13 de jun de 2014

Aquela, em Itaquera, não era a torcida brasileira. Nem de longe

Quem está acostumado a ir em estádios em jogos da série A e B do campeonato brasileiro (sou palmeirense, não desisto nunca), em caneladas de campos de várzea com esquadras de brasileiros e bolivianos ou se lembra do saudoso Desafio ao Galo, estranha quando vê as arquibancadas praticamente monocromáticas da Copa do Mundo.

Por favor, não me leve a mal. Todos têm direito a se divertir.

Mas como temos mais brancos ricos do que negros ricos por aqui (fato totalmente aleatório uma vez que não somos racistas) era de se esperar que isso acontecesse. Ainda mais, considerando-se a facada que pode ser um ingresso diretamente com a Fifa ou via a sagrada instituição do camelô.

Ouvindo o rádio, o locutor cravou: “Olha que maravilha! É a família brasileira voltando para os estádios''. Na verdade, um tipo específico de família, a de comercial de margarina. Pois os jogos de Copa são um momento em que o tecido espaço-tempo se rasga e tudo ganha caras de universo paralelo — regado a muito dinheiro público e ação pesada para manter as “classes perigosas'' longe. Na dúvida, bomba nelas.

Particularmente acho que a consequência imediata mais nefasta da presença de uma torcida que não frequenta estádios regularmente é que ela não empurra o time como necessário.

“Leleô, leleô, lelêo'', “Brasil, Brasil, Brasil'' e “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooor!'' (#vergonhalheia) intercalados com grandes momentos de silêncio é algo estranho de se ver. Não estou defendendo que o estádio seja dividido entre a Mancha, a Gaviões e a Independente (essas, sim, capazes de empurrar qualquer coisa e que não param nunca — mas que vêm com a contrapartida de alguns dodóis que não sabem brincar sem bater). Apenas afirmando que aquela, no estádio, não era a “torcida brasileira''. Nem de longe! A torcida que, faça chuva ou faça sol, ganhando ou perdendo, está lá apoiando seu time, ao vivo, por mais medíocre que ele seja. Esse pessoal, que ajuda nosso futebol a ser o que é, mereceria estar melhor representado nas arquibancadas do Itaquerão.

Fico imaginando como seria se o preço fosse acessível e o acesso aos ingressos viesse pelas mais democrática das práticas: o sorteio de interessados cadastrados. Talvez mais gente que assistiu a partir do telão no Anhangabaú estivesse em Itaquera.

Pessoal que não tira selfie no trem, a caminho do jogo, e posta nas redes sociais pois já pega o mesmo trem todos os dias para ir ao trabalho.

Galera para a qual, esta quinta (12), não foi sua primeira, nem sua última vez na periferia da cidade.

Turma que trabalhou nas obras que tornaram o circo possível. Mas, agora, vão assistir tudo a uma distância considerada segura pelos donos da festa.

Leonardo Sakamoto
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Quem é essa turma do vai tomar no c…

Na época da escravidão, essa elite também tinha lado
O Brasil é um país complexo e muito difícil de explicar, mas a sua elite não. Ela é previsível e está sempre no mesmo lugar. As elites do mundo não costumam ser muito diferentes, mas a brasileira é das piores.

Não à toa o Brasil foi o último país do planeta a acabar com a escravidão, não à toa somos um dos poucos países que só agora está vivendo um ciclo democrático de três décadas. Todos os outros nossos períodos de democracia duraram menos do que isso.

E todas as ditaduras e a escravidão longínqua que tivemos são obras da nossa elite. Que se julga o Brasil. Que se acha a dona do país. Que é altamente corrupta, mas que faz de conta que o que lhe move na política é a defesa do interesse público.

Os que xingaram Dilma na tarde de ontem de maneira patife e abjeta são os netos e bisnetos daqueles que torturam negros nas senzalas. São os filhos daqueles que apoiaram a tortura na ditadura militar. São os mesmos que há pouco fizeram de tudo para que não fosse aprovada a legislação da empregada doméstica e que nos seus almoços de domingo regados a champanhe francês e a vinho italiano sobem na mesa para gritar contra o Bolsa Família.

Essa elite que xingou Dilma daquela maneira no Itaquerão sempre envergonhou o país. E ontem só aprontou mais uma. Não foi um ponto fora da curva no processo histórico. E também não foi nada inocente.

Aécio Neves mais do que todos os outros candidatos que o PSDB já teve simboliza esse elite. É o típico bon-vivant, que nunca trabalhou na vida, que surfou até os 20 anos no Rio de Janeiro e que depois foi brincar de motocross até os 25 anos na montanhas de Minas Gerais, para só depois entrar na política e ir defender os interesses da família e de seu segmento social.

Ontem, Aécio deu uma entrevista ao Globo onde atiçava seu eleitorado a sitiar a presidenta da República. E ao mesmo tempo milhares de panfletos (veja abaixo) eram distribuídos na entrada do Itaquerão associando o PT à corrupção. Pra criar o clima do ataque à presidenta.

O mesmo Aécio que botou a polícia do Rio para invadir a casa de pessoas que ele suspeita estarem criticando-o na Internet. O mesmo Aécio que silenciou a imprensa de Minas Gerais e colocou-a de joelhos para os seus projetos pessoais.

Quem xingou Dilma não foi nem um punhado de inocentes e nem a massa ignara. Foi o pedaço do Brasil que odeia o brasileiro.

Para este pedaço do Brasil que é a cara de Aécio, tanto faz se o presidente é Dilma, Lula, José ou Maria. O que eles não aceitam e que o país não seja apenas um lugar para eles exercerem sua sanha dominadora.

E por isso que o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, a legislação da empregada doméstica e alguns outros programas sociais são tão abominados por essa gente. Eles querem que o povo morra de fome. Querem que o povo vá tomar naquele lugar. O xingamento não é para a presidenta. É para o Brasil que a elegeu. Porque na democracia desses patifes, o voto deles teria que valer mais do que o do sertanejo ou da mulher que luta pela sobrevivência dela e dos filhos nas periferias das grandes cidades.

Os netos e bisnetos dos escravistas e os filhos dos que apoiaram a tortura na ditadura. É esse Brasil que nos envergonha do ponto de vista histórico que nos envergonhou ontem xingando uma presidenta legítima, uma chefe de Estado que tem atuado dentro dos limites da Constituição.

Esse Brasil precisa ser derrotado mais uma vez. Porque se o projeto petista tem seus limites e poderia ser muito melhor, o desses caras é o que há de mais asqueroso. É o vai tomar no cu.



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Os xingamentos a Dilma e a falta de civilidade da elite brasileira

Dilma Rousseff na Arena Corinthians
Setenta por cento das pessoas que estavam na Arena Corinthians, quinta-feira (12), na abertura da Copa do Mundo, eram homens que patrocinam o evento. A prioridade para VIPs e a já conhecida dificuldade de adquirir ingressos, graças ao sistema Fifa, se encarregaram de elitizar as arquibancadas e os camarotes do Itaquerão.

Itaú, um dos principais patrocinadores, além da Coca-Cola, Liberty Seguros, Adidas, Hyundai, Kia, Emirates, Sony, Visa, Budweiser, Castrol, Continental, Johnson & Johnson, McDonalds, Moypark, Yingli, Oi, Apex Brasil, Centauro, Garoto e Wise Up tomaram conta do estádio. Estádio que foi protagonista de um constrangedor exemplo de falta de civilidade.

A Presidenta Dilma Rousseff foi xingada por uma elite parceira ou diretamente ligada a estas multinacionais e bancos.

O que se ouviu não foi um protesto politico. Aqueles que xingavam a Presidenta pareciam mostrar intimidade com o que gritavam. Não eram vaias ou apupos. Era manifestação de falta de civilidade.

Esta mesma manifestação faz lembrar o episódio de Getúlio Vargas no Jockey Club, quando recebeu uma sonora vaia da Tribuna de Honra, onde estava a elite brasileira que assistia ao Grande Prêmio Brasil. E aquela era uma competição nacional, e não uma de proporções mundiais.

Nesta quinta-feira, 1,5 bilhão de pessoas de todo o mundo viram a elite xingar e ofender a Presidenta de seu país, com falta de educação e desrespeito.

Um dia, em São Paulo, Ademar de Barros preparou uma arapuca, como sabia preparar quando se tratava de desrespeitar políticos, em uma universidade. Arquitetou uma sonora vaia para Juscelino Kubitschek. Ali, foram vaias de estudantes, também tramadas por homem ligado ao dinheiro.

Vale guardar as devidas proporções com os homens ligados ao dinheiro de hoje. Homens de empreiteiras e bancos que frequentam a Polícia Federal por suspeitas de obras superfaturadas. Casos escandalosos como os do Banestado, Panamericano ou do Banco Econômico, de Angelo Calmon de Sá - que apesar de todas as denúncias ainda tem R$ 4 bilhões para tomar do Banco Central.

No episódio envolvendo Juscelino Kubitschek, o Presidente fez uma grande reflexão: "Feliz do pais que tem estudantes que podem vaiar seu presidente."

Ontem, não. Ali era falta de civilidade ou um xingamento que na verdade mostrava um costume daqueles que xingavam.

Triste do país cuja elite usa um tipo de agressão de tão baixo nível para ofender seu Presidente sob os olhos do mundo. Elite que não imagina o que poderá acontecer com o país quando, um dia, o povo sofrido tiver o mesmo lamentável comportamento contra ela.

No JB
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Ao vivo, Lula e Dilma em Recife!

 Transmissão encerrada 

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Complexo de vira-lata




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Lula comenta no Piauí xingamentos à presidenta Dilma

Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta tarde de sexta-feira (13) em Teresina, no Piauí, para um ato político com o pré-candidato a senador Elmano Ferrer (PTB), com o pré-candidato ao governo do estado Wellington Dias (PT) e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira.

Lula comentou sobre as vaias à presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa, ontem na Arena Corinthians, em São Paulo. “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”, disse Lula. “E não era nenhum pobre. Parece que comeram até demais, estudaram até demais, porque perderam a educação e o respeito”, completou.

O ex-presidente afirmou que ainda há muito a ser feito no país. “Vocês lembram como era esse país e esse estado antes de chegarmos à Presidência da República? Em 2003 eram só 366 doutores por ano no Nordeste. Hoje formamos 1996 doutores por ano. É pouco. Precisamos formar mais cientistas e professores no Nordeste”.

“Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer. Mas não, eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”.

Sobre a eleição que ocorre este ano, Lula disse que não é isso que está em jogo. “Está em jogo a escolha do tipo de projeto que queremos eleger. Se queremos voltar para a velha política do passado, ou se queremos avançar muito mais”. Para Lula, “nós não temos o direito de fazer esse país retroceder”.

Wellington Dias também comentou os avanços obtidos no Piauí, com o Governo Federal e suas gestões à frente doo estado. “Para nós do Piauí, quando a gente viajava, o que mais doía para nós era ouvir que esse era o estado mais pobre do país. E a partir de 2003, esse estado teve o apoio do maior presidente da história”. Wellington afirmou que os cidadãos do Piauí mudaram de vida com programas como o Minha Casa, Minha Vida e Fies, “fazendo com que hoje o Piauí não seja mais o estado mais pobre do país”, disse.

No Instituto Lula
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Indígena estende faixa por demarcação na abertura da Copa

Imagem foi ignorada pela transmissão de tevê. Ação foi pensada há cerca de um mês, quando guaranis foram convidados a abertura

Garoto indígena faz protesto durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo

Uma criança branca, uma negra e um índio com um cocar entraram juntos na abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira 12. As imagens da televisão mostraram as crianças soltando uma pomba branca minutos antes do início da partida entre Brasil e Croácia. As emissoras omitiram, porém, a imagem do indígena abrindo logo em seguida uma faixa onde estava escrito “demarcação”.

A faixa do jovem de 13 anos lembrava a demora do governo federal para demarcar novas terras indígenas no Brasil. O garoto vive na aldeia Krukutu, na região de Parelheiros, no extremo sul da cidade de São Paulo. No local, os índios moram em situação precária enquanto aguardam a assinatura da demarcação pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que possam ter acesso a uma terra maior. Em uma terra maior, dizem os índios, poderiam retomar seu modo de vida tradicional.

O ato foi pensado há cerca de um mês, quando os organizadores da Copa buscaram os guaranis da cidade para convidá-los a fazer parte da abertura. O convite chegou em meio a uma campanha realizada em todo o Brasil pela demarcação de terras, e os indígenas resolveram aproveitar a oportunidade para mostrarem sua reivindicação.

“Naquele momento, aceitamos o convite e começamos a pensar em fazer alguma coisa na abertura. Nós organizamos que alguém iria entrar com uma faixa escondida, aí falamos para ele: ‘abre a faixa lá e seja o que Deus quiser’ ”, diz Fabio Jekupé, liderança da aldeia indígena.

Fábio conta não ter ficado surpreso com a omissão do ato na televisão. “Eles não querem mostrar isso, querem mostrar só a paz entre os povos para dizer que está tudo bem e está tudo legal, mas a situação aqui não é essa” diz, referindo-se a entrada das três crianças juntas passando uma ideia de paz.

Em meio a uma campanha pela demarcação de terras em todo país, os guaranis dizem que não são contra a Copa. Segundo David Karai, morador da aldeia do Jaraguá em São Paulo, os indígenas não participaram dos atos contra o mundial, mas dizem que o evento foi uma oportunidade para mostrar ao mundo a situação em que vivem. “Os guaranis estão vendo a copa, todos os jogos. Por isso mesmo nós temos que ir pra rua e mostrar que nós estamos vivos, para nós sermos lembrados”.

Piero Locatelli
No CartaCapital
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Copa 1, Anti-Copa 0


Abertura da Copa mostrou como é difícil contrariar vontade da maioria da população numa democracia

Quando se lembra que, até muito recentemente, dizia-se que o governo deveria render-se se a uma incorrigível incompetência tropical para devolver a Copa para a FIFA, o dia de ontem é digno de festa.

Verdade que foi apenas o início de uma jornada complicada, que terá varios momentos imprevisíveis.

Espalhada por vários pontos do país, mobilizando plateias e populações diversas, a Copa irá prolongar-se por um mês inteiro, quando podem ocorrer surpresas, imprevistos e até coisa pior.

Como começo, foi um sinal positivo, porém. (Mesmo lembrando que o padrão de cultura da FIFA nunca foi sua maior especialidade, o show de abertura não precisava ser tão ruim e inexpressivo — nem o exoesqueleto precisava ser tão escondido assim...)

O espírito anti-Copa resumiu-se, ontem, a uma cafajestada contra Dilma Rousseff no Itaquerão, logo abafada por um coro que falava do orgulho de ser brasileiro.

Cafajestadas não demonstram apenas falta de educação. Refletem isolamento político, de quem não está falando com a massa nem consegue comunicar-se com o país. Indo para o principal.

Para quem chegou ao máximo de imaginar que seria razoável impedir a Copa de qualquer maneira, com ajuda de violência quando preciso, o 12 de junho serviu para demonstrar a dificuldade de se contrariar a vontade da maioria quando se vive sob um regime democrático.

A torcida ajudou o time a virar uma partida que começou com um azarado gol contra. Cumpriu seu papel e jogou junto.

Fora do estádio, os protestos foram ainda mais pífios, confirmando a visão de que a principal proteção dos jogos não se encontra nos cassetetes da Polícia nem em tanques do Exército — mas o amor do povo ao futebol e o respeito por seus direitos. Como sabe qualquer pessoa que já fez uma passeata na vida, quando a população sente necessidade de protestar enfrenta até uma ditadura.

Depois de ontem, é difícil negar que os brasileiros querem a Copa e estão felizes com ela — e que isso não afeta sua visão da situação do país, nem irá tornar nenhum candidato a presidente mais ou menos popular. Mas é óbvio que os profissionais das más notícias e das tragédias anunciadas perderão credibilidade (e votos) na medida em que suas profecias não se confirmarem. Por isso, evitam dizer em voz alta aquilo que pensam em voz baixa.

Mas eles estão atentos.

Paulo Moreira Leite
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Só podiam ser brancos e ricos!

Que a burguesia brasileira é homofóbica, racista e machista nos já sabíamos, que vaiou os presidentes do Brasil na abertura dos Jogos Panamericanos, na Copa das Confederações e vaiaria na Copa do Mundo, também já sabíamos.

Mas agora caiu por terra o mito da educação de berço dessa turma herdeira do escravismo, do latifúndio e do coronelismo.

Durante mais de 500 anos, este povo que ocupa todas as “áreas Vips” foi considerado detentor da boa educação, dos valores civilizatórios e das tradições culturais do país.

Os que xingaram a presidenta da Republica, são os mesmos que passaram a vida inteira de costas para o Brasil, afirmando sua ascendência ariana, aspirando respirar os ares norte-americanos e europeus, de preferência, cheirando perfume francês.

São os que trataram o país como um quintal, olhando para nós como uma ralé desprezível, que deveria agradecer por tê-los como espelhos, exemplos do que nós, o povo, deveria ser.

Não, muito obrigado, não queremos que nossos filhos aprendam o seu rol de baixarias. A civilização que estamos construindo quer superar o racismo.

Viva Marcelo! Bonito, talentoso e ainda é preto!

Nesta nossa civilização as mulheres ocupam um lugar central, aqui caras-pálidas, elas podem ser Presidentas da Republica.

As famílias podem ser constituídas com toda a diversidade que a humanidade nos presenteia e qualquer maneira de amor vale a pena.

A atitude mal educada na abertura da Copa revela a agonia de uma turba ignorante, inculta e ultrapassada.

A única nata que representam é a camada de detritos, formada pelos corpos dos milhões mortos na escravidão das fazendas de seus antepassados ou nas confecções modernas de suas marcas de grife.

Embaixo de seus carpetes de pérola baroda escondem uma história de maldades e carnificina.

O ódio que sentem por nós, revela o temor de receberem de volta o mesmo cipó em seus lombos. Mas não precisam ficar tão raivosos, atualmente já não passamos mais o trator. Agora só fazemos passar o metrô.

Ademário Costa – Cientista Social / Salvador
No Viomundo
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Dilma responde aos coxinhas e suas louras

Angélica e Luciano Huck

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Pai esculacha filho coxinha em protesto


Durante os protestos de ontem na Zona Leste de São Paulo, um pai foi flagrado por cinegrafistas tentando tirar o filho da manifestação. Mesmo com o rosto coberto, o pai encontra o filho, afasta as pessoas ao redor dele e grita "Ele é meu filho". Em seguida, eles começam uma discussão.

Após isolar o jovem do grupo, o pai retira a camiseta que tampava o rosto do menino. "Estou no meu direito, deixa eu me manifestar", gritava o filho. Em resposta, o pai dizia: "Você não foi criado para isso", afirmava. "Você vai ter o seu direito quando você trabalhar e ganhar o seu dinheiro".

Confira o vídeo com as imagens feitas pelo cinegrafista da Globo News, Marcelo Campos.



No SQN
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O melhor lance da abertura da Copa

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“Finlândia” vaia Dilma, colunista adere ao coro no camarote do Itaú e Copa é palco central da campanha antecipada


O problemão que Lula criou para Dilma

por Juca Kfouri 13/06/2014 06:55, em seu blog

Ao trazer a Copa do Mundo para o Brasil em 2007, num momento em que o país bombava e tudo dava certo, o ex-presidente Lula não calculou que sete anos depois as coisas poderiam estar diferentes.

Mais: não se ligou que Copas do Mundo não são para o povão, mas apenas para quem pode pagar caro por um ingresso nos novos estádios erguidos a peso de ouro para recebê-las.

Eis que a bomba explodiu no colo de sua sucessora, pouco familiarizada com a mal vista cartolagem do futebol.

Se Dilma Rousseff soube guardar profilática distância de Ricardo Teixeira e, agora, de José Maria Marin (ninguém o viu perto dela ontem), nem por isso ela evitou a hostilidade da torcida endinheirada que esteve na Arena Corinthians.

Se em Brasília, na abertura da Copa das Confederações, a presidenta foi vaiada, em São Paulo foi xingada mesmo, com palavrões típicos de quem tem dinheiro, mas não tem um mínimo de educação, civilidade ou espírito democrático.

Ninguém precisava aplaudi-la e até mesmo uma nova vaia seria do jogo.

Mas os xingamentos raivosos foram típicos de quem não sabe conviver com a divergência, mesmo em relação a uma governante legitimamente eleita pelo povo brasileiro.

A elite branca tão bem definida pelo insuspeito ex-governador paulista Cláudio Lembo, mostrou ao mundo que é intolerante e mal agradecida a quem lhe proporciona uma Copa do Mundo no padrão Fifa.

Que os próximos governantes aprendam a lição.


PS1 do Viomundo: Do site do PSDB, sob o título Pela primeira vez, há uma chefe de Estado sem condições de se apresentar à população, diz Aécio sobre Dilma no Mundial: 

O senhor esperava a reação que houve?

Não, nem torço por isso. Mas acho que é o sentimento que existe hoje no Brasil. Não em relação à própria presidente em especial, mas a tudo que vem acontecendo no governo. Acho que a realidade é que temos hoje uma presidente sitiada, só pode aparecer em público muito protegida.

PS2 do Viomundo: Uma importante colunista social do Estadão, sentada no camarote do Banco Itaú, gritou a plenos pulmões — aparentemente entusiasmada — “Ei, Dilma, VTNC” durante a partida de abertura, para constrangimento de outros convidados, que testemunharam e repassaram a informação.

Não é por acaso que o PSDB está determinado a defender no STF o direito à manifestação nos estádios da Copa: sabe que o público elitizado, presente, pode ajudá-lo a produzir sons e imagens para a campanha eleitoral antecipada, ao mesmo tempo em que descreve Dilma na defensiva, acuada, com medo dos eleitores. A “Finlândia” do título foi definição do jornalista José Trajano, da ESPN (veja o vídeo abaixo):



No Viomundo
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Já tem Copa, apesar da Folha!


A Folha bem que tentou, mas não conseguiu melar a Copa do Mundo no Brasil. Com o seu complexo de vira-lata e a sua visão neoliberal de negação do Estado, o jornal da famiglia Frias fez de tudo para criar um clima desfavorável ao torneio. Durante vários meses, sua cobertura foi totalmente negativa e seletiva, enfatizando os atrasos nas obras, os custos da competição e a incapacidade dos brasileiros de organizarem o evento. Sempre avessa aos movimentos sociais, a Folha até criou um “protestômetro” para amplificar os protestos contra a Copa. Em seu editorial desta quinta-feira (12), porém, o jornal finalmente jogou a toalha e anunciou no título, meio a contragosto: “Vai ter Copa”.

No fundo, a Folha nunca esteve muito preocupada com os jogos e nem pretendeu combater a paixão nacional pelo futebol. A Copa serviu apenas de pretexto para atacar o governo Dilma — já que o jornal é militante do “posicionamento oposicionista”, conforme confessou Judith Brito, executiva do Grupo Folha e ex-presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Mesmo agora, reconhecendo tardiamente que “Vai ter Copa”, o jornal não abdica da sua posição intransigente contra a presidenta. “Apoiar a seleção brasileira não significa ignorar os muitos problemas do país; o eventual sucesso em campo nada diz sobre os governos”, afirma o rancoroso editorial.

No maior cinismo, o jornal afirma que “aquele clima de Copa do Mundo, sensação que ninguém explica, mas todos reconhecem, chegou mais tarde do que em anos anteriores — e muito atrasado em relação ao que seria de esperar sendo o Brasil o anfitrião do evento. Mas chegou. O país do futebol enfim se revela nas bandeiras, ainda um pouco tímidas, que pegam carona nos carros ou se exibem nas janelas”. A Folha só não faz qualquer autocrítica da sua cobertura enviesada, que ajudou a criar este clima “tímido”. “Sem abandonar o espírito crítico, mas reconhecendo a importância do futebol para o país, esta Folha deseja boa sorte à seleção brasileira”. Alguém acredita nesta torcida?

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"Discurso" de Dilma na abertura da Copa


Discurso que Dilma Rousseff poderia ter feito na abertura da Copa após receber vaias de Luciano Huck e cia:
Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento de ter tirado milhões de brasileiros da miséria;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento pelos menores níveis de desemprego de nossa história e o maior em empregos formais;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento a mais acelerada diminuição da desigualdade social de nosso país;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao fato de levar médicos a milhões de brasileiros que os viam pela primeira vez;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao fato de levar milhares de brasileiros pobres à Universidade através de programas como Prouni e Sisu;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento a liberação de moradia a milhões de brasileiros com o Minha Casa Minha Vida;

Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao aumento da renda dos mais pobres em relação aos mais ricos.

Enfim, fico feliz pelas vaias devido a diversas ações que tomamos para tirar o poder que vocês, que aqui estão, em relação a 99% da população brasileira e, claro, entendo seu recalque.

Só não me perdoem, claro, por não ter politizado o brasileiro médio e ter criado corvos que, acriticamente, endossam os desejos do 1% mais rico sem perceber.
Obs: fictício... mas poderia ser verdade.


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Vaias e xingamentos contra Dilma vieram da área VIP com ingressos a R$ 990 e cortesias para artistas globais


Vergonha!

Sabe de onde iniciaram as vaias e xingamentos contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) no jogo Brasil e Croácia na abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians?

Da área VIP do estádio, composta basicamente por quem pagou R$ 990,00 nos ingressos e por “celebridades”, principalmente artistas da Rede Globo de Televisão e demais redes de TV.

A maioria desses artistas entraram de graça no estádio, com ingressos cortesias.

É esse tipo de gente que desrespeita uma senhora ao lado de sua filha, e que não aceita a redução das desigualdades sociais no Brasil nos últimos 10 anos.

As fotos são ilustrativas. O Blog do Tarso não está dizendo que estes artistas é que ofenderam a presidenta.

Em tempo: Juca Kfouri na ESPN informou que os trabalhadores presentes na Arena Corinthians disseram que não gostaram das ofensas contra Dilma vindas dos endinheirados.

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No Blog do Tarso
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