6 de ago de 2014

A volta de Sheherazade aos holofotes

Na torcida contra Dilma
E Rachel Sheherazade, a Bondosa, ressurgiu.

Não com seus comentários no SBT, mas na internet. Soube-se que foi ela, em sua conta no twitter, quem mais espalhou a notícia do boletim do Santander que atrelava Dilma a uma catástrofe econômica.

Seu tuíte foi o que mais repercutiu.

Sheherazade, você percebe, não mudou nada. É a versão Jabor em saias.

Seus fãs estão à espera de que Silvio Santos rompa o silêncio que lhe impôs nas opiniões depois que ela defendeu a agressão contra um garoto que foi deixado amarrado a um poste.

Ali ela passou do ponto, e o SBT ficou aterrorizado com a possibilidade de perder os 150 milhões de reais que vem recebendo a cada ano em publicidade do governo federal.

Ficou claro que para SS, que a inventou, Sheherazade vale muito — mas não, definitivamente, 150 milhões.

Sheherazade diz que SS lhe prometeu um programa só dela no futuro, além do retorno do direito de opinar, e não apenas ler as notícias como Patrícia Poeta.

Será?

Parece claro que o futuro de Sheherazade está ligado ao resultado das eleições presidenciais.

Caso Aécio vença, e tome o controle das contas publicitárias do governo, Sheherazade deve voltar com estardalhaço.

Não haverá o risco de perda dos 150 milhões de reais, e ela voltará a bater, como sempre, no PT.

É previsível também que o Brasil se torne subitamente muito melhor, nos comentários de Sheherazade, com Aécio no poder.

A compulsão em mostrar coisas negativas será substituída pela compulsão em mostrar coisas positivas.

O olhar severo e reprovador será trocado por uma expressão sorridente e otimista.

É um velho truque na mídia. No passado recente, a Globo só descobriu que havia problemas no Brasil quando chegou ao fim a ditadura militar.

O Brasil, sob os generais, era o paraíso na terra, na Globo.

A derrota do PT será a vitória de Sheherazade.

As coisas vão ficar mais complicadas para Sheherazade caso Dilma vença.

Silvio Santos dificilmente aceitará colocar em risco seus milhões em publicidade do governo.

“Tudo pelo dinheiro”, como ele consagrou num quadro de seu programa.

Restará a Sheherazade se resignar a ler o que os outros querem que ela diga. Ou procurar outra emissora. Mas qual?

Poucas pessoas devem estar torcendo tanto contra Dilma quanto Sheherazade.

Caso dê Dilma, sua perspectiva é ser uma jornalista morta em vida — o que para muitos, entre os quais me incluo, ela já é.

Paulo Nogueira
No DCM
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PSDB faz media training. Pode, Ataulfo?

“Quem precisa de media training é o 'Ataulfo Merval de Paiva'” – ouvinte da CBN.
Ilustração do Twitter da Dilma Bolada

Desinteressada contribuição de Stanley Burburinho, incansável:


No CAf
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Aécio, Ana Amélia e o “novo jeito de governar”. Novo?


Desde o início da campanha eleitoral, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) vem tentando se distanciar do governo de Yeda Crusius (PSDB), do qual seu partido participou ativamente, estando, inclusive, no centro do escândalo do Detran, que envolveu importantes quadros do PP no Estado, entre eles, o deputado federal José Otávio Germano. Mas está ficando difícil para a candidata sustentar essa amnésia. Agora, o candidato tucano à presidência da República, Aécio Neves, apoiado pela senadora, escolhe como slogan de sua campanha exatamente o mesmo adotado por Yeda Crusius: “novo jeito de governar”.

No Rio Grande do Sul, esse “novo jeito” acabou se traduzindo em uma sucessão de escândalos, autoritarismo, arrocho, redução do tamanho do Estado e denúncias partindo de próprios integrantes do governo. A reprovação da população ao “novo jeito de governar” tucano foi de tal ordem que Yeda Crusius ficou num distante terceiro lugar na eleição de 2010.

As semelhanças entre as ideias de Aécio Neves, Yeda Crusius e Ana Amélia Lemos não estão apenas no slogan. Há propostas comuns entre os três que são definidoras da ideia de choque de gestão, defendida historicamente pelo PSDB:  cortar recursos, diminuindo os gastos com o custeio da estrutura administrativa e de serviços públicos; enxugar a máquina do Estado e distribuir melhor os recursos; demitir funcionários em cargo de confiança e diminuir secretarias.

Logo que assumiu, em 2007, Yeda determinou um corte linear de 30% nos gastos de custeio de todas as secretarias. Uma medida com impacto negativo direto na qualidade dos serviços públicos oferecidos à população, especialmente nas áreas da educação, saúde e segurança. Na época, a governadora não explicou como era possível ampliar e melhorar a qualidade dos serviços públicos cortando gastos de custeio, uma das medidas fundamentais da chamada política de déficit zero.

Ana Amélia Lemos repete o mantra do Estado mínimo anunciando que pretende economizar recursos, diminuir os gastos com o custeio da estrutura administrativa e enxugar a máquina. Tudo isso, segundo ela, para colocar o governo e o Estado à serviço da sociedade. Aécio Neves ecoa essas mesmas ideias e chama isso de “novo jeito de governar”.

Bem, ao menos no Rio Grande do Sul, dificilmente alguém vai achar isso novo. Esse filme foi exibido durante quatro anos, entre 2007 e 2010, e revelou-se um fracasso de crítica e público.

No RS Urgente
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Professora dá tamancada no Rola-bosta

Que tamancada monumental! Rola-bosta escreveu isto (http://naofo.de/13vi) sobre a prova dada pela filósofa Camila Jourdan a seus alunos na UERJ.

Resposta da professora:

“Rola-bosta, desastre intelectual é você não saber sequer o que é uma falácia (meus alunos do primeiro período poderiam talvez ajudá-lo), a avaliação demanda uma simples formalização, não demanda qualquer avaliação de validade até porque, em sua maioria, as proposições que devem ser formalizadas não são sequer argumentos. Não que você saiba o que é validade ou o que é um argumento, já que não sabe sequer o que é uma falácia. Você tem mesmo, RB, que olhar cheio de vergonha para a prova, já que não é sequer capaz de entendê-la, muito menos de resolvê-la. Falar bobagens sobre a prova é mole, quero ver me enviar ela resolvida. Mas já que você não sabe o que é formalização, acredita que estou defendendo posições com a questão e, assim, doutrinando alguém. Por outro lado, você sim está doutrinando quando fala de algo que poucos conhecem como se conhecesse e, portanto, leva as pessoas a acreditarem que se trata do que você falou (ah, isso sim é mesmo uma falácia!). Outra coisa: as formalizações excluem o conteúdo (claro que você não sabe a diferença entre forma e conteúdo), por isso o professor ou autor pode usar o conteúdo que quiser. Os conteúdos atuais são atrativos aos estudantes e este é o caso do conteúdo na prova em questão. Se isso passa mensagens independentes da matéria, isto é, independente do que está sendo avaliado (de tal modo que qualquer um pode discordar de mim e tirar 10, desde que saiba formalizar, o que não é o seu caso) é outra questão, e é, de qualquer modo, inevitável qualquer que seja o conteúdo escolhido. Natural que eu passe as mensagens que eu acredito, não que o aluno precise concordar com isso para acertar a formalização. Ninguém nunca reclamou das mensagens reacionárias que um dos manuais mais famosos de lógica, do Copi, utiliza em seus exemplos, defendendo explicitamente o EUA durante a Guerra Fria. Bom lembrar que este foi, e ainda é hoje, o livro de Lógica mais adotado nas escolas e universidades. Mas é claro que RB não sabe disso porque ele jamais estudou lógica. Só mais uma coisa, tenho que agradecer por terem divulgado minha prova, tenho muito orgulho dela.”
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Aécio indica que pretende manter — ou até elevar — a carga tributária

Candidato associado a uma agenda mais liberal para o país, Aécio Neves procura desarmar expectativas de uma redução do peso dos impostos na economia nacional em um eventual governo tucano.

Na entrevista concedida ao portal G1, Aécio indicou que a carga tributária, de início, terá de ser mantida — ou, dependendo de como se interpretem suas declarações, até elevada.

A primeira parte foi mais clara: “Só vamos ter espaço para a diminuição da carga tributária (…) no momento em que encaixarmos o crescimento do gasto corrente [as despesas permanentes do governo] dentro do crescimento da própria economia”.

Traduzindo, a carga atual, na casa dos 35% da renda nacional, não pode cair enquanto o gasto público, hoje perto dos 39%, continuar em alta.

Aécio fala apenas em uma “simplificação” do sistema tributário, a ser proposta de imediato. Isso abriria caminho para uma redução de impostos “a médio prazo”.

A simplificação mencionada implica unir tributos nacionais, estaduais e talvez até municipais, numa equação política e federativa que vem sendo tentada sem sucesso desde os anos 90.

Adicionalmente, o tucano nega que queira cortar gastos. Ainda que possa estar evitando antecipar medidas impopulares, a margem para ajustes rápidos na despesa pública é mesmo muito pequena.

Questionado sobre o tema, Aécio preferiu se dizer contra “o processo de desonerações [tributárias] setoriais” promovido pelo governo Dilma Rousseff. Ou seja, criticou medidas que reduziram a arrecadação na tentativa de estimular a economia.

Mais surpreendentemente, não descartou a possibilidade de criação do Imposto sobre Grandes Fortunas, autorizado pela Constituição, mas nunca regulamentado — nem a administração petista se animou a levar o tema adiante.

Tudo somado, há uma evidente preocupação com o comportamento da receita pública nos próximos anos. Antes da agenda liberal da carga tributária menor, há o problema mais urgente da deterioração das contas do governo.

Trata-se de um pensamento coerente com a experiência tucana no Palácio do Planalto: foi o ajuste fiscal do governo FHC que  promoveu a maior elevação de impostos desde a redemocratização do país.

No fAlha
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Cotas sim

Sistema de cotas e a manutenção de privilégios: o que a Folha pensa

A nova campanha publicitária da Folha de São Paulo aposta na parcialidade como mote para continuar vendendo assinaturas. Além de outros temas que estão em constante debate em âmbito nacional, pretende continuar dividindo opiniões sobre a legitimidade das cotas raciais nas universidades e em concursos públicos: “A Folha é contra as cotas raciais. Concordando ou não, siga a Folha, porque ela tem suas posições, mas sempre publica opiniões divergentes”. Como se já não soubéssemos da parcialidade desse jornal e das suas opiniões desfavoráveis às políticas de promoção da igualdade racial, ao contrário do que se propõe, não considera as lutas históricas dos movimentos negros e de mulheres negras e suas pautas sobre racismo e mobilidade social da população negra.

O debate sobre cotas raciais foi acirrado quando o Partido Democratas (DEM) moveu ação contra a Universidade de Brasília e sua política de reserva de vagas para negras/os. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, pela constitucionalidade da adoção de políticas de reservas de vagas para negros e indígenas nas universidades públicas. Esta decisão culminou na Lei nº 12.711/2012, a chamada lei de cotas, que reserva 50% do total das matrículas em universidade públicas federais e institutos federais de educação, distribuídos segundo critérios de renda familiar, pertencimento racial e egressos de escolas públicas. A adoção de cotas raciais pelas universidades brasileiras responde a uma demanda histórica da população negra por políticas de equidade racial, ampliando a democratização do acesso ao ensino superior.

A imparcialidade nunca foi uma característica da Folha, mas colocar-se como um veículo de comunicação que debate a questão racial de maneira ampla e democrática é subestimar a capacidade crítica das/dos leitoras/es. A intenção é continuar silenciando sobre o privilégio simbólico da brancura e não colocar em jogo os interesses econômicos das elites predominantemente brancas que continuam explorando a força de trabalho negra, menos escolarizada e relegada a condições de vida precárias. Segundo a pesquisa do GEMAA, As políticas de ação afirmativa nas universidades estaduais (2013), a região Sudeste é a que menos tem cooperado para a inclusão no país, apenas 16,7% contra 26,6% da região Norte, 29% da região Sul, 32,6% da região Nordeste e 40,2% da região Centro-Oeste.

Mas por que a Folha de São Paulo e a elite paulista são contra as cotas raciais quando estas favorecem negras/os e indígenas? Ao fazer uma breve digressão histórica sobre a formação da classe trabalhadora brasileira em fins do século XIX e início do século XX, veremos que, a opção por imigrantes europeus em detrimento da população negra para compor a força de trabalho nos setores mais dinâmicos da economia, foi uma política racial fomentada pela ideologia do branqueamento. As políticas imigrantistas foram financiadas pelo estado de São Paulo (TELLES, 1994), constituindo, a meu ver, a primeira política de cotas raciais promovida pelo Estado brasileiro. Somos levadas/os a crer que a questão racial é um problema das/os negras/os, quando na verdade, permeia toda a sociedade. A branquitude, com sua suposta neutralidade, silencia sobre os lugares de privilégio.

Não por acaso, a Folha de São Paulo escolheu uma mulher negra para legitimar seu racismo disfarçado de democracia racial. A pretensão em conferir legitimidade ao seu discurso, já que é uma negra se colocando contra as cotas raciais que a beneficia, é apenas uma parte da estratégia publicitária. Embora as insistentes desigualdades de gênero e raça ainda sejam marcantes na presença de mulheres negras no ensino superior, estudos como o Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil (2013), evidenciam que temos alcançado maior escolarização nos últimos anos. A ideia da campanha é a de que recuemos de nossas conquistas, mas não importa “o que a Folha pensa”, sabemos pelo o que lutamos.

#NaoSigoaFolha

Marjorie Chaves

Referências

FERES JÚNIOR, João (Org.). Levantamento das políticas de ação afirmativas. As políticas de ação afirmativa nas universidades estaduais. Iesp/UERJ, novembro de 2013.

MARCONDES, Mariana [et. al.] (Org.). Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil. Brasília: Ipea, 2013.

TELLES, Edward E. Industrialização e desigualdade racial no emprego: o exemplo brasileiro. Rio de Janeiro, Estudos Afro-Asiáticos, n.26, set./1994. p.21-51.

* * *

Folha, eu discordo de você e não te sigo! Cotas sim!

É de uma desonestidade intelectual tremenda querer discutir cientificamente sobre as cotas e a existência das raças, como se uma porcentagem de genes definisse quem é negro. Uma pessoa que tem mais da metade de genes de origem caucasiana-européia, mas, ainda sim, manifesta fenótipos negros, terá sobre si o peso do racismo. Ninguém precisa fazer um exame de DNA em mim pra saber que eu sou negra. Esse papo de herança genética, de não existência de raças, é, pra mim, enfurecedor. Tamanha falácia.

Acho engraçado também quando eu escuto a imensa preocupação com possíveis fraudes na autodeclaração. Para negar direitos ao povo negro, a autodeclaração é tornada um óbice… Mas ser declarado negro por essa sociedade, ser marginalizado, preso, exterminado, não é problema nenhum. As cotas nas penitenciárias andam a pleno vapor e ninguém se importa com a fraude que é esse sistema perverso e racista. Quanta hipocrisia.

Ah, mas e as cotas sociais e os brancos pobres? Nós estamos aqui falando de séculos de exclusão e marginalização da população NEGRA. Chega de falar de branco! Estamos falando de mais da metade da população desse país sendo excluída da universidade e ainda ousam questionar a injustiça que é alguns dos brancos não terem acesso à universidade? Nós somos maioria na população e minoria na universidade e ainda temos que ficar pedindo licença pra entrar? Chega! Já deu!

Estamos falando de uma meritocracia fajuta, que exclui mais sistematicamente pessoas negras da universidade. Não há que se falar em mérito quando as oportunidades são desiguais. Você, branco, com seu pré-vestibular maravilhoso, com curso de inglês, francês, intercâmbio, competindo com um cara que mal tinha uma carteira pra sentar, que dirá um professor. Covardia, né, campeão?

EU estou falando de reconhecimento. EU estou falando de andar nos corredores da faculdade de Direito da UERJ e olhar os quadros com as fotos dos formandos antes das cotas e ver, no máximo, um negro pingado nas fotos. EU estou falando de nunca ter tido uma professora negra. Estou falando de andar no fórum onde trabalho e só encontrar meus iguais com o uniforme de terceirizado, trabalhando na limpeza, no elevador ou de segurança. Aliás, por isso, sou a favor de cotas não só na universidade, como no serviço público.

Já perdi a conta das vezes que debati essa questão. E já vi que vou passar muitos anos da minha vida ainda tendo que debater, rs… paciência!

“Acima de tudo, não iremos nos calar diante de qualquer ataque aos nossos direitos.”

Folha, eu discordo de você e não te sigo! Cotas sim!

Letícia Peçanha

No Blogueiras Negras
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Vocês vão ver o quê?


Pela minha Timeline, passam pessoas comentando absurdos que foram ditos no programa da Ana Maria Braga. Em seguida, vejo críticas contundentes ao da Fátima Bernardes. De noite, espinafram os diálogos das novelas, alegando haver propaganda política subliminar em todas elas. Domingo, reproduzem o que o Faustão falou. Pois bem, tudo isso seguido de uma palavra de ordem: "abaixo a Rede Globo". Mas como? Vocês vão ver o quê?


Quem pensa que túnel do tempo é coisa de ficção científica está muito enganado. Quer voltar ao passado sem rejuvenescer? Entre num helicóptero e vote em Aécio Neves. São doze anos de viagem em que você poderá ver todas as conquistas recentes reduzidas a pó.

Gilson Caroni Filho
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Preconceito contra médicos cubanos em Uberlândia-MG


E o representante do Conselho Regional de Medicina não vê nenhuma irregularidade...


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Em cartaz


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Em Uberlândia: Penitenciária Pimenta da Veiga


Adequada para abrigar os réus do mensalão tucano.

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Essa é do Barão... 4


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Castigo cruel: Pai ameaça criança dizendo que vai obrigá-la a assistir “Zorra Total”


Melhor castigo!! Funciona!! Depois dizem que criança não sabe o que é bom...
Chora até quando passa a chamada na TV... Kkkkkkk


No DCM
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O DNA é tucano: Faça como digo... mas não olhe o que eu faço!

Ontem o Aébrio reuniu-se com a fina flor dos representantes dos médicos.

Entre eles tinha tinha um beócio de jaleco branco e estetoscópio pendurado no pescoço bancando o papagaio de pirata do candidato. Tenho quase certeza que se tratava do Geraldo Ferreira, presidente defenestrado da FENAM, funcionário fantasma de dois empregos lá no Ceará e responsável pelo mico internacional da "vaia aos médicos cubanos".

Que legal o Aébrio comprometer-se com a carreira nacional para os médicos! Isto não é excludente com o Mais Médicos, posto que seriam medidas complementares.

De qualquer forma, alguém tem que perguntar ao Aébrio porque ele não fez concurso para médicos durante os seus dois mandatos como governador de MG...

Muito feio isso!

Merecia uma sonora vaia e passagem por corredor polonês.

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“O senador Aécio Neves é um neocoronel”


Para deputado, caso de Cláudio apenas evidencia forma de tucano lidar com o patrimônio público

Os deputados de oposição de Minas Gerais, reunidos no bloco Minas Sem Censura, tentam aprovar um pedido de CPI para apurar a construção do aeroporto de Cláudio, que custou R$ 13,9 milhões e não tem uso público. Nesta entrevista, o vice-líder do bloco, deputado Rogério Correia (PT), relata que há outros casos envolvendo a gestão tucana no estado que precisam ser investigados.

Em que pé está a investigação do Ministério Público sobre o aeroporto de Claudio? Há novidades sobre o processo de desapropriação?

Desde que nós fomos ao Ministério Público [dia 22 de julho], apareceram novidades que agravaram ainda mais a situação, que reforçam a necessidade de uma CPI. O governo disponibilizou, na lei orçamentária, mais de R$ 20 milhões para a desapropriação do terreno onde fica o aeroporto, sendo que o valor da desapropriação estava calculado em R$ 1 milhão. Isso precisa ser averiguado, ver se não é um superfaturamento de desapropriação, em uma terra do tio do ex-governador. E, além disso, o que ele fez pra família da mãe em Claudio, ele fez pra família do pai em Montezuma. Fez um asfaltamento lá por R$ 300 mil, numa pista que também fica fechada. Fica cada vez mais clara a utilização do recurso público pra fins privados. É uma característica, infelizmente, comum no governo Aécio Neves. Estamos enviando nesta semana a documentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e o caso de Montezuma para o mesmo promotor do MP, para agregar à investigação. E aí esperamos que ele tome uma decisão e entre com uma ação de improbidade administrativa, não só contra o Aécio, mas também contra o atual governador, que permitiu esse orçamento para a desapropriação.

Há também uma investigação envolvendo a rádio Arco-Íris, de propriedade de Aécio. De que se trata esse caso?

O então governador Aécio Neves passava recursos, pelas mãos de sua irmã Andrea Neves, que era coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo, e fazia o repasse publicitário para a rádio deles, a Arco-Íris, que funciona em Betim. O Ministério Público chegou a abrir inquérito para investigar os repasses feitos pelo governo à rádio, entre 2003 e 2010. O Aécio ganhou essa rádio do Sarney e do Antonio Carlos Magalhães, que era ministro de comunicação. E ele já tinha outras rádios, passando a ser dono de uma rede. Quer dizer, essa relação promíscua entre o público e o privado na gestão de Aécio é uma denúncia antiga, que só agora começa a vir a público.

Por que só agora? Por que há pouca repercussão de casos envolvendo o senador em Minas?

Ele trata Minas Gerais como uma espécie de curral. O senador Aécio Neves é um neocoronel, digamos assim. O controle da imprensa é um exemplo. O controle é tão absoluto que virou motivo de deboche internacional. Tem também controle do Ministério Público, não dos promotores ou da instituição, mas da nomeação do procurador do Estado. Tanto é que o ex-procurador, doutor Alceu José Torres, quando saiu do MP foi virar secretário de governo do PSDB [Alceu foi procurador-geral do MP por dois biênios, de 2008 a 2012, e foi nomeado Secretário Estadual de Meio Ambiente em abril de 2014] . A denúncia da rádio Arco-Íris foi arquivada por ele, que tomou pra si a ação da promotora Josely, sobre o desvio de dinheiro da saúde, e também arquivou, quando era procurador-geral. Então, Aécio tem um controle da Justiça, via Ministério Público, e da imprensa. E também no Tribunal de Contas. Um exemplo disso é o Termo de Ajustamento de Gestão, que permite um escalonamento no cumprimento da Constituição em relação ao investimento em saúde e educação.

E como é a relação do governo com a Assembleia Legislativa?

Outro controle. Aqui não conseguimos fazer CPI. Tentamos fazer da rádio, tentamos fazer do Mineirão - que foi doado pra Minas Arena -, estamos tentando do aeroporto... E olha que o Aécio fala que “quem não assina CPI é porque tem rabo preso”, então vamos ver se agora os deputados favoráveis a ele aceitam a investigação. A Assembleia Legislativa de Minas teve menos CPI durante o governo tucano do que durante o regime militar. Eles utilizam esse controle todo para transformar Minas Gerais numa espécie de capitania hereditária dos Neves. Os tucanos cercaram Minas Gerais com uma cerca elétrica e que dá choque.

Joana Tavares
No Gilson Sampaio
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Vídeo: militantes do Hamas atingidos por míssil israelense

 Atualizado com nova informação  


Um vídeo impressionante publicado nas redes sociais por esses dias mostra um grupo de militantes do Hamas disparando contra algum alvo à sua frente. Em seguida aparece um carro com uma metralhadora no topo. De repente um míssil cai em cima deles e ocorre uma enorme explosão.

O vídeo foi gravado provavelmente de um celular de um prédio próximo. O cinegrafista cai no chão e leva um tempo até conseguir se levantar e filmar o lado de fora do prédio, completamente coberto de fumaça da explosão.


No Jornalismo Alternativo

Recebo informação que diz o seguinte: "Na verdade são mercenários da FSA atingidos pelo exértico sírio!!!"
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O juiz que manteve manifestantes na cadeia por eles serem da “esquerda caviar”

Fábio Hideki
Fábio Hideki Harano e Rafael Lusvarghi não portavam explosivos, afirmou laudo técnico do Gate (grupo anti-bombas da PM) e do Instituto de Criminalística.

Um levava uma lata de spray fixador de tintas em tecidos e o outro um frasco de achocolatado.

Presos no último dia 23 de junho em um protesto contra a Copa, permanecem encarcerados e o laudo é uma atenuante mas a liberdade ainda parece longínqua. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os falsos explosivos não são as únicas provas. Pesam ainda danos ao patrimônio, associação criminosa, desobediência e resistência.

Na última sexta-feira, ambos tiveram mais um pedido de liberdade negado. O juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal, reafirmou que trata-se de “black blocs que atentam contra os poderes constituídos, desrespeitando as leis e os policiais que têm o dever de preservar a ordem, a segurança e o direito de manifestação pacífica.”

E mais, que como black blocs não passam de “esquerda caviar”.

“Além de descaradamente atacarem o patrimônio particular de pessoas que trabalham para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, celular, postam fotos no Facebook e até utilizam uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada esquerda caviar.”

O juiz se baseia, e julga, em laudos e provas e testemunhos concretos ou conforme sua ideologia política?

A patética definição rodrigoconstantinesca subiu na tribuna. O neologismo que visa desqualificar a ideologia socialista é sacado sempre que possível, sobretudo em atos individualizados.

Um socialista que sonegue impostos suja a ficha de todo mundo. Mas um capitalista não? Se ele o fizer, está dentro do previsto? É isso?

É curioso que se veja “hipocrisia naqueles que defendem causas nobres muito mais para parecer ‘legal’ que por causa dos resultados concretos daquilo que prega” (autor supra-citado). Uma coisa não exclui a outra, é tão difícil assim entender?

Segundo esse raciocínio, a madame dos jardins que ajuda uma instituição social também está sendo hipócrita. Por sua tendência político ideológica individualista não deveria ajudar ninguém. Ou podemos denúnciá-la como “direita cachaça”.

Desprovido de provas concretas, o juiz Marcelo Matias Pereira resolveu mirar no abstrato.

Você, leitor, está descalço e com uma folha de parreira escondendo os genitais? Não? Sinto informar, você é esquerda caviar.

O juiz Marcelo Matias Pereira
O juiz Marcelo Matias Pereira

Mauro Donato
No DCM
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"Viajar em um avião é menos sério que construir um aeroporto", diz André Vargas


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