28 de mai de 2014

Aécio começa a destruir o Bolsa Família!

NOTA À IMPRENSA

Brasília, 28 – A proposta aprovada nesta quarta-feira (28) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado desfigura o Bolsa Família no que é reconhecidamente a sua principal virtude: o foco nos mais pobres.

Atualmente, as regras do programa já protegem os beneficiários que melhoram de renda, por um período de dois anos após a superação da pobreza. O que a proposta aprovada faz é eliminar o limite de renda para a chamada regra de permanência.

Hoje, esse teto está fixado em meio salário mínimo per capita – ou R$ 362. Com a proposta aprovada pela comissão, uma família de quatro pessoas com renda acima de R$ 1.448 mensais poderia continuar recebendo o Bolsa Família, sem limite.

A regra de permanência existe desde 2008. No mês passado, 1,3 milhão de famílias, com renda maior do que R$ 140 per capita, já contaram com essa proteção. Dessas famílias, 936 mil recebiam o benefício extra há mais de seis meses.

A proposta aprovada pela CAS também cria uma nova condicionalidade para o pagamento do Bolsa Família, além da frequência às aulas para crianças e jovens e o acompanhamento de saúde. Segundo a proposta, os beneficiários maiores de 18 anos terão de cursar qualificação profissional para não perder o Bolsa. Isso significa que 20 milhões de beneficiários terão de fazer os cursos, independentemente da idade, da ocupação e da área de interesse profissional.

A lei já estabelece prioridade para os beneficiários do Bolsa Família no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Mas destinar 20 milhões de vagas aos beneficiários da transferência de renda quando a maioria deles já trabalha tiraria a oportunidade de outros públicos-alvo, como desempregados e estudantes do ensino médio.

O governo é contra a proposta aprovada no Senado porque, a pretexto de aperfeiçoar o programa, ela ameaça desfigurar o Bolsa Família, uma política pública que atende a 14,1 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 167 mensais, e cujo sucesso é reconhecido internacionalmente.

Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

PS do Viomundo: Os jornais deram grande destaque ao assunto, como se o tucano tivesse inventado o programa. É para uso na campanha. Também, uma vacina de Aécio contra qualquer sugestão futura de que ele pode pretender acabar com o Bolsa Família. Deu no G1:
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (28) projeto de lei de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, que propõe alteração na lei que criou o programa Bolsa Família. A votação foi apertada, com 10 votos a favor e 9 contra.

Pela proposta, que ainda terá de ser analisada pela Comissão de Direitos Humanos antes que o texto seja submetido à Câmara dos Deputados, o beneficiário que tiver sua renda familiar elevada e perder a elegibilidade ao programa de transferência de renda terá garantido o pagamento da bolsa por, no mínimo, seis meses.

Aécio Neves alegou que a proposta visa a evitar a instabilidade na renda do trabalhador, dada a “volatilidade” do mercado de trabalho brasileiro.
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Talk Show do Rafucko: Gregório Duvivier


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Dudu vai fechar que ministério? O da Igualdade Racial?

Esse Lula…


O Conversa Afiada e o ContextoLivre reproduzem texto e vídeo do site Muda Mais:

E não é que Lula estava certo? Tem gente propondo o fim de ministérios de áreas sociais

♪♫♪ Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou ♪♫♪

“Eu estou vendo um zumzumzum na imprensa que tem gente que vai pedir para a presidenta Dilma reduzir ministério. Olha, deixa eu lhe falar: fique esperto! Ninguém vai querer acabar com o Ministério da Fazenda. Ninguém vai querer acabar com o Ministério da Defesa, sabe. Eles vão tentar é mexer na Secretaria da Igualdade Racial, eles vão tentar é mexer na Secretaria dos Direitos Humanos”. E não é que ele estava certo? Ele disse isso em julho do ano passado e agora o ex-governador Eduardo Campos mostrou que o caminho é bem por aí.

O tema foi abordado no programa Roda Viva, da TV Cultura, após Campos afirmar que reduziria à metade o atual número de ministérios. No entanto, quando questionado quais seriam, a princípio disse que não saberia a resposta, pois na verdade o programa de governo ainda está sendo finalizado. Opa? Como assim? Não sabe quais, mas já falou que vai reduzir à metade? Talvez haja um pouco de dualidade nisso, não?

Como a resposta não agradou aos entrevistadores, então os jornalistas resolveram dar nomes aos bois. Um deles perguntou entre risos sobre a permanência da Secretaria de Direitos Humanos e os risos continuaram, inclusive por parte do candidato, que em seguida arrematou: “têm ministérios que historicamente são consolidados, que não estão funcionando, imagine os que foram criados, que não têm estrutura, não têm orçamento, é só a grife de que tem um ministério”.

E se você não sabe, é bom saber. As chamadas “grifes” de ministério, nas palavras desse senhor, são as grifes da promoção da igualdade racial, das políticas para as mulheres, do desenvolvimento social e combate à fome, do desenvolvimento agrário e das políticas voltadas aos micro e pequenos empresários, entre outros.   Na verdade, são “grifes” que ajudam a construir uma nova história para o Brasil. Confira as falas de Lula e Campos no vídeo da matéria!

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“Ao lado da Casa Branca, estátua do Lula; ao lado do Projac, do FHC; e no Leblon...”

Aécio também ganha estátua


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Francischini escondeu um dos suspeitos da Lava Jato


Considerado um dos canais de vazamento da Operação Lava Jato da Polícia Federal — que investiga a atuação do doleiro Alberto Youssef —, o ex-delegado e deputado federal Fernando  Francischini, do partido Solidariedade (ex-PSDB), deixou de divulgar um dos nomes que surgiram nos grampos da polícia: ele próprio.

Seu nome foi diretamente envolvido nas negociações entre Yousseff e o deputado Luiz Argolo, também do Solidariedade.

Lá pelas tantas, Argolo diz a Yousseff que está fechando um acordo "que acho que vai dar certo". "Francischini fica na liderança fazendo o papel combinado com a gente e eu farei como primeiro vice-líder o encaminhamento em prol do governo e do Palácio. Já falou comigo."

A conversa se refere a um suposto acordo entre Argolo e a empreiteira OAS, representada pelo diretor Mateus Coutinho. Por ele, Argolo prestaria apoio ao Palácio e deixaria Francischini trabalhando na ponta contrária, de interesse da OAS.

Yousseff gostou do combinado:

— Ótimo, esse é o jogo. Depois colocamos Francisquini no bolso. Um de cada vez!

E elogia a esperteza de Argolo:

— Você é fodinha!

Depois, Argolo pergunta a Yousseff se deve aceitar a Comissão de Orçamento ou a vice-liderança do partido. Yousseff recomenda a vice-liderança, porque assim vai estar com o governo e terá mais controle sobre Francischini.

Provavelmente a estratégia de Francisquini, ao comandar o vazamento seletivo do inquérito Lava Jatos, foi ganhar imunidade dos jornais. De fato, vazaram até conversas entre o deputado André Vargas e Yousseff usando o nome do ex-Ministro da Saúde Alexandre Padilha em acordos totalmente improváveis.

Mas o acerto de Yousseff e Argolo, bastante provável — dado o fato de Francischini integrar o Partido de Argolo - permaneceu blindado.

Luís Nassif
No GGN
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Uma flechada na inocência

O noticiário de quarta-feira (28/5) destaca o protesto de indígenas e famílias sem teto, em Brasília, e o confronto que se seguiu quando um grupo de manifestantes se aproximou perigosamente do estádio Mané Garrincha, onde se encontrava em exposição o troféu que estará em disputa durante a Copa do Mundo de Futebol. Como parte das curiosidades deste país complexo, os jornais informam que um policial foi atingido na perna por uma flecha, o que chega a compor uma imagem curiosa no cenário futurista da capital federal.

Pode-se colher uma enorme variedade de análises na imprensa, nas últimas semanas, sobre a onda de protestos que começou em junho do ano passado como parte de uma campanha pela melhoria do transporte público nas grandes cidades. Depois vieram as manifestações de grupos específicos, que foram surgindo e desaparecendo, até que se consolidou a onda do movimento contra a Copa do Mundo, que flutua a bordo de todas as outras reivindicações e queixas que juntam pelo menos cinquenta ativistas e paralisam as cidades.

A observação das palavras de ordem e das justificativas de manifestantes e supostos líderes dos que pensam impedir a realização do evento mostra que o movimento se baseia em um punhado de convicções questionáveis, como a afirmação de que a Copa atrasa o atendimento de demandas importantes da sociedade.

A primeira delas fala de investimentos públicos que poderiam ter melhor destino se fossem aplicados em educação e saúde, e no geral ignora-se que a Copa resulta de um contrato de entidades brasileiras públicas e privadas com a Fifa, uma corporação privada sem fins lucrativos, muito parecido com os acertos que são feitos, por exemplo, para trazer ao país um festival de rock.

Os jornais demoraram, mas finalmente, há uma semana, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem esclarecendo que todo o investimento público feito pelo governo federal, por estados e municípios, relativos ao evento, soma R$ 25,8 bilhões, o equivalente a 9,9% das despesas anuais com educação. No entanto, ao mesmo tempo em que relativiza esse argumento dos ativistas contra a Copa, o jornal contribui para aumentar a confusão ao misturar a esses custos outros investimentos em infraestrutura, como a construção da usina de Belo Monte.

Escola de ativismo

Pode-se afirmar que os argumentos apresentados pelos manifestantes que tentam impedir ou atrapalhar a realização da Copa do Mundo no Brasil são pífios, falsos ou resultado da manipulação de dados. Mas não se pode apostar que haja alguma inocência nesses protestos, que agora invadem outras reivindicações, como a dos índios sem terra e dos trabalhadores urbanos sem teto.

Há, por trás do movimento contra a Copa, uma disciplina e uma organização que não combinam com a infantilidade de suas palavras de ordem. A mesma Folha trazia no domingo (25/5), na “Ilustrada”, o relato de uma palestra realizada em São Paulo (ver aqui), na qual o artista americano Sean Dagohoy, integrante de um coletivo chamado Yes Men, ensinava a uma centena de ativistas algumas táticas a serem usadas nas manifestações contra a Copa do Mundo. O objetivo, segundo a reportagem, é aproveitar ao máximo o “circo midiático em torno do megaevento no país”.

Na tal “oficina de ativismo” foram discutidas ideias como alagar a Arena Corinthians no dia da abertura da Copa, interferir nos telões do estádio e outras ações de boicote e sabotagem. O histórico do coletivo Yes Men, dedicado a ativismo cultural (ver site aqui), inclui intervenções em site de empresas, divulgação de informações falsas pela internet e outras iniciativas geralmente dirigidas contra grandes corporações ou governos.

O seminário em São Paulo foi organizado pelo coletivo intitulado Escola de Ativismo, que, segundo a Folha, é financiada, entre outras entidades, pela ONG ambientalista Greenpeace.

Uma leitura dos comentários, chamadas e temas priorizados pelo grupo nas redes sociais induz a acreditar que se trata de ativistas dedicados a estimular o protagonismo de jovens ansiosos por mudanças. Seus alvos tanto podem ser uma multinacional que causou um desastre ambiental como um governo democrático e o próprio sistema político. A tática é quase sempre produzir eventos que chamem a atenção da mídia. A motivação real está sempre dissimulada em palavras de ordem genéricas.

Uma das líderes do grupo afirma que eles querem “contribuir para que pessoas sejam agentes de mudança”. Não explicou que mudanças tem em mente.

Luciano Martins Costa
No OI
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Depois de 15 anos, Senado aprova PEC do Trabalho Escravo

Promulgação da emenda constitucional será em sessão solene na próxima quinta-feira. Aplicação depende agora de definição do conceito de escravidão, com promessa de votação na próxima semana

Aprovação no Senado foi costurada após acordo entre
líderes do governo e ruralistas  
Waldemir Barreto/Agência Senado
Brasília – Diante de galerias ocupadas por militantes de entidades da sociedade civil, magistrados, fiscais trabalhistas, artistas, estudantes e observadores diversos, os senadores finalmente aprovaram por unanimidade, em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 57A, a famosa PEC do Trabalho Escravo, que tramitou durante 15 anos no Congresso. A matéria será promulgada em sessão solene a ser realizada na próxima quinta-feira (29).

A PEC 57, de 1999, prevê a expropriação de terras em que seja observada a prática de trabalho escravo.  Apresentada pelo então senador Ademir Andrade, estabelece, entre outras coisas, que a expropriação das áreas onde for observada a prática do trabalho escravo se dará para fins de reforma agrária e programas de habitação popular, sem que os proprietários recebam qualquer tipo de indenização.

Atualmente, a Constituição prevê que apenas as terras onde há cultivo de vegetais psicotrópicos, como maconha e coca, podem ser expropriadas e destinadas ao assentamento de colonos.

A votação foi acertada após várias reuniões entre governo e lideranças nos últimos dias e ocorreu mediante negociação com representantes do agronegócio para que fosse apreciada, também, a emenda que acrescenta ao texto que define os aspectos que caracterizam o trabalho escravo contemporâneo. Durante toda a tramitação da matéria os ruralistas se queixavam de que há atualmente exagero por parte dos fiscais do trabalho, o que poderia conduzir a uma expropriação agrária baseada em informações falsas.

Parece simples, mas a exigência fará com que a matéria seja regulamentada por meio de uma lei. Projeto de Lei do Senado referente ao tema já está tramitando e tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-AL). “Agora, todas as definições serão estabelecidas. O assunto é muito sério, exige uma resposta de nossa parte, mas a lei precisa ser objetiva e específica para evitar injustiças”, disse Jucá.

“O objetivo é tornar mais claro o teor do texto”, chegou a afirmar o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator da PEC na Casa, ao falar sobre a emenda.

A votação da emenda, no entanto, não agradou a todos. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que a seu ver a medida “esteriliza a PEC”, uma vez que tornará a matéria condicionada a uma lei complementar. "Por votar em defesa da erradicação do trabalho escravo, voto contra essa emenda ao texto”, afirmou o paranaense.

O líder do Psol no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), também votou contrário à emenda e fez uma comparação à PEC que regulamenta o direito das empregadas domésticas. “Não podemos deixar que uma matéria tão importante se arraste por mais tempo. E atrelada a essa lei complementar, a questão ainda precisa aguardar a tramitação, que pode demorar”, acusou.

Exigência ‘redundante’

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu afirmando que se trata de uma exigência óbvia e "redundante", uma vez que a emenda constitucional já necessita, por si só, de uma regulamentação e que o projeto de lei não demorará a ser apreciado. “A sociedade esperava há tempos por essa resposta de nós, do Legislativo”, acrescentou.

Também o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), afirmou, em contraponto aos que se posicionaram contrários à emenda, que a votação da matéria foi resultado de acordo que deveria ser respeitado e não representa problemas para a PEC. "A questão não vai retroagir por causa dessa emenda”, colocou ele.

Paulo Paim (PT-RS), que teve uma atuação forte na tramitação da PEC, disse que a data “entrará para a história”. “A proposta, depois de 15 anos, se transforma em realidade. Houve quem me dissesse que o Senado não a votaria nunca e hoje comemoro esta votação”, afirmou.

Momento favorável

A sessão foi acompanhada pela ex-secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS), e a atual secretária, a ministra Ideli Salvatti. A titular da pasta passou o dia no Congresso conversando com os líderes partidários para forçar a votação da PEC, de forma a fazer com que a emenda seja promulgada antes do início dos jogos da Copa do Mundo. “Vamos abrir a Copa com um gol de placa no cenário mundial”, ressaltou.

O momento foi considerado favorável para a aprovação da proposta em função do desgaste que tem sido observado no Congresso nos últimos meses — com a discussão sobre instalação ou não de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) — e, principalmente, diante da proximidade da Copa do Mundo e do interesse dos próprios deputados e senadores em passar uma boa imagem do Legislativo e do país para o mundo.

No RBA
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Por que regular a mídia é um passo essencial para o avanço do Brasil

Poder e dinheiro muito além do razoável
O argumento mais imbecil contra a regulamentação da mídia é a que a associa com “censura”.

Na grande definição de Eça, há aí uma mistura de má fé cínica com obtusidade córnea.

Todas as sociedades desenvolvidas regulam sua mídia. Estabelecem regras para diversas questões que são simplesmente ignoradas no vale tudo nacional.

Por exemplo: direito de resposta. Na Dinamarca, se você comete uma injustiça cabal, é obrigado a se retratar rapidamente e em espaço nobre.

Por exemplo: a Veja atribuiu a Gushiken um gasto exorbitante com dinheiro público numa refeição. Isto se provou calúnia, mentira, e não fato.

Gushiken, atacado na honra, jamais teve uma reparação na revista.

É certo isso? É bom isso? É certo e é bom apenas para as empresas de mídia, que recebem licença para matar moralmente seus inimigos.

Fiscal tem que ser fiscalizado. A mídia se coloca como fiscal, sem ter aliás recebido delegação popular para isso, mas se recusa a ser fiscalizada. É um paradoxo, e é um horror para a sociedade.

Nos Estados Unidos, para evitar o monopólio de opinião (e de negócio) e estimular a pluralidade, nenhum grupo pode ser dono de múltiplas mídias, como a Globo.

A Globo usa seus diversos braços, ou garras, de forma selvagem, para asfixiar a concorrência.

Um executivo da Unilever me contou que, nas negociações sobre publicidade, a Globo enfia o G1 goela abaixo do anunciante.

Para a livre concorrência, é um pesadelo. Para o monopólio da Globo — que hoje detém 60% da publicidade do Brasil com apenas 20% da audiência — é um sonho. Para a sociedade, uma tragédia.

Veja na prática: uma única voz que represente o conservadorismo e os interesses da Globo se multiplica por todas as mídias, e isso manieta a opinião pública.

Merval Pereira, digamos. Ele está no Globo, na Globonews, na CBN, no G1 etc etc. Ou Míriam Leitão. Ou Jabor.

Mais uma vez, é bom para a Globo, e para os colunistas que são sua voz. Estes, graças à superexposição, acabam tendo enormes facilidades para ganhar dinheiro em palestras nas quais vão repetir o que a Globo quer que eles digam.

Você vai encontrar feroz resistência à ideia da regulação nas grandes empresas de mídia — e em seus colunistas. Estes extraem vantagens consideráveis do status quo. Seus mensalões são duradouros e protegidos com imenso cuidado por quem abastece seus bolsos.

Há um conflito de interesses entre os colunistas da grande mídia e a regulação. Isso não pode ser esquecido pelo leitor.

Para os políticos conservadores, vale o mesmo. No ambiente de grande concentração que há, está garantida a eles uma formidável cobertura pelas empresas de mídia.

Com uma desconcentração, essa mamata tende a desaparecer. Não serão protegidos escândalos de partidos amigos.

Há anos, para ficar num caso, Robson Marinho, do PSDB, exerce o inacreditável cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo sendo, comprovadamente, corrupto.

Isso só tem sido possível graças à leniência da grande mídia sobre corrupção em outros partidos que não sejam o PT.

O quadro atual favorece coisas como o acobertamento da sonegação bilionária da Globo, também.

A Folha, amiga e sócia da Globo, jamais cobriu um caso em que existem documentos apavorantes. Apenas para comparação: se a sonegação fosse da Carta Capital, Mino Carta já estaria na cadeia há muito tempo, sob pressão da Globo, Folha, Veja e Estadão.

Finalmente: é o estado atual de coisas que leva a uma família de mídia ter a maior fortuna do Brasil.

Você pode dizer o seguinte: por que o PT demorou tanto a colocar isso na pauta? Medo? Cálculo? Esperou a internet se consolidar como uma força alternativa para mitigar a previsível campanha anti-Brasil que virá?

Para mim, é uma mistura das duas coisas. Mas o que importa é que, ainda que com grande atraso, a regulação seja debatida.

Importante: as ruas terão que se manifestar, para que este avanço se realize.

Que manifestações como as de junho tornem impossível negar aos brasileiros um passo tão importante.

Paulo Nogueira
No DCM
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Por que índígenas são contra Copa? Fracasso gera conflito


Por acaso alguma aldeia indígena foi derrubada para a construção dos novos estádios da Copa? Então o que aqueles índios armados e vestidos a caráter fantasiados para a guerra estavam fazendo lá? Nas imagens do confronto entre manifestantes e a PM nesta terça-feira em Brasília, destacam-se indígenas nativos apontando seus arcos contra os policiais, em frente ao Estádio Nacional, deixando um deles ferido. O autor do disparo foi preso e solto, logo em seguida, porque índios são inimputáveis.

A covardia dos organizadores do "Comitê Copa Pra Quem", mais um protesto fracassado a duas semanas do início do Mundial, só pode ser comparada à da bandidagem organizada que utiliza menores para praticar crimes que ficam impunes. Como são ignorados pela população, e já não conseguem organizar grandes atos, os líderes anônimos destes vândalos agora convocam outras "categorias" para engrossar suas manifestações.

Em Brasília, de acordo com a PM, não havia mais do que mil pessoas no auge do protesto, sendo que 300 eram índios. A eles se juntou um punhado de sem-teto e, pronto, estava montada a baderna que paralisou a capital do país bem hora em que os trabalhadores tentavam voltar para casa no final da tarde.

Com o confronto armado na tentativa de invadir a área do estádio, voaram bombas de gás lacrimogêneo, de um lado, com a cavalaria da PM à frente, e paus, pedras e flechadas, do outro. Para quem quer se aproveitar da Copa no Brasil com o único objetivo de criar um clima de medo e insegurança na população, e detonar a imagem do país lá fora, foi mais um prato cheio.

Se o objetivo dos caciques era protestar contra mudanças na demarcação das terras indígenas, por que não fizeram seu protesto diante da Funai ou do Ministério da Justiça? Quem os levou a pegar uma carona no protesto contra a Copa? Ou aconteceu tudo por acaso? A este cenário de guerra juntam-se as greves selvagens que pipocam nos transportes e no ensino públicos, deixando a população a pé e os estudantes sem aulas, na antevéspera do início da Copa.

Quem ganha com isso?

Ricardo Kotscho
No Balaio
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Alckmin embolsa 50% dos lucros da Sabesp e ainda reduz investimentos

A maciça publicidade da Sabesp na mídia insiste: São Pedro é o culpado pela seca do Sistema Cantareira.


A estiagem é um fato. Em dezembro de 2013, o índice pluviométrico na região do Sistema Cantareira foi 72% inferior à média no mês. Em janeiro e fevereiro choveu 65% menos do que normalmente no período.

Períodos de estiagem  acontecem, mesmo. São cíclicos. E podem se tornar mais frequentes devido ao aquecimento global. Daí a necessidade de o sistema ser planejado para dar conta do abastecimento de água, inclusive nas adversidades climáticas.

Porém, na Região Metropolitana de São Paulo, a causa fundamental da crise da água é outra: a decisão política dos sucessivos governos tucanos de não investir em novos mananciais desde 1985, apesar dos estudos e alertas de especialistas.

Não foi por falta de dinheiro em caixa!

Em 2005, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), por delegação da Agência Nacional de Águas (ANA),outorgou à Sabesp o uso da água reservada no Sistema Cantareira exclusivamente para fins de abastecimento público (veja o PS do Viomundo).

Pois bem, de 2005 a 2013, os lucros da Sabesp, em valores corrigidos, atingem R$ 13,7 bilhões. Seu patrimônio líquido, R$ 91,2 bilhões. O que significa rentabilidade (lucro frente ao patrimônio líquido) de 11,86%. Os dados são de balanços da própria empresa.

A Sabesp, portanto, é altamente lucrativa e poderia reaplicar os ganhos na ampliação dos serviços à população.

RENTABILIDADE DA SABESP


Os lucros de 2005 a 2013 dariam para construir seis vezes o Sistema Produtor de Água São Lourenço, cujas obras tiveram início somente em 10 de abril deste ano.

São Lourenço irá ampliar a capacidade de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. A obra ficará pronta apenas em 2019. O investimento total previsto é de R$ 2,21 bilhões.

Ou seja, se desde 2005 a Sabesp tivesse reinvestido parte dos lucros na construção do Sistema Produtor de Água São Lourenço, ele já estaria pronto e evitado a falta de água na Região Metropolitana de São Paulo, mesmo com a forte estiagem.

Mas há outro dado que demonstra que realmente o abastecimento de água não foi prioridade da Sabesp nos últimos anos: a diminuição de investimentos na  tanto na Região Metropolitana quanto no interior paulista. Os dados também de balanços da empresa.

SABESP: INVESTIMENTOS EM ÁGUA NO ESTADO DE SÃO PAULO

 

Na Região Metropolitana,  os investimentos caíram, em valores corrigidos, de R$ 721 milhões, em 2011, para R$ 652 milhões, em 2013. Queda de mais de 9%.

No interior, a diminuição foi de 21%. Em valores corrigidos, em 2011 foram investido R$ 572 milhões; em 2013, R$ 451 milhões.
Detalhe: dos valores investidos pela Sabesp em água em 2013, 30% foram bancados pelo governo federal, via bancos públicos.

De 2005 a 2013, o total investido em água pela Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo atingiu R$ 5,1 bilhões. Média de R$ 575 milhões em valores corrigidos.

No mesmo período, no interior, a Sabesp investiu R$ 3,2 bilhões no interior. Média por ano de R$ 359 milhões e uma diferença de 60% a menos em relação à Região Metropolitana.

Daí as perguntas que todos devem estar fazendo: por que o governo Alckmin não exigiu que a Sabesp investisse em novos mananciais, já que estudos alertavam para essa necessidade?

Por duas simples razões: insensibilidade política e falta de planejamento a médio e longo prazos.

Para começar, foi Geraldo Alckmin, lá atrás, quem decidiu vender 49,74% das ações da Sabesp ao mercado.

O governo paulista deteve 50,26% do capital da empresa. Consequentemente, ficou com R$ 6,9 bilhões dos R$ 13,7 bilhões lucrados pela empresa 2005 a 2013. Aos acionistas privados couberam  R$ 6,8 bilhões dos lucros.

Alckmin, talvez contando com a ajuda do céu, preferiu embolsar os lucros da Sabesp e engordar os bolsos dos acionistas do mercado a exigir a ampliação da captação de água.  São Pedro resolveu não colaborar, fazendo aflorar o descaso e irresponsabilidade dos tucanos.

PS do Viomundo:  Em comentário no Facebook do Viomundo, o engenheiro Fernando Antonio Rodrigues Netto, que trabalha no DAEE, corrigiu uma informação equivocada que nos foi passada pela assessoria de imprensa da ANA. O que o DAEE outorga à Sabesp não é o Sistema Cantareira, uma vez que as obras de engenharia e hidráulica já são da Sabesp, que as construiu.
Ele explica: “O que o DAEE outorgou à Sabesp foi o uso da água reservada no sistema exclusivamente para fins de abastecimento público e, sendo a água um bem público como estabelecido na Constituição Federal e reafirmado na Estadual, ela não pode ser transferida para a Sabesp, não se constitui patrimônio dela. Insisto: é bem público. Pertence ao povo brasileiro. E como tal, toda outorga é dada a título precário e pode ser cancelada a qualquer momento, desde que o interesse público se faça presente, sem que caiba ao outorgado qualquer direito a indenização”. Conceição Lemes
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Dirceu entra com HC contra constrangimento ilegal

Comportamento despótico de Barbosa exigia medida excepcional: um HC.


Os advogados de José Dirceu entraram com um Habeas Corpus contra a ilegalidade da prisão perpetua a que foi condenado pelo Presidente Barbosa:


No CAf
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No caso do trensalão tucano, Ministério Público busca R$ 2 bi de volta


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Ciro detona tucanos


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Gilson Caroni Filho faz três sucintas perguntas...

1) O ex-jogador Ronaldo, em apoio ao seu amigo Aécio Neves, "diz estar com vergonha do país". É uma declaração calculada, visivelmente oportunista, a qual não se deve dar a importância que algumas pessoas estão dando. Mas Ronaldo está com vergonha de quê?

2) Algumas celebridades também afirmam estar com vergonha do país. É o caso de Paulo Coelho, Ney Matogrosso e outros mais. Mas, objetivamente, de que sentem vergonha estas vestais? Corrupção? Não creio. Educação e Saúde Pública precária? Se fossem estes os motivos, teriam morrido de vergonha na ditadura e nos dois governos FHC. Não só sobreviveram como cantavam e escreviam como nunca.

3) Algumas palavras são caras ao imaginário de qualquer jovem e em qualquer época. É o caso de "rebelde","contestação" e " revolta", para ficarmos nas que me vêm à mente no momento em que digito. Pois bem, valendo-se disso um grupo claramente direitista cria uma tal de "TV Revolta", que tem um discurso tão reacionário e tosco, que chego a sentir asco e pena ao mesmo tempo. E não é que vejo pessoas que me são caras curtindo esta lástima.

Por favor, votem em quem quiserem, mas não me passem atestado de burrice. Na "TV Revolta" as pessoas também expressam sua "vergonha com o país'. Mas vergonha de quê? O quadro abaixo talvez seja elucidativo e responda em parte a estas três perguntinhas. No momento em que países europeus e os Estados Unidos, referências para as mentalidades colonizadas, ostentam números expressivos de desempregados — ao mesmo tempo em que desmontam direitos sociais e trabalhistas — o Brasil tem o desplante de ir na contramão desta suposta vanguarda, com políticas de inclusão. Isso é mesmo uma vergonha. Fora Dilma! Queremos seguir o mesmo caminho dos nossos irmãos do Norte. Até eu fiquei envergonhado.



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