30 de ago de 2014

Plínio de Arruda Sampaio sobre Marina Silva — atualíssimo

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Programa de governo de Marina será feito a lápis para facilitar mudanças


A candidata Marina Silva disse hoje que é a favor do casamento gay desde que seja entre pessoas de sexos diferentes. Marina afirmou que é contra e que é a favor. A candidata resolveu acenar para os fãs do esporte e, no próximo programa, aparecerá usando um uniforme de futebol que é metade Vasco e metade Flamengo.

O candidato Aécio Neves reagiu com firmeza. “Marina resolveu tirar tudo de mim. Até mesmo essa prerrogativa tucana de ficar em cima de muro ela quer”, disse ele.

A candidata esclareceu que houve um erro de digitação no seu programa de governo. Ela não é a favor do casamento gay, mas do caçamento gay.

Marina ainda não sabe se se apóia ou não para presidente. Ela ficou de perguntar ao Pastor Malafaia para saber o que responder.

Otileno Junior
No Sensacionalista
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Filiado ao PSB contesta conteúdo do “Marina de Verdade”

Ilustração originária do Marineitor
Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a Senhora também seja, do seu jeito.

Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado “Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet. Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações.

1 – Não Marina, você não sofre preconceito por ser evangélica.

Você é que acredita que todos aqueles que não compartilham de suas crenças queimarão eternamente no fogo do inferno. É o que está claramente descrito no credo (credo 14) de sua agremiação religiosa. Que nome podemos dar a isso? Certamente é um nome mais assustador do que intolerância ou preconceito. Talvez essa seja a origem de seu maniqueísmo, já que separa o mundo entre os bons, que apoiarão seu possível governo, e os maus, que lhe fariam oposição, como eu. O seu problema não é ser protestante. É ser da Assembleia de Deus, associação pentecostal de vários ramos que interpreta literalmente o Antigo Testamento, e que tem entre seus pastores Marcos Feliciano, que vende curas a paraplégicos, e Silas Malafaia, este homem que hoje defende da “cura gay” à teologia da prosperidade e vende bênçãos de Deus. Eu me pergunto: o que alguém que faz parte de uma organização que faz comércio com a palavra de Cristo é capaz de fazer na vida política? Qual o nível de inteligência que pode possuir alguém que faz interpretações tão rasteiras do significado da Bíblia? Essas são perguntas legítimas que as pessoas se fazem, e não por preconceito, mas por conceito.

2 – Não Marina, o Estado Laico deve intervir nas práticas religiosas quando são fora da lei.

Se uma religião resolve reinstituir o sacrifício de virgens dos Astecas ou a amputação de clitóris comum em alguns países muçulmanos hoje, o estado tem que observar inerte essas práticas em nome da liberdade religiosa e do laicismo? Não, candidata. Nenhuma organização está acima da lei num Estado Laico.

3 – Não Marina, você não é moderna, você é uma fundamentalista mesmo.

O fundamentalismo religioso não é a negação do Estado Laico, essa é só uma espécie de fundamentalismo, o teocrático. O fundamentalismo se caracteriza pela crença de que algum texto ou preceito religioso seja infalível, e deva ser interpretado literalmente, tanto em suas afirmações históricas como comportamentais ou doutrinárias. E o ataque ao Estado Laico pode vir também pela incorporação de leis, que desrespeitem as minorias religiosas ou não religiosas, impondo um valor comportamental de determinada religião a todos os cidadãos. Isso faz da senhora uma fundamentalista (Assembleista) que compartilha das crenças de Feliciano e Malafaia, e uma adversária, se não do Estado Laico, do laicismo que deveria orientar todas as nossas leis, pois defende plebiscitos sobre esses temas para impor a vontade das maiorias religiosas sobre as minorias em questões comportamentais.

4 – Não Marina, você é, sim, contra o casamento gay.

Você agora diz que está sofrendo ataques mentirosos na internet sobre o tema, mas sempre se colocou abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo somente a união civil nesse caso. E não adianta simular que o que o movimento gay está reivindicando casamento religioso. O casamento é também uma instituição civil. Você só defende união de bens, sem todos os outros direitos que o casamento confere às pessoas. O vídeo acima e mais esse vídeo aqui provam esse fato de conhecimento público.

PS: Hoje, dia 29/08/2014, ao lançar seu programa de governo, a candidata mudou uma posição defendida por toda vida, faltando um mês para a eleição. Por que?

5 – Realmente Marina, você não é petista.

Você abandonou o partido que ajudou inestimavelmente a construir sua vida política, ao qual você deve todos os mandatos e o único cargo que ocupou até hoje, porque não tinha espaço para sua candidatura à presidência. Hoje, você busca se associar, sem qualquer pudor ou remorso, a inimigos ideológicos históricos do partido, repetindo as práticas que supostamente condena no PT e chama de “velha política”. Só que faz isso somente para chegar ao poder e construindo um projeto oposto àquilo a que defendeu toda a vida.

6 – Realmente Marina, você não é tucana. Mas sua equipe econômica é.

Sua equipe econômica conta com André Lara Resende e Eduardo Giannetti, ex-integrantes da equipe econômica do governo FHC, além de seu coordenador Walter Feldman, que fez toda sua história no PSDB. Suas propostas econômicas são as mesmas do PSDB. Agora, de fato, o que nem o PSDB jamais teve coragem de ter é uma banqueira como porta voz de sua política econômica… Você não quer alianças com governos atuais de nenhuma agremiação, como o de Alckmin, exatamente para manter sua imagem de anti-tudo-o-que-está-aí. Mas não se sente constrangida em ter o vice de Alckmin na coordenação financeira de sua campanha, nem de convidar o “bom” representante de sua “nova política” José Serra para seu governo…

7 – Não Marina. Você defendeu, sim, Marcos Feliciano.

Você afirmou que ele era perseguido na CDH não por causa de suas posições políticas, mas por ser evangélico. Disse que isso era insuflar o preconceito religioso. Não, candidata. Você está falando de seu companheiro de Assembleia de Deus, um homem processado por estelionato, que pede senha de cartão de crédito de seus fiéis, que defende que os gays são doentes e os descendentes de africanos amaldiçoados. Recentemente, esse homem que você afirma ser vítima do mesmo preconceito que você sofreria, afirmou à revista Veja: “Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos”. Ao usar essa estratégia de defesa pra ele e para você, você reforça os preconceitos da sociedade e o comportamento de grande parte dos pentecostais de blindar qualquer satanás que clame “Senhor, Senhor” em suas Igrejas.

8 – Não Marina. Você não é só financiada por banqueiros. Eles coordenam seu programa!

Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não é só sua doadora como pessoa física. Ela é a coordenadora de seu programa de governo e sua porta-voz, e já declarou que você se comprometeu a dar “independência” (do povo e do governo) ao Banco Central, que fixa os juros que remuneram os rendimentos dela. Da mesma forma, o banqueiro André Lara Resende, um dos responsáveis pelo confisco da poupança na era Collor e assessor especial de FHC, é o formulador de sua política econômica.

9 – Não Marina, você é desagregadora e vilipendia a classe política. Seu governo será o caos.

Você é divisionista e maniqueísta e implodiu meu partido em uma semana de candidatura. Vai deixar seus escombros para trás quando chegar ao poder, como sabemos e já anunciou, para delírio daqueles que criminalizam a política. Seu partido é nanico, e se não o criar com distribuição de cargos, continuará nanico. Com a oposição certa do PT, terá que governar com a mídia e os bancos, que cobrarão o apoio com juros. Precisará do PMDB, que você acusa de fisiologismo, e do PSDB e o DEM, que lhe exigirão não só cargos, empresas públicas e ministérios, mas também a volta das privatizações. A única base congressual que lhe será fiel é a bancada evangélica, que cobrará seu preço com sua pauta de controle dos costumes e seu fisiologismo extremo. Resultado, você vai entregar a alguém o trabalho sujo do fisiologismo ou mergulhará o país no caos.

10 – Não Marina, seu marido foi sim acusado de contrabando de madeira.

E não só isso, foi acusado pelo TCU de doação de madeira clandestina. A senhora usou sua força política de Ministra para impedir que o caso fosse investigado, como sempre fazem na “velha política”. Mais tarde o MP arquivou, como fazem com todas as denúncias contra membros da oposição. Mais uma vez, fato bem comum na “velha política”. Nada é investigado.

11 – Não Marina, Chico Mendes não era da elite. A elite é que o matou.

Em mais uma tergiversação semântica demagógica, num vilipêndio à memória de seu companheiro, a senhora tomou o termo “elite” pelo sentido de elite moral, para acusar de “divisionismo” os que lutam contra a elite econômica brasileira. Essa mesma elite que mantém o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo e que hoje está acastelada no seu programa de governo e campanha. Seu discurso despolitizante busca mascarar a terrível e perversa divisão de classes no Brasil e é um insulto aos seus ex companheiros de luta. Seu uso demonstra bem à qual elite você serve hoje, e nós dois sabemos que não é à elite moral. A elite moral desse país está lutando contra a elite econômica para diminuir nossa terrível e cruel desigualdade social. E você, Marina, não é mais parte dela.

Gustavo Castañon
No Viomundo
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O petróleo e o sonho


O desempenho da ex-ministra Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República, na mais recente pesquisa do Ibope, provoca uma quebra na polarização que tem marcado o debate político e econômico nos últimos anos. Pelo menos na imprensa, pelo que se pode ler nos principais jornais de circulação nacional na sexta-feira (29/8), seu discurso produz uma diversidade maior de opiniões, como que obrigando os analistas a procurar mais sutileza em alguns temas. Por exemplo, o esforço da candidata para superar divergências com os produtores de etanol coloca em debate a política do petróleo, mas não nos termos propostos tradicionalmente pelo PSDB, que se resume basicamente à disputa entre estatistas e privatistas.

A declaração de Marina, de que, se eleita, vai reduzir os esforços para a exploração do pré-sal, pode ter agradado aos usineiros, mas cria problemas com os estados que mais se beneficiam com os royalties do petróleo. Não por acaso, o carioca O Globo é o único entre os grandes diários a citar especialistas para contradizer a proposta.

Dedicada a aproveitar ao máximo a exposição proporcionada pelo debate na TV Bandeirantes, associada ao resultado da pesquisa Ibope que a posiciona como segunda colocada, a candidata do PSB precisa garantir rapidamente apoios consistentes entre as forças mais poderosas da economia e da mídia, para evitar que sua ascensão seja apenas uma onda passageira. Como se sabe, a escolha emocional de boa parte do eleitorado exige alguma ancoragem em argumentos objetivos para se transformar em decisão madura, capaz de chegar às urnas.

Ao buscar o apoio de usineiros e outros protagonistas que manteve sempre à distância, quando não os declarava explicitamente inimigos dos princípios da sustentabilidade, Marina Silva procura garantir os indecisos que aderiram à sua candidatura e convencer eleitores de Aécio Neves de que seu projeto é mais que um sonho. No entanto, essa necessidade a coloca numa posição vulnerável diante dos adversários, que não precisam lidar com essa contradição potencialmente perigosa.

Um terreno perigoso

O resultado dessas manifestações da candidata do PSB já deve aparecer no próximo debate entre os presidenciáveis, organizado pelo grupo Folha-UOL, SBT e rádio Jovem Pan, a partir das 17h45 da segunda-feira, 1º de setembro. Muito provavelmente, Marina Silva terá que dividir com a presidente Dilma Rousseff, que foi atacada intensamente pelos demais candidatos no primeiro debate, o papel de alvo preferencial dos contendores.

Ao candidato do PSDB não restará alternativa, a não ser dividir suas baterias entre a presidente que busca a reeleição e a nova protagonista, que ameaça deixá-lo fora de um eventual segundo turno. Aécio Neves já é considerado, por alguns comentaristas da imprensa, como carta fora do baralho. No Globo e no Estado de S. Paulo, colunistas de política dão como certa a derrota do tucano, enquanto a Folha cita um comunicado de uma consultoria que dá a Marina Silva 60% de probabilidade de ser eleita.

Nas entrevistas que são publicadas pelos jornais, Marina Silva tenta conciliar seu perfil de idealista com o pragmatismo que o debate eleitoral exige. Colocou em circulação a expressão “amadores de sonhos”, para atender às expectativas emocionais dos eleitores, e ao mesmo tempo se esforçou para convencer o poderoso setor da cana de que não é a mesma que, no Ministério do Meio Ambiente, semeou conflitos com o agronegócio.

A candidata resolveu se empenhar pessoalmente em buscar o apoio do mercado provavelmente porque seu emissário oficial, o economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, é considerado pelo mercado mais filósofo que economista, embora tenha um doutorado em economia pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. No entanto, esse protagonismo de Marina pode dar munição a seus adversários, porque, se abordar equivocadamente um tema sensível, será envolvida em debates de alto risco.

O caso do petróleo é um bom exemplo. Sua declaração diante de usineiros paulistas virou manchete do Globo: “Programa de Marina deve tirar prioridade do pré-sal”, alardeia o jornal carioca. No rastro dessa afirmação, ela pode perder votos no território que vai do Espírito Santo a Santa Catarina, em cujo litoral se estendem as reservas de óleo de alta profundidade.

Luciano Martins Costa
No OI
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Atenção, senhores eleitores: apertem os cintos!

Será que a candidatura Marina alçou voo de tal forma que ninguém mais pode acompanhar? Nem tanto. Claro que houve o “voto-comoção” (que ajudou muito na apresentação de Marina como sucessora de Eduardo Campos) e também o voto-hay-gobierno?-soy-contra, incrustrado no rótulo de Não-Voto, responsável pelo grande impulso que Marina teve nessas últimas pesquisas Ibope e Datafolha. Mas será que a eleição presidencial já vive um voo sem volta? É claro que os números das pesquisas são desesperadores para Aécio e preocupantes para a candidatura Dilma. Mais preocupantes ainda para quem, independente do partido, não quer ver o Brasil mergulhado outra vez no vácuo do Consenso de Washington. Mas, calma, dá para recuperar o controle. Neste sábado, por exemplo, tanto André Singer quanto o próprio Mauro Paulino, do Datafolha, escrevem artigos com bons corretivos para esse frenesi da esquadrilha midiática.

André Singer (Rumo ao desconhecido) alerta que “há muito em aberto na candidatura pessebista”. Quais são os rumos que se pretende para uma suposta relação com o agronegócio? O programa social vai ficar solto no ar? E a base de apoio para governar, no caso de Marina eleger-se, será firme? André Singer lembra que, ao se comprometer com a independência do Banco Central, Marina aponta para um governo de “juros altos, recessão bem mais que técnica, corte de gastos públicos e desemprego”. Mais ou menos um “apertem os cintos, o piloto sumiu”.

Já Mauro Paulino (Sucesso de ex-senadora depende da cristalização do eleitorado) destaca que Marina superou o clima de “comoção”, superou o recall de 2010, abriu vantagem sobre Aécio em território exclusivo do tucano e cresceu significativamente entre os eleitores de “menor renda e baixa escolaridade, grupos onde Dilma e o governo sempre demonstraram grande força”. Mas alerta que “propostas concretas e claro programa de governo” serão decisivos. E conclui que a “ênfase exclusiva no discurso da ‘nova política’ pode, com o tempo, afastar parte dos recém-conquistados eleitores”.

Os índices estratosféricos de Marina dispararam em velocidade supersônica. Ela soube muito bem representar os que estavam insatisfeitos tanto com os vácuos do governo petista quanto com a insipidez da tentativa de voo tucano (que rapidamente virou pó). Mas até agora não conseguimos perceber um quod erat demonstrandun em suas propostas. É tudo muito frágil, contraditório, oportunista, rancoroso, tudo muito eólico e ao mesmo tempo uma guinada brutal rumo ao pior do nosso passado.

O Brasil não pode voltar a apertar o cinto e ficar eternamente preso a um mundo sem futuro. O que o Brasil precisa é de um voo tranquilo para dar asas à imaginação. 

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Retoque na maquiagem

Marina, ex-calvinista mostra as artes sutis das raposas experientes. Ao condenar a “velha política”, não hesita em militar nela

Marina amenizou o discurso mais agressivo e chamou de
"lendas" as posições políticas sobre questões ambientais
anteriormente defendidas
Luis Cleber
Acontecimentos inesperados, como o que se vê agora com a presidenciável Marina Silva, não são um fenômeno decorrente do acaso ou provocado pela força do destino. A surpreendente ascensão eleitoral dela se dá por razões explicáveis, palpáveis, criadas antes e imediatamente após o acidente fatal com Eduardo Campos.

Não há fenômenos na política como há fenômenos na natureza.

Resgatada do ostracismo, por cálculo político da mídia conservadora, em duas semanas ela deixou de ser a sombra de Campos e desarrumou uma eleição que parecia arrumada. Atropelou a candidatura do tucano Aécio Neves e ameaça ultrapassar a petista Dilma Rousseff, com quem poderá disputar o segundo turno.

Uma parte do sucesso de agora foi plantada após a chegada dela em Brasília, em 1995, já eleita senadora pelo PT do Acre. Foi reeleita em 2003. Sustentou um discurso ambientalista rigoroso. Provocou confrontos internos e externos. Finalmente, rompeu com o governo Lula e com o PT ao se demitir do Ministério do Meio Ambiente.

Marina sempre foi contra a comercialização da soja modificada geneticamente. E reagiu à proposta de transposição das águas do São Francisco. A permissão para a realização das obras só foi dada após ela ter deixado o governo. São apenas dois exemplos.

Ao se despedir do ministério, em 2008, já tinha planos políticos e o olho na disputa da eleição presidencial de 2010. Concorreu pelo PV e perdeu. Recusou-se a apoiar, no segundo turno, a petista Dilma ou o tucano Serra.

Foi uma fuga clara e transparente do processo político-eleitoral.

Marina é, teoricamente, a expressão de uma política que não existe. Prega um comportamento quase calvinista. Nesse ponto ela é um retrocesso social.

A mídia conservadora, antigovernista, fez dela um ícone. E, para sacudir a base de administrações petistas, passou a fazer marcação a aliados de Lula e Dilma.

Além da sucessão de denúncias contra políticos, às vezes com razão e outras vezes sem sustentação, a mídia agia com sinais indiretos de que o Brasil seria melhor se não houvesse o Congresso. Quiçá também os políticos.


O caldo disso foi a fantástica mobilização popular nos meses de junho e julho de 2013. Se o turbilhão de manifestantes formasse um clube, haveria na porta de entrada a divisa: “Político não entra”. Talvez alguém acrescentasse: “Exceto Marina”.

Embalada por essas jornadas, ela passou a pregar uma indefinida “nova política” e, para isso, mobilizou militantes fiéis para criar um partido novo. Fracassou. Juntou-se ao PSB e tornou-se vice na chapa do partido.

A morte de Eduardo Campos promoveu a ascensão dela.

Após isso, ela mudou. Amenizou o discurso político mais agressivo e negou o que chamou de “lendas” sobre posições políticas ambientais.

Nos debates, farejando uma possível vitória, acentua que “em todos os partidos há quadros de qualidade”. Nesse momento é mais ardilosa do que Eduardo Campos, que satanizava nomes já satanizados como os de José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor, entre outros.

A nova Marina age como uma velha raposa. Não dá nome aos bois.

Assim agiam os políticos matreiros nos tempos da “velha política”.

Maurício Dias
No CartaCapital
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Os problemas com o avião de Aécio e de Campos


A queda do avião de Eduardo Campos trouxe à tona um imbróglio político-jurídico-eleitoral complicado e que, de quebra, atinge a campanha de Aécio Neves.

O artigo 22 da Lei Eleitoral é claro. As campanhas precisam declarar tudo o que tenha valor aferível e recebido a qualquer título, inclusive através de cessão temporária de uso.

Se um avião é cedido para uma campanha política, é o comitê de campanha que precisa pagar. Se o dono do avião banca as despesas, configura-se doação. E, como tal, precisam ser registradas.

Até agora não se sabe quem pagou o combustível e os pilotos do Cessna que caiu. Não sabem porque não procuraram.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) tem regras próprias para registro de bem móvel. Aliás, bastante parecidas com o Cartório de Registro de Imóveis.

No caso de usufruto, o direito de propriedade de um bem se divide entre o domínio e o direito de uso. Esses dados são explicados na Norma RHAB47.

Nela, determina-se que aeronaves privadas só podem realizar voos não remunerados. Se uma empresa empresta o avião e banca o querosene e o piloto, considera-se que o voo é remunerado.

Qualquer cessão temporária de direito de uso, onerosa ou não, precisa ser registrada na ANAC, definir quem é o usuário e quem é o operador do avião. Por isso mesmo, ela tem todas as informações sobre a aeronave.

No caso do Cessna, o dono do avião ainda era a financeira que bancou o leasing. Ocorre que, no caso do Cessna, morreu o candidato Eduardo Campos, acabou o CNPJ e haverá a prestação de contras só no último dia.

De qualquer modo, se apresentar os valores pagos, a prestação de contas será aprovada com ressalvas.

Problemas com seguro

Há mais implicações na história.

Certamente a seguradora ressarcirá o banco financiador do leasing — devido aos seus interesses comerciais. Mas, vão haver problemas de monta com as indenizações em terra. Se a AF Andrade, de Ribeirão Preto, emprestou ilegalmente a aeronave, certamente a seguradora não irá cobrir os danos. E, em processo de falência, a AF Andrade não terá dinheiro para cobrir os prejuízos.

O avião de Aécio

O acidente de Campos alertou a campanha de Aécio Neves para problemas similares com a legislação eleitoral.

Na prestação de contas do PSDB, consta nota fiscal de pagamento de táxi aéreo. Quem deu a nota é a Global Táxi Aéreo, do notório Nenê Constantino. Ocorre que o avião é de uma holding situada em Belo Horizonte.

Como fica então? Trata-se de uma aeronave privada com cessão de uso, utilizando uma Nota Fiscal de terceiros. Como ficará sua regularização?

Dos três candidatos, o único a não entrar nessa fria foi a candidata do PT, obviamente pelo fato do partido ser gato escaldado.

É evidente que a candidatura de Aécio não será cassada e nem é o caso. Até o final da campanha, pelo menos no âmbito eleitoral os dois partidos terão tempo de regularizar a situação.

Mostra apenas que, no Brasil, há dois pesos e duas medidas.

Em 2002, o ex-senador João Capiberibe foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por conta de duas eleitoras que disseram ter vendido o voto por R$ 26,00 cada.

No caso Capiberibe, o peso atendia pelo nome de José Sarney, seu adversário político. Apesar de inúmeras evidências sobre a influência de Sarney na Justiça do estado, a probabilidade das provas terem sido manipuladas, nada foi levado em conta.

Luís Nassif
No GGN

* * *

O “Morcego Verde”: PSB agora diz que jato era “doação” à campanha do PSB


Mudou tudo.

O jato que servia Eduardo Campos e Marina Silva na campanha e que se acidentou em Santos, dia 13, matando o candidato do PSB não foi mais  ”emprestado de boca” ao ex-candidato, mas “doado” por  três empresários misteriosos.

A versão agora, segundo os coordenadores da campanha de Marina Silva — Márcio França e Válter Feldman — é a de que o aparelho foi “doado” ao PSB pelos dois  empresários que coordenaram o pagamento, o acusado de contrabando Apolo Santana Vieira e o dono de factoring João Carlos Lyra Pessoa de Mello, além de um tal Eduardo Ventola, aliás Bezerra Leite, tudo através de “laranjas”.

A tal história do “ressarcimento” foi abandonada.

“Antes tinha se falado em ressarcimento, mas essa expressão foi abandonada.”, anuncia Feldman à Veja.

O país e a imprensa estão assistindo à uma vexatória montagem de explicações legalmente aceitáveis, ainda que incompatíveis com o mais elementar bom-senso.

Saem notas e pequenas notícias, aqui e ali mas não há uma investigação jornalística digna deste nome e até a ação do Ministério Público se inaugura com duas semanas de atraso, e com previsão de término nas calendas gregas em matéria eleitoral.

E é tão complexo o caso, assim?

Apenas três perguntas derrubam inapelavelmente esta história.

1. Alguém pode “doar” um bem que não é seu, mas objeto de leasing (arrendamento mercantil) à Cessna? Você pode doar o seu automóvel, um golzinho que seja, a alguém sem liquidar ou transferir o leasing que fez lá no banco para comprá-lo?

Não preciso responder, não é?

Se, como foi anunciado, pediu-se a transferência do leasing à Cessna — e isso não foi de boca — que empresas e com que documentação se apresentou o pedido? E se foi “doação pessoal” dos empresários, pediu-se a transferência para eles, pessoas físicas?

Onde está o documento enviado à Cessna?

2. Onde estão os recibos eleitorais e o documento de doação de um bem que há três meses tinha sido entregue a Eduardo Campos? Estão sendo feitos agora? Os empresários se livram das indenizações devidas aos moradores que tiveram suas casas destruídas e o PSB assume as indenizações, com o dinheiro público do Fundo Partidário e dos doadores da nova candidata? Vai aparecer um documento devidamente autenticado, por um cartório de Recife ou, quem sabe, de um município da periferia da cidade?

Documentos desta natureza têm de ser reconhecidos por autenticidade, como é uma transferência de um prosaico automóvel. Qualquer falsificação disto deixa rastros facilmente identificáveis e não sei se alguém seria tolo de participar de uma montagem deste tipo.

3. Onde estão os tais “doadores”. Escondidos? Nem sequer uma imagem deles foi publicada até agora, salvo um pequena e antiga foto de Lyra. Apolo Vieira só existe nos processos de contrabando que correm em segredo de Justiça. Será que nenhum jornal os acha nos seus apartamentos de luxo em Boa Viagem? Porque comprariam um avião de mais de R$ 20 milhões para “dar” a Eduardo Campos? Quem são, onde vivem, o que possuem?

O Cessna Citation XLS matrícula PR-AFA é o “Morcego Verde” destas eleições.

Mas os PC Farias continuam incógnitos.

Nossa imprensa não parece interessada em expô-los à opinião pública.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Foro de Sao Paulo cerró con respaldo a Dilma Rousseff, Evo Morales y Tabaré Vázquez

El foro siguió enalteciendo el valor de la izquierda latinoamericana
El foro convocó también "a los pueblos y gobiernos de Chile y Bolivia a superar un conflicto histórico sobre la base del diálogo y el respeto del Derecho Internacional, que pueda llevar a una solución para que Bolivia tenga acceso libre y soberano al mar".

El Foro de Sao Paulo cerró este viernes en La Paz (Bolivia) con fuerte respaldo a la reelección de los presidentes de Brasil, Dilma Rousseff, y de Bolivia, Evo Morales, además del uruguayo Tabaré Vázquez, que enfrentarán "a la derecha" en sendas elecciones previstas para octubre próximo.

"En estas elecciones la disputa es nuevamente intensa entre izquierda y derecha, y los medios siguen cumpliendo el papel de principales 'partidos de oposición'" a los postulantes progresistas, señaló la declaración final de la cita de partidos de izquierda.

El triunfo de estos tres candidatos "es vital para la continuación del proceso de transformaciones económicas, sociales y políticas en la región latinoamericana y caribeña", sostuvo el documento.

El texto final tuvo también expresiones de respaldo a los gobiernos democráticos de izquierda de la región, que suman más de 10.

Alerta con desestabilización

Del mismo modo, alertó que "en respuesta a estos logros, la derecha y ultraderecha fascista reinciden en implementar una estrategia de desestabilización en gran medida como reacción a su incapacidad de derrotar políticamente a las fuerzas populares que en sucesivas contiendas han resultado vencedoras".

Citó concretamente el caso de Venezuela y también el de Ecuador, a cuyo gobierno respalda en su política medioambientalista, además de a Argentina con los fondos 'buitre'.

El documento condenó además desde el prolongado embargo a Cuba hasta las guerras en Ucrania, los ataques de Israel a la Franja de Gaza y otros aspectos de la política internacional.

El evento fue clausurado por el canciller boliviano David Choquehuenca, a nombre del presidente Evo Morales.

"Tenemos la obligación de trabajar para garantizar la paz en las futuras generaciones; es una obligación defender nuestros derechos, defender la vida, la unidad, recuperar nuestra identidad, recuperar nuestros recursos naturales para nuestros pueblos", manifestó Choquehuenca.

El Foro, nacido en 1990 al influjo del Partido de los Trabajadores (PT) del expresidente brasileño Luiz Inacio Lula da Silva, se celebrará en México en 2015.

No teleSUR
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Chega de intermediários, Malafaia Presidente!

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Partido político, um negócio melhor que tráfico de drogas


Ele
Pastor Everaldo, aquele que se for eleito presidente vai vender a Petrobrás para combater a corrupção, comprou no próprio nome o PSC-Partido Social Cristão por R$ 20 milhões, a pedido e financiado pelo então governador Garotinho, que queria ter uma legenda auxiliar na sua candidatura à Presidência. Os dois brigaram algum tempo depois e o pastor ficou com o partido apenas para si na condição formal de vice-presidente. É negócio como poucos no Brasil. O investimento inicial foi dinheiro desviado de obras públicas e, no caso do PSC, dá um retorno só de Fundo Partidário a pequena fortuna de R$ 32 milhões anuais.

De dois em dois anos, nos períodos de eleição, a fortuna partidária cresce exponencialmente. Pastor Everaldo, como os donos de todos os partidos que se coligam em eleições proporcionais ou majoritárias, vende “seu” tempo de televisão para o líder da coligação. Às vezes a negociação não se completa por causa da ganância. De fato, Pastor Everaldo pediu ao PT R$ 20 milhões para se coligar com Dilma. A proposta foi recusada porque pareceu um excesso. (Aliás, R$ 20 milhões foi o que o PT na eleição de 2004 havia prometido a Roberto Jefferson, que disse ter recebido apenas R$ 4 milhões. A cobrança da diferença gerou um transtorno que veio a ser nacionalmente conhecido como mensalão!)

Indignado com a recusa do PT em comprar “seu” tempo na televisão para a disputa majoritária, o bravo pastor decidiu ele mesmo, a despeito de nunca ter tido cargo eletivo, lançar-se candidato nada menos do que à Presidência da República. Isso não diminui em nada sua renda. É que ele não tem só o Fundo Partidário e a venda de legenda para candidatura majoritária como fonte de renda pessoal na qualidade de dono absoluto do partido. O tempo de televisão é vendido também em todo o país para as eleições majoritárias e proporcionais locais, e parte da receita, milhões, vem para a presidência.

E não é só isso. O presidente do PSC em nível municipal contribui com R$ 5 mil para o presidente da legenda no nível estadual. No Estado do Rio, isso representa R$ 450 mil por mês. Desses, R$ 100 mil são encaminhados religiosamente para o presidente nacional, a saber, para o pastor Everaldo. E ainda não é só isso. Com o dinheiro do Fundo Partidário e da venda da legenda para a propaganda eleitoral, o partido nos últimos anos fez um considerável patrimônio imobiliário para suas sedes e outros serviços. Tudo está em nome do presidente ou de laranjas. O dinheiro reflui para o caminho certo, na forma de aluguéis, mês a mês.

Alguém poderá perguntar: como um presidente de partido em nível municipal consegue R$ 5 mil mensais para alimentar as caixas estadual e nacional? Muito simples, ensina o pastor Everaldo: nas eleições, os partidos “emitem” dinheiro, ou seja, bônus para contribuição por parte de empresas e pessoas físicas os quais podem ser abatidos do imposto de renda. Talvez você pergunte qual seria o interesse maior de uma empresa ou de uma pessoa física em contribuir para um partido em época de eleição, mesmo abatendo essa contribuição no imposto. Elementar, meu caro Watson. Como o bônus é deduzido do imposto de renda, nada impede que o “doador” compre 100 e o partido lhe devolva 50 na forma de dedução do imposto de forma a que ele embolse pessoalmente os outros 50 sacado diretamente do imposto pago ou a pagar.

O que estou contando é a história relativa a apenas um partido. Foi-me relatada por quem a ouviu diretamente do pastor Everaldo. Não lhe direi o nome, por enquanto, podendo revelá-lo em juízo na hipótese de o pastor Everaldo me processar por difamação. Quanto aos demais partidos, disse o que afirmou Marx em outro contexto: não investiguei os detalhes, mas de te fabula narratur (a fábula trata também de ti). Sim, porque todas as complexas negociações de alianças envolvendo 36 partidos políticos existentes no país, em época de eleição, é um festival inacreditável de patifarias com privatização de dinheiro público que acaba por financiar barbaridades inacreditáveis em tempo pago pelo povo para se fazer, por exemplo, a “promessa” em tempo nacional de televisão de vender a Petrobras.

Insista-se. O tempo de televisão que esses mercadores de legenda vendem uns para os outros é bancado diretamente pelo povo, pois as emissoras (e rádios) cobram as maiores tarifas pelo tempo de horário nobre transcorrido na propaganda eleitoral e as rebatem diretamente do imposto de renda. Aliás, é justamente porque isso se tornou uma fonte fácil de negócios da mídia, em horário nobre apresentado como “gratuito”, que praticamente não existe na imprensa crítica a esse sistema absolutamente imoral. É esse sistema espúrio, não o voto obrigatório, não a escolha entre parlamentarismo e presidencialismo que deveria ser visado numa reforma partidário. A rigor, teria que ser extinto, em nome da moralidade política brasileira. Do jeito que está é uma indecência, um acinte ao povo, e um estupro contra a democracia brasileira. Muitos se perguntam, ingenuamente, por que temos 36 partidos políticos no Brasil. A resposta é simples: porque ter partido, quando transformado em propriedade privada fora do controle de um diretório autêntico, dá a seus donos mais dinheiro que tráfico de drogas, sem os inconvenientes da ilegalidade.

J. Carlos de Assis - Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB, autor de mais de 20 livros sobre economia política brasileira.
No GGN
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O caso do sumiço do diário de bordo do helicóptero dos Perrellas


O juiz Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa, da Primeira Vara Federal Criminal do Espírito Santo, decidiu manter o processo que envolve o helicóptero do senador Zezé Perrella e de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrella.

Mas, nos próximos dias, terá de entregar o helicóptero aos dois políticos de Minas Gerais, contrariando decisão anterior, tomada com base na lei do tráfico de drogas. Bens utilizados na prática desse crime estão sujeitos a confisco.

O Tribunal Regional Federal da Segunda Região, no Rio de Janeiro, alterou a decisão do juiz Marcus Vinícius, ao julgar o recurso do senador Perrella e do deputado Gustavo, numa ação patrocinada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

E mandou o juiz devolver o helicóptero por entender que não há provas do envolvimento do senador e do deputado no crime.

O processo continuará com a acusação contra os dois pilotos, um empresário e um trabalhador braçal, presos em flagrante, em novembro do ano passado, quando descarregavam 445 quilos de pasta base de cocaína do helicóptero dos Perrella, em Afonso Cláudio, no Espírito Santo.

O helicóptero estará à disposição de Gustavo para ser usado ainda nesta campanha eleitoral, em que ele disputa uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília. Zezé não faz campanha, pois seu mandato de senador vai até 2018.

Já os pilotos, o empresário, o trabalhador braçal e um quinto acusado, também empresário, dono da terra comprada para o pouso do helicóptero, estão intimados para comparecer à Justiça no dia 20 de outubro e sujeitos a uma pena de prisão de até 20 anos.

Até 2006, quando a lei de entorpecentes foi endurecida, com aumento de penas, havia 60 mil presos por tráfico no Brasil. Hoje, são 100 mil, do total de 500 mil presos no Brasil.

O tráfico é proporcionalmente o crime que mais leva à condenação, superando furto e roubo, o primeiro antes da mudança da lei.

Réus primários são os mais comuns entre os condenados, o que levou o professor de direito Pedro Abramovay a defender uma revisão da lei, quando trabalhava no Ministério da Justiça, por entender que ela estava colocando na cadeia apenas mulas e outros membros do baixo escalão do tráfico.

“A gente está pegando quem não tem ligação com o crime organizado, botando na prisão e, pouco tempo depois, já com ligação com o crime organizado, devolvendo-o à sociedade. Temos de fazer uma opção entre disputar o pequeno traficante, para reintegrá-lo à sociedade, ou desistir dele, entregando-o ao crime organizado”, explicou Abramovay.

Por conta de sua posição, defendida em artigos publicados em jornais, Abramovay perdeu o cargo, e a situação não mudou, como mostra o caso do Helicoca. A quadrilha tem escalões superiores, como mostram mensagens trocadas nos celulares apreendidos, mas nenhum foi identificado no processo.

O helicóptero que os Perrella receberão de volta não terá o diário de bordo, o documento em que o piloto Rogério Almeida Antunes anotou o nome de todos os passageiros e de todos os locais onde pousou durante quase um ano em que trabalhou para eles.

Na decisão que manteve o processo, rejeitando a tese de nulidade pela suposta utilização de escuta clandestina, o que caracterizaria prova ilícita, o juiz mandou a Polícia Federal juntar o diário de bordo ao processo, como pede o advogado de um dos acusados.

Mas, na relação de documentos e objetos apreendidos no helicóptero, a PF não relacionou o diário, o que significa que sumiu. Rogério, o piloto, diz que ele estava lá quando foi preso.

O sumiço elimina a possibilidade de recontar a história completa de um helicóptero que, certa vez, foi apreendido com 445 quilos de pasta base de cocaína trazida do Paraguai.

Joaquim de Carvalho
No DCM
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Um desastre chamado Marina

Quem é Marina? A candidata que aceita os transgênicos, ou a senadora que queria proibi-los?


"Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade. Sabe o que eu defendia quando era ministra do Meio Ambiente? Um modelo de coexistência: área de transgênico e área livre de transgênico. Infelizmente, no Congresso Nacional, não passou a proposta do modelo de coexistência”
Marina Silva

O governo de Marina seria o governo dos bancos, o governo do Itaú.


Marina abre o jogo: deixa o pré-sal para os gringos! Energia, só de catavento e espelhinho!


Não foi preciso nem que a diretora da Chevron, Patrícia Pradal, fosse pedir, como fez com José Serra, em 2010.

Marina Silva, espontaneamente, anunciou que vai deixar o petróleo do pré-sal lá embaixo, bem enterradinho, para que, um dia, os gringos venham  tirar.

Seu programa, dizem os jornais, vai tirar a prioridade “da exploração do petróleo da camada do pré-sal na produção de combustíveis”.

Ou seja, deixar por lá mesmo uma quantidade imensa de petróleo, tão grande que faz a Agência Internacional de Energia prever que o crescimento da oferta de petróleo no mundo, nas próximas décadas, virá mais do Brasil do que do Oriente Médio.

Adeus, 75% da renda do petróleo do pré-sal para a educação. Goodbye, 25% para a saúde! Tchau, indústria naval, engenharia nacional e empregos!

Fiquem lá esperando até que os gringos venham te buscar!

O que ela sugere no lugar ma maior reserva de petróleo descoberta no século 21?

Energia eólica e energia solar.

Claro que ninguém é inimigo, muito pelo contrário, do uso da energia dos ventos e do sol para gerar eletricidade, e o Brasil vem avançando muito neste campo.

Só que, com a ciência de almanaque de Marina Silva, deixa-se de lado a sinceridade.

Um  parque eólico  muito  bom — que é caríssimo —  vai gerar perto de 40% de sua capacidade instalada, porque o vento, óbvio, não é constante. Ou seja, para produzir um 1 megawatt é preciso instalar  turbinas capazes de gerar pelo menos 2,5 MW.

O parque eólico de Osório, do Rio Grande do Sul, um dos maiores da América Latina, ocupa com seus cataventos uma área de 130 km², quase tanto quanto a usina de Santo Antonio inundou além da área que já era antes ocupada pela calha do Rio Madeira, para gerar  de meros 51 Mw médios, menos que uma só das 30 turbinas que já operam naquela usina!

E a energia solar?

A maior usina solar do mundo só consegue abastecer — se tiver sol todo o tempo — a cidade de Niterói!

Produz 340 Mw, o que é meio por cento do que o Brasil consome!

Recém inaugurada pela empresa Google, gera menos que 15% da energia gerada por Santo Antônio e para isso transforma 13 km² do deserto de Mojave, na Califórnia, numa fornalha solar. São 3.150 campos de futebol cobertos de espelhos refletindo energia do sol para caldeiras a vapor!

Só para cobrir o crescimento da demanda, precisaríamos fazer umas dez fornalhas gigantes destas por ano!

E, claro, com problemas ambientais, só que trocando a ecologia do bagre pela do calango.

Qualquer pessoa com conhecimento técnico ouve o que Marina diz com o espanto de quem olha um energúmeno.

E qualquer empresa de petróleo do mundo ouve o que Marina diz  com o salivar de quem tem grandes apetites.

Ela só agrada aos bobos e aos muito espertos.

Marina Silva  seria  a P-36 do petróleo brasileiro.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Coincidências em Pesquisa Eleitoral


ATENÇÃO!!!!! Estão pesquisando em 2014, somente em cidades/municípios/bairros que, ou Serra ou Marina venceram em 2010: Entenda, sem nenhum esforço, como o PIG - Partido da Imprensa Golpista programa o resultado de uma pesquisa.

O Instituto é o MDA, e a CNT (Confederação Nacional do Transporte) que pagou R$ 179.467,00 pela pesquisa divulgada na quarta-feira (27).

Vamos procurar entender esta pesquisa.

2002 pessoas de 137 municípios, vamos conhecer eles?

REGIÃO UF MUNICÍPIO BAIRRO/REGIÃO

CO DF Brasília/DF Sobradinho, Ceilândia, Samambaia
CO GO Caldas Novas/GO Itanhangá, Parque Real
CO GO Goiânia/GO Setor ferroviário, Estrela Dalva, Centro
CO GO Hidrolândia/GO Centro
CO GO Ipiranga de Goiás/GO Centro, Independência
CO GO Rio Verde/GO Vila Serpro
CO MS Campo Grande/MS Copa Trabalho
CO MS Chapadão do Sul/MS Parque União
CO MT Campo Verde/MT Taperinha
CO MT Cuiabá/MT Alvorada, Quilombo

N AC Rio Branco Aeroporto Velho, Bosque
N AM Manaus Cidade Nova, São José Operário
N AM Novo Airão Comunidade Bom Jesus, Comunidade Sobrado
N AM Parintins São Benedito, Paulo Corrêa
N PA Belém Marambaia, Conjunto Médici
N PA Bujaru Vila da Curva, Vila do Vento
N PA Capanema Centro, Dom João VI
N PA Igarape-açu Centro, Colina
N PA Pau Darco Centro
N PA Redenção Planalto, Alto Paraná
N RO Porto Velho Tiradentes, São Francisco
N TO Palmas Centro, Setor Sul

NE AL Capela/AL Centro
NE AL Jequiá da Praia Barra de Jequiá
NE AL Maceió/AL Jacintinho, Poço
NE BA Angical/BA Centro, Alto Santa Cruz
NE BA Camaçari Centro, Nova Vitória
NE BA Candeias Centro, Sarandi
NE BA Cardeal da Silva Centro
NE BA Eunapolis Centro, Gusmão
NE BA Itaberaba Cidade Universitária, Loteamento rodoviário
NE BA Luis Eduardo/BA Santa Cruz
NE BA Medeiros Neto Bela Vista
NE BA Ruy Barbosa Riacho Dantas
NE BA Salvador São Cristovão, Itaipú, Itapuã
NE BA Santo Antônio de Jesus Andaia
NE BA São Desidério/BA Riacho Grande
NE CE Fortaleza Planalto Pici, Jockey Clube, Porangaba
NE CE Pacoti Volta do Rio
NE CE Quixadá Centro, Baviera
NE CE Santa Quiteria Liseux
NE CE São Gonçalo do Amarante Centro
NE CE Sobral Centro
NE MA Caxias Vila Esperança
NE MA Humberto de Campos Centro, Bacabeira
NE MA São Joao do Soter Centro, São João
NE MA São Luis Santo Antônio, São Sebastião
NE PB Campina Grande Santa Terezinha
NE PB Gurinhem Centro, Ribeirão
NE PB Joao Pessoa Costa e Silva
NE PE Barra de Guabiraba Centro
NE PE Bom Conselho Centro
NE PE Jurema Queimadas de Jurema
NE PE Panelas Cruzes, Cruz de Panelas
NE PE Pombos/PE Centro, Alto do Frade
NE PE Recife/PE Várzea, Afogados
NE PE São Bento do Una Centro
NE PE Vitória de Santo Antão/PE Centro, São Severino
NE RN Bom Jesus Centro, Piaba
NE RN Natal Felipe Camarão
NE SE Aracaju América, Novo Paraíso
NE SE Boquim Centro

S PR Agudos do Sul/PR Leão
S PR Coronel Vivida/PR Fleq, São José
S PR Curitiba/PR Barigui, Nossa Senhora da Luz, Sítio Cercado
S PR Irati/PR Centro, Rio Bonito
S PR Londrina/PR Jardim Porto Seguro, Jardim Esperança
S PR Mangueirinhas/PR Centro
S PR Toleto Coopagro
S RS Caxias do Sul/RS Centro, Vale da Esperanaça, Jardim Iracema
S RS Esteio/RS Novo Esteio, São Sebastião
S RS Faxinal do Soturno Centro, Santo Antônio
S RS Palmeira das Missões/RS Esquina São Bento
S RS Porto Alegre Restinga, Partenon, Humaitá, Santa Tereza, Medianeira
S RS Santa Cruz do Sul Centro, Pedreira
S RS Seberi/RS Centro
S SC Araranguá/SC Jardim das Avenidas
S SC Coronel Freitas/SC Centro
S SC Florianópolis/SC Barra da Lagoa, Agronômica, Lagoa da Conceição
S SC São Lourenço do Oeste/SC Santa Catarina, Loteamento Menelquele

SE ES Linhares Interlagos, BNH
SE ES Vitoria Santo Antônio, São Pedro
SE MG Almenara Cidade Nova
SE MG Araguari/MG Paraíso, Paineiras
SE MG Barbacena Boa Morte, Santa Efigênia
SE MG Belo Horizonte Santa Helena, São Cristóvão, Caiçara
SE MG Campanha São José da Palmela
SE MG Conselheiro Pena Centro
SE MG Contagem Bernardo Monteiro
SE MG Ibirité Durval de Barros
SE MG Jeceaba Centro
SE MG Ouro Fino Centro, Jardim Centenário
SE MG Palmopolis Ipê
SE MG Poços de Caldas Dom Bosco, São Sebastião
SE MG Pouso Alegre Centro, Faisqueira
SE MG Ribeirão das Neves Liberdade
SE MG Teófilo Otoni Palmeiras
SE MG Uberlândia/MG Guarani, Santa Mônica
SE MG Viçosa Nova Era, Nova Viçosa
SE RJ Cambuci Centro, Três Irmãos
SE RJ Campos Estação da Penha, Centro, Novo Jockey
SE RJ Duque de Caxias Caxias, 25 de Agosto
SE RJ Macaé Glória, Jardim Maringá, Planalto de ajuda
SE RJ Nova Iguaçu Aeroclube
SE RJ Petrópolis Posse, Cascatinha
SE RJ Rio de Janeiro São Cristóvão, Taquara, Cascadura, Tijuca
SE RJ São Gonçalo Porto da Pedra
SE RJ Três Rios Vila Isabel, Mirante
SE SP Avaré/SP Alto Boa Vista, Jardim Europa
SE SP Biritiba-mirim Centro, Cruz das Almas
SE SP Cajamar Centro, Vila Branca
SE SP Cajuru Centro, Jardim Nova Caluru
SE SP Campinas Centro, Bonfin
SE SP Candido Mota/SP Distrito de Frutal
SE SP Casa Branca Desterro, Chácara Boa Vista
SE SP Diadema Centro, Jardim Ruiz
SE SP Elias Fausto Centro, Vila Anchieta
SE SP Franca Cidade Nova, Ângela Rosa
SE SP Guarulhos Centro, Vila Rosália
SE SP Ibiúna Centro, Vargem do Salto
SE SP Limeira Jardim Aeroporto, Jardim Laranjeiras
SE SP Lorena Olaria, Centro
SE SP Manduri/SP Centro, Cdhu
SE SP Mogi das Cruzes Jardim Rodeio
SE SP Monte Alto São Guilherme, Califórnia
SE SP Morungaba Centro
SE SP Osasco Centro, Vila Osasco
SE SP Paraibuna Centro, Teles Dois
SE SP Pindamonhangaba Residencial Leasa, Alto Cardoso
SE SP Praia Grande Vila Sônia
SE SP Ribeirão Preto Quintino, Vila Brasil
SE SP Santa Barbara do Oeste Vila Linópolis
SE SP Santo Andre Centro, Vila Falche
SE SP Santos Boqueirão, Gonzaga
SE SP São Jose dos Campos Jardim Paulista, Jardim São José
SE SP São Paulo Itaim Bibi, Jabaquara, Centro, Lapa, São Miguel, Campo Belo, Pirituba Perdizes, Itaquera, Tatuapé, Capão Redondo, Jaraguá, Brás, Perus
SE SP Valinhos Alto da Colina, Amé

Surpresos? ou não entenderam?

Por exemplo, no Maranhão de 217 municípios. eles pesquisaram 4 (quatro) — São Luis [2 bairros], São João do Sóter, Humberto de Campos e Caxias, até aí tudo bem.

Mas "coincidentemente", nesses quatro municípios, a Marina Silva venceu José Serra no primeiro turno de 2010 (nós estamos tratando do 1º turno de 2014 hoje).

Por que não escolheram por exemplo, municípios bem maiores e mais importantes como: Imperatriz, Açailândia, Balsas, Bacabal, Presidente Dutra, Codó, Barra do Corda, Grajaú ou Santa Inês?

Ou então, por que não escolheram outros pequenos como: Sítio Novo, Amarante do Maranhão, Santa Luzia, Estreito, Montes Altos, Ribamar, Fiquene, Pio XII, João Lisboa ou Buriti Bravo?

A resposta é simples — É que o Serra (do mesmo PSDB de Aécio) ficou em segundo, vencendo Marina, em todos esses municípios citados e na grande maioria dos municípios maranhenses.

Portanto, fica translucidamente claro que São Luís, São João do Sóter, Humberto de Campos e Caxias foram escolhidos a dedo pela CNT/MDA.

Não caiam em armação.

Comparem as pesquisas de 2010 e 2014, vejam o quadro de votação em 2010, pelo menos no seu Estado.
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Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura a governador

Informação é do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas Gerais


A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário eleitoral e já começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O senador Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia de alto risco político.

Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter Gerson Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de seu candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de Fernando Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo pragmatismo e "mergulhar um período em terras mineiras".

Segundo um cacique tucano teria dito a Camarotti, o partido teria chegado à conclusão de que "é preciso manter o espaço em Minas". Para isso, poderia lançar mão de uma operação de alto risco: Aécio desistiria da candidatura à Presidência e assumiria a missão de impedir que os tucanos percam a máquina em Minas Gerais, de R$ 75 bilhões e 17 mil cargos comissionados.

Essa hipótese ganhou as ruas nesta sexta-feira, 29, por meio do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe. Em postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, "se Marina passar muito Aécio, ele sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de Minas Gerais (sic)". Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas garante que "já está certo o cheque-mate a qualquer momento no PT (sic)".

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Apagão na Segurança Pública de SP

Criminosos fecham avenida próxima ao Palácio dos Bandeirantes para explodir caixa eletrônico


Se agem dessa forma ao lado da "casa" de Alckmin, imagina no restante do Estado

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Ela pode fazer diferente?


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Dilma na TV

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Essa é do Barão... 28


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DatafAlha repete façanha de 2010


Em abril de 2010, mesmo com o governo Lula pontificando com uma popularidade de 73%, o instituto Datafolha estimava que Serra teria 50% dos votos num eventual segundo turno, contra 40% de Dilma.

Pouco mais de 1 mês depois, sem campanha na TV, Dilma ultrapassaria Serra, com 46% a 45%.

dilma serra

Ironicamente, são os mesmos números que atribuem hoje à Marina (50%) e Dilma (40%).

Depois que Dilma deixou claro, no debate na Band, que pensa em fazer uma “regulação econômica” da mídia, alguns escrúpulos podem estar sendo deixados de lado pelos institutos de pesquisa.

Ah, não, o fato de estarmos no fim de agosto não quer dizer nada. Ou melhor, é vantagem para Dilma, porque se, em 2010, ela conseguiu mudar uma diferença de 10 pontos para uma vantagem de 1 ponto, em pouco mais de 30 dias, sem ajuda de rádio e TV, então ela pode agora, com ajuda de rádio e TV, repetir o feito e desmontar uma possível armação estatística.

Miguel do Rosário
No O Cafezinho
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Vídeo falso em que Lula pede voto em Marina foi feito por militante do PSDB


Motivo de desentendimento entre as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), o vídeo falso em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece declarando apoio à candidata pessebista tem como autor um blogueiro filiado ao PSDB.

Leandro Lima do Nascimento, 26, admite ter sido o responsável pela montagem, mas afirma não ter tido intenções eleitorais com ela. Segundo ele, seu site é humorístico e isso está claro em várias mensagens na página.

Postado no YouTube na noite de quarta-feira (27), o vídeo veio à tona no dia seguinte e é uma edição feita a partir de peça publicitária da candidata ao Senado Marina Sant'Anna (PT-GO).

Lula aparece dizendo: "Eu conheço a Marina há mais de 30 anos. Por isso, tenho certeza de que ela é hoje a candidata mais preparada para ajudar a combater as desigualdades sociais". No original, o trecho termina com "em Goiás" — palavras suprimidas na montagem.



"Vi o vídeo da candidata a senadora Marina e vi a oportunidade de fazer uma piada", diz Nascimento, que é natural de Porto Alegre do Norte (MT), mas mora em Goiânia. "É pela piada, pela brincadeira. Como se diz na internet, pela zoeira."

Questionado sobre sua filiação partidária, o blogueiro a princípio negou fazer parte de qualquer sigla. Entretanto, os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram Nascimento como integrante do diretório mato-grossense do PSDB.

Confrontado com a informação, Nascimento disse: "Já fui filiado a partido, mas hoje não estou filiado". "Acredito que na política partidária brasileira tanto faz quem ganhar que é a mesma coisa."

Inquérito

Após a repercussão do vídeo falso, tanto a campanha de Dilma como a de Marina defenderam inquérito para apurar a autoria da peça. A montagem já foi retirada do ar pelo Google, controlador do YouTube, a pedido da coligação liderada pelo PT.

Os petistas também entraram com ação no TSE por propaganda eleitoral irregular e pediram que o MPE (Ministério Público Eleitoral) investigue o caso. Em nota, o PSB definiu o vídeo como "tosco e fraudulento" e afirmou que recorreria às mesmas instituições para descobrir o autor.

Alexandre Aragão
No fAlha
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