15 de jul de 2014

Sobre o artigo em que Mino Carta declara apoio a Dilma

Nada a objetar
Causou um certo alarido dias atrás, na comunidade jornalística, um texto de Mino Carta em que ele declarava apoio a Dilma.

Com sua habitual elegância estilística, Mino ponderou que fatalmente as duas candidaturas oposicionistas mais fortes atrairão o que existe de mais reacionário no país.

Mino falou, especificamente, dos barões da imprensa. Mas é claro que a lista dos interessados em que o relógio volte, e com ele antigos privilégios e velhas mamatas, vai muito além.

O que as pessoas se perguntavam é se Mino não estaria infringindo alguma lei sagrada do jornalismo.

Não, não estava.

Mino estava apenas sendo honesto e transparente. E seguia uma prática comum no jornalismo americano: declarar, em editorial, apoio a algum candidato.

Quem conhece Mino Carta sabe que não existe risco nenhum de o noticiário da Carta Capital sofrer qualquer tipo de adulteração ou manipulação por conta da escolha.

Isso quer dizer o seguinte: a Carta Capital não vai inventar fatos que favoreçam Dilma e prejudiquem Aécio ou Eduardo Campos.

É simplesmente zero, igualmente, a possibilidade de que uma pesquisa encomendada pela revista seja maquiada para promover Dilma.

O apoio não funciona como nada além de uma recomendação aos leitores. É como se a revista dissesse: “Caso interesse a vocês, esta é minha posição. Se não interessar, um abraço.”

É uma atitude adulta, e que contrasta com a falsa neutralidade presente no restante da mídia, que tenta vender aos leitores uma mercadoria falsa: a isenção. A Folha chega às vezes a publicar a centimetragem dedicada a cada candidato, como se espaço — e não tom — provasse equidistância.

Compare a Carta Capital com a Veja na postura diante dos candidatos. Na mesma semana do artigo de Mino, a Veja publicou uma reportagem na seção de política que dizia o seguinte sobre Aécio: “Conhecê-lo é amá-lo.”

É mesmo?

Segundo a Veja, sim. A suposta prova disso estaria na baixa rejeição de Aécio. Claro que para Dilma o parecer era o oposto: conhecê-la, para a Veja, é não amá-la.

A Veja conhece e ama Aécio faz tempo.

Nas eleições de 2010, entre o primeiro e o segundo turno, quando era uma barbada a vitória de Dilma sobre Serra, a revista deu uma capa com Aécio.

Nela, avisava que Aécio decidira se engajar definitivamente na campanha de Serra. Até ali, desgostoso depois de perder a indicação no PSDB, ele pouco fizera por Serra em Minas.

Sensacionalmente, a revista informava seu leitor: a história mostrava que candidato que ganhasse em Minas ganhava a presidência.

Isto queria dizer, segundo a lógica da Veja, que se Aécio fizesse Serra ter mais votos entre os mineiros que Dilma, a presidência seria dele.

Deu no que deu.

Como prática jornalística, a da Carta Capital é mais íntegra. Se, repito, a Carta Capital apenas faz uma recomendação, e logo retorna ao noticiário como ele é, a Veja tenta induzir o seu leitor com argumentos nem sempre conectados com a realidade.

Uma revista expõe sua opinião e, a despeito dela, preserva seu jornalismo. A outra não declara abertamente sua preferência, mas ela existe e é tão forte que transforma o jornalismo em panfletagem disfarçada.

A atitude da Carta Capital não apenas é defensável como louvável, pela honestidade de intenção envolvida nela.

A da Veja — e seu modelo é seguido em diferentes medidas por toda a grande mídia — é, numa palavra, indefensável.

Paulo Nogueira
No DCM
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Reforma Política Já!

Filho de um dos fundadores do PFL assume cadeira de senador que renunciou


Clésio Andrade (PMDB-MG) renunciou, nesta terça-feira (15), ao mandato de senador. Em uma rede social, o político, que é um dos réus no mensalão tucano, informou que deixa o cargo por motivos de saúde e para se dedicar a um tratamento médico.

O pedido de renúncia foi lido nesta tarde, em plenário, pelo presidente em exercício do Senado, o senador Jorge Viana (PT-AC). No ofício, o peemedebista informa que pede a renúncia “por motivo de acometimento de problema de saúde” e que precisará passar por tratamento durante o tempo que o resta de mandato.

A carta de renúncia deverá será publicada no Diário do Senado desta quarta (16). Segundo a Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado, o segundo suplente, Antônio Aureliano Sanches de Mendonça, — filho do ex-presidente Aureliano Chaves — deve ser convocado a assumir o cargo. Andrade ocupava a vaga no Senado desde 2011, substituindo o titular do mandato Eliseu Resende, que morreu em janeiro daquele ano.
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"Jesus é lixo" e o Israel bíblico é completamente outro do Israel Estado


Com porquês, acordei assim, de sobressalto, como se o coração me viesse à garganta. Não me sinto em Gaza. Tampouco judeu, apesar dos avós sefarditas e asquenazes. Por hora, tenho comigo um receio de sê-lo. Receio não porque estão a bater em minha porta como Gestapo, quebrando minhas coisas em reprise de Kristallnacht, mas porque, na distância absoluta de um mundo e meio, vejo muita gente pagando com o Mal o Mal que nunca chegou a sentir.

Explico. Uma triste fotografia me pulou a cara trazendo corpinhos já sem vida de tantas bombas. Pareciam bonecos ao léu e à poeira. Mas eram crianças palestinas. Três segundos foram mais do que suficientes para colar na minha retina a certeza de que nada sei do que acontece por lá ainda que simule por aqui a dor de quem vive intensamente a lógica dessa dor. E junto ao retrato, li pedaços da Lei de Talião na forma de comentários.

O pensamento Ocidental, por mais global que consiga ser, tem base naquela faixa estreita de terra menor que meu silencioso Acre. Talvez por isso muita gente se atreva a dizer somos todos Israel ou Gaza. E opine, acuse, critique, xingue e cuspa meias verdades, mais vaidades do que verdades, sem saber que a Palestina não é só o Hamas e Israel não é ele inteiro o Likud. Generalismo é combustível de muitos conflitos.

Enquanto uns comemoram o tetra da Copa, outros estribilham a treta da Guerra. O trocadilho é menos infame que a desproporção assombrosa entre a teimosia e a resistência disfarçadas de causa e consequência no confronto entre Israel e Hamas. E é mais inocente do que comentários guiados pelo senso bíblico do neopentecostalismo enxergando semelhança entre fé cristã e as decisões políticas do Estado de Israel.

Pedidos em bom português de “orai por Israel” na segurança de perfis de Facebook, pululam por entre autorretratos de vaidade, estrelas-de-Davi, menorás e bandeiras alviceleste, nas igrejas, nos cultos, em camisetas e tatuagens. Desde quando evangélicos são judeus, pergunto a um amigo crente. Jesus era judeu, ele me responde. Quem tem problemas com os judeus são os católicos, ele completa.

O outro e suas decisões são sempre motivo para picuinha. O que muda é a proporção do ataque. Tenho para mim que as flâmulas israelenses balançam nas Marchas para Jesus como uma ode ao casamento entre Estado e religião, comum em Israel, desejado no Brasil por muitos. Tudo vale na escalada contra gays, lésbicas, umbandistas, daimistas, espíritas e até católicos. É como dizer: meu deus é melhor que o seu.

Mal sabem os nossos ultraconservadores que os ultraconservadores deles, imbuídos de um tal conceito de “preço a pagar”, cospem não só em muçulmanos, árabes-israelenses e judeus Neturei Karta, mas também em cristãos, sejam eles romanos, ortodoxos ou neopentecostais. "Jesus é lixo", alguém pichou num muro em Jerusalém. Amós Oz, categórico, disse: estes são hebreus neonazistas.

Ao ver um brasileiro cristão cuspir pedras e tuítes contra palestinos e pedir orações a um Israel bíblico completamente outro do Israel Estado que hoje parece fazer vista grossa a suásticas nazistas pintadas por judeus extremistas em igrejas e mesquitas, a imagem dos corpos de palestinos já sem vida me volta aos olhos e se mistura ao horror do holocausto na Europa. E pergunto: o que sabem essas pessoas daqui sobre as coisas além do umbigo? Nada, arrisco dizer.

Sem porquês, dormi, assim, em ofegâncias, como se Silas Malafaia, Mahmoud Abbas e Bibi Netanyahu me sentassem por sobre o peito e rezassem imitando a flâmula de uma vela, para frente e para trás. Sonhei com bombas a me ofender os ouvidos e a fazer de mim um imenso boneco sem vida de tanta poeira. Acordei, assim, de sobressalto, como se o coração me viesse à garganta.

Janu Schwab, publicitário
No Blog do Altino Machado
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Urubóloga insiste: foi um fracasso!​

Faltou penico!, foi um lixo!, tudo fora do prazo!

Imagem do Twitter do amigo navegante Augusto da Fonseca



No Caf
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A fraude no gráfico da Sabesp sobre a situação do Sistema Cantareira

Seca na represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira
O agravamento da situação no Sistema Cantareira, tratado aqui desde fevereiro, só vem a certificar aquilo que já se previa: redução rápida do volume morto e o desespero do governo de São Paulo para assegurar o fornecimento de água para 8 milhões de habitantes.

Que os sistemas do Alto Tietê e Guarapiranga estão combalidos todos sabemos. Apesar do esforço de Alckmin em insistir que não haverá racionamento, vários pontos da região metropolitana já registram as torneiras secas.

Mais grave ainda diante do caos que se avizinha é a maquiagem que a Sabesp passou a divulgar na sua página eletrônica. O site da Sabesp não informa aos visitantes que a água do Sistema Cantareira pela primeira vez na sua história chegou ao fim.

Ilude o cidadão ao apresentar no gráfico que o volume útil conta com 18% de sua capacidade. Trata a soma do volume útil com volume morto sem apresentar a drástica situação do abastecimento.

Em 15 de janeiro, por exemplo, a Sabesp anunciava corretamente o volume do Sistema Cantareira oferecendo a possibilidade de o usuário comparar com outras datas o armazenamento, pluviometria do mês, do dia e a média histórica.

A versão atual é distorcida, quase um blefe. Entre 15 de janeiro e 15 de julho de 2014, dentro desse ilusionismo, o Cantareira reduziu seu volume em apenas 7%.

Captura de Tela 2014-07-15 às 17.52.35

De fato temos saldo negativo. Inclui o volume morto no conjunto do sistema. A mágica da SABESP inova com gráfico vertical sem apontar que caminhamos a passos largos para o esgotamento do Cantareira.

Se fosse considerada a aritmética da Sabesp e suas inovações no modo fazer conta, a cidade de Atibaia teria desaparecido em 2011. Naquele ano as enchentes que assolaram a região foram creditadas à ausência de compromissos firmados pela Sabesp na outorga do Sistema Cantareira de 2004, o desassoreamento de cursos d’água. Mesmo com liminar concedida na ocasião obrigando a Sabesp a realizar os compromissos da Outorga, o governo recorreu e venceu em instância superior.

A saída tresloucada desta semana, depois de prorrogada a renovação da outorga do Sistema Cantareira pela Agência Nacional das Águas, ANA, foi a transposição do Sistema Alto Tietê.

O cobertor está curto. A briga é longa e os conflitos já estão em curso, com a cidade de Campinas e região disputando cada metro cúbico de água por segundo. Não serão as mágicas das estatísticas da Sabesp que resolverão o problema.

Edson Domingues
No DCM
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Polícia Militar carioca mostra todo o seu despreparo e a sua incompetência

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Força Tarefa

Gente, o esforço que a CBN vem fazendo, desde ontem, para montar uma contabilidade contra o legado de infraestrutura da Copa chega a ser comovente.

Segundo Carlos Sardenberg e Miriam Leitão, os feriados decretados por causa dos jogos vão quebrar o Brasil. Pelo que entendi, apenas a Alemanha, no entre guerras, viveu uma situação econômica tão degradante.

Os milhões de reais que o turismo deixou no País são, na verdade, uma herança maldita: ninguém nunca mais vai voltar ao Brasil porque os preços subiram pra sempre!

E, claro, todos se voltaram contra os estádios. Alexandre Garcia acaba de anunciar que nunca porá os pés no Mané Garrincha e que se sente mal só de ver o estádio de Brasília de longe ("ai, meus sais!").

E, claro, colocaram o senador acaju Agripino Maia, coordenador de campanha de Aécio Neves, para dizer que o sucesso da Copa se deveu à iniciativa privada, que ajudou a construir os estádios.

Um abutre pintado, agora, de verde-amarelo.

É uma mistura de mau caratismo com descolamento total da realidade.

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Como o jn divulgou o Balanço da Copa

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Brasileiros mostraram que são capazes de fazer uma grande Copa do Mundo

Dilma durante balanço da Copa 2014 no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O governo apresentou balanço sobre a Copa do Mundo no Brasil,  nesta segunda-feira (14), no Centro Integrado de Comando e Controle de Brasília. Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu aos envolvidos na organização do evento e considerou que o povo mostrou sua capacidade de bem receber.

“(…) nós vivemos, nesses dias, uma festa fantástica. Mais uma vez, o povo brasileiro revelou toda a sua capacidade de bem receber. (…) os torcedores e todos os amantes do futebol, asseguraram uma festa que eu tenho certeza é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo.”

Dilma lembrou ainda as mensagens de paz recebidas por líderes religiosos de todo o mundo  no início da Copa, que dialogavam com o sentimento da Copa Sem Racismo, imagem que ficou como um dos legados do Brasil para o mundo. A presidenta agradeceu ainda os governos estaduais e municipais das 12 cidades-sede na realização do Mundial e concluiu agradecendo brasileiros e brasileiras pela hospitalidade, frisando a diversidade do país.

Queria agradecer também a todos os brasileiros que mostraram quem nós somos, qual é a nossa alma, qual é o nosso coração, e como é que temos essa extraordinária capacidade de integração com todas as culturas, todas as origens étnicas. Muito porque nós somos um país multiétnico, multidiverso, com culturas as mais variadas. Não só viram a beleza do nosso país, mas viram, sobretudo, a beleza do nosso povo, a beleza da alma do nosso povo.



No Blog do Planalto
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Lula conta como entrou na política e incentiva a juventude a participar


O Instituto Lula começa a divulgar nesta terça-feira (15) uma série de vídeos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que ele fala sobre sua trajetória política e ressalta a importância da participação política da juventude brasileira. Postaremos um vídeo por dia.

Neste primeiro vídeo, Lula ressalta a importância de se interessar por política para ajudar a construir o país que deseja: "Se quem gosta de política for sempre a minoria, significa que a maioria bem intencionada, que às vezes nega tudo, fica sempre sendo governada por aqueles que eles acham que são ladrões, espertos e que não representam os interesses do país. Se a gente quiser mudar a política, só tem um jeito, é entrando nela. Negando a política, tudo vai ficar pior."

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Galvão traiu Felipão

Com a Globo e a Lei Pelé não muda nada!


Felipão duplamente magoado

Felipão esteve no apartamento de José Maria Marin por uma hora no fim da tarde de hoje e teve algumas surpresas.

Primeiramente ao saber que havia uma equipe da TV Globo na porta do prédio.

Depois a mudança de posição da dupla Marin/Nero sobre o que havia sido conversado antes do jogo contra a Holanda.

O técnico, ingenuamente ou não, achou que continuaria à frente da Seleção, principalmente depois que uma sondagem de opinião pública feita pelo Esporte Espetacular, já no domingo, mostrou que 25% das respostas foram pela sua manutenção, à frente de Tite.

Ele não se demitiu ao contrário do que diz a nota da CBF e nem sequer entregou o prometido relatório, porque sua reunião com a cúpula da CBF não estava marcada para hoje.

Ao seu modo, Felipão se sente duplamente magoado: pelos dois cartolas, embora entenda que não suportem as pressões, e pela Globo.

Considera que o venenoso editorial feito por Galvão Bueno no sábado, no Jornal Nacional, foi uma vingança pelo desentendimento entre ambos 12 anos atrás, quando se recusava a atender o narrador.

Felipão ainda se surpreende com o poder da Globo.

Juca Kfouri

Em tempo: assista ao vídeo do Galvão no jn de sábado, motivo da saída de Felipão:



No CAf
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Veja como funciona o “cheque de gestão” do PSDB

Secretário de SP intermediou doações eleitorais, diz e-mail

Mensagem indica que Tejofran deu R$ 50 mil ao PSDB a pedido de Marcos Penido

Assessor de Alckmin afirma que não pediu dinheiro a empresa acusada de participação no cartel dos trens

O secretário de Habitação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Marcos Rodrigues Penido, intermediou duas doações eleitorais da empresa Tejofran para o PSDB, indica e-mail encontrado por autoridades federais em buscas feitas em computadores da companhia.

A Tejofran é acusada de integrar o cartel de trens que fraudou licitações em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos tucanos.

As duas contribuições de R$ 25 mil para o PSDB citadas na mensagem foram feitas durante a campanha para prefeitos e vereadores de 2012, quando Penido era diretor-técnico da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Penido foi promovido a secretário em abril deste ano, após ter sido secretário-adjunto de Silvio Torres (PSDB).

À época das doações, a CDHU mantinha contrato com um consórcio do qual a Tejofran fazia parte. Logo após as eleições de 2012, o consórcio conseguiu um aditivo de R$ 3 milhões com a estatal paulista.

Conforme a legislação eleitoral, diretores de empresas públicas são proibidos de arrecadar para o partido. A função cabe só aos tesoureiros.

O e-mail que menciona a doação foi escrito por Henriqueta Giolito Porto, gerente da Tejofran, em 2 de agosto de 2012 e enviado a seu irmão, o engenheiro Telmo Giolito Porto, diretor do grupo.

A mensagem cita um outro executivo que teve negócios com a CDHU, o engenheiro João Razaboni, que disse à Folha ser prestador de serviços para empresas do setor.

Na mensagem, Henriqueta diz que recebeu uma ligação de Razaboni passando informações de Penido — os dados bancários do PSDB para que o depósito fosse feito.

A gerente da Tejofran frisa que se trata de uma "contribuição oficial" e que Penido pediu um comprovante do depósito, que teria de ser feito "o mais breve possível".

Penido diz que nunca pediu doação. A Tejofran diz que fez as doações legalmente e ressalva que a mensagem não comprova contato com o ex-diretor da CDHU.

Na eleição de 2012, o ex-governador José Serra era o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo e foi derrotado pelo petista Fernando Haddad.

Mesmo sendo comumente descrito como um funcionário de perfil técnico, Penido tem ligações com diversos setores do PSDB paulista.

Segundo tucanos, o servidor de carreira da CDHU tem bom trânsito na família do governador Mário Covas (1930-2001) e desfrutava da confiança do antecessor na secretaria, Torres, que o nomeou adjunto e diretor da CDHU.

Na companhia estatal, sua principal função era contornar os embates entre Torres e o deputado Paulo Maluf, chefe do PP no Estado, sigla que comandava o órgão. O atual secretário de Alckmin não é filiado ao PSDB.

O fundador do grupo Tejofran, Antonio Dias Felipe, era amigo do governador Mário Covas e foi padrinho de casamento de seu filho, Mário Covas Neto, o Zuzinha.

Ele emprestou um escritório a Covas e chegou a alugar uma casa para o governador paulista por valor simbólico.

A executiva da Tejofran que escreveu a mensagem sobre a doação, Henriqueta Porto, já ocupou cargos de confiança em empresas do governo paulista.

Ela foi chefe de gabinete do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) de 2007 a 2009, no governo de José Serra, e ocupou a mesmo posição na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), de 2003 a 2006, na gestão de Geraldo Alckmin.

No Ficha Corrida
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BBC se despede da Copa das Copas

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Prazo para requerer voto em trânsito começa hoje


O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral no primeiro ou no segundo turno das Eleições 2014 poderá exercer o direito de voto para presidente e vice-presidente da República em seções instaladas para este fim. O interessado deverá habilitar-se perante a Justiça Eleitoral no período de 15 de julho a 21 de agosto, informando o local em que pretende votar.

A habilitação para o voto em trânsito é realizada mediante a apresentação de documento oficial com foto e será admitida apenas para os eleitores que estiverem com situação regular no cadastro eleitoral. Uma vez cadastrado nessa modalidade, o eleitor ficará automaticamente apto a votar no local onde informou que estará no dia do pleito, mas será desabilitado para votar na sua seção de origem. A alteração ou o cancelamento da habilitação poderão ser requeridos até o término do prazo para o pedido.

Novidade

Nestas eleições gerais não só as capitais estarão aptas a oferecer a modalidade de voto em trânsito, mas também os municípios com mais de 200 mil eleitores, totalizando 92 cidades brasileiras. A novidade foi implantada pela Resolução TSE nº 23.399/2013, que dispõe sobre os atos preparatórios para as eleições.

Nas eleições gerais de 2010, essa possibilidade ficou restrita às capitais. Naquele ano, 80.419 eleitores registraram o pedido para votar em trânsito no primeiro turno e 76.458 no segundo turno.

Localidades

Ficará a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) registrarem as seções especiais e os locais onde serão instaladas as urnas para o voto em trânsito, nas respectivas capitais dos estados e nos municípios com mais de 200 mil eleitores. A seção destinada à recepção do voto deverá conter no mínimo 50 e no máximo 600 eleitores.

Quando o número mínimo não for atingido, os eleitores habilitados deverão ser informados da impossibilidade de votar por meio dessa modalidade no município por eles indicado. Nesse caso, ficará cancelada a habilitação dos eleitores para votar em trânsito e eles deverão justificar a ausência ou votar na seção de origem.

Confira abaixo a relação dos 92 municípios que deverão dispor das urnas especiais para o voto em trânsito, a depender da quantidade de cadastramento em cada local.

UF MUNICÍPIO

AC RIO BRANCO

AL MACEIÓ

AM MANAUS

AP MACAPÁ

BA FEIRA DE SANTANA

BA SALVADOR

BA VITÓRIA DA CONQUISTA

CE CAUCAIA

CE FORTALEZA

DF BRASÍLIA

ES CARIACICA

ES SERRA

ES VILA VELHA

ES VITÓRIA

GO ANÁPOLIS

GO APARECIDA DE GOIÂNIA

GO GOIÂNIA

MA SÃO LUÍS

MG BELO HORIZONTE

MG BETIM

MG CONTAGEM

MG GOVERNADOR VALADARES

MG JUIZ DE FORA

MG MONTES CLAROS

MG UBERABA

MG UBERLÂNDIA

MS CAMPO GRANDE

MT CUIABÁ

PA ANANINDEUA

PA BELÉM

PA SANTARÉM

PB CAMPINA GRANDE

PB JOÃO PESSOA

PE JABOATAO DOS GUARARAPES

PE OLINDA

PE PAULISTA

PE RECIFE

PI TERESINA

PR CASCAVEL

PR CURITIBA

PR LONDRINA

PR MARINGÁ

PR PONTA GROSSA

RJ BELFORD ROXO

RJ CAMPOS DOS GOYTACAZES

RJ DUQUE DE CAXIAS

RJ NITERÓI

RJ NOVA IGUAÇU

RJ PETRÓPOLIS

RJ RIO DE JANEIRO

RJ SÃO GONÇALO

RJ SÃO JOÃO DE MERITI

RJ VOLTA REDONDA

RN NATAL

RO PORTO VELHO

RR BOA VISTA

RS CANOAS

RS CAXIAS DO SUL

RS PELOTAS

RS PORTO ALEGRE

RS SANTA MARIA

SC BLUMENAU

SC FLORIANÓPOLIS

SC JOINVILLE

SE ARACAJU

SP BARUERI

SP BAURU

SP CAMPINAS

SP CARAPICUÍBA

SP DIADEMA

SP FRANCA

SP GUARUJÁ

SP GUARULHOS

SP ITAQUAQUECETUBA

SP JUNDIAÍ

SP LIMEIRA

SP MAUÁ

SP MOGI DAS CRUZES

SP OSASCO

SP PIRACICABA

SP RIBEIRÃO PRETO

SP SANTO ANDRÉ

SP SANTOS

SP SÃO BERNARDO DO CAMPO

SP SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

SP SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

SP SÃO PAULO

SP SÃO VICENTE

SP SOROCABA

SP SUZANO

SP TAUBATE

TO PALMAS
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Erro gaúcho

Christiane Pelajo mostra estádio do Internacional como se fosse a Arena do Grêmio, no Jornal da Globo
Na madrugada desta terça (15), o Jornal da Globo confundiu os estádios de Grêmio e Internacional, dois rivais do futebol gaúcho. Christiane Pelajo mostrou no telão os próximos jogos do Campeonato Brasileiro que acontecerão em sedes da Copa. Em Grêmio x Goiás, que não vai acontecer em um estádio do Mundial (a Arena do Grêmio), apareceu o Beira-Rio, do Inter. Pelajo corrigiu o erro e pediu desculpas no fim do telejornal.



No Notícias da TV
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Por que a mídia não divulga essas informações?

Crianças palestinas pedem apoio da humanidade contra Israel
Você trabalharia numa empresa que utilizou seus veículos para ajudar a  ditadura a prender, transportar e assassinar jovens idealistas que lutavam por um Brasil melhor?

Ou numa empresa que utilizava parte de seus lucros para ajudar a repressão a adquirir material sofisticado para localizar, prender e assassinar qualquer um que fosse contra a ditadura?

Você acha natural trabalhar numa empresa que defendia o general do “ prendo e arrebento”, ou que proclamava preferir “o cheiro de cavalos ao cheiro do povo?

Você acha natural trabalhar numa empresa que manipulava as informações em favor de determinado candidato a presidente da república?

Antes de você responder, saiba que essa gente é que decide o que você vai ler e como vai se divertir.

E essa gente é que ofende o islamismo impunemente.

Pense e reflita porque os números abaixo jamais serão publicados por essa mídia sicofanta.

Atualização dos dados oficiais da ONU sobre a crise no território palestino da Faixa de Gaza frente aos ataques militares israelenses desde o dia 7 de julho:

1,8 milhão de pessoas afetadas pelo ataque

5.600 pessoas (940 famílias) deslocadas pelo conflito

16.000 pessoas abrigadas nas escolas da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina)

60.000 pessoas com necessidades alimentares emergenciais

400.000 pessoas sem eletricidade

75% da cidade de Gaza sem eletricidade

395.000 pessoas afetadas pelos danos causados às instalações de fornecimento de água

1/3 da população, cerca de 600.000 pessoas, com acesso restrito a água potável

168 pessoas mortas, sendo ao menos 133 civis, dentre os quais 36 crianças

1.140 pessoas feridas, dentre as quais 296 crianças e 233 mulheres

25.300 crianças necessitando de atendimento psicológico, devido ao trauma vivenciado pelos ataques

8 unidades de saúde e 4 ambulâncias danificadas; 1 médico morto e outros 19 agentes de saúde feridos

36 escolas danificadas

66 escolas consideradas suscetíveis a danos

940 unidades residências destruídas

2.500 casas danificadas

32 barcos pesqueiros incendiados, destruídos ou danificados e cerca de 1.000 redes de pesca queimados

3.600 pescadores estão sem acesso ao mar

Número ainda não especificado de agricultores sem acesso a terra e relatos de perdas importantes, como morte de animais

Mais de 700 ataques aéreos, mais de 1.100 mísseis israelenses disparados contra a Faixa de Gaza, mais de 100 disparos de tanques de guerra e cerca de 330 bombardeios navais (dados do dia 11, sem atualização desde então)

Aproximadamente 100 bombas não estouradas (e que ainda podem explodir) foram encontradas

Em território israelense, foram contabilizados:

1.500 mísseis atirados, quase todos interceptados no ar pelo sistema israelense anti-mísseis

2 casas destruídas

9 pessoas feridas

Por que a mídia não divulga essas informações?

Pense e reflita...

Bombas de fósforo israelenses sobra escolas palestinas
No Blog do Bourdoukan
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Certo e errado


Tudo o que era para dar errado, deu certo. E o que daria certo, deu errado. A segunda inversão é mais fácil de entender do que a primeira, ao menos na parcela de causas superficiais, e já apontadas em boa quantidade. A primeira pede reflexão, averiguações, ponderação de hipóteses. Não se sujeita a imediatismos.

Cabe até perguntar, no primeiro caso, onde e quando esteve a inversão. Pode ter sido em uma conjunção de esforços, acasos, sorte, bons propósitos, e outros incontáveis impulsos a favor do bom andamento do que estava previsto desandar, fatalmente, em fracassos e vexames. Mas também é possível que nem tenha havido inversão na passagem das previsões para os fatos. Na sua hora da verdade, as previsões, as expectativas densas, e humilhantes por antecipação, teriam cedido à realidade de que a inversão estava nelas. Eram elas.

Uma sugestão perigosa, mas tentadora.

Dos crimes

Há coisa de um mês, a TV Record ou a Bandeirantes — lamento não saber precisar, neste momento — exibiu uma reportagem com indícios e indagações contrários ao encerramento do inquérito policial sobre a tragédia da família Pesseghini e o pedido de arquivamento pelo Ministério Público de São Paulo. A reportagem não teve repercussão em jornais, como é próprio do que não seja transmitido pela Globo.

Ouvidos no trabalho de TV, os pais do casal de PMs assassinados apresentam, agora, mais um argumento para a retomada das investigações, exposto na Folha pelo repórter Rogério Pagnan. Há um motivo a mais para que o secretário Fernando Grella, da Segurança paulista, viesse a prestar atenção especial a esse caso dado por concluído com a atribuição, inconvincente, dos assassinatos ao filho de 13 anos do casal, matando-se depois de incompreensível intervalo.

Andreia Pesseghini, não muito antes de morrer, denunciou a superiores na PM a ocorrência de corrupção e outras ilegalidades por parte de integrantes da corporação.

Trata-se de um caso, já por si difícil, daqueles em que uma polícia está sujeita às pressões de parte da outra — a parte já denunciada como criminosa. Riscos que se estendem aos parentes das vítimas e outros inconformados com o arquivamento do inquérito.

Pois sim

As Copas têm um defeito básico: terminam. No nosso caso, deixando-nos uma convicção: "é preciso reformar o futebol brasileiro". Onde caímos, porém, terminada a Copa? "Interlocutores acham que Dilma quer... Aécio diz que Dilma... Dilma acha que a oposição... Campos avalia que o governo...".

O futebol é só mais um nome na lista do que precisa ser reformado, pôde ser e não foi, nem será.

Janio de Freitas
No fAlha
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Por que a tragédia da Copa não afetará a CBF

As artimanhas dos cartolas para impedir a mudança


Dois meses antes do início da Copa do Mundo, Marco Polo Del Nero foi eleito o novo presidente da CBF. As eleições que ocorrem de 4 em 4 anos  —  inicialmente previstas para outubro deste ano  —  foram antecipadas, estrategicamente, para o mês de abril a fim de blindar a CBF contra qualquer mudança em caso de um eventual fracasso da Seleção Brasileira no Mundial.

Não bastasse a absurda antecipação, a disputa pela presidência da entidade é a prova incontestável de que os conceitos de eleições e democracia não pertencem necessariamente a mesma família.

O concorrido pleito foi vencido  —  pasmem!  —  pelo único homem que o disputou. E a pergunta é: por que apenas um candidato? Será que o cargo mais importante desse esporte no país, cuja entidade detém o monopólio sobre a exploração do nosso maior patrimônio cultural e arrecada R$350 milhões por ano, é algo tão indesejável assim?

Tudo se explica pelo estatuto social da CBF. É ele que determina a representação de apenas 47 homens: os presidentes das 27 federações estaduais e os presidentes dos 20 clubes da série A. São eles que decidem o futuro do futebol no país. Aliado a isso, políticos do futebol se escoram em outra proteção estatutária para jogar um jogo só deles. É a chamada cláusula de barreira, ou seja, para concorrer ao cargo de presidente da entidade, é necessário contar com o apoio de pelo menos 8 Federações e 5 clubes da Série A. Assim sendo, o futebol brasileiro  —  apesar do desfecho melancólico na Copa de 2014  —  deve continuar nas mãos dos mesmos senhores que o trouxeram até aqui.

“Como a natureza sabe, sem diversidade não existe evolução.”  —  Isaias Raw

A falta de visão que desorienta o nosso futebol é resultado direto deste processo político arcaico, em que treinadores, jogadores, árbitros e executivos não têm quaisquer instrumentos para incidir nas decisões relevantes do futebol no país.

Se o futebol brasileiro quiser evoluir, a CBF precisa garantir uma representação equilibrada de todos os segmentos do esporte. É urgente que a assembleia geral da CBF seja composta não apenas por um corpo político-burocrático, mas principalmente pelo setor técnico do futebol.

Nada mudará se não democratizarmos o estatuto da CBF.

E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta-feira — quando recomeça o Brasileirão — e leve um cartaz ou uma faixa, pedindo:

Democracia na CBF, já!

Com o seu apoio viraremos esse jogo!

Não deixe de assinar a nossa petição no site: www.bomsensofc.org

* * *

Líder de grupo de atletas demonstra mais uma vez arcaísmo no futebol brasileiro.

Ex-zagueiro do Corinthians e hoje atuando no futebol do China, Paulo André é um dos líderes do grupo de atletas “Bom Senso Futebol Clube”, que defende mudanças na gestão do esporte no Brasil e critica os desmandos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Nesta segunda-feira (14), ainda na ressaca do vexame do Brasil na reta final da Copa do Mundo, o atleta escreveu texto rebatendo uma alegada tentativa da CBF em trazer “renovação” à seleção brasileira simplesmente escolhendo um novo técnico para a equipe.

Paulo André, ex-zagueiro do Corinthians (Foto: Reprodução/Bom Senso FC)
Paulo André, ex-zagueiro do Corinthians
Foto: Reprodução/Bom Senso FC
O “Bom Senso FC”, que reúne também jogadores de destaque nos principais times do país também coleta assinaturas em uma petição por mudanças no futebol brasileiro — clique aqui.

Veja o texto que Paulo André divulgou em seu perfil no Facebook:

Desabafo

Não dá para acordar em plena segunda-feira e ler em todos os sites que o Marin e o Marco Polo querem um treinador que represente a “reformulação”. Qual é? Só eu que fico indignado? Sempre o mesmo papinho. Querem enganar quem? Eu também quero uma reformulação. A começar por eles. E outra, será que dá pra me explicar por que esses senhores (na lista abaixo) estão no poder das federações estaduais há 20, 30, 40 anos?

José Gama Xaud, 40 anos no poder da Federação de Roraima;

Carlos Orione, 33 anos no poder da Federação de Mato Grosso;

Delfim P. Peixoto Filho, 29 anos no poder da Federação de SC;

Antonio Aquino, 26 anos no poder da Federação do Acre;

Francisco C. Oliveira, 25 anos no poder da Federação do MS;

Rosilene A. Gomes, 25 anos no poder da Federação da Paraíba;

Heitor da Costa Jr., 25 anos no poder da Federação de Rondonia;

Antonio C. Nunes da Silva, 24 anos no poder da federação do Pará;

José C. de Souza, 24 anos no poder da Federação do Sergipe;

Dissica V. Tomaz, mais de 20 anos no poder da Federação do Amazonas;

Leonar Quintalha, 19 anos no poder da Federação do Tocantins.

Esses são onze dos 47 caras que comandam o futebol nacional (27 presidentes das Federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A). São eles que escolhem o presidente da CBF e que definem os regulamentos das competições da entidade. Só eles, mais ninguém. E alguém acha que um novo treinador vai conseguir reformular alguma coisa?

Parem com isso!

Que cada um assuma a sua parcela de culpa (jogadores, comissão, eu, você, todos temos um pouco. Mas a desses caras é gigante, só não é maior do que a cara de pau). Esses presidentes (da Confederação e das Federações), que jamais deram as caras nas derrotas, que jamais foram vaiados nos estádios e que jamais deixaram de receber seus vencimentos no final do mês (porque a Confederação e as Federações pagam em dia), são os maiores responsáveis pelo caos em que se encontra o futebol brasileiro.

Olhem para seus umbigos e tenham vergonha do que construíram! Clubes grandes endividados, clubes pequenos sem calendário, estádios vazios, atletas sem salários, etc… E a solução é o novo treinador? ‪#‎Cansei‬.

Há pelo menos duas décadas, simplesmente para permanecerem no poder, esses senhores tem sido coniventes com tudo de ruim que a CBF representa para o nosso país. Medrosos, nada fizeram para mudar. Saibam que para se fazer a reformulação que agora descobriram ser necessária é preciso coragem, visão, paixão, conhecimento, planejamento, fugir do óbvio. Mas a prioridade (no discurso) dada a mudança da comissão técnica mostra que nada mudará, a não ser o tal do treinador.

Aproveito o desabafo para agradecer a cada um dos presidentes citados acima. Desculpe-me destacá-los em meio a tantos outros mas os senhores dedicaram suas vidas prestando serviços ao futebol nacional. Não teríamos chegado aonde chegamos sem vocês. Tenham certeza de que nenhum de nós, brasileiros, se esquecerá do que os senhores, por falta de visão e por falta de amor ao esporte, nos fizeram sentir no dia 8 de julho de 2014.

Peço, se houver um pingo de consciência e dignidade nesse mundo paralelo em que vivem, que os senhores convoquem uma assembleia geral, democratizem o estatuto da CBF e, em seguida, reformulem…, reformulem a vida de vocês bem longe do futebol.

“E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta feira — quando recomeça o Brasileirão — e leve um cartaz ou uma faixa pedindo: DEMOCRACIA NA CBF, JÁ!”

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