9 de jul de 2014

Terrorismo midiático ou o Conti do Vigário


Já não é segredo para ninguém que o atual estágio do jornalismo brasileiro é sórdido, para dizer o mínimo, com objetivos políticos e interesses econômicos na maioria das vezes em causa própria e antinacionais. Sem falar no viés ideológico que flerta com o passado e não com o futuro do país. Editoriais e colunistas se juntam numa lenga lenga que já começa a dar sono em anfetamina, mas nem por isso menos criminosa.

O ridículo e vergonhoso caso da falsa entrevista feita pelo jornalista Mário Sérgio Conti há duas semanas com um sósia do técnico Felipão é paradigmático. Teve o mérito, entre outros, de escancarar para a sociedade brasileira o nível de irresponsabilidade que os nossos principais meios de comunicação vêm há algum tempo empregando no torpe exercício de manipulação da opinião pública.

Manipulação essa que criou um surto de pessimismo no país não só em relação à Copa do Mundo de futebol, evento passageiro, mas — sobretudo — com a tentativa de se forjar a qualquer custo um clima de insatisfação, de revolta contra o exercício da atividade política, em tudo e por tudo identificada com a corrupção, como a “possibilidade” de existirem sérios problemas com a Petrobrás, por exemplo, maior empresa do país, e outras obras infra-estruturais do governo.

Ou a ardilosa e impatriótica estratégia de esconder e desprestigiar alguns fatos relevantes como a queda da mortalidade infantil no Brasil, o invento do cientista Nicolelis, construção de usinas, pontes e rodovias por todo o país, a baixa taxa de desemprego, a vinda de médicos estrangeiros excepcionalmente bem recebidos pela população mais carente das regiões mais pobres e longínquas, a defesa da nossa soberania.

Sem falar do clima de ódio construído, na montagem de uma farsa jurídica já comprovada, contra os principais réus da AP 470, José Dirceu de Oliveira e José Genoíno Neto. Ódio que se estende ao partido a que pertencem e ódio ao governo de quase 12 anos liderado por dois dos expoentes desse mesmo partido.

A lista da irresponsabilidade criminosa de nossos jornalões, revistões e telejornais nos últimos quatro anos, correspondentes ao primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, e nos oito anos anteriores do presidente Lula da Silva é tal que chega a ser cansativo enumerá-la ou mesmo lembrá-la.

Jornalistas e colunistas que babam na gravata e apequenam a profissão, cujo estoque de boçalidades é inesgotável, ombreiam-se com o Sr. Conti, a tal ponto que já se pode dizer que em relação a esse tipo de imprensa o país caiu e cai quase que diariamente no verdadeiro Conti do Vigário.

Para essa súcia de irresponsáveis, o Brasil não tem passado, ou melhor, os governos que atuaram até o ano de 2002 supostamente teriam deixado um legado de grandes feitos e realizações, em particular no campo social, e a corrupção passou a ser um apanágio do atual governo, sendo o “mensalão” o maior espetáculo de corrupção do país, segundo a avaliação do nobre juiz Joaquim Barbosa, homem equilibrado em suas ações e correto em sua relatoria da AP 470. Um homem honrado, como diria Shakespeare na sua tragédia “Júlio Cesar”.

Depreciar o Brasil sempre que possível: essa é a estratégia perversa e impatriótica dos conservadores e reacionários. Minimizar as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma, na ilusão de que esconder ou depreciar tais conquistas irá enganar os principais beneficiários delas. Isso sem falar nos novos revolucionários de esquerda sem ideologia que andam aí pelas ruas e alguns laboratórios acadêmicos na missão de enumerar as mazelas ainda existentes, mas sempre faltos de idéias que possam minimamente ser aproveitadas pelo governo ou quem de direito.

O hiato provocado pelo futebol nas primeiras manifestações de uma campanha eleitoral que se prevê bastante acirrada e selvagem por parte da chamada (com o perdão da palavra) elite é provável que vá contribuir, ao contrário do que se poderia esperar, para uma animosidade ainda maior nos próximos meses. Quem viver verá…

A matilha protofascista já afia os dentes e mira a jugular do país na expectativa de impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o que seria o mal menor de tal empreitada, tendo a imprensa como porta voz fiel de um pensamento ultrapassado, conservador, antitrabalhista e antiprogressista. Verdadeiro terrorismo midiático que, como todo terrorismo é preciso ser combatido no nascedouro, antes que seja tarde.

Ao contrário de outros atos terroristas, o midiático não causa danos físicos ou materiais. É mais perverso que isso: é produzido para obter algum efeito psicológico, seja de pânico, pavor, abulia, revolta, desinteresse, mal estar entre as pessoas, com uma intervenção que se dá de semana em semana, de um dia para o outro, de hora em hora, minuto a minuto nas cidades e países onde vivemos.

É o terrorismo praticado pelos meios de comunicação e que, normalmente, é utilizado para objetivos políticos como a desestabilização de um governo legitimamente eleito pelo voto popular, pois confunde e bloqueia o discernimento dos cidadãos. Quando não os induz à violência e ao desespero.

Na sopa de letrinhas putrefatas que nos oferece a mídia nacional vamos nos envenenando e, sem perceber, vamos nos acostumando ao ódio e ao irracionalismo cada vez menos sutil de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão. Vamos aos poucos nos tornando intolerantes e já não distinguimos com a clareza necessária o caminho a seguir. É neste cenário que caminhamos para as eleições de outubro.

Eleições que, no meu modesto entender, poderão alicerçar de vez o crescimento econômico, político e social do país em direção a um futuro promissor para suas novas gerações, mais democrático ou virar as costas a tudo isso e então mostrar covardemente para o mundo a sua incompetência, aquela acachapante e rancorosa incompetência que o jornalista Arnaldo Jabor encara toda manhã ao se olhar no espelho.

Izaías Almada
No Viomundo
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E os alemães ignoraram pedido de Pelé


No DCM
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Análisis de sangre podría ayudar a prevenir desarrollo del Alzheimer

Unos 44 millones de personas en el mundo sufren la pérdida de memoria
Sería posible prevenir el desarrollo del Alzheimer a partir de la identificación de diez proteínas que presagian la aparición inminente de esta enfermedad, según los resultados de una investigación llevada a cabo por científicos británicos.

Los diez años de estudio del proyecto OPTIMA de la Universidad de Oxford, Reino Unido, han llevado a la elaboración de una prueba de sangre que puede proporcionar la detección temprana de la enfermedad de Alzheimer con un 87 por ciento de precisión y con un año de antelación en individuos que sufren pérdida de memoria.

En las pruebas se utilizaron muestras de sangre de 1 148 personas, de las cuales 476 padecían Alzheimer, 220 tenían problemas de memoria y un grupo de control de 452 personas que no mostraba síntomas de demencia senil.

El equipo de investigación descubrió 16 proteínas asociadas con pérdida de la memoria, 10 de las cuales sirven para predecir el posible desarrollo del mal de Alzheimer en un paciente.

Gracias a esto, se podrían aplicar tratamientos antes de que los síntomas se hagan presentes y evolucionen a través de la sangre y el cerebro.

La enfermedad del Alzheimer afecta a la memoria y a otras funciones cerebrales, causando la muerte de neuronas y la pérdida de tejido cerebral, provocando con el paso del tiempo que el cerebro se encoja rápidamente y afectando a sus principales funciones: memorizar, pensar y comprender, entre otras.

Actualmente, esta enfermedad la sufren 8 de cada 10 mayores de 65 años, aunque también pueden aparecer síntomas a edades más tempranas, incluso a partir de los 20 años.


No CubaDebate
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Cambistas padrão Fifa

Polícia do RJ indicia 12 presos por máfia internacional de ingressos



Suspeitos vão responder por crimes de cambismo e associação criminosa.

Prisão preventiva de CEO da Match e de outros 10 também foi pedida.

Ray Whelan foi solto durante a madrugada graças a habeas corpus
Foto: Marcos de Paula
A Polícia Civil entregou nesta quarta-feira (9) ao Ministério Público o inquérito da operação Jules Rimet, que investiga a máfia milionária de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo. Os 12 presos desde que a operação foi deflagrada foram indiciados pelos crimes de cambismo e associação criminosa e 11 deles tiveram a prisão preventiva pedida. Entre eles, o CEO da Match Services, Raymond Whelan, solto na madrugada desta terça-feira (8) graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

O executivo havia sido preso na segunda-feira (7) no Hotel Copacabana Palace, na Zona Sul, suspeito de fornecer ingressos para partidas do Mundial. A Match Services detém direitos exclusivos sobre a venda de ingressos da Fifa. Os outros 11, incluindo o argelino Mohamed Lamíne Fofana, apontado com o chefe da quadrilha, foram presos no dia 1º de julho. Fofana teve o habaes corpus negado. Como o prazo da prisão temporária terminaria nesta quinta (10), foi pedida a prisão preventiva.

Whelan vai se descredenciar

Em nota divulgada nesta quarta, a Match informou que Whelan vai se descredenciar de forma voluntária da Copa e que, ao fazer isso, reafirma seu compromisso com a proteção dos interesses da empresa, da Fifa e do evento. Segundo a nota, o executivo reitera que toma esta decisão mesmo não tendo cometido qualquer ato ilegal e diz ainda que permanecerá colaborando com as investigações com a certeza de que será inocentado.

A Match voltou a criticar a forma como a investigação policial está sendo conduzida e afirmou que não há nada de inapropriado ou ilegal na conduta de Raymond Whelan.

No momento da prisão, Whelan estava com mais de 80 ingressos para os jogos. A prisão temporária de cinco dias foi expedida pelo Juizado Especial do Torcedor. Segundo decisão da desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, que concedeu o habeas corpus, a prisão deve obedecer o princípio da proporcionalidade o que, segundo o documento, não aconteceu. Além de revogar a prisão provisória de cinco dias, ela determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil, o comparecimento quinzenal no cartório e a entrega do passaporte.

O esquema

Desvio de ingressos Fifa esquema arte cronograma (Foto: Editoria de Arte / G1)Deflagrada no dia 1º de julho, a operação da 18ª DP (Praça da Bandeira) no Rio de Janeiro prendeu 12 pessoas. No dia 1º, 11 suspeitos foram detidos no Rio e em São Paulo, entre eles o apontado como operador do esquema, o argelino Mohamed Lamíne Fofana. Nesta segunda (7), Raymond foi preso por suspeita de ser o facilitador da obtenção dos ingressos.

Com a listagem de celulares da Fifa em mãos, um dos agentes policiais digitou no aparelho celular apreendido do argelino Lamíne Fofana o prefixo 96201, que precedem os telefones da entidade. Apareceu, então, o nome "Ray Brazil", para qual havia 900 registros entre telefonemas e mensagens. Ao todo, a operação está lendo e escutando 50 mil registros telefônicos, dos quais mais de 50% já foram apurados.

Segundo as investigações, três empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas pela polícia, faziam contato com agências de turismo que traziam turistas ao país e vendiam ingressos acima do preço.

Eram ingressos VIPs, fornecidos como cortesia a patrocinadores, a Organizações Não Governamentais (ONGs) e também destinados à comissão técnica da Seleção Brasileira. Desde bilhetes de camarotes até entradas de assentos superiores. Uma entrada para a final da Copa no Maracanã chegava a custar R$ 35 mil e a quadrilha chegava a faturar mais de R$ 1 milhão por jogo.

Segundo a polícia, Fofana também conseguia entradas vendidas pelos agentes oficiais da categoria "hospitalidade", pacotes de luxo, controlados pela Match Hospitality. Até carro forte foi usado para abastecer a quadrilha que vendia entradas para todos os jogos da abertura à final do torneio.

Quatro copas

Segundo o delegado Fábio Barucke, responsável pelo caso, os presos já atuaram em pelo menos quatro mundiais e estimativas apontam que a quadrilha poderia movimentar cerca de R$ 200 milhões por Copa do Mundo.

Presos

Além de Fofana, estão presos o policial militar reformado Oséas do Nascimento; Alexandre Marino Vieira; Antônio Henrique de Paula Jorge, um dos contatos de Fofana no Brasil (antes de ser preso, Henrique tentou retirar de um banco R$ 177 mil em dinheiro vivo); Marcelo Pavão da Costa Carvalho; Sérgio Antônio de Lima, que teria tentado subornar um dos agentes; Ernane Alves da Rocha Júnior; Júlio Soares da Costa filho e Fernanda Carrione Paulucci. Alexandre da Silva Borges e o advogado José Massih foram presos em São Paulo.
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Reforma Política Já!

Arruda é condenado em 2ª instância por improbidade administrativa

Ele havia sido condenado em dezembro por ligação com mensalão do DEM.
PR diz que decisão não afeta candidatura; Arruda nega elo com corrupção.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou nesta quarta-feira (9), em segunda instância o ex-governador José Roberto Arruda (PR) e a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) por improbidade administrativa. A ação é referente à operação Caixa de Pandora, que investigou o suposto esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça havia condenado o ex-governador, a deputada Jaqueline Roriz, o marido dela, Manuel Costa, e o delator do esquema do mensalão do DEM, Durval Barbosa, por receber propina para apoiar a candidatura de Arruda ao cargo de governador do DF em 2006.

A assessoria de imprensa de Jaqueline Roriz também disse que a condenação pelo TJ não afeta a candidatura dela a um novo mandato na Câmara dos Deputados. Os advogados da parlamentar entendem que a Lei das Eleições libera a candidatura, porque a regra diz que "as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalização do pedido de registro da candidatura".

Sobre a condenação, a assessoria disse que Jaqueline irá recorrer e alega que o dinheiro que ela e o marido receberam de Durval Barbosa não era resultado de desvios de contratos.

O PR, legenda pela qual Arruda está registrado na Justiça Eleitoral para concorrer ao governo do DF, também disse, em nota, que a decisão do TJ "não afeta o registro da candidatura (...) nem qualquer embaraço à posse do cargo após a vitória ou mesmo ao exercício do mandato". A candidatura do ex-governador foi oficializada no último dia 29.

Na nota, o PR diz que a acusação contra Arruda "é absurda" e que, por este motivo,"irá buscar a Justiça nas instâncias superiores do Poder Judiciário."

A Lei da Ficha Limpa prevê o impedimento da candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados por crimes e improbidade administrativa. Mas a situação de Arruda fica indefinida porque, quando registrou a candidatura, ele havia sido condenado apenas na primeira instância, por um único juiz. Entendimentos da Justiça Eleitoral indicam que deve ser considerada a condição do político no momento do registro da candidatura.

O Ministério Público Eleitoral informou que vai examinar a decisão do TJDFT tão logo tenha conhecimento do seu teor e verificar as consequências da condenação no processo eleitoral.
Recursos
Arruda recorreu da primeira decisão no TJ, de dezembro, e entrou com outro recurso no Superior Tribunal de Justiça pedindo que o juiz que o condenou na primeira instância fosse considerado suspeito para analisar o caso. Com isso, em tese, eventual decisão do STJ pode anular a condenação do ex-governador.
Em 25 de junho, data em que o tribunal já estava com julgamento marcado para analisar o recurso de Arruda, o ministro Napoelão Nunes Ferreira suspendeu o julgamento por entender que o processo só poderia voltar a correr depois que a Primeira Turma do STJ julgasse o mérito do pedido do ex-governador.

No último dia 4, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, decidiu acolher o pedido do Ministério Público Federal para permitir que o TJ julgasse a ação, o que ocorreu nesta quarta.

Reprodução de vídeo com imagens do caso conhecido como 'Mensalão do DEM' (Foto: Reprodução/TV Globo)
Reprodução de vídeo com imagens do caso
conhecido como 'Mensalão do DEM'
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Candidatura
De acordo com o advogado José Eduardo Alckmin, especialista em direito eleitoral, a candidatura de Arruda poderá não ser contestada porque ele foi condenado após o prazo final de registro na Justiça Eleitoral, que termina no último sábado (5).

No entanto, uma condenação por órgão colegiado após o prazo de registro da candidatura poderá ainda assim impedir que Arruda exerça o mandato, se for eleito governador. De acordo com Alckmin, o Ministério Público Eleitoral poderá alegar "inelegibilidade superveniente", para impedir que a Justiça Eleitoral conceda o diploma que autoriza a posse no cargo.

Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral, em caso de recurso, decidir se cabe ou não aplicar a Lei da Ficha Limpa na situação de Arruda.

Mensalão do DEM
O esquema do mensalão do DEM de Brasília foi descoberto depois que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a operação Caixa de Pandora, para investigar o envolvimento de deputados distritais, integrantes do governo do Distrito Federal, além do então governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM).

Arruda, que sempre negou envolvimento com o suposto esquema de propina, chegou a ser preso. Ele teve de deixar o DEM para não ser expulso e foi cassado pela Justiça Eleitoral. Já Paulo Octávio, que também nega as acusações, acabou renunciando ao cargo para se defender das suspeitas.

O Ministério Público do DF acusa Jaqueline Roriz e o marido dela de receberem propina das mãos de Durval Barbosa para apoiar a candidatura de José Roberto Arruda ao cargo de governador do DF. Em depoimento prestado na 2ª Vara da Fazenda Pública, Durval Barbosa confirmou todas as acusações, diz o TJDF.

Segundo o tribunal, em 2006, quando era secretário de Estado para Assuntos Sindicais, Durval Barbosa recebeu em seu gabinete Jaqueline Roriz e o marido dela, Manuel Costa. Na ocasião, Durval repassou ao casal R$ 50 mil em dinheiro. Segundo a investigação, o valor havia sido arrecadado junto a empresas que prestavam, à época, serviços de informática ao governo do Distrito Federal.

Durval Barbosa, beneficiado pela delação premiada no processo, foi condenado a devolver bens que adquiriu de forma ilícita, segundo o Tribunal de Justiça do DF (TJDF). O delator também teve os direitos políticos suspensos por cinco anos.

No processo, Arruda alegou ausência de provas contra ele e "imprestabilidade" do depoimento de Durval Barbosa. Disse ainda que "não há qualquer indício" de sua participação nos crimes denunciados.

Intervenção
Por conta do escândalo, o Distrito Federal ficou ameaçado de intervenção federal, devido ao suposto envolvimento de deputados distritais, integrantes do Ministério Público e do Executivo com o esquema denunciado por Durval Barbosa.

Em junho de 2012, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou 37 pessoas suspeitas de envolvimento no mensalão do DEM ao Superior Tribunal de Justiça, entre eles Arruda, que foi apontado pelo MPF como chefe da suposta organização criminosa.

Apesar de a maioria dos políticos envolvidos com foro privilegiado terem perdido seus cargos por conta do escândalo, a denúncia foi apresentada ao STJ em razão de um dos suspeitos, Domingos Lamoglia, ocupar uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do DF. Mesmo afastado do Tribunal de Contas desde dezembro de 2009, Lamoglia mantém o foro privilegiado.

Em junho do ano passado, no entanto, a Corte Especial do STJ decidiu desmembrar e enviar para o Tribunal de Justiça o processo contra o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e outros 35 réus do mensalão do DEM. Com o desmembramento, o STJ passou a julgar apenas a denúncia contra o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF.
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Aécio são muitos


Difícil de saber quem é esse senhor, e quando ele fala o que realmente pensa

Quando a presidente Dilma foi agredida e ofendida no Itaquerão, Aécio Neves disse primeiro que ela estava "colhendo o que plantou", ou seja, merecia os impropérios impublicáveis que lhe foram dirigidos, durante aquele momento vergonhoso protagonizado pela Elite Bolorenta e endinheirada. Criticado por ter apoiado a ofensa, Aécio mudou o discurso.

O candidato tucano passou ainda, longo período antes da Copa, e alguns dias com ela em andamento, fazendo pesadas críticas ao evento. Segundo ele a Copa de Dilma, e do governo do PT era uma vergonha, um fracasso. Diante do sucesso da Copa, dentro e fora das quatro linhas, e da aprovação quase que total por parte de torcedores e turistas, Aécio se viu obrigado a maneirar o discurso agressivo, e agora vive dizendo que a Copa não é da Dilma, nem do governo, que eles estão é querendo se apropriar do evento que é de Todos.

Ontem, na saída do Mineirão, onde Escondido do público, assistiu o jogo e a derrota do Brasil, Aécio deu a seguinte declaração publicada na grande imprensa e no jornal Estadão:

“Como torcedor e como brasileiro, compartilho a frustração que estamos todos sentindo. Uma derrota sofrida, difícil de entender, mas que não apaga o brilho do futebol brasileiro e muito menos do nosso povo. Apesar do resultado, envio o meu abraço aos nossos jogadores, à comissão técnica e a todos que lutaram para colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. Dessa vez não deu, mas vamos em frente! Outras vitórias virão.”Aécio Neves

Mais tarde, se viu que o senador tinha outra opinião sobre o resultado e o jogo, e que ele Sapecou a Seleção:




Quando acreditar nele? Imagina esse moço Presidente!!

No 007BONDEBLOG
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A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro


Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada — assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes — por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro — e latino-americano em geral — estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de rádio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas rádio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que o futebol é a maior paixão popular, o evento que mais vende produtos, mais galvaniza a atenção, não se consiga desenvolver uma economia esportiva moderna.

Completado o raciocínio, o distinto público da CBN entenderia os motivos do Brasil ser um mero exportador de jogadores, os clubes brasileiros serem arremedos de clube social, o fato de grandes investidores jamais terem ousado investir no evento esportivo de maior penetração no mundo, de jamais termos desenvolvidos técnicas em campo à altura do talento dos jogadores brasileiros.

A partir daá, ficaria claro as razões do subdesenvolvimento brasileiro e, forçando um pouco a barra, até a derrota de 7 x 1 para a Alemanha.

Luís Nassif
No GGN
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Só com o tempo poderemos entender esta humilhação


Até hoje, 64 anos depois, ainda tem gente tentando explicar a tragédia da nossa derrota por 2 a 1 para o Uruguai, jogando em casa, no Maracanã, quando bastava um empate para o Brasil se sagrar campeão mundial pela primeira vez. Reportagens, livros e documentários sem fim foram produzidos desde 1950 e ainda não houve uma resposta capaz de matar o assunto.

O que aconteceu?, perguntamo-nos todos agora uns aos outros, ainda perplexos com o chocolate de 7 a 1 que, agora, pentacampeões mundiais, tomamos dos  antigos fregueses alemães, na tarde desta terça-feira, 8 de setembro de 2014, no Mineirão.

Uma catástrofe deste porte nunca será explicada por uma única razão. Como nos grandes acidentes ferroviários ou aéreos, sempre há um conjunto de fatores imponderáveis e imprevistos, que formam uma cadeia de falhas ou erros capazes de explicar o desastre final, depois de aberta a caixa preta, apontando causas e responsáveis.

É tamanha a perplexidade de todos nós que não sei nem por onde começar a escrever este texto, depois de ter visto todas as entrevistas e comentários na televisão até tarde da noite e lido desde cedo, na manhã desta Quarta-feira de Cinzas do nosso futebol, quilômetros de artigos de colegas publicados no papel e nos portais sobre o que aconteceu no Mineirão.

Desta vez, não há controvérsias. Com diferentes argumentos, todos falaram e escreveram mais ou menos as mesmas coisas para tentar explicar o inexplicável. A única conclusão a que cheguei, que não ajuda muito, eu sei, é de que só com o tempo, muito tempo — dias, semanas, meses, talvez anos — poderemos entender esta acachapante humilhação sofrida na Copa de 2014, pela segunda vez disputada no nosso país, em meio a uma grande festa popular.

De cara, é preciso separar bem duas coisas: a primorosa organização do evento, que superou todas as expectativas e foi mundialmente reconhecida, e o indigente futebol mostrado pela seleção brasileira nos gramados por onde desfilou, desde a estreia contra a Croácia, no Itaquerão, há quatro semanas.

Aconteceu exatamente o contrário do que muita gente previa: ganhamos de goleada fora do campo, com tudo funcionando a contento, e perdemos de forma desonrosa o sonhado hexacampeonato, jogando muito mal, desde a estreia contra a Croácia, no Itaquerão, há quatro semanas.

Como todo mundo, também desconfiava do oba-oba criado em torno desta "Família Scolari", que estrelou muitos comerciais na televisão, não saiu mais das capas de jornais e revistas, fez marquetagem a granel, foi tratada com muitos mimos no castelo da CBF, na fria Teresópolis, mas pouco treinou, enquanto os alemães se esfalfavam todos os dias sob o sol do meio dia na concentração tropical que eles mesmos construíram do litoral baiano, sem folgas nem badalações. O time de Felipão que entrou em campo para enfrentar a máquina alemã não treinou coletivamente nenhuma vez porque Felipão queria fazer mistério e enganar o técnico deles, Joachim Löw, como teve a coragem de dizer em entrevista após o jogo.

Os alemães não apresentaram um semideus como Neymar, mudavam o time de um jogo para outro conforme o adversário, mas nos mostraram como se joga futebol para ganhar e não para brilhar e faturar. O resto foi consequência. Em favor de Felipão, há que se lembrar apenas que esta geração de jogadores, a mais pobre de talento dos últimos tempos, embora com salários milionários, não era esta maravilha. Nenhum grande craque capaz de definir partidas sozinho ficou de fora.

Com este time e o esquema (tínhamos algum sistema?) tático montado por Felipão para "surpreender" os alemães, nem Neymar, nem mesmo Pelé seriam capazes de evitar a vergonha que passamos. Do jeito que estávamos jogando, sem meio de campo, na base do vamos que vamos e seja o que Deus quiser, uma hora isso teria que acontecer, estava escrito há tempos. Caímos na real e isso pode ser bom. Só não precisava ser por 7 a 1...

Pior do que errar na escalação e no esquema, foi Felipão insistir no erro, não tendo humildade para mudar jogadores e a forma de jogar, logo aos 15 minutos de jogo, quando a Alemanha ganhava só por 1 a 0 e já estava dando um baile no Mineirão, com o Brasil não vendo a cor da bola, exatamente como aconteceu naquela final do Mundial de Clubes, em Tóquio, quando o Santos, com Neymar e tudo, só ficou assistindo o Barcelona jogar, e levou 4 a 0 no primeiro tempo.

O Brasil já estava tomando de 5 a 0 e o perplexo Felipão ficava só olhando o desastre acontecer, sem tomar nenhuma providência, como aquele tristemente famoso comandante italiano, o tal do Schettino. Ao ver o navio afundar, em vez de tentar salvar o maior número possível de passageiros, ele tratou de cair fora e salvar a própria pele. Felipão não chegou a tanto, até porque não tinha como fugir do Mineirão no intervalo, mas também não fez nada.

De que adianta ele agora reconhecer que foi o único responsável, mas não se arrepende das escolhas que fez? Sem Neymar, o arrogante e vaidoso técnico, que está com o prazo de validade vencido faz muito tempo, queria ser o herói do Brasil. Resolveu dar uma de Santos Dumont, escalando três atacantes, com Bernard em lugar do ídolo fora de combate, em vez de reforçar o meio de campo, como era óbvio, até para leigos como eu. Se o Brasil ganhasse, ele sonhava ser louvado como gênio da raça. Faltou-lhe, acima de tudo, humildade, para reconhecer o erro a tempo e corrigi-lo ao ver a vaca indo para o brejo.

Vários colegas agora propõe começar tudo de novo, com uma completa reformulação do nosso futebol, importação de técnicos, etc e tal. De que jeito, se o futebol está nas mãos de gente como José Maria Marin, o presidente da CBF, que também sumiu de cena quando o barco afundava, e agora vai passar o cargo para seu cupincha Marco Polo del Nero, eternizando a dinastia Ricardo Teixeira? Tem alguma chance de dar certo?

Termino aqui repetindo o que falei no comentário do Jornal da Record News, ao lado de Heródoto Barbeiro e Alvaro José: assistimos ontem ao final de uma época de hegemonia do Brasil no futebol mundial e ao surgimento da supremacia de uma nova escola inspirada no Barcelona, que levou a Espanha ao título, em 2010, e agora no Bayern, de Munique, a base desta fantástica seleção alemã de 2014.

Não por acaso, dois times dirigidos pelo mesmo Gardiola, o técnico espanhol que criou um novo jeito de jogar bola, unindo arte, técnica, tática, velocidade, profissionalismo e romantismo, tudo ao mesmo tempo, para dar espetáculo e vencer, sem medo de perder, como os nossos "professores". Por falar nisso, semana que vem recomeça o Brasileirão... Vamos sentir muitas saudades desta fantástica Copa do Mundo de 2014, apesar do que aconteceu no Mineirão.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho
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A derrota e a disputa pelo imaginário brasileiro

A seleção brasileira foi mastigada  até a alma pelas mandíbulas alemãs nesta 3ª feira, na disputa das semifinais da Copa do Mundo.

Depois de tomar quatro gols em seis minutos no primeiro tempo, a equipe montada por Felipe Scolari tirou o uniforme e vestiu o manto de um zumbi coletivo.

Morta, arrastou-se  pelo gramado do Mineirão,  de onde saiu carregando o fardo de uma goleada histórica por 7 x 1.

A derrota atinge a estrutura do futebol brasileiro.

A exemplo  do que ocorreu na economia nos últimos trinta anos, o futebol viveu um processo de primarização.

Clubes que deveriam ser fontes de talentos, com forte investimento em categorias de base,  tornaram-se exportadores  de brotos verdes.

Ao ensaiarem seu diferencial nos gramados, garotos já são monetizados e remetidos a clubes do exterior,  que cuidam de completar sua formação.

Alguns, caso de David Luiz, só para citar um exemplo, voltam depois consagrados, quase desconhecidos aqui, para compor uma seleção que convive mais tempo no avião do que nos gramados.

Nas cadeias da globalização da bola, o Brasil se rendeu ao papel de fornecedor de matéria-prima.

A dependência financeira dos clubes em relação às cotas de transmissões esportivas dos grandes campeonatos regionais e nacionais é outro torniquete da atrofia que explodiu no Mineirão.

As redes de tevê ficam com a parte do leão da publicidade milionária das transmissões futebolísticas — fonte de uma das maiores audiências da televisão brasileira.

Donas do caixa, redes como a Globo, fazem gato e sapato dos clubes, obrigando jogadores a uma ciranda insana de tabelas e competições que se sobrepõem em ritmo alucinante, para servirem à conveniência das grades e da receita publicitária.

É praticamente impossível sobreviver fora da ciranda e, dentro dela, impera o imediatismo: não há tempo, nem recurso, para investir em formação de atletas nas categorias de base.

A pressão brutal por resultados — se  não ‘subir’ ou, pior, se ‘cair’, o clube perde a cota da tevê — obriga dirigentes à caça insaciável por jogadores tarimbados, em detrimento da revelação própria nos quadros juvenis.

A reiteração entre audiência e cotas premia os clubes maiores criando um círculo de ferro que condena o grosso das demais agremiações à marginalização.

No triênio 2016/19, por exemplo, a Globo prevê pagar R$ 4,11 bi por direitos de transmissão no Brasil. Desse total, três clubes, Corinthians, Flamengo e São Paulo ficarão com quase R$ 500 milhões.

O restante será rateado pelas agremiações  do resto do país.

No futebol inglês e no alemão, o critério é mais equânime.

Na Alemanha a verba é dividida em cotas iguais entre todos os clubes. Na Inglaterra, 70% do total é dividido em partes iguais, ficando 30% para ‘prêmios’ por classificação e audiência.

Na Alemanha, ademais, há uma rede capilarizada de escolas de futebol, que compõe um sistema nacional de formação de atletas, revelação de talentos, bem como preparação de técnicos e juízes.

Centros de treinamento de alto nível  focados em categorias de base, como o do São Paulo FC, são raros no Brasil, que viu morrer o celeiro do futebol de várzea sem que se pusesse nada no lugar.

Adestradas na lógica da mão para a boca, as torcidas se transformam em certificadoras dessa engrenagem sôfrega.

Não raro com o uso da violência, cobram resultados e  contratações  milionárias  dos cartolas, que usam o álibi das uniformizadas para a rendição incondicional ao mercantilismo esportivo.

Ao contrário da equidistância que seus candidatos cobravam de Dilma ainda há pouco, quando o time de Felipão avançava na classificação, a derrota nacional na Copa do Mundo certamente será explorada pelo conservadorismo.

A disputa pelo imaginário brasileiro ganhará decibéis redobrados a partir de agora, na tentação rastejante de transformar a humilhação esportiva na metáfora de um Brasil  corroído pelo ‘desgoverno petista’.

O tiro pode sair pela culatra.

A tese não é apenas  oportunista.

Ela é errada.

O que acontece é simplesmente o oposto.

A estrutura do futebol brasileiro, na verdade, está aquém dos avanços sociais e políticos assistidos  no país nas últimas décadas.

Há um descompasso entre a sociedade e o gramado.

A caixa preta da Fifa — reafirmada no intercurso entre cambistas e filhos de dirigentes, como se viu em episódio recente no Rio de Janeiro — é apenas a expressão global do sistema autoritário e nada transparente dominante em várias ligas nacionais.

A do Brasil, com a CBF, é um caso superlativo.

Dominada por um punhado de coronéis da bola, requer um corajoso processo de oxigenação, equivalente à reforma preconizada por Dilma para o sistema político brasileiro.

Trata-se de democratizar os centros de decisão, bem como as legislações relativas à compra e venda de atletas, evitar sua venda precoce ao exterior, ademais de remodelar os circuitos das competições e libertar o caixa dos clubes da tutela asfixiante das tevês, para que possam, de uma vez por todas, converterem-se, de fato, em academias de formação e difusão esportiva.

O conjunto atinge diretamente o núcleo duro dos interesses e valores com os quais o conservadorismo compactua  para voltar ao poder.

A quem desdenha da necessidade de um planejamento nacional em qualquer esfera — da industrialização, ao direcionamento do crédito, passando pelo controle de capitais e do câmbio — cabe perguntar: se não temos uma política nacional para o futebol, como se pode pleitear uma seleção nacional à altura das  nossas expectativas?

Enquanto ficamos na dependência de um Neymar, o grupo da Alemanha joga junto há 10 anos.

Pode-se manipular o imaginário da derrota na catarse das próximas horas. Mas será difícil sustentar o oportunismo se ele for confrontado com uma visão clara e desassombrada das linhas de passagem que podem devolver ao futebol brasileiro o brilho que ele já teve um dia, e ao seu torcedor, a alegria trincada neste sombrio oito de julho de 2014.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Rocky Balboa, o melhor amigo de Messi

Em uma emotiva conversa, Rocky Balboa aconselha Messi a como superar os holandeses...



No Argentina etc
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fAlha erra 100% em tese escolhida para a Copa


No partido editorial adotado para a cobertura da Copa do Mundo no Brasil, o jornal Folha de S. Paulo, repleto de estatísticas, conseguiu um feito e tanto: errou 100%. No dia 12 de junho, quando o Mundial começou em São Paulo, a manchete do diário de maior circulação do País dizia: Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque. O que se viu, a partir dali, foi exatamente o contrário da previsão embutida na chamada principal. Quem estava mesmo sob suspeita era o time convocado e escalado pelo técnico Felipão, apesar dos elogios em cascata dos colunistas da própria Folha.

Ao inverso do tom do noticiário de assuntos nacionais, em complemento, não ocorreu o colapso de infraestrutura projetado pela publicação. O quadro de manifestações marcadas pelo vandalismo foi ultrapassado pelo fatos ainda mais forte criados pela esmagadora maioria da população: festas, confraternizações, imensas reuniões pacíficas. A franca hospitalidade popular com os estrangeiros, traço que parecia riscado, a julgar pela escalação dos fatos na régua editorial da Folha, foi o que mais se viu. Não havia o xeque armado pelo jornal, em articulação com outros representantes da mídia familiar.

Nesta quarta-feira 9, após a humilhante goleada sofrida contra a Alemanha, a Seleção de Felipão, até então tratada com todo o zelo possível pelo jornal, foi, como não poderia ser diferente, desconstruídas em todo o noticiário esportivo. Mas até a véspera, a Folha era mais um veículo a praticar o ufanismo de sempre no noticiário esportivo, combinado com a má vontade frente aos assuntos considerados 'mais sérios'.

No 247
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Explicando o inexplicável


“VERGONHA, VEXAME, HUMILHAÇÃO”. Em letras de cinco centímetros de altura, a primeira página do Globo escancara, na edição de quarta-feira (9/7), a frustração que representa a goleada sofrida pela seleção brasileira no Mineirão.

O Estado de S.Paulo resume: “HUMILHAÇÃO EM CASA”.

E a Folha de S.Paulo busca uma abordagem mais fria: “SELEÇÃO SOFRE A PIOR DERROTA DA HISTÓRIA”.

Todas as manchetes, em letras maiúsculas.

Os jornais tentam explicar o que não pode ser entendido, justamente por sua extrema simplicidade: a equipe brasileira demonstrou não ter maturidade para enfrentar uma circunstância adversa e não produziu um líder capaz de reorganizar as peças quando o conjunto não estava bem.

Veladamente, os analistas ensaiam algumas críticas ao técnico Luiz Felipe Scolari, depois de passarem o mês inteiro louvando sua suposta sagacidade, sua alardeada capacidade de aliar a malandragem do futebol com a medida eficaz de virilidade. Agora, todos concordam em que ele errou na estratégia e na tática e ficou paralisado quando seus pupilos perderam o controle.

Alguns textos cobram uma mudança radical na organização do futebol brasileiro, defendendo a retomada da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar irregularidades da Confederação Brasileira de Futebol. Admite-se que a vergonhosa atuação diante dos alemães serve como divisor de águas entre o passado de conquistas e um presente de futebol medíocre, improvisado, extremamente dependente da criatividade de apenas um jogador. Sem Neymar Jr., eliminado da Copa por causa da contusão grave sofrida na partida contra a Colômbia, a seleção brasileira se revelou um time previsível.

Mas seria diferente com ele em campo?

Os especialistas se dividem, mas a maioria acha que Neymar e o capitão Thiago Silva, ausente por ter sido punido com dois cartões amarelos, teriam evitado a derrocada emocional após o primeiro gol dos adversários. Afinal, um resultado como esse, 7 a 1, entre equipes de primeira linha do futebol mundial, não deixa margem para respostas simples: embora seja possível alinhar uma série de causas para o desastre, o que a imprensa tenta fazer é explicar o inexplicável.

O jogo da política

Paralelamente, fora das quatro linhas, a imprensa volta ao jogo sujo: o Estado de S.Paulo usa o editorial para transformar a derrota da seleção em revés político da presidente da República.

Aqui e ali, também os outros jornais fazem especulações sobre possíveis efeitos da humilhante derrota no futebol sobre a política e a economia; uma leitura cuidadosa dos textos escolhidos pelos editores mostra que a imprensa espera uma quebra na confiança demonstrada pelos brasileiros em si mesmos — fenômeno associado por analistas ao bom andamento da Copa do Mundo.

Um colunista da Folha produz uma frase que merece ser dissecada: “O mundo não acabou, mas o bom humor das últimas semanas vai se evanescer aos poucos. O país voltará a se enxergar como de fato é”.

Seria o caso de se perguntar ao profeta diletante: e o que é, de fato, o Brasil, cara-pálida? A se depreender das escolhas editoriais da Folha, o Brasil é um país pobre, depressivo, incapaz de resolver seus desafios históricos. Será isso que quer dizer o articulista? Ou, ao contrário, pode-se afirmar que o brasileiro médio já superou, a esta altura, a derrota humilhante e está enchendo as redes sociais de anedotas sobre si mesmo?

Na sombra da frustração geral, a imprensa especula sobre uma possível retomada das manifestações violentas protagonizadas por aqueles que se opunham à realização da Copa no Brasil. Mas qual seria a justificativa?

A derrota da seleção brasileira não desmancha a percepção generalizada de que o evento tem sido um sucesso. A poucos dias de seu encerramento, acumula uma série de recordes e emoções em alta intensidade — incluindo-se entre elas até mesmo o vexame da seleção nacional diante da Alemanha.

Como se afirmou aqui antes da partida contra a Colômbia, o Brasil de verdade já experimentava o sabor da vitória ao produzir uma Copa em clima de alegre receptividade. A matilha dos vira-latas e os profetas do apocalipse já saíram de suas tocas para tentar derrubar a autoestima dos brasileiros.

Sucumbir ao pessimismo seria a pior das derrotas.

Luciano Martins Costa
No OI
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A cretinice da Folha


Sempre esperamos o pior de um jornal que apoiou um golpe de estado, a tortura e ditadura militar, representando o que há de pior e mais atrasado no Brasil.

Hoje a Folha fez mais uma capa sem comentários.

Apesar da Presidente não ter declarado nada sobre o assunto, o jornal disse que ela “teme ” o desfecho da seleção na copa. Na verdade, um possível impacto do resultado do futebol nas eleições é um desejo de Aécio e da Folha. A capa do jornal poderia ser: “Aécio e nós esperamos que mau resultado da seleção afete a economia e a política”.

O desejo deles pode até ser realizado, mas a historia recente não mostra qualquer relação entre política e a copa do mundo. Em 1998 o Brasil perdeu a copa de uma maneira dramática, sendo goleado na final, apesar disso o candidato da situação venceu. Em 2002, o Brasil venceu a copa, porém o candidato da oposição venceu. Em 2006 e 2010 a seleção perdeu, porem a situação venceu as eleições.

A realização da copa sim, era uma questão política extremamente relevante. Um eventual desastre, com colapso dos aeroportos, greves em massa, destruição e violencia desgastaram muito a presidente. Faltando apenas três jogos para o fim da competição, já podemos dizer que a realização da copa foi bem sucedida.

No DesmascarandoGloboFolha
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Lembra desse?


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O clipe da Seleção da Alemanha


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Apagão

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Basta! Renunciem, Senhores José Marin e Marco Polo Del Nero


É simples, Senhores Marco Polo Del Nero e José Maria Marin: renunciem ao comando da CBF.

Os Senhores são hoje, e há tempos, responsáveis pelo futebol brasileiro, esse personificado pela “seleção”.

O que o se viu no Mineirão, o que o mundo assistiu admirado, ou perplexo, foi a seleção mais vitoriosa das Copas chegar ao fundo do charco.

Este foi o mais deplorável e triste estágio já alcançado pelo futebol brasileiro.

Não precisam chegar ao harakiri, como fazem orientais quando envergonham a si e aos seus. Basta entender que os Senhores fracassaram, que encarnam à perfeição esse fracasso. Basta sair de cena.

Permitam que a CBF, suas estruturas, o futebol como um todo se areje, se renove.

Os Senhores comandam o futebol brasileiro, mandam e desmandam, mas ele e sua riquíssima história não pertencem aos Senhores.

Os Senhores são herdeiros leais, fiéis, herdeiros não de sangue, mas de espírito, de uma linhagem.

Os Senhores herdaram a CBF, o futebol brasileiro, de Ricardo Teixeira e João Havelange. O ex-sogro e o ex-genro se viram obrigados a abandonar o futebol e — pasmem! — a FIFA.

Abandono com desonra. Por, informou a justiça suíça com repercussão em todo o mundo, terem recebido suborno.

O mando dos Senhores descende desses e disso.

Os Senhores são eleitos por federações que, várias delas, não resistem a uma investigação. Talvez não resistam sequer a três cliques num site de busca.

Os Senhores podem alegar, e alegam desde sempre: a CBF é uma entidade privada. Sim, embora seja mais privada do que entidade.

Essa entidade privada, ou privada entidade, tem hoje o seu ex-presidente, Ricardo Teixeira, passando temporadas de auto-exílio na Flórida, na localidade apropriadamente denominada Boca Raton.

O Senhor Teixeira sucedeu seu ex-sogro, Havelange. Este teve que deixar, e pelo mesmo motivo, também o Comitê Olímpico Internacional; além de apear-se da presidência de honra da FIFA.

Os Senhores, talvez ainda haja quem não saiba, se sucedem nesse cargo por que assim quiseram tais antecessores. Os expelidos do futebol. Simples assim.

Sabemos como funcionam as coisas. Os Senhores anunciarão medidas drásticas, talvez até espetaculares. (Quem maneja esse espetáculo, e ganha muito com ele, vai precisar disso).

Quem sabe não reconhecerão em público que o futebol brasileiro, seus técnicos, táticas, filosofias, jogadores, precisam de um profundo processo de modernização. Precisam de inteligência, de buscar para se modernizar as origens que levaram ao sucesso.

Como vimos nessa extraordinária Copa, enquanto regredimos o mundo todo avançou, quem ainda não sabia já aprendeu a jogar.

O Brasil desaprendeu, como vimos no catastrófico e histórico 7 a 1 imposto pela renovada Alemanha no Mineirão.

Renunciem, Senhores Marin e Del Nero — sim, sabemos que o Senhor ainda não assumiu, mas renuncie à sua assunção.

O futebol do Brasil tem servido a gente como os Senhores, mas não lhes pertence. Pertence aos brasileiros. É uma representação simbólica e afetiva do povo brasileiro.

Mais até.

Por longevo, glorioso, está nos capítulos principais da história do futebol no mundo, assim como estão a Alemanha, a Itália, o Uruguai, a Argentina, a Espanha recente, a fundadora Inglaterra…

Sim, sabemos pela sucessão de escândalos mundo afora: o futebol, como qualquer negócio bilionário, pode ser sujo. Mas basta! A entidade é, tem sido, demasiadamente… privada.

Basta de jogos às 10 da noite porque a TV assim quer e manda.

Basta de uma TV, seja ela qual for, impor tudo no futebol, de maneira arrogante, em nome dos seus gananciosos interesses.

Basta de “comprar” três ou quatro times de grande torcida e esmagar, abastardar os demais, torná-los “o resto” no curto e médio prazos.

Basta de, país afora, futebol às terças e sextas, quando não sábados à noite, um futebol medíocre, de segunda ou terceira, apenas e tão somente para que se venda publicidade de quarta.

Basta de eleger gangsters para dirigir federações e, sim, isso não se resume às federações. Os clubes, os times devem se livrar da pilantragem… E a receita tem sido a mesma para tantas das confederações.

Por todo o Brasil, nas cenas exibidas nos telejornais, nas redes, nas fotos, crianças, a semente do futuro, choraram com a degradante queda do futebol brasileiro.

Sim, Senhores, discursos e teses à parte o futebol, queiram ou não, significa no Brasil e para o Brasil bem mais do que o que se joga em campo. É um símbolo, é representação cultural, é memória afetiva.

Por isso, nesse 8 de julho, tanta gente chorou no Brasil.

Escondidos, ou tornando ódio a dor, choraram mesmo os oportunistas, os que à falta de ideias e discurso refocilam nos despojos e restos da derrota.

Que prevaleça o bom senso. E que o Bom Senso dos jogadores faça, da mesma forma, a auto-crítica e dê início ao recomeço.

Futebol se aprende, se vence, com técnica, dedicação, tática, inteligência, aprendizado constante. Não com auto-ajuda, psicologia de quinta, não rogando a cada lance a intervenção do Divino.

Até porque, já deveriam ter lido o que foi escrito e aprendido: não se usa o nome Dele em vão, muito menos em público.

Que os rapazes tenham apreendido a lição: se derrotas são inevitáveis, derrotas ensinam, ou devem ensinar.

Um futebol com a história do futebol brasileiro, e com essa mancha agora eterna, não pode seguir mimado, cheio de vontades. Profundamente infantilizado por adultos.

Um futebol de jovens e adultos jovens cercados pela ação inescrupulosa e voraz de agentes, empresários, “grupos” e quetais…

Os Senhores dos comandos que, entre outros, faturam com o futebol, que se apropriaram progressivamente do futebol e nele produzem suas receitas, são os responsáveis.

Ajam como tal. Façam como fez Felipão. Assumam o fracasso. E saiam. Larguem o butim.

Não enrolem enquanto esperam a poeira baixar, sempre com a ajuda e omissões obsequiosas da mídia amiga e sócia nesse espetáculo degradante.

Renunciem. Os Senhores são os responsáveis maiores não apenas pela mais humilhante derrota na história do futebol brasileiro.

Os Senhores, e antecessores, são responsáveis por muito mais. Por vitórias, certamente, mas elas não bastam para esconder o que salta aos olhos.

Não escondem, não esconderão jamais esse 8 de julho de 2014, o resumo dessa ópera que emporcalhou a longa e vitoriosa história do futebol brasileiro.

Basta! Renunciem!

Bob Fernandes
No Terra Magazine
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Abaixo o complexo de vira lata!

O complexo de vira lata existe e com freqüência se disfarça. Por exemplo, é crucial não confundir mudança com retirada, recuo. Avançar na política social é mudança, enfraquecer a Petrobrás, retirada; modernizar a infra-estrutura é mudança, reduzir os planos estatais de investimento, retirada; expandir os canais de participação política é mudança; frear os aumentos do salário mínimo, retirada. Tudo é movimento, mas há uma diferença de natureza entre o movimento para frente e o movimento para trás. A oposição vende gato por lebre ao insistir em mudanças abstratas sem esclarecer a direção delas. No essencial, são todas mudanças para trás, retiradas, recuos, viralatice diante dos desafios.

O complexo de vira lata se manifesta no pânico diante de vitórias históricas. Às responsabilidades assumidas pelos vencedores, os vira latas preferem a glória das derrotas heróicas. Assim foi, registro respeitosamente, com o México diante da Holanda, a Nigéria diante da França, a Argélia diante da Alemanha, e até mesmo com o Chile diante do Brasil, pois aquele chute na trave de Julio Cesar no minuto final da prorrogação e os dois pênaltis perdidos pelos chilenos devem muito à influência do complexo, solicitado em ajuda à competência do goleiro canarinho.
Todos esses times foram recebidos de volta em casa como heróis, quais os trezentos de Esparta, heroicamente derrotados. Ao contrário dos espartanos, se acaso voltassem, contudo, os vira latas temem a igualdade e se auto crucificam como subordinados perpétuos. Não é que não tenham valor e honra, mas falta-lhes algo na hora das grandes decisões. Parece previsão depois do fato, mas é a crônica reiterada dos campeonatos.

No futebol, países vencedores são aqueles que entram em campo com a convicção de que merecem a vitória, independente de clima, horário ou cor da camisa do adversário. Até o último segundo do apito final do árbitro não se curvam à hipótese de que a derrota seja inapelável e de que seja justo perderem para o opositor do momento. Não é fortuito que as emocionantes vitórias nas prorrogações, nos minutos finais e nos pênaltis só tenham beneficiado vencedores reconhecidos. O complexo independe de diferenças econômicas. Estou inclusive inclinado a listar a Suíça como vítima circunstancial de viralatismo futebolísitico, recaída no papel tradicional de ir embora mais cedo.

Assim fora do campo como dentro dele. Há nações capazes de superar seus períodos civilizatórios de subordinação econômica e cultural a potências estranhas. Mas há momentos de ruptura em que o viralatismo tem que ser vencido para que os povos adquiram autonomia de julgamento e conduta. Por qualquer análise isenta o Brasil tem enfrentado nos últimos anos precisamente um desafio de tal magnitude. Diante da oportunidade de ingressar em patamar superior de coexistência internacional, é fundamental que forje a convicção de ser um País vencedor, potente por sua economia, cultura e sociedade, e em busca da igualdade em todas as arenas. E não se trata estritamente de futebol, porque os vencedores, ocasionalmente, também perdem uma partida. Perdem, mas não cabisbaixos, conformados, apenas adiam a decisão para futuros embates.

Do mesmo modo na vida aqui fora. Há que ignorar os vira latas que entregam o jogo antes mesmo que comece. Há que mudar para frente, sempre, pois o tempo não para, interessa é saber onde se encaminha e orientá-lo em nosso favor. Os distraídos, ou de má fé, talvez não se dêem conta de que, no fundo, aderiram à corrente do “não vai ter País”, facção com que a comunidade brasileira tem se havido, e vencido, ao longo de sua história. É o partido do “não vai ter indústria”, da década de 50, do “não vai ter petróleo e ferro”, dos anos setenta, do “não vai ter democracia”, dos anos 80, da Constituição de 88. Assim tem sido neste século XXI: o governo de um metalúrgico seria um fracasso, e foi o que se viu: o início da maior transformação social na história brasileira, que, aliás, não pode ser reduzida à baboseira oposicionista de que vai manter o que estiver certo nas políticas sociais do governo. Não existe “política social do governo” dissociada de sua ideologia nuclear de governar para os mais carentes, seja nas decisões de política social, econômica ou internacional. Está em curso magnífica transformação da pirâmide brasileira e esse é o sentido da mudança que deve continuar.

Quem governa em busca da vitória aceita com humanidade a glória e admite alguns escorregões na travessia. A política dos vira latas prefere recuar, propor “remédios heróicos”, e quando ganha uma pequena batalha aqui ou ali “é por milagre”. Milagre é a esperança de sobrevivência dos vira latas. O Brasil não deve ganhar seu futuro por milagre, mas por convicção.

Wanderley Guilherme dos Santos
No Carta Maior
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Ibope perde monopólio... na Argentina!

A presidenta Cristina Kirchner anunciou nesta semana a criação de um sistema de medição da audiência das emissoras de televisão na Argentina. O novo índice será feito por uma rede de 11 universidades públicas, batizada de Sifema (Sistema Federal de Medição de Audiência), e os novos dados devem começar a ser publicados já nos próximos 90 dias. Atualmente, apenas a empresa de origem brasileira Ibope — que o blogueiro Paulo Henrique Amorim batizou sarcasticamente de “Globope” —, mede a audiência das TVs na nação vizinha. A criação do Sifema acaba com o monopólio das pesquisas no setor, que sempre beneficiou a mídia monopolizada, e permite democratizar a distribuição da publicidade no país.

Ao justificar a iniciativa, Cristina Kirchner colocou o dedo na ferida. “No ano passado, as empresas privadas gastaram 31 bilhões de pesos (valor próximo a R$ 8 bilhões) em publicidade, que foram parar nos grandes meios concentrados”. Segundo o Ibope, a TV líder em audiência no país é a Telefe, que pertence à multinacional espanhola Telefônica; em segundo lugar surge o Canal Artear, do famigerado Grupo Clarín; em terceiro está a TV Pública. Com a nova medição, a tendência é que ocorram mudanças neste ranking. Segundo Marcelo Escolar, professor da Universidade de San Martin e coordenador do Sifema, o novo sistema irá contemplar o país inteiro — já o Ibope só mede a audiência na Grande Buenos Aires.

Diante da medida governamental, os barões da mídia da Argentina — que, a exemplo dos brasileiros, adoram bravatear sobre livre concorrência — estão histéricos. Com o fim do monopólio do Ibope, eles temem perder publicidade. Em 2013, o governo gastou 1,39 bilhão de pesos (cerca de R$ 376 milhões) em anúncios, mas restringiu o acesso à mídia monopolista. O Grupo Clarín, o mesmo que recentemente foi fatiado em seu império graças à aprovação da “Ley de Medios”, ingressou com ação na Suprema Corte questionando a perda de anúncios oficiais. Agora, com a criação do Sifema, esta e outras corporações midiáticas temem que também seja reduzida a fatia privada da publicidade.

Já as emissoras estatais e comunitárias, que adquiriram maior força com a aprovação da “Ley de Medios”, estão animadas com a criação do novo sistema de mediação da audiência. Elas acusam o Ibope de adotar “critérios ideológicos” para favorecer os grupos privados de mídia na obtenção de publicidade. As TVs públicas da Argentina têm excelente produção de conteúdo, já reconhecida mundialmente e com vários prêmios. É o caso do canal público PakaPaka, que exibe programas dedicados às crianças. Para Facundo Agrelo, coordenador de conteúdo da emissora, “é importante ter um canal para as crianças para ampliar os direitos. Nenhum dos meios privados tem essa missão. A proposta deles é o lucro”.

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7 a 1! Tem que mandar todo mundo embora!



O colapso da Seleção Brasileira diante da Alemanha — a Alemanha de sempre, que jogou sem adversário — deve permitir uma limpeza geral.

Limpeza na CBF.

Limpeza no Brasileirinho, o torneio nacional.

Limpeza nos privilégios da Globo com relação ao Brasileirinho e à seleção.

Gostou do vapt vupt? Eu perco mas não admito!!!!

O Felipão, e o Marin da CBF, ao lado do Galvão — porque são a mesma sopa! — deveriam se inspirar no técnico Prandelli e o presidente da Federação, depois da derrota para o Uruguai.

Pediram demissão no vestiário.

No ônibus ja estavam fora.

Essa derrota é pior do que a de 50.

A de 50 foi jogo jogado.

O Uruguai jogou melhor.

Essa, não, foi um colapso generalizado: quatro gols em seis minutos!

Um time que não sabe tomar um gol.

O Luxa, na Fox, meteu o dedo na ferida.

Acaba o jogo, só quem fica aqui é o Fred.

Os outros vão embora, cada um para um canto.

E nao vai haver uma auto-crítica.

E é preciso pensar tudo.

Colocar o futebol na agenda da Dilma: essa que não tem ainda a Ley de Medios.

O Brasil foi capaz de fazer a Copa das Copas, e doze estádios magnificos.

Infra-estrutura, segurança.

A vergonha foi dentro do campo — na CBF e na Globo, que manda na CBF.

O Governo brasileiro entendeu que era preciso fazer uma grande Copa, porque o futebol está inscrito na alma brasileira.

E, por isso mesmo, é preciso intervir no futebol.

Agora virão os idiotas da objetividade.

O meio do campo isso, a defesa aqui, o Felipão aquilo outro.

Nao tem a menor importância.

Esse foi um fenômeno do Sobrenatural de Almeida, que só o Nelson Rodrigues explicaria.

O problema não está “nas quatro linhas”.

Tem que passar desinfetante em tudo.

Essa seleção tem jovens que podem perfeitamente ter longa vida em outras Copas.

Outros estão por provar-se.

E outros vão para casa, melancolicamente, como o Fred.

Agora, os arianistas tropicais, os idiotas da objetividade vão dizer que a Alemanha já ganhou a Copa.

É uma Alemanha maior de todas!

De todos os tempos!

O ansioso blogueiro tem dúvidas sobre essa Alemanha.

Vamos ver.

Vamos ver essa Alemanha dos Estados Unidos, da Argélia, ganhar a Copa

O Conversa Afiada passa a torcer pela Argentina.

Paulo Henrique Amorim
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