18 de jul de 2014

Galeano — Poca Palestina queda: paso a paso, Israel la está borrando del mapa

Para justificarse, el terrorismo de Estado fabrica terroristas: 
 siembra odio y cosecha coartadas. Todo indica que esta 
carnicería de Gaza, que según sus autores quiere acabar 
con los terroristas, logrará multiplicarlos.
Desde 1948, los palestinos viven condenados a humillación perpetua. No pueden ni respirar sin permiso. Han perdido su patria, sus tierras, su agua, su libertad, su todo. Ni siquiera tienen derecho a elegir sus gobernantes. Cuando votan a quien no deben votar, son castigados. Gaza está siendo castigada. Se convirtió en una ratonera sin salida, desde que Hamas ganó limpiamente las elecciones en el año 2006. Algo parecido había ocurrido en 1932, cuando el Partido Comunista triunfó en las elecciones de El Salvador.

Bañados en sangre, los salvadoreños expiaron su mala conducta y desde entonces vivieron sometidos a dictaduras militares. La democracia es un lujo que no todos merecen. Son hijos de la impotencia los cohetes caseros que los militantes de Hamas, acorralados en Gaza, disparan con chambona puntería sobre las tierras que habían sido palestinas y que la ocupación israelí usurpó. Y la desesperación, a la orilla de la locura suicida, es la madre de las bravatas que niegan el derecho a la existencia de Israel, gritos sin ninguna eficacia, mientras la muy eficaz guerra de exterminio está negando, desde hace años, el derecho a la existencia de Palestina. Ya poca Palestina queda. Paso a paso, Israel la está borrando del mapa.

Los colonos invaden, y tras ellos los soldados van corrigiendo la frontera. Las balas sacralizan el despojo, en legítima defensa. No hay guerra agresiva que no diga ser guerra defensiva. Hitler invadió Polonia para evitar que Polonia invadiera Alemania. Bush invadió Irak para evitar que Irak invadiera el mundo. En cada una de sus guerras defensivas, Israel se ha tragado otro pedazo de Palestina, y los almuerzos siguen. La devoración se justifica por los títulos de propiedad que la Biblia otorgó, por los dos mil años de persecución que el pueblo judío sufrió, y por el pánico que generan los palestinos al acecho. Israel es el país que jamás cumple las recomendaciones ni las resoluciones de las Naciones Unidas, el que nunca acata las sentencias de los tribunales internacionales, el que se burla de las leyes internacionales, y es también el único país que ha legalizado la tortura de prisioneros. ¿Quién le regaló el derecho de negar todos los derechos? ¿De dónde viene la impunidad con que Israel está ejecutando la matanza de Gaza? El gobierno español no hubiera podido bombardear impunemente al País Vasco para acabar con ETA, ni el gobierno británico hubiera podido arrasar Irlanda para liquidar a IRA. ¿Acaso la tragedia del Holocausto implica una póliza de eterna impunidad? ¿O esa luz verde proviene de la potencia mandamás que tiene en Israel al más incondicional de sus vasallos? El ejército israelí, el más moderno y sofisticado del mundo, sabe a quién mata. No mata por error. Mata por horror. Las víctimas civiles se llaman daños colaterales, según el diccionario de otras guerras imperiales.

En Gaza, de cada diez daños colaterales, tres son niños. Y suman miles los mutilados, víctimas de la tecnología del descuartizamiento humano, que la industria militar está ensayando exitosamente en esta operación de limpieza étnica. Y como siempre, siempre lo mismo: en Gaza, cien a uno. Por cada cien palestinos muertos, un israelí. Gente peligrosa, advierte el otro bombardeo, a cargo de los medios masivos de manipulación, que nos invitan a creer que una vida israelí vale tanto como cien vidas palestinas. Y esos medios también nos invitan a creer que son humanitarias las doscientas bombas atómicas de Israel, y que una potencia nuclear llamada Irán fue la que aniquiló Hiroshima y Nagasaki.

La llamada comunidad internacional, ¿existe? ¿Es algo más que un club de mercaderes, banqueros y guerreros? ¿Es algo más que el nombre artístico que los Estados Unidos se ponen cuando hacen teatro? Ante la tragedia de Gaza, la hipocresía mundial se luce una vez más. Como siempre, la indiferencia, los discursos vacíos, las declaraciones huecas, las declamaciones altisonantes, las posturas ambiguas, rinden tributo a la sagrada impunidad.Ante la tragedia de Gaza, los países árabes se lavan las manos. Como siempre. Y como siempre, los países europeos se frotan las manos.

La vieja Europa, tan capaz de belleza y de perversidad, derrama alguna que otra lágrima mientras secretamente celebra esta jugada maestra. Porque la cacería de judíos fue siempre una costumbre europea, pero desde hace medio siglo esa deuda histórica está siendo cobrada a los palestinos, que también son semitas y que nunca fueron, ni son, antisemitas. Ellos están pagando, en sangre contante y sonante, una cuenta ajena.

(Este artículo está dedicado a mis amigos judíos asesinados por las dictaduras latinoamericanas que Israel asesoró).

Eduardo Galeano
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Banalidade do Mal

Em 1963, Hannah Arendt apresentou ao mundo o conceito de "banalidade do mal". 

Em 2014, o Estado israelense emprega suas crianças para explicá-lo melhor. Total solidariedade ao povo palestino.


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A campanha de 2014 será mais civilizada?


O baixo nível da campanha de 2010 não permite muitas esperanças.

Mas há alguns sinais de maior civilidade na atual campanha eleitoral.

O primeiro, a constatação —  tanto na campanha de Dilma quanto de Aécio — que a agressividade é contraproducente. No caso da campanha de Aécio, com o afastamento de Xico Graziano — um briguento incontrolável.

Outro dado a ser analisado foi a cobertura da Folha à entrevista de Aécio Neves — cobertura crítica e edição de surpreendente  bom nível.

Nada disso assegura que, no auge da campanha, não serão desenterrados estelionatários posando de empresários indignados com a corrupção, fichas falsas de Dilma, dossiês anônimos, envelopes com dinheiro aparecendo apenas nas manchetes. É possível que a aparente neutralidade atual seja apenas uma forma de ganhar fôlego, depois da cobertura padrão Fifa na Copa.

Mas são pequenos sinais que, somados à ausência de protagonismo de Serra, mostram alguma luz — ainda que pequena — no final do túnel, ainda que possa se apagar nas próximas semanas.

Luís Nassif
No GGN
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Malvinas Argentinas: uma imagem que impacta

Existem inúmeros argumentos que apoiam a posse das Ilhas para a Argentina e nossa região.

Mas esta imagem não precisa de nenhum comentário adicional.

As Malvinas como nunca vistas antes.

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E a mídia vira lata não para de bater

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Os números, a realidade e a fantasia do último Datafolha


Pesquisa é uma coisa interessante. Você interpreta os números como quer.

A última da Datafolha, por exemplo.

Vi, nos sites das grandes empresas de mídia, o absoluto destaque não para o primeiro turno, que é certo, mas para o segundo, que é incerto.

Por quê?

Porque, de acordo com simulações, tanto Aécio quanto Eduardo Campos diminuem num eventual segundo turno a distância que os separa de Dilma.

Aécio, especificamente, ficaria a 4 pontos percentuais: 44% a 40%. Como a margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo, isso configuraria um empate técnico.

Até Campos, que tem se arrastado na casa de um dígito, vira um candidato poderoso num segundo turno, conforme o Datafolha. Não chega a empate técnico, mas não está tão longe assim.

As simulações de segundo turno trouxeram euforia aos suspeitos de sempre. Praticamente foi esquecido o primeiro turno nos títulos. As chamadas eram variações em torno disso: “Dilma e Aécio tecnicamente empatados no segundo turno”.

De volta ao mundo real, as notícias relativas ao primeiro turno não são auspiciosas assim para os interessados na remoção de Dilma e do PT.

Os três principais candidatos ficaram mais ou menos onde estavam no Datafolha anterior.

Dilma apareceu com 36% das intenções. Aécio continuou com 20% e Campos com 8%.

Os dois somados não levariam a disputa para uma segunda rodada, portanto. Para chegar aos 36% necessários para isso, entraram diversos nanicos.

Até Emayel, que não pontuara em nenhum outro levantamento, contribuiu com seu 1% para que o total ficasse em 36% a 36%.

Vocês podem imaginar a alegria de certos comentaristas ao analisar — ou torcer, ou massagear — os números.

Revi, depois de longa data, Merval Pereira na Globonews. Acho que a última vez que o vira fora nas eleições municipais de 2002.

Terminado o jogo do Corinthians, ontem, zapeei, e fui dar numa reportagem da Globonews sobre a pesquisa.

Quem ouviu Merval saiu com a quase certeza de que Dilma está frita. A situação dela, disse Merval, não é apenas grave, no que diz respeito à tentativa de reeleição. É muito grave. É bastante grave.

O espectador crédulo poderia pegar suas reservas, depois de ouvir Merval, e apostar numa casa de jogo londrina contra Dilma. Faria um bom dinheiro.

O que você vê na mídia, a cada pesquisa, é algo muito mais ligado a torcida e vontade do que a jornalismo e realidade.

A real notícia por trás do último Datafolha é que ainda não está claro se haverá segundo turno.

Existe uma possibilidade grande que as coisas acabem no primeiro, até porque o tempo de Dilma no programa eleitoral é bem superior ao dos demais candidatos, e Lula no papel de cabo eleitoral pode fazer muita diferença.

Mas, mesmo tudo isso considerado, qualquer, é claro, pode acontecer. Aécio pode dar uma arrancada triunfal, e mesmo Eduardo Campos pode conseguir o milagre da multiplicação de votos.

Dilma, nestas circunstâncias, seria varrida.

Só que os números do Datafolha mostram outra coisa, por mais que sejam manuseados e apresentados de uma maneira peculiar para as pessoas.

Por ora, o que se tem não passa disso: não está claro se haverá segundo turno.

O resto é torcida.

Paulo Nogueira
No DCM

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Como desmoralizar o Datafalha

Dilma ganha no primeiro e perde no segundo: quá, quá quá!



Dilma pode ganhar já no 1º turno, mas se não ganhar, pode dar Aécio no 2º turno ou Eduardo Campos ou até Dilma mesmo.

Se essa conclusão é meio, digamos assim, ​aloprada​, é porque a pesquisa Globo-Datafolha de 17/07/2014 para as eleições presidenciais traz uma contradição em si. E um hiato não explicado entre os gráficos de inte​n​ção de votos do primeiro e do segundo turno que acaba por descrever a situação proposta acima.

Dilma ganha no 1º turno.


Já de algum tempo percebe-se uma estabilização — ​no Datafalha — ​nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2014. Dilma com algo em torno de 37%, Aécio 20%, Eduardo Campos próximo de 10% e Pastor Everaldo consistentemente em torno de 4%.

Basta reparar no ângulo da reta que resolve os pontos.


Isso daria a vitória a Dilma já no primeiro turno das eleições. O empate técnico — Dilma 36% X Todos os outros 36% — é na verdade um ruído estatístico provocado pela presença de 7 candidatos nanicos, com 5 deles pontuando. Na campanha eleitoral não serão sequer notados, dado o tempo exíguo de televisão que terão.

Há aqui um dado relevante. Existem 3 estratos diferentes nesses dados. O percentual de Dilma é praticamente 60% maior do que o de Aécio, o de Aécio é mais que o dobro do de Eduardo Campos. De Eduardo Campos para baixo, os valores são pequenos demais para serem distintos.

Logo, caso houvesse segundo turno, a polarização se daria entre Dilma e Aécio, mas não é isso ​o ​que os gráficos abaixo irão mostrar.

Dilma perde no 2º turno.

​Quá, quá, quá !​

Quando se analisa​m​ os gráficos de intenção de votos no segundo turno, ​segundo o Dataflha, ​o que se nota é uma contínua queda de Dilma com seus votos perdidos sendo consistentemente ganhos por Aécio e Eduardo Campos indistintamente.

Basta reparar no ângulo da reta que resolve os pontos.


Esses dados são incoerentes com a estabilização e com a situação estratificada mostradas nos gráficos do primeiro turno.

​Se ela é estavel no primeiro turno, porque desabaria no segundo ?​

O eleitor, na hipótese de um segundo turno, parece não distinguir Aécio de Eduardo Campos, mas há uma enorme diferença entre eles no primeiro turno.

Além disso, Aécio e Eduardo Campos dão saltos no segundo turno que são inconsistentes com as preferências eleitorais do primeiro turno e com o total de indecisos que é de 14%. Aécio obtém um acréscimo de 20 pontos percentuais e Eduardo Campos aumenta fantásticos 30 pontos. Dilma acrescenta apenas 8 pontos percentuais aos que já possui.

Então, qual é a explicação para tal diferença? A Folha tenta:

“A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes​ (sic)​ com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo”.
​”Coerentes”, como, cara pálida ?

Isso não dá conta de explicar a discrepância entre as intenções de votos do primeiro e do segundo turno. Mesmo porque, aqui também o quadro é próximo da estabilidade.


A única explicação possível seria na base do “everybory hates Dilma”.

Ou seja, como uma segunda opção, todos os eleitores de Eduardo Campos votam com Aécio e todos os eleitores de Aécio votam com Eduardo Campos. Ambos são “adversários-aliados” há muito pouco tempo para já terem formado tal grau de identificação. E ainda tem-se que parte dos eleitores de Eduardo o são, na realidade, de Marina Silva. Vê-los votando no PSDB seria muito interessante. Além do mais, deveriam chamar para si todos os votos dos indecisos.

Fácil? Então, lembremos da pesquisa de 15 dias atrás, quem está positivamente na cabeça do eleitor é Dilma e não seus adversários.


Continua a questão​;​ se nada muda, por que tudo muda do primeiro para o segundo turno?

Enfim, é aguardar a próxima pesquisa.

Se os dados desta se mantiverem, então, Dilma continuará vencendo no primeiro turno, mas será ultrapassada por ambos, Aécio e Eduardo Campos, no segundo. E aí, ou dormiremos com um barulho desse ou a Globo-Folha nos trarão uma explicação.

Sérgio Saraiva
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"A cura da Aids poderia estar naquele avião"

Joep Lange morre em queda de avião na Ucrânia
A queda do avião da Malaysia Airlines ocorrida nesta quinta-feira, 17, reservou tristes notícias para o mundo da ciência. No voo, estavam cerca de 100 cientistas e ativistas a caminho da Conferência Internacional sobre a Aids, prevista para começar neste domingo (20) na Austrália.

Dentre os mortos, estava o holandês Joep Lange, de 60 anos, reconhecido como um dos maiores especialistas sobre a doença no mundo. O cientista dedicou cerca de 30 anos da sua vida às pesquisas sobre o vírus HIV e à Aids. Ele ficou mundialmente conhecido por defender a diminuição dos custos do tratamento para os países mais pobres. Em anuncio, um professor da Universidade South Wales que havia trabalhado com Lange disse: “Joep tinha um compromisso absoluto com os tratamentos contra o HIV na Ásia e na África”.

Ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids (IAS), o cientista estava trabalhando como professor de medicina na Universidade de Amsterdã e era diretor do Instituto de Amsterdã para a Saúde Global e o Desenvolvimento. Em declaração, o atual presidente da IAS falou: “O movimento HIV/Aids perdeu um gigante”.

Pioneiro nas terapias mais acessivas da doença, Lange estava voando para Kuala Lumpur, onde encontraria sua mulher para um voo de conexão à Austrália. Junto dele, estavam cerca de 100 pessoas que seguiam em direção à conferência. Em entrevista a uma rede australiana, Trevor Stratton, um consultor sobre a doença, disse: “A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião, simplesmente não sabemos”.

No Folha Diferenciada
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Obama, Putin e a queda do avião malaio

http://www.maurosantayana.com/2014/07/obama-putin-e-queda-do-aviao-malaio.html


Despachos urgentes de agências internacionais dão conta da queda de um avião Boieng 777, da Malaysia Airlines, que saiu ontem, às 12.15, hora local, do aeroporto de Amsterdam, na Holanda, com destino a Kuala Lampur, capital malaia.

A queda da aeronave, que levava 290 pessoas, nas imediações de Krasni Luch, perto de Shaktarsk, em território ucraniano, próximo da fronteira com a Rússia, ocorre em um momento em que — coincidentemente? — boa parte da opinião pública mundial ainda tem a sua atenção voltada para a tragédia do misterioso desaparecimento, sem deixar pistas, de um avião do mesmo modelo, e da mesma companhia, sobre o Oceano Índico, em 8 de março deste ano, com 223 passageiros, entre eles, 150 cidadãos chineses, a bordo.

Segundo agências de notícias ocidentais, o acidente ocorreu em território controlado por separatistas de etnia russa, que foram imediatamente acusados, pelo governo ucraniano, de terem derrubado o avião, usando mísseis terra-ar.

Em conversa telefônica, anteriormente agendada, com o Presidente Obama, dos EUA, o Presidente russo, Vladimir Putin, negou peremptoriamente essa possibilidade, também desmentida pelo líder dos separatistas do Leste da Ucrânia, Alexander Borodai.

Como o avião se encontrava há dez mil metros de altura, ele só poderia ser abatido, teoricamente, por mísseis de uma bateria antiaérea, e não pelos projéteis portáteis usados, normalmente, pelos combatentes independentistas da região, que têm entre 3 e 4 mil metros de alcance.

Afastada a hipótese da explosão de uma bomba a bordo, e em caso de confirmação de que a queda do avião malaio — que contava com 15 cidadãos norteamericanos entre seus passageiros — foi provocada pelo disparo de um míssil, é preciso desconfiar das versões apressadamente apresentadas pelas autoridades do atual governo ucraniano.

É estranho que o incidente aconteça justamente depois da recente derrubada de um avião militar da Ucrânia, por rebeldes separatistas, e quando os Estados Unidos estão anunciando novas sanções contra a Rússia.

E isso, em um momento em que o Presidente Vladimir Putin acaba de colher importantes vitórias diplomáticas, junto com o seu colega chinês, Xi Jinping, em périplo pela América Latina, no contexto da Cúpula dos BRICS de Fortaleza, e do lançamento do Novo Banco de Desenvolvimento e do Fundo de Reservas do grupo.

Considerando-se a permeabilidade da vasta fronteira que separa a Rússia e a Ucrânia, e os estreitos contatos na área de defesa — incluindo a fabricação de armamentos — que existiam entre os dois países, desde os tempos da antiga União Soviética, seria fácil, para qualquer uma das partes em confronto, derrubar uma aeronave usando um foguete ar-ar de origem russa disparado de outro avião, hipótese que está sendo investigada, com base em informações de satélites, tanto por Washington como Moscou neste momento.

É preciso não esquecer que, quando da queda de Yanukovich, teoricamente precipitada por disparos feitos por policiais contra manifestantes da Praça Maidan, correu a versão, ainda não totalmente desmentida, ou devidamente esclarecida, de que os tiros teriam partido, na verdade, de franco-atiradores ligados a facções da extrema-direita neonazista ucraniana, com a intenção de jogar a opinião pública contra o governo que estava no poder em Kiev até fevereiro deste ano.
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Fidel Castro: Provocación insólita

Hoy (ayer) por la mañana las informaciones cablegráficas estaban saturadas con la insólita noticia de que un avión de la línea Malaysia Airlines había sido impactado a 10 100 metros de altura mientras volaba sobre el territorio de Ucrania, por la ruta bajo el control del gobierno belicista del rey del chocolate, Petro Poroshenko.

Cuba, que fue siempre solidaria con el pueblo de Ucrania, y en los días difíciles de la tragedia de Chernobil atendió la salud de muchos niños afectados por las nocivas radiaciones del accidente y siempre estará dispuesta a seguir haciéndolo, no puede dejar de expresar su repudio por la acción de semejante gobierno antirruso, antiucraniano y proimperialista.

A su vez, coincidiendo con el crimen del avión de Malasia, el primer ministro de Israel Benjamín Netanyahu, jefe de un estado nuclear, ordenaba a su ejército invadir la Franja de Gaza, donde habían muerto ya en pocos días cientos de palestinos, muchos de ellos niños. El Presidente de Estados Unidos apoyó la acción, calificando el repugnante crimen como acto de legítima defensa. Obama no apoya a David contra Goliat, sino a Goliat contra David.

Como se conoce, hombres y mujeres jóvenes del pueblo de Israel, bien preparados para el trabajo productivo, serán expuestos a morir sin honor ni gloria. Ignoro cuál será la doctrina militar de los palestinos, pero conozco que un combatiente dispuesto a morir puede defender hasta las ruinas de un edificio mientras tenga su fusil, como demostraron los heroicos defensores de Stalingrado.

Deseo solo hacer constar mi solidaridad con el heroico pueblo que defiende el último jirón de lo que fue su patria durante miles de años.

Fidel Castro Ruz
Julio 17 de 2014
11 y 14 p.m.
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A culpa por ser pobre e não ter estudado é totalmente sua

A culpa por você ser pobre é totalmente sua.

A frase acima raramente traduz a verdade. Mas é o que muita gente quer que você acredite.

Aí a gente liga a TV de manhã para acompanhar os telejornais por conta do ofício e já se depara com histórias inspiradoras de pessoas que não ficaram esperando o Maná cair do céu e foram à luta. Pois a educação é a saída, o que concordo. E está ao alcance de todos — o que é uma besteira. E as cotas por cor de pele, que foram fundamentais para o personagem retratado na reportagem alcançar seu espaço e mudar sua história, nem bem são citadas.

Pra quê? No Brasil, não temos racismo, não é mesmo? Até porque o negro não existe. É uma construção social…

Quando resgato a história do Joãozinho, os meus leitores doutrinados para acreditar em tudo o que vêem na TV ficam loucos. Joãozinho, aquele self-made man, que é o exemplo de que professores e alunos podem vencer e, com esforço individual, apesar de toda adversidade, “ser alguém na vida”.

(Sobe música triste ao fundo ao som de violinos.)

Joãozinho comia biscoitos de lama com insetos, tomava banho em rios fétidos e vendia ossos de zebu para sobreviver. Quando pequeno, brincava de esconde-esconde nas carcaças de zebus mortos por falta de brinquedos. Mas não ficou esperando o Estado, nem seus professores lhe ajudarem e, por conta, própria, lutou, lutou, lutou (contando com a ajuda de um mecenas da iniciativa privada, que lhe ensinou a fazer lápis a partir de carvão das árvores queimadas da Amazônia), andando 73,5 quilômetros todos os dias para pegar o ônibus da escola e usando folhas de bananeira como caderno. Hoje é presidente de uma multinacional.

(Violinos são substituídos por orquestra em êxtase.)

Ao ouvir um caso assim, não dá vontade de cantar: Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooooooor?

Já participei de comissões julgadoras de prêmios de jornalismo e posso dizer que esse tipo de história faz a alegria de muitos jurados. Afinal, esse é o brasileiro que muitos querem. Ou, melhor: é como muitos querem que seja o brasileiro.

Enfim, a moral da história é:

“Se não consegue ser como Joãozinho e vencer por conta própria sem depender de uma escola de qualidade, com professores bem capacitados, remunerados e respeitados, e de um contexto social e econômico que te dê tranquilidade para estudar, você é um verme nojento que merece nosso desprezo. A propósito, morra!''

Uma vez, recebi reclamações da turma ligada a ações como “Amigos do Joãozinho”. Sabe, o pessoal cheio de boa vontade genuína e sincera, mas que acredita que o problema da escola é que falta gente para pintar as paredes. Um deles me disse que acreditava na “força interior'' de cada um para superar as suas adversidades. E que histórias de superação são exemplos a serem seguidos.

Críticas anotadas e encaminhadas ao bispo, que me lembrou de que eu iria para o inferno — se o inferno existisse, é claro.

O Brasil está conseguindo universalizar o seu ensino fundamental, mas isso não está vindo acompanhado de um aumento rápido na qualidade da educação. Mesmo que os dados para a evolução dos primeiros anos de estudo estejam além do que o governo esperava no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), grande parte dos jovens de escolas públicas têm entrado no ensino médio sabendo apenas ordenar e reconhecer letras, mas não redigir e interpretar textos.

Enquanto isso, o magistério no Brasil continua sendo tratado como profissão de segunda categoria. Todo mundo adora arrotar que professor precisa ser reconhecido, mas adora chamar de vagabundo quando eles entram em greve para garantir esse direito.

Ai, como eu detesto aquele papinho-aranha de que é possível uma boa educação com poucos recursos, usando apenas a imaginação. Aulas tipo MacGyver, sabe? “Agora eu pego essa ripa de madeira de demolição, junto com esses potinhos de Yakult usados, coloco esses dois pregadores de roupa, mais essa corda de sisal… Pronto! Eis um laboratório para o ensino de química para o ensino médio!''

É possível ter boas aula sem estrutura? Claro. Há professores que viajam o mundo com seus alunos embaixo da copa de uma mangueira, com uma lousa e pouco giz. Por vezes, isso faz parte do processo pedagógico. Em outras, contudo, é o que foi possível. Nesse caso, transformar o jeitinho provisório em padrão consolidado é o ó do borogodó.

Pois, como sempre é bom lembrar, quem gosta da estética da miséria é intelectual, porque são preferíveis escolas que contem com um mínimo de estrutura. Para conectar o aluno ao conhecimento. Para guiá-lo além dos limites de sua comunidade.

“Ah, mas Sakamoto, seu chato! Eu achei linda a história da Ritinha, do Povoado To Decastigo, que passa a madrugada encadernando sacos de papel de pão e apontando lascas de carvão, que servirão de lápis, para seus alunos da manhã seguinte. Ela sozinha dá aula para 176 pessoas de uma vez só, do primeiro ao nono ano, e perdeu peso porque passa seu almoço para o Joãozinho, um dos alunos mais necessitados. Ritinha, deu um depoimento emocionante ao Globo Repórter, dia desses, dizendo que, apesar da parca luz de candeeiro de óleo de rato estar acabando com sua visão, ela romperá quantas madrugadas for necessário porque acredita que cada um deve fazer sua parte.''

Ritinha simboliza a construção de um discurso que joga nas costas do professor a responsabilidade pelo sucesso ou o fracasso das políticas públicas de educação. Esqueçam o desvio do orçamento da educação para pagamento de juros da dívida, esqueçam a incapacidade administrativa e gerencial, o sucateamento e a falta de formação dos profissionais, os salários vergonhosamente pequenos e planos de carreira risíveis, a ausência de infraestrutura, de material didático, de merenda decente, de segurança para se trabalhar.

Joãozinho e Ritinha são alfa e ômega, a responsável por tudo. Pois, como todos sabemos, o Estado não deveria ter responsabilidade na vida dos cidadãos.

Vocês acham sinceramente que “a pessoa é pobre porque não estudou ou trabalhou''?

Acham que basta trabalhar e estudar para ter uma boa vida e que um emprego decente e uma educação de qualidade é alcançável a todos e todas desde o berço?

E que todas as pessoas ricas e de posses conquistaram o que têm de forma honesta?

Acham que todas as leis foram criadas para garantir Justiça e que só temos um problema de aplicação?

Não se perguntam quem fez as leis, o porquê de terem sido feitas ou questiona quem as aplica?

Como já disse aqui, uma das principais funções da escola deveria ser produzir pessoas pensantes e contestadoras que podem colocar em risco a própria estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está. Educar pode significar libertar ou enquadrar — inclusive libertar para subverter.

Que tipo de educação estamos oferecendo?

Que tipo de educação precisamos ter?

Uma educação de baixa qualidade, insuficiente às características de cada lugar, que passa longe das demandas profissionalizantes e com professores mal tratados pode mudar a vida de um povo?

O Joãozinho e a Ritinha acham que sim. Mas eu duvido.

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Dia Internacional de Nelson Mandela


O mundo celebra neste 18 de julho outro aniversário de nascimento do líder sulafricano Nelson Mandela, mas pela primeira vez sem sua presença física.

Este ano, o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu a todas as pessoas do mundo dedicar 67 minutos de seu tempo pessoal a ajudar a outros, para comemorar o Dia Internacional de Nelson Mandela. "67 minutos, um para cada ano de luta do líder contra a segregação racial e o domínio da minoria branca".

Em novembro de 2009, a Assembleia Geral da ONU declarou o 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela em reconhecimento a contribuição do expresidente sulafricano para a cultura da paz e da liberdade.

Na África do Sul, o presidente Jacob Zuma pediu a seus compatriotas colaborar com uma Campanha de Limpeza Urbana por Madiba, e incentivou a limpar clínicas, escolas, parques, avenidas e entornos em homenagem ao venerado herói nacional.
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Imprensa renova instrumentos da ditadura

Passaram-se mais de 20 anos, mas a grande imprensa brasileira não desaprendeu o seu papel como braço da ditadura. Os personagens são outros, mas aqueles velhos instrumentos que ajudam a explicar por que se fere a democracia em nome da própria democracia estiveram sempre guardados e continuam afiados, exatamente como em 1964. Não há maior evidência disso do que a cobertura que os grandes jornais fizeram das prisões de manifestantes efetuadas no último dia 12/7, véspera da final da Copa do Mundo no Brasil.

Numa ação orquestrada entre executivo e judiciário, foram expedidos 26 mandados de prisão temporária preventiva contra cidadãos que não cometeram nenhum crime, além de, em algum momento, uns mais, outros menos, terem participado de manifestações nas ruas. Sustentando a acusação de formação de quadrilha, a polícia civil não teve nenhuma vergonha em declarar que o motivo das prisões foi evitar que eles cometessem crimes que se supunha que cometeriam. Mas o que é pior: veículos de comunicação e profissionais que julgam fazer jornalismo também não tiveram a mínima vergonha de repetir, de forma naturalizada, não só esse argumento como coisa muito pior.

O principal artifício ressuscitado dos tempos da ditadura escancarada foi a criação de um inimigo público, aquele cujo perigo justifica toda e qualquer violência e arbitrariedade. Houve muitos durante o regime empresarial-militar. Mas o mais novo inimigo público inventado pelo regime empresarial-falsamente democrático chama-se Elisa Quadros e atende pelo apelido de Sininho. Não por acaso, a chamada de quase todos os grandes jornais não informava a prisão de dezenas de manifestantes, destacando apenas a situação dessa personagem renascida dos porões da ditadura. “Sininho é presa por formação de quadrilha”, diz a capa do Globo de domingo, 13/7. O “resto” aparece embaixo, em letras menores, como uma rápida referência a “outras 18 pessoas”.

E isso basta, principalmente porque, também como na ditadura explícita, a imagem do inimigo público está sempre acompanhada da vítima a ele atribuída, direta ou indiretamente. Nesse caso, a vítima (real, mas de outros algozes, e não me refiro aos que foram presos por este crime), instrumentalizada como carniça de urubu, é Santiago Andrade, o cinegrafista da Rede Bandeirantes que foi morto por um morteiro em uma manifestação.

Aos fatos

Não importa que nem a inimiga pública de agora nem nenhum dos outros presos tenha relação com a morte: no imaginário cuidadosamente construído, os estereótipos dão conta das relações que a realidade insiste em negar. Foi por isso que o Globo, além do nome e da foto da inimiga pública da vez, tratou de providenciar uma coluna de “memória” intitulada “Onda de violência acabou em morte”, que lembra exatamente o caso do cinegrafista.

Com isso, todo o resto — toda a falta de informação, todas as falsas evidências, todos os argumentos absurdos, toda a vergonha alheia que a entrevista coletiva da cúpula da polícia civil no Rio provocou — pode ser jogado para debaixo do tapete. Trata-se de uma postura consciente por parte do jornal, passiva e conivente por parte dos jornalistas que aceitam ser seus cúmplices, e muito eficaz no papel ideológico que desempenha junto à massa de leitores ou telespectadores. Junto com o inimigo público, vão-se outras dezenas de vidas, vai-se o respeito às leis, vai-se a máscara do Estado de direito. Se estivesse vivo, talvez Roberto Marinho repetisse os termos do seu editorial de 1984, deixando “clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana”, nome genérico usado, naquele tempo e ainda hoje, para designar o estranho fenômeno do povo ocupando as ruas.

Sejamos claros: um jornalista que não só aceita como passa adiante a informação de que a polícia encontrou provas “robustas e consistentes” de que os prisioneiros cometeriam ações violentas na final da Copa, sem confrontar os adjetivos com as evidências materiais, não vale o diploma nem o crachá que exibe, seja ele qual for. Seria cômico, se não se estivesse falando de vidas privadas de liberdade, ver um jornal como O Diareproduzir, no melhor estilo de narrativa policial, que “os investigadores apreenderam máscaras de proteção contra gás, joelheiras, um pouco de gasolina dentro de uma garrafa plástica, maconha, jornais e uma bandeira do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR)”. Seria incompetência, se não fosse desonestidade, ver um jornal como o Globo escolher, dessa lista no mínimo constrangedora, os itens que, por exporem um pouco menos o ridículo da situação, mereceriam destaque nas suas páginas.

Assim, sobraram as “máscaras de gás e explosivos, além de computadores e celulares”. Computadores e celulares, como todo mundo sabe, são armas perigosíssimas. Máscaras que protegem os olhos dos efeitos do gás lacrimogêneo para uso em manifestações acompanhadas por uma polícia como a do Rio de Janeiro também são uma descoberta típica das séries de detetives norte-americanas. Sobre o explosivo, esse foi o nome genérico oportunamente encontrado para descrever uma garrafa com gasolina, encontrada não numa mochila no meio da rua ou de uma manifestação, mas dentro de uma residência. Nenhum jornal esqueceu de mencionar que as prisões em flagrante foram por “arma” (ou revólver, dependendo do gosto do jornalista) e “drogas”.

Pois bem: como foi amplamente divulgado por veículos que se disseminam nas redes sociais — aqueles que os jornalistas da grande imprensa costumam tratar como não-jornalísticos —, a arma foi encontrada em uma das casas e era do pai do menor em nome de quem estava expedido um dos mandados. Sua licença — porte de arma — estava vencida, o que pode gerar outro processo e outra matéria, mas não tem nenhuma relação com a prisão que os policiais foram fazer naquela casa. Por fim, as “drogas” encontradas foram um cigarro de maconha que, como se sabe, pelas propriedades cientificamente conhecidas, deve tornar os manifestantes ainda muito mais violentos. Curiosamente, os jornais esqueceram essa parte da história.

A imprensa alternativa que ocupa as redes sociais denunciou desde muito cedo, advogados e políticos se pronunciaram, instituições importantes e reconhecidas da tão aclamada democracia, como a OAB, emitiram notas que ganharam espaço no pé das matérias, apresentadas como manifestação de “repúdio” às prisões, num mero registro protocolar do “outro lado” jornalístico. A referência ao objetivo evidente de desmobilizar os protestos do dia seguinte — cujo grau insano de repressão e violência só chegou às páginas da grande imprensa porque alguns de seus jornalistas foram atingidos – foi citada de escanteio, como a “opinião” de alguns, nunca como insumo para se questionarem as fontes oficiais.

Nenhum jornalista ousou fazer (ou nenhum jornal ousou publicar) o mínimo que se espera de um profissional da informação, que é usar os conhecimentos jurídicos dessas instituições e seus atores para questionar a legalidade e o fundamento da operação policial e os mandados de prisão. Ninguém investigou e explicou a real funcionalidade e pertinência jurídica de uma prisão temporária de caráter preventivo; ninguém comparou a precaução da polícia e da justiça nessa situação com a oposta complacência mostrada, dias antes, quando um alvará de soltura expedido no meio da madrugada fez do executivo da empresa ligada à Fifa — cidadão inglês, sem domicílio fixo no país e preso com provas muito mais “robustas e consistentes” de formação de uma quadrilha de cambistas — um foragido.

Um consenso em torno da coerção necessária

É cada vez mais concreto o quanto essa noção abstrata de democracia e o seu correspondente Estado de direito são dois elementos circulares de uma farsa produzida para manter ou estabilizar as relações de dominação. Em nome da democracia e do Estado de direito, vale tudo, até ferir a democracia e o Estado de direito, desde que se faça isso através de instituições como a polícia, o judiciário e a imprensa, que compõem o Estado de direito garantidor da democracia. Há muito que a tradição marxista sabe que a forma assumida pelo Estado — democracia, ditadura, monarquia... — representa variações coerentes com a correlação de forças e o grau de hegemonia vigente em cada local, em cada contexto histórico, mas que, em todas essas situações, a função do Estado é garantir, com as armas que estiverem disponíveis, os interesses da classe dominante. Por isso, no capitalismo, a combinação de mecanismos de cooptação e consenso nos regimes ditatoriais com mecanismos de violência e coerção nos contextos democráticos é e sempre será parte do jogo.

Isso se expressa de forma muito direta na grande imprensa que é, também, instrumento da democracia burguesa. Por isso, ela pode pluralizar seus públicos, diversificar os colunistas, usar de vez em quando uma imagem produzida por midiativistas, denunciar um senhor aqui, ajudar a prender um policial violento acolá. Pode até escrever e ler em voz alta um belo editorial de mea culpa, lamentando seu apoio à ditadura encerrada. Mas sempre que for preciso, ela vai afiar as ferramentas, espalhar a poeira, tirar a ferrugem e usar todas as armas de que dispuser para, em nome da democracia, legitimar um consenso em torno da coerção necessária. Está no seu DNA.

Cátia Guimarães, jornalista
No OI
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Bolivia es declarada territorio libre de analfabetismo por la Unesco


Bolivia fue declarado por la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) territorio libre de analfabetismo, informó el viceministro boliviano de Educación, Noel Aguirre.

"En este momento estamos con una tasa de analfabetismo de 3,8 por ciento. Para que un país sea declarado libre de analfabetismo tiene que tener una tasa menor del 4 por ciento", explicó Aguirre, citado por Prensa Latina.

La nación suramericana alcanzó esta meta tras la aplicación del método Yo Sí Puedo, diseñado por Cuba y empleado en naciones como Venezuela, que fue declarada libre de analfabetismo en 2005.

El país continúa trabajando para llegar a las personas mayores de 60 años y, de esta manera, continuar reduciendo el nivel de analfabetos en el país.

Además, el programa de post-alfabetización en el que se cursan estudios hasta sexto grado de primaria, ha graduado a unas 26 mil personas. "Hay otro contingente de 120 mil, más o menos, que ya van a salir este año".

No teleSUR
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