2 de jul de 2014

Dilma cresce 4 pontos e vai a 38%, mostra DatafAlha


Pesquisa Datafolha finalizada nesta quarta-feira (2) mostra que as intenções de voto na presidente Dilma Rousseff cresceram de 34% para 38% em um mês.

No mesmo intervalo, o senador Aécio Neves (PSDB) oscilou de 19% para 20%.

Já ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%.

O Datafolha ouviu 2.857 eleitores em 177 municípios nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. A taxa de confiança é de 95% (significa que em 100 levantamentos com essa mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do levantamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-00194/2014.
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Seleção não vai bem, mas imprensa e torcida estão piores

Se a trave salvou o time de um vexame, 
a imprensa não teve a mesma sorte


Pode até ser que a seleção brasileira não esteja lá muito bem das pernas — o sufoco na classificação por pênaltis contra o Chile acendeu a luz amarela. Mas é fato de que nesta Copa, a imprensa e a torcida estão ainda piores que ela.

Se é verdade, como diz a manchete da Folha de S. Paulo de domingo, que a trave salvou o time de um vexame, a mídia não vem tendo a mesma sorte.

O blogueiro de Veja foi ridicularizado na imprensa estrangeira por sugerir uma teoria da conspiração com o emblema da Copa, onde números em vermelho estariam fazendo uma subliminar propaganda do governo. Um dos colunistas mais respeitáveis da imprensa escrita, que escreve para os dois maiores diários do país, se notabilizou por fazer uma entrevista com o sósia do Felipão, supondo ser o treinador.

Mas nada se equipara à derrocada do catastrofismo, que pautou a grande mídia nos meses que antecederam ao início da competição. Os estádios não ficariam prontos, os aeroportos não dariam conta da demanda, a mobilidade e a segurança estavam seriamente ameaçadas, tudo convergindo para uma vergonha nacional.

Não foram poucos os que replicaram a toada e que sentenciavam o fiasco do evento — no que foi certamente a previsão mais equivocada que o jornalismo brasileiro já fez, contando todos os furos da meteorologia.

O medo se espalhou por muitos, a demora na empolgação fez parecer que a torcida também se contaminara desse pessimismo calculado. Quando a Copa começou, se iniciaram os arrependimentos de quem se deixou levar pelo fim de mundo proclamado e perdeu chances de aproveitar os jogos ou a festa.

Outro dia, na própria Folha de S. Paulo, o colunista Luiz Caversan se perguntava quem pagaria o prejuízo dos comerciantes que, aderindo ao pessimismo, deixaram de se preparar para os lucros? Não se espere daí um mea culpa. A mídia local cuidou logo de transferir o erro para a “imprensa estrangeira”, que dias depois de começado o evento, já não reconhecia o “Copa das Copas” como um slogan assim tão ufanista.

Contaminada também pelo momento eleitoral, parte da torcida demorou demais a se engajar no ânimo da Copa — muitos com o pensamento equivocado de que algum candidato poderia ter ganho eleitoral com a vitória ou a derrota da seleção.

O país já passou por várias Copas e seus eleitores já mostraram o quão pouco a classificação influencia o pleito. Mas por incrível que pareça, o assunto é frequente nas rodas mais VIPS do país, aquelas mesmas que se arrogam em ter o “fundamento do pensar” e desfilam pessimismo mais como plataforma do que estado de espírito.

Pior ainda foram os episódios grotescos que a torcida tem proporcionado nos estádios, como o de xingar a presidenta ou vaiar o hino do adversário.

O desrespeito nada tem a ver com a precária educação pública — 86% da torcidabrazuca nos campos tem ensino superior completo. É apenas caso de arrogância, de quem olha para o seu selfie como o retrato do país. Felizmente não é.

Torço para que o Brasil reencontre o futebol, que parece ter sido sequestrado de seu próprio passado pela Colômbia, e os jogadores tenham força para resistir à sufocante pressão que um favoritismo sem base real colocou em suas costas. Afinal diante de uma torcida imensa para que o campeonato nem sequer acontecesse, ou que fosse um verdadeiro fiasco, jogar em casa não é uma grande vantagem.

Realizar bem o mundial, mesmo que seja o melhor de todos os tempos, não significa esquecer os demais problemas que circulam em seu entorno, como o enorme déficit de moradia e a permanência da violência policial, só para citar aqueles com os quais nos deparamos todos os dias, com ou sem jogos.

Mas com esses problemas nem a grande imprensa nem a torcida instagram parecem estar lá muito preocupados.

Marcelo Semer
No Sem Juízo
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Garcia rebate Ferraço: "desinformação e insultos"


Assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia publica dura resposta às críticas, feitas à Veja, do senador Ricardo Ferraço (PMDB) sobre a política externa brasileira e ao governo Dilma Rousseff; "Tal qual uma Mãe Dinah das relações internacionais, Ferraço prognostica que Argentina e Venezuela, apesar de seus Governos terem sido eleitos pelo voto popular, caminham para uma ditadura", diz Garcia, que define o discurso como de "muito barulho, pouca consistência"; para ele, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara ostenta desinformação e lugares comuns; desconhece ação conjunta de Brasil e Bolívia e "prefere insultar o presidente Evo Morales", assim como anunciar um novo "espantalho", o bolivarianismo, "que não explica o que é"

As críticas do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) à política externa brasileira e à gestão da presidente Dilma Rousseff, desferidas em entrevista às páginas amarelas da revista Veja do último fim de semana, foram duramente rebatidas nesta quarta-feira 2 pelo assessor da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Em artigo, ele define o discurso do parlamentar como de "muito barulho, pouca consistência" e acusa o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara de ostentar desinformação e lugares comuns em seus ataques.

Leia aqui a entrevista do senador à revista Veja e, abaixo, o artigo de Garcia:

Política Externa: entre luzes e apagões.

Marco Aurélio Garcia

"O meio é a mensagem" disse McLuhan.

O senador Ricardo Ferraço, Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa de nossa Câmara Alta, escolheu as páginas amarelas da revista VEJA para destilar sua ojeriza à política externa brasileira e ao governo da Presidenta Dilma Rousseff. Maior adequação entre continente e conteúdo seria impossível.

Mas, se a pretensão era a de uma artilharia pesada, o resultado não passou de fogos de artifício. Muito barulho, pouca consistência.

VEJA anuncia que a Comissão presidida por Ferraço é "um contraponto ao Itamaraty", instituição que o senador vê "apequenada" e submetida a um duplo comando — o do "chanceler de direito" (o Ministro Luiz Alberto Figueiredo) e o do "chanceler de fato" (quem assina esta nota).

Café requentado nos últimos 12 anos, a suposta duplicidade na condução da política externa não é capaz de encontrar um só grão de verdade. Esconde muitas mentiras.

Ferraço percorre distraído a América Latina, ostentando sua desinformação, reproduzindo todos os lugares comuns possíveis e arrogando-se a função de politólogo, sem ter recursos suficientes para sê-lo. Ao final desvela seu propósito: o de atacar o Governo Dilma Rousseff e a falta de um projeto de nação, que ele atribui à Presidenta. Fica-se à espera de qual projeto seria esse. Silêncio ensurdecedor.

Tal qual uma Mãe Dinah das relações internacionais, Ferraço prognostica que Argentina e Venezuela, apesar de seus Governos terem sido eleitos pelo voto popular, caminham para uma ditadura. Menciona o cerco à imprensa nos dois países, ocultando, por exemplo, que em Caracas e Buenos Aires os principais órgãos de imprensa El Nacional, El Universal, Clarín e La Nación, respectivamente — são há anos duros opositores dos governos de Nicolás Maduro e de Cristina Kirchner. O senador menciona o testemunho crítico da deputada venezuelana María Corina sobre a situação de seu país. Tivesse convidado, como fez a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, aos Professores Gilberto Maringoni, Igor Fuser e ao economista do IPEA Pedro Barros, poderia ter uma opinião mais aprofundada e plural. Seria de perguntar-se porque o vigilante senador não ouviu, como lhe foi proposto, o deputado venezuelano Rodrigo Cabezas. Pergunto-me, igualmente, por que não teve ainda curso o convite que me foi feito para ir à Comissão do Senado, assim como o Embaixador do Brasil em Caracas, Rui Pereira.

Ricardo Ferraço utiliza informações a seu gosto. Desconhece a ação conjunta que os Governos do Brasil e da Bolívia têm desenvolvido nos últimos anos no combate ao narcotráfico. Prefere insultar o Presidente Evo Morales que deve seu mandato ao voto popular.

Sobram desinformação e insultos em suas declarações: à Presidenta, ao Ministro Figueiredo (chanceler de direito e não de fato, segundo ele) e ao Itamaraty, quando acusa a instituição de coagir diplomatas para seguir ao "bolivarianismo", sob pena de perder cargos e salários. Acusação grave, que só pode fazer impunemente quem se esconde sob o manto da imunidade parlamentar.

Já que o "comunismo" deixou de ser fantasma, como nos tempos da Guerra Fria, Ferraço levanta como novo espantalho o "bolivarianismo", que não explica o que é.

O que venha a ser o bolivarianismo, é evidente que se trata de um fenômeno com sabida particularidade histórica que não tem nenhuma influência, nem mesmo presença, no ambiente político-ideológico brasileiro.

É curioso que o Senador mencione os importantes debates organizados pelo Itamaraty para a preparação de um Livro Branco sobre a política externa brasileira – onde fez longa exposição na sessão de abertura – para tentar diminuir a figura respeitável do Ministro Figueiredo, que está realizando importante processo de reorganização do Ministério e de requalificação de nossa presença no mundo.

A prova do respeito que tivemos vis-à-vis a intervenção de Ferraço e a de tantos outros, está no fato de que a discutimos serenamente e, mesmo discrepando de alguns de seus conceitos, a levamos em conta como importante contribuição ao debate.

Entre os nostálgicos dos fracassados projetos de constituição de uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), virou moda a celebração da Aliança do Pacífico como contraponto ao MERCOSUL e a nossas concepções de integração continental.

Não há um "Tordesilhas do Século XXI", separando MERCOSUL da Aliança do Pacífico. Ao contrário, os dois blocos estão em processo de aproximação e, sem perder suas respectivas identidades, propõe-se fortalecer, num diálogo respeitoso, os grandes eixos de integração da região — a UNASUL e a Comunidade de Nações Latino-Americanas e do Caribe (CELAC).

Finalmente, já está passando a hora de desmistificar supostos exercícios teórico-políticos, em nome dos quais se pretende desqualificar a atual política externa como "de Governo" e não "de Estado". Essa diferenciação tem sido utilizada nos últimos tempos por aqueles que buscam aprisionar políticas públicas — na economia, na defesa e também nas relações exteriores — a cânones conservadores, forjados no passado, no contexto de uma outra realidade nacional e mundial e de uma distinta correlação de forças sociais e políticas.

O interesse nacional que alguns gostam tanto de citar para justificar posições político-partidárias não é fruto de mentes supostamente iluminadas. É, antes, expressão da vontade geral e esta, em uma democracia, resulta da expressão popular que as urnas periodicamente recolhem.

O resto é apagão.
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Chefe de quadrilha de cambistas tinha relação com personalidades brasileiras

Escuta telefônica mostra relação íntima entre chefe de bando de cambistas e irmão de Ronaldinho. Ex-jogadores da seleção brasileira e outras personalidades também conviviam com Mohamadou Lamine

Acusado de  chefiar o bando, o francês Mohamadou Fofana (ao centro) teria montado  esquema que funcionava desde a Copa de 2002, na Ásia
O homem apontado como o chefão de quadrilha internacional acusada de desviar e vender ingressos de jogos nas últimas quatro Copas do Mundo — através de ligação com a Fifa, entidade organizadora do evento — também tinha contatos com ex-jogadores da seleção brasileira e pessoas ligadas ao futebol. O francês de origem argelina Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos, que mora em Dubai e tem escritório na Suíça, foi preso nesta terça-feira com outras dez pessoas acusadas de integrar o grupo, responsável por uma movimentação financeira de até R$ 200 milhões por Mundial. Escuta telefônica autorizada mostrou Lamine negociando ingressos com Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, camisa 10 do Atlético Mineiro.

O teor da conversa de cinco minutos, registrada no dia 17 de junho, deixa evidente a participação e a importância de Lamine no esquema. Assis liga para saber se o argelino teria recebido uma ligação de um grupo de amigos dele, que queriam ingressos para assistir aos jogos da Copa. E Lamine esnoba: “Eu tenho (ingressos) VIPs. Tenho muitos VIPs. Não tenho categoria 3”.

Assis ainda mostra a relação de intimidade com Lamine ao revelar uma negociação em andamento de transferência de Ronaldinho Gaúcho do Atlético-MG para o exterior, por 10 milhões de euros ao ano. Na conversa, Lamine convida o empresário para participar de uma festa em uma cobertura da Lagoa para assistir o jogo entre França e Equador, que ocorreu na semana passada. E diz ter convidado ex-jogadores da seleção brasileira, tricampeões mundiais na Copa de 1970, como Jairzinho, Gerson e Rivelino.

Segundo a investigação de três meses, feita em parceria entre a 9ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e a 18ª DP (Praça da Bandeira), o argelino gastou R$ 9 mil apenas em uísque durante a festa, que também contou com a participação de Dunga, o capitão do tetra e técnico do Brasil na Copa de 2010

“Fica claro que essa quadrilha tinha contatos com a Fifa. Eles tinham todos os tipos de ingressos e livre acesso a todos os eventos privados da entidade”, disse o promotor Marcos Kac, da 9ª PIP.

De acordo com a investigação, a quadrilha planejava vender ingressos para a decisão da Copa por até R$ 35 mil. A partida será disputada no dia 13 de julho, no Maracanã. Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de cambismo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

TRECHOS DE GRAVAÇÕES

Assis : Meus amigos te ligaram. Você não tinha mais ingressos?

Lamine: Dois amigos seus me ligaram e tivemos um pequeno problema. Ele me ligou e 15 dias depois achou que o ingresso era o mesmo. E eu não sou cambista.

Assis: Risos. Claro! Ele me perguntou e eu disse: ‘Escuta, eu tenho um amigo que tem seu preço, sua maneira, … Fala com ele porque eu também não sou cambista. Risos.

Lamine: Eu tenho vip. Tenho muitos vips. Não tenho categoria 3 (…) Onde você está, no Rio?

Assis: Não, … Porto Alegre.

Lamine: E quando você vem ao Rio?

Assis: Escuta, estou indo para a China amanhã…

Lamine: (pergunta algo como que eles vão fazer lá).

Assis: O Atlético Mineiro tem quatro partidas lá.

Lamine: Ah, tá.

Assis: Então eu parto a trabalho por 15 dias, depois retorno no início de julho.

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Lamine: (Sobre festa dia 25 em cobertura na Lagoa para assistirem França x Equador).

Lamine: Eu convidei a Seleção do Brasil de 1970: Gerson, Rivelino, Paulo Cesar, Jairzinho…

Trecho incompreensível. Lamine: Convidei Carlos Mozer para assistir Argentina e Bósnia.

Assis: Além de tudo eles foram excluídos do Mundial A CBF não se importa com eles. (…)

Lamine: Você vai voltar dia 25, não é? Quando você chega?

Assis: Você vai ficar este mês aí?

Lamine: Até o final da Copa do Mundo. Até dia 14.

Assis: Estou em vista de algo. Estou com a possibilidade de mandar meu irmão para fora. Tem a chance de (áudio incompreensível) ou qualquer coisa como Qatar com meus amigos de lá. A gente quer sair por pelo menos 10 milhões por temporada.

Lamine: Por quanto?

Assis: 10 milhões. Já vi que este ano eles vão colocar como teto 10 milhões, 10 milhões e meio. E além disso, ainda tem a transferência.

Lamine: Deixa eu falar com o Kalifa Mohamed de Qatar e Mohamed de Dubai e retorno.

Assis: Ok. Eu aguardo.

Suspeita sobre funcionário

As entradas obtidas pela quadrilha eram desviadas da própria Fifa, o que leva a polícia a acreditar que algum funcionário da federação internacional está envolvido no esquema. Os bilhetes vendidos eram cortesias destinadas a patrocinadores, ONGs e até mesmo comissões técnicas e familiares de jogadores.

“Eles conseguiram lotes de ingressos para todas os jogos, o que dava lucro de R$ 500 mil a R$ 700 mil. Comprovamos a participação de outros sete integrantes na quadrilha que ainda faltam ser identificados”, disse o delegado Fábio Barucke, da 18ª DP.

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Polícia apreendeu ingressos, dinheiro, passaportes e telefones durante a operação no Rio e em São Paulo
A quadrilha começou a ser investigada após Antônio Henrique de Paula Jorge, dono de agência de turismo em Copacabana, ter lhes oferecido ingressos com valor bem acima dos vendidos pela Fifa. Outras duas agências de turismo foram acusadas de participar do esquema. Acusadas dos crimes de cambismo e lavagem de dinheiro, as três agências foram interditadas.

Mohamadou foi preso em condomínio na Barra da Tijuca, onde alugou apartamento para a Copa. Existe a suspeita de que o francês organizou a quadrilha, que agiu nos Mundiais do Japão e Coreia do Sul, em 2002, Alemanha, em 2006, e África do Sul, em 2010.

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Lamine aparece em fotos com diversas personalidades do futebol, entre elas o agora deputado federal Romário
Um dos presos trabalha para três seleções, que não foram divulgadas, e tinha direito a 50 entradas por partida. Cada uma era vendida por 1.000 euros — aproximadamente R$ 3 mil. As contas bancárias de todos os envolvidos foram bloqueadas pela Justiça

Fifa não irá se pronunciar

O departamento de imprensa da Fifa informou que não irá se pronunciar pois não foi informada oficialmente sobre o assunto pelas autoridades locais.Todos os envolvidos no esquema estão com prisão temporária decretada, com cinco dias de duração. Na próxima segunda-feira, o delegado irá pedir a prisão preventiva dos envolvidos, com prorrogação para 30 dias. Os suspeitos estão presos no complexo de presídios de Bangu.

Em Copacabana, dois americanos e uma italiana, sem qualquer relação com a quadrilha chefiada pelo francês Mohamadou Lamine Fofana, também foram presos por vender ingressos para a Copa em um hotel do bairro. Eles acabaram flagrados, enquanto entregavam os bilhetes para um cliente.

Os valores variavam entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, dependendo da fase da competição no Brasil.

No Pragmatismo Político
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França: Sarkozy indiciado por corrupção


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Caso Helicoca: Gustavo Perrella é indiciado pelo MP por uso indevido de dinheiro público

Ele
Conforme o DCM antecipou na série de reportagens sobre o helicoca, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais denunciou o deputado Gustavo Perrella por uso indevido de verbas da Assembleia Legislativa.

Segundo o MP, Gustavo usou dinheiro público para pagar o combustível de seu helicóptero em voos sem nenhuma relação com a atividade parlamentar, inclusive para festas.

É o mesmo helicóptero apreendido em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, no dia 24 de novembro do ano passado, com 445 quilos de pasta base de cocaína.

Não, o combustível do voo da cocaína não foi bancado com dinheiro público.

Mas o promotor Eduardo Nepomuceno, um dos que assinam a ação por improbidade administrativa, acredita que o reembolso só não ocorreu por conta do flagrante policial.

“Cobrar da Assembleia pelo combustível do helicóptero era rotina no mandato deputado”, diz o promotor.

Em dez meses, Gustavo Perrella reembolsou R$ 14 mil por gastos com combustível.

O dinheiro da Assembleia bancou viagens do senador Zezé Perrella, pai de Gustavo, para Vitória e Rio de Janeiro, e de artistas para a fazenda da família.

Até a atriz Deborah Secco pegou carona no helicoca.

O Ministério Público pede à Justiça a cassação do mandato do deputado Gustavo Perrella e sua inelegibilidade por oito anos, além da devolução do montante.

Segundo o MP, não é valor que define a má conduta, mas a “direta violação do interesse público”.

O senador Zezé Perrella também usou verba da Assembleia em seus voos na época em que era deputado. Chegou a ir para a ressaca do Carnaval em Salvador, na Bahia.

Joaquim de Carvalho
No DCM
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Tucanos erraram mais uma

Há 5 anos, os lerdos tucanos diziam que pré-sal só produziria em 2019. Hoje, já produz 520 mil barris.

2014:


2009:



Em 2009, o presidente Lula e a presidenta Dilma fizeram a Lei do Marco Regulatório do Petróleo para o pré-sal, descoberto pouco antes. 

A nova lei mudou as regras do regime de concessão para partilha, de forma que a maior parte da riqueza fica com o povo brasileiro. É esse dinheiro permite a injeção de centenas de bilhões na educação e na saúde para os próximos anos, além de gerar todo um parque industrial de equipamentos com geração de empregos qualificados em torno da produção de petróleo. 

Naquele ano, o tucano José Serra se declarou contra a nova lei, querendo que fosse adiado. Representou o PSDB como um todo, já que todos os líderes tucanos acompanharam o pensamento de Serra. 

O tucano disse que "a Lei não teria efeito daqui a 3, 4 ou 5 anos. É coisa para 10, 15 anos em diante". 

Pois bem, passados 5 anos que o tucano disse que não teria nenhum efeito, o pré-sal já está produzindo mais de 500 mil barris por dia. 

Os tucanos disseram isso porque são lerdos e incompetentes? 

Ou porque seguiam o calendário mandado pelas petroleiras estrangeiras, interessadas em ficar com as reservas brasileiras paradas em estoque, ditando o ritmo e o tempo de exploração no Brasil que trouxesse mais lucros para elas?

Observe que o custo de extração no Iraque invadido, na Líbia, e do óleo xisto descoberto nos próprios EUA, é mais barato no curto prazo do que no pré-sal brasileiro. Então as petroleiras estadunidenses só extrairiam petróleo aqui quando estas outras opções se esgotassem, pois não há o interesse delas de abarrotar o mundo com superprodução de petróleo para derrubar o preço e os lucros. 

Como se vê, as propostas tucanas são um desastre para o presente e para o futuro do povo brasileiro. 

Agora Aécio Neves é o candidato a presidente do PSDB que representa esse atraso, lerdeza e submissão, a ponto de dizer que, se for eleito, vai revogar o regime de partilha e voltar ao regime de concessão, retirando centenas de bilhões de reais destinada à educação nos próximos anos. 

E não adianta agora Aécio querer negar, porque não é nenhum boato. A própria imprensa demotucana fanática testemunhou e divulgou estas intenções entreguistas de Aécio:


Ah... E Serra é candidato a senador por São Paulo. Certamente para propor a "emenda Serra-Chevron" para entregar o pré-sal ao estrangeiros.

No Amigos do Presidente Lula
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Bolivarianos lançam plataforma midiática para defender Governo da Venezuela

Grupos ligados ao Governo Bolivariano da Venezuela acabam de criar plataforma midiática denominada "A verdade da Venezuela e da América Latina-Caribe”. A pretensão é "mostrar solidariedade” diante das denúncias de ingerência de terrorismo midiático e defender a chamada Revolução Bolivarianista, desenvolvida pelo ex-presidente Hugo Chávez e prosseguida pelo seu sucessor Nicolás Maduro na Presidência da República.

A decisão foi tomada durante o Fórum Internacional Conjuntura Midiática contra a Venezuela, realizado na capital do país, Caracas, nos últimos dias 05 e 06 de junho. "No primeiro semestre de 2014, se intensificou a batalha midiática contra a Revolução Bolivariana e contra o presidente Nicolás Maduro. As provas são esmagadoras. Foi colocada a necessidade urgente de uma iniciativa concreta e unitária dos meios de comunicação, que nos sentimos identificados com o processo revolucionário bolivariano”, afirma texto divulgado pela iniciativa.

Em toda primeira semana de cada mês, deverá ser publicado um texto único de defesa ao projeto político governamental em todos os meios que aderirem à plataforma, sejam jornais impressos, mídias digitais, portais de notícias, redes sociais ou outros meios. A proposta inclui também rádios livres, programas radiofônicos e canais de televisão comunitários.

O grupo defende a plataforma de governo de Maduro, intitulada "Programa da Pátria”, iniciada em 2013 e devendo se estender até 2019. Eles [o grupo] reforçam que, mesmo diante de críticas da oposição e de suspeitas de golpe para retirar Maduro do poder, o presidente foi eleito de maneira legítima. "[Maduro] tem contribuído para conectar diretamente os quadros revolucionários bolivarianos em tarefas de governo com as necessidades e demandas do povo expressas nos bairros e cidades ao longo de todo o território venezuelano”, afirma.

Os resultados dessa política, dizem os governistas, será traduzido publicamente na plataforma "A verdade da Venezuela”. Um deles, segundo o grupo, seria o relançamento do Sistema Nacional de Missões e Grandes Missões, onde se situa a Grande Missão Habitação Venezuela, através da qual um total de 591 mil casas populares teriam sido construídas em 34 meses. "’A Verdade da Venezuela’ é que o direito constitucional à moradia está se traduzindo em fatos, em aberto contraste com centenas de milhares de despejos e desalojamentos forçados nos Estados Unidos, Espanha, Grécia e outros países do norte capitalista”, pontua.

Segundo o grupo, essas conquistas e metas alcançadas em matéria de moradia para o segundo semestre de 2014 se inscrevem na ofensiva revolucionária desdobrada mediante a ativação de cinco linhas estratégicas de ação governamental em todo o país. São elas: 1) Relançamento das missões e grandes missões; 2) ofensiva econômica; 3) ativação dos quadrantes de segurança; 4) atividades de inauguração, inspeção e início de obras; e 5) fortalecimento das comunas, do grande polo patriótico e do Partido Socialista Unido da Venezuela.

A parcela governista venezuelana reforça ainda que a gestão sofre contínuas agressões lideradas pelos Estados Unidos, especialmente no que eles chamam de "ações golpistas” iniciadas em fevereiro deste ano, através de ações que culminaram em confrontos físicos nas ruas das cidades venezuelanas. "Ações violentas e tentativas indiscutíveis de culminar com a derrocada do governo legítimo de Nicolás Maduro”, entende o grupo.

Marcela Belchior
No Adital
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Mundiais de Clubes de 2017 e 2018 podem ocorrer no Brasil, diz Valcke

Secretário-geral da Fifa elogia estrutura montada no país para a Copa do Mundo e diz que Índia e Emirados Árabes também querem sediar evento

A Copa do Mundo ainda nem acabou e o Brasil já pleiteia sediar mais um evento Fifa. Em 2017 e 2018, o Mundial de Clubes pode voltar ao país que organizou a primeira edição da competição com a chancela da entidade máxima do futebol, em 2000. Quem confirma a informação é o secretário-geral Jérôme Valcke, que informa quando será revelada a sede.

– A decisão será em dezembro, quando estaremos no Marrocos para a edição do Mundial de Clubes, nos primeiros dez dias de dezembro. Em 2015 e 2016, será no Japão por causa de acordos já firmados. Em 2017 e 2018, se a minha memória não falha, temos Índia, Brasil e os Emirados Árabes, que são os três países que estão pedindo estes dois anos. Estamos recebendo os documentos e o comitê executivo da Fifa irá decidir em dezembro. O Brasil já tem toda a estrutura para organizar qualquer evento futebolístico. Vamos usar os estádios que já foram usados agora para esta Copa do Mundo – afirmou.

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Os 20 anos do Real criado por Itamar Franco

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Ocupação nos Jardins vira símbolo de luta por moradia

Cerca de 50 famílias sem-teto já se cadastraram para morar em um prédio que fica a duas quadras da Avenida Paulista

Grades na frente do prédio na Rua Pamplona, 937, ocupado desde 12 de junho
Yghor Boy
No dia 12 de julho, às vésperas do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, um prédio de 15 andares, no qual morava, há alguns anos, apenas a zeladora, foi ocupado por cerca de 150 moradores sem-teto. Ocupações se tornaram comuns em São Paulo recentemente, mas esta ação chama a atenção pelo local. A aproximadamente duas quadras da Avenida Paulista, o prédio fica na rua Pamplona, no bairro dos Jardins, área na qual os valores dos alugueis são considerados muito caros e o metro quadrado custa mais de 10 mil reais, de acordo com índices de avaliação de 2013.

Guilherme Land, um dos coordenadores do Movimento de Moradia da Região do Centro (MMRC), admite que a ocupação em uma das áreas mais caras da cidade tem um grande valor simbólico para aqueles que lutam por moradia. “No Centro de São Paulo é muito fácil você virar a cara para o que está acontecendo, porque lá tem Cracolândia, morador de rua, usuário de droga", diz Land. "Assim como se criminalizam essas pessoas, acabam sendo criminalizadas, também, as pessoas que moram em ocupação, mas aqui a gente traz o problema para um lugar no qual não dá pra esconder que ele existe.”

Uma das principais questões que envolvem a ocupação do edifício é o fato de a construção, apesar de vazia, não ter dívidas de IPTU, o que inviabilizaria a desapropriação para fins sociais, promovida pelo poder público. Para Land, no entanto, a argumentação legal não é satisfatória. “Esse prédio estava fechado, cinco ou oito anos, a gente não sabe ao certo, e não cumpria sua função social. Se ele tem dívidas ou não, especulação imobiliária é especulação. Então, a gente está aqui para dizer que um prédio está vazio enquanto tem gente dormindo na rua, e isso é absurdo e irracional.” Para morar nos apartamentos de 100 m², 50 famílias já buscaram cadastro com MMRC, o movimento responsável pela ocupação. Com dois quartos e uma sala grande, cada unidade irá comportar até três famílias.


Além de acomodar as famílias, a coordenação da ocupação quer aproveitar para criar um bom ambiente para os moradores. “Muitas ocupações acabam virando depósitos humanos. A gente quer que aqui seja um espaço de aprendizagem e cultura, que é algo que as pessoas não têm em um programa como o Minha Casa, Minha Vida.” Na ocupação são ministrados cursos de idiomas e atividades para crianças que, segundo Land, serão abertas também aos moradores de todo o bairro.

Por enquanto, não há ação judicial pedindo a desocupação do imóvel. A polícia apenas recolheu depoimentos dos moradores. “Tivemos umas três, quatro visitas de polícia, pegaram dados para colocar no relatório da ocorrência de invasão de propriedade, que é o crime que eles chamam. Também vieram ver se algo tinha acontecido à gráfica que tem aqui embaixo, se havia ocorrido algum furto.” A fato foi registrado no 78.°DP, que fica nos Jardins.

A vizinhança tem reagido de maneira diferentes. “As reações da vizinhança são diversas. Tem gente assustada e espantada, mas neste bairro existem as pessoas que trabalham aqui e as pessoas que podem pagar para morar aqui", diz Land. "As pessoas que trabalham por aqui geralmente levam 3 horas pra chegar, então, têm uma recepção bem positiva do que a gente está fazendo, isso ficou bem claro.” Segundo Land, trabalhadores da região já procuraram a ocupação para se cadastrar.

A imobiliária responsável pelo edifício informa que o prédio está à venda e que o proprietário não se manifestou.

* * *

No vídeo abaixo, o depoimento de moradores da ocupação, como a auxiliar de limpeza Mary Jane da Conceição de Andrade e o francês Henrick Droulez, e de pessoas que pretendem morar no prédio da Rua Pamplona, como Rosiane Ferreira da Silva, que trabalha próximo da Avenida Paulista mas mora no município de Francisco Morato.


Mariana Melo
No CartaCapital
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Infográfico da compra da reeleição

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Presidente do Uruguai vira estrela do Twitter na Espanha

Espanhóis elogiam do presidente uruguaio, José Mujica (esq.), e reclamam do premiê Mariano Rajoy
O presidente do Uruguai, José Mujica, se transformou em uma espécie de estrela entre os usuários espanhóis do Twitter.

O elogio a políticos no Twitter é algo raro, mas houve na Espanha uma repentina avalanche de mais de 100 mil tweets comparando Mujica, de forma favorável, ao primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, acompanhadas da hashtag #UnPresidenteDiferente ("Um Presidente Diferente", em tradução livre).

Mujica já foi chamado por veículos internacionais de imprensa de "o presidente mais pobre do mundo".

Apesar de ser chefe de Estado, ele abre mão de todos os luxos atrelados ao cargo e vive em uma chácara simples, nos arredores de Montevidéu, que é vigiada por apenas dois seguranças oficiais. Quase todo seu salário de presidente (equivalente a R$ 24 mil) é doado a instituições de caridade.

O presidente gosta de cultivar hábitos simples, fazendo pequenos consertos pela casa e dirigindo um Fusca ano 1987.
Entrevista

Desde domingo, quando Mujica deu uma entrevista a um canal de televisão de esquerda da Espanha, as comparações entre o presidente uruguaio e o premiê Rajoy se multiplicaram.

O apresentador do programa, Jordi Évole, que tem mais de um milhão de seguidores no Twitter, contribuiu muito para tornar a hashtag #UnPresidenteDiferente popular. No entanto, o tópico parece ter criado vida própria.

"Humilde, sincero e honrado. De quantos políticos espanhóis você consegue falar isso?" é uma das postagens típicas no Twitter.

"É incrível que um país 'menos' desenvolvido que nosso tem mais políticos eficientes e comprometidos do que nós", escreveu outro usuário.

Alguns compartilharam imagens dos dois líderes, reclamando que, por comparação, Rajoy tem um estilo de vida menos modesto.
Frustração

O Twitter está longe de ser um representante preciso da opinião pública, mas as conversas entre os usuários parecem apontar para um sentimento de frustração ou apatia de alguns em relação à política.

As pesquisas sugerem que o partido do primeiro-ministro, Partido Popular (PP), e os socialistas da Espanha estão perdendo o apoio popular.

O primeiro-ministro sofreu outro golpe contra sua reputação devido ao chamado "Escândalo Barcenas", envolvendo supostos pagamentos secretos a membros de seu partido.

Apesar de sempre haver insatisfação com os políticos, é incomum para os espanhóis adotarem a América Latina como inspiração política, segundo a jornalista Noemi Hernandez.

Alguns que estão usando a hashtag compararam o presidente Mujica ao papa Francisco, também considerado um tipo de estrela da mídia.

Mas existe uma grande diferença: em sua entrevista para a televisão espanhola, o presidente Mujica se declarou ateu.

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ONU aprobó su resolución 33 por la descolonización de Puerto Rico

El Comité de Descolonización de la ONU ha aprobado este 23 de junio nuevamente por consenso una resolución que reconoce el derecho inalienable de Puerto Rico a la libre determinación e independencia y pide el fin del encarcelamiento "inhumano" de tres décadas de Óscar López, quien lucha por la libertad de la isla.

La resolución, presentada por Cuba, Bolivia, Ecuador, Nicaragua y Venezuela, y aprobada tras un día de audiencias en que sus miembros escucharon más de 40 ponencias centradas en el estatus político de la isla — territorio de EE.UU desde 1898 — y el reclamo de libertad "inmediata" de López, coincide con la intensa campaña que se realiza por su libertad, más allá de ideologías políticas.

Tal como ha ocurrido durante la última década, el texto sobre Puerto Rico fue aprobado por consenso por el Comité de Descolonización, presidido por el embajador de Ecuador, Xavier Lasso Mendoza, informó Efe.

El documento exhorta a EE.UU. a "asumir su responsabilidad" en acelerar un proceso para que los puertorriqueños ejerzan "su derecho inalienable a la libre determinación e independencia", según la resolución 1514 (XV) de la Asamblea General, "y que pueda, de manera soberana, tomar decisiones para atender sus urgentes necesidades económicas y sociales".

Esa resolución, de 1960, reconoce que "todos los pueblos tienen un derecho inalienable a la libertad absoluta, al ejercicio de su soberanía y a la integridad de su territorio nacional y proclama la necesidad de poner fin rápida e incondicionalmente al colonialismo en todas sus formas y manifestaciones".

La resolución aprobada por el Comité Especial toma en cuenta la declaración de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac), durante su cumbre de enero pasado en Cuba, sobre el caso de Puerto Rico.

La Celac, que este año preside Costa Rica, estuvo representada por la presidenta interina, Carol Arce, quien destacó que los países miembros reconocieron en su pasada cumbre el carácter latinoamericano y caribeño de Puerto Rico.

"Los países miembros de la Celac reiteramos el carácter latinoamericano y caribeño de Puerto Rico y, al tomar nota de las resoluciones adoptadas por el Comité Especial, reiteramos que es un asunto de interés" de ese organismo, indicó Arce previo a la votación del Comité de Descolonización.

En la resolución aprobada en Cuba, la Celac se comprometió a seguir trabajando en el marco del Derecho Internacional para lograr que la región de América Latina y el Caribe "sea un territorio libre de colonialismo y colonias".

El documento aprobado este lunes observa "con preocupación" que, pese a las diversas iniciativas emprendidas en años recientes por los representantes políticos de la isla caribeña y EE.UU, no se ha logrado poner en marcha un proceso para su descolonización en cumplimiento de la resolución 1514 (XV) y de las resoluciones y decisiones del Comité de Descolonización.

También recuerda que ha transcurrido casi la mitad del periodo 2011-2020 declarado por la Asamblea General en 2010 como Tercer Decenio para la Eliminación del Colonialismo y pide a ese organismo que mantenga bajo "examen continuo, de manera amplia y en todos los aspectos" el tema del estatus político de Puerto Rico.

En la defensa del documento, el embajador alterno de Nicaragua, Jaime Hermida, indicó que hay que reconocer "la soberanía plena de Puerto Rico", un asunto que "no se puede postergar", y recordó que ya se han aprobado 32 resoluciones en este Comité sobre el caso de la isla, 14 de éstas por consenso.

Bolivia, Venezuela y Ecuador, así como Irán a nombre de los Países No Alineados, y Siria se sumaron al llamamiento a EE.UU a asumir su responsabilidad para propiciar que los puertorriqueños definan su estatus político.

El Comité también escuchó reclamos para que se presione a EE.UU. a fin de que haya un proceso que permita a los puertorriqueños determinar su destino político final, de los mecanismos para lograrlo, en contra de la militarización de la isla y la imposición de la pena de muerte, y la limpieza de los terrenos en Vieques que la Marina de Guerra estadounidense ocupó durante seis décadas y la libertad de López.

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NSA fue autorizada en 2010 para espiar a 193 países

Unos 193 países incluidos Presidentes y jefes de Estado e instituciones de carácter internacional fueron vigilados desde el 2010 tras la aprobación de un tribunal estadounidense.

Estados Unidos autorizó en 2010 a la agencia Central de Inteligencia del Gobierno estadounidense (NSA, por su sigla en inglés) a espiar a 193 países del mundo.

La información fue divulgada este martes en el diario “The Washington Post” a través de unos documentos facilitados por el exagente de la NSA, Edward Snowden.

De acuerdo con la comunicación, un tribunal norteamericano aprobó la vigilancia contigua de la NSA a 193 países incluido Presidentes y jefes de Estado e instituciones de carácter internacional.

“La NSA estaba autorizada a interceptar cualquier tipo de información de todos los países menos del Reino Unido, Canadá, Australia y Nueva Zelanda”, narra la comunicación.

Según las revelaciones de Snowden, uno de los principales objetivos de la NSA era conocer los más mínimos detalles del Fondo Monetario Internacional (FMI), el Banco Mundial (BM), la Unión Europea (UE) y la Agencia Internacional de la Energía Atómica (AIEA).

Actualmente, Edward Snowden permanece asilado en Rusia tras ser expulsado de su país por haber revelado las acciones de espionaje del Gobierno de Estados Unidos a varias naciones y jefes de Estados del mundo.

No teleSUR
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O recado alemão


Encaradas, por alguns setores, apenas como uma espécie de “chilique” da Presidente Dilma, as reações do governo brasileiro às ações de espionagem levadas a cabo pela NSA, dos Estados Unidos, têm sido até brandas quando comparadas às de outras nações.

Ontem, a Alemanha mandou duro recado a Washington, com a suspensão de vultoso contrato com a norte-americana Verizon.

“Há indicações de que a Verizon é legalmente obrigada as fornecer informações à NSA, e essa é uma das razões pelas quais a cooperação com a Verizon não continuará, — afirmou Tobias Plate, porta-voz do Ministério do Interior do governo alemão.

Com a decisão, os contratos, relativos à prestação de serviços de internet a vários órgãos governamentais, deverão ser repassados para a Deutsche Telekom, que tem participação do governo, e administra as comunicações de alguns ministérios e dos órgãos de inteligência do país.

Enquanto isso ocorre na Alemanha — tradicional aliada dos Estados Unidos e maior economia do continente europeu — no Brasil o governo insiste em continuar contratando serviços de empresas estrangeiras para setores estratégicos sensíveis.

Esse é o caso da INDRA, empresa espanhola de telecomunicações, que conta, atualmente, com importantes contratos na área de defesa concedidos pelo governo brasileiro, nas áreas de comunicações militares via satélite (é fornecedora das estações terrestres do exército), de sistemas de vigilância por radar, e - pasmem os leitores - de nossos sistemas de guerra eletrônica, que estão voltados justamente para enfrentar ameaças a ameaça de inimigos externos.

E isso, apesar de ter um governo estrangeiro, membro da OTAN, como um de seus principais acionistas. O governo espanhol, que detêm mais de 20% de suas ações, é um dos mais abjetamente subalternos aos Estados Unidos, não apenas do ponto de vista de sua política externa, mas também no campo militar, como mostra sua atuação como linha auxiliar das forças armadas dos EUA em lugares como a Líbia e o Afeganistão. Nos EUA, a INDRA coopera diretamente com o governo, e possui uma subsidiária, instalada na cidade de Orlando.

O governo brasileiro precisa entender que existem limites no que pode ser contratado a uma empresa estrangeira. Comprar, ou desenvolver, ou copiar, por engenharia reversa, uma determinada peça, de uma empresa de outro país, é uma coisa. Outra, muito diferente, é encomendar lá fora sistemas fechados, que podem ser anulados ou sabotados facilmente em caso de conflito. O que precisamos é desenvolver, aqui dentro, mesmo, nossos projetos de defesa, e, quando não pudermos fazer isso, contratar técnicos e cientistas, no exterior, para trabalhar dentro de nossas fronteiras. Foi isso que os norte-americanos e os russos sempre fizeram. E nunca se arrependeram.
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