20 de mai de 2014

#4BlogProg: monopólio dos meios de comunicação e estratégias de enfrentamento

Com uma fortuna de US$ 28,9 bilhões, a família Marinho, das Organizações Globo, é a mais rica do Brasil. Em 11º na lista está a Civita, detentora do Grupo Abril, com US$ 3,3 bilhões. Algo não está muito certo quando esses números não surpreendem tanto. O monopólio nos meios de comunicação latinoamericanos e possíveis estratégias de enfrentamento são alguns dos motes de discussão do 4º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais, que aconteceu entre sexta-feira (16) e hoje (18) em São Paulo.

O IV BlogProg, trouxe midiativistas de todas as regiões do Brasil. Nos debates estiveram nomes como o espanhol Pascual Serrano, criador do site Rebelion, o equatoriano Osvaldo Leon, da Agência Latinoamericana de Informação, o americano Andrés Contreris do movimento Democracy Now, o cubano Iroel Sánchez, do site Cuba Debate e Beá Tibiriçá, do Coletivo Digital. Confira abaixo entrevistas exclusivas de Serrano, Leon e Marat Calado ao Muda Mais:


O grande destaque do evento foi a palestra do ex-presidente Lula. Ele brincou com a grande quantidade de jornalistas da grande mídia presentes na cobertura de sua fala e ironizou dizendo que sempre foi bem tratado por ela. Além de comentar os avanços na educação, o crescimento econômico e a copa, Lula destacou que sempre que possível levantará a bandeira da regulação da comunicação no país. “Nós nunca ganhamos de graça. Tudo o que ganhamos é com a luta. Vamos regulamentar uma nova forma de comunicação nesse pais”, disse.

De novo, a grande mídia pinçou e tirou de contexto uma declaração de Lula. Em um discurso voltado à crítica à concentração da mídia no Brasil, uma fala de Lula acerca do foco da imprensa na cobrança de metrôs "até dentro dos estádios" foi transformada em "Lula diz que é babaquice querer chegar de metrô aos estádios". Exemplo empírico justamente do tema do debate do encontro de blogueiros progressistas.

 

Nos debates, um paralelo entre o combate feito pela mídia na América Latina e no Brasil foi traçado. As histórias de golpes midiáticos foram relembradas, com destaque para o da Venezuela. A situação no país, aliás, rendeu um debate exclusivo, solicitado de última hora por João Pedro Stédile, coordenador do Movimento dos Sem-Terra. Segundo Igor Fuser, professor da Universidade Federal do ABC Paulista, os recentes conflitos evidenciaram uma campanha da mídia brasileira contra o governo venezuelano.

No Brasil, a regulamentação pode evitar que uma possível mídia golpista se estabeleça. “A sociedade tem que pressionar por um combate à esta mídia. O espectro eletromagnético é público e está sob controle privado”, afirmou o professor da USP Laurindo Lalo Leal Filho.
Leia Mais ►

Editora da “Folha” vai-se declarar impedida? Marido dela trabalha para Aécio

No mesmo dia, duas revelações: a campanha do PSDB assediou dois comunicadores, tentando atraí-los para a candidatura de Aécio Neves.

Jeferson não quis seguir carreira com Aécio
Jéferson Monteiro, responsável pelo perfil @dilmabr (o famoso “Dilma bolada”), disse não aos tucanos. Ofereceram dinheiro para que ele se bandeasse pro outro lado. É o que diz o Jéferson (leia abaixo a carta boladíssima, em que ele esculhamba a campanha do PSDB).

Otávio Cabral, jornalista da revista “Veja” disse “sim” aos tucanos. Cabral é o mesmo que escreveu uma biografia de péssima qualidade sobre o ex-ministro José Dirceu. Mario Sérgio Conti (que de petista não tem nada, mas mantem o hábito de escrever em português intelígível, e de desprezar jornalistas que pisoteiam a verdade factual) esculhambou o Cabral. Disse que a biografia é “invencionice delirante”.

Aécio e Veja: aliança agora explícita
Aécio não se importou com isso. O sujeito é ruim de apuração, escreve mal? Não tem problema nenhum. Importante para o PSDB é consolidar as alianças formais com a mídia velhaca. Assim como tenta fechar com o Meirelles do PSD para vice, Aécio propõe aliança formal com a Abril. São partidos políticos: Abril, PSDB, Folha, Globo, DEM. E jogam juntos. Os cabrais fazem o serviço sujo enquanto os patrões se acertam pelo alto.

Jéferson não foi para a campanha de Aécio, ok. Mas Cabral, a rigor, também não “foi”. Ele sempre esteve nela. Jamais deixou de estar. Agora formalizou tudo. Outro fato: Cabral é casado com a editora da coluna ”Painel” da “Folha” — dedicada a temas da Política. A tal editora (Vera Magalhães) vai-se declarar impedida para publicar qualquer nota sobre a eleição presidencial? Bobagem. A mulher de Ali Kamel (Patricia Kogut) assina a coluna de TV de “O Globo”. E não há qualquer impedimento. Tudo se resolve em casa. Mirem-se no exemplo daquelas mulheres…

A mídia velhaca brasileira é um grande acerto familiar. A Revolução de 30 não chegou à imprensa — que vive como se ainda estivéssemos na República Velha.

Jéferson é o ponto fora da curva nessa história de acertos familiares. Não é à toa que os cabrais, mervais, kamels e koguts sejam filhos da… (ops, calma) velha imprensa. Enquanto os jefersons, cloacas e outros detestados pelos kamels e mervais são resultado da revolução digital.

O Aécio está errado? Não. Claro que não. Ele se cerca de gente da mais absoluta confiança. Já o PT faz o que? Contrata para SECOM, para campanha e tudo mais, jornalistas ligados ao tucanato.

Cabral segue firme, construindo uma gloriosa biografia no jornalismo familiar, cujo subproduto é o tucanato.

Jéferson fez uma opção diferente. O que posso dizer é que, ao recusar o convite do PSDB, o criador de “Dilma bolada” perdeu a chance de construir — ao lado de Aécio — uma longa e brilhante carreira.

* * *


Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
Leia Mais ►

Fechamento de terminais de ônibus em São Paulo revolta Haddad: 'É inaceitável'

Grupo dissidente organizou paralisação que surpreendeu o Sindicato dos Motoristas e prefeito, que criticou estratégia de rejeitar acordo salarial aceito em assembleia

Mobilização começou hoje, às 9h50, nos terminais Pirituba,
Pinheiros e Princesa Isabel
São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, que a mobilização de motoristas e cobradores realizada durante todo o dia de hoje (20) é inaceitável. "Eles estão fazendo uma guerrilha inaceitável. Mandaram as pessoas e os motoristas descerem dos ônibus, atravessaram os veículos nas ruas e jogaram fora as chaves. Isso depois de uma assembleia que aprovou o acordo de reajuste. Nunca vi isso em nenhuma parte do mundo", disse.

Treze terminais de ônibus permanecem paralisados em São Paulo, após mobilização de motoristas e cobradores da viação Santa Brígida, Transppass e Gato Preto que não aceitaram o encerramento das negociações entre o sindicato da categoria (Sindmotoristas), o sindicato patronal (SPUrbanuss) e a prefeitura. A mobilização teve início às 9h50 de hoje (20) nos terminais Pirituba, na zona norte; Pinheiros, na zona oeste, e Princesa Isabel, no centro. Diversos ônibus foram estacionados em corredores, afetando também as linhas que não são atendidas pela empresa.

Para Haddad, a questão de divergência entre grupos do sindicato não pode afetar a população. "Isso deve ser discutido dentro do sindicato. O que a população tem a ver com isso? O sindicato tem de discutir isso entre sua diretoria, seus afiliados. Tem instâncias para cobrar um acordo que não se concorde: Delegacia Regional do Trabalho, Justiça do Trabalho. Isso tem legalidade. Mas a população não tem nada a ver com isso", afirmou.

Mais cedo, Haddad já tinha pedido providências ao secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. A São Paulo Transporte (SPTrans) comunicou por meio de nota, ainda de manhã, que repudiava "com veemência os fatos ocorridos", que considera a ação uma “sabotagem ao sistema” e que vai pedir ao Ministério Público a apuração das responsabilidades sobre as paralisações registradas.

A operadora informou que não tem como acionar o Plano de Atendimento Emergencial ao Sistema Estrutural (operação Paese), porque os ônibus não teriam para onde ir, com os terminais fechados e os corredores obstruídos.

Além dos três citados, a empresa informou que estão fechados os terminais Amaral Gurgel, Bandeira e Mercado no centro; Lapa, Barra Funda, Butantã, na zona oeste; Cachoeirinha, Santana e Casa Verde, na zona norte; e Sacomã, na zona sul. Corredores como o da rua da Consolação, avenidas Nove de Julho e General Olímpio SIlveira, e o largo do Paissandu, no centro, estão tomados por coletivos estacionados.

Tanto a SPTrans como o Sindmotoristas se disseram surpresos com a ação.

Por meio de nota, o sindicato informou que “na assembleia geral, que ocorreu no final da tarde, mais de 4 mil trabalhadores compareceram e aprovaram a proposta apresentada que foi de reajuste salarial de 10%; tíquete mensal de R$ 445,50; PLR de R$ 850; melhoria dos produtos da cesta básica (o sindicato irá determinar as marcas); 180 dias de licença maternidade; e o reconhecimento da insalubridade”. A entidade explica que “irá verificar de onde partiram as manifestações e o motivo real que levou os trabalhadores a tomarem essa atitude”.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos.

No RBA
Leia Mais ►

O Ministério da Saúde adverte...

Os analistas da mídia repetem incessantemente que o grande desafio da imprensa tradicional nos tempos correntes tem sua origem no advento das tecnologias digitais de informação e comunicação. Por conta desses recursos tecnológicos, qualquer cidadão minimamente aparelhado para registrar imagens e postar comentários pode se transformar em jornalista, e sua ação individual pode entrar em concorrência direta com o trabalho de centenas de profissionais lotados nas redações.

Há muitas nuances e alguma tergiversação nessa afirmação, principalmente quando ela vem desacompanhada de outras reflexões sobre o impacto da tecnologia na estrutura daquilo que chamamos imprensa. A primeira delas exige que se questione a crença segundo a qual o melhor jornalismo é aquele que apresenta a opinião “justa e livre” sobre fatos colhidos de forma independente.

A dor do crescimento do jornalista se manifesta justamente quando ele admite que não existe imprensa independente nem opinião justa ou livre. O que existe, ou que deveria existir como qualidade fundadora da imprensa, é o propósito da objetividade e da justiça na construção das opiniões e a ponderação crítica sobre quais seriam os laços de dependência moralmente aceitáveis por um órgão de comunicação.

Essa manifestação de vontades a definir o arbítrio do jornalista é que produz a justificativa moral para a existência de um poder estruturado e estruturante que se oferece como mediador entre os variados interesses presentes na vida social, em seus aspectos políticos, econômicos, culturais etc.

Esse é o arcabouço dos paradigmas que orientam a análise crítica da mídia, e esta pontuação é necessária para responder a questionamentos presentes nas redes sociais sobre o trabalho diário do observador da imprensa.

O observador faz suas ponderações com o olhar na rotina, no produto de cada jornada, mas precisa de vez em quando lembrar que há princípios em jogo. Esses princípios são deturpados quando se alimenta a ilusão de que é possível uma imprensa independente, com opiniões “livres e justas”. Isso é uma ficção.

Imprensa faz mal à saúde

O que afeta a imprensa tradicional no Brasil, e pode ser constatado diariamente, não é a oferta da tecnologia, mas o potencial que ela oferece para questionar o exercício dessa suposta independência.

Por exemplo, quando o blogueiro de um jornal como o Estado de S.Paulo posta em seu canal da internet (ver aqui) um comentário dizendo que se sente angustiado com o noticiário sobre o Brasil e que os jornais poderiam vir com aquela recomendação típica do Ministério da Saúde sobre o risco do excesso de informações negativas, ele abre a possibilidade de outros autores questionarem justamente a origem do mal-estar, ou seja, o noticiário negativo.

O blogueiro está confessando que pensa em deixar o país por causa da sensação de mal-estar provocada pelo bombardeamento de notícias ruins, e alguns comentaristas podem questionar: afinal, quais são as razões objetivas desse mal-estar? Onde estão os indicadores de que o Brasil vai mal, de que vivemos uma crise econômica ou social, de que estamos hoje pior do que estávamos há dez, vinte ou trinta anos?

Se o leitor for buscar as fontes primárias de cada afirmação deletéria, nociva, insalubre, dessas que empesteiam diariamente as primeiras páginas dos principais jornais do país, vai se dar conta de que não há uma conjugação objetiva de fatos que justifique a criação dessa histeria antinacional.

Apanhemos um exemplo, casual, na edição de terça-feira (20/5) do próprio Estado de S.Paulo: pode-se ler, no caderno de Economia, que o presidente regional do Banco Central americano em Dallas, no Texas, Richard Fisher, criticou a política econômica do Brasil.

A biografia de Fisher, que em 40 anos de carreira não passou do segundo escalão de todas as instituições a que serviu, não o recomenda como fonte de primeira grandeza. O que o recomenda, para a imprensa, é sua opinião negativa sobre o Brasil, emitida no meio de um debate variado sobre a economia americana (ver aqui relato do site Marketwatch.com).

Uma pauta distribuída pela agência Dow Jones cai nas mãos do editor do Estado, que escala dois repórteres para fazerem a “repercussão” da opinião de Fisher.

Pergunte-se o leitor atento: se Fisher tivesse elogiado o Brasil, sairia no jornal? Mil fichas contra uma de que não sairia, porque o interesse é detonar.

O que há é manipulação de emoções por meio de notícias negativas, o que não apenas torna ridícula a hipótese de uma imprensa “independente”, como desfaz a ilusão de que a imprensa ao menos pretende ser objetiva.

Luciano Martins Costa
No OI
Leia Mais ►

Sabesp doou R$ 500 mil a instituto de FHC


 Publicado em 17 de janeiro de 2007 


O Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano com a ajuda de grandes empresários, foi contemplado no ano passado com uma doação de R$ 500 mil de uma empresa estatal do governo paulista, que no período 2003-2006 foi comandado por Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (PFL).

O dinheiro saiu da Sabesp — então presidida por outro tucano, Dalmo Nogueira Filho — e foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do instituto, conhecido pela sigla iFHC.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é uma das sete empresas que, até o final do ano passado, haviam doado R$ 2.095.000,00 para o projeto de preservação e digitalização do acervo do iFHC, com incentivos fiscais da chamada Lei Rouanet — as contribuições podem ser descontadas do Imposto de Renda.

O acervo é formado por livros, fotos e obras de arte de FHC e também de sua mulher, Ruth Cardoso. Reúne não apenas itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência, mas também da época em que era professor e um dos líderes da oposição ao regime militar. Entre os objetos em processo de catalogação estão os presentes que FHC recebeu durante seu governo - vasos, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.

O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões - valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens.

O site do iFHC afirma que a digitalização dos documentos será feita com softwares e equipamentos cedidos pela IBM e pela Sun Microsystems do Brasil, mas não faz referência à Sabesp e aos outros patrocinadores, nem detalha como serão aplicados os R$ 2 milhões já recebidos. Ontem à noite, a entidade divulgou uma nota sobre o assunto (leia aqui).

O Instituto Fernando Henrique Cardoso é uma espécie de "organização ex-governamental" — reúne em seu conselho deliberativo diversas estrelas dos dois mandatos presidenciais tucanos, entre eles ex-ministros como Pedro Malan (Fazenda), Luiz Carlos Bresser-Pereira (Administração) e Celso Lafer (Relações Exteriores e Desenvolvimento).

A entidade tem como fonte de inspiração as fundações mantidas por ex-presidentes norte-americanos. Mas as semelhanças são limitadas. A ONG do ex-presidente Bill Clinton, por exemplo, atua na prática: apóia e implementa programas de combate à aids, de redução do custo de medicamentos e de controle do aquecimento global, entre outros. Também administra uma biblioteca pública no Estado de Arkansas que recebe cerca de 300 mil visitantes por ano.

Já o iFHC afirma ter dois objetivos básicos: o primeiro é a preservação do próprio acervo do ex-presidente e de sua mulher; o segundo é a promoção de debates e seminários — que são restritos a convidados. O site do instituto na internet destaca que "o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública".

O site também anuncia que parte do acervo será aberto ao público quando for concluído seu processo de catalogação e digitalização. Não há informações sobre a possibilidade de pesquisar os itens mais interessantes, do ponto de vista histórico e jornalístico: as gravações e anotações que o ex-presidente fez, durante seus oito anos de governo, sobre temas polêmicos como privatizações e reeleição.

O auxílio estatal ao instituto, via Sabesp, foge à regra: o iFHC nasceu e é mantido graças a contribuições privadas. Quando inaugurado, em 2004, tinha R$ 10 milhões em caixa. O tucano começou a pedir doações a empresários quando ainda era presidente.

Em um jantar no Palácio da Alvorada, em 2002, FHC expôs os planos de sua futura ONG a convidados como Emílio Odebrecht (grupo Odebrecht), Lázaro Brandão (Bradesco), Olavo Setubal (Itaú), Benjamin Steinbruch (CSN), Pedro Piva (Klabin) e David Feffer (Suzano). Na época, o colunista Elio Gaspari criticou o fato de a coleta de fundos ser feita entre representantes de empresas financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou contempladas no processo de privatização.

Já as relações da Sabesp com políticos do PSDB não constituem propriamente uma novidade. No ano passado, reportagens da Folha de S.Paulo revelaram que a estatal patrocinou uma edição da revista Ch'an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência Geraldo Alckmin — o tucano foi assunto de capa e apareceu em 9 das 48 páginas da publicação.

A estatal também destinou R$ 1 milhão de sua verba publicitária para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB). O Ministério Público abriu uma investigação sobre o eventual uso de empresas do Estado para beneficiar aliados de Alckmin na Assembléia Legislativa.

Terra Magazine procurou ontem a Sabesp e FHC, em busca de esclarecimentos sobre a doação de R$ 500 mil. Não houve resposta da estatal. A assessoria do iFHC informou apenas que o ex-presidente não se encontrava no local.

Além da Sabesp, da Sun e da IBM, os outros patrocinadores do projeto de digitalização do iFHC são as empresas Philco Participações (R$ 600 mil), Arosuco Aromas e Sucos (do grupo Ambev, R$ 600 mil), Mineração Serra Grande (do grupo Anglo-American, R$ 200 mil), Norsa Refrigerantes (representante da Coca-Cola no Nordeste, R$ 140 mil), Rio Bravo Investimentos (R$ 30 mil) e BES Investimentos do Brasil (R$ 25 mil).

A Rio Bravo Investimentos foi fundada e é dirigida por Gustavo Franco, que presidiu o Banco Central nos anos FHC. A Norsa Refrigerantes têm entre seus proprietários outro tucano famoso, o senador Tasso Jereissati (CE). O BES Investimentos faz parte do grupo português Espírito Santo, cujo representante no Brasil, Ricardo Espírito Santo, teve seu nome associado ao escândalo do mensalão por supostas relações com o publicitário Marcos Valério. Em 2005, o banqueiro foi acompanhado por Valério a uma reunião com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Em 2002, Ricardo Espírito Santo também estava no jantar do Palácio da Alvorada em que FHC pediu contribuições para a criação de sua ONG.

Daniel Bramatti
No Terra Magazine
Leia Mais ►

Manual de auto-ajuda das redações

Seguem dez conselhos para jovens profissionais em busca de promoção em 2014. A regra é separar o joio do trigo e ficar com o joio. De grande utilidade para quem faz carreira em empresas de consultoria, busca colocação em organismos internacionais, ONGs de nome exótico e muitos recursos do mercado financeiro e, é claro, redações.

1. Quando, numa digressão histórica, falar sobre o esquema de corrupção na gestão de Celso Daniel em Santo André, não diga que os grandes empresários de ônibus da cidade pagavam propina a prefeitura do PT. Diga que os coitadinhos eram “extorquidos.”

2. Quando mais uma vez Paulinho da Força xingar Dilma Rousseff, evite mencionar levantamento da Vox Populi que mostra as intenções de voto entre os filiados ao Sindicato dos Metalúrgicos de S. Paulo, principal entidade da Força Sindical. Dados de março mostram vantagem Dilma sobre Aécio na base de 2,7 a 1. Contra Eduardo Campos, a vantagem é de 8,3 a 1.

3. Quando falar da megalomania de Lula que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil, esqueça de mencionar que Fernando Henrique Cardoso tentou trazer a Copa de 2006 para o país — e caiu fora nas eliminatórias.

4. Quando falar da falta de confiança dos investidores internacionais, não deixe de mencionar a Economist e o Financial Times. Lembre a agência que rebaixou o Brasil. Só evite dizer que entraram 64 bilhões de dólares em investimento direto no país em 2013, contra US$ 32,8 bilhões em 2000, o melhor ano do governo FHC.

5. Quando falar de medidas impopulares, evite lembrar que a austeridade fez o desemprego europeu pular de 8% para 11,9% depois de 2008. No mesmo período, no Brasil, o desemprego caiu dos mesmos 8% para 5,1%.

6. Quando falar que a inflação está fora de controle evite mencionar que ela cresceu 9,2% em média no governo FHC, contra 5,9% depois da posse de Lula. (O pior ano do período foi 2003, que trazia a herança de 2002).

7. Quando engrossar a voz para falar que é preciso elevar a taxa de investimento, evite mencionar que ele cresceu 1% durante o governo do PSDB e 6,1% durante o governo do PT.

8. Ao mostrar simpatia pelos protestos anti-Copa, não pare de denunciar a falta de verbas para a Educação, embora os gastos fossem de R$ 37,1 bilhões 2002 e tenham chegado a R$ 112,3 bilhões em 2013.

9. Quando falar da eleição em Minas Gerais, evite lembrar que o atual candidato tucano ao governo, Pimenta da Veiga, recebeu R$ 300.000 das agências de Marcos Valério. É seis vezes mais do que o deputado do PT João Paulo Cunha, primeiro condenado da AP 470. Por receber R$ 296.000, que jamais admitiu ter guardado para si, Henrique Pizzolato pegou 12 anos de prisão no STF e hoje está foragido e preso na Itália. Não deixe de mencionar as suspeitas contra o deputado André Vargas, do PT, quando falar da operação Lava-Jato. Ignore que Luiz Argolo, de um partido que se aliou a Aécio, é o único parlamentar apanhado quando negociava pagamento em $$ com o doleiro Yousseff.

10. Quando lamentar o crescimento brasileiro de 2,3%, evite mencionar que o México cresceu 1,1% e que a celebrada recuperação americana ficou em 1,9%. A Espanha enfrentou uma recessão de 1,2 negativos, a Itália ficou em 1,9 negativos também. O melhor crescimento europeu foi a Inglaterra, 1,8%. Elogie Angela Merkel sem mencionar que a Alemanha parou em 0,5%.

Paulo Moreira Leite
No Blog do Miro
Leia Mais ►

MP abre guerra contra gravações da Rede Globo em locais públicos

Há uma semana, Petrópolis virou cenário das gravações da novela ‘Falso Brilhante’. Por conta disso, a população local viu a cidade virar de cabeça para baixo. Com as principais avenidas fechadas ao tráfego em plena hora do rush (por volta das 9h da manhã), o congestionamento foi parar no jornal.

O promotor criminal Celso Quintela entrou com uma representação através do Ministério Público Estadual reivindicando a autorização dada pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes — CPTrans — à TV Globo. O caso será apurado pelo promotor da 2ª Promotoria de Tutela, Vinícius Ribeiro. Em entrevista à coluna, Celso Quintela Aleixo falou sobre a medida judicial.

“Eu não sou o promotor responsável pela área. Fiquei chocado com o congestionamento provocado pela gravação. Há décadas não se abrem ruas em Petrópolis para melhorar a vida do cidadão e fiquei imaginando como havia sido permitido interditar as poucas vias da cidade. O cidadão não foi priorizado. A minha representação é para apurar de quem é a culpa pelo transtorno causado ao cidadão. O que eu fiz qualquer pessoa que se sentir prejudicada pode — e deve — fazer”, afirmou.
Leia Mais ►

Repórter da Globo tenta fazer entrevista tendenciosa e leva o troco

A jornalista do Globo, Tatiana Farah entrevistou o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda

Jorge Castañeda esteve em São Paulo participando de debate no Instituto Fernando Henrique Cardoso
Marcos Alves / Agência O Globo

Dica de Stanley Burburinho

A jornalista do Globo, Tatiana Farah (@tatifarah), entrevistou o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda. Ou ela é mal informada ou jogou cascas de banana em três perguntas, mas levou 3 tocos como resposta. Vergonha alheia. Veja abaixo as perguntas e as respostas:

Jornalista: “O Brasil estagnou em seus anseios econômicos e se encolheu no que diz respeito à projeção internacional?”

Chanceler: “O Brasil tem um papel econômico internacional muito importante. É uma voz que se escuta. “

Jornalista: “Os países da Aliança do Pacífico têm crescido mais que os do Mercosul? Por quê?”

Chanceler: “Isso é falso. O Brasil cresce mais que o México. E “países do Pacífico” não existem. Há um país grande, que é o México, há um país mediano, que é a Colômbia, e dois países pequenos, que são Peru e Chile. Não é certo que os do Pacífico cresceram mais. Essa é uma ficção criada pelos mercados na mídia internacional. O que se sucede é que as expectativas sobre o Brasil foram muito elevadas. Afirma-se que o México cresce mais que o Brasil, mas, no ano passado, o Brasil cresceu mais. E este ano o Brasil vai crescer mais que o México.”

Jornalista: “Quando a economia brasileira começou a estagnar, a imprensa internacional passou a dizer que a nova potência da América Latina seria o México.”

Chanceler: “Isso é um pouco falso. O Brasil continua recebendo muito mais investimento estrangeiro que o México. A mídia brasileira é ruim, a mexicana é muito ruim e a mídia internacional, quando fala de Brasil e do México, é péssima. É muito mau conselho escutar o que diz a mídia internacional tanto sobre Brasil quanto sobre o México, porque ela sempre se equivoca.”

Leia abaixo a matéria completa no site do O Globo

RIO – Ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda critica omissão do Brasil sobre Ucrânia e diz que silêncio sobre a repressão na Venezuela é ‘especialmente grave’

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma crítica ao Brasil dizendo que o país não se manifesta em relação às violações de direitos humanos na Venezuela. O senhor compartilha dessa opinião?

O Brasil tem adotado uma política demasiadamente neutra, passiva, sobre muitos temas internacionais, um deles é o da Venezuela. Mas há muitos outros. Por exemplo, ele se absteve na Assembleia Geral da ONU há três semanas sobre a Ucrânia. Se absteve sobre a Líbia, há alguns anos. Não se manifesta, não opina. Se o Brasil quer ser realmente uma potência regional, com voz internacional, deve opinar, expressar-se sobre esses temas, o que não está fazendo. No caso da Venezuela, o silêncio brasileiro é especialmente grave porque é um país fronteiriço com o Brasil e a repressão lá tem aumentado enormemente nos últimos três meses. E o Brasil tem uma influência muito grande lá.

O Brasil estagnou em seus anseios econômicos e se encolheu no que diz respeito à projeção internacional?

O Brasil tem um papel econômico internacional muito importante. É uma voz que se escuta. Mas, obviamente, as expectativas de crescimento do Brasil há seis anos, em 2008, 2009, eram muito mais elevadas que agora. A economia brasileira cresceu muito menos pelas expectativas que o Brasil mesmo criou. O erro do Brasil, como o do México agora, foi gerar expectativas excessivas que são difíceis de cumprir. O problema com o Brasil é que parecia ser uma potência econômica emergente, com crescimento assegurado por dez anos, o que não ocorreu.

O presidente Barack Obama perdeu o interesse pelo Brasil e América do Sul?

Há dois temas centrais aqui: um é o conjuntural e o outro é histórico. O tema conjuntural é que Obama está muito mais centrado hoje em questões de outras partes do mundo, como Ucrânia, Irã e Oriente Médio. Não há nada acontecendo na América Latina hoje que seja uma preocupação para os Estados Unidos. O fator histórico é que, depois da Guerra Fria, há menos interesse na região. A América Latina é um mercado interessante, mas não é um mercado gigantesco como a China, Índia, Europa e Rússia.

Os países da Aliança do Pacífico têm crescido mais que os do Mercosul? Por quê?

Isso é falso. O Brasil cresce mais que o México. E “países do Pacífico” não existem. Há um país grande, que é o México, há um país mediano, que é a Colômbia, e dois países pequenos, que são Peru e Chile. Não é certo que os do Pacífico cresceram mais. Essa é uma ficção criada pelos mercados na mídia internacional. O que se sucede é que as expectativas sobre o Brasil foram muito elevadas. Afirma-se que o México cresce mais que o Brasil, mas, no ano passado, o Brasil cresceu mais. E este ano o Brasil vai crescer mais que o México.

Como avalia o governo do presidente do México, Enrique Peña Nieto?

É um governo que teve muitas boas ideias, boas intenções, algumas realizações, mas os resultados ainda não vemos. Há por um lado impaciência e , por outro, ceticismo.As pessoas estão impacientes e céticas. É possível que haja resultados. Mas é uma incógnita.

Quando a economia brasileira começou a estagnar, a imprensa internacional passou a dizer que a nova potência da América Latina seria o México.

Isso é um pouco falso. O Brasil continua recebendo muito mais investimento estrangeiro que o México. A mídia brasileira é ruim, a mexicana é muito ruim e a mídia internacional, quando fala de Brasil e do México, é péssima. É muito mau conselho escutar o que diz a mídia internacional tanto sobre Brasil quanto sobre o México, porque ela sempre se equivoca.

Como o senhor vê a situação da presidente Dilma Rousseff agora nas eleições brasileiras?

Me parece claro que, em primeiro lugar, há um pouco de cansaço com o PT, que teve três governos bons, mas sempre as pessoas se cansam. As pessoas querem mudança. Assim, a situação da presidente é menos segura do que a do presidente Lula nas duas eleições. Em segundo lugar, creio que houve excessos nos gastos econômicos e sociais durante os anos de Lula, mas os custos quem paga é Dilma. Ela é quem paga o pato. Tudo indica que esta será uma eleição mais difícil para ela do que se havia pensando um ou dois anos atrás.

No Meu Blog de Política
Leia Mais ►

Rede Globo Só Nega


Centenas de blogueiros reunidos em São Paulo aprovaram a realização de campanha para exigir que a Rede Globo mostre o Darf.

Lembrando: Darf é sigla de Documento de Arrecadação de Receitas Federais.

A campanha se relaciona à descoberta que a Globo foi flagrada sonegando impostos nas Ilhas Virgens Britânicas, e condenada pela Receita Federal a pagar quase R$ 1 bilhão.

Até hoje, a Globo não mostrou nenhum documento provando que pagou o que devia.

Foi criado uma logo (acima) e um site exclusivo para a campanha.


Neste site serão publicadas instruções para quem quiser participar da campanha.

Também foi criado um email, para receber informações sobre este tema.


No Tijolaço
Leia Mais ►

Stédile: Movimentos sociais farão protesto dia 29/05 contra Joaquim Barbosa


A liderança mais conhecida do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, um dos palestrantes neste sábado no Encontro Nacional de Blogueiros, anunciou que diversos movimentos sociais acertaram, na última sexta-feira, a realização de uma caminhada até a sede do STF em Brasília, no dia 29 de maio, para protestar contra a decisão de Joaquim Barbosa de proibir o trabalho externo de José Dirceu.

Ele convocou a todos a participarem da manifestação.

“Os movimentos sociais finalmente viraram reacionários, nós vamos fazer uma manifestação para que se cumpra a lei”, ironizou Stédile.

“Faremos uma manifestação para que o imperador Joaquim Barbosa respeite as leis da Constituição Brasileira”.

A decisão dos movimentos sociais serve como um marco divisor para definir Joaquim Barbosa, definitivamente, como um instrumento da direita reacionária.

Não um juiz, mas um marionete de um setor político e midiático que faz oposição não somente ao governo, mas ao interesse nacional, ao povo e, agora, à Constituição.

 Imperdível 

Falas de João Pedro Stédile e Igor Fuser no painel especial sobre a situação da Venezuela no #4BlogProg, realizado no dia 17 de maio de 2014, no Hotel Braston em São Paulo-SP.



Thiago Moro | Tijolaço
Leia Mais ►

PF prende deputado ficha-suja e faz buscas na casa de governador de MT

Operação investiga desvio de recursos e lavagem de dinheiro; ex-secretário da Copa também foi preso


Parlamentar José Riva responde a mais de 100 processos e é considerado o maior ficha-suja do Brasil

O deputado estadual José Riva

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o deputado estadual José Riva (PSD) e o ex-secretário da Copa de Mato Grosso Éder Moraes. Eles são os principais alvos da quinta fase da operação Ararath, que investiga um esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Considerado o maior ficha-suja do Brasil, Riva é ex-presidente da Assembleia Legislativa, de onde foi afastado em razão de um dos mais de 100 processos a que responde.

Além de dirigir a Secopa, Eder Moraes foi secretário de Fazenda e da Casa Civil na administração do ex-governador Blairo Maggi (PR). Não está claro se os crimes investigados têm relação com a Copa do Mundo.

A operação também realizou busca e apreensão no apartamento e no gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB).

O esquema começou a ser investigado com a descoberta de que uma factoring de Cuiabá, de propriedade do empresário Gérsio Marcelino Mendonça Filho, realizava operações de crédito com políticos e empresários sem autorização do Banco Central.

Os agentes federais também fizeram buscas na casa e no gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo. Quando era deputado estadual, Ricardo se revezava com Riva na presidência e na primeira secretaria da Assembleia, os dois principais cargos do Legislativo estadual.

Outro alvo da operação é o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSD), que também é um dos empresários mais ricos de Cuiabá, com patrimônio declarado de R$ 116 milhões. Agentes da PF estiveram dentro da prefeitura atrás de documentos.

Os policiais chegaram à casa e ao gabinete de Riva no início da manhã. Depois de fazer as buscas, o gabinete foi lacrado por agentes federais. Até as 9h40, uma equipe ainda permanecia na casa do parlamentar.

Seus assessores de imprensa confirmaram a operação. Nas próximas horas, deverá ser elaborada uma nota de esclarecimento.

A primeira fase da operação Ararath foi desencadeada em novembro do ano passado, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. Na época, o principal alvo foi o empresário Gércio Mendonça Júnior. Os primeiros passos da operação se concentrou em empresários. Agora é a vez do braço político do esquema.
Leia Mais ►

Para atacar Haddad, apostando no fracasso da Virada Cultural, nem os bebês foram poupados pela fAlha


Folha resolveu pagar todos os micos do pseudojornalismo, agora o Datafolha 'consegue medir os ânimos dos bebês' na virada cultural.

Minha gente, não é só falta de senso do ridículo isso não, isso é exemplo de que o fundo do poço da mídia partidarizada no Brasil é um buraco negro.

Como brincou Débora Cruz no Facebook “Imagino a cara dos bebês chorando e levantando um cartaz com a hashtag #Shatyado“.

MariaFrô
Leia Mais ►

Como o PIG manipula

O que Lula disse:



Várias emissoras, técnicamente concorrentes, se juntam e a menina pergunta: E aí? Como vamos definir a pauta desse discurso do Lula?

Aí quando o Beto Mafra foi tirar satisfação eles correram... E tem gente que acredita na mídia.

Quando o PIG foge:



O que o PIG noticiou:








Malu Rodrigues
Leia Mais ►

Dilma Bolada não está à venda!


Pois bem, como todos sabem há 4 anos eu criei a Dilma Bolada. Desde então minha vida mudou muito devido a isso. Conheci diversas pessoas, lugares e aprendi um monte de coisa. A minha personagem trouxe uma releitura da vida cotidiana da mulher que governa o nosso país, o tom pessoal sempre foi o mesmo, a exaltação e exacerbação da figura de poder de Dilma. Dilma essa que eu sempre admirei, ainda quando Ministra do Presidente Lula, e que resolvi lá em 2010 criar uma conta fake para assegurar o nome de usuário para que terceiro não o usassem de má fé.

Bem, o resto dessa história vocês já sabem. Tudo ocorrera muito bem até que a repercussão e a influência da Dilma Bolada começou a ganhar destaque na mídia de uma forma geral. Isso acabou atraindo a atenção de pessoas que não simpatizavam com a Dilma verdadeira, a Presidenta.

Pedro Guadalupe
Em meados do ano passado, eu tive um sério problema com uma pessoa chamada Pedro Guadalupe (que hoje trabalha para o PSDB). Pra quem não sabe, Guadalupe é um auto-intitulado “marketeiro digital” que atua em Minas Gerais (mas na verdade a especialidade dele é mesmo comprar uns bots, inflar páginas, spam, umas montagens ~engraçadas~ toscas tudo com o engajamento tendendo a zero). Ele já trabalhou para o PT e agora está com o PSDB.

Pois bem, ano passado esse mesmo Pedro Guadalupe criou uma página também chamada “Dilma Bolada” e ameaçou dizendo que caso eu não me juntasse a ele e apoiasse quem ele apoiava, ele iria tomar o nome “Dilma Bolada” de mim e derrubar a minha solicitação de registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial(INPI), ele não apenas me mandou mensagens dizendo como expôs isso no Twitter onde todos puderam ver o caráter do sujeito. Eu, obviamente, ignorei e tudo que ele falara foi de fato um blefe. Dito isto, vamos aos fatos:

Há algumas semanas uma agência de publicidade entrou em contato comigo para conversar. Eu naturalmente aceitei porque é normal as agências procurarem blogueiros e influenciadores para parcerias, eventos, etc. Então, um dos diretores então marcou uma reunião por videconferência e me explicou do que se tratava: a agência que administra diversas páginas aqui no Facebook disse que estava interessada em me convidar para o “casting” deles pois viam em mim um “potencial muito grande”.

Primeiramente eles quiseram saber se eu estava coordenando ou tinha algum contato com a direção do PT, ao negar eles foram direto ao assunto: a agência tinha um plano de venda de apoio político das suas páginas para as Eleições Presidenciais deste ano. Ou seja, diversas páginas que todos curtem, gostam e recebem conteúdo diários, iriam fazer campanha eleitoral para o candidato que fechasse um contrato milionário com eles e iria assim difamar os opositores, praticamente um “mensalet”. Na hora que ele me disse isso, eu fiquei meio que sem reação. A naturalidade com que tudo era dito, era realmente inacreditável. Quando eu pedi para que me fosse detalhado o plano, ele me adiantou que já havia tentado fazer acordou ou reunião com a Equipe do PSB (Eduardo Campos) e PT (Dilma Rousseff) mas que não obtivera sucesso. Contudo, ele afirmou que o PSDB de Aécio Neves ficou muito interessado na transição e que havia chances de fecharem com eles. Eu concordei e disse que era bem o estilo tucano de ser e que provavelmente obteriam sucesso nas negociações.Ao fim da conversa, ele perguntou se eu toparia fazer parte dos “talentos” dele para que fosse feita a negociação com a turma do PSDB.

Para a supresa dele eu aceitei. Por sua reação ele provavelmente deu pulos de alegria. Ele não estava acreditando que já tinha o maior trunfo nas mãos: eu, com a Dilma Bolada, para o ninho tucano. (HAHAHA – SABE DE NADA INOCENTE!) Aos finalmentes: uns dias depois, o cara me retorna o contato dizendo que falou com o Pedro Guadalupe, membro da equipe digital de Aécio Neves, que por sua vez queria falar comigo. Nem deu tempo d’eu responder: o próprio Pedro Guadalupe me enviou um e-mail ansioso se fazendo de amigo, no melhor estilo “lobo em pele de cordeiro” num cinismo sem igual e como se nunca tivesse feito nada pra mim, querendo saber se era mesmo verdade que Dilma Bolada, estava à venda para aproveitar a personagem e usar o seu “capital político/poder para mudar opiniões” dos internautas. Confirmei que eu tinha falado com a Agência e que tudo deveria ser tratado por via dela.

A tal agência, por sua vez, disse que eles queriam que eu assinasse um CONTRATO DE EXCLUSIVIDADE para garantir uma amarra da Dilma Bolada a eles e que pudessem efetuar a transação com os tucanos. Eu, é claro, não assinei coisa alguma. Fui em frente, levando a coisa só pra saber até onde ia a cara de pau. Informei que só assinaria após que estivesse tudo acertado e depois que falassem de como seria de fato o tal esquema.

Diante disso, na semana passada, a Agência combinou com Pedro Guadalupe uma reunião com os dirigentes responsáveis pelo veredicto final… Pra mim foi o bastante. Eu, como vocês podem ver, não esperei o tal veredicto.

Jéferson Monteiro
Resolvi expor tudo isso aqui porque eu há mais de 1 ano venho sido constantemente atacado por pessoas dessa corja. Sujos e cínicos que têm a capacidade de inventarem mentiras absurdas que vão desde histórias de que mantenho “ligação direta com a Presidenta” até “de sou pago com o dinheiro público e recebo R$120 mil/mês” como foi dito recentemente num blog de simpatizantes tucanos.

Não Pedro Guadalupe, eu não quero o dinheiro sujo de vocês. Diferentemente de você eu tenho caráter. Mas é esse o tipo de gente, que Aécio que diz com a maior cara de pau do mundo que “não vai tolerar campanha suja na internet” mantém na equipe, em contato constante com sua irmã, fazendo o possível e impossível para atacar a honra das pessoas e espalhar todo esse chorume de desinformação na internet.

É lamentável que tenhamos chegado a um ponto tão baixo.Por fim, eu queria dizer que nem todo mundo tem seu preço. E que eu e nem a minha criação estão à venda, nunca estiveram. Eu esperei ansiosamente pra escrever isso: vocês podem comprar quem quiserem mas a mim não. O que eu faço não há dinheiro no mundo que pague. Vocês deveriam ter sido um pouquinho mais espertos e terem tido o feeling pra saber que eu não sou e nunca vou ser como vocês. Lealdade não se compra e nem se vende.
RALA TUCANADA!

Jéferson Monteiro

* * *

Leia Mais ►

Direita desesperada faz plágio de filme e agride PT

Leia Mais ►