4 de set de 2014

Marina recua de novo e agora defende torturadores da ditadura

Leia mais aqui
Leia Mais ►

Sostienen que ejecución del periodista Sotloff podría ser un teatro

Expertos del Reino Unido y EE.UU. opinan que el video de la ejecución del periodista estadounidense Steven Sotloff podría ser falso.
Jim Dean, editor del portal Veteran’s Today dijo a Press TV que el video de Sotloff podría ser un montaje ideado por Rita Katz, de SITE, una página web que revela información de servicios de inteligencia sobre movimientos de grupos radicales islamistas: “Tenemos sospechas de que podría tratarse de otro caso de un video obra de Rita Katz”.

“Desde hace tiempo Rita Katz colabora en operaciones del Mossad… su grupo elaboró las falsas grabaciones de Bin Laden, que fueron como un chiste antes de que asesinaran a quienquiera que asesinaran en Paquistán. Y no podemos creer que la vayan a presentar de nuevo como una fuente de información cuando es una de las personas con menos credibilidad del mundo”, explica Dean. En 2007 SITE obtuvo y publicó el primer video de Osama bin Laden en tres años.

Dean concluye: “Como estadounidense, obviamente, tengo que estar avergonzado. Mi país ha participado en la masacre de más de 170.000 sirios. Muchos de ellos murieron de una manera horrible a manos de rebeldes apoyados por Estados Unidos y Occidente”.

Paul Joseph Watson, colaborador británico del portal Infowars, recuerda que SITE tiene muchos vínculos con la Casa Blanca. El experto llama la atención sobre la particularidad de que el video de Sotloff es muy extraño, incluso artificial: no hay ni sangre, ni emociones. El periodista que supuestamente va a ser decapitado lee un documento en el que critica la política exterior de Barack Obama, y lo hace con una con calma absoluta, impropia de una persona que sabe que dentro de unos minutos será asesinada brutalmente.

Watson conjetura que ambos videos, el de Foley y el de Sotloff, fueron grabados en el mismo lugar y en el mismo momento, y añade que el hecho de que se anuncie una decapitación no significa necesariamente que esta vaya a perpetrarse. “Este video es solo una justificación para la OTAN, para EE.UU.”, dice el experto británico.

Añade que los radicales anunciaron en el video, por escrito, su intención de matar también a un rehén británico. Esta advertencia, así como la coincidencia de que el verdugo en ambos casos es la misma persona, supuestamente el londinense Abdel Majed Abdel Bary, podrían servir al primer ministro británico, David Cameron, como excusa para enviar la Fuerza Aérea Real para atacar el Estado Islámico.

Leia Mais ►

Marina, o novo que nasce velho

A sociedade não está dividida entre “bons” e “maus”. Na dura realidade da luta entre as classes sociais, na luta renhida entre os grandes interesses, não existe devaneio para o conto de fadas. As pessoas, as personalidades têm ideologia objetivamente, defendem programas vinculados a este e àquele projeto de sociedade, segundo interesses econômicos, financeiros, de classes sociais.


Por obra de uma tragédia, Marina Silva se tornou candidata a presidente da República. Desde então, procura desempenhar o papel de uma persona que paira nas alturas, que se situaria além do bem e do mal, e das contradições sociais.

Sua candidatura se anuncia imbuída de uma missão: sanear o país do que ela denomina de “velha política” e no seu lugar instaurar uma “nova política”, o mesmo bordão recorrente na história política brasileira usado como aparência para velar o verdadeiro compromisso assumido. Diante disso, os eleitores, num primeiro instante, se colocam abertos à nova doutrina, que enfatiza apenas o lugar comum do espontâneo sentimento, assaz inflado, contra a “política”, os “partidos” e os “políticos”.

A realidade por trás da “nova política”

Indagada sobre com que apoios e recursos humanos governaria, Marina responde que a doutrina da “nova política” ordena que se busque na sociedade a sustentação política necessária. Instada a esclarecer melhor como ela constituiria uma maioria no Congresso Nacional e com quais personalidades comporia o seu ministério, também responde de forma vaga: com as pessoas “boas” do PT, PSDB e do PMDB. Ela se apresenta como uma divindade que teria a elevada sapiência de escolher os eleitos que fazem o bem. Para confundir ela separa Lula de Dilma. No entanto, Lula é Dilma. Marina é que mudou de lado.

Pelas declarações da própria candidata, percebe-se o engodo do discurso dessa nova política. Marina governaria, no final das contas, se apoiando nos partidos e nas lideranças da velha política, tão execrada por ela. A candidata finge não saber que pessoas “boas” do PT e do PSDB têm concepções, propostas conflitantes, e até antagônicas, que extrapolam o desejo de Marina.

A sociedade não está dividida entre “bons” e “maus”. Na dura realidade da luta entre as classes sociais, na luta renhida entre os grandes interesses, não existe devaneio para o conto de fadas. As pessoas, as personalidades têm ideologia objetivamente, defendem programas vinculados a este e àquele projeto de sociedade, segundo interesses econômicos, financeiros, de classes sociais. Assim, a base parlamentar e o elenco de ministros de um hipotético governo da Rede-PSB seriam um ajuntamento de interesses e personalidades conflitantes, cujo resultado — convenhamos — poderia efetivamente caminhar para o impasse. Diante desta verdade, os marinistas proclamam: “vamos apelar às ruas para dobrar o Congresso”. Pura conversa fiada — mobilizar o povo quem já pactuou com os grandes banqueiros? Governo comprometido com a oligarquia financeira foge do povo como o diabo da cruz.

E qual a trajetória político-partidária de Marina? Ela desceu à terra das alturas? Ou germinou, cresceu no solo da política concretamente existente que ela nega, mas dela usufrui. Ela se elegeu senadora, foi nomeada ministra, militou no PT e transitou para o PV. Incapaz de estruturar a legenda a que se propôs fundar — a Rede — migrou para o PSB, do qual se tornou hóspede movida pela ambição comum aos mortais de alçar ao poder. O termo “hóspede” não é meu, mas do secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, que, honrosamente, deixou a campanha de Marina ecoando o protesto de que ela “não representa o legado de Eduardo Campos”.

A candidata sempre ergueu a espada da ética contra seus adversários da velha política, mas agora — depois de ter voado naquele avião de campanha do PSB envolto em negócios obscuros, sob investigação — ela titubeia, se encolhe entre seus xales, e joga a possível culpa em terceiros fugindo de suas responsabilidades. Dois pesos, duas medidas.

De “sonhática” a “pragmática”

Por exigências e conveniências da campanha, a cada passagem a candidata Marina se adapta, num molejo de afirmação e de negação, revelando suas posições sem consistência e de modo contraditório. Assim, a “sonhática” transfigura-se em “pragmática”. Por exemplo: a candidata peregrinou em busca de apoio do agronegócio, proclama também que se eleita vai aplicar o Código Florestal. Nada de errado em procurar apoios, tampouco em reconhecer que vai respeitar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional. Mas, até ontem, Marina sustentava que o Código Florestal representava “o maior retrocesso da história ambiental brasileira” e é conhecida sua negação ao agronegócio. Portanto, fica a pergunta: a ética de sua doutrina redentora não recomenda à candidata a decência de reconhecer que mudou de opinião, que errou ao demonizar o Código Florestal?

O pragmatismo da candidata também se manifestou quando cedendo às pressões obscurantistas retirou do seu programa de governo o trecho em que manifesta apoio à união entre pessoas do mesmo sexo, e ainda apagou  a defesa de um projeto de lei que criminaliza a homofobia. Instada pelo pastor Silas Malafaia, recua do compromisso com estas importantes bandeiras para que venhamos a construir um Brasil sem preconceitos. Então, como seria Marina presidente da República, neste contexto, realmente sujeita a enormes pressões e disputas? O Brasil não merece passar por esta aventura!

Conceito oco de Nova Política em vez de reforma política democrática

A “nova política” que se procura aparentar como o antipartido revela-se, portanto, uma artimanha eleitoreira, e sua prática seria um retrocesso. Regime democrático sem partidos dá sempre em autoritarismo, esta é uma lei universal. Governar um país com a complexidade do nosso requer um Programa de governo explícito e factível e viabilizá-lo com o apoio de uma maioria política e social, no Congresso Nacional e na sociedade, com os partidos políticos e movimentos sociais. Desse modo se apresenta a candidatura da reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A presidenta tem uma trajetória de honestidade, coerência e firmeza de convicções, enfrentando a grande crise financeira e econômica do sistema capitalista sem empurrar os ônus para as costas dos trabalhadores. A maior parte das críticas à presidenta é feita mais por suas elevadas qualidades. Com Dilma, são nítidos quais os compromissos e quem respaldará o governo. Não há esta fantasmagoria eclética e conflitante de pessoas “boas” proveniente de uma salada de siglas.

Quanto à crise de representação, desde as manifestações de junho de 2013, a presidenta Dilma luta por uma reforma política democrática, impulsionada pela mobilização popular, esta sim um verdadeiro caminho para fazer avançar a democracia. Uma reforma que venha a proibir, por exemplo, que empresas e bancos financiem as campanhas eleitorais, fonte principal da corrupção. A diferença é clara. Marina demagogicamente prega uma oca “nova política”, já a presidenta Dilma conclama o povo a lutar por reforma que fortaleça os partidos, aumente a participação do povo na vida política nacional e coíba a interferência do poder econômico nas campanhas. Resposta concreta ao justo anseio da sociedade, sobretudo da juventude, contra as mazelas e os escândalos do atual sistema político-partidário.

Por que o mercado “marinou?

Em qualquer país os grandes interesses e confrontos derivam da economia. Há dois caminhos, bem nítidos e opostos: Reduzir crescentemente as desigualdades sociais, elevar a qualidade de vida do povo, ou agravar a desigualdade, concentrando ainda mais a renda e riqueza nas mãos de uma minoria cada vez mais abastada. Noutro plano, com investimentos do Estado e do setor privado, impulsionar o setor produtivo, a indústria, a agricultura que geram empregos e produzem bens, ou agigantar ainda mais o capital financeiro-especulativo que transfere os recursos para sua própria esfera, desviando da produção. E mais ainda: que suga os recursos que faltam à saúde pública, à educação, à segurança e a outros serviços públicos básicos.

O destino do Brasil, seu desenvolvimento, sua soberania, a democracia, os direitos do povo, dos trabalhadores, o direito a uma vida digna, se resolvem pelas grandes opções acima colocadas. E nesta questão decisiva Marina fez sua opção, ou rendição como se queira. Completou a travessia para o outro lado. Entre o povo e a grande finança, se tornou a candidata dos donos das grandes fortunas, do capital financeiro. Os jornais estampam manchetes: “Para derrotar Dilma, o mercado ‘marinou’” ou “Com Marina, bancos recuperam mercado”.  Se torna óbvio, portanto, que é pura fantasia propagandear que o mercado abraçou a candidatura de Marina sem cobrar nada.

Marina optou pelos banqueiros

Marina pactuou com os grandes banqueiros, esta é que é a realidade nua e crua! Neste terreno concreto, dos grandes interesses em jogo, a candidata não paira nas alturas. Tem até a prova documental, como não? Vejam com que esmero este compromisso foi lavrado no Programa publicado da candidata: “Assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional...”. Teve papel importante na intermediação desse patente acordo celebrado a senhora Maria Alice Setubal, banqueira e herdeira do Banco Itaú-Unibanco, apresentada por Marina como educadora social. Através de Marina o mercado encontrou alguém capaz de topar tudo. Com a vantagem de que Marina é filha do povo pobre, ex-seringueira, com uma história de vida realmente sofrida. Perfil, portanto, insuspeito, ideal. A oligarquia exigiu que seja fixada em lei a independência do Banco Central e Marina não só aceitou como alardeia a cada momento esta rendição, com ares de virtude.

Ao assumir o compromisso de tornar o Banco Central independente, Marina passou de mala e cuia para o lado de lá, para a banda dos magnatas da finança, da especulação financeira. Diante disso, temos a obrigação de alertar o povo: ela traiu suas origens, sua própria história. Por que afirmamos isto? Porque BC independente é uma expressão enganosa. Significa na verdade retirar a macroeconomia da esfera do governo para transferi-la à oligarquia financeira para que esta garanta seus ganhos fabulosos na bonança, salvá-la nos momentos de crise ou em decorrência de falcatruas. Deixar às cabras a guarda da couve. Se isto vir a se concretizar, ao povo restará as sobras, se houver. Em qualquer situação eles se resgatam primeiro, assim tem sido. Adeus à política de valorização real do salário mínimo e de elevação contínua da renda do trabalho, adeus à maior oferta de empregos e de crédito para o mercado interno.

Quando a Casa Grande festeja, o povo desconfia

Por tudo isto, a candidatura de Marina vai sendo festejada na Bolsa de Valores e é instrumentalizada para tentar realizar a obsessão do campo político conservador que é de impedir a qualquer custo a reeleição da presidenta Dilma. Eles não festejam de graça, sem ter garantias estabelecidas. É da nossa história o fato de que, quando a Casa Grande solta foguete, o povo, por experiência própria, sabe que vem coisa ruim para o lado dele.

O programa de Marina anunciado no último dia 29 de agosto é um transgênico que turbina e até extrapola o receituário que Fernando Henrique Cardoso implantou no Brasil na década de 1990. Vejamos. Propõe atarraxar o chamado tripé macroeconômico, com mais “rigor” fiscal e “puxando” a inflação para o centro da meta. Traduzindo: Marina pactua com o mercado aumentar o montante de dinheiro público destinado ao pagamento de juros, e esse “puxar” a inflação para o centro da meta é a senha para uma política de juros altos — seu remédio principal —, que resultará em menor crescimento e menos empregos. Aliás, em entrevista, outro coordenador do plano, Maurício Rands, esclarece com todas as luzes a essência da política macroeconômica de Marina: “Não vamos reduzir a taxa de juros por decreto. (...) É pelas leis do mercado que haverá redução de juros”. De outro modo, o apetite insaciável dos especuladores é que vai ditar a Selic se Marina se eleger. É o velho receituário neoliberal recorrente.

Novo ciclo histórico de crescimento

Nesses quase 12 anos o Brasil mudou realmente. Houve ascenso social de significativos contingentes sociais, pobres e deserdados. Cresceu o prestígio do Brasil no contexto internacional. Isso não é “pintar o país de rosa”, como propala a máquina oposicionista e suas cassandras. O seu fito é esconder as conquistas alcançadas pela nação e pelo povo, e concentrar acerbamente, por óbvio, nos aspectos negativos e nos obstáculos ainda existentes.

Ao atingir uma nova etapa com as mudanças realizadas por Lula e Dilma é evidente que as exigências passam a ser outras. Os que ascenderam na escala social se juntam formando maiores contingentes da população, que naturalmente anseiam por melhores serviços públicos e mais progresso social. As grandes soluções vêm por etapas, não pode ser de outro modo. A nova etapa, atual, resultante do que se atingiu até agora, abre um “novo ciclo histórico” de crescimento, como tem afirmado a presidenta Dilma. Agora estamos diante do desafio de aplicar, como reconhece a presidenta Dilma, um plano de governo cujo eixo é empreender um novo ciclo de transformações, uma nova etapa do desenvolvimento nacional, com mais produção de riqueza para redução ainda mais audaciosa das desigualdades sociais e regionais. Para isso, compreendendo a realização das reformas democráticas estruturais, reforma política democrática, reforma democrática dos meios de comunicação, reforma tributária progressiva, reforma urbana para humanização e modernização das cidades, e a realização da reforma agrária.

Como temos afirmado, dar prioridade ao crescimento do investimento e elevação da produtividade, avançar nas parcerias público-privadas para modernizar a infraestrutura do país, dar curso à exploração já estabelecida da grande riqueza do pré-sal, garantia para se alcançar os 10% para a educação e aplicar o Plano Nacional de Educação, conquista histórica aprovada pelo Congresso Nacional. No terreno da economia, os interessados em confundir, diante das dificuldades de crescimento, justificam tudo num pretenso erro de condução econômica do governo, abstraindo os efeitos ainda persistentes de crescimento limitado, condicionado pela grande crise econômica global. Em verdade, o governo Dilma optou pelo caminho de garantir no bojo da crise geral elevado nível de emprego e da renda do trabalho, realmente um feito inédito. Além do que, prepara as condições para um novo ciclo de crescimento, com a garantia de defesa da economia nacional baseada em elevado valor das reservas internacionais. E, numa demonstração de confiança na sua perspectiva econômica, o Brasil é o quinto país do mundo preferido pelo Investimento Direto Estrangeiro — mesmo neste ano em torno de 60 bilhões de dólares.

O momento é debater ideias, ir para as ruas, despertar e mobilizar o povo

O nosso dever, dos comunistas e demais forças progressistas e democráticas, é afirmar a nossa convicção de que o caminho iniciado em 2003 com Lula e continuado por Dilma é a alternativa consistente e viável nas condições atuais do Brasil e do mundo, para a construção de uma grande nação, soberana, democrática, solidária, de progresso social e integrada com seus vizinhos. Com a mesma convicção é preciso alertar e denunciar o que pretende Marina e a oposição. Neste momento, o PCdoB conclama os seus quadros, seus candidatos, sua militância, junto com nossos aliados e o povo, a defenderem o projeto de continuação das mudanças, reelegendo Dilma Rousseff.

É hora de despertar e mobilizar parcelas maiores do povo em torno das nossas bandeiras mudancistas, realizando sucessivos atos públicos por todo o país. É o momento das ruas, do debate de ideias, da comparação dos projetos, de desnudar as aparências e demonstrar os verdadeiros interesses e o sentido da disputa nacional nas eleições deste ano.

Renato Rabelo, presidente nacional do Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Leia Mais ►

“Minha Oferta, Minha Vida”, o programa habitacional do “guru” de Marina Silva. Assista


Chega-me pelo Facebook um vídeo que, se não fosse trágico, seria cômico.

É Silas Malafaia, o novo homem forte da política brasileira, “ensinando” aos fiéis como comprarem a “semente” para viver melhor.

Basta pegar o dinheiro de um mês de aluguel, colocar num “envelope especial” e mandar para a igreja, “para que o Senhor possa abrir as portas para que eu tenha uma casa própria”.

E se o fiel humilde tiver, finamente, conseguido parar de pagar aluguel e comprado, a prestação, a sua casinha?

“Você vai pegar o valor de uma mensalidade e também dividir, como você quiser, para que Deus te dê os recursos até o final para quitar essa casa”.

É o “Minha Oferta, Minha Vida” de Malafaia.

Que, aliás, diz que está sendo “perseguido” pela Receita Federal.

Não sei se por causa dos “envelopes especiais”.

Bom, mas deve ser bem menos que os R$ 19 bilhões do Itaú receberam de autuação.

Tomara que Marina, que atendeu seu comando no caso dos gays, não o escute em matéria de política habitacional.

É inacreditável que gente que faz isso com trabalhadores humildes e gente de boa-fé possa estar dando as cartas numa disputa presidencial.


Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Desvendando Marina


Não me sinto confortável em ter como
presidente uma pessoa que acredita
que o Universo foi criado em sete dias
há apenas 4.000 anos

A inesperada candidatura da sra. Marina Silva à Presidência da República deixa perplexos tanto a população como a opinião pública, inclusive os mais avisados. Todos reconhecem sua honestidade e inquestionável obstinação pelo progresso do homem brasileiro. Mas, por que então esse embaraço? Essa inquietação? Detecto, em casos extremos, cidadãos bem-intencionados que dizem que votarão em Marina, mas que, consciente ou inconscientemente, preferem que ela perca. Por que essa ambivalência?

Não é por causa de seu apego a questões ecológicas, certamente, pois percebemos que as circunstâncias e as necessidades materiais imporão limites realistas a eventuais ações nesse campo. Não é por medo de inadequação em gestão, pois sua equipe, principalmente aquela que a assistia quando montava o seu partido, a Rede, inclui executivos, economistas e intelectuais reconhecidamente competentes.

Resta considerar suas crenças mais íntimas, inclusive religiosas. Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo.

Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos, aproximadamente.

Pois, para isso, é preciso ignorar a montanha de dados cientificamente incontornáveis e todo o patrimônio intelectual que a humanidade acumulou durante séculos. Percebo no fundamentalista cristão uma arrogância incomensurável, que apenas pode ser entendida como uma perversão intelectual, que não pode deixar de impor tendências cujos limites são imprevisíveis.

Muitos de seus seguidores vão perguntar qual seria a explicação para o fato de que tantos intelectuais (ou seriam pseudointelectuais) tivessem se integrado à Rede? Pois bem, Marina é um tesouro eleitoral, arrasta com ela uma multidão de eleitores bem-intencionados. Teria sido pelas suas ideias que esses economistas e intelectuais aderiram à Rede ou seria por causa do caudal aurífero eleitoral que, na sua liderança, perceberam?

Outros vão interpor contestações subjetivas como aquelas relacionadas às suas incontestáveis qualidades, tais como articulação oral, capacidade como debatedora, eloquência etc. Ora, o fenômeno que foi chamado originariamente "idiot--savant" (savantismo) é hoje universalmente aceito.

A ciência reconhece que o cidadão pode atuar de maneira coerente em um campo, ser mesmo genial, enquanto em outras áreas do comportamento mostra-se incapaz, por vezes incontrolável. Ou seja, pior ainda. O fundamentalismo de Marina Silva não decorre da ignorância, mas de um defeito de percepção. Os especialistas chamam essa condição de desordem do desenvolvimento neural.

Essa é a razão por que espero que Marina não ganhe esta eleição.

Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da fAlha
Leia Mais ►

Setúbal dilmou?

Ou a Neca não entendeu nada?


Amigo navegante do Acre envia esse trecho de palestra de Roberto Setúbal, principal executivo do Itaú e irmão da Neca, num evento da Carta Capital.


Não parece que ele Dilmou?, amigo navegante?

Ou ele também se inspira na Bláblá?

Ou no Itaúúú cada um vai para um lado?

Leia Mais ►

O Grêmio mereceu

Muito pouco, tarde demais
As agressões racistas da torcida do Grêmio contra o goleiro Aranha, do Santos, provocaram a exclusão do clube gaúcho na Copa do Brasil. A eliminação de uma grande equipe na segunda competição mais importante do calendário nacional por causa do racismo da sua torcida pode alertar os dirigentes para problemas relativos ao preconceito no futebol.

Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Grêmio levou multa de R$ 54 mil, prejuízo ínfimo comparado ao que perdeu com a eliminação. O clube embolsaria R$ 740 mil se passasse para as quartas de final da copa. A classificação para as semifinais valeriam mais R$ 850 mil, o vice-campeonato R$ 1,8 milhão ou o título R$ 3 milhões. Somam-se os valores que seriam arrecadados com a bilheteria dos estádios e o prejuízo incalculável com a imagem.

O tombo foi grande demais, ultrapassa as paixões futebolísticas e afeta planilhas financeiras. Pode ser que agora, depois da sentença, o ex-presidente gremista Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, e seus amigos cartolas compreendam que ofensa racial é coisa séria e deve ser punida exemplarmente para que não se repita.

Cacalo é um símbolo da falta de noção de parte dos gremistas e, como ex-dirigente, ajuda a entender o que aconteceu com o clube.

Em debate na Rádio Gaúcha na última terça-feira, usou uma série de clichês para desqualificar as agressões sofridas por Aranha.

Primeiro, fez questão de dizer que não é racista por defender o Grêmio, argumentando que tem “grandes amigos negros”. Na cabeça dele, basta ter amigos negros para ser imune ao preconceito.

Em seguida, recorreu ao folclore para minimizar os gritos de “macaco” proferidos pela torcedora Patrícia Moreira e captados pelas câmeras da ESPN. “A menina está virando uma assassina por ter feito um grito de folclore no futebol”, disse Cacalo, condizente com a noção equivocada de que as tensões raciais no país acabaram junto com a abolição da escravatura.

Aumentando o tom, ele usou o artifício covarde de tentar transformar a vítima em culpada.  “O Aranha não deixou o jogo andar, interrompeu o jogo tempo inteiro, infringiu a lei o tempo inteiro. Aí ouviu um gritinho, o coitadinho, que tem um passado de broncas desse tipo parecidas, foi lá e fez essa cena teatral aquilo”.

Para o atual presidente, Fábio Koff, “este julgamento atinge um clube com 111 anos de história, que tem atletas de cor nas escolinhas, nos alojamentos da base”. Sim, “de cor”. Que cor, doutor Koff?

Se depois do petardo do STJD certos dirigentes continuarem com posicionamentos obtusos sobre questões raciais, atestarão com todas as letras que além de preconceituosos são burros. E quem paga é o time.

Marcos Sacramento
No DCM
Leia Mais ►

Com Marina Silva, trabalhador não poderá reclamar seus direitos na Justiça do Trabalho


Mais uma bomba no programa de governo de Marina Silva (PSB), sempre puxando o saco de banqueiros e grandes empresários, mas desastrosa para os trabalhadores.

Na página 240 prega o fim da Justiça do Trabalho tal como a conhecemos. Olha só o que diz o program de governo de Marina:
A elevada rotatividade da mão-de-obra e a negociação de direitos individuais na Justiça tornam muito precárias as relações de trabalho.
(…)
Há que buscar um modelo onde os atores coletivos sejam mais representativos, cabendo ao Estado impulsionar a organização sindical e a contratação coletiva. O novo modelo diminuiria o papel do Estado na solução dos conflitos trabalhistas coletivos, e Justiça do Trabalho se limitaria à nova função de arbitragem pública.
Ora, o que significa esse trecho que destacado em negrito e escrito em linguagem barroca? Que a Justiça do Trabalho não mais processaria causas individuais. Um ataque frontal a um dos direitos mais importantes dos trabalhadores do Brasil.

Zé Augusto
Leia Mais ►

Por que Marina tergiversa tanto? Porque está na Bíblia


A Bíblia já foi usada para justificar tudo ou quase tudo. A escravidão, o genocídio, o preconceito, o racismo, o antissemitismo, a caça às bruxas, a pena de morte, a perseguição — e também, claro, o oposto disso.

“Qualquer um ficaria louco se tomasse a Bíblia a sério; mas para tomá-la a sério essa pessoa teria de já ser louca”, escreveu o velho ocultista inglês Aleister Crowley. Todo religioso a adapta ao seu bel prazer. Especialmente os fundamentalistas, que dão ao livro o status de constituição.

Há um vídeo de Marina Silva circulando. Marina, como se sabe, não é uma campeã da clareza ou da coerência. Era contra os transgênicos, mudou de ideia. Era contra a transposição do São Francisco, não é mais. Acredita que Deus criou o mundo, mas não é criacionista. A lista é longa.

É uma tarefa inglória tirar dela uma declaração peremptória sobre qualquer assunto. Marina rodeia o tema, dá uma volta, uma semicolcheia, avança, volta três casas e o interlocutor depreende com esforço sua mensagem.

Enfim, um fenômeno da tergiversação.

O que, segundo ela, não chega a ser um problema — já que Jesus Cristo também não era lá muito direto, ao menos na visão dela.

Voltando ao vídeo: trata-se de uma pregação sua no bairro do Belenzinho, em São Paulo, aparentemente no início de agosto. Marina está em sua igreja, a Assembleia de Deus, e sua peroração antecede a de Campos, sentado na primeira fileira do palco, ao seu lado.

“A graça não é de graça e tem um preço muito alto”, inicia ela, explicando por que havia resolvido concorrer como vice pelo PSB. “Eu poderia ter me omitido, ficado na minha zona de conforto, mas a própria palavra de Deus diz que as raposas têm suas tocas, as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tinha onde repousar sua cabeça. Isso significa que eu também não podia me omitir”.

E então ela chega ao cerne da questão: “Em Mateus, no capítulo 27, versículo 11, Jesus está numa situação muito difícil, em que ele estava sem possibilidade de se defender com justiça. Qualquer coisa que ele dissesse poderia agravar a situação.”

Ela lembra que Jesus foi posto diante de Pilatos, que lhe perguntou: “Você é o rei dos judeus?” E Jesus respondeu: “Tu o dizes”.

Marina conta que ficava com “a sensação de que Jesus havia saído pela tangente”. Ela se recorda de que já se viu nessa situação. Um belo dia estava no carro com sua amiga Jane, da Igreja Batista, e Jane criticou a maneira como ela estava vestida. Marina devolveu: “Tu o dizes”.

“E de repente me veio o entendimento desse ‘tu o dizes’”, ela fala. “Não tem nada a ver com sair pela tangente, muito pelo contrário. Quando você propõe algo transformador, você paga o preço. O que é transformador não vai pela porta larga, vai pela porta estreita. ‘Você transforma alguma coisa, irmã Marina, neste país?’ Eu digo: ‘Tu o dizes’” Onde está a palavra nova, a verdadeira transformação, ali vai haver oposição, dificuldade”.

O messianismo marinista passa obrigatoriamente pela tergiversação porque Jesus fazia o mesmo — ao menos, repito, na interpretação de sua profetisa Marina. Para sorte, ou azar, dela e de tantos pastores e bispos, o protagonista dessas fábulas nunca estará disponível para comentar.

Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

O velho na novidade de Marina

Há um velho vício nas citações de uma frase do romance "O Leopardo", de Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Atribui-se ao príncipe de Salina (Burt Lancaster no filme) a frase "algumas coisas precisam mudar, para que continuem as mesmas". Salina nunca disse isso e, se tivesse dito, o romance de Lampedusa seria pedestre. A frase, colocada indevidamente na epígrafe do filme pelo diretor Luchino Visconti é de Tancredi, o sobrinho do príncipe (Alain Delon), um oportunista bonito e banal. O que Salina disse foi algo mais profundo: "Tudo isso não deveria poder durar; mas vai durar, sempre; o sempre humano, é claro, um século, dois séculos...; e depois será diferente, porém pior".

Na campanha de Marina Silva há um componente de Tancredi (visível no encanto que ela desperta num pedaço da turma do papelório) e a maldição deixada pelo príncipe. Julgá-la será tarefa de cada um. Desde que ela se tornou candidata a presidente, propõe uma "nova política" e apresentou um extenso programa de governo. Como todos os demais, é um tesouro de promessas. Em menos de um mês, Marina defrontou-se com dois episódios concretos: a escalafobética propriedade do jatinho que caiu, matando Eduardo Campos, e dois pontos de seu programa, anunciados na sexta-feira e renegados no fim de semana.

Nos dois casos, Marina comportou-se de acordo com o manual da velha política, com explicações insuficientes ou jogando o problema para adiante.

No caso da propriedade do jatinho, embaralhou o enigma do avião com a defesa da memória do candidato morto e disse que se deveria esperar a conclusão das investigações. O Cessna pertencia a uma usina falida e fora comprado por um empresário pernambucano, do ramo de importação de pneus usados. Admita-se que Eduardo Campos e ela não sabiam de nada, como Lula nunca soube do mensalão. Seu comportamento certamente evita prejulgamentos, como a doutora Dilma frequentemente argumenta na defesa de sua equipe. É a velha política.

No caso dos recuos programáticos instantâneos, o comando de sua campanha deu-se à pura empulhação. Atribuiu a mudança em relação à criminalização da homofobia "a uma falha processual na editoração". Seja lá o que isso queira dizer, o pastor Silas Malafaia havia postado uma mensagem: "Aguardo até segunda-feira uma posição de Marina. Se isto não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável". No sábado, ficou satisfeito. Um candidato pode ser contra ou a favor de qualquer coisa. O que não pode é dizer uma coisa na sexta-feira, outra no sábado, com porta-vozes atribuindo isso a "uma falha processual na editoração".

No caso do incentivo às centrais nucleares, "vitais para a sociedade do futuro", deu-se a mesma coisa. Entrou e saiu. Teria sido um "erro de revisão". Erro de revisão teria sido listar as usinas nucleares entre as fontes de energia "vitais para a çossiedade do futuro".

Não se pode cobrar a candidatos coerência nem fidelidade aos seus programas. Embromar é coisa diferente, velha como aquilo que Marina diz combater. Mudar para que tudo continue como está é um truque velho. Acobertamentos e dissimulações trazem o risco de que tudo fique "diferente, porém pior". 

Janio de Freitas
No fAlha
Leia Mais ►

Tudo mudou, nada mudou

Marina destronou Aécio mas os polos em confronto são os mesmos

Pronto. Duas pesquisas mostraram que Marina Silva parou de crescer mas consolidou-se como adversária da presidente Dilma para o segundo turno. Identificada a barreira de votos sólidos de Dilma e do PT — 74% de seus 35% de votos não admitem mudar de candidato — está claro que o furacão Marina arrasou o quarteirão eleitoral tucano, tomando-lhe boa parte do eleitorado. Segundo o Datafolha, 70% de seus 34% de eleitores também declaram-se decididos a votar nela. No frigir dos ovos, Marina não quebrou a polarização PT-PSDB, como desejava Eduardo Campos. Ela apenas substituiu o tucano na velha e conhecida polarização entre dois Brasis: os mais pobres, menos escolarizados e despossuídos que desejam a continuidade do projeto representado pelo PT, contra os mais escolarizados, remunerados e influentes das altas classes médias e segmentos da elite propriamente dita, empenhados, mais do que em outras eleições, em tirar o PT do governo central.

No eleitorado elitizado e anti-petista, segundo o Datafolha, durante o furacão Marina o tucano Aécio perdeu 13 pontos percentuais e Marina ganhou 14. A polarização mudou de nome, mas não de objetivo nem de projeto. Pelo contrário. A divulgação apressada do programa de governo de Marina Silva, explicitando as enormes afinidades com as propostas tucanas, e segundo Aécio Neves, até copiando algumas, foi calculada e bem sucedida. Não surgiu, pois, uma terceira via. O Brasil segue entre dois trilhos. Para além da mesma base social e da semelhança dos projetos PSB-PSDB, existem, é claro, as características individuais de Marina, que não favorecem sua candidatura. Assim como a personalidade de Dilma é um peso e uma ameaça para a continuidade petista. Estes traços terão seu peso no curso da disputa, podendo produzir os fatos novos capazes de alterar o quadro. Como escrito aqui ontem, o longo segundo turno no primeiro favorecerá o debate, a comparação, a racionalização das escolhas. E isso favorece Dilma, o caminho conhecido.

Existem ainda as diferenças de ordem politico-institucional. O PT que também já pregou uma nova politica, aprendeu a mover-se dentro da velha, montando coalizões que asseguram a estabilidade, com todos os vícios inerentes ao sistema. Marina prega uma nova politica que, dentro do velho sistema, sugere instabilidade e crise. Governar com os “melhores” indivíduos não garante maioria partidária, logo não assegura estabilidade. Este é o ponto, e não semelhanças pessoais com Collor ou Jânio.

Por isso, vença quem vencer a disputa sangrenta, nova politica só haverá se a futura presidente não peder um minuto de tempo e nem um grama de sua força política emanada das urnas para arrancar a reforma política.

Leia Mais ►

Ibope: onda Marina começa a refluir?

Pataxó
O Ibope divulgado nesta quarta-feira consolida em números um movimento (ainda sutil) que foi sentido primeiro nas redes sociais: a fase do deslumbre com Marina Silva já passou, e ela agora é vista com alguma desconfiança.

Foi o que escrevi aqui: no último fim-de-semana, pela primeira vez, Marina virou alvo nas redes. Foi questionada duramente. Apanhou como nunca. E segue a apanhar. São movimentos perceptíveis por aqueles que fazem  monitoramente das redes: “Começa a surgir um movimento de retirada de apoio a Marina em meios intelectuais. Algo que não pode ser medido em votos. Mas significa que a candidata — submetida a um escrutínio mais duro — não é uma rainha previamente escolhida por deus.” 

Pelo IBOPE, Dilma tem 37% (subiu 3 pontos), Marina 33% (subiu 4 pontos) e Aécio se arrasta com 15% (perdeu exatamente os 4 pontos que Marina ganhou).

Tudo indica que há uma transfusão de votos de Aécio para Marina (especialmente em São Paulo), mas que Marina não avança no voto duro petista. Sobre isso, leia a análise (sempre ponderada e correta) de José Roberto de Toledo, no Estadão: “onda Marina bate em Dilma e não avança”.

Há ainda outros dois dados a indicar que Marina (apesar de ainda muito forte, especialmente em São Paulo, onde virou a candidata do conservadorismo mais tacanho) não é uma candidata imbatível:

— a vantagem no segundo turno era de nove pontos há uma semana (45% Marina x 36% Dilma); e agora é de sete pontos (46% Marina x 39% Dilma);

— a avaliação do governo Dilma voltou a melhorar (num sinal de que a campanha na TV  funciona para, ao menos, recuperar aquele eleitor tradicional do lulismo, que estava sob o bombardeio midiático — e agora percebe que o governo não acabou e tem bons resultados a mostrar).

Mais que isso: o PSDB percebeu que precisa fazer a disputa com Marina. Ainda que de forma moderada. Um economista tucano disse hoje no Estadão que o programa de Marina é “inviável”. E aí não se trata de proselitismo. O economista fez as contas e mostrou que as promessas de Marina custariam 150 bilhões de reais, e são incompatíveis com o programa de “ajuste fiscal” que Marina também promete.

Ou seja, fica evidente que Marina é inconsistente: quer ser tucana e petista ao mesmo tempo. De um lado, promete “ajuste” e se curva aos banqueiros; mas não abre mão do “social”, que é a marca do lulismo. Não dá. Vai ter que escolher um lado. No segundo turno, Marina será levada para o lado do tucanato. E aí tudo ficará claro.


Tudo isso (mais as concessões de Marina aos pastores obcecados com as preferências sexuais alheias) gera uma situação em que Dilma pode, lentamente, se recuperar.

Está claro que Dilma deve mirar para o eleitorado mais pobre que migrou para Marina nas últimas semanas. É o eleitorado que sabe como foram ruins os anos FHC. Um eleitorado que está inclinado para Marina; mas não decidido. Não se engane: o antipetismo estridente dos marinistas de facebook não se confunde com o eleitor de Marina de baixa renda. Que gosta de Lula, e pode votar em Dilma.

Por isso, não tem conversa: Dilma precisa deixar claro que Marina significa a volta dos anos FHC na economia. Precisa ir pro debate aberto, com Lula na rua e o combate nas redes.

Tudo isso pode levar Dilma para o segundo turno numa situação um pouco mais cômoda: Dilma 40%, Marina 30%, Aécio 15%. Se esse quadro se consolidar, teremos um segundo turno onde o povão fará sua escolha entre o certo (que precisa ser ajustado e melhorado) e o duvidoso (ou a “aventura”, como diz Aécio).

Ah, e se um marinista reclamar que o PT está usando “tática do medo”, seria bom lembrar ao sujeito que ele deve votar sem medo e sem ilusão: vote sem medo em Marina e tenha certeza que você terá de volta os tempos de FHC (desemprego, quebradeira de empresas, faculdade e avião só pra rico).

Lembre-se: sem medo!

O resto é blá-blá-blá de quem já foi ambientalista de esquerda, e hoje virou a cara do que há de mais conservador no Brasil.

Atualização

No DataFolha, Marina parou de subir. Primeiro turno: Dilma 35%, Marina 34% e Aécio 14%.

Mais importante é que, no segundo turno, a diferença que era de 10 pontos caiu para sete: Marina 48%, Dilma 41%.

Marina é favorita, mas eleição está em aberto.

Leia Mais ►

Plano de Marina tem mais exemplos de Ctrl-C + Ctrl-V


Surgem novas evidências de que o programa de governo de Marina Silva foi feito de improviso; trechos inteiros do chamado "eixo 3", sobre "Educação, cultura e ciência, Tecnologia e Inovação", foram copiados de um artigo da USP sem citar a fonte e o autor — no caso, o professor Luiz Davidovich — como é comum em casos de plágio; prática é duramente rechaçada pela comunidade acadêmica e demonstra falta de ética; horas depois de divulgar o programa, o PSB retirou o trecho sobre energia nuclear, alegando "erro de revisão"; nessa semana, o candidato do PSDB, Aécio Neves, acusou Marina de plagiar parte do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado por FHC em 2002; "Ela poderia ter pelo menos dado crédito aos autores verdadeiros da proposta e a FHC", disse; coordenadora do programa de governo de Marina em nome da Rede foi Neca Setubal, herdeira do banco Itaú.
Leia Mais ►

Jornal da Globo entrevista Aécio Neves


Leia Mais ►

A fadinha que foi dos seringueiros para os banqueiros

Os efeitos de um início de uma discussão racional, iniciada por Dilma e sua campanha, se expressaram nas pesquisas de intenção de voto divulgadas ontem. Dilma Rousseff subiu em todos os levantamentos — avaliação do governo, prévia para segundo turno, primeiro turno e assim por diante. Marina cresceu pouco e até estagnou, segundo um dos institutos.

O esforço para transformar a biografia de Marina Silva num conto da Carochinha é a reação previsível nesta nova situação. É a melhor forma que seus aliados possuem para tentar fugir de um debate político necessário ao país mas pouco favorável a candidata. As pressões pelo esvaziamento de Aécio Neves e apoio aberto a Marina irão se multiplicar, na tentativa de forçar uma vitória no primeiro turno.

Marina tem dado sucessivas demonstrações de fraqueza e desorientação. Está claro que não sabe o que diz quando reclama da falta de investimentos em energia alternativa, como a eólica — ela cresceu 44% no último ano. Enrolou-se quando foi explicar a quem pertencia o jatinho Cessna em que Eduardo Campos morreu — no qual ela viajou por seis vezes. Provocou risos quando disse que ”nunca” foi contra transgênicos e deixou todos boquiabertos quando reclamou da falta de planejamento no setor elétrico depois de destacar-se pelas tentativas de impedir a construção da Usina de Santo Antonio e Belo Monte.

Vinte e cinco anos depois da primeira eleição presidencial após a democratização, o país passou por muita coisa e já viu quase tudo. Os mais decididos adversários da censura a imprensa sob o regime militar hoje são perseguidos por uma cobertura dirigida e tendenciosa, que há muito abandonou a perspectiva elementar de buscar a ” expressão possivel da verdade.” Aliados da ditadura e mesmo cúmplices da tortura hoje se apresentam como baluartes do Estado de Direito. O que está em jogo em 2014 são conquistas duramente obtidas ao longo dos últimos anos. Longe de representar uma solução para todos os problemas do país, elas apontam para um caminho a ser trilhado. Ou não.

O debate é este. A campanha de Marina evita discutir os melhores projetos para o país, Não tem propostas para distribuir renda e defender o interesse dos mais pobres, ampliar a infraestrutura e defender a soberania do país. É mais prudente investir no culto a personalidade, despolitizado e mistificador, como uma heroína de novela.

O desmornamento de Aécio Neves se explica pela oposição frontal. O povo quer mudanças mas não deixa de aprovar o que foi feito. A astúcia de Marina é evitar o ataque direto. Elogia Lula, de quem almeja os votos, e também Fernando Henrique, de quem copia as ideias.

Essa é aposta do mito Marina.

Vamos aos fatos, como ensinava Hanna Arendt. A capacidade de revogar direitos dos homossexuais a partir de quatro tuítes foi uma decisão política.

Outro ponto particulamente nocivo de sua plataforma, que compromete os destinos do país e define um rumo para a economia que não interessa de modo algum a população que quer empregos e desenvolvimento, é a independência do Banco Central. Ocorreu, aqui, um mesmo processo de mudança — o detalhe é que foi menos visivel, como acontece quando grandes interesses se movem nos bastidores e impõem sua vontade. Bastante reacionária, em política economica e direitos sociais, mas bem avançada, quando se trata de direitos individuais, nossa elite fez um pequeno escandalo diante da vitória de Silas Malafaia. Não reagiu do mesmo modo em relação a autonomia do Banco Central, naturalmente.

Em maio, quando Eduardo Campos anunciou que era favorável a garantir a autonomia do BC através da legislação, Marina Silva deixou claro que contra. Lembrou países em que a mudança não havia dado certo. Citou especificamente o caso da Argentina.

Poderia ter falado do Banco Central Europeu, que nasceu autônomo em relação a população do Velho Mundo e depois da crise de 2008 tem promovido a destruição do mais belo estado de bem-estar que a humanidade já constituiu. É sintomático que a novidade tenha sido anunciada por Neca Setúbal, usando a palavra “enfim ” para explicar a nova posição da candidata-amiga, o que dá uma ideia do caráter dramático da mudança — e do alívio provocado.

A verdade é que o conto de fadas de Marina Silva encontra-se no capítulo deprimente e decisivo em que a personagem central não mudou de ideia, nem fez uma revisão de suas convicções — o que é natural nas pessoas civilizadas. Mudou de lado. Você sabe o que isso significa.

Marina passou dos seringueiros aos banqueiros. Trocou a liderança de Chico Mendes e Wilson Pinheiro, heróis dos povos da floresta, pelos conselhos de Roberto Freire, embaixador de José Serra em sua campanha, além de assessores que são conselheiros profissionais dos inimigos do povo. Abandonou os empates do Acre, luta que pretendia barrar a expansão do capitalismo e da propriedade privada na Amazonia, por uma campanha privatista, contra as principais empresas estatais, a começar pela Petrobras. Hoje Marina é a esperança de executivos como Roberto Setúbal, principal gestor do Itaú, que, num discurso pronunciado ontem, disse que a campanha de 2014 mudará os rumos de um país que “não quer mais gestões medíocres e populistas”.

As concessões a Silas Malafaia antecedem a onda do twitter. Vem de 2010, quando ele retirou Marina de uma campanha sofrível para um terceiro lugar histórico, que nada teve de milagroso mas não passou de um pacto pré-nupcial — votar na candidata verde e garantir, sem que o eleitor comum tivesse noção exata do que fazia, um segundo turno para José Serra, ameaçado de sucumbir na primeira fase.

Como o Estado de S. Paulo noticiou em janeiro de 2008, ainda no ministério do Meio Ambiente, durante o governo Lula, Marina mantinha um pastor mas dependências de sua pasta — quem pagava as contas era um contrato com o PNUD, órgão das Nações Unidas. Quando o caso veio a público, explicou-se que o pastor estava encarregado de organizar a III Conferência Nacional do Meio Ambiente, a realizar-se dali a poucos meses.

Foi no final deste evento que, para surpresa dos não-iniciados, ocorreu uma manifestação que pedia “Marina presidente,” ocorrida pouco antes dela deixar o governo e filiar ao segundo dos quatro partidos que frequentou em seis anos.

Leia Mais ►

Jornalista processa Joaquim Barbosa

Quem com ferro fere…


“Vá chafurdar no lixo” !

O jornalista Felipe Recondo, conhecido na cobertura de questões atinentes ao Judiciário, ajuizou ação contra o ministro JB pedindo indenização por danos morais. Em 2013, ao ser abordado na saída de uma sessão do CNJ, o então presidente do STF e do Conselho inopinadamente chamou o jornalista de “palhaço” e o mandou “chafurdar no lixo”.

Recondo decidiu entrar com o processo porque acredita que “nenhum agente público, seja de que Poder for, pode agredir alguém e não responder por seus atos”. Como não há mais foro privilegiado, a ação tramita na 15ª vara Cível de Brasília. (Processo: 0031748-90.2014.8.07.0001)

No CAf
Leia Mais ►

Globope

Leia Mais ►

Educação

Leia Mais ►

Marina e a Independência do Banco Central

Pataxó
Leia Mais ►

Marina cara de pau

Leia Mais ►

Essa é do Barão... 33


Leia mais clicando aqui.
Leia Mais ►

Crime contra a saúde: Senado aprova projeto do vice da Marina que libera inibidores de apetite

Marina e Beto, o grande

Senado libera venda de inibidores de apetite proibidos pela Anvisa

Para a Anvisa, esses grupos de remédios emagrecedores apresentam risco à saúde superior aos seus benefícios e não há provas científicas de que os medicamentos são eficazes

O Senado aprovou, nesta terça-feira (2), projeto de decreto legislativo suspendendo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e liberando o uso e a comercialização de inibidores de apetite. A proposta já foi aprovada pelos deputados.

De autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), o projeto cancela os efeitos da resolução editada em 2011 para proibir o uso e a comercialização de medicamentos à base de anfepramona, femproporex e mazindol.

Para a Anvisa, esses grupos de remédios emagrecedores apresentam risco à saúde superior aos seus benefícios e não há provas científicas de que os medicamentos são eficazes. Projetos de decreto legislativo não precisam de sanção presidencial, por isso, o texto vai ser promulgado pelo Congresso após as eleições.

Líder do PT, o senador Humberto Costa (PE) argumentou que o tema não deveria ser tratado por meio de decreto legislativo, instrumento que, segundo ele, deve ser usado apenas quando um “ente” do poder Executivo extrapola a sua competência.

“Essa resolução da Anvisa não foi tirada do bolso do colete. Ela surgiu após estudos aprofundados e detalhados acerca desses medicamentos”, disse Humberto Costa, que é médico e ex-ministro da Saúde. Ele citou que há forte pressão da indústria de medicamentos a favor do projeto.

Relatora do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Lúcia Vânia (PSDB-GO) afirmou que deu parecer favorável à liberação dos medicamentos após consultar uma série de especialistas, inclusive os da Anvisa.

No Blog do Mário
Leia Mais ►