24 de mai de 2014

Por que Lula não quer ser candidato

Ele fala o que quer
Ficou claro para mim agora por que Lula não quer ser candidato. Em que outra situação ele teria condição de falar o quem falado? De dar entrevista para quem quer?

Como candidato, ele teria amarras que hoje não tem. Isso significa que ele pode defender causas que julga importantes, como a regulamentação da mídia.

Nisso, ele está certíssimo.

O atual sistema de mídia é bom apenas para as grandes companhias de jornalismo e seus bilionários donos.

Não faz sentido que meia dúzia de famílias controlem tão amplamente a opinião pública. Elas defendem seus próprios interesses, e não os interesses públicos.

Para a sociedade, é um drama, é um pesadelo o atual estado de coisas na mídia.

Circula na internet uma primeira página do Globo de 1964, pré-golpe, em que o décimo-terceiro salário criado por Jango Goulart era tratado como “desastroso”.

Isto é Globo
Isto é Globo
Desastroso para quem? Para Roberto Marinho, talvez. Mas para a sociedade? Esta é a noção de interesse público segundo as empresas de mídia brasileira.

Dizer que regular é censurar é uma falácia que não merece resposta e nem respeito. É o último refúgio da canalhice.

Todas as sociedades avançadas regulam a mídia — até porque se trata de empresas como todas as outras. Fazem notícias como outras fazem sabonete ou salsicha.

Na Dinamarca, as regras estipulam coisas como um direito de resposta imediato — e em espaço nobre — quando a mídia comete uma reconhecida injustiça.

No Brasil, isso não existe. Na Folha, se você tiver sorte, consegue um espacinho na seção “Erramos”. Na maior parte da mídia, nem isso.

Nenhum fiscal pode deixar de ser fiscalizado, e no Brasil a mídia age como se tivesse recebido o voto maciço dos brasileiros e, por isso, tivesse direitos imperiais.

Acompanhei de perto, na Inglaterra, a discussão sobre a regulamentação da mídia, depois do escândalo do tabloide News of the World, de Murdoch.

A premissa com a qual os ingleses trabalharam é que a auto-regulamentação da mídia fracassou. E olhe que estamos falando de empresas muito mais sérias, muito mais responsáveis e muito mais vigiadas que as brasileiras.

Nos Estados Unidos, você não pode ter tantas mídias como a Globo, por exemplo, porque isso acaba dando em monopólio.

A Globo pensa o que pensa, sabemos todos. E então seu pensamento é espalhado por jornais, telejornais, rádios, revistas e, agora, internet.

Você pega a essência do pensamento da Globo: Jabor. Ele está na TV Globo, no Globo, na CBN, no G1.

Melhor: onde ele não está?

Se não ele, Merval? Ou Míriam Leitão?

Há um claro abuso aí.

Este poder desmedido da mídia, se você olha para a história, deu em páginas sinistras.

Em 54, por exemplo, os jornais levaram Getúlio Vargas ao suicídio. O crime de GV: criou o voto secreto, o voto das mulheres, as leis trabalhistas, os alicerces da indústria nacional com empresas como Petrobras.

Alguma dúvida de que se trata do maior brasileiro da história?

O poder abusivo da mídia levou também, ao longo dos anos, a uma série incrível de mamatas que tornaram seus donos bilionários à base, essencialmente, do dinheiro público.

O dia em que a história dos financiamentos dos bancos oficiais vier à tona saberemos todos por que, com tanta inépcia, as empresas de mídia geraram famílias que estão no topo da lista de bilionárias da Forbes.

A mídia é um fator de inexcedível atraso para a sociedade, do jeito que ela é.

É, além do mais, o anticapitalismo disfarçado de capitalismo: as empresas de jornalismo gozam de uma absurda reserva de mercado.

O DCM luta por um Brasil escandinavo, como todos sabem. Nada mais antiescandinavo que a mídia que temos.

É bom ver Lula, com a influência que tem, pegar a bandeira da regulamentação.

Se ele fosse candidato, teria que ficar calado ou falar platitudes — como fazem Dilma, Aécio, Eduardo Campos etc. etc..

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Engenheiro remonta a final da Copa de 58 entre Brasil e Suécia


Colocado no Youtube por Carlos Augusto Marconi por solicitação da Revista "São Paulo", da Folha de São Paulo e da jornalista Vanessa Correa.

Jogo completo com narração das Rádios Bandeirantes e Nacional do Rio de Janeiro. Narradores: Jorge Curi e Oswaldo Moreira (Nacional), Pedro Luiz e Edson Leite (Bandeirantes). Apenas um trecho de alguns minutos não foi possível recuperar a narração original, mas o som do estádio está perfeito.

Como curiosidade os narradores cariocas narravam cada um em uma metade do campo, quando a bola atravessava o meio campo o outro assumia o microfone. Os narradores paulistas fizeram diferente: Pedro Luiz narrou o primeiro tempo e Edson Leite o segundo.

Existe uma lacuna de áudio entre os 15 e 30 minutos do primeiro tempo porque os originais da Radio Nacional foram perdidos e o disco lançado na época pela Radio Bandeirantes não tem a narração completa.

www.telecinagem.com.br

Leia Mais ►

O desabafo de Ronaldo

Ele
Quando penso em certas coisas que falei, tenho inveja dos mudos, escreveu Sêneca.

É uma ocasião em que a frase cabe para Ronaldo.

Tanta coisa para sentir vergonha, e o atraso nas obras da Copa é que desperta nele indignação ululante?

Ansiedade em relação a um grande evento é normal. Em Londres, em 2012, testemunhei pessoalmente a aflição dos ingleses sobre o estado das obras para as Olimpíadas.

Em determinado momento, o prefeito de Londres foi obrigado a se pronunciar em termos enfáticos para acalmar os ânimos inquietos dos ingleses.

Uma festa que você dê. Você só sossega depois que ela acaba. Enquanto isso não acontece está sempre achando que os preparativos estão atrasados.

Não somos os campeões mundiais de planejamento. Mas nem os alemães em 2006 escaparam da sensação de atraso.

Só vamos ter uma ideia precisa das coisas, como numa festa, na hora em que efetivamente começar a Copa.

A “vergonha” de Ronaldo ajuda a alimentar um sentimento macabro de autodesprezo entre os brasileiros: não servimos para nada, é o que se deduz de suas palavras.

Somos ineptos. Somos burros. Somos piores que todos. É o Narciso às avessas de que falava Nelson Rodrigues.

Você não constrói um país dando chibatadas morais em você mesmo.

Uma das coisas mais nocivas espalhadas pelos colunistas de direita hoje é exatamente isso: o país é um horror. Banânia, segundo um deles.

Fora lançar as pessoas num estado inútil de depressão, isso só serve para tentar semear entre os inocentes úteis a convicção de que a direita — como os generais na ditadura — conserta tudo. Aspas e pausa para me livrar da irritação.

Ronaldo não parece ter motivação política nenhuma, embora sua frase tenha sido alardeada com júbilo pelos profetas do apocalipse.

Foi apenas uma imensa tolice, provavelmente.

Vergonha ele poderia ter tido da barriga com a qual envergou, tantas vezes, a camisa do Corinthians em troca de dinheiro milionário.

Vergonha ele poderia ter dito que tem, como lembrou um leitor do DCM, da desigualdade social brasileira.

Que lindo seria se ídolos como Ronaldo rejeitassem a iniquidade. Avançaríamos em velocidade muito maior rumo a uma sociedade escandinava, ou próxima disso.

Lastimável, mesmo, é a sorte de muita gente que perdeu sua casa por conta das obras da Copa.

Os jogadores brasileiros, caso ganhem a Copa, deveriam dedicar o título especialmente a eles, os removidos — nossos irmãos invisíveis.

Que venha a Copa. Que ela traga e alterne, como o esporte sempre faz, euforia e lágrimas, de acordo com os resultados positivos ou adversos.

E que carreguemos, isso sim, quaisquer que sejam as circunstâncias, os removidos em nossas lembranças. Eles e os operários mortos nas obras.

Que os mortos sejam lembrados. Que virem nome de ruas, que se crie um monumento para eles. Que suas famílias sejam exemplarmente indenizadas.

O resto, para lembrar a grande frase shakespeariana, é silêncio — e a torcida para que tudo corra bem na Copa.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

EUA lidera pedidos de visto de trabalho no Brasil — Ué, não era cubano que fugia da miséria?


Leia Mais ►

"Brasil não merece a reforma política" de Aécio e Campos


Quem diz isso é o jornalista Fernando Rodrigues; ele critica proposta dos dois principais presidenciáveis da oposição que pelo fim da reeleição, mandatos de cinco anos e coincidências de todas as disputas eletivas, de vereador a presidente da República; "Os candidatos de oposição sugerem aprofundar a distância entre os cidadãos e o poder. As propostas de Aécio e Campos sinalizam uma reforma política analógica. Eles estão longe de entender o que seria necessário para aperfeiçoar o sistema eleitoral do país", avalia

O jornalista Fernando Rodrigues critica, na edição deste sábado (24) da Folha, as propostas de reforma política dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Ambos defendem o fim da reeleição, mandatos de cinco anos e coincidências de todas as disputas eletivas, de vereador a presidente da República.

"Para ir direto ao ponto, essas ideias de Aécio Neves e de Eduardo Campos são regressivas, induzem a menos participação popular e desidratam a democracia", afirma. "Os candidatos de oposição sugerem aprofundar a distância entre os cidadãos e o poder", frisa. "As propostas de Aécio e Campos sinalizam uma reforma política analógica. Eles estão longe de entender o que seria necessário para aperfeiçoar o sistema eleitoral do país. Por sorte, reforma política é algo muito falado e nunca executado. O Brasil não merece essas ideias", ressalta.
Leia Mais ►

A vergonha que Ronaldo sente


No SQN
Leia Mais ►

Relações midiáticas incestuosas no ninho tucano


Que a grande mídia brasileira é tucana toda a fauna sabe.

Que Veja e Folha de S. Paulo são tucanas até as minhocas sabem.

Mas certas confirmações mostram as entranhas dessa intimidade.

O editor da Veja, Otávio Cabral, casado com a colunista da Folha Vera Magalhães, trabalhará na campanha de Aécio Neves.

Na última eleição, o marido (Gilnei Rampazzo) de Eliane Cantanhede, colunista da Folha, foi marqueteiro de José Serra.

Certamente essas relações explicam o olhar enviesado de Veja e Folha de S. Paulo.

Eis o jornalismo completo: cama, mesa e banho.

Banho de objetividade, isenção, imparcialidade e jogo de cena.

O amor é lindo.
Leia Mais ►

A guerra contra a Copa


Depois de combater políticas de bem-estar, nossos dinossauros escondem números reais e usam fantasia social

Na medida em que dados concretos começam a ser divulgados, começa a ficar claro que a guerra contra a Copa é expressão de um delírio conservador que recebe, acessoriamente, o apoio ruidoso de uma retórica de ultra-esquerda — bastante comum em situações políticas como a atual.

Alguns números.

A sugestão de que os estádios de futebol tiveram reajustes e sobrepreços excessivos não resiste a uma matemática contábil. A inflação acumulada do país, no período, chegou a 40%. A alta média dos estádios ficou em 36%. Num país que convive com metas inflacionárias como política oficial, reajustes desse tipo são parte natural da paisagem dos investimentos públicos e privados.

Imaginar que o futebol retirou dinheiro da Educação é um acinte. Em 2007, quando o país foi confirmado como sede da Copa, o orçamento do Ministério da Educação consumia R$ 50,4 bilhões. Em 2014, a conta é de R$ 112,3 bilhões — mais que o dobro, em valores deflacionados.

Os gastos totais com a Copa, somando empréstimos públicos, privados, investimentos estaduais e municipais, chegam a R$ 26,7 bilhões.

Não é pouco dinheiro, convenhamos. Mas é menos, por exemplo, que metade do patrimonio da família Marinho, dona da TV Globo, segundo a revista Forbes. Em outra conta: num país com PIB de R$ 4,5 trilhões, os R$ 26 bi continuam sendo um bom dinheiro mas não vamos perder a perspectiva dos números.

Agora, algumas ideias.

É claro que toda pessoa tem direito de ser contra a realização da Copa no Brasil.

Em 2007 levantei críticas neste espaço — como qualquer pessoa, interessada na arqueologia da internet, poderá comprovar.

Sete anos depois, essa discussão está fora de lugar. Depois da crise de 2008, a maior do capitalismo mundial em 85 anos, não é possível ignorar o lugar da Copa no estimulo a investimentos realizados no país. Os trabalhos da Copa garantem um acréscimo anual de 0,4% no PIB brasileiro. Também ajudam a criar 3,6 milhões de empregos. Talvez não seja a melhor saída. Nem a mais duradoura. Mas cabe lembrar que, sem alternativas, que jamais foram apresentadas, as pessoas não tem o que comer nem o que vestir, não é mesmo? Do ponto de vista dessas pessoas, a Copa já é uma vitória, ainda que parcial, beneficiando a população mais pobre. Ou desemprego no orçamento dos outros não arde?

Além de sugerir medidas de austeridade, que afundaram a Europa, alguém apareceu com ideias mais adequadas, socialmente aceitáveis?

A campanha contra a Copa é antiga. Se você fizer a arqueologia de seus críticos, irá encontrar declarações solenes de que o governo brasileiro deveria render-se definitivamente a supostas mediocridades nacionais e devolver a Copa para a FIFA. O argumento, na época, é que nem os estádios ficariam prontos. Sem comentários, não é mesmo?

O debate seguinte foi outro. Nossos dinossauros se tornaram sociais – e foi para isso que a aliança com porta-vozes de uma retórica de ultra-esquerda se tornou necessária.

Repare: a mesma turma que em 2007 — o ano em que o Brasil foi escolhido como país-sede — derrubou a CPMF, aquele imposto semi-invisível que garantia verbas para a saúde pública, resolveu pedir dinheiro para postos de saúde como argumento para combater a Copa.

Sem ruborizar, teve a mesma reação diante do programa Mais Médicos.

A tecnologia política é conhecida. Depois de negar recursos que poderiam, de forma consistente e duradoura, promover uma mudança real na saúde pública, vamos à rua pedir hospitais padrão-FIFA.

Com todo respeito pela população que dá duro na fila dos hospitais públicos — e também pelos que são ludibriados regularmente pelos planos privados — cabe perguntar: quem queremos enganar com isso?

Quem está falando de indignação real? Quem joga na hipocrisia total?

A resposta virá em outubro. Até lá, o que se quer é enganar o eleitor.

Paulo Moreira Leite
Leia Mais ►

Aécio Campos ou Eduardo Neves: qual é a diferença?


Vira e mexe, eu me confundo com os nomes dos candidatos de oposição, e não é para menos. Ambos jovens e com pinta de galãs, netos de políticos célebres, Aécio Neves e Eduardo Campos — agora acertei! — fazem campanhas semelhantes, com o mesmo discurso de ataques ao governo Dilma e as peregrinações pelo alto empresariado industrial e financeiro de São Paulo para vender seu peixe e tornar mais competitivas suas candidaturas.

Até nas poucas propostas apresentadas até aqui, Aécio e Eduardo falam a mesma língua, como destaca o colega Fernando Rodrigues, em sua coluna da "Folha" neste sábado: defendem o fim da reeleição, mandatos de cinco anos e coincidências de disputas eletivas, de vereador a presidente da República.

Sem entrar no mérito da proposta, não se trata propriamente de uma novidade e não é o tipo de mensagem capaz de comover o eleitor a ponto de mudar seu voto. Fora isso, a dupla propõe um ajuste na economia para baixar os juros e a inflação, cortar gastos públicos e ministérios, sem afetar os programas sociais implantados pelos governos petistas, com a manutenção dos níveis de emprego e renda, mas ainda não explicaram como pretendem fazer isso.

Desta forma, como constatou Marcos Coimbra em artigo publicado na última edição da "Carta Capital", "apesar da piora na avaliação da presidenta, a oposição permanece imóvel nas pesquisas eleitorais".

Por isso mesmo, tendo apenas a metade das intenções de voto de Aécio (20 a 11, segundo o último Ibope, frente a 40 de Dilma), a terceira via de Eduardo Campos resolveu esta semana romper o "acordo de cavalheiros" que mantinha com o tucano desde o ano passado. O pretexto foi a disputa estadual em Minas, em que cada um deve lançar o seu próprio candidato, mas o fato é que o ex-governador pernambucano nada tinha a ganhar fazendo parcerias com seu principal concorrente a uma vaga no segundo turno.

Agora, é cada um por si e ambos contra Dilma, diferenciando-se apenas para ver quem bate mais na presidente. É esta a disputa que travarão daqui para a frente, já que o debate político propriamente dito tem se resumido mais a mostrar os erros dos outros do que as próprias virtudes.

Na próxima semana, começam a chegar as seleções que vão disputar a Copa no Brasil. A Câmara já avisou que não haverá sessões em dias de partidas em Brasília e quando a seleção brasileira jogar. Na semana de 16 a 20 de junho, vai ser difícil encontrar algum parlamentar em Brasília. Além disso, é o mês das festas juninas que levam os nobres parlamentares a seus redutos eleitorais, principalmente no nordeste. A CPI da Petrobras já começou esvaziada, com apenas três senadores marcando presença.

Diante deste cenário, a campanha presidencial e os índices nas pesquisas devem ficar congelados até o final da Copa, no dia 13 de julho. Só depois disso, Aécio e Eduardo terão a atenção da plateia para mostrar quais são, afinal, as diferenças nos seus projetos para ocupar a cadeira de Dilma no Palácio do Planalto. O palco daqui para a frente será ocupado por Felipão e seus 23 comandados em busca do hexa.

Bom fim de semana a todos.

Ricardo Kotscho
No Balaio
Leia Mais ►

Triângulo das Traíras

Leia Mais ►

Más de 50 países marchan hoy contra Monsanto

Marcha Mundial contra Monsanto en Sydney, Australia.
Foto: @jdonato60
Al menos en 400 ciudades de 52 países se suman este sábado a la gran jornada de protestas mundial contra el gigante de los transgénicos Monsanto. Las manifestaciones apuntan a proteger el suministro de alimentos y apoyar a los agricultores locales, entre otras.

Decenas de países realizan este sábado por segundo año consecutivo la marcha mundial contra Monsanto, un evento global en rechazo a la empresa de biotencología de suministros de alimentos.

Los eventos y marchas tienen lugar en más de 400 ciudades en 52 países. En Estados Unidos las marchas se llevarán a cabo en 47 estados.

La fundadora del Movimiento Marcha contra Monsanto, Tami Canal, dijo que las prácticas depredadoras agrícolas corporativas y de negocios de Monsanto amenazan la salud de una generación, su fertilidad y su longevidad.

Canal creó el movimiento internacional para proteger a sus dos hijas. "MAM apoya un sistema de producción de alimentos sostenible", agregó. "Debemos actuar ahora para detener los OGM y los pesticidas dañinos".

El detonante que llevó a la creación del movimiento fue el fracaso de la 'Proposición 37 de California', que habría hecho obligatorio etiquetar los productos alimentarios elaborados a partir de organismos genéticamente modificados.

En México, se realizarán 13 marchas en distintos puntos del país contra la compañía estadounidense Monsanto, la principal productora de maíz transgénico a nivel mundial.

En ciudades de Aguascalientes, Chiapas, Chihuahua, Guanajuato, Guerrero, Michoacán, Jalisco, Querétaro, y en el Distrito Federal, diversas organizaciones civiles se manifestarán contra la intención de la firma de vender semillas transgénicas en la nación latinoamericana.

En Chile organizaciones como Chile Sin Transgénicos y Yo no quiero Transgénicos (YNQT) impulsan la actividad que se llevará a cabo en ocho ciudades de Iquique a Chiloé.
El pasado 14 de mayo en Argentina, diversos partidos y agrupaciones ambientalistas presentaron un proyecto de repudio contra la empresa Monsanto durante su primera reunión con los congresistas sobre este tema.

Desde la web Occupy Monsanto subrayan que las manifestaciones apuntan a proteger nuestro suministro de alimentos, apoyar a los agricultores locales, proteger nuestro medio ambiente, promover soluciones orgánicas, dar a conocer el amiguismo entre las grandes empresas y gobiernos, y lograr la rendición de cuentas de los responsables de la corrupción.

Miles de víctimas fueron afectadas por el herbicida llamado Agente Naranja producido por siete empresas químicas, una de ellas Monsanto, el cual fue utilizado por Estados Unidos durante la Guerra de Vietnam (1955-1975). Un número incalculable de civiles vietnamitas, exsoldados y personal expuesto a la alta toxicidad del Agente Naranja continúan desarrollando enfermedades terminales como el cáncer y sufren todo tipo de horrores en su salud.

No teleSUR
Leia Mais ►

Pesquisa Ibope cai em contradição sobre votos de Aécio

O retrato de Dorian Gray
Por  
No cenário com dez candidatos, tucano tem mais votos que na simulação em que estão apenas ele, Dilma e Eduardo Campos. Parece haver interesse de mostrar oposição em alta e governo em queda

O relatório da pesquisa Ibope divulgado na quinta-feira (22) traz alguns números altamente comprometedores pela inconsistência. Se a eleição tivesse dez candidatos, segundo o Ibope, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria 20%. Se a eleição tivesse três candidatos, o tucano cairia para 17%.

Na prática é como se sete candidatos desistissem, ficando apenas três. Logo, as intenções de votos dos candidatos que sobraram deveriam ficar iguais ou subir. Mas inexplicavelmente o tucano cai para 17%. Dilma Rousseff (PT) também cai um ponto, de 40% para 39%, enquanto só Eduardo Campos (PSB) manteve seus 11%.

Convenhamos que há pouco valor científico em uma pesquisa em que você apresenta uma pergunta a uma pessoa com um disco de dez nomes, e ela diz que votará em Aécio. Imediatamente em seguida você pergunta à mesma pessoa mostrando outro disco com apenas três dos nomes anteriores, e ela diz que não votará no tucano. Isso ocorreu de forma significativa, afetando três pontos o resultado. Em uma pesquisa com rigor científico, estes questionários que apontam contradições deveriam ser desconsiderados, pois não foram respondidos com seriedade.

A conclusão, dentro da própria pesquisa Ibope, se for para levá-la a sério, é que Aécio tem de fato 17% de intenções de votos, e não 20%.

Outra inconsistência está nos votos brancos/nulos. São 18% na espontânea. Na pergunta estimulada com dez nomes, os nulos caem para 14%, porque não existe no disco a opção nulo, o que faz alguns pesquisados acreditam que são obrigados a escolher um nome do disco, mesmo que tenham a intenção de anular o voto. Isso já cria uma possível distorção. Quando a pergunta estimulada seguinte reduz de dez para os três principais candidatos, os nulos vão a 21%, mais coerentes com a pergunta espontânea. Alguma coisa foi feita errada na pergunta com dez nomes que acabou levando votos nulos para Aécio.

Na rejeição também há problemas. Houve gente que respondeu votar em Aécio na pesquisa espontânea com 10 candidatos, e, momentos depois, quando perguntado em quem não votaria de jeito nenhum, apontou no disco o nome de Aécio. Estas ocorrências se deram também com Dilma e Campos. É uma percentagem pequena, mas não é insignificante. E o mais provável é que o pesquisado não tenha entendido bem a pergunta, achando que seria em quem votar. Uma pesquisa com mais rigor científico deveria questionar o pesquisado sobre a inconsistência da declaração de voto com a rejeição. Se persistisse, o questionário deveria ser desconsiderado.

Chama atenção também 80% das pessoas declararem estar satisfeitas ou muito satisfeitas com a vida que vêm levando hoje. Esse sentimento de bem-estar social torna difícil compreender as recentes quedas na aprovação do governo e da presidenta. Não é impossível, já que está em curso há meses um processo de "sangramento" da imagem da presidenta e do governo nos meios de comunicação de massa oposicionistas. Só pesquisas qualitativas poderiam esclarecer, perguntando aos que desaprovam qual o motivo.

Parte destas inconsistências pode ser explicada na pergunta sobre o interesse nas eleições. 57% disseram ter pouco ou nenhum interesse, daí pode haver uma grande quantidade de respostas displicentes, com baixo grau de certeza. Isto reduz a utilidade das sondagens como informação ao público.

Mas, com a frequência quase semanal com que estão saindo pesquisas, parece que o interesse não é exatamente informar ao público. O interesse parece mais ser o de criar um clima de que a oposição estaria em alta e a candidatura governista em baixa. Pelo menos neste último quesito esta última pesquisa Ibope frustrou a oposição.

Helena Sthephanowitz
No Blog da Helena | RBA
Leia Mais ►

Gaúchos contestam abuso de JB


Três advogados e três estudantes gaúchos entraram com um pedido de liminar para suspender a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que vetou a solicitação do ex-ministro José Dirceu para deixar a prisão durante o dia e trabalhar fora da prisão; "Cidadãos conscientes dos seus direitos e de suas responsabilidades, que cansaram em ver o principal Tribunal do Brasil, a partir das opiniões e decisões de seu presidente, transformar-se em juízo de exceção, mais discriminando do que cumprindo a prerrogativa de igualar os iguais", diz o pedido de liminar, que será relatada pela ministra Rosa Weber

Seis gaúchos entraram nesta sexta-feira (23) com um pedido de liminar para suspender a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que vetou a solicitação do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) para deixar a prisão durante o dia e trabalhar fora da prisão. A ação será relatada pela ministra Rosa Weber. A ação é assinada por três advogados e três estudantes gaúchos.

No pedido, o grupo gaúcho alega que resolveu interferir por Dirceu porque Barbosa transformou o tribunal em "juízo de exceção". "Cidadãos conscientes dos seus direitos e de suas responsabilidades, que cansaram em ver o principal Tribunal do Brasil, a partir das opiniões e decisões de seu presidente, transformar-se em juízo de exceção, mais discriminando do que cumprindo a prerrogativa de igualar os iguais", afirma a ação.

Os advogados do petista também ingressaram na semana passada com recurso para que o plenário analise o pedido para trabalho externo em um escritório de advocacia de Brasília. A justificativa de Barbosa para negar o pedido de Dirceu é que o petista não cumpriu um sexto da pena para poder obter o benefício, apontando que a oferta de emprego a Dirceu foi um arranjo entre amigos.
Leia Mais ►

Comissão de Justiça da CNBB solta nota oficial sobre o mensalão


A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, soltou nota sobre a execução da Ação Penal 470, o mensalão. Segundo a nota, as decisões neste caso "têm suscitado críticas e preocupações na sociedade civil em geral e na comunidade jurídica em particular", e estas reações pedem um debate sobre as "situações precárias, desumanas e profundamente injustas do sistema prisional brasileiro".

A nota evidencia os problemas levantados pela Pastoral Carcerária, por decisões judiciais que levam a "condenações sem provas" e "negam a letra da lei" com "interpretações jurídicas absurdas", o que foi notado no julgamento do mensalão.

A Comissão repudia o conteúdo dessas decisões e clama pela independência do Poder Judiciário, pois que só assim dará a segurança jurídica em sua plenitude, com amplo direito de defesa e a isenção absoluta na apreciação de provas.

Por fim, a CBJP diz-se convicta de que as instituições não podem ser "dependentes de virtudes ou temperamentos individuais". E ainda, de modo contundente, afirma não ser lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos insuflem a sociedade ao justiçamento e à vingança. E pede um diálogo transparente sobre a necessidade de reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro.


No GGN
Leia Mais ►

Após ferrovia que Sarney não fez, Dilma duplica estrada que JK implantou e conclui hidrovia que FH parou


A imprensa brasileira, que não perde chance em se lamuriar pelo tal “custo Brasil” e que praticamente comemora as péssimas posições do Brasil nos rankings de competitividade, deu pouquíssima atenção a três obras que, há décadas, fazem com que as exportações da agricultura brasileira percam preço mundial, por conta dos problemas de frete e que, além disso, torne as estradas brasileiras nessa região armadilhas ou sofrimentos tanto para caminhões quanto para ônibus e automóveis.

O primeiro foi, finalmente, a liberação para operação comercial da Ferrovia Norte-Sul, com 1.500 km — 700 feitos por Lula e 800 por Dilma.

O segundo foi a licitação, hoje, da implantação completa — com pista duplicada — da BR-153, que é nada mais do que a famosa “Belém-Brasília” implantada por Juscelino Kubitschek e ainda hoje precaríssima. São 624,8 quilômetros, entre Anápolis, em Goiás, e Aliança do Tocantins, onde se liga a Palmas, capital do Estado, por uma rodovia estadual. Vão custar R$ 4,3 bilhões, com pedágio de R$ 5 reais para cada 100 km.

E o terceiro é na próxima sexta-feira, quando serão abertas as propostas para a retirada das rochas do Pedral do Lourenço, um trecho de rio de 43 km, próximo a Marabá que impede a utilização perene das eclusas de Tucuruí, obra que se arrastou por todos os governos entre Geisel e FHC e que Lula terminou em 2010.

Elas, porém, só servem à navegação entre dezembro e maio, época das chuvas, quando o Rio Tocantins está cheio.

As três obras vão mudar completamente o fluxo de grãos do porto de Santos para o de Barcarena, no Pará, e Itaqui, no Maranhão, este mais ligado ao minério.

Uma necessidade para um país que ampliar a sua produção de grãos em mais de 60% em 10 anos e duplicou as suas exportações no mesmo período.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Tese de Doutorado FGV: Movimento dos Blogueiros Progressistas

Tese apresentada por Leonardo Vasconcelos Cavalier Darbilly ao Curso de Doutorado em Administração da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas para obtenção do grau de Doutor em Administração.

O blog Megacidadania tem a honra de disponibilizar a tese de Doutorado elaborada pelo jovem Doutor Leonardo Darbilly. Ao longo de suas 297 páginas o leitor terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre este palpitante tema que tem gerado tanto embate e debate: A Blogosfera Política Alternativa e o Ativismo de Mídia como um Novo Movimento Social.

Permeia a obra do agora Doutor Leonardo Darbilly uma importante constatação: "Como resultado foi possível verificar que este novo movimento social faz uso de diferentes micro e macro estratégias de subversão não só para que seja possível desafiar as organizações dominantes vinculadas aos meios de comunicação tradicionais, mas também para modificar as regras dominantes e a ordem estabelecida no campo da comunicação."

E ele espera que a pesquisa desenvolvida contribua para os estudos sobre as organizações e o elemento poder presente em toda a sua rede de relações sociais. Pois, tais estudos devem ser capazes de revelar não apenas o que é manifesto e que somos capazes de ver facilmente, mas também o que não pode ser expresso, o que jaz oculto.

Boa leitura.


Doutorado FGV Movimentos dos Blogueiros Progressistas de Leonardo Darbilly
 from Alexandre Cesar Costa Teixeira
Leia Mais ►

Concert for George


George Harrison's friends, family, and bandmates unite for a tribute concert on the one-year anniversary of his death.

1. Eric Clapton & Ravi Shakar — Intro / Itroduction [0:00]

2. Anoushka Shankar — Your Eyes [6:30]

3. Jeff Lynne — The Inner Light [15:14]

4. Anoushka Sankar & Ravi Shakar's Orchestra — Arpan [18:19]

5. The Monty Python — Sit On My Face [42:28]

6. The Monty Python — The Lumberjack Song [45:12]

7. Jeff Lynne — I Want To Tell You [49:15]

8. Eric Clapton — If I Needed Someone [51:57]

9. Eric Clapton — Old Brown Shoe [54:31]

10. Jeff Lynne — Give Me Love [58:52]

11. Eric Clapton — Beware Of Darkness [1:01:55]

12. Joe Brown — Here Comes The Sun [1:06:06]

13. Joe Brown — That's The Way It Goes [1:09:21]

14. Jools Holland and Sam Brown — Horse To The Water [1:13:22]

15. Tom Petty and The Heartbreakers — Taxman [1:19:19]

16. Tom Petty and The Heartbreakers — I Need You [1:2242]

17. Tom Petty and The Heartbreakers — Handle With Care[1:26:05]

18. Eric Clapton & Billy Preston — Isn't It A Pity [1:29:51]

19. Ringo Starr — Photograph [1:37:24]

20. Ringo Starr — Honey Don't [1:41:28]

21. Paul McCartney — For You Blue [1:45:00]

22. Paul McCartney — Something [1:48:12]

23. Paul McCartney — All Things Must Pass [1:52:48]

24. Eric Clapton — While My Guitar Gently Weeps [1:56:41]

25. Billy Preston — My Sweet Lord [2:02:55]

26. Jeff Lynne & George's Band — Wah-Wah [2:08:12]

27. Joe Brown — I'll See You In My Dreams [2:15:13]
Leia Mais ►