20 de set de 2014

Por que a Marina ataca o BNDES?... Porque o dono do Itaú não gosta do banco

Marina é candidata de um assunto só: Petrobras. Mas hoje, a candidata do banco Itaú abriu uma exceção; está atacando o BNDES nas redes sociais:


E, por que Marina não gosta do  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),  empresa pública federal, cujo principal objetivo é financiar de longo prazo a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, de âmbito social, regional e ambiental?

Por que o banqueiro, Roberto Setúbal, dono do Itaú, que sustenta Marina, também não gosta, como vocês podem ver na imagem:
 
O programa de governo de Marina, que talvez tenha sido escrito por sua amiga Neca Setúbal, defende a redução dos subsídios dos bancos públicos, como BNDES, BB e Caixa. Esses são subsídios que fomentam o desenvolvimento e programas federais.

Se fosse colocado em prática esse tipo de programa de governo, o que aconteceria? Não só a Petrobras (que a Marina odeia) perderia a importância, e acabaria com o subsídio.

Em consequência, acaba o Minha Casa Minha Vida. E o mais grave é que também não vai ter Plano Safra do agronegócio ou da agricultura familiar porque hoje todo o dinheiro do Plano Safra é subsidiado pelo governo federal e tem a participação dos bancos públicos. Sem os subsídios, não haveria programa de investimentos, para, por exemplo  em metrô.

Marina tem ideias aventureiras, obscurantistas e atrasadas. Elas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, demagógica e, sobretudo, não sei a que interesses servem, ou sabemos, a quem interessa.

Quanto ao banco "dá" dinheiro, como Marina disse, o único banco que nós sabemos que dá dinheiro,  é o Itaú, mas só para Marina Silva.

Helena
No Amigos do Presidente Lula
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Marina minimiza crítica à espionagem e defende “nova” política externa

A posição reacionária de Marina Silva (PSB) vai se aprofundando a cada entrevista ou declaração em ato político de campanha. Desta vez, a candidata do PSB resolveu tecer posições sobre a política externa brasileira em entrevista a The Associated Press, que foi comentada e celebrada pelo jornal britânico “The Independent”, desta quinta-feira (18).

Assim como a grande mídia brasileira, as posições de Marina
foram celebradas pelo The Independent
Marina minimizou a espionagem norte-americana, mas quando questionada se manteria a política de relações com Cuba, Venezuela, China e Irã, ela tergiversou afirmando que o diálogo nesses casos é essencial.

Segundo Marina, o povo cubano precisa de ajuda para “fazer uma transição do regime atual para a democracia”, mas por outro lado, defendeu a aproximação com o governo dos EUA e, indiretamente, criticou a postura da presidenta Dilma Rousseff, que rechaçou na ONU a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.

Em defesa da soberania brasileira, Dilma denunciou a ação criminosa em plenária da ONU e cancelou um convite feito pelo presidente norte-americano Barack Obama para uma visita formal de Estado.

O que Marina não se conforma é com o fato do convite de Obama — que foi o primeiro feito a um líder brasileiro em duas décadas e a primeira vez que um líder internacional rejeitou —, é resultado o protagonismo do Brasil na política externa, que buscou novos polos de poder e a intensificação dos laços com a América Latina, diferente da política tucana — elogiada por Marina — que priorizava as relações com as grandes potências fechando acordos que ampliavam a dependência externa do Brasil.

Marina tomou distância da posição brasileira em face da espionagem ianque. Mesmo dizendo que se trata de “grave erro”, afirmou também que se estivesse no lugar de Dilma seguiria em frente. “Ambos os países precisam melhorar esta situação, para reparar os laços de cooperação”, disse ela. “O governo brasileiro tem o direito absoluto de não aceitar tal interferência, mas também não pode ficar simplesmente estagnado por conta deste problema. Vamos ter força de vontade suficiente para reconstruir esse relacionamento”, completou Marina.

Erro é consequência de uma ação inesperada, sem planejamento ou conhecimento, o que não pode ser atribuído à espionagem norte-americana. As revelações feitas no ano passado pelo ex-agente da CIA, Edward Snowsen, mostrou um vasto esquema de espionagem eletrônica, organizado e planejado pelo Pentágono com anuência e supervisão de Washington.

Mas em sua subserviência, Marina acredita que as ações terroristas, arrogantes e antidemocráticas do governo norte-americano não devem ser repelidas. Ao contrário do tratamento aos governos progressistas, cujo compromisso é promover a igualdade e a qualidade de vida do seu povo, como Cuba, Venezuela e China.

Subserviência não muda

Em 2010, a então pré-candidata pelo PV e senadora Marina Silva endossou o coro da grande mídia e criticou, em entrevista à rádio CBN, a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos governos da Venezuela e de Cuba.

No ano passado ela escancarou o seu direitismo político e o rancor quando em 5 de outubro, ao oficializar a aliança com o PSB, disse que estava na chapa para lutar “contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil”.

Com tais posições, o jornal britânico coloca a candidata num pedestal afirmando que Marina “poderia melhorar as relações do Brasil com os Estados Unidos, além de ampliar a pressão internacional em prol dos direitos humanos”.

Como vemos, sua aliança é com os setores mais reacionários e atrasados do Brasil. A “nova política” que tanto papagueia e diz representar, não passa da velha subserviência à oligarquia e aos ditames imperialistas.

Dayane Santos
No Vermelho
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Tradição favorece quem ganha no primeiro turno


Nunca no Brasil o menos votado no primeiro turno ganhou no segundo

Dilma abriu uma vantagem de sete pontos percentuais sobre Marina Silva no primeiro turno, mostra o Datafolha. Embora elas estejam tecnicamente empatadas na simulação de segundo turno (46% a 44% a favor de Marina), a tradição mostra que nunca, no Brasil, um candidato que chegou em segundo lugar no primeiro turno ganhou “de virada” no segundo turno. Isso pode acontecer, e já aconteceu em eleições para prefeito e governador mas nunca na disputa presidencial. O segundo turno foi adotado a partir da eleição municipal de 1988.

Na primeira eleição presidencial da atual fase democrática, a de 1989, Collor chegou na frente, com 47% na última pesquisa realizada antes do pleito, e Lula em segundo, com 44%. Empate técnico, mas Collor foi mais votado no primeiro turno e ganhou no segundo. É claro que foi uma eleição muito singular, com jogo muito pesado contra o candidato do PT, mas começou ali uma tradição. Nas duas eleições seguintes, as de 1994 e 1998, não houve segundo turno porque Fernando Henrique Cardoso ganhou no primeiro.

Em 2002, Lula concorreu pela quarta vez e o candidato tucano era José Serra. Lula chegou na frente nas pesquisas e foi o mais votado no primeiro turno, saindo amplamente vitorioso no segundo. O mesmo aconteceu em 2006, quando ele disputou a reeleição tendo como principal adversário Geraldo Alckmin, cuja votação até encolheu no segundo turno.

Em 2010, Dilma liderou as pesquisas para o primeiro turno e foi a mais votada (46.9% dos votos contra 43,6% de José Serra), mantendo a vitória no segundo turno.

Em eleições para governador, o caso mais clássico de virada, uma espécie de exceção que confirma a regra, foi o de Mario Covas contra Paulo Maluf em 1998.

A grande questão

No domingo, começa a chamada reta final da campanha, a dos últimos e decisivos 15 dias. Nesta fase, os indecisos se decidem e geralmente seus votos se distribuem proporcionalmente aos índices de cada um dos candidatos mais competitivos. Segundo o Datafolha, neste momento existem apenas 7% de indecisos, além de 6% que se dispõem a votar em branco ou nulo, embora seja comum a redução deste índice na hora do pleito.   Se não houver grandes deslocamentos de votos e a distribuição destes 13% for proporcional, Dilma chegará na frente no segundo turno, apostando na tradição.

Mas a grande questão desta reta final é: até quando Marina resistirá a uma queda mais acentuada? Ela deve continuar sob o fogo de Dilma (que deve agora moderar o tom do confronto) e de Aécio, que precisa aumentar o fogo para tentar chegar ao segundo turno.

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Datafolha: Alegria de Aécio é falsa!

Aécio Neves está embriagado com os números do último Datafolha. Já alguns “calunistas” da mídia, que detestam a “lulopetista” Dilma Rousseff, mas não confiam plenamente na “ex-petista” Marina Silva, soltam rojões e garantem que a reação do cambaleante tucano é inevitável. Toda esta euforia, porém, não se justifica e pode virar uma baita ressaca. O Datafolha divulgado nesta sexta-feira (19) apontou um aumento de apenas dois pontos percentuais nas intenções de voto do presidenciável do PSDB — ou seja, dentro da margem de erro. Ele subiu para 17% e ainda está distante dos 21% que ostentava antes da trágica morte da Eduardo Campos e da “providência divina” de Marina Santos.

Os apostadores do “mercado eleitoral” — e também os agiotas do mercado financeiro — tentam criar um clima favorável a cada pesquisa. Não é para menos que elas já viraram uma indústria, com uma nova sondagem a cada dois dias. Isto permite enricar os donos dos institutos, arrecadar mais grana para as campanhas e embolsar mais dinheiro na Bolsa de Valores. Os marqueteiros e os políticos fisiológicos ficam mais ricos — e os rentistas, ainda mais. Dois dias antes do Datafolha, o Ibope — do trambiqueiro Carlos Augusto Montenegro — já havia jurado que Aécio Neves estava em alta. A pesquisa, muito estranha, serviu para abortar o movimento pela renúncia do cambaleante tucano e para valorizar o seu passe.

Tentativa de conter a sangria

As duas sondagens revelam, no máximo, uma fotografia do momento e não justificam tanta alegria do presidenciável do PSDB. Ela é falsa! Nos últimos dias, Aécio Neves só teve péssimas notícias. Até o coordenador-geral da sua campanha, o demo Agripino Maia, apunhou o tucano pelas costas ao antecipar o apoio a Marina Silva. Marconi Perillo e Beto Richa, governadores de Goiás e do Paraná, respectivamente, também bateram suas asas tucanas para a candidata-carona do PSB. Já o ex-presidente FHC, mentor do folião mineiro, andou se encontrando com o velho amigo Walter Feldman, o ex-tucano que hoje coordena a campanha da ex-verde. O cenário era de uma overdose de coisas ruins para Aécio Neves.

Jornalistas mais críticos, menos chapa-branca, já apontavam os obstáculos da sua candidatura. Em artigo no Estadão de segunda-feira (15), Julia Duailibi revelou os dilemas dos tucanos. “Nos bastidores do PSDB, principalmente na ala paulista, as principais lideranças do partido já discutem o caminho que o partido deve tomar caso Aécio não passe para o segundo turno, cenário mais provável hoje... Há uma ala que rechaça Marina, a considera uma aventura e que diz que sairá do partido caso o PSDB declare apoio à candidata. Outra vê a possibilidade de derrotar o PT como o principal caminho a ser tomado pela legenda. Segundo aliados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria favorável ao apoio a Marina”.

Volta para Minas, Aécio!

E até jornalistas menos independentes, como Fernando Rodrigues, já tinham enterrado Aécio Neves. Em artigo no seu blog hospedado na Folha, ele decretou: “Aécio só tem uma saída: dedicar-se a Minas Gerais”. Para ele, o presidenciável tucano não tem qualquer possibilidade de reação e corre o risco de perder o governo mineiro. “Se perder no próprio Estado, Aécio fica fragilizado dentro do PSDB para 2018”. Seu pessimismo teve como base a pesquisa do Ibope, que deu um índice maior de aprovação ao tucano. “Os 19% para o presidenciável do PSDB são insuficientes para sonhar com o segundo turno”. Imagine, então, com os 17% dados pelo Datafolha, que pertence ao mesmo grupo empresarial em que trabalha?

“O resultado do Ibope não deixa opções para o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves: o tucano está quase obrigado a retornar para seu Estado natal para não sofrer uma derrota humilhante entre os mineiros. Segundo o Ibope, o candidato do PT a governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, tem 43% de intenções de voto. O nome do PSDB, Pimenta da Veiga, tem apenas 23%, ou seja, 20 pontos a menos do que o petista. É verdade que Aécio Neves está com honrosos 19% na pesquisa Ibope, mas continua muito distante de Dilma Rousseff (PT) e de Marina Silva (PSB). Ocorre que esses 19% são a mesma pontuação que o tucano tinha no final de agosto no Ibope. Ou seja, ele não saiu do lugar”.

Esqueceram do cambaleante

Estes e outros diagnósticos mais sensatos, menos tucanos, confirmam que a situação de Aécio Neves é dramática e que nada justifica a euforia do candidato e de alguns “calunistas” da mídia. Há também outras cenas curiosas que servem como bafômetro para conter a embriagues. Na semana passada, um grupo de artistas divulgou um manifesto de apoio a Geraldo Alckmin e José Serra, candidatos ao governo e ao Senado por São Paulo. O evento “festivo” ocorreu na Livraria Cultura. Curiosamente, o manifesto não citou o presidencial do PSDB uma única vez. “O maestro Amilson Godoy [líder do movimento] atribuiu o ‘esquecimento’ de Aécio a um erro de digitação”, relatou o Estadão. Hilário!

Além da pesquisa redentora, a única boa notícia para o presidenciável tucano nos últimos dias é que ele ainda conta com o apoio das madames decrépitas de São Paulo. Segundo a Folha tucana, “após a subida de Aécio em pesquisa, socialites atacam o voto útil em Marina” e reforçam a campanha do senador mineiro. O relato da jornalista Lígia Mesquita mostra bem a mentalidade tacanha e reacionária da elite paulista e vale a pena ser reproduzida:

* * *

"Acho absurdo [quem escolhe o voto útil]. O pessoal estava votando na Marina no 1° turno de medo que a Dilma [pausa]... achando que a Marina fosse a única opção! Agora, a gente tá vendo que o Aécio é a opção", dizia a ex-primeira-dama paulista Deuzeni Goldman na saída de um encontro de mulheres com o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), nesta quarta-feira (17), em São Paulo.

Animadas com a subida de quatro pontos do presidenciável tucano na pesquisa Ibope divulgada na noite anterior, Deuzeni e muitas das socialites que compareceram ao Diretório Estadual do PSDB aproveitaram para criticar parte do eleitorado do partido que está optando por Marina Silva (PSB).

A escolha pelo voto útil na pessebista, à frente de Aécio nas pesquisas, seria, na visão desses eleitores, a única opção para derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT).

"Ainda temos 18 dias até a eleição. Se o Aécio encostar na Dilma, ele ganha. Esta eleição é de oposição ao PT", comentava Regina Martinez, na plateia.

Segundo a relações-públicas, a vontade de renovar o governo faz com que "o pessoal pegue qualquer coisa para derrotar o PT". "Até acredito que os brasileiros estejam comovidos com a situação da Marina, que falem olha os destinos de Deus, o avião [de Eduardo Campos] caiu'. Mas muitos que votam na Marina não sabem quais são os programas dela."

Para a economista Eliandra Mendes, que participou na semana passada de encontro com coordenadores da campanha de Marina Silva, é "lamentável" a opção pelo voto útil. "Nós não votamos por convicção, mas por exclusão. É uma pena porque a gente tá falando da nossa vida, de nossos filhos."

A empresária Esther Schattan, que também esteve no encontro com a equipe pessebista, disse à Folha na semana passada que poderia cogitar um voto útil. Depois do encontro com Aécio, mudou o discurso. "Eu pensava [assim]. Mas nesse primeiro turno podemos expressar nossa vontade", afirma.


Altamiro Borges
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Dilma abre 17 pontos de vantagem em Minas; Marina e Aécio empatam


Pesquisa DataTempo/CP2 realizada de 11 a 15 de setembro em todas as regiões de Minas Gerais mostra a candidata à reeleição, presidente Dilma Rousseff, na liderança pela disputa ao Palácio do Planalto. Ela tem 39,8% das intenções de voto. Marina Silva, candidata do PSB, e Aécio Neves, que concorre pelo PSDB, estão tecnicamente empatados na segunda colocação. Marina tem 22,3% da preferência do eleitorado e é seguida de perto por Aécio, com 21,1%. A diferença entre os dois é de 1,2 ponto percentual, menos do que a margem de erro, que, neste levantamento, é 2,16 pontos percentuais.

Já a petista tem 17,5 pontos percentuais de vantagem em relação à adversária mais próxima, Marina Silva. No levantamento anterior, divulgado em 30 de agosto, a diferença entre Dilma e o segundo colocado, Aécio Neves, era de 9,6 pontos percentuais.

Os dados de Minas Gerais apontam para a realização de segundo turno, mas não conseguem responder quem iria para a segunda fase de votação com Dilma Rousseff.

Chama atenção a tendência de queda das intenções de voto de Aécio Neves. O tucano tinha, no levantamento divulgado em 9 de agosto, 41,2%. Passou para 26,5%, em 30 de agosto, e agora tem 21,1%.

Já Marina Silva faz o caminho inverso. Em 9 de agosto, quando o candidato do PSB era Eduardo Campos, morto dia 13 daquele mês em um acidente aéreo, a pontuação era 4,8%. Em 30 de agosto, já com Marina como titular da chapa, passou para 20,5% e, agora, 22,3%. Dilma Rousseff pulou de 33,8% em 9 de agosto para 36,1%, em 30 do mesmo mês e, agora, 39,8%.

Nesta situação, o número de indecisos permanece estável, variando de 8,9% para 8,8%. Nenhum dos outros candidatos alcançou 1% da preferência do eleitorado mineiro.

Espontânea

Quando não é apresentada para os entrevistados a lista dos candidato, a situação não é muito diferente da anterior.

Dilma Rousseff é citada por 36,9%. No levantamento anterior foi lembrada por 32,6%. Marina Silva cresceu de 14,9% em 30 de agosto para 19,4% agora. Já Aécio Neves, que foi a opção de 26,3% dos entrevistados no levantamento divulgado em 9 de agosto, passou para 20,6% em 30 de agosto. Agora é citado por 17,8% .

Nessa modalidade, o número de indecisos aumentou de 18% em 9 de agosto para 20,6% em 30 do mesmo mês e, agora, atinge 15,5%. Os outros candidatos não chegaram a ser citados por 1% dos pesquisados DataTempo/CP2.

A pesquisa foi realizada de 11 a 15 de setembro em todas as regiões do Estado. Foram realizadas 2.075 entrevistas com pessoas de todas as faixas etárias e os vários níveis de escolaridade e renda familiar. A margem de erro é de 2,16 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Sempre Editora.

Dados

A pesquisa DataTempo realizou 2.075 entrevistas entre 11 e 15 de setembro. A margem de erro é de 2,16 pontos percentuais. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com número BR 00650/2014.

No Viomundo
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Marina faz comício esvaziado na terra de Lula, no ABC paulista


Nesta sexta-feira (19), Marina Silva (PSB) teve apenas uma agenda pública: um comício tímido na Praça da Igreja Matriz, no centro de São Bernardo do Campo (SP). O ex-presidente Lula mora ali, no berço de movimentos sindicais e do PT. De acordo com uma pesquisa local, a ex-ministra do Meio Ambiente bate Dilma com vantagem de 10 pontos no primeiro turno.

O bom desempenho no reduto petista "é um indicativo de que aquelas pessoas que se mobilizaram na década de 1970 para buscar a nova política, para garantir conquistas sociais, continuam à frente daqueles que desistiram dessa agenda e agora estão indo para o caminho do retrocesso", avaliou Marina.

Mas se por um lado os números sopraram à favor de Marina no ABC, por outro, a chuva intermitente, a organização do evento e o cansaço físico da candidata contribuiram para um comício esvaziado. Marina fez um discurso rápido, em cima de um pequeno trio elétrico, ao lado de Beto Albuquerque e Luiza Erundina e foi embora. Sem direito à caminhada pela principal via comercial da cidade, entre populares. Dilma, quando passou por lá no último dia 2, fez questão de travar o trânsito por quase duas horas, ao lado de Lula.

No tempo que tinha, Marina falou das “mentiras e ataques que o PT” vem desferindo contra sua campanha a algumas dezenas de militantes que trajavam camisetas de partido ou carregavam adornos que promovem candidatos a deputado federal e estadual do PSB na região. Eram poucos os curiosos que se aproximavam para ver a presidenciável. 

Em um dos momentos em que foi aplaudida, Marina disse que a nova política rompe com elos que o PT criou com figuras como Maluf e Collor. Cerca de três horas antes do evento começar, porém, militantes do PSB tiveram de correr para esconder cavaletes nos quais Marina aparece ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Além de não casar com o discurso da “nova política”, o “Geraldina”, a dobradinha entre Geraldo e Marina, é indigesto à candidata.

Direitos trabalhistas

À imprensa, Marina concedeu alguns minutos de entrevista antes do comício na praça. Na ocasião, ela recuou novamente com falas sobre atualizar a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). A ideia foi discutida com empreendedores na capital paulista essa semana. Sem muitos detalhes, abriu margem para críticas de Dilma, que sugeriu que Marina vai reduzir direitos trabalhistas, se eleita.

"Em nenhum momento a nossa aliança falou em revisar a CLT. Essa é mais uma mentira muito semelhança àquelas ditas sobre o pré-sal. A Dilma é quem tem que explicar por que que a renda voltou a se concentrar no Brasil e por que o salário do trabalhador voltou a recuar diante da inflação", respondeu.

Embate com Lula

Marina também evitou, mais uma vez, entrar em conflito direto com Lula ao ser incitada a rebater críticas do ex-presidente. Ela tangenciou ainda a dúvida sobre uma possível aliança com o PSDB de Aécio Neves no segundo turno das eleições. A estratégia da pessebista é focar no debate, e não no embate.

“Para mim, a atitude nessa campanha será sempre a de oferecer a outra face. Para a face de desviar do debate com alguém que defende a presidente Dilma e não está na disputa, eu ofereço a face de chamar a Dilma para o debate do programa de governo que ela não apresentou.”

A presidenciável, que vem apresentando tendência de queda nas últimas pesquisas, uniu os dois principais concorrentes no mesmo balaio quando falou da agressividade da campanha. “É muito interessante isso que está acontecendo. Pela primeira vez na história, PT e PSDB estão juntos numa mesma cruzada de preconceito, boatos e difamações”, disparou. “Eles me tratam como se eu fosse a exterminadora do futuro, para disfarçar que eles estão exterminando o presente”, acrescentou.

Cíntia Alves
No GGN
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A Dilma o que é de Dilma

Dilma cresce devagar e sempre a cada levantamento, enquanto a disputa entre Marina e Aécio pelo 2o. lugar pode repetir conflito entre Lula e Brizola em 1989

Se as eleições fossem hoje, e o país vivesse pelas regras eleitorais anteriores a 1989, quando não havia o sistema de dois turnos, Dilma Rousseff estaria reeleita — na matemática.

Se o último DataFolha já registrou o crescimento de Dilma, em dois levantamentos internos, recém-saídos do forno, disponíveis na noite de sexta-feira, ela se encontrava na casa dos 38 e 39% das intenções de voto, apresentando uma tendência de alta, sem grandes saltos nem movimentos especulares, mas de notável regularidade.

A disputa quente, ao menos neste momento, é pelo segundo lugar. Enquanto Dilma cresce inclusive onde parecia parada, como São Paulo, Marina encontra-se em queda no país inteiro e sua diferença em relação a Aécio Neves diminui a cada levantamento.

Conforme pesquisas de tipo tracking — um levantamento baseada na média de intenções de voto de três dias consecutivos, considerada a mais apropriada para apurar as tendencias da disputa — a distancia de Marina para Dilma se ampliou.

Chegou a dez pontos. Em outro levantamento do mesmo tipo, a distância é de quinze pontos. Mesmo olhando esses números com a reserva necessária a todo levantamento dessa natureza, pois ele não obedece a nenhum controle além das próprias campanhas e seus patrocinadores, eles parecem confirmar que a boca do jacaré entre as duas concorrentes principais está abrindo.

Já a diferença de Aécio para Marina diminuiu. Ficou em dez pontos, num dos levantamentos. Em apenas seis, em outro. Embora Marina ainda seja vista com a adversária provável no segundo turno, cresceu a visão, na campanha do PT, de que a chance de Aécio Neves ir para a segunda rodada deixou de ser um exercício imaginário e se transformou numa hipótese real.

Quando faltam quinze dias para a votação, a previsão é de um primeiro turno literalmente imprevisível, que pode lembrar 1989, quando Lula e Leonel Brizola chegaram emparelhados em segundo lugar e o candidato do PT venceu por 400 000 votos — diferença tão apertada que, fora o DataFolha, a maioria dos institutos nem arriscou uma previsão nas pesquisas de boca-de-urna, feitas após a votação.

Mesmo real, o crescimento de Aécio tem um limite. Sua agressividade de adversário original do PT pode contribuir para retirar eleitores conservadores de Marina. Ao mesmo tempo, impede que tenha acesso a eleitores da candidata do PSB que se situam num universo progressista, descontentes com o governo mas em medida ainda maior com a memória do PSDB.

A consolidação de Dilma numa dianteira respeitável envolveu duas situações particulares. O PT teve de mostrar agilidade para encarar uma mudança fora de qualquer cálculo — a troca de Eduardo Campos por Marina Silva, a apenas 45 dias antes da votação —, que deu origem a outra campanha, com outro adversário, outro programa, outro debate. Aquilo que fora pensado e preparado como um clássico confronto entre PT e PSDB transformou-se em outra disputa.

De uma hora para outra Dilma foi levada a enfrentar uma situação estranha ao mundo de pancadaria aberta que enfrentou desde a posse no Planalto, em 2011: uma candidata ex-PT, que podia valer-se de seu passado no partido e no ministério para receber apoio de petistas desgastados após 12 anos de governo, e de suas alianças do presente para conseguir apoio junto a quem fazia oposição desde sempre. Tudo envolvido num ambiente de religiosidade e mistério.

A crítica às propostas conservadoras de Marina, a começar pela independência do Banco Central, serviu para tirar o centro de gravidade da candidata do PSB — uma permanente ambiguidade — e definir um terreno onde a candidatura Dilma tem sido capaz de caminhar com segurança.

Outro aspecto envolve a avaliação do governo, o teste definitivo de qualquer governante que tenta uma reeleição. Mais do que falar sobre o futuro, uma candidata se ancora no passado de governo — para crescer ou afundar. Em qualquer parte do mundo, o eleitor prefere fatos a promessas, não é mesmo?

Os números melhoram regularmente, mostrando que Dilma não é uma candidatura no vazio nem caminha contra a corrente principal de eleitores. Seu crescimento ocorre aonde se esperava, junto a camada de brasileiros que residem nos patamares mais baixos de renda, junto aos quais o PT sempre obteve apoio.

Sem querer imaginar que tudo se passou às mil maravilhas e nada merece crítica, está provado que ela é uma presidente que tem o que mostrar, para decepção de quem imaginava que iria fazer oposição a um governo desastrado, e mesmo para aqueles que falavam em tom condescendente do copo meio cheio, meio vazio. Os debates e entrevistas têm mostrado que é difícil condenar o governo de voz baixa, olho no olho, com argumentos racionais. Essa é a grande mudança produzida na campanha.

A fase atual da campanha mostra o reencontro de Dilma e seu governo. A disputa política e a propaganda na TV permitiram fazer o contraponto ao jornalismo-catastrofe praticado pelos grandes meios de comunicação.

Os números mostram que, sem avanços espetaculares, mas num movimento constante, a cada dia cresce a parcela do eleitorado que gosta do que vê no governo e reconhece a continuidade de Lula. Este é o grande trunfo da presidente.

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Escândalo: Candidata da RBS escondeu patrimônio milionário em declaração à Justiça Eleitoral

A candidata da RBS ao governo gaúcho, senadora Ana Amélia Lemos (PP), omitiu deliberadamente de sua declaração de bens ao TRE uma fortuna avaliada em mais de R$ 4 milhões

Entre os bens ocultados está a Fazenda Saco do Bom Jesus, um latifúndio localizado no município de Formosa, interior de Goiás. Documento público obtido junto ao Cartório de Notas da cidade goiana não deixa dúvidas sobre a propriedade das terras que a candidata tentou esconder dos eleitores gaúchos.



O que mais Ana Amélia Lemos não quer que o povo do Rio Grande do Sul saiba a seu respeito?



No CloacaNews
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Pesquisas eleitorais contêm 'problemas sérios' e deveriam ser vetadas, diz estatístico

Nas últimas semanas, dezenas de pesquisas eleitorais incendiaram o cenário político, expondo uma acirrada disputa entre a candidata Marina Silva (PSB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), e até mesmo uma recente reação de Aécio Neves (PSDB), cuja preferência de voto havia caído por conta da ascendente e fulminante chegada da ambientalista à corrida presidencial, após a trágica morte de Eduardo Campos em meados de agosto.

Esses estudos serviram de termômetro para o cenário eleitoral e foram amplamente repercutidos na imprensa, nas campanhas políticas, entre analistas, professores e, claro, por parte dos mais de 140 milhões de eleitores brasileiros. Mas, o que foi pouco falado diz respeito a quão precisos são os resultados?

O tema é espinhoso principalmente por dois motivos: um é a complexidade técnica do assunto, e outro diz respeito às discordâncias sobre a metodologia entre alguns estatísticos independentes e acadêmicos, de um lado, e estatísticos dos institutos e sociólogos, do outro. (Ver ao fim da reportagem as explicações dos institutos sobre o método aplicado)

Para o estatístico José Ferreira de Carvalho, professor aposentado da Unicamp e livre docente pela USP, além de consultor da Statistika, em Campinas, as pesquisas eleitorais contém “problemas sérios”, em grande parte por causa da margem de erro, e, por isso, deveria ser "vetadas".

Ele sustenta que os institutos se valem de uma “amostragem não probabilística", ou seja, a maneira pela qual os entrevistados são encontrados recai sob o julgamento do pesquisador, e não sob uma forma totalmente aleatória. Isso ocorre porque é mais rápido, barato e fácil do que realizar uma “amostragem probabilística”, na qual cada eleitor teria a mesma probabilidade de ser selecionado.

Assim, por exemplo, para preencher a quota de, digamos, 2.000 eleitores consultados, o entrevistador seria enviado para um lugar na cidade onde seria mais fácil encontrar certo tipo de pessoa buscada - faixa etária, gênero, escolaridade etc. "Tenho respeito pelo problema que eles (pesquisadores) encaram”, disse Carvalho ao Yahoo Brasil. ”Mas fazem a amostra deles apenas para preencher as quotas.”

Essa metodologia ocasionaria um grande problema na margem de erro da pesquisa (aquele dado que diz, por exemplo, 2 pontos percentuais para mais ou para menos), a qual, assim, não pode ser estipulada com precisão, constituindo um grave erro estatístico. "O erro é que é maior do que se preconiza”, afirma o veterano.

Esse embate, inclusive, já gerou problemas para o consultor, que chegou a ser processado pelo Conselho Regional de Estatística (Conre) por "improbidade profissional”. A entidade, que regula a profissão, perdeu o processo, disse ele.

Outro grande problema consiste no aval da Justiça Eleitoral às pesquisas, considerando que elas precisam ser propriamente registradas. "O fato de os tribunais registrarem as pesquisas faz com que sejam cúmplice do mal feito”, alertou Carvalho.

Institutos e alguns analistas políticos, por outro lado afirmam que as pesquisas eleitorais tem resultados comprovados, mas o estatístico é enfático: “Não está provado coisa nenhuma”.

Ele reconhece que as vezes os institutos acertam resultados, mas alertou que isso não deve ser motivo para que continuem sendo divulgados. "Cada vez que acertam, colocam isso em letras garrafais na 1a página, e quando erram deixam passar.”

Seja como for, independentemente das provas matemáticas de Carvalho a respeito dos erros das pesquisas, o fato é que elas têm muitos efeitos no processo eleitoral. "As pesquisas eleitorais são importantes para medir o retrato do momento, o grau de satisfação, a expectativa do eleitorado”, disse o analista de comunicação política Gaudêncio Torquato, da GT Consultoria. Ele falou ao Yahoo em uma entrevista no fim de agosto.

E em uma coisa eles concordam: esses estudos ajudam a moldar a decisão do eleitor.  Por exemplo, uma pessoa que não quer a reeleição de Dilma pode escolher votar em Marina por julgar que ela tem mais chances do que Aécio, que seria sua escolha inicial.

“As pesquisas eleitorais tendem a favorecer os candidatos que estão na dianteira, os quais vão encontrar mais patrocinadores. As doações serão maiores para aqueles com mais pontos nas pesquisas”, afirmou o Torquato.

Carvalho, por sua vez, quis se distanciar de mais polêmica, mas disse: “Acredito que a pesquisa manipule (a escolha do eleitor), mas não sei se (os institutos) fazem intencionalmente.”

Com o argumento nessa direção, nas eleições presidenciais de 2014 alguns candidatos presidenciais de certa popularidade, mas pior colocados nas pesquisas, como Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) têm repetidamente solicitado aos eleitores para que votem por convicção no primeiro turno, ou seja, que escolham o candidato com o qual mais se identificarem, para depois, se for o caso, escolherem o “menos pior” em um iminente segundo turno.

A cruzada de Carvalho, que se disse um militante contra as pesquisas eleitorais, já não tem mais o mesmo fôlego de anos atrás, contida pelo fraco eco de suas afirmações fora da academia, pelo processo sofrido e por ele ter mais coisa na vida para fazer.

"Não falo mais sobre isso porque já encheu a paciência”, disse ele, resignado.

É atribuído a Otto von Bismarck, líder que formou o Império Germânico do fim do século 19, a frase “se você gosta de leis e salsichas, é melhor não saber como são feitas”. Dependendo do que se escolher gostar, isso pode valer também para pesquisas eleitorais.

Funcionamento

Como funcionam as pesquisas eleitorais?

Primeiramente, todas as pesquisas são registradas no Tribunal Superior Eleitoral e as entrevistas são realizadas em todo o país.

Grosso modo, os institutos de pesquisa (Datafolha, Ibope, Vox Populi etc.) consultam poucos milhares de eleitores (o montante varia de pesquisa a pesquisa), levando em conta a diversidade de gênero, idade, escolaridade, cor, entre outros dados básicos, a fim de estabelecer comparações e relações mais amplas com o eleitorado.

A Folha de S. Paulo, divulgou uma explicação bastante simplificada do processo do Datafolha, que pode ser vista aqui.

Veja também como o Ibope explica sua pesquisa aqui e aqui.

O posicionamento mais técnico de Carvalho sobre o assunto está em um artigo publicado conjuntamente com o professor Cristiano Ferraz, da Universidade Federal de Pernambuco (UNPE), em 2006.

Para acompanhar os resultados e interpretações, acompanhe Plínio Fraga, blogueiro do Yahoo.

Sérgio Spagnuolo
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Como viviam os negros farrapos no Rio de Janeiro

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6423

Um documento do Arquivo Nacional (IJ6 471), publicado em primeira mão no meu livro História Regional da Infâmia (L&PM), esclarece definitivamente o destino dos negros farrapos enviados ao Rio de Janeiro:

“Instruções para a Comissão encarregada de avaliar os indivíduos que, havendo sido escravos, se acham livres, em consequência dos acontecimentos da Província de São Pedro. A Comissão encarregada de avaliar os indivíduos que, havendo sido escravos, se acham livres, em consequência dos acontecimentos da Província de São Pedro, a fim de serem indenizados seus senhores, observará o seguinte regulamento.

Artigo 1

Reunir-se duas vezes por semana, às tardes, em uma sala do Arsenal de Guerra da Corte.

Artigo 2

Requisitará, por ofícios dirigidos por intermédio do Presidente, ao Comandante das Armas, e ao Inspetor do Arsenal de Marinha da Corte a remessa do número de indivíduos que deverem ser avaliados em cada sessão.

Artigo 3

Presentes estes, será cada um interrogado a respeito de seu nome, naturalidade, estado, profissão anterior à de soldado, nome de seu antigo senhor, possuidor ou usufrutuário e quaisquer outras circunstâncias que sirvam para fazê-lo conhecido.

Artigo 4

Em seguida, será examinado pelo Comissário Cirurgião-Mor, que deverá declarar qual o estado sanitário dos indivíduos e proceder-se-á a avaliação pelos seus avaliadores nomeados pelo Governo.

Artigo 5

Se, conforme o juízo da Comissão e dos avaliadores, achar-se o indivíduo na idade pouco mais ou pouco menos de 16 a 30 anos e não tiver defeito físico, ou algum grave defeito moral, ser-lhe-á dado o valor de 400.000 reis, arbitrando-se menos preço pelos que por alguma circunstância não se acharem nessa casa.

Artigo 6

No caso de não concordarem os dois (?) avaliadores no valor que se deve arbitrar, decidirá a Comissão, tomando o valor médio arbitrado pelos avaliadores.

Artigo 7

De tudo lavrar-se-ão os competentes termos, que serão remetidos à Secretaria de Estado, logo que finalize a avaliação.

Artigo 8

Para o bom desempenho deste serviço fica (?) Comissão autorizada a dirigir-se oficialmente a qualquer autoridade a quem pertencer ministrar quaisquer esclarecimentos que lhe sejam necessários.

Artigo 9

Terminada a avaliação e dispensados os dois avaliadores, procederá a Comissão a examinar as reclamações dos Senhores pela forma seguinte: recebidos os requerimentos das partes, serão numerados pela ordem de apresentação. Estes requerimentos deverão ser designados pela própria parte ou por seu procurador, e neste caso deverá vir junto a procuração (?) atentamente o direito de propriedade que assiste ao reclamante, as circunstâncias em que o escravo fugiu ou foi arrancado seu serviço, sua estada no serviço dos insurgidos, e sua atual existência na Corte por ordem do Governo.

Artigo 10

Caso o escravo tenha sucumbido estando já entregue ao Governo, deverá esta circunstância ser mencionada, e provada competentemente, e neste caso será a avaliação suprida (?) pela justificação judicial de identidade, e a Comissão na presença das provas, e pelo que colher dos documentos, arbritará a indenização que nunca deverá exceder ao valor máximo de 400.000 réis.

Artigo 11

A prova da propriedade poderá ser a certidão da escritura da compra, doação, formal de partilhas ou de qualquer título por onde o reclamante tiver havido o escravo, e outrossim a justificação judicial dada perante o Juízo dos Feitos (?) da Fazenda, com audiência do procurador Fiscal.

Artigo 12

Todas as demais circunstâncias se provarão com atestado de funcionários públicos que em razão de seus ofícios as possam atestar, e também por meio de justificação perante o Juízo dos Feitos (?), quer dadas na Corte, quer na Província de São Pedro, como mais conveniente for à parte reclamante.

Artigo 13

Julgada qualquer reclamação, quer seja atendida, quer por carência de prova desatendida, oficiará a Comissão ao Governo, dando-lhe conta de tudo. No caso de indeferimento, poderá entregar à parte reclamante os seus documentos com certidão de todos os termos e deliberação da Comissão, passando-se recebido no verso do requerimento.

Artigo 14

Concluído o exame de todas as reclamações, remeterá a Comissão ao Governo um relatório minucioso de tudo quanto houver feito, acompanhado de todos os papéis, e documentos que justifiquem suas deliberações, o que feito, ficarão concluídos os seus trabalhos, e não se reunirá mais sem nova ordem do Governo.

Artigo 15

A Comissão fará publicar imediatamente nos Diários da Corte e nas Folhas Públicas do Rio Grande do Sul um anúncio, declarando o dia, hora e lugar de sua reunião, convidando a todos os que se julgarem com direito à indenização a comparecerem por si ou por seus procuradores, e especificando as justificações e provas com que deverão instruir seus requerimentos. Paço (?), em 24 de maio de 1848. Manoel Felisardo de Souza e Mello”.

Era, obviamente, uma comissão de indenização. O importante era preservar o direito de propriedade. O termo “livre” aparecia como uma forma esdrúxula para designar uma situação anômala. Cada proprietário receberia, no máximo, 400 mil réis por um negro. O essencial, porém, estava no Artigo 2: “Requisitará, por ofícios dirigidos por intermédio do Presidente, ao Comandante das Armas, e ao Inspetor do Arsenal de Marinha da Corte a remessa do número de indivíduos que deverem ser avaliados em cada sessão”. Eis o destino dos negros levados do Rio Grande do Sul. Estavam, desde 1845, no Arsenal da Marinha ou a serviço dos quartéis cariocas.

A historiadora Daniella Valandro de Carvalho, num artigo de 2010 intitulado “A gauchice em questão: o 20 de Setembro ao rés-do-chão”, conta que localizou no Arquivo Nacional um documento com uma informação importante sobre os escravos enviados do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro: “Salvador Braga ficou por cerca de dois anos circulando por várias instituições do Império, entre fortalezas, depósitos e hospitais, sem ocupação certa, até fazerem deste ex-soldado negro, um servente de obras. E que Salvador, entre africanos livres e libertos presentes nestas instituições, os incitou, debateu com seus iguais suas situações, e insatisfeito com a vida que levavam, escreveu um abaixo-assinado (em abril de 1847) ao imperador, reivindicando um rumo para suas existências”. Salvador fora um dos lanceiros negros.

Adriana Barreto de Souza relata, citando informações de Thomas Holloway, um elemento que dá sentido ao todo: “Desde 7 de abril de 1831, tornou-se ilegal traficar escravos. Ainda que o tráfico permanecesse ativo, nas poucas vezes em que se resolveu cumprir a lei, a atitude criou um impasse: o que fazer com esses negros não aculturados? Como não podiam ser vendidos nem soltos para viver por conta própria, já que nem mesmo falavam o português, passaram a viver sob a tutela do Estado. Eram empregados em repartições públicas ou por particulares que, no caso, deveriam pagar um aluguel por seus serviços. Eles eram a principal mão de obra utilizada no quartel da guarda policial de permanentes. São várias as solicitações de africanos feitas pelo tenente-coronel Lima ao ministro da Justiça. Com isso, protegia seus guardas do vexame de prestar ‘serviços indignos’. Alguns deles, depois de conhecer os africanos, aproveitavam para contratá-los particularmente” (Souza, 2008, p. 237-8).

Entre os “serviços indignos” do setor de Obras Públicas estava “esvaziar urinóis nas valas ao redor da fonte da carioca”. Caxias havia desenvolvido o método como comandante da polícia militar no Rio de Janeiro conturbado dos anos 1830. Sabia perfeitamente que destino dar aos “negros livres” dos pacificados farrapos. Merda na corte era o que não faltava. Nem guerras no Prata. Outra indicação do destino dos escravos farrapos, entre outros negros, aparece num “Relatório do Ministério da Marinha de 1845”, citado por Robert Conrad em seu magnífico “Os últimos anos da escravidão no Brasil: “Cento e setenta ‘escravos da nação’ foram empregados em 1845 no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro”. Que incrível coincidência. Mesmo os africanos realmente libertos não tinham, segundo o ministro britânico no Rio de Janeiro, James Hudson, também citado por Conrad, “a menor possibilidade de uma autêntica liberdade”.
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BC independente de quem, cara pálida?

No mundo real, a política monetária afeta preços, mas também, e principalmente, níveis de emprego e renda. São os agentes privados os responsáveis pelo investimento e pelo crescimento econômico. Um BC independente, que prescinda da articulação com o Tesouro, torna-se independente apenas dos eleitores, mas não do mercado financeiro

A proximidade das eleições trouxe à tona o tema da independência do banco central (BC), há tempos guardado nas prateleiras dos economistas liberais. O baixo crescimento nos dois últimos anos, com inflação próxima do teto da meta, acabou por ressuscitar um assunto já antigo e, a nosso juízo, ultrapassado.

Seria a panaceia para uma política monetária adequada para trazer a inflação mais rapidamente ao centro da meta, ao lado de uma política fiscal de equilíbrio intertemporal e o fim das intervenções do Banco Central do Brasil (BCB) no mercado cambial. Enfim, os elementos para retomar a confiança, os investimentos e o crescimento no Brasil.

A teoria por trás da tese de independência do BC vem do fim dos anos 1970, notadamente a partir de dois artigos.

O primeiro, de Finn Kyndland e Edward Prescott, trouxe um argumento importante na macroeconomia convencional: os agentes têm expectativas racionais, logo, não cometem erros sistemáticos de previsão, e antecipam-se às decisões de política de curto prazo do governo.

Se este resolve estimular a demanda via política monetária expansionista, o resultado será apenas mais inflação, pois os agentes conhecem as decisões “inflacionistas” do governo, razão pela qual BC deve buscar exclusivamente a estabilidade de preços.

O segundo, de autoria de Robert Barro, trata do problema da credibilidade em política econômica: o governo deve manter a política fiscal equilibrada e uma política monetária que minimize a inflação. Não obstante, a política fiscal deve realizar superávits primários para custear gastos com juros da política monetária e, portanto, aquela política está subsumida a esta.

Basicamente, credibilidade tem a ver com política econômica independente de decisões políticas, pois sem interferências desestabilizadoras que subvertam o equilíbrio de curto prazo, os agentes tomam decisões sem ruídos e a economia tende à estabilidade com uma taxa de desemprego compatível com a estabilidade inflacionária.

Logo, a tese de independência do BC surge como solução para interferências políticas de governantes inflacionistas que querem manter seu partido no poder. Neste caso, um BC independente e de preferência com mandato fixo do seu presidente, permite que a autoridade monetária cuide só da estabilidade de preços.

Assim, o governante não estaria tentado a praticar políticas de estímulo à demanda no curto prazo e, com isso, gerar inflação. Ora, se a política monetária expansionista só for capaz de produzir mais inflação, dado que os agentes se antecipam ao viés inflacionário, nada mais adequado do que tornar o BC imune ao governante.

Com efeito, qualquer governante é inflacionista por hipótese, pois insistirá em política monetária expansionista para aumentar a demanda agregada e manter seu partido no poder. Nada mais falso.

No mundo real, a política monetária afeta preços, mas também, e principalmente, níveis de emprego e renda. São os agentes privados os responsáveis pelo investimento e, por conseguinte, pelo crescimento econômico.

Portanto, a política monetária deve ajudar as demais políticas a constituírem um cenário favorável ao investimento, criador de emprego, renda e de riqueza social e efetivamente cumpre várias metas: promover o investimento produtivo, estabilizar os preços e, como deixou claro a crise internacional, buscar a estabilidade financeira.

Múltiplos objetivos exigem múltiplos instrumentos e coordenação de políticas. A independência implica o BC tornar-se um órgão de Estado cujas ações não precisam de aval. Se o BC tiver uma institucionalidade que o permita prescindir da articulação com o Tesouro, como será a coordenação de política econômica?

No Brasil, os desequilíbrios fiscais decorrem do custo financeiro (juros e amortizações) das operações de mercado aberto da política monetária. Imagine-se tal situação com a independência do BC.

Ademais, um BC independente colide com os interesses dos eleitores, pois ao reduzir-se a política monetária a uma questão meramente técnica, retira-se o poder decisório do governo em influenciar a política econômica de curto prazo.

Não é verdade que qualquer emissão de moeda eleve a inflação por pressões de demanda (note-se a deflação em meio à abundância de moeda com os quantitative easing na Zona do Euro), ou que os políticos sofram viés inflacionário, ou que a sociedade queira apenas a estabilidade de preços. Mas é verdade que a independência afasta o BC da possibilidade de seguir as diretrizes de um governo democraticamente eleito.

Há ainda outro problema, qual seja, a questão da credibilidade. Credibilidade não são os agentes estarem num jogo repetitivo sem fim definido, como supõe a tese da independência. Ela reside naqueles que têm poder de construção de discursos. Veja-se o Relatório Focus do BCB, que captura as perspectivas acerca da economia brasileira, e entrevista somente agentes do mercado financeiro e de consultorias especializadas. Não há empresários industriais, acadêmicos ou sindicatos de trabalhadores.

Porém, os agentes no sistema financeiro são os mais interessados nos efeitos da política monetária, dada a natureza dos ativos que negociam. Se conseguem pautar a grande imprensa, e isto não é difícil, pois são seus grandes patrocinadores, a perda de credibilidade do BCB é um resultado possível, uma profecia autorrealizável. Logo, o BC torna-se independente apenas dos eleitores, mas não do mercado financeiro.

Vale aqui uma ilustração: dados do Relatório Focus mostram que a alta recente dos juros no Brasil acompanhou a piora das expectativas. Ou seja, o discurso de ser o BCB irresponsável ecoou e acabou por dominar a ação da autoridade monetária.

Afinal, com a economia em estagnação, não seria a demanda a razão para se elevarem os juros. O motivo é a condução de expectativas, condicionadas pelos discursos vencedores. A discussão sobre credibilidade não está no nível individual, mas no âmbito político em seu sentido clássico, nas relações de poder, das determinações das classes e grupos vencedores e perdedores.

Finalmente, tese de independência do BC desconsidera a criação de moeda pelos bancos. Quando o BC faz política monetária, ele não está exercendo o viés inflacionário, mas limitando a multiplicação de moeda dos bancos.

A política monetária não é a contribuição da autoridade monetária para agentes que tudo sabem e sempre promovem o bem público. Ela é, de fato, uma atividade pública para regular a ação privada dos bancos e demais agentes financeiros para que suas operações empresariais gerem mais proveitos públicos do que individuais.

A crise econômica recente deixa claro que os advogados das finanças livres estavam errados. Enfim, é sem sentido qualquer proposta de independência do BCB, a não ser para que se tenha a benção do mercado financeiro, do qual o BC definitivamente não é independente.

Frederico G. Jayme Jr. — Professor do Cedeplar-UFMG e pesquisador visitante do Downing College e do Departamento de Land Economy, Universidade de Cambridge
Fábio Bittes Terra — Professor do IE-UFU e pesquisador visitante do Departamento de Land Economy, Universidade de Cambridge


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20 de setembro

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Marineiro entrega Amazônia aos americanos!

”Patrimônio da Humanidade” – é tudo o que os americanos querem da Amazônia





Capobianco e Bláblá: você combinou com o Obama?


O amigo navegante conhece Capobianco e suas relações com a Natura – veja aqui na versão do Conversa Afiada.

Agora, amigo navegante revela outra face do entreguismo da Bláblá, o mesmo entreguismo que se revela no pré-sal.

É o que revela o amigo navegante Paulo Cidmil:

Mantive uma discussão absurdamente desigual com João Paulo Capobianco. ele presidindo a mesa sobre florestas no 8º encontro Nacional das Ongs, preparatório para a Rio92, e eu representando o Nucleo de Pesquisas e Estudos Históricos da UFRJ e uma Ong Oficina Filosófica, de estudantes.

João Paulo e algumas ongs que agora não consigo nominar queria fazer passar no documento final um parágrafo onde se afirmava que a Amazônia seria um patrimônio da humanidade.

Argumentei que não podiámos admitir isso nem como licença poética e que nós, representantes do movimento social brasileiro, não poderíamos dar essa deixa para muitos Estados poderosos que já chegaram a sugerir uma legislação internacional sobre as Floresta Amazônica.

Instalei a dúvida na cabeça das pessoas que se recussavam a votar, mesmo após o João Paulo Capobianco tentar botar em votação por diversas vezes, chegando a esbofetear a mesa, contava com o apoio da Fase, do Cimi, de Muriel Saragoussi, ligada ao INPA, que depois tambem veio a ocupar cargo no Ministério do Meio Ambiente na gestão Marina

Eramos quase 200 pessoas e no final ficamos reduzidos a 78. Muitos em duvida se retiraram para a plenária principal. Ao final tive o apoio providencial de Mary Alegretti que apelou para o bom senso de todos afirmando de esse parágrafo, por sinal o último do item florestas, não poderia terminar afirmando que a Amazônia é um patrimônio da Humanidade.

Como não se chegou a um consenso de como ele deveria ser redigido, a maioria votou para que esse parágrafo fosse suprimido do documento final.

Em tempo: amigo navegante Edir sugere esse video extraído do Viomundo: Marina privatizou a Amazônia



No CAf
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“Dez razões para não votar em… – VIII: Ana Amélia Lemos


As razões para não votar em Ana Amélia Lemos merecem vários posts…

Para quem não é do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos é senadora pelo Partido Progressista (PP) e candidata ao governo no RS pela coligação “Esperança que Une o Rio Grande”, formada pelos partidos PP, PSDB, SDD e PRB.

1. Tenho verdadeira ojeriza por quem usa números de forma mentirosa apenas para angariar vantagens para si.

Ana Amélia Lemos faz isso. Em entrevista ao jornal Metro, dia 18 de agosto, a candidata começa estabelecendo os servidores públicos como sendo sua prioridade, a ponto de o entrevistador perguntar “Não tem assunto mais urgente então?”.

Até aí, postura padrão. A culpa de tudo é dos servidores, nunca dos “agentes políticos”. O pior vem em seguida. A culpa é dos CCs.

Quem me acompanha sabe que sou visceralmente contra a existência de CCs (Não existe CC competente!), embora tenha sido CC e já tenha chefiado CCs. Mas as razões são muito diferentes das razões que a candidata aponta.

A questão é outra. A candidata Ana Amélia diz: “Eu penso que ao reduzir CCs é um sinalizador de economia [...] E por que a sociedade fica feliz quando você diz que vai cortar CCs? Porque ela está achando que está um exagero 6 mil CCs.”

E segue: “É demais! Temos de reduzir, cortar 5 mil CCs de cara!”

MENTIRA número um: não existem 6 mil CCS no Poder Executivo. É bravata para engambelar inocentes.

A candidata — ou seus aparentemente inúteis assessores — sequer se deram ao trabalho de consultar o portal da transparência do governo.

Existem 6444 vagas providas no quadro de funções do estado. O detalhe que ela omite é que dessas vagas, 3398 são de Funções Gratificadas, ou seja, 52,7% das vagas de funções são “FG” (os CCs, 2134, representam 33,12% do quadro de funções e somente 1,39% do total de servidores em exercício).

Ou a senadora demonstra um enorme desconhecimento do que sejam as funções gratificadas — o que já aponta razões para não ser uma boa administradora pública — ou, o que é pior, segue usando de mentiras para fazer valer a gana de ganhar o governo.

Mas vamos explicar para ela: função gratificada é APENAS E TÃO SOMENTE para servidores CONCURSADOS que exerçam funções não previstas, por lei, no cargo. São funções tradicionalmente conhecidas como de Direção (chefia) e Assessoramento Superiores, que a Constituição veda sejam entregues a servidores não concursados.

Quando a candidata Ana Amélia diz que vai cortar 5 mil CCs, está dizendo que vai cortar a FG dos servidores estáveis?

MENTIRA número dois: existem 153.609 servires concursados no estado (o número de vagas criadas é bem maior: 298.742). Em relação a esse número, os CCs representam apenas 4,20%.

Quer a candidata Ana Amélia dizer que tão somente 4% dos servidores são sinalizadores de economia? Melhor, apenas 1,39% dos servidores são responsáveis pelas mazelas do RS?

É muita mentira em pouco espaço de jornal ou em propaganda política. Essa senhora demonstra total desconhecimento (ou se faz para passar bem na opinião pública) do que seja o serviço público executivo.

Passa, de antemão, recibo de inidoneidade para administrar um estado, quando tem por propostas resolver questões com a demissão “de cara”, de gente que sequer é CC.

É um modelo que não me serve. E não deveria servir para mais ninguém!

(segue…)

Luiz Afonso Alencastre Escosteguy
No Escosteguy
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Essa é do Barão... 49


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As explicações da Globo para a sonegação não convencem

A alegria de Garotinho
O bate-boca entre a Globo e Garotinho sobre o célebre caso de sonegação da emissora mostra uma coisa: esta história tem que ser esclarecida.

Já.

As explicações da Globo são absolutamente inconvincentes. São mais complexas do que a patética fala da apresentadora Mariana Gross em que ela garantiu, aos telespectadores, que a Globo paga o que deve.

Mas são igualmente insuficientes: mais confundem que esclarecem.

Garotinho se aproveitou de estar ao vivo numa entrevista para, sob a pressão de perguntas agressivas, devolver a acusação.

O vídeo em que isso ocorreu viralizou na internet. Foi dar no YouTube, e lá a Globo vem tentando tirá-lo sem sucesso. Alguém posta de novo.



Para encurtar, documentos vazados pelo site Cafezinho mostraram, há cerca de um ano, que a Receita Federal flagrou a Globo num delito fiscal na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.

A Globo tergiversou, e foi ajudada pelo silêncio da mídia e da própria Receita.

Agora, em resposta a Garotinho, ela afirma que acertou a dívida pelo Refis, um sistema de refinanciamento para devedores de impostos.

Mas um momento.

Por que o Refis para a Globo? Ela precisa? Não tem condições de pagar o que deve?

Dias atrás, foi noticiado que a Globo vendeu as cinco cotas do futebol de 2015 por cerca de 1,3 bilhão de reais.

Repito: 1,3 bilhão. Apenas isso é mais que todo o faturamento anual da Record, a emissora número dois.

Os três irmãos Marinhos são donos da maior fortuna do Brasil, combinado o que herdaram do pai.

Refinanciamento? Condições especiais?

Neste tipo de ação, a generosidade é feita com o dinheiro do contribuinte.

O devedor pode esticar o pagamento em demoradas parcelas. E as taxas de juros são maternais. Em 2014, elas são de 0,4167% ao ano.

A Selic, a taxa que norteia os juros no Brasil, está em 11%, quase 30 vezes mais que o que vigora na Selic.

É de interesse público saber por que a Globo foi beneficiada — esta a palavra — com as condições generosas do Refis.

Num mundo menos imperfeito, o Refis só seria concedido a devedores incapazes, realmente, de arcar com o que deixaram de pagar.

Melhor pegar parte do que nada do que é devido: esta a lógica.

É o caso da Globo?

Bem, invoco aqui o Duque de Wellington e sua frase definitiva: quem acredita nisso acredita em tudo.

Há muita pobreza no Brasil, muita desigualdade para que o dinheiro público seja tão camarada, tão complacente, tão permissivo com a bilionária Globo.

Dinheiro de imposto constrói escolas, hospitais, estradas, portos etc.

Mas a Globo parece ter outro entendimento.

Dinheiro de imposto, para ela, é para ser driblado — e com isso alimentar patrimônios pessoais.

Paulo Nogueira
No DCM
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