26 de ago de 2014

O fantasma do jatinho do PSB


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O verdadeiro Globope: Dilma 36,6%; Bláblá 25%

Bye-bye, Aécio!


O Conversa Afiada obteve os verdadeiros números do Globope.

Não se deixe levar por imitações:

— Dilma: 36,6%;

— Bláblárina, que não diz quem é o dono do jatinho: 25%

— Aécio: 15%.

Agora que acabou o veloriomicio, vamos ver a bolha da Bláblá furar.

Paulo Henrique Amorim

* * *

Rui Falcão: pesquisas não apontam crescimento de Marina

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta terça-feira que a campanha da presidente Dilma Rousseff não está preocupada com a pesquisa Ibope divulgada hoje. Ao deixar o hotel, onde passou a tarde reunido com Dilma e outras lideranças petistas, preparando a presidente para o debate desta noite, Falcão afirmou que as pesquisas internas do partido não apontam para um crescimento expressivo da candidata do PSB, Marina Silva. "Nossa pesquisa não mostra isso (crescimento de Marina). Nossos dados são bem diferentes", disse.

Segundo ele, as medições internas do PT apontam para Dilma num patamar mais distante dos outros candidatos do que no último levantamento, que ainda não tinha Marina Silva. "Dilma está mais distante do que na (última) pesquisa Ibope, o Aécio (Neves, do PSDB) está abaixo de 20% e Marina está com pouco mais de 20%".

De acordo com ele, a presidente deve aparecer em seus "patamares históricos". Questionado se ela está na casa dos 36%, como na última pesquisa Datafolha, Rui Falcão disse que sim. "É por aí", afirmou. O presidente do PT reafirmou que "não há mudança de estratégia" na campanha, antes de deixar o hotel, na região da Av. Paulista, em São Paulo, ao lado do ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, e do marqueteiro da campanha, João Santana.

Também deixou há pouco o hotel o ex-ministro Franklin Martins e o ministro da Secretária da Comunicação Social da Presidência, Thomas Traumann. Segundo Franklin, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da reunião.
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O que significa o último Ibope

Imagem de “pureza”
O Ibope de hoje parece aclarar algumas coisas em relação às eleições.

A mais importante é que são enormes as chances de um segundo turno entre Dilma e Marina.

Aécio vai se tornando o que, até há pouco tempo, foi Eduardo Campos: um figurante, um candidato da segunda divisão.

Só um milagre parece capaz de levá-lo ao segundo turno.

Tem sido usada a expressão “assombrosa” para definir a escalada de Marina, mas a rigor tudo que está acontecendo era previsível.

Tivesse Marina conseguido formar a Rede, ela já estaria onde está há muito tempo, no encalço de Dilma.

Nos protestos de junho de 2013, ela foi — merecida ou imerecidamente não importa — o único grande nome da política que escapou da execração geral.

Os dividendos disso são colhidos agora.

Grande parte dos eleitores de Marina estavam nas ruas naqueles dias de junho.

Eles pediam mudanças — mas não o tipo de mudança associado ao envelhecido PSDB. Com os tucanos, não seria exatamente mudança e sim retrocesso.

Marina personificou então para os manifestantes a mudança, com sua imagem de alguém que não faz alianças com políticos tidos como símbolo do atraso, de Maluf a Sarney.

Marina, de alguma maneira, remetia naqueles dias de protestos ao Lula dos anos 1980. Como o Lula sindicalista, ela parecia “diferente de tudo que está aí”.

Também a origem humilde como a de Lula contribuiu para a formação de uma imagem de “pureza” que acabaria por compor seu perfil para muitos brasileiros em busca de “algo novo”.

A grande questão, a partir de agora, é aparentemente o segundo turno.

Marina conseguirá manter este momento mágico, em que tudo parece dar certo para ela?

Lula, com sua capacidade extraordinária de cabo eleitoral, conseguirá convencer eleitores em número suficiente de que Dilma merece um segundo mandato?

A esta altura, o maior desafio do PT de 2014 é mostrar que Marina não é uma espécie de reencarnação do PT da década de 1980, e nem ela um novo Lula.

Dilma enfrentará no segundo turno, mais que uma candidata forte, uma ilusão — a de que com Marina será feita uma faxina na política que temos no Brasil.

E ilusões costumam ser mais potentes, mais decisivas, mais encantadoras — e às vezes mais devastadoras também — do que ásperas realidades.

Paulo Nogueira
No DCM
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Protesto na Catalunha utiliza imagem de Dilma

Imagem da presidente Dilma Rousseff é usada em protesto de campanha pró-independência da Catalunha


A imagem da presidente Dilma Rousseff foi usada neste domingo (24/08) em um protesto na região da Catalunha, na Espanha, que pede a realização de um referendo para decidir sobre a independência do local, separando-o do controle de Madri.

A foto de Dilma acompanha o texto “Sra. Presidente, catalães votam liberdade #9N2014”, em português.

Anteriormente, o movimento Assembleia Nacional Catalã já havia utilizado a imagem do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pedindo apoio à causa.

Nesta segunda-feira (25/08) a chanceler alemã, Angela Merkel, se disse contra a realização do plebiscito, acompanhando a posição do chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy.

Se a votação for aceita, está prevista para acontecer em 9 de novembro.

No Pragmatismo Político
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Arenas da Copa poderão ser usadas para execução de infiéis pelo governo Itaú/Taliban


Levítico 20

1 — Disse o Senhor a Moisés:

2 — Diga aos israelitas: Qualquer israelita ou estrangeiro residente em Israel que entregar um dos seus filhos a Moloque, terá que ser executado. O povo da terra o apedrejará.

3 — Voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do seu povo; pois deu os seus filhos a Moloque, contaminando assim o meu santuário e profanando o meu santo nome.

4 — Se o povo deliberadamente fechar os olhos quando alguém entregar um dos seus filhos a Moloque, e deixar de executá-lo,

5 — Voltarei o meu rosto contra aquele homem e contra o seu clã e eliminarei do meio do seu povo tanto ele quanto todos os que o seguem, prostituindo-se com Moloque.

6 — Voltarei o meu rosto contra aquele que procurar médiuns e espíritas para segui-los, prostituindo-se com eles. Eu o eliminarei do meio do seu povo.

7 — Consagrem-se, porém, e sejam santos, porque eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

8 — Obedeçam aos meus decretos e pratiquem-nos. Eu sou o Senhor que os santifica.

9 — Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, terá que ser executado. Por ter amaldiçoado o seu pai ou a sua mãe, merece a morte.

10 — Se um homem cometer adultério com a mulher de outro homem, com a mulher do seu próximo, tanto o adúltero quanto a adúltera terão que ser executados.

11 — Se um homem se deitar com a mulher do seu pai, desonrou seu pai. Tanto o homem quanto a mulher terão que ser executados, pois merecem a morte.

12 — Se um homem se deitar com a sua nora, ambos terão que ser executados. O que fizeram é depravação; merecem a morte.

13 — Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte.

14 — Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, comete perversidade. Tanto ele quanto elas serão queimados com fogo, para que não haja perversidade entre vocês.

15 — Se um homem tiver relações sexuais com um animal, terá que ser executado, e vocês matarão também o animal.

16 — Se uma mulher se aproximar de algum animal para ajuntar-se com ele, vocês matarão a mulher e o animal. Ambos terão que ser executados, pois merecem a morte.

17 — Se um homem tomar por mulher sua irmã, filha de seu pai ou de sua mãe, e se envolver sexualmente com ela, pratica um ato vergonhoso. Serão eliminados à vista de todo o povo. Desonrou sua irmã e sofrerá as conseqüências da sua iniqüidade.

18 — Se um homem se deitar com uma mulher durante a menstruação e com ela se envolver sexualmente, ambos serão eliminados do meio do seu povo, pois expuseram o sangramento dela.

19 — Não se envolva sexualmente com a irmã de sua mãe, nem com a irmã de seu pai; pois quem se envolver sexualmente com uma parenta próxima sofrerá as conseqüências da sua iniqüidade.

20 — Se um homem se deitar com a mulher do seu tio, desonrou seu tio. Eles sofrerão as conseqüências do seu pecado; morrerão sem filhos.

21 — Se um homem tomar por mulher a mulher do seu irmão, comete impureza; desonrou seu irmão. Ficarão sem filhos.

22 — Obedeçam a todos os meus decretos e leis e pratiquem-nos, para que a terra para onde os estou levando para habitarem não os vomite.

23 — Não sigam os costumes dos povos que vou expulsar de diante de vocês. Por terem feito todas essas coisas, causam-me repugnância.

24 — Mas a vocês prometi que herdarão a terra deles; eu a darei a vocês como herança, terra que mana leite e mel. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês, que os separou dentre os povos.

25 — Portanto, façam separação entre animais puros e impuros e entre aves puras e impuras. Não se contaminem com animal, ou ave, ou com qualquer criatura que se move rente ao chão, os quais separei de vocês por serem eles impuros.

26 — Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus.

27 — Os homens ou mulheres que, entre vocês, forem médiuns ou espíritas, terão que ser executados. Serão apedrejados, pois merecem a morte.

No SQN
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Bem-vindo ao século 19


Em sua coluna desta segunda-feira (25), Gregorio Duvivier levantou um tema de grande relevância a respeito dos embates eleitorais brasileiros, a saber, o conservadorismo das pautas ligadas a costumes. A seguir as declarações ou o silêncio covarde da maioria de nossos políticos, tem-se a impressão de habitarmos o século 19. Mesmo comparado a seus vizinhos, como Uruguai e Argentina, o Brasil parece em vias de se transformar em um país exemplar no quesito arcaísmos sociais.

Isto não deveria nos impressionar. Um dos espaços fundamentais de atuação do poder é o aparato jurídico que regula os corpos, desejos e sexualidade de seus cidadãos.

Como nos lembram filósofos como Michel Foucault (1926-1984) e Judith Butler, 58, trata-se de decidir que tipos de vidas podem ser vividas, como elas devem ser vividas e quais, ao contrário, serão excluídas como inumanas, "não-naturais", aberrantes.

Por exemplo, quais serão as formas de vida afetiva garantidas pelo direito e quais serão aquelas que o direito não reconhecerá, tratando-as como juridicamente inexistentes. Quais serão as substâncias que posso aplicar a meu corpo, ingerir, tragar e quais serão as que não posso. Que roupa posso usar, quem decide sobre o que se passa no corpo de uma mulher.

A possibilidade de viver de outra forma (e mesmo de morrer de outra forma como, por exemplo, por decisão própria) é vista por alguns como a pior de todas as afrontas, a mais perigosa das sedições políticas. Por isso, uma questão política central diz respeito à visibilidade desta plasticidade própria à vida social.

Uma das formas de coibir tal visibilidade consiste em criar um regime peculiar de permissividade no interior do qual a distinção entre o permitido e o proibido funcionará de maneira flexível.

Por exemplo, um país autoritário não é necessariamente aquele que impede seus cidadãos de fazerem certas práticas. Todos nós sabemos que o aborto é legal no Brasil. Todo mundo conhece o endereço de uma clínica de aborto, inclusive a polícia, e se a filha adolescente do deputado conservador engravidar sem querer ele será o primeiro a aparecer por lá. O que é proibido no Brasil é reconhecer tal prática. Proibido é dar visibilidade, é quebrar o discurso consensual, ao menos na classe política. Assim, o autoritarismo encontra-se no fato de aceitarmos a lógica do: "pouco importa o que você realmente faz, desde que você continue a falar e dar a impressão de agir como quem defende nossos 'valores'".

Desta forma, o Brasil conseguiu protagonizar o espetáculo deprimente de uma política que não cria produz mudanças, mas repete compulsivamente os arcaísmos de sua sociedade. 

Vladimir Safatle
No fAlha
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Debate ao governo de São Paulo


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Ibope: Dilma 34%, Marina 29% e Aécio 19%

Nova pesquisa Ibope: Marina Silva avança, encosta em Dilma Rousseff e deixa Aécio Neves cada vez mais distante do segundo turno


A nova pesquisa Ibope para a eleição presidencial de 2014 revela mudanças bem menos sensíveis do que as apresentadas nos últimos levantamentos de todos os institutos.

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, se manteve na liderança, com 34% das intenções de votos, mas viu sua vantagem em relação ao adversário mais próximo diminuir com uma velocidade inesperada. Marina Silva, do PSB, atingiu a marca de 29%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, encontra-se estagnado com 19%.

Não há empate técnico na pesquisa, porque Marina poderia atingir no máximo 31% e Dilma no mínimo 32%. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto.

Na última pesquisa Ibope, divulgada em 7 de agosto e com o nome de Eduardo Campos ainda presente, Dilma tinha 38%, Aécio 23% e Campos 9%.

Veja os números da pesquisa estimulada com os 11 presidenciáveis:

— Dilma Rousseff 34 (PT): %
— Marina Silva 29 (PSB): %
— Aécio Neves 19 (PSB): %
— Pastor Everaldo 1 (PSC): %
— Luciana Genro 1 (PSOL): %

Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não chegaram individualmente a 1%, mas todos juntos somaram 1%.

Brancos e nulos representam 7% do eleitorado e outros 8% ainda não sabem em quem votar. A soma de todos os adversários de Dilma dá 51%, 17 pontos a mais do que os 34% de intenções de votos na presidente.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Marina Silva seria eleita com 45% dos votos, contra 36% da atual presidente Dilma Rousseff. Neste cenário, 11% de eleitores encontram-se indecisos e outros 9% anulariam o voto. Contra Aécio Neves, a presidenciável do PT seria reeleita: 41% a 35%. Neste caso, mais eleitores anulariam o voto e não saberiam em quem votar: 12% para as duas alternativas.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Dilma aparece com 27%, seguida por Marina Silva, com 18% e Aécio Neves, com 12%.

Rejeição

Marina Silva é a candidata menos rejeitada entre os três primeiros colocados. A candidata do PSB tem 10% de rejeição. Aécio Neves, em seguida, tem 18% e Dilma Rousseff é rejeitada por 36% do eleitorado.

Governo tem aprovação de 70%, indica pesquisa Ibope


A administração da presidente Dilma tem a aprovação de 70% dos eleitores. O percentual de aprovação reúne os entrevistados que avaliaram o governo como "bom" ou "ótimo" e "regular". No levantamento anterior do instituto, divulgado em 7 de agosto, a taxa de aprovação do governo era de 67%.

A pesquisa mostra ainda que o índice dos que desaprovam a gestão, ou seja, consideram o governo "ruim" ou "péssimo", é de 27% (31% no levantamento anterior).

O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:

— Ótimo/bom: 34%
— Regular: 36%
— Ruim/péssimo: 27%
— Não sabe: 2%
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O PSB não esclarece




O negócio pode estar em um limbo jurídico, já que o jato havia sido vendido pelo grupo AF Andrade — que está em recuperação judicial — mas não tem um novo dono identificado.

Em 15 de maio, João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho assinou um compromisso de compra do jato e depois indicou as empresas BR Par e Bandeirantes Pneus para assumir dívidas de US$ 7 milhões (R$ 16 milhões) junto à Cessna. A Bandeirantes foi recusada por falta de capacidade econômica. No papel, no dia do acidente o jato ainda pertencia à AF Andrade.

Reportagem publicada no último domingo (24) pelo jornal “Folha de S.Paulo” afirmou que a Polícia Federal (PF) apuraria se aeronave que caiu com o ex-governador de Pernambuco foi comprada com dinheiro de caixa 2 de empresas ou do próprio PSB. Além disso, reportagem do jornal "O Globo" apontou suspeita de irregularidade na cessão da aeronave para a campanha eleitoral de Eduardo Campos.

De acordo com um registro na Agência Nacional de Avião Civil (Anac), a empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda, de Ribeirão Preto (SP), havia comprado o jato que conduzia o presidenciável do PSB por um arrendamento operacional, que é um leasing, uma espécie de financiamento.

Após o desastre aéreo, a empresa AF Andrade enviou para a Anac um documento, informando que tinha repassado o avião para o usineiro pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho — amigo de Campos — em maio deste ano, período em que o jato passou a ser usado na campanha presidencial do PSB.

O mesmo documento explica que as empresas BR Par Participações e Bandeirantes Pneus, de Apolo Santana Vieira, se apresentaram para assumir o financiamento junto à Cessna, a fabricante da aeronave. Em nota, a Bandeirantes Pneus disse que teve interesse na compra do jato, mas que não realizou a operação.
O Partido Socialista Brasileiro esclarece:

A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso — de conhecimento público — autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.

Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final.

A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira.

Brasília, 6 de agosto de 2014
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DataCaf vs Globope. Dilma 42 vs Aécio 12

Margem de erro do Globope é igual a bumbum de assistente de palco.


Última apuração do DataCaf, o mais respeitável instituto de opinião pública.

O DataCaf é o único que confessa o que o Globope e o Datafalha escondem.

Aqui, quem manda na margem de erro somos nós, e ninguém tasca.

Mais recente aferição:

Dilma – 42%

Marina – 25%

Aécio – 12%

Portanto, Dilma ganha no primeiro turno e Marina tem o dobro do Aecioporto.

Se o PSDB perder em São Paulo e/ou Minas, vai se fundir com o DEM, sob a presidência do Agripino Maia.

Paulo Henrique Amorim, especialista em trackings
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As ‘entrevistas’ do ‘Jornal Nacional’


As “entrevistas” ao vivo com os quatro primeiros candidatos nas pesquisas de intenção de voto divulgadas para a Presidência da República (antes da trágica morte de Eduardo Campos), realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, tornam obrigatória uma reflexão sobre o exercício do poder político no Brasil [íntegras disponíveis aqui, aqui, aqui e aqui].

De um lado, candidatos ao mais elevado cargo público da democracia representativa brasileira, devidamente homologados por seus respectivos partidos/coligações, em conformidade com a legislação eleitoral e em início de campanha. Do outro, jornalistas da empresa comercial que é a maior concessionária do serviço público de radiodifusão do país e parte de um dos maiores oligopólios de mídia do mundo.

Não se pretende colocar em questão o papel fundamental que a comunicação tecnologicamente mediada exerce nos processos democráticos. Ao contrário. É exatamente em razão do reconhecimento desse papel (sem mencionar as graves distorções históricas que caracterizam esse setor no Brasil) que se fazem as reflexões a seguir.

Entrevistas?

Na primeira “entrevista”, o âncora do JN, William Bonner, advertiu a entrevistados e telespectadores que a série trataria de temas polêmicos e confrontaria (sic) os candidatos com o seu desempenho em cargos públicos.

Além do pressuposto básico de que deve haver respeito mútuo mínimo entre entrevistador e entrevistado, qualquer estudante de jornalismo sabe que o segredo para uma boa entrevista começa com o saber perguntar: as opiniões do entrevistador devem ficar fora das perguntas e não se deve argumentar com o entrevistado tentando convencê-lo de que a versão correta é aquela apresentada na pergunta. A entrevista ideal, portanto, deveria ser uma conversa e não uma contenda.

O que se viu, no entanto, foi outra coisa.

A postura imperial dos “entrevistadores” denotava a assimetria de poder expressa na arrogância investida de autoridade autoatribuída de fiadores do interesse público. A postura dos “entrevistados” implicava a aceitação da inevitabilidade de serem submetidos a uma inquisição pública em rede nacional de televisão, sem qualquer garantia sobre a forma como seriam “tratados” e/ou em relação à equidade do tempo concedido para resposta das “perguntas” feitas ao vivo.

Não houve jornalismo. Não houve conversa, mas um combate. Não houve perguntas, mas ataques. Os “entrevistados” foram fustigados e provocados pelos “entrevistadores” como se estivessem em um duelo público. Nenhuma das regras elementares para a condução de uma entrevista jornalística foi cumprida

A “entrevista” com a presidente da República, candidata à reeleição, foi particularmente exemplar. A indisfarçável diferença do tratamento dispensado a ela, comparativamente aos outros “entrevistados”, já foi registrada por Glauco Faria e Maíra Streit em “Desconstruindo Bonner – uma análise das entrevistas de Dilma, Aécio e Campos” (ver aqui). Recebidos em sua casa, isto é, na biblioteca da residência oficial do(a) presidente da República, o Palácio da Alvorada, os “entrevistadores” da Globo se portaram como se fossem eles os detentores do poder político institucionalizado e conduziram uma inquisição beligerante da maior autoridade pública do país, à qual não faltou sequer um dedo em riste contestando uma resposta.

Quero, todavia, chamar a atenção para outro aspecto.

Um poder que paira sobre todos os outros?

Para além da “cobertura adversária” que desqualifica permanentemente a política e os políticos, identificada pela socióloga Maria do Carmo Campello de Souza há quase trinta anos, a grande mídia brasileira historicamente atribui a si mesma o duplo papel de formadora e de representante da opinião pública. Ela reivindica a legitimidade que disfarçadamente não reconhece nas instituições políticas tradicionais da democracia representativa, vale dizer, políticos, partidos políticos, parlamentos nos seus diferentes níveis e, no limite, no presidente da República, eleito dentro das regras do Estado de Direito.

O exemplo emblemático desse comportamento foi a “rede da democracia”, movimento liderado pelo Globo, Diários Associados e Jornal do Brasil que antecedeu ao golpe de 1964 (cf. A Rede da Democracia, Aloysio Castelo de Carvalho, Editora da UFF/Nitpress, 2010). As “entrevistas” de 2014 parecem, todavia, indicar um passo adiante neste comportamento histórico.

Para além da “cobertura adversária” e de formadora/representante da opinião pública, a TV Globo se apresenta como um superpoder, que paira soberano acima dos poderes institucionalizados pelo processo eleitoral da democracia representativa. Poder soberano ao qual todos os outros poderes — institucionalizados ou não — devem, incondicionalmente, explicações públicas.

O que representa simbolicamente o enfrentamento público assimétrico de dois jornalistas com candidatos ao mais alto cargo da democracia brasileira, inclusive com a candidata/presidente da República?

Quais grupos se fortalecem com o enfraquecimento e o desafio público a candidatos à Presidência da República e a ocupantes das mais altas posições na hierarquia das instituições democráticas?

Se uma candidata, no exercício da Presidência da República, pode ser destratada de forma agressiva e descortês publicamente em uma rede de televisão, por que não pode fazer o mesmo um cidadão comum?

Outro país

Talvez a grande ironia das “entrevistas” do JN nas eleições de 2014 seja a constatação de que, apesar do imenso poder que as Organizações Globo ainda desfrutam, o Brasil de hoje é um país diferente daquele dos anos da ditadura.

Será que a maioria dos eventuais telespectadores do JN acreditará que os “entrevistadores” são jornalistas imparciais, independentes e buscam apenas a defesa do interesse público?

Será que, em tempos de mudanças radicais no setor de comunicações, a aposta da Rede Globo não estaria equivocada e o seu imenso poder não estaria melhor servido se exercido nos limites mínimos de respeito aos políticos, à política e às instituições políticas da democracia representativa dentro da qual opera e sobrevive como oligopólio midiático?

A ver.

Venício A. Lima, jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador de Para Garantir o Direito à Comunicação – A Lei Argentina, o Relatório Leveson e o HGL da União Europeia, Perseu Abramo/Maurício Grabois, 2014; entre outros livros
No OI
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Em torno do avião

Passados 13 dias da morte de Eduardo Campos, a Polícia Federal ainda procurava, com magra esperança de encontrar hoje, informação clara e segura sobre a situação (i)legal do avião e do uso que dele fazia o candidato. Ninguém do PSB, do comitê de campanha ou da família dera alguma indicação útil. Nisso está o suficiente para saber-se que o pequeno mistério não é sem causa. Ainda antes da queda, aquele avião já era portador de um risco desastroso para as pretensões políticas de Eduardo Campos. Com provável corresponsabilidade dele ou não, tanto faz.

Sejam quais forem os esclarecimentos vindouros, se causarem surpresas não estará entre elas o nome de Marina Silva. A composição que a comprometeu com a campanha foi muito posterior à inclusão do jato nas atividades de Eduardo Campos e do PSB. A cobrança que Aécio Neves faz de explicações de Marina Silva, sobre as suspeitas de irregularidades no uso do jato, é mais do que imprópria: é uma apelação imoral. E pior porque justificada por Aécio como contrapartida às cobranças sobre a construção do aeródromo em Cláudio-MG. Aí já é também falsificação de equivalências.

Não é melhor moralmente a resposta transgênica do vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, abrigado na chapa apesar de identificado, por posições no Congresso, com propósitos da multinacional do agrotóxico Monsanto. Quando Marina Silva foi indagada em São Paulo sobre a situação do jato, Beto Albuquerque apressou-se em assumir a resposta, para dizer, entre outras fugas sobre "essa pauta de quem contratou" o avião: "O mais importante é saber como os sete companheiros morreram".

Não é o mais nem o menos. Um assunto não tem a ver com o outro, nem um deles serve para encobrir o outro. Beto Albuquerque tinha na Câmara, e mantém como candidato, responsabilidades de liderança no PSB que tem o que dizer, à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal, no mínimo sobre os gastos com o avião.

Um momento

O Brasil não é injusto só de cima para baixo. A criminalidade de baixo para cima e o ressentimento de certa classe média (sobretudo a que se supõe "de esquerda") em relação a toda riqueza são fontes também de muitas formas de injustiça. Antônio Ermírio de Moraes foi uma das vítimas desse ressentimento, quando a CPI de Collor/PC Farias concentrou sobre ele a gana contra patrocinadores da dupla. Antônio Ermírio foi convocado à CPI, assediado por inquiridores, logo teria um dos filhos descabidamente convocado pela Polícia Federal.

Não foi Antônio Ermírio quem atendeu o pedido de contribuição à campanha feito por PC Farias ao Grupo Votorantim. Foi seu irmão José Ermírio, presidente do grupo. Mas Antônio Ermírio aguentou tudo sem jamais comprometer o irmão. Nem aceitou qualquer artifício para ver-se poupado da situação injusta, que o deixou doído por muito tempo.

Há momentos que bastam para definir uma pessoa.

Tudo igual

A notícia de presos decapitados no presídio de Pedrinhas, Maranhão, horrorizou-nos no Brasil civilizado, pela ferocidade ainda viva no atraso do Norte. Os dois mais recentes decapitados o foram no presídio de Cascavel, no rico e civilizado Paraná. O Norte tem razão de estar horrorizado com o Sudeste-Sul.

A tão proclamada unidade do Brasil existe mesmo.

Janio de Freitas
No fAlha
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A candidata da Bolsa de Valores

Na terça-feira (26/8), enquanto os cidadãos comuns esperavam a divulgação oficial da mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, operadores do mercado financeiro faziam dinheiro e integrantes dos comitês de campanha corriam para fazer ajustes no ensaio para o primeiro debate na TV dos candidatos à Presidência da República.

A imprensa registra que as especulações sobre uma mudança drástica no cenário eleitoral fizeram a Bolsa de Valores fechar o pregão de segunda-feira perto dos 60 mil pontos, o nível mais alto desde 2013. O motor do mercado de ações foi novamente a Petrobras, cujos papéis tiveram uma valorização de 5%, por conta do boato de que a candidata do PSB, Marina Silva, apareceria em segundo lugar na pesquisa, o que aumentaria as chances de haver um segundo turno.

Como os investidores acreditam piamente que a empresa nacional de petróleo vai produzir mais lucro com um governo amigo daqueles que vivem de renda, a possibilidade de uma derrota da atual presidente anima o pregão. Então, o leitor crítico, que costuma olhar o prazo de validade de tudo que compra, se pergunta: “Mas não é Marina Silva que está crescendo? E ela não seria mais indigesta para os defensores do livre mercado, ao contrário de Aécio Neves?”

Pois então: o mercado está convencido de que uma eventual presidente Marina Silva não seria a mesma Marina Silva que construiu sua carreira no movimento ambientalista e que, isolada num partido que é o contrário de suas pregações, seria facilmente engolida pelo sistema que pretende transformar. Essa avaliação vem sendo divulgada intensamente por corretoras e até gerentes de bancos, com base em declarações da economista-chefe da consultoria Rosenberg Associados, Thaís Zara (ver aqui).

Para o mercado, segundo essa análise, Aécio e Marina são igualmente confiáveis. A presença na chapa do PSB do deputado gaúcho Beto Albuquerque, como candidato a vice-presidente, é vista como uma garantia de que Marina não apenas será domesticada pelo mercado, como ficará mais vulnerável à ação do lobby de empresas que atualmente abomina, como as gigantes do setor de agrotóxicos e a indústria de cigarros.

Dormindo com o inimigo

Beto Albuquerque não é apenas simpatizante desses setores: sua carreira tem sido financiada por produtores de fumo e pela Monsanto, multinacional que é o avesso de tudo que Marina Silva representa. Além isso, ele é um dos articuladores de projetos que pretendem transferir para o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas dos estados a prerrogativa de delimitar as terras indígenas, assunto que interessa ao agronegócio mais predador.

Com seu feroz pragmatismo, o mercado considera que a candidata não tem força política — nem saúde — para enfrentar um embate com essas potências. Por outro lado, o leitor e a leitora que não compram gato por lebre devem ficar curiosos com o fato de o candidato do PSDB, Aécio Neves, não parecer nem um pouco preocupado com o tsunami de votos que Marina Silva está levantando. Para o candidato do PSDB, Marina é uma onda que passa “em 15 ou 20 dias”, e suas propostas não resistem às contradições que assume ao herdar a candidatura de Eduardo Campos.

Análises disponíveis sobre o eleitorado de Marina Silva, baseadas em dados da pesquisa Datafolha feita dois dias depois da morte do ex-governador de Pernambuco, dão conta de que ela capitalizou o desejo de mudança que se manifestava desde os protestos iniciados em junho do ano passado. Assim, ela seria a escolha dos mais jovens e daqueles que, descontentes com o atual governo, também descartam a polarização com o PSDB.

Marina tem um problema: se acena para o mercado, desagrada os eleitores; se reafirma seus princípios, espanta o mercado e perde apoio na imprensa.

A pesquisa Ibope que será divulgada na tarde de terça-feira (26) registra o pico da “onda” Marina. O debate na TV Bandeirantes, que se realiza em seguida, vai refletir esse quadro.

O problema, para Aécio Neves, será administrar o dano que o crescimento da ex-ministra vai causar em seus indicadores neste primeiro movimento. Para a presidente Dilma Rousseff, trata-se de ficar onde está e esperar o refluxo das águas.

A campanha pra valer começa exatamente nesse ponto.

Luciano Martins Costa
No OI
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Jornal Nacional vira personagem eleitoral

'Manchetômetro' e entrevistas com presidenciáveis causam polêmica. Segundo pesquisas da Globo, Bonner tem imagem de 'arrogante'

William Bonner, Patrícia Poeta e Dilma Rousseff
durante a entrevista no Jornal Nacional com a
candidata do PT
Ichiro Guerra
A eleição ganhou um personagem inesperado. Produto jornalístico de maior alcance no Brasil, o Jornal Nacional, da Rede Globo, virou alvo de vigilância, críticas e discussões, especialmente na internet. O ponto alto do protagonismo ocorreu depois da rodada de entrevistas com os principais presidenciáveis, sobretudo após a realizada com a petista Dilma Rousseff, na terça-feira 19.

Segundo um levantamento do jornalista Ricardo Amaral, biógrafo de Dilma, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam 35% dos 16 minutos da entrevista, o que atrapalhou a exposição dos pontos de vista presidenciais. No comitê eleitoral petista, reclama-se que Dilma não teve chance de falar tudo o que queria e que ela recebeu um tratamento arrogante por parte de Bonner. O comportamento do apresentador teria mostrado que a Globo censura a presidenta.

A impressão dos dilmistas de que o jornalista é arrogante com entrevistados coincide com a constatação de pesquisas internas encomendada pela Rede Globo e mantidas sob sigilo.

A primeira das entrevistas com presidenciáveis, com Aécio Neves, do PSDB, em 11 de agosto, também causou surpresa entre assessores e simpatizantes do tucano na internet. Não se esperava que Aécio fosse confrontado, e de forma dura, com um tema incômodo, como é o caso da obra construção de um aeroporto pelo tucano, quando governador de Minas Gerais, em um terreno perto de uma fazenda da família.

Bonner reagiu aos ataques generalizadas com uma mensagem no Twitter na quarta-feira 20. “Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos! Corruptos insatisfeitos! Blogueiros sujos insatisfeitos! Muito bom! Obrigado mesmo!”

O Jornal Nacional já era um personagem da campanha desde o fim de julho, quando pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) lançaram o "manchetômetro", um levantamento a respeito do espaço e do teor das reportagens sobre os presidenciáveis. De janeiro a 20 de agosto, diz o manchetômetro, o telejornal dedicou 1h22 a matérias desfavoráveis a Dilma e 3min e 32seg a favoráveis. No caso de Aécio, foram 7min e 42 seg a favor e 5min e 35seg contra.

O conteúdo do Jornal Nacional, programa mais lembrado pelos brasileiros quando se pergunta o que mais vêem na TV, com 35% de citações conforme uma pesquisa Ibope, levou Dilma e o ex-presidente Lula a lançarem uma página na internet para divulgar o que consideram feitos de seus 12 anos de governo. No ato de estreia do site Brasil da Mudança, mantido pelo Instituto que leva seu nome, Lula disse que estava claro que o telejornal era de “oposição”.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o PT também anda às turras com a Globo. Na segunda-feira 18, o partido entrou no Tribunal Regional Eleitoral contra a emissora, acusando-a de censurar o postulante petista ao governo estadual, Alexandre Padilha. A emissora tinha resolvido que só faria reportagens diárias no SPTV com candidatos acima de 6% nas pesquisas. Padilha tinha 5% quando a decisão foi tomada, no início de agosto.

Em sua ação contra a Rede Globo, o PT diz que rádio e TV são as mídias que mais atingem os brasileiros e que, por serem concessões públicas, “não podem, até por isso, ser usados para beneficiar esse ou aquele candidato, essa ou aquela candidatura”. Pressionado, o SPTV entrevistou Padilha nesta quinta-feira 21, dentro de sua rodada de entrevistas com os candidatos ao governo paulista.

André Barrocal
No CartaCapital
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Vendendo a verdade com embalagem ‘fake’


No exato momento em que o jornalismo em geral, e o impresso em particular, são desafiados, cobrados, pressionados, desacreditados e colocados sob suspeita, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) entra em cena com novo e portentoso disparate que só reforça as cobranças, questionamentos e dúvidas.

Na quinta-feira (21/8), a Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e Valor chegaram às mãos de seus assinantes em São Paulo com capas falsas — ditas “promocionais” ou mascaradas de “informes publicitários” — para vender a ideia de que se deu no jornal é verdade.

Jogada infantil para agarrar o público jovem, o anúncio tenta reproduzir uma página de tuítes e posts da rede social. O principal deles, postado por Maria Reininger (depois do 7 a 1 é chique ter nome alemão), informa que se algo está na capa do jornal de hoje “eu acredito”.

Na página interna diz-se que “quem abre uma notícia, abre um jornal (deveria ser o contrário — tudo bem, bacana ser obtuso). Seguem-se algumas linhas de sociologia de boteco informando que o que ontem foi viralizado, o que está nas page views, nos hashtags, nos tuites e retuítes só existe quando sair no jornal. Conclusão acaciana: “Jornal é o que leva a verdade até você, é o que garante que tudo aconteceu”.

Zona de turbulência

Primeira pergunta aos senhores acionistas de empresas jornalísticas: se o jovem é avesso a jornal como se apregoa, qual a utilidade de dirigir uma mensagem escrita a quem não lê ?

Segunda pergunta: se as capas daquela edição foram falsificadas, como associar o meio jornal ao conceito de verdade?

Terceira pergunta: no início da temporada eleitoral, quando os jornalões deveriam tentar a individuação para desfazer a imagem de pool ou confraria, a inconveniência da mensagem coletiva, em uníssono, não ocorreu a alguém? Uma autopromoção com forte teor corporativo e veiculada simultaneamente pelas maiores empresas jornalísticas do país (Valor é uma parceria da Folha com o Globo) não confirma — ao invés de desfazer — a falta de pluralismo e diversidade em nossos meios de comunicação?

Apertem o cinto, senhores: vamos entrar em área de turbulência e os pilotos estão tontos.

Alberto Dines
No OI
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Mais Médicos: Menor índice de abandono é cubano; brasileiros são os que mais desistem


Dos médicos estrangeiros e brasileiros que trabalham no Programa Mais Médicos, os cubanos foram os que menos abandonaram a missão até agora, com 0,2% de desistências, informou a chefe da Brigada Médica Cubana no Brasil, Cristina Luna, em entrevista à televisão cubana, no sábado, dia 23.

O número de médicos cubanos que abandonaram o programa um ano depois de sua implantação “não é significativo, é de 0,2%”, disse Cristina Luna.

Segundo ela, o índice de abandono de médicos de outras nacionalidades é de 0,8%. Em relação aos médicos brasileiros que participam do programa, “o número é significativo”, completou, acrescentando que chega a 8,4%.

“Hoje, a composição principal do Mais Médicos é de médicos cubanos”, afirmou.

Os primeiros médicos cubanos chegaram ao Brasil em 24 de agosto de 2013, cumprindo um contrato entre os governos brasileiro e cubano, por intermédio da Organização Mundial de Saúde. Atualmente, 11.456 médicos cubanos trabalham nos 26 estados do país, mais o Distrito Federal, disse Cristina.

Ela informou ainda que os profissionais cubanos têm tratado, basicamente, casos de hipertensão, diabetes, cardiopatias isquêmicas, dengue e lepra.

O Brasil é o segundo país com a maior quantidade de médicos cubanos atuando, atrás apenas da Venezuela.
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Para Serra, formação de cartel no transporte público é 'super comum'


O ex-governador José Serra (PSDB) disse na tarde dessa segunda-feira (25) que formação de cartel é um fenômeno super comum, que acontece no mundo inteiro, e que é natural que ocorra no transporte público. Serra foi intimado, na semana passada, a prestar depoimentos na Polícia Federal sobre o caso Siemens, mais conhecido como cartel dos trens paulistas. Segundo apurações iniciais, os crimes atravessam as gestões Mário Covas, Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Segundo informações da Folha, Serra, candidato ao Senado este ano, afirmou que "cartel não é sinônimo de delito". "Você não pode olhar do ponto de vista moral. As empresas se articulam. (...) São empresas que combinam um preço, não que tomam o preço. Esse é um fenômeno super comum no mundo inteiro", afirmou. A frase foi declarada durante evento com empresários de comunicação.

Serra usou um exemplo de articulação entre empresas do ramo privado (como meios de comunicação) para justificar que a formação de cartel transfira-se, também, para a esfera dos serviços públicos. "Quando os jornais do interior combinam de aumentar e diminuir preço do jornal, há cartel aí, porque não é possível que se aumente e diminua no mesmo dia. De repente em estação de metrô, em obra pública, diz que se formou um cartel e parece que é roubo, mas é o mesmo que se dizer que se formou um monopólio, um oligopólio, um duopólio", sustentou o tucano.

"A PF tentatá descobrir se Serra, enquanto governador, atuou a favor das empresas CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo" à corporação, afirma a Folha.

Por Luís Nassif

No dia em que José Serra participou de um debate sobre transporte urbano com um especialista americano, e afirmou que os ônibus atravancam o trânsito nas grandes cidades, afirmei aqui que provavelmente ele adormeceu em algun dia dos anos 90 e hibernou até os dias atuais.

O Serra que no início dos anos 90 parecia antenado com as novas ideias deixara de existir há muito tempo. Não entendeu os movimentos pela qualidade, o conceito de inovação, não conseguiu praticar uma política pública moderna, não deixou uma marca sequer no governo do Estado de São Paulo, não foi capaz de articular um movimento pela competitividade.

Já na campanha de 2010, entendia Defesa Civil como um grande Corpo de Bombeiros que deveria ficar acantonado em Brasilia para ser acionado para qualquer tragédia em qualquer parte do país.

Mas hoje a pretensa erudição de Serra chegou ao auge.

O conceito de cartel permeia a própria formação do capitalismo mundial, especialmente a partir do crescimento e internacionalização das grandes companhias. Os acordos de preços passaram a ser tratados como crimes contra o consumidor — seja o pessoa física seja o contribuinte, nas grandes licitações públicas.

A ação da sociedade civil norte-americana contra a Standard Oil foi um marco.

Em 1890, o Sherman Act já definia punições às práticas de cartelização. A legislação antitruste dos Estados Unidos foi um marco que convenceu até os liberais que o funcionamento adequado do mercado não prescindia de fiscalização contra os abusos de poder econômico — o mais proeminente dos quais era a formação de cartel.

Depois disso, vicejaram escolas econômicas, fundamentalmente Harvard e, depois, Chicago, desenvolvendo complexas teorias sobre a prática do cartel.

Ai vem Serra e, do alto de seu notável saber, decreta (em evento para veículos de comunicação), segundo a UOL:

 "Você não me perguntou isso, mas posso dizer aqui para a mídia: cartel virou sinônimo de delito, mas cartel não é nada mais nada menos que monopólio. São empresas que combinam um preço, não que tomam o preço. Esse é um fenômeno super comum no mundo inteiro", disse o tucano.

Serra acrescentou: "Quando os jornais do interior combinam de aumentar e diminuir preço do jornal, há cartel aí, porque não é possível que se aumente e diminua no mesmo dia. De repente em estação de metrô, em obra pública, diz que se formou um cartel e parece que roubo, mas é o mesmo que se dizer que se formou um monopólio, um oligopólio, um duopólio"

Esse fenômeno "supercomum" — na opinião do Serra — tornou-se um dos temas mais debatidos no direito econômico. No Brasil, resultou na criação do CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) e na definição da livre concorrência da Constituição — que, entende, por tal a liberdade dos agentes econômicos de comptitrem no mercado, sem nada que atrapalhe a competição.

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Proponen en Gaza el 'desafío del cubo de escombros' tras los bombardeos de Israel


Un periodista palestino ha propuesto una alternativa especial al 'desafío del cubo de hielo' debido a la falta de agua en Gaza. Con su 'desafío del cubo de escombros' el hombre intenta que el mundo se solidarice con Gaza tras los ataques israelíes.

El periodista palestino Ayman Aloul ha subido a YouTube un video donde hace un llamamiento mundial para emprender su campaña 'del cubo de escombros'. Según ha explicado, a él le encanta la idea de la campaña del cubo de hielo, pero debido a los constantes bombardeos de las Fuerzas de Defensa de Israel, los palestinos en Gaza no tienen suficiente agua, y ni mucho menos hielo debido a los cortes de electricidad.

"Al querer hacer una versión palestina, miramos a nuestro alrededor y encontramos este lugar", explica Aloul mientras muestra los escombros de varios edificios destruidos. El periodista ha explicado que su reto "es para todos los que simpatizan con el pueblo palestino" y que, lejos de buscar ayuda material, busca una postura solidaria mundial en relación a Palestina.


No RT
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O dia em que Collor confiscou sua poupança

O dele (de azul) está garantido
16 de março de 1990. Um dia após a posse de Fernando Collor de Mello como primeiro presidente da República eleito pelo voto direto em mais de 25 anos, os brasileiros tiveram uma desagradável notícia. O governo resolveu botar a mão no dinheiro de poupadores com a justificativa de combate à inflação. Coube à economista Zélia Cardoso de Mello, primeira e única mulher a comandar o Ministério da Fazenda, anunciar o Plano Brasil Novo, que passou a história simplesmente como Plano Collor. Além de uma reforma administrativa ampla, da abertura da economia, de congelamento de preços e salários, a parte mais explosiva do plano consistia no bloqueio, por 18 meses, dos saldos superiores a NCz$ 50 mil nas contas correntes, de poupança e demais investimentos. Além do confisco, a ministra anunciou ainda o corte de três zeros no valor da moeda e a substituição do cruzado novo pelo cruzeiro.

Com a medida, calcula-se que foram congelados cerca de US$ 100 bilhões, equivalente a 30% do PIB. A inflação, que no último mês anterior ao anúncio fora de 81%, caiu para a média de 5% nos meses seguintes. Mas o tiro único desferido na inflação — como prometera o presidente eleito durante a campanha eleitoral — falhou e os preços voltaram a subir logo depois.

Economista formada na USP com passagens pela inicativa privada e pelo setor público, Zélia Cardoso de Mello era praticamente desconhecida do grande público. Mas por sua curta passagem pelo governo, foi considerada a mulher que mais poder teve na história republicana do país. Para montar o plano e o confisco, ela convocou uma equipe de economistas, com Antonio Kandir e Ibrahim Eris à frente.

O próprio Fernando Collor conta em seu livro de memórias que convenceu-se da necessidade de promover o confisco depois de uma reunião com um pequeno grupo de economistas. Faziam parte do grupo o professor Mário Henrique Simonsen, que já fora ministro da Fazenda e do Planejamento, e dois de seus mais brilhantes alunos: André Lara Rezende, uma das cabeças responsáveis pela elaboração do Plano Real, anos mais tarde; e o banqueiro Daniel Dantas, que ficaria mais conhecido não propriamente por seu conhecimento das ciências econômicas. Dantas, segundo Collor, foi radicalmente contra a medida.

O confisco criou um dilema para os seus ciadores: ou mantinha-se o arrocho monetário e corria-se o risco de uma forte recessão; ou afrouxava-se o aperto e corria-se o risco da volta da inflação. Aconteceram as duas coisas: no fim de 1990, a economia havia encolhido 4%. Em setembro do mesmo ano, a inflação já voltara a 20% e continuava em alta. O fracasso do plano foi reconhecido pelo sucessor de Zélia Cardoso. Marcílio Marques Moreira, que assumiu o Ministério da Fazenda em 1991 e ficou até o impeachment de Collor, considerou “exageradas” algumas medidas do plano. Tão exageradas que viraram casos de Justiça.

À época centenas de milhares de liminares foram concedidas pela Justiça para a liberação antecipada do bloqueio. Ainda hoje, tramitam na Justiça Estadual e Federal, 550 mil ações individuais e coletivas contra os planos Bresser e Verão, ambos editados durante o governo do presidente José Sarney, e os planos Collor I e II, do governo de Fernando Collor

O Supremo Tribunal Federal vai se manifestar sobre a constitucionalidade dos planos Bresser (87), Verão (89), Collor I (90) e Collor II (91) na ação movida pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif). Os bancos defendem, no STF, que o estado tem o direito de definir a política monetária para zelar pela moeda nacional e combater a inflação. Eles argumentam que apenas implementaram os planos por determinações do Executivo.

Os bancos se defendem contra a pretensão dos correntistas e poupadores a respeito dos índices de correção da poupança aplicados por ocasião da decretação dos planos econômicos. Se os correntistas levarem a melhor, os bancos podem perder até R$ 100 bilhões, de acordo com dados da Febraban (Federação Brasileira de Banco). Se os bancos levarem a pior, a Consif já afirmou que a única alternativa será acionar o estado para tentar conseguir o ressarcimento da quantia.

Apesar do abalo provocado na economia do país e nas contas pessoais dos cidadãos, há quem considere o plano mirabolante de Zélia Cardoso como uma medida precursora que lançou as bases econômicas para o Plano Real, que cinco anos depois haveria de estabilizar de forma duradoura a economia brasileira.

PS do Viomundo: Lara Rezende, como se sabe, está de volta nas asas da socialista Marina Silva.

Débora Pinho
No Viomundo
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