14 de jul de 2014

Repórter da Globo é zuado por garoto alemão

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Título merecido

Tostão: maior que soma de Iniesta com Robben
Apesar dos sete gols contra o Brasil, a Alemanha mostrou a mesma dificuldade de outras partidas, de criar chances de gol, mesmo com o domínio do jogo e da bola. Já a defesa da Argentina, tão criticada antes do Mundial, foi, mais uma vez, o ponto forte. Seus defensores são melhores do que diziam, além de serem muito bem protegidos pelo meio-campo. 

Como a Argentina não conseguiu contra-atacar bem, houve poucas chances de gol dos dois lados, e o jogo terminou em 0 a 0. Na prorrogação, em uma bela jogada de Schürrle, Götze fez um belo gol. Os destaques foram os zagueiros Boateng, Hummels e Garay. 

A seleção da Argentina merece aplausos, por enfrentar, no mesmo nível, a Alemanha, e ter tido chance de vencer. Por seu talento, Messi foi discreto.

O time alemão começou a se formar em 2006. Esperou chegar ao mais místico estádio do mundo para ser campeão. 

Enquanto isso, no Brasil, por causa do marketing espetaculoso, da indústria do entretenimento e da prepotência, as coisas aconteceram antes dos fatos. O time ganhou a Copa das Confederações como se tivesse vencido a Copa do Mundo. Teve uma atuação heroica, contra a Espanha, no momento errado. Não dá para ser herói dois anos seguidos. A turma do oba-oba, por desconhecimento e/ou por otimismo exacerbado e/ou para aumentar a audiência, foi cúmplice dessa mentira. Raríssimos foram os que, antes do Mundial, criticaram Luiz Felipe Scolari e o time, como o Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN Brasil.

Antes do Mundial e até o jogo contra a Alemanha, a maioria estava otimista com o Brasil, por entender que seria uma enorme vantagem decidir em casa, mesmo contra seleções mais fortes e sem ter apresentado um futebol convincente nos cinco primeiros jogos. Agora, a maioria dos que eram otimistas critica os que não conseguiam enxergar a realidade.

Foi uma Copa espetacular, inesquecível.

Tostão
No CAf
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Presidente promulga Lei dos Meios... no México

Enrique Peña Nieto promulga la ley Telecom en México

El presidente de México, Enrique Peña Nieto, promulgó la Ley Federal de Telecomunicaciones y Radiodifusión que, aseguró, garantiza el libre acceso a Internet para todos los mexicanos, la libertad de expresión por esa vía y la neutralidad de la red.

También aseveró que entre los beneficios para los ciudadanos destacan que a partir del primero de enero de 2015 no habrá tarifas de larga distancia nacional, lo que significa que los ciudadanos dejarán de pagar cerca de 19 mil 600 millones de pesos.

Destacó que la próxima licitación de dos cadenas de televisión y una cadena de televisión pública le dará más opciones a los ciudadanos.

Al acto realizado en el Palacio Nacional fueron convocados los gobernadores pero no se encuentran presentes los propietarios de las principales empresas de telecomunicaciones del país como Carlos Slim, Emilo Azcárraga y Ricardo Salinas Pliego.

También intervino el secretario de Comunicaciones y Transportes.

La nueva ley contó con el visto bueno — el definitivo el 9 de julio — de las bancadas parlamentarias de los partidos Revolucionario Institucional (PRI), gobernante; Acción Nacional (PAN); Verde Ecologista de México (PVEM) y Nueva Alianza.

En tanto, se opusieron los partidos de la Revolución Democrática (PRD), del Trabajo (PT) y el Movimiento Ciudadano (MC), que integran la izquierda en el Parlamento.

No teleSUR
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“Elite branca” volta a vaiar Dilma

Ao entregar a taça de campeã à seleção alemã, neste domingo no Maracanã, Dilma Rousseff voltou a ouvir vaias e alguns palavrões. As grosserias foram bem menores do que as registradas na abertura da Copa do Mundo, no estádio do Itaquerão, mas devem reacender a polêmica sobre a origem de classe destes “indignados”. O tema já foi motivo de controvérsia entre a própria presidenta e seu ministro Gilberto Carvalho, chefe da Casa Civil. Mas uma rápida olhada nos perfis dos frequentadores dos estádios nestes 30 dias de Copa no Brasil não deixa qualquer margem à dúvida. A esmagadora maioria pertence à chamada “elite branca”, segundo a clássica definição do liberal Claudio Lembo. 

Até uma pesquisa do “insuspeito” Datafolha confirmou o óbvio. Realizada com os torcedores que compareceram ao jogo Brasil e Chile, em 28 de junho no Mineirão, ela mostrou que 90% se declararam pertencentes às chamadas classes A ou B. Apenas 6% eram negros e 67% eram brancos, num abissal contraste com a realidade étnica do Brasil. A pesquisa ainda revelou que “a reprovação ao governo Dilma é quase o dobro da média do país”. A própria Folha tucana, do mesmo grupo empresarial, foi obrigada a estampar no título: “Brancos e ricos são maioria em estádio”. Ela ainda concluiu: “Datafolha confirma a percepção de que quem frequenta os estádios da Copa do Mundo é a ‘elite branca’”.

Outras conclusões do jornal tucano: “A classe média brasileira, que ascendeu na era Lula, está muito pouco representada no estádio. Só 9% dos torcedores são da classe C, enquanto na população esse estrato é de 49%. A classe B era a mais presente no estádio (61%), seguida pela classe A (29%). Quase 9 em cada 10 torcedores brasileiros integram a chamada população economicamente ativa (PEA): 48% são assalariados, 13%, empresários e 10%, funcionários públicos. Dentre os 12% não ativos, 8% são estudantes. O torcedor desta Copa se assemelha a um morador de bairros nobres da capital paulista, como Moema (zona sul) ou Jardim Paulistano (zona oeste), em termos de renda”.

Mas nem precisa de pesquisa para chegar a tais conclusões. A mídia internacional logo percebeu a predominância da “elite branca” nos estádios. Vários jornais estrangeiros estranharam a ausência de “pessoas do povo” nos jogos e constataram a forte presença dos “endinheirados”. A área VIP do Itaquerão, de onde partiram os primeiros xingamentos, foi bancada por poderosas empresas, como o Itaú, Visa e outras, que distribuíram milhares de convites para artistas e executivos das corporações. Entre os mal-educados que gritaram “Ei, Dilma, vai tomar no c...” estavam alguns “calunistas” da velha mídia golpista e várias estrelas globais — da Rede Globo. 

Apesar deste público hostil e asqueroso, a presidente Dilma Rousseff não se intimidou e decidiu entregar a taça à seleção campeã — como outros chefes de Estado fizeram em outras solenidades de encerramento da Copa do Mundo. Em várias entrevistas durante a semana, ela afirmou que não temia as vaias e colocou o dedo na ferida: “Quem compareceu aos estádios, isso não podemos deixar de considerar, foi predominantemente quem tinha poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos da Fifa. E dominantemente uma elite branca. Em alguns casos, 80%, 90%, eram dominantemente a elite branca”, afirmou, sem pestanejar, à jornalista Renata Lo Prete no programa da Globo News, exibido na sexta-feira (11). Assista aqui.

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Vídeo da direita raivosa é desmascarado

Vídeo que acusa Dilma de racismo na Copa foi criminosamente editado. Conteúdo corta o aperto de mão entre a presidente e Boateng, jogador negro da Alemanha


Circula pelas redes sociais um vídeo da presidente Dilma Rousseff se negando a cumprimentar o zagueiro alemão Boateng, que é negro, durante a cerimônia de premiação. Alguns internautas acusaram a presidente de racismo, outros milhares afirmaram que foi o jogador alemão que deixou Dilma no vácuo. A verdade é que ambas as interpretações são mentirosas.

O vídeo foi editado e corta o aperto de mão entre o jogador e a presidente. Trata-se de mais um episódio de tentativa de manipulação na internet e que dá o tom de como será suja a campanha eleitoral de 2014. Ambos os vídeos, original e editado (este, espalhado na web), podem ser assistidos abaixo.

Vídeo original




Vídeo editado


No Pragmatismo Político
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Que Globo que nada, ESPN Brasil foi a emissora da Copa das Copas

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19 razones del por qué los latinoamericanos van a EEUU

La sabiduría convencional dice que la mayoría de los inmigrantes latinoamericanos que vienen a los Estados Unidos están buscando una vida mejor, inspirados en el “sueño americano”. Y es difícil negar que hay mucho de verdad en eso.

Pero hay otra cara de la historia — la gente se va de América Latina porque la vida no puede ser más difícil. La pobreza, la inestabilidad política y las crisis financieras recurrentes a menudo conspiran para hacer que la vida latinoamericana sea más difícil que en los EE.UU., un país rico con un montón de oportunidades de trabajo.

Vivir en el lado norte de la frontera Estados Unidos-México, es fácil de ver desde América Latina como otro mundo, aislado de los Estados Unidos. Pero la verdad es que el gobierno de EE.UU. ha hecho que históricamente la vida en América Latina sea más difícil, al derrocar a gobiernos elegidos democráticamente, financiar atrocidades y empujar políticas comerciales que socavan las industrias latinoamericanas, asestando fuertes golpes a las economías locales. Tal vez en lugar de construir muros, los Estados Unidos debería centrarse en ser un mejor vecino.

Aquí hay 19 maneras que prueban que el gobierno de EE.UU. ha ayudado a estimular la inmigración haciendo más difícil la vida en América Latina.

1
Se robó casi la mitad de México

Foto Flickr: leiris202

En 1846, poco después de la anexión de Texas, el presidente James Polk ordenó a las tropas estadounidenses intervenir las tierras en disputa, lo que precipitó una guerra contra México. La guerra terminó con el Tratado de Guadalupe Hidalgo, en 1848. Esto es lo que quieren decir los activistas chicanos cuando afirman “la frontera los cruzó a ellos”. En la actualidad, 33,5 millones de personas de origen mexicano viven en Estados Unidos.

2
Colonización de Puerto Rico en 1898


Un miembro de la Guardia de Honor del Ejército de EE.UU. rinde homenaje a las banderas de Puerto Rico y Estados Unidos.

Estados Unidos invadió a Puerto Rico en 1898 durante la Guerra Hispano-Americana y ha retenido el control de la isla desde entonces. Más personas de ascendencia puertorriqueña viven actualmente en los Estados Unidos que en la propia isla.


3
Intervino en Cuba, impuso una base naval y cuando el nuevo gobierno le concedió el derecho de intervenir a voluntad, solo entonces EEUU salió de allí


El Coronel Theodore Roosevelt ocupa triunfante la Loma de San Juan, en Cuba.

Y, sin embargo, los políticos estadounidenses se veían a sí mismos como libertadores. Más tarde administraciones estadounidenses utilizarían la base naval de Guantánamo como una cárcel para presuntos terroristas, manteniéndolos indefinidamente sin juicio, además de someterlos a torturas, según Human Rights Watch.

4
Invadieron y ocuparon a Cuba dos veces más

WikiMedia: Los líderes de la revolución de de 1933: Ramón Grau, Sergio Carbó y el sargento Fulgencio Batista.

Los líderes de la Revolución de1933: Ramón Grau, Sergio Carbó y el sargento Fulgencio Batista.

Porque una vez  no era lo suficientemente bueno, Estados Unidos invadió y ocupó de nuevo a Cuba en 1906 y de nuevo en 1912. Conservó la autoridad legal para intervenir en los asuntos internos hasta la Revolución de 1933 que derrocó al dictador apoyado por Estados Unidos, Gerardo Machado.

5
Invadió Nicaragua y ocupó el país durante dos décadas

WikiMedia: Fortaleza de El Coyotepe, cerca de Masaya, Nicaragua, donde se libró una gran batalla contra la ocupación de EE.UU., en 1912.

Fortaleza de El Coyotepe, cerca de Masaya, Nicaragua, donde se libró una gran batalla contra la ocupación de EE.UU., en 1912.

Estados Unidos invadió Nicaragua en 1912 y ocupó el país hasta 1933. Poco después de que las fuerzas estadounidenses se fueron, Anastasio Somoza se hizo cargo, e instauró una dictadura dinástica de décadas con el apoyo de EE.UU..

6
Invadió a Haití y ocupó el país durante casi 20 años

woodrow wilson foto pa

Woodrow Wilson ordenó a los marines invadir y ocupar a Haití en 1915 tras el asesinato del presidente haitiano. Las tropas no abandonaron el país hasta 1934.

7
Invasión de la República Dominicana en 1916

WikiMedia: Los Marines de Estados Unidos intervienen la República Dominicana, c. 1916-1920.

Los Marines de Estados Unidos intervienen la República Dominicana, 1916-1920.

Principalmente para cobrar las deudas, los Estados Unidos invadieron la República Dominicana en 1916. La ocupación duró ocho años.

8
EEUU derroca al Gobierno electo de Guatemala en 1954

Getty Images: 28 de junio 1954. El coronel Carlos Castillo Armas (derecha).

28 de junio 1954. El coronel Carlos Castillo Armas (derecha) lideró el golpe de Estado contra Árbenz en Guatemala organizado por la CIA.

A instancias de la United Fruit Company, una corporación de EE.UU. con extensas posesiones en América Central, la CIA ayudó a diseñar el derrocamiento del gobierno de Guatemala en 1954, marcando el comienzo de décadas de guerra civil que dieron lugar al asesinato y desaparición de cientos de miles de personas.

9
Invasión organizada por EEUU a Bahía de Cochinos en 1961

Foto: Alamy

La CIA organizó y financió el ejército de un grupo de exiliados contra el gobierno de Fidel Castro, en un intento fallido por derrocar al gobierno revolucionario. La invasión fallida terminó en un desastre y Fidel se declaró “marxista-leninista” ocho meses después.

10
EEUU apoyó el derrocamiento de un gobierno democráticamente electo en Brasil

WikiMedia: El oficial del Ejército de EE.UU. Charles Murray camina junto a John F. Kennedy, a la izquierda, y el presidente brasileño João Goulart, el 3 de abril de 1962.

El oficial del Ejército de EE.UU. Charles Murray camina junto a John F. Kennedy, a la izquierda, y el presidente brasileño João Goulart, el 3 de abril de 1962.

La administración de Lyndon B. Johnson ayudó al derrocamiento del gobierno brasileño, elegido democráticamente en 1964. La dictadura militar resultante, que torturó a miles de opositores y “desapareció” a otros cientos, gobernó el país hasta 1985.

11
Ayudó a derrocar al gobierno electo de Chile en 1973

Foto: Alamy. El ex presidente de Chile Salvador Allende.

El ex presidente de Chile Salvador Allende.

El general Augusto Pinochet, con el apoyo de la administración Nixon, derrocó al gobierno democráticamente elegido de Salvador Allende, marcando el comienzo de décadas de dictadura violenta.

12
EEUU respaldó la dictadura militar en Argentina que mató a 30.000 personas

El ex jefe de la dictadura militar de Argentina Jorge Rafael Videla.

El ex jefe de la dictadura militar de Argentina Jorge Rafael Videla.

Cuando los militares derrocaron al gobierno argentino e instalaron una dictadura en 1976, el gobierno de Gerald Ford respondió ofreciendo todo su apoyo y asistencia financiera. La dictadura se prolongó hasta 1983.

13
Apoyó a la contra nicaragüense para derrocar al gobierno nicaragüense

Apoyó a la contra nicaragüense para derrocar al gobierno nicaragüense. Foto: Alamy

Contras nicaragüenses.

Cuando el gobierno de izquierda sandinista llegó al poder en Nicaragua, no fue del agrado de Washington. En 1979, Estados Unidos comenzó años de financiación de los “contras”, un grupo de derecha responsable de cometer atrocidades y de dedicarse al contrabando de drogas a los Estados Unidos con el conocimiento de la administración Reagan.

14
Otra vez invadió a Haití en 1994

Otra vez invadió a Haití en 1994

Otra vez invadió a Haití en 1994

Una invasión no era lo suficientemente buena. El Ejército de EEUU regresó en 1994.

15
Fomentó una rebelión en Panamá con el fin de construir un canal

WikiMedia: Esclusas de Miraflores, Canal de Panamá.

Esclusas de Miraflores, Canal de Panamá.

El gobierno de Theodore Roosevelt incentivó a un grupo de nacionalistas panameños para romper con Colombia, después de que el Senado de ese país rechazara los términos de un acuerdo para permitir que los EE.UU. usaran su territorio para construir un canal. El nuevo país cedió el control permanente de la Zona del Canal al gobierno de EE.UU., que finalmente lo devolvió en 1999, después de años de protestas.

16
Respaldó al ejército salvadoreño, que cometió atrocidades en la década de 1980

AP: Ex oficiales militares salvadoreños.

Ex oficiales militares salvadoreños.

Militares de El Salvador cometieron atrocidades en toda la década de 1980 con financiamiento de EE.UU., incluyendo la violación de monjas, asesinatos de sacerdotes y la muerte de cientos de niños en una sola masacre en la aldea de El Mozote.

17
Se negó a controlar el flujo de armas hacia México

Foto: Getty Images.

Las autoridades mexicanas decomisaron casi 70.000 armas de origen estadounidense entre 2007-2011. En 2004, el Congreso de EE.UU. se negó a renovar una prohibición de 10 años sobre la venta de armas de asalto. Pronto se convirtieron en las armas preferidas de los cárteles mexicanos de la droga.

18
Ayuda todavía a crear los carteles de la droga

Foto: AP

EE.UU. financió al ejército guatemalteco durante los años 1960 y 1970 en la guerra contra la insurgencia, a pesar del conocimiento de violaciones generalizadas de derechos humanos. Entre los beneficiarios de los créditos y entrenamientos militares de EE.UU. estaban los Kaibiles, una unidad de la fuerza especial responsable de varias masacres. Ex kaibiles se han unido a las filas del cártel de los Zetas, y ahora son sus entrenadores.

19
Empuja las políticas comerciales que conducen al desempleo

Empuja las políticas comerciales que conducen al desempleo

Una de las razones que llevaron a millones de trabajadores de bajos ingresos a abandonar México en las dos últimas décadas, ha sido la firma del Tratado de Libre Comercio de América del Norte en 1994. Con el TLC, las importaciones baratas, especialmente productos agrícolas, inundaron el mercado mexicano, dejando a los agricultores y otros trabajadores poco cualificados sin empleo. El TLC es sólo una manifestación de las políticas de libre comercio impulsadas en Washington, que a menudo tienen efectos negativos en los países latinoamericanos.

El ex Presidente de EEUU, Bill Clinton, lo reconoció después del devastador terremoto de 2010 en Haití, diciendo:

“Tengo que vivir cada día con las consecuencias de una decisión mía que fue, quizás, buena para algunos de mis granjeros en Arkansas, pero que fue un error porque trajo también como resultado la pérdida de la capacidad de producir arroz de Haití y, consecuentemente, de su capacidad de alimentar a su pueblo. Fue resultado de algo que hice yo. Nadie más”.

No The Huffington Post 
Traducido por Cubadebate
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O verdadeiro programa da direita


É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.

Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

A crítica ao governo federal deve ser feita, mas os problemas apontados precisam ser enfrentados na raiz, isto é, na própria forma como o sistema de representação política brasileira foi capturado pelo poder econômico. Nas últimas eleições para o Congresso Nacional, 230 parlamentares eleitos foram financiados majoritariamente por menos de 5% das empresas que se engajaram em algum financiamento eleitoral.

O presidencialismo de coalizão cobra seu preço e as distorções no nosso sistema político representativo são reais. Mas o que se vê é a manipulação da opinião pública. Ocorre que a verdadeira agenda da direita concentradora tem de ficar escondida do eleitorado. Como ela ganharia a eleição prometendo privatizações, arrocho salarial e desemprego? Como os verdadeiros interesses não podem ser apresentados, o foco passa a ser o combate à corrupção, a necessidade de honestidade, o compromisso com o interesse público, a maior capacidade de gestão para aperfeiçoar o desempenho do Estado. É o mesmo que não dizer nada. E os recursos públicos, serão aplicados onde?

Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam. A balança comercial vai para o vermelho. O investimento caiu. Os ativos na Bolsa de Valores e as taxas de juros caíram. Os aumentos reais de salários e o maior investimento nas políticas sociais pressionam os custos. O superávit primário está ameaçado e o país caminha para um cenário de baixo crescimento que precisa ser evitado. Esse é o discurso formulado pelo capital, especialmente pelo setor rentista.

A proposta, na realidade, em primeiro lugar, é aumentar os juros da dívida pública e o superávit primário. Isso para atender ao setor rentista. Depois, reduzir salários e os benefícios previdenciários, e flexibilizar os contratos de trabalho, destituindo direitos. O aumento do desemprego para pressionar os salários é desejável. Haverá também privatizações, aumento nas tarifas públicas e cortes no orçamento das políticas sociais, abrindo espaço para as empresas privadas ampliarem sua presença no setor. Como anunciado, o novo governo eleito assinará tratados de livre-comércio para internacionalizar nossa economia, isto é, abrir o mercado brasileiro ainda mais para as grandes corporações transnacionais, destruindo a indústria nacional, o pequeno e médio empresário. Essa abertura envolve a redução de tarifas de importação e a livre circulação dos fluxos de capitais, tão a gosto do capital especulativo financeiro.

E para tudo isso é necessário ganhar as eleições e assegurar o controle do Estado.

Essas propostas estão sendo aplicadas na Grécia, na Espanha e na Itália, e não têm nada de original. Elas obedecem aos interesses e ao comando das grandes corporações transnacionais e da acumulação financeira. Qualquer veleidade de autonomia ou de projeto de desenvolvimento deve ser engavetada.

Mas, como veremos nesta edição, e contrariando a análise precedente, o brasileiro vai melhor do que antes, há mais empregos, seu salário melhorou, as políticas sociais melhoraram. O motor da economia é, e sempre foi, o mercado interno. A novidade não está no andar de cima, com seu consumo de elite. A novidade está no ingresso de dezenas de milhões de brasileiros no mundo do consumo, alimentando um mercado de produtos de massa, circuitos curtos de produção e consumo, gerando emprego e bem-estar. Tudo isso implicou a redução do ganho dos rentistas.

Então, neste caso, a economia vai mal para quem?

Silvio Caccia Bava, diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil
No Viomundo
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Dilma, Felipão e os elogios de Aécio


Se Dilma falou em "padrão-Felipão", Aécio definiu o técnico como "leal", "transparente", elogiando postura de quem coloca "Brasil em primeiro lugar"

A oposição entrou na campanha presidencial com uma questão intrigante: será possível arrancar alguns votinhos de Dilma Rousseff procurando associar a presidenta ao desempenho da Seleção na Copa?

Será que assim seria possível diminuir o prestígio alcançado pelo sucesso do governo na organização da Copa que não ia ter?

A estratégia consiste em lembrar que, há um ano, Dilma disse que seu governo seguia o padrão Felipão. Foi um atalho fácil para responder a quem pedia governo padrão-FIFA. A lembrança é tentadora, salvo por um detalhe: na mesma época, Aécio esgotou um dicionário de adjetivos para falar bem do treinador, que acaba de ser demitido do posto.

A pergunta sobre Dilma atravessou artigos variados no fim de semana. Recém instalada em sua tribuna na Folha de S. Paulo, onde passará os próximos meses da campanha presidencial, a economista tucana Elena Landau acaba de dar sua contribuição ao debate.

Diretora do Banco Central nos tempos de Fernando Henrique Cardoso, Elena Landau lembra a frase de Dilma. Claro que o Felipão do ano passado não era o de hoje, que foi demitido no fim da Copa. Era o técnico que venceu a Copa das Confederações.

Vamos admitir que essa razão não só contribuiu para as palavras da presidente — mas também para os elogios rasgados de Aécio.

Procurando unir a derrota da seleção na Copa ao desempenho de um governo que seria mais produtivo confrontar com ideias e projetos, Elena Landau escreve:

“Nesse momento, é inevitável lembrar uma frase da presidente Dilma: "Meu governo é padrão Felipão". De fato. Em tudo se assemelha a ele. Diante de todas as evidências de que o modelo econômico não está funcionando, o governo insiste na mesma trajetória e aprofunda os erros. De forma arrogante, a presidente chama os que dela discordam de pessimistas — "eles" —, enquanto "nós" sabemos o que é bom para a sociedade. Seu distanciamento da realidade e do eleitor também lembra a CBF. Isolada em seu castelo, diz que vai tudo muito bem e nada precisa ser revisto.”

O problema é que, em 8/7/2013 Aécio publicou um artigo — no mesmo espaço na mesma página no mesmo dia da semana que a economista agora ocupa — onde sugeria que Felipão era técnico era tão bom, tão competente, tão capaz, que a presidente sequer tinha o direito de comparar qualquer traço de seu governo com ele. O candidato tucano chegou a sustentar que o técnico tem um padrão que poderia ser de utildade para a administração pública — aquela que está em campanha para assumir nas eleições de outubro.

Olha só o que Aécio escreveu:

“A presidente Dilma Rousseff cometeu enorme injustiça com o técnico Luiz Felipe Scolari ao dizer que seu governo tem um "padrão Felipão". Foi uma comparação infeliz, já que em nada os "times" se assemelham. A primeira grande diferença é que Felipão convocaria os melhores, e não os mais próximos ou os mais amigos.

Por tudo que os brasileiros conhecem dele, sabem que não toleraria qualquer tipo de privilégio. Transparente como é, seria intransigente com os desvios, a má conduta e a corrupção. Corajoso, jamais jogaria só para a torcida, evitando decisões às vezes difíceis e impopulares, mas necessárias.

Onde o treinador está a sua liderança se estabelece naturalmente pelo respeito e competência. Suas firmes convicções nunca o impediram de aceitar críticas e reconhecer erros quando eles ocorrem.”

Descobrindo até insuspeitas virtudes de caráter políticos do técnico do time que seria vencido por 7 a 1 em Belo Horizonte e por 3 a 0 em Brasília, Aécio ainda acrescentou:

“(Felipão) Aprendeu a acolher o sentimento nacional do que se convencionou chamar, simbolicamente, de pátria de chuteiras, que jamais imaginou dividir em duas. Não ignora o que gritam as arquibancadas. Sabe, como poucos, canalizar a energia da massa em favor do seu time para a superação de grandes desafios.”

Não é só. Empolgadíssimo, mais adiante Aécio defende a ideia de que Felipão seria um ótimo exemplo como gestor público. Leiam:

“Se introduzido como paradigma para administração pública, o padrão Felipão mudaria importantes prioridades do governo. Logo de início, certamente armaria uma defesa intransponível contra a inflação.

Seus volantes marcariam a corrupção sob pressão. A articulação do meio-campo se daria sob o regime de alta transparência e solidariedade de esforços. No ataque, a criatividade e o talento brasileiros ganhariam espaço e estímulo para aplicar goleadas nos nossos verdadeiros inimigos — a desigualdade, a ignorância, a violência, a injustiça e o baixo crescimento.

Com um padrão Felipão correríamos dez vezes mais, de forma organizada, perseguindo objetivos claros. A leniência estaria fadada ao banco de reservas, a incompetência levaria cartão vermelho assim que entrasse em campo, e o improviso não provocaria vaias nos estádios lotados.

O estilo Scolari não canta vitória antes da hora, não permite salto alto e nem desrespeito ao oponente. Entende adversários como adversários, nunca como inimigos, e é capaz inclusive de reconhecer méritos neles. É duro, mas leal e verdadeiro. Sofre cada segundo enquanto seus jogadores se matam em campo pelo melhor resultado. Quando perde — e às vezes perde —, é o primeiro a assumir suas responsabilidades. Não a transfere nem terceiriza e sempre acrescenta algum aprendizado.

Exemplos como o do técnico são preciosos quando ultrapassam a fronteira do utilitarismo e da apropriação indevida e incorporam valores como qualidade, espírito de equipe e convergência em torno de causas comuns. Sem esquecer o mais importante: o Brasil em primeiro lugar.”

Você lê o texto e fica com a impressão de que o jeito do " precioso" Felipão, seu estilo, suas ideias, são uma síntese do programa de governo do PSDB. Vamos examinar alguns trechos mais de perto. Prioridade no discurso tucano, Felipão poderia ajudar na luta contra a inflação. Seu estilo — reconhecidamente autoritário — não divide o país. Imaginando Felipão na administração pública, Aécio diz acreditar que ele "mudaria importantes prioridades do governo."

Com essas palavras, Felipão, nem é mais um técnico de futebol. Não é elogiado por seu "padrão," seja lá o que for isso. É um estadista!

O que isso mostra?

Em primeiro lugar, o óbvio: é sempre bom conhecer o próprio candidato antes de sair por aí criticando os adversários. Em caso de dificuldade, uma pesquisinha básica no google ajuda muito. Em segundo lugar, é claro que futebol pode trazer alegrias e tristezas — mas é preciso ter muita sabedoria para entender o que ele tem a ensinar sobre a política — e vice-versa. Em terceiro lugar: uma boa campanha eleitoral se faz com ideias — e não com truques elementares para confundir os eleitores.

Depois de passar oito anos criticando as metáforas futebolísticas de Luiz Inácio Lula da Silva, a oposição tenta o mesmo caminho. Mas há muito para aprender, concorda?

Paulo Moreira Leite
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Pedofilia na elite política inglesa


No governo austero de Margareth Thatcher, a Inglaterra empurrou para baixo do tapete uma sujeira extremamente mal cheirosa.

Houve uma primeira tentativa de torná-la pública, em 1983, quando o parlamentar (conservador) Geoffrey Dickens apresentou acusações de pedofilia ao ministro do Interior.

Eram muito graves, pois envolviam parlamentares, como sir Cyril Smith (liberal) e outras figuras públicas.

Smith tinha sido um assíduo freqüentador da Elm Guest House, onde crianças sofriam abusos sexuais.

O desdobramento da denúncia foi um raid policial no local e detenção dos proprietários, condenados posteriormente, à prisão por dirigirem um prostíbulo. Mas nada se fez quanto às denúncias de abuso sexual de menores e seus autores.

Muitos anos depois, em 2012, o parlamentar Tom Watson (trabalhista) inquiriu o ministro do Interior sobre no que deram as acusações do dossiê de Dickens.

Nessa ocasião, foi informado que a polícia estaria investigando casos de pedofilias por parlamentares nos anos 70 e 80.

Dois anos se passaram e nada de resultados.

Foi então que, em 1 de julho de 2014, outro parlamentar trabalhista, Simon Danczuk, repetiu o pedido de Tom Watson.

O Ministério do Interior respondeu que além do dossiê de Dickens, outros 114 documentos sobre abusos sexuais de menores haviam sido destruídos, perdidos ou simplesmente desapareceram.

Explicou que Dickens apresentara um conjunto de cartas, implicando por ação ou omissão todos os ministros do Interior dos últimos anos. O que foi considerado absurdo.

Foi informado ainda que dezenas de milhares de denúncias são enviadas anualmente ao ministério. Cada 5 anos se faz uma revisão e aquelas consideradas improváveis são destruídas.

As relativas ao Dickens affair teriam seguido esse destino, certamente por não apresentarem evidências consistentes.

Estas explicações não foram aceitas, nem pela oposição trabalhista, nem por grande número de parlamentares conservadores, liberais e verdes do bloco governamental.

120 deles assinaram uma carta dirigida a Thereza May, ministra do Interior, exigindo o mais amplo inquérito público.

Questionou-se a integridade ou capacidade dos funcionários incumbidos da revisão dos documentos, que eliminaram as denúncias.

Há claras suspeitas de que tivesse havido acobertamento de crimes de pedofilia praticados por políticos e autoridades públicas. Considerou-se suspeito o fato de não ter sido informado a Watson o desaparecimento do dossiê Dickens, em resposta à sua solicitação.

Isso só foi feito em julho de 2014, depois da nova solicitação feita por Simon Danczuik.

Danczuik, aliás, declarou poder apresentar pelo menos o nome de um membro da Câmara dos Comuns entre os culpados.

Sucederam-se a seguir vários depoimentos reforçando a tese do acobertamento.

Para lord Terbit, presidente do Partido Conservador e ministro no gabinete de Margareth Thatcher, na época das denúncias, houve provavelmente um “enorme acobertamento”.

Ele foi mais longe: ”Naqueles dias, proteger o sistema vinha antes de punir os delitos.”

Lord Warner, ex-ministro da Saúde trabalhista, declarou que pessoas poderosas, nos anos 80, usaram os orfanatos como “fontes de suprimento” para abusos sexuais de crianças.

Peter MCkelvie, ex-chefe do serviço de proteção a menores, denunciou que pelo menos 20 membros de ”uma elite, extremamente poderosa nos mais altos níveis da classe política”, abusaram de crianças nos orfanatos, durante os últimos 30 anos.

Para a opinião pública inglesa, trata-se de crimes muito graves que não devem passar sem castigo.

Todas as circunstâncias que o cercaram são revoltantes.

As crianças nos orfanatos estavam completamente indefesas diante daqueles que as submetiam a abusos.

Esses personagens eram particularmente condenáveis por usarem do poder das suas posições para praticarem atos criminosos.

O acobertamento demonstra a hipocrisia do establishment de uma era marcada pela austeridade, como foi o governo Thatcher.

Diante do clamor nacional, a ministra do Interior, Theresa May, determinou um inquérito público, cujas conclusões seriam levadas aos tribunais.

A minoria trabalhista acha pouco.

E com ela, figuras insuspeitas como dignatários de diversas Igrejas cristãs do Reino Unido.

Paul Butler, bispo anglicano de Durham, declarou que o inquérito deve ser judicial, pois “nessa condição as pessoas precisam prestar juramento e portanto jurar falar a verdade Meu medo é que, sem isso, a verdade completa não venha a público.”

De fato, ao contrário do que ocorre nos tribunais, num inquérito não-judiciário, as pessoas não tem de jurar dizer a verdade. Podem mentir que não serão punidos pela lei.

A posição de Butler foi apoiada em carta a Theresa May pelo arcebispo anglicano de Canterbury, o católico cardeal Nicholls e o presidente da Igreja Metodista.

A ministra do Interior assegura que o inquérito, a ser presidido pela ex-juiza Elizabeth Butler-Sloss terá “o acesso mais completo possível a testemunhas, vítimas, comissões, experts, investigadores e denunciantes. Nenhuma instituição ficará de fora: igrejas, partidos políticos, polícia, lares de órfãos, até mesmo escolas públicas.”

Ótimo, alguns jornalistas lembram o que aconteceu com o inquérito Chilcot, sobre o papel da Inglaterra na guerra do Iraque.

Correu tudo muito bem até esbarrar nos interesses políticos americanos.

O governo Cameron impediu a revelação do conteúdo das conversas telefônicas entre Bush e o então primeiro-ministro, Tony Blair.

Disse que poderia representar um “perigo significativo” às boas relações anglo-americanas.

Dá para imaginar as barbaridades que os dois estadistas devem ter proferido para justificar a atitude castradora da liberdade de informação do governo da corte de Saint James.

Desta vez, parece que a opinião pública não vai deixar os crimes dos seus políticos passarem batido.

Abusar de órfãos e acobertar os culpados é dose!

A honra da Inglaterra está em jogo.

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Les comunicamos que su casa será destruida en breves instantes


El Ejército israelí lo llama ‘aviso en el tejado’. Afirma que es la forma es que reducen el número de bajas civiles. Supone un reconocimiento muy poco implícito de que en esta ocasión están atacando zonas residenciales, casa donde vive gente.


Un proyectil de mortero impacta en la azotea. La gente que está en las casas cercanas comienza a gritar. ¡¡El aviso!! El tono es de miedo o pánico. En cuestión de minutos, nadie sabe cuántos, se producirá una explosión mucho mayor. Si hay alguien en la vivienda, ha tenido que darse cuenta, pero quién sabe. Igual creen que la explosión ha sido en una casa cercana o deciden esconderse en un sótano. Tienen que tomar una decisión rápidamente. 57 segundos después, llega el misil y no provoca daños menores o sólo en la parte superior. La casa queda arrasada.


En esta otra imagen, pasa un minuto y diez segundos, pero la imagen está editada (*). Ha habido casos en los que entre el primer proyectil y la destrucción total han pasado cinco minutos, en otros quince.

Obviamente, hay casos sin aviso cuando los militares quieren matar a todas las personas que se encuentran en ese momento en el objetivo, o pretenden matar a una sola persona, pero no les importa eliminar también a su familia. En la noche del sábado, atacaron el edificio donde está la casa del jefe de policía de Gaza. Murieron 18 personas, casi toda su familia. Poco después se dijo que el policía estaba en estado crítico, pero el domingo se ha informado que sobrevivió.

También ha habido casos en que ese aviso inicial ha consistido en un mensaje por SMS pero luego el ataque no ha tenido lugar. Es un caso obvio de guerra psicológica, como el lanzamiento de panfletos sobre una zona con los que se ‘recomienda’ a sus habitantes que abandonen un barrio o, como ha ocurrido este fin de semana, casi toda la norte de Gaza ante un posible ataque por tierra.

Netanyahu afirmó que eso que nosotros consideramos zonas civiles son en realidades centros de mando de Hamás, lugares desde donde se coordinan y dirigen los ataques con cohetes sobre territorio israelí. En ese caso, ¿por qué les avisan con unos segundos o minutos de antelación para darles la oportunidad de escapar?

“De ningún modo se puede considerar un aviso efectivo lanzar un misil sobre una casa habitada por civiles. Hemos documentado casos de civiles muertos o heridos por esos misiles en operaciones militares israelíes anteriores en Gaza”, ha dicho Philip Luther, de Amnistía Internacional.

(*): Inicialmente, escribí que la imagen no parecía editada. Sí lo está. Se aprecia en el minuto 1.16 en un balcón lateral del edificio que recibe el impacto. Gracias por el aviso, Juanjo.


La agencia Efe tiene otra forma de definirlo: “Ejército israelí instruye a palestinos cómo protegerse de cohetes de Gaza”. Tal y como lo cuentan, es un gesto educativo, casi humanitario.

No Guerra Eterna
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La historia de Gaza que los israelíes no cuentan

Ataque aéreo israelí en Rafah, al sur de la Franja de Gaza.
Foto: Reuters
Muy bien, para la tarde del viernes el intercambio de muertes estaba 110-0 en favor de Israel. Pero pasemos a la historia de Gaza que nadie va a contarnos en estas horas.

Se trata de la tierra. Los israelíes de Sederot reciben fuego de cohetes de los palestinos de Gaza y ahora a los palestinos les dan su merecido. Seguro, pero esperen: ¿cómo es posible que todos esos palestinos — 1.5 millones- estén amontonados allí en Gaza, por principio de cuentas? Bueno, sus familias vivieron alguna vez en lo que hoy se llama Israel, ¿verdad? Y fueron expulsadas — o huyeron para salvar la vida — cuando el Estado israelí fue creado.

Y — aquí tal vez hay que contener el aliento — los pobladores de Sederot a principios de 1948 no eran israelíes, sino árabes palestinos. Su aldea se llamaba Huj. No eran enemigos de Israel. De hecho, dos años antes, esos mismos árabes habían escondido del ejército inglés a combatientes judíos de Haganá. Pero cuando el ejército israelí se volcó contra Huj, el 31 de mayo de 1948, expulsó a todos los pobladores árabes… ¡a la franja de Gaza!

Se volvieron refugiados. David Ben Gurión (primer israelí en ocupar el cargo de primer ministro) la llamó acción injusta e injustificada. Lástima: nunca se permitió a los palestinos de Huj volver a su ciudad.

Y hoy día, mucho más de 6 mil descendientes de los palestinos de Huj — la actual Sederot — viven en el muladar de Gaza, entre los terroristas que Israel afirma que se propone destruir y que lanzan sus cohetes hacia lo que fue Huj. Interesante historia.

Lo mismo va por el derecho de Israel a la autodefensa. Hemos vuelto a oírlo mencionar. ¿Qué pasaría si los londinenses fueran atacados con cohetes, como los israelíes? ¿Acaso no devolverían el golpe? Bueno, sí, claro, pero los británicos no tenemos más de un millón de antiguos habitantes del Reino Unido aglomerados en campos de refugiados en unos cuantos kilómetros cuadrados en los suburbios.

La última vez que este especioso argumento se utilizó fue en 2008, cuando Israel invadió Gaza y dio muerte al menos a mil 100 palestinos (tipo de cambio: mil 100 a 13). ¿Y si Dublín fuera atacada con cohetes?, preguntó entonces el embajador israelí. Pero en la década de 1970 la ciudad británica de Crossmaglen, en Irlanda del Norte, fue atacada con cohetes por la república de Irlanda, y sin embargo la Real Fuerza Aérea no bombardeó Dublín en venganza ni mató mujeres y niños irlandeses.

En Canadá, en 2008, los partidarios de Israel manejaban el mismo alegato fraudulento. ¿Y si la gente de Vancouver, Toronto o Montreal fuera atacada con cohetes desde los suburbios de sus propias ciudades? ¿Cómo se sentiría? Pero los canadienses no han apretujado a los pobladores originales de su territorio en campos de refugiados.

Crucemos ahora hacia Cisjordania. Primero que nada, Benjamin Netanyahu dijo que no podía hablar con el presidente Mahmoud Abbas porque no representa también a Hamas. Ahora dice que sólo puede hablar con él si rompe con Hamas, aun si entonces ya no representaría a Hamas.

Entre tanto, el gran filósofo izquierdista israelí Uri Avnery — que a sus 90 años se conserva fuerte, por fortuna — ha abordado la más reciente obsesión de su país: el peligro de que el Estado Islámico (EI) se lance hacia el oeste desde su califato iraquí/sirio y llegue a la margen oriental del río Jordán. “Y Netanyahu dijo — señala Avnery — que si no es detenido allí (en el Jordán) por la guarnición permanente israelí, aparecerá a las puertas de Tel Aviv.”

La verdad, por supuesto, es que la fuerza aérea israelí aplastaría al EI en el momento mismo en que se atreviera a cruzar el Jordán desde Iraq o Siria.

La importancia de esto, sin embargo, es que si Israel mantiene su ejército en el Jordán (para proteger a Israel del EI), un futuro Estado palestino no tendría fronteras y sería un enclave dentro de Israel, rodeado por todas partes por territorio ocupado por Israel.

Muy parecido a los bantustanes sudafricanos, observa Avnery. En otras palabras, jamás existirá un Estado palestino viable. Después de todo, ¿acaso el EI no es lo mismo que Hamas? Claro que no. Pero no es eso lo que oímos de Mark Regev, vocero de Netanyahu. No, lo que él declaró a Al Jazeera es que Hamas es “una organización terrorista no muy diferente del EI en Iraq, Hezbolá en Líbano, Boko Haram…”

Tonterías. Hezbolá es una milicia chiíta que ahora combate a muerte dentro de Siria a los musulmanes sunitas del EI. Y Boko Haram — a miles de kilómetros de Israel — no representa ninguna amenaza para Tel Aviv.

Pero ya me entienden ustedes. Los palestinos de Gaza — y por favor olviden para siempre a los 6 mil palestinos cuyas familias vienen de la tierra de Sederot — son aliados de las decenas de miles de islamitas que amenazan a Maliki en Bagdad, a Assad en Damasco o al presidente Goodluck Jonathan en Abuya.

Aún más relevante al caso: si el EI avanza hacia el borde de Cisjordania, ¿por qué el gobierno israelí aún construye colonias allí — ilegalmente, en tierra árabe — para civiles israelíes?

Esto no se trata sólo del infame asesinato de tres israelíes en Cisjordania o del repugnante homicidio de un palestino en Jerusalén este. Tampoco del arresto de muchos militantes de Hamas y políticos en Cisjordania. Ni de cohetes. Como siempre, se trata de la tierra.

Robert Fisk
Publicado originalmente en The Independent. Traducción para el diario mexicano La Jornada: Jorge Anaya
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Atenção: Extremista da ultra direita espalha vídeo convocando protesto pós Copa


O direito à livre manifestação é um valor fundamental na democracia. As muitas e diferentes vozes que existem nas ruas e nos espaços públicos precisam ser ouvidas e respeitadas. Outro direito importante é o direito à informação: conhecer a realidade sobre a qual se está manifestando, vacinar-se contra a desinformação e qualquer outro tipo de manipulação de dados.

Está rodando nas redes um vídeo “Convocando Protestos” para logo após a grande final das #CopasdasCopas, postado pelo canal “Mascarado Polêmico”. Acontece que “Mascarado Polêmico” é um ativo militante da extrema direita no Brasil. Integrante de uma rede que tem em  comum “apoiadores” como Jair Bolsonaro, ONG Brazil No Corrupt e Silvio Koerich.

Dos três, é possível que o leitor conheça apenas Jair Bolsonaro, um militar da reserva e político brasileiro com uma extensa lista de polêmicas. Já a ONG Brazil No Corrupt teve seu esquema de atuação revelado no ano passado pela revista "Carta Capital". Segundo a publicação,  a ONG era uma das principais articuladoras da “Operação Sete de Setembro”, um movimento que se aproveitava das legitimas manifestações de junho para confundir a população e fomentar pela internet uma operação contra a presidenta Dilma Rousseff. Recentemente a ONG foi uma das principais articuladoras de uma campanha de baixíssimo nível na internet, alavancando "tuitaços" como #DilmaVocePrecisaTransar e #DilmaVaiTomarNoCu.

No caso de "Silvio Koerich", trata-se de um personagem na internet, mantenedor de um blog cheio de incitação a crimes contra mulheres, crianças, negros e judeus. Tal blog era alimentado por Marcelo Valle Silveira Mello e Emerson Eduardo Rodrigues, presos pela Polícia Federal e acusados pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Acontece que, o tal do perfil  Mascarado Polêmico, o primeiro e principal perfil a publicar e viralizar o vídeo "Convocando Protestos pós Copa", tem ligações interessantes com a trindade da extrema direita no Brasil. "O Mascarado Polêmico" é comumente citado com uma grande referência em fóruns que discutem a "masculinidade e a superioridade do homem" e fazem apologia a crimes pela internet. Negros, nordestinos, mulheres, judeus, LGBT'S e outras minorias  (Tá duvidando? Até a Policia Federal já prendeu alguns destes criminosos no Brasil. Dá uma olhadinha aqui também.).


O tal do "Mascarado Polêmico", também não tem lá uma opinião exatamente muito democrática sobre o papel da mulher na sociedade.


Ok, ok. Passamos o período todinho da Copa alertando que havia lobos em pele de cordeiro e que as tais "manifestações apartidárias e independentes" muitas vezes escondem as vinculações  partidárias que existem, escondidas por trás do discurso de neutralidade. O Muda Mais é a favor do direito à livre manifestação. Mas é contra quem engana, quem manipula ou tenta atrair adeptos por meio de mensagens dissimuladas.

No Muda Mais
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O candidato oculto

Terminada a Copa do Mundo a presença recorrente do noticiário negativo sobre a economia brasileira volta a dominar as manchetes e escaladas da emissão conservadora.

O país, de fato, tem problemas estruturais a debater. A engrenagem econômica se ressente de mortífera sobrevalorização cambial. Ela inibe exportações e transfere demanda para o exterior.

As contas externas, ademais, sofrem com a erosão nas cotações das commodities e o salto nas remessas de lucros e royalties (mais de US$ 33 bilhões em 2013).

O parque industrial, defasado tecnologicamente, vê cadeias produtivas serem esfareladas pela invasão dos importados.

A expansão da infraestrutura ainda carece de um modelo que aperfeiçoe projetos e proteja as urgências nacionais das tenazes de embargos e interditos que impedem a aceleração das obras e explicam prazos e custos sempre rompidos.

Tudo isso é verdade.

Mas não é a motivação verdadeira que impulsiona o jornalismo do ‘Brasil aos cacos’.

O que interessa a ele, de fato, é obstruir a formação do discernimento coletivo sobre o que é essencial na superação desses gargalos.

O essencial debate-se entre duas lógicas.

De um lado, a lógica de um poder econômico que rejeita a infiltração da soberania popular no metabolismo de um Estado brasileiro, sempre refém da hegemonia absoluta das elites.

De outro, uma aspiração crescente por cidadania plena da parte de amplas camadas da população.

Em alguma hora elas terão que se deter diante da pergunta chave do futuro nacional.

Que democracia é necessária para que a sociedade possa vencer a transição entre uma economia pensada para 1/3 da população, e aquela requerida agora que o mercado de massa atingiu uma escala estruturante no país?

Ao contrário do que sugere a pregação midiática contra o ‘intervencionismo da Dilma’, o desafio reside justamente em construir alternativas à matriz anacrônica da liberalização e da desregulação econômica — panaceia conservadora que sonega consistência estrutural a qualquer projeto de desenvolvimento.

Isso já era verdade na reunião de Bretton Woods, em 1944.

Um certo John Maynard Keynes disse, então, que mesmo nos marcos do capitalismo (que afinal era o seu foco), nenhum Estado soberano poderia servir a três senhores ao mesmo tempo.

A saber: a liberdade de capitais; o livre comércio e a autonomia da política monetária — leia-se, a renúncia ao controle da taxa de juro, variável decisiva de um ciclo de investimento.

Vivemos há seis anos o maior colapso do capitalismo desde 1929, obra-prima do credo no Estado mínimo, associada à delegação suicida do destino da sociedade aos mercados ‘autorreguláveis’.

A desordem financeira mundial não cederá tão cedo, nem tão facilmente.

A consciência dessa travessia histórica é um dado fundamental para a ação política em nosso tempo.

O movimento estrutural de expansão do capital financeiro, cuja supremacia determina a dinâmica de uma economia mundial em crise , impõe dramáticos constrangimentos à soberania da sociedade para planejar seu destino e o destino do seu desenvolvimento.

Não há economicismo nessa constatação.

A política contribuiu de maneira inestimável para o modo como essa lógica se impôs, a velocidade com que ela se consolidou, a virulência de sua hegemonia e a brutal agonia da decadência atual.

A espoleta da maior crise do capitalismo desde 1929 foi o recuo desastroso do controle da Democracia sobre o poder do Dinheiro. O desmonte das travas regulatórias do sistema bancário foi o seu vetor.

Recuos e derrotas acumulados pela esquerda mundial desde os anos 70, sobretudo a colonização de seu arcabouço programático pelos valores e interditos neoliberais, alargaram os vertedouros para o espraiamento de uma dominância financeira, cuja presença tornou-se ubíqua em todas as esferas da vida humana.

A queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, sancionou a supremacia da ordem regressiva.

Recolher esse caudal selvagem aos diques preexistentes é tão plausível quanto vencer a seleção alemã com um ataque formado por Jô e Fred.

A sociedade que cedeu soberania ao suposto poder autorregulador dos mercados perdeu as ferramentas institucionais capazes de gerar antídotos às degenerações intrínsecas a essa renúncia.

O Brasil, por exemplo, perdeu grande parte do poder indutor sobre a economia exercido por estatais que foram majoritariamente privatizadas.

A democracia terá que reinventar-se para que a retomada desse poder de iniciativa se recoloque no horizonte da ação política pelo desenvolvimento.

A urgência dessa reinvenção é a agenda subjacente ao debate eleitoral que começa a partir de agora.

O campo progressista não pode negligenciar a existência de um candidato oculto trabalhando em tempo integral pela sua derrota.

O governador Tarso Genro, em artigo recente, deu a esse candidato ubíquo o nome de ‘A Internacional do Capital Financeiro’.

O economista Márcio Pochmann debruçou-se sobre esse palanque invisível no texto ‘Dominação financeira e suas contradições’.

Carta Maior considera que o aprofundamento desse debate é oportuno e imprescindível para que o próprio campo progressista forme um discernimento mais claro e preciso do que está em jogo nestas eleições.

Esse é o propósito do Seminário Virtual ‘A internacional do Capital Financeiro’ que estará presente em sua página a partir de agora, com a participação de alguns dos mais importantes intelectuais brasileiros.

Conhecer o candidato oculto do palanque conservador não é um exercício diletante.

Trata-se de um dos requisitos à vitória, não apenas de uma candidatura, mas de uma agenda progressista consequente em outubro.

A ver.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Nélson Rodrigues


O livro "À sombra das chuteiras imortais", de Nelson Rodrigues, reúne diversas crônicas sofre futebol e Copa. Os jornalistas Alberto Helena Jr. e José Trajano falam sobre como a obra pode ser entendida hoje.

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Alemanha agradece ao Brasil


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