6 de jun de 2014

Barbosa se despede do STF debochando da corte interamericana de direitos humanos


Enfim, achei o vídeo que mostra Barbosa, em uma de suas últimas participações no STF (dia 05/06/2014), debochando de réus que apelam à corte interamericana de direitos humanos.

A mídia noticiou o deboche de Barbosa com várias imprecisões, feitas deliberadamente para pintar a atitude de Barbosa, em todos os sentidos indigna, como uma chacota válida.

Os jornais fizeram um jogo de palavras para dar a entender que alguns cidadãos queriam ser julgados diretamente pelo STF, como o foram os réus do mensalão. Não é isso. Os réus foram julgados em primeira instância, mas, não satisfeitos com o resultado, queriam apelar ao STF. Normal. Todo mundo faz isso. É o direito de todo brasileiro e de todo cidadão um país signatário do tratado internacional de direitos humanos da Costa Rica, de um julgamento com dupla jurisdição.

Ao usar de escárnio para se referir a cidadãos que apelam à corte interamericana de direitos humanos, Barbosa revelou a baixeza inacreditável de seu caráter. Ele parte do pressuposto de que todo mundo é culpado, e que qualquer recurso a um tribunal superior ou a uma corte internacional é uma chicana. Uma visão assim é diabolicamente injusta, típica de um sociopata com uma visão doente de Justiça.

O princípio mais sagrado de uma justiça democrática é a presunção da inocência e o respeito mais absoluto a dignidade do cidadão, inclusive aquele que é culpado. Alguém recorre a uma corte internacional nem sempre tem razão. Apelar a uma corte internacional é submeter-se a um segundo julgamento, cujo resultado é imprevisível.

O que não se admite é a falta de respeito para com um cidadão que, culpado ou não, frequentemente experimenta, junto com sua família, um grande sofrimento.

No caso dos réus da Ação Penal 470, réus que não tinham foro privilegiado foram julgados diretamente no STF, e de maneira praticamente sumária. Joaquim Barbosa ocultou provas essenciais à defesa dos réus e importantes para o debate na opinião pública.

Inúmeros juristas, inclusive no campo conservador, consideraram o julgamento da Ação Penal 470 uma aberração, uma agressão aos mais elementares princípios do direito moderno. Uma ministra chegou a dizer que apesar de não possuir provas para condenar Dirceu, fá-lo-ia porque assim “a literatura permitia”.

A falta de senso crítico com que a imprensa brasileira agora trata esse último deboche de Joaquim Barbosa, que na verdade agride a mais alta corte de direitos humanos das Américas, a da OEA, desnuda a cumplicidade criminosa com os arbítrios que caracterizaram a Ação Penal 470. Ora, se existe uma corte internacional de direitos humanos, e se o Brasil é signatário dela, é porque o Estado democrático brasileiro entende que há situações em que seus próprios cidadãos, sentindo-se oprimidos pela justiça do próprio país, têm o direito de apelar para uma corte internacional.

Ridicularizar isso é algo que entenderíamos (e desprezaríamos) num reaça anônimo de internent, num troll, jamais no representante máximo do Judiciário nacional! Jamais naquele que tem a responsabilidade sagrada de zelar pelos princípios democráticos e humanistas que regem a nossa Constituição, a qual, aliás, prevê o respeito a tratados internacionais como se estes estivessem escritos em nossa Carta.

Diz a Constituição Brasileira, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais:

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo)

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Ao debochar do apelo que cidadãos angustiados fazem a cortes internacionais, Barbosa zombou, portanto, da própria Constituição Brasileira.

E mesmo que não se desse nenhuma trela a leis, a tratados internacionais, a direitos humanos, mesmo assim, seria de infinito mau gosto debochar da desgraça de outro ser humano ao vivo, na TV Justiça!

Esse é o homem que a Globo e seu exército de coxinhas psicóticos tentou transformar em herói.

As matérias falam que, após o deboche de Barbosa, ouviu-se uma sonora gargalhada no plenário. A referência vaga dá a entender, injustamente, que todos os ministros riram. Não foi assim. Ouve-se uma risada do próprio Joaquim Barbosa, ou talvez de outra pessoa, e só. Um riso mau e grosseiro. Um riso de bandido. Um riso que representa tudo aquilo que uma corte suprema jamais deveria ser, um templo onde os cidadãos de um país, condenados ou não, não terão jamais sua dignidade violada, e não apenas porque os ministros tenham obrigação de ser pessoas boas e educadas, mas porque isso está previsto na Constituição, logo em seu primeiro capítulo.

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

(…) III – a dignidade da pessoa humana;

Abaixo, o vídeo:


Miguel do Rosário
No O Cafezinho
Leia Mais ►

O Brasil tem a Bomba Atômica? Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões

Leia Mais ►

Lula: eles têm complexo de vira-lata

Que obra de infra-estrutura eles fizeram?


Aos gritos de “ôle, ôle, olê, olá, Lula, Lula”, o Presidente iniciou o seu discurso por volta das 19h50, no encontro do PT em Porto Alegre (RS), que ocorre nesta sexta-feira (6). Antes dele, falaram o ex-governador do Estado candidato ao Senado, Olívio Dutra, e o atual governador Tarso Genro.

A seguir frases do Presidente:

“Eu acho que pelo tratamento dado pela imprensa ao governo Dilma, o povo brasileiro não sabe 30% do que o governo está fazendo. Nós não damos importância à questão da comunicação”.

Citou conversa com dois jovens. “Se um menino de 19 e 17 anos não sabem o que o governo fez, alguma coisa está acontecendo de errado no país. É o processo de desinformação para as pessoas só saberem o que há de errado no nosso país”.

“Tentativa de diminuir o papel do governo e mostrar governo e Presidenta com perfis que não são deles.”

“Quero conversar para ver se as pessoas estão se dando conta do processo de

“Temos que perguntar de que dada ele está falando e se ele se lembra do que era esse país antes de 2002”

“Pergunte a qualquer empresário se eles ganharam mais dinheiro do que agora.”

“Em que momento histórico o Brasil esteve melhor do que hoje.”

“Este país, que eles dizem que tá ruim, criou 10 milhões de novos empregos depois da crise”

“O que aconteceu em 11 anos foi mais forte do que em outros lugares do mundo no mesmo período”

“Tudo agora virou esforço próprio. Por que não foram antes, no governo tucano?”

“Elas se esforçaram e aproveitaram a oportunidades criadas pelo nosso governo”

“Como em apenas 11 anos colocamos o mesmo número de alunos que eles colocaram em um século?”

“Eles pensam assim ‘como eles conseguem e nós não?’”

“A oposição pensa ‘Como eles não quebraram esse país?’”

“Eles aprenderam tudo na faculdade, menos cuidar do povo pobre desse país”

“Toda vez que tucano fala em choque de gestão, eu sei que trabalhador vai entrar pelo cano”
Leia Mais ►

Completa anarquia na PM paulista

O que é isso que circula na rede?

Que tipo de operação está em andamento?

Quem comanda?


Tá virando rotina.


Como já ocorreu.


Marcelo Rubens Paiva
No Estadão

* * *

PM reprime brutalmente protesto


No SQN
Leia Mais ►

Luís Fernando Veríssimo & Zuenir Ventura

Leia Mais ►

Desmentindo o vampirão Wack da @RedeGloboTV.... Inflação desaba! Chora canalha!!!

Leia Mais ►

Ao vivo de Porto Alegre: Lula, Dilma, Tarso e Olívio

Transmissão encerrada




Leia Mais ►

Marcus Pestana (PSDB) é multado em R$ 53.205,00 por divulgar pesquisa inexistente

O presidente Estadual do PSDB-MG, Marcus Pestana, foi multado pela Justiça Eleitoral em R$53.205,00. A decisão, proferida na manhã desta sexta-feira (6), foi motivada pela divulgação de percentuais de intenção de votos para o pré-candidato a Senador, Antônio Anastasia (PSDB), baseados em pesquisa eleitoral inexistente. A irregularidade ocorreu durante entrevista concedida pelo deputado Marcus Pestana, em 24 de abril de 2014.

Em sua decisão, o juiz Paulo Abrantes observa que a veiculação das “informações levianas podem desestabilizar a corrida pré-eleitoral” e que o Representado teve a clara intenção de “influenciar a opinião dos cidadãos mineiros”.

No TRE/MG
Leia Mais ►

A vingança

Eu sei, eu sei. Onde cada seleção vai jogar e contra quem foi decidido pelas bolinhas, sem interferência humana ou de qualquer outra vontade, natural ou sobrenatural. Mas não posso deixar de desconfiar que houve uma combinação de divindades — os deuses do acaso, as forças ocultas do Universo, a Fernanda Lima — para orientar o sorteio e influenciar a decisão. A motivação do conluio: fazer justiça. Seu objetivo: vingança.

Na Copa de 1994, nos Estados Unidos, a tabela mandou que a seleção brasileira cruzasse o país mais de uma vez, ziguezagueando do oeste para o leste e de volta para o oeste, como se alguém ou alguma coisa estivesse querendo nos impressionar com o tamanho e a diversidade norte-americanos, com seu potente passado e seu domínio do futuro. O que parecia simples capricho da sorte na verdade era ostentação.

A seleção foi de Los Gatos, na Califórnia, pequena cidade no Vale do Silício com a maior renda per capita da América, símbolo de tecnologia e de dinheiro novo, para Detroit, no leste, cuja decadência evocava sua antiga força industrial agora enferrujada, e daí para a calorenta Dallas, onde mataram o Kennedy, o que não deixava de também ser uma exibição de poder. O Brasil estreou no estádio da Universidade de Stanford, uma das melhores do mundo, e, mesmo tonto de tanto viajar, acabou, triunfante, em Los Angeles, levantando a taça do desagravo para mostrar que não tínhamos nos deixado humilhar. Os Estados Unidos podiam ser grandes, mas nós tínhamos o Dunga.

Não que as idas e voltas da seleção não tenham sido curtidas. Em Los Gatos era revigorante saber que você estava respirando o mesmo ar dos bilionários. E em Dallas, onde era aconselhável não sair na rua para não voltar assado, ficamos (ou a imprensa ficou, o time não me lembro) num hotel com certo encanto sulista, na zona — ficamos sabendo só depois de instalados — gay da cidade. O hotel tinha, principalmente, um ótimo bar com uma ótima cantora negra, e era onde nos refugiávamos do inferno lá fora.

Mas o fato é que, dispensadas as amenidades, a tabela da Copa de 94 nos foi cruel. E agora surgiu a possibilidade da vingança. Pelo que sei, a seleção dos Estados Unidos será a que mais viajará pelo Brasil durante o Mundial. E os americanos ficarão sabendo o que é um país grande e diversificado.

O único risco, claro, é a tabela vingativa ter o mesmo efeito da tabela de 1994, e os Estados Unidos acabarem campeões do mundo.

Luís Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

Lições de um presidenciável mineiro sobre como enrolar e faltar com a verdade

O candidato do tucanato ao Palácio do Planalto este ano, senador Aécio Neves (PSDB-MG), enrola e falta com a verdade nas últimas entrevistas dadas na campanha. Fiquemos apenas nas dessa semana para mostrar a vocês como ele não se compromete nas respostas praticamente em relação a nada, quando não faz um verdadeiro zigue-zague, elogiando e incorporando a seus planos de governo — programa, nada, ainda não tem — propostas do PT que antes execrava.

Ele não se compromete, por exemplo, com um aumento dos combustíveis e, nessa questão, muito presente aí em nossos dias, promete previsibilidade! Seja lá o que isso quer dizer… O candidato tucano afirma que seria irresponsável antecipar qualquer anúncio. Ele é contra a reeleição, tem dito isso expressamente, mas não se esquece de completar que, caso se eleja, não abre mão do 2º mandato.

Promete não usar os ministérios, o preenchimento de cargos, como moeda de troca política, mas diz que nomeará os ministros em sintonia com os “setores”. No caso, refere-se ao agronegócio, de quem se diz o candidato. Mas quando indagado se aceitará reunir em uma só Pasta os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente, desconversa e evita se comprometer.

Fala em reduzir ministérios e propõe a criação de mais dois

Nesta fase da campanha (nem adianta falar de pré-campanha, eles, os da oposição, já estão mesmo em campanha antecipada) o senador-candidato volta com a proposta de criar um Ministério Extraordinário da Reforma Tributária. Além deste, e ao mesmo tempo que propõe reduzir aleatoriamente o número de ministérios para 21, propõe criar mais outro, o da Justiça e da Segurança Pública.

Aécio Neves acusa o governo de “omissão criminosa” na área de segurança. Apesar de reconhecer que  pela Constituição Federal segurança pública é atribuição dos Estados. Nega para omitir as parcerias do Governo Federal com os Estados nessa questão, a exemplo do Rio de Janeiro. E omite, também, a recusa dos governos tucanos, de atuação conjunta com o governo federal nessa área.

Ele esconde os números das estatísticas de crescimento da criminalidade em São Paulo e em Minas Gerais, que comprovam o fracasso de 20 anos de gestão tucana em São Paulo e 12 anos em Minas Gerais — nas Geraes, 12 anos de fracasso dele, já que foi governador durante oito anos (2003-2010) e elegeu o sucessor, Antônio Anastasia (2011-2014).

Critica alianças de Dilma e faz composições idênticas com os partidos

O candidato tucano ao Planalto critica o que pratica na sua aliança presidencial: a troca de apoio político num eventual governo seu pelo horário de rádio e TV de seis partidos nanicos; e em Minas Gerais a participação no governo em troca de apoio na Assembléia Legislativa. Está em toda a mídia hoje: Aécio recebeu ontem o apoio de vários pequenos partidos no Rio, e do PMDB local, aos quais disse: “Dêem-me apoio na eleição que eu lhes dou a Presidência da República”.

Mas, Aécio corteja e obtém o apoio de seis partidos nanicos e ao mesmo tempo promete extingui-los com o restabelecimento da Cláusula de Barreira (questão que vai e volta nas discussões da reforma política e da legislação partidária).

O pior é que ele mente deslavadamente quando diz que o PT não assinou a Constituição de 1988. O PT a assinou, sim. Assinou com uma declaração em separado, explicativa sobre as razões pelas quais não votou em determinados temas na forma como a Constituição os manteve — temas que hoje voltam a agenda nacional, como as reformas política, agrária e tributária, a lei de anistia (recíproca) e o papel das Forças Armadas.O senador sabe disso, pelo menos tem a obrigação de se lembrar. Por que distorce os fatos?

Com empresários, Aécio se compromete com o fim de direitos sociais

Aécio Neves vacila quando diz que respeitará os direitos trabalhistas e ao mesmo tempo, num encontro em abril, com representantes de empresas do setor de turismo aceitou a flexibilização das leis trabalhistas em determinados eventos e regiões por causa da informalidade. Ou seja, aceitou o mesmo argumento dos setores empresariais que defendem a flexibilização das leis trabalhista. E flexibilização, não nos esqueçamos é o termo que eles cunharam para evitar dizer com todas as letras que o que defendem mesmo é o fim de direitos sociais.

Por fim, Aécio promete trazer a inflação para o centro da meta e reduzir as bordas. Em outras palavras, trazer uma inflação para o centro da meta, inclusive sem a banda de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Como não diz, nós já sabemos: se eleito, faria isso com a redução dos salários, dos gastos sociais, maiores superávits e juros mais altos (taxa Selic na estratosfera, para delírio dos especuladores e rentistas…), com desemprego e recessão.

Como veem, é tudo enrolação e tergiversação para faltar com a verdade. Com Aécio, onde ficam a proverbial e histórica cintura e habilidade políticas mineiras?

No Blog do Zé
Leia Mais ►

Florianópolis sedia Seminário sobre mulheres LBT


No intuito de discutir com a sociedade as questões relativas às mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (LBT), para além de suas várias identidades de gênero e de orientações sexuais, entre os dias 9 e 11 de junho de 2014, acontece em Florianópolis, o Seminário Mulheres LBT: estratégias conjuntas de enfrentamento do machismo, sexismo, misoginia e das LBTfobias.

O encontro se propõe a construir estratégias de fortalecimento conjunto para o enfrentamento do preconceito, amplamente conhecido por homofobia, mas que, nesse espaço, será chamado de Lesbofobia, Bifobia e Transfobia.

O seminário terá início no dia 9, a partir das 15h, com uma cerimônia de abertura, seguida da conferência Feminismos e Identidades de Gênero, ministrada pela professora Dra. Tamara Adrian, da Universidade da Venezuela.

No dia 10, o seminário dará sequência ao tema abordado por Tamara, com o painel Feminismos e Identidades de Gênero, desdobrado na intervenção da professora Suely Oliveira, de Recife, que falará sobre Feminismos no Brasil. O painel conta também com a intervenção da professora Ana Melo, de Recife, que trará para a discussão o tema Mulher-mulher e outras mulheres.

O segundo painel do dia tratará da LBTfobia. Para falar sobre o tema, o seminário de mulheres LBT traz as ativistas Heliana Hemetério, do Coletivo de Lésbicas Negras de Curitiba/PR, que falará sobre Lesbofobia; Keila Simpson, da AtrasBa de Salvador/BA, com o tema Transfobia e Fernanda Coelho, do Coletivo Bil de Ipatinga/MG, que tratará da Bifobia.

Na parte da tarde, as/os participantes se dividirão em três grupos para discutir as demandas das mulheres LBT. O primeiro grupo formulará propostas relativas às mulheres lésbicas. O grupo dois tratará das demandas das mulheres bissexuais e o grupo três discutirá sobre mulheres trans. Ao final das discussões, os grupos apresentarão propostas para a composição de uma carta que será aprovada ao fim do encontro.

Ainda no dia 10, a deputada estadual Angela Albino, que compõem a bancada feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), fará uma apresentação sobre as leis já existentes e/ou em tramitação na Alesc, referentes ao tema LBT. As atividades do dia encerram com a plenária final do seminário.

No dia 11, a professora venezuelana, Tamara Adrian, ministra palestra na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o tema A transexualidade a partir de uma perspectiva legal e de direitos humanos, às 10h, na sala 331, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).

O encontro é realizado pela Escola do Legislativo de Santa Catarina, em parceria com a União Brasileira de Mulheres de Santa Catarina (UBM/SC), o Instituto de Estudos de Gênero da UFSC (IEG), a Associação de Direitos Humanos com Ênfase na Sexualidade (Adeh) e o grupo Acontece Arte e Política LGBT.

Confira a programação

Seminário Mulheres LBT: Estratégias conjuntas de enfrentamento do machismo, sexismo, misoginia e das LBTfobias

Dia 09 de junho de 2014 (Auditório da Escola do Legislativo)

15h às 16h – Cerimônia de Abertura

16h às 17h30 – Conferência de Abertura: Feminismos e Identidades de Gênero

Conferencista: Tamara Adrian (Universidade da Venezuela)

Dia 10 de junho de 2014 (Auditório da Escola do Legislativo)

9h às 10h – Painel: Feminismos e Identidades de Gênero

Feminismos no Brasil: Suely Oliveira (Recife – PE)

Mulher-mulher e outras mulheres: Ana Melo (Recife – PE)

10h às 11h – Debate mediado pela Presidenta do COMDIM

11h às 12h – Painel: Fobias LBT

Lesbofobia: Heliana Hemetério – Coletivo de Lésbicas Negras (Curitiba - PR)

Transfobia: Keila Simpson – AtrasBa (Salvador – Bahia)

Bifobia: Fernanda Coelho – Coletivo BIL (Ipatinga – MG)

14h às 15h30 – Grupos de Trabalho: Debatendo nossas demandas

Grupo 1 – Mulheres Lésbicas

Grupo 2 – Mulheres Bissexuais

Grupo 3 – Mulheres Trans

15h30 às 16h – Apresentação dos resultados dos grupos.

16h às 16h30 – Apresentação de leis já existentes e/ou em tramitação na ALESC, referentes ao tema LBT. Apresentadora: Deputada Angela Albino

16h30 às 18h – Plenária

Dia 11 de junho de 2014 (UFSC-CFH, Sala 331)

10h às 12h – Palestra de Tamara Adrian: A transexualidade a partir de uma perspectiva legal e de direitos humanos.

No Desacato
Leia Mais ►

Inflação desaba! Chora Urubóloga, chora!

IPCA de maio fica em 0,46%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de maio apresentou variação de 0,46%, ficando 0,21 ponto percentual abaixo da taxa registrada no mês de abril (0,67%). Com isto, a variação de janeiro a maio foi para 3,33%, acima da taxa de 2,88% de igual período de 2013. Considerando os últimos doze meses, o índice está em 6,37%, superior aos 6,28% relativos aos doze meses anteriores. Em maio de 2013, a taxa foi de 0,37%.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.

Alimentação e Bebidas (de 1,19% em abril para 0,58% em maio), que mais uma vez apresentou desaceleração no ritmo de crescimento de preços, e Transporte (de 0,32% para -0,45%), que chegou a se mostrar em queda, foram os responsáveis pela redução da taxa do IPCA de maio. Já os Artigos de Residência (1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,98%) registraram os resultados mais elevados.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Abril
Maio
Abril
Maio
Índice Geral
0,67
0,46
0,67
0,46
Alimentação e Bebidas
1,19
0,58
0,30
0,15
Habitação
0,87
0,61
0,12
0,09
Artigos de Residência
0,20
1,03
0,01
0,05
Vestuário
0,47
0,84
0,03
0,05
Transportes
0,32
-0,45
0,06
-0,08
Saúde e Cuidados Pessoais
1,01
0,98
0,11
0,11
Despesas Pessoais
0,31
0,80
0,03
0,08
Educação
0,03
0,13
0,00
0,01
Comunicação
0,02
0,11
0,00
0,00

No grupo dos alimentos, observou-se queda e desaceleração dentre os mais importantes no consumo em casa, com exceção do tomate, que passou de -1,94% em abril para 10,52% em maio. A tabela a seguir mostra os destaques:

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Farinha de mandioca
-3,66
-12,09
-19,18
-28,48
Batata-inglesa
22,26
-9,13
30,40
-2,04
Hortaliças
-1,00
-3,81
23,00
11,19
Frutas
0,57
-2,20
6,65
12,80
Açúcar refinado
2,17
-1,97
-1,54
-3,43
Pescados
2,89
-0,38
11,26
15,78
Feijão-carioca
4,71
0,03
7,44
-38,39
Refrigerante
0,88
0,13
3,21
6,40
Presunto
0,57
0,27
1,34
2,56
Carnes
1,83
0,40
7,75
16,25
Biscoito
0,95
0,40
2,77
6,66
Suco de frutas
1,54
0,47
3,47
4,28
Margarina
1,02
0,64
3,34
4,43
Sorvete
4,54
0,98
7,78
9,14
Frango em pedaços
2,61
1,03
1,39
3,34
Óleo de soja
3,85
1,22
8,43
-1,41
Feijão-mulatinho
2,98
1,59
-4,77
-40,88
Leite longa vida
3,37
1,70
0,54
7,48
Feijão-fradinho
9,81
1,72
23,68
7,76
Fubá de milho
4,29
3,06
5,89
6,07
Carne seca e de sol
8,01
3,64
22,13
24,91
Feijão-preto
4,08
3,79
4,33
18,21

Enquanto os alimentos consumidos em casa passaram de 1,52% em abril para 0,41% em maio, a alimentação fora subiu de 0,57% para 0,91%, sob pressão dos seguintes itens:

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Refeição
0,46
0,96
4,33
9,32
Lanche
0,71
0,84
4,94
12,40
Refrigerante fora
0,25
1,29
4,64
9,82
Café da manhã
0,46
1,24
4,39
10,96

No grupo dos Transportes, que passou de 0,32% em abril para -0,45% em maio, destaca-se a queda de 21,11% nas tarifas aéreas, que registraram o mais forte impacto para baixo no índice, de -0,11 ponto percentual. Houve queda, também, nos combustíveis (-0,67%), sendo de -2,34% no preço do litro do etanol e de -0,35% na gasolina. Outros itens caíram no grupo, como os automóveis usados (-0,24%), as tarifas de ônibus interestaduais (-0,25%) e o seguro voluntário (-0,48%).

Além dos alimentos e dos transportes, o grupo Habitação (de 0,87% para 0,61%) apresentou variação abaixo do mês anterior, influenciado pela região metropolitana de São Paulo, cujo resultado ficou em -1,66%. Nessa região, foi apropriada uma variação de -21,98% na taxa de água e esgoto, que ficou em -5,25%, reflexo dos efeitos do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água.

Por outro lado, ainda no grupo Habitação, as tarifas de energia elétrica se destacaram pela alta de 3,71%, exercendo, assim, o mais elevado impacto no IPCA do mês, com 0,10 ponto percentual. Outros itens ficaram mais caros de abril para maio, a exemplo dos artigos de limpeza (1,10%) e do aluguel (0,82%).

Nos Artigos de Residência (de 0,20% para 1,03%) e em Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,01% para 0,98%), grupos que tiveram os maiores resultados do mês, os destaques ficaram, respectivamente, com os eletrodomésticos (2,12%) e remédios (1,47%), este último refletindo a parcela complementar do reajuste autorizado em março.

Quanto às Despesas Pessoais (de 0,31% para 0,80%), os principais itens que exerceram pressão foram jogos de azar (5,69%), reflexo do reajuste médio de 26% de 11 de maio; manicure (1,48%); cabeleireiro (1,31%) e empregado doméstico (0,82%).

Os artigos de Vestuário (de 0,47% para 0,84%), Educação (de 0,03% para 0,13%) e Comunicação (de 0,02% para 0,11%) também tiveram os resultados de maio acima dos registrados em abril.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (1,16%) em virtude da alta de 16,65% nas tarifas de energia elétrica, que refletiu o reajuste de 17,69% concedido em 29 de abril. Os alimentos, com alta de 1,23% também pressionaram o resultado do mês. O menor índice foi o de Brasília (-0,08%), onde as passagens aéreas, com queda de 18,51% e peso de 2,65%, causaram impacto de -0,49 ponto percentual no resultado do mês. A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada.

Região
Peso Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Recife
5,05
0,81
1,16
3,67
6,56
Fortaleza
3,49
1,08
0,95
3,41
6,29
Belém
4,65
0,52
0,79
2,75
5,14
Porto Alegre
8,40
1,08
0,75
3,81
7,11
Belo Horizonte
10,86
0,75
0,67
3,64
6,05
Rio de Janeiro
12,06
0,42
0,55
3,88
7,61
Curitiba
7,79
0,88
0,46
3,53
6,80
Goiânia
3,59
0,84
0,41
3,17
6,07
Salvador
7,35
0,81
0,38
3,14
5,46
Campo Grande
1,51
0,84
0,32
3,20
-
Vitória
1,78
0,60
0,31
2,67
-
São Paulo
30,67
0,47
0,12
3,05
6,24
Brasília
2,80
0,62
-0,08
2,28
5,66
Brasil
100,00
0,67
0,46
3,33
6,37

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 28 de maio de 2014 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de março a 28 de abril de 2014 (base).

INPC variou 0,60% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,60% em maio, 0,18 ponto percentual abaixo do resultado de 0,78% de abril. Com isto, a variação de janeiro a maio foi para 3,52%, acima da taxa de 3,02% de igual período de 2013. Considerando os últimos doze meses, o índice está em 6,08%, acima da taxa de 5,82% dos doze meses anteriores. Em maio de 2013, o INPC foi de 0,35%.

Os produtos alimentícios aumentaram 0,64% em maio, enquanto os não alimentícios ficaram com 0,59%. Em abril, os resultados haviam sido 1,34% e 0,54%, respectivamente.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (1,14%), em virtude da alta de 16,66% nas tarifas de energia elétrica, que refletiu o reajuste de abril. Os alimentos, com alta de 1,23%, também pressionaram o resultado do mês. O menor índice foi o de São Paulo (0,10%) em virtude da variação de -22,37% na taxa de água e esgoto, reflexo dos efeitos do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água.

A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada:

Região
Peso Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Recife
7,17
0,85
1,14
3,65
6,26
Fortaleza
6,61
1,21
1,02
3,53
6,35
Rio de Janeiro
9,51
0,56
0,92
4,52
7,56
Belém
7,03
0,57
0,90
3,03
5,11
Porto Alegre
7,38
1,17
0,85
4,02
7,20
Belo Horizonte
10,60
0,86
0,83
4,05
6,22
Goiânia
4,15
0,89
0,64
3,49
5,81
Salvador
10,67
0,76
0,48
3,30
5,32
Curitiba
7,29
0,98
0,47
3,75
6,53
Campo Grande
1,64
0,90
0,45
3,39
-
Brasília
1,88
0,83
0,32
2,95
5,29
Vitória
1,83
0,69
0,32
2,82
-
São Paulo
24,24
0,54
0,10
2,94
5,67
Brasil
100,00
0,78
0,60
3,52
6,08

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além de Brasília e do município de Goiânia. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 28 de maio de 2014 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de março a 28 de abril de 2014 (base).

No IBGE
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 2038


Leia Mais ►

As eleições do descontentamento

As intenções de votos dos três caíram no Datafolha
Estas serão as eleições do descontentamento. O último Datafolha, em que todos os principais candidatos caíram, é apenas mais um sinal disso.

O marco zero da insatisfação foram as chamadas Jornadas de Junho. Sem que ninguém esperasse, as ruas foram tomadas por multidões que, essencialmente, estavam reclamando da desigualdade social.

Os conservadores tentaram roubar o sentido dos protestos e atribuí-lo à “corrupção”, mas não conseguiram. Na raiz das manifestações estava a questão da desigualdade.

O paradoxo aí é que os protestos vieram exatamente na gestão do partido que mais se empenhou em reduzir a iniquidade.

Todos se surpreenderam com o vigor das manifestações, mas ninguém mais que o PT, por entender que tinha o controle dos movimentos sociais — CUT, UNE, MST etc.

O Brasil, e isto é positivo, como que se confrontou com a dura realidade. Fingíamos que não éramos racistas, que a desigualdade social não era vergonhosa e que não continuava a haver excluídos em quantidade simplesmente intolerável.

Toda a classe política foi posta em descrédito nas Jornadas de Junho, e era previsível que isso tivesse efeito notável nas eleições de 2014.

Passado um ano, o que efetivamente mudou? Qual a perspectiva de mudar um sistema político carcomido?

Ah, sim, leva tempo. Mas a paciência dos brasileiros estava, e está, esgotada.

Como disse Guy Fawkes para o Rei Jaime, quando este lhe perguntou por que ele queria explodir todo o Parlamento inglês em 1605, situações desesperadoras clamam medidas desesperadas.

A resposta mais notável de Dilma foi o Mais Médicos: é muito, mas não o suficiente para sinalizar mudanças efetivas.

Para complicar ainda mais o quadro, a Copa trouxe desdobramentos pouco animadores para os que querem uma sociedade mais justa.

A remoção de desvalidos — o governo admite cerca de 25 000 casos — foi um desses desdobramentos. A truculência da polícia ao reprimir manifestações contra a Copa, outro.

É verdade: a culpa dos exageros da polícia é dos governos estaduais, sobretudo. Mas é inevitável que o governo federal também se desgaste, ainda mais quando tem alianças com governadores que não hesitaram em colocar a polícia para bater nos manifestantes, como é o caso do Rio de Janeiro.

A capacidade do PT de responder aos gritos das ruas por mais avanço social ficou em grande parte comprometida por todos os compromissos assumidos em nome da governabilidade.

Um símbolo disso é a nova aliança em São Paulo com Maluf: saíram da foto Lula e Haddad, e entrou Padilha.

Os demais partidos reagiram muito pior que o PT: pareceram sequer entender o que as ruas estavam dizendo.

Aécio, o candidato mais patético, tomou a direção oposta: prometeu medidas impopulares. Isso quer dizer que dele você só pode esperar mais desigualdade.

Eduardo Campos parece ter entendido tudo errado. Viu nos protestos a chance de se eleger e rompeu com o governo, mas esqueceu que para ter alguma chance era preciso ter um projeto que captasse o espírito do tempo.

Não. Ele parece igualzinho — até nas roupas e no palavreado — a Aécio. Seu empenho está muito mais em ser aceito pelo 1% do que em se conectar com os 99%.

Numa amostra espetacular disso, ele fez questão de dizer, sem que sequer lhe fosse perguntado, que é contra a regulação da mídia, numa atitude que só agrada às quatro ou cinco famílias que monopolizam o mercado jornalístico nacional.

A esta altura, Eduardo Campos corre o risco de terminar atrás do Pastor Everaldo, o que liquidaria suas ambições políticas.

No terreno de Campos está agora uma questão que pode mexer as coisas. Marina não foi alcançada pela raiva generalizada da classe política que emergiu das Jornadas de Junho.

E se Eduardo Campos abrir espaço para ela? Isso pode chacoalhar as eleições e demandar respostas dos demais partidos que pleiteiam o Planalto.

A sociedade está pedindo menos desigualdade, claramente. O futuro político pertence aos partidos que compreenderem isso — e agirem.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

“O que eu vou dizer aqui não saiu na imprensa” – Lula em seminário do El País em Porto Alegre

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta sexta-feira (6) no seminário “Desenvolvimento, inovação e integração regional”, promovido pelo jornal espanhol El Pais. E apontou dados positivos sobre os avanços do pais nos últimos 11 anos, e que em geral as pessoas não conhecem, pois não tem destaque na imprensa.

Economia

- “Somos hoje a 7ª economia do mundo, com um PIB que passou de US$ 550 bilhões em 2002 para mais de US$ 2 trilhões e 200 bilhões em 2013.”

- “Temos hoje 370 bilhões de dólares de reservas internacionais”

- “Apenas 9 países do G-20 conseguiram crescer acima de 2% em 2013. E o Brasil está entre eles, com uma taxa de 2,5%. Este não é um resultado desprezível, pois demonstra capacidade de resistir a uma conjuntura adversa.”

- “Nestes quase cinco anos, enquanto 62 milhões de empregos foram destruídos ao redor do mundo, segundo a OIT, o Brasil criou 10 milhões de empregos.”

- “Saímos de 107 bilhões de fluxo de comércio externo para 480 bilhões.”

- “A renda média do povo brasileiro cresceu 33%. E a dos mais pobres cresceu 70%”

- “Quantos países enfrentaram essa crise aumentando a renda e o emprego?

- “Quantos países geraram empregos como o Brasil com sindicatos e imprensa livre?”

- “Qual pais duplicou sua safra de grãos em 11 anos?”

- “Qual foi o pais que duplicou a produção de automóveis em 11 anos?”

Energia e Infra-Estrutura

- “Que pais saiu de 80 mil para 120 mil megawatts de energia e construiu 30 mil quilômetros de linha de transmissão.”

- “Quantos países oferecem as oportunidades em projetos de infra-estrutura que oferece o Brasil?”

Educação

- “O Brasil é o país que mais aumentou o investimento público em educação nos últimos anos, de acordo com a OCDE. O Orçamento do MEC passou de R$ 33 bilhões em 2002 para R$ 104 bilhões.

- “Saímos de 3,5 milhões de estudantes universitários, e onze anos depois, temos mais de 7 milhões de estudantes universitários. E precisamos avançar muito mais. Por isso, aprovamos o plano nacional de educação e os 75% dos royalties do pré-sal para a educação.”

O ex-presidente comparou a cobertura internacional do México, que tem sido muito elogiado e a do Brasil. E criticou o tratamento diferente dado aos dois países, não baseado na realidade dos dados dos dois países. “No México está tudo pior que o Brasil. E como eu quero que o México cresça também não estou dizendo isso porque quero o mal do México. Estou dizendo por que (o que sai na imprensa) é mentira.”

No Instituto Lula
Leia Mais ►

A entrevista de Dilma para a Rede Bandeirantes

Leia Mais ►

Eu amo a Voz do Brasil

Os grupos mafiomidiáticos a$$oCIAdos ao Instituto Millenium desencadearam uma nova campanha contra a Voz do Brasil. Não vou dar o endereço para não fazer propaganda. Do ponto de vista deles, acho que eles estão certos. Afinal, só falta calarem a Voz do Brasil. O resto está tudo dominado. A Rádio Gaúcha tem tentáculos em todo o RS. E o resto não conta por ser resto!

O verdadeiro interesse em acabar com a Voz do Brasil está no faturamento do futebol. É por isso que a famiglia Marinho está no topo das grandes fortunas da Revista Forbes. O Futebol enriquece a Globo e empobrece os times. Por que a Globo bota horário de jogos às 19h30 ou às 22h? Não é por respeito aos ouvintes, mas para faturar, em detrimento do público. Então, quem é mesmo que desrespeita o público?

Adivinha quem é a égua madrinha, que conduz a manada gaúcha no Congresso, dos que querem acabar com a Voz do Brasil? Ana Amélia Lemos!

A RBS, com um microfone na mão e um relho na outra, tropeia a gauchada de passividade bovina rumo ao matadouro e faz dos catarinenses elefantes de circo capazes de dançarem chula em picadeiros. Querem o término da Voz do Brasil ou a “flexibilização” do horário, pois desejam que, na hora do rush, das 19 às 20 horas, consumamos produtos da Orbeat Music, gravadora da RBS. Só um otário para entrar na balela destes sequazes!!

Flexibilização é um eufemismo usado sempre que querem levar, na mão leve, algum direito nosso. Foi assim também com os direitos trabalhistas. Toda vez que falam em flexibilizar algum direito é porque há risco de perda. Flexibilizar é conversa da trambiqueiro, de estelionatário. Transferir para a madrugada é o primeiro passo para matar o concorrente. É a dose letal no paciente já achincalhado.

Hoje a maioria dos carros toca mp3. Com CD ou pendrive pode-se tranquilamente dispensar estas rádios que só tocam por Jabá!!! Alguém lembra a última vez que ouviu Chico Buarque, Maria Betânia, Martinho da Vila nos veículos dessa máfia que explora veículos de mídia?!

Eles já detêm 23 horas diárias de concessão pública para produzirem bons programas de informação, entretenimento e reprodução de músicas.

Se não conseguem convencer em 23 horas, porque nos tirarem uma hora de informação sem manipulação?!

A Voz do Brasil é o único programa de informação que dá voz a todas as vozes. Todos os partidos, todos os segmentos institucionais tem espaço para divulgarem os principais fatos do dia.

O TCU, o Poder Judiciário, o Poder Executivo e o Poder Legislativo conseguem transmitir sem interferência de interesses de patrocinadores e financiadores ideológicos. Os congressistas de todos os matizes políticos têm o mesmo espaço e os mesmos direitos. Nada disso se vê, lê ou se ouve nos veículos dominados por cinco famílias: Marinho, Frias, Civita, Mesquita & Sirotsky.

Saio do meu trabalho às dezenove horas e vou para a Academia ouvindo a Voz do Brasil. Faço esteira ouvindo a Voz do Brasil. E olha que tenho alternativa, tanto no carro como no celular…

Se fosse verdadeiramente democrática, a velha mídia deveria não só apoiar a Voz do Brasil, como noticiar todos os seus méritos, inclusive reproduzindo em outros horários da programação.

Quem ama a Liberdade de Expressão não cerceia, mas incentiva a pluralidade.

Ao tentarem denegrir e cercear a única alternativa aos grupos mafiomidiáticos, que é a Voz do Brasil, mostram o quanto são contrários ao direito à informação de qualidade.

Abaixo o assassinato da voz divergente!

Gilmar Crestani
No Ficha Corrida
Leia Mais ►

Instituto Millenium: toda a democracia que o dinheiro pode comprar!

 Vale a pena ler de novo! 

 Publicado em 17/02/2010 

Acabou o carnaval, mas a festa continua. Vem aí, gente, o Fórum Democracia e liberdade de expressão, promovido pelo Instituto Millenium. O acontecimento será no dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista. A inscrição é uma pechincha: R$ 500 por cabeça.

A lista de palestrantes é de primeira. Lá estarão o dr. Roberto Civita (Abril), o ministro Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (dono da RCTV, famosa por tramar e propagar o golpe de 2002 na Venezuela), Demétrio Magnoli (venerando Libelu de direita, que está decidindo se o melhor é ser contra a política de cotas ou contra a política de quotas), Denis Rosenfield (entidade do folclore gaúcho que ainda não tomou conhecimento do fim da Guerra Fria), Arnaldo Jabor (o espirituoso), Carlos Alberto Di Franco (dirigente da organização democrática Opus Dei), Marcelo Madureira (humorista neocon), Reinaldo Azevedo (claro!), Roberto Romano (ético ao quadrado) e os modernos deputados Fernando Gabeira e Miro Teixeira.

Intelectuais de programa

O Instituto Millenium veio para ficar. Foi fundado em 2005, no Rio de Janeiro. Não se sabe se tem algo a ver com o conceituado Café Millenium, estabelecimento classe A, onde gente de primeira ia buscar diversões, digamos, adultas até julho de 2007, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O Café Millenium não escondia seu negócio. O slogan era "Sua noite de primeiro mundo". Com belíssimas garotas a excitar a imaginação e a ação de senhores de fino trato, vendia o que anunciava. Deve-se à fúria moralizante do prefeito Gilberto Kassab "um 'Jânio sem alcool', na genial definição de Xico Sá" o fechamento desta e de outras instituições semelhantes, nos tempos em que as enchentes não eram preocupação de um alcaide movido a reeleição.

No site do Instituto Millenium não há nenhuma informação sobre o paradeiro do Café. Os proprietários devem ter feito alguns arranjos aqui e ali, para não dar muito na vista e resolveram tocar o pau. Para manter o embalo dia e noite, aparentemente já contrataram alguns intelectuais de programa, vários articulistas que não estão no mapa, inúmeros jornalistas de vida fácil e go-go-oldies. Discrição total. O distinto senhor ou senhora comprometida pode ir sem medo, que é todo mundo limpinho, o ambiente está aparelhado para experiências das mais exóticas. Há estacionamento e os acompanhantes falam inglês e são educados.

O tal do fórum

O máximo do prazer será a atração deste início de março, o Fórum Democracia e liberdade de expressão. Entre os apoiadores do evento, sempre segundo o site do Millenium, estão a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), entidades que envolvem a Globo, o SBT, a Record, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo, a RBS e outras empresas que decidiram boicotar a I Conferência Nacional de Comunicação, numa demonstração de forte apreço pela democracia. Figura lá, além do Instituto Liberal, um sensacional Movimento Endireita Brasil (MEB), cujo nome diz tudo.

A Carta de Princípios do Café, digo Instituto, é das mais edulcoradas. Entre tantos pontos, está lá: "promover a democracia, a economia de mercado, o estado de direito e a liberdade". Assim, o mercado, quase como sinônimo de democracia. Mais adiante são enunciados seus valores e princípios: "o direito de propriedade, as liberdades individuais, a livre iniciativa, a afirmação do individualismo, a meritocracia, a transparência, a eficiência, a democracia representativa e a igualdade perante a lei". Jóia! Vamos todos aderir!

Entre os conselheiros "de governança" e mantenedores está a fina flor da sociedade brasileira. Entre outros, figuram João Roberto Marinho (vice-presidente das Organizações Globo), Jorge Gerdau Johannpeter, Roberto Civita (Abril) e Washington Olivetto (presidente da W/Brasil). Já no Conselho Editorial está o sempre alerta Eurípedes Alcântara (diretor da redação de Veja) e no Conselho de Fundadores e de Curadores está ninguém menos que Pedro Bial, o grande comandante do programa cultural Big Brother Brasil, um modelo do que se pode fazer com a liberdade de expressão às mancheias. Coroando tudo está o Gestor do Fundo Patrimonial, Dr. Armínio Fraga, que dispensa maiores apresentações.

Com o empenho do Café, digo do Instituto Millenium, a democracia e a liberdade de expressão passam a ser mais valorizadas no Brasil. Por baixo, por baixo, a valorização deve ser de 500% em fundos off shore.

Todos dia 1º. de março ao Millenium, gente. A sua noite — ou dia — de primeiro mundo!

Em tempo: Não se sabe ainda se os antigos proprietários do Café Millenium entrarão na Justiça contra os mantenedores do Instituto Millenium. A ação se daria não apenas por plágio, mas por comprometer o bom nome do Café em uma possível volta ao mercado.


Gilberto Maringoni
No Carta Maior
Leia Mais ►

Quando Datena foi traído pela PM que ele ama e exalta


O apresentador José Luiz Datena é um caso patológico de um peso e duas medidas. Esbravejador contrário às manifestações, repetidor compulsivo dos termos “vândalos” e “vandalismo”, por vezes aplaude a ação truculenta de policiais. Seu programa é baseado nisso.

Quando a vítima é alguém de seu clube, o discurso muda de figura.

Após a agressão sofrida por um cinegrafista da Band nesta quarta-feira (dia 04), Datena chamou o policial de “tranqueira”, desfiou críticas ao despreparo, intimou as autoridades a se pronunciarem. Até aí normal, ele faz isso dezenas de vezes todos os dias.

Um responsável pela área de comunicação da PM procurou a produção do programa dispondo-se a falar do assunto. Datena estufou o peito: “Só aceito falar com o governador de São Paulo ou o secretário de Segurança”. Normal, é Datena.

Então o secretário Fernando Grella entrou em contato via telefone, informou que o PM agressor já havia sido identificado e detido. Datena sendo Datena, ‘sugeriu’ que o secretário pedisse desculpas ao cinegrafista agredido. “Nossa solidariedade ao funcionário agredido”, disse Grella.

Datena não perdia o fôlego: “A gente respeita a corporação. Agora, aquele cara merece ser retirado das ruas. É necessário separar o ‘joio do trigo’”, pedindo mais que a punição informada pelo secretário de segurança.

Por que as grandes emissoras e veículos de comunicação prestam solidariedade e cobram apurações contra abusos da polícia apenas quando seus funcionários se encontram entre as vítimas?

A guinada na cobertura das manifestações de junho de 2013 deu-se em função da bala de borracha que atingiu o olho da repórter Guiliana Valone, da Folha de S. Paulo. Até então, os manifestantes eram considerados vândalos sem causa.

Após a noite de 13 de junho em que a repórter (e mais centenas de manifestantes e profissionais da mídia) foi covardemente agredida, o jornal e seus congêneres viraram o disco.

Datena disse no calor de sua indiganação: “Houve uma agressão desnecessária e isso não combina com a imagem dos policiais.” Existe agressão “necessária” que combina então?

Há um detalhe interessante no episódio. Logo após sofrer a agressão, o cinegrafista (identificado apenas como Hércules), dirige-se aos policias que o estão cercando e depois de demonstrar espanto por ter sido agredido solta a frase que ‘separa o joio do trigo’, como tanto grifou Datena. O cinegrafista diz aos policiais: “Pô meu, estou com vocês”.

Como assim? O que quer dizer isso? Essa postura é covarde, tendenciosa, interesseira.

Os profissionais desses veículos são poupados e resguardados nas situações de conflito das manifestações. A Band já teve um cinegrafista entre as vítimas fatais das manifestações. Seria bom deixar de acreditar e estimular a ideia de que pimenta, bomba e bala de borracha nos olhos dos outros é refresco.

Mauro Donato
No DCM
Leia Mais ►

O ódio da mídia contra os sem-teto


O diversificado movimento por moradia de São Paulo está nas ruas, realizando marchas e atos quase diariamente. Nesta semana, mais de 12 mil sem-tetos ocuparam a Radial Leste, uma das principais avenidas da capital paulista, e se dirigiram até as proximidades do estádio do Corinthians, em Itaquera, que vai inaugurar os jogos da Copa do Mundo. Eles exigiram a desapropriação de terrenos e imóveis para a reforma urbana. O protesto foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e reuniu moradores de 13 áreas ocupadas na cidade.

A tática do movimento de moradia é simples: ele procura se aproveitar dos holofotes da Copa para apresentar suas demandas, já que está em processo de votação da Câmara Municipal o “Plano Diretor Estratégico de São Paulo”, que definirá as áreas para habitação de interesse social. Neste processo de luta é natural que haja certa radicalização de discurso e até mesmo de ações. Guilherme Boulos, líder do MTST, tem afirmado à imprensa que vai “radicalizar” a pressão caso os governos federal, estadual e municipal não cedam às demandas do movimento. “Se até sexta-feira (6) não tiverem atendido as nossas reivindicações, não sei se a torcida vai conseguir chegar ao jogo [treino da seleção brasileira]”.

Deixando de lado as bravatas — que até animam setores da direita que apostam no fiasco da Copa do Mundo por razões puramente eleitoreiras —, as demandas do movimento são justas. Ele reivindica a desapropriação da área conhecida como Copa do Povo, em Itaquera, mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida e uma proposta de Lei do Inquilinato que controle os reajustes de aluguel. São exigências que visam melhorar a sofrida situação de milhares de pessoas que não têm como pagar aluguel e vivem nas ruas ou em moradias precárias. Não é para menos que os sem-teto têm sofrido violento ataque da mídia privada – a mesma que vibrou com alguns protestos despolitizados do ano passado.

Em editorial nesta quinta-feira (5), a Folha destilou seu ódio contra o movimento. O próprio jornalão reconhece que o déficit de moradias, em 2012, era de 700 mil na capital paulista. Mesmo assim, ele prefere atacar os sem-tetos. “Nada justifica ou legitima o esbulho de propriedades alheias, uma óbvia ilegalidade. Os grupos que recorrem a essa prática, de resto, se pretendem reparadores de injustiças, mas cometem grave abuso contra muitos dos que vivem em condições precárias... Além de desrespeitarem a lei e prejudicarem milhares de famílias que passam por sofrimento similar, essas manobras atrapalham ainda mais o planejamento do poder público para lidar com o problema habitacional na cidade”.

Mais virulento ainda foi o Estadão, em editorial no domingo (1). “O MTST está prestes a obter, ‘no grito’, mais uma vitória em sua escalada para fazer as autoridades se dobrarem à sua vontade em São Paulo. Desta vez o objetivo é transformar em fato consumado a invasão de uma área de 150 mil m² a 4 km do Estádio do Corinthians... Acovardados diante da ousadia e da arrogância do movimento, os governos municipal, estadual e federal já participam de entendimentos nesse sentido, alheios às graves consequências que tal atropelo escancarado da ordem legal fatalmente acarretará... Tratam com invasores como se eles fossem pessoas de bem. Legitimam, assim, os crimes e os criminosos”.

Na visão oligárquica do jornalão, o poder público não deve ceder às pressões populares, nem sequer negociar. Para os barões da mídia — alguns deles denunciados pelo uso irregular dos espaços públicos (é só lembrar o bilionário terreno na zona sul da capital gentilmente cedido pelo governo tucano à Rede Globo) —, os sem-teto devem ser tratados como “criminosos”, na base da pura repressão.

Altamiro Borges
No Blog do Miro
Leia Mais ►

DatafAlha apresenta enquete

Pesquisa Datafolha concluída nesta quinta-feira (5) confirma a lenta tendência de queda de intenções de voto pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em relação a maio, data do levantamento anterior, ela variou de 37% para 34%. Desde fevereiro, já caiu dez pontos percentuais.

Os principais adversários da petista, porém, não estão conseguindo tirar proveito disso. Juntos, eles somavam 38% na pesquisa anterior. Agora, recuaram para 35%.

Em relação a maio, os dois principais rivais de Dilma variaram negativamente. O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência, oscilou um ponto para baixo. Agora está com 19%.

Movimento mais brusco ocorreu com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que recuou quatro pontos. Com 7%, ele aparece em situação de empate técnico com o Pastor Everaldo Pereira (PSC), 4%.

A nova rodada do Datafolha mostra que o que cresceu de forma notável entre maio e agora foi o total de eleitores que não sabem em quem votar, de 8% para 13%. Além disso, outros 17% afirmam que pretendem votar nulo, em branco ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Leia Mais ►

“Comparo os 11 anos do nosso governo com qualquer época do nosso país”, defende Lula em Porto Alegre


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu as realizações de seu governo e da presidenta Dilma, em palestra nesta quinta-feira (5), nos 10 anos da revista Voto, em Porto Alegre. O presidente lembrou, entre outras realizações, que em 11 anos, dobraram o número de estudantes universitários no Brasil — de 3,5 milhões para mais de 7 milhões de jovens — e que, embora muitos digam que isso foi apenas “esforço próprio”, houve um papel importante do governo nessa ampliação, com programas como Reuni (ampliação de vagas nas universidades federais), Prouni e Fies. “O povo se esforçou para aproveitar as oportunidades criadas nesse país.”

O presidente reforçou que o Brasil não pode esquecer como ele era no passado, e como está hoje. Ele perguntou aos empresários: “alguém estava em 2002 melhor do que esta hoje?”. Para Lula, é necessário dizer, principalmente aos mais jovens, porque os que tinham oito, 10 anos quando começou o governo, não têm obrigação de saber como era o Brasil do século XX. “Se a gente não souber o que o Brasil era, não valorizamos o que temos hoje.”

Lula defendeu a realização da Copa do Mundo e que a população tem que debater mais o país, manter a autoestima e combater o mau humor. Lembrou também que os brasileiros são os únicos a viajam para o exterior para falar mal de seu país. “A gente teima em achar que somos inferiores ao que somos.”

Ressaltou ainda que o Brasil conseguiu, por 11 anos seguidos, manter a inflação controlada dentro da meta estabelecida e que o crescimento de 2,5% do PIB poderia ser maior, mas foi superior ao que os Estados Unidos, Europa ou México cresceram em 2013. Desde que começou a crise econômica em 2008, de acordo com a OIT, enquanto no mundo foram eliminados 62,5 milhões de empregos, o Brasil gerou 10 milhões de empregos, atingindo o menor desemprego da sua história, frisou. “Chegamos em 10 anos em um patamar que muitos não imaginavam que teríamos chegado.”


No Instituto Lula
Leia Mais ►