24 de ago de 2014

Forte terremoto sacode Peru, a 42 km de Tambo

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um poderoso abalo sísmico de 7.0 graus de magnitude foi registrado no Peru, 42 km a leste-nordeste de Tambo as 20h21 pelo horário de Brasília (24/08/2014). O violento abalo teve seu epicentro estimado a 58 km de profundidade, sob as coordenadas 14.62S e 73.56W. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.

Apesar da grande intensidade, a profundidade em que ocorreu o evento favorece a dissipação da energia antes de chegar à superfície. Quando acontecem no oceano, eventos dessa intensidade e profundidade podem provocar a formação e alertas de tsunamis.

Um terremoto de 7.0 graus de magnitude libera a mesma energia que 24 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 474330 toneladas de TNT.

Importante: Esta notícia pode sofrer alterações ao longo do dia.

No Apolo11
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Pastor Everaldo promete Estado Laico Mínimo

Pastor Everaldo também prometeu fazer sessões de descarrego
TEMPLO DE SALOMÃO — Transformado em mártir após resistir aos ataques do fariseu William Bonner, o pastor Everaldo esculpiu suas propostas na pedra fundamental do Templo de Salomão. "São 10 mandamentos para acabar com a promiscuidade pública, transformar água em energia e promover o milagre da multiplicação do PIB", revelou, ungido de Grecin.

Pressionado por Bonner, o pastor prometeu privatizar a Petrobras, os Correios e a Igreja Universal do Reino de Deus. "Ganharemos em eficiência e na arrecadação de impostos", profetizou, enquanto virava um balde de água benta na cabeça.

Em seguida, prometeu abrir o país para as iniciativas privada e divina. "Vou diminuir o número de ministérios, enxugar a quantidade de religiões, reduzir os gêneros a masculino e feminino e, claro, restringir o guarda-roupas das irmãs a 3 ou 4 peças abaixo da linha dos joelhos. É o Estado Laico Mínimo", jurou.

Antes de terminar a entrevista, prometeu: "Os brasileiros que recebem até 5 mil reais serão isentos do Imposto de Renda e pagarão apenas 5% de dízimo". 

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Quem decifra Marina?


Oficializada como candidata pelo PSB, Marina Silva entra no jogo eleitoral e demonstra fôlego para chegar à Presidência, mas hoje é uma espécie de esfinge política. Repleta de contradições, já provocou baixas em sua própria base de apoio

Candidata oficial do PSB à Presidência da República desde a quarta-feira 20, Marina Silva vem provocando um reboliço no cenário eleitoral. Pesquisas de opinião indicam que a ex-senadora tem fôlego para superar o desempenho obtido na campanha de 2010 e até chegar a um segundo turno. Tais chances ficarão mais claras quanto maior for o conhecimento do eleitor sobre suas ideias e convicções. É aí que moram os problemas da candidata. Marina é uma personagem ainda enigmática e repleta de contradições — uma espécie de esfinge política. A evangélica fervorosa de aparência frágil esconde uma personalidade forte, geralmente inflexível e com escassa capacidade de articulação política. Essa faceta — combinada a posições radicais e a um comportamento quase messiânico — transforma Marina num enorme ponto de interrogação, praticamente um cheque em branco.

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O ENIGMA MARINA
A candidata do PSB cresce nas pesquisas, em meio à comoção nacional
pela morte de Eduardo Campos, mas ainda precisa deixar claro
quais são suas ideias e seus projetos para o País

Até a morte de Eduardo Campos no brutal acidente aéreo três semanas atrás, Marina desfrutava da confortável posição de vice na chapa liderada pelo socialista. Funcionava como cabo eleitoral de luxo, tentando transferir para o colega ao menos parte dos 20 milhões de votos que amealhou há quatro anos. Era coadjuvante. Quem ia para os embates públicos, quem participava das sabatinas de entidades do setor produtivo e precisava responder às incômodas perguntas de jornalistas era Campos. Mas a tragédia que ceifou a vida do ex-governador também arrancou o véu que a protegia. Agora, na condição de protagonista, Marina terá de enfrentar esses dilemas.

Evangélica ligada à Assembleia de Deus, a candidata faz da fé religiosa um hábito político. Seja em reuniões partidárias, seja em discursos ou entrevistas, gosta de citar parábolas da “Bíblia” — e sempre carrega um exemplar no qual faz anotações constantes. Quando era ministra do Meio Ambiente, Marina convidava assessores para participar de pequenos cultos, que aconteciam muitas vezes dentro de seu próprio gabinete. Num Estado laico como o Brasil, religião é questão de foro íntimo. Convém não usá-la para justificar atos de gestão e muito menos a construção de políticas públicas, sob o risco de retrocesso à época pré-republicana, quando a Igreja controlava o Estado. O usual no País é ver a fé popular explorada por políticos de viés populista, que apostam no culto à personalidade para se perpetuarem no poder.

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CHAPA
Na quarta-feira 20, o PSB confirmou Marina Silva como candidata ao Planalto.
O deputado Beto Albuquerque (à dir.) será o vice

Marina se aproximou perigosamente desse caminho quando alegou não ter embarcado no avião de Eduardo Campos por “providência divina”. Menos mal que Marina tenha incluído o filho caçula e a viúva de Campos na afirmação. Ou seja, segundo seu próprio entendimento, ela não foi a única escolhida por Deus para permanecer no convívio entre os mortais. De qualquer forma, declarações nesse tom reforçam o caráter messiânico de sua candidatura e reduzem as chances de justificativas racionais. Na verdade, Marina não embarcou para o Guarujá, no mesmo avião de Eduardo Campos, porque não queria encontrar-se com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nem com seu vice, o socialista Márcio França. Ela sempre foi contra a aliança do PSB com o PSDB. Mas mexer com o imaginário coletivo, ao que parece, rende mais votos do que falar sobre escaramuças partidárias.

Marina se cerca de cuidados, no entanto, quando suas crenças podem colocar muitos votos em risco. É assim com o debate sobre a liberação do aborto. Antes, aliando-se à grande maioria dos evangélicos, era contra. Hoje, segundo ela, o assunto deve ser decidido em plebiscito. Sobre o casamento gay, já teve várias posições. Em 2010, se dizia contrária, agora defende a criminalização da homofobia e até apoia a adoção por casais homosafetivos. Mas numa palestra na Universidade Católica de Pernambuco, no ano passado, saiu em defesa do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que se notabilizou pelas atitudes homofóbicas. Para Marina, o parlamentar estava sendo criticado só “por ser evangélico”. Ao tentar explicar a declaração, Marina atacou um representante do agronegócio e provocou outra polêmica.

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A declaração não ocorreu por acaso. Para Marina, o agronegócio, que representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB), é o maior vilão do meio ambiente. Essa é outra questão que a candidata a presidente pelo PSB precisa esclarecer. Como alguém que anseia assumir o Executivo do País pode desconsiderar um setor que responde por 23% do PIB? Contra a agricultura e a pecuária extensivas, ela propõe um modelo “inteligente”, que produza mais com menos recursos. “Temos que agregar o conhecimento e a base tecnológica, ampliando cada vez mais para ter uma produtividade que crie uma nova narrativa para os nossos produtos”, diz Marina. Mas a candidata não explica como fará isso, o que só apavora os empresários do setor. Para tentar ganhar a confiança do campo, ela e a cúpula do PSB, com o aval da família de Campos, decidiram indicar como vice na chapa o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque.

Importantes empresas do setor doaram para as últimas campanhas de Albuquerque, que também atuou fortemente para a liberação do cultivo da soja transgênica — coincidentemente, na época em que Marina era ministra do Meio Ambiente e nem sequer era chamada para os debates sobre o tema no Palácio do Planalto. Ele também recebeu contribuições de indústrias de agrotóxicos, armas e bebidas. Ao redigir o estatuto da “Rede Sustentabilidade”, Marina proibiu doações desses segmentos. Na condição de candidata, na semana passada, ela reforçou a intenção de vetar contribuições desses setores. Resta saber se o veto se estenderá ao seu vice.

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Outras questões essenciais para quem almeja a Presidência da República permanecem mergulhadas em água turva por Marina. Questionada sobre a matriz energética brasileira, na semana passada, entoou discurso que parecia um eco da campanha de 2010. “Infelizmente, estamos sujando a matriz energética brasileira. Os arremedos que estão sendo feitos com as térmicas para os momentos de baixa dos reservatórios têm de ser reduzidos”, afirmou. Como resolverá o problema, não deixou claro. Falou em compensar a produção com investimentos em fontes já existentes. No passado recente, Marina defendia a ampliação do parque eólico e de energia solar, além da substituição de grandes hidrelétricas por pequenas centrais. As medidas são consideradas insuficientes por especialistas. A postura de Marina traz incerteza para o futuro de projetos cruciais para a ampliação da oferta de energia, como a construção da usina de Belo Monte. 

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A PRIMEIRA BAIXA
O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, deixou a campanha
depois de se desentender com Marina Silva

Durante o governo Lula, o debate sobre a política energética acomodou em trincheiras opostas as atuais adversárias na corrida eleitoral Dilma Rousseff (PT), então chefe da Casa Civil, e Marina Silva, à época ministra do Meio Ambiente. “Desde então, é como água e óleo. Elas não se misturam”, disse à IstoÉ um ex-ministro do PT. As duas, no entanto, guardam semelhança numa característica essencial ao exercício do poder: ambas têm pouco jogo de cintura político. Toda vez que ocupou cargos administrativos, Marina Silva cultivou uma maneira bem peculiar de tomar decisões, que escapa aos moldes usuais. Segundo assessores próximos, ela gosta de reunir todos ao redor de uma mesa para colher suas opiniões. A decisão, no entanto, ela toma sozinha, fechada em copas. A palavra final nem sempre é consenso entre seus pares. Antes da derradeira tomada de posição, normalmente provoca suspense, deixando tensos até os aliados mais próximos. Foi assim, surpreendendo a todos, que em reunião com dirigentes do PSDB, Marina sacou essa: “Busco uma aliança com a sociedade, não com as forças políticas tradicionais. Se isso prevalecer, e se eu for eleita, só governo por quatro anos, sem reeleição”, disse, para o espanto da maioria. Essa maneira de operar gera problemas na articulação política. Quando era senadora, tinha dificuldades para negociar com colegas de plenário. Sem diálogo, sem capacidade de convencimento, Marina demonstrou um desempenho parlamentar pífio. Das 73 proposições apresentadas, a parlamentar conseguiu a aprovação de apenas três: uma PEC regulamentando a aposentadoria do “extrativista vegetal”, um projeto de lei que obriga o SUS a garantir transporte e alimentação a pacientes e outra proposição criando o “Dia Nacional dos Povos da Floresta”.

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A falta de traquejo ficou novamente evidenciada nas negociações da nova chapa da coligação. Para ser chancelada pelo PSB, a candidata exigiu o controle do comando e das finanças da campanha. Escalou o ex-deputado Walter Feldman para a coordenação-geral, escanteando o socialista Carlos Siqueira. Ele abandonou a reunião no meio da fala de Marina, a quem chamou de “hospedeira”. “Ela não representa o legado de Campos. Que vá mandar na Rede dela”, disse ele, antes de resolver abandonar a campanha. Também desertaram os governadores Camilo Capiberibe (Amapá) e Ricardo Coutinho (Paraíba). Na quinta-feira 21, na tentativa de apaziguar os ânimos internos, Marina resolveu mudar a equipe. Designou Luísa Erundina para a coordenação e acomodou Márcio França na tesouraria. Questionada sobre a crise, Marina disse que houve uma incompreensão. De fato, fazer com que os outros a compreendam não é muito o forte da candidata.

Claudio Dantas Sequeira e Josie Jerônimo
Foto: Adriano Machado
No IstoÉ
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Tracking DataCaf: Dilma abre vantagem

Aecioporto perde em MG


Novos números em MG:

Pimentel 33 %

Turista da Veiga 15%

Tarcísio Delgado 3%

(sem alteração nos últimos 3 dias)

Presidente (só MG)

tá mudando…

Pra melhor…

Presidenta Dilma 31%

Aécio do Aecioporto 28%

Osmarina do Jatinho 15%

No país

Dilma 42%

Osmarina 22%

Aécio 14%

Pastor 3%


Jatinho da Bláblá mantém velocidade cruzeiro: os 20% do Cerra.

Paulo Henrique Amorim, diretor técnico do DataCaf, onde a margem de erro é aque ele bem entende (como no Datafalha e no Globope)
No CAf
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Marina abre 10 pontos de Aécio e fica a 8 de Dilma


Muita informação tem circulado apontando todo tipo de resultado na corrida presidencial. Este blogue conversou com gente de diferentes partidos políticos e chegou a uma pesquisa que parece a mais confiável. E que todos os que foram ouvidos sabiam ter sido realizada de fato. Dilma teria 36%, Marina, 28% e Aécio, 18%.

Marina já teria ultrapassado Dilma em São Paulo e no Rio, onde estaria em situação de empate técnico. Além disso, venceria com folga no DF.

Na classe média, ela teria aberto uma frente bastante razoável dos dois candidatos.

Tanto no PSDB quanto no PT as avaliações são de que esse crescimento de Marina ainda não é sustentável, mas já há desconfiança de que ela dificilmente baixará de 25% dos votos válidos.

No PT, a avaliação é de que Dilma não tem que se preocupar com Marina por enquanto, Inclusive porque as pesquisas qualitativas dos primeiros programas eleitorais são muito boas. E há expectativa de que na hora que houver uma acomodação no crescimento de Marina, Dilma pode voltar a crescer.

A situação de Aécio é muito mais difícil. Se ele for pra cima de Marina, corre o risco de levar os eleitores que vierem a abandoná-la a pular para o barco de Dilma. Ou seja, ele tem que esperar um pouco mais pra passar a questionar a candidata socialista, mas não pode deixá-la abrir tanta vantagem.

Os 10 pontos que as próximas pesquisas devem apontar, já podem levá-lo à cristianização. Se for abandonado pela mídia e pelos empresários, ninguém sabe como Aécio irá reagir.

Mas dificilmente isso irá acontecer. Num primeiro momento a resistência para apanhar de Marina será testada. Aécio não será abandonado tão rapidamente.

Começou a eleição de verdade. E pelo jeito ela exigirá muita tranquilidade e estratégia dos envolvidos. Acabou a brincadeira no playground. O jogo, agora, é para gente grande.

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A salada

Vivemos na era da comunicação total. Basta ter um computador — ou melhor (ou pior), um telefone esperto — para ter à mão toda a informação de que se precisa. Já existe a tecnologia para transmitir imagens holográficas de pessoas e coisas, que se materializam, em três dimensões, em qualquer lugar, a qualquer distância, como se estivessem lá.

Nas campanhas eleitorais, já é teoricamente possível o candidato ter contato com o eleitorado sem sair de casa. O chamado “corpo a corpo” não tem mais sentido. Ou tem, mas sem os corpos presentes. O candidato pode estar no palanque de um comício em Maceió e num comício em Porto Alegre ao mesmo tempo, dizendo as mesmas coisas. É ele e não é ele, é sua imagem transmitida e multiplicada.

O próprio comício torna-se uma coisa obsoleta. E diminuem as viagens dos candidatos em aviões que às vezes caem, um risco proporcionalmente maior num país deste tamanho. Tudo isto é fazível, mas ainda é ficção científica e vai demorar para ser realidade. Provavelmente nunca será.

A política irá sempre exigir a presença física do candidato, o aperto de mão, a pele contra pele e o beijo no bebê. Entre o que poderia ser e o que continuará a ser há um abismo, e foi nesse abismo que desapareceu o Eduardo Campos, como já tinham desaparecido outros antes dele e (bate na madeira) desaparecerão outros depois.

A morte de Campos e o alvoroço que causou no seu partido e nos partidos coligados, indecisos quanto à confirmação ou não da Marina Silva como candidata da aliança, mostram mais uma vez a salada ideológica e programática que é a política brasileira. Parte da aliança faz restrições a Marina, o que deve levar seus apoiadores a estranhar que as restrições não tenham aparecido quando ela foi escolhida como segunda da chapa.

Qual é a posição da maioria da aliança quanto às posições da Marina, como sua crítica ao mega-agronegócio, por exemplo? Não se duvida do socialismo sincero da sigla PSB, mas que espécie de socialismo une o resto da aliança? A salada não exclui ninguém, nem o PT, com suas chamadas “alianças espúrias", epitomadas naquela visita à casa do Maluf, uma cena da qual o Lula poderia ter nos poupado.

Nenhum eleitor brasileiro sabe exatamente no que está votando, nessa mistura do pragmatismo dos grandes partidos com o oportunismo dos partidos caroneiros, que não representam nada a não ser sua própria gula por um naco de poder. Uma salada decididamente indigesta.

Luís Fernando Veríssimo
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Os dois dentes de D. Nalvinha valem menos que o câncer cenográfico do PSDB?


A Folha fez hoje um escândalo com uma prótese de dois dentes que a D. Marinalva Gomes Filha, 46, conhecida como Nalvinha, recebeu da Prefeitura de Paulo Afonso e que ela disse que, como tudo o que tinha, fora dada por Lula e Dilma.

Provavelmente, foi mesmo, porque as prefeituras trabalham com recursos do programa Brasil Sorridente, do Governo Federal. Como foram as cisternas que ela e outros moradores da zona rural do Município de Paulo Afonso agora têm. Aliás, nem foi Dilma, porque o Brasil Sorridente credenciou a Prefeitura de Paulo Afonso em 12/06/07 para isso.

O site Muda Mais faz o desmonte deste factóide muito bem.

Não sei se foi coincidência ou puxa-saquismo de alguém ter antecipado o atendimento daquela senhora. Mas é irrelevante, até porque o repórter sabe que se for para distribuir próteses aos eleitores pobres de Lula e Dilma não haverá protético que chegue no Brasil.

Acrescento, apenas, que a crueldade da nossa elite acha abjeto ter dentes que substituam os que já se foram, mas saúda a “agregação de valor” do luxo de quem ainda reclama do visual que os desdentados exibem nas ruas das nossas grandes cidades. O do interior não incomodam, porque não são vistos.

Mas, que ironia!

Recebo de um leitor e vou conferir, no mesmo dia, uma empresa de casting — que seleciona atores e figurantes para comerciais — convocar pelo Facebook uma mulher “de 25 a 35 anos, castanha ou loira” que aceite simular um câncer, raspando a cabeça em cena, para os comerciais do PSDB.

A empresa de figuração – que está fazendo seu trabalho – anuncia que pagam  R$ 2 mil, líquidos, (pelo que eu rasparia meus cabelos também, porque a coisa anda pesada, com a “fortuna” que recebo como “blogueiro sujo” que não tem anúncio do Governo) se não fosse para simular a desgraça alheia, de muitas pessoas, ou a desgraça coletiva dos brasileiros, arrumando votos para os tucanos.

Os dentes da dona Nalvinha são uma baixaria.

O câncer da figurante é arte!

Fernando Brito
No Tijolaço
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Campos estendeu incentivo fiscal à empresa dos aviões, que está sendo executada pela União


A Folha mostra hoje, com a reportagem “PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois“, o quanto é explosiva para a campanha do PSB a questão da propriedade da aeronave que matou o candidato Eduardo Campos, há 10 dias, em Santos.

Não foi à toa que outro “especialista aeronáutico”, Aécio Neves, partiu para cima do tema, apavorado com a erosão eleitoral que Marina Silva está lhe causando.

A Folha afirma que há um documento assinado com a empresa proprietária do avião, a AF Andrade — um grupo de usineiros em situação pré-falimentar e interesses em vários estados — dizendo que a BR Par e a Bandeirantes Companhia de Pneus assumiriam a aeronave, por R$ 16 milhões.

Segundo a Folha, a BR Par não existe no endereço indicado na Junta Comercial. Nem poderia, porque lá funciona a S&A Serviços Empresariais, que se presta à tarefa de, entre outras, hospedar empresas de participações que só existem no papel.

Resta a Bandeirantes Companhia de Pneus.

Esta é um embrulho de dar gosto, como já apontei aqui, que é proprietária também do Learjet prefixo PP-ASV, que servia antes à campanha do presidenciável (clique aqui para ver o registro deste avião)

E é destinatária  de incentivos fiscais do Estado de Pernambuco.

Os benefícios do Prodepe, um programa estadual que renunciou, no total, a R$ 232 milhões de ICMS, eram concedidos desde o final de 2006 à empresa Bandeirantes Renovação de Pneus Ltda., que trabalhava com pneumáticos usados e foram estendidos por Eduardo Campos, em 2011 para a Bandeirantes Companhia de Pneus SA, que transferiu sua sede para a Paraíba.

O decreto está publicado na página 12 do Diário Oficial de Pernambuco, à página 12 da edição de 24 de setembro de 2011.

Não posso afirmar, é claro, que isso seja irregular. Existe aprovação de órgãos inferiores. Mas é engraçado que uma empresa de distribuição de pneus que tem capacidade para comprar um Learjet  (pelo menos este, para não falar do outro, no qual se disse apenas “interessada”) ande precisando de abatimento nos impostos.

Impostos, aliás, dos quais  a Bandeirantes foge de pagar.

devo
Há vários processos da União cobrando impostos devidos pela empresa, como este que reproduzo ao lado e que se amplia ao clicar.

A Certidão de Débitos da empresa, que é de acesso público, registra que  ”constam débitos relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN)” ( ou seja, contestados judicialmente)  e que “constam nos sistemas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) débitos inscritos em Dívida Ativa da União com exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 do CTN, ou garantidos por penhora em processos de execução fiscal”.

 Mas para avião para ceder a candidato amigo, sobra dinheiro.

Se cavarem a história desta Bandeirantes (ou destas Bandeirantes, porque existe também uma Sociedade Limitada, funcionando no mesmo endereço) vão encontrar uma coleção de empresas de importação de pneus (usados e novos) que opera através do Porto de Cabedelo, na Paraíba.

Com um passivo tributário e uma história de autuações e contenciosos ambientais terrível, que surgirá à medida em que as investigações avançarem.

Fernando Brito
No Tijolaço
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PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois

Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13
Depois de se deparar com uma empresa de fachada e empresários sem condições econômica para comprar um avião de R$ 18,5 milhões, a Polícia Federal vai apurar se a aeronave que caiu com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) foi comprada com dinheiro de caixa dois de companhias ou do próprio partido.

O avião pertence ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar que está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 341 milhões.

No dia 15 de maio deste ano, um empresário de Pernambuco e amigo de Campos, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave e posteriormente indicou as empresas BR Par e a Bandeirantes Pneus para a assumir dívidas de US$ 7 milhões (R$ 16 milhões) junto à Cesnna.

A BR Par não existe no endereço que aparece no seu registro na Junta Comercial, na avenida Faria Lima, em São Paulo. Já a Bandeirantes foi recusada pela Cessna por falta de capacidade econômica.

Mais suspeitas

Além do limbo jurídico sobre quem é o dono do avião, há também suspeitas de crime eleitoral. Para justificar o uso do jatinho perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a campanha do PSB precisaria apresentar em sua prestação de contas documentos que não existem.

Para poder transportar o candidato até que a documentação fosse transferida para aliados de Campos, o avião precisaria ter sido doado para a campanha do PSB.

A lei eleitoral permite a doação dos chamados bens permanentes –avião ou carro. "Mas a doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha", diz Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. "Esse contrato precisa ser feito antes da doação."

Segundo Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, não houve doação.

Pela lei, a campanha precisará explicar como bancou todas as despesas com voos, estimadas em R$ 1,2 milhão.

Na primeira parcial de prestação de contas, não há nenhuma despesa relacionada ao avião. A campanha, porém, poderá prestar contas até 25 de novembro, se houver segundo turno.

O custo da operação do jato foi calculado pela reportagem com base em uma análise dos planos de voo, aos quais a Folha teve acesso.

Em quase três meses, o Citation pousou em 34 aeroportos distintos, contabilizando 118 horas de voo.

Foram analisados os voos realizados desde o dia 15 de maio, quando o avião passou a ser usado exclusivamente pela campanha, até 13 de agosto, dia do acidente.

Se tivesse contratado empresa de táxi aéreo, a campanha teria gasto R$ 1,7 milhão. O custo é maior por incluir a margem de lucro.

A hora de voo do Citation XL custa em média R$ 14.500. Para um operador privado, o custo operacional é de cerca de R$ 10.000.

Para não configurar crime eleitoral, todas as despesas de combustível, salário de piloto e manutenção precisam ser pagas com notas emitidas em nome da campanha.

Reportagem do jornal "O Globo" revelou que no aeroporto Santos Dumont as despesas de apoio em solo foram pagas pela Lopes e Galvão, empresa com sede em uma escola infantil de Campinas.

"Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico", diz Kufa. Para ela, Marina pode ter a candidatura cassada e se tornar inelegível se as contas forem rejeitadas.

Outro lado

Em entrevista coletiva após evento de campanha no Recife (PE), Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, foram questionados sobre a propriedade do jatinho. Albuquerque disse que as informações necessárias estão sendo apuradas e que ele também quer "justiça". "Queremos saber, e ainda não foi explicado, como esse avião caiu e matou o nosso líder", afirmou o deputado. Marina não comentou.

Perguntas e Respostas
  • Quem é o dono do avião? O avião está registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em nome do grupo A. F. Andrade, que tem sede na cidade de Ribeirão Preto (SP)
  • A aeronave foi vendida? Em 15 de maio, um empresário de Recife, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave, mas as empresas que ele indicou para assumir uma dívida de US$ 7 milhões junto à Cessna não foram aprovadas. O grupo A. F. Andrade afirma que recebeu cerca de R$ 2,5 milhões e que conseguiu transferir a dívida que tinha junto à Cessna
  • Quem pagou? O grupo A. F. Andrade não revela de quem recebeu os R$ 2,5 milhões
  • O pagamento foi feito em dinheiro? Segundo o grupo A.F. Andrade, foi feita transferência bancária
  • O PSB podia usar o avião? O partido pode receber como doação o uso do avião desde que arque com as despesas, de acordo com a lei eleitoral. O candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, diz estar certo de que houve uma doação para a campanha
  • Alguém doou o avião à campanha? O grupo A. F. Andrade diz que não doou nada para a campanha de Campos. Na prestação de contas da campanha também não consta nenhuma doação de aeronave
  • Quanto custa o jatinho? Cerca de R$ 18,5 milhões
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação

No fAlha
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Getúlio sempre flertou com o suicídio

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6325

Qualquer historiador sabe que Getúlio Vargas sempre teve uma tentação suicida.

Não é novidade.

Está no Diário de Vargas começado em 3 de outubro de 1930.

Naquela tarde de primavera, em Porto Alegre, esperando eclodir a sua revolução, cravou na pedra morna do papel uma frase para entrar na história: “Sinto que só o sacrifício da vida poderá resgatar o erro de um fracasso”.

*

Muitos anos depois, numa conversa com Góis Monteiro, ele relembrou a segunda vez em que pensara em se matar.

— Em 1932, se o palácio tivesse sido tomado pelos paulistas, você teria se matado?

— De onde tirou isso?, tergiversou o presidente.

— Quando fui ao Guanabara, a pedido do Osvaldo Aranha, para dizer que estávamos em condições de resistir aos delírios do Bertoldo Kingler, do Euclides Figueiredo e do Isodoro Dias Lopes, vi no seu bolso o cabo de madrepérola de um revólver e, sobre a mesa, um envelope onde estava escrito “à nação brasileira”.

— Sempre tive comigo uma certeza, a de que não seria levado por nenhum homem de saia. Não sou dos que esperam o cardeal.

— O fim de Washington Luís nunca saiu da sua cabeça?

— Isso me marcou bem mais do que os cavalos amarrados pelos gaúchos no obelisco da Avenida Rio Branco, brincou Getúlio. — A morte pode ser o último dom de um homem ao seu povo. O poder pode tudo, menos deter a autonomia do homem para morrer.

— Entendo.

*

Em 13 de agosto de 1954, ele pensou em fazer o que faria 11 dias depois.

Alzirinha andava toda preocupada. Viera com um bilhete, dizendo que o havia encontrado sobre a mesa de trabalho dele. Como podia ter esquecido aquilo entre os papéis, no gabinete? Aquilo se prestava a interpretações dúbias. Agora a filha alimentava minhocas na cachola. Tinha mais gente metida naquela “descoberta”, certamente o Fittipaldi, que vivia observando tudo de canto de olho, pressentindo coisas, farejando tragédias, tudo por ser leal como alguém realmente da casa, ou até mais do que alguns. A rapariguinha viera com aquele ar de sabichona, mas, ao mesmo tempo, de sincera inquietação, quando estava fazendo a barba.

— Olha só o que eu achei, papai!

— Ora, rapariguinha, onde é que achou isso?

— Quer me fazer sofrer do coração nesta idade?

— Onde achou isso, rapariguinha?

— O senhor faça o favor de ter mais cuidado com as suas coisas, porque quando não sou eu que estou cuidando, o senhor as vai espalhando por aí. E assim como foi o “olho bobo” de um amigo, podia ter sido um inimigo a pegar isso.

— Quem manda seres bisbilhoteira?, perguntara, rindo.

— Quem manda deixares esses papéis ao alcance dos bisbilhoteiros?

— Não é o que estás pensando, minha filha. Não quero o sacrifício de ninguém. Pretendo resistir para que a minha atitude fique como um protesto. Mas não posso aceitar que me humilhem nem tanta iniqüidade. Não te preocupes mais, minha filha, não pretendo me suicidar.

O bilhete, que guarda, já era um manifesto generoso de resistência: “Deixo à sanha dos meus inimigos o legado de minha morte. Levo o pesar de não ter feito pelos humildes tudo o que desejava”.

*

Fatiga-se. Não dorme. Vem-lhe mais uma lufada do que num dia de novembro de 1930 anotou no diário: “Quantas vezes desejei a morte como solução de vida. E, afinal, depois de humilhar-me e quase suplicar para que os outros nada sofressem, sentindo que tudo era inútil, decidi-me pela revolução, eu, o mais pacífico dos homens, decidido a morrer. E venci, vencemos todos, triunfou a Revolução! Não permitiram que o povo se manifestasse para votar, e inverteram-se as cenas. Em vez de Júlio Prestes sair dos Campos Elísios para ocupar o Catete, entre as cerimônias oficiais e o cortejo dos bajuladores, eu entrei de botas e esporas nos Campos Elísios, onde acampei como soldado, para vir no outro dia tomar posse do governo no Catete com poderes ditatoriais. Washington Luís provocou a tormenta, e esta o abateu”.

*

Getúlio tinha algum grau de depressão, um elevado conceito de honra pessoal e uma clara tentação suicida.

Até as vacas de São Borja e Itaqui sabiam disso.

E as páginas do seu diário e dos livros dos historiadores.

Sem contar as janelas do Palácio do Catete, a quem ele se confessava em silêncio.
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Um dia, um país

No dia 23, o Brasil estava endoidecido de
ódio a Getúlio. No dia 24, enlouquecido
de saudade

Era um agosto assim, quase todo de dias luminosos, porém mais quentes no Rio. Exausto, mal começava a dormir no início da manhã, quando ouvi a clarinada de um "Repórter Esso" fora de hora. Foi só o tempo de tatear o botão do rádio para ouvir a frase dura e aguda como um punhal: "O presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito". Em minutos, era o telefonema de Pompeu de Souza: "Vai para a Redação o mais rápido possível". Começava o dia mais inesperadamente espantoso de que me lembre: 24, claro que de agosto.

Do final da véspera à alta madrugada, Armando Nogueira e eu andáramos, ida e volta, ida e volta, na calçada paralela à fachada do Palácio do Catete, do outro lado da rua alargada naquele trecho. Foi a maneira de observarmos os ocupantes de carros que entravam e saíam do palácio, valendo-nos de que a Polícia do Exército proibira a parada de curiosos, mas permitia a passagem na faixa isolada.

Esse andar incessante se confundia com meus primeiros passos no jornalismo, há pouco registrado como jornalista profissional no "Diário Carioca" e sem pensar em sê-lo de fato. O futuro imaginado ainda combinava asas e motores — para sempre inesquecidos. Já era quase dia quando vimos que o portão do palácio ficou meio aberto, e arriscamos uma arrancada para entrar. Deu certo. Só na sala de estar bem interior vimos, afinal, uma pessoa. Sentado em uma das poltronas avermelhadas, uma perna sobre o braço da poltrona, a testa apoiada em alguns dedos e voltada para o chão. Sozinho.

Ministro da Justiça, o mais moço do ministério, Tancredo Neves nos mostrava muito mais do que nos dizia: a situação continuava muito difícil, a reunião do presidente com os generais não foi conclusiva (eles propunham a licença de Getúlio, que a recusava na certeza de que não o deixariam reassumir), hoje será um dia de muita tensão. Deixamos Tancredo, cansado e triste, um dos poucos a não desertar da lealdade ao presidente.

Minha primeira tarefa, cedo ainda, foi ver o que se passava na Base Aérea do Galeão. Tornara-se a República do Galeão, assim chamada a exacerbação de poder militar adotada por coronéis e majores da FAB, na represália ao atentado a Carlos Lacerda em que morreu um major dos que lhe davam proteção. Desde 6 de agosto, dia seguinte ao atentado, o país passou a viver em torno da exaltação concentrada na República do Galeão, e em crescendo permanente sob a agitação furiosa feita por Lacerda.

Logo acusado do crime por Lacerda, Getúlio ficou indefeso, objeto de um ódio coletivo que se propagava sem limites: monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito. Só a "Última Hora" diferenciava-se, com a desmoralizada voz de causadora inicial da crise, por seu recente e grandioso nascimento sob patrocínio do governo e com dinheiro do Banco do Brasil.

Na caça vingativa à guarda pessoal de Getúlio, dada como autora do atentado, a República do Galeão ensandeceu o país. O getulismo, quase uma religião, evaporou. Os políticos governistas emudeceram ou sumiram. Até os sindicatos do trabalhismo voltaram-se contra o seu criador. Getúlio não tinha saída. Os majores e coronéis que vi chegarem ao Galeão, já sob enorme guarda, ornavam a sua arrogância com os ares de vitória proporcionados pelo suicídio.

O jornal me mandou voltar depressa. A República do Galeão não interessava mais: a cidade enlouquecia. Manhã ainda, multidões vagavam pelo centro. As caras, ou encharcadas de lágrimas ou enrijecidas de raiva. A "Tribuna da Imprensa" de Lacerda foi empastelada. A redação de "O Globo" foi atacada, carros do jornal foram destruídos, o "Jornal do Commercio" teve sua oficina invadida, vários dos 17 jornais foram alvos da massa. Lojas, portarias, ônibus, bondes, automóveis, carros da polícia em fuga, a Câmara dos Deputados e o Senado, as cercanias dos guarnecidos ministérios do Exército e da Marinha, tudo devia pagar pelo abandono em que Getúlio fora deixado por todos, e pela própria massa.

No dia 23, o Brasil estava endoidecido de ódio a Getúlio. No dia 24, enlouquecido de paixão e saudade. Uma reversão assim súbita, generalizada e radical da opinião coletiva, de um extremo ao seu exato oposto, por certo é um fenômeno que não merecia o descaso dos pagos para pesquisar e estudar o Brasil.

Mais ainda porque são poucos a terem percebido, com o tempo, o que estava no substrato da convulsão. Sobretudo a Petrobras, mas também as muitas outras criações do governo, como o BNDE, contrapunham-se à situação de um país dócil ao capital estrangeiro das espoliações típicas da época, e seus associados nacionais. A campanha contrária, no meio militar até segregacionista, ainda hoje pode ser vista, por exemplo, no sentido acusatório dado a "nacionalista". O embaixador Adolf Berle Jr., contra Getúlio, abriu o caminho para o embaixador Lincoln Gordon, contra Jango. E os militares iniciaram em 1954 a marcha para 1964.

Janio de Freitas
No fAlha
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Muere futbolista camerunés por disparo desde las gradas


El delantero camerunés, Albert Ebossé, del club argelino JS Kabylie, murió la noche del sábado tras ser alcanzado por un proyectil lanzado desde las gradas al término del partido en el que su equipo perdió ante el USM Alger (2-1), en la segunda jornada del campeonato de Argelia de fútbol.

El jugador de 24 años falleció a consecuencia de las heridas en el hospital Tizi Uzu, en la región de Kabilia.

La derrota de su equipo generó la ira de los fanáticos que empezaron a lanzar proyectiles desde las gradas cuando los jugadores se dirigían a los vestuarios.


Uno de ellos alcanzó de muerte al futbolista camerunés, que había marcado el único gol de su equipo, según la misma fuente. 

Albert Ebossé llegó al JS Kabylie en 2013 y fue el máximo goleador del campeonato 2013-2014, con 17 tantos.

El Ministerio de Interior abrió diligencias judiciales sobre este deceso, indicó el presidente de la Liga de Fútbol Profesional, Mahfud Kerbadj.

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Mania Mundial

Suplicy e Kassab no balde de gelo


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Essa é do Barão... 22


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A bizarra entrevista do comunista Flávio Dino na TV dos Sarney


Você pode achar que já viu de tudo na vida em disputas eleitorais, mas sempre é possível encontrar alguma bizarrice a mais que merece entrar no rol das top 10. Acabo de assistir a entrevista com o candidato a governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), na TV Mirante, da família Sarney.

Flávio Dino tinha 6 minutos e meio de entrevista para discutir seu programa de governo, mas os apresentadores fizeram-no explicar o estatuto do Partido Comunista do Brasil. Mas não contentes só com isso, também quiseram saber como ele iria implantar a ditadura comunista no Maranhão. E a gente achando que já tinha visto tudo. E pensando que o PitBonner era o pior dos mundos.



Renato Rovai
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