3 de jun de 2014

CPI vai investigar documentos da gestão FHC


Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras aprovaram, em bloco, pedidos de acesso a documentos que envolvem o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso; isto foi possível graças a um descuido dos oposicionistas, que não perceberam a manutenção de alguns requerimentos, como o que envolve o acidente da plataforma P-36, que afundou em março de 2001 durante o governo de FHC

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras aprovaram, em bloco, pedidos de acesso a documentos que envolvem o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Isto foi possível graças a um descuido dos oposicionistas, que não perceberam a manutenção de alguns requerimentos.

Durante os debates, o deputado de oposição Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu a exclusão de votação de quatro requerimentos que pediam cópia de relatórios e demais documentos referentes ao acidente da plataforma P-36, que afundou em março de 2001 durante o governo de FHC, e dos processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça que envolvem a troca de ativos entre a Petrobras e a companhia ibero-americana Repsol YPF, referente à refinaria de Bahia Blanca, no mesmo ano. Eles foram numerados como 440, 447, 525 e 528.

No plano de trabalho proposto pelos relatores das CPIs mista e exclusiva do Senado, respectivamente, o deputado Marco Maia (PT-RS) e o senador José Pimentel (PT-CE), citam que a tragédia do afundamento da P-36 tirou a vida de 11 trabalhadores e gerou um custo para a estatal de US$ 2,2 bilhões. Dizem ainda que a operação da refinaria de Bahia Blanca pode ter causado um prejuízo de US$ 2,5 bilhões à Petrobrás.

O relator concordou com o pedido do deputado do DEM e determinou a exclusão, na votação em bloco, de quatro requerimentos que envolviam tais operações, apresentadas pelos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Sibá Machado (PT-AC). Ocorre que não foi retirado da lista de votação em bloco o requerimento de número 520, também apresentado por Mabel, que pedia à Agência Nacional de Petróleo (ANP) cópia de relatórios e demais documentos relativos ao acidente na P-36. Ou seja, esse pedido foi aprovado sem que os oposicionistas percebessem. O caso da Repsol, porém, ficará de fora da investigação.
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O dia em que uma estudante cansou de ser assediada


Cansada de ser assediada pelo mesmo porteiro a caminho da faculdade, em Copacabana, a estudante Yasmin Ferreira resolveu reagir nesta terça-feira. O funcionário de um prédio na Rua Raul Pompeia, que aparece de camisa branca, sai de cena quando vê que está sendo filmado.

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JN mentiu e fez sessão nostalgia do "caos aéreo" no Rio Grande do Norte

http://www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Noticia.aspx?noticia=aeroporto-sao-goncalo-amarante-voos-funcionamento-Anac-02062014



Lá vem o Jornal Nacional de novo depreciar o Brasil, o Nordeste, a cidade de São Gonçalo do Amarante e a cidade de Natal, uma das mais atrativas para o turismo.

O novo Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante na região metropolitana de Natal (RN) ficou pronto e está funcionando, com os vôos sendo transferidos em etapas. Primeiro foram os vôos nacionais. Os internacionais ainda não puderam ser transferidos porque a concessionária privada ainda não cumpriu todas as exigências. Com isso os vôos internacionais continuam a ser atendidos pelo antigo aeroporto Augusto Severo.

Os potiguares estão satisfeitos com seu novo aeroporto novinho e moderno, e quem viaja para lá a turismo ou a trabalho também. Mas o JN foi procurar dois casos de gente se confundiu.

Um grupo que viajará a Portugal e não sabia se embarcaria no novo ou no antigo aeroporto. Creio que um telefonema para a empresa aérea que emitiu os bilhetes ou agência de viagens que vendeu o pacote resolveria, e deve ser isso o que ocorreu.

Outro caso foi de uma passageira que foi para o aeroporto antigo embarcar, lá ficou sabendo que o vôo havia sido transferido para o aeroporto novo e, segundo o JN, chegou duas horas depois do vôo ter partido. Novamente um caso pontual para ser resolvido entre a passageira e a companhia aérea. Vôos que mudam para outro aeroporto próximo acontecem no mundo inteiro, inclusive fazem parte da rotina, quando há problemas climáticos ou outros, e as empresas aéreas administram esta situação.

Isto ir parar no JN é pauta eleitoreira do senador demotucano José Agripino (DEM-RN) e do Aécio Neves (PSDB-MG). Não é coisa do interesse do telespectador do Brasil inteiro.

É um vexame o jornalismo da Globo decair tanto assim para virar um novelão eleitoreiro demotucano de quinta categoria.

CNT desmente JN: Entrega foi 8 meses antes do contratado.

Segundo o JN o aeroporto está atrasado dois meses. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes o Aeroporto foi entregue quase oito meses antes da data contratual.

No Amigos do Presidente Lula
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Quando a cara de pau não tem limites

Uma ou outra incoerência à parte, até que foi boa a performance do candidato a presidente dos tucanos, senador Aécio Neves (PSDB-MG) em sua entrevista ao Roda Viva da TV Cultura na noite de ontem, e à TV Estadão. Uma de suas escorregadelas, dessas que estamos falando, ficou por conta de sua admissão de que, caso eleito, poderá disputar a reeleição presidencial.

Escorregadela porque há muito e muito tempo, principalmente desde que se convenceu da dificuldade de bater o PT nas urnas e os tucanos voltarem ao poder central, o senador Aécio Neves tornou-se um dos maiores paladinos do fim da reeleição que eles mesmos — tucanos — instituíram em 1997, no apagar das luzes do 1º governo FHC, exatamente para reeleger o presidente Fernando Henrique Cardoso.

Lembram-se da instituição da medida, que se deu em meio aquele processo de denúncias de que teriam comprado votos para aprovar a emenda que possibilitava a reeleição? A compra foi tão escandalosa que os deputados que venderam até renunciaram ao mandato quando as investigações praticamente provaram que os tucanos haviam comprado os votos.

E a compra de votos para aprovar a reeleição?

Mas, a incoerência maior do senador Aécio, ontem no Roda Vida, nem foi admitir a possibilidade de se reeleger caso ganhe a eleição de outubro próximo quando ele há muito defende o fim da reeleição. Ficou por conta de sua condenação ao PT e aos petistas, a nós que defendemos a regulação da mídia. Para agradar aos barões da grande imprensa, mais uma vez, o senador-candidato sacou o velho argumento, manipulado por tantos, de que regulação é censura à imprensa, é atentado à liberdade de expressão.

Quantas vezes já se explicou que a regulação é o disciplinamento da atividade econômica dos meios de comunicação? É acabar com os monopólios de comunicação e informação que os proprietários dos veículos detém e manipulam no Brasil. O senador Aécio sabe que é isso. E que a regulação existe em todos os países democráticos do mundo — a começar pelos Estados Unidos e os europeus.

Ele embaralha as coisas, invoca de novo que regulação é censura apenas para agradar aos proprietários de veículos de comunicação. Sabe que não é. De resto, é mais do que conhecido de qualquer pessoa medianamente informada o controle férreo e absoluto que Aécio Neves tinha e tem sobre a imprensa mineira. Pior é os jornalistas que o entrevistavam não retrucarem, nem lhe questionarem sobre isto, sobre o que ele fez e faz em Minas em termos de censura à mídia…

A maior incoerência de Aécio ontem

Sua incoerência está exatamente aí, no fato de que ninguém administrou impondo tanta censura à mídia quanto Aécio Neves nos oito anos em que foi governador de Minas Gerais (2003-2010). Lá ele pôs um cabresto na mídia e nenhum veículo de comunicação podia ou pode falar mal de seu governo, criticá-lo.

Se o fizesse, nem tinha o que discutir, no mesmo dia ou no seguinte, tinha e tem a verba de publicidade cortada. Ou seja, o governo Aécio impôs uma das piores formas de censura à imprensa, o garrote, a censura econômica. E vem falar de censura à mídia agora, e acusar o PT e os petistas de pretenderem adotá-la quando defendem a regulação da mídia!

Não é a toa que, conforme registra a mídia hoje, Aécio confirmou em entrevista ontem, ser o “candidato da ‘confiança’”. Claro, da confiança dos neoliberais, do empresariado e da imprensa conservadora, dos barões da mídia…

No Blog do Zé
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Joaquim Barbosa desmente O Globo

Barbosa presidiu sessão do CNJ nesta terça-feira
Ministro nega que tenha recebido ameaças: 'Imagina!"

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, presidiu a primeira parte da sessão plenária do Conselho Nacional de Justiça, na manhã desta terça-feira (3/6), mas nada adiantou sobre a data em que deve formalizar o seu pedido de aposentadoria precoce. “Há uma tramitação. Não é assim tão simples. Tem (ainda) uns 15 dias”, respondeu à pergunta de um repórter.

Ele disse ainda que não tem nenhum caso polêmico do qual seja relator para levar a julgamento pelo plenário. E que vai continuar a presidir as sessões normalmente, até que seja formalizada a aposentadoria.

À pergunta de se houve, realmente, alguma ameaça anônima que tenha precipitado a sua decisão respondeu negativamente: “Imagina!”, exclamou.

Luiz Orlando Carneiro
No Jornal do Brasil
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Os ossos do ofício

O ofício de observador da mídia — exercido, quase que exclusivamente, através de blogs, sites e portais na internet — traz importantes consequências, nem sempre prazerosas.

A primeira e mais óbvia delas é a impossibilidade de se ter um artigo, um livro, uma pesquisa conhecida, tornada pública. A crítica da mídia não aparece na grande mídia comercial brasileira. A única exceção é aquela “feita de dentro” pelos raríssimos profissionais que ocupam a posição designada pela estranha palavra sueca “ombudsman”. A grande mídia comercial ainda é a virtual detentora do monopólio de “tornar as coisas públicas”. Por isso, o trabalho do observador crítico da mídia passa despercebido pela imensa maioria da população, embora tenha conquistado algum espaço na mídia pública. Um amigo brincou que nem mesmo meu obituário seria publicado em determinado jornal. Claro, nunca poderei saber se ele tem razão. De qualquer maneira, isso, por certo, questiona a validade do próprio trabalho do observador crítico. Para quem ele é dirigido?

Para observadores que têm origem na academia e no campo de estudos das relações entre mídia e política, o mais comum é a desqualificação preconceituosa in limine do tipo “virou jornalista, só escreve opinião, não faz ciência”. Sempre tive dificuldade em estabelecer os limites entre o discurso da ciência e o da não ciência nas chamadas “ciências humanas”, portanto, essa é uma consequência com a qual convivo desde os longínquos tempos em que ainda estava na ativa como professor. De qualquer maneira, o problema surge quando o preconceito passa a ser utilizado como justificativa para excluir trabalhos produzidos por observadores críticos da mídia de referências bibliográficas de textos, disciplinas e programas.

Outra consequência é a acusação de partidarismo, de que o observador critica a grande mídia porque ela faz “oposição política ao governo”. Claro, essa seria em si mesma uma boa razão para se fazer a crítica — a mídia “substituir” os partidos políticos. Todavia, o que está implícito é que o observador colocaria acima da isenção com que deve conduzir seu trabalho uma opção partidária. Algumas vezes já me vi obrigado a explicitar minha condição de nunca ter sido filiado a partido politico, embora, por óbvio, tenha posições políticas e seja um militante da causa da democratização da comunicação — o que, aliás, nunca escondi.

Recentemente, fiz longa exposição em ambiente universitário em que argumentei que a legislação da radiodifusão historicamente sempre atendeu aos interesses dos empresários do setor e permanecia garantindo privilégios assimétricos aos concessionários desse serviço público. Acrescentei que essas eram as principais razões da ferrenha oposição dos empresários à regulação do setor. Depois de minha fala, uma estudante de pós-graduação em Comunicação perguntou com certa impaciência: “Será que você não consegue ver nada de bom na mídia, só é capaz de criticá-la?”. Respondi que esse era o meu ofício, mas que, de qualquer maneira, comparativamente ao funcionamento da mídia comercial em outras democracias, sim, tinha muito mais críticas do que elogios à mídia brasileira.

E a “observação” da mídia alternativa?

Dia desses, ouvi de um interlocutor inflamado que o observador crítico da mídia só consegue ver problemas na mídia e não “enxerga” sua (dela) enorme contribuição, além de não ver outros aspectos relevantes da realidade que deveriam ser igualmente criticados. Pior ainda, vê problemas na grande mídia, mas ignora os da chamada “mídia alternativa”, que pratica o mesmo tipo de jornalismo “com sinal trocado”.

Contra-argumentei que, por óbvio, a mídia não funciona num vazio, mas faz parte de uma realidade maior na qual está inserida. Diferentes formas de organizar o sistema de mídia, por exemplo, produzem resultados diferentes na sua atuação e na democratização do acesso ao debate público. Por outro lado, um observador sério da mídia, certamente não se sente autorizado a escrever um artigo específico, por exemplo, sobre crise econômica, meio ambiente ou corrupção, a não ser para apontar suas interfaces com a mídia.

Quanto a não ter a “mídia alternativa” como objeto prioritário de observação crítica, há de se considerar, primeiro, uma questão de escala de poder. O que representa, em termos de “audiência” e influência, um blog individual diante de um telejornal diário, transmitido em rede para todo o país? Segundo, existem blogs e sites que tratam dos mais diferentes temas e defendem as mais diferentes posições. Na verdade, o diminuto espaço público construído pela “mídia alternativa” é relativamente plural e diverso quando comparado com o espaço público dominante criado pela grande mídia, onde prevalece um discurso homogêneo, quase único.

Só no longo prazo

As consequências de curto prazo da observação da mídia são sentidas diretamente pelo próprio observador e não pela mídia criticada. São os ossos do ofício.

É necessário acrescentar que essas consequências não são também sentidas por aqueles responsáveis — diretos e/ou indiretos — pela formulação das políticas públicas do setor.

No longo prazo, todavia, junto ao esforço de outros muitos, fica a esperança de que aumente, dia a dia, a consciência sobre a importância da observação crítica permanente da mídia para o processo de sua democratização.

A ver.

Venício A. de Lima, jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador de Para Garantir o Direito à Comunicação – A lei argentina, o relatório Leveson e o HGL da União Europeia, Perseu Abramo/Maurício Grabois, 2014; entre outros livros
No OI
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O avião banana

Qual teria sido a inspiração dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, os gêmeos, para a pintura do 737 da Seleção Brasileira?

Tem gente palpitando na rede: o Boeing Banana


Marcelo Rubens Paiva
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O desemprego cai no Brasil, não importa o índice utilizado!

Os governos de Lula e Dilma alteraram a lógica de pensamento do Estado. Pela primeira vez no Brasil, o povo está no poder, tem voz e demanda políticas públicas. Todos os indicadores das áreas sociais mostram que o novo Brasil é menos desigual, mais justo e mais rico do que o Brasil do passado. É assim com a inflação e com a valorização do salário mínimo. É assim também com a queda contínua e notável do desemprego. E mais: não importa o índice e a metodologia que se utilizem, a queda continua visível e patente.

Para políticas públicas que atendam cada vez mais as necessidades específicas da população, é necessário produzir dados também mais acurados. Assim, os órgãos de pesquisa do governo vêm multiplicando seus estudos e tentando abarcar mais diferenças regionais. Esse é o caso dos dados sobre desemprego: desde 1980, o índice de desemprego é baseado na "Pesquisa Mensal de Emprego", que acontece nas áreas metropolitanas de seis cidades: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Com base nesse índice, o desemprego no Brasil atingiu recorde negativo na série histórica para abril, com 4,9%. 

Visando abranger mais cidades e regiões do Brasil, o IBGE passou a realizar, em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar Contínua, a PNADc. O estudo acontece a cada 3 meses, e abarca as regiões metropolitanas e integradas de desenvolvimento de 21 cidades. O novo índice trimestral substituirá a PME nas medições oficiais de desemprego a partir desse ano. Os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2014 foram divulgados hoje (3) pelo IBGE.

A comparação entre o primeiro trimestre de 2013 e igual período de 2014 mostra uma queda no desemprego, de 8% para 7,1%. Apesar de o índice, na nova metodologia, ser superior à taxa aferida pela PME (5%), percebe-se que, pela PNADc, a queda entre os períodos comparados foi ainda maior, passando para 0,9%. É importante lembrar que a comparação só é válida na taxa média anual ou entre iguais períodos do ano, uma vez que movimentos sazonais do mercado (como, por exemplo, contratações temporárias para a época das festas de fim de ano) alteram os resultados. 


Percebe-se também que o desemprego cai principalmente entre as populações mais vulneráveis: houve queda maior do que a média no Nordeste (1,6%), entre as mulheres (1,3%) e entre os jovens (0,7%).

Entre janeiro de 2003 e abril de 2014, foram criados, no Brasil, 20 milhões de empregos formais, um aumento de 70% do total de vagas. Não há precedentes na história do país para tamanho aumento. 

No Muda Mais
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CR

Existem fenômenos inexplicados na física quântica. Se uma partícula subatômica é repartida e vai cada parte para um lado, o que acontecer com uma parte acontece para a outra. Ou seja, é como se você cutucasse o Chico Caruso no Rio de Janeiro e o Paulo Caruso sentisse em São Paulo.

Outro fenômeno estranho é o seguinte: os átomos se comportam de uma maneira se são observados e de outra se não são observados.

O olhar do observador interfere na movimentação do átomo. Trazendo o mistério para um nível mais, digamos, rasteiro: o Chico Buarque contou que nunca viu o Cristiano Ronaldo jogar bem.

Claro, não existe uma relação direta de causa e efeito, o olhar do Chico determinando a atuação do Cristiano Ronaldo. É coincidência.

Estão aí as estatísticas do melhor jogador de futebol do mundo na atualidade para provar que sua reputação não é mentirosa. É um goleador, é um líder, é mesmo muito bom. O Chico apenas o viu em dias ruins, como todo mundo tem.

Quantas vezes não vimos o Neymar desaparecer em campo? Quantas vezes o próprio Chico não pegou o violão e não saiu nada, nem uma modinha? Mas me dei conta de que eu também nunca vi o Cristiano Ronaldo jogar bem, ou jogar de acordo com sua fama.

Na única vez que o vi jogar ao vivo foi na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e foi num dos seus piores momentos. Na última vez em que o vi jogar pela TV, há dias, quando o Real Madrid ficou com a Copa dos Campeões que o Atlético de Madrid já estava botando na mala, sua comemoração aloucada foi inversamente proporcional a sua má atuação durante o jogo.

Mas o Chico e eu apenas não tivemos sorte, ainda. Pelo menos não será a nossa experiência que confirmará a física quântica.

Gosto do CR, até das suas poses. Gostei de ler a seu respeito, que ele relutou a sair da Ilha da Madeira, onde nasceu, e trocar família e amigos de infância por uma possível carreira no futebol português.

Não é verdade que ele já era tão convencido quando saiu da Madeira, que prometeu voltar de Portugal a pé, pois caminharia sobre as águas.

E gostei de saber o doce nome do time em que ele jogava, como garoto: Andorinha. Vamos ver o que fará nesta Copa do Mundo o moço do Andorinha.

Luís Fernando Veríssimo
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O vice de Dilma é a Constituinte da reforma política

Estamos diante de limites da tensão política extraordinários. E quando o extraordinário acontece as receitas da rotina já não são eficazes.

Estamos a 10 dias do início da Copa do mundo.

A violência na rua emerge como a derradeira aposta de quem, sucessivamente, ancorou o seu futuro no julgamento da AP 470, na explosão da inflação, no apagão das hidrelétricas, no abismo fiscal e, ainda há pouco, na hecatombe decorrente da redução da liquidez nos EUA.

Cada uma dessas alternativas, mesmo sem deixar de impor constrangimentos objetivos ao país e ao governo, mostrou-se incapaz de destruir o contrapeso de acertos e conquistas acumulados ao longo dos últimos 12 anos.

A irrupção de protestos em plena Copa do mundo tornou-se assim a nova bala de prata acalentada por aqueles que, corretamente, ressentem-se de um amalgama capaz de injetar torque e dinamismo ao acerto de contas que buscam contra a agenda progressista brasileira.

Não se espere indulgência ou trégua a partir dessa avaliação.

Está em curso o vale tudo para mobilizar uma classe média eterna aspirante a elite, ademais de segmentos que consideram indiferente ter na chefia da nação Dilma, Aécio ou Campos.

Juntos eles compõem o novo rosto da velha agenda conservadora.

Sugestiva reportagem do Estadão neste domingo anuncia — após ‘exaustiva’ consulta a 16 membros do agrupamento — que os black blocs buscam uma parceria com os não menos carbonaros integrantes do PCC para tocar fogo nos grandes centros urbanos durante a Copa.

Mobilizações de massa não são a primeira escolha de elites mais afeitas a golpes e arranjos de cúpula.

Seu medo atávico às ruas remonta às revoluções burguesas do século XVIII, sendo a contrarrevolução francesa um exemplo clássico do empenho em capturar o poder para a segurança de um diretório armado, se preciso.

As reticências empalidecem, no entanto, em momentos da história em que a rua é o que de mais palpável se apresenta ao seu interesse em uma correlação de forças que ameaça escapar definitivamente ao controle.

A campanha do PT em 2014 não pode hesitar diante dessa mistura de esgotamento e vale tudo.

Se o conservadorismo se inclina às ruas , a resposta progressista não pode se reduzir à importante, mas insuficiente agregação de minutos a sua grade no horário eleitoral gratuito.

A representação da sociedade no atual sistema político — a exemplo de seu mosaico de mídia — já não expressa o aggiornamento verificado no mercado de massa e na correlação de forças nos últimos anos.

É justamente a urgência dessas atualizações institucionais que a agenda petista deve incorporar à campanha eleitoral de 2014.

Não como recurso ornamental de um cuore publicitário, ou mero fecho exclamativo do discurso.

Não se trata de criar uma antídoto às ruas.

Mas de mobilizar as ruas.

Levando a elas uma referência efetiva de renovação histórica, uma resposta palpável às expectativas sistematicamente fraudadas pelos que hoje se fantasiam de justiceiros sociais.

Ou se declaram ‘envergonhados’ do Brasil , como ontem se diziam enfadados nos meetings do ‘Cansei’.

Se agora eles convocam as ruas é porque o extraordinário bate à porta.

E quando o extraordinário acontece não bastam as receitas da rotina.

A campanha eleitoral de 2014 fará um bem inestimável ao Brasil se assumir uma natureza híbrida.

Ser, ao mesmo tempo, a luta pela reeleição da Presidenta Dilma; e a mobilização educativa pela convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para renovar o sistema político brasileiro.

Não há rigorosamente uma receita macroeconômica capaz de resolver a frio os desafios da encruzilhada vivida pelo desenvolvimento do país.

O conservadorismo tem razão quando acusa os governos progressistas de Lula e Dilma de terem desequilibrado a rigidez estrutural do capitalismo por aqui.

Ao propiciarem o ingresso de mais de 50 milhões de brasileiros pobres à fila do caixa, eles acionaram um movimento de placas tectônicas em direção a um ciclo épico de investimento em produção, infraestrutura e logística social.

A engorda do capital rentista em piquetes de juro alto é incompatível com esse degelo social.

No fundo, o conservadorismo sabe que um Brasil morreu para sempre depois que esse deslocamento histórico se pôs em marcha.

Velhas estruturas e limites tornaram-se disfuncionais — sempre o foram, mas agora a inadequação ficou incomodamente escancarada.

O que se almeja é resistir. Desgastar. Disseminar o vírus do menosprezo pelo país que ainda somos.

Na esperança de ganhar tempo para que o desalento faça o resto.

E desmoralize a política, abatendo no ar o salto histórico do discernimento social em relação ao Brasil que poderíamos ser.

Uma retração econômica redentora cuidaria do serviço sujo, injetando arrocho e ordem no xadrez político, no desesperado esforço de devolver ao ‘crescimento’ o sentido excludente e genuflexo que ele sempre teve por aqui.

Repita-se: estamos diante de limites da tensão política extraordinários.

E quando o extraordinário acontece as receitas da rotina já não são eficazes.

Nenhuma panaceia técnica substituirá a sociedade naquilo que lhe cabe decidir: os pactos, os prazos, as metas , as concessões e as salvaguardas inerentes ao passo seguinte do seu desenvolvimento.

A reeleição da Presidenta Dilma é um passo indispensável a essa repactuação do futuro. A eleição de uma Constituinte que injete soberania popular à democracia brasileira é outro.

Um não se equilibra sem seu par.

Na grande aliança para o Brasil avançar, o vice de Dilma é a Constituinte da Reforma Política.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Grupo RBS tenta explicar sua posição sobre a Copa do Mundo

Maior grupo de mídia do estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina - RBS - de propriedade da família Sirostky, retrasmissor da cadeia Globo é obrigado a se explicar em editorial de duas páginas publicado no jornal Zero Hora de Porto Alegre posição do grupo sobre a Copa do Mundo de futebol, confessando que a apóia sob a cartola "Transparência ZH", sic. O mar não está para peixe.


Zero Hora apoia a realização da Copa do Mundo no Brasil desde outubro de 2007, quando a Fifa anunciou oficialmente a escolha do país como sede da competição. Antes mesmo de qualquer projeto editorial e publicitário, o jornal viu no fato uma grande oportunidade para o país e para o Estado, pois um Mundial de futebol dá visibilidade ao país-sede, atrai turistas, movimenta a economia e deixa um legado de modernização nas cidades que recebem os jogos. Com a aproximação do evento, o jornal e os demais veículos do Grupo RBS mantiveram suas visões editoriais independentes e implementaram seus planos de cobertura respaldados por patrocínios e vendas de publicidade no modelo de negócio que sustenta as empresas de mídia.

A Rádio Gaúcha é a única emissora do Estado com direitos de transmissão das partidas com equipes próprias porque desembolsou a quantia de R$ 1,2 milhão pelos direitos de transmissão da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Da mesma forma, a RBSTV transmitirá a Copa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em decorrência de sua afiliação à Rede Globo, detentora dos direitos dessa e das Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. Isso não significa exclusividade. No Brasil, por exemplo, os jogos também serão transmitidos pelos canais SportTV, ESPN Brasil, Fox Sports e Rede Bandeirantes. O custo é elevado. No total, considerando-se os gastos com cobertura, pessoal, viagens, eventos e equipamentos, o Grupo RBS investirá cerca de R$ 40 milhões no Mundial.

O apoio institucional dos veículos da RBS não inibe seus comunicadores de se posicionar livremente em relação à Copa e nem interfere na cobertura independente e crítica de seus jornalistas. Observe-se, por exemplo, a evolução do tratamento dispensado ao evento por ZH. Para o jornal, num primeiro momento, a Copa era uma oportunidade de os brasileiros absorverem e aplicarem conceitos de planejamento e realização de projetos de complexidade inédita e extrair benefícios duradouros para todo o país. Com o passar do tempo, porém, foi ficando claro que as metas, por incúria e ineficiência, não seriam cumpridas em quase nenhum campo e o jornal passou a cobrar e a lamentar a perda destas oportunidades.

Ao mesmo tempo em que, apesar das críticas, o jornal nunca deixou de acreditar nos benefícios da Copa, alguns de seus mais destacados colunistas se mostraram, desde o primeiro momento, contrários à realização do Mundial no Brasil. O mais notório dos opositores tem sido Paulo Sant’Ana, que já em 2007 não enxergava capacidade e necessidade de o pais organizar um evento desta natureza e dimensão. Na época dissonante da maioria da opinião pública, a oposição de alguns colunistas rendeu ataques a eles, que, como é praxe na empresa, sempre tiveram plena liberdade de manifestação. Este aparente paradoxo chegou a ser exposto por ZH em uma campanha publicitária que apresentava a discordância entre a opinião do jornal e a de seu mais conhecido colunista como exemplo de autonomia e pluralismo. Posteriormente, Sant’Ana optou por uma trégua nas críticas.

Desde o final da Copa na África do Sul, Zero Hora assumiu a visão de que deveria fazer uma grande cobertura do Mundial brasileiro. A cobertura não se apropriou de um tom ufanista, mas em seu início falhou em dar mais visibilidade a moradores descontentes e a antecipar a ineficiência que levaria a atrasos e transtornos provocados pelas obras. Mesmo assim, o jornal deixou claro que não acompanharia burocraticamente o avanço das obras e inaugurou em 2011 o Copômetro, uma seção que, usando bolas murchas, meio vazias ou cheias, fiscaliza as promessas e o ritmo das obras.

Em outra ocasião, o jornal e o Grupo RBS se viram como parte do encaminhamento da solução para a reforma do Beira Rio e da manutenção da Copa no Estado. Em um churrasco na sede da empresa, depois de meses de obras paradas no estádio, encontraram-se o ministro dos Esportes, Aldo Rabelo, o prefeito José Fortunati e os presidentes de Inter e Grêmio. Ali ficou claro que a Copa em Porto Alegre estava por um fio e alguns convidados saíram do churrasco com ânimo renovado para negociar com a construtora Andrade Gutierrez o fechamento do acordo que finalmente daria sequência às obras do Beira Rio.

Na cobertura jornalística, há duas grandes equipes do grupo atuando em paralelo. Uma é formada pelos jornais e rádios e suas extensões digitais, que se integram na chamada Liga dos Fanáticos. A outra é composta pela RBS TV, que se afilia à cobertura da Rede Globo, com espaços e características próprias. O time da Liga dos Fanáticos conta com cerca de 60 profissionais credenciados, um recorde (na África, foram 22). Esta é a maior e mais dispendiosa cobertura já realizada pelos veículos da RBS, que se propuseram a surpreender o público com um conteúdo diferenciado e iniciativas inovadoras. A Radio Gaúcha, por exemplo, terá equipes atuando ao vivo em todos os estádios em todas as partidas. A exclusividade na transmissão radiofônica, entretanto, gerou ataques de veículos concorrentes e um procurador federal chegou a entrar com uma ação questionando esta condição. A iniciativa foi prontamente arquivada pela própria Justiça Federal, que reconheceu o direito da emissora.

Agora, quando nos aproximamos do auge de anos de discussão e preparação, o jornal defende que já não faz sentido se debater o apoio ou não à Copa. Em seu lugar, deve entrar o compromisso de se promover o melhor evento possível, extraindo-se dele os melhores benefícios coletivos possíveis. Desde já, porém, o jornal assume um novo compromisso. Quando acabar a festa da Copa, ZH seguirá cobrando a conclusão das obras e a preservação do legado do Mundial.

Henrique
No GGN
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Francischini escondeu um dos suspeitos da Lava Jato

Considerado um dos canais de vazamento da Operação Lava Jato da Polícia Federal — que investiga a atuação do doleiro Alberto Youssef —, o ex-delegado e deputado federal Fernando  Francischini, do partido Solidariedade (ex-PSDB), deixou de divulgar um dos nomes que surgiram nos grampos da polícia: ele próprio.

Seu nome foi diretamente envolvido nas negociações entre Yousseff e o deputado Luiz Argolo, também do Solidariedade.

Lá pelas tantas, Argolo diz a Yousseff que está fechando um acordo "que acho que vai dar certo". "Francischini fica na liderança fazendo o papel combinado com a gente e eu farei como primeiro vice-líder o encaminhamento em prol do governo e do Palácio. Já falou comigo."

Luiz Argolo
A conversa se refere a um suposto acordo entre Argolo e a empreiteira OAS, representada pelo diretor Mateus Coutinho. Por ele, Argolo prestaria apoio ao Palácio e deixaria Francischini trabalhando na ponta contrária, de interesse da OAS.

Yousseff gostou do combinado:

— Ótimo, esse é o jogo. Depois colocamos Francisquini no bolso. Um de cada vez!

E elogia a esperteza de Argolo:

— Você é fodinha!

Depois, Argolo pergunta a Yousseff se deve aceitar a Comissão de Orçamento ou a vice-liderança do partido. Yousseff recomenda a vice-liderança, porque assim vai estar com o governo e terá mais controle sobre Francischini.

Provavelmente a estratégia de Francisquini, ao comandar o vazamento seletivo do inquérito Lava Jatos, foi ganhar imunidade dos jornais. De fato, vazaram até conversas entre o deputado André Vargas e Yousseff usando o nome do ex-Ministro da Saúde Alexandre Padilha em acordos totalmente improváveis.

Mas o acerto de Yousseff e Argolo, bastante provável - dado o fato de Francischini integrar o Partido de Argolo - permaneceu blindado.

No GGN
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Aécio no Roda Viva

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Aécio e a cocaína no Roda Viva

Aperto mesmo num ambiente protegido
Aécio tem um problema.

Mesmo num ambiente superprotegido como foi o Roda Viva ontem, a questão da cocaína o assombrou.

O editor da Piauí, Fernando Barros e Silva, fez a pergunta fatal. O desconforto jorrou em golfadas de Aécio.

Me ocorreu a reação histórica de FHC quando, como candidato a prefeito de São Paulo, ouviu de Boris Casoy num debate pela tevê o seguinte: “O senhor acredita em Deus?”

Naquela época, FHC não acreditava.

“Mas Boris: nós tínhamos combinado antes que você não faria essa pergunta”, respondeu ele.

Fernando Barros — o único dos entrevistadores que fez ontem algo parecido com jornalismo – perguntou.

A resposta de Aécio — disse, perturbado e irritado, que nunca usou cocaína — não foi a mais convincente que ele deu na vida, com certeza.

Aécio, numa demonstração de que Minas não o acostumou a lidar com perguntas embaraçosas de jornalistas, acusou Fernando Barros de já ter candidato.

Depois, ele confiou na desinformação das pessoas. Afirmou que os elos que o unem à cocaína são fruto do “submundo” da internet.

Temos aí uma visão ampla do “submundo da internet”, então. Incluí o Mineirão lotado. Em 2008, num amistoso da seleção contra a Argentina, a torcida gritou: “Ei Maradona, vai se fxxx, o Aécio cheira mais do que você.” (veja aqui)

Pausa para rir.

Bem, o editor da Piauí fez menção ao coro do Mineirão.

Serra também teria que ser incluído no “submundo da internet”. Um jornalista ligado a Serra publicou no Estadão, quando este e Aécio disputavam a indicação do PSDB para a eleição presidencial de 2010, um artigo cujo título era: “Pó pará, governador.” (Aécio era governador de Minas.)

Serra, pelas costas de Aécio, sempre trouxe a cocaína à cena para boicotá-lo em disputas internas tucanas.

Barros lembrou um artigo de Serra que, do nada, quando mais uma vez se avizinhava uma competição entre ele e Aécio pela nomeação à eleição presidencial, anunciava logo na primeira frase que o “consumo de cocaína” seria debatido no Brasil.

Aécio claramente não está preparado para discutir a cocaína. Ele parece não ter feito nenhum treinamento com especialistas para se safar deste tipo de pergunta. Ou, se fez, o treinamento foi inútil, pelo menos a julgar por ontem.

Houve momentos cômicos no Roda Viva. Num deles, Aécio falou, como um Catão, do “aparelhamento do Estado” pelo PT. Isso numa emissora pública, bancada pelo contribuinte paulista e completamente aparelhada pelo PSDB de Aécio. Até um tuiteiro recrutado ontem pelo Roda Viva para cobrir a entrevista no Twitter era, conforme alguém descobriu na internet, militante tucano.

Aécio, desde o início, era uma candidatura de alto risco para o PSDB pela fama de festeiro inveterado. Ou o partido subestimou o risco, ou simplesmente não tinha alternativa. Podia terminar em Serra, mais uma vez.

Para Aécio se livrar do assunto, a única solução é ele fazer um exame toxicológico. Mas, pelo menos até aqui, ele não mostrou nenhuma disposição para fazer isso.

Paulo Nogueira
No DCM

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Sr.ª Cloaca revela Aécio

Verdadeiro achado no livro "Nomes para Bebês"

Reparem que a mãe dele já sabia no que ia dar... escolheu bem certinho.

http://www.significado.origem.nom.br/nomes/?q=aecio

Carla Carretta Kunze
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Caçando blogueiros


Quem impede o debate sobre a democratização dos meios de comunicação força o jogo na sombra de verbas públicas

Vamos falar da substância das coisas. A caçada a blogueiros simpáticos às conquistas criadas no país depois da posse de Lula, em 2003, iniciada com a investigação sobre um suposto “bunker” do PT na prefeitura de Guarulhos, deve ser visto como aquilo que é.

Uma tentativa autoritária de silenciar vozes que divergem do monopólio político da mídia.

Sei que essa frase parece panfleto esquerdista mas não é.

Num país onde 141 milhões de eleitores foram transformados em reserva de mercado de uma midia monopolizada pelo pensamento conservador, a internet tornou-se um espaço de resistência de uma sociedadde contraditória e diversificada. Todo mundo — direita, esquerda, centro, nada, tudo, xixi, cocô — está ali.

Vamos combinar. Hipocrisia demais não funciona. Truculência também não.

Até para ter um pouco de credibilidade, sem traços claros de ação eleitoral, a denúncia contra bloqueiros deveria ser acompanhada pela exposição pública da contabilidade dos grupos de mídia que loteiam cada minuto de sua programação e cada centímetro quadrado de suas páginas com milionárias verbas de publicidade federal, estatual, municipal — sem falar em empresas estatais.

Estamos falando de serviços de mendicância publicitária, de caráter milionário.

Seguido o método empregado em Guarulhos, seria didático exibir cada cifrão ao lado de cada pacotão de texto e fotos, concorda? Teriamos bom circo por meses e meses.

Tentar criminalizar blogueiros pela denúncia de gastos públicos — uns caraminguás, pelos padrões de mercado — é um esforço que apenas trái uma visão contrária à liberdade de imprensa, típica de quem não aceita diversidade nem contraponto, mas apenas elogios e submissão. É o pensamento único em método linha dura e capa de falso moralismo. Apesar do escândalo, é uma denúncia verbal-investigativa. Nada se provou de ilegal.

Nós sabemos qual é a questão de fundo.

Enquanto não se aceitar o debate sobre democratização dos meios de comunicação, que poderia permitir uma discussão pública, às claras, expondo imensos interesses econômico e politicos em conflito, como se fez em vários países avançados do capitalismo, o jogo nas sombras será inevitável. Isso porque as pessoas precisam receber informações, falar, conversar, dar opiniões. Elas concordam, discordam, rejeitam e querem mais.

Não adianta adiar a chegada de um novo grau de democracia e civilização. Ela transborda. Na agonia do regime de 1964, quando a imprensa amiga dos generais chegava a proteger a ditadura por todos os meios — inclusive derrotas eleitorais eram transformadas em vitória — os governadores de oposição financiavam nova publicações, sem ranço e sem compromentimento. Enquanto isso, até jornais alternativos, de faturamento menor do que a quitanda da esquina, eram alvo de uma devassa permanente por parte da ditadura. Empresários privados eram pressionados a saber quem ajudar — e a quem negar ajuda.

Aparelhismo?

Os últimos anos mostraram — e os blogueiros expressam isso — que o país não cabe nos limites mentais, políticos, culturais, do ideário conservador. Quer mais, quer diferente e por três vezes disse isso nas urnas. A internet e os blogueiros expressam isso. Têm este direito.

Alguma dúvida?

Este é o debate.

Paulo Moreira Leite
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Aécio elege a blogosfera progressista como alvo preferencial no Roda Viva


O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, esteve no centro do programa Roda Viva de ontem à noite. E já deu sinais claros de como será a sua campanha. Antes mesmo de atacar o PT, dedicou-se a acusar o “submundo da web” de querer desconstruir sua imagem. O submundo a que Aécio se refere são os blogues e sites que não estão dispostos a lhe bater continência. Nada mais do que isso.

A bola para que o mineiro pudesse falar por uns três minutos sobre o tema foi levantada já na primeira pergunta do programa pelo jornalista de Veja, Ricardo Setti. Alguém pode estar dizendo que a primeira questão não foi essa, mas a do apresentador Augusto Nunes que lhe dirigiu a seguinte frase ao início da transmissão: “No dia primeiro de janeiro, depois de eleito presidente, quais serão as suas primeiras medidas”? Convenhamos, amigos, isso não é pergunta…

Aécio falou em 20 mil pessoas contratadas para difamá-lo. Relacionou esse esquema à prefeitura de Guarulhos. E repetiu bordões de ataques a internet dizendo que está tomando as medidas cabíveis para acabar com isso. Aécio esquece-se que quem foi pego com a boca na botija acusando o filho de Lula de ser dono da Friboi foi o filho do seu coordenador de internet Xico Graziano, Daniel Graziano, que tem buscado escapar da Justiça se negando a ir dar depoimento.

Mas nenhum dos jornalistas presentes ao Roda Viva teve a seriedade de devolver-lhe esse fato como questão. Nem Fernando Rodrigues, que entrevistou Cesar Maia, aliado do tucano e que confirmou e criticou a contratação 9 mil militantes virtuais. O que o leitor pode conferir aqui.

Ao que parece o que interessa é criar uma narrativa de que há um grupo de bandidos difamando o senador, porque isso permitirá que o PSDB entre com uma série de processos buscando calar o único espaço capaz de fazer o contraponto midiático à sua tentativa de fazer campanha sem nenhum tipo de oposição.

O objetivo de Aécio é calar a blogosfera que não lhe faz campanha. Que não se comporta como boa parte da bancada do Roda Viva se comportou na noite de ontem. Em muitas repostas de Aécio, por exemplo, o blogueiro da Veja, Augusto Nunes, emitia o seguinte comentário…. óooootimo. E se alguma pergunta mais assertiva era direcionada ao senador, ali estava Nunes para fazer o papel de cão de guarda.

Cocaína

O jornalista Fernando Barros e Silva, da Revista Piauí, destoou do clima geral de compadrio. Fez uma pergunta direta sobre as insinuação de uso de drogas pelo senador e lembrou do episódio do Mineirão, onde foi comparado com Maradona. Além de citar o artigo em que José Serra, no final do ano passado, quando da confirmação da candidatura de Aécio, disse que a cocaína seria tema de campanha em 2014.

Aécio ficou tenso neste momento e contou com Augusto Nunes pra interromper Fernando Barros e Silva. Depois de ter de engolir essa questão, Aécio insinuou em outro momento que Barros e Silva tinha outro candidato.

Ou seja, não me bajulou eu tasco o pau.

O vídeo a seguir conta um pouco da história de como Aécio foi conseguindo o silêncio da imprensa mineira. E a doce cobertura que lhe é feita e que foi denunciada por Mauro Chaves no artigo “Pó, pará, governador?”. Aécio agora quer calar os blogues e os sites que não lhe bajulam. Está claríssimo o seu objetivo. E a entrevista no Roda Viva, depois da matéria injuriosa produzida pela IstoÉ contra a Fórum e o Blog da Cidadania, só torna isso ainda mais claro. Aquela matéria não tem um fato concreto, mas serve para ir criando a narrativa. E para impulsionar uma investigação que busque nos intimidar e silenciar. Esse é o jogo.

Renato Rovai
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Pedro Malan e Ellen Gracie denunciados por crimes no caso Eike Batista


Tanto o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, como a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, foram denunciados por falsificação de contrato, manipulação de mercado e crime contra o sistema financeiro nacional; o motivo: na qualidade de conselheiros da OGX, de Eike Batista, teriam emprestado sua credibilidade à promessa feita pelo empresário de que injetaria US$ 1 bilhão na empresa caso as ações caíssem; Eike não honrou a palavra e os dois pularam fora do conselho; notícia-crime foi encaminhada pelo procurador Osório Barbosa e recebida pelo também procurador federal José Gomes Ribeiro Schettino; para o MP, Malan e Gracie são devedores solidários de US$ 1 bilhão

Uma mentira contada pelo empresário Eike Batista a seus investidores pode custar caro para o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie – ambos ligados ao PSDB. Quando os dois eram membros do conselho da OGX, Eike prometeu injetar US$ 1 bilhão na companhia caso suas ações se desvalorizassem, numa cláusula conhecida como "Put". Os papéis viraram pó, Malan e Gracie saíram do conselho, mas, para o procurador federal Osório Barbosa a história não terminou. Ele encaminhou uma notícia crime contra os dois, que foi recebida pelo também procurador federal José Gomes Ribeiro Schettino.

Na denúncia, Malan e Gracie são acusados dos crimes de falsificação de contrato, manipulação de mercado e crime contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, chegam a 19 anos de prisão. “Assim sendo, ao venderem seus nomes para dar credibilidade à fraude, estes notáveis conselheiros não só teriam se tornado co-autores do crime, mas também avalistas da PUT”, diz o último parágrafo da denúncia.

“O MPF entende que os três são avalistas da PUT, o que implica em dizer são devedores solidários de US$ 1 bilhão. Isto é ótimo porque agora temos um número maior de devedores da PUT a serem acionados”, disse ao 247 Aurélio Valporto, presidente da Associação Nacional de Proteção ao Acionista Minoritário.
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