19 de set de 2014

Programa de Marina prevê flexibilização na lei contra o Trabalho Escravo #DilmaemAlta

Dilma já declarou que o “trabalho escravo é uma chaga a ser eliminada” da nossa sociedade. E seu governo tem feito todos os esforços para acabar com esse tipo extremo de violação de direitos humanos. Além de diversas operações realizadas pelos Fiscais do Trabalho, o Senado Federal aprovou por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição que ordena a expropriação de todas as terras em que forem encontrados trabalhadores em condições análogas à da escravidão. A PEC, que altera o artigo 243 da Constituição, foi uma grande conquista do povo brasileiro e dos ativistas pelos direitos humanos.

Enquanto Dilma faz tudo isso, somos surpreendidos com o capítulo 6 do programa de governo da candidata Marina Silva que, na página 205, prevê a “nova redação para o Artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga à de escravo”. Isso pode significar uma flexibilização na lei conquistada a duras penas. E a bancada ruralista já comemora essa possibilidade de retrocesso nos direitos humanos, vendo uma brecha para suprimir as duas condicionantes expressas na lei que caracteriza o trabalho escravo: a submissão dos trabalhadores à “jornada exaustiva” ou a “condições degradantes” de trabalho, incorporadas à legislação brasileira em 2003.

Vale lembrar que a candidata já causou polêmica por recuar em outro ponto fundamental na luta pelos Direitos Humanos — a questão LGBT — e por propor a flexibilização das Leis Trabalhistas, levando à precarização dos direitos dx trabalhdxr.

Parece que a “nova política” proposta por Marina Silva não está em consonância com os avanços sociais que conquistamos com Dilma e Lula. Enquanto a dupla petista tirou 36 milhões de brasileirxs da pobreza e luta para que todxs tenham condições de vida e trabalhos dignos, a candidata pessebista parece não conseguir estabelecer verdadeiros diálogos com os interesses dxs trabalhadorxs.

No MudaMais
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DataCaf: Bláblá não vai ao 2º turno!

Desabamento é nacional!


“os dados de hoje foram surpreendentes: Marina caindo no país inteiro e Aécio crescendo. Nos resultados de hoje apenas, Dilma fica com 38, ela 23 e ele 17. Em SP, Marina fica apenas 4 pontos na frente. Ela cai até no Acre. Um segundo turno contra Aécio volta a ser possivel.”

Esse é o teor da mensagem que o DataCaf acaba de receber de Havana, de onde chegam as informações e os bilionários recursos dessa instituição de pesquisas de intenção de voto.

Bem que o Arrocho dizia…

É preciso dar a mão à palmatóra.

Bláblá secou com o fim do velóriomico.

Quem manda querer redefinir a escravidão.

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A Cigarra e a formiga


Como toda boa estória infantil, a velha fábula da Cigarra e da formiga, de Esopo (recontada por La Fontaine), tem um conteúdo moral que permanece no inconsciente. O consumo é visto com uma carga moral negativa. Nas interpretações sobre o processo de desenvolvimento capitalista, em geral, ele tem um papel no máximo tolerado, mas normalmente deplorado. Não se pretende aqui adentrar no pantanoso terreno das motivações psicossociais dos méritos morais da abstinência, moderação em relação ao hedonismo, tão caras a abordagens econômicas de caráter subjetivista e individualista. Pretendo me deter simplesmente na questão macroeconômica, ainda que haja muito a se dizer sobre a forte relação ideológica entre esse julgamento moral e certas prescrições conservadoras de política econômica.

No terreno da ciência econômica, a discussão teórica do sentido de causalidade das três variáveis — consumo, poupança e investimento — é central para diferenciar as distintas abordagens macroeconômicas. Não caberia no escopo desse artigo o aprofundamento dessa questão, mas é importante anotar que seus ecos, que implicam em decisões de política econômica fundamentais para a vida da população de um país, principalmente os de poder aquisitivo mais baixo, já foram escutados em outra época no Brasil. Durante a ditadura militar ficou famosa a frase delfiniana de que seria “necessário deixar o bolo crescer para depois dividi-lo”. Nessa época o salário dos trabalhadores era utilizado, pela política de estabilização do governo militar como variável de ajuste, ou seja: continham-se os reajustes nominais dos salários para segurar a inflação com impacto negativo sobre o salário real.

A volta da democracia ocorreu em um período de terrível restrição externa, que teve como consequência a hiperinflação e o baixo crescimento. As políticas neoliberais combinadas, inicialmente, às crises da Ásia e Rússia dos anos que se seguiram à estabilização da economia, garantiram uma limitada recuperação salarial, e não geraram um crescimento sustentado do consumo e nem da renda.

Finalmente o ciclo virtuoso que se registra a partir de 2004 até 2010, permitiram a elevação do salário dos trabalhadores e especialmente o salário mínimo, objeto da mais importante política distributiva do governo Lula.

Quarenta anos depois finalmente parecia que o país trilharia um padrão de crescimento mais inclusivo. Nem todo mundo concordou, contudo. Ou concorda. O velho “bolo” da ditadura militar voltou, ainda que desprovido da metáfora culinária. Agora teríamos um “inviável modelo de crescimento puxado pelo consumo”.

O problema é que o bolo voltou não apenas solado pelos velhos motivos teóricos e ideológicos. Seus ingredientes estão errados. Troca sal por açúcar, fermento por soda cáustica. No período virtuoso de crescimento, entre 2005 e 2010, enquanto o crescimento do consumo foi de 37,7%, o do investimento agregado foi de 73,2%. Praticamente o dobro. Mas as surpresas não param por aí. O investimento agregado se compõe de compra de máquinas e construção de estruturas produtivas e residenciais. Para se ter uma ideia da importância desse último componente, desde 1929 até os dias de hoje na economia norte americana, a construção residencial representou aproximadamente 25% do investimento total.

E aí que reside, sem trocadilho, o problema no Brasil. Essa taxa elevada de crescimento do investimento brasileiro se deu a despeito de um desempenho relativamente medíocre da construção residencial. Basta dizer que entre 2004 e 2010, justamente o período do ciclo expansivo virtuoso citado anteriormente, a acumulação de capital produtivo cresceu cerca de 80% enquanto a construção civil menos de 30%. Se o leitor permite mais uma estatística, no período de 2005 a 2008, ou seja, eliminado o efeito da crise internacional, enquanto o investimento em máquinas da indústria cresceu a uma taxa média anual superior a 15%, a construção residencial se elevou ao ano a taxa anual média muito inferior, 2,7%.

Alguém poderia argumentar: mas o investimento não despencou recentemente?

Sim, mas o consumo também. A taxa média, a cada quatro trimestres em base móvel, do crescimento do consumo privado entre o último trimestre e 2004 e do malfadado primeiro trimestre de 2011, quando o governo resolveu puxar o freio da economia, era de cerca de 4,4%. De lá pra cá caiu à metade desse valor! Em outros termos: por que estariam os empresários aumentando fortemente seu investimento se o consumo doméstico despenca? Para quem venderiam seus produtos? Pra piorar: a economia mundial também não apresenta recentemente um cenário dos mais estimulantes. O comportamento dos empresários não só é racional como tem até um nome na teoria econômica: acelerador do investimento. Este opera nas duas direções: quando a economia como um todo cresce, acelera o investimento, e quando a economia desaquece derruba de forma ainda mais intensa o investimento. No ciclo recente, o Brasil não é nem de longe a jabuticaba.

A contradição tão flagrante entre dados e interpretação só pode ser reflexo de um forte viés ideológico, ou talvez excesso de La Fontaine na tenra infância. Mas seja qual a origem, resultam em desastre na política econômica. O consumo terá de crescer a taxas maiores frente às registradas recentemente, para que a economia saia de sua atual estagnação — aí incluindo a expansão do crédito ao consumo, que parece carregar uma carga moral ainda mais nefanda que o consumo por expansão de salários. Também há que se acelerar a expansão da construção civil, de resto mais que necessária num país com elevado déficit habitacional. Certamente, dado o baixo nível de renda média do país, programas oficiais, como o Minha Casa Minha Vida, terão papel a desempenhar muito importante. Quanto ao investimento privado em capacidade produtiva, talvez a metáfora cinematográfica mais adequada não seja a “fada Sininho da confiança” que teria faltado, mas que de fato não faltou, aos nossos empresários. Como confirma a longa história do capitalismo, incluindo o recente ciclo expansivo brasileiro, a metáfora correta é o filme Campo dos Sonhos. O investimento em capacidade produtiva virá sem que para isso as camadas menos favorecidas da população tenham que esperar outros 40 anos e não sei lá quantos milagres.

Carlos Pinkusfeld
No Manchetômetro
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Emprego e CLT — Marina liquida

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgada ontem (19), pelo IBGE, mostra que a proporção de trabalhadores formais — entre empregados com carteira assinada, pela CLT, e pequenos empresários com CNPJ — cresceu e alcançou o maior patamar da série histórica.

O percentual de trabalhadores formais passou de 58,6%, em 2012, para 60,3%, em 2013. O aumento equivale ao acréscimo de 1,3 milhão de trabalhadores que passaram a ter acesso à formalização em 2013. Em 2013, mais da metade dos trabalhadores apresentavam pelo menos 11 anos de estudos. Ainda no ano passado, a população ocupada no País chegou a 95,9 milhões de pessoas — um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior.

Segundo a pesquisa, este crescimento foi alavancado pela força de trabalho feminina, que apresentou expansão de 1,3% na ocupação. As Regiões Nordeste e Sul registraram os maiores percentuais de aumento da população ocupada: 1,2% e 0,9%, respectivamente.

Os bons resultados de empregabilidade foram acompanhados pelo aumento real do rendimento mensal domiciliar, que passou de R$ 2.867 para R$ 2.983), de todos os trabalhos (de R$ 1.590 para R$ 1.681) e de todas as fontes (de R$ 1.516 para R$ 1.594).

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Parlamento catalán aprueba ley para convocar referéndum soberanista

Artur Mas es el presidente del gobierno catalán y el principal impulsor del referendo soberanista. Foto: Reuters
El parlamento de Cataluña aprobó este viernes una ley que permite convocar a una consulta soberanista para el próximo 9 de noviembre. La ley fue aprobada en la cámara regional con el voto de los partidos nacionalistas y los partidos de izquierda.

Los 106 votos a favor procedieron de Convergència i Unió (CiU), Esquerra Republicana de Ctalaunya (ERC), Partido de los Socialistas de Cataluña (PSC), Iniciativa per Catalunya Verds-Esquerra Unida i Alternativa (ICV-EUiA) y Candidatura d’Unitat Popular (CUP) mientras que los 28 votos en contra llegaron del Partido Popular de Cataluña (PPC) y Ciutadans.

La ley logró el 78,5% de los apoyos de la Cámara catalana, si bien el PSC votó a favor de la norma pero considera que no puede utilizarse para convocar una consulta de esas características.

Rechazo del gobierno central

Con la publicación de dicha ley en el Diario Oficial de la Generalitat -el gobierno catalán-, el presidente del gobierno catalán, Artur Mas, estará en disposición de convocar la consulta, que el gobierno central recurrirá ante el Tribunal Constitucional.

El referendo que pretende alcanzar la soberanía de Cataluña es considerado anticonstitucional por el gobierno español que preside el conservador Mariano Rajoy.

Centenares de independentistas se congregaron a las puertas del Parlamento catalán para celebrar la aprobación de la ley, mientras que PPC y Ciutadans reprocharon que los partidos soberanistas jueguen con “eufemismos” hablando de hacer una consulta para conocer la opinión de los catalanes cuando lo que quieren organizar es un “referendo encubierto por la independencia”.

Aprobada sin enmiendas

En la votación, se rechazaron todas las enmiendas presentadas, por lo que no se han introducido modificaciones al texto de la ley que llegó al pleno y que se gestó en una ponencia en la que participaron todos los grupos, salvo Ciutadans.

Al finalizar la votación, la mayoría de diputados protagonizó un aplauso de unos dos minutos, tras el cual Artur Mas abandono el hemiciclo acompañado de la vicepresidenta, Joana Ortega.

Anteriormente, Mas había declarado: “Seguimos adelante reforzados por esta lección de democracia”, en referencia a la victoria del “No” en el plebiscito por la independencia de Escocia de Reino Unido.

Con esta decisión, el gobierno de Cataluña deberá reunir al consejo de ministros para convocar de manera oficial el referendo para decidir su independencia de España.

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Separatismos

Não sei se os escoceses votarão por sair de baixo das saias da rainha Elizabeth hoje, ou não, mas o fato de o ímpeto separatista ter chegado a este ponto (as últimas pesquisas davam um empate técnico entre o “sim” e o “não”) num país do Reino Unido — aquela aconchegante matriz da Commonwealth, que os britânicos inventaram para fingir que ainda têm um império — mostra como nem as presumíveis zonas de conforto do mundo estão livres dos contrassensos da História.

A secessão escocesa seria uma bonita vitória de ideais abstratos, mas respeitáveis, como independência e identidade nacionais, porém seria, ou será, um contrassenso. Isso se você concordar que o senso da História deveria ser para a integração cada vez maior de nacionalidades, em vez de um retorno ao tribalismo.

E todos os ímpetos separatistas, por mais nobres e justos que sejam, são movidos por uma saudade da tribo. Ou, no caso da Escócia, do clã.

Não há analogia possível entre a secessão escocesa e outros movimentos separatistas no mundo — mesmo porque não há analogia possível entre a relação da Inglaterra com o resto do Reino Unido e a relação de qualquer outro governo do mundo com suas províncias —, mas todos têm em comum esse caráter regressivo, essa nostalgia tribal.

Você pode simpatizar com a rebeldia de uma Catalunha ou de um País Basco, ligados ao governo central em Madri apenas por frágeis formalidades, ou com o País de Gales, que talvez seja o próximo pedaço da Grã-Bretanha a pedir seu boné. Mas cada reivindicação de autonomia de um desses países autodefinidos por uma cultura e uma língua próprias é um passo na direção errada. Acho eu.

Mas é difícil resistir aos apelos do separatismo. Uma vez alguém me mostrou num mapa o que, na sua opinião, era o país perfeito. Começava na Toscana, incluía o Piemonte, pegava um naco da Cote d’Azur e toda a Provence.

Era um país em que não faltaria nada, nem em paisagens nem em gastronomia nem em qualidade de vida (e que vinhos!), e que só precisaria eliminar uma fronteira nacional e criar outra para existir.

Tem gente que defende a sério uma secessão gaúcha, mas volta e meia surgem especulações menos sérias sobre como seria um país desejável do Sul. Ele talvez incluísse o Paraná, mas há controvérsias.

Santa Catarina não poderia ficar de fora, se por mais não fosse, pelas suas praias. E anexaríamos o Uruguai, certamente. Tudo puro delírio, claro. Se bem que... Não, não. Puro delírio.

Há quem diga que já houve uma secessão no Brasil. São Paulo separou-se do resto e há anos é a sua própria União independente. Não sei.

Luís Fernando Veríssimo
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Alguém ainda tem qualquer dúvida de que a torcida do Grêmio é racista?

Aranha
Se alguém tinha dúvida se o racismo da torcida do Grêmio não se restringia a meia dúzia de imbecis, ela foi dizimada na partida de ontem contra o Santos.

O estádio em peso vaiou Aranha do aquecimento ao fim. De um jeito, vamos dizer, especial.

Espertos gritavam “Branca de Neve” (risos) e “alemão” (risos?). Outros gênios tapavam a boca para poder xingá-lo de sabe-se lá o que sem ser flagrados pelas câmeras.

Não se trata de proibir a vaia no futebol. Não é mimimi.

O que se viu ali foi de outra natureza. Uma perseguição absurda a um sujeito que ousou indignar-se com calhordas que acham normal falar que um negro é macaco.

Ok, o irracional manda nas arquibancadas. Mas, no segundo confronto entre as duas equipes, a cambada fez o extremo oposto de qualquer atitude próxima de honrar seu clube.

Aranha, mais uma vez, saiu-se com hombridade. Jogou com frieza, fez algumas boas defesas (0 a 0), não caiu em provocações, não provocou.

No intervalo, afirmou que o que estava ocorrendo era “triste”. “Se tiver que dar desculpas para esse povo, não dou”, falou. É o antiPelé, tanto na capacidade de articulação quanto na coragem.

Ele voltaria ao ponto no final. Cercado por repórteres, teve uma breve discussão com dois deles.

“Fiquei triste. Deu para perceber bem qual o pensamento da torcida gremista. A grande maioria apoiou [a palhaçada de vinte dias atrás]. Tinha muita gente contra minha atitude. Não ligo para vaias, para manifestação do torcedor, desde que seja do esporte. E a gente, sem ser hipócrita, sabe que a vaia hoje foi diferente”, declarou.

A dupla quis saber o que significava o “diferente”. É uma pergunta, na melhor das hipóteses, burra. Na pior, cínica.

Sem se exaltar, foi didático. “Foi diferente por tudo o que aconteceu. Você concorda? Nunca me senti tão mal jogando em um lugar como me senti hoje. Cobraram o perdão, mas não tem como perdoar um pessoal desse. Sinceramente esperava ser recebido de outra maneira, porque acreditava que a grande maioria do torcedor gremista tinha repudiado [o ato racista]. Mas, pelo que vi hoje, eles concordam”.

Sim, eles concordam. Quem acreditou na balela de que o racismo do primeiro confronto no RS foi “um ato isolado” merece um pacote de bombachas.

Aranha deu uma lição — inútil, provavelmente, para as pessoas que se deram ao trabalho de se deslocar até a Arena para tentar colocá-lo em seu devido lugar. É preciso registrar a contribuição do técnico Felipão, sempre capaz de uma besteira maior que a anterior, que acusou o goleiro de “encenação”.

O “preto safado”, o “preto fedido” não tinha o direito de expor uma doença coletiva dessa maneira. De dar visibilidade nacional a uma aberração entranhada há décadas, disfarçada sob um papo furado subantropológico. “Macaco é como nos referimos aos colorados desde 1540 blabblablá”.

Em 90 minutos, Aranha fez mais contra o racismo no futebol brasileira do que toneladas de videocassetes educativos da FIFA. Com o auxílio impagável, fundamental da escumalha que tentou agredi-lo covardemente e saiu humilhada. De novo.



Kiko Nogueira
No DCM
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Os 253 candidatos Ficha Suja nas eleições 2014

Lista dos candidatos Ficha Suja para as eleições de 2014 é composta por 253 nomes. Confira, a seguir, a relação por Estado e partido

253 candidatos estão impugnados pela Lei da Ficha Limpa em 2014
253 candidatos a cargos eletivos em todo o Brasil estão barrados pela Lei da Ficha Limpa em 2014. De acordo com a Lei, ficam inelegíveis os candidatos que tiverem suas contas rejeitadas por ato intencional (ou “doloso”) de improbidade administrativa quando exerciam cargos ou funções públicas, ou que foram condenados por determinados crimes em órgãos colegiados.

No caso das contas, é necessária a comprovação de que a irregularidade seja incorrigível, ou “insanável” e que e o ato ilegal seja considerado como improbidade administrativa. Também podem ser barrados os políticos que tiveram mandato cassado ou que renunciaram para escapar de processo de cassação. A palavra final se o candidato é “ficha suja” ou “ficha limpa” é da Justiça eleitoral. Mas o caso pode parar até no Supremo Tribunal Federal (STF).

A rejeição da candidatura não tira o político da corrida eleitoral e permite que ele siga com a campanha até a votação caso não tenham se esgotado todas as possibilidades de recurso. Se a situação dele não for regularizada, seus votos serão considerados inválidos.

Confira abaixo a lista dos 253 impugnados pela Lei da Ficha Limpa por Estado e partido.

Acre 5 candidaturas
PMDB- 1 | PSB- 1 | PSD- 1 | PSL- 1 |PT- 1

Alércio Dias (PSD) – deputado estadual
Dra Grace (PT) – deputada federal (desistiu)
Fagner Sales (PMDB) – deputado federal
Nilson Areal (PSL) – deputado estadual
Jazanias Mendes (PSB) – deputado estadual

Amapá 2 candidaturas
PMN- 1 | PSC- 1

Caetano Bentes (PSC) – deputado estadual
Fran Júnior (PMN) – deputado federal

Amazonas 5 candidaturas
PSB- 1 | DEM- 1 | PMDB-1 | PMN- 1 | PV-1

Antonio Marcos Maciel Fernandes (Marquinhos da Macil) (PSB) – deputado estadual
Dissica Valério Tomaz (PMDB) – deputado estadual
Jorge Ataíde (DEM) – deputado estadual
Platiny Soares (PV) – deputado estadual
Robson Gama (PMN) – deputado estadual

Bahia 5 candidaturas
PMDB- 2 | PRB- 1 | PT- 1 | PTdoB – 1

Beto Lelis (PMDB), deputado federal
Herzem Gusmão (PMDB), deputado estadual
Osmar Torres (PTdoB), deputado estadual
Silvio Ataliba (PT), deputado estadual
Zé Carlos da Pesca (PRB), deputado federal

Ceará 10 candidaturas
PSDC- 1 | PSB- 1 | PCdoB- 1 | PTC- 1 | PRTB- 1| PTN- 1 | PTB- 1 | PROS- 1 | PSL- 1 | PSB- 1

Agenor Manoel Ribeiro (PSDC), deputado estadual
Antônio Roque de Araújo (PSB), deputado estadual
Augusta Brito de Paula (PCdoB), deputada estadual
Francisco José Cunha de Queiroz (PTC), deputado estadual
José Acélio Paulino de Freitas (PRTB), deputado estadual
José Macêdo de Lima (PTN), deputado estadual
José Rocha Neto (PTB), deputado estadual
Mirian de Almeida Rodrigues Sobreira (Pros), deputada estadual
Raimundo Cordeiro de Freitas (PSL), deputada estadual
Raimundo Dias Angelim (PSB), deputado federal

Distrito Federal 7 candidaturas
PMDB- 1 | PMN- 2 | PP- 1 | PR- 2 | PV- 1

Aylton Gomes (PR) – deputado distrital
Célia Sousa (PV) – deputada distrital
Dr. Juarez de Paula (PMN) – deputado distrital
Jaqueline Roriz (PMN) – deputada federal (desistiu)
José Roberto Arruda (PR) – governador (desistiu e lançou a esposa como candidata a vice)
Marco Antonio Leal da Silva (Sgt. BM leal) (PP) – deputado distrital
Vandercy Antônia de Camargos (Professora Vandercy) (PMDB) – deputada distrital

Espírito Santo 11 candidaturas
PR- 1 | PRP- 1 | PTB- 1 | SD- 1 | PV- 1 | PP- 1 | PTB- 1 | DEM- 1 | PTB- 1 |PTdoB- 1 | PRTB- 1

Claudimar Henker (PR) – deputado estadual
Cleone Gomes do Nascimento (PRP) – deputado federal
Edson Henrique Pereira (PTB) – deputado estadual
Hélio Dutra Leal (SD) – deputado federal
Heliomar Costa Novais (PV) – deputado federal
Jackson Rangel (PP) – deputado federal
José Carlos Elias (PTB) – deputado federal
Lauriano Zancanela (DEM) – deputado estadual
Maryhanderson (PTB) – deputado estadual
Modesto Godi (PTdoB) – deputado estadual
Pastor Ivan (PRTB) – deputado federal (desistiu)

Goiás 10 candidaturas
DEM- 1 | PEN- 1 | PHS- 2 | PMDB- 1 | PPS- 1 | PSC- 1 | PSDB- 2 | SD-1

Alex Batista (PHS), deputado estadual
Anázio Airton Bernardes Pereira – Anazão (SD), deputado estadual
André Luiz Gomes de Almeida – Doutor André (PPS), deputado estadual
Cláudio da Unifam (PSC), deputado estadual
Gênio Eurípedes (PSDB), deputado federal
Gisele Silva (PMDB), deputada estadual
Iris Lira (PEN), deputado estadual
Maria da Conceição da Silva Vieira (DEM), deputada estadual
Rui Figueiredo (PHS), deputado estadual
Valdivino de Oliveira (PSDB), deputado federal

Maranhão 9 candidaturas
PDT- 1 | PR- 1 | PRTB- 1 | PSB- 1 | PSL- 1 | PT- 1 | PV- 2 | SD- 1

Chico do Rádio (PDT) – deputado estadual
Francisco Valbert Ferreira de Queiroz (Quininha) (PSB) – deputado estadual
Frank Seba (SD) – deputado estadual (desistiu e lançou o neto Seba no lugar)
Hemétrio Weba (PV) – deputado estadual (candidato à reeleição, ele foi liberado pelo TRE-MA, mas barrado pelo TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral)
Jeová Alves (PSL) – deputado federal
Magno Bacelar (PV) – deputado estadual
Manoel Dentista (PRTB) – deputado estadual (desistiu)
Raimundo Louro (PR) – deputado estadual
Raimundo Monteiro (PT) – 1º suplente de senador

Mato Grosso 9 candidaturas
PCdoB-1 | PR-1 | PSD– 4 | PT- 3

Altir Peruzzo (PT) – deputado estadual
Eunice Rodrigues (PT) – deputada estadual
José Antunes de França (Dega) (PSD) – deputado estadual
José Geraldo Riva (PSD) – governador (desistiu e lançou a esposa em seu lugar)
Meraldo Sá (PSD) – deputado estadual
Nelci Capitani (PSD) – deputado estadual
Neldo Egon Weirich (PR) – deputado estadual
Valdir Barranco (PT) – deputado estadual
Zózimo Wellington Chaparral (PCdoB) – deputado estadual

Mato Grosso do Sul 3 candidaturas
PP- 1 | PSB-1 | PT- 1

Alcides Bernal (PP) – senador
Danilo Luiz (PSB) – deputado estadual
Bonelli (PT) – deputado estadual (desistiu)

Minas Gerais 13 candidaturas
PCdoB- 2 | PDT- 1 | PEN- 1 | PMN- 1 | PP- 1 | PRB- 2 | Psol- 1 | PTC- 2 | PTdoB- 2

Anderson Adauto Pereira (PRB), deputado federal
Carlos Alberto Pereira (PMN), deputado federal
Carlos Eduardo de Almeida (PCdoB) deputado estadual (renunciou)
Hélio Pinheiro da Silva (PTC), deputado estadual
Ivo Mendes Filho (PCdoB), deputado estadual
Jorge Tarcísio Torquato (Psol), deputado federal
José do Nascimento Elias (PDT), deputado estadual
Marcos Tolentino da Silva (PEN), deputado federal (renunciou)
Natalício Tenório Cavalcanti (PTdoB), deputado estadual
Neyval José de Andrade (PTC), deputado estadual
Paulo Orlando Rodrigues de Mattos (PTdoB), deputado federal
Pedro Ivo Ferreira Caminhas (PP), deputado estadual
Ronaldo Resende Ribeiro (PRB), deputado federal

Pará 20 candidaturas
PCdoB- 1 | PDT- 1 | PHS– 1 | PMDB– 1 | PP– 2 | PPS– 2 | PR– 1 | PRB– 1 | Pros- 1 | PSB- 1 | PSC– 1 | PSD– 1 | PSDB– 2 | PT– 3 | PV– 1

Artur Tourinho (PMDB) – deputado estadual
Bernadete Ten Caten (PT) – deputada estadual (desistiu)
Chico da Pesca (Pros) – deputado estadual
Edna Lusia de Souza Costa (Bispa Edna) (PR) – deputada estadual
Jordânio Felizardo (PHS) – deputado estadual
Luiz Sefer (PP) – deputado estadual
Luiz Rebelo (PP) – deputado estadual (desistiu e lançou o filho no lugar)
Maura Edwirges Marques dos Santos (PSDB) – deputada federal
Marlene Mateus (PV) – deputada federal
Marta Dionisio Batista (Irmã Batista) (PSC) – deputada estadual
Olávio Rocha (PSB) – deputado estadual
Orlando Lobato (PRB) – deputado estadual
Paulo Rocha (PT) – senador
Pedro Barreirão (PCdoB) – deputado estadual
Ronivaldo Fernandes do Carmo (Rony) (PSDB) – deputado estadual
Rosilane Evangelista (PT) – deputada estadual
Silvio Carlos Bahia Santos (Silvinho Santos) (PSD) – deputado estadual
Vagner Curi (PDT) – deputado estadual (desistiu)
Wanderley Dias Vieira (Dr. Wanderley) (PPS) – deputado estadual
Zé Carlos Galiza (PPS) – deputado estadual

Paraíba 6 candidaturas
PDT- 1 | PMDB- 1 | PMN- 2 | PTN- 1 | PV- 1

Balduíno Clementino (PTN) – deputado estadual
Genival Lacerda (PMN) – deputado federal
Lúcia Braga (PV) – deputada estadual (desistiu)
Pastor Luciano Breno (PMN) – deputado estadual
Raoni Barreto (PDT) – deputado estadual
Wilson Filho (PMDB) – deputado federal (desistiu e lançou seu irmão no lugar)

Paraná 8 candidaturas
PDT– 2 | PRP- 1 | PSD- 1 | PT- 1 | PTB- 1 | PTN- 1 | PV- 1

Almir Batista (PTB) – deputado estadual (desistiu)
Baka (PDT) – deputado federal
Bispo Costa (PDT) – deputado estadual
Celso Luiz Soares Rocha (PRP), primeiro suplente de senador (desistiu)
Dr. Alecsandro (PT) – deputado estadual
José Augusto Felippe (PSD), deputado estadual (desistiu)
Oscar da ONG Anjos (PTN) – deputado estadual
Sônia Sapata (PV), deputada federal

Pernambuco 4 candidaturas
PP- 1 | PSB- 1 | PSL- 1 | PTB- 1

Carlos Evandro Pereira de Meneses(PSB) – deputado estadual (desistiu)
Clarice Correa de Oliveira (PP) – deputada estadual (desistiu)
Gilson Muniz Dias (PTB) – deputada federal
Tarcísio Dias das Mercês (PSL) – deputado estadual

Piauí 1 candidatura
PRP- 1

Laécio Borges (PRP) – deputado federal

Rio de Janeiro 18 candidaturas
DEM– 1 | PDT– 4 | PMDB– 3 | PMN– 1 | PR- 2 | PRTB– 1 | PSB– 2 | PSD- 1 | PSL- 1 | PTdoB- 2

Ademir Alves de Melo (PSD) – deputado federal (desistiu)
Alciones Cordeiro (PRTB) – deputado federal
Arnaldo Vianna (PDT) – deputado estadual (desistiu)
Carlos Augusto Carvalho Balthazar (PSL) – deputado estadual
Celso Jacob (PMDB) – deputado federal
César Maia (DEM) – senador
David da Costa Villar Filho (PSB) – deputado estadual
Elton da Silva Neves, Cel. Elton Queixada (PSB) – deputado estadual
João Barbosa Bravo (PTdoB) – deputado federal (desistiu)
José Valdezir Pereira de Lima, Kikinho (PMN) – deputado federal
Marcus Lorenz Melo de Abreu (PR) – deputado federal
Maria Aparecida Panisset (PDT) – deputado federal
Maria José Cassane Soares (PMDB) – deputado estadual
Ricardo Martins David (Ricardo Abrão) (PDT) – deputado estadual (desistiu)
Riverton Mussi Ramos (PMDB) – deputado estadual
Rubem Nelson (PDT) – deputado federal
Samuel Correa da Rocha Junior, Samuquinha (PR) – deputado estadual
Werner Benites Saraiva da Fonseca (PTdoB) – deputado federal (desistiu)

Rio Grande do Norte 5 candidaturas
PHS- 1 | PP- 2 | PSD- 1 | PTdoB- 1

Amaro Saturnino (PTdoB) – deputado estadual
Betinho Rosado (PP) – deputado federal (desistiu e lançou a candidatura do filho)
Fernando Fernandes (PP) – deputado estadual
Rivaldo Felix de Lima (Rei Pop Show) (PHS) – deputado federal
Zé Vander (PSD) – deputado estadual

Rio Grande do Sul 3 candidaturas
PDT- 1 | PEN- 1 | PPS- 1

Fábio Rocha (PEN) – deputado federal (desistiu)
Flavio Zacher (PDT) – deputado federal
Sérgio Camps de Morais (PPS) – 2º suplente de senador (desistiu)

Rondônia 5 candidaturas
PDT- 1| PP- 1 | PR- 1 | PT- 1 | SD- 1

Assis Gurgacz (PDT) – 1o suplente de senador
Edvilson Negreiros (PR) – deputado estadual
Joarez Jardim (PP) – deputado federal
Rosália Negona (PT) – deputada estadual
Nilton Caetano (SD) – deputado estadual (desistiu)

Roraima 11 candidaturas
PSB- 1 | PDT- 1 | PRP- 1 | PTN- 1 | PP- 1 | PSDC- 1 | PPS- 1 | PCdoB- 1 | PP- 1 | DEM- 1 | PRP- 1

Alysson Mota Ferreira (PSB) – deputado estadual (desistiu)
Augusto Alberto Iglesias Ferreira (PDT) – deputado federal
Chico das Verduras (PRP) – deputado federal
Denner Ratts (PTN), deputado estadual (desistiu)
Evandro Moreira (PP), deputado estadual (desistiu)
Jalser Renier (PSDC) – deputado estadual
James Batista (PPS) – deputado estadual
Lurenes Cruz do Nascimento (PCdoB) – deputado federal
Neudo Campos (PP) – governador (desistiu e lançou a mulher em seu lugar)
Paulo César Quartiero (DEM) – vice-governador (apesar de contestada, sua candidatura foi deferida pelo TRE-RR. Acabou barrado por compor chapa com Neudo Campos. Seu registro ainda figura como indeferido com recurso na página do TSE)
Teylor Colares Filgueiras (PRP), deputado estadual (desistiu)

Santa Catarina 5 candidaturas
PP- 1 | PSB- 1 | PSDB- 2 | PTB- 1

Dagomar Carneiro (PSB), deputado estadual
Gilmar Knaesel (PSDB), deputado estadual
João Pizzolatti (PP), deputado federal (desistiu da reeleição e indicou o filho no lugar)
Paulo Boeira (PTB), deputado estadual
Saulo Sperotto (PSDB), deputado federal

Sergipe 6 candidaturas
DEM- 1 | PMN- 1 | PP- 1 | PPS- 1 | PSB- 1 | PSC- 1

André Luís Dantas Ferreira (André Moura) (PSC) – deputado federal
Carlos Augusto Ferreira (Carlinhos) (PSB) – deputado federal (desistiu)
Givanildo Batista da Silva (PP) – deputado estadual
José Job de Carvalho Filho (Dr. Job) (PPS) – deputado estadual (desistiu)
Josilda Alice da Graça Monteiro (DEM) – deputado federal (desistiu)
Reinato Rodrigues dos Santos (Shaullim) (PMN) – deputado estadual

São Paulo 69 candidaturas
DEM- 1 | PCdoB- 1 | PDT- 2 | PEN- 8 | PMDB- 4 | PMN- 1 | PP- 4 | PPS- 2 | PR- 2 | PRB- 2 | PRP- 1 | PSB- 7 | PSC- 4 |PSD- 5 | PSDB- 2 | PSDC- 1 | PSL- 1 | PSTU- 1 | PT- 8 | PTB- 5 | PTN- 1 | PV- 4 | SD- 2

Abelardo Camarinha (PSB), deputado estadual
Adauto Aparecido Scardoelli (PT), deputado federal
Adeir Cupertino (PSC), deputado federal
Adelson de Souza Penha (PV), deputado federal
Adler Alfredo Jardim Teixeira (PSC), deputado federal
Alexandre José da Cunha (PP), deputado estadual
Alexandre Simões Pimentel (PT), deputado estadual
Aluizio Leonardo (PDT), deputado federal
Anésia Aparecida Rodrigues Schmidt (PR), deputada estadual
Angelo Augusto Perugini (PT), deputado estadual
Antonio Amaral Junior (PT), deputado estadual
Antonio Aparecido Rodrigues da Silva (PEN), deputado federal
Aparecido Carlos dos Santos (SD), deputado estadual
Aparecido Inacio da Silva (SD), deputado estadual
Aroldo Pereira de Souza (PTB), deputado federal
Balbina de Oliveira de Paula Santos (PMDB), deputada federal
Carlos Antonio Ferreira dos Santos (PEN), deputado federal
Délbio Camargo Teruel (PSD), deputado federal
Edmilson Gonçalves de Souza (PSDC), deputado estadual
Estevam Galvão de Oliveira (DEM), deputado estadual
Francisco Pereira de Sousa Filho (PPS), deputado estadual
Fuad Gabriel Chucre (PSDB), deputado estadual
Isac Franco dos Reis (PT), deputado estadual
Isaías Conceição (PEN), deputado federal
Ivana Camarinha (PV), deputada estadual
Jaime Donizete Pereira (PSC), deputado federal
Jairo Ferreira da Silva (PTB), deputado federal
João Lucio Balduzzi Pereira (PSB), deputado estadual
João Luis Dias Zafalão (PSTU), deputado estadual
Jorge Abissanra (PSB), deputado federal
José Izidro Neto (PMDB), deputado estadual
José Roberto de Oliveira (PEN), deputado federal
José Roberto Tricoli (PV), deputado estadual
José Urias Costa de Oliveira (PRP), deputado federal
Joseph Raffoul (PTB), deputado federal
Joseph Zuza Somaan Abdul Massih (PP), deputado estadual
Júlio César Polaco Zitelli (PEN), deputado estadual
Junji Abe (PSD), deputado federal
Leandro de Camargo Barros (PSB), deputado estadual
Luiz Gonzaga Vieira de Camargo (PSDB), deputado estadual
Marcelo Pires Vieira (PTB), deputado estadual
Marco Antonio Marchi (PSD), deputado estadual
Marco Aurélio de Souza (PT), deputado estadual
Maria Helena Borges Vannuchi (PT), deputado estadual
Mazen Ezzat Haidar (PP), deputado estadual
Miguel Francisco Lopes (PSD), deputado estadual
Newton Lima (PT), deputado federal
Odmir Alves Pereira (PSB), deputado federal
Osvaldo Franceschi Junior (PV), deputado federal
Osvaldo Martins (PSL), deputado estadual
Paulo Cesar Neme (PSC), deputado federal
Paulo Maluf (PP), deputado federal
Paulo Sérgio Rodrigues Alves (PR), deputado estadual
Pedro Luiz Viviane (PMN), deputado federal
Pedro Nunes Filho (PDT), deputado estadual
Pedro Tomishigue Mori (PSB), deputado federal
Reinaldo Guimarães Mota (PSB), deputado estadual
Ricardo Moraghi (PMDB), deputado estadual
Roberto Pereira Peixoto (PEN), deputado estadual
Roberto Ramalho Tavares (PRB), deputado federal
Ronaldo Ferreira da Costa (PEN), deputado estadual
Rubens Sanchez Proença (PRB), deputado federal
Sandra Pereira da Silva Lima (PTB), deputada estadual
Sergio Benassi (PCdoB), deputado estadual
Sonia Francine Gaspar Marmo (PPS), deputada federal
Vanessa Damo Orosco (PMDB), deputada estadual
Wagner Ricardo Antunes Filho (PSD), deputado estadual
Wanderley Madeira Adão (PTN), deputado estadual
Welinton José dos Santos (PEN), deputado federal

Tocantins 3 candidaturas
PMDB- 1 | PSD- 1 | PSOL- 1

Amiron José Pinto (PMDB), deputado estadual
Joaquim Rocha Pereira (Psol), 2º suplente de senador
José Viana Povoa Camelo (PSD), deputado estadual (renunciou)

Na Justiça

A palavra final sobre esses casos será dada pela Justiça eleitoral, responsável pela análise dos recursos apresentados pelos candidatos. A legislação permite que os candidatos barrados pela Ficha Limpa continuem em campanha até que se esgotem as possibilidades de apelação.

No Pragmatismo Político
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Boaventura de Souza Santos e a Direita Neoliberal com Marina Silva

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Malafaia descobre que Marina dançou!


Após queda nas pesquisas, Silas Malafaia convoca reunião Urgente para avaliar a situação de Marina, e de forma grosseira, grita com seus aliados, assistam e compartilhem!

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Aula Magna com Mia Couto


O escritor Mia Couto ministrou a aula magna "Guardar memórias, contar histórias e semear o futuro", no início do segundo semestre letivo de 2014. O evento fez parte das comemorações dos 80 anos da UFRGS.

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Ex-senador Clésio Andrade é suspeito de envolvimento em fraude no Sest/Senat




A Polícia Civil do Distrito Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (19), cinco mandados de prisão de suspeitos de desvio de recursos do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), em Brasília e em Minas Gerais. Até as 8h30, quatro pessoas haviam sido presas na Operação São Cristóvão.

De acordo com a corporação, um grupo de diretores da instituição é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da União, repassados ao Sest/Senat entre 2011 e 2012 para a realização de cursos profissionalizantes. Não foi informado se os diretores estão entres os presos. O prejuízo confirmado passa dos R$ 20 milhões, conforme a polícia.

Entre os envolvidos no esquema de desvio de recursos estaria o ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade (PMDB-MG). Ele foi vice-governador de Minas entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Aécio Neves. Policiais do estado também foram acionados para auxiliar na operação. O ex-parlamentar é réu no caso conhecido como mensalão tucano.

Na ação penal, Clésio é acusado de peculato e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, tentado ocultar recursos recebidos de Marcos Valério na campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998 – Clésio Andrade era candidato a vice.

Segundo os agentes da operação, diretores receberam gratificações salariais milionárias nesse período. A entidade teria falsificado documentos para justificar os pagamentos à Controladoria-Geral da União (CGU).

A Polícia Civil informou que o dinheiro também foi usado para firmar contratos suspeitos com empresas de parentes de membros da diretoria do Sest/Senat.
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A informação e a desinformação

 A informação: 

Não se deixe enganar: resultados da PNAD apontam para um Brasil cada vez mais inclusivo

Não é segredo pra ninguém que alguns setores da mídia tem se empenhado muito para construir manchetes negativas para o governo Dilma, apesar dos resultados positivos que apontam para mais inclusão social . Ontem, foram divulgados os resultados da Pnad 2013 (Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio) e, apesar das diversas notícias positivas trazidas pela pesquisa, alguns veículos da grande imprensa fazem ginástica, usando todas as lições de retórica possíveis, para estampar em suas manchetes dados negativos.

Como a gente tá aqui pra divulgar a verdade, vamos lá:

1. O índice de desemprego aumentou de 6,1% para 6,5% do ano passado pra cá. O que os nossos amigos não colocam nas manchetes é que essa taxa ainda continua sendo a menor desde 2004, quando começou a medição pela Pnad. E nós ainda vivemos um cenário de pleno emprego, diferentemente do resto do mundo que se afundou na crise e já desempregou 100 milhões de pessoas. No Brasil, com Dilma, foram criados 5 milhões de postos de trabalho.

2. Os empregos com carteira assinada aumentaram em todas as regiões do Brasil. A variação foi de 3,6% do ano passado pra cá, passando de 74,6% da população economicamente ativa em 2012 para 76.1% em 2013.

3. A disparidade entre os sexos no mercado de trabalho diminuiu. O rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos homens foi de R$ 1 890,00 e o das mulheres, R$ 1 392,00. Em termos proporcionais, as mulheres receberam em média 73,7% do rendimento de trabalho dos homens. Em 2012, essa proporção era de 72,8%.

4. A renda cresceu acima da inflação. O rendimento médio mensal de todos os trabalhos foi de R$1.681 em 2013 – 5,7% superior a 2012, quando era de R$ 1.590.

Além disso, o trabalho infantil diminuiu (queda de 12,3% entre 2012 e 2013), aumentou o número de brasileiros conectados à internet, o analfabetismo caiu (de 8,7% para 8,3%) em todas as regiões do país, aumentou o número de brasileiros maiores de 25 anos com ensino médio e o número de crianças na escola.

Parte da imprensa também tenta alardear um suposto “aumento da desigualdade no Brasil” baseado em dados do Índice de Gini. Os dados apresentados acima já são suficientes para dizer que isso não é verdade, mas ainda tem mais. O índice que mede a desigualdade no Brasil passou de 0.496 em 2012 para 0.498 em 2013, levando em conta que quanto maior for a proximidade de zero, menor a desigualdade medida no país. Esse índice não indica uma aumento da desigualdade, mostra que o país segue estável mesmo em um cenário mundial extremamente instável, que segue demitindo milhões de pessoas, cortando salários e eliminando direitos sociais. Nas palavras da presidente do IBGE, Wasmália Bivar, a elevação do índice “não corresponde à interrupção do processo de melhora da distribuição de renda, mas sim a uma estabilidade dessa tendência”.

Isso tudo significa que as conquistas desses 12 anos de governo democrático e popular estão concretizadas e melhoraram muito a vida dxs brasileirxs, mas agora precisamos mais. E Dilma está ciente disso, por isso quer mudar ainda mais. Para um segundo mandato, nossa presidenta promete o aprofundamento das políticas sociais já implementadas e a criação de outras para que todxs possam continuar nesse processo de melhoria de vida e tenham a vida digna desse povo que, agora, anda de cabeça erguida.

 A desinformação: 

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Dilma na TV


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Entrevista com Dilma Rousseff no Jornal da Record

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Discurso do medo, uma ova!

Para Marina não há conflito entre o fastígio dos banqueiros e os interesses populares. O conflito que existe na sua leitura do Brasil é entre corruptos e elites

Marina precisa esconder a questão principal em jogo nestas eleições. Por isso é crucial expô-la, como Dilma começou a fazer no debate da CNBB, nesta 3ª feira:

‘A principal lição da crise de 2008 é a necessidade de impor uma regulação ao sistema financeiro, não o contrário, não o hiperliberalismo’, resumiu a Presidenta, fuzilando o projeto do BC independente, do voto e da democracia, encampado pela candidata do PSB.

Não é um assunto palatável. Mas é traduzível. Prova-o a tentativa do PSB de interditá-lo no horário eleitoral.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encampou o pedido de Marina de suspender a propaganda petista, na qual se relaciona o impacto dessa proposta num lar assalariado.

Se agiu honestamente, Janot subestima o poder de fogo do arsenal que hoje mantem 100 milhões de desempregados no mundo.

A Europa é uma advertência em carne viva.

Outrora referência do Estado do Bem Estar Social, o continente não resistiu ao moedor da supremacia financeira. Paga em libras de carne humana a purga da desordem neoliberal, sob o comando dos bancos que a causaram.

O saldo da reciclagem até o momento sugere que a propaganda de Dilma é até cautelosa.

São mais de 20 milhões de desempregados na zona do euro; 119,6 milhões de pessoas (24,2% da população) transitam no limiar da pobreza em toda a Europa; US$ 1,3 trilhão foram entregues aos bancos europeus para salvá-los deles mesmos, enquanto as filas da Cáritas fornecem mais de um milhão de pratos de comida só na Espanha .

A contradição que a propaganda de Dilma condensa metaforicamente pode ser constatada de outra forma e ao vivo aqui mesmo.

Quando Marina Silva sobe nas pesquisas, as bolsas disparam; as consultorias exultam; as ações de bancos escalam píncaros de valorização. Manchetes faíscam sulfurosas.

Quando a ONU informa que no ciclo de governos do PT o Brasil reduziu a miséria em 75% e praticamente erradicou a fome (restrita a 1,7% da população), qual é a receptividade do glorioso jornalismo de economia?

Modesta, para sermos generosos.

A saúde dos mercados e a deriva da sociedade, como se vê em diferentes latitudes do planeta, não são contraditórias com essa concepção de eficiência econômica excludente. A mesma encampada agora pelo PSB que um dia foi de Arraes, hoje é o cavalo onde floresce o enxerto do hiperliberalismo denunciado por Dilma.

A confusão semântica entre um partido socialista tomado pela ideologia rentista e uma ex-seringueira que a isso empresta sua biografia não é involuntária.

Sem um lubrificante à altura do estupro, seria muito difícil vender ao eleitor agenda de um neoliberalismo desmoralizado.

O mundo conspira contra Marina, mas ninguém diz.

O jornal Valor desta 4ª feira (17/09) informa-nos em rodapé discretíssimo: ‘Os Estados Unidos sofreram mais um ano de estagnação da renda, uma vez que a recuperação da economia não consegue se traduzir em aumento da prosperidade para a média das famílias (...) cuja renda real aumentou apenas 0,3% em 2013...’.

Significa dizer que a renda média na principal economia capitalista do planeta encontra-se abaixo daquela de 25 anos atrás.

Mas os níveis de desigualdade regrediram ao padrão da Europa no início do século XX. Informa o livro de Thomas Piketty (‘O capital’), estranhamente ausente do debate eleitoral brasileiro.

Não é uma tragédia sem causa.

O lucro combinado dos seis maiores bancos americanos — JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup, Wells Fargo, Morgan Stanley e Bank of America — saltou em 2013 para o seu maior patamar desde 2006: um aumento de ganho líquido de 21% ; ou US$ 74,1 bilhões em moeda sonante , segundo informou a Bloomberg.

A dificuldade da recuperação norte-americana, a mais lenta de todas, que fez o Fed, nesta 4ª feira, sinalizar a manutenção das taxas de juros baixas por ‘tempo indeterminado’ — para decepção do rentismo local e global — , não tem têm origem, porém, na crise de 2008.

O fio que interliga a persistente disseminação da pobreza nos EUA antes, durante e depois do colapso de 2008, é a hipertrofia do poder financeiro — que Marina quer vitaminar no Brasil.

É esse o elo entre a rastejante recuperação atual sob a batuta de Obama, a etapa aguda da crise que a antecedeu — capitaneada por Bush Jr — e, antes ainda, o período de apogeu que originou o desmonte regulatório do sistema financeiro legado por Roosevelt. Obra demolidora iniciada por Reagan (1981-1989), seguida da consolidação da hegemonia rentista sob a batuta do democrata Bill Clinton (1993-2001).

Radiografar essa espiral e traduzi-la para o idioma político destas eleições não é recorrer ao discurso do medo, como querem alguns.

São fatos que a retrospectiva norte-americana ilustra exaustivamente. Por exemplo:

1. Os salários da força de trabalho nos EUA estão em queda ou estagnados desde os anos 90;

2. Para 60% dos trabalhadores americanos, o valor da hora/trabalho estagnou ou caiu;

3. Em 1996 a renda média familiar já era inferior a de 1986 (uma corrosão que persiste);

4. O emprego estável esfarelou; a fatia dos trabalhadores com cerca de 10 anos no mesmo emprego caiu de 41% em 1979 para 35,4% em 1996 ( e embicou nos anos mais recentes);

5. A desigualdade se acentuou: a renda de uma família padrão de classe média encolheu, apesar do borbulhante fastígio rentista; apenas 10% dos lares abocanharam 85% dos ganhos propiciados pela farra financeira dos anos 80/90;

6. O trabalho se degradou: ao conquistar uma nova vaga, um desempregado ganha, em média, 13% menos que no trabalho anterior; em 1997, 30% dos empregos já operavam em tempo parcial, evidenciando uma economia que simultaneamente abdicou da indústria em troca dos ‘custos chineses’;

7. Nessa mutação estrutural , enquanto a fatia da renda apropriada pelos lares mais ricos (o 1% dos aplicadores em ativos) cresceu de 37,4% para 39%, o universo de lares sem ingressos ou com rendimento negativos saltou de 15,5% para 18,5%; na população negra, 31% dos lares tinham renda zero ou negativa em 1995.

Repita-se: tudo isso antes do colapso da subprime.

Esse paradoxo feito de desmonte industrial e exploração extrema, de um lado, e bonança rentista, do outro, só não explodiu antes graças à válvula de escape do endividamento maciço das famílias, que atingiu seu limite no estouro da bolha imobiliária, em 2008.

Os antecedentes mostram que a advertência feita pela propaganda de Dilma não é descabida.

É crucial para um projeto de desenvolvimento equitativo recompor e aprofundar a regulação do sistema financeiro, incluindo-se aí o controle sobre a mobilidade de capitais.

Foi isso que Dilma começou a dizer na CNBB. E Precisa continuar a dize-lo, de forma cada vez mais clara.

É isso que faz a propaganda vetada pelo procurador Janot.

Sem desmontar a supremacia financeira — e isso significa dar ao governo, ao Estado e à democracia os instrumentos de comando sobre o capital — será impossível consolidar um novo ciclo de investimento e alterar a redistribuição do excedente econômico no país.

Esse é um dos maiores desafios do desenvolvimento no século XXI

Mas para Marina o nome da crise é PT, não capitalismo destrambelhado.

Para Marina não existe conflito entre o fastígio dos banqueiros, e dos mercados financeiros, e os interesses populares.

O conflito que existe na sua constrangedora leitura da história é entre bons e maus; entre corruptos e elites bacanas; entre dilmas gerentonas e necas solícitas; entre o PT degenerado — que “colocou um diretor para assaltar os cofres da Petrobrás” — e a virtuosa turma de novos amigos dos mercados.

É nessa toada que Marina, Aécio e seus apêndices pretendem levar a flauta da campanha até o fim.

As candidaturas progressistas não podem sancionar essa anestesia do discernimento popular.

Discurso do medo, uma ova, é preciso dizer, mimetizando a sagaz Luciana Genro.

A crise evidenciou que na ausência de regulação estatal da finança, a genética autodestrutiva do sistema passa a operar em condições de baixa demanda efetiva, elevado desemprego e especulação suicida.

A superação do impasse só virá se e quando o Estado detiver maior poder de comando para exercer seu papel indutor do crédito e do investimento produtivo.

Contra isso se insurge o conservadorismo. E ao seu desfrute se oferece Marina Silva e o seu tripé: BC independente; desregulação do pré-sal e desmonte da CLT.

Discurso do medo? Uma ova.

Saul Leblon
No Carta Maior
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DatafAlha infla Aécio

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TSE admite que urna não é totalmente segura

A cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica "nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude", mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados pelo Uol afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria.

"O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude. Tais barreiras nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque", afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE, em entrevista por e-mail.
O funcionário do TSE também reconhece que "é incorreto afirmar categoricamente que um sistema seja totalmente seguro" e "igualmente incorreto afirmar que ele seja totalmente inseguro". Segundo Janino, o sistema eleitoral é dinâmico e é aprimorado quando exposto a riscos.
O TSE realizou testes públicos para analisar a confiabilidade da urna eletrônica apenas duas vezes, em 1999 e 2012. Uma equipe da UnB (Universidade de Brasília) descobriu uma lacuna no sistema de segurança no último exame. Embora a tecnologia evolua com o tempo, o tribunal não permitiu novos testes públicos e não respondeu ao Uol por que não promoveu novas provas.

Segurança da urna eletrônica
  • Pesquisadores da UnB identificam vulnerabilidade no equipamento

    Os votos são armazenados em urna eletrônica e embaralhados de forma aleatória. Durante o teste os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os votos registrados na urna. Se os votos podem ser reordenados, é possível identificar quem votou em determinado candidato considerando os horários que os eleitores votaram em determinada seção eleitoral. A lacuna na segurança compromete o sigilo do voto.
Fonte: UnB (Universidade de Brasília)

"É importante também deixar claro que há um compromisso entre segurança e custo. Como exemplo, se me desloco de carro da minha casa para o trabalho e ganho um salário de R$ 1.000 por mês, não faria sentido eu gastar mais de R$ 1.000 por mês para, por exemplo, comprar um carro blindado ou contratar uma escolta. Em suma, as barreiras devem ser implantadas de acordo com riscos e vulnerabilidades reais e não baseado em suposições infundadas", completou Janino.

Questionado sobre o histórico de suspeitas de fraude, o TSE reconheceu que algumas ocorrências foram identificadas. "Há alguns casos de suspeição de fraudes, invariavelmente levantadas por candidatos derrotados no pleito. Todas as denúncias formalizadas foram devidamente apuradas e consideradas improcedentes pelas instituições competentes que realizam as perícias", respondeu Janino sobre casos suspeitos.

O tribunal, no entanto, não respondeu quantos casos são suspeitos e de que forma se procedeu a investigação que julgou os casos improcedentes.

Ainda sobre os mecanismos de segurança, o TSE afirma o sistema pode ser fiscalizado por agentes do Ministério Público ou por partidos. "A versão oficial dos softwares de cada eleição é assinada digitalmente, inclusive o software das urnas eletrônicas, que dispõem de vários mecanismos de verificação", disse Janino.

O Uol perguntou a um especialista em segurança digital sobre quais garantias de confiança uma assinatura digital traria ao processo eleitoral. Para o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, supervisor do Fórum do Voto Eletrônico, a técnica não impossibilita ataques de pessoas.

"O Bruce Schneier, um dos cinco mais conhecidos e premiados criptógrafos e autor dos livros mais vendidos sobre segurança em TI, em seu livro 'Segurança.com' disse uma frase significativa: 'Se você acredita que a tecnologia pode resolver seus problemas de segurança, então você não conhece os problemas e nem a tecnologia.' Ele escreveu isso para explicar que concluiu que segurança de sistemas tem a ver com as pessoas que operam o sistema e não com as tecnologias adotadas", defendeu Brunazo Filho.

O engenheiro também cita o Ph.D. Ronald Rivest, que segundo ele, é outro entre os cinco principais criptógrafos no mundo. "Ele  é o inventor da técnica de assinatura digital RSA que o TSE usa, e nega que sua técnica de assinatura digital seja suficiente para garantir, por si só, a integridade do software embarcado em sistemas eleitorais", disse Brunazo.

No Fraude Urnas Eletronicas
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Para entender a decadência da Globo


Não vou arriscar análises sobre imagem de apresentador A ou B. Como telespectador eventual do Jornal Nacional (nenhum desprezo, apenas o fato que meu eletroeletrônico diário é o computador) sempre admirei a imagem e a postura firme e sóbria de Fátima Bernardes e a discreta informalidade de  Patrícia Poeta, especialmente na campanha da Copa. Quando não avança além das chinelas, o próprio William Bonner, é um senhor apresentador.

Houve desgaste recente devido à perda de rumo do Jornal Nacional, de trocar o estilo sóbrio por uma informalidade forçada e, principalmente, pela agressividade vulgar do âncora opinativo, expondo ao ridículo as imagens mais valiosas do jornalismo.

Mas esses fatos estão dentro de um contexto mais amplo, que não tem poupado nenhum setor, mais o jornalismo, também a teledramaturgia: a entropia que tomou conta da Globo, visível nas futricas da rádio corredor.

A Globo está enferma, atacada pela doença do burocratismo, com grupos de influência que se organizam aqui e ali, impõem nomes, ocupam espaços e derrubam competidores.

No tempo de Roberto Marinho havia a chamada voz do dono, uma hierarquia clara, com comando, mas se reportando o tempo todo para o patrão: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Armando Nogueira, Evandro Carlos de Andrade, debaixo deles um estado maior de primeira, como Daniel Filho, Roberto Tálmata, Alice Maria.

Roberto Marinho não se atinha apenas às informações internas, mas também às externas. Lembro-me de uma entrevista que fiz a respeito do Diário Carioca com o poderoso Evandro Carlos de Andrade — um dos últimos comandantes de fato da Globo — e seu receio de sofrer eventuais intrigas de Jorge Serpa, conselheiro externo de Roberto Marinho.

Com a morte de Roberto Marinho, os herdeiros terceirizaram a gestão jornalística e artística da Globo. Sem uma estrutura de comando clara, a corporação passou a ser tomada por várias disputas internas, nas quais o fator audiência passou a ser utilizada não como bússola para ajustes, mas como arma de destruição interna.

Conclusão: criou-se tal ambiente de insegurança que praticamente matou a criatividade da empresa.

Nos tempos de Boni, o lançamento da programação anual da Globo era uma celebração. Os últimos programas de impacto da Globo foram lançados inacreditavelmente por sua sucessora, uma senhora auditora com parca experiência em TV.

Depois dela, nada mais. Envelhecem os programas, os apresentadores, os repórteres. Não há um lançamento novo, uma ousadia nova.

O melhor do jornalismo televisivo da Globo foi a Globonews, última obra do talento discreto de Alice Maria.

Na teledramaturgia, o quadro não é diferente. Cadê os musicais maravilhosos, que marcaram a vida de gerações? Cadê a criatividade da programação infantil? Cadê as novelas inovadoras?

Dia desses assisti a alguns capítulos de novela e, agora acostumado com as séries norte-americanas, me espantei com o estilo de interpretação. Lembrava em muito o padrão mexicano de alguns anos atrás, com caretas, caras indignadas, olhares desafiadores, boca dura e sobrancelhas levantadas, de Sarita Montiel.

Julguei que fosse específico daquela novela. Assisti outras: o mesmo padrão.

É evidente que, com o avanço da TV a cabo e da Internet, a TV aberta experimentaria um esvaziamento. Mas, no caso da TV Globo, está sendo acelerado pela perda da seiva vital: a ousadia que aparentemente morreu quando o burocratismo se impôs sobre a criação.

Luís Nassif
No GGN
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