5 de jun de 2014

Metrô de SP: a greve e caos tucano

Os metroviários de São Paulo mais uma vez demonstram a sua força organizativa. A greve iniciada nesta quinta-feira (5) obteve ampla adesão e afetou quase todo o sistema, responsável pelo transporte de milhões de paulistanos. Uma parte da mídia até tenta vincular a paralisação à Copa Mundo, no seu esforço de desgaste da presidenta Dilma. A Folha tucana incluiu a mobilização na retranca “A Copa como ela é”. Haja caradura! A motivação da greve é econômica e decorre da intransigência de Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Além de afundar a empresa num mar de corrupção, no “trensalão tucano”, e de deteriorar os seus serviços, o governo paulista esbanja arrogância na relação com os metroviários.

Poucos minutos depois da assembleia com mais de 3 mil metroviários aprovar por unanimidade a greve, a Justiça paulista — totalmente submissa ao tucanato — divulgou comunicado proibindo a paralisação nos horários de pico, exigindo a circulação de 70% dos trens nos demais horários e fixando multa de R$ 100 mil por dia ao sindicato da categoria. Toda esta truculência não intimidou os trabalhadores. “Nosso problema não é com o tribunal, não é com o capeta. É com o governador Geraldo Alckmin. É com ele que vamos negociar”, reagiu Altino Prazeres Júnior, presidente da entidade — que é filiada à central sindical Conlutas.

Reivindicação e revolta

Os metroviários exigem 16,5% de reajuste salarial, mas já sinalizaram que admitem negociar um índice menor. O Metrô, porém, ofereceu apenas 8,7%. Diante do êxito da paralisação, o tucanato já partiu para a tentativa de desqualificar o movimento. Segundo relato da Folha, “a avaliação de aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é que a greve dos metroviários é política, incentivada por siglas que fazem oposição ao tucano no Estado, como o PSTU e o PSOL. Esse diagnóstico fez com que a cúpula do governo defendesse o endurecimento do tom contra a paralisação”. O presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, inclusive já ameaça demitir as lideranças grevistas.

Como afirma Flávio Montesinos Godoi, ex-presidente do sindicato e dirigente da CTB, esta conduta ajuda a entender a revolta da categoria. “Há anos ela convive com essa postura intransigente do governo do PSDB, que é autoritário e não abre o diálogo com o movimento sindical. Esse é o tratamento que o governo dispensa aos trabalhadores metroviários, que estão na linha de frente da operação todos os dias, enfrentando as falhas diárias e atendendo à população”. O sindicalista observa que o clima de insatisfação também decorre da deterioração dos serviços, que penaliza a sociedade, e das recentes denúncias sobre o desvio de recursos da empresa, que seriam usados para montagem do Caixa-2 do PSDB.

O aumento das panes

Nos últimos anos, as panes no Metrô têm crescido de forma assustadora, prejudicando milhões de usuários. Em março passado, um documento técnico da própria empresa confirmou que, em 2013, foram registrados 113 “incidentes notáveis”, diante de 55 ocorridos em 2009, um aumento de 105%. “Se em 2009 a média era de uma pane com grande transtorno aos passageiros a cada seis dias, em 2013 esse intervalo baixou para três dias — duas por semana”, relatou o repórter Caio do Valle, do Estadão. Na mesma reportagem, a auxiliar de cozinha Daiana Barbosa descreveu o inferno vivido no cotidiano. “Antes eu fazia o percurso entre a Penha e a Barra Funda em 30 minutos. Hoje, com falhas frequentes, levo o dobro”.

Metrô lotado e panes constantes já fazem parte da vida do paulistano. Estes problemas, como observa o professor João Whitaker, decorrem da falta de investimentos na ampliação da malha metroviária e na manutenção do sistema. “A situação é a seguinte: temos um sistema de metrô saturado, um dos mais congestionados do mundo... É o resultado de cerca de vinte anos durantes os quais uma mesma gestão literalmente desprezou esse modal de transporte, construindo linhas à velocidade de tartaruga de 1,5 km ao ano. Para se ter uma ideia, a cidade do México, que começou seu metrô também na mesma época que o de São Paulo, tem hoje cerca de quatro vezes mais km de linhas do que o nosso”.

Escândalo do “trensalão”

Para complicar ainda mais a situação, nos últimos meses surgiram denúncias sobre o desvio de recursos públicos, que deveriam ser aplicados no Metrô, para alimentar um bilionário esquema de corrupção, envolvendo chefões tucanos e poderosas multinacionais. O escândalo só veio à tona graças a investigações na Europa — já que a “Justiça” e a mídia, totalmente servis ao tucanato, nada fizeram para apurar o caso, que já dura quase duas décadas. Já há provas de que durante as gestões de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, bilhões de reais foram desviados dos cofres públicos. O promotor público Marcelo Milani inclusive já solicitou a devolução de R$ 875 milhões surrupiados apenas no governo de José Serra.

Segundo reportagem do jornal El País, “o Ministério Público de São Paulo está tentando fazer com que um grupo de sete empresas brasileiras e internacionais admitam que lesaram os cofres públicos paulistas em até 875 milhões de reais. A suspeita do promotor Marcelo Milani, que conduz a investigação, é de que essas companhias se uniram em um cartel para obter dez contratos públicos de reforma e modernização de 98 trens que circulam na rede do Metrô da cidade de São Paulo. Os acordos foram firmados entre 2008 e 2010 durante a gestão do então governador José Serra (PSDB), uma das principais lideranças da oposição ao PT no Brasil e que já perdeu duas eleições presidenciais”.

Justiça e mídia blindam os tucanos

“Em outros casos, tanto a Alstom como a Siemens são investigadas por suspeitas de dar dinheiro a políticos paulistas ligados ao PSDB para obter benefícios em contratos... A Alstom teria pagado propina de até 15% sobre o valor do contrato para conseguir fechar negócios com o governo em 1998, durante a gestão de Mario Covas, também do PSDB. Já a Siemens, que denunciou o esquema de um suposto cartel metroferroviário em Brasília e em São Paulo, admitiu que um ex-dirigente seu usaria uma conta no paraíso fiscal de Luxemburgo para pagar suborno a autoridades brasileiras”, relatou o jornal espanhol.

Em fevereiro último, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu à imprensa que abriria o sigilo de investigação sobre o chamado “cartel dos trens” — nome adocicado dado pela mídia ao “trensalão tucano”. Segundo relato da Folha, “com a decisão de Marco Aurélio, permanecerá no STF a investigação sobre os deputados Arnaldo Jardim (PPS), Edson Aparecido, José Aníbal e Rodrigo Garcia. Aparecido, Aníbal, ambos do PSDB, e Garcia, do DEM, são deputados licenciados e ocupam secretarias do governo de São Paulo. Inquérito da Polícia Federal aponta o pagamento de propina a agentes públicos. Os citados negam”. Até hoje, porém, o STF não mexeu um palito para apurar o escândalo.

Altamiro Borges
No Blog do Miro
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Dilma 40; Arrocho 21; Dudu 8. 1º turno!

Dudu Campriles, a política adora a traição e odeia o traidor!


O PT recebeu uma pesquisa que mostra o que todo mundo já sabe, há muito tempo.

A Dilma ganha no 1º turno.

Ela tem 40, contra 29 da soma dos outros.

Como disse o Oráculo de Delfos: e olha que a avaliação dela é ainda melhor que a intenção de voto.

E os dois da Oposição, como todo o apoio do PiG e do FBI não preenchem o espaço de um desejo de mudança.

Como se sabe, segundo o "Ataulfo Merval", quem vai ganhar a eleição é um candidato de nome “Sr. Quero Mudar”.

Ainda não se registrou, mas, breve, se registrará no Tribunal Superior Eleitoral dos filhos do Roberto Marinho — eles não têm nome próprio.

O Conversa Afiada não acredita em pesquisa, ainda mais que elas deram pra se misturar com patifaria.

E só trata delas pra se divertir com os pesquiseiros que querem ganhar a eleição na pesquisa!

Na margem de erro.

E nem assim conseguem.

Não vai ter… segundo turno!

Em tempo: o Dudu não ganha em Pernambuco e o Arrocho não ganha em Minas! E, como diz a Dilma, o PSDB vai pro beleleu!

Paulo Henrique Amorim
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Pelo prestígio popular, Barbosa se afastou do jurídico


o legado de Joaquim foi a rendição ao juízo popular

Desde a semana passada, quando anunciou uma precoce aposentadoria, especula-se sobre o legado que deixará Joaquim Barbosa de sua passagem pelo STF.

O ministro se notabilizou, sobretudo, por se transformar de juiz em um importante ator político.

É certo que no meio jurídico, não se guardarão tantas lições do repertório de seus acórdãos, como o faremos, por exemplo, com Celso de Mello.

De outro lado, sua figura estampa seguidamente capas de revistas semanais, é presença constante em comentários de analistas políticos e circula com desenvoltura em pesquisas eleitorais.

Não há dúvidas de que fugiu do escaninho tradicional do juiz.

A questão é de saber se, além de seu prestígio pessoal, isso também contribuiu de alguma forma à magistratura a qual serviu por pouco mais dez anos.

A resposta tende a ser negativa.

Ao mesmo tempo em que ganhou aplausos da plateia, se indispôs com quase toda a classe jurídica, a quem seguidamente questionou — inclusive como forma de cativar o eleitorado leigo.

Sua popularidade subia, a cada desaforo ou desavença com juízes ou advogados. Mais do que um elefante na loja de cristais, ele quebrou conscientemente todos os pratos que quis quebrar.

Em pouco tempo, já se pode intuir que nem mesmo o julgamento da ação penal 470, seu maior trunfo, deixará um legado consistente no meio jurídico.

Não demorou para que o STF tenha voltado atrás em teses importantes assinaladas no julgamento, como a não cassação automática de político condenado; o desmembramento como regra em ações penais com réus com e sem foro privilegiado e mesmo o órgão de julgamento, agora atribuído apenas às suas turmas e não mais ao festejado plenário, de onde saiu a extensa publicidade televisiva.

Mesmo o rigor além do razoável na execução da pena, afrontando larga consolidação jurisprudencial, dificilmente resistirá ao plenário, quando a ele for submetido.

Tudo indica que o mensalão, e suas inúmeras idiossincrasias jurídicas, devem ficar na história como pontos fora da curva, e que, findo o julgamento, as coisas voltem a seus lugares.

Mas é justamente aí que o papel político de Barbosa se marca, como o magistrado que teria feito diferença, rompendo com a tradição e, sobretudo, a frouxidão dos juízes -a quem mais de uma vez, referiu-se como integrantes da bancada pró-impunidade.

Um discurso popular e populista que o colocou, insistentemente, como cavaleiro solitário dos anseios populares.

Enfim, quanto mais se afasta do jurídico, mais amealha vantagens no político.

Barbosa se assumiu, sem qualquer freio ou inibição, como o juiz que julga de acordo com a expectativa social e da forma que melhor se amolda com o sentimento médio exposto pela mídia — o que, no direito penal, sejam quais forem os crimes ou os acusados, sempre será pela condenação.

É este papel de Barbosa, corporificando o julgamento penal popular, que mais o fragilizou como juiz.

Sendo obrigatoriamente o garantidor dos direitos fundamentais, o juiz criminal jamais pode se assumir como um vingador ou justiceiro.

É ele quem deve garantir o devido processo legal, mesmo quando isso incomoda os que bradam por um julgamento sumário; quem deve assegurar a ampla defesa, mesmo quando isso pareça proteger o criminoso; quem deve zelar pela aplicação da punição nos limites legais, mesmo quando soe insuficiente para o sensacionalismo da mídia ou olhares vingativos.

Mas não é só.

A separação dos papéis entre juiz e acusador vem a ser um dos pilares do processo penal moderno, superando a tradição inquisitorial que marcou a história das punições ao longo do tempo.

A impressão de um juiz que se imbrica com a acusação a tal ponto de disputar teses com os ministros que não a acolhem, como num plenário de júri, e antagonizar frontalmente com a defesa, pôs em risco, sobretudo, o primado da imparcialidade.

Por fim, submeter o juiz ao crivo popular não é apenas um exercício de rigor punitivo. É também uma séria ameaça à independência.

Parte-se de uma visão distorcida que limita democracia à regra da maioria, sem se ater ao fato de que a democracia também pressupõe garantias que estão além da maioria.

A estrutura de direitos fundamentais, que a Constituição Federal transformou em cláusulas pétreas, está aí justamente para impedir a supremacia da vontade geral sobre o indivíduo, que é o que pavimenta caminho para todo tipo de autoritarismo.

Preservar a independência não significa apenas se ver livre das amarras do poder, mas também evitar que um julgamento se transforme em linchamento midiático ou popular, quando a função do juiz, e assim do próprio Estado, se perde na multidão.

Mas foi justamente ao dar vazão a certos traços autoritários, muitas vezes identificados como um temperamento de pouco equilíbrio, que o fez querido pela multidão.

A popularidade alimenta a vaidade, mas será esse um bom legado?

Marcelo Semer
No Sem Juízo
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Gleisi desmente acusação mentirosa de Miriam Leitão e do PIG

Desemprego caiu e PNAD foi divulgada.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em discurso no Senado, na quarta-feira (4), cobrou a imprensa demotucana que a acusou indevidamente, durante dois meses, de uma suposta tentativa de manipular indicadores da economia.

Citando postagem do jornalista Sérgio Léo no microblog Twitter (ele questiona: "O desemprego caiu, segundo a nova PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E agora, como fica aquela tese de que governo quis adiar a divulgação para maquiar o índice?"), Gleisi disse:

“Eu fui vítima dessa história. Criaram essa tese inverídica e a divulgaram em todo o País, mesmo sem apresentar qualquer indício ou fato (...) E eu sei quando isso começou. Foi quando a jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, me acusou, sem nenhuma razão objetiva, de investir contra a autonomia do IBGE por temer que os novos índices do desemprego pudessem “reduzir o brilho de um dos números a se mostrar na campanha da presidenta Dilma: o da taxa de desemprego de 5%”.

Agora que os fatos desmentiram a tese da colunista de O Globo — e na qual embarcaram alegremente diversos integrantes da grande imprensa e da oposição — Gleisi afirmou com ironia que vai esperar, “com muita paciência, que os jornais e os jornalistas que pontuaram sobre esse tema voltem a abordar a pesquisa do IBGE” e expliquem como fica a história de “maquiagem de índices” criada por eles.

Como Começou

Os ataques a Gleisi começaram quando ela e o senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentaram um requerimento ao Ministério do Planejamento para saber mais sobre mudanças feitas no cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A Lei do FPE foi modificada, justificando a medida do IBGE de alterar a pesquisa que calcula uma das variáveis (Renda Domiciliar per capita) usadas no cálculo dos repasses.

“Nosso questionamento foi para verificar questões metodológicas da pesquisa, uma vez que a variável será utilizada no cálculo do novo rateio, ou seja, o resultado implicará a definição dos percentuais de distribuição do fundo, resultado em uma distribuição para todos os Estados brasileiros”, detalhou Gleisi.

Mais um tucano depenado

Também na quarta-feira, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) subiu na tribuna para repetir o discurso do caos tucano, lendo manchetes dos jornalões, todos demotucanos: “Tudo o que se fala hoje do Brasil é negativo. Indica uma paralisia generalizada do governo da presidente Dilma”, repetiu.

Gleisi pediu um aparte e rebateu: “Estou ouvindo o seu discurso tão enfático contra os governos da presidenta Dilma e do presidente Lula, e fico pensando como as pessoas beneficiárias de tantos programas e de tantas ações recebem essa sua fala”, disse.

Seguiu narrando uma séria de conquistas populares nos governos petistas:
  • 14 mil médicos para atender à população;
  • 18 novas universidades federais,;
  • o ProUni e o Fies, para permitir que estudantes pobres possam ter acesso ao ensino superior;
  • Instituições federais de ensino tecnológico;
  • 3,7 milhões de moradias já contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida;
E retrucou: “Já desafiei esse plenário a me dizer qual outro país, em tão curto espaço de tempo, incorporou 36 milhões de pessoas ao consumo, tirando-as da miséria”.

O discurso do tucano não resistiu nem as ações do governo federal benéficas para seu estado, Goiás. Além das obras do PAC no estado, Gleisi lembrou: “Eu mesma fui testemunha do socorro que o Governo Federal deu às Centrais Elétricas de Goiás”.

Para fulminar de vez, citou que o até o governador de Goiás, do próprio PSDB de Cyro Miranda, desmentia o discurso dele, pois fez rasgados elogios à presidenta Dilma durante a inauguração do trecho da Ferrovia Norte-Sul até Anápolis.

No Amigos do Presidente Lula
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MC Leonardo: “Arma na mão de pobre pra combater pobres armados”; a gravação de Regina Casé que não foi ao ar




No Viomundo
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Branco sobre branco

O balanço da OIT divulgado nesta terça-feira sobre o saldo dos seis anos de arrocho neoliberal nos países da União Europeia é devastador.

A máscara sorridente de Aécio Neves, de um sorriso fixo excessivamente  fixo,  é tão humana e confiável quanto a fala aerada de quem sabe de antemão que não precisará oferecer nada além dos dentes às grandes audiências.

As bocas autorizadas a argui-lo não cobrarão muito mais que isso da sua. E esse é uma espécie de protocolo consuetudinário  que marca religiosamente a relação da mídia com seus candidatos in pectore a cada eleição.

Graças a esse mutualismo, o tucano pode exibir olimpicamente seu branqueamento  sobre o relevo igualmente  de brancas superposições  que compõe  o cenário do programa  Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, no qual  foi o entrevistado desta 2ª feira.

A harmonia monocromática só foi atritada quando o dono do sorriso fixo  acabou  convidado a comentar  sua propalada intimidade com a cocaína, tema que fez o mediador e centurião das boas causas tucanas ,Augusto Nunes,  aspirar  fundo e elevar o tom de voz para mudar de assunto.

Até aí, porém, ficamos no branco sobre branco.

A  verdade é que interessa  menos  ao país  saber o que Aécio aspira ou deixa de aspirar pelas narinas, do  que  a substancia tóxica  que os interesses  nele personificados aspiram despejar sobre a sociedade na forma de uma restauração  agressiva da lógica neoliberal na economia.

Que não tenha havido no programa da TV Cultura um questionamento desse projeto com igual ou superior contundência  dispensada  ao tema da cocaína,  diz muito sobre a pertinência do que é reservado hoje pelo filtro da comunicação ao discernimento da sociedade em relação aos grandes desafios brasileiros.

É sintomático que nenhum dos destacados  jornalistas  presentes  tenha se lembrado de ler  para Aécio o relato de um sugestivo episódio protagonizado por ele na casa do animador de eventos do ‘Cansei’, João Dória Jr, em 01-04 (conforme Mônica Bergamo; Folha).

A cena é ilustrativa da endogamia estrutural entre o dinheiro grosso e a candidatura do PSDB.

Conforme o relato da Folha, a cena é narrada  pelo próprio Aécio que se gaba diante dos comensais ao reproduzir um diálogo travado com um de seus fiadores junto ao mercado: ‘Eu conversava com o Armínio e ele me perguntou: ‘Mas é para fazer tudo o que precisa ser feito? No primeiro ano?’. E eu disse: ‘Se der, no primeiro dia’.

O fato é que a candidatura Aécio Neves, de todas as oferecidas pelo PSDB  desde 2002, é a mais assumidamente letal do ponto de vista de um retorno puro e simples ao arrocho que ele reiteradamente abraça nos encontros de portas fechadas com a plutocracia brasileira.

Nos demais colóquios, como no caso do Roda Viva, desfruta da cordura de entrevistadores que se contentam  com pouco.

A esse pelotão camarada Aécio dá-se o direito de negar hoje o que afirmara ontem, e de se desdizer amanhã sobre o que cometeu no dia anterior.  Sem arguição. Branco sobre branco.

Em 05-05, por exemplo, ele se gabou que estaria preparado para tomar ‘medidas impopulares’.

No Roda Viva, em 02-06,  recuou afirmando que , as “medidas impopulares foram tomadas (pelo atual governo)”.

Crítico do reajuste de 10% no benefício do Bolsa Família, anunciado pela Presidenta Dilma na véspera do 1º de Maio, o tucano, dia 02-05, ‘não quis assumir o compromisso de aumentar os repasses (ao programa), caso seja eleito’ — noticiou a Folha de SP então.

Vinte e seis dias depois, na última 3ª feira,  fez aprovar na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, uma medida que exclui limites de renda e tempo para a permanência de famílias pobres no programa, elevando intrinsicamente os repasses.

Haveria outras formas de se cobrar do sorriso fixo um grau maior de serenidade  e coerência na abordagem dos graves  problemas  nacionais.

Seria necessário que o noticioso isento das corporações em pé de guerra contra a regulação da mídia  — e  o colunismo  da indignação seletiva —  facultasse ao eleitor brasileiro, por exemplo, uma conexão crítica entre os planos do candidato conservador  para o Brasil e a realidade devastadora criada por  esse mesmo projeto na Europa nos dias que correm.

O balanço da OIT  divulgado nesta 3ª feira sobre o saldo dos seis anos de arrocho nos países das UE mostra o quanto seria mais corajoso questioná-lo  sobre esses escombros, do que sobre o pó eventualmente aspirado por suas polêmicas narinas.

Leia, abaixo, trechos publicados pela mídia do Relatório "A Proteção Social no Mundo":

“Em 2012, 123 milhões de pessoas nos 27 Estados-Membros da União Europeia, ou 24% da população, estavam em risco de pobreza ou exclusão social e cerca de mais 800 mil crianças viviam na pobreza do que em 2008.

O aumento da pobreza e da desigualdade resultou não apenas da recessão global, mas também de decisões políticas específicas de redução das transferências sociais e de limitação do acesso a serviços públicos de qualidade, que se somam ao desemprego persistente, salários baixos e impostos mais altos.

Em alguns países europeus, os tribunais declararam os cortes inconstitucionais.

O custo do ajustamento foi transferido para as populações, já confrontadas com menos empregos e rendimentos mais baixos há mais de cinco anos.

Os ganhos do modelo social europeu, que reduziu significativamente a pobreza e promoveu a prosperidade no pós-2ª Guerra Mundial foram erodidos por reformas de ajustamento de curto prazo.

As medidas de contenção orçamentária não se limitaram à Europa. Em 2014, nada menos que 122 governos reduziram a despesa pública, 82 deles de países em desenvolvimento.

Entre essas medidas, tomadas depois da crise financeira e econômica de 2008, incluem-se: reformas dos regimes de aposentadoria, dos sistemas de saúde e de segurança social, supressão de subsídios, reduções de efetivos nos sistemas sociais e de saúde.

Mais de 70% da população mundial não tem uma cobertura adequada de proteção social, definida como um sistema de proteção social ao longo da vida que inclua o direito a prestações familiares e para menores, seguro contra desemprego, em caso de maternidade, doença ou invalidez, aposentadoria e seguro saúde.

39% da população mundial não têm acesso a um sistema de cuidados de saúde, porcentagem que sobe para 90% nos países pobres.

Faltam cerca de 10,3 milhões de profissionais de saúde no mundo para garantir um serviço de qualidade a todos os que necessitam.

49% das pessoas que atingiram a idade para se aposentar não recebem qualquer pensão. Dos 51% que recebem, todavia, muitos têm pensões muito baixas e vivem abaixo do limite de pobreza.

Só 12% dos desempregados de todo o mundo recebem seguro desemprego, porcentagem que varia entre 64%, na Europa, e menos de 3% no Oriente Médio e na África".

Saul Leblon
No Carta Maior
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Transporte público de Florianópolis: O golpe dos R$ 0,15


Todo dia vemos “meias” verdades sendo estampadas e anunciadas em vários veículos de informação, um desses casos é a redução da tarifa. Aclamada por muitos “âncoras” e colunistas como sendo a demonstração de boa vontade do Prefeito Júnior e dos Mercenários do Transportes de Floripa.

Por sugestão de um dos seguidores foi criado o diagrama que abrirá quando você clicar no link. Na tela que abrir, no canto direito há um símbolo de um relógio, clique nele para regular o tempo de apresentação, sugerimos de 10 a 20 segundos. Assista, leia, curta e compartilhe.

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Bomba! FBI dirige Anonymous contra o Brazil

zé, quem é o Sabu? Vai extraditá-lo? Ou é “teoria da conspiração”?


Sugestão do amigo navegante Luis:

Exclusive: How an FBI Informant Helped Anonymous Hack Brazil

Written by
DANIEL STUCKEY AND ANDREW BLAKE
June 5, 2014 // 07:55 AM EST

In early 2012, members of the hacking collective Anonymous carried out a series of cyber attacks on government and corporate websites in Brazil. They did so under the direction of a hacker who, unbeknownst to them, was wearing another hat: helping the Federal Bureau of Investigation carry out one of its biggest cybercrime investigations to date.

(No começo de 2012, membros do coletivo Anonymous atacaram sites na internet do Governo e de empresas brasileiras. Os ataques eram dirigidos — sem que eles soubessem — por alguém que usava um outro chapéu: alguém que ajudava o FBI a realizar uma das maiores investigações de sua história sobre crimes na internet.)

A year after leaked files exposed the National Security Agency’s efforts to spy on citizens and companies in Brazil, previously unpublished chat logs obtained by Motherboard reveal that while under the FBI’s supervision, Hector Xavier Monsegur, widely known by his online persona, “Sabu,” facilitated attacks that affected Brazilian websites.

(Um ano depois que os vazamentos expuseram os esforços da NSA (do Governo americano) para espionar cidadãos e empresas no Brasil, material inédito obtido por “Motherboard” revelou que, enquanto esteve sob supervisão do FBI, Hector Xavier Monsegur, mais conhecido como “Sabu”, foi quem facilitou os ataques a sites brasileiros.)

The operation raises questions about how the FBI uses global internet vulnerabilities during cybercrime investigations, how it works with informants, and how it shares information with other police and intelligence agencies.

(A operação levanta dúvidas sobre como o FBI usa as fragilidades da internet em investigações sobre crimes cibernéticos, como o FBI opera seus informantes e como compartilha informação com outras agências policiais e de inteligência (do Governo americano).

After his arrest in mid-2011, Monsegur continued to organize cyber attacks while working for the FBI. According to documents and interviews, Monsegur passed targets and exploits to hackers to disrupt government and corporate servers in Brazil and several other countries.

(Depois que foi preso em meados de 2011, Monsegur continuou a praticar ataques, enquanto trabalhava para o FBI. Segundo documentos e entrevistas, Monsegur passava os alvos a hackers que tentavam destruir servidores do Governo e de empresas brasileiras — e de outros países.)
A NSA espionou a Dilma e a Petrobras.

Agora, se sabe como e por quem.

Por isso, a Dilma cancelou a ida a Washington.

E por isso ela assumiu na ONU a liderança de criar um marco global de proteção na internet.

E o Brasil, pioneiramente, criou o Marco Civil da Internet.

Só falta o zé da Justiça trabalhar e mandar buscar o Sabu!

Em tempo: Anonymous são esses coxinhas que vão pra rua de BMW dizer que não vai ter Copa — e aparecer no jornal nacional do coxynha (é assim mesmo, revisor. Obrigado !) com “i”!

Em tempo2: amigo navegante mostra que o respeitado Le Monde francês também suspeita que a Petrobras tenha sido espionada pela rapaziada do Anonymous, esses heróis globais, a serviço do governo americano: Certains se demandent même si les attaques contre des cibles étrangères (par exemple la compagnie pétrolière brésilienne Petrobras) n’ont pas été commanditées par le gouvernement américain.

Em tempo3: liga o Profeta Tirésias:

— A CVM não faz nada. A PF não vai fazer nada. O MP não vai fazer nada. O zé… É isso, meu filho: o PT ganha a eleição mas não governa…

Paulo Henrique Amorim
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Comercial - O Papa Francisco torcendo pela Argentina contra a Espanha


MyWigo, você vai curtir a Copa, mas não fazemos milagres. Este é o slogan de um novo comercial espanhol de celulares que mostra o Papa Francisco assisitindo a uma possível final entre Espanha e Argentina. O que acontece se a Espanha marca um gol? Criação e produção de l'Andana Audiovisual.


No Argentina etc
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Se a direita ganhar

O Brasil enfrenta, nas eleições presidenciais deste ano, o risco de um brutal retrocesso político, com o eventual retorno das forças de direita – representadas, principalmente, pelo candidato tucano Aécio Neves – ao governo federal. Nesse caso, teremos uma guinada rumo a um país mais desigual, mais autoritário, mais conservador. Engana-se quem imagina apenas uma reprise do que foram os tempos de FHC. Para entender o que pode vir por aí, é melhor pensar no Tea Party estadunidense, no uribismo colombiano, na direita ucraniana.

Limitando este exercício de imaginação apenas à política externa, é aposta certa supor que uma das primeiras medidas de um governo Aécio seria a expulsão dos profissionais cubanos engajados no programa Mais Médicos. Também imediata seria a adesão do Brasil a um acordo do Mercosul com a União Europeia nos termos da finada Alca, cujas “viúvas” — também conhecidas como o Partido dos Diplomatas Aposentados — recuperarão o comando do Itamaraty, ávidas por agradar aos seus verdadeiros senhores, as elites e o governo dos Estados Unidos.

O Mercosul, se sobreviver, voltará a ser apenas um campo comercial, destituído do projeto político de uma integração mais profunda. A Unasul e a CELAC, esvaziadas, se tornarão, sem a liderança do Brasil, siglas irrelevantes, enquanto a moribunda OEA — o Ministério das Colônias, na célebre definição de Fidel Castro — ganhará um novo sopro de vida. Quanto ao Brics, articulação central no combate ao domínio unipolar do planeta pelo império estadunidense, sofrerá um baque, com a deserção (oficializada ou não) do seu “B” inicial.

Golpistas latino-americanos, já assanhados após os triunfos em Honduras e no Paraguai (ações antidemocráticas combatidas com firmeza por Lula e Dilma), ganharão espaço, certos de contar com a omissão ou até o apoio de um governo brasileiro alinhado com os ditames de Washington. Que o diga a performática Maria Corina Machado, líder da atual campanha de desestabilização na Venezuela, recebida com fanfarra pelo governador Geraldo Alckmin e por uma penca de jornalistas tucanos, no programa Roda Viva.

Governos e movimentos sociais progressistas, na América Latina e no mundo, perderão um ponto de apoio; as forças das trevas, como o lobby sionista internacional, ganharão um aliado incondicional em Brasília. Isso é apenas uma parte do que está em jogo nas eleições brasileiras. Espantoso é que, no campo da esquerda, tantos pareçam não se dar conta.

Igor Fuser
No Brasil de Fato
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Faustão adere ao “Não vai ter Copa!” em televisão de concessão pública

Faustão é PIG, ataca o Governo, mas não pergunta aos Marinho sobre o Darf e o BV. O Coxinha tem complexo de vira-lata.
“O importante não é o que o Globo publica, mas o que não publica”.
(Roberto Marinho)

Fausto Silva, o Faustão, já há algum tempo se mete a falar de questões políticas e problemas brasileiros. Seus pitacos no ar e ao vivo são “harmoniosos”, “ponderados” e “sábios” tais quais a elefantes a se movimentar dentro de pequenas lojas de porcelanas e cristais. Tudo isto acontece porque o Faustão, no alto de sua ignorância, bem como de sua arrogância e prepotência, resolveu fazer política, e, para isso, utiliza-se de um poderoso canal aberto de televisão como palanque eleitoral.

O apresentador de inutilidades e futilidades ataca o Governo Dilma Rousseff, a Copa do Mundo e as autoridades incumbidas para organizar e administrar tão grande e pujante evento. A verdade é que a Copa do Mundo é mais do que um torneio esportivo internacional, porque se trata de um “encontro de civilizações”, como afirmou pontualmente e textualmente o ex-presidente Lula, responsável principal por trazer para o Brasil a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Faustão não conhece o Brasil e sua multipolaridade. Muito longe disso. Ele pensa que o País continental, multirracial e cultural se resume a São Paulo e seu sotaque e pizzas. Ledo engano. Talvez conheça menos a rua do bairro ou condomínio de luxo onde mora do que Miami ou Nova Iorque. O apresentador da Rede Globo é, no fundo, um provinciano de “elite” e, evidentemente, não está acostumado a ver o Brasil em destaque no mundo, ainda mais quando sabemos que o poderoso País americano se localiza geograficamente no hemisfério sul do planeta e gente de cabeça colonizada e com um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, a exemplo de Faustão, está acostumada, quiçá subalternamente resignada, a aceitar a ver somente os países desenvolvidos serem as sedes dos grandes eventos de escala mundial. O colonizado é subserviente a quem ele considera “sua” Corte.

Trata-se do tipo coxinha novo rico, que trabalha para uma televisão monopolista, cujos patrões possuem uma fortuna de US$ 28,9 bilhões, segundo a “Forbes”, e acumulada principalmente a partir do golpe militar de 1964. No decorrer de décadas, tal oligopólio midiático se tornou o símbolo e o principal instrumento de defesa dos interesses de uma “elite” que vocifera sozinha, igual como o fez o Faustão, e não aceita, de forma alguma, que seus antagonistas tenham direito à defesa quando atacados. E foi o que aconteceu, no domingo, dia 1º de junho.

O Faustão ataca violentamente o Governo Trabalhista e a Copa em seu programa, na TV Globo, e não acontece nada, como se o apresentador fosse imune a críticas e a uma hipotética resposta no que diz respeito às suas sandices e à falta de respeito com parcela significativa do povo brasileiro que discorda, irrefragavelmente, de tal apresentador coxinha. “Orra meu!”. O PT recentemente foi impedido pelo TSE de veicular seus programas políticos de rádio e televisão. O partido recorreu e no dia 10 de junho o PT vai fazer novas inserções políticas nos meios de comunicação, conforme reza a Lei Eleitoral.

A juíza Laurita Vaz, nomeada para o STJ pelo neoliberal FHC — aquele político tucano que foi ao FMI três vezes porque quebrou o Brasil três vezes — e hoje ministra do TSE, considerou a propaganda do PT eleitoral, enquanto o candidato a presidente do PSDB, senador Aécio Neves, ataca o Governo Dilma há meses, além de chamar as pessoas “para conversar”. Não sei sobre o quê? Afinal, os tucanos não têm e nunca tiveram programas de governo e projeto de País para apresentar aos cidadãos brasileiros, a não ser vender seu patrimônio público. A direita não tem propostas, porque seus únicos desejos são ganhar dinheiro e edificar um País VIP, ou seja, para poucos se locupletarem e viverem como nababos e paxás.

Contudo, os caciques tucanos e as lideranças do DEM, este o pior partido do mundo e herdeiro das capitanias hereditárias e das monoculturas do açúcar e do café, agridem, com virulência e desrespeito, o PT e o Governo Trabalhista, sem ao menos serem importunados pelos ministros do TSE e, particularmente, pela juíza Laurita Vaz. Dois pesos para a mesma medida. Ponto! O peso que pesa a favor dos representantes e porta-vozes da Casa Grande, já que grande parte dos juízes de tribunais superiores compactua com as castas inquilinas e frequentadoras do pico da pirâmide social.

A verdade é que a direita fala e somente quer falar sozinha, porque os conservadores são a favor da liberdade de imprensa e de expressão somente para eles. Querem falar eternamente sozinhos, repito. Por isto e por causa disto, vociferam, manipulam e mentem, raivosamente, quando tratam de assunto pertinente à regulação das mídias, ou seja, da efetivação de um marco regulatório para esse setor meramente econômico. E por quê? Porque as grandes mídias são privadas e refletem os interesses de seus donos e dos mercados de capitais que, poderosos e multimilionários, veiculam suas propagandas publicitárias nas mídias controladas geralmente pelos barões de imprensa.

A verdade é que os detratores do Governo Trabalhista, do PT e de suas lideranças, a exemplo do apresentador de leviandades e futilidades, o senhor Fausto Silva, impedem e censuram seus adversários políticos, porque os donos de mídias e seus empregados, os de destaque e muito bem remunerados, censuram quaisquer respostas por parte daqueles que eles consideram como seus adversários ou inimigos a serem derrotados. Tirania e covardia na veia.

Nos livramos da ditadura civil-militar e hoje vivenciamos a ditadura da mídia empresarial — a guardiã do pensamento único. A mídia privada, a imprensa-empresa é fascista e lembra, indubitavelmente, o que o escritor e jornalista inglês, George Orwell, especificou em seu livro “1984”. A grande imprensa brasileira é fundamentalista de mercado, e, por seu turno, tem vocação e essência totalitárias. Ponto! O sistema midiático privado e controlado por apenas seis famílias é que se transformou em o “Grande Irmão”, em vez de ser o estado, como apresentado no livro de Orwell, pois o estado brasileiro é democrático, regido pelo estado de direito, conforme a Lei — a Constituição.

Os esquerdistas, os trabalhistas, os socialistas que estão no poder não têm o mesmo espaço no sistema midiático burguês para responder a matérias negativas, aos apresentadores de programas, inclusive os dos programas esportivos, como os do SporTV, aos jornalistas, que, sistematicamente, há quase 12 anos afirmam o que querem, acusam sem provas, realizam denúncias vazias e manipulam a verdade para transformá-la em mentira. A ditadura midiática que odeia a democracia e a ascensão social das classes populares e o fortalecimento da economia brasileira. Eles, os empresários de mídias e seus empregados aquinhoados, simplesmente odeiam o Brasil e o golpeiam, diuturnamente, como acontece agora, às vésperas da Copa do Mundo.

Acredito que se o Faustão tivesse um pingo de discernimento e conhecimento sobre a história do Brasil, dos partidos políticos e o que representa cada agremiação política, no que tange a programas, projetos e ideologias, certamente esse senhor abastado, que desconhece as realidades brasileiras e porta-voz das elites paulistas e midiáticas, não ficaria a cometer sandices e a falar um montão de bobagens, porque dignas de um adolescente ou de um analfabeto político, que, ridiculamente, não tem conhecimento até sobre o chão onde pisa ou o bairro onde mora. Ou se tem conhecimento, joga com a má-fé.

Por sua vez, percebo que o Faustão quer ajudar, cooperar, para que o Brasil melhore as condições de vida de seu povo, sem, contudo, esculhambar com a Copa do Mundo e, irado e a babar igual a um cão raivoso, desqualificar aqueles que lutaram para realizar a Copa no Brasil, além de tentar desconstruir o próprio País, como se seus trabalhadores e governantes não tivessem competência para realizar a melhor e a maior Copa de todos os tempos — a Copa das Copas. Logo o Brasil, que foi anfitrião da Copa de 1950 ainda quando era um País praticamente rural.

A Copa das Copas, pois já considerada campeã de renda, de público antes de começar. E que vai, sim, deixar um grande legado em infraestrutura e mobilidade social, apesar de a imprensa-empresa, golpista como sempre, dizer o contrário, pois sua arma política e de enfrentamento aos trabalhistas é a mentira, que, porém, vai ser desmascarada no horário eleitoral. Basta esperar para ver.

Então, vamos direto ao ponto. Sugiro que o Faustão, cidadão tão preocupado com as mazelas sociais e a nossa incompetência e corrupção, comece, urgentemente, a responder às perguntas do leitor Pereira, amigo navegante do “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim:

1) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele compra os direitos de transmitir a Copa da FIFA?

2) Esse moço (Faustão) já informou a relação entre o patrão dele e o Ricardo Teixeira?

3) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como funciona o BV?

4) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu a TV Paulista?

5) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu o controle da NEC?

6) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência onde se encontra o Ricardo Teixeira?

7) O que fez esse moço (Faustão) em prol de boas práticas como exemplo para o Brasil?

E não acaba por aí. Faustão é o segundo maior salário da Globo. O narrador Galvão Bueno é o que tem a maior remuneração: R$ 5 milhões mensais, segundo o colunista Leo Dias, do jornal carioca “O Dia”. O jornalista informou ainda, em sua coluna, o quanto ganha algumas celebridades de televisão. O Faustão, por exemplo, além de ser um cidadão preocupadíssimo com as mazelas, a incompetência, a corrupção e a bagunça brasileiras, recebe um pouco mais do que a metade do salário de Galvão Bueno.

Então, o defensor do Brasil e apresentador Fausto Silva, campeão de preocupação social, além de ser muito consciente sobre o destino do País e de seu povo, recebe cerca de R$ 3 milhões mensais, sem contar com o marketing e a propaganda, que ele sempre é convidado a fazer para as empresas, que acreditam em sua imagem para vender, afinal o Faustão é uma das vozes do capital, do mercado e está aí para isso. Ou alguém tem dúvida?

Faustão está irado. Não agüenta mais ver o Brasil crescer. Com raiva dessa realidade, abriu a boca e repetiu tudo aquilo que ele lê, vê e ouve nos jornais da Globo, da Globo News, da CBN e Jovem Pan, na Veja e na Época, nos jornalões Folha, Globo e Estadão. O apresentador coxinha revoltado e irado até já marcou a data para quebrar o pau com o Governo Dilma, que tem o apoio do ex-presidente Lula e de enorme contingente da população e dos trabalhadores brasileiros.

Sabe do que se trata? É que o Faustão, o “rebelde”, vai fazer sua “revolução” coxinha exatamente no dia das eleições, no mês de outubro. Ele convocou, em seu programa besteirol, o povo para dar uma dura resposta ao Governo Trabalhista. E a resposta que o Faustão espera dar junto com a população vai ser dada, segundo ele, exatamente no dia das eleições. É nessa data que o Faustão global, o “líder político carismático e popular”, sem igual, convidou o povo para reagir: “A nossa Copa do Mundo é em outubro, época das eleições”, decretou o apresentador de babaquices e idiotices desde 1989. Ninguém merece.

Agora, vamos à pergunta que se recusa terminantemente a calar: Faustão, por que você não pergunta aos Marinho como eles conseguem conspirar, tentar derrubar governos e mesmo assim o trio de empresários mantêm intactos o recebimento do BV e ainda se recusam a mostrar o Darf? Realmente, Faustão, o Indignado, sobre isto eu e milhões de brasileiros gostaríamos muito de saber. A televisão é de concessão pública. É isso aí.

Davis Sena Filho
No Palavra Livre
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CNBB distribui folhetos com críticas à gestão do governo para a Copa

Entidade diz que governo só marcará 'gol da vitória' se direitos dos torcedores forem respeitados


A Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai distribuir panfletos nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo com críticas à gestão do governo para a competição. Os panfletos dão "cartão vermelho" à inversão de prioridades no uso do dinheiro público do país para eventos como a Copa do Mundo, e critica o fato de o governo delegar responsabilidades públicas a grandes corporações e entidades privadas que se apropriam do esporte.

A CNBB ressalta, no entanto, que o governo só marcará o "gol da vitória" quando ninguém for perseguido por trabalhar em espaço público, e direitos dos consumidores e torcedores forem respeitados.

Os folhetos foram impressos em três idiomas (português, espanhol e inglês) e mostram a preocupação da Igreja com oito pontos que merecem “cartão vermelho”.

O primeiro deles é “a exclusão de milhões de cidadãos ao direito à informação e à participação nos processos decisórios sobre as obras que foram realizadas para a Copa”. Outros pontos criticados são a remoção de famílias e comunidades para a construção de obras dos estádios ou de mobilidade, a inversão de prioridades para com o dinheiro público que deveria servir, prioritariamente, para a saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança.

Além disso, os panfletos falam em desigualdades urbanas e degradação ambiental, a apropriação do esporte por entidades privadas e grandes corporações.

A entidade enumera iniciativas que representam um "gol da vitória": a garantia de que a população de bairros populares e moradores de rua tenham direito de permanecer em suas localidades; que ninguém seja perseguido por trabalhar em espaço público; que movimentos sociais não sejam criminalizados.

A CNBB afirma ainda que se "compromete a acompanhar torcedores e jogadores, nas suas demandas por momentos de espiritualidade e encontro com Deus, bem como ser presença orante durante toda a Copa".

No JB
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O novo sem novidade

A reação ao decreto presidencial que determina consultas públicas antes de decisões importantes, em vários setores da administração federal, é uma combinação de velho reacionarismo e oportunismo eleitoral.

Os dez partidos que compõem a reação no Congresso, encabeçados pelo PSDB e pelo DEM, argumentam com a mesma ideia: o lugar adequado para representar a sociedade, na definição de rumos e outras decisões, é o Congresso.

A ideia implica, logo de saída, a cassação do poder dos governos de definir políticas e de tomar decisões, em conformidade com a Constituição, que não delega, a respeito, exclusividade ao Congresso e às Assembleias.

Consultas à opinião pública são uma prática generalizada, frequente inclusive no Congresso, com suas "audiências públicas" sobre temas a exigirem a decisão de deputados e senadores (não quer dizer que as audiências sejam acompanhadas por bom número deles). O PSDB, o DEM e seus caudatários, assim como os partidos governistas, valem-se de consultas públicas até para orientar-se nas escolhas de candidatos aos postos mas altos.

O fato de que os conselhos sejam formais e duradouros, e não apenas eventuais, engrossa a reação. A proposta reproduz, porém, órgãos secular e fartamente incluídos nas administrações pública e privada, sob a vulgar denominação de "conselho consultivo". E como serão ou seriam só isso — consultivos —, e não impositivos, nem de longe usurpariam ou contestariam o poder decisório e legislativo do Congresso, como reclamam peessedebistas e seus ecos.

A contribuição que o decreto traz ou não traz à eficácia administrativa, como compor e como fazer funcionar cada conselho, coisas assim é que deveriam movimentar deputados e senadores. Seriam um tanto trabalhosas, é verdade. E esse negócio de conselho social, como diz o deputado Ronaldo Caiado, no fundo é o mesmo que os conselhos chavistas. Mas o decreto pode ser explorado eleitoralmente. Então, pronto.

Mais Médicos

Dedicado a um belo trabalho fotográfico sobre a fauna e a flora, capaz de levar a medidas governamentais de proteção, Luiz Claudio Marigo sofreu com um infarto por perto de uma hora, deitado, até morrer, no corredor de um ônibus em frente à porta do Instituto Nacional de Cardiologia. O INL está em greve e ninguém do pessoal em serviço obrigatório foi ao ônibus. A direção do INL diz que não houve pedido claro no hospital. Várias testemunhas dizem o oposto, entre elas o próprio motorista que dirigiu o ônibus e foi em pessoa apelar pelo socorro médico.

Até o momento em que escrevo, já no terceiro dia do ocorrido, não encontrei o pronunciamento devido pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina. Na Câmara, o sempre citável Ronaldo Caiado preferiu ocupar-se dos médicos cubanos desertores, para ouvir do ministro da Saúde que são o menor grupo de desistentes do Mais Médicos. E, com os dois mais recentes que também vieram apenas fazer trânsito esperto aqui, rumo aos Estados Unidos, esses trânsfugas são apenas 0,1% do total.

Ronaldo Caiado está no seu papel, médico que deu também as costas à medicina, para servir no Congresso aos seus agronegócios. Mas a AMB e o CFM não se limitam a sua campanha contra o Mais Médicos, nem só aos interesses da classe.

Mais um

Para quem acha — é o meu caso — que o impedimento à plena verdade histórica e a suas consequências judiciais, decorrente da Lei de Anistia, deve ter solução jurídica para ser democrática e ter total autoridade, é muito recomendável a leitura do artigo "Insuficiências da Lei de Anistia". O autor, jurista Gilberto Saboia (Folha, pág. A3, 4.jun), é da Comissão de Direito Internacional da ONU e foi secretário de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique.

Janio de Freitas
No fAlha
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Depois de fraudar o leite, nossos empresários fraudam remédios

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra. A RBS, que busca sempre incluir um gaúcho em tudo o que acontece, pratica um silêncio ensurdecedor a respeito de mais esta quadrilha típica dos estados sulistas. Como dizem os colonistas da Zero Hora, nossos empresários são exemplo para o nordeste…

O que é o Maranhão do Sarney comparado ao RS de Yeda Crusius, da RBS, de empresários que botam detergente e soda cáustica no leite de nossas crianças?! No Maranhão, Sarney ocupa todos os cargos. No RS, os funcionários da RBS estão buscando ocupar todos os cargos. Qual é mesmo a diferença entre as duas famiglias (Sarney e Sirotsky) filiadas à Rede Globo?

E não bastasse isso, nossos valorosos empresários também deram para fraudar o Sistema Único de Saúde. Como diria aquele tarado da bancada do Jornal Nacional, “bandido bom é bandido morto!” Então, porque não pedem pena de morte ao Eike Batista e seus assessores de fachada? Por que ninguém pede pena de morte aos empresários que adulteraram o leite? Será que agora alguém vai pedir pena de morte para quem fraudou a distribuição de medicamentos do SUS?

Lasier Martins é, pelo seu estilo enfático de defender os corruptores e atacar os movimentos sociais, o supositório que o Rio Grande precisa.

E depois o Genoíno é que corrupto!

Procuradoria denuncia 60 por fraude em compras de medicamentos do SUS

Quadrilha teria atuado em mais de 50 cidades no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina
por Mateus Coutinho

A Procuradoria da República em Erechim, no Rio Grande do Sul, denunciou 60 pessoas acusadas de fraudarem licitações para distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em pelo menos 50 municípios nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

De acordo com o Ministério Público Federal, as denúncias foram realizadas após a conclusão de parte das investigações da Operação Saúde, deflagrada em maio de 2011 pelo MPF e Polícia Federal. Os acusados estão sendo denunciados por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, estelionato, peculato, entre outros.

A Operação Saúde teve o objetivo de desarticular um esquema de fraudes a licitações municipais envolvendo empresários e funcionários do ramo de fornecimento de medicamentos e servidores públicos que teriam direcionado as licitações às empresas envolvidas. A operação também resultou em mandados de busca e apreensão, prisão temporária dos envolvidos e indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas.

Segundo a procuradora da República Cinthia Gabriela Borges, autora das denúncias, funcionários e empresários de empresas fornecedoras de medicamentos e equipamentos ambulatoriais, ao saberem da abertura de uma licitação, mantinham contatos prévios entre si e ajustavam antecipadamente os valores a serem propostos por cada empresa, simulando a existência de concorrência e causando prejuízo ao Sistema Único de Saúde.

Além disso, segundo o MPF, a denúncia aponta que em alguns municípios do Estado, houve a participação de servidores públicos municipais, que repassavam informações privilegiadas sobre o andamento da licitação que seria realizada na cidade às empresas que participavam do certame .

No Ficha Corrida
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O “submundo” de Aécio Neves

Ele
O submundo a que gosta de se referir Aécio Neves — responsável, segundo ele, pela disseminação de boatos acerca de sua pessoa — é uma resposta padrão a tudo o que ele não controla.

Não que Aécio não esteja acostumado a operar num submundo. O fogo cruzado entre ele e Serra, através de dossiês, tráfico de influência e outras práticas, gerou alguns dos capítulos mais sujos da vida pública nacional.

O hoje clássico artigo “Pó pará, governador”, publicado no Estadão por um jornalista ligado a Serra, e uma coluna do próprio José Serra na Folha, no dia em que Aécio anunciou sua pré-candidatura, são lembretes eloquentes desse tipo de operação. O texto foi citado por Fernando Barros e Silva no Roda Vida. “O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014”, escreveu JS, o Profeta da Mooca.

A inabilidade e o desconforto de Aécio em lidar com questões incômodas fez com que adotasse essa tática de 1) atribuir os “ataques” a uma entidade fantasiosa, mas com apelo populista; e 2) desqualificar e intimidar quem ouse tocar em assuntos fora da pauta combinada.

Funcionou por um tempo. Aécio sempre teve a imprensa mineira na mão e não achou, provavelmente, que teria maiores problemas.

Há um interessante documentário de Marcelo Baeta sobre as pressões e acordos de seu governo com a mídia local. Uma das histórias é a de Marco Nascimento, ex-diretor da Globo em MG, que produziu uma reportagem sobre o crack no bairro de Lagoinha, em Belo Horizonte. A matéria passou no Jornal Nacional.

A repercussão foi enorme. Nascimento conta que passou a receber telefonemas de Andrea Neves, uma espécie de Golbery do irmão, braços direito e esquerdo, aliada e eminência parda. Para resumir: Nascimento foi demitido pouco depois, evidentemente que sob uma alegação técnica.

(Há vários outros casos — alguns, eventualmente, pândegos. Um jornalista mineiro me contou que Aécio, depois de uma briga com a namorada, mandou avisar o jornal Estado de Minas que preparasse um “flagrante” da reconciliação numa praça. A foto do pseudopaparazzo foi feita e saiu na primeira página. Houve uma crise porque o retrato deveria ter sido publicado na coluna social, o que daria menos bandeira de que foi encomenda).

O vídeo de Baeta foi acusado pelo pessoal de Aécio de — surpresa — “coisa difundida pelo PT na internet”. Desde 2006, portanto, é basicamente o mesmo subterfúgio. Quando você tem tudo sob controle, num estado em que sua família manda e desmanda há décadas, fica mais fácil.

Mas a fila andou. Não é apenas em suas propostas que Aécio não viu o tempo passar. É um erro de cálculo brutal achar que o Brasil é uma extensão de sua fazenda. É muita arrogância, inépcia — ou a mistura de ambos — pensar que questões como a das drogas ficariam restritas a uma noite no Mineirão com o estádio fazendo coro (infelizmente, pegaria mal dar sumiço naquele povo todo).

A noção de submundo de Aécio Neves terá de passar a incluir, obrigatoriamente, seus “amigos”, colegas de partido e, principalmente, ele mesmo e sua turma.


Kiko Nogueira
No DCM
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