22 de jul de 2014

Como pensa a elite brasileira

A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.

ArquivoA elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público — para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com  a coisa e reclama que "ninguém" vai para a cadeia. "Ninguém" é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é "responsabilidade fiscal".

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer "contabilidade criativa".

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de "Desvinculação das Receitas da União" —  inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado "O Capital no Século 21". Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade. 

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.

Antonio Lassance
No Carta Maior
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O candidato Aécio e seu aeroporto privado feito com dinheiro público

Procedimento correto este adotado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) de investigar os voos no aeroporto da fazenda de um tio-avô do candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG), em Cláudio (MG). E os tucanos ainda têm a coragem de dizer que o governo usa a máquina oficial para perseguir seu candidato? Mas qual é mesmo o papel da ANAC, se não esse tipo de fiscalização?

E a ANAC deu todas as explicações sobre a sua iniciativa. Como o aeroporto ainda não está homologado, não poderia ter sido colocado em uso. E foi pelos usuários que pediram e obtiveram “a chave” do aeroporto do tio do senador-candidato a presidente, único que tem a tal chave desde que o aeroporto ficou pronto em 2010.

A Agência informou que não há autorização para movimentação no aeroporto, construído por R$ 14 milhões, dinheiro do Tesouro de Minas, quando Aécio cumpria seu último mandato de governador do Estado (2007-2010),  em área desapropriada pelo governo do Estado. E informações entre as mais recentes sobre o caso dão conta de que a empreiteira que construiu a obra contribuiu para as campanhas eleitorais de Aécio Neves e de seu sucessor no Palácio da Liberdade, governador agora candidato a senador, Antônio Anastasia.

Aeroporto escancarou a fraude que é o administrador Aécio

O fato é que o aeroporto privado construído com dinheiro público na fazenda da família do senador escancarou a fraude que é o administrador Aécio Neves, e o quanto e a mídia e responsável por esta sua falsa imagem, seja de excelente administrador, seja como político.

Vai ver que se a folha de s.Paulo não tivesse descoberto este escândalo do aeroporto privado feito com dinheiro público por Aécio, daqui a pouco a obra seria apresentada como mais uma do seu “choque de gestão”, essa outra fraude que ele e os tucanos apresentam como exemplo de gestão do PSDB e que, no fundo, não passa de demissão de funcionário público, corte de investimentos, sucateamento da máquina pública, busca do tal Estado mínimo que eles tanto defendem.

Não sabemos se pelo fato de o senador sempre ter vivido no Rio e não em Minas, seu dois governos (2003-2010) à frente do Estado não ostenta nenhuma grande realização. O Centro Administrativo que construiu em substituição à sede do Executivo mineiro (Palácio da Liberdade) e a que deu o nome do avô, Tancredo Neves, nunca foi realmente investigado.

Nada em nenhuma área em Minas destaca os governos Aécio no Estado

Não há nada na Saúde, ou mesmo na Educação — apesar da propaganda — que destaque um ou os seus dois governos. aliás, falando sobre saúde, para saber como está a área em Minas, passem as primeiras horas da manhã nas imediações de grandes hospitais da capital paulista, como a Santa Casa e a Beneficência Portuguesa. Ficam congestionados de ambulâncias que levam pacientes de Minas para tratamento em São Paulo.

Tampouco há destaque de um ou de seus dois governos na área de infraestrutura no Estado das Geraes. A atuação da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), então, é um mistério. E não é só por aquela desonestidade recente, não, de ter pleiteado um reajuste maior na tarifa de energia, esconder este fato, ter recebido autorização para um reajuste menor e depois alardear em anúncios em Minas que o aumento da conta de luz era decisão do governo federal.

Há necessidade de começar a apurar tudo isso, denunciar, mostrar à opinião pública, ao eleitor. O senador em entrevistas ergue um muro, se recusa a responder sobre estas coisas e sobre outras pessoais. Não pode, nem resolve. Ele precisa responder sobre seus atos. E a mídia tem de começar a fazer uma cronologia de como ela própria o favoreceu e escondeu seus erros no governo e em sua vida política e pessoal para criar essa imagem que agora o marketing da campanha, com apoio da mídia, começa a desenhar e a reforçar.

No Blog do Zé
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Quem vazou a informação do aeroporto?


Uma pergunta se alastrou pela internet depois que a Folha publicou a informação de que Aécio mandara construir — ou reformar, segundo ele — um aeroporto numa fazenda de um tio. (Ele afirma que a fazenda já não era do tio quando recebeu a obra.)

Quem vazou?

É um caso antigo, de alguns anos. Não é um fato novo, propriamente. Por que isso não apareceu antes?

A informação não foi fruto de um trabalho de investigação jornalística da Folha.

Alguém passou ao jornal a informação. É assim que as coisas funcionam. Ao contrário do que as mentes ingênuas e românticas acreditam, os maiores furos jornalísticos quase não envolvem repórteres, editores, subeditores, fotógrafos e quem mais for.

Tudo se resume na entrega, para o veículo certo, de um dossiê que comprometa alguém.

Carlinhos Cachoeira é um símbolo disso, com os escândalos que forneceu à Veja. Pode-se dizer que nenhum repórter da Veja, nos últimos anos, foi tão produtivo quanto Cachoeira.

Quem viu House of Cards conhece o mecanismo que leva alguns políticos ao topo, e muitos ao abismo.

Na série, furioso por não ter recebido o cargo prometido pelo novo presidente americano, Francis Underwood vai passando informações comprometedoras sobre desafetos até chegar à Casa Branca.

Alguém entregou Aécio, isto é fato.

Mas quem?

Os internautas se agitaram em torno dessa pergunta.

O primeiro suspeito, nas especulações, é o suspeito de sempre: Serra. Em torno de Serra se construiu a lenda — ou a realidade, para muitos — de que ele é um mestre em produzir dossiês antiadversários.

Mas há pontas soltas nesta hipótese.

Se Serra tinha a informação, por que ele não a vazou quando disputava com Aécio a indicação do PSDB para as eleições presidenciais?

Alguns meses atrás, o aeroporto poderia ser fatal para as pretensões de Aécio de ser o candidato.

É de supor que, se Serra soubesse da história, se movimentaria na hora certa. É um homem inteligente.

Ou seria ele tão vingativo que, mesmo tendo acesso tardiamente a um dado letal para seu rival, optaria por vazá-lo mesmo sem outro proveito pessoal que não a desgraça alheia?

Muitos internautas apostam em Serra, com todas as ponderações que tornam seu nome fraco como suspeito.

A fama, a obra de Serra são maiores que a vulnerabilidade da hipótese de que foi ele o responsável pelo vazamento.

Pessoalmente, não acredito que tenha sido ele. A falta de um benefício claro para Serra do vazamento o inviabiliza, em meus esforços dedutivos, como suspeito.

Terá sido alguém do PT?

Não acredito. As relações entre o PT e as grandes empresas de mídia são muito ruins para que alguém do partido confiasse que um jornal como a Folha publicasse a denúncia.

Haveria o temor, imagino, de que a Folha não apenas rejeitasse o dossiê como o usasse contra o autor. E se Folha dissesse numa manchete que o PT tentara incriminar Aécio?

Toda a mídia cairia matando em cima do PT. Logo surgiria a velha pergunta: “Lula sabia?” O Jornal Nacional encontraria motivos para dar o assunto dias, semanas seguidas.

Haveria, em suma, a movimentação em massa que não existiu no caso do aeroporto. A mídia dá — esconde é um verbo melhor — o mínimo necessário para não passar vergonha.

Alguém viu uma matéria decente sobre a fazenda em si, por exemplo? Ou algum perfil sobre o tio de Aécio?

Se foi Serra — repito: acho que não foi — ele deve estar frustrado com a repercussão.

Seja quem for que tenha vazado, ele pôde comprovar uma máxima do jornalismo brasileiro destes tempos: denúncia só é boa quando é contra um petista.

Paulo Nogueira
No DCM
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A roupa nova do rei Fifa

A situação se inverteu: não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações, opina a jornalista Astrid Prange, da redação brasileira da DW. E a lista é longa.


O rei está nu. A polícia brasileira tornou possível o impossível: ela desnudou a entidade máxima do futebol mundial. Pouco antes do ponto alto da Copa do Mundo no Brasil, a final no Maracanã, a Fifa não está mais no alto do pódio, mas sentada no banco dos réus.

Até pouco tempo atrás, o banco dos réus estava reservado ao país anfitrião, o Brasil. A Fifa não se cansou de criticar a lentidão nos preparativos do espetáculo esportivo. Muitos estádios não corresponderiam aos critérios por ela exigidos. Muitos só ficaram prontos no último minuto. A Fifa argumentava com o conforto e a segurança dos torcedores de todo o mundo.

Mas agora a situação se inverteu. Não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações. E a lista de transgressões é longa. A empresa Match Services, parceira da Fifa, estaria envolvida na venda ilegal de ingressos da Copa. Árbitros da Fifa são acusados de ignorar entradas duras em campo. E as equipes de segurança da Fifa não foram capazes de garantir a segurança dos espectadores no estádio.

A derrocada da Fifa mostra quão mal informados sobre o maior país da América Latina estão a entidade máxima do futebol e a opinião pública mundiais. A crítica da Fifa aos atrasos nas obras dos estádios e à infraestrutura precária se encaixava muito bem nos clichês vigentes sobre o Brasil. Sol, samba, carnaval e futebol, e, naturalmente, corrupção — essa era a perfeita descrição de um país simpático, mas longínquo.

Mas definitivamente já se foram os tempos em que o planeta estava claramente dividido, com as nações industrializadas no chamado Primeiro Mundo e os países em desenvolvimento no Terceiro Mundo. Não só a economia se globalizou, como também o conhecimento, o anseio pela democracia e naturalmente o futebol.

Há um ano, milhões de pessoas foram às ruas no Brasil para protestar contra a corrupção. A raiva era dirigida não só contra o próprio governo, mas também contra a Fifa.

Mas a Fifa parece não ter entendido isso. O Brasil não é um país que se entrega de joelhos para a Fifa, mas uma democracia e um Estado de Direito. Isso ficou mais uma vez comprovado pelo excelente trabalho dos investigadores brasileiros. Se eles tivessem contado com a prometida colaboração da Fifa, pouco teriam avançado.

O Brasil acabou com a onipotência da Fifa. Suas novas roupas são mais transparentes do que ela gostaria que fossem. O rei que tanto abriu a boca agora precisa ouvir. E descobriu que, assim como seus “súditos”, não está acima da lei. É significativo que a Fifa tenha que aprender essa lição justamente no Brasil.

Astrid Prange
No CAf
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Medicamentos chegam às farmácias 12% mais baratos

Lista de produtos com isenção de impostos aumenta e, com isso, 75% dos remédios comercializados no País terão preço reduzido

Os medicamentos que passaram a ter a isenção do PIS/COFINS chegam mais baratos nas farmácias a partir desta segunda-feira (21). O governo federal ampliou em 174 a lista de substâncias que ficam livres da cobrança desses tributos, o que deve levar a uma redução de 12%, em média, nos preços dos produtos. A chamada “lista positiva”, com a inclusão dos novos produtos, já soma mais de mil itens com sistema especial de tributação, o que representa 75,4% dos medicamentos comercializados em todo o País. Confira a lista completa de medicamentos com preços reduzidos.

Atualmente, quase a totalidade dos medicamentos tarja vermelha e preta estão isentas de PIS/COFINS. Essa medida visa reduzir o custo para a população com medicamentos essenciais, utilizados para o tratamento de artrite reumatoide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV, entre outros.

Os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na seleção das substâncias que terão o benefício levam em consideração as patologias crônicas e degenerativas, os programas de saúde do governo instituídos por meio de políticas públicas e a essencialidade dos medicamentos para a população. Para fazerem jus ao benefício, os medicamentos devem estar sujeitos à prescrição médica e estarem destinados à venda no mercado interno.

A Câmara de Regulação é responsável pelo monitoramento dos preços dos remédios e por garantir que as reduções tributárias sejam integralmente refletidas nos preços fixados como teto para os produtos.

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Classe média cresce no Nordeste e já supera a população mais pobre

Nos últimos dez anos, o Nordeste vem acompanhando o crescente aumento no ganho das famílias das classes D e E, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico. Com isso, houve uma significativa diminuição da população pobre da região, que passou de 66% para 45% dos nordestinos. Enquanto isso, o percentual da população na classe média passou de 28 para 45%. Esta tendência de crescimento da real renda das pessoas mais pobres da região deve continuar nos próximos anos. É a primeira vez que a classe média vai ultrapassar o número de pobres e vulneráveis na única região em que isto ainda não acontece.

De acordo com o levantamento da consultoria Plano CDE, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, são 23,9 milhões de nordestinos na classe C e 23,7 milhões entre a D e E. Ambos representam 45% da população, mesmo com a ligeira diferença.

A região, que é a segunda maior em consumo do País, perdendo apenas para o Sudeste, continua crescendo. Os esforços do governo federal em fortalecer o salário mínimo, manter e ampliar políticas de transferência de renda como o Bolsa Família e, dos investimentos na geração de emprego da região, deverão garantir este incremento da economia do Nordeste.

Em números nacionais, na última década, mais de 39 milhões de pessoas entraram na classe média e 19,3 milhões saíram da pobreza. Atualmente, o Brasil tem mais da metade da população inserida nesta categoria. São mais de 94 milhões de brasileiros (50,5% da população) na nova classe média, que detém 46,24% do poder de compra.

Nos últimos sete anos, a renda familiar desta camada da população teve um aumento superior a 40%, passando de R$ 1,1 mil para R$ 4,5 mil. Este crescimento já injetou na economia mais R$ 100 bilhões desde 2002. Em 2009, a classe C consumiu R$ 881 bilhões do total de 2,2 trilhões de todo o País. Só com educação (pagamento de escola, material e livros) foram mais de R$ 15 bilhões. Além disso, a classe média é responsável por 78% do que é comprado em supermercados e movimenta, por ano, cerca de R$ 275 bilhões na internet.

No Agência PT
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Um caso difícil

Pedido de asilo político em pleno Estado de Direito é, entre outros possíveis significados, um ato de originalidade. O ato da ativista Eloísa Samy, com outros apontados adeptos dos "black blocs", tende a acirrar o nada original choque de opiniões entre autoridades do Judiciário e, também, de uma ou outra daquelas com autoridades policiais. O desenrolar do inquérito sobre pretensas ações de violência para o último dia da Copa está agitado em variadas direções e gravidades.

As informações encaminhadas à Justiça, das quais resultou a decretação de prisões, são apenas parte, em dois sentidos, do trabalho da polícia do Rio no caso: nem tudo o que já é conhecido foi encaminhado, restando material para complementações e conexões, e há outras linhas de fatos, personagens e respectivas investigações. Alguns desses fatos, na visão policial, talvez com nível de gravidade acima do que já foi noticiado sobre intenções e preparativos de atos de violência, como o imaginado incêndio da Câmara Municipal carioca e o preparo de explosivos.

A natureza desse caso, com implicações diretas em princípios do Estado de Direito, torna indispensável que as investigações e as conclusões policiais sejam tão precisas quanto possível, e amparadas em comprovações convincentes. Cuidados, estes, devidos não só pelos condutores policiais das investigações, como em geral se considera, mas também pelo Ministério Público e pela Justiça.

Preferências

É um tanto precipitada a euforia de Aécio Neves por seu empate técnico com Dilma Rousseff no segundo turno, conforme dedução baseada em números do recente Datafolha.

Esse empate resulta da soma da margem de erro ao total de Aécio e da retirada da mesma margem no total de Dilma. Ou seja, a margem de erro é aplicada só a favor de um, e contra o outro. Assim os 40 pontos de Aécio sobem para 42 e os 44 de Dilma descem para 42.

Empates com esse jogo de números podem ter influências no eleitorado indeciso. Mas são apenas questão de preferência. Se o mesmo jogo for feito em favor de Dilma, tem validade idêntica ao favorável a Aécio, porém derrubando-o: os 44 dela sobem para 46 e os 40 dele descem para 38.

Se feito em favor de Eduardo Campos, o jogo o elevaria a condições já promissoras para um segundo turno, o que, até agora, não é propriamente verdadeiro. Dilma desceria dos seus 45 para 43 pontos e Eduardo subiria para 40. E adeus Aécio.

Hipocrisias

A dedução mais razoável incrimina os rebeldes ucranianos na derrubada do Boeing da Malaysia Airlines, com armamento fornecido pela Rússia. Mas não foi em provas que Barack Obama se baseou para transformar tal hipótese em acusação explícita a Vladimir Putin. Baseou-se no cinismo que rege a política internacional e no seu próprio.

Em menos de duas semanas morreu em Gaza o equivalente aos ocupantes de dois Boeings idênticos àquele. Mortes com bombas fornecidas a Israel pelos Estados Unidos e lançadas por caças F-16I fornecidos a Israel pelos Estados Unidos.

O Iraque está em terrível guerra interna com armas fornecidas pelo governo de Barack Obama, acompanhadas dos instrutores com quem os atuais beligerantes se prepararam. O Taleban mantém o Afeganistão incandescente, e a Al Qaeda difundiu o terror no mundo com armas e instruções proporcionadas pelos Estados Unidos.

Tudo isso é passível de ser considerado crime de guerra.

Janio de Freitas
No fAlha
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Caso Helicoca: as ligações de Aécio Neves com Zezé Perrella

Zezé Perrella e Aécio
Ambos mineiros, Aécio Neves e Zezé Perrella torcem pelo mesmo time de futebol, o Cruzeiro, do qual Perrella foi presidente, e jogam juntos no primeiro escalão da política do estado. Nas eleições estaduais deste ano, o PDT de Perrella, que apoia o PT no plano nacional, fechou com o PSDB em Minas.

A maior demonstração da força de Perrella no coração político de Aécio se deu quatro anos atrás, na disputa para o Senado. Itamar Franco havia trocado o PMDB pelo PPS e sido indicado para disputar uma das duas vagas ao Senado — a outro era de Aécio.

Com 80 anos de idade, Itamar queria José Fernando Aparecido, hoje no PV, como seu primeiro suplente. José Fernando é filho de um antigo aliado de Itamar, o ex-governador do Distrito Federal José Aparecido. Mas Aécio impôs o nome de Perrella.

“Todo mundo nos bastidores achava que Aécio queimaria o Itamar, permitindo votos no candidato do PT ao Senado, Fernando Pimentel, como parte de uma estratégia para agradar aos eleitores petistas no Estado, que deram a vitória a Lula em 2002 e 2006 e a Dilma em 2010”, diz o deputado estadual Sávio Souza Cruz, aliado de Itamar, homem forte de seu governo entre 1999 e 2003.

“Mas o Aécio trabalhou muito pelo Itamar. Hoje se sabe que ele pedia votos para o ex-presidente, mas o que queria mesmo é colocar Perrella no Senado”, acrescenta.

Pouco mais de um ano depois de eleito, aos 81 anos, Itamar faleceu de leucemia aguda, e Perrella assumiu uma cadeira no Senado, herdando sete anos de mandato.

A união entre o PDT de Perrella e o PSDB de Aécio é um capítulo de uma aliança que não se limita à política.

A promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais encontrou as digitais de Perrella em diversas investigações que tem realizado sobre o governo de Aécio.

A família Perrella aparece nos inquéritos abertos para investigar a concessão dos restaurantes da Cidade Administrativa, a maior obra de Aécio no estado, a venda de refeições para os presos, a fraude fiscal na venda de carnes e o convênio para a produção de alimentos para o programa Minas Sem Fome.

Tamanha proximidade não recebe destaque na cobertura da imprensa mineira, especialmente no maior jornal local, “Estado de Minas”, em que notícias consideradas negativas ao ex-governador já resultaram em demissões.

O jornal concorrente, “Hoje em Dia”, chegou a publicar reportagens que deram origem à investigação do Ministério Público. Mas a propriedade do jornal trocou de mãos, e o veículo agora menospreza até os desdobramentos dos furos de outros tempos, como aconteceu no caso da produção de alimentos para o Minas Sem Fome.

As críticas se limitam à internet, mas, mesmo aí, a resposta é pesada, como aconteceu no caso do jornalista Marco Aurélio Carone, que foi preso em janeiro e seu site, “Novo Jornal”, foi retirado do ar por decisão da Justiça.

Filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, Carone é acusado de publicar informações falsas com o objetivo de buscar vantagens indevidas. Sua verborragia é antiga, mas ele foi para trás das grades depois que começou a divulgar informações que relacionam Aécio à cocaína e ao helicóptero dos Perrellas, o Helicoca.

No despacho que o mandou para a cadeia, a juíza Maria Isabel Fleck justifica sua decisão como medida para evitar que ele continue “a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”.

Na prisão, Carone teve um enfarte e, internado, recebeu a visita de deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Um dos deputados gravou um depoimento de Carone, em que ele diz que foi preso alguns dias depois de obter a informação de que a filha de Aécio viajou no Helicoca.

Ouvido pelo Ministério Público em Minas, o ex-piloto de Perrella, Rogério Almeida Antunes, não citou o nome da filha de Aécio entre os passageiros do helicóptero, nos tempos em que a aeronave levava celebridades com combustível pago com dinheiro da Assembleia Legislativa.

Carone também divulgou em seu site a notícia de que Aécio teria sido internado, com overdose de cocaína, no hospital Mater Dei, de Belo Horizonte.

Eu conversei com funcionários do hospital e ouvi que Aécio já esteve, de fato, internado lá, e soube que, no último programa de treinamento para funcionários da segurança, o ex-governador foi citado como um paciente do hospital.

Procurei a direção do hospital Mater Dei, à qual encaminhei quatro perguntas:

1) É fato que o senador Aécio Neves esteve internado no Mater Dei?

2) Quando ocorreu a internação e foi em decorrência de que problema de saúde?

3) O hospital já mencionou em programa de treinamento que tem o senador Aécio entre seus pacientes. Por que é feita a menção?

4) É fato que o hospital mantém uma área permanentemente reservada para o senador?

A resposta do hospital veio dois dias depois:

“O senador Aécio Neves esteve internado uma única vez no Hospital Mater Dei, em 2011, para tratamento de fraturas sofridas em episódio amplamente coberto e divulgado pela imprensa. O atendimento foi prestado pelos ortopedistas Rodrigo Lasmar e Marco Antonio de Castro Veado. O Hospital não faz este tipo de reserva para pacientes e rechaça com veemência as falsas e caluniosas insinuações constantes nas perguntas”.

Para o deputado Rogério Correia, do PT, uma das vozes de oposição em Minas, essa boataria em torno de Aécio não deve ser usada como arma política, em nenhuma hipótese, mas é impossível, segundo ele, retratar o ambiente político em Minas sem citar a cocaína como um problema real para Aécio Neves.

“Acho que essa falação começou porque Aécio era visto em BH como um playboy. Em 1992, ele disputou e ficou em terceiro lugar nas eleições para prefeito. Não era levado muito a sério. A situação mudou depois que se tornou presidente da Câmara dos Deputados, com apoio do Fernando Henrique Cardoso”, analisa.

Em Minas, não faltam teorias sobre o que teria levado Aécio a deixar de ser o neto playboy de Tancredo e se tornar um político competitivo.

Mas, num ponto, todos concordam: por trás do homem que deixou de ser o Aecinho (Aécim na pronúncia mineira) para se tornar o governador, está o braço forte de uma mulher.

Andrea Neves
Andrea Neves
É Andréa Neves, irmã de Aécio e em quem o avô Tancredo via talento político, mas de quem guardava uma enorme distância ideológica.

Nos tempos em que cursava jornalismo na PUC do Rio, Andrea era vista como simpatizante do PT e frequentava as rodas da esquerda. No episódio em que explodiram a bomba no Riocentro, ela estava no show em comemoração ao Dia do Trabalhador.

Nas voltas que o mundo dá, 22 anos depois, no governo do irmão em Minas Gerais, Andrea respondeu formalmente pela assistência social, mas cuidava de outros assuntos, como o relacionamento com a imprensa.

O ex-diretor da Rede Globo em Minas Gerais, Marco Nascimento, conta que foi demitido depois que a emissora mostrou em rede nacional que o crack era consumido livremente numa área do centro de Belo Horizonte, numa reportagem interpretada como falha na política de combate às drogas no governo de Aécio Neves.

Depois da reportagem, segundo Marco, Andrea foi ao Rio de Janeiro se queixar ao diretor de jornalismo. Voltou com a cabeça de Marco Nascimento na bagagem.

Andréa também assumiu a propriedade da rádio Arco Íris, de Minas Gerais, depois que Aécio se elegeu governador, para evitar uma situação de ilegalidade.

Mas o indício de que se tratou de uma mudança de fachada veio à tona depois que, parado numa blitz policial no Rio de Janeiro, Aécio Neves se recusou a fazer o teste de bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida.

É que, como resultado da blitz, a Polícia do Rio de Janeiro mandou ao Detran de Minas Gerais a cobrança de uma multa.


A multa vazou na internet, com a informação de que o carro de Aécio estava em nome da rádio Arco Íris.

A rádio tinha um patrimônio declarado modesto, de apenas 200 mil reais, mas contava com uma frota de doze carros de luxo.

A oposição e o Ministério Público tentaram investigar o uso da rádio como fachada para bens pessoais de Aécio, mas os inquéritos não prosperaram.

O argumento dos deputados é que, sendo a rádio propriedade de Aécio, ela não poderia ter recebido verbas públicas, na forma de anúncio publicitário, durante seu governo.

O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem cabia a investigação de quem tem foro privilegiado, como é o caso de senador, arquivou a denúncia feita por deputados de oposição.

Gurgel tomou a decisão pouco antes de deixar o cargo de procurador-geral, em que se destacou pelo rigor na denúncia contra os petistas acusados de envolvimento no mensalão.

Paralelamente, o promotor João Medeiros, da Defesa do Patrimônio Público de Minas, abriu inquérito civil. Mas foi barrado pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Alceu José Torres Marques, sob o argumento de que a prerrogativa para investigar o ex-governador era dele, não do promotor.

De nada adiantou o argumento de que o promotor queria investigar o repasse de verbas. Prevaleceu a tese de Alceu e, em suas mãos, a denúncia foi para o arquivo.

Depois de deixar a Procuradoria, Alceu foi nomeado secretário estadual do Meio Ambiente, cargo que ocupa atualmente no governo mineiro que Aécio ajudou a eleger.

No último carnaval, a marchinha eleita pelos ouvintes num concurso promovido pela rádio Inconfidência é uma bem humorada crônica sobre o Helicoca.

Na letra de Alfredo Jackson, Joilson Cachaça e Thiago Dibeto, a marcinha fala de um baile onde deixaram o Pó Royal cair no chão, e “o pó rela no pé” e o “pé rela no pó.”


Na canção, os sambistas perguntam: “Esse pó é de quem estou pensando?” Em seguida, respondem: “Ah, é sim! “Ah, é sim!”. Mas concluem: “Você sabem, eu também sei de cor. Mas não conta que vai ser melhor.”

Para o Carnaval de 2015, tem gente apostando suas fichas num outro tema incômodo para Aécio Neves: o aeroporto que o estado construiu no município de Cláudio, onde o ex-governador tem uma fazenda.

O aeroporto foi construído na fazenda do tio-avô dele, com dinheiro público, durante seu governo. Mas só os amigos podem aterrissar.


Joaquim de Carvalho
No DCM
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Rússia diz ter detectado caça ucraniano voando próximo a MH17 antes da queda


Segundo oficial russo, aeronave militar ucraniana estava a cerca de 5 km do Boeing malaio; Moscou também nega ter fornecido armamentos a separatistas

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"Um caça da Força Aérea ucraniana foi detectado ganhando altitude, sua distância do Boeing malaio era de 3 a 5 km", declarou hoje em uma conferência de imprensa o tenente-general Andrey Kartopolov, chefe da Diretoria de Operações Principais do quartel-general do Exército russo, citado pela agência Efe.

Segundo Kartopolov, a aeronave militar modelo SU-25 pode atingir até 10 km de altitude e é equipada com mísseis R-60 ar-ar, capazes de atingir um alvo a até 12 km de distância — "seguramente até 5 km", observou o oficial.

"Nós gostaríamos de pedir explicações quanto ao porquê do caça militar estar voando junto a um corredor da aviação civil praticamente na mesma hora e no mesmo nível de uma aeronave cheia de passageiros", afirmou Kartopolov, acrescentando que a presença do caça ucraniano pode ser confirmada por imagens capturadas pelo centro de monitoramento do Exército russo.

Imagem do centro de operações do Ministério da Defesa russo mostra
mapa sobre espaço aéreo ucraniano e deslocamento de aeronaves
Moscou nega ter enviado armamentos

A Rússia também afirmou que não forneceu aos grupos separatistas do leste ucraniano os sistemas de mísseis do tipo Buk, supostamente utilizado para derrubar o avião malaio, com suas 298 pessoas a bordo. Moscou também nega que "qualquer outro tipo de armamento" tenha sido entregue aos separatistas da região de Donetsk.

A inteligência norte-americana rebate a afirmação russa ao dizer ter "detectado aumento na quantidade de armamento pesado chegando nas mãos de separatistas e cruzando a fronteira entre Rússia e Ucrânia".

O Ministério da Defesa russo também afirmou que as Forças Armadas ucranianas possuem bases para lançar mísseis terra-ar em locais muito próximos ao território controlado por separatistas. "Temos imagens aéreas de certos locais onde a Defesa Aérea ucraniana esteve instalada no sudeste do país", disse Kartapolov.

A Rússia também afirma que um satélite de monitoramento norte-americano sobrevoava a região separatista onde o avião caiu no dia da queda. Moscou pediu para os EUA divulgarem as imagens obtidas pelo suposto satélite.

Um grupo de especialistas ouvidos pela agência de notícias russa Itar-Tass classificou como "falsa" a gravação sonora divulgada pela Ucrânia, em que combatentes dos grupos separatistas ucranianos supostamente conversavam sobre a derrubada do avião malaio. Após estudar a gravação, o grupo de experts chegou à conclusão que a fita foi produzida a partir de diversas gravações diferentes.

"Esta gravação de áudio não é um arquivo integral e foi produzida a partir de vários fragmentos", disse Nikolai Popov, especialista em som e análise de voz.

Cessar-fogo no local da queda

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou hoje um cessar-fogo em um raio de 40 quilômetros ao redor do local onde supostamente foi abatido há quatro dias o Boeing 777 da Malaysia Airlines.

"Eu dei a ordem. Os militares ucranianos não devem fazer operações nem abrir fogo em um raio de 40 quilômetros a partir do local da tragédia", disse o líder ucraniano aos jornalistas, após visitar a embaixada da Malásia em Kiev.

Por sua vez, Andrei Purguin, um dos líderes dos separatistas de Donetsk, região onde caiu o avião malaio, assegurou que "os milicianos garantiram a segurança na região da catástrofe desde o primeiro dia após o acidente".

"No entanto, junto ao lugar da tragédia se concentram muitas forças ucranianas. Temo que não se possam evitar escaramuças locais. São possíveis provocações da parte ucraniana", advertiu Purguin.



No Opera Mundi
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PT mineiro e aliados propõem CPI para aeroporto da família de Aécio


O bloco parlamentar Minas sem Censura (PT-PMDB-PRB) quer instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa mineira, para apurar a denúncia de que o candidato tucano à presidência, Aécio Neves, teria usado dinheiro público para construir um aeroporto na cidade de Cláudio, onde sua família tem propriedade, conforme matéria veiculada pela Folha de S. Paulo no domingo (20).

Em nota, os parlamentares enumeraram as irregularidades: (1) Desapropriar terreno da família do então governador do estado; (2) investir dinheiro público em terreno imerso em disputa judicial; (3) deixar de enviar documentos à Anac, atrasando o processo de homologação para uso público, garantindo, pela omissão, o uso privado do aeroporto; (4) priorizar a construção de um equipamento numa cidade que não demonstra nenhum requisito técnico ou econômico.

Em nota, o bloco definiu o caso como um “escandaloso” ataque aos princípios da administração pública e informou que atuará até o pleno esclarecimento da denúncia veiculada pela imprensa.

“Os indícios de irregularidades na definição, planejamento e execução de uma obra como a do aeroporto de Cláudio são vários e todos afetam os princípios que regem a administração pública”, diz a nota divulgada pelo bloco. Esses princípios citados pelos parlamentares são: impessoalidade, legalidade, economicidade, publicidade e moralidade

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Verdades e mentiras sobre a Copa


Desmentindo as previsões catastróficas sobre tudo que envolveu a Copa do Mundo no Brasil

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Manual de Verificação: mais uma ferramenta para desmentir boatos nas redes sociais

Vocês já devem ter percebido que, nós do Muda Mais não gostamos de boatos, especialmente nas redes sociais, e trabalhamos para divulgar a verdade sempre. Em tempos em que a mentira disfarçada de humor é o novo caminho da boataria na internet, é fundamental estar sempre de olho nas "notícias" que saem por aí.
Para combater os boatos e as mentiras na internet, contamos agora com mais uma ferramenta: a edição em português do Manual de Verificação (Verification Handbook), um recurso novo e inovador para jornalistas e leitores conscientes que querem validar, certificar e usar fotos, vídeos e textos compartilhados na rede. O Manual oferece orientações claras e didáticas sobre como lidar com o conteúdo gerado pelos usuários nas redes sociais.
Produzido pelo Centro Europeu de Jornalismo (EJC) e lançado em inglês em fevereiro, o manual é gratuito e está disponível em vários formatos, podendo ser lido online ou direto no navegador, além de ser possível fazer download para leitores de e-books. Escrito por jornalistas de instituições como BBC, Digital First Media, ABC e Storyful, além de outros especialistas em comunicação e tecnologia, a ferramenta possui linguagem didática e vários exemplos e estudos de caso. 
Quer baixar o Manual e começar a combater os boatos com a gente? Seguem os links:
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Marin, Del Nero, Gilmar e Dunga: pode dar certo?


O impagável José Maria Marin, provecto herdeiro da dinastia Havelange-Teixeira na CBF, resolveu que era hora de passar o bastão e chamou, antes da Copa, seu inseparável parceiro Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e advogado criminalista, para ser eleito em seu lugar.

Como Del Nero só assume o posto no próximo ano — nunca vi uma transição tão longa, por que será? — , os dois agora governam juntos o nosso futebol, feito aquelas velhas duplas sertanejas dos tempos da brilhantina. Consumado o desastre da seleção brasileira na Copa de 2014, antes que alguém os chamasse à responsabilidade, demitiram toda a comissão técnica e deram início a uma nova era de "completa reformulação" desta entidade privada, tratada como se fosse propriedade particular deles.

Primeiro surpreenderam todo mundo ao chamar para ser o coordenador técnico das novas seleções brasileiras um empresário de jogadores de futebol que operou como "agente Fifa" nos últimos 14 anos. O sorridente ex-goleiro Gilmar Rinaldi não viu nenhuma incompatibilidade nas funções e deu mãos à obra. De comum acordo, Marin, Del Nero e Gilmar chamaram de volta o velho amigo Dunga, que ficou três anos desempregado, depois de ser demitido da seleção brasileira em 2010, e fracassar no Internacional em 2013, único clube que treinou na vida.

No começo, achei que era só brincadeira para disfarçar, mas com esta turma do barulho tudo é possível, e o grande estrategista Dunga está de volta ao comando da seleção já nesta terça-feira. Não há nenhum perigo de dar certo. É a mesma coisa que sair Marin e entrar Del Nero. O que pode mudar?

Se era para chamar um bedel de cara feia capaz de acabar com a farra na Granja Comary, transformada por Felipão em cidade cenográfica de uma emissora de televisão sócia da CBF, com direito a fotos na revista "Caras", os dois presidentes poderiam reforçar a segurança e pensar em algum profissional nacional ou estrangeiro mais qualificado para montar uma equipe de futebol competitiva com o nome de seleção brasileira.

No dia da final entre Alemanha e Argentina, quando ainda se discutia se Felipão deveria ficar ou não, ao fazer um balanço da Copa escrevi aqui mesmo que tanto fazia, já que o buraco estava mais em cima.

Como é que estes cartolas faceiros se eternizam no poder? Tudo começa na estrutura dos clubes brasileiros, a maioria deles falidos, onde as eleições são indiretas e ninguém presta contas a ninguém. São eles que elegem os presidentes das federações. Estes, por sua vez, escolhem um deles para presidente da CBF. Os sócios e os torcedores dos clubes, que bancam a festa, não são ouvidos em nenhuma destas instâncias.

Surge agora nova esperança com uma bela iniciativa do grande Santos de Pelé: a ideia é eleger a próxima diretoria do clube pela internet, com o voto direto de todos os sócios, como acontece em qualquer entidade ou associação privada. Este pode ser um belo começo para uma verdadeira revolução no nosso futebol. Fora disso, é mais do mesmo, eternamente.

Que pensam disso os caros leitores do Balaio?

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Es hora de conocer un poco más la realidad

He rogado a los editores de Granma me exoneren en esta ocasión del honor de publicar lo que voy a escribir en la primera página del órgano oficial de nuestro Partido, pues pienso expresar puntos de vista personales sobre temas que, por conocidas razones de salud y de tiempo, no he podido plantear en los órganos colectivos de dirección del Partido y del Estado, como los Congresos del Partido, o las reuniones pertinentes de la Asam­blea Nacional del Poder Popular.

En nuestra época los problemas son cada vez más complejos y las noticias se propagan a la velocidad de la luz, como muchos conocen. Nada ocurre hoy en nuestro mundo, que no nos enseñe algo a los que deseamos y somos capaces todavía de comprender nuevas realidades.

El ser humano es una extraña mezcla de instintos ciegos por un lado y de conciencias por el otro.

Somos animales políticos, como no sin razón afirmó Aristóteles, que quizás influyó más que ningún otro filósofo de la antigüedad en el pensamiento de la humanidad a través de casi 200 tratados, según se afirma, de los cuales se conservaron solo 31. Su maestro fue Platón, quien legó para la posteridad su famosa utopía sobre el Estado Ideal, que en Siracusa, donde trató de aplicarlo, casi le cuesta la vida. Su Teoría Política quedó como apelativo para calificar las ideas como malas o buenas. Los reaccionarios la utilizaron para calificar tanto a Marx, como a Lenin, de teóricos, sin tomar para nada en cuenta que sus utopías inspiraron a Rusia y a China, los dos países llamados a encabezar un mundo nuevo que permitiría la supervivencia humana si el imperialismo no desata antes una criminal y exterminadora guerra.

La Unión Soviética, el Campo So­cialista, la República Popular China y Corea del Norte, nos ayudaron a resistir con suministros esenciales y armas, el bloqueo económico implacable de Estados Unidos, el imperio más poderoso que jamás existió. A pesar de su inmenso poder, no pudo aplastar al pequeño país que a pocas millas de sus costas ha resistido durante más de medio siglo las amenazas, los ataques piratas, secuestros de barcos pesqueros y hundimientos de buques mercantes, destrucción en pleno vuelo del avión de Cubana de Aviación en Barbados, incendio de escuelas y otras fechorías similares. Cuando intentó invadir nuestro país con fuerzas mercenarias a la vanguardia, transportadas en buques de guerra de Estados Unidos como primer escalón, fue derrotado en menos de 72 horas. Más tarde las bandas contrarrevolucionarias, organizadas y equipadas por ellos, cometieron hechos vandálicos que dieron lugar a la pérdida de la vida o la integridad física de millares de compatriotas.

En el estado de la Florida se ubicó la más grande base de actividades contra otro país que existía en aquel momento. Con el curso del tiempo el bloqueo económico se extendió a los países de la OTAN y otros muchos aliados de Amé­rica Latina, que fueron durante los primeros años cómplices de la criminal política del imperio, que hizo trizas los sueños de Bolívar, Martí y cientos de grandes patriotas de irreductible conducta revolucionaria en América Latina.

A nuestro pequeño país, no solo se le negaba su derecho a ser una nación independiente como a cualquier otro de los numerosos Estados de América Latina y el Caribe, explotados y saqueados por ellos, sino el derecho a la independencia de nuestra Patria que sería totalmente despojado, cuando el destino manifiesto cumplimentara su tarea de anexar nuestra isla al territorio de Estados Unidos de Norteamérica.

En la recién concluida reunión de Fortaleza se aprobó una importante Declaración entre los países que integran el grupo BRICS.

Los BRICS proponen una mayor coordinación macroeconómica entre las principales economías, en particular en el G-20, como un factor fundamental para el fortalecimiento de las perspectivas de una recuperación efectiva y sostenible en todo el mundo.

Anunciaron la firma del Acuerdo constitutivo del Nuevo Banco de Desarrollo, con el fin de movilizar recursos para proyectos de infraestructura y de desarrollo sostenible de los países BRICS y otras economías emergentes y en desarrollo.

El Banco tendrá un capital inicial autorizado de 100 mil millones de dólares. El capital inicial suscrito será de 50 mil millones de dólares, a partes iguales entre los miembros fundadores. El primer presidente de la Junta de Go­ber­nadores será de Rusia. El primer presidente del Consejo de Administración será de Brasil. El primer Presidente del Banco será de la India. La sede del Banco será en Shanghai.

Anunciaron también la firma de un Tratado para el establecimiento de un Fondo Común de Reservas de Divisas para situaciones de contingencia, con un tamaño inicial de 100 mil millones de dólares.

Reafirma el apoyo a un sistema multilateral de comercio abierto, transparente, inclusivo y no discriminatorio; así como a la conclusión exitosa de la Ronda de Doha de la Organización Mundial del Comercio (OMC).

Reconocen el importante papel que las empresas estatales desempeñan en la economía; así como el de las pequeñas y medianas empresas como creadores de empleo y riqueza.

Reafirman la necesidad de una reforma integral de las Naciones Unidas, incluido su Consejo de Seguridad, con el fin de hacerlo más representativo, eficaz y eficiente, de manera que pueda responder adecuadamente a los desa­fíos globales.

Reiteraron su condena del terrorismo en todas sus formas y manifestaciones, dondequiera que ocurra; y expresaron preocupación por la continua amenaza del terrorismo y el extremismo en Siria, a la vez que llamaron a todas las partes sirias a que se comprometan a poner fin a los actos terroristas perpetrados por Al-Qaeda, sus afiliados y otras organizaciones terroristas.

Condenaron enérgicamente el uso de armas químicas en cualquier circunstancia; y dieron la bienvenida a la decisión de la República Árabe Siria de adherirse a la Convención sobre Armas Químicas.

Reafirmaron el compromiso de contribuir a una justa y duradera solución global del conflicto árabe-israelí sobre la base del marco legal internacional universalmente reconocido, incluyendo las resoluciones pertinentes de las Naciones Unidas, los Principios de Madrid y la Iniciativa de Paz Árabe; y expresaron apoyo a la convocatoria, en la fecha más temprana posible, de la Conferencia sobre el establecimiento de una zona de Oriente Medio libre de armas nucleares y otras armas de destrucción masiva.

Reafirmaron la voluntad de que la exploración y utilización del espacio ultraterrestre deberán ser para fines pacíficos.

Reiteraron que no hay alternativa a una solución negociada a la cuestión nuclear iraní, y reafirmaron apoyo a su solución a través de medios políticos y diplomáticos.

Expresaron preocupación por la si­tua­ción en Irak y apoyaron al gobierno iraquí en sus esfuerzos por superar la crisis, defender la soberanía nacional y la integridad territorial.

Expresaron preocupación por la si­tuación en Ucrania e hicieron un llamamiento para un diálogo amplio, la disminución del conflicto y la moderación de todos los actores involucrados, con el fin de encontrar una solución política pacífica.

Reiteraron la firme condena al terrorismo en todas sus formas y manifestaciones. Señalaron que las Naciones Unidas tienen un papel central en la coordinación de la acción internacional contra el terrorismo, que debe llevarse a cabo de conformidad con el derecho internacional, incluida la Carta de las Naciones Unidas, y con respeto a los derechos humanos y las libertades fundamentales.

Reconocieron que el cambio climático es uno de los mayores desafíos que enfrenta la humanidad, e hicieron un llamamiento a todos los países a construir sobre las decisiones adoptadas en la Convención Marco de Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (CMNUCC), con miras a llegar a una conclusión exitosa para el año 2015, de las negociaciones en el desarrollo de un protocolo, otro instrumento legal o un resultado acordado con fuerza legal bajo la Convención es aplicable a todas las Partes, de conformidad con los principios y disposiciones de la CMNUCC, en particular el principio de las responsabilidades comunes pero diferenciadas y sus respectivas capacidades.

Expresaron la importancia estratégica de la educación para el desarrollo sostenible y el crecimiento económico inclusivo; así como destacaron el vínculo entre la cultura y el desarrollo sostenible.

La próxima Cumbre de los BRICS será en Rusia, en julio del 2015.

Pareciera que se trata de un acuerdo más de entre los muchos que aparecen constantemente en los despachos cablegráficos de las principales agencias occidentales de prensa. Sin embargo, el significado es claro y rotundo: La América Latina es el área geográfica del mundo donde Estados Unidos ha impuesto el sistema más desigual del planeta al disfrute de sus riquezas internas, el suministro de materias primas baratas, comprador de sus mercancías y el depositante privilegiado de su oro y sus fondos que escapan de sus respectivos países y son invertidos por las compañías nor­teamericanas en el país o en cualquier lugar del mundo.

Nadie encontró nunca una respuesta capaz de satisfacer las exigencias del mercado real que hoy conocemos, pero tampoco podría dudarse de que la hu­manidad marcha hacia una etapa más justa de lo que hasta nuestros tiempos ha sido la sociedad humana.

Repugnan los abusos cometidos a lo largo de la historia. Hoy lo que se valora es lo que sucederá en nuestro planeta globalizado en un futuro próximo. Có­mo podrían escapar los seres humanos de la ignorancia, la carencia de re­cursos elementales para alimento, sa­lud, educación, vivienda, empleo decoroso, se­guridad y remuneración justa. Lo que es más importante, si será esto o no posible, en este minúsculo rincón del Uni­verso. Si meditar sobre esto sirve de algo, será para garantizar en realidad la supremacía del ser humano.

Por mi parte, no albergo la menor duda de que cuando el Presidente Xi Jinping culmine las actividades para cumplimentar su gira en este hemisferio, al igual que el Presidente de la Federación Rusa, Vladímir Putin, ambos países estarán culminando una de las proezas más grandes de la historia humana.

En la Declaración de los BRICS, aprobada el 15 de julio de 2014 en Fortaleza, se aboga por una mayor participación de otros países, especialmente los que luchan por su desarrollo con miras a fomentar la cooperación y la solidaridad con los pueblos y de modo particular con los de América del Sur, se señala en un significativo párrafo que los BRICS reconocen en particular la importancia de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR) en la promoción de la paz y la democracia en la región y en el logro del desarrollo sostenible y la erradicación de la pobreza.

He sido ya bastante extenso a pesar de que la amplitud e importancia del tema demandaban el análisis de importantes cuestiones que requerían alguna réplica.

Pensaba que en los días subsiguientes habría un poco más de análisis serio sobre la importancia de la Cumbre de los BRICS. Bastaría sumar los habitantes de Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica para comprender que suman en este momento la mitad de la población mundial. En pocas décadas el Producto Interno Bruto de China superará al de Estados Unidos; ya muchos Estados solicitan yuanes y no dólares, no solo Brasil sino varios de los más importantes de América Latina, cuyos productos como la soya y el maíz compiten con los de norteamérica. El aporte que Rusia y China pueden hacer en la ciencia, la tecnología y el desarrollo económico de Suramérica y el Caribe es decisivo.

Los grandes acontecimientos de la historia no se forjan en un día. Enormes pruebas y desafíos de creciente complejidad se vislumbran en el horizonte. Entre China y Venezuela se firmaron 38 acuerdos de cooperación. Es hora de conocer un poco más las realidades.

Fidel Castro Ruz
Julio 21 de 2014
10 y 15 p.m.
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Aecioporto no jn





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Vídeo mostra o que seria um civil abatido no chão por atirador israelense em Gaza


O vídeo foi divulgado pelo Movimento de Solidariedade Internacional (em inglês, ISM), juntamente com imagens de ambulâncias destruídas.

“Ele estava tentando falar com sua família em Shuja’iya. Ele não tinha ouvido falar deles e estava preocupado. Eles atiraram e depois continuaram a disparar enquanto ele estava no chão “, disse Joe Catron, um ativista americano do ISM na Faixa de Gaza.

Testemunhas no bairro de Shuja’iya relataram ruas repletas de corpos, após o intenso bombardeio. O exército israelense disse no Twitter que Shuja’iya era uma “fortaleza terrorista”.




No DCM
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Governo aprofunda discussão sobre projetos de desenvolvimento do futebol brasileiro

Presidenta Dilma Rousseff se reúne com atletas do Bom Senso Futebol Clube.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Em nova reunião com o Bom Senso Futebol Clube, nesta segunda-feira (21), a presidenta Dilma Rousseff conversou sobre o aprimoramento dos projetos para desenvolvimento do esporte no Brasil. Os jogadores Dida, Ruy e Aline (do futebol feminino) representaram os atletas do movimento no Palácio do Planalto. Dilma já havia se encontrado com o grupo antes da Copa para discutir propostas de melhoria do futebol brasileiro.

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte em tramitação no Congresso Nacional, a regulamentação para democratizar a participação de atletas nas assembleias das entidades e a criação de um Plano Nacional de Desenvolvimento do Futebol voltaram à discussão. Estes três pontos passaram por um aprofundamento técnico, segundo o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento.

Rui, jogador e representante do Bom Senso F.C., se mostrou otimista após a reunião.

“Na primeira reunião a gente focou em três pontos. E hoje a gente fez um estudo mais aprofundado em cima desses três pontos, de que forma iam funcionar os trâmites dentro da Constituição.”


Depois da reunião, o diretor executivo do Bom Senso F.C., Ricardo Borges, considerou positivo o diálogo com o governo federal, por se tratar da primeira instância a abrir espaço para propostas do movimento. Percepção endossada por Aline, jogadora e também representante do grupo, que frisou a importância de futuras medidas tendo em perspectiva as Olimpíadas 2016, no Rio.

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