7 de mai de 2014

Se Feliciano não perdeu o título de pastor depois de fazer o diabo, por que perderia agora?

Ele
A suposta possibilidade de cassação do título de “pastor” de Marco Feliciano significa duas coisas: nada e coisa nenhuma. A Confederação Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo, Confradesp, que representa oito mil pastores, encaminhou ao seu conselho de Ética e Disciplina uma denúncia sobre uma entrevista que Feliciano concedeu à Playboy.

Nela, o deputado falou de sua vontade de ser presidente; que “com certeza têm homens que têm tara por ânus”; e que cheirou cocaína na adolescência. Felomenal. A questão, porém, foi ter feito isso numa revista que “não é uma leitura recomendada aos fieis”, segundo um diretor da entidade.

Ou a tal Confradesp está se utilizando da mesma estratégia do governo dos EUA para se livrar de Al Capone — que matou, contrabandeou, roubou, mas foi para Alcatraz por sonegar impostos —, ou se trata de uma palhaçada hipócrita, o que é mais provável.

Se a organização estivesse realmente preocupada com o fato de ter entre seus quadros um homem como Feliciano — cuja empresa, Ministério do Avivamento, é ligada à Assembléia de Deus —, teria dezenas de motivos mais eloquentes e pecaminosos.

Uma das figuras mais desprezíveis a surgir na vida pública nos últimos dez anos, a organização silenciou quando ele sugeriu o “sepultamento dos pais de santo”. Seu discurso de incitação ao ódio nunca mereceu censura (até Marina Silva, também assembleísta, disse que MF era criticado por ser evangélico e não por suas posições políticas).

Não houve uma palavra dessas lideranças quando afirmou que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” e que “a podridão dos sentimentos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição.”

Não se ouviu falar em problemas quando ele pediu o cartão de crédito de uma pessoa e um carro para a filha em seus cultos. Nem quando apareceram seus funcionários fantasmas, como o neto de seu chefe de gabinete, contratado pela Câmara por 3.000 reais para ficar em Orlândia, interior de SP. Segundo o Correio Braziliense, o rapaz é funcionário de um escritório de advocacia que recebeu 35 mil reais por meio de repasse de sua cota parlamentar.

Com tudo isso, Feliciano jamais ganhou uma advertência da associação evangélica. Pode, eventualmente, receber um pito agora. E se, numa possibilidade remotíssima, perdesse o cargo?

Vida que segue. Ele se autodenominará “presidente”, “chefia”, “capitão”, “comandante”, “bispo”, “profeta”, o diabo, e continuará cometendo as mesmas malandragens e abominações de sempre, com o auxílio e os votos dos mesmos de sempre.

Kiko Nogueira
No DCM
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Caro senador Aloysio: não perca a cabeça; e os riscos do “vá pra puta que te pariu”

Lembre-se, caro senador, que esse clima de “pega pra capar” costuma começar com Robespierre cortando cabeças. E depois a cabeça de Robespierre também vai pra guilhotina. Com todo o respeito, não perca a cabeça.

Caro senador, essa “carta” é escrita sem rancor nem ironia. O senhor provavelmente nem me conhece. Escrevo depois de vê-lo agredir verbalmente um blogueiro que tentou entrevistá-lo na última terça-feira, no Congresso. O senhor xingou o rapaz, avançou contra ele, e depois tentou se justificar nas redes sociais, dizendo que ele era um “ex-assessor do PT”. Aqui um tweet do @Aloysio_Nunes: “acha que um senador de oposição pode ser ofendido por um ex-assessor do PT ? Acha que não há câmeras no Senado?”

A mídia ligada ao tucanato rapidamente espalhou a notícia (falsa) de que um senador reagira a “insultos” de um blogueiro ligado ao PT. O nome do blogueiro é Rodrigo Pilha. As imagens, senador, não mostram insultos por parte do blogueiro. Mas um tratamento até respeitoso — apesar de provocativo. Veja mais detalhes aqui.

Parece-me que o PSDB está mal acostumado: protegido pela mídia paulista e mineira, tem queixo de vidro. Não sabe apanhar, perdeu a capacidade de levar uns golpes. Já quer partir pra briga, pedir cabeças, mandar prender. Lamentável.

Senador, preciso dizer que eu costumava ter certo respeito pelo senhor, pela sua história. Respeito, justamente, pela firmeza que o senhor demonstrou nos momentos em que seu partido esteve na defensiva no segundo governo Lula. Enquanto Serra e Alckmin “esconderam” FHC, e renegaram o privatismo, o senhor fez campanha ao Senado com FHC no horário eleitoral em 2010. Defendeu FHC, e foi apoiado por ele. Gosto de gente que atua assim, de peito aberto. Mesmo carregando um fardo pesado.

Além disso, quando era Chefe da Casa Civil de Serra no governo paulista, o senhor alocou recursos para publicar livro importante, sobre desaparecidos políticos – editado por famílias de gente que morreu lutando contra a ditadura.

Muita gente não sabe que o senador Aloysio foi um dia o “camarada Mateus” — guerrilheiro da ALN. Atuou ao lado de Marighella, deu tiros, assaltou. Jamais renegou esse passado. E nem teria porque fazê-lo: lutava contra uma ditadura. O senhor foi mais prestativo do que certos petistas no momento em que famílias de desaparecidos e mortos pela ditadura precisaram de ajuda. De novo, postura corajosa, na medida em que contraria posições de eleitores e da base social tucana em São Paulo — que se deslocou para a direita.

Pois bem. Ao avançar contra o blogueiro no Congresso, o senhor não mostrou coragem. Ao contrário, confundiu bravura com desrespeito e autoritarismo. Foi covarde, até.

Mais que isso: o senhor justificou o ataque ao blogueiro pelo fato de ele ser do PT. Não esperava que o senhor aderisse à lógica justiceira que já incendeia as ruas e a internet. Há um movimento, um desejo latente em certos setores, de “exterminar o PT”. E ele gera um clima violento de parte a parte. “Tucanalha” de um lado. “Petralha” do outro. Onde isso vai nos levar, senador?

De fato, a abordagem do blogueiro Pilha pode ter irritado o senhor. Mas já imaginou se Genoíno ou Dirceu reagissem da mesma forma, quando foram abordados de forma muito mais agressiva por equipe de TV? Imagine se um parlamentar do PT avançasse sobre um jornalista ou humorista, gritando e xingando como o senhor fez? Estaria sujeito a pedido de cassação, por quebra de decoro. Viraria manchete. Sabemos que a mídia tucana não fará isso com o senhor. Mesmo assim, sua imagem (perseguindo aos berros o blogueiro) percorre a internet; e  não é das mais edificantes.

Imagine se o ex-presidente Lula fizesse o mesmo com certos blogueiros da “Veja” que o atacam de forma muito mais virulenta todos os dias? O Lula teria que dar uns sopapos na turma da “Veja”? Mandar a “PQP”? Esfolar? Prender?

Caro senador Aloysio, o senhor errou.

Perder a cabeça é algo normal. Quem sou eu pra dar lição de moral nesse sentido… Quem me conhece sabe que eu também brigo, não aceito desaforo. Então, senador, o mais grave não foi perder a cabeça. Mas tentar justificar o ataque porque afinal, do outro lado, estava um petista.

Senador, isso parece aquela turma que lamenta o linchamento da moça no Guarujá, porque afinal “ela não fez nada”, “não era a pessoa certa”. Ah, se tivesse feito, então podia linchar?

Esse clima de “linchamento”, de “criminalização” política, afeta hoje mais gravemente o PT. Até porque o bombardeio midiático é desproporcionalmente mais intenso quando há um petista envolvido em denúncias. Mas essa história de “vai pra puta que te pariu, seu petista”, pode virar fácil “morte aos tucanos que acabaram com a água de São Paulo”.

Senador, o senhor deveria pedir desculpas ao rapaz. Isso não o diminuiria em nada. Não significaria ceder em um milímetro nos duros embates com o PT. Legítimos, apesar de quase sempre eu estar do outro lado — e não ao seu lado nesses embates.

A sua história, apesar do PSDB ter ido para a direita, não merecia esse momento Toninho Malvadeza. O senhor é melhor que isso. Apesar de todas nossas discordâncias, sei que é.

E acho que o senhor faria bem se respondesse às perguntas que o blogueiro tentou fazer ao ser interrompido pelo “vai pra puta que te pariu”:

— por que o PSDB quer CPI em Brasília, mas não admite CPI em São Paulo para apurar as denúncias graves de “corrupa” no Metrô e nos trens?

— se o senhor acha que não precisa de CPI em São Paulo porque afinal já há outras instâncias (MP, policia etc) a investigar, por que diabos esse raciocínio não vale para a Petrobrás?

— e o que o senhor acha do envolvimento de seu nome nas denúncias em São Paulo? O senhor não deve? Então explique, sem gritar — por favor.

Lembre-se, caro senador, que esse clima de “pega pra capar” costuma começar com Robespierre cortando cabeças. E depois a cabeça de Robespierre também vai pra guilhotina.

Com todo o respeito, não perca a cabeça.

Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
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O monopólio da mídia no Brasil

Estamos em um país em que só uma empresa (Globo) controla a maior rádio (CBN), a segunda maior revista semanal (Época), o maior portal de internet, o maior canal da TV fechada (Globo news), o maior canal da TV aberta e o maior jornal econômico (Valor). Somado com a editora Abril e a Folha, eles controlam quase toda a informação que circula no país.

No DesmascarandoGloboFolha
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A barbárie chega aos poucos


E quando a gente se dá conta,
está matando uma mulher à pancada
em plena rua


A barbárie chega aos poucos. 

Ela se instala quase sempre sem alarde. 

Na maior parte das vezes, por trás de motivos ditos imperiosos, circunstâncias extraordinárias e outras coisas pretensamente terríveis com que nos convencem a abrir mão de direitos.

Ela cresce sob a batuta do medo e a suposta necessidade de reagir, gerando ainda mais medo, naquele círculo vicioso de uma profecia que se autorealiza.

As pessoas vão se acostumando a romper os limites do que pensam e falam e como se tratam. Jornalistas e políticos abrem mão de seus protocolos e de seus princípios. Juristas acomodam e flexibilizam os conceitos do direito. E a histeria vai comendo a todos pelas bordas.

Quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu.

Já faz tempo que vimos nos seduzindo por um discurso irresponsável e sensacionalista que prega, a partir do eterno mito da impunidade, a necessidade de mais polícia, mais pena, mais prisão, mais tortura, mais mortes.

A lógica do estado policial vai se instaurando como um vírus dentro do corpo social, porque interessa a muitos que combatem, às vezes abertamente, outras de forma sub-reptícia, a preservação do estado social. 

Afinal, direitos são mais caros do que penas. E emancipam, não encarceram.

As soluções de todos os problemas passam, então, pela dinâmica criminal. Tudo é criminalizado e criminalização é cadeia e cadeia é, sobretudo, dor, sofrimento e morte. 

E quando o direito penal não funciona, a culpa não é atribuído ao excesso, mas à escassez, resolvendo-se, então, em mais crimes, mais penas, mais prisões, mais torturas. 

E o reclamo de que o estado é ineficiente, leniente, frouxo e que as pessoas tem “legítima defesa” para agir contra criminosos.

Quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu.

Pouco importa se a cultura do bandido bom, bandido morto resulta em uma contradição inconciliável – porque matar é um crime mais grave do que a maioria dos crimes atribuídos a esses "bandidos" que são mortos.

O importante é aumentar o tônus criminal, porque isso dá audiência, isso dá votos, isso dá ordem e disciplina, isso confirma uma linha imaginária (e, sobretudo, racista) que separa os bandidos dos homens de bem — criminosos em muitas outras órbitas, mas homens de bem assim mesmo.

E na toada vamos concordando com o aumento de penas, com o encarceramento desmedido, com o senso comum de que a impunidade cresce, paradoxalmente com o inchaço da população carcerária, e que, enfim, é preciso aceitar medidas drásticas para situações excepcionais.

E passamos a tratar criminosos como inimigos, manifestantes como terroristas, favelados como subumanos, e vamos admitindo as violências policiais, os estados de sítio implicitamente decretados nas decisões judiciais, e compreendendo a revolta de quem se vê, ou apenas se sente, vítima da criminalidade.

Aí a gente criminaliza a defesa, porque só atrapalha, culpa o habeas-corpus porque atrasa a justiça, responsabiliza os próprios presos pelas violências que sofrem, e admite prender garotos no poste, quando são flagrados no crime, porque, afinal de contas, nada funciona mesmo.

E quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu.

Marcelo Semer
No Sem Juízo
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E se Cantanhede e Gandour fossem sinceros no Fórum da Liberdade de Imprensa?

Os dois
Imagine que os jornalistas Ricardo Gandour, diretor do Estadão, e Eliane Cantanhede, colunista da Folha, fossem por um dia sinceros.

O que eles diriam num fórum sobre liberdade de imprensa, como o que está em curso em Brasília?

A primeira coisa, num espasmo de sinceridade, seria: liberdade de imprensa não pode ser liberdade de um grupo pequeno de famílias ricas que monopolizam a mídia brasileira.

“Vejam, amigos”, diria Eliane, tomada de honestidade. “A Globo, líder do mercado, praticou uma sonegação bilionária na Copa de 2002. Meu jornal fez uma matéria porque o jornalista Paulo Nogueira, do DCM, deu uma bronca no editor, Sérgio Dávila.”

“Fomos adiante? Não. Um telefonema da família Marinho, sócia dos Frias no Valor, liquidou o assunto. Nem uma só linha. Isso, meus amigos, é liberdade de imprensa? Ou de empresa. E isto porque somos, hahaha, um “jornal a serviço do Brasil”. Claro, desde que estar a serviço do Brasil não atrapalhe a Globo.”

Gandour, também tomado de um surto de retidão intelectual, pediria então a palavra a Eliane.

“Amigos, como falar em liberdade de expressão quando as empresas de jornalismo gozam de reserva de mercado?”, indagaria ele. “Vocês estão acostumados a ver editoriais do Estadão e dos demais jornais clamando por um choque de capitalismo. Mas vejam. As grandes companhias conquistaram no passado uma reserva de mercado e preservaram este privilégio mesmo quando em virtualmente todos os outros setores a reserva foi abandonada.”

“Não sei se vocês sabem, mas uma das razões pelas quais a Globo defendeu num artigo a reserva é que os chineses poderiam fazer propaganda do maoísmo se tivessem acesso a uma emissora no Brasil. Também foi dito que haveria risco de perdermos o “patrimônio cultural”, aspas, representado pelas novelas. Amigos, riamos juntos diante dessas razões imperiosas para a manutenção da reserva de mercado no jornalismo.”

Seriam necessários alguns pedidos para que as gargalhadas parassem e os debates pudessem continuar.

“Patrimônio cultural, patrimônio cultural, patrimônio cultural”, gritariam os presentes, como se estivessem num campo de futebol.

Neste momento, Gandour faria uma surpresa. Mandaria passar num telão imagens da novela Avenida Brasil, em que o patrocínio escondido de uma cervejaria levou os personagens a tomar cerveja praticamente a novela toda.

“Patrimônio cultural, patrimônio cultural, patrimônio cultural”, saudariam os espectadores.

E então Eliane retomaria o microfone.

“O Lula tem se queixado da mídia. Mas amigos. Basta olhar o que a imprensa fez com o Getúlio em 54 e com o Jango em 64 para entender que os barões simplesmente abominam governos populares.”

“Isso se mostra em tudo. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, acaba de dizer que a situação está um caos. Algum editorial disse que um juiz não pode falar este tipo de coisa? Quantos votos ele teve? O do FHC e qual mais? E de resto: sendo a Justiça brasileira o lixo que é, qual a autoridade dele para falar do resto? Amigos: que nota podemos dar para a Justiça brasileira?”

“Zero, zero, zero”, responderia a plateia.

Neste momento, apareceria no palco Ayres Britto, que participava do fórum.

“Este senhor acabou com o direito de resposta ao revogar, desastradamente, a Lei de Imprensa”, anunciaria Eliane. Ela apontaria uma velhinha na plateia. “Se um jornal disser que a senhora é uma criminosa, a senhora não terá direito de resposta. Que nota merece este senhor?”

“Zero, zero, zero”, responderia a plateia, outra vez, agora liderada pela voz estrepitosa e indignada da velhinha.

“A regra de ouro do jornalismo é que jornalista não tem amigo”, acrescentaria Eliane. “Meu marido prestou muitos serviços ao PSDB, mas marido não é amigo. Amigos são o Ayres Britto e o Merval, que posam para fotos quase que trocando beijinhos.”

Mas, como sabemos, a ficção é melhor que a vida real, e nada do que foi descrito na verdade aconteceu.

Gandour e Eliane falaram as platitudes habituais, tão ocas, tão indefensáveis que não vale a pena reproduzi-las aqui.

Paulo Nogueira
No DCM
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Tucano Aloysio Nunes assina CPI do propinão do metrô e depois risca seu nome


O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), assinou o requerimento de criação da CPI mista para apurar  o escândalo  do propinão do metrô de São Paulo, mas depois riscou seu nome da lista. O tucano havia aderido ao movimento depois de ser pressionado por aliados de Dilma Rousseff, que acusavam o PSDB de querer evitar a comissão por temer o impacto da investigação sobre o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Depois de assinar o documento, Aloysio afirmou que o pedido de investigação era uma “farsa”, pois não incluía suspeitas de cartel em obras de trem e metrô em cidades e Estados governadas pelo PT e por seus aliados.O líder tucano riscou seu nome do requerimento. Logo depois, o senador Ruben Figueiró (PSDB-MS), que havia assinado logo depois de Aloysio, também riscou seu nome.

No Amigos do Presidente Lula
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O guarda-chuva de Dilma


Nos anos 80, um grande amigo, engenheiro e competentíssimo, era secretário de Obras do Rio de Janeiro.

Tinha acontecido um destes temporais de verão (destes que o verão deste ano não teve) e ocorreram alagamentos na cidade.

Conversando com jornalistas, explicava algumas obras contra cheias que estavam sendo feitas e uma “foquinha” perguntou se, com elas, ele podia garantir que não haveria mais alagamentos no Rio.

Ele, descontraído, explicou que o Rio era uma cidade de montanhas e vales, e de chuvas intensas de verão e que ninguém poderia dizer que jamais ocorreriam alagamentos, mesmo com milhares de obras. E brincou, dizendo que só se poderia garantir isso se houvesse um imenso guarda-chuva sobre o Rio.

A falta de senso crítico da repórter e a molecagem do editor daí tiraram a manchete que ilustrava as fotos do temporal: Secretário de Obras diz que só guarda-chuva pode evitar enchentes.

Alguém poderia contar esta história aos assessores de imprensa da Presidenta Dilma e às autoridades do Governo Federal.

Conversar com jornalistas da grande imprensa no Brasil, mesmo no clima ameno de um jantar, é algo semelhante àquela frase dita nos filmes policiais americanos: tudo o que você disser poderá e será usado contra você.

É assim com a história de que “não está tudo bem” com a inflação, mas que ela “está sob controle”.

É obvio que a frase iria ser a manchete do encontro de Dilma com as jornalistas, ontem.

E, claro, roubaria a cena de tudo o mais que a Presidenta disse — e com muita propriedade — no encontro.

Ou será que a Presidenta imaginava que dariam manchete para sua declaração de que seria “má-fé” qualquer tentativa de repartir o problema da seca em São Paulo com o Governo Federal?

Talvez a presidente não tivesse sido informada que, enquanto jantava, o Jornal Nacional dedicava uma matéria de dois minutos sobre o risco de apagão e nadinha sobre o drama de São Paulo.

Não adianta que, objetivamente, o Brasil esteja a quilômetros do caos do passado.

Todos os dias, jornais e TVs o colocam à beira dele.

E não vai ser diferente até outubro.

Sempre que Dilma tentar se comunicar com o povo por intermediários, o resultado será este: o acessório, a franqueza, a sinceridade e a racionalidade serão sempre usados contra ela.

Não é algo pessoal ou consciente, até, para muitos profissionais.

É porque a mudança, no Brasil, tem um sentido de causa, de paixão, de entrega que os jornais brasileiros nunca tiveram e que os jornalistas brasileiros perderam.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Impactantes imágenes muestran que no solo el fuego mató a la gente en Odesa

 Imagens fortes 


El incendio de la Casa de los Sindicatos de Odesa dejó un gran número de muertos, heridos y desaparecidos, pero los forenses sostienen que las llamas no fueron la única causa de muerte, lo que demuestran las imágenes difundidas en la Red.

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Globo no divã: TV perde um em cada cinco espectadores à noite

A Globo não só não consegue estancar a fuga de audiência anual, como assiste a essa queda se multiplicar no horário nobre. A emissora encerrou abril com uma perda de 22% de ibope na faixa noturna (das 18h à meia-noite) em rede nacional, com relação ao mesmo período do ano passado.

A rede costuma ter uma fuga de 10% de público ao ano. De abril de 2013 a abril de 2014, perdeu um em cada cinco espectadores no país na faixa nobre, que concentra cerca de 70% dos investimentos publicitários na TV aberta.

No mês passado, a Globo registrou à noite média de 21,9 pontos de audiência nacional, ante 28,1 pontos do mesmo período em 2013. Cada ponto equivale a 217 mil domicílios no Brasil. É a maior queda já registrada pelo canal na faixa, deflagrada por uma crise em sua dramaturgia atual. Nenhuma das três novelas no ar emplacou em audiência.

Em São Paulo, a líder perdeu no período 21% de seu público no horário, passando de 25,2 pontos, para 20 pontos. Cada ponto corresponde a 65 mil domicílios na Grande SP.

A queda mais acentuada da Globo coincide com o atual discurso da emissora, que diz se importar menos com a audiência, priorizando a qualidade de suas atrações.

Keila Jimenez
No Escrevinhador
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# PM Terrorista


O Projeto de Lei nº 499 de 2013, que tramita no Senado Federal, pretende tipificar os crimes de terrorismo no Brasil. Essa lei, se aprovada, pode servir para criminalizar ainda mais os movimentos sociais, pois a definição de terrorismo que ela cria é muito vaga. É tão vaga que podemos incluir nela diversos crimes praticados pelas polícias militares de todo o Brasil, classificando a PM como organização terrorista.

O PL classifica terrorismo como: "provocar ou infundir terror ou pànico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou a privação da liberdade da pessoa".

Quando a Polícia Militar solta bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio em meio a centenas de pessoas ou spray de pimenta em manifestantes pacíficos e jornalistas ela não está provocando pànico generalizado mediante ofensa à integridade física e à saúde das pessoas? Quando prende dezenas pessoas arbitrariamente para "averiguação" não está tentando infundir terror mediante tentativa de privação da liberdade da pessoa? E quando faz incursões na periferia, provocando tiroteios e aterrorizando a população com espancamentos e ameaças?

Alguns pedem a aprovação desta lei para enquadrar participantes de black blocs, e aumentar a perseguição a movimentos sociais. O terrorismo no Brasil é praticamente inexistente, a não ser o terrorismo de Estado, praticado diariamente pelo seu braço armado, a Poĺicia Militar. Qual o interesse ao criarmos uma lei antiterrorismo no Brasil? Com que intuito ela está sendo criada? A definição de terrorismo presente nela é precisa? O que é terrorismo afinal? Se aprovada esta lei, ela vai valer também para ser aplicada contra os abusos diários da Polícia Militar?

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Los 4 'pilares' de China en América Latina


Entre 2005 y 2013, China otorgó a América Latina y el Caribe 102.200 millones de dólares en préstamos, sin contar las multimillonarias inversiones en los sectores petrolero y minero.

China otorgó a América Latina y el Caribe 102.200 millones de dólares en préstamos entre 2005 y 2013, según un estudio conjunto de la Iniciativa de Gobernanza Económica Global de la Universidad de Boston y del centro analítico Diálogo Interamericano. Los prestamos iban dirigidos fundamentalmente a proyectos infraestructurales (más de la mitad) y a los sectores energético y de minería.

En el mismo periodo el país asiático invirtió 346,700 millones de dólares en el sector energético y 171.000 millones de dólares en minería, sin contar otros sectores, según las cifras de Diálogo Interamericano.

Tanto en América Latina como en el resto del mundo el financiamiento crediticio chino tiene carácter tanto económico como diplomático, afirman los autores del estudio. La estrategia de Pekín combina la compra a los productores latinoamericanos de materias primas, con ganar una participación mayoritaria para tener un mayor control, al o que se une la fusión con compañías que ya están funcionando.

Venezuela

La mayoría de los préstamos chinos a partir del año 2007 los recibió Venezuela: 50.600 millones de dólares. Por otro lado, Venezuela es el segundo país que más inversiones chinas recibe. Las cifras muestran perfectamente que este país, y en particular sus reservas de crudo, representan el principal interés chino en el continente. En septiembre de 2013 el gigante chino Corporación Nacional Petrolera de China (CNPC), la quinta compañía mas grande del mundo por sus ingresos, anunció una inversión de 28.000 millones de dólares para un nuevo proyecto en la Faja Petrolífera del Orinoco. A este acuerdo se suma otro, valorado en 14.000 millones de dólares, entre el ministerio del Poder Popular de Petróleo y Minería de Venezuela y la refinería más grande de China, la estatal Sinopec.

Otro gran proyecto es el Fondo Conjunto Chino Venezolano dedicado al desarrollo de varios proyectos de infraestructura que en septiembre del año pasado recibió 5.000 millones de dólares.

Brasil

El petróleo de Brasil también atrae al capital chino. En Brasil opera principalmente Sinopec, la petrolera más grande china y la cuarta más grande del mundo según sus ingresos, que en octubre de 2010 adquirió el 40% de la petrolera española Repsol por 7.100 millones de dólares. Un año después adquirió también el 30% de la petrolera portuguesa GALP por más de 5.000 millones de dólares.

El pico de préstamos a Brasil por parte de China fue alcanzado en 2009 con 10.300 millones de dólares, de los que 10.000 los recibió la petrolera brasileña Petrobras. Pese a que desde entonces ha bajado considerablemente, es precisamente Brasil el país que recibe mas inversiones chinas, sobre todo en el sector energético y la minería.

Argentina

Argentina, con 14.100 millones de dólares, es el segundo país, después de Venezuela, que más préstamos recibió de China y el cuarto país que más inversiones recibe. En los últimos años varios proyectos de infraestructura recibieron más financiación de este país asiático que lo recibido por el sector energético. Se trata en particular de desarrollo de ferrocarriles, incluyendo el metro de Buenos Aires y los trenes de alta velocidad, que a partir del 2010 obtuvieron casi 14.000 millones de dólares.

En Argentina opera la tercera mayor petrolera china CNOOC, que gradualmente se ha convertido en la segunda más grande después de la nacionalizada YPF, lo que logró a través de una serie de adquisiciones.También en Argentina opera Sinopec que en 2010 adquirió la estadounidense Occidental Petroleum por 2.450 millones de dólares.

Perú

Perú es el tercer país latinoamericano que más inversiones recibe de China pese a que, a diferencia de los países anteriores, no cuenta con extensas reservas de petróleo. En cambio, la minería peruana atrae la mayor parte de la inversiones chinas. En particular el consorcio chino MMG, junto con dos grupos más, igualmente chinos, adquirió en abril a la compañía suiza Glencore Xstrata la mina de cobre Las Bambas por 5.800 millones de dólares. Con esta y otras adquisiciones China logró el control sobre el 33% del sector minero peruano, según la Cámara de Comercio Peruano China (Capechi).

Otros proyectos

La presencia de China en América Latina se extiende más allá de los sectores energético y minero. Compañías chinas desarrollan múltiples proyectos en sectores como las telecomunicaciones, la automoción, la maquinaria, la agricultura, la construcción, la electricidad y la energía renovable en varios países, desde México hasta Brasil.

No RT
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A alegre proposta do Santander

http://www.maurosantayana.com/2014/05/a-alegre-proposta-do-santander.html


Quando estavam no auge as expulsões de milhares de brasileiros da Espanha, de aeroportos nos quais ficavam, às vezes, por dias, trancados em salas insalubres, sem contato com nossas autoridades consulares, os espanhóis sonhavam em entrar para o G-7 e diziam ser a oitava potência econômica do mundo.

Foi com esse tipo de conversa, e graças a bilhões de euros em ajuda dos fundos da União Européia, e a outros bilhões de euros em dívida, que suas companhias e seus “empresários”, chegaram ao Brasil nos anos 1990, para aproveitar o desmonte de vastos setores da economia brasileira.

Naquele momento teria feito fortuna quem tivesse comprado a Espanha pelo que ela realmente valia, e vendido pelo valor que boa dos espanhóis lhe atribuía.

Hoje, a Espanha é a décima quarta economia, seu PIB diminuiu 1.2% em 2013, o desemprego é de 26%, a dívida pública líquida está em 96%, e suas reservas são de aproximadamente 20 bilhões de euros, enquanto as nossas são de mais de 370 bilhões de dólares.

Por lá, o número de residências sem nenhuma pessoa empregada na família alcançou quase dois milhões, no primeiro trimestre, a população ativa baixou em 187.000 pessoas, e milhares de famílias foram despejadas desde 2008, por falta de pagamento da prestação da hipoteca, mais de 80.000 apenas no último ano.

E, como costuma ocorrer a cada duas gerações, seus desempregados partem, novamente, para outros países, inclusive o nosso, em busca de futuro.

Mesmo assim, as empresas espanholas e seus “executivos” no Brasil não perdem a pose. E agem como se fossem acabado exemplo de competência e modernidade, sem deixar de pavonear a suposta “Marca Espanha”. Mesmo que estejam devendo dinheiro e impostos ao governo federal e tenham prejudicado milhares de investidores brasileiros.

A VIVO, por exemplo, deve três bilhões de reais ao BNDES, e contesta na justiça mais seis bilhões de reais em impostos devidos à Receita Federal, embora haja contratado, a peso de ouro, por um período, o genro do Rei Juan Carlos, acusado de corrupção, e envie centenas de milhões de euros em remessas de lucro para a matriz todos os anos.

No caso do Santander, quem foi na conversa do Sr. Emilio Botín (foto) quando da estreia do banco na Bovespa, em 2009, já perdeu 45% que investiu.

Agora, “generosamente”, Botín acaba de anunciar a intenção de recomprar 25% do capital do Santander Brasil, que vendeu para seus “sócios” brasileiros a 22,50, a ação, há cinco anos, por 12,74 a unidade, mais um “prêmio” de 20%, o que dá um total de 15,28 reais.

A intenção, segundo a imprensa espanhola, é, além de embolsar a diferença, aumentar, com esses papéis, o lucro da matriz, em meio bilhão de euros por ano, a partir de 2015.

Quem aceitar a proposta, não receberá dinheiro, mas sim outras ações que Botín está emitindo na Espanha, no valor de 665 milhões de euros. Resta saber quanto ele oferecerá por elas, se vier a recomprá-las, daqui a alguns anos.
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A seca seletiva da imprensa brasileira


A crise da água em São Paulo não está sendo coberta pela imprensa.

Está sendo encoberta, isso sim.

Pergunto se o distinto amigo e a querida amiga viu uma reportagem sequer, acompanhada das fotos correspondentes, sobre as “obras” que vão permitir o bombeamento da água do fundo das represas do Cantareira, viu?

Para não dizer que não houve nenhuma, houve uma, mostrando dois tratores limpando uma área junto à represa do Atibaia.

Nada mais.

Hoje, o Cantareira deve amanhecer com apenas 9,8% de sua capacidade, já que os 10% de ontem são apenas obra do “arredondamento” feito pela Sabesp. O relatório da Agência Nacional de Águas já apontava 9,9%.

O maior reservatório, Jaguari-Jacareí, está reduzido a 2,5% de seu volume.

2,5%, isso mesmo.

Vou dar os números, que são públicos e acessíveis pela internet.

Em 31 de janeiro, o Cantareira tinha 217 bilhões de litros de água.

Ao fim de fevereiro, 160 bilhões.

Terminou março com 127 bilhões de litros.

Hoje, tem 96 bilhões de litros, mesmo com toda a economia compulsória que descontos e multas impõem aos consumidores mais pobres.

Isto — ao lado da melhoria das chuvas em março e abril — permitiu baixar de 40 para 30 bilhões de litros a perda mensal do sistema.

Este mês a situação será pior e o esvaziamento vai superar os 40 bilhões de litros, como em fevereiro, mesmo com a vazão de saída reduzida.

Precisa de máquina de calcular?

Se tudo der certo, o bombeamento inédito leva a água até novembro. Claro, se o outro sistema que foi mobilizado para socorrer o Cantareira — o Alto Tietê — aguentar a sobrecarga.

E chega-se ao período de chuvas “devendo” nada menos que 180 bilhões de litros de água para que ela volte ao nível das comportas, sem exigir bombas.

Se as chuvas voltarem com força, o cenário em 2015 será igual ao de hoje.

Mas o distinto amiga e a lúcida leitora leem todos os dias previsões catastróficas sobre a… falta de luz iminente.

A capacidade aproveitada do armazenamento de água nas hidrelétricas é, entretanto, quatro vezes maior do que a do Cantareira.

Era, no domingo, de 42,5%, somando todo o Sistema Interligado Nacional. Angra I, parada desde fevereiro para manutenção programada, está sendo progressivamente (como é normal em geradoras) religada desde o final de semana. A pior situação, a do Sudeste, está em 38,8%.

Não é uma questão de torcer por uma “seca federal” ou uma “seca estadual”, porque as pessoas e a economia precisam de luz e água.

Nem de que haja uma seca em São Paulo e abundância de águas no resto do Sudeste.

O Brasil foi advertido em 2001 da fragilidade de seu sistema e São Paulo o foi na seca de 2004.

Não se discute a sua justeza, mas o fato é que só temos uma situação elétrica insegura porque Belo Monte foi atrasada pelas questões ambientais, do contrário estaria gerando hoje quase um quarto de nossas necessidades elétricas, com o período chuvoso do Norte do país.

Em São Paulo, nem sequer discutimos questões ambientais, pelo simples fato de que não se fez nada ou quase nada em matéria de melhoria do sistema de abastecimento.

Onde o amigo ouviu isto ser debatido na imensa “cobertura” que tem a crise na geração de energia?

A imprensa brasileira tme um nível mais baixo que o do Cantareira, já disse isso aqui.

E é tão turva quanto as águas do “volume morto” de seus reservatórios.

Fernando Brito
No Tijolaço

http://www.gazzeta.com.br/wp-content/uploads/2014/03/AGUA-TURVA.jpg
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Vale tudo: oposição barra Direito de Resposta por denúncias contra o governo

Ontem à noite o projeto de lei do Direito de Resposta, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB), que garante que ofendidos injustamente por matérias jornalísticas tenham direito de responder com mesmo destaque, periodicidade e dimensão estava para ser votado na Câmara e havia sido feito um acordo de lideranças para que ele fosse aprovado.

Mas começou a discussão e de repente deputados do DEM, do PSDB e do PPS passaram a alardear o perigo de se dar o direito de resposta “especialmente” em um momento de denúncias que a imprensa faz ao governo de Dilma Rousseff.

O deputado Roberto Freire, do PPS, lembrou que o PT quer regular a mídia e que poderia usar esta lei como um início deste processo. “Nós estamos discutindo isso em um momento em que o Brasil está vivendo um momento crucial da CPI da Petrobras, e a imprensa tem tido um papel fundamental”, disse. “Com esta lei nós vamos calar a imprensa na investigação dos escândalos de corrupção.”

A relatora Luciana Santos (PCdoB) saiu em defesa do projeto de lei, mas ele acabou saindo da pauta de votação. É um vexame que um argumento tão estapafúrdio de defesa da liberdade da imprensa permitindo crimes contra a honra e dignidade cidadã prevaleçam no Congresso brasileiro. O vale tudo da oposição chegou a níveis alarmantes. Mais alarmantes do que o risco de falta de água em São Paulo.

Renato Rovai
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Aloysio Nunes Ferreira desmascarado por blogueiro


Bom Dia.

Ontem fui preso ao fazer perguntas “inconvenientes” ao Senador Aloysio Nune. Em nenhum momento o agradi ou fui descortês. Na terceira pergunta ele perdeu a linha, me xingou e partiu para a agressão. Tanto no meu filme como nas imagens internas do senado é possível comprovar a agressividade e autoritarismo do Senador.

Quando estava indo embora, já fora do Senado, a Polícia do Senado, a mando de Aloysio Nunes, me perseguiu por cerca de 300 metros já fora do Senado e me arrancou de dentro de um ônibus com o intuito de me proibir de publicar o vídeo.

Foi complicado mas consegui publicar. Ainda assim me ameaçaram e tentaram me coagir já dentro da delegacia do Senado, e o Diretor de Polícia, chamado Pedro, ordenou que eu apagasse o vídeo. Me neguei e como retaliação eles RETIVERAM meu celular sem lacrá-lo para “periciá-lo”. Chegando em casa notei que já haviam tentado acessar e alterar senhas e contas de e-mail a partir do dispositivo.

Constatei isso a partir de alertas do próprio Gmail/Google. Mando para vocês o vídeo que fiz ontem desmascarando a “liberdade de expressão” de Aloysio Nunes. Se vocês acharem importante, fiquem à vontade para usar como quiserem meu vídeo que está postado na íntegra e sem edição.

Muito Agradecido!

Rodrigo Grassi - blogueiro
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Guerra nos bastidores da Ciência: o que há por trás da previsão de fracasso do esqueleto-robô da Copa

O ex-presidente Lula em visita recente ao laboratório do projeto Andar de Novo montado na Associação à Criança com Deficiência (AACD), em São Paulo. 
Fotos: Roberto Stuckert/Instituto Lula e Facebook de Nicolelis

Se você pensa que jogo bruto, rasteiras e tentativas de assassinato de reputação são coisas da política, prepara-se para conhecer os bastidores de uma guerra na ciência de ponta. Vai se surpreender como nós.

Divergências são comuns no mundo acadêmico. Fazem parte da evolução do conhecimento científico. Certas disputas, porém, viram carnificina.

Em 12 de junho, na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, em São Paulo, o mundo assistirá ao vivo a demonstração de um salto da ciência: um jovem paraplégico, “vestindo” uma  “roupa robótica” (exoesqueleto), dará o chute inaugural na cerimônia.

É apenas a primeira etapa do projeto Andar de Novo, liderado pelo o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis  e do participam 156 pesquisadores do Brasil, EUA, Inglaterra, França, Suíça, Alemanha, Portugal, Chile, entre outros países.

O objetivo dessa pesquisa, no futuro, é permitir que paraplégicos possam andar novamente.

Porém, Nicolelis e o projeto Andar de Novo estão sendo alvejados por alguns pesquisadores que tentam transformar esse momento histórico da ciência brasileira em algo ruim.

Em 29 de março, reportagem publicada pela Folha de S. Paulo traz críticas ao seu trabalho.  Diz a matéria:

Edward Tehovnik, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN, chegou a trabalhar com Nicolelis, mas rompeu com o cientista, que o demitiu. Ele questiona quanto da demonstração de junho será controlada pelo exoesqueleto e quanto será controlada pelo cérebro da criança.

“Minha análise, baseada nos dados publicados, sugere que menos de 1% do sinal virá do cérebro da criança. Os outros 99% virão do robô”. E ele pergunta: “Será mesmo a criança paralisada que vai chutar a bola?”.

Sergio Neuenschwander, professor titular da UFRN, diz que a opção pelo EEG é uma mudança muito profunda no projeto original. Ele diz que é possível usar sinais de EEG para dar comandos ao robô, mas isso é diferente de obter o que seria o código neural de andar, sentar, chutar etc.

“O fato de ele ter optado por uma mudança de técnica mostra o tamanho do desafio pela frente.”

Engana-se quem acha que por trás desses ataques estejam razões puramente científicas.

Há guerra de egos, inveja do sucesso alheio, brigas pelo poder, disputas por verbas e até motivos ideológicos. Nicolelis vota abertamente em Lula, Dilma e no PT. E os seus pares (a esmagadora maioria) e a mídia não perdoam o seu posicionamento político. Já um dos seus críticos é antipetista, como perceberão mais adiante.

Mergulhamos então na internet. Ouvimos várias pessoas, entre os quais pesquisadores e alunos, para conhecer melhor os pesquisadores entrevistados pela Folha  e tentar entender o que está acontecendo.

Miguel Nicolelis é pesquisador e professor da Universidade  Duke, nos EUA,  e coordenador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), no Brasil.

Em junho de 2011, o IINN-ELS, criado por ele em 2005, passou por uma cisão.

O professor Sidarta Ribeiro deixou a instituição. Foi dirigir o Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Neuenschwander faz parte do grupo que acompanhou Ribeiro.

Tehovnik, que em fevereiro já havia detonado Nicolelis na mesma Folha, foi para o Instituto do Cérebro em 2012, após ser demitido do IINN-ELS por falta de produção científica.

Com base nessa e em outras informações levantadas, o Viomundo pediu a Tehovnik e Neuenschwander, via e-mail, que esclarecessem as críticas e outras questões surgidas na apuração desta matéria. Reafirmamos a solicitação outras vezes. Nenhum respondeu.

FONTES DA FOLHA NUNCA TRABALHARAM COM INTERAÇÃO CÉREBRO-MÁQUINA

É de 1985 o primeiro artigo cogitando a possibilidade de interação do cérebro com computador  — a chamada interface  cérebro-máquina.

Em 1999, Nicolelis e seu colega John Chapin, da Universidade Duke (EUA), comprovaram isso num estudo pioneiro com ratos. Em 2000, demonstraram em macacos. Em 2004, em seres humanos.

A interface cérebro-máquina é uma das áreas da ciência onde avanços estão ocorrendo. Tanto que, em 2011, a Fundação Nobel (a mesma dos prêmios) realizou, em Estocolmo, Suécia, um simpósio chamado 3 M: Mente, Máquinas e Moléculas.

Fizemos uma busca no Pubmed, considerada uma das maiores base de dados  de publicações científicas e de pesquisas biomédicas. Até 24 de abril, 1.789 artigos sobre a interface cérebro-máquina tinham sido publicados no mundo.

Em 2000, foram 19. Em 2005, 60.  Em 2010, 170. Em 2013, 309. Este ano já somam 97.

Na semana passada, Miguel Nicolelis, postou na sua página no Facebook:

Precisamente às 12:21 do dia 29/04/2014, o BRA-Santos Dumont 1 deu os seus primeiros passos e chute controlados pela atividade cerebral de um paciente do projeto Andar de Novo que também experimentou a sensação tátil desses movimentos do exoesqueleto.

BRA-Santos Dumont 1 é o nome que recebeu  o primeiro exoesqueleto. Os testes estão demonstrando que o conceito de controlar os movimentos do exoesqueleto pelo cérebro – a chamada interface cérebro-máquina — funciona e é viável.

Tehovnik, no entanto, contesta a validade científica da interface cérebro-máquina assim como do projeto Andar de Novo.

Curiosamente, ele Neuenschwander não têm experiência com interface cérebro-máquina para reabilitação motora. Eles nunca trabalharam nem participaram de projeto de pesquisa na área. Também não têm publicação original na área.

O mais próximo que Tehovnik chegou foi o artigo de revisão “Transfer of information by BMI”, feito com mais dois autores e publicado na Neuroscience, em 2013.

Aí, sem experimento nenhum, apenas com base em alguns cálculos em computador, ele conclui que “mais pesquisas sobre a compreensão de como o cérebro gera movimento são necessárias antes de ICM poder se tornar uma opção razoável para pacientes paraplégicos”.

Para quem não sabe, a conclusão que “mais pesquisas são necessárias para compreensão de fenômeno X” é um lugar comum na literatura científica, geralmente utilizada quando o pesquisador não tem nada a concluir.

POUCOS TRABALHOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS NOS ÚLTIMOS ANOS

Sergio Neuenschwander é brasileiro e sua área de pesquisa, a visão. Atualmente é professor titular do Instituto do Cérebro da UFRN.

Durante mais de 10 anos, atuou num dos mais sofisticados institutos de neurociência da Europa, o Instituto Max Planck, na Alemanha. Aí, fez pós-doutorado e trabalhou no laboratório do conceituado neurofisiologista Wolf Singer.

A ideia inicial era Neuenschwander trabalhar no IINN-ELS, mas,  devido à cisão, nem chegou a atuar na instituição.

seu nome aparece, junto com o de vários outros cientistas, como um dos responsáveis pela concepção do projeto de repatriação de capital humano, que está na origem tanto do IINN-ELS quanto do Instituto do Cérebro/UFRN.

Acontece que ele só voltou ao Brasil em 2011. Pedimos uma cópia de documentos oficiais que demonstrassem essa participação. Não enviou.

Segundo o Pubmed, Neuenschwander não publicou nenhum trabalho de relevância internacional desde a sua ida para o Instituto do Cérebro/UFRN. As suas 14 publicações listadas nessa base de dados são da época no Max Planck.

Já Tehovnik é canadense. Fez boa parte da carreira no laboratório de Peter Schiller, professor de fisiologia médica, sistema visual e sistema oculomotor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

Em 2009, veio ao Brasil pela primeira vez. Foi para assumir a vaga de professor adjunto na UFRN. Poucos meses depois pediu demissão.

No final de 2010, retornou. Foi trabalhar no IINN-ELS, onde recebeu uma bolsa DTI (desenvolvimento tecnológico industrial), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ficou até  janeiro de 2012, quando foi demitido.

Ainda em 2012, prestou concurso para professor de Neuroengenharia no Instituto do Cérebro/UFRN. Foi reprovado.

Atualmente, com bolsa do CNPq, é pesquisador sênior visitante no laboratório de Sergio Neuenschwander. De acordo com o Pubmed, nos últimos cinco anos, publicou quatro trabalhos científicos originais, sendo três de revisão. Apenas um envolveu experimentos feitos nos tempos de MIT.

ALÉM DE NICOLELIS, PESQUISADOR ATIRA CONTRA BRASIL, BRASILEIROS E O PT

O Research Gate é uma rede social para cientistas de todas as áreas. É como um Facebook para pesquisadores. Aí, compartilham seus artigos, comentam, fazem discussão científica.
Tehovnik tem uma conta aí. Parece metralhadora giratória.

Alguns exemplos.


 

Nele, o dr. Tehovnik diz:

Vamos comparar dois estilos de vida no Brasil. Primeiro, Paulinha, de Natal, Brasil, que é uma trabalhadora doméstica com nove filhos. Todo mês ela recebe R$ 500 do governo brasileiro, através do programa Bolsa Família. Também a cada mês Paulinha recebe um cheque de R$ 500 para a limpeza de casas durante cinco dias por semana, 8 horas por dia. Sua renda mensal total é de R$ 1 mil.


Contudo, para os R$ 500 Reais (do governo ), Paulinha vota para o partido político que lhe proporciona o apoio financeiro, ou seja, do partido PT de Lula (já que eles estão atualmente no poder) .

Em segundo lugar, temos Edward que é um cientista em Natal, Brasil. Todos os meses, ele e sua família recebem R$ 10 mil reais de um investimento no banco HSBC mais R$ 5 mil do governo federal brasileiro por bolsa científica do CNPq.

… Embora Edward não possa votar (pois ele é um estrangeiro) sua esposa, uma brasileira, vota contra do PT de Lula. Ao contrário de Paulinha, sua esposa sabe que o PT é corrupto (infelizmente  muito parecido com todos os outros partidos) .


O governo brasileiro tem investido milhões de dólares nas ideias de Miguel Nicolelis. Quais serão as consequências para a Ciência brasileira de um jovem paraplégico dar um chute numa bola, na abertura da Copa do Mundo?

A fraude na pesquisa de clonagem na Coreia do Sul quebrou a autoestima da ciência daquele país.

Será que o mesmo aconteceria com a ciência brasileira?


Em cima desses dois textos, perguntamos a Tehovnik nas mensagens que lhe enviamos:

* Qual sua opinião sobre o atual governo brasileiro?

* E sobre a situação atual do Brasil?

Imediatamente após dizer que a fraude na pesquisa de clonagem na Coreia do Sul quebrou a autoestima da ciência daquele país, o senhor pergunta: “Será que o mesmo aconteceria com a ciência brasileira?” O que exatamente o senhor quer dizer ao tentar comparar a fraude na Coreia do Sul com o projeto do professor Miguel Nicolelis?

Tehovnik não respondeu.

A propósito, no texto Perdido na tradução (Lost in translation), ele afirma:

… em Brasília, no gabinete do ministro Fernando Haddad, em agosto de 2011, nos foi assegurado pela tradução do professor Nicolelis que o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte acabara de ser demitido.


“Mentira!”, segundo outro participante. “Nem Nicolelis nem qualquer outra pessoa presente à reunião nunca disseram que o reitor da UFRN tinha sido demitido”, salienta.

SOBROU ATÉ PARA O VIOMUNDO: NOS CHAMA DE PAPAGAIOS NICOLELIANOS

Antes que perguntem, a repórter antecipa: Neuenschwander e Tehovnik receberam as perguntas do Viomundo.

Uma das provas: mensagem de Tehvonik a Larry C. Woods, com cópia para várias pessoas, entre as quais, Neuenschwander e Sidarta Ribeiro. Um dos copiados reenviou esse e-mail para a repórter, assim como a resposta de Larry C.Woods para Tehvonik.

Assunto: Os papagaios nicolelianos estão de volta! 

Os papagaios somos nós, do Viomundo. No corpo do e-mail, a mensagem que esta repórter havia mandado naquele dia, 10 de abril, um pouco mais cedo, dizendo que era o último prazo para ele responder nossas perguntas.


LARRY SUGERE QUE TEHOVNIK MANDE NICOLELIS “SE FODER’ E VIRA UM MISTÉRIO

Larry C. Woods  baixa ainda mais o nível dos ataques a Nicolelis, revelando o submundo da Ciência e um enigma.

Larry responde para Tehovnik:

Saudações Ed:

Lembre-se sempre de que este arrogante papagaio [aí, ele refere a Nicolelis] “não é teu chefe”!

Eu posso dizer pelo jeito e tom que ele geralmente intimida todas as pessoas.

Mande ele “se foder”!

Será que a informação vem do Researchgate?

Talvez ele tenha tido acesso a alguns dos seus e-mails.

Romulo Fuentes (o sapo) e Antonio Pereira (a toupeira) são meus suspeitos.

Cumprimentos,

Larry

 

Um cientista note-americano a quem mostrei esse e-mail ficou pasmo. Segundo ele, nos EUA, cientista não usa palavrão em e-mail para várias pessoas.

Larry tem inglês abrasileirado e entende português. Foi capaz de compreender as perguntas do Viomundo. Também conhece bem a pequena comunidade que trabalha com neurociência, em Natal. Tanto que cita Nicolelis, Rômulo Fuentes, diretor do IINN-ELS, e Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro/UFRN.

Larry C. Woods é LC Woods, o segundo autor do artigo de revisão “Transfer of information by BMI”, publicado por Tehovnik, em 2013 na Neuroscience.

A sua “gentileza” nos motivou saber mais dele, para entrevistá-lo.

Só que – acreditem! — Larry C Woods virou um grande mistério.

Na internet, não encontramos  nenhum currículo em nome do L C Woods, Lawrence ou Larry C. Woods.

Na base de busca de dados científicos, não há  nenhuma informação sobre qualquer Larry C. Woods com experiência no campo da neurociência.

Também não aparece na base de dados unificada brasileira online para os pesquisadores, onde qualquer pesquisador com afiliação primária a uma instituição acadêmica brasileira está listado.

Na internet, ele só aparece no perfil que tem no Research Gate. Aí, ligado a Tehovnik (devido ao artigo de revisão) e ao Instituto do Cérebro da UFRN. É como também se apresenta no trabalho publicado na Neuroscience.



Tentamos localizá-lo no Instituto do Cérebro da UFRN.

Perguntamos para alguns alunos, nada.

Além de e-mail para o próprio, escrevemos para Tehovnik, Neunschwander, Sidarta Ribeiro e Martim Cammarota (respectivamente diretor e diretor-administrativo da instituição). Até para a reitora. Estranhamente, nenhuma resposta.

Uma única pessoa do setor administrativo disse: ”Sim, o pesquisador Larry está conosco. Repassarei a sua mensagem para ele”. Ele, porém, não nos contatou.

Pedimos ajuda à a secretária-executiva do Instituto do Cérebro. Tanto por telefone quanto por e-mail ela  foi peremptória: Larry C. Woods não faz parte do Instituto do Cérebro.


Diante da busca infrutífera, só me restou pedir ajuda ao editor-chefe da Neuroscience, Stephen Lisberger, para esclarecer o mistério. Afinal, Larry C. Woods é coautor de artigo que saiu na publicação que ele dirige.

O dr. Lisberger diz que “LC Woods existe”,  mas não deu nenhuma prova da existência, apesar da nossa insistência.

E o mistério Larry C. Woods continua.

Seria um estudante começando a carreira?

Ou alguém da área técnica?

Teria sido do Instituto do Cérebro e foi para outra universidade?

Por que não tem rastros dele na internet, exceto o perfil no Research Gate, que o liga a Tehovnik?

Seria um pseudônimo para esconder a sua verdadeira identidade? Se sim, por quê? Qual a sua verdadeira identidade?

Se for um nome fake, seria correto usá-lo numa publicação científica do gabarito da Neuroscience?

Diante disso tudo, deixo duas perguntas para vocês:

1.Os pesquisadores  usados pela Folha (um deles associado ao ainda misterioso Larry) têm condições científicas para tentar assassinar a reputação de Nicolelis?

2. A bolsa do CNPq a Tehovnik não seria melhor utilizada se fosse destinada a um jovem cientista brasileiro que estivesse a fim de produzir?

Em tempo 1. Acabo de descobrir que o professor Neuenschwander tem um biotério com macacos no Instituto do Cérebro/UFRN. Um deles se chamaria de “Larry”.


Seria o Larry que estamos procurando?! Larry, mostra o currículo, com foto, CPF e RG!

Em tempo 2. Para Nicolelis (aqui e aqui), as declarações contra o seu trabalho são “mais uma tentativa de ataque pessoal. Nós, de nossa parte, continuamos a fazer aquilo que sabemos fazer bem: trabalhar pelo avanço da ciência brasileira”.

Conceição Lemes
No Viomundo
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