19 de jun de 2014

50 verdades sobre o rei espanhol Juan Carlos

Depois de 38 anos de reinado, no dia 2 de junho de 2014, Juan Carlos I de Bourbon, aos 76 anos de idade, decidiu abdicar do trono da Espanha em favor de seu filho Felipe, Príncipe de Astúrias.

1. Juan Carlos Alfonso Víctor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias, ou Juan Carlos I, nasce no dia 5 janeiro de 1938, em Roma, da união de dom Juan, conde de Barcelona, e dona María das Mercedes de Bourbon, princesa das Sicílias, que tiveram quatro filhos: Pilar (1936), Juan Carlos, Margarita (1939) e Alfonso (1941).

2. Juan Carlos é neto de Alfonso XIII por parte de pai e membro da dinastia capetiana dos Bourbons, da qual procedem os reis da França desde Henrique IV.

3. O jovem Juan Carlos passa seus primeiros quatro anos de infância em Roma, onde a família real reside em exílio desde a proclamação da Segunda República no dia 14 de abril de 1921. Em 1942, dom Juan, sem trono, decide se instalar em Lausanne, na Suíça.
Aos 76 anos de idade, rei Juan Carlos (esq.) abdicou do trono espanhol em favor de seu filho Felipe (dir.), príncipe de Astúrias.
EFE
4. O general Francisco Franco, governando com mãos de ferro desde de 1939, se interessa muito rápido por Juan Carlos. No dia 25 de agosto de 1948, o ditador e o conde de Barcelona — que tinha apoiado os fascistas durante a Guerra Civil — se reúnem secretamente no Golfo de Biscaia e decidem juntos que Juan Carlos se instalaria na Espanha para receber uma educação franquista. O objetivo do generalíssimo é reinstalar, no longo prazo, a Casa de Bourbon no trono. No dia 8 de novembro de 1948, o jovem príncipe viaja pela primeira vez para a Península Ibérica e vive ali um ano.

5. Em 1950, depois de viver um ano na residência familiar em Estoril, Portugal, Juan Carlos volta para a Espanha para seguir seus estudos sob a tutela benévola de Franco.

6. De 1955 a 1959, Juan Carlos, depois do bacharelado, recebe instrução militar na Academia Geral Militar de Zaragoza, na Escola Naval Militar de Marín e na Academia Geral do Ar de San Javier. O ditador escolhe pessoalmente essas instituições e segue de perto a carreira de seu futuro sucessor.

7. No dia 20 de março de 1956, Alfonso, irmão mais novo de Juan Carlos, de 14 anos, perde a vida com uma bala de revólver na cabeça, na residência familiar de Estoril. A declaração oficial da família real relata que o jovem Alfonso se matou acidentalmente ao manipular a arma. Na verdade, o responsável pelo acidente é Juan Carlos. Nenhuma investigação é realizada e Alfonso é enterrado no dia seguinte. Franco intervém então, pessoalmente, e pede ao seu irmão Nicolás Franco, embaixador da Espanha em Lisboa, que escreva um falso comunicado sobre o caso para proteger Juan Carlos. Dom Jaime, irmão de dom Juan e tio do jovem Alfonso, é o único a exigir uma investigação, em vão: “Exijo que se leve adiante esse inquérito porque é meu dever de chefe da Casa de Bourbon e porque não posso aceitar que aspire ao trono da Espanha quem não sabe assumir suas responsabilidades”. Em outubro de 1992, Juan Carlos, então rei da Espanha há 17 anos, aquiesceria à petição de seu pai e repatriaria os restos de seu irmão ao panteão real.

8. Em 1962, Juan Carlos, aos 24 anos, se casa com a princesa Sofia da Grécia em Atenas. Eles têm três filhos: a infanta Elena (1963), a infanta Cristina (1965) e o príncipe Felipe (1968).

9. Em 1963, Franco persuade o jovem casal a se instalar no palácio em Zarzuela, Madrid, apesar da feroz oposição do conde de Barcelona, que entende as manobras do ditador para privá-lo do trono.

10. Vários membros do Opus Dei rodeiam e assessoram Juan Carlos.

11. Em janeiro de 1966, Juan Carlos faz uma declaração à revista estadunidense TIME e jura fidelidade a seu pai: “Nunca aceitarei a coroa enquanto meu pai estiver vivo.”

12. Mas, no dia 5 de março de 1966, em ocasião da comemoração do 25º aniversário da morte de Alfonso XIII, seguindo os conselhos de Franco, Juan Carlos se nega a participar da reunião do Conselho Privado do conde de Barcelona em Estoril, destinada a reafirmar os direitos dinásticos de Juan de Bourbon. Juan Carlos escolhe romper a unidade dinástica para aceder ao poder.

13. Em 1969, Franco decide nomear oficialmente Juan Carlos seu sucessor, baseando-se na Lei de Sucessão de Chefatura do Estado de 1947. Rompe, assim, as regras dinásticas que estipulam que Juan de Bourbon e Battenberg, legítimo herdeiro do rei Alfonso XIII, deve ocupar o trono.

14. Don Juan se inteira da notícia e recebe uma carta de seu filho Juan Carlos, que pede sua benção. Sua resposta é contundente: “Qual monarquia você vai salvar? Uma monarquia contra seu pai? Você não salvou nada. Quer salvar uma monarquia franquista? Nem estou de acordo, nem darei minha benção nunca, nem aceitarei jamais que você possa ser rei da Espanha sem o consentimento da monarquia, sem passar pela dinastia”. Decide, então, tirar-lhe o título de “Príncipe de Astúrias. ”

rei juan carlos
Rei Juan Carlos, durante cerimônia em que assumiu o trono espanhol de seu pai em 1975
15. Frente a isso, Franco decide outorgar o título de “Príncipe da Espanha” — jamais usado antes — a Juan Carlos. O sucessor designado presta juramento em julho de 1969 e jura fidelidade ao franquismo, aos princípios do Movimento Nacional (o partido criado pelo generalíssimo) e às Leis Fundamentais (impostas pelo ditador durante seu reinado em substituição à Constituição).

16. Juan Carlos, muito próximo de Franco, não deixa de elogiar o líder autoritário em uma entrevista para a televisão francesa em 1969: “O general Franco é verdadeiramente uma figura decisiva histórica e politicamente para a Espanha. Soube resolver nossa crise de 1936. Desempenhou um papel político para nos tirar da Segunda Guerra Mundial. Nos últimos trinta anos, lançou as bases do desenvolvimento [do país]. Para mim é um exemplo vivo, por sua dedicação patriótica diária a serviço da Espanha. Tenho por ele um grande afeto e uma grande admiração. ”

17. Em janeiro de 1971, Juan Carlos viaja para os Estados Unidos a convite do presidente Richard Nixon para estreitar os laços com Washington, que dá seu apoio ao regime franquista desde os anos 1950.

18. Franco fica gravemente doente e Juan Carlos é designado pela primeira vez Chefe do Estado interino entre 19 de julho e 2 de setembro de 1974. No dia 18 de julho de 1974 chega a substituir o generalíssimo na celebração do aniversário da sublevação de 1936 contra a República espanhola.

19. No dia 20 de julho de 1974, Juan Carlos realiza seu primeiro ato oficial e assina uma declaração conjunta com os Estados Unidos para prorrogar o Tratado de Ajuda Mútua entre ambos os países.

20. No dia 30 de outubro de 1975, Juan Carlos assume outra vez o papel de Chefe de Estado até 20 de novembro de 1975. Umas semanas antes, no dia 1 de outubro de 1975, tinha aparecido ao lado de Franco durante uma reunião organizada pelo regime em resposta à condenação, por parte da comunidade internacional, da execução de cinco presos políticos.

21. A biografia oficial publicada no site da Casa Real omite cuidadosamente os estreitos laços entre Franco e Juan Carlos. Não é feita qualquer menção a seus cargos políticos antes de 22 de novembro de 1975.

22. Dois dias depois da morte Franco, no dia 20 de novembro de 1975, as cortes franquistas proclamam Juan Carlos rei da Espanha, respeitando assim a vontade expressada pelo generalíssimo em uma mensagem póstuma para a nação: “Peço-lhes que preservem a unidade e a paz e que rodeiem o futuro rei da Espanha, Juan Carlos de Bourbon, do mesmo afeto e lealdade que me deram”. O novo rei se encontra, então “muito bem atado” ao trono.

23. A biografia oficial da Casa Real relata esse episódio nesses termos: “Depois da morte do chefe de Estado anterior, Francisco Franco, dom Juan Carlos foi proclamado rei, no dia 22 de novembro de 1975, e pronunciou nas cortes sua primeira mensagem à nação, na qual expressou as ideias básicas de seu reinado: restabelecer a democracia e ser o rei de todos os espanhóis, sem exceção. ”

24. Porém, a realidade histórica contradiz essa afirmação. Longe de advogar por uma transição democrática, Juan Carlos, pelo contrário, jura fidelidade ao legado franquista e afirma que seguirá desenvolvendo sua obra: “Juro por Deus e pelos Santos Evangelhos cumprir e fazer cumprir as Leis Fundamentais do reino e guardar lealdade aos princípios do Movimento Nacional”. Durante seu discurso, prestou um vibrante tributo ao ditador. “Uma figura excepcional entra para a história. O nome Francisco Franco já é um marco do acontecer espanhol ao qual será impossível deixar de se referir para entender a chave da nossa vida política contemporânea. Com respeito e gratidão, quero lembrar a figura que durante tantos anos assumiu a pesada responsabilidade de conduzir o governo do Estado”. Em nenhum momento, Juan Carlos fala de democracia nem evoca a instauração de um processo de transição democrática.

25. Da mesma maneira, durante seu discurso de Natal, de 24 de dezembro de 1975, Juan Carlos elogia Franco novamente: “O ano que finaliza nos deixou um selo de tristeza que tem como sempre a enfermidade e a perda dele que foi durante tantos anos nosso generalíssimo. O testamento oferecido ao povo espanhol é sem dúvida um documento histórico que reflete as enormes qualidades humanas, os enormes sentimentos de patriotismo sobre os quais quis assentar toda a sua atuação à frente de nossa nação. Temos as bases muito firmes que nos deixou uma geração sacrificada e o esforço titânico de alguns espanhóis exemplares. Hoje, lhes dedico aqui uma homenagem de respeito e admiração. ”

26. Enquanto as manifestações e as greves se multiplicam por todo o país, apesar da sangrenta repressão, enfrentando a resistência armada do grupo separatista basco ETA e dos comunistas da Frap (Frente Revolucionária Antifascista e Patriótica) e dos Grapo (Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro), o rei da Espanha toma consciência de que a manutenção do status quo é impossível e a mudança é inevitável. Percebe que o franquismo não vai sobreviver depois do desaparecimento de seu líder.

27. Entretanto, em 1975, decide nomear Adolfo Suárez, antigo presidente do Movimento Nacional, como chefe do governo.

28. Frente à oposição republicana, que vê nele um herdeiro do franquismo, Juan Carlos conclui um pacto: abrirá o caminho para uma transição democrática desde que a monarquia seja restabelecida. Apresenta-se como garantia da reconciliação de todos os espanhóis.

29. No dia 18 de novembro de 1976, a Lei para a Reforma Política, que abre caminho para uma transição democrática, é aprovada por referendo com 95% dos votos. São legalizados os partidos políticos, inclusive o Partido Comunista Espanhol, e se decreta a anistia para alguns presos políticos.

30. No dia 14 de maio de 1977, Juan Carlos obriga seu pai, conde de Barcelona e legítimo herdeiro do trono, a renunciar a seus direitos dinásticos para garantir seu poder e legitimar o cargo que ocupa pela vontade do homem que desatou a Guerra Civil entre 1936 e 1939. Juan Carlos se transforma, então, no Príncipe de Astúrias, no dia 1 de novembro de 1977.

31. Em junho de 1977, acontecem na Espanha — privada de Constituição de 1936 a 1978 — as primeiras eleições democráticas desde 1936. A UCD (União de Centro Democrático), partido do presidente do governo Adolfo Suárez, nomeado pelo rei, vence o escrutínio. O novo Parlamento — para o qual Juan Carlos nomeou 41 senadores, seguindo uma prática instaurada por Franco — adota a Constituição de 1978 (a qual é ratificada por referendo com 95% dos votos) que faz da Espanha uma monarquia parlamentar e que reconhece Juan Carlos como o “herdeiro legítimo da dinastia histórica” (artigo 57). A nova Carta Magna substitui as Leis Fundamentais franquistas.

32. O rei é chefe de Estado e das Forças Armadas e garante a unidade da nação. Sanciona e ratifica as leis, nomeia o presidente do governo e pode dissolver o parlamento com o aval do presidente do Congresso. Representa o país internacionalmente e exerce o direito de indulto (artigo 62). Credencia os embaixadores, assina os tratados internacionais e dispõe do poder de declarar guerras, por meio da autorização do Parlamento (artigo 63). Por fim, como estipula o artigo 56, dispõe de imunidade total e absoluta em todos os crimes e delitos, inclusive no caso de traição à Pátria.

33. Juan Carlos I de Bourbon se beneficia de um salário anual para custear as necessidades de sua família e o distribui livremente (artigo 63). Segundo a Casa Real, para o ano de 2014, esse salário é de 7,8 milhões de euros.

34. Entretanto, segundo o coronel aposentado Amadeo Martínez Inglés, estudioso da Casa Real e crítico de Juan Carlos, o custo real da monarquia sobe para mais de 560 milhões de euros por ano. Ao orçamento inicial diretamente entregue à Casa Real, é necessário somar os orçamentos do ministério da Presidência (administração real, recepções, preservação do patrimônio nacional reservado ao uso da família real), do regimento da Guarda Real e das forças armadas encarregadas da proteção do rei durante suas viagens assim como de toda a logística, o custo que representa a segurança da Casa Real da qual se encarrega o ministro de Interior, os gastos com viagens ao exterior (Ministério de Assuntos Exteriores), o custo dos funcionários da Casa Real (372 empregados) etc.

35. O The New York Times estimou a fortuna pessoal do rei da Espanha em cerca de 2 bilhões de euros.

36. No dia 23 de fevereiro de 1981, a jovem democracia espanhola enfrenta uma tentativa de golpe militar de Estado orquestrado pelo tenente-coronel Antonio Tejero. O Congresso dos Deputados é tomado de assalto por cerca de 300 guardas civis e 100 soldados, no momento da cerimônia de posse do candidato à presidência Leopoldo Calvo Sotelo. O Exército ocupa vários pontos estratégicos da capital e do país. O rei Juan Carlos intervem sete horas depois pela televisão para condenar a tentativa golpista: “A Coroa, símbolo da permanência e da unidade da pátria, não pode tolerar, de forma alguma, ações ou atitudes de pessoas que pretendam interromper com a força o processo democrático que a Constituição votada pelo povo espanhol determinou em seu momento por meio de referendo”. Essa intervenção reforça a imagem do rei, considerado o salvador da democracia.

37. Em 1981, Juan Carlos se reúne com o presidente estadunidense Ronald Reagan e decide integrar a Espanha à Otan em 1982. Nesse mesmo ano, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), chega ao poder e o novo presidente do governo, Felipe González, mantém excelentes relações com a Coroa.

38. Entre 1983 e 1987, sob o governo de Felipe González, os GAL (Grupos Antiterroristas de Libertação), esquadrões da morte criados pelo Estado espanhol para lutar contra os bascos independentes, assassinam 27 pessoas, a maioria opositores políticos. Oficialmente, Juan Carlos I ignorava tudo desta política de terrorismo do Estado. Essa versão é pouco crível. Na verdade, o rei tinha a fama de se manter minuciosamente informado sobre a situação do país e recebia relatórios diários.

39. Em 1992, o diário conservador espanhol El Mundo revela a existência de uma relação extraconjungal entre Juan Carlos e a decoradora maiorquina Marta Gayá, o que provoca um escândalo.

40. No dia 1 de outubro de 1995, Juan Carlos é vítima de uma tentativa de assassinato em Palma de Maiorca, orquestrada pela organização separatista basca ETA.

41. Em 2002, durante o golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez na Venezuela, a Espanha de Juan Carlos de Bourbon e do presidente do governo José María Aznar é o único país do mundo, junto aos Estados Unidos, a dar reconhecimento oficial à junta golpista de Pedro Carmona Estagna. Durante seu comparecimento perante a Comissão de Assuntos Exteriores do Congresso espanhol, no dia 1 de dezembro de 2004, Miguel Ángel Moratinos, então ministro de Assuntos Exteriores, se expressou claramente a respeito: “Minhas afirmações foram: 1. que houve um golpe de Estado na Venezuela; 2. que o embaixador espanhol recebeu instruções do governo; 3. que o objetivo dessas instruções, ou, melhor dito, para evitar julgamentos de intenção, que o efeito da execução dessas instruções e de outras atuações foi apoiar o golpe [...]. Minhas palavras devem ser entendidas no sentido de que, por apoiar quis e quero dizer que não condenou o golpe de Estado, que o endossou, e que lhe ofereceu legitimidade internacional. ”

42. Em 2003, Juan Carlos, chefe das Forças Armadas, decide envolver a Espanha na guerra contra o Iraque, ilegal segundo o direito internacional, zombando da vontade do povo espanhol, oposto em sua imensa maioria ao que considerava uma agressão de um país soberano para controlar seus recursos energéticos.

43. Em novembro de 2007, durante a XVII Cúpula Ibero-Americana no Chile, Juan Carlos ataca o presidente Hugo Chávez da Venezuela de um jeito pouco cortês. “Por que não cala a boca?”. O presidente Hugo Chávez tinha lembrado que Madrid tinha efetivamente dado seu apoio ao golpe de Estado de 2002. “É difícil pensar que o embaixador vai estar apoiando aos golpistas, que vai ao Palácio presidencial sem a autorização de sua majestade”. Depois do ataque do rei, Chávez pediu respeito lembrando que era chefe de Estado “como o rei, com a diferença de eu fui eleito três vezes e ele não”.

44. Em abril de 2012, Juan Carlos I é vítima de uma fratura no quadril durante um safári em Botsuana. Numerosas vozes se levantaram contra essa viagem que custou várias dezenas de milhares de euros ao contribuinte espanhol enquanto o país atravessava uma das piores crises econômicas de sua história, e muitas pessoas, sobretudo as categorias mais vulneráveis, estavam abandonadas à sua sorte por um governo que decidiu fazer das políticas de austeridade uma prioridade e desmantelar todo o sistema de proteção social. Para recuperar o prestígio perdido, o rei apresentou suas desculpas à nação — feito único em seu reinado — no dia 18 de abril de 2012. “Sinto muito. Eu errei e não voltará a acontecer”. Mas esse mea culpa não teve os resultados esperados em uma população atingida pela crise econômica.

45. Numerosas vozes se levantaram para expressar a censura imposta aos meios de comunicação ou o “Pacto de Silêncio” entre a Coroa e a Federação de Imprensa, em relação a tudo o que tem a ver com a figura do rei. Da mesma maneira, várias pessoas foram condenadas à prisão por injúrias ao rei (Mariano Delgado Francés em 1988, Ceuta Abdclauthab Buchai em 1989 etc.).

46. No dia 2 de junho de 2014, Juan Carlos decide abdicar em favor de seu filho Felipe de Bourbon e Grécia, o qual tomará o nome de Felipe VI. O rei explica as razões: “Esses anos difíceis nos permitiram fazer um balanço autocrítico de nossos erros e de nossas limitações como sociedade [...]. Na construção [do] futuro, uma nova geração reclama com justa causa o papel de protagonista [...]. Hoje, merece passar à linha de frente uma geração mais jovem, com novas estratégias, decidida a empreender com determinação as transformações e reformas que a conjuntura atual está demandando, e afrontar, com intensidade renovada e dedicação, os desafios do amanhã [...]. Meu filho Felipe, herdeiro da Coroa, encarna a estabilidade que é o sinal da identidade da instituição monárquica [...]. O Príncipe de Astúrias tem a maturidade, a preparação e o sentido de responsabilidade necessários para assumir com plenas garantias a chefatura do Estado e abrir uma nova etapa de esperança na qual se combinem a experiência adquirida e o impulso de uma nova geração [...]. Por tudo isso, guiado pelo convencimento de prestar o melhor serviço aos espanhóis [...], decidi pôr fim ao meu reinado e abdicar da Cora da Espanha.”

47. O artigo 57 da Constituição, que aborda a questão da sucessão de Juan Carlos, privilegia “o homem à mulher”, legitimando assim a designação de Felipe. No entanto, vários juristas consideram inconstitucional esse artigo, já que contraria o artigo 13 que estipula que “os espanhóis são iguais perante a lei, sem que possa prevalecer nenhuma discriminação por razão de nascimento, raça, sexo, religião, opinião, ou qualquer outra condição ou circunstância pessoal ou social.”

48. Nesse mesmo dia, manifestações cidadãs de dezenas de milhares de pessoas explodiram por todo o país, reclamando um referendo sobre a estrutura do Estado espanhol e a instauração de uma República. Segundo várias pesquisas, mais de 60% dos espanhóis desejam uma consulta popular.

49. Juan Carlos deixa um país em plena crise econômica com uma taxa de desemprego de 26%, recorde europeu, e mais de 6 milhões de desempregados; um número sem precedentes de suicídios — nove por dia — desde que começou a crise econômica em 2008; e mais de três milhões de pessoas (ou seja, 6,4% da população) que vivem em condições de “pobreza severa”, isto é, com menos de 307 euros por mês.

50. Apesar da transição democrática e do estabelecimento de uma monarquia parlamentar, apesar dos esforços para esconder seus laços íntimos com Franco, o rei Juan Carlos I de Bourbon e Bourbon nunca conseguiu se libertar de seu déficit de legitimidade por causa de uma mancha indelével: foi instalado no trono pelo ditador Franco, apoiado por Hitler e Mussolini, que inundou de sangue a República espanhola que havia surgido nas urnas em 16 de fevereiro de 1936.

Salim Lamrani, Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama Cuba. Les médias face au défi de l’impartialité, Paris, Editions Estrella, 2013, com prólogo de Eduardo Galeano.
Contato: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr
Página no Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficiel
No Opera Mundi
Leia Mais ►

Por que a direita anda mais raivosa do que nunca?

Faz tempo que as campanhas eleitorais são espetáculos dantescos, movidos por baixarias sem limites. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral fica muitas vezes cuidando da perfumaria, os dinossauros reinam.

Mas há algo de novo nesta campanha.

A começar do fato de que boa parte da perversidade de campanha seguia, antes, o seguinte roteiro: denúncias na imprensa, primeiro em jornais e revistas, que depois se propagavam na tevê e no rádio e, finalmente, ganhavam a rua pela ação dos cabos eleitorais.

Agora, o roteiro é: denúncias pela imprensa, mas divulgadas primeiro via internet; propagação pelas redes sociais; repetição pela tevê e pelo rádio e, por último, sua consolidação pelo colunismo e editorialismo da imprensa tradicional.

Embora essa imprensa ainda seja, normalmente, a dona da informação, seu impacto é cada vez menos medido pela audiência do próprio meio que anda em declínio em praticamente todos os veículos tradicionais e mais pela sua capacidade de propagação pela internet blogs, redes sociais e canais de vídeo, principalmente pelo Youtube. E a versão que se propaga da notícia acaba sendo tão ou mais importante do que a notícia em si.

Antes, as pesquisas de opinião calibravam os rumos das campanhas. Nesta eleição, a internet é quem tende a ditar o ritmo. As pesquisas vão servir para aferir, tardiamente, o impacto de alguns assuntos que ganharam peso na guerrilha virtual.

Antes, o trabalho de amaldiçoar pra valer os adversários políticos era feito pelos cabos eleitorais que batiam de porta em porta. Agora, os cabos eleitorais que caçam votos perambulam pelos portais de internet, pelos canais de vídeo e entram nos endereços dos eleitores pelas redes sociais.

Uma outra diferença, talvez tão decisiva quanto essa, é que a direita resolveu aparecer. Antes, o discurso da direita era de que não existia mais esse negócio de "direita x esquerda".

A direita, finalmente, saiu do armário e anda mais raivosa do que nunca. Em parte, a raiva vem do medo de que, talvez, ela tenha perdido o jeito de ganhar eleições e de influenciar os partidos.

Por outro lado, a direita imagina que a atual campanha petista está mais vulnerável que em outras épocas. A raiva é explicada, nesse aspecto, pelo espírito de "é agora ou nunca".

Os bombardeios midiáticos raivosos têm assumido feições mais pronunciadamente ideológicas.

Ao contrário de outras eleições, os ataques têm não só mentiras, xingamentos e destemperos verbais de todos os tipos. Têm uma cara de pensamento de direita.

Querem não apenas desbancar adversários. Querem demarcar um campo.

Não é só raiva contra um partido. É ódio de classe contra tudo e contra todos os que se beneficiam (e nem tanto quanto deveriam) de algumas das políticas governamentais.

É ódio contra sindicatos de trabalhadores, organizações comunitárias, movimentos de excluídos (Sem Terra, Sem Teto), grupos em defesa de minorias e de direitos humanos que priorizam a crítica a privilégios sociais e aos desníveis socioeconômicos mais profundos.

A mídia direitista tem desempenhado um papel central. Sua principal missão é orientar os ataques para que eles tenham consequência política e ideológica no seio da sociedade brasileira.

Como sempre, a mídia é diretamente responsável por articular atores dispersos e colocá-los em evidência, conforme uma pauta predeterminada.

Embora seja uma característica recorrente, no Brasil, a mídia tradicional comportar-se como partido de oposição, nos últimos anos ela parece seguir uma nova estratégia.

Os barões das grandes corporações midiáticas brasileiras, com a ajuda de seus ideólogos, perceberam que, para haver uma oposição de direita forte, é preciso formar uma ampla opinião pública direitista.

Antes mesmo de cobrar que os partidos se comportem e assumam o viés de direita, é preciso haver uma base social que os obrigue a agir enquanto tal.

A mídia tradicional entendeu que os partidos oposicionistas são erráticos em seus programas e na sua linha política não por falta de conservadorismo de suas principais lideranças, mas pela ausência de apelo social em sua pregação.

Em função disso, coisas como o Instituto Millenium se tornaram de grande importância. O Millenium tem, entre seus mantenedores e parceiros, a Abert (controlada pelas organizações Globo) e os grupos Abril, RBS e Estadão. O instituto é também sustentado por outras grandes empresas, como a Gerdau, a Suzano e o Bank of America.

O Millenium tenta fazer o amálgama entre mídia, partidos e especialistas conservadores para gerar um programa direitista consistente, politicamente atraente e socialmente aderente.

O colunismo midiático, em todas as suas frentes, é outro espaço feito sob medida para juntar jornalistas, especialistas e lideranças partidárias dedicadas a reforçar alguns interesses contrariados por algumas políticas públicas criadas nos últimos 12 anos.

A estratégia midiática de reinvenção da direita brasileira representa, no fundo, uma tentativa desesperada e consciente dessa mesma mídia de reposicionar-se nas relações de poder, diante da ameaça de novos canais de comunicação e de novos atores que ganharam grande repercussão na opinião pública.

Com seu declínio econômico e o fim da aura de fonte primordial da informação, o veneno em seus anéis tornou-se talvez seu último trunfo no jogo político.

Antonio Lassance, cientista político
No Carta Maior
Leia Mais ►

Žižek comenta sobre Assange


Nós nos lembramos dos aniversários de eventos importantes de nossa época: 11 de setembro (não apenas o ataque às Torres Gêmeas em 2001, mas o golpe contra Salvador Allende, no Chile, em 1973), o Dia D etc. Talvez outra data deva ser adicionada a esta lista: 19 de junho.

A maioria de nós gostaria de dar um passeio durante o dia para tomar uma lufada de ar fresco. Deve haver uma boa razão para aqueles que não podem fazê-lo — talvez eles tenham um trabalho que os impede (mineiros, mergulhadores), ou uma estranha doença que faz com que a exposição à luz solar seja um perigo mortal. Mesmo prisioneiros têm a sua hora diária de caminhada ao ar fresco.

Faz dois anos desde que Julian Assange foi privado deste direito: ele está confinado permanentemente ao apartamento que abriga a embaixada equatoriana em Londres. Se sair, seria preso imediatamente. O que Assange fez para merecer isso? De certa forma, pode-se entender as autoridades: Assange e seus colegas whistleblowers são frequentemente acusados de serem traidores, mas são algo muito pior (aos olhos das autoridades).

Assange se autodesignou um “espião do povo”. “Espionagem para o povo” não é uma traição simples (o que significa que ele ele atuaria como um agente duplo, vendendo nossos segredos para o inimigo); é algo muito mais radical. Ela mina o próprio princípio da espionagem, o princípio de sigilo, uma vez que seu objetivo é fazer com que os segredos se tornem públicos. Pessoas que ajudam o WikiLeaks não são mais denunciantes anônimos que denunciam as práticas ilegais de empresas privadas (bancos e empresas de tabaco e petróleo) para as autoridades públicas; eles denunciam ao público em geral essas próprias autoridades públicas.

Nós realmente não soubemos de nada através do WikiLeaks que não suspeitássemos — mas uma coisa é suspeitar de modo geral e outra ter dados concretos. É um pouco como saber que um parceiro sexual está nos traindo. Pode-se aceitar o conhecimento abstrato disso, mas a dor surge quando se conhecem os detalhes picantes, quando se tem fotos do que eles estavam fazendo.

Quando confrontado com tais fatos, cada cidadão decente dos EUA não deveria se sentir profundamente envergonhado? Até agora, a atitude do cidadão médio foi um desmentido hipócrita: preferimos ignorar o trabalho sujo feito por agências secretas. A partir de agora, não podemos fingir que não sabemos.

Não é o suficiente ver o WikiLeaks como um fenômeno anti-americano. Estados como China e Rússia são muito mais opressivos do que os EUA. Basta imaginar o que teria acontecido com alguém como Chelsea Manning em um tribunal chinês. Com toda a probabilidade, não haveria julgamento público; ela iria simplesmente desaparecer.

Os EUA não tratam os prisioneiros da mesma maneira brutal — por causa de sua prioridade tecnológica, eles simplesmente não precisam da abordagem abertamente brutal (e estão mais do que prontos a aplicá-la quando necessário). Mas é por isso que os EUA são uma ameaça ainda mais perigosa para a nossa liberdade do que a China: as medidas de controle não são percebidas como tal, enquanto a brutalidade chinesa é exibida abertamente.

Em um país como a China, as limitações da liberdade são claras para todos, sem ilusões. Nos Estados Unidos, no entanto, as liberdades formais são garantidas, de modo que a maioria das pessoas vive sem nem sequer estar conscientes do quanto são controladas por mecanismos estatais.

Em maio de 2002, foi noticiado que cientistas da Universidade de Nova York tinham anexado um chip de computador capaz de transmitir sinais elementares diretamente no cérebro de um rato — o que permite aos cientistas controlar os movimentos do rato por meio de um mecanismo parecido com um controle remoto de um carro de brinquedo. Pela primeira vez, o livre-arbítrio de um animal vivo foi tomado por uma máquina externa.

Talvez aí resida a diferença entre os cidadãos chineses e nós, cidadãos livres em países liberais ocidentais: os ratos humanos chineses são pelo menos conscientes de que são controlados, enquanto nós somos os ratos estúpidos passeando em torno do conhecimento de como nossos movimentos são monitorados.

O WikiLeaks está perseguindo um sonho impossível? Definitivamente não, e a prova é que o mundo já mudou desde suas revelações.

Não ficamos apenas cientes de muita coisa das atividades ilegais dos EUA e de outras grandes potências. O WikiLeaks tem conseguido muito mais: milhões de pessoas comuns se tornaram conscientes da sociedade em que vivem. Algo que até agora nós tolerávamos silenciosamente tornou-se problemático.

É por isso que Assange foi acusado de causar tanto mal. No entanto, não há violência no que o WikiLeaks está fazendo. Nós todos já vimos a cena clássica dos desenhos animados: o personagem chega a um precipício, mas continua correndo, ignorando o fato de que não há chão sob seus pés; ele começa a cair apenas quando olha para baixo e percebe o abismo. O WikiLeaks está lembrando aqueles que estão no poder de que devem olhar para baixo.

A reação de muitas pessoas que sofreram lavagem cerebral da mídia sobre as revelações do WikiLeaks pode ser resumido nos versos memoráveis da música final do filme de Altman “Nashville”: “Você pode dizer que eu não sou livre, mas isso não me preocupa”. O WikiLeaks faz com que nos preocupemos. E, infelizmente, muitas pessoas não gostam disso.

Slavoj Žižek
Leia Mais ►

Maioria do STF vota contra mudança de bancadas de 13 Estados na Câmara 9


Por sete votos a três, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou nesta quarta-feira (18) por derrubar decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que alterava o número de deputados em 13 Estados — oito Estados perderiam parlamentares e cinco ganhariam.

A maior parte dos magistrados entendeu que o TSE invadiu competência do Congresso Nacional na definição das bancadas.

Os magistrados consideraram ainda inconstitucional parte de uma lei complementar de 1993, que fixa o número de deputados em 513, por ser omissa ao não definir a divisão de parlamentares por Estado. O julgamento de hoje foi suspenso porque os ministros pretendem decidir a partir de quando a inconstitucionalidade terá efeito e a extensão dela.

A ministra Cármen Lúcia, que estava ausente em viagem no exterior, poderá apresentar seu voto na próxima sessão.

Estão em julgamento sete ações semelhantes propostas pelos governos e assembleias legislativas de alguns dos Estados afetados, além de processo movido pelo Senado e pela Câmara contra a medida do tribunal eleitoral.

A ministra Rosa Weber, relatora de duas das ações, foi acompanhada pelos ministros Teori Zavascki, Joaquim Barbosa, presidente do STF, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

"Não havia espaço para o TSE produzir esta verdadeira, com todo o respeito, inovação", disse Rosa. Na avaliação dela, liberar o TSE para definir o tamanho das bancadas provoca "insegurança jurídica" uma vez que a corte poderia fixar livremente a forma de cálculo em uma eleição e outro numa eleição seguinte.

As outras cinco ações estão sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que votou por manter a alteração das bancadas e foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli, que preside o TSE. No entendimento deles, porém, a Justiça eleitoral determinou a mudança baseado em uma lei complementar aprovada pelo Congresso em 1993. Mendes disse considerar um "atentado" o Congresso ter revogado a decisão do TSE por meio de um decreto legislativo. "Esse mal pensado e infeliz decreto legislativo é um verdadeiro atentado não só à Justiça Eleitoral, mas ao Judiciário como um todo", disse Mendes.

As ações das quais Mendes é relator foram propostas pelo governo do Espírito Santo e pelas assembleias legislativas do Piauí e de Pernambuco. Outros Estados, incluindo o Paraná e o Pará, manifestaram interesse em fazer parte dos processos. O ministro também julgou inconstitucional um decreto legislativo da Câmara dos Deputados e do Senado contra a mudança de bancadas pelo TSE.

A ministra Rosa é relatora dos processos movidos pelo governo e pela Assembleia Legislativa da Paraíba.

A alteração no número de deputados federais tem impacto também nas bancadas estaduais das Assembleias Legislativas e da Câmara do Distrito Federal, que podem diminuir caso a representação na Câmara dos Deputados seja reduzida.
Após vociferar, novamente, no Plenário do Supremo justificando a fúria legiferante do TSE que modificou as bancadas do Congresso Nacional, Gilmar sofreu nova e acachapante derrota.

Ultimamente, aliás, desde que Eros, Peluso e Big-Ben de Propriá entraram no pijama, Gilmar não ganha mais uma no STF.

A deusa Themis agradece!

Infelizmente, o “perdido” de vista, como no julgamento das espúrias doações de empresas nas eleições, e as estranhas liminares ainda são expedientes utilizados pelo “Esselentíssimo” juiz?!

Sem mencionar os HCs Canguru a Daniel Dantas — veja o que a Globo censurou — e o HC ao notável Roger Abdelmassih.

Gilmar foi goleado por 7 a 3

Não passou de um voto imperial, querendo ganhar no grito. Não há mais espaço para esse tipo de conduta no colegiado.

Assinado,

analista não remunerado de Gilmar Dantas
Leia Mais ►

Chico 70


Leia Mais ►

A Folha errou. Que novidade...

 
A tremenda "barriga" do jornalista Mario Sergio Conti, que entrevistou um sósia do técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, como se ele fosse o próprio, é apenas mais uma das milhares de bobagens publicadas pela Folha ao longo do tempo.

O "Erramos" da Folha transformou-se num dos mais saborosos espaços de toda a imprensa nativa.

O site Circulo Folha, mantido pelo jornal, traz uma seção, Antologia do Erramos, que é imprescindível para quem tem a pretensão de acompanhar a qualidade do jornalismo brasileiro.

O texto abaixo é uma íntegra do festival de besteiras publicado pela Folha ao longo do tempo, segundo ela mesma:

DIGITAÇÃO OBSCENA (1)
"O nome do maestro Eleazar de Carvalho saiu grafado errado na edição de ontem à pág. 1-9 do caderno Brasil."(5.jul.94) 
O nome do maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996) saiu sem a letra "v". 

DIGITAÇÃO OBSCENA (2)
"Título publicado ontem na capa do caderno Dinheiro tinha erro de digitação. O correto é 'Contratações (e não Contrações) serão cautelosas'." (27.jan.95)

DIGITAÇÃO OBSCENA (3)
"No artigo 'A nova guerra civil', publicado à pág. 5-7 (Mais!) de 1°/10, onde se lê 'uma menina sexualmente retardada...', leia-se 'uma menina mentalmente retardada...';" (8.dez.95) 

POÇO DE DESCARTES
"Por erro de digitação, foi grafado poço cartesiano, em vez de artesiano, na página 3-1 de sábado último." (16.fev.94)

MENANDRO NÃO É MALANDRO
"Na edição do Agrofolha do último dia 15, a coluna 'A Arte de Amolar o Boi' (pág. 5-2) saiu com um erro: onde se lê 'o grego Malandro', leia-se 'o grego Menandro', em referência ao comediógrafo ateniense." (19/12/92) Menandro (342-292 a.C.) escreveu "O Misantropo". 

BANCO (1)
"Na nota 'Balão', da coluna Joyce Pascowitch, publicada à pág. 5-2 (Ilustrada) de 18/12, onde se lê 'bando Opportunity', leia-se 'banco Opportunity';" (21.dez.95)

BANCO (2)
" Na coluna 'Tempo de Decidir', de Antonio Kandir, publicada no último domingo em Finanças, foi trocada a palavra poucos por banco. A frase correta é a seguinte: 'Segundo, chamo a atenção para o fato de que, em regimes democráticos, a execução de reformas é bem mais complexa do que em regimes autoritários, já que não depende da vontade exclusiva de uns poucos'." (8.mar.94)

SR. FRACASSO
"O nome do chefe de governo em Portugal no período entre 1928 e 1951 é Antonio Oscar de Fragoso Carmona e não Atonio Oscar de Fracasso Carmona, como foi publicado na Ilustrada em 22/8". (30.set.95) 

OAB VIROU EMPREITEIRA
"O relatório da Subcomissão de Patrimônio da CPI do Orçamento, reproduzido anteontem na pág. 1-4, foi publicado com um erro de digitação. O texto inclui erroneamente a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entre as empreiteiras envolvidas. A construtora citada no relatório é a OAS." (4.dez.93)

IDADE
"Está errada a idade do engenheiro mecânico Claudinei de Oliveira, publicada à pág. 3-11 (São Paulo) de 14/4. O texto dizia que Oliveira tem 54 anos e sua mãe, Edna Cecconello de Oliveira, 52. A idade correta do engenheiro é 34." (19.abr.97) 

MAIÔ USADO, VESTIDO SUADO
"Por um erro de digitação, na coluna 'Joyce Pascowitch', na pág. 5-2 (Mais!) de anteontem, onde se lê 'o mesmo vestido suado na praia sobre o maiô', o correto é 'o mesmo vestido usado na praia sobre o maiô'". (22.jan.98) 

CRISTO ENFORCADO
"Diferentemente do que foi publicado no texto 'Artistas 'periféricos' passam despercebidos', à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase 'No princípio era o Verbo' está no Novo, não no Velho Testamento." (7.dez.94) 


EMPATE DE ESPERMATOZÓIDES
"Houve um erro na reportagem 'Menstruação é enigma para meninos' do Folhateen da edição de ontem. Dois espermatozóides não 'empatam' fecundando um mesmo óvulo. Dois óvulos podem ser fecundados por dois espermatozóides, dando origem a gêmeos bivitelinos, ou um óvulo fecundado por um espermatozóide pode se dividir em dois ovos, gerando gêmeos univitelinos (idênticos)." (12.mai.92) 

TALIDOMIDA NÃO É ANALGÉSICO
"Diferentemente do que disse reportagem publicada à pág. Especial-1 no dia 31/08, a talidomida não tem função analgésica." (3/09/94) A talidomida é uma droga empregada como sedativo e contra enjôos. Ministrada a gestantes, causa deformidade nos fetos. 

REDUNDÂNCIA
"Texto à pág. 2-10 da edição da última quarta-feira noticiou a apreensão de urânio radiativo em Praga. Todo urânio é radiativo. O que foi constado é que o material apreendido pode ser usado em artefatos nucleares." (23.dez.94)

CAUSA E EFEITO
"Diferentemente do publicado à pág. 4-12 da edição de 25 de setembro, o gás hélio não é o propulsor dos dirigíveis. O gás, por ser mais leve do que o ar, faz esses aparelhos subirem." (10.out.94) 

PROTOZOÁRIO NÃO É MOSQUITO
"Nota publicada no caderno Cotidiano de 12/10, intitulada 'Para OMS, malária é um problema social', tinha uma informação incorreta. O Plasmodium falciparum, causador da malária, é um protozoário e não um mosquito." (28.out.92) 

VÍRUS POR BACTÉRIA (1)
"A edição de 10/03/93 do caderno Cotidiano, na seção Via Brasil, nota 'Minas Gerais 1', chamou erroneamente o vibrião do cólera de 'vírus do cólera'." (24.mar.93)

VÍRUS POR BACTÉRIA (2)
"A sífilis não é causada por um vírus, como está no texto 'Sífilis matou filósofo Nietzsche, afirma médica alemã em novo livro', publicado pela Ilustrada no dia 20 de dezembro do ano passado. O Treponema pallidum, que provoca a sífilis, é uma bactéria." (28.fev.91)

DIETA IMPRECISA
"Os óleos de canola e girassol não têm menos gordura, como publicado no texto 'Salame sai do cardápio', à pág. 3-16 (Esporte) da edição de ontem. Eles têm maior teor de ácidos graxos poliinsaturados." (5.jul.96) Ácidos graxos poliinsaturados são gorduras, mas, ao contrário dos saturados, não entopem artérias. 

DEPENDÊNCIA
"Está errada a afirmação de que a droga metadona - usada no tratamento de viciados em heroína - não causa dependência física, contida na reportagem 'Heroína mais pura é ameaça nos EUA', publicada no caderno Cotidiano de 27/04." (13.mai.94) 

TATU NÃO NASCE EM OVO
"Diferentemente do que foi publicado em 29/11, na pág. 5-7 (Folhinha), o tatu não nasce de um ovo. Ele é um mamífero placentário, que se desenvolve na barriga de sua mãe." (6.dez.97) 

MANDÍBULA
"O texto 'Chico Anysio deixa hospital no Rio', à pág. 4-2 (Ilustrada) de 20/2, informou que o humorista fraturou a "mandíbula direita". A mandíbula (maxilar inferior) é um osso único." (5.mar.97) 

CHATO
"Diferentemente do que foi publicado na coluna 'Sexo' da edição de 15/3 do Folhateen (página 7-6), o chato (Phthirius pubis) não é 'primo' dos carrapatos. O chato e o piolho são insetos; os carrapatos são ácaros (aracnídeos)." (5.abr.99) 

TORTA ANATOMIA
"O quadro da edição de 9/1 de 'Ciência', referente à reportagem 'Viagra para mulher', à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto." (14.mar.00) 

GEORGE SAND É PSEUDÔNIMO
George Sand não é escritor, como consta no IndiFolha publicado na Ilustrada (24/04). Trata-se do pseudônimo da escritora francesa Amandine-Lucie-Aurore Dupin (1804-1876). (2.mai.91) "Diferentemente do publicado à capa da Ilustrada do dia 11 de maio, a escritora George Sand era francesa e não norte-americana." (17.mai.93) 

A CADELA BALEIA
"A cadela Baleia, criada por Graciliano Ramos no livro 'Vidas Secas', teve seu nome incorretamente associado a Guimarães Rosa na reportagem "Don Giovanni" provoca polêmica no Ceará' (Ilustrada de ontem, pág. 5-5)." (30.nov.92)

WILDE É IRLANDÊS
"A reportagem 'Wilde pode ganhar museu em Londres' (Multimídia, pág. 2, em 19/01/92) diz que o dramaturgo Oscar Wilde era inglês. Ele era irlandês." (23.jan.92) 

GRACILIANO RAMOS
"A reportagem 'Arquivos estão deteriorados', publicada ontem à pág. 1-8 (Brasil), traz dados incorretos sobre a vida do escritor Graciliano Ramos. Ele nasceu em Quebrângulo (AL) e foi prefeito em Palmeira do Índios (AL)." (10.out.95) 

MACONDO
"Há um erro de informação à pág. 4-1 do caderno Ilustrada da edição de hoje. A cidade de Macondo é criação literária do escritor colombiano Gabriel García Márques, e não do peruano Mario Vargas Llosa." (5.mai.93) 

ATOR POR AUTOR
"A biografia do ator Grande Otelo publicada na edição do dia 27 último, à pág. 3-5, informava erradamente que Rodolfo Maier foi o autor de 'As Mãos de Eurídice'. A peça foi escrita por Pedro Bloch." (30.nov.93)

JABORIANAS, RODRIGUIANAS, SUASSUNIANAS
"Diferentemente do publicado na pág. Especial 2 (Acontece) do último domingo (29/11), Arnaldo Jabor, e não Nelson Rodrigues, é o autor de 'Eu Sei Que Vou Te Amar'. Além disso, Rodrigues escreveu 'Vestido de Noiva' (e não 'Vestido de Noite'), e Ariano (e não Adriano) Suassuna escreveu 'A História do Amor de Romeu e Julieta'. " (1.dez.98) 

BALZAC VÍTIMA DE DIGITAÇÃO
"O escritor francês Honoré de Balzac morreu em 18 de agosto de 1850, não em 1950, como foi publicado em identificação de foto no Mais! de hoje (pág. 5-4)." (16.mai.99) 

BAUDELAIRE VÍTIMA DA DIGITAÇÃO
"O poeta francês Charles Baudelaire morreu em 1867, e não em 1967, como está escrito à pág. 5-5 (Mais!) de hoje." (11.mai.97) 

"MANÉ" CERVANTES?
"O autor de 'Dom Quixote de La Mancha' é Miguel de Cervantes, e não Manoel, como saiu publicado no texto 'Dom Quixote' vira 'nordestino na Globo', à página 5 do TV Folha da edição de anteontem." (19.out.99) 

DESCARTES
"O texto 'Pensador americano refuta erros filosóficos sobre a consciência' (pág. 4-12, Ilustrada, 18/7) situou erroneamente o filósofo francês René Descartes (1596-1650) no século 18. A principal obra de Descartes, o 'Discurso do Método', foi escrita em 1637." 

NÃO MATARÁS
"Era falsa a notícia da suposta morte do empresário Jacks Rabinovich, publicada no último sábado (1/06) na seção Mortes. A Folha errou ao não completar a checagem da informação antes de publicá-la." (4.jun.91) 

BRONCA EM CASA
"Diferentemente do publicado na reportagem 'Folha distribui 5.000 camisinhas no show de Madonna', na edição de 4 de novembro último, os estudantes Rodrigo Gelpi e Regina Dencker, namorados, não se referiram de modo especial ao uso de preservativos. Suas declarações foram de caráter genérico e não remetem à experiência do casal." (19.nov.93) 

GRANDES DETALHES
"Diferentemente do publicado à pág. 2-6 (Finanças) de 16/7, o presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, não recebe seu salário de R$ 750 líquidos da Mercedes-Benz. Ele recebe o salário do sindicato. Seu terreno de 500 m² não é em Diadema, mas em Iguape, litoral sul de São Paulo." (18.jul.95)

ALGUM LUGAR NO PASSADO
"Os irmãos Naves, vítimas de erro judiciário, foram condenados a 25 anos e 6 meses de prisão na década de 30 (governo Getúlio Vargas) e postos em liberdade condicional oito anos depois por bom comportamento. Não foram condenados à morte na época do Império, nem escaparam da execução devido a favores imperiais, como afirmou reportagem publicada dia 26 de março, na pág. 2 do caderno São Paulo." (13.abr.95) 

ANTIAPURAÇÃO
"Diferentemente do que foi publicada à pág. 1-5 (Brasil) de 6/6, o nome do prefeito de Araxá não é Geová Pereira da Costa, mas Jeová Moreira da Costa. Seu partido não é o PFL, mas o PL. O nome da secretária municipal de Educação é Romalia Porfírio, não Porfíria. O instrutor-chefe do Tiro de Guerra na cidade é o primeiro-sargento José Roberto Montandon, não tenente Montanom. O nome correto da escola municipal de Araxá é Escola Municipal Dona Gabriela. Os cerca de cem atiradores que reforçaram a segurança do presidente Fernando Henrique Cardoso na cidade não são de elite." (16.jun.95) 

QUEM ORGANIZA
"Na edição de 3/3, ao noticiar ato contra a revisão constitucional ocorrido na véspera, em frente ao Congresso, a Folha errou ao atribuir a organização do evento apenas à Central Única dos Trabalhadores e à Central Geral dos Trabalhadores. Outras duas centrais (Força Sindical e Confederação Geral dos Trabalhadores) ajudaram a preparar a manifestação." (29.mai.94)

SECRETÁRIO VIRA MAESTRO
"A Folha errou ao informar no texto 'Araras ganha teatro estadual', publicado na pág. 1-9 da edição de ontem, que o secretário estadual da Cultura, Fernando Morais, iria conduzir a Orquestra Jazz Sinfônica durante a inauguração do teatro. O secretário Fernando Morais simplesmente participaria da inauguração." (8.mar.91)

NÃO DITO PELO DITO
"O secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Odyr Porto, disse na segunda-feira que 'todas as hipóteses serão investigadas', referindo-se às mortes dos sindicalistas em São Carlos. E não que o crime poderia ter 'conotações políticas', como publicou o caderno Brasil na edição de 15/06." (17.jun.94)

RESIDÊNCIA
"Diferentemente do que informou o Contraponto de 7/12, publicado à pág. 1-4 (Brasil), o filósofo José Arthur Giannotti não mora em um apartamento, mas em uma casa." (9.dez.95) 

VAI BEM, OBRIGADO
"Diferentemente do publicado na coluna 'Brasília' de ontem, à pág. 1-2 (Opinião), o secretário da Segurança de São Paulo, José Afonso da Silva, não é safenado, não sofre de isquemia coronariana nem recebeu orientação médica para evitar problemas emocionais." (5.abr.97) 

NÃO MATARÁS (2)
"Diferentemente do que foi publicado na seção de necrologia, caderno São Paulo, nos dias 24/6 (pág. 3-6) e 25/6 (pág. 3-8), não houve missa de Ricardo Bacanhim Pereira. Ele está vivo." (27.jun.97) 

PORTADORES DE HIV
"A Primeira Página de ontem errou ao informar que o mundo tem 33,4 milhões de doentes em decorrência da Aids. O correto teria sido dizer que essas pessoas estão infectadas com o vírus portanto, podem estar doentes ou não." (26.nov.98) 

SGANZERLA
Em parte dos exemplares da Ilustrada da edição de 22/3, na pág. 6-1, sob o título 'Repercussão', o cineasta Rogério Sganzerla foi erroneamente identificado como sendo protagonista do filme 'Laranja Mecânica'". (27.mar.99) 

PERDIGOTOS
" A peste pneumônica é transmitida por gotículas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na pág. 2-10, no dia 24/09." 
(28.set.94)

O texto afirmava que a doença era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sinônimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz. 

DESPENDER
"Na edição de ontem, a Primeira Página errou ao grafar o verbo despender (gastar) em texto sobre a ajuda do governo federal ao Banco Econômico. A redação correta deveria ter sido: 'R$ 2,2 bilhões já foram despendidos'. (13.mar.96) 

"X" POR "CH"
"A palavra ficha (saiu fixa) foi grafada incorretamente no início da reportagem 'Catastrofistas vêem riscos de um novo 29', publicada na pág. 1-15 do caderno Brasil de anteontem. (21.mar.95) 

ORTOGRAFIA, A DESCONHECIDA
"Texto de capa do caderno Ilustrada da edição de anteontem grafou incorretamente no primeiro parágrafo a palavra ortografia (saiu hortografia)." (25.fev.95)

"L" POR "U"
"A palavra autismo saiu grafada de forma errada em declaração do arquiteto Eduardo Rodrigues, publicada à pág. 10-3 da edição de 10/04." (17.mai.94)

XIPÓFAGO É QUEM COME XIPO
"Em parte dos exemplares da edição de hoje, a palavra xifópagos foi grafada incorretamente no texto 'Radialista do Peru nasce com dois perus', à pág. 4-12 (Ilustrada). (24.mai.96) 

Saiu xipófagos. Xifópagos são indivíduos unidos por parte do corpo.

XALE E JILÓ
"Diferentemente do que saiu na pág. 1-4 de ontem, xale se escreve com x e não com ch. Jiló foi grafado incorretamente com g na pág. 1-5 de ontem." (19.out.94)

ESPECTADOR
"A palavra espectador foi grafada incorretamente no texto 'Paulo César Farias e o sonho de se fazer jornal', publicado à pág. 4-9 (Ilustrada) de 8/7." (15.jul.96)

O erro no caso, foi grafar a palavra com x. 

RINITE
"A palavra rinite saiu grafada como renite na reportagem "Secretário recua e solta sindicalista da CUT', publicada ontem na pág. 1-12 de Brasil." (24.mar.95)

LEITE DE BOI
"Na reportagem 'Famílias vencem falta de água', publicada à pág. 1-18 da edição do último domingo, o lucro obtido pelas famílias de Recreio (CE) serviu para comprar 30 cabeças de gado bovino (vacas e bois), o que garante um litro de leite diariamente para cada família, e não 'um rebanho de 30 bois', como publicado incorretamente." (12.abr.94)

ASCENDÊNCIA, DESCENDÊNCIA
"A palavra 'descendência' foi publicada incorretamente no lugar de 'ascendência' no texto 'O Filho do Trovão', à pág. 5-4 (Mais!). O trecho correto é: 'Seus pais, de ascendência belga e alemã, eram donos de uma gráfica na capital francesa'." (24.mai.96) 

Ascendência refere-se a antepassados; descendência refere-se a prole.

A CISMA, O CISMA
"Em quadro publicado à pág. 6-3 (Folhateen) de 20/11, a palavra cisma foi grafada incorretamente como sendo feminina. No contexto religioso a palavra cisma é masculina, referindo-se a uma dissidência religiosa." (24.nov,95)

PIANO NÃO É DOCE
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 9-2 (Imóveis) de 6/8, na reportagem 'Publicitário opta por sala 'limpa", o nome correto do instrumento é piano de cauda." (12.ago.95) Houve troca de cauda por calda. 

FULANO, SICRANO
"A palavra, 'sicrano' foi grafada incorretamente no editorial 'Preto no branco', publicado à pág. 1-2 (Opinião) de 17/6." (22.jun.96) Saiu "siclano". 

DICIONÁRIO, O INGNORADO
"No texto "Raul Julia acentua drama de Chico Mendes', à pág. 5-4 da Ilustrada de 11/01, Chico Mendes foi qualificado erroneamente de 'seringalista'. Ele era seringueiro (indivíduo que trabalha na extração da borracha). Seringalista é o dono do seringal." (19.jan.95)

PUDORES DE CONJUGAÇÃO
"O verbo intermediar foi grafado errado em título do caderno Empregos de 8/08. O correto é 'Pró-Labor intermedeia emprego no interior'." (10.set.93)

BANDEJÃO
"A palavra bandejão foi grafada incorretamente na página 1-5 do caderno Brasil da edição do dia 7 de setembro." (14.set.93) Saiu "bandeijão". 

HESITAÇÃO
"Em parte dos exemplares de 2/4, a palavra 'hesitações' foi grafada incorretamente no texto 'Programação da Globo adota crônica de domingo', de Esther Hamburger, publicado à pág. 4-4 (Ilustrada)." (4.abr.96) Saiu "exitações".

"C" POR "SS"
"A palavra cassetete foi grafada incorretamente em texto publicado ontem à pág. 2-11 (Mundo)." (18.mai.94) 

DORSO, TORSO
"A Revista da Folha publicou erroneamente a palavra dorso em vez de torso na pág. 74 de seu editorial de moda da edição de 9/6." (18.jun.96) Dorso significa costas; torso, tronco. 

RIXA, COM X
"A palavra rixa foi incorretamente grafada à pág. 6 da Revista da Folha da edição de 10/11." (10.nov.96) Saiu "richa". 

CHUCHU E BERINJELA
"No texto 'Tom Jobim estava entre nós e a natureza', na Ilustrada da edição de 13 de dezembro, as palavras chuchu e berinjela foram publicadas com a grafia incorreta." (5.jan.95)

DE DAR PENA
"O verbo penalizar foi incorretamente empregado como sinônimo de punir na nota 'Rali' (Esporte, edição de 19/02, pág. 4-6). Penalizar significa causar pena ou desgosto a alguém, afligir, desgostar." (21.jan.91) 

VEROSSIMILHANÇA
"A palavra inverossímil foi grafada incorretamente (inverossímel) no quadro 'Os personagens', publicado à pág. 1-8 da edição de 1/06." (3.jun.93)

SEM CONSERTO
"A palavra conserto foi grafada incorretamente na pág. 2 do caderno São Paulo da edição do dia 30 de setembro." (6.out.94)

A palavra conserto (de consertar) é recorrentemente grafada como concerto (de dar um concerto) e vice-versa. 

PLURAL
"Saiu grafado incorretamente na edição de ontem o plural de fuzil-metralhadora. O certo é fuzis-metralhadoras, e não fizíveis-metralhadoras, como foi publicado na pág. 1-14 de Brasil." (13.set.91)

BROXA, BROCHA
"A palavra broxa foi grafada incorretamente no quadrinho 'Dona Marta', à pág. 4-3 (Ilustrada) de 17/06." (19. jun.96)

Broxa, com x, significa pincel grande e indivíduo sem potência sexual. Brocha, com ch, significa, entre outras coisas, prego curto de cabeça chata. 

AURÉOLA E ARÉOLA
"Na seção Saúde à pág. 6-8 (Folhateen), de 10/11, foi grafado erroneamente o nome da pequena área pigmentada que circunda o mamilo. O correto é aréola mamária e não auréola, como saiu publicado." (18.nov.97) 

Aréola é o nome dado ao sulco mais ou menos escuro que circunda o mamilo. Auréola é o círculo dourado e brilhante que, nas imagens sacras, envolve a cabeça de Cristo e dos santos

DESCRIMINAR, DISCRIMINAR
"Na edição de ontem, as reportagens 'Prefeitos preparam campanha', à pág. 1-4 (Brasil), e 'Promessas e pressões viram casacas', à pág. 1-6 (Brasil), empregaram erroneamente o verbo descriminar (excluir a criminalidade, absolver de crime) em vez de discriminar (distinguir, estabelecer diferença)." (31.jan.97) 

EFÍNGE, ESFINGE
"A reportagem 'Presidente terá faixa nova na posse', publicada anteontem, na pág. 1-11 (Brasil), refere-se incorretamente à efígie da República como esfinge da República." (8.dez.98) 

GATOS NA TUBA
"Na reportagem 'Tem gato na tuba', afirma Weffort', publicada à pág. 4-3 (Ilustrada) da edição de 8/11, foi utilizada a grafia 'sangrar sin salud' para uma expressão espanhola citada pelo ministro Francisco Weffort (Cultura). O correto é 'sangrarse en salud', que significa prevenir-se, precaver-se." (21.dez.96) 

VALE DO SILICONE
"Diferentemente do que foi publicado à página 2-9 de 29 de maio, na reportagem 'Estrutura política do Brasil é um desastre', a região da Califórnia, nos Estados Unidos, onde se concentram as indústrias de computadores é conhecida como Vale do Silício." (18.jun.94)
Em inglês, Silicon Valley. Saiu publicado "Vale do Silicone".

DUPLA PIADA
Hagar Eu nunca vi alguém comer tão rápido quanto você! Por que a pressa?
Eu não confio em conservantes!
"Há um erro de tradução na tira Hagar publicada na Ilustrada no último dia 3. Hagar diz não confiar em conservantes, e não em preservativos, como saiu publicado. A tira com a tradução correta é a reproduzida ao lado." (22.mai.91) 

DERRAPAGEM
"O texto 'Rambotur', publicado à pág. 3-2 da edição de 3/10 (Mundo), tem um erro de tradução. Ao descrever uma charge do jornal norte-americano 'Florida Times-Union', traduz a expressão inglesa 'gas mileage' por 'quilometragem'. A tradução correta é 'consumo de combustível'." (7.out.93) 

NÃO É O QUE PARECE
"O artigo 'O declínio do império latino-americano' (pág. 2-2, 28/05), de Jorge Castañeda, foi publicado como dois erros de tradução. Onde está escrito 'taxa de interesse', deve-se ler 'taxa de juros'. A palavra espanhola 'ahorro', que significa poupança, foi traduzida erroneamente por arrocho. A tradução correta da frase é: "Trágica involução para uma região em desenvolvimento, que requereu desde o século passado uma forte dose de financiamento externo para suprir a poupança local raquítica'." (31.mai.94) 

NEM TODOS OS GATOS SÃO PARDOS
"Na edição do caderno Mais! do último domingo, à pág. 6-4, foi grafado incorretamente o título do romance 'II Gattopardo', de Tommaso di Lampedusa, traduzido em português por 'O Leopardo'." (1.dez.93)

A confusão, no caso, foi traduzir como "O Gato Pardo".

INGENUIDADE
"Na entrevista com Tom Hanks publicada na Ilustrada de 16/6, a palavra 'ingenuity' foi traduzida erroneamente por 'ingenuidade'. A tradução correta é 'engenhosidade'." (30.jun.95)

INGENUITY
"Diferentemente do que foi publicado na reportagem 'Exposição traz revolução do sportswear', na pág. 5-3 (Ilustrada) de 2/6, o significado em português da palavra 'ingenuity' não é 'ingenuidade'. A tradução correta é 'inventividade'." (13.jun.98) 

BIMBO
"O artigo de Arnaldo Jabor 'Bimbo americano pode mudar o destino nacional', publicado na pág. 4-7 (Ilustrada) de 3/2, erra ao traduzir a gíria norte-americana 'bimbo' como órgão sexual masculino. O termo, segundo o 'Oxford Dictionary of Modern Slang' (Dicionário Oxford de Gíria Moderna), serve para designar 'moça considerada bonita, mas pouco inteligente'." (6.fev.98) 

PISS AND VINEGAR
"A expressão em inglês 'piss and vinegar' foi traduzida incorretamente, de forma literal, por 'mijo e vinagre', na pág. 7 do suplemento 'Time' publicado ontem. A gíria é usada para dizer que uma pessoa tem pique, energia." (12.mar.99)

NOVECENTO
"'Novecento' quer dizer século 20 em italiano, e não século 19, como foi publicado no texto 'Modernista, fascista, louco, sentimental, intransigente...', no caderno Ilustrada Especial na edição de 2/10, sobre Pietro Maria Bardi (1900-1999)." (13.out.99) 

MARINES E MARINERS
"A reportagem 'Ação americana no Peru preocupa a PF' (Brasil, 9/1, pág. 1-12) usou erroneamente a palavra inglesa 'mariners' no sentido de fuzileiros navais. O correto é 'marines'. Mariners significa marinheiros." (26.jan.00) 

INJÚRIAS, DIFAMAÇÕES
"Diferentemente do que informou a reportagem 'Nova proposta extingue pena de prisão', publicada à pág. 1-14 de 24/6, a exceção da verdade é um mecanismo processual que permite ao réu por crime de calúnia e difamação provar que a acusação por ele desferida é verdadeira, circunstância esta que determina a absolvição. Quadro sobre Lei de Imprensa na mesma página trazia duas incorreções: difamar corresponde a imputar a alguém fato ofensivo à sua reputação. Injuriar é ofender a dignidade ou o decoro de alguém." (26.jun.96)

NÃO HÁ ESTUPRO MASCULINO
"O título da nota 'Preso é estuprado e espancado em presídio', publicado em alguns exemplares da edição de 8 de julho, está errado. O termo juridicamente correto para esse tipo de crime, quando a vítima é homem, é atentado violento ao pudor." (22.jul.93)

PREJULGAMENTO
"O título 'Nahas já deu golpe' e o início do respectivo texto, publicados ontem à pág. 2-3, estão incorretos. A Justiça ainda não decidiu se a responsabilidade pela falta de fundos do cheque emitido por Naji Nahas é ou não do investidor." (28.jan.94)

JUÍZES NÃO PEDEM
"O título 'Juíza pede prisão na Wells', publicado na pág. 1-8 da edição de 9/07 de Brasil, está errado. O verbo pedir não é apropriado neste caso. O juiz não pede, mas sim ordena, defere, determina, decreta." (13.jul.93) 

SUPREMO X SUPERIOR
"O significado da sigla STJ (Superior Tribunal de Justiça) foi publicado incorretamente na reportagem 'Juiz diz que caso é da esfera militar'." (7.ago.93) 

Saiu Supremo no lugar de Superior. Supremo, apenas o Supremo Tribunal Federal, o órgão máximo do Poder Judiciário no país. 

TRIBUNAIS TAMBÉM NÃO PEDEM
"O título 'STF pede a prisão de PC', publicado ontem na pág. 1-4 do caderno Brasil, está errado. Juízes e tribunais não pedem, mas ordenam, mandam, decretam." (7.ago.93) 

PRECATÓRIO, CARTA PRECATÓRIA
"O nome do instrumento a ser enviado às autoridades para que seja liberada indenização fixada em sentença judicial é precatório, e não carta precatória como foi publicado no último parágrafo da reportagem 'Estado deve indenizar vítima de sua omissão ou negligência', à página 2 dos cadernos Cotidiano e São Paulo do dia 19 de março." (10.abr.95) 

PROCURADORIA NÃO É JUDICIÁRIO
"O título 'Justiça apura caso da LBA', na Primeira Página de ontem, está errado. Como se diz na reportagem da pág. 1-6, quem apura o caso é a Procuradoria Geral da República." (22.fev.92) A Procuradoria Geral da República é órgão independente.

ROUBAR NÃO É FURTAR
"No título do alto da página 3-5 (São Paulo) de 7/7. 'Patroa é acusada de roubar empregada', a palavra 'roubar' (mediante violência) foi empregada incorretamente. O certo é 'furtar' (sem violência)." (11.jul.95) 

MANDATO X MANDADO
"A palavra 'mandato' foi usada incorretamente na reportagem 'Acusado de chefiar tráfico é preso no RJ', publicada à pág. 3-6 (São Paulo) de 27/4. O correto é 'Seu mandado de prisão temporária havia sido expedido'." (1/05/96)

CONTEXTO JURÍDICO
"Na declaração do advogado Henrique Ferreira da Silva, publicada na pág. 3-5 (São Paulo) de 1/10, o adjetivo 'inepta', no termo 'acusação inepta', deve ser entendido em seu significado jurídico (que omite requisitos legais, ou se mostra obscura ou contraditória demais, ou que está em patente conflito com a lei), e não como sinônimo de 'tola', como afirmava a reportagem." (15.out.98) 

COMINAR
" A palavra cominar _que significa prescrever_ foi trocada, por erro da Redação, por combinar no texto 'Empresa está perplexa, diz advogado' (Brasil, 29/2, pág. 1-10)." (1.mar.00)

QUEM VÊ NOME NÃO VÊ SEXO (1)
"Mircea Eliade (1907-1986) é um pesquisador romeno da história das religiões e não uma pesquisadora, como saiu em texto publicado na edição de ontem, à pág. 5-3 da Ilustrada." (26.jan.95) 

QUEM VÊ NOME NÃO VÊ SEXO (2)
"A estilista alemã Jil Sander foi incorretamente qualificada como 'o estilista alemão' na edição de 6/10 das Ilustrada, na coluna 'Mondo 94'." (9.out.94)

FOLHA POR FOLHA (1)
"O cargo do jornalista Caio Túlio Costa é diretor de Revistas da Folha, e não editor de Revistas, como saiu em texto publicado ontem na Ilustrada." (20 jun.95) 

FOLHA POR FOLHA (2)
"Diferentemente do que informou o texto 'Josias de Souza debate hoje no Universo Online' à pág. 4-4 (Ilustrada) da edição de ontem, jornalista Josias de Souza é secretário de Redação da Folha." (21.mai.96) 

INGLÊS? AMERICANO? ESCOCÊS? IRLANDÊS?
"O diretor Alan Parker é inglês e não norte-americano, como saiu à pág. 5-1 da Ilustrada da última quarta-feira." (13.mai.91) 

PICASSO, ANDALUZ
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 5-3 do caderno Ilustrada da edição de ontem, o pintor Pablo Picasso era andaluz, não catalão." (23.nov.94) 

ONDE NASCEU ELVIS
"Elvis Presley (1935-1977) não nasceu em Memphis (Tennessee), como saiu entre o último sábado e ontem na Ilustrada, na nota sobre o filme 'Trem Mistério' do diretor Jim Jarmusch. O cantor e compositor norte-americano nasceu em Tupelo (Mississipi)." (11.abr.91) 

ROSSELLINI RESSUSCITADO
"Nota do caderno Mais! Publicada em 31/6 (sic) afirmou que o diretor de cinema Roberto Rossellini estava vivo, com 89 anos. Ressellini morreu em 3 de junho de 1977." (28.set.95)

MÉXICO, TACOS E CARLOS SANTANA
"O músico Carlos Santana é guatemalteco, e não mexicano, como informou reportagem à pág. 4-3 (Ilustrada) de ontem." (12.mar.96) "Diferentemente do que informou ontem esta seção, o músico Carlos Santana é mexicano." (13.mar.96)

ALEXANDRE, O GRANDE
"Nota publicada à pág. 6-14 da edição de domingo último do caderno Mais! qualificou erroneamente o conquistador macedônio Alexandre, o Grande, como sendo romano." (10.fev.95) Alexandre (356-323 a.C.), o mais notável líder militar da Antiguidade, foi rei da Macedônia. 

LENDAS DA REALEZA
"Diferentemente do que foi dito à pág. 2-9 (Mundo) em 15/7, a rainha Silvia Renata de Toledo Sommerlath, da Suécia, não é brasileira. Apesar de ser filha de mãe brasileira e de ter morado dos 3 aos 14 anos no Brasil, Silvia nasceu em Heidelberg, Alemanha, e se naturalizou sueca." (27.jul.95) 

QUEM VÊ NOME NÃO VÊ PARENTESCO
"A atriz Jennifer Jason Leigh não é filha da atriz Janet Leigh, diferentemente do que afirmou texto publicado à pág. 5-1 (Ilustrada) de 16/05." (19.mai.96)

DIEGO RIVERA, O MURALISTA
"O mexicano Diego Rivera foi muralista, e não escritor, como informou a reportagem 'Peça retrata sofrimento e arte de Frida', à pág. 4-3 (Ilustrada) da edição de ontem." (17.mai.96)

UM NOME NA HISTÓRIA
"Mundo errou ao afirmar que Julius Laber foi um general alemão, na edição de 4 de janeiro (pág. 2-11). O erro se repetiu na seção Erramos da edição de 5 de janeiro. Laber foi deputado social-democrata antes da ascensão do nazismo e, depois, foi um dois líderes da resistência civil a Adolf Hitler." (17.jan.95) 

CESARIA EVORA
"Diferentemente do que informa a reportagem 'Caetano concorre ao Grammy de melhor disco de world music' (Mundo, 5/1, pág. 1-10), a cantora Cesaria Evora é natural de Cabo Verde, e não de Portugal." (21.jan.00)

PRIVATIZAÇÃO MÍNIMA
"A nota 'Números finais', do Painel de ontem, informou errado os valores arrecadados com a privatização. Em lugar de US$ 5 milhões (governo Itamar) e US$ 3,5 milhões (governo Collor), os valores corretos são US$ 5 bilhões e US$ 3,5 bilhões, respectivamente." (22.dez.94) 

MIL VEZES FAZENDA
"Parte dos exemplares da Revista da Folha de hoje traz erro de informação à pág. 13 (reportagem de capa). A fazenda de José Oswaldo Junqueira tem 560 alqueires e não 560 mil alqueires." (14.nov.93)

SALVAÇÃO DA LAVOURA
"Diferentemente do que afirmava a coluna de Gilberto Dimenstein à pág. 1-2 (Opinião) de ontem, os agricultores tiraram R$ 900 milhões em subsídios do governo, e não R$ 900 bilhões." (30.mai.95) 

HAJA COMPUTADOR
"Diferentemente do que publicou o Painel S/A da edição de 12 de março, na nota 'Loja equipada', as Lojas Renner investirão este ano R$ 1,2 milhão em informática (e não R$ 1,2 bilhão como saiu)." (19.mar.95)

REUNIÃO INTERMINÁVEL
"A reunião do ministro Eliseu Resende com sua equipe durou quatro horas horas e não quatro anos, como foi publicado no caderno Brasil de 28/03." (30.mar.93) 

A DATA DA VIRADA
"A virada do milênio acontecerá em 31 de dezembro do ano 2000 e não em 31 de dezembro de 1999, como informou reportagem 'Cineastas planejam a virada do milênio' publicada em Ilustrada em 3/8." (12.ago.96) 

DIMENSÃO DA DÍVIDA
"A dívida do Estado de São Paulo com empreiteiras é de cerca de US$ 3 bilhões, e não de US$ 3 milhões, como afirmava reportagem publicada ontem à pág. 1-11 (Brasil)." (25.mai.95)

MEGAPROFUNDIDADE
"O 'lixão' de Mauá (Grande SP) que estaria sendo usado como cemitério clandestino por policiais tem cerca de mil metros de extensão, e não mil metros de profundidade, como dizia equivocadamente texto publicado à página 3-4 (São Paulo) do dia 11/4." (6.jul.95)

"VEZES MENOS" (1)
"O título 'Negra ganha três vezes menos que branco', publicado na pág. 3-5 (São Paulo) de 26/8, está errado. A formulação correta é 'Negra ganha 30% do salário de um homem branco'." (28.ago.98)

"VEZES MENOS" (2)
"É errado dizer que 'a Schincariol fatura quatro vezes menos do que a Antarctica ou oito vezes menos do que a Brahma', como saiu na reportagem 'Schincariol está bem e vai crescer', publicada na edição do dia 29 de novembro (Dinheiro). A forma correta de comparar os faturamentos das empresas é afirmar que o faturamento da Schincariol corresponde a um quarto do faturamento da Antarctica e a um oitavo do faturamento da Brahma."

IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
"O Brasil importou em média 170 mil barris diários de petróleo em janeiro de 2000 e 370 mil barris por dia na média de 1999, diferentemente do publicado no texto 'Petróleo aumenta déficit na balança' (Dinheiro, 24/2, pág. 2-4), que mencionava 170 e 370 barris diários." (3.mar.00) 

LORCA RESSUSCITADO
"O escritor Mario Vargas Llosa é um dos latino-americanos que participarão no dia 17 do seminário 'Europa e América 1492-1992, o Confronto de Duas Civilizações', em Turim (Itália), e não Federico García Lorca, como foi citado na edição de ontem da Ilustrada, pág. 5-2. Lorca era espanhol e morreu em 1936." (9.mai.91)

NÃO JOGUE FORA O JOGO
"O resultado da quina foi publicado com erros na Primeira Página e na pág. 3-1 (São Paulo) na última quinta-feira. O número correto do concurso é 113, e as dezenas sorteadas foram 12, 14, 42, 61 e 69. concurso teve dois ganhadores. Cada um recebeu R$ 332.104,88." (5.jun.95) 

NÃO SIGA O MAPA
"O quadro 'Estradas', publicado à pág. 3-2 de 8 de março, trazia a informação de que a Anchieta estava com tráfego normal, mesmo após a queda de barreira. A rodovia tem um desvio do quilômetro 40 ao quilômetro 54." (17.mar.94)

CINZAS
"Por um erro de montagem, o quadro publicado à pág. 3-8 (Carnaval) da edição de ontem saiu com uma incorreção: os bancos abrem a partir das 12h de hoje, e não de ontem, como foi publicado." (21.fev.96) 

QUAL CASTELLO BRANCO?
"O primeiro nome de presidente Humberto (saiu 'Carlos') de Alencar Castello Branco foi publicado errado na capa da Ilustrada desta edição." (1°.dez.94) 

Foi publicado o nome do colunista político do "Jornal do Brasil" Carlos Castello Branco, morto em 1993, no lugar do nome do primeiro presidente do movimento militar de 64, Humberto de Alencar Castello Branco (1900-1967). 

OSCAR DO JORNALISMO
"A reportagem 'Informática auxilia a prática jornalística', publicada à pág. 1-9 de Brasil de 14/10, grafou erroneamente o nome do Prêmio Pulitzer." (26.out.95)

Saiu "Pullitzer", com I duplo. O Pulitzer é o principal prêmio jornalístico dos EUA.

CONSOANTES DUPLAS (1)
"O nome do filósofo Friedrich Nietzsche foi grafado incorretamente à pág. 3-2 (São Paulo) da edição de ontem." (16.dez.95) 

CONSOANTES DUPLAS (2)
"O nome do filósofo José Arthur Giannotti foi grafado incorretamente em nota do Painel publicada na edição de 30/8." (5.set.95) 

DANO À IMAGEM
"Está incorreta a informação fornecida pela (ABPD) Associação Brasileira dos Produtores de Disco e publicada em 28/9 na pág. 5-6 (Ilustrada) de que a empresa inadimplente com as gravadoras é a Lojas Colombo. Quem deve R$ 7 milhões à indústria fonográfica é a loja Colombo e Colombo Ltda. - que está concordatária desde julho deste ano." (3.ou.95) 

Checagem nunca é demais quando se trata de publicar informação que possa causar prejuízo ou dano à imagem de uma pessoa ou empresa. Note que a informação errada teve como origem uma fonte aparentemente insuspeita. 

EXEMPLO: DE SICA
"O nome e o diretor do filme 'O Jardim dos Finzi Contini', de Vittorio De Sica, foram publicados erroneamente na capa da Ilustrada de 10/5." (13.mai.95) 

A reportagem afirmava que o filme era de Luchino Visconti. 

NAPOLEÃO, O PEQUENO E O GRANDE
"O nome correto do livro de Karl Marx citado ontem na reportagem 'FHC convida Osiris para integrar seu eventual governo', à pág. Esp.3, é o "O 18 do Brumário de Luís Bonaparte', e não 'O 18 do Brumário de Napoleão Bonaparte'. (2.set.94)

CAMPOS DE OU DO?
"A Primeira Página da edição de 2/07 grafou incorretamente o nome da cidade de Campos do Jordão (saiu Campos de Jordão)". (8.jul.93) 

ONDE COLOCAR O H?
"O nome do artista plástico Andy Warhol foi grafado incorretamente em título à pág. 4-3 (Ilustrada) de 8/4." (10.abr.96)
"A Folha grafou errado o nome do maestro Zubin Mehta no título 'Para Zubin Metha, Israel não deve retaliar', publicado em Mundo de ontem." (19.fev.91) 
O "h" do nome de Andy Warhol (1928?-1987) saiu onde não devia. O mesmo aconteceu no nome de Zubin Mehta. O nome de chanceler alemão, Helmut Kohl, por exemplo, é forte candidato a erro.

UMA RIMA
"Diferentemente do que informou a coluna Joyce Pascowitch, à pág. 5-2 (Ilustrada) de 27/11, o investimento de Paulo Setúbal destina-se à nova unidade da Duratex, e não da Eucatex". (30.nov.95) 

OUTRA RIMA
"Reportagem sobre o disco 'Tropicália ou Panis et Circensis', à pág. 4-6 da Ilustrada de hoje, informa erroneamente que o disco 'Tripicália 2' possui uma música chamada 'Havaí'. O nome correto é 'Haiti". (2.nov.93)

ERRO RECORRENTE
"Diferentemente do publicado à página 4-4 (Esporte) do dia 20/6, é Montreux e não Montreaux o nome correto da cidade suíça onde a seleção brasileira feminina de vôlei disputou e conquistou o bicampeonato da BCV Cup." (30.jun.95) 

VICE E O NOTÓRIO
"O vice-governador de São Paulo é Geraldo Alckmin e não José Maria Alckmin, como foi publicado à pág. 3-8 do caderno São Paulo de 13/4." (16.abr.95) 

MASSACHUSETTS
"O nome do Estado de Massachusetts foi grafado errado na reportagem sobre igrejas evangélicas brasileiras no Estados Unidos, publicada na edição de segunda-feira última em Cotidiano." (28.out.93) 

SIGLAS
"A reportagem 'Escolas públicas vão ter aulas de religião', à pág. 3-6 da edição de ontem, explicou incorretamente o significado da sigla CNBB. O correto é Conferência (e não Confederação) Nacional dos Bispos de Brasil." (14.abr.94)

UNIVERSIDADE ERRADA
"O título 'Universidade de São Paulo é multada por contrato irregular', publicado na pág. 3-7 (São Paulo) da edição de 18 de junho, estava incorreto. Como informou corretamente a reportagem, a universidade multada é a Uniban (Universidade Bandeirantes), e não a USP (Universidade de São Paulo), como deu a entender o título." (14.set.97) 

VOU DE "TAQUES"
"Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem (São Paulo), a rodovia que passa pela cidade de Praia Grande chama-se Pedro Taques, e não Pedro Táxi." (20.nov.99) 

CNBB
"A reportagem 'Fórum denuncia secretário da Segurança do AM por tortura', publicada na pág. 3-6 (São Paulo) da edição de ontem, identificou a sigla CNBB indevidamente como Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O correto é Conferência Nacional dos Bispos do Brasil." (14.out.99) 

OAB
"Por erro da Redação, a sigla OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) saiu como Organização dos Advogados do Brasil em texto publicado na pág. 4-6 (Ilustrada) de parte dos exemplares da edição de 25/6." (8.jul.99) 

A ARTE DE NÃO CHECAR
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-14 (Brasil) da edição de 19/3, a Segunda Guerra Mundial começou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990." (27.set.95)

MAPA, O IGNORADO
"Macau não é uma ilha, diferentemente do que afirmam o texto da capa e a reportagem publicada na pág. 5-10 do caderno Turismo da edição de hoje. A colônia portuguesa, a ser devolvida à China em 1999, é formada por uma península e pelas ilhas de Taipa e Coloane." (4.fev.93) 

BÓSNIOS NÃO SÃO ÁRABES
"Diferentemente do que informou texto publicado à pág. 2-12 (Mundo) de 22/11, os bósnios não são árabes. No século 7° a região foi colonizada por eslavos e no século14, por turcos." (24.nov.95)

O GUARANI
"O guarani, falado no Paraguai, é uma língua e não um dialeto, como foi publicado ontem no texto 'Paraguaias" (Brasil, pág. 1-9)." (5.ago.95) 

O CATALÃO
"O catalão é uma língua e não um dialeto do espanhol, como dizia reportagem sobre o judoca Aurélio Miguel publicada em 5 de janeiro (Revista d', pág.9)." (24.jan.92)

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (1)
"Está errada a informação de que Israel defende a transferência da capital de Tel Aviv para Jerusalém, como foi publicado à pág. 2/12 (Mundo) de 15/11. Israel sempre considerou Jerusalém a sua capital." (23.dez.95) 

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (2)
"A capital da Bolívia é Sucre, e não La Paz, como foi publicado incorretamente na pág. 4-3 do caderno Esporte da edição de 18 de abril." (3.mai.95) Na realidade, La Paz é a capital administrativa e sede do governo. Sucre é a capital legal e sede do Judiciário.

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (3)
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 6-7 do caderno Turismo da edição de 27 de maio, a capital da Nova Zelândia é Wellington, e não Auckland." (3.jun.96) 

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (4)
"Diferentemente do que informou quadro publicado na pág. 1-12 do caderno Brasil da edição de segunda-feira, o conflito racial nos Estados Unidos matou 58 pessoas em Los Angeles no último dia 30 de abril, e não 'na capital da Califórnia', que é a cidade de Sacramento." (7.out.92) 

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (5)
"A capital da Hungria é Budapeste, e não Bucareste (capital da Romênia), como informou texto publicado à pág. 1-12 (Mundo) de ontem." (2.abr.96) 

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (6)
"A capital da Austrália è Canberra, e não Sydney, como informou incorretamente a nota 'Rainha do deserto', publicada na coluna 'Joyce Pascowitch', à pág. 4-2 (Ilustrada) da edição de 20/9." (24.set.96)

CALIFÓRNIA NÃO É FLÓRIDA
"A Califórnia fica na costa oeste dos Estados Unidos e não da leste, conforme publicado à página 5-1 de Turismo na edição de ontem." (22.jan.93)

HONG KONG NÃO É PAÍS
"Diferentemente do que afirmam os textos sobre cinema asiático do caderno Ilustrada da edição de ontem, publicados nas págs. 5-1, 5-6 e 5-7, Hong Kong não é uma país, mas sim uma colônia britânica." (10.mar.95) 

ONDE FICA O MÉXICO?
"Diferentemente do que foi publicado no quadro 'Quem vai dirigir os jogos da Copa 94', à pág. 4-6 de 7/04, o México fica na América do Norte e não na América Central." (11.abr.94)

LA PAZ NOVAMENTE
"Diferentemente do publicado na reportagem 'Tempero da culinária boliviana pode levar o viajante às lágrimas', à pág. 6-8 (Turismo) de 17/6, La Paz não é a cidade mais alta do mundo." (27.jun.96) 

AINDA MONTREUX
"Diferentemente do que saiu em reportagem publicada no caderno Brasil da edição de 4 de julho, Montreux fica na Suíça e não na França." (28.jul.93) 

HAVAÍ NÃO É PAÍS
"Reportagem publicada à pág. 5-3 (Agrofolha) de 5/3 refere-se incorretamente ao Havaí, Estado norte-americano, como sendo um país." (18.mar.96)

PRA LÁ DE MARRAKECH
"A Abissínia é a atual Etiópia e não Argélia, como afirma texto publicado na página Especial-2 (Acontece) no último dia 15." (27.dez.95) 

WASHINGTON E WASHINGTON DC
"A cidade de George foi erroneamente localizada no mapa dos Estados Unidos publicados à pág. 5-8 (Ilustrada de 31/7). Ela fica no Estado de Washington e não em Washington DC." (11.ago.95) 

MASSACHUSETTS TAMBÉM NÃO É CIDADE
"A Revista da Folha de 2/6 grafou incorretamente o nome da cidade de Massachusetts, à pág. 10." (6.jun.96) 

LITORAL BOLIVIANO?
"Texto à pág. 4-4 (Esporte) de ontem informou incorretamente que a cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, fica no litoral." (7.abr.00) 

A Bolívia não tem litoral. 

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (7)
"A capital da Flórida, Estado norte-americano, não é Miami, como informou o texto 'Miami assiste a inflação de brasileiros', publicado à pág. 5-9 (Ilustrada) de 2/6. O correto é Tallahassee." (9.jun.97)

CAPITAIS QUE NÃO SÃO (8)
"Diferentemente do que diz a nota 'Longe do fogo', publicada na coluna 'Painel' de 28/3 (pág. 1-4), a capital da Suíça não é Zurique, mas Berna." (1.abr.00) 

IRÃ NÃO É PAÍS ÁRABE
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-21 (Mundo) de 1/11, o Irã não é um país árabe. Tem população de origem persa." (24/11/98) 

CAPITAL DA GUATEMALA
"Tegucigalpa é capital de Honduras e não da Guatemala, como foi publicado na pág. 1-10 (Mundo) de ontem. A capital da Guatemala é a Cidade da Guatemala." (3.nov.98) 

ROMENOS SÃO LATINOS
"A população da Romênia não é eslava, diferentemente do que foi publicado em quadro na pág. 1-22 (Mundo) de 28/3. Os romenos são considerados latinos." (29.mai.99) 

ARISTARCO E COPÉRNICO
"O texto 'FMI compara linha de ajuda a Copérnico' (Dinheiro, 2-4), publicado em 20 de maio, informou incorretamente que Nicolau Copérnico foi o primeiro a propor que o Sol está no centro do Universo. Aristarco, astrônomo grego que viveu entre 310 a.C. e 250 a.C., foi quem primeiro cogitou tal hipótese."(1.ago.99)"

No Crônicas do Motta
Leia Mais ►