouco mais — a presidente permitiu-se falar de de um possível segundo governo, o que não poderia ter sido feito nos momentos anteriores, quando isso poderia parecer presunção ou leviandade. Comparando os dois mandatos de Lula, Dilma lembrou que no primeiro ele fez o governo que era possível — e no segundo fez o que gostaria. Dizendo que faz um governo na “defensiva,” sugeriu que, caso venha a ser reeleita, fará um segundo mandato a seu gosto.

Já na primeira pergunta, Dilma anunciou que seu segundo governo irá iniciar o debate para a regulamentação econômica dos meios de comunicação. A presidente lembrou o Papa Francisco, que chegou a falar no pecado da desinformação. Disse que a Constituição proíbe, nos artigos 220 a 224, o monopólio e o oligopólio dos meios de comunicação e antecipou as dificuldades para um debate real. “No Brasil, tenta-se confundir regulação econômica com o controle de conteúdo e uma coisa não tem nada a ver com a outra. Controle de conteúdo é típico de ditaduras A regulação do ponto de vista econômico visa apenas impedir que relações de oligopólio se instalem,” disse ela.

A regulamentação econômica dos meios de comunicação foi uma meia vitória dos constituintes progressistas de 1988. Eles tiveram força para incluir a luta contra o monopólio e o oligopólio no texto, mas a bancada conservadora, aliada das empresas de comunicação, conseguiu incluir uma ressalva, de que isso se faria “na forma da lei” — e de lá para cá, passados 26 anos, essa regulamentação nunca foi debatida nem sequer votada. “Onde há concentração de poder econômico dificilmente haverá relações democráticas,” disse a presidente. Dilma está convencida de que o país vive um momento em que o debate sobre a concentração da propriedade da mídia deixou de ser uma preocupação de estudiosos e ativistas, para se tornar “uma demanda atual da sociedade.” Ao falar sobre saúde pública, Dilma deixou claro que o fortalecimento do SUS será sua prioridade — mas disse também que acredita na necessidade de convivência entre o sistema público e o privado. Quando perguntei sobre a reforma política, lembrando que a proibição de contribuições financeiras de empresas privadas envolve uma batalha histórica para garantir o cumprimento da regra democrática 1 homem = 1 voto, Dilma sublinhou que, com base num plebiscito, a maioria teria condições de impor sua vontade. Um bom argumento. (Assista aqui a entrevista da presidente, na íntegra).


ceilândiaNa quinta-feira, uma caminhada de Dilma em Feira Santana parou a cidade e, à noite, um comício em Ceilândia, reuniu 15 000 pessoas. A presidente não compareceu para poupar a voz. Mas a presença de Lula em noite inspiradíssima garantiu grandes momentos a uma massa que saiu de casa, enfrentou congestionamento e alimentou-se de pipoca, milho cozido e salada de frutas para ouvir Lula falar. Com rouquidão profunda, a ponto de gerar comentários preocupados entre militantes que lembram do câncer na faringe, Lula fez as honras da casa. Com uma garrafinha de plástico na mão, informou aos presentes que iria tomar água varias vezes, esclarecendo, com a naturalidade dos pacientes que não perdem a chance de celebrar a cura de uma doença gravíssima, que “agora minha garganta fica seca. Quando eu estava no sindicato, era só tomar um gole de conhaque e tudo ficava resolvido.”

Em seguida Lula apresentou à massa reunida em torno do palanque um personagem frequente dos comícios do PT na Capital Federal e em Goiás — o médico Cicero Pereira Batista, negro e calvo, de jaleco branco e estetoscópio no pescoço. Filho de uma empregada doméstica, sem recursos sequer para comprar livros necessários ao estudo — chegava a buscar material didático no lixo — Cicero conseguiu o diploma no ProUni, transformando-se, na campanha de 2014, num símbolo em carne e osso dos feitos e realizações do PT desde sua chegada ao Planalto, em 2003.

Encantando a plateia que acompanha seu desempenho com uma admiração que poucos políticos tiveram direito em qualquer momento da história do país, Lula disse “Nunca aceitaram que alguém ousasse tornar um negro médico. Nós ousamos!”. Lula também lembrou, com emoção na voz, a vitória de Tamires Gomes Sampaio, uma estudante do Pro-Uni, negra, que tornou-se presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Instituto Mackenzie, em São Paulo, instituição notável pelo espírito conservador.

Numa demonstração de seu pleno domínio da oratória, Lula também tratou de Marina Silva. Como ele mesmo havia previsto, alertando os dirigentes da campanha a respeito, toda tentativa de ataque agressivo pode ser usada por ela — não só por causa de sua figura frágil, mas porque a própria Marina aprendeu a tirar proveito dessa situação.

“Quando escolhi a Dilma, eu sabia o tamanho do problema que o Brasil tinha pela frente. De todas as pessoas que eu tinha, a Dilma era a mais competente. Por isso, ela não permitiu que este país entrasse numa crise como entrou a Espanha, Itália e Estados Unidos”, disse. Com o cuidado de eliminar qualquer tonalidade agressiva na voz, Lula concluiu. “Eu gosto da Marina. Mas se fosse escolher uma presidente por amor, eu teria de escolher dona Marisa.”

Paulo Moreira Leite
Leia Mais ►

Debate com os candidatos ao Governo da Bahia (íntegra)


Leia Mais ►

A íntegra do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo


Leia Mais ►

Encontro com Blogueiros Sujos


Pataxó
Leia Mais ►

Essa é do Barão... 56


Leia mais clicando aqui.
Leia Mais ►

A íntegra da entrevista de Dilma aos blogueiros sujos


Atenção: O vídeo está sem edição. A entrevista inicia-se a partir de 29min30.

Leia Mais ►