9 de set de 2014

A capa do ‘Correio Braziliense’

A foto abaixo (11,8 x 19,6 cm, na edição original) está na primeira página da edição de segunda-feira (8/9) do Correio Braziliense (ver aqui). É de autoria do fotógrafo Daniel Ferreira, que trabalha para o Correio e para a D.A. Press, ambos do grupo dos Diários Associados.

Estando na capa, por óbvio, trata-se de uma escolha e é de responsabilidade dos editores do jornal.



Observe o leitor(a) que a foto coloca deliberadamente o rosto da presidente da República, Dilma Rousseff, na mira de uma metralhadora do carro blindado do Exército Brasileiro, que desfila na parada de 7 de setembro, em Brasília.

Qual a mensagem implícita/explícita na foto?

É normalmente aceito como sendo de Confúcio, filósofo chinês que viveu no século V antes de Cristo, a conhecida frase “uma imagem vale mais que mil palavras”. Os que vivemos no mundo contemporâneo sabemos que a afirmação de Confúcio permanece atualíssima, vinte e cinco séculos depois, nestes tempos marcados por imagens de todos os tipos, do cinema, da televisão, das fotos popularizadas digitalmente nas redes da internet.

O que estaria o Correio Braziliense sugerindo a seus leitores(as) com a foto publicada na capa do jornal?

Nela está a maior autoridade da República brasileira, no palanque oficial, rodeada de outras autoridades constituídas, assistindo ao desfile da data símbolo da pátria brasileira: o 7 de setembro, dia de nossa independência.

A foto foi cuidadosamente selecionada, entre centenas de outras disponíveis. É, portanto, legítimo concluir que havia, sim, uma intenção orientando a escolha.

O jornalista que fez a edição da foto para o Correio Braziliense (e respondeu a meu e-mail sobre as razões da escolha) a considerou excelente e a melhor ilustração para o noticiário político do dia.

Credibilidade da democracia

Para além da partidarização inequívoca da grande mídia brasileira e diante de exemplos sucessivos, parece que ela não está sendo capaz de fazer uma distinção fundamental, sobretudo agora, em tempos de campanha eleitoral: a distinção entre o ritual dos cargos públicos, os símbolos nacionais, a institucionalidade da política, dos políticos, dos ocupantes dos mais elevados cargos públicos da democracia representativa brasileira; e sua opinião/posição (dela, grande mídia) em relação a esses eventuais ocupantes.

As consequências dessa “não-distinção” podem ser trágicas para a própria democracia. Ao se desrespeitar reiteradamente eventuais ocupantes de altos cargos públicos, inclusive em fotos com insinuações inconfessáveis, esse desrespeito é transferido para as instituições e a credibilidade da própria democracia. Como mostrou há décadas a professora Maria do Carmo Campello de Souza, “o teor exclusivamente denunciatório de grande parte das informações [dos meios de comunicação] acaba por estabelecer junto à sociedade (...) uma ligação direta e extremamente nefasta entre a desmoralização da atual conjuntura e a substância mesma dos regimes democráticos”.

No atual nível de partidarização da grande mídia brasileira, não há solução de curto prazo para que se desfaça esta confusão nefasta. A cobertura adversa e a desqualificação da politica e dos políticos é sua pauta preferencial. Resta torcer para que a democracia representativa brasileira sobreviva a uma grande mídia que, apesar de se apresentar como sua principal defensora, corrói, cotidiana e reiteradamente, seus fundamentos mais caros.

A ver.

Venício A. Lima, jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador de Para Garantir o Direito à Comunicação – A Lei Argentina, o Relatório Leveson e o HGL da União Europeia, Perseu Abramo/Maurício Grabois, 2014; entre outros livros
No OI
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Ao contrário do que diz, Marina votou contra a CPMF

Registros do site do Senado mostram que, então no PT, candidata ficou contra o tributo em 1995 e em 1999

BRASÍLIA - Ao contrário do que afirma em declarações públicas, a candidata Marina Silva (PSB) não votou a favor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Registros do site do Senado mostram que Marina, então no PT, ficou contra o tributo em 1995 e em 1999. Em 2002 não registrou seu voto. O apoio à CPMF tem sido utilizado por ela como discurso de que não fez “oposição por oposição” no Congresso Nacional e que esperava a mesma postura dos parlamentares, caso seja eleita. (Blog Preto no Branco faz a checagem do que dizem os candidatos. Acompanhe aqui)

O registro das principais votações durante o governo do PSDB mostram uma atuação típica de oposição. Em 1997, votou contra a criação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a quebra do monopólio estatal e o modelo de concessão para exploração de petróleo e a reforma administrativa, que cortou benefícios de servidores públicos. De licença médica, não registrou voto na reforma da previdência de 1997. Em 2000 votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixou normas e limites de gastos para a gestão pública. Apoiou apenas projetos na área social em bandeiras compartilhadas por seu partido, como a criação do Fundef com o estabelecimento de financiamento fixo para a educação e a definição de gastos na área de saúde, a chamada emenda 29.

Desde que assumiu a candidatura presidencial neste ano, Marina menciona sua postura quando senadora como modelo de que é possível manter governabilidade sem ter ampla base parlamentar. E cita exatamente a CPMF como principal argumento.

— Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso mandou a CPMF para ser votada, o meu partido era contra, mas eu e o Suplicy votamos favorável – disse Marina na semana passada em sabatina do portal G1.

A CPMF foi sucessora do IPMF, criado ainda no governo Itamar Franco, com o objetivo de aumentar investimentos na área de saúde. O ministro Adib Jatene fez campanha no Congresso para conseguir o recurso extra. Em 1995 o tema chegou ao Senado por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC). Marina Silva registrou voto contrário nas duas votações em plenário, em outubro e novembro daquele ano. Quatro anos mais tarde, o tema voltou ao debate no Senado e a candidata votou outras duas vezes contra a cobrança.

Em 4 de junho de 2002 a continuidade do tributo foi novamente debatida. Naquele momento o petista Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas de intenção de voto e foi feito um acordo para prorrogar a cobrança. O líder do PT, Eduardo Suplicy, encaminhou favorável à votação.

— Encaminho a votação, pelas bancadas do bloco de oposição e do Partido dos Trabalhadores, favoravelmente à emenda relativa à CPMF, com o entendimento primeiro de que se trata, no caso, de uma necessidade orçamentária para o período de 2002 a 2004 – disse Suplicy em plenário.

A prorrogação teve o apoio de vários integrantes do PT e do então candidato a vice de Lula, José Alencar, crítico do sistema tributário do país.

— Estou aqui para trazer um protesto contra a CPMF, ainda que eu vá votar a favor dela. E assim o farei apenas por que o Brasil não pode prescindir dessa arrecadação, que representa mais de R$20 bilhões – afirmou Alencar na votação.

Presente no plenário, Marina não registrou seu voto. Minutos antes tinha discursado sobre um projeto que liberava a concessão de um empréstimo ao Acre e votou em outra proposta. Sobre a CPMF, não se manifestou. No caso de propostas de emenda constitucional, não votar tem o mesmo peso de ser contrário, uma vez que é preciso ter 49 votos sim para a aprovação. Oito dias depois dessa votação, a matéria foi votada em segundo turno e mais uma vez Marina não registrou voto. Questionada deste quarta-feira passada, a assessoria da candidata não se pronunciou sobre a contradição nem apontou qual seria o voto favorável a que ela se refere.

No O Globo
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Depois de morto, Eduardo ‘doa’ R$ 2,5 mi a Marina


A transferência em espécie ocorreu no dia seguinte ao desastre que matou o então candidato. Coordenador afirma que foi legal

Brasília — No dia seguinte ao desastre que matou o presidenciável Eduardo Campos, sem que seus restos mortais tivessem sido recolhidos do local onde caiu o avião, seus partidários transferiram em espécie R$ 2,5 milhões de sua conta de campanha para o Comitê Financeiro Nacional, administrado pelo PSB, que, dias depois, anunciaria Marina Silva como substituta.

Segundo o coordenador financeiro da campanha, Basileu Margarido — homem de confiança de Marina — tudo está dentro da legalidade. “O escritório de Direito que nos atende consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer a operação. Segundo eles, não há nada de errado”, garantiu. O TSE informou que ainda vai analisar as prestações de contas.

A operação de transferência ocorreu no dia 14 de agosto, foi em dinheiro vivo e seu registro está na segunda prestação de contas dos candidatos, divulgada no sábado pelo TSE. O PSB também não fez nenhuma menção ao jato Cessna, usado por Campos, e que é alvo de investigação da Procuradoria Geral da República por crime eleitoral e suspeita de caixa 2.

Para dois advogados especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo DIA em condição de anonimato, a transferência não poderia ocorrer, já que, ao morrer, o CNPJ da candidatura de Campos deveria ser extinguido, e o dinheiro retido. Segundo eles, só no final da campanha o partido teria acesso à doação, como sobra de arrecadação.

“Provavelmente, eles não quiseram deixar parada a quantia, que é razoável, e antes mesmo de comunicarem oficialmente a morte do ex-governador retiraram o dinheiro”, interpretou um deles.

“Não deixa de ser estranho que uma campanha que se propõe a fazer a nova política, se valha de artifícios da velha”, opina outro.

Os dois concordam que, neste caso, o pior que poderá ocorrer é a aprovação das contas pelo TSE, mas com ressalvas, “além, é claro, do constrangimento, já que é um subterfúgio contábil que criticariam se fosse outro partido”.

Marina Silva virá ao Rio na próxima quinta-feira. Seus coordenadores de campanha se reunirão hoje para decidir qual será a agenda. Uma das ideias é que ela participe de um ato em favor dos royalties de petróleo e do pré-sal para tentar afastar qualquer dúvida quanto às suas posições sobre os temas.

No O Dia
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Tuiteiros reverenciam defensor-mór da “liberdade” de censura, AE5


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Viajar em um avião é menos sério que construir um aeroporto

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A pesquisa do Instituto MDA


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Adolph Neves

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Mais de US$ 30 bi deixam o Brasil de forma ilícita por ano, diz estudo


Sonegação de impostos é a origem de mais de 90% desse total, mostra pesquisa de instituição americana

WASHINGTON - Mais de US$ 30 bilhões em dinheiro sujo ligado à evasão de impostos, ao crime e à corrupção sai do Brasil todos os anos, o dobro de uma década atrás, mostrou um estudo do Global Financial Integrity (GFI), um grupo de pesquisa baseado em Washington que defende a transparência financeira. A sonegação de impostos é modo principal como esse dinheiro deixa o país, respondendo por 92,7% dos US$ 401,6 bilhões que saíram do Brasil entre 1960 e 2012, de acordo com a pesquisa. O montante fica acima da média mundial, onde a evasão de impostos representa cerca de 80% dos fluxos financeiros ilícitos.

As perdas anuais são equivalentes a 1,5% da produção econômica brasileira, com média de US$ 33,7 bilhões por ano no período de 2010 a 2012, um aumento em relação aos US$ 14,7 bilhões na primeira década do século 21. Mas as perdas são provavelmente anda maiores, disse a GFI, considerando que suas estimativas não incluem grandes quantias de contrabando de dinheiro, um método favorito de movimentar dinheiro por parte de traficantes de drogas e outros criminosos, ou em negociações por serviços ou transferências financeiras entre ramificações de corporações multinacionais.

— O Brasil tem um sério problema com fluxos financeiros ilícitos, e combatê-lo deve ser uma prioridade para qualquer administração que vencer as próximas eleições — disse Raymond Baker, presidente da GFI.

A Petrobras, por sua vez, está envolvida em um caso de suborno envolvendo contratos para plataformas de produção que o Brasil, a Holanda e os Estados Unidos estão investigando. Além disso, a economia tem patinado sob o governo de Dilma, que enfrenta uma dura eleição presidencial em outubro. Fluxos ilícitos de saída de dinheiro enfraqueceram ainda mais a economia, ao drenar recursos do Brasil que poderiam, de outra forma, ser utilizados no crescimento nacional.

O dinheiro é movimentado internacionalmente através da chamada “precificação comercial irregular”, ao cobrarem a menos ou a mais por bens e produtos. No Brasil, a economia informal encolheu para 21,8% do PIB oficial, à medida que a economia regular do país cresceu, em comparação ao pico de 55% nos anos 1970, de acordo com a GFI. Apesar desta melhora, a receita alta nos fluxos de dinheiro sujo é uma preocupação.

— Por muitos anos, temos observado a reticência do Brasil de se dirigir a problemas de fuga de capital e fluxos ilícitos — disse Baker.

Ele recomendou mais cooperação entre governos para encerrar os canais de lavagem de dinheiro e maior transparência em transações financeiras internacionais.

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Dilma: sem mexer em financiamento de campanha, não há nova política

Em entrevista, candidata do PT disse que comparação entre Marina Silva, Collor e Jânio Quadros “não é uma questão de caráter”

Dilma durante entrevista ao Estadão
A presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) explicou nesta segunda-feira 8 as comparações, feitas em seu programa no horário eleitoral, entre a candidata Marina Silva (PSB) e os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, que não cumpriram seus mandatos até o fim. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira 8, a presidenta disse que não é possível governar com as concepções da sua adversária.

“O que fiz de comparações com o Jânio e o Collor é que ambos governaram sem partido e sem apoio,” disse a presidenta após dizer que via em Marina Silva uma pessoa "bem intencionada" e que seu programa não fazia referência ao caráter da ex-senadora. “Todas as pessoas que acham que vão negociar com notáveis, que numa democracia é possível não ter partidos ou negociar pessoalmente, geralmente ocorre uma coisa muito perigosa. No caso de não ter partido, geralmente tem alguém muito poderoso por trás”, afirmou Dilma.

A presidenta disse que a reforma política, feita por meio de um plebiscito, deve ser retomada em um possível segundo mandato. A proposta, feita após os protestos de junho do ano passado, foi abandonada diante de críticas, inclusive de aliados da presidenta.

“Sem reforma política, sem mexer em financiamento de campanha, sem mexer na forma pela qual nós estruturamos os sistemas políticos, não tem essa questão de velha e nova política”, disse Dilma, se referindo ao slogan da sua adversária.

Petrobras

Dilma reclamou sobre o fato de não ter tido acesso às informações do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa feito na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Segundo reportagens veiculadas no final de semana, o executivo afirmou que 12 senadores, 49 deputados federais e ao menos um governador receberam dinheiro desviado da estatal. Segundo teria dito Costa, os políticos ficavam com 3% do valor dos contratos da Petrobras entre os anos de 2004 e 2012.

“É uma coisa engraçada. Se um órgão da imprensa sabe uma coisa e nós que somos os acusados não sabemos, isso é inadmissível”, disse a presidenta em entrevista ao Estado. “Eu não quero dentro do governo quem esteja comprometido. Mas também não quero dar à imprensa um caráter que ela não tem diante das leis. Ela não é um fórum inequívoco para dizer quem é corrupto ou não.”

Dilma questionou o vazamento das informações a veículos de imprensa. “A própria revista [Veja] que revela estas fatos não revela de onde tirou essas informações. Eu fiz o ofício ao procurador geral da República para ter essas informações," disse Dilma. “Os processos estão criptografados e dentro do cofre. Vazamento pode significar a não validade das provas. Eu determinei ao ministro [da Justiça] José Eduardo Cardozo que fizesse um ofício à Polícia Federal que, se tiver algum funcionário do governo, nós gostaríamos de ter acesso a essa informação para poder tomar todas as providências e tomar essas medidas baseadas em informações oficiais.”

A presidenta negou os paralelos feitos pelo seu adversário, Aécio Neves (PSDB), com o escândalo do “mensalão”. Segundo Dilma, a corrupção não aumentou nos governos petistas como é colocado pela oposição. “Demos autonomia para a Polícia Federal, escolhemos sempre o primeiro na lista do Ministério Público e demos ao procurador geral ampla autonomia. Nosso procurador-geral nunca foi um 'engavetador`”, disse Dilma, criticando a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na Presidência.

No CartaCapital
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Novas pesquisas que estão no forno


Datafolha

Empresa Folha da Manhã S.A. e Globo Comunicação e Participações S.A.

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266.200,00

Renata Nunes César

72.49A

J3053

08/09/14 09/09/14 10640

Divulgação prevista: terça-feira, no Jornal Nacional e na Folha de S.Paulo

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Instituto MDA
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE - CNT - CNPJ: 00.721.183/0001-34

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE - CNT - CNPJ: 00.721.183/0001-34

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160.000,00

Marcelo Costa Souza

Série A No. 8109

027

05/09/14 07/09/14 2002

Divulgação prevista: terça-feira, na sede da Confederação Nacional dos Transportes, às 10h30.

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Instituto Vox Populi

EDITORA CONFIANÇA LTDA - CNPJ:04.735.670/0001-07

EDITORA CONFIANÇA LTDA - CNPJ:04.735.670/0001-07

EDITORA CONFIANÇA LTDA - CNPJ:04.735.670/0001-07

132.000,00

MARIA CECÍLIA SACRAMENTO SOUZA

5ª REGIÃO Nº 8641


08/09/14 09/09/14 2000

Divulgação prevista: no final de semana, na edição da revista Carta Capital.

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Instituto Ibope

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI, com sede na cidade de Brasília, Distrito Federal, Setor Bancário Norte, quadra 01, bloco C, Edifício Roberto Simonsen, 11° ao 17° andar, CEP 70.040-903, inscrita no CNPJ/NF sob o nº 33.665.126/0001-34

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214.600,00

Márcia Cavallari Nunes

6208-A

4375-94

05/09/14 11/09/14 2002

Divulgação prevista: quinta-feira, a Confederação Nacional da Indústria deve divulgar a pesquisa.
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Outra carta da Dorinha

Recebo outra carta da ravissante Dora Avante. Dorinha, a única brasileira que tem caderno no Pitanguy, diz que o mundo só saberá sua idade vendo os anos de nascimento e morte na sua lápide e fazendo a conta, e mesmo assim pode ser mentira. Como morrer não está nos seus planos, o assunto é acadêmico.

Dorinha tem sido pouco vista em acontecimentos sociais ultimamente (ela contratou uma dublê para sair em todos os números da “Caras” no seu lugar) porque esteve ocupada planejando sua campanha para a Presidência da Republica.

As reuniões do seu comitê eleitoral, formado por integrantes do grupo de carteado e pressão política “Socialaites Socialistas”, têm sido dificultadas pelo uso indiscriminado de botox entre as participantes, o que impossibilita sua identificação e prejudica a detecção de eventuais espiões.

Outro problema que a campanha está enfrentando é... Mas deixemos que a própria Dorinha nos conte. Sua carta veio escrita com tinta lilás em papel púrpura cheirando a Mange Moi, um perfume proibido em vários países.

“Caríssimo! Beijos úmidos. Sim, sou candidata. Se é para ter uma mulher na Presidência, que seja uma mulher e tanto. Minhas credenciais para o cargo são impecáveis, sem falar no meu corpo perfeito e na minha receita de alcachofras à la Venere, que já enlouqueceram muitos, o corpo e as alcachofras.

Tenho, inclusive, experiência própria numa das principais questões das próximas eleições, o casamento gay. Cansada da repetição aborrecida em todos os meus casamentos — sempre homem, sempre homem — resolvi experimentar com mulher.

Eu e minha fiel companheira Tatiana (“Tati”) Bitati nos casamos só para saber como seria. Acabamos brigando por uma bobagem, o lugar para as calcinhas de cada uma na banheira, e nos divorciamos. Mas eu traria meu conhecimento do tema para os debates, enriquecendo-os. Inacreditavelmente, até agora nenhum partido se interessou em me lançar como candidata.

Como estou entre maridos, sem ninguém para financiar uma candidatura independente, fui obrigada a procurar alianças com partidos não-ortodoxos. (A sede de um deles, acredite, era um bebedouro de praça).

Estou em conversações com uma coligação anarco-monarquista e também procurei o PCK, Partido Comunista Kardecista, que alega ser dirigido à distância pelo próprio Lenine, além das duas facções em luta dentro do PMDB, a que apoia o governo seja ele qual for e a que apoia o governo seja ele qual for irrestritamente.

Mas acho que não vai dar. E não vou poder realizar o meu sonho de, durante a minha entrevista, pular por cima da Patrícia Poeta e agarrar o William Bonner. Da tua inconsolável Dorinha.”

Luís Fernando Veríssimo
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A delação e seu preço

Delação premiada é um importante recurso investigatório. É também um deplorável retrocesso judicial.

Já em sua criação, e com reafirmações a cada um dos seus usos, a delação premiada diz mal da polícia e do Ministério Público. Sua premissa é a da insuficiência desses setores, seja de que ordem for, para chegar por seus próprios meios aos resultados deles esperados em certos casos criminais. Leva, como saída para o problema, a uma associação do Estado ao suspeito ou acusado, em vez de partes opostas.

Assim como pode levar a identificações e punições antes improváveis, a delação premiada é uma compra de informações, paga com doses convincentes de liberdade, que conduz à valorização da impunidade. Assegurada antes mesmo do julgamento. Não deixa de ser uma negação do princípio institucional de justiça.

O autor da delação premiada é alguém que se sabe comprometido o suficiente para receber uma punição com provável dureza. Trata-se de alguém que está jogando com elementos essenciais de sua vida, em busca de salvá-los. Não pode ser, em tal circunstância, portador de credibilidade absoluta. Em princípio, nem mesmo parcial. Mais do que ser verdadeiro, interessa-lhe satisfazer as expectativas dos detentores de sua liberdade.

O que dá ou nega veracidade à delação premiada são as investigações subsequentes, no intuito de comprová-la, e, se houver, o exame de material dado pelo depoente. Até que essa etapa seja concluída, a delação premiada é um conjunto de palavras e nomes desprovido do lastro de seriedade.

Paulo Roberto Costa tem tanto dinheiro para gozar o futuro quanto não tem futuro para gozar o dinheiro. Neste momento, tudo em sua vida é inversamente proporcional, até o sentido mesmo de delação premiada. Está jogando tudo, então. O quanto é veraz ou falseia, não se sabe. Ainda, talvez.

Mas é assim que o mais importante na campanha para presidente da República passa a ser o que Paulo Roberto Costa disse, sem que se saiba quanto vale o que disse.

Ou melhor, alguns sabem. É o caso do candidato Aécio Neves, de quem se ouviu que "Dilma não pode mais dizer que não sabia". Se sabia e não evitou, o que Aécio Neves diz é que Dilma foi cúmplice do que Paulo Roberto Costa denuncia em outros, seja o que for. Por ter sido ministra e presidente do Conselho de Administração da Petrobras e ser presidente. Dizer que fez vista grossa é, também, meia maneira de dizer que Dilma sabia, logo, é cúmplice.

A corrupção no governo de São Paulo, envolvendo negócios de metrô e trens, aconteceu nas salas mais próximas do gabinete de mais de um governador. Entre eles, para dar um exemplo, Mário Covas. E daí? Nunca ouvi alguém ao menos admitir que Mário Covas soubesse daquela demorada corrupção por ser o governador quando, no ambiente do seu gabinete, pessoas da sua confiança a traíam, em negociatas. E se alguém insinuar algo semelhante de Mário Covas, sem dúvida é um tipo abjeto. Não sei se também aos olhos de Aécio Neves.

Vários dos citados na imprensa como acusados, na pretendida delação premiada de Paulo Roberto Costa, não deram resposta imediata. Um, não poderia dá-la. Nisso estava motivo bastante para que Eduardo Campos não fosse posto publicamente como acusado de corrupção, em negócios com a Petrobras, sem a apresentação sequer de um indício.

Paulo Roberto Costa tem muito a dizer. E, para que diga publicamente, dispensam-se fundamentações.

Janio de Freitas
No fAlha
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